28 fevereiro 2009

Eh pá, lê...


Eh pá, lê este artigo de Olavo de Carvalho, filósofo brasileiro a viver nos Estados Unidos da América.
Em língua portuguesa, não conheço maior desmascarador da estrutura mental de esquerda, estado de pensamento infanto-juvenil que não cedeu lugar a uma visão adulta do homem e do mundo.
Lê este artigo.
Não custa nada.
http://www.olavodecarvalho.org/semana/090226dc.html
+++
«A mentalidade revolucionária não é só inversão do tempo: é inversão das relações lógicas de sujeito e objecto, dos nexos de causa e efeito, da relação entre crimonoso e vítima, etc. [...]. É nesse ponto, precisamente, que a mentalidade revolucionária tem de ser atacada de maneira implacável e incansável: ela é demência megalómana na sua essência mesma. Ela nunca pode produzir nada de bom. Ela é a mentira existencial mais vasta e profunda que já infectou a alma humana desde o início dos tempos. Ela é crime e maldade desde a sua raiz mesma - e é essa raiz que tem de ser cortada, não as ramificações mais aparentes apenas» (Olavo de Carvalho).

Barroca d'Alva no olho do furacão

O semanário «Sol» noticia na sua edição deste sábado que a Herdade da Barroca d'Alva, em Alcochete, esteve à beira de mudar de proprietários.
O negócio tinha uma enorme cereja no topo do bolo e acerca dela escrevi em Novembro e Dezembro de 2006.
A propósito: essa herdade situa-se bem mais perto da área do novo aeroporto que de Rio Frio.

Alcochete um feudo?


Se os laços da terra com o rio forem quebrados, se os lugares-testemunhos das alegrias e dores dos nossos pais e avós forem descaracterizados, não só o amor dos autóctones pelo chão natal desfalecerá, mas também a escolha dos novos moradores para viver perderá todo o interesse.
Que aberrações como a gasolineira dos Barris jamais sejam permitidas e que a Praia dos Moinhos seja restituída aos munícipes.
Poderemos lá embarcar na ideia de que Alcochete se torne um feudo de dois ou três senhores que manifestamente têm tido o apoio velado de autarcas de hoje e de ontem?
A força política que decididamente quiser mudar todo este sinistro estado de coisas tem que projectar um programa de sensibilização ao voto dirigido aos novos moradores porque está muito nas mãos destes a chave para a resolução dos problemas que afligem todos os homens e mulheres de olhos na cara.
Todos juntos, livremos esta terra de Alcochete, terra de Santa Maria da Sabonha, das garras daqueles que se estão nas tintas para as populações, embora seja em nome destas que levantem as miseráveis bandeiras que têm para se agarrarem ao poder como rémoras ao tubarão.

27 fevereiro 2009

Dedicado aos distraídos


Freguesia de Samouco em 2003 (imagem superior) e em 2009 (imagem inferior)



Freguesia de Alcochete em 2003 (imagem superior) e em 2009 (imagem inferior)



Freguesia de São Francisco em 2003 (imagem superior) e em 2009 (imagem inferior)


As imagens de satélite acima exibidas abarcam a maior parte do território administrativo de Alcochete e foram captadas com seis anos de diferença. Sim, leu bem: seis anos!
As imagens superiores de cada legenda são de Fevereiro de 2003 e as inferiores estão datadas deste ano (clicar sobre as imagens para ver ampliações).

Repare bem nas diferenças deste reino de mentes "brilhantes", chicos espertos e patos bravos: menos verde e mais cinzento do betão, construção em crescimento explosivo e ocupação desenfreada de áreas susceptíveis de implantação de espaços verdes com razoável dimensão.
São imagens esclarecedoras agora disponibilizadas pelo Google Earth, que deveriam fazer corar de vergonha os cidadãos de Alcochete.
É que a maioria chegada na última década fugiu de florestas de betão mas nada aprendeu com o passado e foi incapaz de se organizar com os autóctones para, em conjunto, defenderem os seus direitos à preservação ambiental e a uma vida melhor.

Olhando há muito e permanentemente para esta destruição, presumo que também o Altíssimo nos achará completamente estúpidos e não terá qualquer vontade de ajudar a modificar este estado de coisas.
Porque a expansão das manchas cinzentas corresponde a habitação, cuja oferta nacional e regional já em 2003 excedia largamente as necessidades!

Afinal, incomodar-se connosco porquê se Ele teve tanto trabalho a criar o Mundo e nós demos cabo da sua obra?
Hoje clamam por mais e melhores empregos? Precisam de exportar mais? Por onde andaram nos últimos seis anos, enquanto se construíam mais e mais habitações e as vossas se desvalorizavam?

26 fevereiro 2009

Municipalismo de outrora (12): escolas sobrelotadas



Em 15 de Junho de 1940 a câmara delibera pedir às instâncias competentes a nomeação dos terceiros professores para as escolas primárias masculina e feminina da sede do concelho, "dado que o número de crianças em idade escolar é considerável, podendo mesmo considerar-se excessivo em relação ao de agentes de ensino e, por esse facto, não podem ser admitidas à frequência todas as crianças em idade escolar que se apresentam à matrícula no princípio dos anos lectivos, o que é deprimente e altamente prejudicial para o futuro dessas mesmas crianças". Naturalmente, esta deliberação foi aprovada por unanimidade.

Nova referência ao assunto ocorre na sessão de 19 de Outubro seguinte, quando se insiste na nomeação do terceiro professor para a escola do sexo masculino (Escola Conde de Ferreira, no Rossio de Alcochete), lugar que, entretanto, fora oficialmente criado.
Um mês depois o presidente da câmara ditaria ainda para a acta outra proposta, considerando que, por haver muitos adultos analfabetos, "a câmara resolve pedir a quem de direito que crie curso nocturno na escola masculina, assumindo as responsabilidades consequentes da decisão". A câmara dispunha-se a suportar as despesas inerentes e a proposta é aprovada por unanimidade.
Como não havia sala disponível na Escola Conde de Ferreira, em Janeiro de 1941 a câmara decide arrendar uma sala ao Grupo Desportivo Alcochetense para nela funcionar a terceira turma masculina do ensino primário.
Na sessão camarária de 26 de Setembro de 1941 aprova-se "solicitar superiormente a entrada em funcionamento do terceiro lugar feminino [de professor] das escolas da vila", criado no ano anterior a pedido da câmara, e a 10 de Outubro seguinte é decidido pagar a electricidade para o curso nocturno da escola masculina da vila, cuja sala ficou provisoriamente instalada numa sala do Asilo Barão de Samora Correia, cedida pela Santa Casa da Misericórdia.
Na mesma sessão é decidido que a regente da escola de São Francisco passaria a receber mais 120$00 anuais para a limpeza e expediente das aulas nocturnas. Em Outubro de 1943 a câmara pede ao director escolar de Setúbal que inicie, no ano lectivo seguinte, o curso nocturno no posto escolar de São Francisco, pagando a câmara as despesas de expediente e de iluminação.
Em Julho de 1944 a Santa Casa da Misericórdia informa a câmara que, a partir de Outubro seguinte, não mais poderia continuar a alojar a escola nocturna masculina e três meses depois é decidido que o município assumiria as despesas da electricidade com o funcionamento do curso nocturno.

