Caros condóminos e leitores atentos,
Permitam-me que reparta com todos vós este VERDADEIRO exemplo de vida.
Pensem nisto!
Fernando Pinto
Deputado Municipal Partido Socialista
bancadapsalcochete@gmail.com
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18 janeiro 2011
20 agosto 2009
As autárquicas do porrete
Tudo velho em demasia
Nesta terra de Alcochete.
Tristeza e demagogia...
Tudo a toque de porrete.
Viseu, 20 de Agosto de 2009
Nesta terra de Alcochete.
Tristeza e demagogia...
Tudo a toque de porrete.
Viseu, 20 de Agosto de 2009
17 agosto 2009
O revolucionário

«Simultaneamente optimista, orgulhoso e voluntarista, para o revolucionário o futuro deverá ser radicalmente diferente do passado; ele acredita que tudo está ao seu alcance, que deve mudar a sociedade e portanto a natureza do homem. Se a sociedade lhe resistir, terá de recorrer à força, sem qualquer escrúpulo. Para todos os revolucionários o que conta, para tornar o mundo melhor, é a sua vontade e unicamente a sua vontade» (Balladur).
07 agosto 2009
O "eu sou" como acto de suprema coragem
Eu sou professor, cristão, intelectual e de direita.
Eu sou professor porque falo abertamente do que sei.
Eu sou cristão porque subordino o "eu" a Cristo, Estrutura da Realidade.
Eu sou intelectual porque luto permanentemente pela coesão entre a palavra e a realidade.
Eu sou de direita porque defendo o primado da sociedade sobre o Estado.
Eu sou quem vê na prepotência do Estado o princípio do Mal, o Baal do Antigo Testamento e o 666 do Apocalipse.
Eu sou quem durante a maior parte de sessenta anos vividos não foi ISTO por força da ignorância, mãe de todos os crimes.
Eu sou professor porque falo abertamente do que sei.
Eu sou cristão porque subordino o "eu" a Cristo, Estrutura da Realidade.
Eu sou intelectual porque luto permanentemente pela coesão entre a palavra e a realidade.
Eu sou de direita porque defendo o primado da sociedade sobre o Estado.
Eu sou quem vê na prepotência do Estado o princípio do Mal, o Baal do Antigo Testamento e o 666 do Apocalipse.
Eu sou quem durante a maior parte de sessenta anos vividos não foi ISTO por força da ignorância, mãe de todos os crimes.
04 agosto 2009
Que o Senhor ao mundo valha
Quem me dera ser Jesus,
Fazer do mar o caminho,
Perseguindo o que seduz
Meu desejo direitinho.
Ir em frente sem olhar
Para trás nem uma vez.
Mar e céu o grande altar
De oração e adultez.
Põe-se o Sol brasil de sangue...
Ardo à boca da fornalha.
Novo hino canto exangue
Que o Senhor ao mundo valha.
Fazer do mar o caminho,
Perseguindo o que seduz
Meu desejo direitinho.
Ir em frente sem olhar
Para trás nem uma vez.
Mar e céu o grande altar
De oração e adultez.
Põe-se o Sol brasil de sangue...
Ardo à boca da fornalha.
Novo hino canto exangue
Que o Senhor ao mundo valha.
26 julho 2009
Globalização

Na Civilização Ocidental Judaico-Cristã que a todo o homem e mulher de rosto alto compete defender, a palavra inteligência significa pergunta.
Por isso mesmo, nos totalitarismos a inteligência é ferozmente reprimida e a pergunta pode levar o perguntador à morte.
Quem gosta menos de ler e mais de ver filmes pode aperceber-se da justeza das minhas palavras em O Pianista dirigido por Roman Polanski.
A nova pergunta que eu quero dirigir a Luís Franco, António Maduro e Borges da Silva é a seguinte: o que pensam estes candidatos locais sobre a globalização, objecto da recente encíclica, Caritas in Veritate, de Bento XVI?
Até agora, às mil perguntas que fiz ainda não obtive resposta nenhuma, o que é estranho porque, segundo o filósofo francês Emmanuel Lévinas (na foto), o outro o que pede é respostas.
Por isso mesmo, nos totalitarismos a inteligência é ferozmente reprimida e a pergunta pode levar o perguntador à morte.
Quem gosta menos de ler e mais de ver filmes pode aperceber-se da justeza das minhas palavras em O Pianista dirigido por Roman Polanski.
A nova pergunta que eu quero dirigir a Luís Franco, António Maduro e Borges da Silva é a seguinte: o que pensam estes candidatos locais sobre a globalização, objecto da recente encíclica, Caritas in Veritate, de Bento XVI?
