28 janeiro 2011

Praia dos Moinhos: Pinhal do Concelho

Praia dos Moinhos: Pinhal do Concelho

A edição de hoje (28-01-2011) do Jornal do Montijo fala de um protesto popular contra as estradas do Pinhal do Concelho.
Vejam o que eu escrevi neste blog sobre o mesmo tema a 25-03-2006, era Luís Franco Presidente da Câmara Municipal de Alcochete havia pouco tempo.
Estamos perante o completo desprezo desta câmara comunista devotado aos munícipes.

27 janeiro 2011

Um mosaico da saga com a CMA sobre o meu processo para construção de uma casa

No dia 13-12-2010 recebi uma carta da Câmara Municipal de Alcochete (CMA), dizendo o conteúdo da mesma que o meu projecto fora aprovado e que eu poderia requerer a emissão do respectivo alvará de construção cuja taxa de licenciamento era de 3.182,77 euros (sensivelmente 640 contos em moeda antiga).
Considerando eu que a taxa exigida pela licença de construção era excessiva, apresentei no dia 22-12-2010 uma reclamação ao Exmo Sr. Presidente da CMA, dizendo-me várias pessoas que este tipo de pedidos, na maior parte dos casos, costuma ser atendido. De facto, a casa que vou construir é na zona histórica da vila, a menos de 40 metros da Igreja Matriz, com todas as infra-estruturas existentes no terreno, conservando eu a mesmíssima fachada que lá está há, pelo menos, 100 anos.
No dia 24-01-2011, mais de um mês depois da minha reclamação, é expedida para mim pela CMA uma carta com dois conteúdos distintos.
Reza o primeiro assim: «Na sequência da reclamação registada nos nossos serviços sob a referência de 10/12/23 - 15237 apresentada por V. Exa a qual mereceu a nossa melhor atenção, informo que após análise da mesma se conclui, nos termos da informação técnica que junto se anexa, pela manutenção do valor de [...] 3.182, 77 [euros], respeitante à taxa devida pela licença de execução da operação urbanística supra referenciada» sic.
Segue-se assinatura bem identificada.
«...[...]Os termos da informação técnica que junto [foi] anexa...», isto é, o segundo conteúdo reza assim: «Decorrente da reclamação anexa [referência à minha reclamação], o que provocou a revisão dos cálculos, confirmam-se os valores indicados; as taxas foram calculadas nos termos da regulamentação em vigor e de acordo com orientação superior; por falta de enquadramento, as isenções e reduções referentes às taxas urbanísticas previstas no n.º 10 do Regulamento e Tabela de Taxas não são aplicáveis» sic.
Assinatura ilegível de um técnico.
A pergunta que faço é a seguinte: isto merece o nome de uma informação técnica?
O montante 3.182,77 euros resulta do somatório de várias parcelas, cada uma destas relacionada com os ditames da regulamentação em vigor. Por que não me é feito o descritivo sub lege, como penso merecer na minha qualidade de cidadão e munícipe, das taxas aplicáveis ao meu pedido de licença de construção?
Os amigos que têm acompanhado desde o início todo este meu caso com a CMA aconselharam a desembaraçar-me desta instituição que manifestamente despreza o munícipe e a seguir em frente com a minha vida. Foi o que achei por bem fazer, embora eu me veja perseguido pela CMA. Por que razão? Por ser cristão-católico assumido e tomar a defesa da Igreja? Por ser anti-comunista declarado e público? Por ser Presidente da Comissão Política do CDS-PP/Alcochete?
Talvez, mais brevemente do que muitos pensam, tudo isto ficará muito claro para todos.

22 janeiro 2011

A Farda do Forcado


Dedico este texto ao grande forcado alcochetano António José Pinto.
Será que a partir da farda do forcado - jaqueta, barrete, cinta, etc. - eu posso catapultar-me para a defesa da Festa Brava? É que nós temos que continuar neste afã de nos questionarmos por que razão esta é tão insanamente atacada nestes tempos.
Mas antes de entrar propriamente no meu texto de natureza ensaística, eu devo apressar-me a declarar, assegurando a inteligibilidade do mesmo, que vejo na revolução o mal e na contra-revolução o bem.
Nesta conformidade, posso avançar já com a ideia de que há uma incompatibilidade doutrinária entre a revolução e qualquer farda.
A farda, pela sua simples presença, afirma implicitamente algumas verdades, embora genéricas, de índole contra-revolucionária.
De facto, o forcado dá-nos a lição de que existem valores que importam mais que a própria vida e pelos quais se deve morrer. Ora isto é contrário à mentalidade socialista (lato sensu), toda feita de horror ao risco e à dor, de idolatrização da segurança e de supremo apego à vida terrena.
Por outro lado, a forcadagem é defensora de uma moral por estar totalmente fundada sobre ideias de honra, de força posta ao serviço do bem e dirigida contra o mal.
O que acabo de dizer é mais uma achega para vermos as razões que levam a revolução a atacar tão desordenadamente a Festa Brava, inserindo-se esta no universo contra-revolucionário por travar a progressão dos socialismos.

