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16 agosto 2009

Dormem descansados

... porque temos pensado maduramente neste problema, não temos?

12 agosto 2009

Estrada da morte (2)

Diz-nos esta notícia que, no ano corrente, nos 18kms do troço da Estrada Nacional 118, entre Alcochete e Porto Alto, já morreram oito pessoas.
Os registos indicam que, em média, há a lamentar uma morte imediata por mês, faltando saber quantos morreram dias ou semanas depois (porque as estatísticas ignoram esses casos) e quantos mais ficaram estropiados para o resto da vida.
Como sempre, a culpa é dos condutores. Ultrapassagens mal calculadas, excesso de velocidade, condução agressiva, etc., etc. Invariavelmente, assobia-se para o lado e inventam-se desculpas para continuar, passivamente, a assistir ao triste cortejo da morte do alto das cadeiras do poder.
O que ninguém reconhece – porque não convém – é existirem, em ambos os sentidos e no período diurno, filas com oito ou mais camiões, cujos condutores não respeitam a distância legal mínima entre eles; que a estrada não tem faixas de segurança e que na maior parte do percurso há árvores e valas em vez de bermas.
Poderão os poderes central e locais lavar as mãos como Pilatos?
Andarão os autarcas de Alcochete e Benavente tão ocupados ou distraídos que nem reparam nas frequentes notícias sobre este troço de estrada? E não sabem nem podem fazer nada mais que enfiar a cabeça na areia?
E os contribuintes/condutores/candidatos à morte continuam, impávidos e serenos, à espera que chegue também o seu dia?

Nota - A primeira parte deste texto foi publicada aqui há cerca de 16 meses. Sucedeu alguma coisa depois? Sim, continua a morrer mais gente.

05 agosto 2009

Praias do concelho sem assistência!

As praias fluviais do nosso concelho continuam a não ter qualquer tipo de vigilância ou assistência, quer por parte do ISN, quer por parte do Bombeiros, o que é um verdadeiro risco para a saúde pública.
Não quero com esta afirmação dizer que não devemos utilizar as nossas praias, quero isso sim, chamar a atenção de todos para que no caso de uma indisposição, ferimento ou afogamento, não haver em qualquer uma das nossas praias um técnico de saúde para socorrer quem precisa.
Gostaria ainda de deixar algumas questões pertinentes:
Para quando a classificação de praia fluvial? E a realização de testes à qualidade da água? E a requalificação da zona de apoios de praia? E o tratamento e limpeza da areia?
Entendam-se as várias entidades ligadas às nossas praias e trabalhem para a segurança e o bem comum!

13 abril 2009

E nós por cá?

Estava a ler esta notícia (22.000 casas mal construídas na área de Itália onde, recentemente, a terra tremeu) e uma interrogação parece-me justificar-se: e nós, que também vivemos numa região com elevado risco sísmico, podemos viver descansados?
Gostava que quem de direito me demonstrasse estar errado, mas como ninguém o fará, certamente, até prova em contrário a minha resposta franca e sincera é não!
Lembro-me que, há menos de um lustro, um autarca local me confessava que, caso ocorresse na zona um sismo grave, pouco mais haveria a fazer que enterrar os mortos e prender os responsáveis.
Retorqui então que nesses responsáveis teriam, forçosamente, de incluir-se autarcas e técnicos municipais, porque a fiscalização das obras particulares compete aos serviços camarários.
Até hoje o assunto jamais constou de qualquer agenda política e sempre esteve rodeado de ruidoso silêncio.
Continuo a desconhecer que fiscalização existe e como funciona na prática.
Que fazer?
Mexa-se em nome da segurança e do bem-estar! Exija explicações e justificações! É também para isso que são eleitos os seus representantes!

06 fevereiro 2009

Isto é que vai uma crise!

A história do furto violento de um automóvel em Alcochete: principia quarta-feira à noite e termina sexta-feira perto da Marinha Grande.

Sobre criminalidade já se escreveu muito neste blogue. Por agora parece-me valer a pena recordar este e este textos, ambos com cerca de um ano.

17 outubro 2008

Há furtos e furtos

Chamar-lhe-ei furto disparatado, porque já deu ruído e o ECO será longo. O ruído visível está aqui, aqui e aqui, pelo menos.

03 setembro 2008

Ó da guarda!

É cada vez menos recomendável estar descansado.
Ou muito me engano ou, em breve, os postos de combustíveis praticarão horário de escritório.

