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08 fevereiro 2008

Onde estão manuscritos de José Estevam?

Recuemos quase quatro anos, a Março de 2004.
O então presidente da Câmara Municipal de Alcochete recebe, das mãos do Dr. Elmano da Cruz Alves – personalidade de destaque nas décadas de 50 e 60 – a oferta de seis manuscritos de José Estevam, respeitantes a temas locais.
Os títulos dos originais são «Efemérides Alcochetanas», «Os Ratões em Alcochete», «A Corte em Alcochete», «A Misericórdia de Alcochete», «Figuras de Alcochete I» e «Figuras de Alcochete II».
O Dr. Elmano Alves guardou tais manuscritos durante décadas, ofereceu-os na Primavera de 2004 ao município e recebeu a promessa da sua edição imediata.
Numa informação distribuída à vereação, em princípios de Abril de 2004, o chefe da edilidade afirmava-se grato "ao dr. Elmano Alves pela demonstração de confiança", uma vez que manteve em seu poder os referidos manuscritos durante 30 anos, "aguardando o surgimento de condições ideais para a divulgação dos mesmos".
Como forma de retribuir o gesto – acrescenta a informação do presidente – "manifestamos desde já a nossa intenção em publicar estas obras, transcritas com a maior celeridade possível, enriquecendo assim o vasto património literário sobre Alcochete".
A informação adianta ainda que "era já intenção do actual executivo reeditar as obras conhecidas de José Estevam, outro alcochetano de vulto que, com os seus estudos, contribuiu para um melhor conhecimento sociológico e cultural do nosso concelho".
As obras a reeditar seriam «A Restauração da Igreja Matriz de Alcochete», «O Povo de Alcochete», «Anais de Alcochete» e «Assuntos Ribatejanos».

Não me recordo de, posteriormente aos factos acima relatados, ter lido ou escutado algo sobre o lançamento do livro. E como tenho um arquivo de temas locais correntes, o caso saltou-me agora à vista. Daí algumas perguntas objectivas: o prometido livro foi editado? Se o não foi, porquê? Em que arquivo autárquico estão depositados os manuscritos? Que razões existem para o município atrasar a reedição de obras de José Estevam, quando estão esgotadas há anos e são preciosas para a memória colectiva?

Quem foi José Estevam

José Estevam será, aparentemente, pseudónimo de alguém cujo verdadeiro nome se desconhece, nascido algures em 1877 e falecido, em Lisboa, a 28 de Dezembro de 1960. Escreveu imensos artigos no extinto jornal local «A Voz de Alcochete» e vários livros sobre as gentes de Alcochete, alguns dos quais fruto de significativa investigação histórica, tendo colaborado na revista municipal de Lisboa até muito perto da data do seu falecimento.
Além das obras acima citadas – cujas primeiras edições datam do período 1948/1957 e hoje existem apenas em bibliotecas públicas e privadas – tem editado em Alcochete o livro «Fidalgos e Mareantes - Apontamentos Históricos sobre os Alcochetanos no Oriente", Câmara Municipal de Alcochete (Janeiro de 2001).
João Marafuga – professor, poeta e analista de assuntos locais – garante que José Estevam nasceu em Alcochete, no n.º 3 da actual Rua de O Século – "no primeiro e último andar", segundo o próprio polígrafo.
Era tetraneto de um tal Farelo – cujas façanhas ainda serão reminiscência nas cabeças dos alcochetanos mais idosos – e filho de um homem de apelido Silva.
José Estevam era discreto, tipógrafo de profissão, muito viajado (trabalhou em Moçambique) e com um saber descomunal. Ele e o prof. Leite da Cunha eram rivais no que respeitava à História local. Este, caindo na irascibilidade de vez em quando, dizia que José Estevam era descendente de escravos ao serviço dos Soydos (marquês de Soydos, na época proprietário do solar da Quinta da Praia das Fontes). No entanto, João Marafuga admite que o grande historiador de Alcochete seria descendente de cristãos novos.

