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11 fevereiro 2009

Novos estatutos da Fundação das Salinas do Samouco



Foi publicado nesta terça-feira e entrou hoje em vigor o Decreto-Lei n.º 36/2009, que visa adaptar a estrutura organizacional e de gestão da Fundação para a Protecção e Gestão Ambiental das Salinas do Samouco (dica de Paulo Benito).


Que novidades? Eis as principais:

- Passam a ser instituidores da fundação o Estado, a Lusoponte, o Município de Alcochete e o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB);
- A Lusoponte presta à fundação, de modo gratuito, apoio na área administrativa e financeira ou noutras que forem acordadas com o conselho de administração da fundação e na gestão técnico-operacional do Complexo das Salinas do Samouco;
- O conselho de administração é composto por três membros, sendo o presidente nomeado por despacho dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do ambiente, do ordenamento do território, das obras públicas e dos transportes, sob proposta da Lusoponte. Os dois vogais são nomeados pelo Município de Alcochete e pelo ICNB;
- O conselho consultivo é composto por todos os instituidores, incluindo o Estado, e por todos aqueles aos quais o conselho, por deliberação devidamente fundamentada e tomada por maioria absoluta dos seus membros, atribua tal qualidade, tendo em atenção os relevantes serviços prestados à Fundação ou os particulares méritos que neles concorram face aos fins da fundação;
- Estão fixadas até 2030 as dotações financeiras da fundação, a cargo da Lusoponte, a qual suportará no ano corrente 363.509€ de custos operacionais e 372.674€ de investimento.

Em finais de 2006 escrevi neste blogue dois textos sobre o tema. Parece-me oportuno sugerir a leitura de ambos: aqui e aqui.

25 setembro 2008

Quem matou Abel?

Na centésima edição (24-09-08) do Jornal de Alcochete, a história de Frederico Varela, irmão de José Francisco Varela (Zé Serralha) está muito mal contada.
Na verdade, as coisas não são assim tão simples como se lêem no referido semanário. Este, inclusive, deixa mal colocado o herói invocado, porque se Zé Serralha foi quem escreveu no alcatrão o grito de incentivo à greve do sal (1957), seria homem de hombridade suficiente para se entregar à PIDE, declarando-se culpado, em vez de deixar que o irmão fosse torturado pela atroz polícia política.
A história foi outra. O paz-d'alma do Frederico foi denunciado à PIDE.
Quem denunciou Frederico?

26 março 2008

02 fevereiro 2006

Recomendação de leitura (7)

Convém ler esta notícia, relacionada com os bombeiros de Alcochete e o complexo comercial.
E também esta, respeitante à fundação das salinas de Samouco.

01 janeiro 2006

Uma ideia!

Eu costumava dizer aos meus amigos que uma fabrica de botões em Alcochete seria mais benéfica para o Concelho do que a Freeport. Curiosamente, não me lembro de alguém alguma vez ter refutado esta ideia que cheguei a espalhar em órgãos de comunicação social.
A verdade é que nós temos a Freeport que neste momento faz a travessia do deserto, sem que seja preciso ostentar um curso de economia para ver tão triste realidade.
Tudo isto precisa de uma cambalhota porque, uma vez que temos este Outlet, não ficaremos mais ricos com um hipotético fecho de portas.
As pessoas vêm a Alcochete por causa da Freeport. E se fosse ao contrário? Se viessem à Freeport por causa de Alcochete?
Para tal, a primeira coisa a fazer era tornar digno e atractivo para carros, bicicletas e peões o acesso àquele empreendimento comercial.
Paralelamente, criar-se-iam parques de estacionamento-automóvel na periferia da vila.
Depois, devia-se recorrer a ofertas culturais (museus, folclore, artesanato, fado, tauromaquia, gastronomia regional...) e dar estímulos legais à restauração.
O Tejo e as salinas poderiam ser uma atracção para muita gente desde que se promovessem eventos que não entrassem em ruptura com as nossas tradições, mas que as continuassem sem escudar a face ao sopro dos novos ventos.
Assim, a Freeport, sinal do nosso tempo, entraria em diálogo com uma terra que tem muitos séculos de história, daí advindo ganho para ambas as partes.