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13 agosto 2010

Missão Cumprida!

O Aposento do Barrete Verde de Alcochete cumpriu, uma vez mais, a sua missão!
Aquelas que são consideradas as melhores festas do País trouxeram a esta vila ribeirinha milhares de visitantes que embebidos pela nossa tradição aqui saborearam os nossos costumes, a nossa alegria e abraçaram esse tão nobre sentimento que possuímos na forma simples, humilde em como recebemos todos aqueles que nos honram com a sua visita em ampla confraternização e harmonia.
É indescritível apreciar no rosto dos nossos emigrantes essa alegria impar que sentem no regresso à sua terra natal. No ar impera o perfume da saudade, da vontade de querer partilhar as histórias de um ano de trabalho longe dos seus entes queridos, de amigos e familiares, no entanto as Festas do Barrete Verde também servem para aproximar pessoas, juntam famílias, criam amizades e fortalecem outros laços já existentes.
São as Festas da nossa terra!
Houve entusiasmo, dinamismo, alegria e sobretudo muita animação. Foram momentos únicos, momentos de uma singular beleza que mesmo assim não evitam que uma lágrima perdida caísse pelo rosto de qualquer alcochetano quando pelas ruas e vielas da nossa tão bela Alcochete se ouvia “Barrete Verde e jaqueta…”.
Esta é a forma de sentirmos o Aposento do Barrete Verde, esta é a forma de sentirmos as Festas da terra que nos viu nascer ou que nos acolheu.
A opinião generalizada das pessoas é sempre a mesma, as nossas Festas foram simplesmente brilhantes, Alcochete saiu à rua, enalteceu o campino, recordou o salineiro e exaltou o forcado, figuras de uma história longínqua que preservamos com emoção, dedicação e num lugar muito especial do coração de todo o alcochetano.
Mais uma vez todos nós sentimos um imenso orgulho dessa tão nobre agremiação regionalista que entre outros objectivos, tem como principal missão a organização das Festas do Barrete Verde e das Salinas, este é o Aposento – o nosso cartão de visitas.
Estou convicto, que findadas que estão as festas e depois dos nossos corações terem pulsado mais do que é normal, vislumbra-se uma tremenda nostalgia, a saudade invade o nosso sentimento e ansiamos pelo regresso de novo Agosto.
Muitos filhos desta terra partem para destinos fora de Portugal, vão mais felizes, uma vez mais comungaram estas tradições que se renovam ano após ano. E no próximo ano aqui estarão de regresso, e como escreveu o meu querido amigo Constantino Menino e tão deliciosamente cantou a minha querida Maria Leopoldina Guia, “…serás mais um amigo que outro amigo encontrou…”.


Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS
bancadapsalcochete@gmail.com

16 julho 2010

As melhores Festas do País estão a chegar!

Não fora o facto de ser natural desta vila, situada na margem sul do Tejo, onde predominam gritos de gaivotas e cheiro a maresia, não fora o facto de já ter desempenhado as funções de Presidente da Direcção do Aposento do Barrete Verde de Alcochete e muito provavelmente, hoje, estaria aqui a abordar outro tema.
Mas não, o turbilhão do meu coração e a ansiedade que se vive nos dias que antecedem as tão desejadas Festas levam-me a incorrer, desenfreadamente, na escrita de algo que nos apaixona.
Estamos a menos de um mês de viver intensamente as melhores Festas do País – as Festas do Barrete Verde e das Salinas 2010.
Organizadas pelo Aposento do Barrete Verde, agremiação que no presente ano completa 66 anos de existência, estes festejos visam promover os costumes e tradições do nosso povo e da nossa terra, fomentando o gosto pela festa brava e promovendo, sobretudo, esta vila ribeirinha em todo o País e além fronteiras.
Tal como no passado, Alcochete vive, no segundo fim-de-semana de Agosto, a alegria extrovertida de um povo que, à beira do Tejo, desafia sonhos de outrora num misto de valores, que se reflectem no dinamismo, no vigor, entusiasmo e espírito de acolher. Todos os anos, são milhares e milhares de pessoas que se habituaram a viver esta cultura, repartindo connosco a sua amizade, honrando-nos com a sua presença e tornando estas Festas as mais imponentes do Ribatejo.
Aqui a Festa tem outro sabor!
O Aposento do Barrete Verde abre as portas de Alcochete ao mundo, tornando-se na mais bela sala de visitas desta vila. É elementar visitar todo o espólio do Aposento do Barrete Verde, nomeadamente o Museu Eng.º José Lupi, onde poderemos admirar três fantásticas salas, sendo que uma delas é precisamente dedicada a José Lupi e à sua carreira de cavaleiro tauromáquico, outra dedicada ao forcado e uma outra dedicada ao salineiro e marítimo.
O Aposento do Barrete Verde encerra em si uma boa parte da alma alcochetana, em cada recanto do seu edifício respira-se a história deste povo à beira Tejo plantado.
Esta é uma visita obrigatória na passagem por Alcochete.
A responsabilidade de se organizar as melhores Festas do País é deveras acrescida, no entanto estou confiante no trabalho desenvolvido pelos membros directivos do Aposento, estou convicto de que não regateiam esforços para que todos se sintam orgulhosos das suas festas.
Como é do domínio público, estamos a viver um pouco por todo o mundo um período sério de austeridade com todas as dificuldades inerentes à presente conjuntura socioeconómica, mas tenho consciência que é, precisamente, em momentos como este que os homens e mulheres da nossa terra se distinguem dos outros, colaborando, ajudando financeiramente o Aposento, para que as nossas Festas tenham a grandiosidade que este povo merece.
O apoio financeiro de todos tornou-se imprescindível na organização destes festejos, por isso e se a Direcção do Aposento do Barrete Verde me permite a ousadia, atrevo-me a solicitar junto de toda a população que haja globalmente um esforço adicional e que todos contribuam para que estas Festas continuem, como sempre e até aqui, a perdurarem na memória de todos.
Importa lembrar que a história de um povo é feita de pequenos momentos, que, fruto da sua tipicidade, se transformam em grandes acontecimentos e que marcam vincadamente a nossa cultura.
Em Agosto, vivam Alcochete, vivam intensamente todos os pedaços da história, bordados em letras de oiro, nos momentos únicos que as Festas do Barrete Verde e das Salinas nos proporcionam.

Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS
bancadapsalcochete@gmail.com

02 agosto 2009

Programa das Festas do Barrete Verde de 2009

Informo as muitas dezenas de internautas que, nas últimas semanas, têm sido encaminhados pelos motores de busca para este blogue porque procuram o programa das Festas do Barrete Verde e das Salinas de 2009, que podem consultar os seguintes endereços para obter essa informação:

Blogue de Zeferino Boal
Sítio de um estabelecimento comercial de Alcochete

Hoje o sítio na Internet do Aposento do Barrete Verde continuava inactivo.

04 fevereiro 2009

Urgente reescrever História de Alcochete



Em todas as fontes documentais que conhecia até agora está escrito que as Festas do Barrete Verde e das Salinas sucederam, no início da década de 40 do século passado,
às realizadas em honra da Senhora da Vida, tendo estas tido lugar apenas em 1930 e 1935.
Mas há provas documentais de que as Festas da Senhora da Vida se realizaram também em 1904, pelo menos, coincidindo com a inauguração do Campo de Tiro de
Alcochete.
Comprova-o a pág. 4 da edição n.º 47 da revista «Ilustração Portuguesa», datada de 26 de Setembro de 1904, cujos primeiros números acabam de ser disponibilizados em formato digital pela Hemeroteca Municipal de Lisboa, podendo o original ser consultado aqui.
Acompanhado de várias imagens relacionadas com a inauguração do citado estabelecimento militar, no texto da revista pode ler-se o seguinte (actualizei a grafia):

"A festas da Senhora da Vida foram cheias de interesse e aproveitou-se a ocasião para lançar a primeira pedra da estátua de D. Manuel [I] e para se inaugurar o campo de tiro em Alcochete.
"Às 2 horas da tarde, sob uma chuva torrencial, o sr. ministro da guerra chegou ao campo, começando logo as experiências das peças Schneider-Canet da bateria chegada do Havre e que pela primeira vez se disparava em Portugal.
"Dispararam-se 3 tiros de 1000 metros, 2 tiros com a inclinação para 4000 metros e 2 com a inclinação de 8000 metros, dando todos o melhor resultado.
O terreno adquirido pelo ministério da guerra abrange 1680 hectares e só à custa de muito boa vontade se pôde planificar, devido à iniciativa dos srs. capitães Sá Cardoso e
Telles, que devotadamente ali têm trabalhado.
"A nova carreira de tiro permite ser aproveitada até à distância de 10 quilómetros."

Devo também chamar a atenção para a quarta imagem da página 4 da revista publicada, em Lisboa (Editorial de O Século), há mais de 104 anos – imagem que reproduzo ao alto em destaque – a que corresponde a seguinte legenda: "Os batedores militares e paisanos que abriam o cortejo".
Que tem esta imagem de especial? Foi captada junto aos antigos Paços do Concelho de Alcochete, então situados na confluência do Largo Marquês de Soydos com a actual Avenida da
Restauração, reconhecendo-se dois edifícios ainda hoje existentes.
A imagem parece-me confirmar que, à época, os Paços do Concelho se situariam de facto no edifício situado ao meio da imagem, o que já era sabido pois fora, pelo menos, por mim referido neste texto.