(continua)

Ver artigo anterior desta série
Ver primeiro artigo desta série

24 fevereiro 2009

AS PME NO CENTRO DA POLÍTICA ECONÓMICA

Deixo aqui os 20 pontos apresentados pela Dra. Manuela Ferreira Leite para defender e promover o emprego, aumentar as exportações e reforçar a competitividade das pequenas e médias empresas. para quem quiser poderei enviar via e-mail o documento completo.

Promover a capacidade financeira das PME

1. Garantir o pagamento das dívidas do Estado às PME.
2. Criar uma conta corrente entre o Estado e as empresas.
3. Alterar o regime de pagamento do IVA.
4. Alterar o regime de reembolso do IVA.
5. Extinguir o pagamento especial por conta.
6. Dar orientação à CGD para reforçar a sua actuação no financiamento das PME exportadoras.
7. Dinamizar o capital de risco para as PME exportadoras.

Promover o emprego e o investimento nas PME

8. Defender o emprego reduzindo a Taxa Social Única suportada pelos empregadores.
9. Promover a criação de emprego pela redução de custos fixos (TSU) que lhe estão associados.
10. Aplicar uma majoração de 50%, para efeitos de cálculo de IRC, às despesas resultantes de novas contratações de pessoal.
11. Garantir uma taxa de IRC para 10%, durante 15 anos para os investimentos a realizar no interior.
12. Garantir uma taxa de IRC de 10% durante 10 anos para jovens empresários
13. Reforçar o crédito fiscal ao investimento para PME exportadoras.
14. Incentivar a reconversão dos equipamentos industriais e de transporte para aumento da eficiência energética das PME.
15. Aceitar a amortização do goodwill para efeitos fiscais na aquisição de empresas em actividade, para salvaguarda dos postos de trabalho.
16. Extinguir o imposto de selo nas operações de crédito a médio prazo.
17. Rever a generalidade dos processos de licenciamento.
18. Concentrar num único portal de informação os apoios do Estado.

Promover a participação das PME nas compras e contratação pública

19. Garantir que as compras públicas sejam mais transparentes, mais simples, e tenham maior valor acrescentado bruto nacional.
20. Garantir a participação das PME na contratação pública.

Coisas do arco da velha


Há coisas do arco da velha!
Eis o presente da Câmara Municipal de Alcochete aos moradores da Fonte da Senhora. Necessariamente, fazendo-se publicidade à Biblioteca Pública de Alcochete cuja matéria primordial circunscreve-se a obras literárias e científicas, seria naturalíssimo esperar que um cartaz para o efeito estivesse isento de erros ortográficos. Mas não está. A responsabilidade do desprezo à ortografia da Língua Portuguesa, dissipação de dinheiros públicos e falta de respeito a todos os munícipes cabe a estes autarcas sem escrúpulos.
Tirem o cataz dali para fora, façam o favor!
Clique na imagem para ver melhor.

P.S. - Este artigo foi referenciado no blogue «Alcochetanidades»

23 fevereiro 2009

Sociocultura e desporto em grande

Justificar-se-á tão elevada despesa municipal em actividades socioculturais e de desporto em Alcochete?
Estatísticas de 2006 – último ano de que existem dados – indicam que as despesas totais da Câmara Municipal em actividades culturais e de desporto excederam 1,3 milhões de euros, o que dá a bonita média de 86,3€ por habitante.
Tal despesa local foi superior em 13,8% à média nacional e representa quase o dobro da média na Grande Lisboa e na Península de Setúbal.
Nesse ano – primeiro do mandato que expirará dentro de oito meses – o Município de Alcochete foi o que mais gastou por habitante, elevando-se a muito mais do dobro da Moita e quase duplicando as despesas dos municípios de Almada, do Barreiro e do Seixal. Comparáveis com Alcochete surgem apenas as despesas em cultura e desporto de Palmela (78,2€/habitante) e Sesimbra (81€/habitante).
Decompondo essas despesas locais de 2006, temos 189.000€ gastos em património (dos quais 146.000€ em museus), 137.000€ em bibliotecas, 68.000€ em música, 13.000€ em artes cénicas, 303.000€ em actividades socioculturais e 379.000€ em jogos e desportos.
Infelizmente, há muitos anos que, nem o município nem as estatísticas oficiais, nos fornecem outra informação relevante: a frequência da Biblioteca Pública e o número total de espectadores em actividades de cultura e desporto.
Valerá ainda a pena comparar as despesas de 2006 em actividades culturais e de desporto com as de alguns anos precedentes em Alcochete:

Acho curioso recordar que os orçamentos de 2002 a 2005 correspondem a um executivo PS e nos restantes anos a executivos da CDU.

22 fevereiro 2009

Ó da guarda!!!



A propósito dos projectos "turísticos" planeados para a Praia dos Moinhos, no espaço das antigas secas de bacalhau de Alcochete, acerca dos quais escrevi aqui há cerca de cinco semanas, recomendo a leitura atenta desta notícia do «Público».

Cada um(a) tire as conclusões que entender.

P.S. - Este texto é citado no blogue «Alcochetanidades», agradecendo a gentileza a Luís Proença.

P.S. 2 - Actualização via «Público».

Marafuga a Aeroporto de Alcochete


Mas afinal o que é «...tudo o que é comunista...»?
É o ataque ao cristianismo, à tradição e à Igreja porque os fortins inexpugnáveis contra a expansão do abjecto marxismo, "filosofia" do comunismo?
É o ataque à liberdade individual porque obstáculo à elevação da grande assembleia dos povos à categoria de divindade perante a qual todos dobrarão os joelhos?
É o ataque à família através do apoio a toda a liberalização sexual e, nomeadamente, ao "casamento" gay?
É o ataque à propriedade privada, através, sobretudo, do ambientalismo, a forma mais sofisticada de roubo desde que a humanidade é humanidade?
É o ataque à livre iniciativa porque o sustentáculo do capitalismo liberal, espinha dorsal das democracias ocidentais?
Mas afinal o que é?
Eu não me reformarei de defender os valores da Civilização Ocidental Judaico-Cristã cuja síntese pode ser designada por uma palavra: liberdade para todos os homens e mulheres ordenada a um Princípio de Ordem Superior.

21 fevereiro 2009

Os novos moradores


Meus amigos, garanto-vos, é mais fácil que um grande ricalhaço vote comunista do que um membro da classe média.
Os novos moradores são classe media. Os novos moradores não votam comunista.
Todo o esforço está em saber falar aos novos moradores e levá-los a votar.
Quem gosta de ver a zona residencial que escolheu para viver a degradar-se e o património a embaratecer?
Vamos eleger os novos moradores à categoria de camada social que decidirá o desfecho das próximas elições locais.
Todo o segredo está em fazer de Alcochete terra dos novos moradores, que estes tomem nas mãos o poder que têm e sintam que contamos com eles. Para tal fim, urge que apareçam homens e mulheres credíveis que levantem bem alto os valores da direita política: liberdade individual, propriedade privada, família, etc.
Se na próxima campanha para as autárquicas os candidatos derem continuidade ao discurso político que nos tem atolado nas últimas décadas, então podem ter a certeza que os comunistas ganharão as eleições, solidificarão ainda mais as posições que já têm e partirão para a conquista de outras.

