31 dezembro 2010

Bom Ano

Despeço-me deste ano despedindo-me na participação neste blog.

É cada vez mais um instrumento político, e não tem nada haver com o que foi no inicio e no qual não me revejo, sendo que englobo aqui também neste "inicio" o antecessor deste blog, o tágides.

Preferia que fosse um espaço para debater outros temas que não apenas as querelas do poder local. Transformo este desabafo em desejo para 2011, que este espaço encontre forma de debater mais outros temas importantes.

Desejo a todos um óptimo 2011.

30 dezembro 2010

A esquerda no mundo é só uma

A esquerda no mundo é só uma. Nós podemos pluralizar e dizer as esquerdas, mas a estrutura mais básica destas é só uma, a marxista.
Em Portugal, os partidos que representam a esquerda com assento na Assembleia da República são o BE, o PCP, o PS e até franjas consideráveis do PSD. Quando estes partidos deixam passar legislação que lese a sociedade, estão a prestar serviço ao ideário de esquerda.
As esquerdas, hoje em dia, mantêm uma aliança estratégica, não expressa, com o islamismo - vertente política do Islão - contra a Civilização Ocidental Judaico Cristã. Mas o que significa afirmar isto? Significa, logicamente, que as esquerdas não estão de mãos limpas face ao terrorismo. Até parece que já estou a ouvir gente a perguntar-me: os nossos autarcazitos andam por aí a deitar bombas? Não! Os nossos autarcazitos não andam por aí a deitar bombas, mas inserem-se na onda cuja crista satura de violência para submeter o mundo a Alá (Allah) ou acabar com o capitalismo normal e regredir à era pré-industrial. Este projecto de lesa-humanidade obriga à redução drástica da população mundial, razão por que as esquerdas de toda a parte apoiam, por exemplo, legislação a favor do aborto e homossexualismo, este e aquele condenados quase absolutamente pela Sharia, a lei islâmica. Mas nada disto interessa ao actual estádio de transformação do homem e do mundo.

29 dezembro 2010

Movimento Associativo de Pais (MAP) no Concelho de Alcochete

Recebi do Sr. Henrique Infante da Câmara o seguinte texto que passo a reproduzir na integra, aproveitando também para lhe deixar públicamente os meus parabens pelo seu excelente trabalho no movimento assiciativo de pais em Alcochete:
"Num ano em que tanto se falou no nosso Concelho do Movimento Associativo de Pais por via da eleição dos primeiros Órgãos Sociais da FAPEECA (Federação das Associações de Pais e Encarregados de Educação do Concelho de Alcochete) no início de 2010,eis senão quando me deparo em pleno Natal sem que houvesse por parte da nossa digníssima Federação qualquer manifestação/evento que tivesse como objectivo a confraternização entre as várias APEE’s do Concelho, os alunos e seus Enc.Educação, os docentes e não docentes que laboram nas nossas Escolas, enfim, toda a Comunidade Educativa.
Comentarão uns, para quê Festas?!...
Dirão outros, que bom podermos estar juntos a assistir a um bom espectáculo, gratuito ainda para mais (em época de crise sabe sempre bem!) e confraternizarmos um pouco!!!
Pois bem, foi nessa perspectiva que a APEE da Escola Secundária de Alcochete, composta por uma excelente equipa de E.E. e liderada por mim, Henrique Infante da Câmara, neste momento a funcionar como Comissão Administrativa, pois infelizmente (ou talvez não !...) ainda não se apresentaram a eleições 11 Pais corajosos com vontade de dar continuidade a este projecto por nós iniciado quase à três anos, que mais uma vez realizámos o nosso Festival de Natal (já vamos no 3º ! ) onde ,para além de proporcionarmos um são convívio entre toda a Comunidade Educativa que teve o privilégio de se deslocar ao Forúm Cultural de Alcochete no passado dia 14 de Dezembro, temos ainda o enorme prazer de levar a palco alguns grandes artistas completamente desconhecidos da nossa população e de lhes publicitarmos os seus trabalhos, pois é também essa a forma de lhes agradecermos, em virtude de todos eles actuarem generosamente.
E foi mais um êxito este evento por nós organizado, com o auditório do Forúm a registar um número de entradas a rondar as 180 pessoas, apesar da intempérie que se verificou nesse dia.
Algo diferente de outros eventos ,realizados por outras APEE’s ( Federação incluída ) onde 3 ou 4 dezenas de “amigos e seus familiares” se juntam para assar e comer um porquito dentro de uma Escola pública…
Ah, já me esquecia de dizer que infelizmente nenhum elemento dos O. Sociais da Fapeeca teve oportunidade de se deslocar ao referido evento, patrocinado por uma das suas Associadas, nem tão pouco se dignaram agradecer o convite que lhes foi endereçado ou ainda justificar a ausência, mas tais actos também já vão sendo usuais, portanto…
Entretanto ,como tenho vários filhos e com idades diversificadas e estando também a fazer parte dos O.Sociais da APEE-Valbom ,realizámos também este ano, pela 1ª vez ,uma Festa de Natal ,que decorreu no passado dia 10 de Dezembro ,no auditório da Casa do Povo e ... MAIS UM ÊXITO ESTRONDOSO, com sala completamente cheia (+- 170 pessoas ) e todos a adorarem o espectáculo.
QUE ME DESCULPEM OS MEUS “ INIMIGOS DE ESTIMAÇÃO “ MAS ,INFELIZMENTE PARA ELES ,ESTES DOIS EVENTOS FORAM ,EFECTIVAMENTE, DOIS ÊXITOS !
Os meus Parabéns, também, para todos os novos Pais que compõem os O. Sociais da APEE-Valbom !
Ah, também aqui a nossa digníssima Federação não se fez representar…
Talvez ainda andem muito ocupados/as com os projectos das CAF’s e AEC’s, (que tantas falhas têm tido! ) pois foi a única “ocupação “ que tiveram desde que assumiram funções, infelizmente ,também ,a “reboque “ de outros.
Como tantas vezes tenho dito,não basta querer...é preciso saber e ter tempo disponível para um bom desempenho dentro do MAP.
É preciso também que se ponham de lado as “cores políticas” dentro das APEE’s e que se deixe trabalhar quem quer trabalhar em prol duma causa tão nobre quanto esta que nos move.Só assim poderemos tentar proporcionar aos nossos jovens uma EDUCAÇÃO DE EXCELÊNCIA.
A TODOS DESEJO UM ÓPTIMO 2011 !"

Henrique Infante da Câmara
(Comissão Admistrativa da APEE-ESA)

Aliança e ameaça do islamismo-esquerdismo


Daniel Pipes (num motor de busca veja quem é), em http://www.midiaamais.com.br, através do artigo "O novo inimigo da esquerda: Império", referindo-se à obra de Ernest Sternberg Purifying the World: What the New Radical Ideology Stands For, começa por dizer o seguinte: «Nós sabemos o que Marx, Lenin, Stalin e Mao queriam (controle estatal de tudo) e como eles alcançaram essa meta (totalitarismo brutal); mas o que seus sucessores de hoje desejam e como eles esperam consegui-lo?» [...].
Mais à frente dá-nos a noção do que é Império para os novos esquerdistas: «...um suposto monólito global que domina, explora e oprime o mundo» [...]. E prossegue umas linhas abaixo: «O Império alcança isso por meio do liberalismo económico, militarismo, corporações multinacionais, mídia corporativa e tecnologias de vigilância. E porque o capitalismo causa milhões de mortes que um sistema não-capitalista eliminaria, é também culpado de assassinato em massa».
Denunciada a inversão do real levada a cabo pelos novos esquerdistas, o discurso de Daniel Pipes continua: «Os Estados Unidos, obviamente, são o Grande Satã...»[...], promotores do próprio terrorismo de que são alvo. E como que por antítese, «...Israel é o Pequeno Satã, servindo como o aliado sinistro do Império...» [...], sem ser preterida a pergunta se Israel se levanta em mestre do mesmo Império.
Ora é aqui que chego ao parágrafo de Daniel Pipes que me levou a este pequeno esforço: «Para confrontar os recursos superiores do Império, a esquerda precisa se aliar com qualquer outro que se opõe a ele - notadamente os islamistas. Os objectivos dos islamistas contradizem os da esquerda, mas isso não importa desde que os islamistas ajudem a combater o Império eles têm uma posição valiosa na coalizão» sic.
O que Daniel Pipes diz no resto do seu artigo já não interessa sobremaneira para ilustrar a minha afirmação, feita aqui neste blog, de que há uma aliança estratégica entre as esquerdas e o islamismo contra a Civilização Ocidental Juadaico-Cristã. Mas se, mesmo assim, persistirem dúvidas, leia-se do mesmo Daniel Pipes "Aliança Ameaçadora [dos islamistas-esquerdistas]" em http://pt.danielpipes.org/5724/alianca-ameacadora-dos-islamistas-esquerdistas e cada leitor retire as suas próprias conclusões.

Nota: este conceito de "Império" vem dos intelectuais de esquerda Michael Hardt e António Negri por meio de uma obra muito lida e discutida um pouco por todo o mundo, cujo título é mesmo Império da Editora Livros do Brasil.

O Ocidente Islamizado


«[...] A desilusão com o comunismo soviético e chinês produziu o imediato retorno aos motes do iluminismo francês, com a nova divinização da ciência e a mais virulenta campanha anti-religiosa de todos os tempos, subsidiada por verbas milionárias, fortemente amparada pela indústria do show business (O Código da Vinci, O Corpo, e agora O Túmulo de Jesus), abrilhantada por ídolos pop da divulgação científica como Richard Dawkins, Daniel Dennet e Sam Harris e coroada por uma sucessão impressionante de legislações repressivas promovidas directamente pelos organismos internacionais e voltados contra a expressão pública da Fé. Injectada num ambiente previamente preparado pelo politicamente correcto, e coincidindo no tempo com a nova onda de anti-semitismo europeu e com a matança generalizada de cristãos nos países islâmicos e comunistas, a campanha dá um passo enorme no sentido da extinção do legado civilizacional judaico-cristão e na instauração mundial da social-democracia laica, o prémio de consolação dado pela elite globalista à esquerda mundial pelo fracasso do comunismo russo-chinês. Ora, a absoluta incapacidade da social-democracia laica de resistir à invasão cultural islâmica já está mais do que demonstrada na prática. [...]» (A partir daqui, o autor, o filósofo Olavo de Carvalho, em http://www.olavodecarvalho.org refere importante bibliografia que eu resolvo não transcrever).

