-Foi lançado, com grande pompa e circunstância, o Programa de Acção para a Regeneração da Frente Ribeirinha de Alcochete, o qual conta com dezoito projectos específicos, alguns em parceria com entidades públicas e outros com entidades privadas;
-Encontra-se em fase de discussão e participação pública o famigerado Plano Estratégico de Desenvolvimento de Alcochete (PEDA);
-Está prevista nas GOP"s e PPI, em execução, a remodelação do espaço envolvente à praia de Samouco e a requalificação da zona de ancoradouros e do cais palafítico aí existente;
-A Junta de Freguesia do Samouco prepara-se, uma vez mais, antes da abertura da época balnear, para proceder à limpeza e alguns arranjos na praia por forma a torná-la mais agradável aos seus utilizadores.
Perguntar-se-à: o que têm umas coisas a ver com as outras? Aparentemente nada...
Vejamos então.
Em todos os citados instrumentos de planeamento e gestão da CMA e no plano de acção da JFSamouco, a praia do Samouco é referida como um espaço a intervencionar mas apenas numa perspectiva de lazer e recreação. Embora todos saibam que este local necessita, na sua margem direita, de uma mais vasta remodelação. Nela está instalado um aglomerado de construções em madeira, popularmente designadas por "barracas", cuja dimensão o tornou depreciativamente conhecido pelo "Camboja". Uma das maiores zonas de construção totalmente clandestina existentes no concelho.
Por outro lado, a reserva natural do estuário do Tejo constitui, aos dias de hoje, um enorme manancial de pesca e recolha de bivalves, susceptível de alavancar um sector com amplas potencialidades de crescer no concelho. Para além da excelência do sal que pode ser produzido...
Também o mar, enquanto agente económico, vem sendo sucessivamente invocado como um nicho de actividade a merecer a maior atenção (até o PR o tem, muitas vezes, afirmado).
Todavia, em nenhum daqueles documentos, nem em qualquer fórum de discussão, onde se "pense Alcochete", a importância económica da praia do Samouco tem sido devidamente identificada. Nem avaliada a influência que o rio pode ter no rendimento de largo número de famílias e na oferta de mais emprego.
A frente ribeirinha apenas é falada como zona de oferta turística e lazer; como espaço de visitação e educação ambiental; como área protegida; como zona de manutenção das comunidades de flora, fauna e conservação dos espaços húmidos e da mancha de "salgado" e, por último, como área a carecer de requalificação ao nível do centro histórico da vila de Alcochete.
Quer dizer, para a CMA, a Fundação das Salinas, o ICNB, a Fundação João Gonçalves e a APL o uso do rio passa pela conservação da biodiversidade, pelo incremento do turismo, pela construção de novos equipamentos de lazer e pela recuperação do centro de Alcochete. Um objectivo louvável e ambicioso. Mas um paradigma onde a vertente económica não é ponderada.
Ora, todas as propostas apresentadas pecam por não valorizar as dinâmicas económicas que o rio oferece no segmento das pescas e actividades afins. Revelam uma estratégia míope neste domínio. Não considerar o estuário como um espaço de empreendedorismo e de enormes potencialidades empresariais denota um clamoroso erro de planeamento.
Nem o PEDA, nem o Programa da Frente Ribeirinha integram qualquer tipo de intervenção para a praia do Samouco. As GOP"s e PPI falam nela por falar, sem previsão para fazer o que seja e a Junta com isso não se preocupa, pois nem a questão suscita Lamentavelmente...
Pela praia do Samouco, entram todos os dias no Tejo, de barco ou a pé, pela vazante da maré, centenas de pessoas para se dedicarem à pesca tradicional (corvina, robalos, linguados, enguias, etc,) e à apanha de bivalves. Poucos na legalidade, quase todos clandestinos.
São toneladas de bivalves e centenas de quilos de peixe do rio que diariamente se escoam pela praia do Samouco. Clandestinamente...
