Em Alcochete o terreno é geralmente plano (a maior elevação ronda os 60 metros), mas fora dos centros urbanos não há bermas seguras para peões e muito menos para ciclistas.
Tomemos como exemplo quatro vias extensas, com tráfego intenso, que interligam aglomerados populacionais interdependentes e significativos: Estrada Municipal 501 (Alcochete-Samouco), Estrada Municipal 502 (Alcochete-Atalaia/Fonte da Senhora), Estrada Nacional 119 (Alcochete-São Francisco-Montijo) e Caminho Municipal 1003 (da EM502 à EN119, em São Francisco).
Em todas há espaço livre suficiente mas nenhuma tem bermas arranjadas, sendo perigosas e inseguras para ciclistas e pedestres porque desrespeito pelos outros é o desporto favorito de demasiados automobilistas. Basta atentar na quantidade de lixo acumulado nas bermas, lançado borda fora de veículos em movimento, para perceber quanta incivilidade por aí campeia.
Contrasensos de um concelho plano com excelentes condições naturais para marchar, passear e andar de bicicleta, actividades impossíveis sem riscos significativos porque se desprezam limites de velocidade e nenhum autarca reparou atempadamente na carência de obras pouco dispendiosas e imprescindíveis para o bem-estar de residentes.
Espero que isto seja contemplado em alguma lista de prioridades de candidatos com outra cultura e mais respeito pelas pessoas. Mas que as promessas não fiquem no papel, porque disso estamos fartos.
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28 julho 2008
24 novembro 2007
Carta aberta a alguns deputados do distrito de Setúbal
Chegaram ao meu conhecimento dois testemunhos independentes confirmando que, durante a discussão do orçamento do Estado para 2006, deputados do PS, do PSD e do PP vetaram a inclusão no Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) de uma proposta dos vossos pares da CDU para a construção de um novo edifício destinado à extensão do centro de saúde em Samouco.
Desconheço o que, acerca disso, se passou na discussão do orçamento para o ano corrente, embora tal obra também não conste do PIDDAC. Assim como ignoro a versão final aprovada na passada sexta-feira, sabendo apenas de idêntica omissão no projecto de orçamento para 2008 submetido pelo governo ao parlamento.
Nada tenho a ver com a CDU, nem com nenhum partido, seja ele parlamentar ou não, e abordo o assunto porque, há dias, quando um samouquense me revelou o facto, citando afirmação escutada a um autarca, a minha primeira reacção foi de incredulidade.
Nem me passava pela cabeça que a política fosse hoje tão tortuosa que deputados da nação chegassem ao extremo de confundir Alcochete com a antiga URSS somente porque, em finais de 2005, os comunistas acabavam de reconquistar a maioria nos órgãos municipais.
É um facto que o povo decidiu assim e ainda não percebeu que, andando há mais de duas décadas com o passo trocado em relação às tendências eleitorais do país, paga bem cara a ousadia. Mas também sei que, embora desatento e desinteressado de tudo o que está além da porta de casa, o povo de Alcochete não é burro, ao contrário do que alguns supõem. Erra demasiado, sim. Mas os políticos são como os melões e ainda não apareceu quem demonstrasse competência ou aptidão para fazer melhor.
No entanto, tenho para mim que os desfechos das eleições locais radicam sobretudo nos vossos erros, dirigentes nacionais e locais, deputados e eleitos municipais dos outros partidos, por desatenção ao significado profundo da democracia participativa.
Considero os dirigentes nacionais particularmente responsáveis, por encararem os alcochetanos como simples números. Para eles, representamos pouco mais que zero. Valemos 4% dos votos do distrito e desinteressaram-se de nós há muitos anos. Enquanto assim for nada mais deverão esperar que desprezo recíproco!
Retomando o fio à meada, incrédulo com a revelação do samouqueiro decidi consultar outra fonte. Que confirmou inteiramente o veto e me deixou perplexo.
Se inexistentes outros indícios de que, por albergar menos de 10.000 eleitores, o concelho de Alcochete é, há muitos anos, irrelevante nas aspirações e preocupações políticas distritais e nacionais, a posição assumida em 2006 pelos deputados daqueles três partidos daria a noção do alheamento, ignorância ou insensibilidade social ante problemas com que os alcochetanos se defrontam, diariamente, em infra-estruturas tuteladas pelo Estado.
É que, além de condições deploráveis nas instalações de saúde de Samouco e São Francisco, a esmagadora maioria das escolas básicas é indigna e está a rebentar pelas costuras, o único estabelecimento de ensino preparatório para lá caminha e dispõe de uma cozinha que nem num país do Terceiro Mundo seria tolerável.