Entretanto, na margem esquerda da mesma página digital da revista «Ilustração Portuguesa» (ver primeira hiperligação acima) existe um índice da publicação, devendo o leitor saltar para a pág. 8.
Dessa página consta a imagem reproduzida no rodapé deste texto, que não me surpreendeu pois conhecia-a. Há anos, vi uma cópia na biblioteca do dr. Francisco Elmano Alves (deputado e vice-presidente da câmara de Alcochete no antigo regime, pessoa de que um dia escreverei com mais detalhe neste blogue).
A gravura respeita
ao lançamento da primeira pedra do monumento dedicado a D. Manuel I, cuja construção, na realidade, se concretizaria apenas 66 anos depois. E a estátua hoje existente em local previsto há mais de um século não é a idealizada em 1904, mas uma outra concebida em 1968 pelo escultor Vasco Pereira da Conceição. Esta foi oferecida pelo Ministério das Obras Públicas.
Na legenda da gravura publicada na «Ilustração Portuguesa» lê-se o seguinte:


"A vila de Alcochete vai levantar um monumento ao rei D. Manuel numa consagração ao rei venturoso que, após quatro séculos, ainda encontra
eco no coração do povo dessa vila onde teve residência e nascimento.
"O sr. ministro da guerra foi convidado para deitar a primeira colher de cal na pedra fundamental do monumento e chegou à pitoresca vila pelo meio dia com todo o seu séquito, sendo recebido pela câmara municipal, povo e banda de caçadores 2.
"Armara-se [uma] barraca na praça onde ficará a estátua e ali o sr. ministro devia ler uma alocução. Chovia torrencialmente e o povo, cheio de curiosidade, assistia à cerimónia a pé firme, com um grande entusiasmo.
"O secretário da câmara, sr. Evangelista, leu o auto comemorativo da colocação da pedra,que foi logo assinado pelo ministro e mais pessoas presentes.
Dirigiram-se então para o local onde estava a cavidade sobre a qual assentará a pedra e depois de aí lançarem as moedas correntes bem como o auto que foi metido num tubo de vidro, o sr. Rosendo Carvalheira, autor do projecto do monumento, ofereceu a colher ao sr. ministro da guerra ao mesmo tempo que a pedra descia a tapar a cavidade.
"Dali foram os convidados para casa do sr. marquês de Soydos onde lhes foi oferecido um copo de água, partindo depois o sr. ministro com a sua comitiva para o campo de tiro onde se realizou a experiência da nova artilharia Canet."

Disse-me o dr. Elmano Alves que, aquando do lançamento da primeira pedra, em 1904, o monumento deveria ter sido construído mediante subscrição pública. Porém, nunca viu a luz do dia e o dinheiro
angariado terá, alegadamente, desaparecido. Até hoje nada mais soube do assunto mas, presumivelmente, haverá documentação esclarecedora no arquivo municipal.

Entretanto, ao lado reproduzo ainda uma pequena imagem de D. João Pereira Coutinho, retirada de uma edição posterior da revista «Ilustração Portuguesa» e identificando o então administrador de Alcochete (cargo de representação governamental).
Esta imagem é historicamente relevante porque D. João Pereira Coutinho foi quem, a 14 de Janeiro de 1898, trouxe de Lisboa a notícia da restauração do concelho, oficialmente publicada no «Diário de Governo» do dia imediato.
Importa recordar que, em 25 de Janeiro de 1898, realizou-se uma sessão de instalação da Comissão
Municipal de Alcochete. Na presença do então administrador - o já mencionado D. João Pacheco Pereira Coutinho – foram eleitos o presidente, D. António Luís Pereira Coutinho (seu pai e 5.º marquês de Soydos), o vice-presidente, José Luís da Cruz, e os restantes vogais, Augusto Monteiro Forte, António Luís Nunes Júnior e João Baptista Lopes.

23 novembro 2008

Encontro mensal para debate de ideias (3)

O primeiro encontro Mensal para debate de ideias sobre Alcochete, tem como título "A importância do Barrete Verde na Divulgação e Promoção de Alcochete"

DATA: 28 de Novembro, sexta-feira
HORA: 21:00 - 23:00
LOCAL: Junta de Freguesia de Alcochete
ORADOR: José Caninhas

Relembra-se que está aberta a participação a todos os munícipes interessados


12 agosto 2008

Festa é festa (3)

Quem tiver acesso à Internet com uma ligação de alta velocidade (nomeadamente cabo ou ADSL), poderá ver na respectiva página no YouTube (largada) o vídeo com maior definição (logo abaixo da imagem, na janela Rate, escolha a opção watch in high quality).

