Sugiro a leitura do seguinte comunicado sobre a política de transportes públicos no nosso concelho:
http://borgesdasilva.pt/2009/10/09/basta-populacao-ao-servico-dos-tst/
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09 outubro 2009
02 junho 2009
Transporte de passageiros: "Forte desaceleração" nos aeroportos nacionais
O transporte de passageiros nos aeroportos portugueses "sofreu uma forte desaceleração" no primeiro trimestre de 2009, em termos homólogos, com o movimento de aeronaves a cair 5,9 por cento e o número de pessoas transportadas a descer 10,9 por cento, para 4,9 milhões de passageiros, indicou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os aeroportos de Faro e de Ponta Delgada, na ilha açoriana de São Miguel, foram aqueles que registaram maiores quebras no movimento de passageiros, apresentando descidas, respectivamente, de 17,8 por cento e de 13,8 por cento.Lisboa, que representa a maior fatia do tráfego de transporte aéreo em Portugal, também registou uma descida significativa durante os primeiros três meses de 2009: menos 10,8 por cento nos passageiros transportados.Já o aeroporto portuense Sá Carneiro sofreu uma redução de 8,3 por cento nos embarques e desembarques, enquanto que na Madeira a descida foi de 11,8 por cento.
Será que faz sentido continuar a apostar no novo aeroporto?
Os aeroportos de Faro e de Ponta Delgada, na ilha açoriana de São Miguel, foram aqueles que registaram maiores quebras no movimento de passageiros, apresentando descidas, respectivamente, de 17,8 por cento e de 13,8 por cento.Lisboa, que representa a maior fatia do tráfego de transporte aéreo em Portugal, também registou uma descida significativa durante os primeiros três meses de 2009: menos 10,8 por cento nos passageiros transportados.Já o aeroporto portuense Sá Carneiro sofreu uma redução de 8,3 por cento nos embarques e desembarques, enquanto que na Madeira a descida foi de 11,8 por cento.
Será que faz sentido continuar a apostar no novo aeroporto?
Rótulos:
obras,
política,
transporte público,
urbanismo
09 setembro 2008
Ponte perde tráfego a olhos vistos
Diz-nos esta notícia que a ponte Vasco da Gama está a perder tráfego a uma média diária de 7000 veículos. Considerando que, em 2007, o tráfego médio diário foi de 60.000 viaturas, a actual redução parece-me significativa e as causas prováveis serão a perda de poder de compra e o excessivo valor da portagem (2,25 euros por veículo ligeiro).
Declarações com seis meses e dados de 2007 indicam que, embora a ponte Vasco da Gama continuasse com tráfego dentro das previsões iniciais da Lusoponte, "em relação ao que foi negociado [com o Estado] em 2000 estava 30% abaixo".
Dada a relevância financeira das perdas acumuladas, urge tomar medidas de atracção de tráfego.
A redução significativa do valor da portagem para veículos ligeiros com mais de um ocupante – ideia que, tal como outros, também defendo – por muitas e variadas razões parece-me não só recomendável como até, perante a realidade dos números, absolutamente inevitável.
Sugestões:
Automóveis ligeiros até 2 ocupantes - 2,25€
Automóveis ligeiros com 3 ocupantes - 2€
Automóveis ligeiros com 4 ocupantes - 1,75€
Automóveis ligeiros com 5 ocupantes - 1,25€
Declarações com seis meses e dados de 2007 indicam que, embora a ponte Vasco da Gama continuasse com tráfego dentro das previsões iniciais da Lusoponte, "em relação ao que foi negociado [com o Estado] em 2000 estava 30% abaixo".
Dada a relevância financeira das perdas acumuladas, urge tomar medidas de atracção de tráfego.
A redução significativa do valor da portagem para veículos ligeiros com mais de um ocupante – ideia que, tal como outros, também defendo – por muitas e variadas razões parece-me não só recomendável como até, perante a realidade dos números, absolutamente inevitável.
Sugestões:
Automóveis ligeiros até 2 ocupantes - 2,25€
Automóveis ligeiros com 3 ocupantes - 2€
Automóveis ligeiros com 4 ocupantes - 1,75€
Automóveis ligeiros com 5 ocupantes - 1,25€
Rótulos:
Automóvel,
trânsito,
transporte público
07 agosto 2008
Portagens mais caras para carros com ocupante único
Era inevitável que a penalização dos automóveis com um único ocupante seria imposta um dia e acontecerá em breve. O processo começa a ser planeado. Quem quiser ler a fundamentação técnica da decisão está aqui.