28 julho 2008

Esperanças (2)

Em Alcochete o terreno é geralmente plano (a maior elevação ronda os 60 metros), mas fora dos centros urbanos não há bermas seguras para peões e muito menos para ciclistas.
Tomemos como exemplo quatro vias extensas, com tráfego intenso, que interligam aglomerados populacionais interdependentes e significativos: Estrada Municipal 501 (Alcochete-Samouco), Estrada Municipal 502 (Alcochete-Atalaia/Fonte da Senhora), Estrada Nacional 119 (Alcochete-São Francisco-Montijo) e Caminho Municipal 1003 (da EM502 à EN119, em São Francisco).
Em todas há espaço livre suficiente mas nenhuma tem bermas arranjadas, sendo perigosas e inseguras para ciclistas e pedestres porque desrespeito pelos outros é o desporto favorito de demasiados automobilistas. Basta atentar na quantidade de lixo acumulado nas bermas, lançado borda fora de veículos em movimento, para perceber quanta incivilidade por aí campeia.
Contrasensos de um concelho plano com excelentes condições naturais para marchar, passear e andar de bicicleta, actividades impossíveis sem riscos significativos porque se desprezam limites de velocidade e nenhum autarca reparou atempadamente na carência de obras pouco dispendiosas e imprescindíveis para o bem-estar de residentes.
Espero que isto seja contemplado em alguma lista de prioridades de candidatos com outra cultura e mais respeito pelas pessoas. Mas que as promessas não fiquem no papel, porque disso estamos fartos.

16 julho 2008

Criminalidade e pobreza


O que gera a criminalidade é a ausência de princípios morais e não a pobreza, embora acredite que no seio desta surjam condições propícias para um número maior de crimes que no de comunidades com as necessidades básicas satisfeitas.

Se não fosse como digo, a hstória dos povos que é uma história de pobres seria apenas um rol inumerável de crimes.

A ideia difundida de que a criminalidade tem a sua causa mais imediata na pobreza serve aos comedores para a justificação e continuação do saque sobre quem trabalha.

Se o fito é combater a pobreza, dêem liberdade aos homens e mulheres que querem produzir riqueza em vez do aperto económico àqueles e estas com taxas sem fim. Eis a regra para diminuir a pobreza.

Mas sem a pobreza como é que os revolucionários culpabilizariam os capitalistas e levariam por diante a revolução?

Aqui fica a resposta a Jorge Giro quando no Jornal de Alcochete de 16 de Julho de 2008, pág. 2, pergunta: «Não será [o] facto de sermos um País com índices de pobreza cada vez maiores (já são dois milhões) que fez disparar a criminalidade?».

15 fevereiro 2008

O «grande irmão»

Abordar isto em pormenor daria pano para mangas. Fico-me pela recomendação de leitura e pela reflexão privada.

06 fevereiro 2008

Uma reacção

Paulo Benito escreve o seguinte:

Partilhamos a mesma preocupação com o crescimento rápido de Alcochete.
O "desenvolvimento" resultante da nova ponte e aeroporto, é entendido como uma forma de desenvolvimento económico, esquecendo-se ou secundarizando outros aspectos fulcrais, tais como o desenvolvimento urbanístico e desenvolvimento social.
Existem alguns aspectos que não são facilmente mensuráveis, mas que efectivamente têm grande impacte na nossa qualidade de vida:
– Viver num local sem estacionamentos;
– O espaço rural em torno de Alcochete que vai desaparecendo gradualmente;
– Poucos espaços verdes dentro de Alcochete;
– Viver numa vila dormitório;
– Ter muitos vizinhos e não conhecer nenhum;
– Não sair de casa, com receio que a mesma seja assaltada;
– Ter receio de deixar os filhos brincar na rua;
– etc.
No meu ponto de vista, poderão ser definidas iniciativas para minorar alguns dos impactes:
– Volumetria máxima definida para construção;
– O licenciamento de construções condicionado pela existência de infra-estruturas:
– Estacionamento (x estacionamento/m2 construído),
– Estradas, acessos (Estudos de tráfego)
– Saneamento,
– Escolas,
– Saúde,
– Jardins (y m2 jardim/habitante),
– etc.);
– Proibição de deitar abaixo casas com mais de y anos em Alcochete, promovendo a recuperação em detrimento da construção, contribuindo assim para a manutenção do património arquitectónico local;
– Julgo que o actual executivo tem mantido um apoio às colectividades, factor de coesão local e de promoção da cultura. No entanto, no meu modesto ponto de vista, não estão definidos critérios objectivos para a atribuição de apoios;
– Sendo a construção civil factor de maior pressão sobre todos os intervenientes locais, faz sentido que o sítio [da câmara na Internet] tenha um espaço de consulta pública, onde sejam visíveis os pedidos de licenciamento e o seu correspondente suporte em termos de plano de ordenamento do território. Contribuindo assim para uma maior transparência;
– Faz sentido que o poder local se estruture numa lógica de processos, não de direcções, tornando mais eficaz todo o seu modelo de funcionamento. Sugere-se que suporte esta organização interna com base na norma ISO 9001:2000.

