31 maio 2009

Alcochete correu e suou

Um vídeo das provas de atletismo «Alcochete a Correr», realizadas neste domingo e cuja manhã foi particularmente quente.
Participaram marchantes e atletas de todas as idades, alguns com poucos meses de vida.
O vídeo foi realizado por um amador e é alheio à organização.



video

Manifestação pública da Fé


Esta é a nossa querida terra de Alcochete em manifestação pública da Fé.
Enquanto for assim será a liberdade. Quando deixar de ser assim será a escravidão. Na verdade, em artigos especializados e obras literárias de intelectuais de esquerda damo-nos conta do ódio a manifestações culturais de raiz popular como a tourada e a procissão, a primeira porque é a saga da coragem e esforço, valores individuais que o marxismo não digere; a segunda porque a Fé se manifesta na rua. Um bando de idiotas pode fazer o que quer em público, mas um cristão não pode expressar simbolicamente aos olhos de todos a caminhada da salvação.

30 maio 2009

Leia...

Leia o artigo "Atrasar o futuro de Alcochete...confissões de incompetência" de Luís Proença em http://alcochetanidades.blogspot.com
Por Alcochete.

Obrigado guardiões do Ambiente!

Informa-nos esta notícia que o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, emitiu ontem despacho desfavorável aos dois projectos imobiliários previstos para as antigas secas de bacalhau situadas na Praia dos Moinhos, em Alcochete.
Abordei o assunto aqui, há alguns meses, sob a forma de carta aberta e como cidadão estou grato ao presidente da CCDRLVT e àquele membro do governo por terem agido em prol da preservação ambiental da terra que habitamos e amamos.
Lendo, atentamente, o texto da notícia e o meu apelo de 13 de Janeiro fácil será concluir que os argumentos são semelhantes.
Concordo ser necessário requalificar as antigas secas de bacalhau em Alcochete, mas discordo que a receita a aplicar seja a do costume: betonização desenfreada. A nossa beira-rio é uma jóia paisagística de incalculável valor e temos de preservá-la, doa a quem doer e custe o que custar.
Repito o que escrevi há cinco meses: a arquitectura não pode impor-se à Natureza. Cabe-lhe adequar e racionalizar os projectos visando o equilíbrio de recursos e a sustentabilidade, sob pena de induzir efeitos profundamente negativos no meio aquático, no solo e na atmosfera.
Entretanto, como voltámos a estar à beira de eleições, espero que jamais se repita o sucedido em 2001 com o licenciamento da catedral de consumo. Ela também teve um primeiro despacho negativo mas, passadas as eleições, com alterações pouco significativas acabaria por ser aprovada.
Pior cego é o que não quer ver a desertificação comercial hoje ali indisfarçável e os problemas sociais inerentes, devido a um clamoroso erro de concepção arquitectónica de muito difícil solução sem obras dispendiosas.
Pelo sim, pelo não, muito gostaria que, acerca dos empreendimentos imobiliários da Praia dos Moinhos, ficasse desde já esclarecido o pensamento dos partidos e dos candidatos locais às eleições autárquicas, porquanto a responsabilidade principal perante os residentes será sempre dos seus representantes nos órgãos executivo e deliberativo do município.
Estou saturado de escutar discursos bem intencionados na oposição e acções contraditórias após a chegada ao poder. Ao menos uma vez haja a coragem de clarificar as coisas e de assumir compromissos para o futuro, independentemente da cadeira ocupada!

28 maio 2009

Junho, o 1º da criança e o resto do Padroeiro


Mês de Junho, o 1º da criança e o resto do Padroeiro da Freguesia de Alcochete, São João Baptista.

Aviso à navegação

Estou na expectativa de saber o que pensam as oposições deste rol de promessas.
O que eu penso resume-se num provérbio português:
"Azeite de cima, mel do meio e vinho do fundo, não enganam o mundo".

