31 agosto 2009

Boa memória (2)

Escrevi isto a 28 de Novembro de 2005 – 28 dias após a instalação do novo executivo municipal – e ainda hoje espero resposta.
O apoio popular é a base do poder e esse apoio só se mantém se houver diálogo com os cidadãos. O poder é por definição solitário, mas não pode nem deve afastar-se dos eleitores.
O apoio popular é o capital mais importante do governante, mas só se mantém se houver comunicação e diálogo permanentes com os cidadãos.
Ao longo do mandato não houve diálogo – nem oposição que o exigisse – mas apenas propaganda.

30 agosto 2009

Golpe de calor

Bebam muita água e cuidem-se, pela vossa saúde!
A temperatura máxima em Alcochete deverá hoje (domingo) rondar os 37 graus centígrados – se não me engano a mais alta do ano!
Especial atenção à hidratação de crianças e idosos dependentes.

O poder suja as mãos

«Nenhum político escapa a isto: o poder suja as mãos. [...]. A hipótese é confiar os golpes de mão - mas sem se enganar - a quem mostrar prazer e capacidade para isso. Não faltam candidatos. Mas não se pense que, desse modo, o político se esquiva às responsabilidades: ele é responsável pelo que faz e também pelo que fazem em seu nome e no seu interesse, quer tenha quer não tenha conhecimento disso. Por vezes, tem dificuldades em admiti-lo mas, na maior parte dos casos, acomoda-se. A vida de quem tem o poder está cheia destes escolhos. Os jogos do dinheiro, os ajustes de contas por vezes violentos, os complôs, as calúnias, os compromissos mais variados, as mentiras, correspondem a outras tantas torpezas» (Edouard Balladur).

29 agosto 2009

Petição "Inserção dos Ferros de Mola"

Está a decorrer uma petição online que pede a implementação dos "ferros de mola" nas corridas de toiros em Portugal.
Devido ao aumento de acidentes provocados aos forcados pelos ferros compridos, para protecção dos mesmos, estamos a pedir a quem concordar a inserção dos ferros de mola a fim de acautelar acidentes provocados pela madeira dos ferros actuais.
Posteriormente esta pedição será enviada para a IGAC (inspecção geral das actividades culturais).
Se estiver interessado siga o seguinte link: http://www.peticao.com.pt/ferros-de-mola

Luis Franco e a CDU aumentaram a Água em Alcochete

Em junho de 2008, a facturação do consumo doméstico de água em Alcochete passou a ser feito mensalmente, até aqui era de dois em dois meses.
Este facto só por si não constituiria notícia, mas, adjacente a este, e após delicada verificação de todas as facturas do ano, concluí que, devido à facturação mensal das taxas de saneamento e residuos sólidos, a factura ficou mais cara em cerca de 50%.
A título de exemplo, um utente que pagava 12 euros de dois em dois meses passou a pagar os mesmos 12 euros mensalmente (em média).
Para juntar a esta situação, ainda veio mais uma taxa por "imposição legal", a chamada taxa de recursos hídricos.
Desta forma, só posso tirar uma conclusão, a CDU aumentou a Água em Alcochete.
O que têm os candidatos à Câmara Municipal a dizer sobre esta situação?

Um protesto

Há 30 anos, quando ensaiei os primeiros passos dentro da política, organizar campanhas eleitorais era um trabalho diabólico. O fax dava os primeiros e incipientes passos, o meio de comunicação mais expedito era o telex, os telefones eram raros e funcionavam irregularmente, a TV resumia-se a um canal que mal cobria o país e poucas alternativas existiam para mobilizar, esclarecer e informar os eleitores sem ser através da Imprensa, da Rádio, dos cartazes e de toneladas de papel impresso distribuído em mão e porta-a-porta.
Foram tempos verdadeiramente heróicos porque, não obstante as imensas barreiras para nos abeirarmos dos eleitores, a afluência às urnas era esmagadora.
Estamos a menos de mês e meio de eleições locais e havendo telefones celulares, Internet, blogues e redes sociais – os meios de comunicação preferenciais de praticamente toda a população activa – se bem repararmos localmente a campanha ainda se resume a alguns cartazes com frases escolhidas a dedo.
As listas de candidatura estão judicialmente validadas desde ontem mas são inteiramente desconhecidas, os programas eleitorais continuam fechados a sete chaves, não haverá tempo sequer para conhecer as caras dos candidatos quanto mais para digerir programas de fio a pavio, não há uma única ideia consistente e mobilizadora e toda a gente embrenhada na política local parece continuar em férias.
A pobreza da comunicação é confrangedora e temo que o resultado final de tudo isto seja péssimo para a democracia. A abstenção não beneficia ninguém e tenho como seguro que haverá acusações mútuas se se concluir ter sido a maior de sempre.
Esta gente parou no tempo? Ignora que 45% da população tem acesso à Internet a partir de casa e que quase 75% o faz no trabalho? Que a audiência de um simples blogue local colectivo se mede por centenas de acessos diários? Que toda a gente tem telefone celular (e muita mais de um)? Que as formas de comunicação mais rápidas e expeditas são hoje inteiramente gratuitas e basta uma pessoa para as gerir?
Por muitas razões gostaria de poder recomendar, até à exaustão, que ninguém ficasse em casa no dia das eleições locais. Mas como poderei fazê-lo se eu próprio, que me considero dos mais atentos e informados, continuo à deriva e com vontade de depositar na urna um voto de protesto?

28 agosto 2009

Alcochete melhor

. Impedir acréscimo de urbanização para a Praia dos Moinhos.

. Remover da Praia dos Moinhos o estaleiro dos holandeses.

. Levantar a estátua ao Bombeiro.

. Destruir as retretes do Rossio.

. Deslocar a estátua do Salineiro para local mais consentâneo.

. Dignificar a estátua ao forcado.

. Melhorar o acesso da vila ao Freeport.

. Desmunicipalizar a Fundação João Gonçalves Júnior.

. Desincentivar a dependência do associativismo de subsídios.

. Apoiar a cultura de raiz popular.

. Conceber um órgão digno de informação aos munícipes.

. Rever criteriosamente a toponímia.

. Criar a Universidade da Terceira Idade.

. Pôr o Fórum Cultural ao serviço da universalidade, novidade e questionabilidade.

Mensagem

Venho por este meio solicitar que libertem um pouco do vosso precioso tempo para ouvir a mensagem que se agrega no link que passo a indicar de imediato.
Sublinho que se trata da 1ª.entrevista do género e que decorreu de forma meramente informal.
Ora queiram ouvir...

http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=detailFo&rec=1902

27 agosto 2009

Boa memória (1)

Vai para quatro anos – quando este blogue tinha dois ou três leitores diários – editei um texto no qual chamava a atenção para a degradação dos centros históricos de Samouco e Alcochete e para um exemplo dado pelo município de Évora.
Agora – quando este blogue tem centenas de visitantes diários – vale a pena chamar a atenção para algo que escrevi... 18 dias após a tomada de posse dos actuais autarcas.
Volvidos 45 meses chegamos à época de balanços políticos e é bom reflectir nas inúmeras oportunidades perdidas.
Uma das oportunidades perdidas prende-se também com o edifício que serviu de ilustração a esse texto, o qual, embora desde 1992 esteja classificado como de interesse arquitectónico municipal, já por duas vezes esteve para ser destruído. E, em face do abandono a que continua votado, qualquer dia acabará mesmo por ruir definitivamente.
Da primeira vez (em 2004) salvei esse imóvel do camartelo com uma simples chamada de atenção ao então presidente da câmara. Presumo que da segunda vez (em 2006) também, porque reagi violentamente com novo texto aqui publicado. Vale a pena voltar a ele e reparar ainda nos comentários então suscitados.
O edifício em causa situa-se na Rua Ciprião de Figueiredo,
n.ºs 38 a 44
, em Alcochete, e o seu estado actual está bem à vista de quem não for cego.
Para quem não conhece, trata-se da artéria onde se situa a sede do Clube de Caçadores. Quem desce a Av.ª da Revolução, vindo da Escola EB 2,3 El-Rei D. Manuel I, é a terceira artéria à esquerda. Em sentido oposto é a segunda à direita.

Perguntas aos candidatos à presidência da Câmara (3)

Espero que qualquer dos candidatos disponha de uma síntese orientadora em termos políticos que permita respostas pertinentes às minhas perguntas, todos eles dando fé aos eleitores da interiorização de um desígnio para Alcochete.

i) Em relação à orla ribeirinha, especialmente à Praia dos Moinhos, urge saber qual é a posição dos candidatos à presidência da Câmara de Alcochete, uma vez que existe toda uma gama de projectos para subtrair definitivamente esta praia fluvial às populações.

ii) Aqui tão pertinho de nós, sempre foi um facto com pergaminhos históricos a tendência hegemónica do Montijo sobre Alcochete. Há pessoas que chegam a falar e a escrever da inevitabilidade de a nossa terra perder a liberdade autonómica. Sobre esta matéria, os candidatos à presidência da Câmara que opinariam?

iii) Hoje, Alcochete é uma manta de retalhos de todas as cores. Além dos autóctones e dos novos moradores, há imigrantes de vários países do Leste Europeu, de África, do Brasil, etc. Ora eu penso que é possível defender a alcochetanidade e os imigrantes. Que políticas têm os candidatos à presidência da Câmara para os muitos imigrantes estabelecidos em Alcochete?

iv) Numa Humanidade cada vez mais unificada que faz de todos vizinhos de todos, eu gostava de saber quais os projectos dos candidactos à presidência da Câmara para a afirmação do papel de Alcochete em contexto tão novo e diversificado.