E, embora pertencendo a uma instituição privada, não posso deixar sem menção o lar de idosos da Misericórdia, cuja lista de espera é muito superior à sua capacidade actual e funciona, há 35 anos, num primeiro andar sem elevador.
Sei que por ele passaram, na última década, vários deputados em campanha, todos prometendo pressionar os titulares da pasta da Solidariedade Social para financiar a sua dispendiosa e urgente remodelação, impossível sem apoio do Estado. Até hoje, porém, o projecto continua na gaveta.
Discordo, em absoluto, que os órgãos do município de Alcochete tenham decidido, a semana passada, substituir o Estado na solução provisória do caso da extensão de saúde de Samouco, tendo para isso de recorrer a empréstimo bancário. Já o escrevi antes (neste texto) e não voltarei agora ao assunto.
Em meu entender, nenhum governante ou deputado de país civilizado pode ignorar, anos a fio, o caso de um centro de saúde que serve quase três milhares de cidadãos e funciona num primeiro andar, com escadas exteriores inclinadas e degraus absurdos.
Que deficientes, idosos, grávidas e cidadãos com crianças de colo não podem subir tais escadas.
Caros deputados do PS, do PSD e do PP, sobretudo os eleitos no distrito de Setúbal: estão no direito de duvidar da minha palavra. Mas, pelo menos, desloquem-se à extensão de saúde da vila de Samouco.
Se não sabem onde fica, peçam a alguém para vos guiar na observação de como, mercê da vossa cegueira política, no Portugal do séc. XXI há médicos forçados consultar um doente na rua por dificuldades de acesso deste ao gabinete clínico!
De caminho, passem pela freguesia de São Francisco e reparem também na casinha de bonecas onde funciona outra extensão de saúde deste concelho, a qual, por agora, serve pouco mais de um milhar de residentes. Em breve terá muitíssimos mais utentes, como é fácil observar nas redondezas.
Além de instalações acanhadas (25m2, se tanto), ali é impossível estacionar um automóvel que transporte deficientes, idosos, grávidas ou crianças de colo.
Alcochete não se situa nos antípodas da capital portuguesa, caros deputados. Vivemos a 30kms do Terreiro do Paço e a 35kms de São Bento!
Quiçá longe demais da vista, do coração e das ambições dos eleitos de uma democracia em que o povo voltou costas ao poder. E, por estes exemplos poucos exaustivos, talvez faça muitíssimo bem!
Desconheço o que, acerca disso, se passou na discussão do orçamento para o ano corrente, embora tal obra também não conste do PIDDAC. Assim como ignoro a versão final aprovada na passada sexta-feira, sabendo apenas de idêntica omissão no projecto de orçamento para 2008 submetido pelo governo ao parlamento.
Nada tenho a ver com a CDU, nem com nenhum partido, seja ele parlamentar ou não, e abordo o assunto porque, há dias, quando um samouquense me revelou o facto, citando afirmação escutada a um autarca, a minha primeira reacção foi de incredulidade.
Nem me passava pela cabeça que a política fosse hoje tão tortuosa que deputados da nação chegassem ao extremo de confundir Alcochete com a antiga URSS somente porque, em finais de 2005, os comunistas acabavam de reconquistar a maioria nos órgãos municipais.
É um facto que o povo decidiu assim e ainda não percebeu que, andando há mais de duas décadas com o passo trocado em relação às tendências eleitorais do país, paga bem cara a ousadia. Mas também sei que, embora desatento e desinteressado de tudo o que está além da porta de casa, o povo de Alcochete não é burro, ao contrário do que alguns supõem. Erra demasiado, sim. Mas os políticos são como os melões e ainda não apareceu quem demonstrasse competência ou aptidão para fazer melhor.
No entanto, tenho para mim que os desfechos das eleições locais radicam sobretudo nos vossos erros, dirigentes nacionais e locais, deputados e eleitos municipais dos outros partidos, por desatenção ao significado profundo da democracia participativa.
Considero os dirigentes nacionais particularmente responsáveis, por encararem os alcochetanos como simples números. Para eles, representamos pouco mais que zero. Valemos 4% dos votos do distrito e desinteressaram-se de nós há muitos anos. Enquanto assim for nada mais deverão esperar que desprezo recíproco!
Retomando o fio à meada, incrédulo com a revelação do samouqueiro decidi consultar outra fonte. Que confirmou inteiramente o veto e me deixou perplexo.
Se inexistentes outros indícios de que, por albergar menos de 10.000 eleitores, o concelho de Alcochete é, há muitos anos, irrelevante nas aspirações e preocupações políticas distritais e nacionais, a posição assumida em 2006 pelos deputados daqueles três partidos daria a noção do alheamento, ignorância ou insensibilidade social ante problemas com que os alcochetanos se defrontam, diariamente, em infra-estruturas tuteladas pelo Estado.