Há duas alternativas possíveis, entre outras: partilhar o carro ou usar os transportes públicos.
Vai para dois anos abordei a partilha do carro neste texto do blogue. Há dois meses insisti no assunto com este texto.
É preferível planear a vida a tempo, evitando decisões precipitadas.
Em todo o caso, vejo nestas portagens aspectos susceptíveis de hábil aproveitamento local. Voltarei ao assunto com mais vagar.
Há duas alternativas possíveis, entre outras: partilhar o carro ou usar os transportes públicos.
Vai para dois anos abordei a partilha do carro neste texto do blogue. Há dois meses insisti no assunto com este texto.
É preferível planear a vida a tempo, evitando decisões precipitadas.
Em todo o caso, vejo nestas portagens aspectos susceptíveis de hábil aproveitamento local. Voltarei ao assunto com mais vagar.
04 julho 2008
Desenvolvimento sustentável?
Em 2005, Portugal era o país da União Europeia mais dependente da energia: 99,4%. A média europeia era de 56,2%
Em 2006, em Portugal, o transporte rodoviário representou 94,9% do transporte total interno, sobrando para os modos ferroviário, fluvial e marítimo somente 4,1%.
Numa década (1995-2005), em Portugal, o transporte ferroviário de mercadorias subiu 20% e, em apenas três anos (2002-2005), o transporte rodoviário equivalente subiu 44,3%.
Também em Portugal, entre 1995 e 2006, o transporte individual aumentou de 71,7% para 82,8% do transporte total de passageiros.
Há duas décadas que Portugal investe excessivamente em construção de auto-estradas mas estão anunciadas mais 20 concessões. Nos últimos dois anos, cerca de 90% do investimento do orçamento do Estado em transportes continuou a ser canalizado para infra-estruturas rodoviárias (confira dados aqui).
Não é de espantar que, além do que isto significa em agravamento de custos, de distorções no desenvolvimento e de dependências económicas perigosas, haja reflexos negativos no ambiente e na segurança rodoviária.
Há duas semanas, nos 32kms de auto-estrada que separam Vilar Formoso da Guarda, cruzei-me com 107 camiões. Por curiosidade, na estação ferroviária de Vilar Formoso consultei os horários disponíveis e contei quatro comboios diários de passageiros com paragem naquela estação.
Dois dias antes, num comboio Intercidades com cinco carruagens, que ligava Lisboa à Guarda, na gare de Celorico da Beira desembarcaram três passageiros e prosseguiram viagem somente uma dezena.
A semana passada, entre Coimbra e Vila Franca, cruzei-me com várias filas compactas de cinco e seis camiões.
Na extremamente perigosa Estrada Nacional 118, entre Alcochete e Porto Alto, frequentemente deparo com filas idênticas de camiões.
Não há muitos meses, na rotunda do Entroncamento, em Alcochete, Luís Proença – condómino deste blogue – numa manhã contava um camião por minuto a caminho dos armazéns no Passil.
Será isto desenvolvimento sustentável?
P.S. - O que o Presidente da República disse hoje, em Alter do Chão, é algo que qualquer português facilmente constata quando se afasta da costa atlântica.
No Minho, de Valença até ao limite do distrito de Vila Real é o deserto humano.
Quatro cidades parecem-me escapar a este fenómeno em Trás-os-Montes: Vila Real, Chaves, Mirandela e Bragança.
Na Beira Alta, de Viseu e Mangualde até à fronteira é o deserto humano. Já é difícil encontrar um restaurante. Modernos centros de saúde estão fechados. Em algumas sedes de concelho os antigos mercados só funcionam uma vez por semana.
Recentemente, no interior das muralhas de Sortelha (Sabugal) – uma das 12 aldeias históricas portuguesas – vi seis residentes: três idosas, dois cães e um gato. Totalmente recuperada com fundos europeus, existirão nela cerca de meia centena de habitações fechadas.
Na Beira Baixa, com excepção de Fundão e Castelo Branco, a desertificação humana é notória.