11 agosto 2008

Festa é festa (2)


Foi prejudicada a actuação da banda da Sociedade Recreativa e Musical União Sebastianense, à meia-noite deste domingo, no Largo de São João.
É uma banda açoriana da ilha Terceira, foi fundada em 1886 – sendo 12 anos mais antiga que a local – pertence à freguesia e vila de São Sebastião e merecia mais gente, mais atenção e menos ruído de fundo.
Infelizmente, são raras as oportunidades de escutar bandas doutras origens. Tenho profundo respeito por todas as filarmónicas portuguesas e continuo a crer que, em Alcochete, é possível organizar um concurso ou festival anual com bandas nacionais e estrangeiras e, através dessa manifestação, potenciar outras iniciativas de índole cultural e turística.

O meu aplauso a quem na Câmara Municipal de Alcochete teve a iniciativa de organizar o encontro de embarcações tradicionais do Tejo, coincidindo com as Festas do Barrete Verde e das Salinas. Estiveram presentes cerca de dezena e meia de embarcações de Alcochete, Barreiro, Cascais, Moita, Montijo, Sarilhos Grandes e Seixal.
Como início esteve bem. Mas soube-me a pouco. É preciso ser-se mais ousado, porque Alcochete tem condições excelentes para uma regata ou concentração de barcos tradicionais à vela de pequeno calado e o estuário do Tejo é extraordinário para desfiles náuticos de envergadura.
Acresce existirem milhares de embarcações típicas portuguesas espalhadas pelo país e juntar algumas centenas, uma vez por ano, no Mar da Palha, em Alcochete, não me parece nada do outro mundo.
Aproveito para recordar que, a partir de uma lista de antigas e famosas embarcações que nas décadas de 60 e 70 existiram em Alcochete, em tempos andei a pesquisar na Internet e, muito provavelmente, algumas continuarão a navegar e estão no Sul de França, na Holanda e na Grã-Bretanha. Também nos EUA deverão ainda existir outras. Há duas décadas, na costa Leste, vi algumas.
Na Internet localizam-se inúmeras embarcações descritas como tendo origem portuguesa, algumas estão registadas com designações coincidentes com as referenciadas em Alcochete e várias têm páginas próprias na Web.
Ao contrário de Portugal – que as vendeu e deixou fugir barra fora em meados dos anos 70 ou, simplesmente, apodreceram um pouco por todo o lado – lá fora as embarcações antigas continuam a ser preciosidades bem conservadas.
Curiosamente, não há muito tempo descobri que na Austrália realizam-se cruzeiros num lago com um barco bastante semelhante ao primeiro vapor «Alcochete» do início do século passado (na gíria local era o "Menino", cuja reprodução consta da imagem acima).

10 agosto 2008

Festa é festa

Dois excertos de filmes da noite de sábado, 9 de Agosto, e da madrugada de domingo, 10 de Agosto, na 67.ª edição das Festas do Barrete Verde e das Salinas, em Alcochete (2008).
Quem tiver acesso à Internet com uma ligação de alta velocidade (nomeadamente cabo ou ADSL), poderá ver na respectiva página no YouTube (charanga e sardinha) ambos os vídeos com maior definição (logo abaixo da imagem, na janela Rate, escolha a opção watch in high quality).


Charanga




Noite da Sardinha assada


09 agosto 2008

Festas: sugestão aceite

Uma sugestão feita, há dias, em «Praia dos Moinhos», está concretizada no sítio do Aposento do Barrete Verde na Internet.
Quem quiser contribuir para a 67.ª edição das Festas do Barrete Verde e das Salinas e não atendeu as equipas voluntárias que fizeram o peditório porta-a-porta, poderá agora enviar um donativo através do computador ou de um terminal Multibanco, usando o NIB de destino indicado na primeira página do sítio do Aposento:

0045 5030 4003 2387 5555 1

08 agosto 2008

Rádio nas Festas do Barrete Verde



Pedem-me da RDP Internacional que anuncie a realização da sua habitual Festa de Verão das Comunidades, em Alcochete, pelas 22h30 da próxima terça-feira, 12 de Agosto, dedicada ao Fado.
Os fadistas Rodrigo da Costa Félix e Ana Sofia Varela são os convidados para essa noite de fados, acompanhados por três guitarristas, que actuarão no palco instalado no Largo de São João.
A RDP Internacional transmitirá o espectáculo para todo o mundo, directa e integralmente, através da sua rede de emissores de Onda Curta, de satélite, de FM e ainda via Internet (quem tiver som no computador pode escutar a emissão através desta hiperligação).
A Festa de Verão das Comunidades integra uma programação mais geral, que este ano acompanha as Festas dos Barrete Verde e das Salinas, pelo que a RDPI fará também a transmissão do espectáculo musical do dueto Os Anjos, na noite de 11 de Agosto.
Durante estas festas outros programas da RDP Internacional serão, igualmente, transmitidos de Alcochete, cujo estúdio está instalado no Coreto Municipal, situado no Largo Almirante Gago Coutinho, junto à Igreja Matriz.
Entretanto, no próximo domingo, 10 de Agosto, entre as 16 e as 17 horas, a RDP Internacional abrirá as portas do Centro de Emissão de Ondas Curtas, situado em S. Gabriel (Pegões), a quantos queiram conhecer antenas, emissores e equipamentos que asseguram a transmissão dos programas da estação pública. Recomendo vivamente esta visita, para se ter noção das infra-estruturas técnicas que permitem levar Rádio de Portugal aos cinco continentes.
A RDP Internacional é, desde há décadas, o elo de ligação radiofónica de Portugal com os portugueses espalhados pelo mundo.