26 agosto 2009

Recado

O condómino Zeferino Boal publica no seu blogue pessoal alguns documentos relevantes sobre a história política em Alcochete entre 2000 e 2005.

Perguntas aos Candidatos à Câmara Municipal (2)

Estas são algumas das perguntas que gostaria de colocar aos cinco candidatos a presidente da nossa Câmara Municipal:

1. O que pretende fazer para implementar uma verdadeira política de Turismo no nosso Concelho?

2. O que acha da atribuição de incentivos fiscais à Fixação de Empresas no Concelho, e que Áreas de negócio devem ser apoiadas?

3. Qual a sua Política relativa ao Apoio ao Associativismo no concelho, e em que moldes apoiará as nossas associações?

4. O que pensa do último aumento da factura da água? Nas minhas contas o aumento foi de mais de 50 %.

25 agosto 2009

Perguntas a candidatos à presidência da câmara

Sou o primeiro condómino deste blogue a apresentar um questionário aos cinco candidatos à presidência da Câmara Municipal de Alcochete.
Propositadamente não abarquei todos os assuntos que tinha em mente e por isso recomendo aos restantes condóminos que sigam o exemplo e apresentem também as suas perguntas.
Qualquer candidato(a), usando endereço e nome reconhecíveis, poderá enviar-me as suas respostas ao questionário directamente por e-mail ou através da caixa de comentários. Em qualquer dos casos, as respostas serão publicadas em textos autónomos devidamente referenciados e sem validação de comentários.
Os comentários com perguntas concretas serão guardados e reproduzir-se-á deles o essencial, de modo a terem as devidas respostas se os(a) candidatos(a) assim o entenderem.



a) Pode esclarecer os eleitores acerca da real situação financeira do Município de Alcochete? Qual o saldo final das contas de 2008? Quais as receitas e despesas mensais nos primeiros seis meses do ano corrente? A quanto ascendem os empréstimos bancários não liquidados? Qual o tempo médio actual para liquidar facturas de fornecedores? Qual o montante das horas extraordinárias por pagar ao pessoal?

b) Que soluções concretas apresenta e em que prazo se compromete a resolver as carências gritantes de infantários acessíveis a todas as classes sociais em todas as freguesias?

c) Os estabelecimentos de ensino básico têm a lotação largamente excedida, são acanhados e geralmente sem condições adequadas para as crianças. Que soluções planeou, como serão financiadas e em que prazo se compromete a concretizá-las?

d) Em todo o concelho há enorme carência de amplos espaços de recreio e lazer. Que soluções propõe, como pensa financiá-las e em que prazo se compromete a concretizar o(s) projecto(s)?

e) É sabido que, sobretudo devido à crise económica, a Câmara Municipal de Alcochete regista significativa quebra de receitas. Que medidas concretas pensa tomar, do lado da despesa, para que haja fundos disponíveis destinados a investimento?

f) Se for eleito(a) para presidir à Câmara Municipal de Alcochete manterá a Fundação João Gonçalves Júnior na esfera municipal?

g) Que soluções concretas apresenta para resolver a desertificação humana, o encerramento do comércio tradicional e a degradação de edifícios nos centros históricos de Samouco e Alcochete?

h) Em Alcochete, Samouco e São Francisco estamos bem longe de ter comunidades humanas atentas, coesas e solidárias. Que medidas concretas propõe e em que prazo se compromete a concretizá-las?

i) Não há, nem nunca houve, relações estreitas e efectivas entre a maioria do tecido empresarial e as autarquias de Alcochete. Quais os seus objectivos nesse âmbito, como e quando pensa concretizá-los?

j) O desemprego no concelho tende a transformar-se em mais um sério problema social. De que forma pensa contribuir para as indispensáveis soluções?


Dentro de alguns dias apresentarei o questionário destinado aos candidatos a presidente da assembleia municipal e, posteriormente, aos candidatos a presidente das assembleias de freguesia.

Não presta...

Não presta quem anda na política e não supera o medo.

NOTA: "Quod scripsi, scripsi!".
Vamos todos apoiar o desafio de Zeferino Boal no post imediatamente anterior.

DEBATE EM ALCOCHETE

Pela análise que tem ocorrido dos diversos textos e comentários neste espaço sugere-me fazer um desafio, com um humilde contributo.
A crítica do silêncio de ideias e debate é extensiva a todos os responsáveis políticos.
Este é um espaço virado para a Alcochete na sua essência, de certeza que existem outros.
Aqui as leituras abundam, mas as intervenções dos responsáveis políticos são poucas.
No entanto todos já confirmaram entrevistas em órgãos de comunicação social do distrito.
Faço aqui um outro desafio a todos intervenientes e aos candidatos à Presidência da Câmara, depois poderá ser alargada a outros candidatos autárquicos: estão disponíveis para participarem num debate a cinco?
Disponibilizo-me para colaborar na organização do mesmo.

24 agosto 2009

Discussão dos programas políticos

A natureza humana é fascinante.
Não pondo em causa a gravidade que é dois candidatos políticos andarem à pancada, verifica-se que o discurso político se centra nesse acto isolado (espero eu).
Deixou-se de se debater ideias/projectos. Afinal onde vamos votar? No partido que alberga candidatos com punhos fortes ou no partido que apresenta um projecto de desenvolvimento credível?
Parece que nos estamos a afastar do essencial, ou será que não há projectos/programas a partilhar e a discutir?

23 agosto 2009

Duas perguntas que merecem resposta

Meus amigos, a brutal agressão de Jorge Giro a Luís Proença vem-me à cabeça todos os dias. Nos três últimos, eu reflecti sobre este triste caso por terras desse norte de Portugal.
Em nome do homem, eu não posso contribuir para que este caso caia no aparente esquecimento. Na verdade, eu não posso fazer pouco de mim próprio.
Como já disse noutro lugar deste blog, os candidatos comunista e socialista, pelo menos que eu saiba, ainda não tomaram posição pública sobre a brutal agressão do candidato comunista à vereação da Câmara contra o candidato à presidência da Assembleia Municipal pelo PSD. Sei que isto é gravíssimo, pois a atitude daqueles candidatos à presidência da Câmara de Alcochete é a negação do sentido da política no que esta tem de mais nobre.
Luís Franco e António Maduro respeitam a dignidade do exercício dos cargos públicos aos quais se candidam e todos aqueles que querem defender a causa pública?
Ou será que por Luís Proença ser de fora, o caso não merece mais conversa?
São só duas perguntas que penso, estou convicto, que merecem resposta.

NOTA: o ocorrido entre Jorge Giro e Luís Proença é de raiz política. Se o problema não se resolver politicamente com a justeza que reclama, eu concluirei que em Alcochete não existe liberdade política, noção de dignidade humana nem respeito pelas pessoas.

Reflexão política

Ainda não li em lado nenhum, uma explicação ou interpretação sobre uma questão tão visível nas listas da CDU. Como tal, expresso algumas reflexões para quem saiba e/ou tenha a coragem de explicar aos eleitores: por que razão um tradicional elemento na Vereação da CDU e actual número dois na Câmara Municipal é "chutado" para nº 2 da Assembleia Municipal? E vou ainda mais longe, como se compreende ter sido substituído pelo actual nº 4, José Luis Alfélua. Outra situação percebo e deriva da Lei das quotas relegar para nº 4 o actual nº 3, Paulo Machado.
Mas, o que deveria ser explicado aos eleitores com clareza e transparência é a exclusão na lista de candidatos a vereador do actual nº 2.
Não venham com a história da renovação, porque então não apresentavam o "velho dinossauro" Álvaro Costa na lista de candidatos a vereador.
Será que algo se relaciona com a boa ou má gestão das obras que estiveram sobre a sua responsabilidade durante este mandato.
Há outros ruídos que afirmam que se o António Luís tivesse sido Vereador executivo no anterior mandato de maioria socialista não destoava nada nos pontos de contacto.
Qual o fundamento de todas estas reflexões?
E o que dirão os responsáveis políticos de outras candidaturas que continuam a gerir o silêncio total?

22 agosto 2009

Desemprego e problemas sociais

A propósito de desemprego e dos problemas sociais inerentes mas ocultos, recomendo a leitura desta notícia do «Expresso» na segunda parte da qual é descrito o caso de uma senhora de Alcochete, cuja filha terá sido preterida num infantário porque a mãe estava desempregada.
Estava a ler a notícia e lembrei-me que, em meados dos anos 50 do século passado, uma benfeitora alcochetana decidiu criar uma instituição para minorar casos sociais como o descrito.
Essa instituição denomina-se Fundação João Gonçalves Júnior e sobre ela já muito se escreveu neste blogue, nomeadamente aqui, aqui e aqui.