28 dezembro 2010

Austrian MP Ewald Stadler adresses Turkish Ambassador with Eng Subs




O deputado austríaco Ewald Stadler diz ao embaixador turco em seu País o que todo o cidadão ocidental deveria dizer a quem, em nome do multiculturalismo (defendido pelas esquerdas), faz vista grossa à sanha islamofascista. Esta, através do terrorismo e da estratégia imigratória e demográfica (também defendidas pelas esquerdas), visa impor a Sharia (lei islâmica) nas democracias capitalistas estabelecidas sobre padrões culturais e morais judaico-cristãos.

27 dezembro 2010

Os comunistas só param quando destruírem tudo

Desde o tempo do Tágides e por este blog fora sempre disse que os comunistas só parariam quando destruíssem tudo.
Claro que eu sei que os comunistas nunca param e a ideia de que os comunistas passarão a destruir a própria destruição quando não tiverem mais nada para destruir é paródia que não é assim tão gratuita como parece.
Entre nós, veja-se o que os comunistas fizeram no Moisém. O que lá se vê não é um crime urbanístico que destrói a frente ribeirinha de Alcochete? Então pergunto: como é que agora nos vêm falar da Regeneração da Frente Ribeirinha de Alcochete?
Por favor, não façam pouco das pessoas.
Os comunistas só param quando destruírem tudo. O que lhes está no sangue é a transformação do mundo. Transformar o mundo é revolucionar o mundo, é levar a revolução a tudo o que é cidade, vila, aldeia, lugar no mundo.
Em Alcochete nunhum lugar ficará como dantes. Há que transformá-lo, revolucioná-lo para que alcochetano nenhum se venha a identificar com ele, logo para que alcochetano nenhum o defenda, deixe andar, fique apático, até que todos sejam dominados.
Porra! Deixem em paz o património urbanístico herdado dos nossos avós e tentem minorar as situações infra-humanas vividas em muitos lugares do Concelho. Isto não vos agrada, ó hábeis defensores dos trabalhadores?!

26 dezembro 2010

Da megalomania do Governo PS à da Câmara de Alcochete

Os tiques dos socialismos podem mudar de amplitude, mas estruturalmente são sempre os mesmos.
Não há dinheiro para Justiça, Educação, Saúde, etc., mas há projectos megalómanos por parte deste Governo socialista, caso, por exemplo, do Comboio de Alta Velocidade.
À escala do nosso Concelho, os autarcas comunistas reduziram a megalomania do Train à Grande Vitesse (TGV) à Regeneração Urbana de Alcochete (RUA).
Na rua estamos todos nós, sem dinheiro para mandar cantar um cego que aqueça a nossa alma!
Não seria muito mais do agrado das populações que os comunistas pusessem o novo Centro de Saúde do Samouco a funcionar condignamente e renunciassem a esta propaganda rasteira e sem freio para alienação de muitas consciências?

23 dezembro 2010

NATAL

À minha familia;
Aos meus Irmãos e Irmãs;
A meus Manos;
A meus Amigos e Amigas;
Aos meus adversários e competidores;
Aos meus colaboradores, cooperantes, colaboradores e clientes;
Aos meus companheiros e camaradas (militares);

Nesta quadra todos renovamos a esperança numa Nova Ordem, numa nova luz que nos ilumine. Crentes ou não, acreditamos num ano melhor para o Mundo em geral e em particular para os países pelos quais tenho enorme dedicação.
Continuo acreditar numa Humanidade com seres mais perfeitos e com os conhecimentos que respeitem o outro que está ao lado.

Sem excepção, a todos desejo um Feliz e Santo Natal e um Ano Novo muito próspero



Os melhores cumprimentos


Zeferino Boal

Bom Natal e Ano Novo


Para todos os autores deste blog e visitantes um bom Natal e Ano Novo.

A unir-nos está o facto de sermos todos filhos do mesmo Pai, verdade verdadinha a ser relembrada a todos os esquecidos.

O Natal é o Menino Jesus que é Deus para nos salvar o ser.

22 dezembro 2010

João Marafuga a João Pinho


Não tenho receio nenhum que discorde de mim. Deve fazê-lo. Sempre desconfiei das pessoas que sistematicamente concordam comigo.
Aos meus alunos eu pedia-lhes que discordassem de mim. E não poucos o faziam com cabeça, tronco e membros.
O que me preocupa é o facto de as pessoas não reconhecerem rostos quando parecia ser um dever que os reconhecessem.
Há um desfasamento na nossa comunicação que era pressuposto não haver. Para quê estar aqui com falsas modéstias?
Sei auto-avaliar-me, razão por que sei possuir um grau de consciencialização política acima do de João Pinho. Desculpe, mas eu repito, não sou de falsas modéstias.
O que me custa aguentar é o seguinte: como é que o João Pinho não dá provas de saber avaliar com justeza o João Marafuga? É que eu partia do princípio de que o meu amigo seria capaz de se habilitar a essa avaliação.
Quando eu olho para um rosto asseado, eu logo penso que esse rosto também é capaz de ver algum asseio no meu, o que pode suscitar aproximação: pares cum paribus facilime congregantur. Ora isto connosco não se está a verificar.
Mas por que motivo o meu amigo fala no medo? Que raio vem a ser isso?
"Tom acentuadamente intimidatório"? Qual a razão? Por falar sem papas na língua como se vê neste próprio texto? Quando deixar de falar sem papas na língua deixarei de ser o Marafuga. Eu sou o Marafuga!
O João Pinho nunca falou uma única vez comigo na vida e já me aconselha? E acha que por eu falar assim não sou humilde? Eu sei que a humildade é a verdade e que a humilhação é a mentira.
Com toda a responsabilidade que recai sobre o homem, o cristão, o professor que sou, digo ao João Pinho que ideologicamente o meu amigo é uma confusão. Por exemplo, vê virtualidades no marxismo, quando este é a "filosofia" do comunismo que matou milhões e milhões de pessoas.
"Todos em conjunto" com socialistas e comunistas? Nunca, nem mesmo no Natal.
Finalmente, fico grato por me desejar a generosidade do Menino Jesus que é Deus para nos salvar o ser.

Bruxelas: Comunismo e nazismo não são a mesma coisa - Sol

Bruxelas: Comunismo e nazismo não são a mesma coisa - Sol

O sorriso da estrela!

Não se pretende aqui efectuar um balanço de 2010 no entanto todos reconhecemos as adversidades que o Pais atravessa, dificultando naturalmente a vida de inúmeras famílias. Vivemos um período de austeridade, que nos condiciona em todas as facetas da vida mas fundamentalmente no capítulo financeiro.
Apesar da conjuntura socioeconómica, as famílias, uma vez mais, numa autêntica “ginástica” financeira repleta de patriotismo, vão dificilmente contornando os obstáculos e fazendo a sua vida muito condicionada aos problemas já referidos. Deste modo o ano chega praticamente ao fim e com ele surge a mais bela Quadra do Ano.
O Natal é motivo de emoção, de desfrutar desse momento tão belo e nobre como seja o nascimento de Jesus Cristo. Contudo e simultaneamente, é tempo de reflexão, e face aos motivos que iniciaram este meu périplo, quiçá de consternação e sobretudo preocupação.
Numa noite sublime, única, como é a noite de Natal, já pensaram quantas famílias no nosso concelho vão estar sós, abandonadas?
Quantas famílias no nosso concelho não possuem uma habitação digna?
Quantas famílias no nosso concelho não podem usufruir da tradicional ceia de Natal, sendo certo que muitas delas passam inclusivamente fome, até porque não duvidem, existe fome no nosso concelho?
Quantas crianças no nosso concelho gostariam de receber uma prendinha na noite de Natal e para elas esta noite será uma igual a tantas outras já vividas?
Podereis equacionar a minha retórica mas creiam que esta realidade existe, e nalguns casos concretos com uma descrição significativamente pior do que aquela que aqui refiro, no entanto os políticos da nossa Praça continuam preocupados com outros valores…descurando completamente os valores humanos, os princípios básicos da vida, as condições elementares da sobrevivência no Concelho. Diminuem-se as habitações sociais, diminuem-se as preocupações com o encerramento do espaço da Cruz Vermelha Portuguesa em Alcochete, onde através de colaboradores voluntários se desenvolviam várias acções sociais, alegam-se competências, atribuem-se responsabilidades ao dito “poder central”, mas ter atitude, exercer iniciativa, dinamizar projectos, acompanhar ideias de solidariedade sem querer assumir o protagonismo da acção, isso ao que parece não é política. Provavelmente não gera votos, mas esta é a política que eu sei desenvolver, é a política que pratico, pois para mim, as pessoas estarão sempre em primeiro lugar!
E existe tanto, mas tanto por fazer pelas pessoas, basta consultarmos o Instituto Nacional de Estatística, Alcochete é um dos piores municípios da península de Setúbal e da Grande Lisboa em termos de indicadores ambientais. O sistema público de abastecimento de água serve apenas 88% da população, somente 76% dispõe de sistemas de drenagem de águas residuais e da ETAR beneficiam apenas 77% dos residentes. Ainda são cerca de 2.000 pessoas a consumir água de poços em detrimento da água da rede pública.
Estes são alguns bens básicos que associados a outros aqui não referidos deixam-nos numa posição bastante fragilizada comparativamente a outros Concelhos. As pessoas, a população necessita que lhes sejam dadas condições de vida. Não podemos ignorar ou fazer de conta que está tudo bem, não…não está, e se para uns Alcochete é terra de encantos e emoções, creiam que para muitas das nossas famílias esse oásis ainda não foi encontrado.
Reflictam sobre isto, conversem em família, no restaurante, nas associações ou colectividades, nos cafés, na rua, conversem…pelo menos ergam a vossa voz e manifestem a vossa preocupação perante a passividade e a inoperância com que estes problemas tendem a ser resolvidos.
Agora, chegados à noite de Natal, faço votos que na imensidão dessa pintura magistral designada por céu, exista uma estrela que sorria para si.
Nesta noite abençoada, preencho o meu coração de pedidos de uma vida melhor para todos.
Não percam a esperança, acreditem que existe sempre alguém, que de uma forma ou de outra, estará sempre convosco.
Neste Tempo de Paz e Amor, importa repensar valores, de ponderar sobre a vida e tudo o que a cerca.
É tempo de deixar nascer essa criança pura, inocente e cheia de esperança renovada e que mora dentro dos nossos corações.
É tempo de entender que o ser humano vale por aquilo que é e faz, e nunca por aquilo que possui ou pelo cargo que ocupa.