Até agora, às mil perguntas que fiz ainda não obtive resposta nenhuma, o que é estranho porque, segundo o filósofo francês Emmanuel Lévinas (na foto), o outro o que pede é respostas.
23 julho 2009
Berros e bom-senso
A propósito desta notícia e do deficiente funcionamento de alguns serviços públicos e privados, vem a talhe de foice sublinhar que os alcochetanos, em particular, e os portugueses, em geral, oralmente reclamam muito – às vezes sem razão nem justificação – mas raros se atiram ao teclado do computador ou pegam numa folha de papel, num envelope e num selo de correio, expondo críticas, opiniões e sugestões por escrito a quem de direito.
Se um autarca descura os seus deveres, se um médico não cumpre o horário estipulado, se um serviço está mal organizado e não contempla as necessidades, o desconhecimento, as limitações e os interesses de quem a eles recorre, natural seria que, em vez de reclamarem entre dentes, em alta voz ou aos berros, atingindo até as pessoas erradas, as vítimas visassem directamente os responsáveis, que nunca estão presentes nem disponíveis ou parecem distraídos, cegos, surdos e mudos.
Informando-me, expondo ou reclamando por escrito e denunciando a ineficácia de serviços, nos últimos tempos consegui resolver a bem alguns problemas e até beneficiar de coisas raras nos dias de hoje: respeito e simpatia de pessoas que à maioria pareceriam inacessíveis.
Escreva a reclamar, justificadamente, sobre tudo o que lhe desagrada. Uma mensagem electrónica ou uma carta podem não mudar muita coisa; mas dez forçarão alguém a reflectir e cem implicarão uma revolução.
O exercício activo da cidadania é um direito individual de todos. Exerce-se na vivência diária e não somente em política.
Se um autarca descura os seus deveres, se um médico não cumpre o horário estipulado, se um serviço está mal organizado e não contempla as necessidades, o desconhecimento, as limitações e os interesses de quem a eles recorre, natural seria que, em vez de reclamarem entre dentes, em alta voz ou aos berros, atingindo até as pessoas erradas, as vítimas visassem directamente os responsáveis, que nunca estão presentes nem disponíveis ou parecem distraídos, cegos, surdos e mudos.
Informando-me, expondo ou reclamando por escrito e denunciando a ineficácia de serviços, nos últimos tempos consegui resolver a bem alguns problemas e até beneficiar de coisas raras nos dias de hoje: respeito e simpatia de pessoas que à maioria pareceriam inacessíveis.
Escreva a reclamar, justificadamente, sobre tudo o que lhe desagrada. Uma mensagem electrónica ou uma carta podem não mudar muita coisa; mas dez forçarão alguém a reflectir e cem implicarão uma revolução.
O exercício activo da cidadania é um direito individual de todos. Exerce-se na vivência diária e não somente em política.
13 julho 2009
O vira-rosto
Penso comigo
O vira-rosto,
Gesto vendido,
Safado e tosco.
Dou ida e volta
A meu pensar
Sem ver resposta
Boa de dar.
Surgiu-me ideia
Que fundo tem.
Deitas por terra
Preço de alguém,
Coragem de homem
Que falha em ti,
Pese aos que dormem
Ar mandarim,
Mera peçonha,
Isco fatal,
Veste medonha
Que tapa o mal.
João Marafuga
O vira-rosto,
Gesto vendido,
Safado e tosco.
Dou ida e volta
A meu pensar
Sem ver resposta
Boa de dar.
Surgiu-me ideia
Que fundo tem.
Deitas por terra
Preço de alguém,
Coragem de homem
Que falha em ti,
Pese aos que dormem
Ar mandarim,
Mera peçonha,
Isco fatal,
Veste medonha
Que tapa o mal.
João Marafuga
10 julho 2009
Marafuga a Patrícia (4)
Pergunta a Patrícia: «...mas onde diz que o ateísmo é o contrário do Cristianismo?». Ateísmo tem a ver com a negação de Deus. Ora eu não estou a ver que a Confissão Cristã possa coabitar com o ateísmo, ainda que este, segundo alguns, possa incorporar traços religiosos. Em suma, não há ateísmo cristão, razão por que ser ateu e ser cristão são posturas inconciliáveis.