No Baixo Alentejo idem e no interior do Algarve o panorama não é melhor.
Um exercício que também recomendo é atravessar a fronteira e conhecer o lado de lá, da Galiza à Andaluzia, onde, há 30 anos, o isolamento não era menor.
Era mas deixou de ser. Todas as cidades deram um salto imenso.
Em 2006, em Portugal, o transporte rodoviário representou 94,9% do transporte total interno, sobrando para os modos ferroviário, fluvial e marítimo somente 4,1%.
Numa década (1995-2005), em Portugal, o transporte ferroviário de mercadorias subiu 20% e, em apenas três anos (2002-2005), o transporte rodoviário equivalente subiu 44,3%.
Também em Portugal, entre 1995 e 2006, o transporte individual aumentou de 71,7% para 82,8% do transporte total de passageiros.
Há duas décadas que Portugal investe excessivamente em construção de auto-estradas mas estão anunciadas mais 20 concessões. Nos últimos dois anos, cerca de 90% do investimento do orçamento do Estado em transportes continuou a ser canalizado para infra-estruturas rodoviárias (confira dados aqui).
Não é de espantar que, além do que isto significa em agravamento de custos, de distorções no desenvolvimento e de dependências económicas perigosas, haja reflexos negativos no ambiente e na segurança rodoviária.
Há duas semanas, nos 32kms de auto-estrada que separam Vilar Formoso da Guarda, cruzei-me com 107 camiões. Por curiosidade, na estação ferroviária de Vilar Formoso consultei os horários disponíveis e contei quatro comboios diários de passageiros com paragem naquela estação.
Dois dias antes, num comboio Intercidades com cinco carruagens, que ligava Lisboa à Guarda, na gare de Celorico da Beira desembarcaram três passageiros e prosseguiram viagem somente uma dezena.
A semana passada, entre Coimbra e Vila Franca, cruzei-me com várias filas compactas de cinco e seis camiões.
Na extremamente perigosa Estrada Nacional 118, entre Alcochete e Porto Alto, frequentemente deparo com filas idênticas de camiões.
Não há muitos meses, na rotunda do Entroncamento, em Alcochete, Luís Proença – condómino deste blogue – numa manhã contava um camião por minuto a caminho dos armazéns no Passil.
Será isto desenvolvimento sustentável?
P.S. - O que o Presidente da República disse hoje, em Alter do Chão, é algo que qualquer português facilmente constata quando se afasta da costa atlântica.
No Minho, de Valença até ao limite do distrito de Vila Real é o deserto humano.
Quatro cidades parecem-me escapar a este fenómeno em Trás-os-Montes: Vila Real, Chaves, Mirandela e Bragança.
Na Beira Alta, de Viseu e Mangualde até à fronteira é o deserto humano. Já é difícil encontrar um restaurante. Modernos centros de saúde estão fechados. Em algumas sedes de concelho os antigos mercados só funcionam uma vez por semana.
Recentemente, no interior das muralhas de Sortelha (Sabugal) – uma das 12 aldeias históricas portuguesas – vi seis residentes: três idosas, dois cães e um gato. Totalmente recuperada com fundos europeus, existirão nela cerca de meia centena de habitações fechadas.
Na Beira Baixa, com excepção de Fundão e Castelo Branco, a desertificação humana é notória.
No Baixo Alentejo idem e no interior do Algarve o panorama não é melhor.
Um exercício que também recomendo é atravessar a fronteira e conhecer o lado de lá, da Galiza à Andaluzia, onde, há 30 anos, o isolamento não era menor.
Era mas deixou de ser. Todas as cidades deram um salto imenso.
04 junho 2008
Partilhar o carro

Vai para dois anos, recomendei neste texto que os alcochetanos se associassem para gastar e poluir menos com os automóveis de um só ocupante no vaivém diário casa-trabalho.
Muito antes, noutras latitudes, houve campanhas públicas intensas sobre o tema e os resultados continuam a ser positivos.
Basta reparar aqui existirem nada menos de 5.310.000 páginas referenciadas sobre o tema.
Estará aqui, finalmente, o princípio de uma solução desconhecida da maioria em Portugal?
Mais do que o boicote às gasolineiras A, B ou C – matéria que, há semanas, continua a inundar a minha caixa de correio electrónico – creio que a partilha do automóvel poderá ser uma reacção conveniente dos cidadãos à crise.
