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17 setembro 2009

O Poço.


Muito rapidamente e porque estou com muito trabalho.
Penso eu que a memória do Poço da vila que os mais velhos têm não é das entranhas do mesmo (peca na função).
Penso que é óbvio que a moldura instalada está completamente desalinhada do desenho urbano do largo (peca na forma).

08 julho 2009

Detesto mistificações

Centenas e centenas de alcochetanos sempre souberam a localização exacta do Poço de São João.
O meu sogro, velho salineiro de oitenta e tantos anos, analfabeto, vivinho da silva, apontaria com o dedo, sem hesitação nenhuma, a qualquer sr. engenheiro da câmara, o sítio por baixo do qual as escavações encontrariam o poço.
Vem isto a propósito do que se pode ler no Jornal de Alcochete (08-07-09) que reza assim: «Com recurso a fotografias antigas do Largo de São João, os trabalhadores da Câmara Municipal já identificaram a localização da estrutura e iniciaram os trabalhos de escavação» (itálico meu).
Até parece que querem dar a entender às pessoas que houve um trabalho meticuloso e árduo de arqueologia, o que se me afigura verdadeiramente ridículo.
Acabemos esta nótula com um registo mais sério, transcrevendo uma quadra do grande João Ferreira Rosa, alcochetano de coração: «Bebi a água do poço/do poço de São João/comi fogaça ao almoço/ e bebi vinho ao serão».

05 julho 2009

Bimbos



Respeitando a capacidade intelectual de cada um, as suas ideias e crenças, acho uma
horroridade "desenterrar" o Poço de São João. E chamo bimbo a quem acordou com essa ideia.
Imaginem "desenterrar" todo o santo elemento desaparecido ao longo dos tempos. Havia de ser bonito.
Mais, o largo de S.João não tem
ponta por onde se pegue , totalmente despido de integridade com a evolvente.
Pior ainda, se olharem para as fotos antigas, realmente o poço até funciona como ponto chave no desenho onde está inserido, mas é totalmente descabido na zona onde o querem "desenterrar". Como é que não entendem a razão de ser das coisas. Parece o topo da televisão ali da Dona Amélia, com o
napron, o buda, a santa, e a foto do casamento.
Aproveito para deixar mais duas ideias: o largo de S. João é o unico espaço publico digno de ter alguma potencialidade para funcionar como tal; em Alcochete não existe critério na concepção do espaço publico, nunca houve, e a continuar assim nunca vai haver. Os Barris são uma aberração, os Flamingos são uma aberração, toda a politica urbana em Alcochete e arredores é uma aberração. O único espaço que felizmente ainda consegue ser digno é o centro histórico, e mesmo assim lá aparece uma aberração.
Aconselho então a ler o livro "A Imagem da Cidade" de Kevin Lynch , se alguém responsável da CMA e em particular do pelouro do Urbanismo e Imagem Urbana ler isto .. leiam o livro. Ou perguntem aos técnicos (Arquitectos e Urbanistas) de que se trata este livro (e esses leram de certeza .. mas provavelmente a decisão foi politica e com muito pouco bom senso.)
E por ultimo, não confundam as coisas: o poço existia para fornecer agua a população e aos animais, pensem um bocadinho se isto tem algum cabimento hoje em dia. Uma coisa é a manutenção de um ícone histórico que de alguma forma ainda existe, outra coisa é o Kitsch
ismo. Bimbos!

03 julho 2009

Erro estético imperdoável




Infelizmente sem máquina fotográfica, passei hoje no Largo de São João e deparei com o biombo em que se anuncia a recolocação do poço (ou uma réplica?) na sala de visitas da vila de Alcochete.

Porque sou coleccionador de documentos e depoimentos de memórias locais, deixo aqui lavrado o meu enérgico protesto pelo desrespeito estético e artístico da estátua do Padre Cruz, obra do escultor Luís Valdés Castelo Branco, uma referência da vila e local de recolhimento e oração de inúmeros naturais, residentes e forasteiros.
A estátua foi inaugurada nas comemorações de 15 de Janeiro de 1969 e representa o sacerdote de corpo inteiro, paramentado com casula gótica, face voltada para a Igreja (matriz de Alcochete) a quem sempre serviu em dedicação total.
A figura, de braços abertos, apresenta uma postura de saudação e acolhimento fraternal a quem na época entrava na vila pelo seu principal acesso, a antiga Rua do Rato e actual Avenida 5 de Outubro. O eixo da via coincide com a base do pedestal do monumento, mas esse efeito perdeu-se, na actualidade, dado que a artéria tem sentido único e ascendente.
O bronze assenta sobre um plano ligeiramente inclinado de pedra branca, que liberta a frente da estátua do contacto directo com a população que, no entanto, pode tocar o pedestal e depositar flores, pela parte de trás, numa circulação que não prejudica o monumento.
Quem decidiu agora recolocar o poço no local original ignorava a concepção estética do autor da estátua? Desconhecia que, ao entrepor o poço entre a estátua e a Igreja Matriz, a leitura artística do monumento é adulterada?
Para mim é inconcebível que o Padre Cruz deixe de estar diante da Igreja mas de um poço
(ou uma réplica?)!



