Veja-se nesta página do síto da RTP na Internet o vídeo da breve entrevista ao prof. Carvalho Rodrigues, relacionada com o assoreamento e o risco de inundações no Tejo em consequência da ponte Vasco da Gama.
Quem fala assim...
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09 abril 2008
29 março 2008
Ponte foi uma miragem (2)
Recomendo a consulta à edição de hoje (sábado, 29 de Março) do «Público», cujo tema em destaque é o 10.º aniversário da abertura ao tráfego da ponte Vasco da Gama.
Abordam-se, amplamente, realidades e problemas da última década em Alcochete. Reflectir neles seria importante.
Dois textos relevantes (este e este) estão acessíveis na edição electrónica.
Há outras leituras recomendadas sobre o mesmo tema:
- Esta no «Jornal de Notícias»;
- Nesta página estão acessíveis cinco importantes reportagens sonoras da TSF (atenção ao índice na coluna da direita da página). Chamo, particularmente, a atenção para declarações do presidente da associação comercial, do comandante dos bombeiros de Alcochete e de uma família que há três anos optou por viver em Samouco;
- Nesta página da Rádio Renascença também há reportagens sonoras e de vídeo sobre Alcochete (atenção aos índices na coluna da direita da página);
Há massa crítica suficiente para se realizar o que venho preconizando há anos: num qualquer fim-de-semana, sentarmo-nos para analisar o passado e o presente e reflectir sobre o futuro. Quem receia o congresso de Alcochete? E quem ajuda a pôr mãos à obra?
Abordam-se, amplamente, realidades e problemas da última década em Alcochete. Reflectir neles seria importante.
Dois textos relevantes (este e este) estão acessíveis na edição electrónica.
Há outras leituras recomendadas sobre o mesmo tema:
- Esta no «Jornal de Notícias»;
- Nesta página estão acessíveis cinco importantes reportagens sonoras da TSF (atenção ao índice na coluna da direita da página). Chamo, particularmente, a atenção para declarações do presidente da associação comercial, do comandante dos bombeiros de Alcochete e de uma família que há três anos optou por viver em Samouco;
- Nesta página da Rádio Renascença também há reportagens sonoras e de vídeo sobre Alcochete (atenção aos índices na coluna da direita da página);
Há massa crítica suficiente para se realizar o que venho preconizando há anos: num qualquer fim-de-semana, sentarmo-nos para analisar o passado e o presente e reflectir sobre o futuro. Quem receia o congresso de Alcochete? E quem ajuda a pôr mãos à obra?
26 março 2008
24 março 2008
Ponte foi uma miragem
A exemplo do jornal nocturno da SIC deste domingo (23 de Março), até ao próximo fim-de-semana a comunicação social dedicará tempo e espaço ao 10.º aniversário da abertura ao tráfego da ponte Vasco da Gama, que se cumprirá no sábado.
É bom recordar que a localização desta travessia foi escolhida com o intuito de aliviar o congestionamento de tráfego na ponte 25 de Abril, mas tal não sucedeu. Nem mesmo a ligação ferroviária entre ambas as margens teve o efeito complementar planeado.
No entanto, a ponte mudou muito Alcochete.
De vila pacata e rural, em que todos se conheciam e cumprimentavam, transformou-se num lugar impessoal e desumano onde surgiram outros sinais preocupantes.
Foi uma comunidade coesa e solidária, neste século deixou de o ser.
Até 1998 a população decrescia e envelhecia, desde então os residentes aumentaram 70%.
Em década e meia duplicou o número habitações e triplicou o consumo de energia eléctrica.
Em nove anos duplicou o consumo de água, tal como o número de crianças matriculadas no ensino pré-escolar e o de jovens no secundário.
Criaram-se as condições necessárias para assegurar emprego e qualidade de vida aos actuais 17.000 habitantes?
A minha resposta é negativa e facilmente demonstrável com dados estatísticos.
Entre 1999 e 2006 aumentou em menos de uma centena o número de empresas com sede no concelho e diminuiu o daquelas que se dedicam à indústria transformadora.
No mesmo período, embora tenha duplicado o pessoal ao serviço das empresas, os números são irrisórios: para uma população activa avaliada em cerca de 13.000 pessoas, em 2005 existiam somente 3.454 postos de trabalho garantidos.