21 agosto 2009

Desemprego a subir, a subir!


O gráfico acima apresenta os dados do desemprego em Alcochete, durante o ano corrente e até ao mês anterior.
Em termos numéricos, o ano principiou com 497 desempregados, que no mês passado tinham aumentado em quase uma centena: 590.
Desde Outubro do ano passado que o número de desempregados continua em crescendo.
Em Setembro de 2007 registou-se o número mais baixo dos últimos quatro anos (360 desempregados), valor que menos de dois anos passados subiu mais de 63%.
Para comparar os dados de Julho com os de períodos anteriores consultar este e este textos.

Não dêem...

Não dêem milho ao melro.

Viseu, 21 de Agosto de 2009

Força Ninan

Como aficcionado e grande admirador da coragem dos Forcados , venho expressar a minha solidariedade ao Forcado Alcochetano João Salvação «Ninan» , vitima de um brutal acidente com uma bandarilha que lhe perfurou uma vista durante uma pega na corrida de toiros da passada 5ª Feira em Alcochete.
Coragem Ninan!

20 agosto 2009

As autárquicas do porrete

Tudo velho em demasia
Nesta terra de Alcochete.
Tristeza e demagogia...
Tudo a toque de porrete.


Viseu, 20 de Agosto de 2009

Análise sintética às listas de candidatos

Tendo feito uma leitura rápida nos documentos expostos no Tribunal do Montijo e respeitantes aos candidatos autárquicos dos diversos partidos, extraí as seguintes conclusões:
Câmara Muncipal de Alcochete:
1. O CDS-PP apresenta um único morador/recenseado de Alcohcete em 10 candidatos (7+3);
2. A CDU em 14 candidatos apresenta 6 independentes;
3. No PS não foi possivel destrinçar quem são os independentes e um não está recenseado em Alcochete;
4. No PSD em 10 candidatos, 6 são independentes e 2 estão recenseados no Montijo;
5. No BE em 10 candidatos, 1 é recenseado no Montijo e 2 em Fernão Ferro. Não foi possivel distinguir quem são os independentes.


Assembleia Municipal:
1. O BE apresenta 25 candidatos, dos quais quatro são suplentes (pode ter sido lapso de leitura, parece-me que a lista tem de ser rectificada). Dos 25 candidatos, 9 não estão recenseados em Alcochete.
2. No PS em 35 candidatos não foi possivel descortinar quem são os independentes e não foi vislumbrado quem são os não recenseados em Alcochete.
3. A CDU em cerca quarenta candidatos, apresenta 16 independentes.
4. O CDS-PP em 28 candidatos só um mora em Alcochete o mesmo que vai na lista da CMA, aliás há vários cruzamentos de nomes. Também não é possivel distinguir quem são os independentes.
5. No PSD em 28 candidatos, 19 são independentes e 13 não estão recenseados em Alcochete.

Estas informações permitirão fazer as leituras possiveis da credibilidade de algumas condidaturas e do trabalho que deveria ter sido feito ou terá sido conseguido a montante do acto eleitoral. Umas eleições preparam-se com quatro anos de antecedência, é essa a missão dos partidos e a responsabilidade dos dirigentes partidários.

Importa também realçar alguns factos os quais têm interesse de leitura política:
A. Há alguns cruzamentos de nomes nas diversas listas de cada partido, mas o mais relevante é o de Jorge Giro apresentar-se como candidato à CMA e em lugar de destaque de igual modo à AM. Será isto fraqueza da CDU ou o sinal politico por parte do PCP que apoia o acto vergonhoso da agressão?
B. O CDS-PP não se apresenta a votos às Assembleias de Freguesia, voltou aos anos oitenta/noventa!
C. O BE apresenta-se a votos às Assembleias de Freguesia, salvo algum lapso ocorre pela primeira vez.
D. A documentação entregue pelo PS e que corresponde à que foi exposta não é clara e transparente para fazer qualquer tipo de análise desta natureza.
E. No caso do PSD constata-se o elevado número de independentes e não recenseados em Alcochete, não se vislumbrando nas listas um elevado número de tradicionais integrantes destas listas. A única excepção a esta norma, verifica-se na AF do Samouco onde os recenseados/moradores na Freguesia faz o pleno, demonstrativo de algum trabalho politico.

19 agosto 2009

Novidade para um condómino

Acabo de descobrir que José Luis Vaz e Gala é cabeça-de-lista do CDS à Câmara Municipal de Alcochete. O candidato à Assembleia Municipal é Miguel Roquete.

Nazismo e comunismo


«[...] A Grande Guerra de 1914-1918 desencadeou o desenvolvimento de mais duas grandes monstruosidades mortíferas [...] que rapidamente se tornaram máquinas de exterminar. São elas, por um lado, o nazismo, por outro, o comunismo. [...] Para o nazismo, tratava-se de assegurar o domínio de uma raça supostamente superior, de um ponto de vista biológico e cultural, os arianos, sobre todas as outras raças. Para estabelecer definitivamente este domínio, os nazis afirmavam que era preciso exterminar o principal obstáculo e a principal impureza que consistiam na existência dos Judeus. Para o comunismo, pelo contrário, os objectivos eram profundamente generosos: instaurar uma igualdade entre todos, pôr fim à exploração do homem pelo homem e acabar com o domínio e o sofrimento que ela provoca. No entanto, em ambos os casos, o resultado acabou por ser o massacre de milhões e milhões de vítimas inocentes. Do lado dos nazis, as vítimas foram sobretudo os milhões de judeus mortos a tiro nos países da Europa de Leste, nos países bálticos até à Ucrânia, ou nas câmaras de gás dos campos de extermínio construídos pelos nazis na Alemanha e na Polónia. Do lado dos comunistas, as vítimas foram os milhões de russos deportados para os campos do gulag na Sibéria ou executados sumariamente em nome da necessidade de se desembaraçarem fisicamente de supostos exploradores do povo. [...], [N]estes dois regimes assassinos [...] encontramos [...] a pretensão de possuir uma verdade válida para toda a humanidade, capaz de criar a felicidade geral [...]. Estes regimes, a que chamamos totalitarismos porque querem controlar a totalidade da sociedade e da vida dos indivíduos, realçam de maneira assustadora traços já presentes ao longo de toda a história do Ocidente: a vontade de fazer todos felizes segundo um modelo pré-estabelecido e a eliminação física dos adversários» (Roger-Pol Droit).

18 agosto 2009

A ignomínia

Quase perfaz uma semana sobre a ignominiosa agressão de Jorge Giro a Luís Proença.
Quando a dita agressão é, com toda a obviadade, de raiz política, ignominiosamente, tentou-se colocá-la no plano pessoal para, a toda a força, o Partido Comunista sair ilibado.
Evidentemente que os comunistas não conseguem enganar todas sa pessoas. Eu estou entre estas.
O que aconteceu a Luís Proença foi uma exímia demonstração de barbárie que contraria os mais elementares princípios civilizacionais.
Porque não somos perfeitos, podemos admitir a hipótese de que Luís Proença, passando por Jorge Giro, o tivesse de alguma maneira provocado, mas o que, de modo nenhum, pode ser obliterado é a desproporcionalidade do acto levado a cabo pelo candidato comunista à vereação da Câmara Municipal de Alcochete.
Há pancadas menos violentas que a de Jorge Giro sobre Luís Proença que podem matar. Tudo depende do lugar onde elas caem.
Em termos individuais, não pouca é a responsabilidade de Jorge Giro perante a sua consciência relativamente aos factos ocorridos entre si e Luís Proença, mas em termos políticos, o grande responsável por tudo o que ocorreu é Luís Franco, candidato à presidência da Câmara Municipal de Alcochete pelo PCP porque este partido é cúmplice por figuras de segundo plano que lhe são afectas se manifestarem sistematicamente nos meios de comunicação social, resguardando na retaguarda as figuras de proa.
Como é que os resultados poderiam ser outros?