Aproveito a oportunidade para enaltecer o esforço de quantos – e muitos foram, certamente – ajudaram o Aposento do Barrete Verde a pôr de pé a 67.ª edição das Festas do Barrete Verde e das Salinas. Oxalá tudo decorra tão bem como todos desejam, porque esse será o melhor prémio para mais uma demonstração de dedicação a Alcochete, às suas tradições e cultura.

01 agosto 2008

Programa das Festas do Barrete Verde


Para quem passou por este blogue porque procurava o programa das Festas do Barrete Verde e das Salinas, em Alcochete, entre 8 e 13 de Agosto, aqui fica a hiperligação para o local exacto no sítio do Aposento do Barrete Verde na Internet.

22 julho 2008

Sugestão ao Aposento do Barrete Verde

Há um mês, neste texto, o sr. João Marafuga reproduzia aqui o comunicado em que a Direcção do Aposento do Barrete Verde anunciava o habitual peditório porta-a-porta.
Como o ambiente social está cada vez mais inseguro e difícil, batendo-nos à porta, quase diariamente, inúmeros desconhecidos indesejáveis – de fiéis de igrejas a vendedores de enlatados televisivos – permitia-me sugerir à Direcção do Aposento que, em local bem visível do seu sítio na Internet, colocasse o Número de Identificação Bancária (vulgo NIB) da conta a utilizar para as pessoas enviarem o seu contributo.
Assim, de forma fácil e relativamente segura, a partir de casa ou de uma caixa Multibanco, os sinceros apaixonados pelas festas poderiam enviar a sua contribuição.

22 junho 2008

14 maio 2008

Para apontar na agenda de Agosto

Esta nota é para apontar na agenda e o Sapo e o Google citarem: de 8 a 13 de Agosto, em Alcochete, Festas do Barrete Verde e das Salinas.
A organização é do Aposento do Barrete Verde.
Olá! Olé!


P.S. - Alguns dias depois, o presidente da Direcção do Aposento do Barrete Verde acrescenta ao acima publicado o comentário que abaixo transcrevo por justificar destaque:

O Aposento do Barrete Verde de Alcochete, hoje e como sempre está prestes a tornar público o programa que compõe a 67ª Edição das Festas do Barrete Verde e das Salinas. Podemos prometer esforço, dedicação e sobretudo amor a esta terra que nos viu nascer e que nos acompanha nas nossas vidas. Julgamos que em cada canto do mundo onde exista um alcochetano, ficará orgulhoso do programa que iremos apresentar.

Esperem por mais novidades muito em breve!
Um abraço,

Retribuo o abraço a Fernando Pinto, naturalmente, reconhecendo quanta incompreensão é hoje necessário vencer e quão difícil se vai tornando demonstrar dedicação e amor a Alcochete e respeito aos alcochetanos.