De Nuno Álvares Pereira a Alcochete


O Papa Bento XVI canonizará Nuno Álvares Pereira no próximo 26 de Abril.
Para mim, que, felizmente, dada a infinita misericórdia de Deus, acabei por perceber o Cristianismo (coincidência dos opostos), Nuno Álvares Pereira, homem de ingentes qualidades e, certamente, de vários defeitos, é o exemplo do grande cristão.
Numa altura de perigo eminente para todo o Ocidente, a canonização de Nuno Álvares Pereira reveste-se de uma particularíssima importância para o futuro dos nossos filhos e netos.
Há um alcochetano que durante toda a vida asseverou que Nuno Álvares Pereira lhe apareceu num momento de pungente oração, animando-o e incentivando-o ao bom combate.
Quando eu era estúpido, não colocava estas revelações que me eram confiadas no devido plano, embora as ouvisse com respeito.
Hoje sei que o testemunho de António Neto Salgado expressa-se por um registo diferente do meu, mas ambos queremos o mesmo.
Honra e glória por toda a eternidade a São Nuno Álvares Pereira, o condestável do Reino de Portugal, terra de Santa Maria.

20 fevereiro 2009

Vamos falar direito...

Vamos falar direito que é aquilo de que todos têm medo neste País, passe o registo hiperbólico.
O PSD nunca teve oportunidade maior de ser poder em Alcochete como aquela que se apresenta para as próximas eleições autárquicas.
O PC local está gasto, esclerosado, sem soluções para um concelho cuja realidade nos últimos anitos mudou como do dia para a noite.
O PS está mergulhado num mar de contradições entregues ao tempo para que este as resolva.
A bonne chance está do lado do PSD se for politicamente comedido e se não esquecer que o povo alcochetano é arreigadamente conservador.
A lista que o PSD apresentar aos eleitores deve pautar-se por uma boa representação de pessoas cujos rostos sejam espelho para os alcochetanos, privilegiando uma equilibrada dosagem de novos moradores. Urge que apareçam rostos femininos, sem esquecer os jovens.
Se o PSD e o CDS locais fizessem uma coligação, eu poderia oferecer o meu rosto para a lista sem quaisquer exigências pessoais.
Há quatro anos pediram-me que colaborasse com o CDS, eu disse que sim, mais tarde comunicaram-me a minha posição na lista, tornei a dizer que sim, fazendo todos os dias campanha a favor da democracia cristã em Alcochete. Ao mesmo estaria disposto sob as regras de uma coligação de sociais democratas e democratas cristãos. Fora deste quadro ficarei em casa.

Provedoria de Munícipes




Não há em Alcochete um Provedor de Munícipes, embora fosse fácil e útil nomeá-lo. Abordei essa e outras coisas há muito tempo – designadamente aqui, aqui e aqui – mas ninguém ligou ao assunto.



Na campanha eleitoral autárquica todos se lembrarão disso, seguramente, tal como do "famoso" Conselho Municipal, prometido por escrito pelo partido da maioria para ser concretizado até ao final de... 2006!

Face à inexistência de provedor, residentes no concelho resolveram inundar-me a caixa de correio electrónico com reclamações e imagens a propósito de uma cerimónia marcada para as 15h00 desta sexta-feira, durante a qual o Município de Alcochete receberá a "Bandeira de Prata da Mobilidade, atribuída pela Associação Portuguesa de Planeadores do Território (APPLA), numa cerimónia que decorre no Salão Nobre dos Paços do Concelho". A notícia é pública e pode ser lida aqui.



Algumas mensagens que me enviaram têm graça, outras nem tanto, mas todas exprimem surpresa e indignação, zurzindo a eito nos eleitos municipais. Lembro-lhes que, em Alcochete e há muitos anos, 99% dos anúncios autárquicos são propaganda e apenas 1% correspondem a esforço, dedicação e transpiração. Mas como todos os eleitores têm raciocínio, quem desejar o inverso sabe o que deve fazer na hora de botar o voto na urna...




Vamos ao cerne da questão. Os autarcas ufanam-se de um prémio estranhamente omisso no sítio na Internet da APPLA, entidade sediada na Universidade de Aveiro, e envaidecem-se pelo cumprimento de 47% do compromisso assumido com essa entidade, não obstante a intervenção ter abrangido uma área ínfima (Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, Rua Beato Manuel Rodrigues, Rua Chão do Conde, Travessa Chão do Conde, Rua Carlos Manuel Rodrigues Francisco, Rua do Catalão, Largo da Revolução, Rua do Grilo e Rua D. Nuno Álvares Pereira), embora no miolo urbano da vila os problemas de mobilidade sejam imensos e perdurem há décadas.



Mas – escreve um dos reclamantes – circular em cadeira de rodas na Avenida dos Combatentes da Grande Guerra (a do miradouro com palmeiras, atrás dos Paços do Concelho e junto à sede da RNET) "só se for no meio da faixa de rodagem e caso não haja buracos". Acrescenta que, "na própria Câmara e na Junta de Freguesia do Samouco, por exemplo, dificilmente uma cadeira de rodas pode entrar".

Outro reclamante enviou-me as imagens reproduzidas neste texto, exemplos de que a acção premiada representa uma gota de água no oceano de problemas de mobilidade na área do município.
Não fossem eles cegos, surdos e mudos, recomendaria aos autarcas prudência no foguetório. Porque nem todos os cidadãos andam distraídos, certas encenações causam má impressão e acabam por ter efeito oposto ao pretendido.

A quantos me contactaram recordo ainda que, em matéria de mobilidade, há sete meses escrevi este texto. Serviu para alguma coisa? Provavelmente não. As "mentes brilhantes" continuam a simular e só os seus jagunços não dormem!

19 fevereiro 2009

Boatos


Há boatos que partem deste ou daquele comando, aparentemente invisível, que têm uma função política.
Por exemplo, há quem diga que o actual Presidente da Câmara de Alcochete não será o cabeça de lista pela CDU às próximas eleições autárquicas, mas sim um dos vereadores.
Eu cá não vou assim tão depressa atrás disso porque com qualquer outro da direcção de Luís Franco os comunistas sofreriam uma rotunda derrota. Sei do que estou a falar, embora me reprima em muito do que gostaria de dizer.
A ideia de que o Presidente poderá não concorrer às próximas eleições tem por fim o desvio das nossas atenções para outra pessoa, manobra típica dos comunistas que pouparia a imagem de Luís Franco. Mas é este autarca que se recandidatará ao mesmo cargo, razão por que é sobre ele que os munícipes com capacidade de intervenção pública eficaz devem pôr os olhos, mostrando a todos se o desempenho verificado ao longo destes últimos quatro anos merece a confiança dos eleitores para um segundo mandato.

18 fevereiro 2009

A desilusão e o parque de Skate !

Gostaria de partilhar com a comunidade educativa a desilusão que sinto, quatro meses depois de apresentar um projecto à Escola Secundaria de Alcochete de valorização profissional para aqueles jovens com o prémio final de levar um grupo de jovens aos jogos olímpicos, que como sabem são em Inglaterra. Eu e o meu amigo José Sousa queríamos envolver todos os departamentos da escola. Ainda hoje esperamos a resposta e a proposta de nome para o projecto .
Parabéns pela dinâmica que "certos" professores colocam nos nossos filhos. Mais tarde são os mesmos que depois vêm dizer que as empresas não apoiam as escolas.
No nosso caso estamos muito à-vontade para falar deste tema, pois por opção própria continuaremos a dizer que é o espaço fundamental de aposta para que se possa mudar algo neste Pais.
Felizmente que para superar esta triste desilusão, tivemos umas reuniões de elevada importância com os putos do Skate de Alcochete. Grandes Putos Esses quando forem professores da escola não demoram quatro meses a dar resposta a um projecto.
Vamos todos fazer o parque de skate. Estes putos merecem tudo!! Deixo o desafio.