Duas explicações

Porque alguém teve curiosidade em saber pormenores, chamo a sua especial atenção para a coluna situada à esquerda deste texto, na qual, logo abaixo da imagem com o título do blogue, existem dois contadores distintos.
O primeiro, intitulado «Presentes», regista quantas pessoas estão, simultaneamente, a consultar páginas do blogue. Clicando na imagem desse contador acede-se a um gráfico do servidor externo «Radar URL», no qual é possível verificar os tráfegos máximo e médio registados hora a hora, no último mês e no ano precedente (neste caso com dados incompletos porque o contador foi introduzido há menos tempo).
Relativamente a esse gráfico há uma discrepância de horas a esclarecer. Como o servidor de «Radar URL» está instalado na costa Leste dos EUA, as horas mencionadas no gráfico correspondem a menos cinco horas que o fuso horário de Portugal Continental. Não estranhe que o tráfego neste blogue aumente significativamente a partir das 3h da madrugada e baixe a partir das 20h. Na realidade são 8h da manhã e 01h da madrugada, respectivamente, no território continental português.
Relativamente ao segundo contador, intitulado «Audiência», apenas regista a quantidade de acessos à página de rosto do blogue e não às demais (cada texto ou imagem correspondem a páginas individuais únicas, cujas consultas esse contador ignora).
Clicando na imagem deste contador o leitor não tem acesso a qualquer informação pormenorizada, mas ela existe e ajuda-nos a analisar a audiência do blogue.
O tráfego total até hoje captado por «Praia dos Moinhos» foi muitíssimo superior ao indicado nesse contador. Neste momento, por exemplo, o contador indica 84.779 acessos à página de rosto, embora tenham sido consultadas 167.162 páginas em todo o blogue.
A significativa diferença prende-se com o facto de cerca de metade das consultas a este blogue ter origem em motores de busca. Sempre que alguém recorre a um motor de busca para pesquisar algo na Internet, usando uma ou mais palavras-chave, desde que estas tenham sido empregues em textos aqui arquivados os mesmos aparecerão na listagem apresentada.
A título de curiosidade, eis alguns exemplos de pesquisas na Internet que, nos derradeiros minutos, originaram acessos a este blogue (além de "praia dos moinhos", normalmente a combinação de palavras que mais tráfego origina):
Mensagens deslealdade
Superlativo exemplo
Fábricas em Alcochete Crown
Alcochete candidatos socos fotos
Samouco
Postais Alcochete princípio do século
Luís Proença Alcochete
Exemplo de desenvolvimento sustentável
Festas Barrete Verde Jorge Giro
Concelho de empresa (mantive o erro ortográfico constante da pesquisa original)
que ninguém se salva, que ninguém se perde

Por último, revelo outra curiosidade: a imagem ilustrativa deste texto foi usada na construção do grafismo do título «Praia dos Moinhos» e representa, de facto, a Praia dos Moinhos, em Alcochete.
Trata-se de reprodução fotográfica de uma pintura original a óleo, da autoria de João Santana, datada de 1969. Há anos tive a rara oportunidade de fotografar o quadro numa residência alcochetana.

17 agosto 2009

Silêncio ensurdecedor

Como cidadão estou profundamente chocado porque, tendo ocorrido há cinco dias a bem conhecida e suficientemente documentada agressão a um cabeça-de-lista de um dos partidos concorrentes às eleições locais em Alcochete, desde então paira um estranho manto de silêncio político sobre o assunto.
Nada me dizem as orientações políticas de qualquer dos contendores. Mal os conheço e nada tenho a ver com os respectivos partidos, nem com qualquer outro. Também pouco me importa saber de quem é a culpa. A justiça existe para resolver esses e outros detalhes.
Enquanto membro desta comunidade somente me interessam os factos: um representante do povo na Assembleia Municipal – agora anunciado como candidato a vereador da Câmara Municipal – abriu o sobrolho a um oponente de outro partido, que teve de ser suturado com seis pontos. Como toda a gente sabe o incidente culminou meses de trocas de mimos políticos, por escrito e em meios de difusão pública.
Poderá ignorar-se ou minimizar-se politicamente o caso? Resume-se o assunto a uma questiúncula pessoal e segue-se em frente, como se tudo isto fosse trivial e aceitável?
Sigo há vários dias, atentamente, as inúmeras fontes informativas partidárias locais, distritais e nacionais, na esperança de que nelas apareça uma qualquer decisão ou reacção susceptível de aquietar espíritos toldados e devolver a confiança aos cidadãos. Contudo, até ao momento em que escrevo (madrugada de segunda-feira) apenas as estruturas local e distrital do PSD se pronunciaram sobre o caso, conforme assinalei aqui.
As restantes cúpulas partidárias locais andam distraídas, estão em férias ou entendem nada ter a comentar, esclarecer ou recomendar sobre matéria política de tamanha gravidade?
Os dirigentes partidários locais preferem ignorar o assunto e contemporizar com a instalação em Alcochete de um clima persecutório, susceptível de gerar receio ou medo generalizados que inviabilizariam a realização de eleições em condições de igualdade, de liberdade e de justiça?
Os dirigentes partidários locais não enxergam que uma campanha com silêncios cúmplices e comprometedores é susceptível de afastar ainda mais eleitores das urnas? Agrada-lhes essa perspectiva de uma abstenção elevadíssima? Querem democracia sem povo?
Há coisas que têm de ser ditas, doa a quem doer e custe o que custar! Mais vale perder eleições com honra e dignidade que tentar vencê-las com evasivas!
A inexistência de condenação ou de repúdio partidário por um acto público reprovável – com visível impacte na TV, Imprensa, Rádio e blogosfera e que acabaria por abafar o noticiário acerca das festas anuais de Alcochete – é tudo menos politicamente correcta.

O revolucionário


«Simultaneamente optimista, orgulhoso e voluntarista, para o revolucionário o futuro deverá ser radicalmente diferente do passado; ele acredita que tudo está ao seu alcance, que deve mudar a sociedade e portanto a natureza do homem. Se a sociedade lhe resistir, terá de recorrer à força, sem qualquer escrúpulo. Para todos os revolucionários o que conta, para tornar o mundo melhor, é a sua vontade e unicamente a sua vontade» (Balladur).

16 agosto 2009

A VERGONHA DESTE GOVERNO SOCIALISTA NÃO TEM LIMITES

Cito na integra uma noticia da Lusa do passado dia 12 de Agosto. Aproveitando para alertar que estejamos atentos aos acontecimentos que vão ocorrendo ainda durante este mês e depois digam que não há indicios de corrupção.

Incêndios: Governo desiste de concurso público e opta por "ajuste directo" para 95 veículos de socorro

Lisboa, 12 Ago (Lusa) - A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) decidiu a "exclusão de todas as propostas apresentadas" ao concurso público para fornecimento de 95 viaturas de socorro, pelo que o Governo vai fazer adjudicação directa, segundo o Ministério da Administração Interna.

Em causa estão 13 milhões de euros, mais IVA, aprovados em reunião de Conselho de Ministros na última semana de Julho, para aquisição de veículos florestais e urbanos de combate a incêndios e outras viaturas de socorro e assistência.

O gabinete do secretário de Estado da Protecção Civil, em resposta escrita à agência Lusa, justifica o "ajuste directo" das viaturas para os bombeiros devido a "um dos lotes ter ficado deserto", ou seja, nenhum concorrente ter respondido - trata-se do lote sete, "veículos tanques tácticos urbanos e rurais" -, e por, no caso dos "restantes sete lotes, todas as propostas apresentadas pelos respectivos concorrentes terem sido excluídas" pelo júri do concurso.

A ANPC excluiu todas as propostas ao concurso público 916/2009, distribuído por oito lotes de viaturas, por "falta de certificados", por "violação do preço base", por "falta de documentos relativos a termos e condições", além de outros documentos exigidos no caderno de encargos, conforme os relatórios finais do júri, que a agência Lusa consultou.

O ajuste directo "correrá os seus termos, de acordo com o estipulado para este tipo de procedimento pré-contratual no Código dos Contratos Públicos", explicou fonte do gabinete do secretário de Estado à Lusa.

Assim, o processo vai decorrer com o "envio de convites a todos os potenciais interessados", para apresentarem "propostas acompanhadas do respectivo caderno de encargos", com um "período de esclarecimentos, avaliação de propostas, negociação, relatórios preliminar e final e adjudicação", segundo o Ministério da Administração Interna.

No entanto, algumas empresas protestaram contra a decisão da ANPC durante o decorrer do concurso, nomeadamente no caso do lote seis, para fornecimento de "um veículo de socorro e assistência especial e 17 veículos de socorro e assistência tácticos", a que concorreram Iveco, Luís Figueiredo, Mercedes Benz Portugal e Jacinto Marques de Oliveira.

A autoridade adjudicou este lote à Mercedes no início de Junho, conforme consta no relatório preliminar do júri, que não inscreveu o valor da contratação bem como a descrição dos bens adquiridos.

A agência Lusa contactou as empresas que concorreram a este fornecimento, mas a maioria remeteu "declarações para depois" da conclusão do processo de aquisição das viaturas a concurso.

A agência Lusa solicitou ainda informações sobre os critérios de atribuição das viaturas, as entidades a que o Governo pretende distribuir os veículos e os prazos de entrega dos mesmos, mas a Secretaria de Estado da Protecção Civil não adiantou mais pormenores sobre o processo.

O concurso público contemplou oito lotes de viaturas: o lote um respeitava a um "veículo elevatório" com uma escada de 37 metros; os lotes dois, três e quatro correspondiam ao fornecimento de 45 veículos florestais de combate a incêndios; o lote cinco destinava-se à aquisição de 10 veículos ligeiros de combate a incêndios; o lote seis era para um veículo de socorro e assistência especial e mais 17 veículos de socorro e assistência tácticos.

No lote sete a ANPC solicitava proposta para quatro veículos tanques tácticos rurais e dois tanques tácticos urbanos e no lote oito do concurso era pedido aos concorrentes que apresentassem proposta para 14 veículos urbanos de combate a incêndios.