25 outubro 2007

Já foi pacata

São só más notícias.

Nota à margem: com estardalhaço marcam-lhe falta à reunião de câmara e, para cúmulo, alguém aproveita a ausência para lhe assaltar a casa.
Há semanas em que um homem devia ir à bruxa!

03 maio 2007

26 fevereiro 2007

Ser e parecer

Segundo está escrito aqui, o chefe da edilidade de Alcochete terá dito não haver «dúvida que o aumento da criminalidade "está directamente ligado à falta de policiamento e à diminuição constante dos efectivos da GNR", que passou de 30 para 17 militares, nos últimos três anos».
Se o disse foi inexacto, porque a criminalidade não se combate apenas com polícias. A origem do fenómeno radica no desemprego e na alteração de valores éticos e morais, associados sobretudo à toxicodependência e à precariedade da condições de vida, matérias em que, ao nível local, autarcas, escolas, instituições e a sociedade precisam de se organizar, unir e agir.
Ultimamente, quem se senta naquela cadeira da autarquia peca pelo isolamento da realidade e por gerir a coisa pública com 99% de palpites e malabarismos comunicativos e apenas 1% de esforços para mudar o que todos reconhecem estar errado.
É certo que um político tem de ser popular para conseguir a eleição. Mas depois, sem capacidade nem engenho para agir, depressa se torna refém do sistema e, se nada alterar nem reformar, seguramente calçar-lhe-ão os patins na primeira oportunidade.
Em 15 meses de mandato não me apercebi de uma única acção local tendente a captar mais empresas e unidades industriais para o concelho, desconheço resultados do trabalho do gabinete de acção social do município e raras pessoas se manifestam preocupadas com as estatísticas do abandono escolar.
Nisto há muito que o chefe da edilidade, as instituições, as colectividades e os cidadãos em geral poderão fazer, por estar provado, em Portugal e no mundo, ser insuficiente e inútil ficar-se apenas pelo reforço policial.
Se em 2004, no concelho de Alcochete, houve 528 crimes e em 2005 esse número subira para 611, as acções correctivas deveriam ter sido tomadas de imediato, evitando o alastrar do problema. Alguém pensou nelas nos dois anos posteriores? Houve acções correctivas ou limitaram-se à atitude cómoda de clamar por mais polícias?
Preferia que o actual chefe da edilidade, baseado na sua experiência de vida e na formação académica, optasse por intervenções públicas apontando rumos, pistas e a necessidade de empenho colectivo para pensar e agir antes que a insegurança assuma proporções mais graves.

Mexa-se, se não quer calçar os patins!

19 janeiro 2007

Estar alerta é fundamental (3)

Uma semana após ter escrito isto, volto ao assunto porque há um pequeno desenvolvimento no caso do aumento da criminalidade em Alcochete: o chefe do Estado-Maior da GNR promete reforçar o efectivo de pessoal no posto da vila.
Escrevi (e não me enganei) tratar-se de pequeno desenvolvimento porque o tenente-coronel Henrique Ribeiro confirma ao jornal que mais polícia não chega, tal como referi no segundo texto desta série.
Recordo as suas palavras: "tem existido algum incremento da criminalidade" [em Alcochete], sobretudo devido a factores como o desemprego e alteração dos valores éticos e morais. Estes surgem "associados ainda às problemáticas da toxicodependência e de alguma precariedade da condições de vida". Tudo isto "tem contribuído para o clima de insegurança" que atinge Alcochete e outros concelhos do país.
Como os efeitos de nenhum destes problemas – e de outros a que não aludiu mas se conhecem bem – são atenuados apenas com maior presença policial na rua, é premente que a sociedade demonstre a sua insatisfação com as piedosas preocupações manifestadas pelos órgãos autárquicos (das da assembleia municipal só soube esta semana, embora a sessão se tenha realizado a 28 de Dezembro findo).
Eleitos locais, instituições, colectividades, cidadãos e polícias, em conjunto, terão de fazer algo mais. E depressa!

