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01 outubro 2009

150 anos do nascimento do Padre Cruz

De um colega e amigo, cujo nome não estou autorizado a revelar, recebi o seguinte e-mail.

"Foi hoje apresentado no Centro Paroquial de Alcochete, pelos CTT, um postal comemorativo dos 150 anos do nascimento do Padre Cruz. Esteve presente o Sr. Padre Reis, Postulador da causa de canonização. A partir de amanhã é possível encontrar os postais em qualquer estação dos CTT. Divulguem e rezem mesmo que não acreditem agora. Acreditarão depois. Um abraço"

29 julho 2009

Padre Cruz nasceu há século e meio

No dia do 150.º aniversário do nascimento do Padre Cruz, recordo aqui um trabalho pessoal de 2003 contendo imagens e documentos antigos, oriundos de colecções particulares, que traçam o perfil de um dos mais distintos alcochetanos, profundamente venerado e respeitado na sua terra e em muitos lares portugueses.

Em inúmeras residências pobres ou ricas do concelho, em vielas históricas e urbanizações modernas, notoriamente um dos elementos decorativos mais comuns das portadas é um quadro de azulejos representando o Padre Cruz.
A veneração não é exclusiva de Alcochete e suas freguesias, porque se repete um pouco por todo o país, embora sem a profusão evidente aos olhos de quantos reparem em pequenos detalhes do urbanismo local.
Além disso, tal como o jazigo do cemitério de Benfica (Lisboa), em que repousam os seus restos mortais, está sempre pejado de flores, também a sua estátua, no centro de Alcochete, não passa um dia sem receber um ramo fresco e viçoso.

Acresce que, não sendo santo – o processo continua pendente no Vaticano – nem o vulto que mais se evidenciou na defesa dos direitos humanos e no engrandecimento da vila, a gratidão e o reconhecimento da sua bondade fazem com que seja o único alcochetano com direito a duas esculturas: a referida estátua e o busto que, tendo-a precedido no mesmo local, seria depois transferido para um terraço do centro paroquial.

Nado no Rossio e baptizado na matriz

Embora haja dúvidas, o Padre Francisco Rodrigues da Cruz terá nascido no antigo Rossio de Alcochete, no dia 29 de Julho de 1859, no n.º 32 do Largo Barão de Samora Correia, sendo baptizado na Igreja Matriz, a 25 de Fevereiro de 1860.
Foi o quarto dos seis filhos que seus pais tiveram. Naturais de Alcochete, Manuel da Cruz e D. Catarina de Oliveira da Cruz, como bons cristãos e fiéis cumpridores dos seus deveres religiosos, educaram seus filhos no temor e amor de Deus.
Na casa em que o Padre Cuz nasceu existe uma placa evocativa, com a seguinte inscrição: "Em 29 de Julho de 1859 nasceu nesta casa de seus pais o padre Francisco Rodrigues da Cruz. A fé do baptismo que o santificou na igreja da nossa terra foi luz divina que iluminou a sua vida sacerdotal. A sua memória é luz bendita que a morte acendeu para não mais se apagar. A Câmara Municipal de Alcochete, 29-7-1950".
Aos nove anos de idade, Francisco, de temperamento vivo e activo, sensível, bondoso e alegre, foi com o irmão José para Lisboa, frequentar como interno o Colégio Europeu, onde estava já o irmão mais velho, Manuel, médico ilustre na vila de Montijo, que pelas suas benemerências lhe erigiu o busto patente num varandim do centro paroquial, conforme acima referi.
Depois, como externo, Francisco frequentou o Mainense, o Instituto Industrial e o liceu, onde estudou retórica, grego e filosofia.

Desde criança que pensava ser sacerdote e até lhe chamavam «Padre Francisco». Seu pai, que também manifestava o mesmo desejo a respeito do filho, ao terminar este os preparatórios em Lisboa perguntou-lhe que vida queria seguir. Ao que respondeu: «A vontade do pai é também a minha».