Mesmo assim quatro meses, comparado com o projecto do Valbom é um prazo de elevado nível!

Para memória futura aqui

Isto é para ler e fixar porque, infelizmente, continuará actual por muito tempo. Mais perto do final do ano haverá motivos para outras conversas.

À atenção das "mentes brilhantes"

Quem escreveu isto não pode deixar de chamar a atenção para isto:

"As frentes ribeirinhas das cidades devem ser espaços naturais e não betonados e alcatroados, conclui um projecto do Centro de Estudos Regionais e Urbanos (CESUR) do Instituto Superior Técnico (IST), cujas conclusões foram hoje apresentadas".

17 fevereiro 2009

Quem acode às vítimas de prédios doentes?

Na década posterior à decisão de construir a ponte Vasco da Gama (1995/2005) a população de Alcochete quase duplicou. Milhares de famílias que apenas precisavam de uma casa decente para viver foram forçadas a endividar-se para toda a vida activa (muitas até bem para lá disso...), vitimadas por desumanas políticas especulativas públicas e privadas.
Proprietários de terrenos e construtores enriqueceram depressa e a autarquia multiplicou várias vezes as receitas derivadas da construção, mas ninguém cuidou suficientemente do rigor técnico da execução nem da qualidade das habitações.
A lei atribui aos municípios a responsabilidade da fiscalização das obras particulares, embora a autarquia local ainda hoje não disponha de meios humanos e técnicos adequados ao desempenho dessa missão. Tempos houve em que a emissão de uma licença de habitação demorava menos de 48 horas. Bastava requerê-la e pagar na tesouraria a taxa prevista. Nenhuma fiscalização prévia existia.
As consequências deste monumental logro estão hoje patentes em edifícios que, embora concluídos há menos de uma década, evidenciam, interior e exteriormente, precoces sinais de doença: fissuras em paredes, revestimento deficiente, empolamento de tintas e manchas de humidade resultantes de infiltrações de água da chuva, algerozes que desaguam em varandas, sistemas de exaustão errados, redes de água mal concebidas, lareiras visivelmente perigosas, etc., etc.
Iludidos por construtores impreparados ou sem escrúpulos e autarcas inconscientes e desatentos, não poucos adquirentes de habitações recentes vêem-se agora forçados a arrostar com as consequências de leis e regulamentos tão permissivos que até os responsáveis administrativos os ignoraram.
Ninguém sabe, rigorosamente, quantas serão as vítimas. Conheço dezenas de casos.

P.S. - Faltava uma notícia como esta para os portugueses perceberem que vamos de mal para pior?

16 fevereiro 2009

Raça rançosa

Bem comes o dinheiro do povinho
Ferrado por tramóia vergonhosa,
Indefeso sob malha tão odiosa,
Inda por cima a mendigar cibinho.

Passas e vejo o teu sorriso vil
De homem incompetente e sem vergonha
A destilar até ao chão peçonha,
O carácter de escravo o mais servil.

A forma de atacar o mero nada
Que toda a vida foste sem cessar
Seria por receita refinada

Que o Senhor nem sequer terá p'ra dar,
Tal a raça rançosa d'alma atada
Que recusa com Deus colaborar.

Chamada de atenção

Os interesses de Alcochete devem preceder quaisquer divergências entre pessoas sobre a forma de olhar o homem e o mundo, razão por que se impõe a visita ao "Alcochetanidades", blog de Luís Proença.
Os textos que neste momento lá podem ser lidos são de capital importância para a cabal compreensão do que se está a passar em Alcochete desde há uns mesitos para cá.

Putos não votam


Os quadros acima (clique sobre eles para ver versão legível) evidenciam que, na presente década, houve escasso empenho em resolver problemas elementares da comunidade alcochetana, sendo notória a carência de estabelecimentos de ensino.
Desde o ano 2000, na educação pré-escolar apenas surgiram dois novos estabelecimentos privados, no 1.º ciclo do ensino básico desapareceu uma escola e nos restantes graus houve apenas a assinalar a construção da Escola Secundária de Alcochete, o que explica o aumento de alunos matriculados desde o ano lectivo de 2005/2006.
Demasiada gente andou distraída porque, entre 2000 e 2007, o total de alunos matriculados cresceu mais 50%, sendo particularmente notório no pré-escolar onde a procura quase duplicou. Mas nesse grau só a oferta privada aumentou significativamente, pelo que o problema será muito sério para as famílias de fracos recursos económicos.
Lamentavelmente, na melhor das hipóteses não haverá soluções antes do ano lectivo de 2012/2013.
Mas podem continuar descansados: os putos não votam e os pais também andam distraídos!

15 fevereiro 2009

Violência simbólica

A violência simbólica é um tipo de agressão que não se dá no plano físico mas no da significação. Isto quer dizer que, em vez do chicote (démodé), se utiliza habilmente o discurso para dominar o outro.
Claro que este patamar de violência tem que se revestir de uma aparência de verosimilhança para que o outro o aceite muito naturalmente.
Assim, se a câmara não consegue fazer nada de concreto a favor das populações ao longo de um mandato e se, a todo o custo, quer manter os cargos públicos, acusa o Poder Central de a privar dos meios materiais para a consecução dos projectos, sacudindo a água do capote e lançando areia para os olhos dos menos prevenidos.
Nunca dizem, por exemplo, que as candidaturas da Câmara Municipal de Alcochete aos financiamentos comunitários no âmbito da QREN foram reprovadas por incompetência...para não pensarmos noutras causas que nem mesmo ao diabo lembra (cala-te boca).
Eis como, por mão invisível, os eleitores são forçados a condutas que, bem alertados, poderiam não aprovar e, consequentemente, recusar o voto aos comunistas.

Bíblia e realidade


Quase todo o Novo Testamento, senão todo, foi originalmente escrito em Grego.

Quem está um pouco familiarizado com a língua grega dá-se conta de quanto o discurso dos Evangelhos está intrinsecamente ligado à realidade.

Por exemplo, "nação" (glõssa) significa língua; "milagre" (dynámeis) significa força, poder, potência; "diabo" (diábolos) significa acusador.

Clique na imagem para ver melhor.

14 fevereiro 2009

Crestomatia Arcaica


Uma crestomatia é uma selecção de textos.
Esta edição é de 1953.
Carregue na imagem para ver melhor.

Saudação

Não quero deixar sem referência o comentário hoje recebido de um cidadão espanhol que se diz radicado em Alcochete e respeitante a um texto de João Marafuga.
Sou incapaz de saudar Alcoespañol em bom castelhano e por isso lhe envio um simples mas bem português abraço.
Volte mais vezes e escreva no seu idioma materno ou em "portunhol". Quando nos queremos entender nem o idioma é problema!
Já agora, conte-nos a sua visão de Alcochete, dos alcochetanos e de tudo o mais que desejar.