Embora aplauda a devolução do poço
(ou uma réplica?) aos alcochetanos da velha guarda e da nova vaga, recolocá-lo no sítio original, quarenta anos depois da estátua, representa mais um atentado à sala de visitas da vila, que outrora teve belos canteiros floridos mas cuja requalificação com empedrado, há alguns anos, a transformou em deserto ardente no Verão e uma ratoeira escorregadia no Inverno com certo tipo de calçado.

Por favor escutem: estão a tempo de evitar um erro!
Coloquem o poço à entrada da Rua do Mercado, no local onde até há semanas existiu o canteiro mais viçoso e perfumado de Alcochete!
O poço é um símbolo e ficará melhor aí. Afixe-se junto dele uma placa explicando onde estava originalmente e por que mudou de local.

Por favor não cometam erro semelhante ao ocorrido com a estátua de D. Manuel I, cujo autor quis o bronze recortado sobre as paredes brancas da Quinta da Praia das Fontes, efeito que, muitos anos volvidos, alguém decidiu subverter ao plantar palmeiras vulgares e arbustos inúteis entre o edifício e a obra escultórica.

01 julho 2009

O poço de São João

O poço de São João,
Água fresca dos avós,
Vem honrar a tradição,
Memória de todos nós.

O poço foi degrau
Deste nosso patamar;
Foi rio de largo vau
Bem custoso de passar.

Andar em frente o caminho
De quem ama a liberdade.
Não esquecer um bocadinho
A herança da verdade.

Recordar sem nostalgia,
Sem querer voltar atrás,
Eis o fogo da alegria
Que esta água ao povo traz.

João Marafuga

Uma boa notícia


Bom, nem tudo é mau!
Os homens da Câmara vão devolver à população o antigo poço de São João.
Só espero que a tradição de todas as coisas seja justamente cumprida.

Na verdade, a evocação respeitosa do esforço dos nossos avós não entra em choque com a distribuição de água ao domicílio.
E ninguém pense que pura e simplesmente me cinjo a uma evidência à Monsieur de La Palice.

12 janeiro 2009

A Igreja da Misericórdia

Clique sobre o texto para poder ler.
Os postais n.º 21 e n.º 22 são respectivamente as Igrejas da Misericórdia e Matriz, qualquer delas em grande plano. Publicá-los-ei oportunamente ou enviá-los-ei a algum condómino que possa precisar destas imagens para a ilustração de algum trabalho.

29 setembro 2008

Ermida ou Igreja da Senhora da Vida


Edifício classificado pelo Ministério da Cultura como Monumento de Interesse Público.
Antiga Ermida ou Capela do Espírito Santo, situada na Rua do Norte e Rua da Senhora da Vida (bairro das Barrocas, junto ao Tejo) – Alcochete.

Ao longo de décadas, entre o rico património local este templo tem sido o mais fotografado e filmado por profissionais e amadores, de dia ou de noite, porque o seu enquadramento no Tejo proporciona belas imagens.
É um dos símbolos característicos da vila de Alcochete e está de classificado c
omo Monumento de Interesse Público, pelo Decreto n.º 2/96, publicado no «Diário da República» n.º 56, de 6 de Março de 1996.
Encostado à nave, do lado Poente, existe um edifício de empena triangular onde funcionou o hospital da Santa Casa da Misericórdia de Alcochete (uma placa de mármore sobre a porta principal deste edifício indica essa função de outrora).

Um pequeno templo de nave única e com planta quinhentista, coberto por tecto em madeira, cuja fachada principal é maneirista.

Ao redor das portas principal e lateral há almofadas em pedra do tipo "rusticado".
O tecto original era decorado com uma pintura do séc. XVIII, representando o orago. Em 1986 foram realizadas obras de restauro, pela Santa Casa da Misericórdia de Alcochete, constando da reconstrução da cobertura da nave e de apeamento do púlpito, mas a reprodução da pintura original do tecto nunca foi realizada. Existe levantamento fotográfico do tecto original.
A capela-mor é de planta centralizada, sendo coberta por uma elegante cúpula maneirista, coroada com um lanternim.
As paredes laterais e a capela-mor são parcialmente revestidas com painéis de azulejos azuis e brancos do século XVIII, com passos da vida mariana.