13 agosto 2007

A propósito da noite da sardinha assada

Agradeço que ninguém tome o que se segue como uma crítica à organização das Festas do Barrete Verde e das Salinas, porque sei bem e reconheço o esforço e a dedicação com que tão poucos dirigentes, amigos e voluntários do Aposento do Barrete Verde contribuem para o divertimento geral.
Move-me apenas o desejo de que, no futuro, residentes e não residentes saibam distinguir churrascos públicos e privados e, desse modo, muito mais gente participe e se sinta envolvida numa festa colectiva.
Abordo o assunto, sobretudo, porque ontem escutei por aí várias conversas sobre esta questão e por eu próprio me ter apercebido, pelo segundo ano consecutivo, que algo corre menos bem e a responsabilidade não cabe à organização.
Como é sabido, na noite da sardinha assada a organização das Festas do Barrete Verde e das Salinas distribui, no centro histórico da vila de Alcochete, fogareiros, carvão e sardinhas que, graciosamente, põe ao dispor das dezenas de milhar de pessoas que aí afluem.
Sucede que, abusivamente, logo após a distribuição dessas vitualhas pelo recinto, há grupos organizados de residentes (e não só) que puxam os fogareiros para o pé da porta, guardam caixas de sardinhas e apropriam-se daquilo que, com tanto esforço e dedicação, a organização colocou ao alcance de todos.
Até porque campeia indisciplina generalizada acerca dos locais de venda de bebida e comida e armam-se balcões ou barracas na rua de forma desregrada, inaceitável e sem qualquer benefício directo ou indirecto para a organização. Por mais estranho que possa parecer, algumas das pessoas e organizações envolvidas nisso apropriam-se do que o Aposento do Barrete Verde pôs ao dispor de todos!
É claro que, quando chega a meia-noite e toda a gente procura abeirar-se dos fogareiros, dificilmente se distingue quais são os públicos e os privados.
Numa primeira reacção, as pessoas seguem adiante em busca de alternativas. Mas depois de darem duas voltas à zona histórica da vila e não entenderem o que está a passar-se – nem ninguém ter sequer a gentileza de convidar os passantes a juntar-se ao convívio e a envolver-se na festa – muita gente acaba frustrada e decide regressar a casa quando o pé lhe puxava para a folia.
Este ano saí um pouco mais cedo para a rua e procurei observar a logística e os movimentos de pessoas em pontos distintos do circuito de distribuição.
Sinceramente, desagradou-me o que testemunhei logo a seguir à passagem do veículo que procedia à distribuição das vitualhas. Não é justo, nem aceitável, que se desvie o que a todos é oferecido.
Por volta das 00h30, no triângulo entre o Largo de São João, a sede do Aposento do Barrete Verde e o Largo Coronel Ramos da Costa, somente em dois locais qualquer pessoa entendia poder usufruir livremente do que a organização pusera ao dispor de todos.
Alcochete sempre foi uma terra de gente simples e hospitaleira. E a noite da sardinha assada é, nos dias de hoje, quase a única oportunidade de, colectivamente, se demonstrar que essa tradição não está perdida.
Mude-se então o comportamento, porque a gula e a mesquinhez de alguns tem consequências e será prejudicial a todos.
Para ser bem sucedida, a noite da sardinha assada depende do espírito de entreajuda entre organização, colectividades e moradores do centro histórico de Alcochete. Além disso, o que a todos é oferecido a todos pertence.
O mínimo que se pede a um(a) verdadeiro(a) alcochetano(a), nessa noite, é estar atento(a) a quem passa e procurar envolver muita gente no convívio. A festa é popular e creiam que vale a pena ser simpático, até com desconhecidos.

10 agosto 2007

História breve das Festas do Barrete Verde e das Salinas


As primeiras festas do Barrete Verde realizaram-se a 7 de Setembro de 1941 e apenas dessa vez foram denominadas «das Salinas e do Barrete Verde».
Do ano seguinte em diante passaram a ter a denominação que ainda hoje mantêm: Festas do Barrete Verde e das Salinas.

Nesse primeiro ano a organização pertenceu à Santa Casa da Misericórdia de Alcochete, com o apoio da Câmara Municipal, de Samuel Lupi dos Santos Jorge e José André dos Santos e a colaboração da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898.

Logo nesse ano é criado o primeiro grupo de «Meninas do Barrete Verde», as quais colaboram na angariação de fundos. Nos anos posteriores têm sido formados novos grupos, que mantêm ainda hoje viva essa tradição.
Nas primeiras festas realizaram-se várias actividades lucrativas, tais como venda de flores, de bilhetes para a espera de gado, de emblemas e de barretes, além do aluguer de almofadas. As ofertas de artistas e da organização da corrida de toiros foram também significativas. As receitas reverteram para a Santa Casa da Misericórdia e o Asilo Barão de Samora Correia e o saldo positivo desse ano foi de 6.611$95.
Os festejos do Barrete Verde e das Salinas devem-se ao jornalista José André dos Santos, que aproveita a realização da habitual corrida de toiros para refazer as festas anuais da vila. Como jornalista e através dos seus conhecimentos nos jornais «O Século» e «Diário de Notícias», consegue ampla divulgação das festas.
O apoio dos dois periódicos levará a autarquia, em sinal de reconhecimento, a atribuir os respectivos nomes a duas artérias do centro histórico de Alcochete.