Dormem descansados

... porque temos pensado maduramente neste problema, não temos?

O cacique...

O cacique não é político, senão um homem abjecto.

15 agosto 2009

História do bairro hoje denominado 25 de Abril



Como nasceu, há mais de três décadas, o bairro de casas económicas de Alcochete.

A história do actualmente denominado Bairro 25 de Abril – situado entre a Escola do Ensino Básico de Valbom e o Hotel Alfoz, no sítio denominado «Pão Saloio», em Alcochete – principia por volta de 1964, logo que empossada a vereação da Câmara Municipal de Alcochete presidida por João Pereira Coutinho Leite da Cunha e tendo como vice-presidente o dr. Francisco Elmano Alves.
Foi então decidido que a iniciativa prioritária a pôr em acção por esse executivo municipal seria o crescimento urbanístico da vila.
O trabalho principiou pela elaboração do Plano Director Municipal, a cargo do eng.º Barata da Rocha, e a concretização dos estudos de pormenor dos núcleos com perspectiva de desenvolvimento imediato.

Paralelamente, a câmara lançou mão da compra de novas áreas rurais urbanizáveis, de modo a controlar no futuro os preços dos terrenos, não os deixando inflacionar pela especulação em detrimento da população.
Uns anos antes tinham-se recolhido, através de inquérito realizado junto da população, dados acerca das necessidades sentidas pelos residentes, trabalho executado por assistentes sociais e agregado ao denominado Plano de Desenvolvimento Comunitário de Alcochete.
Tais dados indicavam que uma das necessidades mais vivamente sentidas era a disponibilidade de habitação moderna e de renda acessível, dirigida sobretudo à faixa dos novos casais.
Foi nesse sentido que o vice-presidente Elmano Alves iniciou os contactos com o dr. Manuel Esquível Aboim Inglês, então delegado do Instituto Nacional do Trabalho e Previdência de Setúbal, a fim de encaminhar o processo administrativo para a construção de um bairro com capitais da Federação das Caixas de Previdência. O processo foi aberto e seguiu-se o inquérito prévio exigido por lei.
O dr. Elmano Alves continuaria a acompanhar as diligências processuais embora, entretanto, deixasse de exercer funções na Câmara Municipal, ingressando no governo de Marcelo Caetano como subsecretário de Estado.
Por um conjunto de circunstâncias favoráveis a Alcochete, o dr. Baltazar Rebelo de Sousa – pai do conhecido professor universitário e comentarista Marcelo Rebelo de Sousa – antigo subsecretário de Estado da Educação Nacional e Governador Geral de Angola, ascenderia ao cargo de ministro das Corporações, Previdência Social e da Saúde e Assistência.
E o mesmo dr. Elmano Alves exerce a sua influência junto do novo ministro – de quem fora secretário e era amigo de longa data e compadre – no sentido de abreviar a aprovação do bairro.

Pelo meio houve um pequeno mas simpático gesto, que poderá ter pesado no processo de de
cisão: ao criar-se a cantina escolar de Samouco entenderam os responsáveis locais da época atribuir-lhe como patrono o dr. Baltazar Rebelo de Sousa, que sempre subsidiara – inclusive do próprio bolso – a manutenção dessa cantina.
Na manhã de 31 de Maio de 1970 – dia da visita do Chefe do Estado para as comemorações do V Centenário do Nascimento d'EI-Rei D. Manuel I – seria prestada singela homenagem ao ilustre amigo de Alcochete, com o descerramento do seu medalhão em bronze e de uma lápida alusiva na cantina de Samouco.
Antes, na sede da Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense, realizar-se-ia uma sessão solene de boas-vindas, conforme destaca «O Século» na edição de 1 de Junho de 1970.
O dia foi de festa rija em Alcochete e o dr. Baltazar Rebelo de Sousa aproveita a cerimónia oficial para revelar que acabara de despachar a aprovação do Bairro da Federação das Caixas de Previdência, surpreendendo o Chefe do Estado e entidades presentes com a apresentação da maqueta dos 124 fogos a construir em terrenos antes adquiridos pela câmara, no sítio denominado Pão Saloio, cedidos à Federação das Caixas de Previdência. Imediatamente deu-se início à execução da obra.
A imagem antiga que ilustra este texto (a outra é do bairro na actualidade) reproduz o momento em que, junto à tribuna de honra, o então ministro das Corporações, Previdência Social e da Saúde e Assistência, dr. Baltazar Rebelo de Sousa, apresenta a maqueta daquele que antes da Revolução dos Cravos seria conhecido como Bairro da Caixa e que posteriormente passaria a denominar-se Bairro 25 de Abril.
De notar que, à esquerda da imagem acima, aparece também o então presidente da Câmara Municipal, João Pereira Coutinho Leite da Cunha.

Tertúlia de S. João


Fui à vila ao princípio da tarde. Fui até ao Largo do Poço. Calor abrasador. Dei meia volta e desci pela Rua Direita. A meio caminho, António Manso pega-me para visitar a Tertúlia de S. João. Entrei. O peso de Alcochete. Portugal inteiro.

Falámos de Alcochete, da Monarquia, da morte do Rei, da morte do Pai, da República... e até falámos do nada que é coisa nenhuma.

Fiz um esforço para reter as lágrimas. Ainda há quem viva em Portugal. Um dia evadir-nos-emos todos de todo este letargo.

Viva Portugal

Viva Alcochete

Viva a Tertúlia de S. João

Não há...

Não há comunismo honesto.

14 agosto 2009

Alerta

Para conhecimento do público, julgamento prévio e memória futura, aqui transcrevo um e-mail que acabo de receber de alguém que assina por Rogério Pereira (Rogério Miguel Pereira Dimas): «Sr. Marafuga tenha coragem de apresentar todos os comentários que recebe no seu Blog, seja verdadeiro, você sabe que aqui em Alcochete quem não se sente não é filho de boa gente, e quem reage a provocações não tem que ser condenado, muito mais tratar-se de um filho da terra. Acho que deveria repensar a sua maneira de estar perante os habitantes da terra, pois Alcochete não é uma terra de cobardes, e na imprensa viu-se quem deu a cara falando relativamente ao meu amigo Jorge. Eu não sou vermelho nem laranja, sou de Alcochete e orgulho-me no sangue que os meus antepassados me deixou nas veias, e você será que se orgulha?? Um abraço e tenha controlo no que fala. Os melhores cumprimentos. Rogério m. p. Dimas» sic.

Ponto Final

Por razões de reserva de privacidade removi as minhas fotos aqui publicadas evidenciando os sinais da agressão fisica perpetrada por Jorge Giro.
As fotos da minha agressão correram o país e gerou-se um enorme movimento de solidariedade em torno de mim, manifestação que se traduziu em centenas e centenas de mensagens que recebi por diversas formas , mormente através das redes sociais em que intervenho.
Pela primeira vez identifico pelo nome o meu agressor na medida em que na vasta cobertura que a imprensa nacional (escrita e televisiva) promoveu desta lamentável ocorrência , aquele assumiu pessoal e claramente a autoria pela agressão de que fui vitima.
Mantenho de forma inabalável que não tive qualquer responsabilidade no acto insano praticado por JG.
As motivações para a agressão foram clarificadas por JG à imprensa , perante a qual tentou mistificar uma justificação para a sua atitude.
As motivações e os factos serão agora apreciadas em sede própria,pelo que não faz mais sentido «chafurdar» no sangue num espaço que aprendi a apreciar e a respeitar.
A minha participação neste Blogue cessa portanto aqui , agradecendo uma vez mais a Fonseca Bastos a honra que me concedeu em poder ser um dos respectivos condóminos.
Até sempre e muito Obrigado.

13 agosto 2009

Praia dos Moinhos: Retirem as Vossas conclusões por favor.

Aqui fica o link para a noticia publicada na TVI:
http://www.tvi24.iol.pt/politica/alcochete-violencia-luis-proenca-eleicoes-jorge-giro-tvi24/1081911-4072.html

Retirem as Vossas conclusões por favor.


Eis o link para o texto publicado no Alcochetanidades no qual Jorge Giro descurtina «insultos» ao seu filho com que tenta justificar a agressão...

Leiam e retirem as Vossa conclusões.


Já agora tiveram oportunidade de ver os «sinais de agressão» no rosto do Jorge Giro na entrevista que deu à TVI e que passou no Telejornal de hoje e os sinais da agressão cobarde que sofri ...
Acrescento que segundo me foi dito no Hospital do Montijo o corte de cerca de 6 cm na vertical do sobrolho que sofri não poderia ter sido provocado por um simples soco. Teve de envolver o uso de um objecto contundente...
PS: Caso tivesse agredido Jorge Giro no rosto como aquele de forma ardilosa anda a divulgar , podem ter a certeza que aquele não apresentaria o rosto imaculado que exibiu para a TV. Vergonhoso...

Veja (2)

Três versões de um facto aqui relatado na primeira pessoa, contendo alguma útil investigação jornalística complementar.
Basta ver com atenção as imagens (particularmente a do diário "I") e ler nas entrelinhas para perceber o resto.
TSF
Correio da Manhã
Diário "I"

E esta é a primeira reacção política formal de que tenho conhecimento.