Entrada na Faculdade de Teologia

Assim, em 1875, com 16 anos de idade, Francisco parte para Coimbra e matricula-se na Faculdade de Teologia, vivendo com outros seis estudantes.
Todos viriam a ser sacerdotes. Em Coimbra foi sempre muito bom aluno, aplicado e bem comportado. No último ano do curso – 1879/1880 – inscreve-se na Congregação Mariana, erecta na Igreja de Santa Teresa e dirigida pelo lente dr. António Sebastião Valente, mais tarde Patriarca da Índia.
A este facto atribuía o Padre Cruz especial importância na orientação da sua vida para a santidade.

Terminado o curso teológico em 1880, com o grau de Bacharel, como não tivesse a idade canónica para ser ordenado sacerdote (contava apenas 21 anos incompletos), vai para o Seminário de Santarém ensinar filosofia, múnus que manteve até 1880.
No dia 3 de Junho de 1882 recebe a ordem de presbítero, conferida por D. António de Freitas Honorato, Arcebispo Titular de Mitilene e mais tarde Residencial de Braga.
Celebra a primeira missa 22 dias depois, num domingo, a pedido dos seminaristas, que nesse dia celebravam a festa de S. Luís, tendo assistido seu pai e irmãos. Sua mãe falecera a 15 de Agosto do ano anterior.
Em Santarém o Padre Cruz começa a sofrer de um esgotamento, que nunca mais o abandonaria e se agrava a ponto de, em 1886, ter de renunciar ao ensino.
Convidado pelo Provedor do Colégio dos Órfãos de S. Caetano, em Braga, para ir dirigir aquela casa, toma conta do cargo nesse mesmo ano. Ali se dedica de alma e coração à formação dos pequenos órfãos, procurando dar ao colégio uma orientação absolutamente religiosa, preocupação que se reflecte numa carta escrita ao Arcebispo de Braga, antes de deixar a direcção do estabelecimento.
Muitos dos seus antigos alunos lhe manifestaram pelos anos fora quanto admiravam, estimavam e amavam o seu antigo director.


Saúde precária até ao fim da vida

A saúde do Padre Cruz era cada vez mais precária, celebrando a missa com dificuldade, e além da direcção do colégio exercia ainda as funções de professor e ajudava o pároco de S. Maximinos, freguesia em cuja área se situava o estabelecimento de ensino.
Em 1894 é forçado a renunciar ao cargo. Não quis, porém, que a direcção do colégio ficasse sem óptimos substitutos. Para isso fez diligências prementes, com cartas e orações, para que os padres salesianos tomassem conta do colégio. O empenho do Padre Cruz foi, deste modo, a razão do estabelecimento dos salesianos em Portugal.

O Cardeal Patriarca, D. José Neto, encarrega-o então da direcção espiritual do Seminário Menor do Farrobo, perto de Vila Franca de Xira, acompanhando um ano depois, em 1896, os seminaristas para S. Vicente de Fora.
Além do trabalho de director espiritual preparava as visitas pastorais do prelado lisbonense às diversas freguesias do patriarcado – sendo por esse motivo apelidado «São João Baptista Precursor» – e exercia o seu ministério sacerdotal na Igreja de S. Vicente e na capela do Conventinho das Clarissas do Desagravo.
Sofreu a perseguição nos últimos anos da monarquia e nos primeiros do regime republicano, sendo duas vezes preso pelas autoridades do novo regime.
Em 1913 dá a primeira comunhão à vidente Lúcia, então com seis anos de idade, e em 1917 vai a Fátima falar com os três pastorinhos, rezando com eles o terço junto do local onde lhes aparecia Nossa Senhora e assegurando-lhes que era a Virgem quem lhes aparecia.

Entrada na Companhia de Jesus


Com 81 anos de idade realiza o sonho da sua vida, fazendo os votos religiosos da Companhia de Jesus, cumprindo assim o voto que fizera em 1886, de entrar nela se Deus lhe desse saúde.
Já em 1901 e 1910 tentara satisfazer o seu desejo, ao que os superiores da Companhia se opuseram.
Finalmente, em 1929, conseguiu de Pio XI fazer os votos religiosos à hora da morte, e de Pio XII, em 1940, emiti-los já, o que fez no noviciado em Guimarães, a 3 de Dezembro desse ano, festa de São Francisco Xavier, santo da sua grande devoção, que tomara por protector, mestre e modelo.
Pio Xll não só o dispensou do noviciado como lhe permitiu continuar a viver fora das casas da sua religião. Contudo, era muito cuidadoso em pedir as devidas licenças aos seus superiores religiosos.