Depois quer saber a Patrícia «...por que razão o ateísmo [...] é grave». O ateísmo é grave porque não se pode negar Deus sem se negar o homem, isto é, sem estarmos a reduzir este último à condição mais degradante alguma vez imaginada. O homem nega Deus para se pôr no lugar d'Ele, atitude desafiadora (hybris) que só pode ter um nome: soberba (superbia). Esta cega-nos ao mais ínfimo grau. É mesmo isto que se vê no Édipo Rei. O que é central nesta tragédia de Sófocles não é o tema do incesto, mas sim o da soberba. Para os Gregos, também para os Romanos, o destino era inexorável, acima dos homens e dos próprios deuses. O crime de Édipo, na mentalidade de um grego da polis ateniense, foi pretender desinscrever o que tinha sido inscrito desde sempre pelo destino. É deste que fala a religião, «...seja para que [o homem] se submeta a ele, como no caso da religião grega, seja para que o faça, como no caso da religião cristã. É por isso que, influenciadas pela religião grega, as filosofias gregas são filosofias da necessidade [fatalistas], ao passo que as filosofias influenciadas pela religião cristã s[ão] filosofias da liberdade» (Gilson, Etienne, A Filosofia na Idade Média, Martins Fontes, São Paulo, 1995).
Édipo vê-se sem saída no círculo que lhe limita a vida, isto é, Édipo é vítima da concepção arcaica do tempo, mas este, para o cristianismo é levantarmo-nos e seguirmos o caminho em frente («surge et ambula!», diz Cristo aos paralíticos que todos somos no atavismo das nossas vidas).
O rei Édipo tinha que sucumbir a fim de devolver à cidade de Tebas o alívio por esta tão desejado. Este é o mecanismo do bode expiatório, mas Cristo, a última vítima sacrificial, vira o bico ao prego, afirma-se inocente e proclama que cada um de nós é responsável por todas as nossas aflições. É aqui que entra o conceito cristão de pecado. Em Memorial do Convento do comunista assumido José Saramago, a heroína do romance, Blimunda, «...diz do outro lado do pano, em voz alta [...], Não tenho pecados a confessar». Esta mesma personagem, quase para o fim do texto, dirá taxativamente: «O pecado não existe...». Se o pecado não existe, não faz sentido o perdão, estrutura de liberdade contra o fatalismo marxista que reduz à luta de classes toda a História.
A irreverência de Patrícia tem raízes no Renascimento. Neste, o homem é colocado nos píncaros dos montes como se Deus fosse. É a isto que chamamos antropocentrismo, verdadeira conversio ad creaturam: o homem é o novo bezerro de oiro de si próprio.
A ciência, cujo reino é a horizontalidade porque se debruça sobre coisas, arvora-se cada vez mais em recurso único para tudo. Ela arrasaria todas as barreiras e nela estaria a tão desejada felicidade. Esta, porém, só é possível pela submissão a Cristo, o Sentido encarnado, enfim, a estrutura da realidade. Só assim a carne do homem e a carne do mundo ficariam redimensionadas à imagem e semelhança do Criador sem que a Civilização Cristã sofresse roturas capazes de a fazer precipitar no abismo.
O resto que a Patrícia diz é relativismo pernicioso que de todos nós faz títeres cujos titereiros outra coisa não querem senão amarrar o homem à escravização e animalização definitivas.
Depois quer saber a Patrícia «...por que razão o ateísmo [...] é grave». O ateísmo é grave porque não se pode negar Deus sem se negar o homem, isto é, sem estarmos a reduzir este último à condição mais degradante alguma vez imaginada. O homem nega Deus para se pôr no lugar d'Ele, atitude desafiadora (hybris) que só pode ter um nome: soberba (superbia). Esta cega-nos ao mais ínfimo grau. É mesmo isto que se vê no Édipo Rei. O que é central nesta tragédia de Sófocles não é o tema do incesto, mas sim o da soberba. Para os Gregos, também para os Romanos, o destino era inexorável, acima dos homens e dos próprios deuses. O crime de Édipo, na mentalidade de um grego da polis ateniense, foi pretender desinscrever o que tinha sido inscrito desde sempre pelo destino. É deste que fala a religião, «...seja para que [o homem] se submeta a ele, como no caso da religião grega, seja para que o faça, como no caso da religião cristã. É por isso que, influenciadas pela religião grega, as filosofias gregas são filosofias da necessidade [fatalistas], ao passo que as filosofias influenciadas pela religião cristã s[ão] filosofias da liberdade» (Gilson, Etienne, A Filosofia na Idade Média, Martins Fontes, São Paulo, 1995).
Édipo vê-se sem saída no círculo que lhe limita a vida, isto é, Édipo é vítima da concepção arcaica do tempo, mas este, para o cristianismo é levantarmo-nos e seguirmos o caminho em frente («surge et ambula!», diz Cristo aos paralíticos que todos somos no atavismo das nossas vidas).