13 fevereiro 2009

12 fevereiro 2009

A técnica da Avestruz

Todos temos assistido diariamente aos telejornais, onde há sempre mais uma fábrica a fechar e a despejar mais umas dezenas ou muitas vezes centenas de pessoas no desemprego…
O Governo continua a usar a técnica da avestruz, ou seja, meter a cabeça na areia, e nada fazer para alterar esta situação…
Muitas dessas empresas, multinacionais ou não, alegam que despedir é a forma de salvar a empresa. Mas, será que não percebem que os funcionários não são só custo, mas são também eles consumidores, e por isso muitas das vezes, a fonte de encomendas para viabilização dessas próprias empresas…
Por outro lado, todos sabemos que muitas das empresas do nosso país são familiares, e muitas delas dependem de pagamentos a tempo e horas das suas facturas, será normal ter de esperar dois, três, seis meses e às vezes anos para receber uma factura?
Claro que não!
Mas se investigarmos toda a cadeia de pagamentos até ao seu inicio, quem lá vamos encontrar?
O Estado é claro!
Esse mesmo Estado, que já recebeu o I.V.A. dessas mesmas facturas, que ele não pagou!
Então será muito difícil pagar uma factura que até já se teve ajuda para a pagar????
Não! Foi a oposição que propôs! Portando mesmo que estejam certos nunca pode o Governo concordar com ela!
Isso nunca!
Mais vale pagar o subsídio de desemprego ao funcionário dessa empresa, que não recebeu, porque o dono da empresa teve que sucessivamente recorrer ao crédito bancário, enquanto esperava para receber aquilo a que tinha direito…
E o que propõe o governo? Dê-se mais crédito às empresas, que o ano é eleitoral e assim elas aguentam mais alguns mesitos…
Tenham vergonha! Paguem o que devem! E deixem a economia funcionar….
Sérgio Silva

Sugestão de leitura


«O ideal da propriedade privada, universal mas privada, o ideal da família livre, livre sem deixar de ser família, da domesticidade democrática, mas doméstica, da casa para cada homem - continuam a ser a visão real e o verdadeiro pólo de atracção da humanidade. O mundo poderá aceitar qualquer coisa mais geral, mais oficial, menos humana e íntima; mas o mundo ficará como a mulher desiludida que faz um casamento de ocasião por não poder ter conseguido o casamento ideal. Pode ser que o Socialismo seja a salvação do mundo, mas não é o que o mundo deseja» (Chesterton, G. K., Disparates do Mundo, Diel, Lisboa, 2008).
Decididamente, para não cometer nestes dias carnavalescos mais disparates em cima dos muitos que tenho cometido ao longo do ano, vou ler os Disparates do Mundo de Chesterton.
Clique na imagem para ver melhor.

O Partido saía sempre ileso

Quando estava um bocado por fora do negócio, achava estranhíssimo que os comunistas levassem uma pessoa semi-analfabeta a ocupar um cargo autárquico de responsabilidade.
Cheguei a expressar esta minha estranheza a alguns membros do PC local que não escondiam o jogo e me diziam que um candidato comunista à direcção do município poderia até ser o mais bronco dos munícipes sob condição de ter a confiança dos eleitores. O mais importante - explicavam-me - era o cumprimento de um programa. Este meu relato é eufemístico porque as coisas eram-me ditas de uma forma muito atroz.
Eu reparava que nesta maneira de falar havia qualquer coisa de maquiavélico. Ingenuamente, como acontece ainda a centenas e centenas de milhares de pessoas, pensava que o problema não estava no Partido Comunista, mas nalguns indivíduos agarrados a essa formação política por oportunismo.
Assim, o Partido saía sempre ileso.
Sem o suspeitar, eu era vítima da inversão da realidade, quando esta hoje me diz que toda a estratégia comunista de poder procede do pico da pirâmide, tudo valendo, desde que a marcha da revolução não seja barrada.

11 fevereiro 2009

Novos estatutos da Fundação das Salinas do Samouco



Foi publicado nesta terça-feira e entrou hoje em vigor o Decreto-Lei n.º 36/2009, que visa adaptar a estrutura organizacional e de gestão da Fundação para a Protecção e Gestão Ambiental das Salinas do Samouco (dica de Paulo Benito).


Que novidades? Eis as principais:

- Passam a ser instituidores da fundação o Estado, a Lusoponte, o Município de Alcochete e o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB);
- A Lusoponte presta à fundação, de modo gratuito, apoio na área administrativa e financeira ou noutras que forem acordadas com o conselho de administração da fundação e na gestão técnico-operacional do Complexo das Salinas do Samouco;
- O conselho de administração é composto por três membros, sendo o presidente nomeado por despacho dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do ambiente, do ordenamento do território, das obras públicas e dos transportes, sob proposta da Lusoponte. Os dois vogais são nomeados pelo Município de Alcochete e pelo ICNB;
- O conselho consultivo é composto por todos os instituidores, incluindo o Estado, e por todos aqueles aos quais o conselho, por deliberação devidamente fundamentada e tomada por maioria absoluta dos seus membros, atribua tal qualidade, tendo em atenção os relevantes serviços prestados à Fundação ou os particulares méritos que neles concorram face aos fins da fundação;
- Estão fixadas até 2030 as dotações financeiras da fundação, a cargo da Lusoponte, a qual suportará no ano corrente 363.509€ de custos operacionais e 372.674€ de investimento.

Em finais de 2006 escrevi neste blogue dois textos sobre o tema. Parece-me oportuno sugerir a leitura de ambos: aqui e aqui.

10 fevereiro 2009

Uma carta de João Gonçalves

Esta carta interessantíssima é de João Gonçalves, mais conhecido em Alcochete, Portugal e até mesmo além fronteiras por «Joãozinho». Este alcochetano, deveras intrigante, teria nascido nos princípios do séc. XX e faleceu alguns anos antes do 25 de Abril. Depois de eu, muito criança, ter sido acossado por uma doença que forçaria os médicos a declarar à minha mãe a inevitabilidade da minha morte, meu pai pegou-me nos próprios braços e levou-me ao sr. Joãozinho. Este homem recomendou-lhe que fosse ao campo, colhesse, sem engano, sete ou nove espécies de ervas (já não me lembro bem), que derretesse um bocado de toucinho numa frigideira, pusesse lá as ditas ervas e que me desse a beber aquela mezinha. A verdade é que deitei um bicho pela boca fora que minha mãe conservou em álcool para eu ver quando ganhasse memória e não mais esquecesse.
O sr. Joãozinho vivia numa das suas casas no Rato.

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Novo condómino

Dou as boas-vindas a Sérgio Silva, que voluntariamente se disponibilizou para integrar o grupo de condóminos deste blogue.
É membro e fundador da Associação de Pais da Escola Básica n.º 2 (Valbom), em Alcochete. Durante os últimos três anos tem trabalhado em prol da comunidade da escola do filho, trabalho que descreve como "ao mesmo tempo gratificante e elucidativo da forma como alguns dos dirigentes políticos do nosso concelho trabalham: há aqueles que têm motivações puramente eleitoralistas, e, por outro lado, outros vão tendo a força de remar contra a maré e fazendo o trabalho que é necessário fazer".
«Praia dos Moinhos» é um espaço suprapartidário sobre questões pertinentes e relevantes para a comunidade alcochetana. Tal significa que este blogue é e será um espaço discussão que reune pessoas sem filiação partidária ou filiadas em diferentes partidos, embora não se subordine a nenhum em especial.
Volto a recordar que «Praia dos Moinhos» é um espaço de debate sobre Alcochete, aberto à participação de qualquer membro da comunidade, tenha ou não pontos de vista coincidentes com os dos condóminos mais antigos.
Todos os textos têm autor devidamente identificado (em rodapé) e podem ser comentados, embora a exibição de comentários dependa de validação por um dos administradores do blogue. São rejeitados comentários que contenham expressões ofensivas ou considerações de carácter pessoal sobre autores e cidadãos ou entidades estranhos ao blogue.