Quem é Elmano Alves

O dr. Francisco Elmano da Cruz Alves – apenas conhecido de quem tenha vivido no concelho nas décadas de 50 e 60 – nasceu, por acaso, em Lisboa, a 20 de Outubro de 1929. É sobrinho-neto do Padre Cruz, cursou o seminário durante quatro anos mas licenciou-se em Direito. Casou com uma prima em terceiro grau, Maria do Carmo Cruz, também sobrinha-neta do Padre Cruz, e desse matrimónio há quatro filhos.
Retirou da administração do concelho o dr. Luís Santos Nunes, por incapacidade de gestão, e pôs no seu lugar João Leite da Cunha. Foi vice-presidente e presidente da Câmara Municipal de Alcochete e da Comissão Concelhia da União Nacional (partido político do regime deposto em 1974), respectivamente.
Tal como o eng.º João Maria Ferreira do Amaral e o prof. Francisco Leite da Cunha, o dr. Elmano Alves foi director do jornal «A Voz de Alcochete», editado pela União Nacional e desaparecido no final da década de 60.
Em 1968 o dr. Elmano Alves foi nomeado subsecretário de Estado da Juventude e Desportos e, depois da revolução do 25 de Abril, Marcelo Caetano dedicou-lhe o livro «Depoimento». Esteve exilado no Brasil durante 9 anos, donde regressou em 1984.
Os alcochetanos devem ao dr. Elmano Alves, entre tantas outras coisas, a construção do Pavilhão Gimnodesportivo da vila. Esteve também na génese da Fundação João Gonçalves Júnior, da construção da Escola EB 2,3 El-Rei D. Manuel I, da ampliação do lar da Santa Casa da Misericórdia, da construção do actual Bairro 25 de Abril (originalmente denominado da Caixa de Previdência), da instalação da fábrica do Alumínio Português-Angola e de muito mais.
Conheço-o pessoalmente, reside na freguesia de Canha (Montijo), é viticultor e dele recolhi imensa e preciosa informação documental sobre Alcochete, toda publicada no extinto «Tágides.net», da qual conservo cópias, imagens e alguns originais.
O Dr. Elmano Alves tem vastos arquivo e biblioteca sobre assuntos locais e nacionais.

14 dezembro 2007

Obviamente discordo

Se a conjuntura económica é particularmente nefasta para o poder local em Alcochete, os autarcas com funções executivas devem preocupar-se com o emagrecimento dos orçamentos do lado da despesa.
Nas actuais circunstâncias económico-financeiras a melhor estratégia para o poder local alcochetano é demonstrar preocupação com a elevada carga de impostos a que os contribuintes estão sujeitos e evitar contribuir para o seu agravamento, reduzir o quadro de pessoal por via da informatização dos serviços, usar bem cada euro recebido e impedir que um único cêntimo seja inutilmente gasto.
Em vez de continuarem a anunciar obras – a maioria delas não prioritária e muitas irrealizáveis no que resta do mandato por razões de ordem financeira – os autarcas com funções executivas em Alcochete deveriam preocupar-se em envolver os cidadãos nas actividades do poder local e apresentar planos de racionalização e de gestão de pessoal.
Em todas as autarquias parte substancial das despesas pertence à rubrica encargos com pessoal. Em muitas representa mesmo a fatia de leão. Na actual conjuntura as intervenções prioritárias terão de ser feitas aí, diminuindo o quadro e contratando serviços externos quando necessário, pois já hoje as autarquias se limitam, praticamente, a pagar os vencimentos aos funcionários, respectivos encargos obrigatórios e algumas sinecuras injustificáveis. Alcochete não é excepção, como muita gente sabe.
Estranhamente, ao invés de incidir o foco num plano de redução de encargos fixos e variáveis com o intuito de libertar fundos a mobilizar em obras realmente imprescindíveis mas adiadas, o chefe da edilidade de Alcochete opta por anunciar que, para contrariar o défice entre despesas e receitas, aumentará, no início de 2008, taxas de urbanização, de licenciamento urbanístico e de edificação.
Tal poderá permitir-lhe admitir mais alguns funcionários e promover outros, a fim de assegurar votos firmes na reeleição. Ninguém esqueça que o pessoal da câmara representa, pelo menos, um milhar de votos.
Contudo, para mim o agravamento de taxas representa um erro de planeamento, porque nada resolve e, uma vez mais, afecta directamente o bolso dos contribuintes.
De resto, convém não ignorar que, provavelmente no primeiro semestre de 2008, o presidente da câmara terá de anunciar mais aumentos e esses afectarão directamente todos os actuais residentes.