É que, além de condições deploráveis nas instalações de saúde de Samouco e São Francisco, a esmagadora maioria das escolas básicas é indigna e está a rebentar pelas costuras, o único estabelecimento de ensino preparatório para lá caminha e dispõe de uma cozinha que nem num país do Terceiro Mundo seria tolerável.
E, embora pertencendo a uma instituição privada, não posso deixar sem menção o lar de idosos da Misericórdia, cuja lista de espera é muito superior à sua capacidade actual e funciona, há 35 anos, num primeiro andar sem elevador.
Sei que por ele passaram, na última década, vários deputados em campanha, todos prometendo pressionar os titulares da pasta da Solidariedade Social para financiar a sua dispendiosa e urgente remodelação, impossível sem apoio do Estado. Até hoje, porém, o projecto continua na gaveta.
Discordo, em absoluto, que os órgãos do município de Alcochete tenham decidido, a semana passada, substituir o Estado na solução provisória do caso da extensão de saúde de Samouco, tendo para isso de recorrer a empréstimo bancário. Já o escrevi antes (neste texto) e não voltarei agora ao assunto.
Em meu entender, nenhum governante ou deputado de país civilizado pode ignorar, anos a fio, o caso de um centro de saúde que serve quase três milhares de cidadãos e funciona num primeiro andar, com escadas exteriores inclinadas e degraus absurdos.
Que deficientes, idosos, grávidas e cidadãos com crianças de colo não podem subir tais escadas.
Caros deputados do PS, do PSD e do PP, sobretudo os eleitos no distrito de Setúbal: estão no direito de duvidar da minha palavra. Mas, pelo menos, desloquem-se à extensão de saúde da vila de Samouco.
Se não sabem onde fica, peçam a alguém para vos guiar na observação de como, mercê da vossa cegueira política, no Portugal do séc. XXI há médicos forçados consultar um doente na rua por dificuldades de acesso deste ao gabinete clínico!
De caminho, passem pela freguesia de São Francisco e reparem também na casinha de bonecas onde funciona outra extensão de saúde deste concelho, a qual, por agora, serve pouco mais de um milhar de residentes. Em breve terá muitíssimos mais utentes, como é fácil observar nas redondezas.
Além de instalações acanhadas (25m2, se tanto), ali é impossível estacionar um automóvel que transporte deficientes, idosos, grávidas ou crianças de colo.
Alcochete não se situa nos antípodas da capital portuguesa, caros deputados. Vivemos a 30kms do Terreiro do Paço e a 35kms de São Bento!
Quiçá longe demais da vista, do coração e das ambições dos eleitos de uma democracia em que o povo voltou costas ao poder. E, por estes exemplos poucos exaustivos, talvez faça muitíssimo bem!
31 janeiro 2007
O homem que mordeu o cão

Escreve-me uma senhora de São Francisco, preocupada com o facto de, no centro da freguesia, ser habitual um "Pit Bull" passear o dono sem coleira nem açaimo.
Esse e outros quadrúpedes – tenho-os também ao pé de casa, infelizmente – sabem que tal raça de dono é considerada perigosa.
Sabem ainda que, com a entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 314/2003, de 17 de Dezembro, em Portugal passou a ser obrigatório colocar um açaimo funcional e conduzir o animal à trela na via pública.
Qualquer animal, diz a lei, seja rafeiro ou "Pit Bull".
A mesma lei determina que as "câmaras municipais, no âmbito das suas competências, podem criar zonas ou locais próprios para a permanência e circulação de cães e gatos, estabelecendo as condições em que esta se pode fazer sem os meios de contenção" previstos na lei.
Claro que muitos autarcas – como os nossos – concedem prioridade a outras questões e nunca se incomodaram o suficiente em criar essas zonas seguras. Se nem os parques infantis os preocupam, queriam que se incomodassem com espaços para donos dos bichos?
Os animais também não desconhecem constituir contra-ordenação a falta de açaimo e trela, punível pelo presidente da junta de freguesia da área da prática da infracção com coima cujo montante mínimo é de 25 euros e máximo de 3.740 euros.
Não, não me enganei. O que a lei diz é mesmo isso: além da Guarda Nacional Republicana, da Polícia de Segurança Pública e demais entidades policiais, de segurança e administrativas, também os presidentes de juntas de freguesia têm o dever de assegurar a fiscalização do cumprimento das normas constantes do citado diploma e suas disposições regulamentares.
Ora, se aos presidentes de junta de freguesia também foi atribuída competência para instruir os processos de contra-ordenação e aplicar as coimas previstas, revertendo até a favor dessas autarquias o respectivo produto desde que seus agentes levantem os autos e instruam os processos, recomendo à minha correspondente e a outros interessados na matéria que lembrem à D. Susana Almeida e aos Srs. António Almeirim e Estêvão Boieiro as suas obrigações legais.