20 janeiro 2011

Outra vez a defesa da Festa Brava


A Festa Brava insere-se num universo conservador, a Deus graças.

Ex abrupto, a pergunta que se coloca é esta: como é que é possível alguém reclamar-se de afición pelos toiros e ao mesmo tempo esteja dominado pelo espírito revolucionário? Estas pessoas, ao fim e ao cabo, são mais perigosas que os inimigos declarados da Festa Brava, porque, objectivamente, combatem esta dentro das suas próprias tronqueiras.

Ora as astúcias dos inimigos da Festa Brava teriam, sem dúvida, menos sucesso se não lhes estendessem a mão um grande número dos que se dizem aficionados. Estes - como disse em cima - são mais perigosos que os inimigos declarados, não só porque os secundam nas diatribes insanas, como também, sob uma aparência de integridade, incitam imprudentes e enganam pessoas honestas que se insurgiriam coerentemente contra o erro que é o ataque à Festa Brava.

Eis por que estes pseudo-aficionados dividem os espíritos, rompem a unidade e debilitam as forças que seria necessário reunir contra o inimigo.

18 janeiro 2011

Lição de Vida!

Caros condóminos e leitores atentos,

Permitam-me que reparta com todos vós este VERDADEIRO exemplo de vida.

Pensem nisto!

Fernando Pinto
Deputado Municipal Partido Socialista

bancadapsalcochete@gmail.com

A marxização do ensino em Portugal


Sustentava entre colegas que o principal cancro do Ensino em Portugal circunscreve-se à elevação do aluno a centro do Sistema Educativo, estabelecendo eu um paralelismo entre esta trágica mudança do pós 25 de Abril e a divinização do homem desde o humanismo antropocêntrico.
Logo me foi dito de rompão que os grandes humanistas eram cristãos.
É verdade. Na afirmação de que os humanistas do séc. XVI eram cristãos não há novidade, mas há a distinção de que Dante (1265-1321) abre A Divina Comédia com a noção de pecado ("Nel mezzo del cammin di nostra vita/mi ritrovai per una selva oscura,/ché la diritta via era smarrita.") e Camões (1525?-1580), logo no primeiro verso de Os Lusíadas ("As armas e os barões assinalados") coloca o homem (barões), qual titã, no centro do decassílabo a receber o acento predominante.
Cristão e católico era Tomás Morus (1478-1535) que não deixou de dar com A Utopia uma mãozinha à ideologia utópica de Karl Marx (1818-1883), uma vez que um e outro, representantes dos Ícaros e Prometeus de todos os espaços e tempos, não contaram com o pecado original (criminalidade hereditária) para a arquitectura das ilhas de sonho que apresentaram à Humanidade.
Ora o que vemos é que o ensino em Portugal caminha paulatina mas firmemente para a marxização dos conteúdos: prioridade do praticismo sobre o conhecimento, da acção sobre a moral, do quantitativo sobre o qualitativo...tudo resultando na destruição do ser.
Em conclusão, o humanismo antropocêntrico de quinhentos não queria subjectivamente este homem apenas horizontal do séc XXI, mas objectivamente contribuiu, e muito, para o mundo que hoje nos cerca e faz sofrer.

16 janeiro 2011

Estes homens são homens?


De que princípios e valores os meus detractores - quer nas ruas de Alcochete quer aqui neste blog - estão revestidos?
Quem na rua deu visibilidade ao ataque ao meu filho, vai ter que se justificar em Tribunal. Mas como é que eu me posso defender dos anónimos cobardes neste blog?
Dizem-me que a Polícia Judiciária poderá resolver estes casos de ofensas anónimas na Internet. Será que me obrigarão a enveredar por esse caminho?
Uma vez que encontram dificuldades no ataque à minha pessoa, decidem cevar-se no meu filho. Estes homens são homens?
O meu filho responde pelas opções e posições do pai no seio da sociedade?
Não julguem que com este fait divers me desviam um milímetro dos reais problemas de Alcochete: marxização dos eventos culturais, transmutação subliminar dos valores dos nossos pais e avós, aumento dos funcionários da Câmara, novo Centro de Saúde do Samouco que não funciona, promessas ao povo alcochetano que são mero espectáculo, desprezo pela resolução dos problemas do munícipe, marasmo em Alcochete neste séc. XXI, etc.
Não me desviarão nem um milímetro.