O altar do lado da Epístola, de invocação de Nossa Senhora da Soledade, preserva duas imagens policromadas, talvez seiscentistas, figurando São Brás e Santo António.
A época de construção é a segunda metade do séc. XVI (1577), patrocinada pelo Dr. Afonso de Figueiredo para sua sepultura e de sua mulher, Júlia de Carvalho, cujos túmulos estão no pavimento da capela-mor.
Cem anos depois a ermida já não invocava o Espírito Santo mas Nossa Senhora da Vida, quando Nuno Álvares Pereira Velho de Morais, juntamente com alguns conterrâneos, reorganiza a irmandade, cujo compromisso teve confirmação régia em 1674 e já então era fama que a imagem da padroeira teria pertencido ao santuário da Rainha Santa.
Embora datem, pelo menos, do séc. XVII e tenham continuado até ao século seguinte, no século XX apenas em 1930 e 1935 se realizaram, em Alcochete, as Festas de Nossa Senhora da Vida, da devoção do povo porque, segundo uma lenda local, teria sido Ela que o salvara de ser atingido por uma das pestes que grassou no país.
O recorte de Imprensa reproduzido abaixo é a reportagem das festas de 1935, publicada no jornal «O Século» (clicar sobre a imagem para ver ampliação legível),

A organização das festas da Senhora da Vida estava a cargo da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 e tinha como principal impulsionador o director da centenária colectividade musical, José Diogo da Costa.
No início da década de 40 do séc. XX essas festas viriam a dar lugar às do Barrete Verde e das Salinas – por iniciativa do jornalista alcochetano José André dos Santos – estando na origem destas a fundação do Aposento do Barrete Verde.

Vale a pena acrescentar que o acima citado reorganizador da irmandade do Espírito Santo –
Nuno Álvares Pereira Velho de Morais, que estará na origem da invocação desta ermida à Senhora da Vida – era descendente dos Monizes de Alcochete, família muito chegada à casa real desde, pelo menos, 1498.
Filho de Nuno Álvares Pereira e de Inês de Novais Neto, era capitão e casou na vila em Maio de 1652. Em 1705 era tido como uma das pessoas principais da vila.

Fontes:
Câmara Municipal de Alcochete (PDM)
Região de Turismo da Costa Azul
Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais
Aposento do Barrete Verde

Bibliografia:
Eduardo Ramos da Costa, «O Concelho de Alcochete», 1902
José António Ferreira de Almeida, «Tesouros Artísticos de Portugal», Lisboa, 1976
Luís Maria Pedrosa dos Santos Graça, «Edifícios e Monumentos Notáveis do Concelho de Alcochete», Lisboa, 1998
José Estevam, «Fidalgos e Mareantes, Apontamentos Históricos sobre os Alcochetanos no Oriente», Alcochete, 2001

Existem igrejas dedicadas a Nossa Senhora da Vida, pelo menos, em Granja do Ulmeiro (Soure), Sobral de Monte Agraço e Calheta (Madeira).
No Brasil é a protectora dos nascituros.
Persistem em Bombaim (Índia) ruínas de uma igreja, construída em 1548 pelos portugueses, em honra de Nossa Senhora da Vida.
Há outras referências a Nossa Senhora da Vida em diferentes pontos do globo, como EUA, Canadá, França e Brasil.

21 setembro 2008

Alcochete


Uivos de ventos vindos do mar
Paredes chegadas
Medos encobertos
Gritos de moiras do fundo das eras
Gemidos de dor
Suores de morte
Pardais às revoadas
Adufas ao chão
Manda o patrão.

19 agosto 2008

Isto é podridão a mais

Sentado à mesa de uma esplanada desta Praça da República em Viseu, salto para Alcochete.
Desta vez dou comigo a pensar que quando alguém alega a mesma causa para justificar factos diferentes pode estar a esconder algo que não quer expor às claras.
Repare-se nisto: as madeiras do tecto da capela de Nossa Senhora da Vida estavam podres e chão com elas; os choupos da Avenida da Restauração estavam podres e chão com eles.
Isto é podridão a mais.
Por todo o Portugal a madeira é material que suporta arte de todos os estilos ao longo da nossa história; por todo o Concelho de Alcochete sei de choupos tão viçosos como estavam há cinquenta anos.
O que se passou no caso da capela de Nossa Senhora da Vida é que se abalançaram a uma obra sem verbas para o competente restauro; o que se passou no caso dos choupos da Avenida da Restauração é que davam mais despesa que a opção das palmeiras.
Que ambos os espaços, pertencentes ao povo de Alcochete, ficassem depauperados, isto é pormenor de pouca monta.

17 agosto 2008

A casa dos beirados


Esta é uma das casas mais belas desta terra de Alcochete.

Pertenceu ao administrador camarário Dias de Sousa, marido de Mariana Gonçalves.

Penso que a casa dos beirados, com entrada na Avenida da Restauração e janelas viradas para o Rossio, depois de várias vicissitudes, pertence hoje ao sr. Eng.º João Manuel Dias de Sousa, filho daquele administrador.

El-Rei D. Manuel


Depois de um formidável texto do sr. Bastos a uma das minhas fotos abaixo expostas, não resisti a colocar aqui esta foto de um dos grandes reis de Portugal e par dos maiores da Europa do seu tempo.