27 maio 2009

Alcochete a correr domingo de manhã


Domingo, pela fresquinha, lá nos encontraremos todos no passeio entre a catedral de consumo e a catedral de consumo, com passagem pelo centro da vila.
Caso continue o tempo quente, proteja-se bem do sol e beba muita água.
Os retardatários ainda podem inscrever-se seguindo a hiperligação com o símbolo acima e visível na coluna à esquerda desta página. Todavia, será preferível irem directamente à loja da prova na Freeport, onde poderão tratar de tudo de uma só vez, diariamente, das 10h às 22h.

Candidato PS à Câmara de Alcochete

Quando a edição de hoje (27-05-09) do Jornal de Alcochete pergunta ao Comandante António Maduro «o que poderão os socialistas trazer de novo para um concelho com tradição de esquerda», este candidato a presidente da CMA responde: «Eu sou do Partido Socialista, mas tenho muitas dúvidas se haverá no Partido Comunista alguém de esquerda como eu. Assumo, dentro do próprio PS, que sou um homem de esquerda, tenho concessões de esquerda porque ainda mantenho aquela teoria que a esquerda é mais humana. Não quero com isto estar a dizer que a direita não é humana, porque às vezes os meios são diferentes para atingir os mesmos fins. Mas o princípio do humanismo vem sempre referido na esquerda. Uma esquerda democrática, real, que se saiba impor e que tem como objectivo principal, além da criação de riqueza, um trabalho colectivo.» sic.
Esperto nunca fui. Também NÃO HÁ PROVAS de que sou a pessoa mais inteligente a escrever neste blog. Já fiz a minha leitura atenta às palavras de António Maduro. Faça você a sua!

25 maio 2009

O Verdadeiro rosto do regime comunista de Alcochete

Na qualidade de autor do blogue Alcochetanidades estou a ser vitima de uma campanha brutal de difamação em Alcochete e na própria internet.
Efectivamente , um anónimo que se identifica como ALCOCHETEAFFICCION pôs a circular na internet o seguinte texto a meu respeito:

«Meus amigos, no momento que vos envio esta mensagem, ainda decorre a 16ª Feira do Cavalo, do Fado e do Forcado, realizada como de costume em Alcochete.Certamente, triste, cabisbaixo e enraivecido com o sucesso e dimensão que esta Feira está a alcançar, um tal de LUIS PROENÇA, vem agora a terreno afirmar que a verba despendida á entrada (2 euros) não é para a CERCIMA! Grande lata a deste gajo, que após dizer tanto mal da nossa Feira, teve a pouca vergonha e a ousadia de lá pôr os presuntos! Para este badameco, até podemos ir à OVIBEJA pagar 8 euros, podemos ir à MONTIAGRI pagar 5 euros, mas pagar 2 euros para ajudar a CERCIMA é que não pode ser…. Oxalá que ele nunca venha a necessitar dos serviços daquela Instituição! Aliás, com todo o respeito que os utentes da CERCIMA me merecem, existem lá doentes com mais tino e mais equilíbrio mental que este LUIS PROENÇA!Nós, os Alcochetanos, não nos vamos esquecer das afirmações dementes deste politico desequilibrado! A própria CERCIMA, por todo o respeito que nos merece por todo o trabalho desenvolvido em prol das crianças e adultos dos Concelhos de Montijo e Alcochete, também, estou certo que não esquecerá, e deveria vir a público agradecer de forma institucional, toda a ajuda que a Feira de Alcochete deu à CERCIMA!E não é a primeira vez que alguém com grandes responsabilidades ligado ao PSD (Partido Social Democrata) vem a público tentar denegrir o bom nome dos responsáveis, trabalhadores e utentes da CERCIMA. Já aconteceu no Montijo, agora acontece em Alcochete!Ligado ao PSD??? Sim! Porque este LUIS PROENÇA é candidato pelo PSD à Assembleia Municipal de Alcochete, nas próximas eleições autárquicas que ocorrerão em Outubro! Não esqueçam este facto!Se este gajo tivesse o nosso voto, estávamos todos f_ _ _ _ _ s!PASSEM ESTA MENSAGEM A TODOS OS VOSSOS AMIGOS!
VIVA ALCOCHETE! VIVA A NOSSA FEIRA! VIVAM AS NOSSAS TRADIÇÕES!»