P. S. - Mais uma versão dos factos relatada pelo «Expresso»

P. S. 2 - Três dias depois, a posição política do PSD/Alcochete

12 agosto 2009

VEJA

Veja http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=145056
Ler também os diversos comentários no jornal «SOL» à notícia, inclusive um de minha autoria.

Sangue Politico em Alcochete

Fui durante 12 anos autarca noutro concelho.
Durante esse largo período de tempo travei nos jornais locais e nos órgãos autárquicos em que desempenhei as minhas funções duríssimas batalhas contra adversários políticos comunistas , socialistas e até do CDS.
Nessas batalhas politicas visei e fui visado com palavras duras , por vezes violentas dirigidas ao politico e às politicas , legitimamente proferidas no contexto da luta politica , contexto que exige daqueles que ocupam cargos políticos o poder de encaixe necessário capaz de lhes permitir enfrentar em termos adequados as criticas , repito , por vezes violentes , a que qualquer Politico digno desse nome , tem forçosamente de sujeitar-se.
Apesar da extrema dureza que esse combate politico envolveu em determinadas fases mais exacerbadas da agenda politica , a verdade é que nenhum dos intervenientes que conheci , em qualquer partido , confundiu o ataque politico com um ataque que visasse a sua singularidade como pessoa.
Fruto do respeito por esse principio , é com enorme prazer que ainda hoje reencontro em clima de grande amizade e até de saudosismo por essas lutas do passado , antigos adversários políticos desse concelho ,tendo inclusivamente chegado a ser advogado de alguns deles ( nomeadamente de dois autarcas comunistas ) durante um período que coincidiu precisamente com essas «batalhas» politicas , sem que tal prejudicasse essa relação profissional.
Foi com este espírito que encarei a minha intervenção politica em Alcochete.
Tal opção revelou-se contudo totalmente inadequada ao contexto politico local.
Fruto de um período de quase 30 anos de poder exercido pelo mesmo partido neste concelho , Alcochete não desenvolveu um espírito de cultura democrática de tolerância que permita aos intervenientes políticos agirem no pressuposto que os ataques políticos não vão ser assumidos como ataques pessoais.
O intervalo de quatro anos no exercício desse poder , ao invés de modelar no sentido positivo a cultura democrática alcochetana , parece , pelo contrário , ter acirrado a postura intolerante de quem julga ter direito genético ao poder eterno neste Concelho
Quando comecei a intervir nos Blogues , Praia dos Moinhos e Alcochetanidades , senti desde logo uma reacção desmesurada dos visados políticos , que manifestamente e de forma imprópria num contexto democrático normal , interiorizaram essas criticas como ataques pessoais.
Tal tendência exacerbou-se ainda mais quando a nova Direcção do PSD de Alcochete tomou posse em Outubro de 2008 e assumiu desde logo uma postura de oposição activa e visível ao poder instalado em Alcochete desde há décadas.
Neste últimos dias , fruto de maior visibilidade do PSD durante as Festas do Barrete Verde e das Salinas 2009 , visibilidade que teve o seu culminar com a disponibilização do Touro Mecânico que obviamente ainda chamou mais atenção para a presença laranja durante as festas , situação a que o poder comunista local estava pouco habituado , acentuaram-se as manifestações de incómodo e de nervosismo , bem evidenciadas pelo recrudescer de insultos e comentários neste blogue visando a minha pessoa e não a pessoa do politico da oposição.
Ainda há meia dúzia de dias uma alcochetana me dizia que «eu devia ser maluco e inconsciente» por fazer uma oposição tão declarada em Alcochete.
Sinceramente não a levei muito a sério , mas estou arrependido.
Na actividade politica há sempre aqueles que mais se expõem na intervenção nos jornais e nos blogues.
São os que mais dão a cara pelos respectivos partidos que mais facilmente se tornam alvo do combate politico. É absolutamente normal que assim aconteça.
Esses , mais do que os outros , devem estar preparados para perceber que tudo se passa no contexto da tal luta politica , e que atacam e são atacados como Políticos e não na singularidade das suas pessoas.
Luís Proença e Borges da Silva no caso do PSD , Luís Franco e Jorge Giro no caso da CDU.
Ontem , pelas duas da manhã , quando circulava na Rua Ruy Sousa Vinagre junto à Junta de Freguesia de Alcochete cruzei-me com um autarca comunista e candidato pela CDU nas eleições de Outubro.
Depois de me ter cruzado com ele senti um empurrão pelas costas.
Quando me tentava reequilibrar e voltar para perceber o que é que se estava a passar , o autarca comunista em causa , atingiu-me com um soco na face.
Não reagi , nem procurei desforço.
Desde há muito que aprendi que a diferença básica entre os animais e os homens reside essencialmente na nossa capacidade de gerir os nossos instintos básicos e primitivos.
Um Homem com H grande não é qualificado pela forma como usa os punhos contra adversários desprevenidos , mas sim pela superioridade que revela num contexto de adversidade quando mostra a si mesmo que ceder a instintos animalescos não é a melhor solução.
A verdade é que fui agredido fisicamente por um adversário politico.
Mais do que as lesões físicas resultantes dessa agressão , bem visíveis na foto e no sangue que manchou a camisola de campanha do PSD/Borges da Silva que trazia vestida , o que mais importa e mais interessa é a noção definitiva que adquiri que estou descontextualizado em termos políticos em Alcochete.
Aqui praticamente não há fronteira entre o conceito de adversário politico e de inimigo pessoal , conceito bem útil para quem tem o poder há quase 30 anos.
Mas mais do que estas minhas convicções interessa-me o bem estar daqueles que me são queridos e que verdadeiramente contam na minha vida , os quais têm vivido incomodados com os constantes insultos e avisos de que vou sendo alvo.
A agressão física de que fui vitima ontem tem um nome: VIOLÊNCIA POLITICA e com essa realidade eu não sei viver.
Estou em Portugal , terra em que o 25 de Abril de 1974 deveria ter sido sinónimo de tolerância e de cultura democrática.
PS: O meu muito obrigado aos bombeiros de Alcochete pela forma pronta e extremamente profissional como me assistiram depois da agressão de que fui alvo.

Estrada da morte (2)

Diz-nos esta notícia que, no ano corrente, nos 18kms do troço da Estrada Nacional 118, entre Alcochete e Porto Alto, já morreram oito pessoas.
Os registos indicam que, em média, há a lamentar uma morte imediata por mês, faltando saber quantos morreram dias ou semanas depois (porque as estatísticas ignoram esses casos) e quantos mais ficaram estropiados para o resto da vida.
Como sempre, a culpa é dos condutores. Ultrapassagens mal calculadas, excesso de velocidade, condução agressiva, etc., etc. Invariavelmente, assobia-se para o lado e inventam-se desculpas para continuar, passivamente, a assistir ao triste cortejo da morte do alto das cadeiras do poder.
O que ninguém reconhece – porque não convém – é existirem, em ambos os sentidos e no período diurno, filas com oito ou mais camiões, cujos condutores não respeitam a distância legal mínima entre eles; que a estrada não tem faixas de segurança e que na maior parte do percurso há árvores e valas em vez de bermas.
Poderão os poderes central e locais lavar as mãos como Pilatos?
Andarão os autarcas de Alcochete e Benavente tão ocupados ou distraídos que nem reparam nas frequentes notícias sobre este troço de estrada? E não sabem nem podem fazer nada mais que enfiar a cabeça na areia?
E os contribuintes/condutores/candidatos à morte continuam, impávidos e serenos, à espera que chegue também o seu dia?

Nota - A primeira parte deste texto foi publicada aqui há cerca de 16 meses. Sucedeu alguma coisa depois? Sim, continua a morrer mais gente.

11 agosto 2009

E compromissos, existem?

Da primeira à última linha, esta notícia relacionada com uma iniciativa da associação de defesa do consumidor DECO nada terá de inédito para o(a) habitual leitor(a) e/ou interessado(a) nas matérias abordadas neste blogue.
Já aqui se falou de tudo (e muito mais...) centrado em Alcochete, concelho cujos instrumentos municipais de comunicação sempre serviram, exclusivamente, para a promoção pessoal de autarcas com funções executivas que não tenham caído em desgraça.
Mas isso é passado e abeiramo-nos agora do momento adequado para reconhecer e apontar erros, corrigir o rumo e iniciar um ciclo de vida mais sério e transparente.
Será que, faltando hoje, rigorosamente, dois meses para as eleições locais, alguém conhece as respostas que os candidatos locais dão a desafios como os da DECO?
Estou em crer que não. Tenho aproveitado as festas para reencontrar e conversar com muita gente boa e, invariavelmente, um tema pontua os diálogos: o estranho mistério dos programas eleitorais e das listas de candidatura que ninguém conhece.

É démodé

Votar comunista é démodé.