Se não há polícias suficientes para outras encomendas prioritárias e os irracionais não respeitam os direitos alheios, quererão os presidentes de junta de freguesia pôr os donos na ordem?
Nisto faço como São Tomé.
09 novembro 2006
A ler
Reinvindicações do PCP ao Governo, para obras em Alcochete e não só.
Discordo apenas dos casos da sede de colectividade de São Francisco e da 3.ª e 4.ª fases da variante urbana de Alcochete.
Sobretudo desta, porque nada resolve, como está à vista após a abertura da inacabada 2.ª fase.
Não será necessária uma variante em São Francisco? Terá a EN119 condições de suportar o aumento de tráfego?
E o alargamento da Estrada Real, a verdadeira e única variante que faz sentido planear no concelho, quanto antes, incluindo novos acessos desta ao IC13? Ainda não repararam que a rotunda do Entroncamento começa a ficar congestionada em horas de ponta?
Também estranho a não inclusão do centro de saúde e de uma nova escola básica para São Francisco. Ter-se-ão esquecido que a população da freguesia quase duplicará com o empreendimento imobiliário aí em construção?
Deverá a sede de uma colectividade sobrelevar um centro de saúde e uma escola?
E a ampliação da capacidade da Escola EB 2,3 El-Rei D. Manuel I não é prioritária?
Discordo apenas dos casos da sede de colectividade de São Francisco e da 3.ª e 4.ª fases da variante urbana de Alcochete.
Sobretudo desta, porque nada resolve, como está à vista após a abertura da inacabada 2.ª fase.
Não será necessária uma variante em São Francisco? Terá a EN119 condições de suportar o aumento de tráfego?
E o alargamento da Estrada Real, a verdadeira e única variante que faz sentido planear no concelho, quanto antes, incluindo novos acessos desta ao IC13? Ainda não repararam que a rotunda do Entroncamento começa a ficar congestionada em horas de ponta?
Também estranho a não inclusão do centro de saúde e de uma nova escola básica para São Francisco. Ter-se-ão esquecido que a população da freguesia quase duplicará com o empreendimento imobiliário aí em construção?
Deverá a sede de uma colectividade sobrelevar um centro de saúde e uma escola?
E a ampliação da capacidade da Escola EB 2,3 El-Rei D. Manuel I não é prioritária?
Rótulos:
Ensino,
PCP,
São Francisco,
saúde,
urbanismo
08 setembro 2006
São Francisco reclama
Eis um bom exemplo de obras de São Francisco em relação às quais se faz de conta que andam, mas não andam há demasiado tempo.
Com a agravante de que os pisos das vias alternativas são provisórios e têm-se vindo a degradar, conforme assinalei aqui há muito tempo.
Aliás, é bom notar que o previsto neste blogue no passado mês de Abril (possibilidade de inundações) sucederia dois meses depois e nada nem ninguém pode garantir que não venha a repetir-se o fenómeno quando a chuva regressar.
Tudo porque mais um Verão passou sem que fosse aproveitado o bom tempo para pôr as coisas na devida ordem.
A segurança de pessoas e bens e a circulação de peões e de veículos não podem ser prejudicadas por força da edificação de novas urbanizações e dos respectivos acessos.
As vias de comunicação deveriam ter sido regularizadas antes da emissão de licenças de construção, sejam as obras da responsabilidade da autarquia, dos operadores de serviços públicos ou dos urbanizadores. No entanto, quando há já novos edifícios a caminho de serem ocupados ninguém sabe ao certo quando estará normalizada a circulação no centro da freguesia de São Francisco.
Como também ninguém sabe se o pré-escolar, a escola básica e o centro de saúde terão capacidade para satisfazer as novas demandas.
Com a agravante de que os pisos das vias alternativas são provisórios e têm-se vindo a degradar, conforme assinalei aqui há muito tempo.
Aliás, é bom notar que o previsto neste blogue no passado mês de Abril (possibilidade de inundações) sucederia dois meses depois e nada nem ninguém pode garantir que não venha a repetir-se o fenómeno quando a chuva regressar.
Tudo porque mais um Verão passou sem que fosse aproveitado o bom tempo para pôr as coisas na devida ordem.
A segurança de pessoas e bens e a circulação de peões e de veículos não podem ser prejudicadas por força da edificação de novas urbanizações e dos respectivos acessos.
As vias de comunicação deveriam ter sido regularizadas antes da emissão de licenças de construção, sejam as obras da responsabilidade da autarquia, dos operadores de serviços públicos ou dos urbanizadores. No entanto, quando há já novos edifícios a caminho de serem ocupados ninguém sabe ao certo quando estará normalizada a circulação no centro da freguesia de São Francisco.