14 janeiro 2011

Sou anti-comunista e reaccionário

Comentando um comentário de anónimo que envolve a minha pessoa, devo aqui deixar claro o seguinte: se alguém sabe, de verdade, que eu ao longo da minha vida fiz e/ou disse qualquer coisa que me torna indigno como homem e professor dos filhos dos outros, saia do anonimato e escarrapache tudo neste blog, referindo o quando, o onde e a quem fiz e/ou disse qualquer coisa que me torna indigno como homem e professor dos filhos dos outros.
Eu não estou a insinuar que não tenho pecados, porque, se estivesse a insinuar que não tenho pecados, toda a minha estrutura mental ruiria por terra. Eu tenho pecados e de todos eles me arrependo, mas há pecados e pecados.
Quanto às acusações de que sou anti-comunista e reaccionário, é evidente que sou anti-comunista tal como sou anti-fascista, uma vez que comunismo e fascismo têm de comum o partido único, a polícia política, o culto do chefe, a censura, o corte das liberdades individuais, o peso pesado do Estado sobre a sociedade, etc., e sou reaccionário no sentido de que reajo ao comunismo, isto é, faço o exercício da reacção contra o comunismo, o que considero um dever impreterível do homem-homem.

13 janeiro 2011

Da categoria feminista de género ao conceito de mobilidade.


Quase não há nenhuma publicação da Câmara que não nos confronte com a palavra género. Esta é uma das palavras do politicamente correcto. Artigo sobre o feminismo que a dispense é para deitar ao caixote do lixo.

Mas saberão os piratas do politicamente correcto o que é a categoria de género, mesmo quando empregam esta palavra? Eu fiz os seminários de um Mestrado em Estudos sobre as Mulheres (Universidade Aberta) e sei que a apreensão do sentido desta categoria não é facil.

Por género entende-se as práticas de educação para o menino e para a menina. Por outras palavras, as múltiplas culturas da Humanidade desde que esta é Humanidade atribuem papéis aos meninos que em várias vertentes se distinguem dos que são atribuídos às meninas.

Ora eu pergunto: se o menino e a menina são diferentes, não será natural que os pais tenham discursos também diferentes para o que é diferente?

Por exemplo, quaisquer pais nunca direccionarão o discurso para a maternidade se falam com rebentos varões.

Mas ao fim e ao cabo, o que é afinal o género? O género mais não é do que a diferença de poder entre homens e mulheres. O que se pretende saber é: quem tem poder sobre quem? Para iludir esta questão, impõe-se a igualdade de género através de uma legislação que faz tábua rasa do que há de mais sagrado no ser humano, nomeadamente a identidade.

E quando se houve falar da luta contra a discriminação de género, saiba-se que, no fundo, se fala da igualdade de género, esta responsável por uma espécie de indiferenciação entre masculino e feminino. A partir daqui, cada um(a), qual célula estaminal com poder de escolha sobre si próprio(a), decide a orientação sexual que quer: heterossexualidade (passando esta a estar démodé), homossexualidade, bissexualidade, transexualidade, etc., etc., etc.

Em conclusão, género é uma categoria que extrai a sua carga conceptual do marxismo e ameaça empurrar-nos para a pior das escravidões alguma vez sofrida por homens e mulheres à face da terra.

Outra palavra do politicamente correcto à qual não teríamos o direito de nos furtarmos é mobilidade.

Quando leio estes textos escritos por gente sem alma na imprensa local, vem-me à cabeça a ideia de que estas esquerdas querem substituir liberdade por mobilidade.

Mas o que é esta mobilidade?

Esta mobilidade é a deslocação física de pessoas e coisas sob condições - dizem - sustentáveis (forçosamente tenho que embarcar nos clichés da tribo para não parecer um extraterrestre).

E então a mobilidade cívica, política, ética, moral, cultural, religiosa, espiritual, etc.?

Onde está a mobilidade cívica de um autarca que ofende gratuitamente um jovem por este pretender dar de beber a uma cadelinha num bebedouro público em vez de aproveitar a ocorrência para o exercício pedagógico do civismo?

Onde está a mobilidade política, ética e moral de uma câmara que quase exige tomar conhecimento prévio dos conteúdos de um jornal sob ameaça implícita de bloquear o envio dos próprios materiais de informação e publicidade para esse órgão de comunicação?

Onde está a mobilidade cultural de uma câmara que politiza os eventos culturais e abafa a cultura de raiz popular? Por que razão a Câmara Municipal de Alcochete não toma posição explícita sobre a Festa Brava, quando esta hoje sofre ataques como nunca os houve em Portugal?