Qualidade de Vida!

Este é o primeiro texto que submeto neste magnifico centro de reflexão.
Quando cheguei a Alcochete de malas e trabiques aviados, vinha à procura da tão chamada e aclamada "Qualidade de Vida", e muito facilmente me apercebi que aqui nesta bela vila a podia encontrar... Desde a sua beleza natural à beira-Tejo plantada, às suas tradições, seus costumes e gentes.

Como qualquer novo morador, preocupei-me com a integração da minha famiíia na comunidade, o que a princípio não foi fácil, pois não conhecia uma única pessoa em Alcochete... Mas, como sempre fui uma pessoa comunicativa, lá fui a pouco e pouco, interagindo com a comunidade...
Mas só me senti verdadeiramente integrado, quando em Outubro de 2006, depois de uma acalorada reunião na escola do meu filho (EB1 nº 2 Valbom), decidi em conjunto com meia dúzia de pais fundar uma Associação de Pais, naquela escola.
Foi aí que comecei a ter um papel mais activo, talvez quem sabe interventivo, nesta nossa querida vila.
Deve um cidadão perder tempo com este tipo de coisas? Absolutamente...
Senão vejamos, quando o meu filho entrou para a escola do Valbom, a escola parecia decididamente um "Tarrafal", desde o pó e a lama do recreio, ao frio e calor das salas de aula e refeitório, a total falta de investimento do Estado de da CMA, naquelas instalações era por demais evidente...
Diziam-nos, as professoras, que já tinham pedido ajuda a toda a gente, mas nunca tinham sido ouvidas, e que duvidavam, que nós, um "conjunto de maduros", sem experiência na matéria, jamais conseguiríamos mudar o rumo dos acontecimentos...
Enganaram-se redondamente... Graças a uma equipa extraordinária, cheia de entusiasmo, competente e com muita vontade de mudar as coisas, lá fomos batendo às portas, pedindo ajuda, e o resultado está à vista, já existe alguma qualidade de vida na escola do Valbom, acabou-se com o frio e o calor, e estamos quase a acabar com o pó e a lama do recreio...
Há que fazer dois reconhecimentos a duas pessoas que com a sua ajuda e força de vontade também tornaram e muito possível esta mudança, ao Vereador Paulo Machado, que embora muitas vezes atafulhado em burocracias e directrizes partidárias lá nos foi ajudando... e ao Carlos Paixão e à Mondo que há ano e meio atrás ofereceu os dois mini campos de jogos para a escola...Há ano e meio sublinho, mas a Qualidade de Vida é difícil de adquirir... Há que lutar muito, nunca perder a força de vontade, saltar por cima das adversidades e dar tudo de nós sem qualquer reservas...
Assim e em forma de desafio, despeço-me pedindo a todos que se envolvam na vida do nosso concelho, pois todos somos poucos para atingir a verdadeira "QUALIDADE DE VIDA"
Sérgio Silva

Municipalismo de outrora (11): ensino primário

Antiga Escola Conde de Ferreira (masculina),
construída em 1866,
cujo edifício subsiste no
Largo Barão de
Samora Correia
embora hoje com outra finalidade.


Tal como hoje, há 60 anos as escolas do ensino primário estavam a cargo da câmara e o Estado pagava apenas aos professores, embora a dimensão das responsabilidades e as despesas municipais pouco tivessem a ver com o que sucede na actualidade.

Na época o ensino era normalmente separado por sexos, pelo que as freguesias de Alcochete e Samouco possuíam uma escola masculina e outra feminina. Todavia, o posto escolar de São Francisco, criado em 1939, representava uma excepção e tinha frequência mista.
Em Alcochete os edifícios escolares foram construídos para esse efeito – a escola masculina era a Conde de Ferreira (datada de 1866), situada no antigo Rossio, único edifício que ainda subsiste – mas em Samouco os edifícios eram alugados e a sua construção teve em vista finalidade diversa.
Na freguesia de São Brás de Samouco, em meados de 1938, a renda semestral da escola masculina era de 300$. Em Março de 1939, Maria Carlota Pinho era a senhoria do edifício da escola feminina da mesma freguesia, por cujo arrendamento a câmara pagava semestralmente 240$00.
O arrendamento do primeiro posto escolar de São Francisco data de Janeiro de 1939, sendo a renda mensal de 60$00 paga ao senhorio José Maria Correia. Era – diz-se na acta camarária em que tal decisão é ratificada – "a única casa em condições", embora fosse necessário adaptá-la. A câmara incumbiu-se das obras, mas descontou o respectivo valor na renda até ao seu integral pagamento.
A intenção era criar um posto misto, englobando alunos dos dois sexos, então caso único no concelho. Logo que o posto começa a funcionar subsiste a necessidade urgente de encontrar habitação para a respectiva regente, para o que a professora fazia insistentes pedidos à câmara. E sem a anuência ver-se-ia "impedida de exercer a sua missão de forma eficiente".
Um ex-aluno da primeira metade da década de 50 recorda que essa regente, então em final de carreira, tinha vincada personalidade e era muito exigente, sendo temida e conhecida como "Sarnica" entre a garotada. Sabe-se hoje que incomodava a própria edilidade da época.
Ainda em 1939 reconhecia o professor primário Francisco Leite da Cunha, então chefe da edilidade, que, "embora nenhum diploma obrigue a câmara e outros corpos administrativos a darem habitação aos agentes do ensino, antes pelo contrário", (...) "muitas vezes os agentes de início encontram dificuldades em se instalarem convenientemente, muito embora à sua conta, e observa-se uma tendência, até expressa em variadíssimas disposições da lei, de tentar obviar a este inconveniente".
Prossegue a declaração do presidente da câmara para a acta: "procurei dar-lhe remédio e parece-me tê-lo encontrado. Existe no lugar de São Francisco uma casa, propriedade de José Soares, onde facilmente e com ligeiros trabalhos de adaptação poderá funcionar o posto escolar e servir ao mesmo tempo de residência da respectiva regente". Assim, o presidente propõe que a câmara arrende a casa por 50$00, pagos semestralmente, vigorando o contrato a partir de 1 de Outubro seguinte e por tempo indeterminado.
Após ter pago a adaptação do primeiro edifício, nove meses depois a câmara decide transferir o posto escolar para outro local, de modo a assegurar também a residência à regente. A proposta seria aprovada por unanimidade.

continua

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08 fevereiro 2009

Do braço ao punho


Vocês já descobriram a diferença entre o braço levantado da Estátua da Liberdade e o punho, símbolo do Partido Socialista?

É que o braço levantado da Estátua da Liberdade é o da direita e o punho, símbolo do partido Socialista, é o da esquerda.

Só algum ingénuo poderia pensar que estas coisas são por acaso.

Recordai...


Recordai, alcochetanos, que os vossos pais e avós vos educaram no culto do trabalho, na fé cristã e no amor à Pátria. Esta forma de estar no mundo não se compadece com ideologias de esquerda que penalizam o trabalho, esvaziam a religião, ridicularizam o patriotismo.
Falo assim porque este é um ano de eleições. Se confiamos o nosso voto a partidos de esquerda, entramos em contradição com os princípios e valores que herdámos dos nossos maiores e connosco próprios.
O marxismo, "filosofia" que está no fundo de todas as esquerdas, é ateu e anti-cristão. Ora sem o cristianismo não haverá lugar para a instituição família, para a pequena propriedade e para a liberdade individual.
Na verdade, a prosperidade colectiva é filha de um esforço individual e da livre empresa, nunca da intervenção do Estado.
«Já me vós is entendendo»?