Esta minha atitude nada tem de gratuito, inspirando-se antes no que diz este meu companheiro de blog.

Quer as pessoas acreditem ou não, avanço com o meu rosto para dizer que não estamos combinados, a não ser nas linhas mais gerais que animam o espírito deste órgão de comunicação.

16 agosto 2008

Dão-se alvíssaras


Esta é a janela central (nove ao todo) do palacete por trás da estátua de D. Manuel I.

Há qualquer coisa nela que a distingue de todas as outras.

O que é?

Faça a sua pesquisa.

Dão-se alvíssaras a quem descobrir.

(Aqui deixo a minha homenagem ao pintor alcochetano João Santana que puxou a minha atenção para o curioso pormenor que agora partilho com todos).

17 julho 2008

A capela de Nossa Senhora da Vida ( 2)


Embora não seja eu o autor do texto, recebi do sr. Miguel Boieiro a seguinte mensagem:

"Para os devidos efeitos, quero informar o meu amigo que, contrariamente ao que se encontra escrito no seu blog, a Câmara Municipal nada teve a ver com a reparação da Capela da Senhora da Vida que, como sabe, não é propriedade municipal. Tive conhecimento do estado muito degradado das madeiras que compunham o tecto e das pinturas. Com muita pena, soube depois que a Santa Casa da Misericórdia não as conseguiu recuperar. Felizmente foram tiradas fotografias ao tecto o que possibilita a sua reprodução, quando as pessoas quiserem.

"Já em relação à Igreja da Misericórdia, foi possível estabelecer um protocolo de acordo com a Santa Casa e a Câmara empreendeu, com sucesso, a restauração do edifício, respectivos tectos e retábulo (só estes últimos custaram, na altura 26 mil contos).
"De tempos a tempos, dou uma espreitadela ao blog que, relativamente aos seus textos e a outros, encontro utilidade. Já o mesmo não posso dizer dos textos do Sr. Marafuga. Quando são provocações primárias e descabidas, ainda se tolera, porque, à vista desarmada, se nota não terem qualquer cabimento. No entanto, há outros textos eivados de maldade e de mentira que podem causar confusão nalgumas pessoas menos avisadas. Estou-me a reportar, nomeadamente, a escritos onde aparece o meu nome, referido, quase sempre, com má intenção. É claro que não lhe respondo porque isso não iria adiantar nada, dada a sua comprovada desonestidade intelectual.
"Quero ainda dizer-lhe que nada tenho, nem tive, contra o Marafuga. Pelo contrário, uma vez até o convidei para compilar uma antologia dos poetas alcochetanos e valha a verdade, o homem saiu-se muito bem.
"Ficam pois, estes esclarecimentos para o caso de lhe proporcionarem alguma utilidade.
"Cumprimentos!"

A minha resposta está num comentário a este texto.

Actualização

Após a publicação do texto acima e, a pretexto de comentário que o sr. João Marafuga entendeu fazer, o sr. Miguel Boieiro enviou-me nova mensagem:

"Não teria escrito da forma como o fiz se, antecipadamente, soubesse que o meu amigo iria colocar o texto no “blog” de que é um dos administradores. Para mim, é de facto, o seu blog, porque entendo ser a pessoa que nele tem mais conhecimentos e responsabilidades.

"Considero a resposta do Sr. Marafuga, compreensível, dentro do contexto habitual e face aos seus condicionalismos psicológicos. Tudo bem! No entanto, devo confessar que me fascinam os temas abordados e proponho um encontro com ele, só os dois, ou com mais alguém, se acharem preferível, para que possamos debater civilizadamente, olhos nos olhos, com lisura de processos e respeito mútuo, mas abertamente, todas as questões que se vêm levantando.
"Compreende, não me move mais que o prazer intelectual, a análise psicológica da condição humana, a descoberta da “verdade” e a possível irradiação de “ódios de estimação” que não ajudam a bem solucionar os problemas.
"Afinal, somos contemporâneos, temos quase a mesma idade, gostamos muito da nossa terra, porque não nos sentamos para conversar?
"Apaixona-me a crítica, mesmo que infundada, não por masoquismo, mas porque ela permite sempre, através do que agora se chama o “mecanismo do contraditório”, aprender e evoluir positivamente. Adoro discutir política nacional e internacional, linguística, sociologia, psicologia, medicinas não convencionais, religiões (tenho na minha biblioteca particular os livros sagrados das principais religiões mundiais e na última semana de Agosto irei empreender uma espantosa viagem à Grécia e à Turquia, denominada “Os Caminhos de S. Paulo”, conjuntamente com sete padres católicos), bois bravos e mansos (não é impunemente que me chamo Boieiro) e sobretudo, Alcochete com as suas gentes e idiossincrasias muito próprias.
"Naturalmente que o encontro que proponho seria para concretizar quando fosse possível às partes interessadas (dia, hora e local) e sem quaisquer preconceitos, tabus, ou baias limitativas, a não ser as regras da convivência democrática. Ou seja, admitir que possamos estar errados, que a outra parte poderá ter razão e que a meta será sempre o aperfeiçoamento mútuo para tentar influenciar, de modo construtivo, o progresso da sociedade em que nos integramos.
"Deixo ao Sr. Bastos o critério (agora sim) de publicar, ou não, este desafio no “seu” blog.
"Cumprimentos!"