Há outras reacções possíveis, como ir de bicicleta ou de burro para o trabalho.
Não, não estou a brincar. Quem pensaria há uns anos que, meio século volvido, os simpáticos jumentos voltariam a ser úteis e económicos como meio de transporte para curtas distâncias?
São considerados em vias de extinção mas, pelo rumo que as coisas levam, em breve poderão deixar de o ser.
Inevitavelmente, voltarão a ser necessários ferreiros, albardeiros e palheiros.
P.S. - Por falar em burros: horas depois veio-me à memória este texto lido, há tempos, no blogue laranjinha de Alcochete. Estará Rute Figueiredo enganada porque, em Portugal, pelo caminho que as coisas levam, talvez acabem mais depressa os automóveis que os burros?
25 outubro 2006
Preocupa-me
Estava a ler esta e esta notícias sobre o mesmo lamentável acidente e lembrei-me que, ao fim da manhã de hoje, vi dois autocarros dos TST imobilizados: um na ponte Vasco da Gama e outro no IC13.
Será só um dia aziago para a empresa?
Não sendo utente, nada mais posso dizer. Mas ultrapasso alguns autocarrros que me parecem demasiado velhos para velocidades de 110km/hora, como tenho notado na ponte.
Será só um dia aziago para a empresa?
Não sendo utente, nada mais posso dizer. Mas ultrapasso alguns autocarrros que me parecem demasiado velhos para velocidades de 110km/hora, como tenho notado na ponte.
28 setembro 2006
Também quero pagar menos
Eu utente frequente da ponte Vasco da Gama me confesso e, tal como o Estado, também gostaria de pagar menos à Lusoponte.
De caminho, pedia que me explicassem qual a razão por que a Brisa só pode aumentar os preços das portagens até ao limite da inflação do ano anterior e a Lusoponte aplicou este ano um aumento superior ao dobro dessa inflação, pelo menos aos veículos da classe 1.
Mas o Estado não quer saber de mim, que sou apenas um número fiscal.
Gostava ainda que me explicassem se alguém mandou realizar um estudo económico sobre a viabilidade da reposição da ligação fluvial entre Alcochete e um terminal marítimo servido pelo metropolitano ou outros terminais do interesse da maioria dos residentes no concelho.
Essa seria, suponho, acertada contribuição para o bem-estar da maioria dos cidadãos que, mal servidos de transportes públicos, gastam individualmente cerca de 50.000$ (250€) mensais para trabalhar fora.
De caminho, pedia que me explicassem qual a razão por que a Brisa só pode aumentar os preços das portagens até ao limite da inflação do ano anterior e a Lusoponte aplicou este ano um aumento superior ao dobro dessa inflação, pelo menos aos veículos da classe 1.
Mas o Estado não quer saber de mim, que sou apenas um número fiscal.
Gostava ainda que me explicassem se alguém mandou realizar um estudo económico sobre a viabilidade da reposição da ligação fluvial entre Alcochete e um terminal marítimo servido pelo metropolitano ou outros terminais do interesse da maioria dos residentes no concelho.
Essa seria, suponho, acertada contribuição para o bem-estar da maioria dos cidadãos que, mal servidos de transportes públicos, gastam individualmente cerca de 50.000$ (250€) mensais para trabalhar fora.
09 setembro 2006
Deserto de ideias e projectos
Sem surpresa, embora lamentando-o, verifico que o município de Alcochete continua um deserto de ideias e de projectos susceptíveis de financiamento por fundos comunitários.
O problema é antigo e inexplicável, perdendo-se sucessivas oportunidades de captar cooperação, conhecimento e ajudas ao planeamento e desenvolvimento harmonioso do território.
Vem isto a propósito da operação-quadro de cooperação regional denominada MARE (Mobilidade e Acessibilidade Metropolitana nas Regiões do Sul da Europa), financiada por fundos comunitários, que se propõe encontrar novas soluções para os problemas da mobilidade e acessibilidade nas regiões metropolitanas de Lisboa, Ligúria e Comunidade Valenciana.
Esta operação tem como objectivo central a criação de uma estratégia integrada de mobilidade metropolitana que potencie o desenvolvimento e a competitividade internacional e resulta do trabalho conjunto das regiões participantes.