Seria bom que, em Alcochete, se aproveitasse a efeméride para reflectir acerca destes e outros assuntos da década passada, para nos entendermos acerca do que deve ser emendado e iniciado na próxima, porque os autarcas continuam a sonhar com, pelo menos, 25.000 residentes.
Desconheço em que critérios se baseiam para definir tal meta e se pensam montar cancelas com guarda à entrada do concelho quando esse número for atingido, porque as habitações devolutas, recém-concluídas, em obra e em projecto excedem, largamente, em capacidade, esse limite.
P.S. – Têm relação directa com o acima apontado dois dados complementares constantes desta notícia do «Diário Económico»: entre 1999 e 2007, os passageiros transportados pelos TST, através da Ponte Vasco da Gama, cresceram de 1.010.950 para 1.548.666 (+53%).
Só na zona de Montijo/Alcochete, no mesmo período, o número de serviços ao dia útil quadruplicou, passando de 34 para 138, e os passageiros transportados quintuplicaram, subindo de 154.700 para 770.616.
É bom recordar que a localização desta travessia foi escolhida com o intuito de aliviar o congestionamento de tráfego na ponte 25 de Abril, mas tal não sucedeu. Nem mesmo a ligação ferroviária entre ambas as margens teve o efeito complementar planeado.
No entanto, a ponte mudou muito Alcochete.
De vila pacata e rural, em que todos se conheciam e cumprimentavam, transformou-se num lugar impessoal e desumano onde surgiram outros sinais preocupantes.
Foi uma comunidade coesa e solidária, neste século deixou de o ser.
Até 1998 a população decrescia e envelhecia, desde então os residentes aumentaram 70%.
Em década e meia duplicou o número habitações e triplicou o consumo de energia eléctrica.
Em nove anos duplicou o consumo de água, tal como o número de crianças matriculadas no ensino pré-escolar e o de jovens no secundário.
Criaram-se as condições necessárias para assegurar emprego e qualidade de vida aos actuais 17.000 habitantes?
A minha resposta é negativa e facilmente demonstrável com dados estatísticos.
Entre 1999 e 2006 aumentou em menos de uma centena o número de empresas com sede no concelho e diminuiu o daquelas que se dedicam à indústria transformadora.
No mesmo período, embora tenha duplicado o pessoal ao serviço das empresas, os números são irrisórios: para uma população activa avaliada em cerca de 13.000 pessoas, em 2005 existiam somente 3.454 postos de trabalho garantidos.
Seria bom que, em Alcochete, se aproveitasse a efeméride para reflectir acerca destes e outros assuntos da década passada, para nos entendermos acerca do que deve ser emendado e iniciado na próxima, porque os autarcas continuam a sonhar com, pelo menos, 25.000 residentes.
Desconheço em que critérios se baseiam para definir tal meta e se pensam montar cancelas com guarda à entrada do concelho quando esse número for atingido, porque as habitações devolutas, recém-concluídas, em obra e em projecto excedem, largamente, em capacidade, esse limite.
P.S. – Têm relação directa com o acima apontado dois dados complementares constantes desta notícia do «Diário Económico»: entre 1999 e 2007, os passageiros transportados pelos TST, através da Ponte Vasco da Gama, cresceram de 1.010.950 para 1.548.666 (+53%).
Só na zona de Montijo/Alcochete, no mesmo período, o número de serviços ao dia útil quadruplicou, passando de 34 para 138, e os passageiros transportados quintuplicaram, subindo de 154.700 para 770.616.
Rótulos:
autarcas,
betonização,
emprego,
empresas,
ponte
20 fevereiro 2008
Ponte: mais respeito pelas pessoas, por favor
Mais um grave acidente imobilizou, terça-feira (19 de Fevereiro), durante quase cinco horas, milhares de automobilistas sobre a ponte Vasco da Gama, no sentido Norte-Sul.
A frequência de acidentes e incidentes é tal que se estranha não haver ainda medidas eficazes para impedir a entrada de veículos no tabuleiro quando o trânsito está bloqueado.
Nada justifica que milhares de automobilistas entrem numa ponte com 13kms de extensão, para mais adiante ficarem aprisionados várias horas sobre o tabuleiro.
Sendo impossível evitar a espera a quem já se encontra sobre a ponte no momento do acidente, muitos mais podem ser poupados a semelhante incómodo desde que haja um plano de contingência.