Ao publicar a réplica creio não ter violado qualquer regra das relações humanas, até porque o texto principia com palavras formais: "Para os devidos efeitos(...). Entendi isto como exercício do direito de resposta.
Nem ouso sequer oferecer-me como medianeiro entre os srs. Boieiro e Marafuga, por me parecer haver entre ambos mais que divergência de pontos de vista.
Mas gostava que, em Alcochete, toda a gente dialogasse serenamente. E, sendo raros os acordados e atentos, nada temos a ganhar se alguns andarem de candeias ás avessas.

15 julho 2008

A capela de Nossa Senhora da Vida


O medo de que nos colem rótulos jamais poderá inibir-nos de denunciar a irresponsabilidade e a incompetência que campearam e campeiam nesta terra de Alcochete.

Outro problema que devemos recordar é o do infeliz restauro da capela de Nossa Senhora da Vida por uma das câmaras presidida pelo sr. Miguel Boieiro.

Talvez muita gente não se lembre, mas o tecto da capela de Nossa Senhora da Vida exibia pinturas religiosas que poderiam datar do último quartel do séc XVI, pois é desta altura a construção do inestimável monumento.

Embora as desculpas que se apresentem sejam mais de mil, a verdade é que, por imperdoável incompetência, o tecto foi abatido com a perda irreparável das valiosas pinturas, empobrecendo-se o nosso património artístico.

Lembro-me de se dizer que tinham sido tiradas fotografias antes da destruição do tecto, o que será já algum sinal de má consciência, mas, se há as tais fotos, faça-se ao menos o que se tinha pensado, contrate-se um pintor abalizado para o efeito e restitua-se ao espaço em foco um arremedo da sua dignidade original.

04 outubro 2007

Mau exemplo municipal em Alcochete


A quem reclamou por não conseguir ver a imagem identificada num comentário que coloquei no texto imediatamente anterior, da autoria de Luís Pereira, aqui está ela.
Este edifício pertence ao Património Municipal, está devoluto, abandonado e em elevado estado de degradação.
Situa-se nos n.ºs 24 a 28 da Rua Ciprião de Figueiredo (a artéria do Museu Municipal), na freguesia de Alcochete, estando classificado, desde 1992, como de interesse arquitectónico municipal.
No sítio na Internet da Direcção-Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais está registado com o n.º PT031502010007 do Inventário do Património Arquitectónico e o seu enquadramento é descrito como "urbano, adossado, no limiar do antigo burgo. Fachada principal abrindo para rua de circulação automóvel e com espaço de estacionamento em frente; fachadas laterais adossadas a prédios modernos, destoantes; fachada posterior abrindo para terreno baldio delimitado por muros; para este lado situa-se zona de recente urbanização".

A descrição fornecida é a seguinte: "planta rectangular, massa simples disposta na horizontal, cobertura homogénea em telhado de duas águas com larga chaminé, na aba posterior. Fachada principal a NE. de dois registos e três panos definidos por pilastras de cantaria, munidas de bases e mísulas; remate em cornija moldurada, coroada por platibanda de balaústres intervalados de plintos no prolongamento das pilastras dos alçados (estes rematados por urnas) e no eixo dos panos. Registo inferior rasgado no pano lateral esquerdo por janelão enquadrado por arco de volta perfeita, assente em pilares, ladeado por outro janelão mas sem arco; pano central rasgado por duas portas com bandeiras curvas protegidas por gradaria de ferro forjado, pintada de branco, tendo assinaladas as inscrições "5 d'Junho" uma e "1872" a outra; o pano lateral direito repete o esquema do seu oposto. Piso nobre definido por cornija e sanca de cantaria, rasgado nos panos extremos por duas janelas de sacada munidas de gradaria de ferro forjado, e no corpo central por janelas idênticas mas unidas por sacada comum de varandim apoiado em mísulas lavradas e gradarias de ferro forjado. Todas as janelas são de verga circular com chave de fecho, com molduras de cantaria; no piso nobre as ombreiras apresentam incipientes bases e capitéis unidos entre si por moldura saliente ao correr da fachada. Gradarias e caixilharias pintados de cor verde e branca; portadas de cor verde. Fachada posterior igualmente de dois pisos, sendo o inferior de pano único rasgado por, da direita para a esquerda: janela rectangular de molduras de pedra, enquadrada por arco em ressalto semelhante ao seu oposto na fachada principal; porta de verga poligonal com chave de fecho e ombreiras semelhantes à anterior; janela igual à do 1º vão mas sem arco reentrante; afronta este alçado murete baixo com gradaria de ferro forjado entre pilares simples; no extremo esquerdo desta fachada o corpo de escadaria de dois lances, com degraus de pedra e corrimão em ferro forjado que se prolonga na gradaria da varanda, que corre todo o piso superior, e que se apoia em mísulas simples; este piso é rasgado por 6 vãos idênticos, alternando porta janela, esquema a-b-a-b; remate em cornija e beirado saliente".