Como também ninguém sabe se o pré-escolar, a escola básica e o centro de saúde terão capacidade para satisfazer as novas demandas.
Rótulos:
Ensino,
saneamento,
São Francisco,
trânsito,
urbanismo
21 abril 2006
Não se entende

Luís Pereira enviou-me esta imagem e o seguinte texto:
"Em São Francisco (Quinta do Duque), no meio da Estrada Nacional 119, emerge este cabo de alimentação eléctrica.
"Há quem pergunte se este se destina à ligação de um semáforo ou de um poste de iluminação.
"Alguns residentes receiam a possibilidadede de o declive acentuado da via, e a aparente drenagem deficiente das águas pluviais, poder, no futuro, provocar inundações no local".
Fui observar o caso e reparei haver mais de um cabo em idênticas condições. Creio que, se chover intensamente, residentes e comerciantes têm motivos para recear o pior. Tanto pelos motivos indicados como porque uma das duas únicas grelhas de águas pluviais está parcialmente tapada com brita da inacabada obra.
Além disso, não entendo duas coisas acerca desta obra de Santa Engrácia:
1. O que impede o retorno da circulação rodoviária à EN 119, tanto mais que o piso do desvio continua a degradar-se mas ninguém parece reparar nisso, excepto os automobilistas e os bombeiros (leia-se este texto, no qual me referia também ao caso);
2. O que impede a colocação de asfalto no buraco há muito existente no sentido São Francisco-Montijo, no ponto onde o trânsito é desviado da EN119 para o interior da urbanização.
Já agora, sublinho a recente e disparatada febre de plantação a esmo de rotundas no concelho de Alcochete. Já se percebeu, há muito, que nada resolvem em termos de limitação de velocidade, embora originem inúteis congestionamentos e conflitos de trânsito.
Em cerca de 200 metros da EN119, no centro de São Francisco, há nada menos de três rotundas. Todas demasiado estreitas para os autocarros articulados manobrarem sem dificuldade nem destruírem os lancis dos passeios.
Melhor seria que, ao planear as novas urbanizações de São Francisco (nomeadamente as do Convento e da Quinta do Duque), alguém tivesse pensado no desvio definitivo do tráfego da EN119 para uma via exterior de circulação rápida.
Em vez disso, têm-se plantado rotundas e prédios de habitação em todo o espaço livre, sem ter em conta que a EN119 é o principal eixo de comunicação rodoviária entre Alcochete e Montijo.
Aqui, sim, justificava-se ter sido construída, previamente, uma variante.
13 abril 2006
Pasquim de propaganda

Chegou-me, enfim, às mãos o prometido boletim informativo da câmara de Alcochete.
Não deveria ser o boletim do município? Creio que essa seria a opção mais lógica, mas lá para os lados do Largo de São João as mentes brilhantes estão-se nas tintas para a Assembleia Municipal e elas lá sabem porquê!
Em formato de crise – mais reduzido e com menor número de páginas que o anterior – mas pecadilhos e vícios idênticos aos do precedente:
1. Em 20 páginas há 22 fotografias do sr. presidente (o assessor de imagem descuidou-se com as gravatas do chefe?);
2. O boletim é da câmara e a Assembleia Municipal que se lixe!
3. A esmagadora maioria da informação é requentada e o sítio na Internet era bem mais conveniente e barato para a sua difusão atempada;
4. A oposição continua sem direito a intervir, contrariando várias recomendações do Provedor de Justiça e da extinta Alta Autoridade para a Comunicação Social.
Vejamos a edição em pormenor.
O editorial do sr. presidente tem 30 linhas e metade é dirigida ao interior da própria câmara. Eu percebo porquê e já escrevi sobre isso, aqui e aqui.
Nas restantes linhas, em substância nada diz. Fica-se pelas triviais promessas. E tem um penúltimo parágrafo confuso, que espero seja mero lapso.
Se ao fim de cinco meses de mandato ainda se anda às voltas com o planeamento estratégico – que, por sinal, estava esquematizado no programa eleitoral – estamos tramados!
Passo à página 8. Na coluna Breves, chamo a vossa atenção para algo que mostrarei um dias destes em pormenor: o magnífico arranjo paisagístico plantado no cruzamento da Rua 25 de Abril com a avenida D. Manuel I, em Alcochete. Contém 99% de casca de pinheiro e 1% de florinhas discretas. E ninguém reclama?
Na mesma coluna e página, sem que se justifiquem as razões da nova opção nem se esclareça o óbvio e mais relevante, fica a saber-se que, afinal, o centro escolar de São Francisco vai para outro lado. O que irá para o local onde está hoje um cartaz?