Onde está a mobilidade do respeito devido à religião por parte de uma câmara que não desmunicipaliza a Fundação João Gonçalves Júnior, quando a fundadora, D.ª Mariana Gonçalves, colocou a sua doação sob a égide da Igreja Católica?

Onde está a mobilidade espiritual da câmara se esta é comunista e se o comunismo nega o Transcendente? Ou haverá uma espiritualidade intramundana como a que defende o ambientalismo? Que querem? Reduzir a mobilidade ao passeio da carne? NUNCA!

12 janeiro 2011

Nota de Impresa do PSD de Alcochete






NOTA DE IMPRENSA

Na sequência da Sessão Pública de Câmara realizada no passado dia 9 do corrente mês, na qual foi discutido e aprovado por maioria o Orçamento, o Plano Plurianual de Investimentos e as Grandes Opções do Plano (GOP”s) do Município para o ano de 2011, a Secção Concelhia do Partido Social Democrata / Alcochete vem, por este meio, trazer ao conhecimento público algumas das medidas, que considera pertinentes, para inclusão naqueles documentos e que, ao abrigo do Estatuto de Oposição e a convite do seu Presidente, teve ocasião de apresentar em oportunidade ao executivo autárquico.
Para o efeito, de realçar, desde logo, nas Funções Sociais a área prioritária da Educação. Devido às prementes e crescentes necessidades do concelho no que concerne à questão da Educação, torna-se, aos dias de hoje, consensual e evidente que, em especial no âmbito do 1º ciclo do ensino básico, o parque escolar em Alcochete se encontra em ruptura, não só pela má qualidade e deterioração dos equipamentos existentes como pela insuficiência das instalações, quer para a actividade lectiva quer para as actividades de enriquecimento curricular.
Assim, com vista a dar resposta no curto prazo a este estado de coisas, para além da construção do centro escolar de S. Francisco, assinala-se ser imperioso incluir nas (GOP’s) de 2011 a construção do centro escolar da Quebrada Norte, projecto que constituía prioridade do executivo e que agora se vê uma vez mais adiado para os anos seguintes.
Pelo que, face a esta situação e à inércia do executivo CDU em atacar tão sensível questão com a celeridade que se impõe, o PSD propôs o imediato arranque deste projecto para 2011.
Importa referir ainda que, nesta área, o PSD considera também ser indispensável incluir nas (GOP’s) do próximo ano, a ampliação e remodelação da escola da Restauração cujas instalações carecem de uma intervenção urgente, vindo assim, desta forma, ao encontro daquilo que a comunidade escolar vem exigindo há já algum tempo.
Por outro lado, no domínio das Funções económicas, com vista ao investimento e criação de emprego, o PSD entende que terá de ser adoptada nos próximos anos uma politica substancialmente diversa daquela que vem sendo seguida pelo executivo, introduzindo-se um sentido profundamente inovador e acabando-se com o seu carácter eminentemente despesista.

Nesse sentido, propôs-se o seguinte:



1. Criar um gabinete "Via Verde Empresário", a funcionar junto ao Gabinete de Apoio ao Munícipe, igualmente a criar, ou, em alternativa, na dependência do Sector de Empreendedorismo e Inovação/Divisão das Actividades Económicas e Turismo, para acompanhamento e apoio aos processos de prospecção, instalação e licenciamento de empresas no concelho.
2. A possibilidade de utilização do instrumento fiscal da autarquia como agente potenciador da captação de investimento privado, dirigido a empresas ou actividades estratégicas, aplicando-se nomeadamente as seguintes medidas:
a) Isentar do pagamento da derrama pelo período de três anos de actividade as novas empresas que se instalem;
b) Isentar do pagamento da derrama por um período de dois anos as empresas que, a partir de determinado ano, aumentem em mais 25% os postos de trabalho em permanência;
c) Isentar de taxas municipais as novas empresas que se instalem com mais de 20 postos de trabalho em permanência.

Por último, julga-se conveniente esclarecer toda a opinião pública local que, sendo o Orçamento e as Grandes Opções do Plano da total e inteira responsabilidade do executivo CDU em funções, foi, contudo, preocupação do PSD apresentar as medidas atrás enunciadas, as quais, embora propostas num quadro muito abreviado, visam, mesmo assim, contribuir de alguma forma para a melhoria da qualidade de vida da população de Alcochete e alavancar a economia local, tão carenciada está de um forte impulso dinamizador, capaz de a fazer sair do marasmo em que actualmente se encontra.

Alcochete, 28 de Dezembro de 2010

O Presidente da Comissão Política

Luiz Branco Batista



11 janeiro 2011

O Orçamento do Engano!