Tipologia
Arquitectura civil, oitocentista, revivalista, neoclássico. Revivalismo neoclássico patente no alçado principal austero, enriquecido pelas grades em ferro forjado e alguns elementos decorativos, e animado sobretudo pelo rigor no rasgamento e tratamento dos vãos, que encontra correspondência no alçado posterior. A decoração da platibanda e as janelas em arco perfeito são elementos típicos da paisagem urbana alcocheteana. A localização do imóvel, então no limiar do antigo burgo e estabelecendo uma eficaz ligação com este, corresponde às transformações operadas na estrutura da vila a partir do Séc. 18 (a aristocracia deixa de visitar a vila abandonando os prédios urbanos que aí possui), quando se passam a adaptar e alterar as construções já existentes ao mesmo tempo que se criam zonas de exploração agrícola na periferia imediata ao centro urbano, respondendo à intensificação da produção em particular agrícola.

Características Particulares
O rigor no desenho das fachadas apontando para um arquitecto de sólida formação dentro da arquitectura revivalista de finais de oitocentos.

Outra informação conhecida
Neste edifício funcionaram, na década de 60 do século passado, a primeira sede e a "sopa dos pobres" da Fundação João Gonçalves Júnior e, posteriormente, o Centro de Saúde.

Bibliografia útil
Questões de actualidade. O Extinto Concelho de Alcochete e os seus antigos munícipes, Aldeia Galega, 1897; COSTA, Cor. Eduardo Avelino Ramos da, O Concelho de Alcochete, 1902 (2ª edição, Alcochete, 1988); PEREIRA, Esteves e RODRIGUES, Guilherme, Dicionario Historico, chorografico, heraldico, biographico, bibliographico, numismático e artístico, Vol. 1, Lisboa, 1904; COSTA, Américo, Dicionário Chorografico de Portugal Continental e Insular, Vol. 1, Porto, 1929; CUNHA, Francisco Leite da, Subsídios para a História de Alcochete, A Voz de Alcochete, Novembro de 1948; CRUZ, João Luís da, Concelhos Ribeirinhos da Margem Sul do Tejo, Estremadura - Boletim da Junta de Província, n.º 38 - 40, Lisboa, 1955; ESTEVAM, José, O Povo de Alcochete. Apontamentos históricos sobre a terra e o pessoal, Lisboa, 1950; IDEM, Anais de Alcochete. dados históricos desde o séc. XIII, Lisboa 1956; NUNES, Luís Santos, Vila de Alcochete e seu concelho, 1972; NABAIS. António J. C. M., Foral de Alcochete e Aldeia galega (Montijo) - 1515, Alcochete - Montijo, 1995; GRAÇA, Luís Maria Pedrosa dos Santos, Edifícios e Monumentos Notáveis de Concelho de Alcochete, Lisboa, 1997.

02 outubro 2007

Alcochete: IMI aumenta para casas vazias

Em face do abandono a que estão votados inúmeros edifícios do concelho, em 2008 a câmara penalizará por via do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) os "proprietários de prédios abandonados, devolutos e em elevado estado de degradação”.
Discordo da decisão, embora o pretexto pareça válido.
Em primeiro lugar, a proposta deveria ser antecipada e directamente explicada aos munícipes pelos autarcas com funções executivas. Revela falta de coragem temer enfrentar os eleitores quando há decisões desagradáveis.
A solução é idêntica à anunciada, recentemente, em Lisboa: a câmara está em dificuldades financeiras e, não sabendo onde inventar receitas, descobriu que certos proprietários urbanos são excelente alvo e terão reduzido apoio para contestar a decisão.
Trata-se ainda da aplicação local de uma solução nacional de todos conhecida: incapaz de reduzir as despesas, o poder político continua a penalizar os contribuintes.
Ele é o IMT, o IMI, o selo do automóvel, a derrama, o IRC, o IRS, etc., etc. Nisto dos impostos os etc. são imensos e as taxas aplicadas sempre as máximas, pese embora os órgãos locais tenham alguma margem de manobra para aliviar a pressão.
Estranho ainda que se conheçam regularmente as contas do Estado mas, em Alcochete, a lei das finanças locais, publicada em Janeiro, em matéria de divulgação da prestação de contas continue por cumprir cinco meses depois.
Muito antes da actual legislação sobre o IMI já os municípios dispunham de instrumentos legais para obrigar os proprietários a cuidar do património edificado ou, quando estes não tenham condições para tal, a transmiti-lo a quem as possua.
Prova disso é que, como aqui expliquei algumas vezes, conheço raros aglomerados urbanos nacionais globalmente em tão mau estado como os de Alcochete e de Samouco.
Há anos que os executivos municipais de Alcochete podiam localizar o paradeiro da esmagadora maioria dos proprietários de prédios devolutos e abandonados, concedendo-lhes um prazo para regularizar a situação. Pela via do diálogo teriam averbado significativo sucesso. Foi essa a solução preferida na maioria dos municípios pequenos e os resultados estão à vista.
Mas anteriores autarcas de Alcochete dedicaram pouca atenção a esse trabalho e os actuais – incapazes de demonstrar que têm travado as despesas correntes – decidem copiar maus exemplos.
Tenho pena, muita pena. Porque os autarcas passam e os problemas por eles criados acumulam-se e ficam para resolver no futuro.