O rei Édipo tinha que sucumbir a fim de devolver à cidade de Tebas o alívio por esta tão desejado. Este é o mecanismo do bode expiatório, mas Cristo, a última vítima sacrificial, vira o bico ao prego, afirma-se inocente e proclama que cada um de nós é responsável por todas as nossas aflições. É aqui que entra o conceito cristão de pecado. Em Memorial do Convento do comunista assumido José Saramago, a heroína do romance, Blimunda, «...diz do outro lado do pano, em voz alta [...], Não tenho pecados a confessar». Esta mesma personagem, quase para o fim do texto, dirá taxativamente: «O pecado não existe...». Se o pecado não existe, não faz sentido o perdão, estrutura de liberdade contra o fatalismo marxista que reduz à luta de classes toda a História.
A irreverência de Patrícia tem raízes no Renascimento. Neste, o homem é colocado nos píncaros dos montes como se Deus fosse. É a isto que chamamos antropocentrismo, verdadeira conversio ad creaturam: o homem é o novo bezerro de oiro de si próprio.
A ciência, cujo reino é a horizontalidade porque se debruça sobre coisas, arvora-se cada vez mais em recurso único para tudo. Ela arrasaria todas as barreiras e nela estaria a tão desejada felicidade. Esta, porém, só é possível pela submissão a Cristo, o Sentido encarnado, enfim, a estrutura da realidade. Só assim a carne do homem e a carne do mundo ficariam redimensionadas à imagem e semelhança do Criador sem que a Civilização Cristã sofresse roturas capazes de a fazer precipitar no abismo.
O resto que a Patrícia diz é relativismo pernicioso que de todos nós faz títeres cujos titereiros outra coisa não querem senão amarrar o homem à escravização e animalização definitivas.
09 julho 2009
Marafuga a Patrícia (3)
A Patrícia queixa-se de que eu «...ref[iro] constantemente o Cristianismo e os seus valores como sendo os valores da Sociedade Ocidental» sic. Ora se a Sociedade Ocidental é a civilização judaico-cristã, como me poderei furtar ao facto denunciado pela Patrícia? Se os valores da Sociedade Ocidental não são os cristãos, quais são então os valores dessa Sociedade? É capaz de me esclarecer? Se o nosso debate não partir de uma plataforma mínima de cientificidade, não estamos aqui a fazer nada a debater.
Continuando: a ideologia marxista que está na raiz de todas as esquerdas é ateia. Esta minha asserção dispensa demonstração tal como aquela outra de que os valores do cristianismo são os valores da nossa civilização dispensam-na também. Não estou agora a fazer uma tese para uma graduação qualquer senão a partir da ideia de que há ideias assentes universalmente para todos. Mas retomando o curso do discurso: digo com toda a sinceridade que eu não sei como se pode ser cristão e simultaneamente perfilhar uma visão de esquerda do homem e do mundo. O comunismo, cuja "filosofia" é o marxismo, é apenas um materialismo, isto é, apenas uma imanência negadora da Transcendência. O que eu estou a dizer não pode ser negado por quem tenha lido um mínimo de literatura marxista...se for alguém intelectualmente honesto. Na verdade, todas estas coisas que insistentemente tenho afirmado neste blog são do que é mais básico no marxismo.
Estou de acordo: quem «...não aceita[-] e teme[-] a diferença», pior que ignorante, é racista. Ora o racismo tem muitos traços comuns com os totalitarismos, nomeadamente o de raça (nazismo) e o de classe (comunismo). Eis a razão mais que suficiente para fugirmos da não-aceitação da diferença do outro a sete pés.
Deixar os dogmas? Mas como? Dogma, do grego, significa decisão, decreto, sentença. O respeito que eu devo à Patrícia é um dogma porque algo decidido entre nós que não carece de demonstração. Mas sem o respeito que devemos uns aos outros não poderíamos viver. Se não vivêssemos, não faríamos Matemática, ciência esta que jamais poderá demonstrar pelas próprias fórmulas o dogma de que nos devemos respeitar uns aos outros. Se calhar, a Patrícia refere-se a outro tipo de dogmas, por exemplo, ao dogma da Imaculada Conceição, isto é, Concepção. Não vêem muitas Patrícias deste mundo que o dogma da Imaculada Conceição é uma forma radical de a Igreja Católica humanizar e, até, espiritualizar a sexualidade. Somos homens e mulheres e não montes de carne. Ora os filhos do espírito não são filhos do falo, por outro modo de dizer, o falo não faz filhos do espírito, isto é, não faz filhos de Deus. Então, já percebe o dogma da Imaculada Conceição? E se em relação a todos os outros dogmas se passar o que se passava com o da Imaculada Conceição? Não esqueça a Patrícia: perante o desconhecido, a primeira reacção do ignorante é rir.