10 agosto 2009

Na tradição da liberdade (2)

«Aprendemos que a água molha, o sol alumia, o fogo queima, e daí, por duas ou três ilações, facilmente descobrimos que o marxismo ["filosofia" do comunismo], além de ser uma estupidez que só produz marxistas, é a maior impostura da história do sistema planetário» (Gustavo Corção).

Custa a entender

A dois meses de eleições locais e numa autarquia com excesso de pessoal será correcto abrir concursos para mais de 10% dos funcionários do município, boa parte dos quais quadros superiores?
Leia-se na página 31886 deste «Diário da República» o aviso do Município de Alcochete.
Se, em vez da apatia e do desinteresse, fosse outra a atitude dos eleitores/contribuintes, seguramente estas e outras coisas jamais se fariam sem justificações cabais e detalhadas através dos meios de comunicação do município.
Elas seriam oportunas, particularmente, num momento em que já se sabe que, a partir do próximo ano, as autarquias terão de reduzir despesas devido à impossibilidade de obterem fundos que permitam manter os actuais compromissos financeiros.

09 agosto 2009

Festas do Barrete Verde e das Salinas/09


Na tradição da liberdade (1)

«Não existe ameaça mais perigosa para a Civilização do que um governo de homens incompetentes, corruptos e infames» (Ludwig von Mises).

07 agosto 2009

Leitura recomendada

Aceita uma sugestão para leitura oportuna a propósito dos tempos que se avizinham?
Então leia isto – «Quem amansa os patos bravos?», assinado pelo ex-vereador municipal nortenho Paulo Morais, no JN – e confronte os candidatos locais com esse sério problema territorial, ambiental, moral e político.

O "eu sou" como acto de suprema coragem

Eu sou professor, cristão, intelectual e de direita.
Eu sou professor porque falo abertamente do que sei.
Eu sou cristão porque subordino o "eu" a Cristo, Estrutura da Realidade.
Eu sou intelectual porque luto permanentemente pela coesão entre a palavra e a realidade.
Eu sou de direita porque defendo o primado da sociedade sobre o Estado.
Eu sou quem vê na prepotência do Estado o princípio do Mal, o Baal do Antigo Testamento e o 666 do Apocalipse.
Eu sou quem durante a maior parte de sessenta anos vividos não foi ISTO por força da ignorância, mãe de todos os crimes.

06 agosto 2009

Estrutura de tipo xenófobo


Caros amigos, eu já lancei ao rosto do meu ex-aluno Jorge Giro que no plano ideológico não poderia haver qualquer troca entre nós, mas que no plano individual poderíamos fazer um esforço para salvarmos o respeito um pelo outro. É o que tem acontecido não só com o Jorge mas também com o Miguel Saturnino. Embora dois jovens muito diferentes, de ambos conservo boas recordações.
Quando cheguei de um período de repouso no Algarve, fui confrontado com textos e comentários tanto no Praia dos Moinhos como no Alcochetanidades que arrasavam o Jorge de alto a baixo.
Claro que não poderia botar discurso sem ler o que o Jorge tinha escrito. Procurei o jornal por aqui e acolá, pedi a pessoas...mas nada.
Até que hoje fui ao Montijo comprar uns apliques para a minha casa e dei com um exemplar do jornal em cima da secretária da empregada que atendia a minha mulher.
Feito o negócio, atrevi-me a pedir o jornal à menina que mo dispensou com um grande sorriso.
Cheguei a casa, comi qualquer coisa, desci até ao Salineiro para tomar um cafezinho, fumar a minha cigarrilha do dia e, depois, ler atentamente o famigerado artigo do Jorge.
A passagem da discórdia é a seguinte: «Politicamente, a oposição do centro/direita, composta maioritariamente por novos residentes, que recentemente escolheram Alcochete para viver/habitar, porque esta Vila lhes oferecia uma boa qualidade de vida e bem-estar [falta a ideia principal]. Agora, devido a motivações políticas e à obsessão pelo exercício de cargos políticos, estranhamente, Alcochete para estes novos políticos/residentes, deixou de ter a qualidade e o bem-estar que lhes tinha proporcionado até então» sic.
O problema de Jorge Giro é que não faz bem a distinção entre as coisas.
Eu neste blog já tenho atacado Luís Proença várias vezes e nem sempre tenho poupado Borges da Silva, mas nenhum novo residente descobre no meu discurso uma estrutura de tipo xenófobo ou de má vontade face aos forasteiros. Esta necessária capacidade para separar as águas falha ao Jorge Giro que faz apelo inconsciente, mas objectivo, a baixos instintos de não poucos autóctones. Isto mesmo interessa aos milhafres comunistas porque é isto mesmo que está na génese do que leva ao poder todos os partidos políticos de vocação totalitária.
Em conclusão, não era o Jorge Giro ou a Paula Pereira que eu mais gostava de ver nos jornais de Alcochete e/ou Montijo a baterem-se pelos pontos de vista comunistas, mas o sr. Luís Franco que só não o faz por manifesta cobardia.

05 agosto 2009

Imperioso apoiar os nossos bombeiros!



Há anos que, neste blogue e noutros fóruns, debalde venho chamando a atenção para a débil situação financeira da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcochete, que todos devemos ajudar por ser imprescindível à comunidade.

Já o escrevi aqui e repito: segundo contas por mim feitas o ano passado, somente em 1/4 dos lares de Alcochete existia um sócio dos bombeiros. No entanto, lógico seria que em todas as habitações existisse pelo menos um.
Esta é mais uma gritante consequência da fragilidade da participação política da população e da sua integração como comunidade reactiva, debilidades potenciadas por ávidos e nefastos caciques aos quais convém iludir a soberania do povo.
Sempre disse e direi que o alheamento e o desinteresse da esmagadora maioria dos cidadãos pelos assuntos e instituições locais é grave, indesculpável e tem sérias consequências individuais e colectivas. Os factos continuam a dar-me razão.
A situação precária dos nossos bombeiros é exemplo significativo de que urge mudar o rumo à comunidade alcochetana.
Somos seres inteligentes e cultos e temos de emendar erros do passado. Unirmo-nos para mudar tudo nesta terra, que a alguns (felizmente poucos) convém continue a ser mero refúgio e dormitório de animais urbanos, desenraizados e desinteressados, mas que tem de ser uma comunidade de cidadãos activos e solidários ao mínimo sinal de alarme.
Quando nem sequer se repara nos bombeiros, corpo profissional e voluntário insubstituível em múltiplas emergências diárias, abeiramo-nos de um enorme e perigoso precipício!
E ninguém diga que não pode ajudar os bombeiros, porque a quota mensal é de apenas UM EURO!
Menos de dois cafés mensais, senhoras e senhores residentes em Alcochete!

Hoje foi colocado na minha caixa do correio o apelo abaixo transcrito, acompanhado de uma proposta para a inscrição como sócio (que já sou).
Em mais de uma década, foi a primeira vez que uma instituição local teve tal iniciativa. Sinal dos tempos? Talvez, porque tal devia fazer-se na cerimónia de acolhimento a novos empresários e moradores, acto a que os autarcas até hoje nunca deram a devida importância e solenidade mas que deveria servir para dar os primeiros sinais nítidos de que a participação activa é bem-vinda.

Apelo da Direcção dos bombeiros de Alcochete


Um incêndio é sempre um desastre. Vidas e bens que se perdem são sinónimo de tristeza, de dor, de sofrimento. Por isso e naturalmente, gostamos daqueles que lutam contra as chamas, os bombeiros. Mas que igualmente desempenham funções relevantes noutros sectores. Sublinhe-se, por exemplo, o transporte de doentes.
Daí que eles mereçam a nossa admiração, mas também o nosso apoio. Não podemos abdicar de sermos nós próprios. Neles devemos rever-nos, pela forma da sua actuação, mas também pela nobreza do que são e fazem. No exemplo que nos dão.

A situação financeira da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcochete é bastante má e tem tendência a piorar gravemente. Nos dois últimos anos tivemos prejuízos. Estes aumentaram em 11%de 2007 para 2008.
Eles devem-se fundamentalmente ao aumento dos preços dos combustíveis, à manutenção das viaturas, com altos índices de quilometragem e com idades avançadas. A exigirem modernização imprescindível.

Mas também não se podem ignorar que as tabelas do Estado, no que toca à remuneração da prestação de serviços de saúde não estão actualizadas. Ele não pode demitir-se das suas responsabilidades, e a prestação desses serviços tem de ser reconhecida a todos os níveis e, principalmente, no financeiro.
Os cidadãos têm igualmente de desempenhar o papel que a sociedade deles espera – e exige – neste particular. Não podem ignorar os seus bombeiros, só se lembrando deles quando as adversidades lhes batem às portas. Eles cumprem os seus deveres. Nós temos de cumprir os nossos para com eles.
A Direcção da Associação têm vindo a reduzir as despesas tanto quanto possível; veja-se, por exemplo, que as que dizem respeito ao pessoal têm vindo a ser limitadas. Melhor dizendo – não têm tido crescimento. Porém, o Corpo de Bombeiros tem vindo a dar efectiva resposta, com toda a galhardia e honra, à missão que lhe está confiada.
A continuar esta situação, os Bombeiros de Alcochete terão que reduzir, drasticamente, os serviços de socorro e outros que prestam até hoje à população do concelho. E esta muito carece deles, como é sabido. E não se trata de uma ameaça: é a realidade nua e crua.