O Padre Cruz vivia só para Deus e para as almas. Até quase à hora morte, a sua vida foi um contínuo peregrinar por todo o Portugal a confessar, a pregar, a abençoar e a consolar, numa palavra, a fazer bem.

Apesar de saúde muito precária, nunca conhecia descanso e quando lho recomendavam respondia: «Temos uma eternidade para descansar». De facto, fazendo-se tudo para todos como S. Paulo, não vivendo para si mas só para almas cuja eterna salvação procurava, não se poupava a trabalhos e sacrifícios para o conseguir.
As suas viagens foram contínuas, usava toda a espécie de transportes, e quando a natureza do caminho não permitia outros, como nas serras, ia de burro ou em cadeirinha de mão.
Cumpria admiravelmente o que pregava aos sacerdotes nas conferências da União Apostólica do Clero.
"A nossa missão é esta : confessar enquanto houver pecadores ao pé do confessionário; pregar enquanto houver ouvintes no templo; e rezar até já não poder mais".
Em 1942, com 83 anos, o seu zelo leva-o ainda a percorrer as ilhas da Madeira e dos Açores. Porém, o seu ministério sacerdotal exerceu-o de preferência junto dos humildes.
Quando o cardeal D. António Mendes Belo, que escolhera o Padre Cruz para seu confessor, o pretende nomear cónego da Sé Patriarcal, o ilustre alcochetano escreve-lhe uma carta, datada de 27 de Março de 1925, repassada de humildade, obediência e zelo da salvação das almas, na qual manifesta o desejo, que considerava especial vocação de Deus, de se dedicar ao apostolado entre "os presos das cadeias, os doentes dos hospitais, os pobrezinhos e abandonados, e tantos pecadores e almas abandonadas".

Alcochete sempre no coração

Preocupação constante do seu zelo era a terra natal. Procurava o seu bem espiritual, arranjando confessores e pregadores para as primeiras sexta-feiras e festividades, pagando a professoras que ensinassem também a doutrina cristã às crianças, quando esse ensino estava interdito, e materialmente socorria famílias necessitadas, mandando dar esmolas aos pobres, em géneros e dinheiro.
Alcochete soube corresponder-lhe com gratidão, sobretudo no 60.° aniversário da sua primeira missa, em 1912, e, ao ser aberta ao público a Igreja Matriz, após as obras de restauro de 1945, afirmaria nessa ocasião o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira: "Alcochete, só por ser a terra do Padre Cruz, virá a ser um dia lugar de peregrinação». Não se enganou, como é bem patente na estátua existente no Largo de São João, junto da qual já observei em recolhimento gente conhecida no país.

O fim de um grande alcochetano

A última vez que o Padre Cruz pôde celebrar missa foi a dia 1 de Dezembro de 1947, prostrado por uma pneumonia. No dia 8 recebe os últimos sacramentos e no dia 12, moribundo, é-lhe recitado o ofício da agonia. Melhora e só a 1 de Outubro do ano seguinte, tendo-lhe sido administrada a comunhão, como de costume, no quarto, depois de breve Acção de Graças, sobrevem-lhe pelas 8h30 um colapso cardíaco.
Suavemente entrega a alma a Deus.
A venerar o cadáver estiveram o Cardeal Patriarca, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, que lhe beijou comovido as mãos, monsenhor Umberto Mozzoni, em representação do Núncio Apostólico, e muitas outras pessoas de relevo social na época.
Na tarde do dia 2 de Outubro, o corpo, conduzido processionalmente para a Sé Patriarcal, ali fica exposto, desfilando perante ele, continuamente, dia e noite, milhares de pessoas, querendo tocar naqueles despojos terços, crucifixos, estampas, etc.
No dia seguinte, por determinação do Patriarca, celebram-se solenes exéquias na Sé, presididas pelo próprio, com a assistência do Cabido, de membros do governo e de inúmeras individualidades. Pelas 15 horas realiza-se o funeral, ficando o corpo depositado no jazigo na Companhia de Jesus, no cemitério de Benfica (Lisboa), segundo a vontade expressamente exarada pelo Padre Cruz num documento.
E, tal como a sua estátua em Alcochete, também à porta do jazigo há sempre inúmeros ramos de flores frescas.
O Padre Cruz praticou todas as virtudes em grau extraordinário, dizem-no os que o conheceram. Já em 1894, numa carta dirigida pelo superior dos Salesianos ao vigário geral da Congregação de S. João Bosco, se diz que "o Padre Francisco da Cruz é de uma tal virtude que em Braga costumam chamar-lhe 'o Padre Santo'.

