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06 outubro 2009

Trocar a liberdade por um prato de lentilhas?

Os comunistas, ao longo destes últimos quatro anos, nada fizeram concretamente a favor dos munícipes; apoiam projectos megalómanos para a usurpação da Praia dos Moinhos às populações do Concelho de Alcochete e vizinhos; esbanjam dinheiros públicos em distribuição indiscriminada às associações e em comezainas; não explicam por que razão António Luís Rodrigues, sempre candidato à vereação, foi remetido para a Assembleia Municipal; são responsáveis por um dos candidatos da CDU, simultaneamente à vereação da Câmara e Assembleia Municipal, o sr. Jorge Giro, agredir fisicamente o então candidato pelo PSD à presidência da Assembleia Municipal, Dr. Luís Proença; até hoje, não apresentaram o programa às eleições autárquicas de 11 de Outubro...
Depois disto, será que os eleitores vão dar a vitória aos comunistas?
O quê? Trocar a liberdade por um prato de lentilhas?
Eu não vou nessa!

05 outubro 2009

De Jerónimo de Sousa ao vice-presidente da CMA

O Secretário Geral do PCP, sr. Jerónimo de Sousa, esteve em Alcochete no dia 03-10-09, proferindo, entre outras, as seguintes declarações que, conforme leio no Diário de Notícias publicado a 2009-10-04, passo a citar: «Jerónimo de Sousa destacou as "apetências que podem existir" nesta zona face à construção do novo aeroporto, salientando que "as questões de construção e ambientais vão precisar muito, muito, de uma câmara da CDU, onde o trabalho, a honestidade e competência são uma marca distintiva em relação a qualquer outra força política"» (negrito meu).
Perante estas afirmações, como justificam os comunistas de Alcochete o afastamento do vice-presidente da Câmara, que, por sinal, era o vereador responsável pela apreciação dos processos de urbanismo?
O vice-presidente foi madraço? Foi desonesto? Foi incompetente?
Os eleitores do Município de Alcochete precisam de respostas a estas perguntas em tempo útil.

01 outubro 2009

Hoje...

Hoje (30-09-09) tenho andado às voltas com o site do PCP local, mas não consigo chegar ao programa dos camaradas. Será que os leigos ficam à porta ou será inabilidade minha?

29 setembro 2009

ESTÁ VISTO...

ESTÁ VISTO QUE ESTES AUTARCAS COMUNISTAS NÃO FIZERAM NADA AO LONGO DOS ÚLTIMOS QUATRO ANOS.

28 setembro 2009

A obra comunista

Vários têm sido os autores e comentadores deste blog que perguntam pelo que fez esta Câmara ao longo dos últimos quatro anos.
A resposta vem pela mão do próprio presidente da edilidade no desdobrável de informação da Câmara Municipal, n.º 17, Set., 2009.
A quem se depara com o longo texto de Luís Franco pode-lhe parecer que estes autarcas se esfalfaram a trabalhar, mas na verdade tudo se resume, concretamente, à Rua do Mercado, ao Poço de São João, às obras a decorrer na zona desportiva do Valbom, à extensão do Centro de Saúde na freguesia do Samouco e à conclusão da 1ª fase das obras no Passil.
As coisas restantes que escreve o edil dignas de nota são esperanças, caso da apresentação de uma candidatura junto do QREN - PORLVT para requalificar a frente ribeirinha e «...a tão esperada aprovação das candidaturas que viabiliz[e]m a construção dos Centros Escolares de S. Francisco e da Quebrada Norte...» (negrito meu).
Eu vou eleger a extensão do Centro de Saúde na freguesia do Samouco como obra de referência deste mandato comunista. Concordam todos comigo?

23 setembro 2009

Será que não se veja...


Será que não se veja que os comunistas, a fim de se eternizarem no poder, gastam dinheiro dos contribuintes em subsídios indiscriminados às associações de todo o Concelho e em comezainas dadas a centenas de pessoas e depois metem em contentores as crianças como se fossem lixo?

09 setembro 2009

Não sou economista...