28 setembro 2007

PDM , Estratégia , Opções para Alcochete

A elaboração/alteração de um PDM impõe que se apreendam alguns princípios que tenho como nucleares:
- O PDM como base de um modelo de desenvolvimento e de uma estratégia definidos com vista à ocupação equilibrada do território , favorecendo a qualificação desse espaço e do habitante;
- O PDM como base flexível para a promoção de outros Planos e programas de escala mais aprofundada , embora dentro dos limites que ele próprio estabelece , o que depende naturalmente da existência de um conjunto de serviços camarários , criados e desenvolvidos na compreensão de um processo que se quer contínuo , flexível e dinâmico de adaptação ao modelo escolhido e permanentemente MONITORIZADO , permitindo assim uma avaliação e eventual correcção do seu processo de implementação.
- O PDM como instrumento fundamental de gestão municipal numa perspectiva integrada em relação ao Plano de Actividades e Orçamento.
Quanto a este ponto inicial deste meu «post» , e analisando a proposta da Câmara Municipal de Alcochete no que respeita ao PDM , constato desde já que nenhum destes princípios é suficientemente acautelado , para além de ter algums dúvidas que a autarquia disponha de quadros e serviços suficientemente preparados para «atacar» este enorme desafio.
Eis algumas sugestões quanto às linhas base que poderão sustentar o novo PDM:
Estratégia de Desenvolvimento:
Antes porém , é necessário identificar algumas das grandes condicionantes do desenvolvimento do concelho com vista à clarificação das opções a plasmar no PDM de Alcochete , nas quais valerá a pena apostar.
- A construção da ponte Vasco da Gama , a eventual terceira travessia do Tejo , a melhoria das acessibilidades , a proximidade das actuais e futuras infra-estruturas aeroportuárias , reforçam substancialmente a posição do Concelho como área de implantação urbana , bem como a capacidade de atracção de actividades económicas com potencial de criar mais emprego;
- Fruto dessa pressão e por inerência da estrutura da propriedade no Concelho , há um grave risco de se continuar a perder uma lógica de promoção integrada e de desqualificação de espaços de elevado potencial;
Equacionando estas condicionantes , o PDM de Alcochete deverá promover um quadro de mudança nos seguintes pontos:
- Proteger o Concelho da pressão da instalação industrial e logística e das actividades ligadas ao transporte e manipulação de mercadorias;
- Tornar Alcochete competitiva para a captação de funções terciárias , quer do terciário económico e social de nível superior , o qual , no limite poderá assumir-se como um vector de internacionalização da economia do concelho , quer de funções terciárias banais com um mercado de âmbito regional , fruto da localização privilegiada do Concelho e da qualidade dos seus espaços.
Opções Estratégicas de Desenvolvimento:
Neste contexto , e como venho insistindo neste Blogue , a aposta de futuro para Alcochete , está no aprofundamento da terciarização e na competição pelo desenvolvimento do terciário avançado e de serviços de nível médio e superior.
Efectivamente , é esse, na minha perspectiva , o segmento de actividade onde Alcochete pode reunir vantagem relativa ao nível da AML , articulando a selectividade das acessibilidades com a qualidade de vastos espaços e com proximidade a espaços residenciais de qualidade média superior que vão proliferando pelo território , a maior parte dos quais ,ainda não tem mercado.
Assim , e tendo em conta uma visão que deve ser integrada do desenvolvimento do Concelho , há condições para que Alcochete aposte nos seguintes vectores estratégicos:
- atracção do terciário médio e superior , valorizando a disponibilidade de espaço , a acessibilidade a Lisboa , ao Norte e ao Sul , a proximidade com as infra-estururas aeroportuárias.
- afirmação de Alcochete como espaço residencial de qualidade;
- desenvolvimento de serviços especializados às actividades que se vierem a instalar e à população ( reparações , assistência técnica , controlo da qualidade e segurança , limpeza , distribuição)
- desenvolvimento de serviços qualificados nas áreas da saúde , desporto , recreio , lazer e de segmentos específicos de turismo , dos quais o empreendimento da Barroca D´Alva é já um exemplo significativo e indicador do que deve ser o futuro.
Estes vectores devem ser vistos de forma integrada. O 1º decorre da necessidade de valorizar as potencialidades do concelho. Já a qualidade residencial , que já vai existindo , pode ser aproveitada para posteriormente fixar mão-de-obra qualificada e população que vá suportando o desenvolvimento daquelas actividades e seja o mercado local de serviços mais especializados.
OBJECTIVOS DO PDM:
Chegado a este ponto já posso esboçar aqueles que tenho como os OBJECTIVOS fundamentais a consagrar no PDM de Alcochete.
- promover o desenvolvimento do terciário médio e superior , criando espaços , equipamentos e demais factores que favoreçam a sua instalação;
- afirmar Alcochete como espaço de qualidade residencial;
- detectar e resolver os estrangulamentos ambientais e salvaguardar o património histórico e cutural do concelho;
- melhorar as condições de vida das populações mais desfavorecidas do concelho ( o caso do Passil é confrangedor).
LINHAS ESTRATÉGICAS:
Os objectivos acima referidos impõem que a Câmara Municipal assuma uma estratégia que se poderia designar de «Desenvolvimento Selectivo».
- Selectividade no acolhimento de actividades económicas (estancar o crescimento desenfreado do parque logístico) , favorecendo a instalação do terciário em detrimento das indústriais poluentes e das actividads ligadas ao transporte e manipulção de mercadorias.
- Organização da rede urbana por forma a preservar e reforçar a identidade dos aglomerados e controlar a proliferação de urbanizações sem qualquer lógica de integração , facto que pode condicionar e estrangular a possibilidade do desenvolvimento estratégico do concelho no sentido proposto.
- Criação de equipamentos necessários à melhoria da qualidade de vida da população;
- Valorização do património cultural e paisagístico numa perspectiva de fruição pela população mas também como base para novas actividades económicas.
A concretização desta estratégia implicará um conjunto de intervenções que podem ser organizadas da seguinte forma:
- Promoção da Imagem de Alcochete como um concelho social e economicamente dinâmico e de um espaço onde vale a pena viver e trabalhar;
-Ordenamento do Território , compatibilizando a produção de solo urbanizado que viabilize a estratégia proposta com a preservação da qualidade ambiental , paisagística , espaços verdes , usufruto de equipamentos , serviços e facilidades lúdico-recreativas;
- Gestão Urbanística que facilite a concretização de projectos que se insiram nesta estratégia;
- Estímulo e apoio à mobilização dos agentes privados em torno desta estratégia , seja com o envolvimento da autarquia como parceira , seja pela criação de mecanismos de incentivo.
Fica para já este modesto contributo.
Logo que tenha mais disponibilidade voltarei a esta questão.