Através da partilha de experiências, a MARE propõe-se desenvolver novas abordagens e introduzir novos instrumentos, com vista à definição de soluções inovadoras para os problemas da mobilidade metropolitana nas regiões do sul da Europa.
Embora todos conheçam – quanto mais não seja por dolorosa experiência própria – os problemas de mobilidade dos alcochetanos, surpreendentemente o nosso município não consta da relação de entidades que, até à data, submeteram propostas de sub-projectos à iniciativa MARE.
Mas está muito a tempo de fazê-lo, porque o prazo-limite de submissão de propostas é o dia 16 de Outubro.
O problema é antigo e inexplicável, perdendo-se sucessivas oportunidades de captar cooperação, conhecimento e ajudas ao planeamento e desenvolvimento harmonioso do território.
Vem isto a propósito da operação-quadro de cooperação regional denominada MARE (Mobilidade e Acessibilidade Metropolitana nas Regiões do Sul da Europa), financiada por fundos comunitários, que se propõe encontrar novas soluções para os problemas da mobilidade e acessibilidade nas regiões metropolitanas de Lisboa, Ligúria e Comunidade Valenciana.
Esta operação tem como objectivo central a criação de uma estratégia integrada de mobilidade metropolitana que potencie o desenvolvimento e a competitividade internacional e resulta do trabalho conjunto das regiões participantes.
Através da partilha de experiências, a MARE propõe-se desenvolver novas abordagens e introduzir novos instrumentos, com vista à definição de soluções inovadoras para os problemas da mobilidade metropolitana nas regiões do sul da Europa.
Embora todos conheçam – quanto mais não seja por dolorosa experiência própria – os problemas de mobilidade dos alcochetanos, surpreendentemente o nosso município não consta da relação de entidades que, até à data, submeteram propostas de sub-projectos à iniciativa MARE.
Mas está muito a tempo de fazê-lo, porque o prazo-limite de submissão de propostas é o dia 16 de Outubro.
Rótulos:
Câmara Municipal,
transporte público
20 março 2006
São Francisco: sugestões para mostrar serviço

Aproveito uma reunião "descentralizada" da edilidade de Alcochete, na próxima quarta-feira, em São Francisco, para abordar questões relacionadas com essa freguesia.
As principais preocupações dos residentes prendem-se com a exiguidade das infra-estruturas escolares e de saúde, em face do significativo aumento populacional com o novo empreendimento Villas do Duque, cujos primeiros edifícios estarão prontos dentro de um ano.
Nessa urbanização estão licenciados e em início de construção os primeiros edifícios habitacionais (pelo menos 14), todos com dois pisos acima da cota da soleira, sendo voz corrente que os residentes na freguesia quase duplicarão quando todo o empreendimento estiver concluído.
O que os moradores de São Francisco dizem desconhecer, por enquanto, são as respostas planeadas nas áreas da saúde, da educação e dos transportes públicos.
Presentemente, a extensão de saúde de São Francisco está instalada numa casinha, situada à beira da EN119, cuja área total não excederá 75m2 (ver imagem).
Daqui a um ano continuará a funcionar aí? E haverá médicos disponíveis no Centro de Saúde de Alcochete? As questões da saúde não são com a câmara, todos o sabemos. Mas como lhe cabe licenciar novas construções, presume-se que terá alertado a entidade responsável. Teria recebido resposta?
O pré-escolar da freguesia funciona num pavilhão pré-fabricado, anexo à cantina escolar (ver imagem). O novo é (será ainda?) mera promessa eleitoral estampada num painel publicitário.
No sítio da câmara na Internet, a última notícia oficial sobre o pré-escolar de São Francisco tem quase um ano. Data de 23 de Março de 2005 e diz-nos que "a Câmara Municipal está prestes a lançar a concurso a empreitada referente à construção de um Pré-escolar (Jardim-de-infância) na freguesia de São Francisco". Estava prestes?
Em Novembro passado, em artigo lido no blogue «Escândalos no Montijo», Susana Almeida, presidente da Junta de Freguesia de São Francisco, escrevia o seguinte: "tomei conhecimento que o actual executivo da Câmara Municipal levantou um conjunto de obstáculos (...) que evoluíram para uma posição onde já não concordam com a localização do novo pré-escolar".