Publico aqui o texto porque o mesmo é um exemplo evidente do que é o verdadeiro rosto do comunismo quando alguém se atreve a questionar os seu «modus operandi».

Publico aqui o texto como bandeira da minha satisfação porque esta reacção é a prova de que estou a fazer mossa na fachada do regime comunista de Alcochete

Boa tarde!


Velho provérbio português: "Amor e fé nas obras se vê".


Nota-Imagem do interior da igreja de São Brás (Samouco)

24 maio 2009

«Os ricos, os proprietários das fábricas...»


«Os ricos, os proprietários das fábricas que já estão em operação, não têm um interesse específico na manutenção do mercado livre. Embora não desejem que suas fortunas sejam confiscadas ou expropriadas, são favoráveis a medidas que os protejam de novos competidores. Aqueles que defendem a livre iniciativa e o livre mercado não defendem os interesses dos que são ricos hoje. Ao contrário, querem que seja aberta a possibilidade para homens desconhecidos - os empresários de amanhã - usarem sua habilidade e engenho, proporcionando, desta forma, uma vida mais agradável para as gerações vindouras. Querem que se mantenha aberto o caminho para maior progresso económico. São eles que formam a verdadeira vanguarda do progresso» (Ludwig von Mises, Acção Humana).
Contra o espírito das palavras de Ludwig von Mises (1881-1973), economista da escola austríaca, estão mancomunados megacapitalistas, comunistas e todos os esquerdistas em geral, ambientalistas, etc.

Bom dia! (2)


Velho ditado português: "De boas intenções está o inferno cheio".

Feira do Cavalo de Alcochete...cheira a esturro

Com a devida vénia ao Praia dos Moinhos , convido os seus visitantes a visitarem o Alcochetanidades http://alcochetanidades.blogspot.com/
para se inteirarem de algo curioso relativo à Feira do Cavalo de Alcochete deste ano.

22 maio 2009

Bom dia!


Velho ditado português: "O barulho não faz bem e o bem não faz barulho".

19 maio 2009

Borda fora, comunagam...

Borda fora, comunagem,
Ilusão do povinho
A viver a miragem
De livrar o caminho!

Comunagem nada livra,
Antes prende para sempre.
Este aviso que te sirva
De sinal que te lembre.

Sobe acima do penedo,
Mira a tua liberdade,
Em capacho vira o medo,
Tu abraça a verdade.

E livre de toda a peia,
Corre afoito pelo vale,
Deste e de outro rompe a teia,
Todos juntos contra o mal.

Municipalismo de outrora (20): chefe da secretaria afastado


À época dos factos relatados no texto
os Paços do Concelho situavam-se
neste edifício do Largo da República.