Não sou economista, mas tenho a forte intuição de que as «...dívidas que ficaram...» de José Inocêncio não passam de um subterfúgio saloio para esta Câmara esconder a incompetência que a caracterizou ao longo destes últimos quatro anos à frente dos destinos de Alcochete.

08 setembro 2009

Qual a obra emblemática desta Câmara?


Infelizmente, embora José Inocêncio não fosse o político na acepção que Balladur dá a esta expressão, a verdade é que o mandato deste autarca deixou obras emblemáticas, quais sejam o Forum Cultural, a Biblioteca Pública de Alcochete, o Ginásio da Escola El-Rei D. Manuel I, etc.

Qual é a obra emblemática desta Câmara?

04 setembro 2009

Desmistificação


A candidata pelo Partido Comunista à vereação da Câmara Municipal de Alcochete, Susana Custódio, senhora que não tenho a certeza de conhecer, escreveu na edição de 04-09-09 do Jornal do Montijo um artigo de opinião intitulado "Depois do Pão a Educação" que me permito comentar.
A dado passo do texto, pode ler-se: «Na Carta Educativa podemos conhecer quais as acções e projectos propostos com o objectivo de proporcionar a todos as condições de acesso à educação em espaços e equipamentos dignos...». Logo a seguir fala daquilo que chama "Projectos Estruturantes", enumerando-os exaustivamente. E conclui: «A realização destas intervenções está prevista para um período de tempo que se estende até 2015» (negrito meu). Claro que até à data nada foi feito, pois se o fosse, a militante comunista faria de tal facto uma bandeira.
Mais à frente, a articulista engendra o discurso desta maneira: «A Câmara Municipal de Alcochete desenvolveu já todo um trabalho no sentido de criar as condições necessárias para dotar, nos primeiros anos do próximo mandato, o concelho com novos estabelecimentos de ensino...» (negrito meu), passando ela de imediato a discriminá-los. Por fim, a conclusão triunfal: «Desta forma concretizam-se alguns dos principais objectivos indicados na Carta Educativa...» (negrito meu). Mas eu pergunto: "concretizam-se"? Não estou a perceber esta forma verbal no tempo presente do modo indicativo a expressar assim tanta certeza, quando todas «...as acções e projectos...» se enviam para o futuro.
Eis como, através de uma mistificação discursiva habilmente tramada, o leitor menos prevenido fica com a impressão de que a Câmara fez tudo quando não fez nada.

03 setembro 2009

Afinal, que fez esta Câmara?


Esta Câmara não travou o aumento de funcionários; não implementou iniciativas que fizessem frente ao surto de desemprego; não foi selectiva na atribuição de subsídios às associações do Concelho; não aproveitou os fundos comunitários do QREN; não criou nem embelezou novos espaços para o lazer dos munícipes; não deu respostas às graves falhas de sustentabilidade perante o boom habitacional no Concelho; não fomentou uma política de mobilidade; não resolveu minimamente os problemas do estacionamento automóvel em Alcochete; não conseguiu melhorar os acessos ao Forum Cultural nem os da vila ao Freeport.
Afinal, que fez esta Câmara?

02 setembro 2009

Desabafo


Mas que homens são estes que querem ser presidentes de uma câmara? Eles respeitam-se a eles próprios? Abandonaram o Luís Proença, um homem que lutava, quer concordássemos com ele, quer não. O Giro vai aparecer como o grande herói e os votos vão-lhe até dizer que fez bem. Amanhã, a política em Alcochete far-se-á a toque de porrete. É comer e calar. Mas afinal onde estão as leis e a ética em política? Será que vale tudo? Isto é a lei da selva?
Não suporto mais a doença de alguns, a incoerência de outros e o medo de muitos.

01 setembro 2009

Lembro-me onde, quando e de quem...