Acreditamos no cartaz ou na presidente da junta?
Em que pré-escolar pensa o município colocar os filhos dos novos residentes que, às dezenas, começarão a chegar ao concelho no início do próximo ano? Diz o tal painel publicitário da câmara que a construção do pré-escolar demora um ano.
Não menos problemática poderá ser a Escola do 1.º Ciclo do Ensino Básico de São Francisco, cujo edifício parece pequeno para albergar tantas crianças (ver imagem).
A câmara tem algo a dizer aos habitantes de São Francisco em matéria de saúde e educação, pelo menos?
Quanto aos transportes públicos, as preocupações são antigas: a freguesia de São Francisco está muito mal servida. Atente-se nesta página dos TST, contendo o horário dos autocarros de e para Lisboa.
Amanhã há mais.
Rótulos:
autarcas,
Câmara Municipal,
Ensino,
São Francisco,
saúde,
transporte público
17 março 2006
Os autocarros (3)
No dia em que a variante abrir ao tráfego haverá ou não passagem superior entre a escola secundária e o centro de saúde de Alcochete? Sempre esteve prevista. Eu ouvi garanti-lo, mais de uma vez, e deve estar escrito em actas da câmara.
Sem essa passagem duvido que os autocarros saiam do interior da Urbanização dos Barris. Os alunos da secundária (a maioria?) teriam de atravessar a variante duas vezes por dia, pelo menos.
E se alguém julga que, quanto à variante e aos alunos da escola El-Rei D. Manuel I, pode estar descansado, engana-se. Há miúdos desta a entrar e sair na paragem situada na Rua da Escola Secundária, para evitar a rebaldaria na mais próxima da escola. Eu vejo-o, ninguém mo disse.
Sem essa passagem duvido que os autocarros saiam do interior da Urbanização dos Barris. Os alunos da secundária (a maioria?) teriam de atravessar a variante duas vezes por dia, pelo menos.
E se alguém julga que, quanto à variante e aos alunos da escola El-Rei D. Manuel I, pode estar descansado, engana-se. Há miúdos desta a entrar e sair na paragem situada na Rua da Escola Secundária, para evitar a rebaldaria na mais próxima da escola. Eu vejo-o, ninguém mo disse.
16 março 2006
Os autocarros (2)

Para terem uma ideia do que os residentes nas imediações das obras da variante
sofrem, há quase dois anos, reparem no estado desta porta.
Neste texto, inserido a 23 de Janeiro, chamei a atenção para a circulação de autocarros dentro da Urbanização dos Barris, em Alcochete, cujos moradores estão saturados com o ruído e a poluição.
Reparei que o leitor André (não é um anónimo e por isso valorizo a sua intervenção) só agora colocou um comentário nesse texto.
Avisei, há semanas, que na Urbanização dos Barris poderá haver mosquitos por cordas quando terminarem as obras da variante, porque as pessoas fartaram-se de problemas acumulados e da ausência de explicações.
No texto estão apontados os motivos, que custaram ao anterior executivo a perda de centenas de votos só neste bairro.
A importância do texto de André merece o devido destaque. Ei-lo:
"Gostava de acreditar que sim, que já está tudo encaminhado para que os autocarros deixem de passar ali dentro.
É ridículo, Alcochete tem tudo para planear e lançar urbanizações com qualidade de vida e depois estes pequenos pormenores deitam tudo a perder!
Quanto à reparação dos estragos, eu costumo defender essa posição, mas sem grande convicção, porque a reacção das pessoas é geralmente de escárnio: "espera sentado"...
De facto, não acredito muito que alguma vez possam ser as pessoas ressarcidas pelos danos causados nestes meses e meses de inferno...
Todos os leitores de CD e DVD da minha casa se avariaram! O radiador do carro e o filtro do ar foram para o lixo. A pintura exterior dos prédios está irrecuperável, a poeira dentro de casa é impressionante! Limpa-se dia sim, dia não, e está sempre sujo!
Já para não falar dos impactes na saúde (pelo menos eu deixei de fumar, porque entre o fumo e o pó tinha que largar um dos dois!!!)
Acha mesmo que haverá alguma compensação?