15 outubro 2007

PDM de Alcochete: acção e reacção

Nesta página do blogue são arquivados os textos em que os diferentes autores abordaram a revisão do Plano Director Municipal (PDM) de Alcochete.
Além de outros anteriores e posteriores, na madrugada do passado dia 11, por exemplo, editei um texto anotando que, acerca do futuro PDM, continuamos "sem saber o que pensam os autarcas com funções executivas. Não têm ideias, nem planos, nem projectos? Não podem nem querem partilhá-los, abertamente e por escrito, com quem os sentou naquelas cadeiras?"

Na noite desse dia o chefe da edilidade respondeu indirectamente, durante novo debate público sobre o PDM, sendo citado na página do município na Internet como tendo dito que, "neste momento, a Câmara Municipal não está a apresentar nenhuma proposta política com a definição daquilo que deve ser o ordenamento do território para vigorar no âmbito do Plano Director Municipal de 2.ª geração, na medida em que integrará também outras valências, outros estudos e portanto será um instrumento mais complexo”.

Pelas mesmas razões invocadas pelo autarca para a ausência de ideias ou propostas próprias estes debates afiguram-se-me prematuros.
São politicamente correctos mas pouco sobrará de útil para o futuro, exceptuando argumentos mistificadores que o poder procurará amplificar quando eleitoralmente oportuno.
Valerá a pena discutir o futuro PDM sem, previamente, se encontrarem soluções para problemas tais como cerca de metade das receitas da nossa principal autarquia dependerem do sector imobiliário?
Números de 2004 indicavam que 47,7% das receitas orçamentadas provinham da construção, 39,3% dos impostos e apenas 13% de receitas próprias. Alguém acredita que o melhor PDM do mundo resistiria muito tempo a isto?
Valerá a pena discutir o futuro PDM sem nos entendermos acerca do desenvolvimento estratégico ideal num concelho onde cerca de 60% do território é intocável?
A propósito da Carta Educativa, há oito meses escrevi este texto. A dado passo estranhava que, devendo o documento "garantir a coerência da rede educativa com a política urbana do município", o executivo municipal não incluísse na proposta uma única palavra sobre política urbana. Anotava eu então que, sem planear como e onde crescerá o município até 2015, me parecia que qualquer previsão sobre necessidades, localização e capacidade dos estabelecimentos escolares corria sérios riscos de falhar.
Valerá a pena discutir o futuro PDM sem que, pelo menos, os partidos com representação local subscrevam um compromisso político para executar um plano estratégico de desenvolvimento sustentado, com duração nunca inferior a uma década?
No texto imediatamente anterior, Luís Proença lança uma pedrada no charco ao propor uma metodologia de elaboração desse plano estratégico. Alguém tem a coragem de pensar nisso?

30 setembro 2007

Alcochete «Baldio Logístico»

No dia 09.05.2006, Mário Lino , Ministro das Obras Públicas , Transportes e Comunicações , apresentava na Alfândega do Porto , com pompa e circunstância o Programa PORTUGAL LOGISTICO.