12 janeiro 2007

Estar alerta é fundamental (2)

Finalmente, há reacção institucional ao aumento da criminalidade no concelho de Alcochete, assunto que me desagradou bastante abordar, novamente, há pouco mais de uma semana, neste texto.
Já o fizera antes, a 25 de Agosto passado, quando um assalto inédito teve direito a notícia num jornal nacional.
Pelos dois comentários que o meu último texto suscitou, depreendia-se haver algo mais que boatos.
Enfim, o próprio chefe da edilidade teve de reconhecer num órgão de comunicação social que a qualidade de vida em Alcochete vai de mal a pior por causa da insegurança.
Todavia, as preocupações do autarca não resolvem coisa alguma, tal como a insegurança nunca é apenas um problema dos polícias. Ainda que o posto da GNR de Alcochete tivesse 50 guardas, a criminalidade não diminuiria.
O problema essencial reside no facto de, em apenas sete anos, a população ter aumentado mais de 50%, sem que jamais se tenham acautelado os problemas que esse crescimento suscita.
Recordo-me que, há meia dúzia de anos, a GNR demorava escassos dias a deter o autor de dois ou três assaltos. Depois passavam-se meses sem nada a assinalar.
Hoje o assunto é muito mais complexo e delicado, devendo ser analisado e estudado, com determinação e empenho, no seio do Conselho Municipal de Segurança.
É desse órgão que devem partir propostas, sugestões e soluções de envolvimento de cidadãos, de famílias, de bairros, de freguesias, de escolas, de instituições de solidariedade social, de autarquias, de meios de comunicação e de polícias.
Ao contrário do que tem sido noticiado, entendo que a acção desse órgão não deve limitar-se à apresentação de propostas à câmara e à assembleia municipal.
Tendo nele assento representantes autárquicos, a sua acção deve ser exercida directamente e nunca depender de conveniências políticas. Mas devem ser-lhe facultados meios suficientes, nomeadamente do município e das juntas de freguesia, para o envolvimento e o diálogo com os principais interessados: os cidadãos.
Se o Conselho Municipal de Segurança tivesse saído do papel há mais tempo e se fosse um órgão interventivo e empenhado, talvez hoje não houvesse uma crescente onda de assaltos que ninguém consegue já iludir ou ocultar.
Estão em risco, por agora, bens patrimoniais de quem se refugiou em Alcochete supondo ser possível haver um paraíso. Havia, de facto. Mas como se limitaram a "betonizar" e a cruzar os braços relativamente a riscos colaterais há muito conhecidos e estudados, o paraíso depressa acabou e as coisas complicaram-se.
Obviamente, se nada for feito qualquer dia teremos a lamentar muito pior.

02 janeiro 2007

Estar alerta é fundamental

Começo o ano a abordar um assunto que actualmente anda de boca em boca, acerca do qual escrevera aqui há alguns meses a propósito de assalto inédito.
Não será segredo para ninguém que Alcochete fervilha em informações nada fidedignas sobre uma hipotética ou real onda de assaltos a residências.
O que muito estranho é o facto de nenhuma entidade institucional negar ou confirmar o que, até prova em contrário, poderão ser simples boatos.
E se o não forem? Ninguém tem recomendações a fazer para evitar novos casos lamentáveis?


P.S. - "É tolice acreditar literalmente em boatos, mas é igualmente tolo descartá-los por inteiro, porque essas histórias revelam alguma coisa sobre as preocupações, interesses, esperanças e medos dos indivíduos e grupos que as transmitem. Os estudos sobre o boato chegaram a algumas conclusões fascinantes quanto às circunstâncias que favorecem sua difusão, as maneiras pelas quais as narrativas são elaboradas e sobre as funções sociais que elas têm a cumprir".
(...)
"As circunstâncias que favorecem a difusão de boatos incluem uma atmosfera de medo e incerteza provocada por alguma forma de crise, como guerras, ondas de fome, epidemias e revoluções".

