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02 janeiro 2007

Estar alerta é fundamental

Começo o ano a abordar um assunto que actualmente anda de boca em boca, acerca do qual escrevera aqui há alguns meses a propósito de assalto inédito.
Não será segredo para ninguém que Alcochete fervilha em informações nada fidedignas sobre uma hipotética ou real onda de assaltos a residências.
O que muito estranho é o facto de nenhuma entidade institucional negar ou confirmar o que, até prova em contrário, poderão ser simples boatos.
E se o não forem? Ninguém tem recomendações a fazer para evitar novos casos lamentáveis?


P.S. - "É tolice acreditar literalmente em boatos, mas é igualmente tolo descartá-los por inteiro, porque essas histórias revelam alguma coisa sobre as preocupações, interesses, esperanças e medos dos indivíduos e grupos que as transmitem. Os estudos sobre o boato chegaram a algumas conclusões fascinantes quanto às circunstâncias que favorecem sua difusão, as maneiras pelas quais as narrativas são elaboradas e sobre as funções sociais que elas têm a cumprir".
(...)
"As circunstâncias que favorecem a difusão de boatos incluem uma atmosfera de medo e incerteza provocada por alguma forma de crise, como guerras, ondas de fome, epidemias e revoluções".

Autor: Peter Burke, historiador inglês
Texto retirado de Rizoma

Conselhos da PJ
Furtos em residências
Furto de obras de arte

Conselhos da GNR
Conselhos da PSP

Conselho meu: acordai vítimas do estado a que isto chegou!

23 setembro 2006

Desperdício intencional

A realidade local é pior que a radiografia apresentada nesta notícia, pois há muito que se desperdiça o dinheiro desembolsado por todos a lançar cortinas de fumo sobre a vida autárquica.
Aqui nada se promove nem a interactividade é necessária porque ou nada há para anunciar ou não pode ser publicado.
A informação geral é criteriosamente filtrada e chega-se ao extremo de noticiar uma reunião descentralizada do executivo camarário resumindo os trabalhos à distribuição de benesses a colectividades.
Do plano estratégico é bom nem falar. Provavelmente perdeu-se nas mesmas gavetas da mui badalada auditoria às contas do mandato anterior.
Onde está a informação económica actualizada? Alguém a conhece fora das quatro paredes dos Paços do Concelho?
Num tal ambiente grassa a boataria do costume que, felizmente, nunca poupa o poder. E é muito bem feito, porque ele anda a gozar convosco. Como dizia a minha avó, quem melhor cama fizer nela se deitará.

04 agosto 2006

Já agora, expliquem-se (2)

Há cinco meses foi pintado um sombrio quadro financeiro do município. Se bem me recordo a dispensa de pessoal contratado era uma hipótese, devido à "pesada herança". Mas até hoje ninguém informou sobre quantos saíram nem se entraram alguns.
Em Abril escrevi aqui sobre o assunto e o artigo é uma das micro-causas deste blogue.
Como em quase tudo o mais, da gestão de recursos humanos nada sabemos. Nem mesmo quantos são os funcionários municipais na actualidade. No mandato anterior cheguei a contabilizar 305, número que vereadores então na oposição consideravam excessivo.
Lembro-me que, há cerca de dois anos, o anterior chefe da edilidade sofria tormentos para juntar a verba mensal destinada a ordenados e encargos sociais. E, mais recentemente, ao elaborar-se o orçamento do ano corrente, foi noticiado não haver cabimento para algumas remunerações.
Desconheço se, poucos meses volvidos, o quadro financeiro melhorou. Nunca o comunicaram e, se acreditasse em boatos, diria ir de mal a pior.

02 dezembro 2005

Depois de mim, o dilúvio


O monarca francês Luís XV (1710-1774) ficou conhecido por muitas razões, uma das quais por lhe ser atribuída a famosa frase "depois de mim, o dilúvio". Quase três séculos volvidos ainda há pessoas que se consideram insubstituíveis, esquecendo-se de que os cemitérios estão repletos delas.
Egocêntricas e narcisistas, por via de regra tais pessoas são inadaptadas e, julgando-se detentoras da verdade absoluta e incontestável, incapazes de compreender o seu semelhante.
Enquanto o comum dos mortais aprende com os erros cometidos, os "iluminados" nunca aceitam conselhos, acham que só eles estão certos e que a raiz do problema reside nos outros.
Essa visão distorcida inibe tais pessoas de discernir acerca da realidade, pelo que, se confrontadas com as consequências desta, têm reacções impróprias.
Quando essas pessoas ascendem a cargos de nomeada, o pior erro que frequentemente cometem é fecharem-se num casulo, afastarem os discordantes e rodearem-se de uma corte de servis bajuladores. Recusam-se a escutar vozes dissonantes e vão cavando a sua própria sepultura assessorados por pobres de espírito.
Depois queixam-se de boatos e de calúnias, que desconheciam ou não souberam desmontar em tempo oportuno.