12 fevereiro 2007

Desafio aos munícipes de Alcochete (3)


Extracto de notícia oficiosa sobre reunião da edilidade da câmara de Alcochete, realizada no passado dia 7:

"O Executivo Municipal aprovou ainda, por maioria, a demolição do conjunto habitacional situado na Rua Ciprião de Figueiredo, n.º 38 a 44, em Alcochete, atendendo ao seu adiantado estado de degradação e aos consequentes riscos para a segurança de pessoas e bens.
"A demolição está condicionada ao realojamento da moradora do n.º 38, à limpeza do local e emparedamento dos vãos contra intrusão até à obtenção da licença de demolição.
"Fica ainda condicionada à apresentação de um levantamento arquitectónico do conjunto, incluindo o alçado principal e a tipologia habitacional e à análise do projecto de arquitectura em reunião de Câmara".

A câmara cessou, há quase três meses e meio, a publicação de actas das reuniões da vereação, sendo impossível conhecer em tempo oportuno detalhes do debate e o teor dos esclarecimentos fornecidos pelo executivo municipal nesta reunião.
Presumo que, no passado dia 7, na discussão da demolição deste edifício – classificado pelo IPPAR como de interesse arquitectónico municipal – a abstenção ou votos contra terão partido da oposição. Parece-me que os vereadores do PS deveriam revelar aos munícipes motivos e fundamentos da posição assumida.

O edifício em causa é o constante da imagem acima (captada há quase seis anos) e sobre o assunto escrevi anteriormente três textos: este, este e este.

08 fevereiro 2007

Cultura: leitura útil


Estudo sobre «Três exemplares de cerâmica azul e dourada, provenientes de Alcochete», da Baixa Idade Média, jarros ocasionalmente descobertos em 1952 no centro histórico da vila e existentes no Museu Municipal de Alcochete.
Autor: Miguel Correia, arqueólogo municipal