Jorge Giro foi meu aluno na Escola Secundária Jorge Peixinho quando frequentava os 10º e 11º anos de escolaridade naquele estabelecimento de ensino.
Quem lhe dissesse que acabaria por cair nas malhas do Partido Comunista fá-lo-ia logo rir nessa altura.
Ainda vários anos mais tarde, já na vida profissional, Jorge Giro continuaria a rir-se na cara de quem lhe apontasse o PCP como desfecho para a vida.
Não pense Jorge Giro que eu estou esquecido da sua insurgência contra os comunistas quando, por exemplo, Miguel Boieiro mandou deitar por terra uma série de plátanos ao princípio da estrada directa de Alcochete para o Montijo.
Nesse tempo de indignação de muitos, Jorge Giro admitia mesmo preterir a residência em Alcochete a favor do Montijo.
Jorge, não me venhas dizer que minto. Lembro-me onde foi, quando e de quem estava ao pé e ouviu também.

23 agosto 2009

Duas perguntas que merecem resposta

Meus amigos, a brutal agressão de Jorge Giro a Luís Proença vem-me à cabeça todos os dias. Nos três últimos, eu reflecti sobre este triste caso por terras desse norte de Portugal.
Em nome do homem, eu não posso contribuir para que este caso caia no aparente esquecimento. Na verdade, eu não posso fazer pouco de mim próprio.
Como já disse noutro lugar deste blog, os candidatos comunista e socialista, pelo menos que eu saiba, ainda não tomaram posição pública sobre a brutal agressão do candidato comunista à vereação da Câmara contra o candidato à presidência da Assembleia Municipal pelo PSD. Sei que isto é gravíssimo, pois a atitude daqueles candidatos à presidência da Câmara de Alcochete é a negação do sentido da política no que esta tem de mais nobre.
Luís Franco e António Maduro respeitam a dignidade do exercício dos cargos públicos aos quais se candidam e todos aqueles que querem defender a causa pública?
Ou será que por Luís Proença ser de fora, o caso não merece mais conversa?
São só duas perguntas que penso, estou convicto, que merecem resposta.

NOTA: o ocorrido entre Jorge Giro e Luís Proença é de raiz política. Se o problema não se resolver politicamente com a justeza que reclama, eu concluirei que em Alcochete não existe liberdade política, noção de dignidade humana nem respeito pelas pessoas.

Reflexão política

Ainda não li em lado nenhum, uma explicação ou interpretação sobre uma questão tão visível nas listas da CDU. Como tal, expresso algumas reflexões para quem saiba e/ou tenha a coragem de explicar aos eleitores: por que razão um tradicional elemento na Vereação da CDU e actual número dois na Câmara Municipal é "chutado" para nº 2 da Assembleia Municipal? E vou ainda mais longe, como se compreende ter sido substituído pelo actual nº 4, José Luis Alfélua. Outra situação percebo e deriva da Lei das quotas relegar para nº 4 o actual nº 3, Paulo Machado.
Mas, o que deveria ser explicado aos eleitores com clareza e transparência é a exclusão na lista de candidatos a vereador do actual nº 2.
Não venham com a história da renovação, porque então não apresentavam o "velho dinossauro" Álvaro Costa na lista de candidatos a vereador.
Será que algo se relaciona com a boa ou má gestão das obras que estiveram sobre a sua responsabilidade durante este mandato.
Há outros ruídos que afirmam que se o António Luís tivesse sido Vereador executivo no anterior mandato de maioria socialista não destoava nada nos pontos de contacto.
Qual o fundamento de todas estas reflexões?
E o que dirão os responsáveis políticos de outras candidaturas que continuam a gerir o silêncio total?

20 agosto 2009

Análise sintética às listas de candidatos

Tendo feito uma leitura rápida nos documentos expostos no Tribunal do Montijo e respeitantes aos candidatos autárquicos dos diversos partidos, extraí as seguintes conclusões:
Câmara Muncipal de Alcochete:
1. O CDS-PP apresenta um único morador/recenseado de Alcohcete em 10 candidatos (7+3);
2. A CDU em 14 candidatos apresenta 6 independentes;
3. No PS não foi possivel destrinçar quem são os independentes e um não está recenseado em Alcochete;
4. No PSD em 10 candidatos, 6 são independentes e 2 estão recenseados no Montijo;
5. No BE em 10 candidatos, 1 é recenseado no Montijo e 2 em Fernão Ferro. Não foi possivel distinguir quem são os independentes.