Eu acho que, pelo menos, os prédios deviam ser limpos por fora, às custas de alguém, que não eu, evidentemente. Mas não acredito nisso.
Agora aquilo que não tem grandes custos e não é feito apenas pela falta de atenção, isso pode ter a certeza de que vou lutar.... Quero ver o chão e os passeios daquela rua lavados com esfregão, quando as obras terminarem.
Quero ver os lugares de estacionamento pintados, de preferênca de acordo com o projecto (6 lugares por bolsa).
O mobiliário urbano destruído (candeeiros, pilaretes e sinalização), quero vê-lo de novo. As plantas (as árvores!!!!!) que aguardamos há 4 anos... quero vê-las plantadas e cuidadas como deve ser, porque já lá plantaram 4 vezes e deixa-se morrer tudo."
Parabéns: deixou de fumar!
Fica expresso um brando alerta deste residente na zona. Já ouvi pior a alguém, que diz ter apoios prometidos para ir muito mais longe.
23 janeiro 2006
Os autocarros
Se e quando esta notícia se confirmar, concretiza-se uma das bandeiras eleitorais da CDU em Samouco.
A principal bandeira era a solução do caso da extensão do centro de saúde, acerca do qual o candidato hoje em maioria na junta de freguesia recorda, no vídeo da campanha, nunca antes a coligação ter prometido a construção de um centro de saúde. Mas acrescenta o seguinte: "temos soluções intermédias para resolver este caso". Deriva daí o que escrevi noutro texto precedente.
A alteração da circulação de autocarros – que o anterior executivo municipal decidira de modo pouco pacífico e, creio, nunca totalmente concretizado – era outra bandeira. Note-se que a solução agora prevista chegou a ser equacionada, embora considerada inviável devido à indisciplina no estacionamento.
Oxalá câmara e junta tenham conseguido o que antes parecia impossível.
A propósito de autocarros, pergunto: quando as obras da 2.ª fase da variante estiverem concluídas continuarão a circular pelo interior da Urbanização dos Barris, em Alcochete, situada nas imediações da Escola EB El-Rei D. Manuel I?
Se a resposta for afirmativa, contem com a firme oposição dos residentes por causa do desassossego.
O ruído e a poluição das 06h00 às 02h00 da madrugada de todos os dias, a algazarra e a depredação causadas pela miudagem nas paredes e grelhas de protecção dos sistemas de ventilação situados das imediações de uma das paragens implantadas na Rua da Escola Secundária, já levaram algumas pessoas a pôr a casa à venda. Outras, não menos saturadas, adiaram a decisão apenas porque as primeiras continuam sem comprador.
Seja a resposta positiva ou negativa, no mínimo o município deve reparar os estragos visíveis em propriedade privada.
A principal bandeira era a solução do caso da extensão do centro de saúde, acerca do qual o candidato hoje em maioria na junta de freguesia recorda, no vídeo da campanha, nunca antes a coligação ter prometido a construção de um centro de saúde. Mas acrescenta o seguinte: "temos soluções intermédias para resolver este caso". Deriva daí o que escrevi noutro texto precedente.
A alteração da circulação de autocarros – que o anterior executivo municipal decidira de modo pouco pacífico e, creio, nunca totalmente concretizado – era outra bandeira. Note-se que a solução agora prevista chegou a ser equacionada, embora considerada inviável devido à indisciplina no estacionamento.
Oxalá câmara e junta tenham conseguido o que antes parecia impossível.
A propósito de autocarros, pergunto: quando as obras da 2.ª fase da variante estiverem concluídas continuarão a circular pelo interior da Urbanização dos Barris, em Alcochete, situada nas imediações da Escola EB El-Rei D. Manuel I?
Se a resposta for afirmativa, contem com a firme oposição dos residentes por causa do desassossego.
O ruído e a poluição das 06h00 às 02h00 da madrugada de todos os dias, a algazarra e a depredação causadas pela miudagem nas paredes e grelhas de protecção dos sistemas de ventilação situados das imediações de uma das paragens implantadas na Rua da Escola Secundária, já levaram algumas pessoas a pôr a casa à venda. Outras, não menos saturadas, adiaram a decisão apenas porque as primeiras continuam sem comprador.
Seja a resposta positiva ou negativa, no mínimo o município deve reparar os estragos visíveis em propriedade privada.
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