No seu discurso de apresentação desse programa o Senhor Ministro referia , citando:

«Minhas Senhoras e Meus Senhores
É, sem dúvida, consensual a importância da área da Logística, como nova componente de desenvolvimento de um País que, embora situado na periferia da UE, se encontra na fronteira oeste-atlântica do Continente Europeu.
O Plano Portugal Logístico irá agora, finalmente, ser implementado por este Governo. Enquadrado pelas suas opções programáticas, ele está presente em vários Programas e Referenciais de Acção, desde a Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável ao Programa Nacional para o Ordenamento do Território, assim como está também referenciado no Plano Nacional de Acção para o Crescimento e Emprego e no Plano Tecnológico.
A logística é hoje um instrumento determinante na competitividade das empresas:
Ela contribui decisivamente para a sua flexibilidade na capacidade de reagir, em prazos cada vez mais curtos, à evolução das características da procura;
Também contribui para a formação do preço final dos produtos: estudos recentes mostram que uma adequada reorganização da logística empresarial pode conduzir a uma redução dos custos finais até cerca de 10%;
Finalmente, é essencial nos processos envolvidos nos modelos de negócio e gestão das diferentes indústrias, e contribui para assegurar vantagens competitivas na qualidade dos produtos e serviços.»

O Programa prevê a instalação de 11 Plataformas Logísticas com um investimento superior a € 1000 M , sendo cerca de € 131 M destinados a acessibilidades. A saber:
- Maia / Trofa : € 224 M - investimento na plataforma / € 8 M - acessibilidades
- Poceirão (Setúbal) : € 290 M - investimento na plataforma / € 17 M acessibilidades
- Leixões : € 101 M - investimento na plataforma / € 17 M acessibilidades
- Aveiro : € 24 M - investimento na plataforma / € 56 M acessibilidades
- Lisboa/Bobadela - € 9 m - investimento na plataforma / € 10 M acessibilidades
- Sines - € 65 M - investimento na plataforma
- Valença - € 66 M - investimento na plataforma / € 5 M acessibilidades
- Chaves - € 7 M - investimento na plataforma
- Guarda - € 26 M - investimento na plataforma / € 8 M acessibilidades
- Elvas - € 52 M - investimento na plataforma / € 7 M acessibilidades
- Tunes - € 43 M - investimento na plataforma / € 3 M acessibilidades

No que respeita às restantes plataformas logísticas , existentes ou a projectar , não abrangidas pelo Programa Portugal Logístico , o Ministro foi peremptório.
Citando novamente:
«Uma última observação, neste caso relativamente ao seu impacte no ordenamento do território: Portugal dispõe de capacidade excedentária em logística e armazenagem ligadas ao subsistema de distribuição e consumo. Este subsistema, muito pressionado pela procura, assenta em infra-estruturas logísticas detidas por operadores de base rodoviária, que se concentram próximo das grandes áreas de procura (as Áreas Metropolitanas), em localizações determinadas pelo custo do solo e pela acessibilidade aos grandes eixos rodoviários de penetração. Por ausência de regulação e de promoção pública de espaços vocacionados para esta actividade logística, estes operadores estabeleceram-se em áreas desqualificadas (ou que desqualificaram) servidas por redes viárias locais, desarticuladas e saturadas.
A requalificação e reordenamento destes «baldios logísticos» tornam-se urgentes, para se evitarem perdas de produtividade no sistema e danos no ambiente e no ordenamento do território.»

O Ministro das Obras Públicas voltaria a pronunciar-se sobre os «BALDIOS LOGÍSTICOS» no dia 07 de Julho de 2006 , na sessão solene de apresentação da Plataforma Logística de Castanheira do Ribatejo , plataforma que surgiu como segunda linha de apoio à plataforma polinucleada de Lisboa/Bobadela.
Citando o Ministro:
«Estamos neste momento no coração logístico de Portugal. Num raio de 50 km estão densamente estabelecidas as bases de grandes, senão dos maiores, operadores de Portugal.