Considerado santo já em vida e atribuindo-se-lhe intervenção poderosa na obtenção de graças maravilhosas, foram feitos pela autoridade eclesiástica os processos canónicos em ordem à sua beatificação.
Esses processos foram entregues à Sagrada Congregação dos Ritos, em 17 de Setembro de 1965, e aprovados em 30 de Dezembro de 1971. Desde que se provem, além disso, dois milagres alcançados pela sua intercessão, a Santa Sé elevará às honras dos altares o Padre Francisco Rodrigues da Cruz, glória da vila de Alcochete. O processo continua pendente no Vaticano.

Documentos complementares para consulta

Os documentos que reproduzo têm a singela finalidade de ajudar a compreender a mística e a fé que rodeiam este alcochetano simples, sereno e bondoso, mas capaz de fazer rir quem o escutava.
Tanto pelos documentos que publico, uma vez mais, como por relatos de quem o conheceu em vida, depreende-se que, já adulto, o padre jesuíta Francisco Rodrigues da Cruz residia em Lisboa mas nunca deixou de voltar regularmente à sua terra.
Atravessava o Tejo no vapor que todos conheciam, carinhosamente, como "O menino", como qualquer outro modesto cidadão, e assim que punha o pé em terra era rodeado por um bando de miúdos, que o acompanhavam nas deambulações pela vila.

Esses miúdos são hoje os avós das mais antigas famílias da vila e seria lamentável se esses testemunhos orais se perdessem para sempre. Porque uma coisa é o que relatam jornalistas, biógrafos e escritores; outra, bem distinta, a vivência dos protagonistas das pequenas histórias do quotidiano.
De cima para baixo, eis a identificação das imagens publicadas:
1 - Uma imagem pouco conhecida do Padre Cruz (da colecção familiar), datada da última parte da sua vida;
2 - Caligrafia e assinatura pessoal num cartão dirigido ao sobrinho-neto, dr. Elmano Alves;
3 - Frontaria da casa situada no Largo Barão de Samora Correia (vulgo Rossio), onde existe a placa que assinala o local de nascimento;
4 - Recorte de jornal da colecção da família
5 - Medalha comemorativa do centenário do seu nascimento (colecção familiar);
6 - A sua última imagem em vida, na qual vem a basear-se o autor da estátua existente no Largo de São João, em Alcochete;
7 - Estátua do Padre Cruz, em Alcochete, da autoria do escultor Luís Valdés Castelo Branco, inaugurada a 15 de Janeiro de 1969.
A maioria desconhece que a face reproduzida no bronze foi obtida a partir da própria máscara funerária;
8 - Imagem da cerimónia inaugural da estátua do Padre Cruz;
9 - Recorte do «Diário de Notícias»

As imagens a cores são minhas e as restantes reproduzidas a partir de documentos originais cedidos pelos drs. Francisco Elmano Alves (sobrinho-neto do Padre Cruz) e João Marafuga

31 maio 2009

Manifestação pública da Fé


Esta é a nossa querida terra de Alcochete em manifestação pública da Fé.
Enquanto for assim será a liberdade. Quando deixar de ser assim será a escravidão. Na verdade, em artigos especializados e obras literárias de intelectuais de esquerda damo-nos conta do ódio a manifestações culturais de raiz popular como a tourada e a procissão, a primeira porque é a saga da coragem e esforço, valores individuais que o marxismo não digere; a segunda porque a Fé se manifesta na rua. Um bando de idiotas pode fazer o que quer em público, mas um cristão não pode expressar simbolicamente aos olhos de todos a caminhada da salvação.