E todas as entidades atrás referidas, especialmente a CMA, que deviam estar atentas a este fenómeno, assobiam para o lado...o que se vê é apenas o desencadear de acções de repressão, por parte da polícia marítima, contra os pescadores furtivos, muitos deles desempregados que querem é trabalhar.
Um pequeno porto de abrigo, com instalações adequadas para os agentes da autoridade, destinado ao apoio a pescadores, controlo e regulação desta actividade, teria como consequência a desejada legalização da pesca e venda de todo o peixe e bivalves. O fim da clandestinidade associada à respectiva captação de impostos.
Este projecto contemplaria igualmente, na zona adjacente das salinas, a instalação de uma estação de depuração de bivalves, de uma unidade de aquacultura de peixe do rio e a revitalização das salinas.
Estabelecendo parcerias com operadores privados ligados a estas actividades, o conjunto destas iniciativas assumir-se-ia certamente como uma importante estrutura económica no concelho. Aqui se incluiria também a promoção do sal de Alcochete, apostando-se no desenvolvimento de uma marca. Evidentemente que a exploração de todas as salinas do complexo das salinas do Samouco torna viável a criação de uma marca e de uma empresa ( actualmente só duas salinas laboram, a do "brito" e a do "canto", vendendo todo o sal por grosso. Uma pertence à Fundação das Salinas e a outra à Fundação João Gonçalves).
A Fundação das Salinas, proprietária da quase totalidade da zona das salinas, a CMA , o ICNB e a APL, não devem preocupar-se só com os aspectos da conservação da natureza mas também com a implementação de um modelo sócio-económico de desenvolvimento sustentável para o complexo das salinas e para a frente ribeirinha. Este conjunto de projectos (construção do porto de abrigo, instalação de uma depuradora, construção de uma estação de aquacultura e exploração empresarial do "sal de Alcochete") são iniciativas de assinalável alcance estratégico, ainda a tempo de se inserirem no âmbito do PEDA e do Plano de Regeneração da Frente Ribeirinha. Com francas possibilidades de virem a obter os indispensáveis financiamentos comunitários ao abrigo dos programas específicos do QREN, disponíveis para o efeito. Apenas é preciso formalizar protocolos, operacionalizar decisões, lançar os projectos e apresentar candidaturas, tal como se fez com os demais projectos já em andamento.
A CMA já tem parcerias com a APL, com o ICNB, a Fundação das Salinas e a Fundação João Gonçalves...porque não mais uma(s)?
Paralelamente, porque não formular, à Direcção Regional do Ambiente e à Associação Bandeira Azul da Europa, a candidatura com vista à obtenção de bandeira azul para as praias do Samouco e dos Moinhos? Trabalhando previamente sobre os requisitos tal objectivo não parece difícil de alcançar...
O tema que ora trouxe à colação poderia perfeitamente ser canalizado para a CMA através dos canais do Facebook e do Twitter. Contudo, preferi fazer aqui no "Praia dos Moinhos" o seu registo, lembrando que tem de ser a Divisão do Munícipe e Comunicação, através do seu Sector de Comunicação e Imagem, a vir às redes sociais colher as ideias e opiniões que nelas são expressas. Interagindo, discutindo e participando.
Por último, esta de incluir na mesma Divisão, o Sector da Comunicação, Protocolo e Imagem e o Sector de Apoio ao Empresário e Empreendedorismo, não lembra ao diabo...
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21 abril 2011
01 junho 2008
Qualidade da água do rio
19 abril 2008
Das chuvas a Alcochete

As chuvas deste ano fazem-me lembrar que em Alcochete há projectos para recuperar ao rio espaço para a ampliação de vias, vale dar um exemplo, o caso da marginal do Rossio.
Sabemos que se os trabalhos desta envergadura não assentarem na mais rigorosa ciência com muito respeito pela natureza, as consequências podem ser catastróficas e incluir perdas de vidas humanas.
Muitas vezes o Tejo - a História Local o atesta - traz surpresas que não se compadecerão com incompetência humana se o empreendimento dos homens não estiver adequado à realidade.