06 fevereiro 2009

Isto é que vai uma crise!

A história do furto violento de um automóvel em Alcochete: principia quarta-feira à noite e termina sexta-feira perto da Marinha Grande.

Sobre criminalidade já se escreveu muito neste blogue. Por agora parece-me valer a pena recordar este e este textos, ambos com cerca de um ano.

Novidade literária


Com data de 28 de Janeiro passado, o Município de Alcochete contratou por ajuste directo, com Mário João Balseiro Dias, o serviço de investigação e produção do volume II da «Monografia do Concelho de Alcochete».
O prazo de execução é de 120 dias e o valor do contrato de 7500€.
Mário Balseiro Dias editou em 2004, a expensas próprias, o primeiro volume da «Monografia do Concelho de Alcochete», abrangendo os séculos XII a XVI.

05 fevereiro 2009

Literatura

Uma narrativa como a de Camões estava ao serviço da conquista do mar por empreendedores de uma nova era de que o vate se apercebeu bem; Vieira inflecte o curso ao discurso para servir de alma e coração os grandes projectos da Companhia de Jesus; Cesário Verde retoma a saga camoniana talvez quando outros se davam conta do começo de qualquer coisa que ainda hoje não se divisa bem qual seja. Era a voz de Eça de Queirós que Fernando Pessoa dilui. Mas aqui já não chegou Mendes dos Remédios.

Contas à Educação

Há, em Alcochete, estatísticas preocupantes que pouco parecem importar à maioria.
Os indicadores de Educação respeitantes ao ano lectivo de 2006/2007 justificam análise, reflexão, explicações e, naturalmente, a busca de soluções práticas que contribuam para a progressão da nossa juventude.
A intuição sugere-me que bons prémios escolares e bolsas de estudo poderiam entusiasmar a malta. Mas alguém pensou um pouco nisso? Autarquias? Empresários? Cidadãos?
A taxa de retenção e desistência no 2.º ciclo do ensino básico foi de 11,3%, subindo para 16,6% no 3.º ciclo. Isto é, em cada 100 alunos que frequentaram o 2.º ciclo reprovaram ou desistiram 11 e no 3.º ciclo quase 17.
Parece-me interessante enquadrar estes números no conjunto dos nove concelhos da Península de Setúbal, pelo menos, sendo de salientar que, quanto ao ensino básico, em todos os ciclos Alcochete está um pouco melhor que a média na região. Há casos muito piores. Mas com o mal dos outros...
No mesmo ano lectivo, a taxa de transição/conclusão no ensino secundário foi de 68,2%, pelo que cerca de 1/3 dos nossos alunos reprovaram ou desistiram. Um aproveitamento excepcional verificou-se nos cursos tecnológicos (90,8%), enquanto nos gerais e científico-humanísticos o aproveitamento foi de apenas 63,7%.
Devido a este baixo aproveitamento nos científico-humanísticos, comparativamente à média regional as coisas estavam piores no ensino secundário em Alcochete que na média da Península de Setúbal, sendo depois da Moita o pior indicador da região (à excepção do aproveitamento nos cursos tecnológicos, no qual Alcochete ocupou a primeira posição destacada).
Outra informação relevante respeita ao número médio de alunos por computador em estabelecimentos de ensino de Alcochete, que no mesmo ano lectivo de 2006/2007 era de 23,8 no 1.º ciclo do básico e de 14,1 nos 2.º e 3.º ciclos. No ensino secundário baixa para 8,4 alunos por computador.
Relativamente ao número médio de alunos por computador com Internet, em Alcochete era de 32,5 no 1.º ciclo, de 15,2 no 2.º e de 15,5 no 3.º ciclo do ensino básico. Não existem dados para o ensino secundário local.
Voltando à análise comparativa com a região, Alcochete tinha menos computadores que a média da Península de Setúbal e no ensino secundário coincidia com a média.
E quanto a computadores com acesso à Internet estávamos um pouco pior, excepto no 2.º ciclo do ensino básico.

04 fevereiro 2009

Urgente reescrever História de Alcochete



Em todas as fontes documentais que conhecia até agora está escrito que as Festas do Barrete Verde e das Salinas sucederam, no início da década de 40 do século passado,
às realizadas em honra da Senhora da Vida, tendo estas tido lugar apenas em 1930 e 1935.
Mas há provas documentais de que as Festas da Senhora da Vida se realizaram também em 1904, pelo menos, coincidindo com a inauguração do Campo de Tiro de
Alcochete.
Comprova-o a pág. 4 da edição n.º 47 da revista «Ilustração Portuguesa», datada de 26 de Setembro de 1904, cujos primeiros números acabam de ser disponibilizados em formato digital pela Hemeroteca Municipal de Lisboa, podendo o original ser consultado aqui.
Acompanhado de várias imagens relacionadas com a inauguração do citado estabelecimento militar, no texto da revista pode ler-se o seguinte (actualizei a grafia):

"A festas da Senhora da Vida foram cheias de interesse e aproveitou-se a ocasião para lançar a primeira pedra da estátua de D. Manuel [I] e para se inaugurar o campo de tiro em Alcochete.
"Às 2 horas da tarde, sob uma chuva torrencial, o sr. ministro da guerra chegou ao campo, começando logo as experiências das peças Schneider-Canet da bateria chegada do Havre e que pela primeira vez se disparava em Portugal.
"Dispararam-se 3 tiros de 1000 metros, 2 tiros com a inclinação para 4000 metros e 2 com a inclinação de 8000 metros, dando todos o melhor resultado.
O terreno adquirido pelo ministério da guerra abrange 1680 hectares e só à custa de muito boa vontade se pôde planificar, devido à iniciativa dos srs. capitães Sá Cardoso e
Telles, que devotadamente ali têm trabalhado.
"A nova carreira de tiro permite ser aproveitada até à distância de 10 quilómetros."

Devo também chamar a atenção para a quarta imagem da página 4 da revista publicada, em Lisboa (Editorial de O Século), há mais de 104 anos – imagem que reproduzo ao alto em destaque – a que corresponde a seguinte legenda: "Os batedores militares e paisanos que abriam o cortejo".
Que tem esta imagem de especial? Foi captada junto aos antigos Paços do Concelho de Alcochete, então situados na confluência do Largo Marquês de Soydos com a actual Avenida da
Restauração, reconhecendo-se dois edifícios ainda hoje existentes.
A imagem parece-me confirmar que, à época, os Paços do Concelho se situariam de facto no edifício situado ao meio da imagem, o que já era sabido pois fora, pelo menos, por mim referido neste texto.