Na mesma página, notícia sobre o lítigio entre câmara e misericórdia a propósito do terreno da biblioteca. Também aqui o óbvio ficou no tinteiro. Que houve acordo, a gente já sabia. O que não se sabe e deveria ser esclarecido, depressa, eram os termos exactos desse acordo.
Página 9, centro de saúde de Samouco. Câmara vai gastar, pelo menos, 141.500 euros (28 mil contos e uns trocos) para construir um edifício provisoriamente destinado a essa função. Se e quando o Ministério da Saúde construir outro edifício, este será reutilizado para fins diferentes. Não haverá alguma precipitação na decisão?
Página 11, Centro de Dia de São Francisco. Afinal, já não vai para junto dos arcos. Irá para onde? É segredo! Mais uma vez, o óbvio ficou no tinteiro.
Não sei se quem acreditou nas promessas e votou na CDU ficará satisfeito com este boletim, mas eu – que confesso ter votado em branco mas terei também de o pagar – considero-o inadmissível peça de propaganda e de promoção de pessoas que me desiludem, definitivamente, ao omitirem informação muitíssimo mais importante.
Este boletim é o primeiro contacto directo de eleitos que prometeram transparência, diálogo e democracia participativa. Mas nada esclarecem e limitam-se à agenda da câmara. Estamos conversados.
De uma vez por todas, alcochetanos, metam isto na cabeça: ou dão um safanão nesta gente ou só terão conseguido mudar as moscas!
Rótulos:
Assembleia Municipal,
Câmara Municipal,
CDU,
Samouco,
São Francisco
24 março 2006
Ideias para reflectir

A ponte Vasco da Gama foi planeada em meados da década de 90 e concluída em Março de 1998, tendo os acessos sido concebidos numa época em que o município de Alcochete perdia população e tinha 10.000 residentes.
Oito anos após a abertura da ponte, a população do concelho cresceu mais de 50%, depreendendo do volume de empreendimentos habitacionais em construção ou planeados que a duplicação poderá ocorrer em pouco mais de uma década.
A imagem acima reproduz a situação actual dos acessos à ponte para residentes no município de Alcochete, cuja esmagadora maioria utiliza o automóvel nas deslocações casa-trabalho.
A linha verde é o percurso de 10 a 12km, feito duas vezes por dia, pelo menos, para atingir a praça da portagem.
As linhas brancas indicam os trajectos habituais a partir de Samouco e de São Francisco e para alguns automobilistas da freguesia de Alcochete.
Por questões de definição não consegui incluir o percurso dos residentes na sede do concelho que usam a via junto ao "outlet", situada a Norte da palavra Alcochete na imagem. Alguns optam pela Estrada da Atalaia, que está assinalada.
No concelho não falta quem sugira duas soluções para encurtar distâncias:
1. Em vez da maioria ser forçada a convergir para a rotunda do Entroncamento (a primeira à saída do IC13) – que nas horas de ponta tende a ficar congestionada – o município deveria sugerir ao Instituto de Estradas a construção de novos acessos ao IC13 junto a um dos três viadutos nele existentes, entre o Entroncamento e a ponte;
2. O maior número de sugestões refere-se a algo que considero de concretização difícil, salvo se a Lusoponte cooperar: a criação de novas entradas (quanto mais não fosse apenas para utilizadores da Via Verde) e saídas da ponte junto à Área de Serviço de Alcochete.
Pessoalmente preferia uma terceira via: estudar as necessidades de deslocação dos residentes e encontrar soluções ambiental e economicamente sustentáveis com transportes públicos. A auto-estrada líquida continua reservada aos esgotos e, que me lembre, nenhum país europeu com estas condições naturais as desperdiça desta maneira.
No entanto, olhando para esta imagem de satélite do Google e conhecendo a estrada de acesso ao edifício da Lusoponte, situado junto à praça da portagem, talvez seja possível criar aí entradas e saídas que dispensariam novas portagens.
Convém notar que os espaços dos arcos desenhados a vermelho se situam no concelho de Montijo, onde uma parte dos residentes nas novas urbanizações situadas a Norte da sede desse município poderia deixar de utilizar o IC13. A obra pode ser feita em cooperação pelos dois municípios, porque convém a ambos.
São ideias que deixo à consideração geral, se alguém quiser pensar no assunto antes que o tráfego se complique de vez.
Rótulos:
ponte,
Samouco,
São Francisco
22 março 2006
São Francisco: sugestões para mostrar serviço (3)

Para concluir a lista não exaustiva de intendência respeitante à freguesia de São Francisco, a propósito da reunião da câmara – e depois disto e disto – faltava-me referir o problema da energia eléctrica. Ou melhor, da intermitência dela.
Disseram-me que, frequentemente, ocorrem interrupções no fornecimento de energia em São Francisco.