No ano de 1942 as festas continuarão a ter a colaboração e concurso da Santa Casa da Misericórdia e da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898. Mas, em 1943, a Santa Casa da Misericórdia recebe avultada herança de Carlos Ferreira Prego (Barão de Samora Correia) e deixa de organizar as festas. Nesse ano a responsabilidade passa para a Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898, mantendo-se o apoio da Câmara Municipal.
Mas há dificuldades crescentes para arranjar entidade ou comissão que se incumba de organizar as festas anuais de Alcochete.
Em 1944, a Câmara Municipal decide formar uma comissão presidida pelo vereador António Antunes e constituída por Álvaro José da Costa, Virgílio Jorge Saraiva, Augusto Ferreira Saloio, Augusto Atalaia, João Batista Lopes Seixal, José de Oliveira, Augusto Ferreira Gonçalves de Oliveira e Augusto Ferreira da Costa.
Datados de 12 de Agosto de 1944 há estes versos, intitulados «Alcochete» e dedicados às festas por Guilherme Cardoso, filho de famílias alcochetanas:


Ó linda Alcochete

Tu tens um barrete
Como tradição
Por ser verde é esperança
Denota bonança
O Trabalho, o Pão

Terra bem modesta
Mas hoje na festa
Ostentas riqueza
A rir, a cantar
Assim vens mostrar
Ser bem portuguesa

Alcochetanos
Estais ufanos
Pelas festas das Salinas e Barrete
Por isso meu povo amigo
Vós devereis dar comigo
Um sagrado e grande viva
ALCOCHETE

Vila tão formosa

És tão valiosa
Como o ouro de lei
E és por sinal
O Torrão natal
Dum saudoso Rei

Sem ter ambições
Tens os teus brazões
Vincados na história
A qual te dá
Há séculos p'ra cá
Títulos de glória

Alcochetanos
Estais ufanos
Pelas festas das Salinas e Barrete
Por isso meu povo amigo
Vós devereis dar comigo
Um sagrado e grande viva
ALCOCHETE

Terminadas as festas de 1944, a comissão volta a reunir-se para garantir futuras organizações e decide convidar para um almoço várias personalidades influentes da vila, com o objectivo de constituir uma entidade que assuma a organização das festividades.
Desse almoço sai uma comissão que vem a dar origem ao Aposento do Barrete Verde, agremiação fundada em 20 de Agosto de 1944 com a finalidade principal de organizar as Festas dos Barrete Verde e das Salinas.
Daí em diante, colectividade e festas têm história paralela.
A 12 de Agosto de 1945 visita o Aposento o historiador e jornalista Gustavo de Matos Sequeira, a primeira individualidade a assinar o livro de honra da instituição com estes versos às «Meninas do Barrete Verde»:

Raparigas de Alcochete

Raparigas de barrete
Toucado de Portugal
Por vós ergo a minha taça
Meninas cheias de graça
Meninas cheias de sal

Bebo p'Ia vossa saúde
Bebo p'Ia vossa virtude
Bebo p'Ia vossa beleza
Bebo p'la vossa alegria
E p'los noivos que um dia
Haveis de ter concerteza.

A 16 de Setembro de 1955 o Aposento do Barrete Verde é visitado pelo fadista Moniz Trindade e pelos compositores Frederico de Brito e Ferrer Trindade, intérprete original e autores do fado "Barrete Verde", respectivamente (ver acima imagem que reproduz os autógrafos registados pelos três no Livro de Honra do Aposento).
Trata-se de uma canção muito popular na vila e hino das festas, causando emoção sempre que alguém a interpreta.
Eis, na íntegra, a letra do fado do «Barrete Verde»:


Barrete Verde e jaqueta

E a cinta preta
Toda franjada
Atrás dos toiros mais lestos
Quando os cabrestos
Vão d'abalada

Seguem a caminho da praça
E o gado passa
Como um foguete
Esperas de toiros é esta
A melhor festa
Que há n'Alcochete

Há sempre um toiro na calha
Que se tresmalha
Que faz das suas
Ninguém supõe a alegria
E a valentia
Que andam nas ruas

Depois é ver as faenas
Que são apenas
Prenúncios d'arte
Pegas com palmas e brados
Porque há forcados
Por toda a parte

Barrete, verdes campinas
Brancas salinas
Gente modesta
Que atira ao ar o barrete
Quando Alcochete
Se encontra em festa

Que andar no mar é seu fado
E o Tejo irado
Não lhe faz mágoa
Que vive alegre e contente
Porque é só gente
Da borda d'água

Num texto de Agosto de 1969, publicado no programa das Festas do Barrete Verde e das Salinas desse ano, o Dr. José Grillo Evangelista escreve o seguinte:
"O Alcochetano nasce entre o mar e a lezíria. Faz-se homem entre sal e a charneca. Torra-se ao sol do 'Salgado' do seu Tejo e morre, se for preciso, embarbelado entre os cornos de um toiro. Tais atributos de real valia, bem mereciam que alguma coisa os perpetuasse.
"José André dos Santos, alcochetano dos quatro costados como soe dizer-se, meteu mãos à obra e lançou um dia, a ideia de os consagrar. Aos quatro ventos se propagandeou a lembrança: na imprensa (O Século dando o primeiro sinal de avançar), na rádio, no boca-a-boca!...Que sei eu!... Tudo puxou certo. De todas as formas e feitios se trabalhou. Todos os esforços se congregaram.
"E assim surgiram, castiças e belas, as primeiras 'Festas do Barrete Verde e das Salinas', e o seu êxito correu célere, do Sul às longínquas terras nortenhas.