Que sejamos justos, enfim, para merecermos as bênçãos de todos os céus.

Feliz Natal!


Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS
bancadapsalcochete@gmail.com

20 dezembro 2010

Palavras bonitas que cobrem a degeneração

Vá ao blog http://blog.miguelvaledealmeida.net , leia o artigo "Serviço cívico" e veja como palavras tão bonitas cobrem a degeneração.
Claro que me vão chamar homofóbico, embora eu não consiga perceber que o seja por estar contra o "casamento" homossexual.
Brevemente, nótulas como esta num jornal ou num blog poderão levar os seus autores à barra dos tribunais.
É este o Portugal que agora temos por mão de socialistas, comunistas e bloquistas.

Degeneração Urbana de Alcochete

Na publicação de propaganda camarária "Regeneração Urbana de Alcochete" fala-se de estacionamento a propósito da requalificação do Miradouro Amália Rodrigues; da Rua do Norte e Largo da Misericórdia; da Avenida D. Manuel I; da Rua Chão do Conde e Rua Carlos Manuel Rodrigues Francisco; da Rua João de Deus e Rua do Catalão; do Largo Coronel Ramos da Costa e Largo João da Horta, mas certamente que estes autarcas não pretendem inculcar-nos a ideia de que as requalificações em causa resolverão os problemas do estacionamento automóvel.
Por mais que se requalifique e ainda que haja alguma recuperação de espaço, tais factos não suprirão as dificuldades crescentes de parquear automóveis em Alcochete.
Desde o tempo do Tágides e ao longo de todo este blog, várias pessoas, eu incluído, têm sugerido a criação de alguns parques de estacionamento periféricos à vila, solução que se nos afigura mais económica e salubre que as tenebrosas cavernas modernas, ideia que nunca teve a mínima receptividade por parte da Câmara.
Fecho este meu texto, desejando vivamente que a "Regeneração Urbana de Alcochete" não se vire na degeneração desta nossa querida vila de Alcochete.

Abono de família: CDS-PP, Bloco e PCP tentam travar cortes - Sol

Abono de família: CDS-PP, Bloco e PCP tentam travar cortes - Sol

18 dezembro 2010

Alcochete e mobilidade


Os comunistas reduzem a liberdade à mobilidade, isto é, à deslocação pedestre e rodoviária de pessoas.

Mas se, realmente, se vissem melhorias nesta tão apregoada mobilidade, de mal o menos.

O que vemos é que os carros cada vez ocupam mais os passeios, obrigando o peão a utilizar as faixas de rodagem com perigo de vida; não poucos automobilistas fazem das zonas históricas parques de estacionamento; não há uma rede de ciclovias nem um espaço condigno para a bicicleta; os acessos da vila de Alcochete a São Francisco e à Freeport fazem lembrar as estradas do terceiro mundo, etc.

Depois da constatação de todas estas coisas, só faltava a cereja no cimo do bolo, quero dizer, que o município de Alcochete recebesse a bandeira de ouro da mobilidade como de facto recebeu segundo me disseram pessoas fidedignas.

Mas quem atribui estes prémios faz de conta?

As Eleições de ontem no PS/Alcochete

A Lista A, encabeçada por Francisco José da Fonseca Giro, foi a vencedora das eleições de ontem na Concelhia local do Partido Socialista.
Francisco Giro teve 68 votos contra os 43 conseguidos por Arnaldo Matias Sena Teixeira que encabeçou a lista B.
Na minha qualidade de alcochetano e munícipe, desejo que o partido da rosa se apazigue porque as vicissitudes dos últimos anos só têm prejudicado Alcochete.

17 dezembro 2010

VERDADE


Caiu-me nas mãos um publicação da Câmara que faz propaganda àquilo que diz ser a Regeneração Urbana de Alcochete. Para mim, esta revista - ou lá o nome que lhe possam dar - não passa de uma amostrazita de engenharia discursiva.
Luís Franco, na nota de abertura, fala de «...mante[r], [...], de forma consciente e planeada, muitos dos aspectos que caracterizam o nosso território e que constituem factores de atracção a quem nos procura...»; fala de «...políticas locais de conservação integrada do património...»; fala de «...uma nova imagem urbana de qualidade, acrescentando valor ao património identitário existente»; fala de «...recuperação do património arquitectónico...», etc.
Eu quero, numa zona histórica da vila de Alcochete, a menos de quarenta metros da Igreja Matriz, alterar e ampliar uma casa cuja fachada mantenho integralmente porque, para lá da lei sobre esta matéria específica, a minha consciência cívica diz-me que devo manter a referida fachada, linda por sinal. Tudo o mais já existe no terreno: acessos, água, esgotos, etc.
Então não é que a Câmara de Alcochete, minha terra e do meu pai e dos meus avós e dos meus bisavós...me está a pedir 3.182, 77 euros pelo levantamento da licença de obras? (Mais de 600 contos em moeda antiga).
Conclui-se, assim, que as palavras de Luís Franco são destituídas de sustentabilidade, palavra que aparece a torto e a direito no referido...não sei que nome concreto dar à tal publicação da Câmara...

16 dezembro 2010

Eleições para a Comissão Política do PS/Alcochete

Na janela em baixo da Concelhia de Alcochete do Partido Socialista, sita no Largo do Poço, podem-se ler estas palavras: «As eleições para Presidente da Comissão Política Concelhia foram marcadas para dia 17 de Dezembro de 2010, no período das 18h. 30m. às 23h. 30m.» sic.
Concorrem a Lista A e a Lista B, encabeçando a primeira Francisco José da Fonseca Giro seguido de Vanda Maria Canhoto Carvalho Rico e a segunda Arnaldo Matias Sena Teixeira seguido de Tiago Miguel Vacas Felgueira.
Segundo o parecer que me foi dado por um antigo socialista local, quem vai decidir a vitória é o grupo de pessoas que apoiaram o João Barata, actual presidente demissionário da Comissão Política do PS/Alcochete.

13 dezembro 2010

Os barões

Os barões

PENSAMENTO LIVRE

"Estamos numa época em que o fim do mundo, já não assusta tanto quanto o fim do mês..."

11 dezembro 2010

O Extermínio dos Ucranianos pelos comunistas

The Soviet Story - Socialismo: por que matar é essencial?

Liu Xiaobo, Prémio Nobel da Paz /2010


Mais uma das inúmeras vítimas do comunismo no dealbar da 2ª década do séc. XXI.
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Desde a revolução russa de 1917 até ao genocídio cambodjano perpetrado por Pol-Pot (1928-1998) decorre, a bem dizer, todo o séc. XX cuja sanha comunista matou para cima de cento e trinta milhões (130.000.000) de pessoas, o equivalente, pelo menos, às populações de Portugal, Espanha, França...
Perante esta realidade que tem o cuidado de evitar exageros, cujas fontes são milhentos sítios na Internet e uma bibliografia quase infinita, eu pergunto: quando um votante crónico do PCP me lê, que pensa ele de si para si? É evidente que vou morrer sem saber, mas o que me ocorre à mente é que esse vontante do PCP não acredita no que vê, mas no que lhe é dito. E pronto: Liu Xiaobo, Prémio Nobel da Paz/2010 é um criminoso de delito comum. E não é verdade que o PCP disse que a atribuição do Nobel da Paz a Liu Xiaobo é "inseparável das pressões económicas e políticas dos EUA à República Popular da China"? (e.expresso, 11 de Out./2010). Que mais há a dizer?
Mas pergunto-me outra vez: quem é este criminoso de delito comum que tem a força de emparceirar com as pressões económicas e políticas à China?
A força de Liu Xiaobo assenta na defesa dos direitos fundamentais, nomeadamente da liberdade de expressão; na defesa da democratização da República Popular da China e em desfavor do sistema de partido único; na defesa da liberdade de associação e independência do poder judicial, etc.
Na verdade, para Liu Xiaobo, intelectual de coragem ímpar que sacrifica a vida pelas próprias convicções, não há justiça porque é um dissidente e "dissidentes são os que insistem em desafiar publicamente o poder do Partido Comunista. Para eles não há justiça" (e.expresso, 8 de Out./2010).

08 dezembro 2010

A Câmara, a pretexto de estar com o Presépio, destrói-o


Vede como este Presépio é exactamente o contrário daquele outro que a Câmara de Alcochete pôs no adro da Igreja Matriz. Nesse, o que recebe destaque são os animais em manifesto prejuízo do casal Maria e José e do Menino Jesus que mal se vê.
Assim, em Alcochete, o Presépio é aproveitado para a propaganda da ideologia comunista a favor do ambientalismo e contra o valor família.
A maior parte das pessoas sente que ali há qualquer coisa que não está bem, mas não se revolta contra a Câmara porque a mensagem é subliminar. Até há quem pense: afinal os comunistas não são tão maus nem tão ateus como dizem porque se preocupam com o Presépio. O que têm é mau gosto. Claro que isto é trágica ingenuidade que põe em causa a nossa segurança e liberdade, uma vez que os valores cristãos são secundarizados e, em substituição, privilegiada uma religião biónica, isto é, uma religião assente na natureza que é criatura como o é a vaca e o burro.