Dizem-me que, nesta terça-feira, houve mosquitos por cordas. Algumas pessoas perderam a paciência e terão forçado uma saída na área de serviço. Se for verdade, o poder popular é sempre a pior das soluções, principalmente quando a democracia não está em perigo.
A ponte não abriu ao tráfego a semana passada, mas em 29 de Março de 1998. Passou o tempo mais que suficiente para a empresa concessionária adoptar – ou alguma entidade pública lhe exigir que adopte – medidas preventivas. Parece-me um direito legítimo de quem tanto paga pela travessia.
É certo que, a considerável distância dos acessos, existem hoje painéis avisadores. Mas só há poucos meses funciona o do lado de Alcochete (no IC13) e, ao longo de nove anos, muitos milhares de automobilistas pagaram uma portagem... para a prisão.
Tendo de manter-se atento à condução, nem sempre o automobilista ou camionista repara nas mensagens dos painéis. E, por vezes, elas nem são suficientemente claras. Sucede a muita gente ler "incidente a X kms" e, uma ou duas horas depois, concluir que a mensagem deveria ser mais clara: "Acidente. Não entre na ponte".
Para reforçar o alerta, há muito que, em ambos os extremos dos acessos e em locais onde ainda seja possível divergir para outro destino sem efectuar uma manobra perigosa, deveriam existir pórticos com semáforos que sinalizassem situações anómalas. Mudariam para vermelho logo que ocorresse um acidente com bloqueio das faixas de rodagem e assim se manteriam até que a fluidez do tráfego recomendasse a normalização.
Já agora, deixo duas interrogações para o caso de ter como leitor(a) algum(a) responsável pelas concessionárias da ponte e das auto-estradas. Um painel permanentemente iluminado, com a tradicional mensagem "Circule pela direita. Seja prudente", é ou não inútil? O hábito faz ou não desse painel peça decorativa para o utente frequente?
Enquanto utilizador da ponte e das auto-estradas preferia que estivessem normalmente apagados. Quando iluminados significaria alguma anormalidade e não deixaria de reparar neles.
P. S. - Descobri isto num blogue, o melhor complemento para exemplificar matéria acima abordada.
A frequência de acidentes e incidentes é tal que se estranha não haver ainda medidas eficazes para impedir a entrada de veículos no tabuleiro quando o trânsito está bloqueado.
Nada justifica que milhares de automobilistas entrem numa ponte com 13kms de extensão, para mais adiante ficarem aprisionados várias horas sobre o tabuleiro.
Sendo impossível evitar a espera a quem já se encontra sobre a ponte no momento do acidente, muitos mais podem ser poupados a semelhante incómodo desde que haja um plano de contingência.
Dizem-me que, nesta terça-feira, houve mosquitos por cordas. Algumas pessoas perderam a paciência e terão forçado uma saída na área de serviço. Se for verdade, o poder popular é sempre a pior das soluções, principalmente quando a democracia não está em perigo.
A ponte não abriu ao tráfego a semana passada, mas em 29 de Março de 1998. Passou o tempo mais que suficiente para a empresa concessionária adoptar – ou alguma entidade pública lhe exigir que adopte – medidas preventivas. Parece-me um direito legítimo de quem tanto paga pela travessia.
É certo que, a considerável distância dos acessos, existem hoje painéis avisadores. Mas só há poucos meses funciona o do lado de Alcochete (no IC13) e, ao longo de nove anos, muitos milhares de automobilistas pagaram uma portagem... para a prisão.
Tendo de manter-se atento à condução, nem sempre o automobilista ou camionista repara nas mensagens dos painéis. E, por vezes, elas nem são suficientemente claras. Sucede a muita gente ler "incidente a X kms" e, uma ou duas horas depois, concluir que a mensagem deveria ser mais clara: "Acidente. Não entre na ponte".
Para reforçar o alerta, há muito que, em ambos os extremos dos acessos e em locais onde ainda seja possível divergir para outro destino sem efectuar uma manobra perigosa, deveriam existir pórticos com semáforos que sinalizassem situações anómalas. Mudariam para vermelho logo que ocorresse um acidente com bloqueio das faixas de rodagem e assim se manteriam até que a fluidez do tráfego recomendasse a normalização.