Foram aprovados na última Assembleia Municipal realizada em 21/12/2010, pela maioria CDU, as Grandes Opções do Plano (PPI e AMR’s) para os anos 2011/2014 e o Orçamento para 2011. O contexto económico e financeiro, as dificuldades e a própria situação política, que se vive actualmente em Portugal e um pouco por toda a Europa e pelo Mundo, cuja tendência de evolução para o presente ano é de agravamento, exige a todos os responsáveis políticos uma gestão de grande contenção de gastos e um esforço de criação de sistemas de apoios aos mais desfavorecidos. Ou seja, uma atitude de elevada consciência social em que a coesão seja a mola impulsionadora de toda a acção dos poderes políticos, em ambiente de elevada escassez de recursos.
Seria, deste modo, de esperar uma contenção no orçamento, assim como, mais apoios sociais. Puro engano! O orçamento aumentou cerca de 370.000€ (1,8%) e nem um cêntimo para Realojamento de Famílias ou Comparticipação a Famílias no âmbito do Programa de Recuperação de Imóveis Degradados e a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens viu a sua verba reduzida em mais de 170%.
Mas já lá vamos. Antes, para que se entenda bem do que vamos falar a seguir, vou recuar cerca de um ano, à Assembleia de apresentação do Orçamento para 2010. Aí, o Sr. Presidente da Câmara definiu as principais linhas políticas para o ano que agora findou. A saber: criação do Gabinete de Apoio ao Munícipe – Balcão Único (não executado); Construção dos Centros Escolares (o de S. Francisco está em construção e o da Quebrada terá os projectos concluídos durante este ano); Ampliação da Escola da Restauração (não executado); Candidatura à regeneração da Frente Ribeirinha de Alcochete (aprovada); Construção de um Reservatório de água no Samouco (não executado); Construção do Complexo Desportivo e de Lazer do Valbom (concluído); Ampliação do canil/gatil (não executado). Ou seja, orçamenta-se e publicita-se muito e faz-se pouco.
Mas voltemos a 2011 e comecemos por olhar para os valores da Receita: como é possível que em tempo de crise e de austeridade e quando o PCP “apregoa aos sete ventos” que o Orçamento de Estado, entretanto aprovado na Assembleia da República, vai levar o país à recessão, este executivo preveja receber mais 20% de Derrama? Quer dizer, o país, por um determinado período de tempo, vai entrar numa fase de contracção do seu ciclo económico, mas as empresas do concelho vão ter mais lucros tributáveis! Isto é coerente? E com a crise da construção que é do conhecimento público, será realístico prever receber 1 milhão de euros em obras e loteamentos? Em 2009, apenas foi executado cerca de 250.000€ e embora não hajam dados de 2010, não me parece que, de facto, tenha melhorado. Da mesma forma, como se pode prever um aumento das receitas de IMT na ordem dos 8%? Será que as transacções de imóveis vão aumentar num período de crise? E mais alguns exemplos, que me parecem claramente empolados: Ocupação de via pública: cerca de + 2800% (8.487€ em 2010 e 250.000€ previstos para 2011!); Publicidade: + 1300% (17.593€ previstos para 2010 e 250.000€ para 2011); Ramais, ligações e colocação de contadores: +20%, se praticamente não existem obras novas, como se justifica este aumento?)
Mas deixemos agora de lado a receita e olhemos para a Despesa. E aqui, caros munícipes, mais uma grande surpresa: as Despesas Correntes do Município aumentaram! Quando ninguém esperava que tal acontecesse, eis que aumentaram 3%! Ou seja, as despesas “fixas” da máquina municipal engordaram, em vez de perder peso e diminuir. As despesas com o pessoal diminuíram, fruto dos cortes salariais impostos pelo orçamento de estado, mas dentro destas, só mesmo as remunerações diminuíram, porque os Abonos variáveis ou eventuais aumentaram 30%, sendo que as despesas com a Segurança Social tiveram um incremento de 11%. Quanto à rubrica de Aquisição de bens e serviços cresceu 22%, com especial destaque para os Combustíveis e lubrificantes – novo aumento, desta feita de 3%, totalizando 276.973€ (em 2 anos esta rubrica aumentou 46%!), Limpeza e higiene que subiu 65%, 100.000€ para Comunicações, mais de 40.000€ para Publicidade (panfletos, outdoors, etc…) e ainda os Juros e Outros Encargos tiveram um aumento de 60%. No meio de tudo isto, os Bombeiros Voluntários de Alcochete recebem os mesmos 35.000€ de apoio ao seu funcionamento…
Debrucemo-nos, finalmente, nas Grandes Opções do Plano, que são compostas pelo Plano Plurianual de Investimentos e as Actividades Mais Relevantes. Ou seja, define o investimento no município para o ano de 2011. Aqui, a grande relevância de investimento vai para a Construção do Centro Escolar de S. Francisco e para o Programa de Regeneração da Frente Ribeirinha de Alcochete, dois projectos de vital importância para o Concelho. No entanto, existem outros investimentos, alguns que até já estavam previstos para 2010 e voltam a figurar nas Grandes Opções do Plano com a projecção da sua realização para o presente ano, como, por exemplo, a Recuperação do Campo de Jogos Exterior da Escola E.B.2,3 El Rei D.Manuel I, a elaboração da carta da REN, entre outros; ou então foram adiados, tal como a criação do Espaço do Empresário e Empreendorismo que estava prevista para o presente ano, mas foi estendida para 2012, como se não fizesse falta estimular o emprego em Alcochete. Contudo, registe-se a incongruência de algumas acções previstas para 2010, que não foram realizadas e que agora surgem em concretização para este ano de 2011 e para outros anos subsequentes, com aumentos francamente consideráveis. Senão, vejamos: Construção do Reservatório Apoiado no Samouco, em 2010 custaria 367.500€. Em 2011 está previsto investimento de 28.798€ e em 2012 de 480.251€, o que totalizará mais de 500.000€, cerca de +38%! Ou, por exemplo, a Construção do Canil/Gatil, que em 2010 tinha estimado um investimento de 75.000€ e em 2011 custará 98.649€, ou seja, cerca de mais 30%.
Em conclusão, mais uma vez, o executivo não conseguiu reduzir a despesa corrente autárquica, descobrindo receitas num oásis em perfeita mutação. Na procriação destas falsas expectativas, empola-se o Orçamento, mesmo convictos de que não vão cumprir com a maior parte dos investimentos orçamentados. No fim, cá estaremos à espera das justificações habituais.

Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS
bancadapsalcochete@gmail.com

Mais depressa que se pensa isto pode acontecer em Portugal.



O deputado federal Jair Bolsonaro mostra o que o Partido dos Trabalhadores (PT) e respectiva militância gayzista oferecem a uma nação maioritariamente cristã: a doutrinação escolar das crianças, incentivando-as às práticas do homossexualismo. Um crime grotesco realizado à escala nacional.
Sabe-se que as crianças ainda não estão maduras sexualmente e que uma formação normal, uma vida psicológica sem traumas e desprovida de influências nefastas torná-las-ão logicamente adultos heterossexuais.
Mas os comunistas e progressistas em geral não querem saber nada disso. Pretendem, quais deuses fossem, redesenhar a moralidade e o comportamento humano de acordo com premissas totalitárias, passando por cima da família e pisando os factos mais elementares da natureza humana.

09 janeiro 2011

Um dia com Cavaco Silva


Encontrei-me, pelas 10h30, dia 08-01-2011, com o sr. Luís Batista, Presidente do PSD/Alcochete, no Largo do Poço. Depois de tomarmos café na Londres, partimos para o Montijo.
No Montijo, frente ao Cinema Teatro Joaquim d'Almeida, juntei-me ao sr. António Carapinha, companheiro mais pontual que eu, cumprimentei o Dr. Manuel Almeida e vi o sr. Bento Ferreira, Presidente do CDS-PP/Montijo. No conjunto, penso que estava ali mais de uma centena de pessoas. A maioria do pessoal seria do PSD/Montijo, mas também se viam sociais-democratas de Alcochete.
Cavaco Silva chegou já depois das 11h00. Na comitiva vinha também o deputado centrista da Assembleia da República e Presidente da Distrital Nuno Magalhães com quem falámos.
Quando a maioria dos apoiantes presentes de Cavaco Silva já tinha cumprimentado o candidato, o António e eu fomo-nos posicionando para ver se também o cumprimentávamos, o que sucedeu, recebendo eu, além do aperto de mão, duas palmadinhas no ombro dadas pelo Presidente da República com aquela familiaridade de quem já me conhecesse. Mas é claro que eu nunca tinha sido visto alguma vez por Cavaco Silva. Quando este era primeiro ministro, a redacção do Jornal "Echo d'Alcochete" recebeu um cartão de congratulações dirigido ao director daquele mensário que era eu. Custa-me, no entanto, presumir que em tão poucos segundos o candidato em campanha estabelecesse alguma relação com factos de um passado já tão distante.
Depois, António e eu seguimos para Setúbal. O tema da conversa foi o sr. Bento Ferreira, pessoa que identifico, mas com a qual nunca tive o prazer de falar na minha vida.
Chegados ao Pavilhão Antoine Velge localizado no Estádio do Vitória de Setúbal, já lá estava muita gente. Não tivemos dificuldade em escolher a nossa mesa. Bem eu queria lançar o meu olhar de observador atento e discreto a todos os pontos daquele amplo espaço se tal privilégio me fosse concedido por tanta força de histórias do meu companheiro António. Mesmo assim, não me passou despercebida a chegada do General Ramalho Eanes. Eu fiz questão em cumprimentar um homem verdadeiramente merecedor deste nome como poucos houve depois do 25 de Abril.
Finalmente, chegou o candidato Cavaco Silva, verdadeiro delírio com toda aquela música por Portugal e bandeiras agitadas no ar.
Seguiram-se os discursos. Primeiro o do mandatário distrital da candidatura, homem inflamado, proferindo aqui, acolá e além frases estruturalmente de esquerda, sem eu saber ao certo se por deficiência política ou se por estratégia, inclinando-me para a segunda hipótese. A seguir, subiu ao palco o candidato Cavaco Silva a Presidente da República cujo discurso foi o de um verdadeiro líder e homem de Estado.
Vem o almoço que paguei: havia bom vinho, tinto e branco, o caldo quentinho estava uma delícia, trouxeram os pratos - arroz de pato e bacalhau com natas - sobremesa e café.
E agora o regresso e a cadeia de histórias do meu companheiro António até casa.
Valeu a pena.