Claro que «...a diversidade é o que nos caracteriza», mas por mais diversos que a Patrícia e eu sejamos, ambos, de certo, concordamos que dois e dois são quatro, que o céu azul de dia ou estrelado de noite está por cima de nós, que há uma moral comum a todos, etc.
Finalmente, a seguir ao já comentado só me merece comentário a insinuação de que sou uma «...pessoa[-] de geraç[ão] mais antiga[-]...». Não sei nem estou interessado em saber que idade tem a Patrícia, mas garanto-lhe com toda a honestidade de que sou feito que o sexagenário Marafuga é várias décadas mais novo que a Patrícia.
Continuando: a ideologia marxista que está na raiz de todas as esquerdas é ateia. Esta minha asserção dispensa demonstração tal como aquela outra de que os valores do cristianismo são os valores da nossa civilização dispensam-na também. Não estou agora a fazer uma tese para uma graduação qualquer senão a partir da ideia de que há ideias assentes universalmente para todos. Mas retomando o curso do discurso: digo com toda a sinceridade que eu não sei como se pode ser cristão e simultaneamente perfilhar uma visão de esquerda do homem e do mundo. O comunismo, cuja "filosofia" é o marxismo, é apenas um materialismo, isto é, apenas uma imanência negadora da Transcendência. O que eu estou a dizer não pode ser negado por quem tenha lido um mínimo de literatura marxista...se for alguém intelectualmente honesto. Na verdade, todas estas coisas que insistentemente tenho afirmado neste blog são do que é mais básico no marxismo.
Estou de acordo: quem «...não aceita[-] e teme[-] a diferença», pior que ignorante, é racista. Ora o racismo tem muitos traços comuns com os totalitarismos, nomeadamente o de raça (nazismo) e o de classe (comunismo). Eis a razão mais que suficiente para fugirmos da não-aceitação da diferença do outro a sete pés.
Deixar os dogmas? Mas como? Dogma, do grego, significa decisão, decreto, sentença. O respeito que eu devo à Patrícia é um dogma porque algo decidido entre nós que não carece de demonstração. Mas sem o respeito que devemos uns aos outros não poderíamos viver. Se não vivêssemos, não faríamos Matemática, ciência esta que jamais poderá demonstrar pelas próprias fórmulas o dogma de que nos devemos respeitar uns aos outros. Se calhar, a Patrícia refere-se a outro tipo de dogmas, por exemplo, ao dogma da Imaculada Conceição, isto é, Concepção. Não vêem muitas Patrícias deste mundo que o dogma da Imaculada Conceição é uma forma radical de a Igreja Católica humanizar e, até, espiritualizar a sexualidade. Somos homens e mulheres e não montes de carne. Ora os filhos do espírito não são filhos do falo, por outro modo de dizer, o falo não faz filhos do espírito, isto é, não faz filhos de Deus. Então, já percebe o dogma da Imaculada Conceição? E se em relação a todos os outros dogmas se passar o que se passava com o da Imaculada Conceição? Não esqueça a Patrícia: perante o desconhecido, a primeira reacção do ignorante é rir.
Claro que «...a diversidade é o que nos caracteriza», mas por mais diversos que a Patrícia e eu sejamos, ambos, de certo, concordamos que dois e dois são quatro, que o céu azul de dia ou estrelado de noite está por cima de nós, que há uma moral comum a todos, etc.
Finalmente, a seguir ao já comentado só me merece comentário a insinuação de que sou uma «...pessoa[-] de geraç[ão] mais antiga[-]...». Não sei nem estou interessado em saber que idade tem a Patrícia, mas garanto-lhe com toda a honestidade de que sou feito que o sexagenário Marafuga é várias décadas mais novo que a Patrícia.
08 julho 2009
Praia dos Moinhos
Água-Tejo à ondinha,
A beijar os meus pés,
Que saudade a minha
Do mar de lés-a-lés.
Longe a ponte da seca,
Vou além sobre a areia,
Desvio da alforreca,
Oiço a voz da sereia.
«Nunca mais cantará
Poeta ameno rio.
Tubarão sondará
Praia de fio a fio!».
Coração fulminado,
Aflito, sem saber
Em momento apertado
À vida que fazer,
Ergui meu rosto ao céu
Contra tal profecia,
A ver se rompo o véu
Que o povo ludibria.
A beijar os meus pés,
Que saudade a minha
Do mar de lés-a-lés.
Longe a ponte da seca,
Vou além sobre a areia,
Desvio da alforreca,
Oiço a voz da sereia.