28 maio 2009

Junho, o 1º da criança e o resto do Padroeiro


Mês de Junho, o 1º da criança e o resto do Padroeiro da Freguesia de Alcochete, São João Baptista.

21 fevereiro 2009

De Nuno Álvares Pereira a Alcochete


O Papa Bento XVI canonizará Nuno Álvares Pereira no próximo 26 de Abril.
Para mim, que, felizmente, dada a infinita misericórdia de Deus, acabei por perceber o Cristianismo (coincidência dos opostos), Nuno Álvares Pereira, homem de ingentes qualidades e, certamente, de vários defeitos, é o exemplo do grande cristão.
Numa altura de perigo eminente para todo o Ocidente, a canonização de Nuno Álvares Pereira reveste-se de uma particularíssima importância para o futuro dos nossos filhos e netos.
Há um alcochetano que durante toda a vida asseverou que Nuno Álvares Pereira lhe apareceu num momento de pungente oração, animando-o e incentivando-o ao bom combate.
Quando eu era estúpido, não colocava estas revelações que me eram confiadas no devido plano, embora as ouvisse com respeito.
Hoje sei que o testemunho de António Neto Salgado expressa-se por um registo diferente do meu, mas ambos queremos o mesmo.
Honra e glória por toda a eternidade a São Nuno Álvares Pereira, o condestável do Reino de Portugal, terra de Santa Maria.

15 fevereiro 2009

Bíblia e realidade


Quase todo o Novo Testamento, senão todo, foi originalmente escrito em Grego.

Quem está um pouco familiarizado com a língua grega dá-se conta de quanto o discurso dos Evangelhos está intrinsecamente ligado à realidade.

Por exemplo, "nação" (glõssa) significa língua; "milagre" (dynámeis) significa força, poder, potência; "diabo" (diábolos) significa acusador.

Clique na imagem para ver melhor.

08 fevereiro 2009

Recordai...


Recordai, alcochetanos, que os vossos pais e avós vos educaram no culto do trabalho, na fé cristã e no amor à Pátria. Esta forma de estar no mundo não se compadece com ideologias de esquerda que penalizam o trabalho, esvaziam a religião, ridicularizam o patriotismo.
Falo assim porque este é um ano de eleições. Se confiamos o nosso voto a partidos de esquerda, entramos em contradição com os princípios e valores que herdámos dos nossos maiores e connosco próprios.
O marxismo, "filosofia" que está no fundo de todas as esquerdas, é ateu e anti-cristão. Ora sem o cristianismo não haverá lugar para a instituição família, para a pequena propriedade e para a liberdade individual.
Na verdade, a prosperidade colectiva é filha de um esforço individual e da livre empresa, nunca da intervenção do Estado.
«Já me vós is entendendo»?

02 fevereiro 2009

Olhar para trás

Continuando a abordagem de dados estatísticos respeitantes a 2007, eis as estimativa oficial sobre a população residente no último dia desse ano: ao todo 16.813 indivíduos, sendo 8200 homens e 8613 mulheres.
Por idades a repartição era a seguinte:
0 a 14 anos - 2866
15 a 24 anos - 1741
25 a 64 anos - 9340
65 a 74 anos - 1640
75 e mais anos - 1226
E ainda dois outros dados: dos 80 casamentos celebrados no concelho em 2007, 19 foram católicos e 61 só no civil. No mesmo ano, 86 estrangeiros solicitaram estatuto legal de residentes.