Marxização da cultura em Alcochete

A Gramática é um universo feito de regra.
Ora o ódio à Gramática é o ódio à liberdade. Na verdade, sem regra não há pensamento rigoroso e sem este não há liberdade. Eis por que quanto mais regra mais liberdade.
Quando uma criança fala, é com a lógica aristotélica que fala, pois lógica gramatical e filosófica são uma só.
Destruir a Gramática é destruir os alicerces de uma civilização, exactamente o que visa o marxismo, ideologia pneumopatológica do comunismo porque receia os conceitos filosóficos por sofrer de logofobia.
Quando falamos de regra, do que estamos a falar? Estamos a falar de ordem que, inexoravelmente, vem antes e é condição sine qua non da liberdade.
Mas a ordem não é um produto do real, porque se tal admitíssemos, estávamos a criar os pressupostos para a afirmação de que Deus, a Ordem Suprema, é produto do real. Isto é o que defende o marxismo porque não reconhece a ordem do logos na constituição do ser. Este é destruído para escancarar as portas à revolução encarada como a única realidade: "...novos modos de dizer a realidade a partir de uma nova gramática" sic.
Carregar na imagem para ver melhor.

06 janeiro 2011

Cavaco veta o diploma de simplificação de mudança de sexo - Sol


Cavaco veta o diploma de simplificação de mudança de sexo - Sol

Eis do que se entretêm bloquistas, comunistas, verdes, socialistas e até gente do PSD.

O Grupo de Forcados Feminino de Benavente


Já não me recordo onde, mas posso garantir que em tempos defendi a integração de mulheres em grupos de forcados.

Como de costume, todos se riram de mim...quando eu sei que a primeira reacção do ignorante é rir.

O que me diziam era que os seios impedem as mulheres de pegar toiros, pensando eu cá comigo que o par de bolas que os homens também têm não os inibe de pegar toiros.

Por sugestão de José Alberto Terras, visitei o blog http://aficionadosdamoita06.blogspot.com/, deparando-me com uma cena muito para lá do que eu tinha pensado há anos: o Grupo de Forcados Feminino de Benavente.

Hoje, elas pegam novilhos cujo tamanho já mete respeito; amanhã, certamente, aventurar-se-ão aos toiros, estando nós conscientes de que, sejam pegadores ou pegadoras, é sempre a epopeia da coragem e esforço que se canta.


05 janeiro 2011

Sou...


Se não fosse patriota, entraria em contradição sempre que denuncio o comunismo; não me assumo monárquico, mas não me repugnaria nada uma monarquia constitucional; sou aficionado porque descobri que a Festa Brava é um travão ao avanço do comunismo; sou conservador no sentido de que defendo a mudança como meio e não como fim.

04 janeiro 2011

De Marx e Engels a Alcochete


O Manifesto Comunista (1848) de Karl Marx e Friedrich Engels começa assim: «A história de todas as sociedades até ao momento presente é a história das lutas de classes».

Meus amigos, vamos à verdade, pois só com esta eu me entendo. Tempos já lá vão que me levaram atrás desta cantilena repugnante, tempos esses que correspondem aos mais negros da minha vida.

Aquelas palavras de Marx e Engels expressam talvez a maior idiotice que recaiu sobre a humanidade desde que esta é humanidade.