«Nunca mais cantará
Poeta ameno rio.
Tubarão sondará
Praia de fio a fio!».
Coração fulminado,
Aflito, sem saber
Em momento apertado
À vida que fazer,
Ergui meu rosto ao céu
Contra tal profecia,
A ver se rompo o véu
Que o povo ludibria.
29 junho 2009
João Marafuga a Patrícia
A Civilização Ocidental está estritamente ligada ao Cristianismo: aquela não se pensa sem este.
Há mais de cinquenta anos, na catequese, ensinaram-me a respeitar o ambiente e os animais. Nessa altura, o que era posto em foco era a questão moral.
Agora o problema é que o ambiente é aproveitado pelas esquerdas para a transmutação dos valores. Essa transmutação visa pôr fim a todo o legado dos nossos pais e avós.
Desde o séc. XIX, a Humanidade deu um salto maior que do princípio até àquela data. Isso só deveu-se ao capitalismo liberal, o grande alvo de todo o ódio do comunismo.
O capitalismo liberal atém-se ao mercado normalizado, isto é, ao mercado sujeito a normas (regras). Sempre que o capital se sobrepõe às normas do mercado, faz o jogo dos socialismos que pretendem destruir o livre mercado.
Com a destruição do livre mercado, regredimos à velha história de alguns senhores e vastas hordas de escravos. Mutatis mutandis, é ao serviço disto que está o ambientalismo, a nova face do comunismo.
Os direitos dos animais e a defesa das plantas (vegetarianismo) decorre da mesma lógica do ambientalismo. Se não bebermos leite, não comermos carne, não fumarmos, etc., grandes indústrias de lacticínios, matadouros industriais, tabaqueiras, etc., fecham as portas. Os consumidores deixam de ter a importância que têm na dinâmica do mercado e são subjugados. É aqui que pode entrar o aborto e o casamento gay como estratégia para controlar os consumidores nas democracias capitalistas, o que se torna um perigo tanto maior quanto menor é a adesão de minorias étnicas que não vão atrás das nossas leis, caso dos grupos islamizados que, entre outras camadas de imigrantes estabelecidas no Ocidente, podem ser um sério perigo para a nossa Civilização. Eis o sonho globalista tão desejado pelos socialismos e por não poucos megacapitalistas feitos com aqueles.
O feminismo e a igualdade de género aparecem, no fundo, para isto: quem tem poder sobre quem? O homem sobre a mulher ou a mulher sobre o homem? Ora o problema real não assenta no poder de um sobre o outro, mas na união: esta exclui todo o domínio de uma pessoa sobre a outra cuja inevitabilidade é a separação. Voici le divorce, banalização da instituição família, célula da sociedade ocidental.
Se a família for destruída, a Civilização Ocidental Judaico-Cristã será também destruída.
Finalmente, não há "consciência social". O que há é a consciência individual que o marxismo, "filosofia" do comunismo, destrói para reduzir-nos à escravização e animalização.
Há mais de cinquenta anos, na catequese, ensinaram-me a respeitar o ambiente e os animais. Nessa altura, o que era posto em foco era a questão moral.
Agora o problema é que o ambiente é aproveitado pelas esquerdas para a transmutação dos valores. Essa transmutação visa pôr fim a todo o legado dos nossos pais e avós.
Desde o séc. XIX, a Humanidade deu um salto maior que do princípio até àquela data. Isso só deveu-se ao capitalismo liberal, o grande alvo de todo o ódio do comunismo.
O capitalismo liberal atém-se ao mercado normalizado, isto é, ao mercado sujeito a normas (regras). Sempre que o capital se sobrepõe às normas do mercado, faz o jogo dos socialismos que pretendem destruir o livre mercado.
Com a destruição do livre mercado, regredimos à velha história de alguns senhores e vastas hordas de escravos. Mutatis mutandis, é ao serviço disto que está o ambientalismo, a nova face do comunismo.
Os direitos dos animais e a defesa das plantas (vegetarianismo) decorre da mesma lógica do ambientalismo. Se não bebermos leite, não comermos carne, não fumarmos, etc., grandes indústrias de lacticínios, matadouros industriais, tabaqueiras, etc., fecham as portas. Os consumidores deixam de ter a importância que têm na dinâmica do mercado e são subjugados. É aqui que pode entrar o aborto e o casamento gay como estratégia para controlar os consumidores nas democracias capitalistas, o que se torna um perigo tanto maior quanto menor é a adesão de minorias étnicas que não vão atrás das nossas leis, caso dos grupos islamizados que, entre outras camadas de imigrantes estabelecidas no Ocidente, podem ser um sério perigo para a nossa Civilização. Eis o sonho globalista tão desejado pelos socialismos e por não poucos megacapitalistas feitos com aqueles.