Ora em Alcochete obras desajustadas à realidade são useiras e vezeiras, cite-se o caso dos crimes levados a cabo pelos comunistas no Moisém e Praia dos Moinhos.
Alcochete tem sido uma terra sofrida desde há décadas até agora porque desde ontem até hoje sempre apareceram homens à frente da gestão concelhia que colocaram os interesses próprios ou de grupo por cima dos interesses das populações.
Sabemos que se os trabalhos desta envergadura não assentarem na mais rigorosa ciência com muito respeito pela natureza, as consequências podem ser catastróficas e incluir perdas de vidas humanas.
Muitas vezes o Tejo - a História Local o atesta - traz surpresas que não se compadecerão com incompetência humana se o empreendimento dos homens não estiver adequado à realidade.
Ora em Alcochete obras desajustadas à realidade são useiras e vezeiras, cite-se o caso dos crimes levados a cabo pelos comunistas no Moisém e Praia dos Moinhos.
Alcochete tem sido uma terra sofrida desde há décadas até agora porque desde ontem até hoje sempre apareceram homens à frente da gestão concelhia que colocaram os interesses próprios ou de grupo por cima dos interesses das populações.
24 julho 2007
O cais de Samouco, para variar

Esta vergonha acaba quando?
Há quase uma década que se promete resolver isto.
Venham outros autarcas porque, com os do costume, não passamos da cepa torta.
06 julho 2007
Vivam as obras públicas!
Se isto for verdade, é Portugal do séc. XXI no seu melhor!
E andava eu a ler uma obra curiosa versando, entre outras coisas, a navegabilidade e a importância económica do Tejo desde o séc. XVI...
E andava eu a ler uma obra curiosa versando, entre outras coisas, a navegabilidade e a importância económica do Tejo desde o séc. XVI...
09 setembro 2006
Auto-estrada líquida
Não conheço na Europa cidade com rio navegável que revele a mesma indiferença de certas localidades portuguesas em relação a esse benefício.
No entanto, de vez quando aparece alguém a recordar que uma auto-estrada líquida serve para mais alguma coisa que o despejo de esgotos.
Agora lembraram-no em Santarém.
E nós a ver passar porcaria e imundice...
No entanto, de vez quando aparece alguém a recordar que uma auto-estrada líquida serve para mais alguma coisa que o despejo de esgotos.
Agora lembraram-no em Santarém.
E nós a ver passar porcaria e imundice...
23 abril 2006
Estarei errado?
20 abril 2006
Bom exemplo de recuperação

Tenho um saco cheio de promessas de recuperação da magnífica orla ribeirinha do concelho de Alcochete, embora não veja nem um centímetro de obra feita. E não me contento com aquela amostra em curso na Praia dos Moinhos.
Já se prometeu de tudo um pouco (de circuitos pedonais a vias para ciclistas, passando pela requalificação ambiental do espaço entregue à Fundação das Salinas do Samouco) e, inclusive, algo que me desagrada: hotéis no lugar das antigas secas de bacalhau.
Temos um dos mais longos e belos panoramas sobre o Tejo (são cerca de 9kms do Sítio das Hortas à Praia de Samouco), mas inaproveitados, abandonados e improdutivos, apesar de me parecer que, com imaginação e o planeamento adequado, dessa obra poderia fruir a generalidade da população. E creio ser possível autofinanciá-la, através da concessão de espaços e das infra-estruturas de apoio.
Por motivos que não vêm ao caso, ultimamente a minha vida está dividida entre Alcochete e Coimbra. Há cerca de uma década que não revia em pormenor a cidade do conhecimento, que cresceu e se modernizou sem abandonar, destruir ou adulterar, aparentemente, alguns dos seus ex-libris.
Há dias, sentado numa esplanada do novo e magnífico Parque Verde do Mondego – construído no prolongamento do exemplarmente conservado Parque Manuel Braga, junto à margem direita do rio (aquela em que se situa o centro histórico da cidade) – dei comigo a pensar quantos novos empregos, negócios e atractivos ganharia Alcochete se alguém passasse das promessas aos actos e tratasse da recuperação da jóia do nosso concelho, a sua orla ribeirinha.