Ninguém conhece as razões e muitos só se apercebem do facto quando chegam a casa, ao fim da jornada de trabalho, deparando com os relógios eléctricos desregulados.
É anormal que tal ocorra, ainda por cima com a frequência que me asseguram residentes, urgindo resolver o problema de vez.
Parece-me, aliás, que a qualidade do serviço é sofrível até na sede do concelho, onde resido. E isso constata-se há anos.
Sempre tive o computador e periféricos ligados a dispositivos de segurança (estabilizador de tensão e/ou unidade auxiliar de energia) e raro é o dia em que não detecto sinais de variações bruscas de tensão. O fenómeno é também perceptível em lâmpadas incandescentes.
As variações de tensão afectam a maioria dos electrodomésticos não ligados a dispositivos que atenuem os seus efeitos. Por causa disso tenho três estabilizadores de tensão, que me dão alguma segurança mas contribuem para o aumento do consumo de energia.
Os talones, os mexias e os accionistas esfregam as mãos, bem entendido, porque, embora se diga que há concorrência no mercado da energia, nunca ninguém me bateu à porta a oferecê-la em pó ou pilhas. Logo, tenho de aturar o monopolista.
Como, neste quadrilátero de castas, lá em cima estão as corporações e cá em baixo os mansos cidadãos, já nem estranho que haja mecanismos de regulação mas na prática ninguém repare na sua utilidade.
Embora este assunto esteja fora da alçada do município, trata-se de um serviço de interesse público e essencial à vida moderna. As suas pressões poderiam acelerar a resolução dos problemas.
Até que haja solução, sobretudo aos residentes em São Francisco só posso recomendar uma coisa: tenham paciência... franciscana.
E se mais algum "franciscano" quiser acrescentar temas à agenda municipal, está sempre a tempo de o fazer. Este condomínio agradece.
21 março 2006
São Francisco: sugestões para mostrar serviço (2)

Lamento que haja tantos espaços abandonados e inúteis em áreas urbanas do concelho, nem todos aparentemente privados. Aliás, se se situarem em áreas urbanas consolidadas, em nome da segurança, da higiene e da qualidade ambiental o município de Alcochete deveria obrigar os respectivos proprietários a vedarem e limparem convenientemente esses terrenos.
Vários municípios têm posturas que obrigam à edificação de muros e à limpeza periódica de terrenos privados edificáveis e, sempre que se verifique a existência de perigo de salubridade ou de incêndio, notificam os proprietários para removerem a causa da situação detectada num certo prazo, sob pena de, independentemente da aplicação da respectiva coima, o município substituir-se aos responsáveis na remoção e debitar aos mesmos as respectivas despesas.
Não encontrei no sítio do nosso município na Internet qualquer referência a esse assunto, presumindo que não haja regulamentação específica. É pena.
As imagens acima exemplificam o caso de um dos muitos espaços expectantes no centro de São Francisco. Parece-me ser o maior e por isso dou-lhe destaque.
Em tempos garantiram-me que o espaço se destina à construção de um templo da Igreja Católica. Nada a obstar, considerando que a freguesia não tem igreja desde o séc. XIX, quando foi demolido o convento. Presentemente existe uma capela provisória, o pré-fabricado em segundo plano na imagem superior.
No entanto, até existirem os fundos necessários para a construção do templo, nada impede que a autarquia dê um mínimo de dignidade ao espaço e mande afixar uma placa esclarecedora. Além disso, devido o declive do terreno, sempre que chove com intensidade a areia escorre para o piso da Rua Vergílio Ferreira.
São Francisco é, presentemente, a única freguesia do concelho sem espaços verdes dignos dessa designação. Se bem me recordo, o anterior executivo ambicionava construir o maior parque do concelho nessa freguesia. Procurei no programa eleitoral da CDU, mas nada encontrei sobre o assunto.
Está lá apenas isto e parece-me suficiente: "Requalificar os espaços verdes/jardins e zonas de lazer e de animação infantil do município, bem como recuperar outros espaços verdes entretanto votados ao abandono, em articulação com as Juntas de Freguesia de Alcochete, de S. Francisco e do Samouco."
Era conveniente que o executivo camarário aproveitasse a reunião da próxima quarta-feira, em São Francisco, para fornecer alguns esclarecimentos sobre o assunto.
Se, como disse no discurso de posse, o actual presidente da câmara quer «impedir que Alcochete se torne um concelho dormitório», terá de fazer alguma coisa (e depressa) para que os residentes desfrutem do merecido bem-estar e se sintam atraídos pelo que os rodeia.
20 março 2006
São Francisco: patos, sapos e ninjas

Sobre o pré-escolar de São Francisco faltava mostrar este magnífico edifício. Ou será um cartaz?
Há um ano, o concurso da obra estava prestes a ficar pronto. Mas era a obra do cartaz e não do edifício, claro.