O feminismo e a igualdade de género aparecem, no fundo, para isto: quem tem poder sobre quem? O homem sobre a mulher ou a mulher sobre o homem? Ora o problema real não assenta no poder de um sobre o outro, mas na união: esta exclui todo o domínio de uma pessoa sobre a outra cuja inevitabilidade é a separação. Voici le divorce, banalização da instituição família, célula da sociedade ocidental.
Se a família for destruída, a Civilização Ocidental Judaico-Cristã será também destruída.
Finalmente, não há "consciência social". O que há é a consciência individual que o marxismo, "filosofia" do comunismo, destrói para reduzir-nos à escravização e animalização.
28 junho 2009
João Marafuga ao anónimo p*
O comunismo e as esquerdas em geral sabem que a estratégia para a implantação do socialismo (lato sensu) à escala global não se faz sem uma aparência de religião que substitua as religiões tradicionais, nomeadamente o Cristianismo, sublime expressão da realidade e abertura ao Transcendente.
O ambientalismo (o novo comunismo) é um materialismo que no lugar de Deus (o Transcendente) põe o ambiente. Os valores deste novo deus, apenas imanente, são o clima, a agricultura ecológica, os direitos dos animais, a defesa das plantas, etc.
Evidentemente, o que está em causa é a destruição da grande indústria. Por exemplo, um texto completamente ideologicizado do manual de Inglês do meu filho chega a aconselhar os jovens que não bebam leite nem comam carne. No fundo, com a adesão cada vez maior das pessoas a estas tretas, é o capitalismo liberal que se sai cada vez mais frágil. Mas é este mesmo o objectivo de todos os socialismos, independentemente das rivalidades entre as facções.
O feminismo e a dita categoria de género (gender) têm por alvo principal a destruição do valor da família, veículo de valores cristãos ancestrais, fomentadora de patrimónios e raiz do direito de herança. A destruição da família já é preconizada no Manifesto Comunista (1848) de Marx e Engels. Na realidade, por trás do feminismo está o marxismo, "filosofia" do comunismo.
As feministas, em geral, são pelo abortismo, pelo divórcio e unem-se ao movimento gay - projecto de poder no seio das esquerdas à escala planetária - para a consecução de projectos revolucionários que visam a destruição das democracias capitalistas.
Finalmente, A Civilização Ocidental é Judaico-Cristã. Aqui não se trata de concordar ou discordar. Apenas há muita gente que por intoxicação marxista e alienação combate a própria Civilização à qual pertence. Não percebe que não poderia haver vazio. Vulnerabilizada a Civilização Judaico-Cristã, outra se sobreporia a ela com dano para a nossa liberdade.
O ambientalismo (o novo comunismo) é um materialismo que no lugar de Deus (o Transcendente) põe o ambiente. Os valores deste novo deus, apenas imanente, são o clima, a agricultura ecológica, os direitos dos animais, a defesa das plantas, etc.
Evidentemente, o que está em causa é a destruição da grande indústria. Por exemplo, um texto completamente ideologicizado do manual de Inglês do meu filho chega a aconselhar os jovens que não bebam leite nem comam carne. No fundo, com a adesão cada vez maior das pessoas a estas tretas, é o capitalismo liberal que se sai cada vez mais frágil. Mas é este mesmo o objectivo de todos os socialismos, independentemente das rivalidades entre as facções.
O feminismo e a dita categoria de género (gender) têm por alvo principal a destruição do valor da família, veículo de valores cristãos ancestrais, fomentadora de patrimónios e raiz do direito de herança. A destruição da família já é preconizada no Manifesto Comunista (1848) de Marx e Engels. Na realidade, por trás do feminismo está o marxismo, "filosofia" do comunismo.
As feministas, em geral, são pelo abortismo, pelo divórcio e unem-se ao movimento gay - projecto de poder no seio das esquerdas à escala planetária - para a consecução de projectos revolucionários que visam a destruição das democracias capitalistas.
Finalmente, A Civilização Ocidental é Judaico-Cristã. Aqui não se trata de concordar ou discordar. Apenas há muita gente que por intoxicação marxista e alienação combate a própria Civilização à qual pertence. Não percebe que não poderia haver vazio. Vulnerabilizada a Civilização Judaico-Cristã, outra se sobreporia a ela com dano para a nossa liberdade.
21 junho 2009
O grande equívoco
Há pessoas que, quando se referem a este ou àquele, dizem: "nem parece um homem de esquerda!". Subjacente a esta frase está a ideia equivocada de que o bom, em termos políticos, pertence à esquerda.