22 janeiro 2009

Felicidade e realidade


Há quem pense (não são poucas as pessoas a pensar assim), por exemplo, que a felicidade está num casamento feito a contento de nubentes que protestam um ao outro eterno amor. Ora não é bem isso porque o verdadeiro amor conta com a realidade. Como assim?
É feliz quem se submete à realidade, não quem por cima desta põe o "eu" e quer submeter o que não pode ser submetido à própria subjectividade.
E o que é transformar a realidade senão querer submetê-la à nossa subjectividade?
A grande lição é-nos dada pelo significado profundo da história de São Cristóvão. Parecia a este bom homem da tradição cristã que nada lhe custaria transportar aos ombros um menino de uma margem para a outra do rio que o agigantado barqueiro tão bem conhecia. Dando início à travessia, Cristóvão começa a sentir que o peso do menino é cada vez mais pesado, obrigando-o a vergar-se qual Atlas sob o peso do mundo. Exausto, o santo chega à margem oposta do rio, quando se desfaz o menino-aparência e se lhe revela o Senhor pela Criação, o Cristo, a Estrutura da Realidade.
Feliz pelo alívio da revelação, Cristóvão percebeu que a humildade é a verdade.

18 janeiro 2009

Transformar a realidade ou saber vivê-la?

Que acontece se eu sou pela transformação da realidade? Em vez de observar esta, concluir e propor as medidas para nos harmonizarmos o melhor possível com o meio à nossa volta, elejo o "eu" a uma espécie de demiurgo para a transfiguração completa da estrutura da realidade, postura objectivamente satânica, haja nisso maior ou menor consciência.
A finalidade da História é trocada pelo fim da História, quer isto dizer, pelo fim da luta de classes. Quando lá chegarmos, será a eterna abundância, felicidade e paz. Para que este tempo venha, urge acabar com os Estados Unidos da América, com Israel, com a Igreja, etc., identificados como os grandes obstáculos à construção do paraíso sobre a Terra.
Ora todos estes profetas do Anti-Cristo não dizem às massas que querem meter o Infinito no finito (inversão da realidade) e desprezam o facto incontornável de que todos nascemos com o mecanismo do mal entranhado em nós, razão por que, embora cada um possa melhorar como pessoa e na relação com o outro, somos criaturas, portanto sem vocação intrínseca para a absoluta erradicação dos conflitos humanos.

14 dezembro 2008

O Coro de São João Baptista

«O coro de São João Baptista fundou-se como tal em Janeiro de 2006, quando o Padre Carlos Russo pediu para que Mário Matsumoto e José Carlos Carriço se disponibilizassem a ensaiar algumas pessoas que cantavam nas missas dominicais de Alcochete. Essas pessoas até essa data eram coordenadas pela D.ª Maria de Lurdes Santana.
Com a participação do Maestro Mário Matsumoto, o coro começou a ganhar elementos e a cantar mais musicalmente.
Actualmente, o coro de São João Baptista é dirigido pela Maestrina Mafalda Boultwood. Desde Novembro de 2006 vem ensaiando e mantendo a harmonia do coro».

13 dezembro 2008

Natal sempre


Ama Deus tanto o mundo que encarnou
No ventre de mulher de todos seio.
Assim um homem Deus à terra veio,
Eternidade e tempo n'Um juntou.

Mas foi tão radical encarnação,
A seguir reforçada pela Cruz,
Que toda a face de homem hoje é luz
Por graça de tamanha doação.

Encarnação, palavra do futuro
Donde vem o presente que é querido
Por homem que derrube todo o muro,

Caminhe rumo ao outro destemido,
E sem ligar a pedra de chão duro,
Grite, "Valeu a pena eu ter vivido!"

07 dezembro 2008

Liberdade ou escravidão?


Neste preciso momento decorre qualquer coisa na TVI que rediculariza o Cristianismo, mais propriamente o Catolicismo.
A própria estação de televisão e os actores e actrizes que põem a ridículo a crença dos nossos pais e avós sabem que estão seguros e a salvo.
Mas por que razão não fazem o mesmo ao Islão? Têm medo?
Por que autofagicamente acabamos connosco, dando espaço à emergência de outra Civilização entre nós?
Para sermos livres?
Ou para sermos escravos?

06 dezembro 2008

Não há Bela sem senão!