Entretanto, na margem esquerda da mesma página digital da revista «Ilustração Portuguesa» (ver primeira hiperligação acima) existe um índice da publicação, devendo o leitor saltar para a pág. 8.
Dessa página consta a imagem reproduzida no rodapé deste texto, que não me surpreendeu pois conhecia-a. Há anos, vi uma cópia na biblioteca do dr. Francisco Elmano Alves (deputado e vice-presidente da câmara de Alcochete no antigo regime, pessoa de que um dia escreverei com mais detalhe neste blogue).
A gravura respeita
ao lançamento da primeira pedra do monumento dedicado a D. Manuel I, cuja construção, na realidade, se concretizaria apenas 66 anos depois. E a estátua hoje existente em local previsto há mais de um século não é a idealizada em 1904, mas uma outra concebida em 1968 pelo escultor Vasco Pereira da Conceição. Esta foi oferecida pelo Ministério das Obras Públicas.
Na legenda da gravura publicada na «Ilustração Portuguesa» lê-se o seguinte:


"A vila de Alcochete vai levantar um monumento ao rei D. Manuel numa consagração ao rei venturoso que, após quatro séculos, ainda encontra
eco no coração do povo dessa vila onde teve residência e nascimento.
"O sr. ministro da guerra foi convidado para deitar a primeira colher de cal na pedra fundamental do monumento e chegou à pitoresca vila pelo meio dia com todo o seu séquito, sendo recebido pela câmara municipal, povo e banda de caçadores 2.
"Armara-se [uma] barraca na praça onde ficará a estátua e ali o sr. ministro devia ler uma alocução. Chovia torrencialmente e o povo, cheio de curiosidade, assistia à cerimónia a pé firme, com um grande entusiasmo.
"O secretário da câmara, sr. Evangelista, leu o auto comemorativo da colocação da pedra,que foi logo assinado pelo ministro e mais pessoas presentes.
Dirigiram-se então para o local onde estava a cavidade sobre a qual assentará a pedra e depois de aí lançarem as moedas correntes bem como o auto que foi metido num tubo de vidro, o sr. Rosendo Carvalheira, autor do projecto do monumento, ofereceu a colher ao sr. ministro da guerra ao mesmo tempo que a pedra descia a tapar a cavidade.
"Dali foram os convidados para casa do sr. marquês de Soydos onde lhes foi oferecido um copo de água, partindo depois o sr. ministro com a sua comitiva para o campo de tiro onde se realizou a experiência da nova artilharia Canet."

Disse-me o dr. Elmano Alves que, aquando do lançamento da primeira pedra, em 1904, o monumento deveria ter sido construído mediante subscrição pública. Porém, nunca viu a luz do dia e o dinheiro
angariado terá, alegadamente, desaparecido. Até hoje nada mais soube do assunto mas, presumivelmente, haverá documentação esclarecedora no arquivo municipal.

Entretanto, ao lado reproduzo ainda uma pequena imagem de D. João Pereira Coutinho, retirada de uma edição posterior da revista «Ilustração Portuguesa» e identificando o então administrador de Alcochete (cargo de representação governamental).
Esta imagem é historicamente relevante porque D. João Pereira Coutinho foi quem, a 14 de Janeiro de 1898, trouxe de Lisboa a notícia da restauração do concelho, oficialmente publicada no «Diário de Governo» do dia imediato.
Importa recordar que, em 25 de Janeiro de 1898, realizou-se uma sessão de instalação da Comissão
Municipal de Alcochete. Na presença do então administrador - o já mencionado D. João Pacheco Pereira Coutinho – foram eleitos o presidente, D. António Luís Pereira Coutinho (seu pai e 5.º marquês de Soydos), o vice-presidente, José Luís da Cruz, e os restantes vogais, Augusto Monteiro Forte, António Luís Nunes Júnior e João Baptista Lopes.

03 fevereiro 2009

Luís Cebola, grande forcado e grande senhor


Enquanto vasculhávamos papéis dispersos por gavetas, encontrámos este bilhete da corrida de touros que acolheu a despedida de Luís Cebola das arenas (24 de Julho de 1993).
Luís Cebola é, sem dúvida, um dos nomes mais ilustres da forcadagem alcochetana de todos os tempos.
Aqui fica esta singela homenagem do blog Praia dos Moinhos ao grande cabo de forcados e grande senhor, Luís Cebola.
Que a nova Direcção do Aposento do Barrete Verde, olhos postos nesta estirpe de homens, nunca perca de vista o espírito de José André dos Santos e dos fundadores de uma das casas mais nobres desta nossa terra de Alcochete.

Municipalismo de outrora (10): Misericórdia rica, câmara pobre

À data dos factos descritos no texto o hospital
da Misericórdia funcionava neste edifício.


Na reunião da edilidade realizada a 13 de Julho de 1940, preocupado por nesse ano terem sido emitidas 41 guias de internamento hospitalar gratuito – quase tantas como ao longo de cada um dos anos anteriores – o presidente da câmara dita para a acta a seguinte proposta:
"Considerando que a câmara não só jamais se verá livre da dívida aos Hospitais Civis, como ainda há que assistir ao seu constante aumento, delibera oficiar às juntas de freguesia e médicos do concelho solicitando-lhes o seu maior interesse no sentido de diminuir o número de guias".
No entanto, no final desse ano continuaria elevado o número de guias de hospitalização.
Em Dezembro de 1943 – em plena II Grande Guerra Mundial – a câmara decide pedir à Misericórdia local que assuma as despesas dos doentes pobres internados nos Hospitais Civis de Lisboa, invocando dificuldades em geral dos municípios por diminuição de receitas e aumento constante das despesas obrigatórias. Considerava a edilidade que tais actos de benemerência se coadunavam implicitamente com a índole da instituição.
Embora 1943 seja o ano em que o terceiro barão de Samora Correia, Carlos Ferreira Prego, deixa importante herança à Misericórdia de Alcochete, a pretensão da câmara teria sido mal sucedida porque as autorizações de hospitalização gratuita de pobres continuarão nos dois anos posteriores.
Em Junho de 1944 aparece ainda o primeiro munícipe a apresentar petição de amparo à câmara, porque seu filho fora recenseado para prestar serviço militar no Exército e não possuía meios de subsistência. De acordo com o previsto no regulamento dos serviços de recrutamento militar, desde Agosto de 1911, a câmara decide pagar a esse munícipe um subsídio de 5$ mensais.

continua

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02 fevereiro 2009

Olhar para trás

Continuando a abordagem de dados estatísticos respeitantes a 2007, eis as estimativa oficial sobre a população residente no último dia desse ano: ao todo 16.813 indivíduos, sendo 8200 homens e 8613 mulheres.
Por idades a repartição era a seguinte:
0 a 14 anos - 2866
15 a 24 anos - 1741
25 a 64 anos - 9340
65 a 74 anos - 1640
75 e mais anos - 1226
E ainda dois outros dados: dos 80 casamentos celebrados no concelho em 2007, 19 foram católicos e 61 só no civil. No mesmo ano, 86 estrangeiros solicitaram estatuto legal de residentes.

01 fevereiro 2009

Qual a obra de referência desta câmara?

O depósito da água dos Barris, grande obra de referência de meados do século XX.

Este ano vai haver eleições autárquicas, razão por que, no meu entendimento, impõe-se que façamos a seguinte pergunta: qual a obra de refência desta câmara?
Eu gostava que alguém próximo destes autarcas chegasse aqui e nos esclarecesse a todos com clarividência, ainda que perante todos eu ficasse ridicularizado.
Se há impertinência na minha pergunta, não a deixem de aproveitar, eliminando alguém que não é propriamente simpático aos comunistas.
Como Aquiles, eu também hei-de ter um qualquer calcanhar vulnerável. Descubram-no e não errem a pontaria. Era a forma de eu, envergonhado, nunca mais aparecer à frente de um alcochetano, largar os comunistas da mão e ficar em paz.