Autor: Peter Burke, historiador inglês
Texto retirado de Rizoma

Conselhos da PJ
Furtos em residências
Furto de obras de arte

Conselhos da GNR
Conselhos da PSP

Conselho meu: acordai vítimas do estado a que isto chegou!

29 dezembro 2006

Previsões para 2007

Prevejo que no novo ano os alcochetanos terão sobretudo más notícias, tais como a subida progressiva e muito acentuada das taxas de saneamento. Não excluo também uma revisão em alta do preço da água de consumo público.
A "betonização" de solos agrícolas ampliar-se-á significativamente devido ao incremento da construção de habitação (embora haja já centenas de fogos novos sem comprador), o património edificado e os espaços verdes continuarão a degradar-se, a pressão da água nas torneiras diminuirá ainda mais e os esgotos pluviais darão novos problemas.
Aumentará significativamente o número de habitações usadas à venda e diminuirá o valor comercial das adquiridas há menos de uma década, pelo que o património familiar continuará a desvalorizar-se.
Em face do que é voz corrente – embora nenhum órgão de comunicação social ousasse tocar no assunto – o aumento da criminalidade não violenta será notório.

11 novembro 2006

Eu estou do lado das polícias

Quando a PSP ou a GNR intervêm perante grupos transgressores da lei, logo aparecem as reportagens das televisões quase sempre orientadas para indisponibilizar os espectadores contra as forças da ordem.
Pelo princípio da razão suficiente sei que nada existe sem uma razão de ser.
Vem-me à cabeça um conto da minha avozinha cujos pormenores me falham.
Era uma família numerosa sem grandes recursos, mas que vivia em paz. Por mão de uma das filhas, insinua-se um intruso lá em casa que a pouco e pouco vai roubando o sossego a pais e filhos. Uns e outros não sabem o que fazer à rede cada vez mais apertada que os sufoca. O medo é o duro pão que comem. Todos os que tentaram ajudar se mostraram sem forças para resolver o problema. A dada altura apareceu-lhes à frente um manhosão de dentes à mostra mais medonho que o primeiro, mas prometia livrá-los do tormento de longa data se aceitassem recebê-lo como senhor o resto das vidas. O desespero era tanto que concordaram em troca de algum alívio.
O meu filho está aqui a meu lado e perguntou-me: pai, isto foi mesmo verdade? Eu respondi: filho, isto é verdade só até metade. A outra metade poderá estar a caminho.

25 agosto 2006

Assalto inédito

Leia esta notícia publicada na edição electrónica do JN.
Que eu saiba, um caso assim era inédito nestas paragens.
Parece-me ser tempo de, em Alcochete, se aprender a viver com insegurança e pequena e média criminalidade.
Daí supor ser útil e urgente juntar GNR e população, num espaço suficientemente amplo, para diálogo e esclarecimento mútuo. Pessoalmente gostava de conhecer as estatísticas da criminalidade no concelho, entre 2000 e a data presente.
Entretanto, segundo alguns especialistas, o combate à pequena delinquência é uma das primeiras medidas cautelares.
Mas isso eu não vi ainda, embora haja sinais dela por todo o lado.
Com tanta gente de férias considero inoportuno, por agora, cavar o assunto mais fundo neste blogue. Fá-lo-ei noutra ocasião.
É curioso que na autarquia haja quem se preocupe com os assuntos da saúde mas ninguém tenha reparado que, em matéria de insegurança, vamos de mal a pior.
Eis o que, acerca do tema segurança, consta do programa da coligação que governa a autarquia:

"Estimular, em colaboração com parceiros e demais partes interessadas, a promoção da segurança, higiene e saúde nas escolas e nas associações e colectividades do município".
(...)
"Promoção da coesão territorial interna – ordenamento do território, funcionalidade e identidade territorial, relações de vizinhança e segurança dos espaços públicos:
"1. Instituir e apoiar o funcionamento do Conselho Municipal de Segurança:
(...)
"d. Incrementar o diálogo com as forças de segurança (GNR) com vista ao melhoramento do policiamento e aumento das condições de segurança no município".

Passados 10 meses acho que nem um centímetro se avançou ainda. Oxalá estivesse enganado.


P.S. - A propósito de pequena delinquência e da amplitude dos problemas a ela asssociados, leiam-se os segundo a quarto parágrafos deste texto. As fontes parecem-me insuspeitas, embora não tenha conseguido datar nem a origem nem a autoria desta declaração sem dúvida governamental.