Na reunião da vereação da câmara de 23 de Agosto de 1939 é denunciada uma inexplicável omissão do ex-chefe da secretaria do município, o qual não cobrara aos comerciantes, quatro anos antes, o adicional de imposto indirecto sobre o vinho, receita que pertencia ao Estado e da qual a autarquia deveria prestar contas.
Nessa sessão camarária é mencionada a recomendação do novo chefe da secretaria, segundo o qual era urgente obter das instâncias competentes o saneamento da situação criada pela suspensão dos processos de execução fiscal movidos contra devedores do imposto do vinho, no segundo semestre de 1935, porque a manutenção do "statu quo" acarretaria responsabilidades para o município.
O presidente informa ter diligenciado, junto da Direcção-Geral da Administração Pública e Civil, para que se reconhecesse a situação criada, por força dos graves inconvenientes que adviriam para os interessados e a própria câmara, se se prosseguisse com os referidos processos.
Segundo o presidente Francisco Leite da Cunha, o director-geral prometera-lhe relevar a responsabilidade da câmara relativamente à inobservância dos prazos estipulados no Código de Execuções Fiscais.
Na sessão de 30 de Setembro de 1939 é o vereador Manuel Marques Sena que dita para a acta que, "tendo em consideração a responsabilidade que à câmara cabe na paralisação dos processos de execução fiscal relativos à questão do imposto de consumo de vinho do 2.º semestre de 1935, proponho que sejam tomadas todas as medidas para resolução rápida deste assunto".
Este imbróglio – que se arrastará durante quase seis anos subsequentes – culminaria no princípio de 1941. Na acta de 1 de Fevereiro consta o relato de uma decisão judicial acerca do auto levantado ao então chefe da secretaria da câmara, que não cobrara o adicional aos impostos indirectos de alguns comerciantes.
A câmara movera um processo a esse ex-funcionário, com a intenção de o obrigar a pagar os impostos em falta, sendo o caso abordado, várias vezes, em reuniões da edilidade. Mas só então o Contencioso das Contribuições e Impostos decide julgar o processo insubsistente, absolvendo o chefe da secretaria de arcar com a responsabiliade pecuniária. No entanto, como se tratava de dinheiro de imposto devido ao Estado, o contencioso fiscal não isenta a câmara de pagar esse adicional.
Em face do acórdão, a edilidade considera que seria "desprestígio para o município impor a 936 contribuintes pagamentos que variavam entre $10 e 2$00", propondo que o ministro do Interior autorizasse a própria câmara a pagar os 903$60 em falta nos cofres do Estado. Tempos depois o ministro do Interior recusaria também a proposta e a câmara ver-se-á forçada a cobrar essa importância aos contribuintes.


(continua)

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17 maio 2009

"O capitalismo anticapitalista"

Leiamos, para bem dos nossos filhos e netos, "O capitalismo anticapitalista" de Olavo de Carvalho em http://www.olavodecarvalho.org/semana/090513dc.html

Lembrete para hoje, amanhã e depois

Quem quiser enfrentar comunistas tem que ter o rabo solto.

16 maio 2009

O rei vai nu


Estruturas partidárias locais são objecto de acusações abjectas; a administração do município sobrepõe-se sem pudor às iniciativas dos particulares...e tudo vai bem...quero dizer...tudo vai mal porque o rei vai nu.
Vivo na esperança de um dia o povo ver que estes comunistas desfilam em camisa e soltar contra eles a gargalhada geral.

14 maio 2009

Indignação

Há pouco mais de um ano revelei neste blogue que, segundo dados estatísticos de 2005, cada residente contribuía anualmente com a significativa verba de 776€ (cerca de 155 contos em moeda antiga) para as receitas da autarquia.
São mais de 2€ diários de colecta por cidadão, embora dificilmente se vislumbrem os benefícios reais desse esforço individual e jamais algum eleito se julgasse no dever de apresentar justificações.
Contudo, a crer num comentário publicado em texto inserido mais abaixo, Fernando Pinto revela que a autarquia concedeu um subsídio de 40.000€ à Feira do Cavalo, a realizar durante quatro dias da próxima semana.
Fernando Pinto não é anónimo (trata-se do ex-presidente da Direcção do Aposento do Barrete Verde) e acredito que terá colhido a informação em boa fonte, mas é-me impossível confirmar ou negar tal verba porque, até à presente data, nenhuma informação oficial ou oficiosa de órgãos autárquicos mencionou o montante do subsídio atribuído.
Portanto, até prova em contrário confio na palavra de Fernando Pinto e como cidadão atento e contribuinte com direito à indignação não quero deixar de lavrar o meu enérgico protesto por o executivo camarário ter decidido que, em apenas quatro dias, se queimarão numa manifestação sem relevância económica, social ou cultural os impostos anuais liquidados à autarquia por mais de 50 alcochetanos.
Isto não é cumprir o desígnio constitucional que justifica a existência de autarquias locais. Isto é desperdício inaceitável e tanto mais indecente quanto ocorre numa época de incerteza, em que todos enfrentamos dificuldades!