Já agora, deixo duas interrogações para o caso de ter como leitor(a) algum(a) responsável pelas concessionárias da ponte e das auto-estradas. Um painel permanentemente iluminado, com a tradicional mensagem "Circule pela direita. Seja prudente", é ou não inútil? O hábito faz ou não desse painel peça decorativa para o utente frequente?
Enquanto utilizador da ponte e das auto-estradas preferia que estivessem normalmente apagados. Quando iluminados significaria alguma anormalidade e não deixaria de reparar neles.
P. S. - Descobri isto num blogue, o melhor complemento para exemplificar matéria acima abordada.
05 fevereiro 2007
Ponte Vasco da Gama: reivindicar é preciso
Continuam a aumentar as assinaturas na petição para a concessão de descontos aos utilizadores frequentes da ponte Vasco da Gama, acerca da qual escrevi anteriormente aqui e aqui.
Embora se abeire já da centena de assinaturas – o que me parece razoável para o meio, considerando que, por estas bandas, a esmagadora maioria anda a dormir embora pareça acordada – o número é escasso. As petições ao parlamento carecem de 4.000 subscritores.
Revi a lista visível de inscritos e, porque tenho de memória muitos nomes e apelidos de Alcochete, noto a sua ausência.
Vá lá, diga a vizinhos e amigos que é preciso reivindicar porque, em menos de nove anos, o custo do atravessamento na ponte Vasco da Gama trepou de 320$00 para 420$00 (+31,2%). E isto para veículos da classe 1.
O pior é que, quando ela foi inaugurada, vivia-se num "oásis". Hoje vive-se no estado a que isto chegou.
Embora se abeire já da centena de assinaturas – o que me parece razoável para o meio, considerando que, por estas bandas, a esmagadora maioria anda a dormir embora pareça acordada – o número é escasso. As petições ao parlamento carecem de 4.000 subscritores.
Revi a lista visível de inscritos e, porque tenho de memória muitos nomes e apelidos de Alcochete, noto a sua ausência.
Vá lá, diga a vizinhos e amigos que é preciso reivindicar porque, em menos de nove anos, o custo do atravessamento na ponte Vasco da Gama trepou de 320$00 para 420$00 (+31,2%). E isto para veículos da classe 1.
O pior é que, quando ela foi inaugurada, vivia-se num "oásis". Hoje vive-se no estado a que isto chegou.
18 janeiro 2007
Petição para descontos na ponte Vasco da Gama (2)

Em apenas quatro dias, a lista de interessados em subscrever uma petição ao parlamento para que sejam concedidos descontos nas portagens da ponte Vasco da Gama aumentou em mais de 50%.
Mas são necessários muitíssimos mais porque a petição só será aceite no parlamento com o mínimo de 4.000 assinaturas.
Porque, mais de uma vez, escrevi aqui sobre um outro assunto relacionado com essa ponte (ver último texto), parece-me oportuno referir que, decorridos mais de oito anos após a abertura da travessia ao tráfego, foi enfim instalado (embora não estivesse ainda em funcionamento há três dias) um painel avisador do Instituto de Estradas, no IC3, entre o nó de Alcochete e o acesso à ponte.
Já era tempo de se lembrarem de quem habita por estes lados porque, uma vez mais, esta manhã, voltou a haver tráfego bloqueado no sentido Sul-Norte devido a acidente.
14 janeiro 2007
Petição para descontos na ponte Vasco da Gama
Pessoa que não conheço – Domingos Carreiro, residente em Montijo – pede-me que, através deste blogue, dê conhecimento da existência do seu blogue «Descontos Iguais», no qual divulga a iniciativa de recolher assinaturas para uma petição a entregar ao parlamento, pedindo a imposição na ponte Vasco da Gama dos mesmos descontos vigentes na ponte 25 de Abril.
Enquanto se mantiver activo e visivelmente actualizado, «Descontos Iguais» constará da coluna da esquerda.
Pelo que escrevi aqui e aqui há meses, e ainda porque, sem qualquer justificação conhecida, o valor das portagens na Vasco da Gama continua a subir a mais do dobro da inflação estimada pelo governo, concordo com a petição.
São necessárias 4.000 assinaturas e, em cerca de duas semanas, inscreveram-se pouco mais de meia centena de subscritores da petição
Seja solidário(a): retransmita esta informação a amigos, familiares e vizinhos.
Os autarcas dos municípios de Alcochete e de Montijo não fazem nada por esta iniciativa da sociedade civil?