Ora urge reconhecer que esse homem é como é precisamente porque é de esquerda e não porque seja de outra coisa qualquer.
O homem de esquerda, com ou sem consciência disso, põe-se ou é posto ao serviço da revolução. Esta inverte a realidade, isto é, inverte a própria lógica através da qual representamos a realidade: o que é passa a não ser, o que não é passa a ser. Para uma empresa deste quilate ser levada a cabo, a esquerda combate a tradição, a cultura de raiz popular, a Fé Cristã, a moral, a lei a pretexto de que é burguesa, etc.
Mas as pessoas que votam à esquerda, no fundo, não estão contra a tradição, a cultura de raiz popular, a Fé Cristã, a moral, a lei, etc., razão por que, quando se referem a este ou àquele, dizem: "nem parece um homem de esquerda!".
Ora urge reconhecer que esse homem é como é precisamente porque é de esquerda e não porque seja de outra coisa qualquer.
O homem de esquerda, com ou sem consciência disso, põe-se ou é posto ao serviço da revolução. Esta inverte a realidade, isto é, inverte a própria lógica através da qual representamos a realidade: o que é passa a não ser, o que não é passa a ser. Para uma empresa deste quilate ser levada a cabo, a esquerda combate a tradição, a cultura de raiz popular, a Fé Cristã, a moral, a lei a pretexto de que é burguesa, etc.
Mas as pessoas que votam à esquerda, no fundo, não estão contra a tradição, a cultura de raiz popular, a Fé Cristã, a moral, a lei, etc., razão por que, quando se referem a este ou àquele, dizem: "nem parece um homem de esquerda!".
25 maio 2009
Boa tarde!
24 maio 2009
22 maio 2009
19 maio 2009
Borda fora, comunagam...
Borda fora, comunagem,
Ilusão do povinho
A viver a miragem
De livrar o caminho!
Comunagem nada livra,
Antes prende para sempre.
Este aviso que te sirva
De sinal que te lembre.
Sobe acima do penedo,
Mira a tua liberdade,
Em capacho vira o medo,
Tu abraça a verdade.
E livre de toda a peia,
Corre afoito pelo vale,
Deste e de outro rompe a teia,
Todos juntos contra o mal.
Ilusão do povinho
A viver a miragem
De livrar o caminho!
Comunagem nada livra,
Antes prende para sempre.
Este aviso que te sirva
De sinal que te lembre.
Sobe acima do penedo,
Mira a tua liberdade,
Em capacho vira o medo,
Tu abraça a verdade.
E livre de toda a peia,
Corre afoito pelo vale,
Deste e de outro rompe a teia,
Todos juntos contra o mal.
10 maio 2009
Educação e cultura

«E sabemos que se a educação pode fomentar e melhorar ou não a cultura, pode com certeza adulterá-la e degradá-la. Pois, não há dúvida de que, em nosso impulso precipitado para educar a todos, estamos baixando nossos padrões; abandonando mais e mais o estudo daqueles assuntos pelos quais é transmitido o essencial de nossa cultura, daquela parte que é transmissível pela educação; destruindo nossos antigos edifícios para preparar o terreno onde os nómadas bárbaros do futuro acamparão com suas caravanas mecanizadas» (T. S. Eliot).
18 março 2009
Não troque o fundamental pelo acessório.
Não poucas pessoas, quando se pensa em catástrofe humana, levam logo o significado desta expressão para a ideia de genocídios e/ou epidemias a grande escala. Eu, sem cair no optimismo ingénuo de que estamos livres absolutamente destes malefícios, vejo o que, infelizmente, a maioria não quer ver.
A maior catástrofe que pode sobrevir sobre os homens é a liquidação da liberdade. Para este efeito, a machadada estratégica é alienar a pessoa do sentido de propriedade. E por onde começar? Pela gradual violoção até perda completa do direito de cada indivíduo à propriedade de seu próprio corpo e de sua própria pessoa. Perdido este direito, base fundamental para os direitos de propriedade sobre objectos não-humanos, a grande catástrofe está consumada e a liberdade ferida de morte por força da alienação generalizada.
A maior catástrofe que pode sobrevir sobre os homens é a liquidação da liberdade. Para este efeito, a machadada estratégica é alienar a pessoa do sentido de propriedade. E por onde começar? Pela gradual violoção até perda completa do direito de cada indivíduo à propriedade de seu próprio corpo e de sua própria pessoa. Perdido este direito, base fundamental para os direitos de propriedade sobre objectos não-humanos, a grande catástrofe está consumada e a liberdade ferida de morte por força da alienação generalizada.
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