Assembleia Municipal:
1. O BE apresenta 25 candidatos, dos quais quatro são suplentes (pode ter sido lapso de leitura, parece-me que a lista tem de ser rectificada). Dos 25 candidatos, 9 não estão recenseados em Alcochete.
2. No PS em 35 candidatos não foi possivel descortinar quem são os independentes e não foi vislumbrado quem são os não recenseados em Alcochete.
3. A CDU em cerca quarenta candidatos, apresenta 16 independentes.
4. O CDS-PP em 28 candidatos só um mora em Alcochete o mesmo que vai na lista da CMA, aliás há vários cruzamentos de nomes. Também não é possivel distinguir quem são os independentes.
5. No PSD em 28 candidatos, 19 são independentes e 13 não estão recenseados em Alcochete.

Estas informações permitirão fazer as leituras possiveis da credibilidade de algumas condidaturas e do trabalho que deveria ter sido feito ou terá sido conseguido a montante do acto eleitoral. Umas eleições preparam-se com quatro anos de antecedência, é essa a missão dos partidos e a responsabilidade dos dirigentes partidários.

Importa também realçar alguns factos os quais têm interesse de leitura política:
A. Há alguns cruzamentos de nomes nas diversas listas de cada partido, mas o mais relevante é o de Jorge Giro apresentar-se como candidato à CMA e em lugar de destaque de igual modo à AM. Será isto fraqueza da CDU ou o sinal politico por parte do PCP que apoia o acto vergonhoso da agressão?
B. O CDS-PP não se apresenta a votos às Assembleias de Freguesia, voltou aos anos oitenta/noventa!
C. O BE apresenta-se a votos às Assembleias de Freguesia, salvo algum lapso ocorre pela primeira vez.
D. A documentação entregue pelo PS e que corresponde à que foi exposta não é clara e transparente para fazer qualquer tipo de análise desta natureza.
E. No caso do PSD constata-se o elevado número de independentes e não recenseados em Alcochete, não se vislumbrando nas listas um elevado número de tradicionais integrantes destas listas. A única excepção a esta norma, verifica-se na AF do Samouco onde os recenseados/moradores na Freguesia faz o pleno, demonstrativo de algum trabalho politico.

18 agosto 2009

A ignomínia

Quase perfaz uma semana sobre a ignominiosa agressão de Jorge Giro a Luís Proença.
Quando a dita agressão é, com toda a obviadade, de raiz política, ignominiosamente, tentou-se colocá-la no plano pessoal para, a toda a força, o Partido Comunista sair ilibado.
Evidentemente que os comunistas não conseguem enganar todas sa pessoas. Eu estou entre estas.
O que aconteceu a Luís Proença foi uma exímia demonstração de barbárie que contraria os mais elementares princípios civilizacionais.
Porque não somos perfeitos, podemos admitir a hipótese de que Luís Proença, passando por Jorge Giro, o tivesse de alguma maneira provocado, mas o que, de modo nenhum, pode ser obliterado é a desproporcionalidade do acto levado a cabo pelo candidato comunista à vereação da Câmara Municipal de Alcochete.
Há pancadas menos violentas que a de Jorge Giro sobre Luís Proença que podem matar. Tudo depende do lugar onde elas caem.
Em termos individuais, não pouca é a responsabilidade de Jorge Giro perante a sua consciência relativamente aos factos ocorridos entre si e Luís Proença, mas em termos políticos, o grande responsável por tudo o que ocorreu é Luís Franco, candidato à presidência da Câmara Municipal de Alcochete pelo PCP porque este partido é cúmplice por figuras de segundo plano que lhe são afectas se manifestarem sistematicamente nos meios de comunicação social, resguardando na retaguarda as figuras de proa.
Como é que os resultados poderiam ser outros?