Textos longos quebram o interesse pelo blog

Sempre pensei que os textos muito longos quebram o interesse pelo blog.
Façam textos pequenos e insignificantes como este:

Por toda a parte o Estado predador
A parar sem paragem tua vida,
A sugar o melhor do teu labor,
A virar o trabalho em mó partida.

Perante a grã rapina o que fazer
Senão saber que só labuta conta?
Retira desses ombros vil poder
Que o povo todo a cada instante afronta.

À força de mamar o nosso afã,
Ponhamos no lugar o Estado gordo
Antes que a liberdade fique vã,

Pisada por acção totalitária,
Morte negra a grassar aqui e ali
Por bota verde-rubra de homem pária.

Autor do soneto: João Marafuga

05 dezembro 2010

O PEDA -- INSTRUMENTO DE PLANEAMENTO E GESTÂO

Chegou-nos o seguinte artigo de opinião, que passamos a transcrever na integra:

"Nos últimos tempos, o Governo central lançou para a margem sul da área metropolitana da cidade de Lisboa um conjunto de investimentos que, a serem concretizados, vão criar um forte impacto na região.

No caso específico do concelho de Alcochete, a localização do novo aeroporto de Lisboa, a construção da plataforma logística do Poceirão, da nova ponte Barreiro -Chelas, da nova rede de alta velocidade e as novas acessibilidades constituem desafios que o executivo terá imperativamente de levar em linha de conta no sentido de um correcto ordenamento do território e harmónico desenvolvimento do município.

Face a este panorama, a Câmara Municipal entendeu iniciar, em meados do ano transacto, a elaboração de um Plano Estratégico de Desenvolvimento de Alcochete (PEDA), documento operacional direccionado não apenas para a autarquia mas também para outros serviços públicos, agentes económicos, sociais, culturais, demais instituições e cidadãos em geral, cujo horizonte de aplicabilidade se estende até ao longínquo ano de 2025.

Trata-se evidentemente de uma ambiciosa e arrojada visão prospectiva para o futuro do município. Todavia, assente em premissas que actualmente ninguém sabe se alguma vez virão a ser realidade. A conjuntura actual, o acentuar da famigerada crise económica e as dificuldades de financiamento tornam duvidosa e comprometem a efectiva realização de tão vultosos empreendimentos ao longo da década que agora se inicia.

Desta forma, perante as incertezas que se perspectivam, chegados aos dias de hoje, num momento em que o PEDA já deveria estar concluído (o seu termo foi apontado para o final do 1º semestre do corrente ano e nada se conhece quanto à respectiva conclusão), impõe-se legitimamente questionar se este plano é imprescindível para o futuro de Alcochete e deve constituir uma prioridade da autarquia. Muitas interrogações pairam no ar, carecendo de uma resposta oportuna.
A saber:

1 - Contribui efectivamente o PEDA para uma visão estratégica realista, quando pode vir a ficar rapidamente ultrapassado e obsoleto em consequência de contingências várias exteriores à Câmara ou vicissitudes decorrentes de mutações inesperadas na tomada de decisões por parte do governo central?

2 - Quando a contenção e austeridade devem ser ponderadas, não será o PEDA, encomendado a uma empresa de consultadoria privada, mais um custo para os depauperados cofres municipais?

3 - Não terá a autarquia recursos humanos com qualificações e conhecimentos suficientes para concretizar um projecto desta natureza?

Vejamos então.

A Câmara de Alcochete possui um conjunto de instrumentos de planeamento em vários domínios da sua intervenção e competência que todos eles associados, enquadrados de forma integrada e devidamente coordenados, podem dar origem a um plano global, dinâmico, estratégico para o seu desenvolvimento, em permanente actualização e contínua reformulação porquanto a todo o tempo os desafios assumem contornos diferenciados e perspectivas diversas.
Contrariamente à ideia do PEDA actual que, depois de elaborado e entregue, será um documento estático, não preparado para responder às mudanças supervenientes nem à imprevisibilidade dos acontecimentos.

Com efeito, a autarquia dispõe já do PDM, futuramente um PDM de 2ª geração, possui elaboradas cartas de REN, de avaliação ambiental, participou na alteração do PROT, tem prontas as cartas educativa e desportiva, mantém preparada uma rede social de intervenção, estando ainda em execução as grandes opções do plano, os planos plurianuais de investimento e restantes documentos previsionais, em suma, existem uma plêiade de instrumentos de planeamento que, a par dos programas anuais do PIDDAC, permitem indubitavelmente definir um paradigma de desenvolvimento que valorize as potencialidades turísticas, económicas, sociais e ambientais susceptíveis de tornar o concelho atractivo e afirmá-lo no contexto da região.

Porque não o PEDA resultar de uma síntese de todos estes documentos?

Por outro lado, é sabido que existem igualmente ao serviço da Câmara um sem número de técnicos qualificados e com formação específica, aptos para participarem em equipas multidisciplinares de projecto e em condições de elaborarem instrumentos de gestão e planeamento necessários à definição de um rumo
Poderiam ser organizados em equipas e utilizados em funções de planeamento. Estas equipas constituídas por quadros de reconhecido mérito a funcionar no âmbito do Gabinete de Qualidade, Inovação e Desenvolvimento, cuja missão é fazer aquilo que qualquer gabinete de consultadoria privado faz, isto é, garantir o desenvolvimento de estudos tendentes à identificação e actualização dos indicadores de gestão, colaborando também na execução e coordenação do planeamento estratégico, teriam a responsabilidade de proceder ao diagnóstico das situações em análise e "Pensar Alcochete", preparando os planos que eventualmente se revelem indispensáveis, entre eles, o célebre PEDA.

De sublinhar ainda que a tarefa de "Pensar Alcochete", apelando à criatividade e inovação do trabalho subordinado, será sempre um factor de motivação acrescido para os técnicos envolvidos, dado o mérito, prestígio e realização profissional que o desempenho destas actividades trazem aos próprios. Além de que a adopção desta medida vai de encontro à propalada politica do executivo em valorizar os recursos humanos e aproveitar as potencialidades endógenas da capacidade de trabalho instalada na Câmara.

Com a iniciativa de "Pensar Alcochete" entregue a equipas de projecto ou de gestão operacional a funcionar sob a tutela autárquica, qualquer plano estratégico, incluindo o PEDA, pode seguir em frente, manter-se em permanente construção, sendo reformulado sempre que as circunstâncias assim o exijam. Sem os encargos que a sua entrega a consultores privados implica.

Por isso, para quê entidades externas a fazerem aquilo que os trabalhadores da autarquia serão certamente capazes de executar?

Felizmente que a Câmara Municipal já dispõe de documentos de planeamento e de recursos humanos qualificados com capacidade para conduzirem quaisquer processos com esta envergadura e complexidade. A ideia, pomposa, de lançar o PEDA, outorgando-o a privados, mais não parece que uma acção de marketing político destinada a dar ainda maior visibilidade ao discurso oficial..."
João Manuel Pinho
Membro Comissão Politica Concelhia PSD/ Alcochete




O canto dos sereios


É do conhecimento público que o PS local se encontra esfrangalhado. Na génese deste facto está o último presidente socialista da Câmara que assumiu, qual messias, a encarnação de um projecto político para Alcochete.
O resultado mais dorido tivemo-lo nas últimas autárquicas que foi retumbante a favor dos comunistas. Estes, desde aí, fazem pouco de quem querem impunemente.
Quem entra num partido, entre humilde e a passo curto. De outro modo, mais nada faz do que dar continuidade à política podre deste País.
Foi por não querer nada dentro do CDS-PP/Alcochete que fui escolhido para presidente da Concelhia desta estrutura política. Sempre vi, em consciência, que eu não poderia ser o último a chegar ao Partido e imediatamente me pôr em bicos dos pés. Isso mete nojo a todo o homem e mulher capaz de sentir nojo.
Sim, eu estou a mandar recados. A quem? A todos os democratas de Alcochete que se queiram unir em torno de um projecto vencedor para as próximas eleições autárquicas.
Eis por que devemos extrair a conveniente lição do que há mais de cinco anos sucede ao PS local. Alcochete precisa de uma direita que tome plena consciência de si própria e arrede complexos injustificados. Sem pressas mas firme, o CDS-PP/Alcochete palmilha agora a seu caminho; quanto ao PSD local, é meu desejo que resista ao canto dos sereios.

04 dezembro 2010

HERNÂNI LOPES

Foi ontem o funeral do Prof. Dr. Hernâni Lopes.
Nos últimos anos mantive com ele alguns contactos em especial em eventos liderados pelo próprio, nomeadamente em questões ligadas ao Mundo Lusófono. Integro um grupo de cidadãos que periodicamente nos reunimos para reflectir sobre questões e preocupações contemporâneas com ênfase na Lusofonia, estruturamo-nos em torno do: “Círculo de Reflexão Lusófona”.
A associação assim denominada saberá dar continuidade aos objectivos traçados desde a sua fundação e respeitar a vontade do seu grande mentor, estou certo disso. Mas, todos sentiremos um enorme vazio nos encontros por faltar a palavra sábia, clara, transparente, honesta do nosso amigo Hernâni Lopes.
É do domínio público a sua enorme luta contra a doença que o atormentava há alguns anos, mas quem com ele lidava nestes diversos encontros e conversas nunca sentiu o combate que tinha interior (muito provavelmente). Foi um Homen que nunca renegou as suas raízes de Português e do Juramento de Bandeira que fez no cumprimento do serviço militar, tinha um amor eterno aos valores da Pátria, mas esses sentimentos nunca o impediram de ter um excelente relacionamento com os principais líderes africanos e ser respeitado pelos mesmos.
Idêntico relacionamento tinha ao nível diplomático com líderes europeus pelo seu passado como Embaixador e Ministro das Finanças. Nesta última missão não esqueço dois pensamentos que tinha sobre a situação de crise em Portugal e na Europa: nunca pensou que o País voltasse a viver uma situação de catástrofe financeira e ter que recorrer ao Fundo Monetário Internacional depois de estarmos de pleno direito na antiga CEE agora União Europeia; outro pensamento, considerava que estamos a ser afectados pela crise de talentos e transparência, caiu-se na mediania do cidadão, são raros os casos daqueles que se impõem pelo conhecimento, pela transparência, pela clareza, pela assumpção dos riscos e acima de tudo não colocarem os talentos ao serviço dos outros como missionários no Mundo.
Não podia deixar de fazer esta simples homenagem a um Homen que tanto gosto, tive, em escutá-lo e aprender e que recentemente me desafiou para desenvolver um trabalho (está a ser executado) sobre o papel das Forças Armadas no passado, presente e futuro do Mundo Lusófono.
Obrigado Prof. Dr. Hernâni Lopes! Até sempre!