"Ficaram saudades da 'Festa'? - Se ficaram.- E mais que saudades, ficou o imperioso dever de se repetirem, ano a ano, como cartaz de uma linda Terra que a Deus aprouve marcar na formosura dos seus encantos naturais, da mesma maneira que marcara as amorosas flores dos seus jardins.
"Assim foi que, certo dia, três homens se deram as mãos (António Rodrigues Regatão, Joaquim José de Carvalho e Joaquim Tomaz da Costa Godinho) e ali mesmo, no Terreiro da nossa vila, na velha farmácia Gameiro, chamaram a si mais dezasseis carolas e na noite de 20 de Agosto de 1944, todos juntos, entre nacos de pão com linguiça assada e algumas goladas de água-pé, já bem madura, resolveram fundar o 'Aposento do Barrete Verde', penhor seguro da continuação das Festas.(...)
No livro «As Festas do Barrete Verde e das Salinas em Alcochete» (Lisboa, 1998), Luís Maria Pedrosa dos Santos Graça refere que, "em tempos passados, arranjavam-se os touros para as largadas, conversando a Direcção do Aposento do Barrete Verde com ganadeiros que, muitas vezes, os cediam por preço simbólico.
"O lote disponibilizado concentrava-se num pinhal existente a nascente da vila. À hora marcada, sempre enquadrados por campinos, os touros eram conduzidos a uma das entradas da povoação.
"(...) Os animais vinham em pontas e era suposto ser aquela a primeira vez que se confrontavam com o público, investindo em arranques que pediam cautela e inteligência veloz no desfeitear a força bruta..."
Nada disto sucede nos dias de hoje. Os touros, que já não são "arranjados para as largadas", saem de camionetas em dois pontos distintos da vila (Av. 5 de Outubro e Rua José André dos Santos), após ser lançado um morteiro de aviso. A condução dos animais para a Praça de Touros, razoavelmente cansados após tantas picardias de aficionados e afoitos, é bastante mais segura e bem enquadrada por campinos e "chocas".
A multidão que assiste tem também melhores condições de segurança, garantidas por enormes travessas de madeira dispostas ao longo dos percursos em que os toiros são soltos.
Isso não significa que não haja acidentes, embora quase sempre derivados da imprudência e do excesso de álcool.

Há mais informação sobre as Festas do Barrete Verde e das Salinas no blogue «Coisas de Alcochete», nomeadamente este texto.

02 agosto 2007

Programa das Festas do Barrete Verde e das Salinas


Às muitas dezenas de pessoas que, através dos motores de busca na Internet, nas últimas semanas vieram dar a este blogue porque procuravam o programa das Festas do Barrete Verde e das Salinas de 2007, gostosamente anuncio que a informação pretendida está nesta página.
O Aposento do Barrete Verde é a entidade organizadora e a fonte certa e segura para fornecer essa informação.

P.S. - Para quem nunca viu as festas, aqui fica a hiperligação para duas animações que, há meses, coloquei no YouTube.
Esta é genérica
Esta homenageia os campinos

Por mero acaso, descobri hoje que alguém colocou também no YouTube este interessante filme promocional das festas de 2007.

29 março 2007

Campinos

Tributo que há muito desejava prestar e só agora pude concretizar.
Trata-se de uma selecção de imagens por mim obtidas entre 2001 e 2005, durante as Festas do Barrete Verde e das Salinas, organizadas em Alcochete pelo Aposento do Barrete Verde.
Clic no símbolo ao centro da imagem e veja a animação sonora realizada com imagens fotográficas em formato digital.
Desta vez não sou responsável pela má qualidade da imagem, porque o original está perfeito.


21 janeiro 2007

Pérolas de Alcochete


Este anúncio – nunca por mim reproduzido embora o tenha registado em arquivo há pouco mais de cinco anos – foi retirado, salvo erro, de um programa das Festas do Barrete Verde e das Salinas dos anos 60.
Ainda hoje, na Rua da Praça, no centro histórico de Alcochete, existe a placa indicativa da oficina do alfaiate Tancredo.
No livro «Alcochete», da autoria de Lurdes Féria com magníficas imagens de Ana Paula Carvalho, de Maio de 1999 e publicado pela Estar-editora (Lisboa), há uma fotografia de Tancredo Inácio Cachola a trabalhar na sua oficina. Lugar de destaque é dado a um ferro de engomar muito antigo.