Enquanto se mantiver activo e visivelmente actualizado, «Descontos Iguais» constará da coluna da esquerda.
Pelo que escrevi aqui e aqui há meses, e ainda porque, sem qualquer justificação conhecida, o valor das portagens na Vasco da Gama continua a subir a mais do dobro da inflação estimada pelo governo, concordo com a petição.
São necessárias 4.000 assinaturas e, em cerca de duas semanas, inscreveram-se pouco mais de meia centena de subscritores da petição
Seja solidário(a): retransmita esta informação a amigos, familiares e vizinhos.
Os autarcas dos municípios de Alcochete e de Montijo não fazem nada por esta iniciativa da sociedade civil?
28 setembro 2006
Também quero pagar menos
Eu utente frequente da ponte Vasco da Gama me confesso e, tal como o Estado, também gostaria de pagar menos à Lusoponte.
De caminho, pedia que me explicassem qual a razão por que a Brisa só pode aumentar os preços das portagens até ao limite da inflação do ano anterior e a Lusoponte aplicou este ano um aumento superior ao dobro dessa inflação, pelo menos aos veículos da classe 1.
Mas o Estado não quer saber de mim, que sou apenas um número fiscal.
Gostava ainda que me explicassem se alguém mandou realizar um estudo económico sobre a viabilidade da reposição da ligação fluvial entre Alcochete e um terminal marítimo servido pelo metropolitano ou outros terminais do interesse da maioria dos residentes no concelho.
Essa seria, suponho, acertada contribuição para o bem-estar da maioria dos cidadãos que, mal servidos de transportes públicos, gastam individualmente cerca de 50.000$ (250€) mensais para trabalhar fora.
De caminho, pedia que me explicassem qual a razão por que a Brisa só pode aumentar os preços das portagens até ao limite da inflação do ano anterior e a Lusoponte aplicou este ano um aumento superior ao dobro dessa inflação, pelo menos aos veículos da classe 1.
Mas o Estado não quer saber de mim, que sou apenas um número fiscal.
Gostava ainda que me explicassem se alguém mandou realizar um estudo económico sobre a viabilidade da reposição da ligação fluvial entre Alcochete e um terminal marítimo servido pelo metropolitano ou outros terminais do interesse da maioria dos residentes no concelho.
Essa seria, suponho, acertada contribuição para o bem-estar da maioria dos cidadãos que, mal servidos de transportes públicos, gastam individualmente cerca de 50.000$ (250€) mensais para trabalhar fora.
24 março 2006
Ideias para reflectir

A ponte Vasco da Gama foi planeada em meados da década de 90 e concluída em Março de 1998, tendo os acessos sido concebidos numa época em que o município de Alcochete perdia população e tinha 10.000 residentes.
Oito anos após a abertura da ponte, a população do concelho cresceu mais de 50%, depreendendo do volume de empreendimentos habitacionais em construção ou planeados que a duplicação poderá ocorrer em pouco mais de uma década.
A imagem acima reproduz a situação actual dos acessos à ponte para residentes no município de Alcochete, cuja esmagadora maioria utiliza o automóvel nas deslocações casa-trabalho.
A linha verde é o percurso de 10 a 12km, feito duas vezes por dia, pelo menos, para atingir a praça da portagem.
As linhas brancas indicam os trajectos habituais a partir de Samouco e de São Francisco e para alguns automobilistas da freguesia de Alcochete.
Por questões de definição não consegui incluir o percurso dos residentes na sede do concelho que usam a via junto ao "outlet", situada a Norte da palavra Alcochete na imagem. Alguns optam pela Estrada da Atalaia, que está assinalada.
No concelho não falta quem sugira duas soluções para encurtar distâncias:
1. Em vez da maioria ser forçada a convergir para a rotunda do Entroncamento (a primeira à saída do IC13) – que nas horas de ponta tende a ficar congestionada – o município deveria sugerir ao Instituto de Estradas a construção de novos acessos ao IC13 junto a um dos três viadutos nele existentes, entre o Entroncamento e a ponte;
2. O maior número de sugestões refere-se a algo que considero de concretização difícil, salvo se a Lusoponte cooperar: a criação de novas entradas (quanto mais não fosse apenas para utilizadores da Via Verde) e saídas da ponte junto à Área de Serviço de Alcochete.