13 maio 2009

O estado da comunicação social em Alcochete

Porque acho revelante e pedida a devida vénia ao Praia dos Moinhos , dou um saltinho até aqui para sugerir uma consulta a:

http://alcochetanidades.blogspot.com/2009/05/jvc-cuspir-para-o-ar-da-mau-resultado.html

Ali se esclarece quem é o JVC a que alude o Prof.João Marafuga no texto anterior e a que F.Bastos já fez referência no seu comentário a esse texto.

São situações que não podem passar despercebidas a quem se interessa pelo estado de coisas em Alcochete.

"Arruaceiros ou cowboys engatatões"?

O Jornal de Alcochete, na sua edição de 13 de Maio de 2009, num artigo sob o título "Credibilidade" assinado por um tal de JVC, insinua haver «...arruaceiros ou cowboys engatatões...» que se candidatam aos órgãos autárquicos em Alcochete.
Bom, este texto vale 0 (zero).
Não vou aqui armar-me em santinho e negar que nunca fiz uma insinuação ao longo de trinta anos a escrever em órgãos de comunicação tradicionais e electrónicos, mas eu sempre dei o rosto através do meu nome civil, podendo eventuais lesados reclamar de mim explicações públicas ou recorrer aos tribunais.
Quem é JVC?
E quem são os ditos cujos?
A resposta a estas perguntas deve, inclusive, ser exigida, por todos os candidatos, uma vez que, doravante, perante tal suspeição, nenhum escapa na mente dos eleitores.

12 maio 2009

"Alerta, disse, estai que o vento cresce..."

Meus amigos, o País vai estar em campanha eleitoral quase até ao fim do ano.
Eu não sou homem - nem devo sê-lo - para ficar indiferente a tudo que se passa a meu redor.
Nesta conformidade, torno a chamar a atenção de todos para o blog
http://alcochetanidades.blogspot.com/ , uma vez que este órgão electrónico de comunicação apresenta textos que manifestamente podem concorrer para o esclarecimento da opinião pública.
Aguns pontos de vista importantes me afastam de Luís Proença, mas este facto não é peso tão pesado que me leve a ignorar o esforço do meu adversário "por Alcochete" e a faltar à honestidade intelectual comigo e com ele.

10 maio 2009

Educação e cultura


«E sabemos que se a educação pode fomentar e melhorar ou não a cultura, pode com certeza adulterá-la e degradá-la. Pois, não há dúvida de que, em nosso impulso precipitado para educar a todos, estamos baixando nossos padrões; abandonando mais e mais o estudo daqueles assuntos pelos quais é transmitido o essencial de nossa cultura, daquela parte que é transmissível pela educação; destruindo nossos antigos edifícios para preparar o terreno onde os nómadas bárbaros do futuro acamparão com suas caravanas mecanizadas» (T. S. Eliot).

08 maio 2009

Diferença entre um liberal e um socialista


«O liberal é humilde. Reconhece que o mundo e a vida são complicados. A única coisa de que tem certeza é que a incerteza requer a liberdade para que a verdade seja descoberta por um processo de concorrência e debate que não tem fim. O socialista, por sua vez, acha que a vida e o mundo são facilmente compeensíveis; sabe de tudo e quer impor a estreiteza de sua experiência, ou seja, sua ignorância e arrogância, aos seus concidadãos» (Raymond Aron).

06 maio 2009

Municipalismo de outrora (19): câmara fixa impostos indirectos

No período abrangido pela minha consulta a actas municipais do período 1938/1945, a câmara cobrava impostos indirectos aos comerciantes sobre a venda de bens essenciais, do petróleo à carne, passando por hortícolas, cereais, bebidas alcoólicas e peixe.
Os critérios de taxação eram definidos pela própria vereação, caso a caso, baseada em parecer prévio do fiscal camarário.

