Em Alcochete o terreno é geralmente plano (a maior elevação ronda os 60 metros), mas fora dos centros urbanos não há bermas seguras para peões e muito menos para ciclistas.
Tomemos como exemplo quatro vias extensas, com tráfego intenso, que interligam aglomerados populacionais interdependentes e significativos: Estrada Municipal 501 (Alcochete-Samouco), Estrada Municipal 502 (Alcochete-Atalaia/Fonte da Senhora), Estrada Nacional 119 (Alcochete-São Francisco-Montijo) e Caminho Municipal 1003 (da EM502 à EN119, em São Francisco).
Em todas há espaço livre suficiente mas nenhuma tem bermas arranjadas, sendo perigosas e inseguras para ciclistas e pedestres porque desrespeito pelos outros é o desporto favorito de demasiados automobilistas. Basta atentar na quantidade de lixo acumulado nas bermas, lançado borda fora de veículos em movimento, para perceber quanta incivilidade por aí campeia.
Contrasensos de um concelho plano com excelentes condições naturais para marchar, passear e andar de bicicleta, actividades impossíveis sem riscos significativos porque se desprezam limites de velocidade e nenhum autarca reparou atempadamente na carência de obras pouco dispendiosas e imprescindíveis para o bem-estar de residentes.
Espero que isto seja contemplado em alguma lista de prioridades de candidatos com outra cultura e mais respeito pelas pessoas. Mas que as promessas não fiquem no papel, porque disso estamos fartos.
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28 julho 2008
29 fevereiro 2008
'Betonização' na Fonte da Senhora
Está publicado no «Diário da República» desta sexta-feira (29 de Fevereiro), entrando em vigor no dia imediato, o Plano de Pormenor da Quinta de Paço de Arcos — Fonte da Senhora (situada atrás da igreja da Atalaia), contemplando uma área de intervenção com a superfície total de 21,94 hectares – equivalente a cerca de 23 campos de futebol.
O projecto tem alguns anos e fora aprovado perto do termo do mandato autárquico anterior (Junho de 2005), mas só agora estará em condições de avançar, sendo implantado num espaço classificado no actual PDM de Alcochete como Espaço Agrícola — Espaço Rural de Categoria I.
Até há poucos meses existiam ali eucaliptos, o que não sendo arborização recomendável era preferível à substituição por centenas de mamarrachos de betão. Diga adeus a mais um espaço agrícola! Viva a "betonização"!
O plano não fornece pormenores técnicos suficientes para uma análise detalhada. O número de fogos previsíveis ronda os 768 e menos é possível avaliar quanto a áreas delimitadas como não impermeabilizáveis. Conhecem-se apenas generalidades: edifícios de três e quatro pisos (alguns com estabelecimentos para comércio e serviços), um lote destinado a comércio, serviços e indústria compatível com espaço urbano e moradias unifamiliares isoladas e em banda.
A observação das plantas denuncia a opção por impressionante carga de construção, escassas áreas de recreio e lazer e as habituais dúvidas quanto a espaço suficiente para estacionamento próprio de veículos em edifícios de habitação colectiva.
Nada se vislumbra no plano que demonstre respeito pelo desenvolvimento sustentável. Um aspecto profundamente negativo é o atravessamento de uma linha de alta tensão em parte do loteamento.
Posso ter um "olhómetro" defeituoso mas avalio que a população da Fonte da Senhora quintuplicará em meia dúzia de anos, albergando mais gente que a freguesia de São Francisco na actualidade.
Presumindo também que, duas vezes ao dia, mais um milhar de veículos irão atravancar as estradas da Atalaia e Real, bem como o troço da EN118 entre as rotundas do Sporting e do Entroncamento, resta ainda saber o que se planeou para resolver um novo problema em que, habitualmente, as mentes brilhantes pensam tarde e a más horas.
No plano de pormenor há espaços reservados para equipamentos de utilização colectiva, tais como:
a) Instalação de Equipamento de Saúde/Social;
b) Instalação de Equipamento Pré -Escolar e Escolar (Centro Escolar Integrado: Creche, Jardim de Infância e Escola EB1);
c) Instalação de Equipamento Sócio/Cultural;
d) Instalação de Equipamento Lúdico;
e) Instalação de Equipamento Desportivo;
f) Instalação de Equipamento Municipal.
Mas pergunto: quem financia e quando será iniciada a construção desses equipamentos?
Para rodapé deixo ainda duas interrogações importantes, a que o plano também não responde:
1. Será este o primeiro empreendimento imobiliário de Alcochete com iluminação pública e aquecimento de água inteiramente garantidos por energia solar?
2. Será este o primeiro empreendimento imobiliário de Alcochete com duas redes de água separadas: uma para rega, lavagens e usos sanitários e outra de água para consumo humano?