26 novembro 2010

João Ferreira Rosa


João Ferreira Rosa é uma grande alma de português e um alcochetano para os alcochetanos.
"Alcochete é companhia
que faz esquecer e cantar
a triteza d'agonia
deste Reino d'aquém-mar".
(Quadra de João Ferreira Rosa, Fados, 1986)

22 novembro 2010

A eleição da Concelhia do CDS-PP/Alcochete

No Sábado passado, dia 20 de Novembro de 2010, teve lugar no salão nobre da Junta de Freguesia de Alcochete a eleição da Concelhia do CDS-PP local.


Este acto contou com a presença do ilustre deputado centrista na Assembleia da República Nuno de Magalhães que, de manhã, numa palestra para uma quinzena de pessoas, referiu-se ao papel que deve ser desempenhado por uma concelhia do CDS-PP, nomeadamente no que respeita a acções de proximidade com as populações.


De tarde, a urna ficou à disposição dos votantes que, diga-se em abono da verdade, não concorreram tanto quanto se estava à espera. Ainda assim, cerca de um terço dos militantes com direito a voto expressaram apoio à única lista que apareceu, elegendo João Marafuga presidente da Comissão Política Concelhia, Adélia Vieira presidente da Mesa da Assembleia Geral e António Carapinha delegado à Assembleia Distrital.


A tarefa que de imediato se coloca aos novos dirigentes do CDS-PP de Alcochete é conseguir encontrar um espaço minimamente digno para sede do Partido a fim de a Comissão política recém-eleita se poder reunir regularmente a assentar as acções a desenvolver nos meses mais próximos: angariação de novos militantes, auscultação das populações das três freguesias e de todos os lugares do Concelho, triagem dos anseios mais prementes (crianças, jovens, idosos por um lado; escolas, emprego, saúde por outro).


Mas outras problemáticas preocuparão certamente o novo dinamismo do CDS-PP local, quais sejam a segurança das pessoas, o universo rural do Concelho e respectivas potencialidades e o ambiente sem que este seja idolatrado, mas encarado como meio imprescindível para uma boa qualidade de vida.


Face a toda esta gama de temas, o sucesso deste novo CDS-PP/Alcochete dependerá do calibre das respostas a dar, o que obriga, em termos políticos, à adopção de um novo modelo de criatividade a favor da democratização do nosso Concelho em particular e do País em geral.

18 novembro 2010

O Sobe e Desce das Taxas!

Em tempo oportuno e em plena sede de discussão, entenda-se em Assembleia Municipal, cuja competência é acompanhar e fiscalizar a actividade da autarquia e dos seus respectivos serviços entre outras actividades, tivemos oportunidade de discutir a Alteração ao Regulamento de Taxas e Licenças Municipais. A criação de Taxas em qualquer município deve fundamentalmente respeitar o princípio da prossecução do interesse público local e visa a satisfação das necessidades financeiras das autarquias locais e a promoção de finalidades sociais e de qualificação urbanística, territorial e ambiental. Tendo como base de sustentação os presentes alicerces e a fim de evitar situações de carácter indefinido e de transparência duvidosa, surgiu a imperiosa necessidade da criação de critérios uniformes na aplicação das Taxas Municipais. Sendo assim surge a Lei nº.53-E/2006 de 29 de Dezembro aprovada em plena Assembleia da República e que obriga única e exclusivamente as autarquias a fundamentar os valores das taxas do ponto de vista económico-jurídico, para que, quem paga possa de facto saber o que está a pagar, não sendo imputados quaisquer limites máximos ou mínimos. Esta é uma decisão política atribuída ao executivo camarário que estabelece a proporcionalidade pretendida.
Ao contrário do que se possa fazer crer, os eleitos pelo Partido Socialista, quer vereadores quer deputados municipais, tiveram oportunidade de comprovar com dados concretos e objectivos que as Taxas apresentadas continham aumentos desmesurados e muito aquém das capacidades financeiras da grande maioria das famílias do Concelho de Alcochete.
Relembro, por exemplo, o Abastecimento de Água e Salubridade, com um aumento médio na ordem dos 80%, o Cemitério, onde por exemplo, uma inumação em sepultura temporária sofria um aumento de cerca de 500% e em sepultura perpétua de 450%, nos Equipamentos de Uso Colectivo onde os Pavilhões Desportivos sofriam um aumento médio de cerca de 165% em todas as taxas e agora algumas foram reduzidas, mas continuam com especial destaque as Escolas e IPSS do concelho que viram as suas taxas aumentadas em cerca de 160%, passando de 7,30€ para 19,10€, ou o Autocarro Municipal, onde o preço do Km aumentou cerca de 230% e o motorista, por hora, teve um acréscimo de cerca de 90%, em horário de trabalho, 77% em horas extraordinárias ou 79% em período de descanso semanal, sendo que, neste caso, não houve qualquer alteração.
É óbvio que a nossa opinião na altura foi simplesmente ignorada, contudo, o tempo viria a comprovar as nossas expectativas e tudo isto porque tivemos o discernimento de “olhar para a floresta e não somente para a árvore”.
Depois de várias contestações de inúmeros munícipes, o executivo decide então apelidar de período experimental o tempo que vigoraram os aumentos referenciados e resolve apresentar uma nova proposta para redução de algumas taxas, curiosamente, relacionadas com alguns dos aumentos que tivemos então oportunidade de discutir na preservação de mais e melhores condições para a população que representamos.
Com a nossa participação, estamos convictos de que exercemos na plenitude o nosso dever de cidadania e não temos dúvidas que desta ou de outra forma estamos paulatinamente a contribuir para um futuro que se espera e deseja risonho, vivido sobretudo com transparência, rigor e acima de tudo com determinação.
Estamos, como sempre, disponíveis para discutir assuntos de interesse supremo para o concelho, sobretudo com quem saiba interpretar o verdadeiro sentido da democracia em que todos os participantes possuam liberdade de expressão, aqui ou em outro local qualquer.
Ouvir uma outra opinião, por vezes contrária à nossa ideologia política ou à nossa forma de pensar, é um acto de inteligência intelectual e emocional que está ao alcance daqueles que querem e sabem ouvir e não apenas dos pseudo-predestinados para aquilo que julgam ser a política.


Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS
bancadapsalcochete@gmail.com

“Educação MAL AMADA”


Recebemos da Sra. Prof.ª Maria da Graça Medeiros Cabral, Vice-Presidente da CPS do PSD Alcochete o seguinte Artigo de Opinião, que passamos a transcrever na integra:

"Falar de Educação/Ensino nos tempos que correm é uma tarefa arriscada e difícil. É arriscada porque não sabemos o que se passa na cabeça dos nossos governantes na operacionalização dos seus ideais na concretização dos seus objectivos mais simples. Difícil porque o que hoje é certo amanhã está ultrapassado face ao lançamento de uma série de medidas normativas desarticuladas e por vezes desanexadas do nosso sistema educativo que se quer eficaz, atractivo e orientado por um ideal condutor.

A Educação em Portugal tem sido fruto de sucessivas paixões de sucessivos governos e tem acabado quase sempre na sarjeta, incrivelmente abandonada, sobejamente criticada, mal falada e até mesmo por muitos desprezada.

A Nossa Educação tem sido muito Mal Amada, no entanto vai resistindo através dos milhares de docentes que no seu dia a dia enfrentam inúmeros desafios, vezes sem conta solucionados, face ao profissionalismo de uma classe, também ela muitas vezes mal tratada e incompreendida, por uma sociedade centrada na árvore sem reparar na floresta, que não desiste de continuar a acreditar que é possível mudar o estado das coisas que é possível esperar que um dia os apaixonados pela educação consigam ver para além da paixão e se centrem, mais no amor simples e terno por uma educação que se quer mais eficaz mais centrada nos saberes, mais focada na dignidade e na consciência da pessoa humana, mais dedicada na formação de uma sociedade futura mais justa.

A Educação Mal Amada vai sobrevivendo também com os contributos sempre preciosos dos pais e encarregados de educação que apesar de estarem também eles sobrecarregados vão dando o seu melhor para ajudar na árdua tarefa de educar.

A Mal Amada continua a lutar por se manter à tona de água apesar de acusada de nada fazer, de em pouco contribuir, para uma sociedade mais adequada às reais necessidades de um país que de quando em vez, e de vez em quando, ou quase sempre, se encontra à beira de um abismo, e permite-se correr ao encontro dele, quando assim não acontece

A Mal Amada agoniza em salas pouco confortáveis e muitas vezes inadequadas às reais necessidades do sistema educativo, onde se possam acolher alunos mais exigentes, mais críticos, mais inconformados porque também eles estão mais informados na educação global a que hoje se assiste.

A Mal Amada insiste em suportar a falta de recursos humanos desde os quadros administrativos passando pelos quadros dos ex-auxiliares da acção educativa e colmatando no quadro do pessoal docente para não falar nas tão faladas equipas multidisciplinares. Cada vez mais, temos menos recursos nas nossas escolas e cada vez mais, mais deles, o nosso sistema educativo necessita.