Hoje apeteceu-me ir à celebração da Eucaristia, vulgo missa.
Apeteceu-me e fui.
Eram 18H00 quando saí de casa. Desci a Estrada da Atalaia e atravessei o Rossio com muita satisfação porque estava nataliciamente muito bem iluminado.
A mesma sensação senti quando, pouco depois, entrei no Largo de São João Baptista. Uns passos à frente logo reparei que o mesmo cenário se repetia no jardim da Igreja.
Mas quando subia as escadinhas da Igreja e observava o presépio, tive uma sensação desoladora: a minha atenção não se centrava na representação da família (Maria, José e o Deus-Menino), mas na dos animais (o burro e a vaca), estranhamente desproporcional em todo o conjunto à frente dos meus olhos.
Estamos a comemorar o nascimento de Jesus Cristo, mas a minha mente foi para a Cruz do alto da qual a vítima inocente disse: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem" (Luc., 23, 34).

27 novembro 2008

Natal


O Natal é a Festa da Encarnação, isto é, a festa da união do Espírito e da carne (a do homem e a do mundo), do Transcendente e do imanente, do Infinito e do finito, da Eternidade e do tempo...

Não me perguntes como esta união se faz, porque, se mo perguntasses, tentar-me-ias a forçar as portas do Céu com violência.

Contra isso nos previne o Evangelho da Cruz, esta símbolo maior de todo o mistério cristão.

22 novembro 2008

Contradição?

Eu amo a humanidade.
Eu odeio a inumanidade.
Há contradição nestas minhas duas asserções?
Se há, também Santo Agostinho entra em contradição quando diz que ama o pecador, mas odeia o pecado.
Bom, parece que lancei todos os pressupostos básicos que justificarão os textos que passarei doravante a expor neste blog.

19 novembro 2008


Este livro (Nunes, Luís Santos, Glória a Deus e Louvores a Nossa Senhora, Adastra, Lisboa, 1959) recebi-o eu da mão do próprio autor.

Nesta obrinha de 100 páginas vê-se que Luís Santos Nunes está muito para lá do simples médico e discreto administrador do Concelho que a maioria das pessoas pensa que ele foi.

Na verdade, Luís Santos Nunes é um homem bem conhecido das mais altas esferas do mundo católico em Portugal.

O texto faz alusão a grandes figuras alcochetanas como o Dr. Luís Cebola, o Dr. José Grilo Evangelista, o Padre Cruz, etc.

Figura das maiores entre todos os grandes alcochetanos, o Dr. Luís Santos Nunes foi homem de ciência e fé.

26 outubro 2008

Eu defendo a Civilização Ocidental Judaico-Cristã


Não sei se J. McCain se bate contra um preto ou não. Isso não me interessa.

Sei apenas que J. McCain bate-se contra um verde.

Será possível que o povo americano entregue a América à loucura do nosso tempo?

Eu não quero acreditar.

Aconteça o que acontecer nos EUA, terá rápidas repercussões em todo o mundo, na minha e na tua liberdade, posta em causa nesta encruzilhada da História da Humanidade como nunca o foi depois da queda do Império Romano.

Que Deus te guarde a ti e a mim e a todos os homens de boa vontade.

23 setembro 2008

Novo pároco em Alcochete

Esta notícia era desconhecida de muitos paroquianos de Alcochete.
Tal como esta, que descreve a celebração da posse do novo titular da Paróquia de São João Baptista de Alcochete.
E para quem tenha curiosidade em saber algo mais acerca do novo pároco, a sua resenha biográfica, actividades e contactos estão aqui.
Seja bem-vindo à comunidade alcochetana!

18 setembro 2008

O mecanismo do bode expiatório e Cristo


A mensagem cristã traz o elemento que interrompe o mecanismo de identificação numa vítima expiatória.
De facto, o crucificado, o Cristo, proclama a sua inocência de vítima sacrificial e apensa ao homem (Humanidade) a responsabilidade da violência presente na História, anulando a possibilidade da harmonia social se restabelecer através de uma vingança sacrificial.
Depois de Cristo, eu já não tenho necessidade de baixar os olhos e fazer vénia a este e àquele para que me poupem a vexames ou me discriminem.
Sou cristão. Não tenho medo de erguer a cabeça e olhar para o meu semelhante de frente porque ambos somos irmãos do nosso Irmão Maior, Jesus Cristo.