Era minha intenção colher meia dúzia de imagens para vos mostrar o tal Parque Verde do Mondego mas, como na Internet se encontra quase tudo o que é preciso, deixo-vos esta preciosa página como referência, por conter belas imagens captadas por Dias dos Reis, um artista da fotografia que não conheço (é também dele a imagem acima, que reproduzo com a devida vénia).
Consultem atentamente as imagens que indiquem Parque Verde do Mondego (ou Parque do Mondego) e o Parque Manuel Braga.
O primeiro (com cerca de 400.000m2) é novo e nem sequer está ainda totalmente concluído. O segundo é antigo e conhecido, mas continua bem tratado e conservado.
Parece-me serem dois bons exemplos, para Alcochete, em termos paisagísticos.
Digam-me se preferem o que temos ou o que se fez em Coimbra.
16 março 2006
Podemos comer descansados?
2006-02-06
Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Gabinete do Ministro
Nota de imprensa
Esclarecimento sobre o mercúrio no estuário do Tejo
1. A contaminação por mercúrio no estuário do Tejo é do conhecimento da comunidade científica desde há pelo menos 20 anos e resultou de actividades industriais na região de Lisboa numa época em que as preocupações com a qualidade ambiental eram menores. O primeiro estudo com divulgação internacional foi realizado em 1985 (Figuères et al, Estuarine, Coastal, Shelf Sciences, 20, 183-203);
2. O compartimento do estuário mais influenciado por estas descargas é o sedimento, devido à elevada afinidade do mercúrio às partículas sólidas que o constituem. O trabalho mais recentemente publicado indica a existência de duas zonas no estuário (junto ao Barreira e na Cala Norte) com níveis elevados de mercúrio e monometilmercúrio (Canário et al, 2005. Marine Pollution Bulletin, 50, 1121-1125);
3. Não existem, no entanto, segundo os resultados das análises efectuadas periodicamente pelo INIAP/IPIMAR (Instituto Nacional de Investigação Agrária e das Pescas / Instituto de Investigação das Pescas e do Mar) evidências de que os resíduos de mercúrio nos recursos da pesca capturados neste estuário ultrapassem o limite máximo permitido;
4. A dinâmica do estuário do Tejo, assim como as frequências operações de dragagem, favorecem a dispersão dos contaminantes retidos nos sedimentos. Para além disso, foi observada uma exportação considerável (mais de 50%) de mercúrio para a atmosfera sempre o sedimento fica exposto à radiação solar (Canário & Vale, 2004. Environmental Science and Technology, 35, 3901-3907);
5. O conhecimento da intensidade e amplitude da contaminação por mercúrio é indispensável para avaliar e gerir os riscos, designadamente quando se pretende incrementar o ordenamento do litoral e avaliar a qualidade dos recursos da pesca e da qualidade do ar;
6. Foi solicitado à Fundação para a Ciência e Tecnologia (MCTES) apoio para aprofundar estudos com vista ao melhor conhecimento do ciclo de mercúrio no estuário do Tejo e identificar eventuais situações de risco.
26 janeiro 2006
O esgoto
Quando, por incúria do homem, um rio é mero cano de esgoto, o resultado é este: o estuário do Tejo continua entre os mais poluídos da Europa.
A fonte de poluição por mercúrio está agora mais perto de Alcochete.
Convém ler também esta informação esclarecedora. E ainda esta do Parlamento Europeu.
Continuem a banhar-se e a pescar nestas águas...
A fonte de poluição por mercúrio está agora mais perto de Alcochete.
Convém ler também esta informação esclarecedora. E ainda esta do Parlamento Europeu.
Continuem a banhar-se e a pescar nestas águas...
17 janeiro 2006
E nós com o rio tão perto...

Leiam esta notícia e digam lá se seria necessário virem indicações e fundos de Bruxelas relacionados com a navegação fluvial. Qualquer ser inteligente que contempla o rio pensou nisto inúmeras vezes, sem nunca compreender porque nos limitámos, há décadas, a fazer dele um imenso esgoto.