A Mal Amada apesar de tudo acode aos gritos da sociedade e sempre com esforço, sem meios e sem recursos vai dando uma mão aqui e ali para que as estatísticas melhorem para que possamos aparecer, a nível Europeu, num filme mais colorido mas cada vez mais, mais mudo.

A Mal Amada de vez em quando é enganada com “Magalhães” e “KITães” para num esforço de acrescentar mais despesa aos já e sempre magros recursos a ela destinados, tentar esconder e iludir as reais carências do nosso sistema educativo.

A Mal Amada foi presenteada com áreas curriculares não disciplinares, incute-se a importância delas na escola e nos horários dos alunos e quando já estão razoavelmente implantadas retiram-se e sabe-se lá o que vai vir em sua substituição.



À Mal Amada tem sido muitas vezes atribuída, os fracassos, os desaires, os insucessos, o abandono, a sinistralidade rodoviária etc.… etc.….Virão tempos em que se irão pedir contas a ela, pela duvidosa qualidade dos gestores deste país.

Mas é preciso continuar a procurar o equilíbrio entre todos aqueles que se preocupam com a Educação. Temos que continuar a acreditar que, no papel que desempenhamos no dia a dia sejamos capazes de dar um contributo efectivo em prol da educação, em prol das nossas crianças e em prol do nosso país."


Prof.ª Maria da Graça Medeiros Cabral
Vice-Presidente da CPS do PSD Alcochete

17 novembro 2010

Mas como é que essa coisa se faz?

Poderá ser mentira, mas não poucas pessoas me têm assegurado que com uma boa lubrificadela eu já tinha a minha casa construída. Na verdade, toda a gente na Rua Francisco Diogo era do parecer que me iria ter por vizinho já neste Natal.
No último almoço (Agosto do ano em curso) que tive com ex-combatentes da Guiné oriundos de todas as partes do País, não faltaram camaradas que, à boca cheia, falavam em quantias avultadas que tinham dado a funcionários camarários para verem os seus processos despachados em tempo razoável.
Eu interrogava-me para dentro de mim: será verdade?
A uma das pessoas aqui em Alcochete com quem costumo falar sobre esta matéria, senhor de idade e bem conhecedor de todo este labiríntico universo, dizia eu que, se me prestasse a coisa tão odiosa, mais não poderia dar que uns escassos quinhentos euros. Ele, de rompão, retorquiu:
-Pois, mas isso já seria metade dum daqueles ordenados!
Fiquei estarrecido por tal coisa nunca me ter vindo à cabeça.
Mas aqui é que está o busílis da questão para mim: como é que essa coisa se faz?
Uma vez, estava eu entre vários encarregados de educação, quando um deles, dando-se pressas, estende-me a mão para se despedir e retirar-se. No vigoroso cumprimento, eu senti qualquer coisa entre a palma da mão dele e a minha. Tendo ele largado a minha mão, eu, numa atitude de espanto bem representada, comecei a desdobrar a nota na presença de todos, enquanto esse pai, já a alguma distância, gritava a rir-se:
É para o professor comprar alguns livros!
Entre a gargalhada geral, também gritei:
Obrigado!

16 novembro 2010

Entre cerca ?

Ontem, defendi a tese de mestrado integrado com o tema da proposta da praça publica de Alcochete no largo de S. João.
A arguente do juri, a Dr.ª Arq.ª Margarida Vallas, referiu que estranhava não ter referido que Alcochete poderia ter uma cerca, devido a foram muito compacta do centro histórico. Não referi porque nunca achei referências dessa possibilidade.

Mas fiquei intrigado.

De facto, o centro histórico é muito compacto, e por hipótece, é compatível com cidades que se desenvolvem entre muros. Outro ponto que a Arq.ª Margarida Vallas referiu foi que, se o primeiro foral da vila -desconhecido - foi dado por Sancho I, então a probabilidade de ter uma muralha torna-se maior.
E mais, não se entendia porque motivo a Igreja matriz se edificou longe do centro urbano de Alcochete, mas tal também é compatível com a cidade entre cercas, uma vez que os templos ficam sempre fora de portas.
Mas não será so isto. Ao olharmos planta de Alcochete verificamos que a rua direita (Rua Comendador Estevão de Oliveira) liga dois templos (Igreja da misericórdia e Igreja Matriz) e atravessa toda a malha orgânica. Isso é exactamente o que existia na cidade entre muros - cidade medieval - quando a rua direita ligava as duas portas da cidade.

Se me apresentassem uma planta do centro histórico de Alcochete e me indicassem que o limite da cerca é o limite do actual centro histórico, que tinha uma porta a nascente e outra a ponte onde atravessava a rua direita, com dois rossios* junto as mesmas, e com um templo fora de portas, eu seria levado a concordar que sim: Alcochete foi uma vila entre muros, com uma cerca.

No entanto, não existe qualquer registo que indique tal facto.

* Um rossio é um espaço livre normalmente localizado na entrada das vilas medievais com o objectivo de realizar actividades que entre muros não eram possíveis. Existe registo histórico da existência de dois em Alcochete: um onde actualmente já designamos de "Rossio" (Jardim do Rossio) onde eram realizadas as actividades menos nobre, tais como a despeja de lixos, carcaças de animais, etc. O outro rossio seria onde actualmente se encontra o largo de S. João, onde se efectuava as actividades mais nobre, nomeadamente a lide de toiros, festas, mercados e similares.


Se me dissessem que estou a olhar para os limites da cerca de uma vila medieval (a amarelo) diria que tal era completamente possível.

14 novembro 2010

Exercício do poder gratuito

A construção civil em Alcochete está praticamente parada.
Por outro lado, a legislação em vigor face a processos que entram numa câmara para construção difere da existente há quatro ou cinco anos por acelerar o despacho desses mesmos processos.
Estes factos, mesmo assim, não querem dizer que um projecto para construção de uma casa, dando entrada na câmara, receba alvará para obras num estalido de dedos, sendo uma prática, todos o sabemos, que os serviços camarários, muitas vezes, tentam encurtar, em boa parte, a demora que a lei ainda força. Mas este encurtamento de tempo está dependente da boa vontade ou humores da legião de funcionários pela qual passa um processo de construção urbanístico.
Eu pergunto: o serviço que deve ser prestado ao munícipe pode estar dependente da boa vontade ou humores de este ou aquele funcionário? Este ou aquele funcionário pode permitir-se boa vontade ou humores no desempenho do respectivo serviço? E se este ou aquele funcionário se permite boa vontade ou homores no desempenho do respectivo serviço, quem lhe dá esse espaço de manobra? Obviamente os eleitos. Se me juram a pés juntos que não, concluo que os funcionários fazem o que querem, o que já é absolutamente delirante, sendo então que é com o apoio mais ou menos explícito dos eleitos que os funcionários procedem como procedem.
Este procedimento, sob o agrément dos eleitos, objectivamente é corrupção porque esta não é só passar dinheiro por baixo da mesa, mas também aproveitar um lugarzinho que se tem nos serviços de uma câmara para o exercício do poder gratuito contra este ou aquele munícipe reputado persona non grata.

13 novembro 2010

Ser de direita e combater a corrupção

Ser de direita e combater a corrupção não é tarefa fácil, razão por que devemos ter muito cuidado no pensar para que o fazer não se erga em ridícula contradição.
Uma das maiores bandeiras da direita sobre as utopias de todos os socialismos é o natural reconhecimento de que é imperfeita. Se assim é, como combater a corrupção que é uma imperfeição? Na verdade, o conceito abstracto de corrupção não se desliga desse outro bem concreto que é o corrupto. Ora este é sempre homem.
Se qualquer ser humano nasce com o mecanismo do mal entranhado em si, conforme defende toda a antropologia cristã, não é possível acabar com a corrupção de uma vez por todas à face da terra.
Contudo, é possível controlar a corrupção através de uma justa intolerância a fim de remeter mal tão nefasto para patamares que não prejudiquem a saúde dos regimes democráticos.
Eu defendo «...um enquadramento penal vigoroso em relação aos crimes de corrupção [...]. Estes crimes estão seguramente entre os mais graves por envolverem o desrespeito pela comunidade nos seus bens e expectativas [...]» (Programa do CDS-PP).
Só assim se torna exequível «...constituir uma sociedade onde os direitos de propriedade sejam eficazmente protegidos e democratizados ao maior número» (ibidem).

11 novembro 2010

Declaração de Abertura da Via Justa do PSD

Após diagnóstico conjunto da doença moral do País, lançamos um novo caminho de recuperação e desenvolvimento, baseado no Partido Social Democrata-PSD e tendo como missão o serviço de Portugal: a Via Justa. Quem sinta arder em si a chama da Pátria, se insira na ideologia defendida pelo Partido Social Democrata-PSD, e concorde com os princípios, objectivos e programa que abaixo expomos, junte-se a nós (escreva para viajusta@gmail.com).

Alexandre Vieira
António Balbino Caldeira
António Cardoso
António V. Filipe
Emanuel Manzarra
Henrique Sousa
Isabel Filipe
José António Borges da Rocha
Luís Gaspar
Paulo Carvalho
Paulo Henriques
Rui Rodrigues
Tiago Soares Carneiro
Zeferino Boal
________________________________________

Declaração de abertura da Via Justa do PSD


A Via Justa é uma linha política, aberta a militantes e simpatizantes do PSD, que tem como princípios a dignidade humana, a democracia directa e um programa ideológico moderado e como objectivos a modernização do funcionamento do Partido e a afirmação de uma posição autónoma do Partido para o serviço de Portugal.

Acreditamos que o principal valor social é a dignidade humana. A dignidade humana é a raiz divina da liberdade, da democracia e do Estado de direito.