E o que vemos não nos agrada.
O que já é comum chamar-se de baldios logísticos, e
consiste na implantação dispersa de operadores de base quase exclusivamente rodoviária, servidos por uma rede de infra-estruturas desadequada e de baixa capacidade, sem base económica para constituírem uma rede de serviços de apoio ao exercício da sua actividade e com um impacto negativo no ordenamento do território e no ambiente.
Estes factores, actuando em conjunto, aqui como no resto do País, resultam numa baixa produtividade das empresas de logística e de transporte de mercadorias, num significativo deficit tecnológico e numa baixa incorporação de valor ao longo das cadeias de abastecimento.
É justamente com base nesta constatação que o Governo apresentou o projecto Portugal Logístico, com o objectivo de nos constituirmos num elo nas cadeias intercontinentais e europeias, assegurando uma prestação de excelência nos serviços de logística e de transporte e nas respectivas cadeias de valor.»
Depois de ler e analisar atentamente o Programa Portugal Logístico e a intervenção dos governantes nessa matéria , retiro as seguintes conclusões relativamente ao Polo Logístico de Alcochete:
- O Pólo Logistico de Alcochete insere-se na definição de Baldio Logístico,
- A sua implementação e desenvolvimento constituem na palavra dos especialistas um grave risco de desqualificação do território;
- Risco agravado por não estarem inseridos nos Pólos Logísticos de referência incluídos no Programa Portugal Logístico;
- A Câmara Municipal de Alcochete promove uma estratégia de desenvolvimento contrária aos grandes instrumentos de planificação estratégica do ordenamento do território ao nível nacional.
- Alcochete vai transformar-se num «Baldio Logístico».
ABRA OS OLHOS ENQUANTO É TEMPO SR. PRESIDENTE DA CÂMARA. NÃO HIPOTEQUE O FUTURO DESTE CONCELHO.

26 setembro 2007

Chegar ao Freeport , chegar à Vila de Alcochete...







Enquanto o Presidente da Câmara esfrega as mãos de contente por andar a vender o concelho ao desbarato para a instalação de caixotes de metal e betão destinados às operações logísticas das grandes empresas.... (Porque é que não transferem as suas sedes sociais e os seus pólos administrativos para aqui?) a realidade da estagnação em que caímos salta à vista destas fotos que publico.

A chegada ao Freeport e a chegada à vila de Alcochete. Será que já somos um subúrbio do Freeport e das plataformas logísticas?

Jornal de Alcochete - Edição de 26 de Setembro

Eis o texto e a imagem da desgraça. Na página 7 da edição de hoje do Jornal de Alcochete , sob o título «Empresários Satisfeitos com fixação em Alcochete» , vem a prova dos nossos mais legitimos receios. A transformação de Alcochete numa plataforma logistica.
Citando o jornal em questão e de acordo com as palavras de João Romão da DHL , um dos oradores da 1ª Quinzena Empresarial promovida pela CMA , «... a escolha do Passil para instalar a plataforma logistica da empresa foi determinada por uma questão ECONÓMICA , COM VANTAGENS AO NÍVEL DA REDUÇÃO DOS CUSTOS...»
Está tudo dito , com a «benção» do Sr.Presidente da Câmara , que surge na foto ladeado pelos responsáveis dessas empresas , ALCOCHETE PAGA COM A SUA DESQUALIFICAÇÃO A REDUÇÃO DE CUSTOS DESSAS EMPRESAS.
É UMA VERGONHA!!!!
Também Carlos Machado do El Corte Inglês refere: « O Passil só trouxe vantagens para a empresa.» E PARA O CONCELHO SR. PRESIDENTE DA CÂMARA?
O responsável do El Corte Inglês adiantou que o grupo poderá vir a aumentar a sua plataforma logistica. Mais gigantescos caixotes de metal e betão no concelho , mais camiões TIR a circular nas suas vias.
Carlos Carvalho da Linde disse: « Celeridade na aprovação do processo burocrático , preço do metro quadrado muito competitivo e francas possibilidades de expansão na área logistica , excelentes acessos a Norte e a Sul.»
É O REGABOFE TOTAL À CUSTA DO DESENVOLVIMENTO QUALIFICADO E SUSTENTADO DE ALCOCHETE.
Jorge Pombo da Precore afirmou: « Alcochete tem plena atractividade para as operações de logistica.». PUDERA...
Sr. Carvalho , Sr. Machado e Sr.Pombo , se as vantagens dos custos e da localização são tão boas porque é que as vossas empresas não transferem para aqui as suas sedes e os seus centros de escritórios ao invés de transferir para aqui os seus armazéns e camiões? Se é tão bom porque é que não vêm viver para aqui.?Ficavam tão perto do local de trabalho.