14 agosto 2009

Ponto Final

Por razões de reserva de privacidade removi as minhas fotos aqui publicadas evidenciando os sinais da agressão fisica perpetrada por Jorge Giro.
As fotos da minha agressão correram o país e gerou-se um enorme movimento de solidariedade em torno de mim, manifestação que se traduziu em centenas e centenas de mensagens que recebi por diversas formas , mormente através das redes sociais em que intervenho.
Pela primeira vez identifico pelo nome o meu agressor na medida em que na vasta cobertura que a imprensa nacional (escrita e televisiva) promoveu desta lamentável ocorrência , aquele assumiu pessoal e claramente a autoria pela agressão de que fui vitima.
Mantenho de forma inabalável que não tive qualquer responsabilidade no acto insano praticado por JG.
As motivações para a agressão foram clarificadas por JG à imprensa , perante a qual tentou mistificar uma justificação para a sua atitude.
As motivações e os factos serão agora apreciadas em sede própria,pelo que não faz mais sentido «chafurdar» no sangue num espaço que aprendi a apreciar e a respeitar.
A minha participação neste Blogue cessa portanto aqui , agradecendo uma vez mais a Fonseca Bastos a honra que me concedeu em poder ser um dos respectivos condóminos.
Até sempre e muito Obrigado.

13 agosto 2009

Praia dos Moinhos: Retirem as Vossas conclusões por favor.

Aqui fica o link para a noticia publicada na TVI:
http://www.tvi24.iol.pt/politica/alcochete-violencia-luis-proenca-eleicoes-jorge-giro-tvi24/1081911-4072.html

Retirem as Vossas conclusões por favor.


Eis o link para o texto publicado no Alcochetanidades no qual Jorge Giro descurtina «insultos» ao seu filho com que tenta justificar a agressão...

Leiam e retirem as Vossa conclusões.


Já agora tiveram oportunidade de ver os «sinais de agressão» no rosto do Jorge Giro na entrevista que deu à TVI e que passou no Telejornal de hoje e os sinais da agressão cobarde que sofri ...
Acrescento que segundo me foi dito no Hospital do Montijo o corte de cerca de 6 cm na vertical do sobrolho que sofri não poderia ter sido provocado por um simples soco. Teve de envolver o uso de um objecto contundente...
PS: Caso tivesse agredido Jorge Giro no rosto como aquele de forma ardilosa anda a divulgar , podem ter a certeza que aquele não apresentaria o rosto imaculado que exibiu para a TV. Vergonhoso...