Promovemos a democracia directa como sistema de funcionamento do Partido e do Estado, para a maior integração dos cidadãos na vida política, através das seguintes propostas:
1. Eleições primárias para todos os cargos electivos do Estado e das autarquias e para todos os órgãos nacionais, distritais e locais, do Partido;
2. Separação efectiva dos poderes executivo, legislativo e judicial, auto-governo da magistratura judicial e do Ministério Público, através de conselhos superiores sem representantes de nomeação política, e controlo legal dos serviços de informação do Governo;
3. Liberdade de apresentação de candidaturas independentes a todos os órgãos políticos nacionais e autárquicos;
4. Sistema eleitoral misto nas eleições para a Assembleia da República, circunscrições de eleição uninominal, compensado com um círculo eleitoral nacional para representação parlamentar de tendências minoritárias;
5. Escrutínio prévio obrigatório dos candidatos a nomeação política através de audiência parlamentar pública e prestação de contas aos eleitores, responsabilização pessoal dos eleitos, convocação popular de eleitos (recall), suspensão do mandato para titulares de cargos políticos acusados de crimes de relevo e supressão da imunidade política por factos estranhos ao mandato;
6. Facilitação do direito de iniciativa popular de apresentação de propostas legislativas sobre quaisquer matérias e de apresentação de propostas ao nível autárquico, e o aproveitamento de actos eleitorais para consultas populares;
7. Financiamento partidário e eleitoral transparente;
8. Registo de interesses dos candidatos a cargos de nomeação política, partidários, altos cargos da administração pública e magistrados (nomeadamente a sua pertença a organizações secretas ou discretas), além da declaração patrimonial e de rendimentos;
9. Liberalização do direito de expressão, informação e opinião, através da revisão do Código Penal e Código de Processo Penal, eliminação da ERC e atribuição das suas competências executivas aos tribunais, proibição de detenção do controlo, directo e indirecto, pelo Estado de media e transformação da RTP num canal neutro de serviço público;
10. Transparência das contas e estatísticas do Estado e da administração regional e local, com responsabilização dos dirigentes e funcionários por falsificação e omissões.

Defendemos um programa ideológico moderado para o Partido e o País, tendo como farol o seu património de valores e práticas orientados pela doutrina social:
I. A reforma do Estado social;
II. A revalorização do trabalho;
III. O combate à corrupção;
IV. Moralização dos salários, prémios e benefícios marginais, dos dirigentes de empresas públicas e institutos públicos;
V. Apoio ao desenvolvimento em vez do incentivo à dependência do Estado;
VI. A responsabilização dos cidadãos, recentrando o Estado no papel supletivo de apoio;
VII. A protecção laboral dos trabalhadores;
VIII. Reforma fiscal que desloque a incidência da receita do trabalho para o consumo, reduzindo o obstáculo fiscal à criação de emprego, e racionalize o sistema de impostos;
IX. Reforma da administração pública, reintroduzindo a avaliação pelo mérito em detrimento da promoção do favoritismo;
X. Política de «tolerância zero» face ao crime e fim do funcionamento de dois sistemas legais no País, eliminando a segregação permissiva na aplicação da lei, complementada com uma política de integração laboral, económica e social de populações mais pobres;
XI. Revisão do Código Penal e do Código do Processo Penal com o propósito da eficácia e do bem-estar dos indivíduos e da sociedade;
XII. Reforma do rendimento social de inserção, recuperando os beneficiários para o trabalho em empresa, em instituições particulares de solidariedade social e em autarquias, mediante remuneração, e aplicando a assistência social do Estado para casos de doença e impossibilidade de trabalho, bem como a mudança do paradigma de burocracia na assistência para a assistência directa e ajuda à criação de um projecto de vida;
XIII. Promoção real do empreendedorismo ao nível local e regional, com o envolvimento indispensável de universidades e institutos politécnicos;
XIV. Facilitação do licenciamento comercial, de serviços e industrial;
XV. Reformulação do sistema nacional de saúde da oferta para a procura, mantendo a sua tendência gratuita;
XVI. Consolidação do sistema público nacional de educação, com a revalorização da missão do professor e a meta de um ensino de excelência;
XVII. Revisão do programa de Novas Oportunidades, virando-o para o progresso de competências, em vez da certificação laxista de graus;
XVIII. Revisão do registo civil, para evitar a multiplicação de registos falsos de crianças e a obtenção ilícita de bilhetes de identidades múltiplos, com a finalidade de acesso ilegítimo a subsídios sociais;
XIX. Equilíbrio orçamental;
XX. Rigor e transparência nas contas públicas e estatísticas do Estado;
XXI. Contenção da despesa pública, começando com o exemplo de frugalidade nos gastos dos cargos políticos e dirigentes da administração;
XXII. Autonomia real das instituições desportivas face ao Governo, mantendo o Estado programas de apoio que serão aplicados pelas federações desportivas;
XXIII. Promoção activa do conceito estratégico de defesa nacional, articulando e integrando as várias forças militares, para-militares e policiais de modo a cumprir os objectivos de segurança nacional;
XXIV. Revisão da Constituição da República, eliminando o seu carácter programático e reformando o sistema político com vista à criação da IV República.

Entendemos que o objectivo de modernização do funcionamento político do Partido e do Estado se conseguirá com a reforma da democracia representativa e a adopção das medidas de democracia directa que propomos e seguimos.

E finalmente, clamamos por uma verdadeira posição autónoma do Partido Social Democrata face ao sistema socialista, tendo como missão exclusiva o serviço de Portugal.

10 novembro 2010

Propriedade privada, classe média, família, esquerdas e os muito poderosos

O ataque à propriedade privada é o ataque à classe média e à família.
É preciso ver que quando falo da classe média, falo de uma escada com vários degraus; quando falo da família, falo da família tradicional. Esta não é só atacada pelo recurso a uma lei altamente liberalizadora do divórcio, mas também pela demolição dos princípios e valores cristãos, pela descredibilização do magistério da Igreja Católica, pelo abortismo, pelo gayzismo, pelo ambientalismo e, finalmente, pelo ataque à propriedade privada.
A ideia de propriedade, desde a Roma antiga, tem raízes na ideia de família. Vulnerabilizada esta, vulnerabiliza-se a propriedade. Isto mesmo foi o que disseram Karl Marx e Friedrich Engels, O Manifesto Comunista, Padrões Culturais Editora, Lisboa, 2009, pág. 23: «Os proletários nada têm de seu a assegurar, têm sim de aniquilar todas as seguranças e garantias da propriedade privada». Mais à frente, na pág. 28, Marx e Engels, usando da mesma clareza, escrevem que «...os comunistas podem sintetizar a sua teoria numa única frase: abolição da propriedade privada». Ora com a vulnerabilização da propriedade e da família, paulatinamente enfraquece-se a classe média até que deixe de ser mola real da sociedade. Tudo isto para que imperem os muito poderosos sobre os servos que bastem.
Eis a vertente que alguns loucos à face da terra tentam levar por diante, embora eu saiba que o meu discurso só sensibiliza um número diminuto de pessoas, pois a maioria destas não vê logo a relação entre os muito poderosos e as esquerdas. Mas se conseguirmos olhar para lá da aura de santidade que toda a propaganda comunista desde Estaline faz recair sobre estas últimas, constataremos, por exemplo, que na Coreia do Norte ou em Cuba, países paradigmáticos entre vários que vivem regimes próximos daqueles, predomina um grupo, a vulgarmente dita nomenklatura do Partido único, sobre os respectivos povos escravizados. Ora é exactamente isto que querem os muito poderosos deste mundo, vendo eles sem dificuldade que as ideologias que mais se ajustam aos seus intentos são as do socialismo (lato sensu).

07 novembro 2010

Inversão psicótica

Estou com preguiça de saber com rigor o nome daquele serviço da Câmara por baixo da antiga biblioteca no Largo do Troino.
Quando lá vou, bato por delicadeza nos vidros da porta que não está aberta e logo apressurada vem uma menina que a abre e especa-se frente a mim, ficando eu de fora a expor o meu problema como pedinte a pedir esmola.
Eu fingia não perceber este manifesto desprezo pelo munícipe para ver se conseguia levar a água ao meu moinho sem grandes agitações.
No fim da semana passada entendi proceder de outro modo. Uma vez no pátio de tantas brincadeiras da minha infância, cheguei ao pé da porta, abri-a e entrei, ao mesmo tempo que a mesma menina corria contra mim. O levantar da minha mão direita fê-la estancar e encostar-se à parede, desimpedindo-me o caminho. Quando cheguei ao antro disse:
-Esta casa não é minha, mas também não é vossa!
Logo um indivíduo que eu nunca conheci disse rispidamente:
-Identifique-se, faça favor!
Respondi:
-Meu nome é João José da Silva Marafuga e sou alcochetano.
Felizmente que do lado de quem me interpelou primeiro não tive mais palavra.
Vai a responsável pelo meu processo e pergunta-me o que quero como se eu quisesse alguma coisa que me fosse completamente alheia. Digo-lhe ao que venho. Diz-me que não está ali ocupada só com o meu processo. Que tem mais que fazer. Que a culpa do meu caso não é da Câmara. Que é do meu projectista...
Quer dizer, o que ela disse, é que, digo eu, a culpa pelo atraso do meu processo é minha porque a responsabilidade da escolha de quem escolhi para me fazer o projecto a mim pertence.

MUNICÍPIO DE ALCOCHETE: A GORDURA E O DESPERDÍCIO



Chegou-nos um artigo de opinião do sr. João Pinho, que passamos em seguida a reproduzir na integra:

"Numa das últimas sessões de Câmara, o executivo municipal aprovou uma proposta de alteração ao mapa de pessoal com a finalidade de adequar os seus recursos humanos a um conjunto de necessidades permanentes dos vários serviços do município. Sabedor deste facto, resolvi, dada a sua pertinência e importância, trazer o assunto à colação neste espaço , tanto mais que é conhecido o quadro geral de dificuldades com que se debate a Câmara Municipal de Alcochete.