Pessoalmente preferia uma terceira via: estudar as necessidades de deslocação dos residentes e encontrar soluções ambiental e economicamente sustentáveis com transportes públicos. A auto-estrada líquida continua reservada aos esgotos e, que me lembre, nenhum país europeu com estas condições naturais as desperdiça desta maneira.
No entanto, olhando para esta imagem de satélite do Google e conhecendo a estrada de acesso ao edifício da Lusoponte, situado junto à praça da portagem, talvez seja possível criar aí entradas e saídas que dispensariam novas portagens.
Convém notar que os espaços dos arcos desenhados a vermelho se situam no concelho de Montijo, onde uma parte dos residentes nas novas urbanizações situadas a Norte da sede desse município poderia deixar de utilizar o IC13. A obra pode ser feita em cooperação pelos dois municípios, porque convém a ambos.
São ideias que deixo à consideração geral, se alguém quiser pensar no assunto antes que o tráfego se complique de vez.
Rótulos:
ponte,
Samouco,
São Francisco
17 fevereiro 2006
A ponte, o Estado e os nossos direitos

A propósito desta notícia, que evidencia a expansão do conceito "orwelliano" de segurança e informação – matéria aflorada pelo 'comentarista' António num interessante debate que decorre acerca deste texto de João Marafuga – gostaria de partilhar convosco um caso desconcertante, que pode ser facilmente confirmado se nunca repararam nisto.
O mesmo Estado que invoca a segurança e a informação para nos vigiar, presumindo sermos todos mentirosos, relapsos, contumazes e suspeitos, raramente aproveita estas oportunidades legislativas para reconhecer alguns direitos basilares.
Como todos os automobilistas sabem, frequentemente ocorrem acidentes e incidentes na ponte Vasco da Gama. Por vezes mais de duas horas e não raro acima de 60 minutos, centenas de veículos e milhares de pessoas ficam presos nos 13kms do tabuleiro.
É bom recordar que a ponte não funciona desde ontem. Abriu ao tráfego há quase oito anos. Nunca pressenti que o Estado se preocupasse com o elementar direito à informação das vítimas desses imprevistos.
A ponte não é atravessada somente por vacas, porcos, galinhas, bilhas de gás, aço e outras mercadorias. Creio que a maioria do tráfego entre margens continua a ser inerente à mobilidade de seres humanos.
De Sul ou de Norte, à distância suficiente para divergir noutra direcção em caso de bloqueio da ponte, são inexistentes ou nada indicam os painéis avisadores luminosos do IEP.
No sentido Alcochete-ponte, via IC3, nem existe painel algum. Qualquer incauto toma o acesso à ponte e, impossibilitado de retroceder, paga a portagem e vai engrossar a fila.
No sentido Norte-Sul, vindo do túnel do Grilo (CREL), o painel avisador da Lusoponte situa-se em local inapropriado e ninguém com boa visão o lê a mais 300 metros, embora seja impossível tomar qualquer outra direcção, excepto a da congestionada ponte, desde 1.000 metros antes (saídas Sacavém/Aeroporto).
No mínimo, deveria dar-se às vítimas a oportunidade de tomar uma via alternativa, mais rápida, cómoda e segura em situações de ponte bloqueada.
Em meu modesto entender, estas e outras distracções do Estado contradizem as preocupações de segurança e de informação que invoca para nos vigiar, cavando mais fundo o enorme fosso que já o separa dos cidadãos.
Esse divórcio abala a coesão nacional, particularmente em momentos de crise.
Para muitos portugueses o Estado já não é pessoa de bem. Há sinais evidentes de ser sentimento recíproco, porque o Estado tende, crescentemente, a ser policial.
Temo que, qualquer dia, ninguém se lembre que o Estado somos todos nós e que o regime constitucional implantado desde 1976 se baseia na democracia.
Deu-me para reler a Declaração Universal dos Direitos do Homem e fiquei inquieto. Estarão os portugueses a distanciar-se, novamente, dos ideais contidos nos 30 artigos desse documento histórico?
30 dezembro 2005
Zé Povinho que se lixe!
Assim se fazem as coisas em Portugal: toca a desembolsar mais 5% pela travessia da ponte Vasco da Gama, sem a mínima justificação dos motivos.
Explicações para quê? Não é preciso. O povo é manso.
Por acaso é (só...) mais do dobro da taxa de inflação inscrita pelo governo no orçamento do Estado para 2006 (2,3%)!