12 agosto 2009

Sangue Politico em Alcochete

Fui durante 12 anos autarca noutro concelho.
Durante esse largo período de tempo travei nos jornais locais e nos órgãos autárquicos em que desempenhei as minhas funções duríssimas batalhas contra adversários políticos comunistas , socialistas e até do CDS.
Nessas batalhas politicas visei e fui visado com palavras duras , por vezes violentas dirigidas ao politico e às politicas , legitimamente proferidas no contexto da luta politica , contexto que exige daqueles que ocupam cargos políticos o poder de encaixe necessário capaz de lhes permitir enfrentar em termos adequados as criticas , repito , por vezes violentes , a que qualquer Politico digno desse nome , tem forçosamente de sujeitar-se.
Apesar da extrema dureza que esse combate politico envolveu em determinadas fases mais exacerbadas da agenda politica , a verdade é que nenhum dos intervenientes que conheci , em qualquer partido , confundiu o ataque politico com um ataque que visasse a sua singularidade como pessoa.
Fruto do respeito por esse principio , é com enorme prazer que ainda hoje reencontro em clima de grande amizade e até de saudosismo por essas lutas do passado , antigos adversários políticos desse concelho ,tendo inclusivamente chegado a ser advogado de alguns deles ( nomeadamente de dois autarcas comunistas ) durante um período que coincidiu precisamente com essas «batalhas» politicas , sem que tal prejudicasse essa relação profissional.
Foi com este espírito que encarei a minha intervenção politica em Alcochete.
Tal opção revelou-se contudo totalmente inadequada ao contexto politico local.
Fruto de um período de quase 30 anos de poder exercido pelo mesmo partido neste concelho , Alcochete não desenvolveu um espírito de cultura democrática de tolerância que permita aos intervenientes políticos agirem no pressuposto que os ataques políticos não vão ser assumidos como ataques pessoais.
O intervalo de quatro anos no exercício desse poder , ao invés de modelar no sentido positivo a cultura democrática alcochetana , parece , pelo contrário , ter acirrado a postura intolerante de quem julga ter direito genético ao poder eterno neste Concelho
Quando comecei a intervir nos Blogues , Praia dos Moinhos e Alcochetanidades , senti desde logo uma reacção desmesurada dos visados políticos , que manifestamente e de forma imprópria num contexto democrático normal , interiorizaram essas criticas como ataques pessoais.
Tal tendência exacerbou-se ainda mais quando a nova Direcção do PSD de Alcochete tomou posse em Outubro de 2008 e assumiu desde logo uma postura de oposição activa e visível ao poder instalado em Alcochete desde há décadas.
Neste últimos dias , fruto de maior visibilidade do PSD durante as Festas do Barrete Verde e das Salinas 2009 , visibilidade que teve o seu culminar com a disponibilização do Touro Mecânico que obviamente ainda chamou mais atenção para a presença laranja durante as festas , situação a que o poder comunista local estava pouco habituado , acentuaram-se as manifestações de incómodo e de nervosismo , bem evidenciadas pelo recrudescer de insultos e comentários neste blogue visando a minha pessoa e não a pessoa do politico da oposição.
Ainda há meia dúzia de dias uma alcochetana me dizia que «eu devia ser maluco e inconsciente» por fazer uma oposição tão declarada em Alcochete.
Sinceramente não a levei muito a sério , mas estou arrependido.
Na actividade politica há sempre aqueles que mais se expõem na intervenção nos jornais e nos blogues.
São os que mais dão a cara pelos respectivos partidos que mais facilmente se tornam alvo do combate politico. É absolutamente normal que assim aconteça.
Esses , mais do que os outros , devem estar preparados para perceber que tudo se passa no contexto da tal luta politica , e que atacam e são atacados como Políticos e não na singularidade das suas pessoas.
Luís Proença e Borges da Silva no caso do PSD , Luís Franco e Jorge Giro no caso da CDU.
Ontem , pelas duas da manhã , quando circulava na Rua Ruy Sousa Vinagre junto à Junta de Freguesia de Alcochete cruzei-me com um autarca comunista e candidato pela CDU nas eleições de Outubro.
Depois de me ter cruzado com ele senti um empurrão pelas costas.
Quando me tentava reequilibrar e voltar para perceber o que é que se estava a passar , o autarca comunista em causa , atingiu-me com um soco na face.
Não reagi , nem procurei desforço.
Desde há muito que aprendi que a diferença básica entre os animais e os homens reside essencialmente na nossa capacidade de gerir os nossos instintos básicos e primitivos.
Um Homem com H grande não é qualificado pela forma como usa os punhos contra adversários desprevenidos , mas sim pela superioridade que revela num contexto de adversidade quando mostra a si mesmo que ceder a instintos animalescos não é a melhor solução.
A verdade é que fui agredido fisicamente por um adversário politico.
Mais do que as lesões físicas resultantes dessa agressão , bem visíveis na foto e no sangue que manchou a camisola de campanha do PSD/Borges da Silva que trazia vestida , o que mais importa e mais interessa é a noção definitiva que adquiri que estou descontextualizado em termos políticos em Alcochete.
Aqui praticamente não há fronteira entre o conceito de adversário politico e de inimigo pessoal , conceito bem útil para quem tem o poder há quase 30 anos.
Mas mais do que estas minhas convicções interessa-me o bem estar daqueles que me são queridos e que verdadeiramente contam na minha vida , os quais têm vivido incomodados com os constantes insultos e avisos de que vou sendo alvo.
A agressão física de que fui vitima ontem tem um nome: VIOLÊNCIA POLITICA e com essa realidade eu não sei viver.
Estou em Portugal , terra em que o 25 de Abril de 1974 deveria ter sido sinónimo de tolerância e de cultura democrática.
PS: O meu muito obrigado aos bombeiros de Alcochete pela forma pronta e extremamente profissional como me assistiram depois da agressão de que fui alvo.