A estrutura existente em termos de pessoal comporta actualmente um conjunto de 413 funcionários, dos quais 83 são técnicos superiores, sem contar com os avençados que mantêm a sua ligação à autarquia. Para suportar este encargo, o orçamento municipal para 2010 já prevê cerca de 7 milhões e seiscentos mil euros. Contudo, como neste momento até este enorme valor se mostra insuficiente, o executivo foi obrigado a apresentar nova proposta de alteração do orçamento da despesa, ajustando para cima os montantes a afectar aos custos com o pessoal, isto é, tornou-se necessário mais dinheiro para liquidar a totalidade dos salários do corrente ano.

Aliás, para aferir devidamente o impacto dos valores despendidos , podemos afirmar que são gastos 60% do orçamento global, mais de 12 milhões de euros, só em encargos com o pessoal, aquisição de bens e serviços, juros da dívida e transferências correntes. Um número que gente ligada à gestão considera um exagero face à dimensão do município e aos serviços que presta. Comparando com o município vizinho do Montijo, este com o triplo da população e três vezes mais área geográfica, dificilmente se compreende como é que o município de Alcochete pode gastar tanto na rubrica despesas com o pessoal.

Mesmo assim, vem agora o executivo propor um novo mapa de pessoal, aumentando o número de funcionários em regime de contrato por tempo indeterminado (efectivos), em especial o número dos chefes de divisão e técnicos superiores, com vista a preencher um quadro orgânico anormalmente dilatado.

Estes números deixam-me perplexo! Para quê uma orgânica tão alargada, assente em 12 divisões, com 4 e 5 sectores cada, sete gabinetes na esfera presidencial e ainda um conselho consultivo? Depois, é evidente, será preciso cada vez mais pessoal!

Parece-me, salvo melhor opinião ou justificação plausível, haver, neste caso, pouco rigor e ausência de boas práticas administrativas, ou então, existir a intenção clara de privilegiar fidelidades partidárias que se perfilam para desfrutar do grande bolo que é orçamento municipal.

Por outro lado, associada a esta constatação, está ainda uma outra questão. Apesar das periódicas remodelações no mapa de pessoal, continua a verificar-se uma extrema opacidade no tocante ao conteúdo funcional atribuído a cada trabalhador em função da sua carreira e categoria. No ROSM encontra-se tipificado um vasto quadro orgânico, estando nele caracterizadas as diferentes missões de cada divisão, sector e gabinete. Todavia, não se sabe quantos funcionários estão afectos a cada estrutura nem se conhece qual o conteúdo funcional, o chamado "job description", atribuído a cada um deles. E é este "modus operandus" que suscita dúvidas e gera desconfianças...
Aumentar o mapa de pessoal efectivo, nomeadamente em técnicos superiores, com base nas ambíguas "necessidades permanentes da Câmara", nos chamados"interesses do município" e "da população para a qual trabalham", sem estabelecer previamente os conteúdos funcionais dos respectivos postos de trabalho entretanto criados, não parece de modo algum curial nem sequer razoável. Denota pouca exigência e até alguma irresponsabilidade na organização social do trabalho dentro dos serviços do município.

Por tudo isto se diz, nas tertúlias da oposição, que na Câmara, tendo presente o actual panorama, onde predomina pessoal a mais e uma produtividade diminuta, a preocupação exclusiva consiste em assegurar salários e liquidar mensalmente os compromissos relacionados com o serviço da dívida. Diz-se ainda que o executivo CDU, ao admitir novos funcionários sem atentar com cuidado nos respectivos custos, assim procede apenas para manter na dependência "do grande chapéu de chuva municipal" muitos munícipes, espalhando emprego, em muitos casos improdutivo, pelas famílias alcochetanas, com o objectivo nítido de captar votos e apoios. A fim de continuar a perpetuar-se no poder a qualquer preço. Mesmo que isso signifique encargos adicionais fixos para o futuro. Sem preocupações com o que há-de vir!

Quando o país atravessa um quadro de dificuldades assinalável e a sensatez aconselha austeridade e poupança, obviamente que a oposição tem de se demarcar destas politicas de gestão que somente privilegiam a despesa. Com estas medidas e contrariamente ao que é dito pela propaganda oficial do município, é visível que o executivo mostra-se incapaz de traçar uma orientação de rigor, de conter custos e de maximizar o aproveitamento dos recursos financeiros disponíveis, em última análise, de definir um paradigma de modernização, estrategicamente sustentado, para o nosso concelho.

São infelizmente decisões incorrectas como esta que engordam o município, aniquilam o aumento da produtividade, incentivam o desperdício, desmotivam quem realmente trabalha e acumulam constrangimentos orgânicos de toda a natureza. Tudo isto resulta pois na manifestação de uma estrutura que se mostra pouco exigente, com sinais de autismo, sem gestão partilhada nem visão estratégica, incapaz de construir uma estrutura de serviços com qualidade em benefício da comunidade em geral.

Devo dizer ainda que, decorrente do panorama observado, estou convencido que se o executivo solicitasse uma certificação de qualidade ao funcionamento interno do município, certamente que, face às más práticas vigentes, à falta de rigor nos procedimentos em uso e aos constrangimentos orgânicos patenteados, o ISO 9001:2008 jamais lhe seria concedido. A qualidade não é uma preocupação camarária!

Para finalizar, são este tipo de tomadas de decisão na gestão da coisa pública, por parte do executivo CDU em Alcochete, que dão razão aos argumentos daqueles que vêm afirmando que, num país com 89 mil km quadrados, a existência de mais de trezentos municípios é excessiva, tornando-se imperativa uma reorganização territorial com extinção e fusão de muitos deles e desaparecimento dos governos civis.
E perante as deficientes politicas da CDU, o município de Alcochete começa a pôr-se a jeito...esperemos que não."
João Manuel Pinho
Membro da Comissão Concelhia do PSD / Alcochete

06 novembro 2010

Eleições no CDS-PP/Alcochete


Ao longo do próximo dia 20 de Novembro, (Sábado), na Junta de Freguesia de Alcochete, proceder-se-á à eleição da Mesa da Assembleia Concelhia, da Comissão Política Conselhia e de 1 delegado(a) à Assembleia Distrital do CDS-PP local.
É desejada a participação de todos(as) os(as) militantes do Partido.
Os homens e mulheres do CDS-PP apoiam castigos punitivos na lei criminal; defendem o casamento tradicional e os sacrifícios que o mesmo requer; acreditam na disciplina escolar e no valor do trabalho; consideram a assistência pública necessária, mas que não se transforme em meio de premiar condutas anti-sociais, criando uma cultura de dependência; valorizam a herança constitucional e legal do País e crêem que os imigrantes também a devem valorizar se quiserem ter permissão de se estabelecer em Portugal; respeitam sem transigências as Forças Armadas; opõem-se àqueles que fazem da falsa compaixão a pedra angular da vida moral.

Não sou compincha


O "Lenço comemorativo do 1º aniversário da implantação da República", peça do mês do "Guia de Eventos", Nov./2010, é doação minha ao Museu Municipal de Alcochete, terra que me viu nascer.

Haverá quem se apresse já a pensar que não deve saber a esquerda o que faz a direita. Pois é, até é um preceito evangélico...

Mas, meus amigos, não tenham dúvidas, se a doação fosse feita por um camarada, lá vinha o nome do compincha bem escarrapachadinho. Mas o meu, certamente, conspurcaria o sublime canhenho de propaganda da câmara comunista.

Que frustração...não sou compincha.

04 novembro 2010

Miséria

Se fosse eu o convidado de uma festa e metesse croquettes e pasteizinhos de bacalhau no bolso do meu casaco previamente forrado com plástico para o efeito, que diriam de mim?
Mas há senhor que todos se apressam a cumprimentar na nossa praça que o faz ou, pelo menos, costumava fazer. Quem via achava natural, pois o senhor P. não teria necessidade de atitude tão insólita, não fora a sobrecarga de trabalho em prol da comunidade que não lhe deixava réstia de tempo para preparar em casa salgadinhos tão tentadores.
E se eu andasse pelas piqueiras dos caminhos a apanhar figos, que diriam de mim?
Passa alguém no seu carro e diz pela janela fora:
-Então, senhor P., que tal estão os Kivis?
O senhor P. esboça um sorriso de quem o faz por desporto, e pronto, tudo numa boa.
Uma vez ia eu pelo campo num dos meus habituais passeios higiénicos. À beira do caminho estava um marmeleiro carregadinho de marmelos ao alcance da mão. Não me atrevi a tanto. Apanhei um do chão que me pareceu de bom aspecto. De repente, sai um homem gigantesco de não sei donde, pôs-se à minha frente, e perguntou-me:
-Isso é seu? Isso é seu? Largue já o marmelo da mão!
Sem palavra, larguei o marmelo da mão e prossegui o meu caminho.
O Marafuga não é o senhor P. que todos se apressam a cumprimentar na nossa praça.

03 novembro 2010

Eu tenho medo do comunismo e dos comunistas

Diz Palma, Ernesto, O Plutocrata, Serra d'Ossa, Lisboa, 1996, pág. 72: «A morte é incompatível com o igualitarismo porque, sendo naturalmente a morte de cada um, é a afirmação iniludível da individualidade irredutível, a sua ultima ratio. Isso explica a tendência do igualitarismo para os massacres colectivos, o de sessenta milhões [(60.000.000)] de russos entre 1917 e 1950 por exemplo, que escondem a morte individual numa imagem da morte comum».
Nenhum analista europeu ou americano faz do comunista Mao Tsé-Tung assassino de menos de setenta milhões (70.000.000) de chineses nem do comunista Pol-Pot assassino de menos de dois milhões (2.000.000) de cambodjanos.
Há quem tragicamente pense que se os comunistas portugueses fossem governo seriam diferentes. Esta ideia, para mim, é das maiores ingenuidades políticas que alguém hoje possa ter.
O comunismo é só um em todo o mundo e só tem uma real vocação: matar.
Eu tenho medo do comunismo e dos comunistas.