Imaginemos que Aristóteles ressuscitava e que a primeira coisa que lhe davam a ler era aquele primeiro parágrafo de O Manifesto Comunista. Ao Estagirita dar-lhe-ia logo um colapso e cairia de novo na tumba.

Mas por que perdemos a capacidade de recuar às causas das coisas?

A expansão do Império Romano que teve a ver com as lutas de classes? Nem estas tiveram alguma coisa a ver com a Reconquista Cristã cuja causa foi o alargamento do território e a dilatação da Fé Cristã.

Eis também por que, quando se defende que Alcochete é terra fundada pelos Romanos, postergamos a nossa História para a bruma dos tempos, obliterando o inimigo estrutural, o árabe, contra o qual nos levantámos como nação independente.

03 janeiro 2011

Da Fundação da Nacionalidade a Alcochete

A Fundação da Nacionalidade firmou-se na luta contra o inimigo estrutural que era o árabe, vulgarmente conhecido por mouro, do Latim maurus, escuro.
Tomados aos mouros por D. Afonso Henriques os castelos de Lisboa (1147) e Palmela (1148), Alcochete cai na posse dos cristãos.
Aqui cabe uma pergunta: Alcochete teria sido terra moçárabe, isto é, terra de cristãos submetidos aos árabes? Nada sobre isto nos diz a tradição. O que esta nos diz é que Alcochete foi fundada pelos árabes. Ora, pelos estudos que fiz, sei que não há nenhuma tradição absolutamente gratuita.
Costumava dizer o professor Francisco Leite da Cunha, a plenos pulmões, que a Igreja Matriz de Alcohete se erguia sobre uma antiga mesquita árabe, prática habitual por parte dos grupos da reconquista cristã: os vencedores, para selar a posse das terras, destruíam o templo dos vencidos e sobre a mesma área sagrada erguiam o próprio templo.
Passei o dia deste último Natal em Silves, sendo-me dito por amigos que a Sé desta cidade algarvia foi construída sobre uma mesquita.
Então, por que razão há pessoas em Alcochete, nomeadamente o sr. Miguel Boieiro, a defender que Alcochete é uma terra fundada pelos Romanos? Na minha visão das coisas, o posicionamento dessas pessoas almeja varrer da memória colectiva a luta que nos opôs aos árabes, nos agregou e levantou do chão como nação.
Assim, com uma subtileza que tem o condão de passar por inocente, o assumido comunista Miguel Boieiro dá o contributo para o esbatimento do patriotismo a favor do internacionalismo totalitário.

02 janeiro 2011

Imprensa árabe chama 'massacre' ao ataque na igreja de Alexandria - Sol

Imprensa árabe chama 'massacre' ao ataque na igreja de Alexandria - Sol

Ainda sobre a aliança estratégica das esquerdas e Islamismo

O Islamismo não é contrário à propriedade privada porque defende o mercado livre. Todos sabemos que este não existe sem aquela.
O que o Islamismo quer é submeter o mundo à Sharia, a lei islâmica.
O crente do Islão crê que tem acesso directo ao Absoluto. Esta crença, atenuada no Cristianismo pela fé no Mediador Jesus Cristo, reflecte-se na própria conduta do fiel a Alá, propenso à posição absoluta face a todas as dimensões da vida.
Esta mundividência, dada ao homem pelo Islão, posiciona-se na onda dos totalitarismos tão prezados por não poucos parasitas do capitalismo, caso de megacapitalistas ou, talvez melhor dito, metacapitalistas que vêem nos socialismos, tendo a aquiescência destes, o instrumento ideal para a consecução e execução dos planos mais macabros que hoje pesam sobre as cabeças dos homens e mulheres de todo o mundo.
Evidentemente que para quebrar o capitalismo normal (sujeito a normas), urge desfalcar os consumidores porque são estes que dão vida àquele, razão por que é defendida a redução drástica da população mundial, estando toda a liberalização sexual, por mais incrível que pareça à primeira vista, a favor dessa mesma redução.
Por outro lado, a admissão do mercado livre por parte da lei islâmica vai submeter-se à liberdade da Sharia que não é igual à liberdade do mundo cristão. Assim, poderá haver mercado, mas não aquele, que hoje, entre nós, é uma garantia de direitos individuais.
Se o destino da Humanidade fosse este, voltaríamos, mutatis mutandis, à Idade Média, isto é, ao domínio de alguns senhores sobre os servos que bastassem.
Não vou apresentar a vasta bibliografia, parte da qual possuo, que sustenta todas estas ideias. São autores de todo o mundo, homens do mais alto gabarito intelectual, espalhados pelas universidades dos cinco continentes.
No entanto, não resisto a informar que um dos grandes sábios que mais contribuiu para despertar a minha consciência política foi Eric Voegelin.