P.S. - Recomendo, a propósito do assunto acima tratado, a leitura de uma recente entrevista do arq.º Gonçalo Ribeiro Telles, transcrita na íntegra no blogue «Estrago da Nação». Que belas lições continua a dar esse senhor de 85 anos!
O projecto tem alguns anos e fora aprovado perto do termo do mandato autárquico anterior (Junho de 2005), mas só agora estará em condições de avançar, sendo implantado num espaço classificado no actual PDM de Alcochete como Espaço Agrícola — Espaço Rural de Categoria I.
Até há poucos meses existiam ali eucaliptos, o que não sendo arborização recomendável era preferível à substituição por centenas de mamarrachos de betão. Diga adeus a mais um espaço agrícola! Viva a "betonização"!
O plano não fornece pormenores técnicos suficientes para uma análise detalhada. O número de fogos previsíveis ronda os 768 e menos é possível avaliar quanto a áreas delimitadas como não impermeabilizáveis. Conhecem-se apenas generalidades: edifícios de três e quatro pisos (alguns com estabelecimentos para comércio e serviços), um lote destinado a comércio, serviços e indústria compatível com espaço urbano e moradias unifamiliares isoladas e em banda.
A observação das plantas denuncia a opção por impressionante carga de construção, escassas áreas de recreio e lazer e as habituais dúvidas quanto a espaço suficiente para estacionamento próprio de veículos em edifícios de habitação colectiva.
Nada se vislumbra no plano que demonstre respeito pelo desenvolvimento sustentável. Um aspecto profundamente negativo é o atravessamento de uma linha de alta tensão em parte do loteamento.
Posso ter um "olhómetro" defeituoso mas avalio que a população da Fonte da Senhora quintuplicará em meia dúzia de anos, albergando mais gente que a freguesia de São Francisco na actualidade.
Presumindo também que, duas vezes ao dia, mais um milhar de veículos irão atravancar as estradas da Atalaia e Real, bem como o troço da EN118 entre as rotundas do Sporting e do Entroncamento, resta ainda saber o que se planeou para resolver um novo problema em que, habitualmente, as mentes brilhantes pensam tarde e a más horas.
No plano de pormenor há espaços reservados para equipamentos de utilização colectiva, tais como:
a) Instalação de Equipamento de Saúde/Social;
b) Instalação de Equipamento Pré -Escolar e Escolar (Centro Escolar Integrado: Creche, Jardim de Infância e Escola EB1);
c) Instalação de Equipamento Sócio/Cultural;
d) Instalação de Equipamento Lúdico;
e) Instalação de Equipamento Desportivo;
f) Instalação de Equipamento Municipal.
Mas pergunto: quem financia e quando será iniciada a construção desses equipamentos?
Para rodapé deixo ainda duas interrogações importantes, a que o plano também não responde:
1. Será este o primeiro empreendimento imobiliário de Alcochete com iluminação pública e aquecimento de água inteiramente garantidos por energia solar?
2. Será este o primeiro empreendimento imobiliário de Alcochete com duas redes de água separadas: uma para rega, lavagens e usos sanitários e outra de água para consumo humano?
P.S. - Recomendo, a propósito do assunto acima tratado, a leitura de uma recente entrevista do arq.º Gonçalo Ribeiro Telles, transcrita na íntegra no blogue «Estrago da Nação». Que belas lições continua a dar esse senhor de 85 anos!
Rótulos:
construção,
Fonte da Senhora,
urbanismo
25 março 2006
Pinhal do Concelho

Quem parte de Alcochete para a Atalaia, se virar à esquerda imediatamente antes de entrar nesta freguesia do Montijo, passa por Fonte da Senhora, mais à frente Pinhal do Concelho e, por fim, chega a Torroal.
Desta feita, vou falar um pouco de Pinhal do Concelho. Esta localidade do concelho de Alcochete parte o coração a quem a visite. As estradas, de terra batida, fazem o favor de mandar os amortecedores dos carros para a sucata. No Verão, o inferno daquelas gentes são as núvens de pó; no Inverno são as poças de água e lamas.
Mas há mais: pelo menos em parte, a rede de esgotos pública não funciona segundo o testemunho de vários moradores.
De estradas e esgotos peço informações à Câmara na minha qualidade de cidadão. A transcrição da resposta respeitante ao assunto aqui tratado é a seguinte: «No Pinhal do Concelho existem caminhos públicos e privados. Nos locais onde existe rede de esgotos, a mesma, naturalmente é pública» sic. Esta resposta, que acusa uma tergiversação, pretende passar um atestado de menoridade mental ao munícipe, estratégia subrepticiamente usada também pela Câmara anterior.
A partir daqui, cada um que julgue em consciência.
Rótulos:
Câmara Municipal,
Fonte da Senhora,
Pinhal do Concelho,
Torroal
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