E mai'nada!
Explicações para quê? Não é preciso. O povo é manso.
Por acaso é (só...) mais do dobro da taxa de inflação inscrita pelo governo no orçamento do Estado para 2006 (2,3%)!
E mai'nada!
17 novembro 2005
Ota vs. Rio Frio
Lidos de fio a pavio os estudos difundidos pelo NAER acerca da localização do novo aeroporto da capital, chego à conclusão que a solução técnica e operacional correcta a longo prazo seria Rio Frio, embora um ministro do Ambiente tenha invocado competências próprias para chumbar tal hipótese, com fundamentação que me parece pouco consistente e justificaria o devido esclarecimento em tempo oportuno.
Considerando que a solução Rio Frio teria forte impacte em Alcochete – positivo e negativo, como sempre, quando se trata de grandes obras – por muitas razões creio que deveriam ser feitas, imediatamente, duas coisas:
1. Esclarecer devidamente e interrogar em referendo os cidadãos de Alcochete, Montijo e Palmela sobre se concordam com o aeroporto em Rio Frio;
2. Estudar com maior profundidade o impacte dessa infra-estrutura na avifauna regional e os riscos inerentes.
Em termos locais e regionais, o aeroporto em Rio Frio tinha a vantagem de justificar a construção imediata de uma ponte ferroviária, provavelmente não longe da Vasco da Gama. Quase todos os concelhos a Norte do distrito (e alguns do Sul do Ribatejo) ganhariam ligações ferroviárias fáceis ou directas à capital e os mais populosos da Península de Setúbal poderiam até beneficiar de duas alternativas – via nova ponte ou linha da Fertagus – além de possibilidades de uma mais ampla complementaridade entre o Metro Sul do Tejo e a ferrovia.
Com sabedoria e planeamento correcto um aeroporto em Rio Frio poderia ser o hub europeu e peninsular há muito necessário, com possibilidades de movimentar grandes aeronaves durante 24 horas e de crescer para Leste por muitas décadas, revitalizando Alcochete e outros concelhos economicamente adormecidos (Coruche, Palmela, Montijo e Moita, por exemplo), que não conseguem criar empregos qualificados e obrigam a maioria dos residentes a grandes deslocações e despesas crescentemente insuportáveis, conforme se depreende do número de casas usadas à venda ou pura e simplesmente abandonadas e sem comprador.
Não receio o desenvolvimento sustentado e gostaria de ver este assunto discutido pelos cidadãos, não vá o poder político cometer mais um irreversível disparate.
Considerando que a solução Rio Frio teria forte impacte em Alcochete – positivo e negativo, como sempre, quando se trata de grandes obras – por muitas razões creio que deveriam ser feitas, imediatamente, duas coisas:
1. Esclarecer devidamente e interrogar em referendo os cidadãos de Alcochete, Montijo e Palmela sobre se concordam com o aeroporto em Rio Frio;
2. Estudar com maior profundidade o impacte dessa infra-estrutura na avifauna regional e os riscos inerentes.
Em termos locais e regionais, o aeroporto em Rio Frio tinha a vantagem de justificar a construção imediata de uma ponte ferroviária, provavelmente não longe da Vasco da Gama. Quase todos os concelhos a Norte do distrito (e alguns do Sul do Ribatejo) ganhariam ligações ferroviárias fáceis ou directas à capital e os mais populosos da Península de Setúbal poderiam até beneficiar de duas alternativas – via nova ponte ou linha da Fertagus – além de possibilidades de uma mais ampla complementaridade entre o Metro Sul do Tejo e a ferrovia.
Com sabedoria e planeamento correcto um aeroporto em Rio Frio poderia ser o hub europeu e peninsular há muito necessário, com possibilidades de movimentar grandes aeronaves durante 24 horas e de crescer para Leste por muitas décadas, revitalizando Alcochete e outros concelhos economicamente adormecidos (Coruche, Palmela, Montijo e Moita, por exemplo), que não conseguem criar empregos qualificados e obrigam a maioria dos residentes a grandes deslocações e despesas crescentemente insuportáveis, conforme se depreende do número de casas usadas à venda ou pura e simplesmente abandonadas e sem comprador.
Não receio o desenvolvimento sustentado e gostaria de ver este assunto discutido pelos cidadãos, não vá o poder político cometer mais um irreversível disparate.
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