Em finais de 1938 o presidente da câmara faz aprovar uma proposta para que os retalhistas de víveres de Samouco paguem os seus impostos por avença, directamente na secretaria da câmara, sendo a respectiva taxa idêntica à dos congéneres de Alcochete. A partir de então o cobrador de impostos de Samouco passaria a ter uma remuneração correspondente a metade do valor das receitas geradas. A câmara possuía cobradores de impostos em ambas as freguesias.
Em 1938 o fiscal de Alcochete tinha de vencimento 550$00 e o de Samouco 145$80. Devido à crise económica originada pela guerra – que levaria ao encerramento de inúmeros estabelecimentos comerciais e à consequente suspensão da cobrança de impostos indirectos, como veremos mais adiante – em 1942 o fiscal de Alcochete ganhava somente 500$00.
Da acta da sessão de 20 de Julho de 1940 depreende-se que o papel do fiscal e cobrador de impostos era relevante na colecta de receitas, pois dela consta a seguinte proposta do presidente: "verificando-se que Ana de Jesus Guerra e Rosa Pereira, ambas da vila, estão avençadas por quantia muito inferior à que o Código Administrativo estabelece, tendo a fiscalização informado que aquelas contribuintes vendem por mês, respectivamente, 58 kgs de carnes verdes e fumadas ao preço de 6$00/kg, delibera a câmara elevar a avença mensal da primeira para 9$00 e à segunda para 14$40".
Numa acta de Janeiro de 1939, aparece o que se supõe ser a lista completa dos comerciantes então existentes no concelho, bem como o valor das respectivas avenças.
Nas duas únicas freguesias então existentes – São João Baptista de Alcochete e São Brás de Samouco – pagavam avenças 48 comerciantes de carne e 40 de petróleo. Alguns vendiam ambos os produtos.
Os impostos eram normalmente pagos por avença mensal, mas alguns comerciantes faziam-no também "ao manifesto", dependendo do que solicitavam à câmara através de requerimento.
Em 1938/39 os principais comerciantes requeriam o pagamento "ao manifesto" e o maior dos avençados – Estabelecimentos Silva & Companhia – liquidava 91$20 mensais.

Ainda em Janeiro de 1939, uma das actas reproduz a tabela da "estiva camarária", que se depreende corresponder a uma taxa que os comerciantes pagavam ao município pelo transporte de bens.
As taxas permitem conhecer a cotação relativa de cada produto no mercado comercial:

Azeite 6$00 por litro
Batata $70/kg
Centeio 9$00/alqueire
Cera em rama 120$/arroba
Cortiça 15$00/arroba
Farinha 50$00/tonelada
Fava 1$00/litro
Mel 5$00/kg
Gado suíno 80$00/arroba
Rama de pinho 26$00/talha
Vinho $80/litro
Frangos 5$00/bico
Carne de vaca 6$00/kg
Carne de chibato 5$00/kg
Carne de carneiro 5$00/kg
Carne de porco 6$60/kg
Petróleo 1$60/litro.
Na sessão de 12 de Abril de 1939, o presidente anuncia que 13 comerciantes de petróleo da freguesia de São Brás de Samouco reclamam do valor das avenças e, depois de ouvido o fiscal camarário, decide-se reformular esse imposto de consumo.

(continua)

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03 maio 2009

Recusa a pagar

Alcochetanos, recusem pagar a entrada na Feira do Cavalo!
Os comunistas que façam a festa sozinhos!

02 maio 2009

Alerta




Os residentes em Alcochete deviam ler, atentamente e na íntegra, este texto publicado na edição de hoje do DN.
Escrevi muito neste blogue sobre a transparência na política e nas campanhas eleitorais. Parece-me oportuno recomendar o retorno ao último relacionado com essa matéria.
Ainda deve haver gente com memória mas, todavia, esclareço que a imagem acima é da campanha eleitoral autárquica local em 2001.

01 maio 2009

Alcochetanos!

É urgente ler o texto de Luís Proença intitulado "Relatório de Gestão e Contas da CMA 2008 - Evidências de Desgovernação" em http://alcochetanidades.blogspot.com
Por Alcochete.