Coincidência ou não, o espaço foi limpo há poucos dias antes que alguém sugerisse pôr lá um rebanho de ovelhas. Topam?
Enquanto não sai o edifício, ou o cartaz, que tal pôr um lago com patinhos neste espaço?
Não se pode, por causa da gripe das vacas loucas? Perdão: da BSE aviária? Desculpem, já estou a pôr asas nas vacas e galináceos a marrar.
Então e se for um lago com sapos?
Não pode ser porque alguém anda a engoli-los todos? Olha que pena!
E com tartarugas ninja?
Não porque são muito agressivas? Olha que pena!
Eh pá, sejam simpáticos e ajudem a pôr aqui qualquer coisinha!...
Às vezes temos de levar isto a brincar, para o mal que nos rodeia não parecer tão sério.
Rótulos:
Câmara Municipal,
Ensino,
São Francisco
São Francisco: sugestões para mostrar serviço

Aproveito uma reunião "descentralizada" da edilidade de Alcochete, na próxima quarta-feira, em São Francisco, para abordar questões relacionadas com essa freguesia.
As principais preocupações dos residentes prendem-se com a exiguidade das infra-estruturas escolares e de saúde, em face do significativo aumento populacional com o novo empreendimento Villas do Duque, cujos primeiros edifícios estarão prontos dentro de um ano.
Nessa urbanização estão licenciados e em início de construção os primeiros edifícios habitacionais (pelo menos 14), todos com dois pisos acima da cota da soleira, sendo voz corrente que os residentes na freguesia quase duplicarão quando todo o empreendimento estiver concluído.
O que os moradores de São Francisco dizem desconhecer, por enquanto, são as respostas planeadas nas áreas da saúde, da educação e dos transportes públicos.
Presentemente, a extensão de saúde de São Francisco está instalada numa casinha, situada à beira da EN119, cuja área total não excederá 75m2 (ver imagem).
Daqui a um ano continuará a funcionar aí? E haverá médicos disponíveis no Centro de Saúde de Alcochete? As questões da saúde não são com a câmara, todos o sabemos. Mas como lhe cabe licenciar novas construções, presume-se que terá alertado a entidade responsável. Teria recebido resposta?
O pré-escolar da freguesia funciona num pavilhão pré-fabricado, anexo à cantina escolar (ver imagem). O novo é (será ainda?) mera promessa eleitoral estampada num painel publicitário.
No sítio da câmara na Internet, a última notícia oficial sobre o pré-escolar de São Francisco tem quase um ano. Data de 23 de Março de 2005 e diz-nos que "a Câmara Municipal está prestes a lançar a concurso a empreitada referente à construção de um Pré-escolar (Jardim-de-infância) na freguesia de São Francisco". Estava prestes?
Em Novembro passado, em artigo lido no blogue «Escândalos no Montijo», Susana Almeida, presidente da Junta de Freguesia de São Francisco, escrevia o seguinte: "tomei conhecimento que o actual executivo da Câmara Municipal levantou um conjunto de obstáculos (...) que evoluíram para uma posição onde já não concordam com a localização do novo pré-escolar".
Acreditamos no cartaz ou na presidente da junta?
Em que pré-escolar pensa o município colocar os filhos dos novos residentes que, às dezenas, começarão a chegar ao concelho no início do próximo ano? Diz o tal painel publicitário da câmara que a construção do pré-escolar demora um ano.
Não menos problemática poderá ser a Escola do 1.º Ciclo do Ensino Básico de São Francisco, cujo edifício parece pequeno para albergar tantas crianças (ver imagem).
A câmara tem algo a dizer aos habitantes de São Francisco em matéria de saúde e educação, pelo menos?
Quanto aos transportes públicos, as preocupações são antigas: a freguesia de São Francisco está muito mal servida. Atente-se nesta página dos TST, contendo o horário dos autocarros de e para Lisboa.
Amanhã há mais.
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saúde,
transporte público
Parabéns à junta de São Francisco

Escrevi aqui, há dias, que todos os parques infantis existentes no concelho não cumprem as normas legais para esse tipo de equipamentos.
Lamento ter sido injusto em relação a um caso e peço desculpa por isso. Há um novo parque infantil modelar, aparentemente construído pela junta de freguesia local na Urbanização de São Francisco.
Considero exemplar o parque de jogos e recreio «Os Traquinas», cuja abertura não vi noticiada, pelo menos, no sítio da câmara na Internet.
Em todo o caso, tenho algumas dúvidas acerca dos tacos de madeira colocados no solo, a dividir os brinquedos do parque, por me parecer que impedem a mobilidade de crianças de tenra idade.
Ainda assim, parabéns à Junta de Freguesia de São Francisco!
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