Os apoios oficiais e outros, que os nossos Bombeiros têm vindo a ter são manifestamente insuficientes. As autoridades estão mais do que informadas disso, mas parece que não.
E o interesse dos concidadãos, num concelho que não é rico como o nosso, anda bastante longe das necessidades da corporação.
Há que tomar iniciativas necessárias e prementes para que os alertas não caiam em saco roto.

Assim, a Direcção da Associação, o Comando e elementos do Corpo de Bombeiros irão no próximo dia 05 de Agosto, percorrer o concelho de Alcochete, solicitando e pedindo à população a sua inscrição como associado e a contribuição de um donativo que permita continuar a prestar serviços de socorro à população.
Mas, recorda-se, a intervenção dos poderes públicos é também imperiosa. E indispensável.



P. S. - Deixo ainda um apelo a todos os condóminos deste blogue, maioritariamente dos mais atentos e participativos cidadãos locais. Alguém tem uma boa ideia para dinamizar, imediatamente, uma gigantesca onda de solidariedade comunitária a favor dos bombeiros?
De pouco valeria uma acção isolada, pois daqui a alguns meses tudo voltaria ao início.

Praias do concelho sem assistência!

As praias fluviais do nosso concelho continuam a não ter qualquer tipo de vigilância ou assistência, quer por parte do ISN, quer por parte do Bombeiros, o que é um verdadeiro risco para a saúde pública.
Não quero com esta afirmação dizer que não devemos utilizar as nossas praias, quero isso sim, chamar a atenção de todos para que no caso de uma indisposição, ferimento ou afogamento, não haver em qualquer uma das nossas praias um técnico de saúde para socorrer quem precisa.
Gostaria ainda de deixar algumas questões pertinentes:
Para quando a classificação de praia fluvial? E a realização de testes à qualidade da água? E a requalificação da zona de apoios de praia? E o tratamento e limpeza da areia?
Entendam-se as várias entidades ligadas às nossas praias e trabalhem para a segurança e o bem comum!

Ler um texto...

Ler um texto sobre os bombeiros de Alcochete em http://alcochetanidades.blogspot.com
Por Alcochete

04 agosto 2009

Da ficção à realidade

Por razões de espaço não cabe aqui uma análise exaustiva ao interessante e útil estudo «Pessoas pobres, lugares pobres, saúde pobre. Territórios amplificadores do risco na Área Metropolitana de Lisboa», (original em formato PDF), publicado a partir da página 29 do último número da Revista de Estudos Demográficos - Nº 45 - 1.º Semestre de 2009, do Instituto Nacional de Estatística.
Contudo, recomendo aos interessados na matéria que sigam a hiperligação acima fornecida para o documento original e procurem, nomeadamente, importantes dados respeitantes a Alcochete, nos quais é notória, por exemplo, a ausência de participação cívica da população.
Confirmando um texto meu publicado há dias neste blogue, o estudo indica que, em toda a área do município de Alcochete, é elevada a fragilidade da participação política da população e a sua inserção na comunidade.
Noutro âmbito não menos relevante, relativamente a ocorrências e gravidade do risco para a saúde na Área Metropolitana de Lisboa o concelho de Alcochete situa-se em penúltimo lugar, registando 70% de casos com risco e 30% com risco elevado ou máximo (33,3% das freguesias têm risco elevado, correspondendo aos núcleos habitacionais periféricos).
Não, caro(a) leitor(a), seja de esquerda, do centro ou da direita ninguém pode ficar indiferente ou alhear-se de inúmeros problemas que urge resolver mas até agora foram convenientemente escondidos debaixo do tapete ou ocultados pela fumaça da propaganda.

Que o Senhor ao mundo valha

Quem me dera ser Jesus,
Fazer do mar o caminho,
Perseguindo o que seduz
Meu desejo direitinho.

Ir em frente sem olhar
Para trás nem uma vez.
Mar e céu o grande altar
De oração e adultez.

Põe-se o Sol brasil de sangue...
Ardo à boca da fornalha.
Novo hino canto exangue
Que o Senhor ao mundo valha.

02 agosto 2009

Programa das Festas do Barrete Verde de 2009

Informo as muitas dezenas de internautas que, nas últimas semanas, têm sido encaminhados pelos motores de busca para este blogue porque procuram o programa das Festas do Barrete Verde e das Salinas de 2009, que podem consultar os seguintes endereços para obter essa informação:

Blogue de Zeferino Boal
Sítio de um estabelecimento comercial de Alcochete

Hoje o sítio na Internet do Aposento do Barrete Verde continuava inactivo.

Repensar centros históricos

Embora haja, internacionalmente, muitos e bons estudos e exemplos de que, sem parques de estacionamento livres e gratuitos nas imediações, impedir simplesmente o tráfego automóvel e transformar artérias em espaços pedonais concorre para a desertificação humana e a morte lenta do comércio local, esta posição da Confederação do Comércio e Serviços parece-me oportuna a poucos meses das eleições autárquicas.
Talvez alguns candidatos reflictam um pouco sobre o assunto e decidam enfrentar o problema, alterando prioridades de investimento.
Os centros históricos de Alcochete e Samouco, por exemplo, construídos num tempo em que os veículos maiores e mais rápidos eram carroças, carecem de soluções inteligentes e urgentes antes que morram os últimos residentes e encerrem os poucos estabelecimentos comerciais sobreviventes.
Se alguém se der ao trabalho de consultar o Google Earth, ou outro similar, verificará que em ambos os centros históricos até existem amplos terrenos privados susceptíveis de aquisição e de transformação em parques de estacionamento.

01 agosto 2009

Dinossauro excelentíssimo

Na última edição do semanário «Jornal do Montijo», Jorge Giro – da bancada comunista na Assembleia Municipal de Alcochete – subscreve um artigo de opinião que, provavelmente, será tema da campanha autárquica e poderá ter sérias consequências eleitorais para o seu partido.
Segundo a tese do deputado Giro, insensato fundamentalista da alcochetanidade, uma vez que o concelho de Alcochete é, entre os 278 municípios do Continente, o 12.º em desenvolvimento económico e social, os novos moradores deveriam abster-se de qualquer intervenção política porque se se radicaram aqui foi devido à boa qualidade de vida e ao bem-estar proporcionado... pelos autarcas da CDU!
Desde que, em 2000, escutara uma idosa autarca comunista (entretanto falecida) a bramar, junto aos Paços do Concelho, contra os novos moradores porque gastavam a água dos alcochetanos e respiravam o ar dos alcochetanos, que seja do meu conhecimento nenhum outro comunista na órbita do poder autárquico recomendara que a melhor forma de os cidadãos ajudarem o concelho era fazerem como até aqui: alhearem-se.
É conveniente recordar aos distraídos que, na última década, ocorreu uma explosão populacional provavelmente única na história de Alcochete, duplicando o número de eleitores inscritos. E, analisando mesa-a-mesa os resultados nas recentes eleições europeias, principalmente naquelas em que votaram os novos moradores os comunistas obtiveram piores resultados.
Por estas e por outras, o deputado Giro preconiza que os novos moradores – principalmente os de centro/direita – se abstenham de intervir politicamente na vida local e se mantenham "ao largo". Por extensão, se se abstiverem de votar melhor ainda. Basta continuarem a pagar, quietos e calados, que tudo correrá às mil maravilhas!
Se os recém-chegados se mantiverem distantes dos assuntos locais, sobreviverão os feudos partidários e o caciquismo reinantes há décadas.
É reprovável que o deputado Giro, detentor de um cargo de representação política, lance o anátema do desenraizamento sobre metade dos eleitores, fomentando o desinteresse e o distanciamento da sua participação na vida cívica.
Foi assim que se construiu este novo dormitório do séc. XXI. Porque, por mera conveniência política de alguns, metade dos eleitores continuam a ser considerados "estrangeiros".
Todavia, o alheamento dos cidadãos em relação à vida local tem custos incalculáveis. Isolamento individual, debilidade associativa, insegurança, má gestão do território, ganância, especulação e pressão fiscal improdutiva são consequências facilmente perceptíveis. Mas existem muitos outros problemas em que só os mais atentos reparam e a maioria descobrirá quando já não houver remédio: mistificação, opacidade, insolência, caciquismo e chico-espertismo.
Os eleitos representam os cidadãos. O poder supremo é inalienável em democracia e pertence a todos os cidadãos, sem excepções. Se o povo virar as costas ao poder este tende a tornar-se autocrático e antidemocrático.
O deputado Giro invoca um invisível interesse colectivo e com desfaçatez julga poder influenciar cada residente a ser um adulador ignorante e estúpido.
Oxalá a maioria dos cidadãos desperte do torpor e, a 11 de Outubro, dê nas urnas a resposta merecida pelo deputado Giro por escrever um texto abjecto, com o qual presta um mau serviço ao partido, a Alcochete e à comunidade