Atenção ao teor da notícia original (em inglês e francês), que pode ser lida aqui.
05 janeiro 2006
Está instalado novo pontão flutuante
Demorou quase um ano mas está, enfim, instalado o novo pontão flutuante na ponte-cais de Alcochete. Sem ele, os pescadores profissionais e desportivos corriam sérios riscos.
A notícia do facto pode ser lida aqui.
Obrigado APL, mais vale tarde que nunca.
Falta ainda repor farolins de sinalização e reparar os apagados no canal de acesso, outro problema que põe em risco a navegação.
A notícia do facto pode ser lida aqui.
Obrigado APL, mais vale tarde que nunca.
Falta ainda repor farolins de sinalização e reparar os apagados no canal de acesso, outro problema que põe em risco a navegação.
02 janeiro 2006
Fim de ano em Samouco

Tentado por familiares, pela primeira vez entrei no novo ano junto à praia de Samouco. É, de facto, um ponto privilegiado de observação dos locais de lançamento de fogo-de-artifício em Lisboa e Almada.
Garante quem lá esteve em anos precedentes que, pouco a pouco, vai aparecendo mais gente. Sem exagero, este ano foram umas largas centenas. Dizem-me que, no ano passado, seriam algumas dezenas.
Pretendo com esta singela nota chamar a atenção para duas coisas:
1. Trata-se de um dos locais mais bonitos e atractivos do concelho, cuja beleza natural é apenas manchada pelo eterno adiamento da construção de um novo cais palafítico. O actual é uma vergonha! Apesar da crise económica, não creio que a obra seja excessivamente dispendiosa. De comum acordo, a Administração do Porto de Lisboa e a câmara conseguirão melhorar ali muita coisa. De caminho deveria ser dagrado o canal de acesso das embarcações, actualmente inoperacional na baixa-mar.
2. Não seria de planear algo mais atractivo para os que acorrem à praia de Samouco no final do ano? Bastaria, por exemplo, que os proprietários do restaurante e da discoteca Moinho da Praia planeassem uma contagem sonora decrescente para a chegada do novo ano, encontrando uma forma de rentabilizar comercialmente a infra-estrutura exterior existente na sua propriedade, inaproveitada nesta época do ano. Mesmo que o sucesso comercial da iniciativa dependa, em grande medida, do estado do tempo, há sempre formas de pôr a imaginação a trabalhar e de limitar os danos da eventual contrariedade da chuva.
01 janeiro 2006
Uma ideia!
Eu costumava dizer aos meus amigos que uma fabrica de botões em Alcochete seria mais benéfica para o Concelho do que a Freeport. Curiosamente, não me lembro de alguém alguma vez ter refutado esta ideia que cheguei a espalhar em órgãos de comunicação social.
A verdade é que nós temos a Freeport que neste momento faz a travessia do deserto, sem que seja preciso ostentar um curso de economia para ver tão triste realidade.
Tudo isto precisa de uma cambalhota porque, uma vez que temos este Outlet, não ficaremos mais ricos com um hipotético fecho de portas.
As pessoas vêm a Alcochete por causa da Freeport. E se fosse ao contrário? Se viessem à Freeport por causa de Alcochete?
Para tal, a primeira coisa a fazer era tornar digno e atractivo para carros, bicicletas e peões o acesso àquele empreendimento comercial.
Paralelamente, criar-se-iam parques de estacionamento-automóvel na periferia da vila.
Depois, devia-se recorrer a ofertas culturais (museus, folclore, artesanato, fado, tauromaquia, gastronomia regional...) e dar estímulos legais à restauração.
O Tejo e as salinas poderiam ser uma atracção para muita gente desde que se promovessem eventos que não entrassem em ruptura com as nossas tradições, mas que as continuassem sem escudar a face ao sopro dos novos ventos.
Assim, a Freeport, sinal do nosso tempo, entraria em diálogo com uma terra que tem muitos séculos de história, daí advindo ganho para ambas as partes.
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