Nota Final
:
Hoje estive parado 45 minutos na rotunda de acesso à Auto-estrada nas bombas da Repsol.Entre as 8:30 horas e as 9:15 horas passaram pela rotunda de e para o Passil , 46 camiões TIR!!!!
Quem quiser ter uma noção do que estou a falar passe na rotunda entre as 12:30 horas e as 14:00 horas e assista ao espectáculo dos camiões TIR ali parqueados à hora do almoço.
É a devassa do concelho !!!

01 fevereiro 2007

Pedido ao presidente da câmara (2)

Pode o presidente da Câmara Municipal de Alcochete fazer o favor de mandar publicar no sítio municipal na Internet, com chamada de destaque, o texto integral da proposta de Carta Educativa?
A comunidade interessada engloba também os alunos e os residentes com filhos em idade escolar, no mínimo, pelo que a distribuição restrita do documento a convidados escolhidos pela câmara limita amplamente o debate da proposta.

12 janeiro 2007

Estar alerta é fundamental (2)

Finalmente, há reacção institucional ao aumento da criminalidade no concelho de Alcochete, assunto que me desagradou bastante abordar, novamente, há pouco mais de uma semana, neste texto.
Já o fizera antes, a 25 de Agosto passado, quando um assalto inédito teve direito a notícia num jornal nacional.
Pelos dois comentários que o meu último texto suscitou, depreendia-se haver algo mais que boatos.
Enfim, o próprio chefe da edilidade teve de reconhecer num órgão de comunicação social que a qualidade de vida em Alcochete vai de mal a pior por causa da insegurança.
Todavia, as preocupações do autarca não resolvem coisa alguma, tal como a insegurança nunca é apenas um problema dos polícias. Ainda que o posto da GNR de Alcochete tivesse 50 guardas, a criminalidade não diminuiria.
O problema essencial reside no facto de, em apenas sete anos, a população ter aumentado mais de 50%, sem que jamais se tenham acautelado os problemas que esse crescimento suscita.
Recordo-me que, há meia dúzia de anos, a GNR demorava escassos dias a deter o autor de dois ou três assaltos. Depois passavam-se meses sem nada a assinalar.
Hoje o assunto é muito mais complexo e delicado, devendo ser analisado e estudado, com determinação e empenho, no seio do Conselho Municipal de Segurança.
É desse órgão que devem partir propostas, sugestões e soluções de envolvimento de cidadãos, de famílias, de bairros, de freguesias, de escolas, de instituições de solidariedade social, de autarquias, de meios de comunicação e de polícias.
Ao contrário do que tem sido noticiado, entendo que a acção desse órgão não deve limitar-se à apresentação de propostas à câmara e à assembleia municipal.
Tendo nele assento representantes autárquicos, a sua acção deve ser exercida directamente e nunca depender de conveniências políticas. Mas devem ser-lhe facultados meios suficientes, nomeadamente do município e das juntas de freguesia, para o envolvimento e o diálogo com os principais interessados: os cidadãos.
Se o Conselho Municipal de Segurança tivesse saído do papel há mais tempo e se fosse um órgão interventivo e empenhado, talvez hoje não houvesse uma crescente onda de assaltos que ninguém consegue já iludir ou ocultar.
Estão em risco, por agora, bens patrimoniais de quem se refugiou em Alcochete supondo ser possível haver um paraíso. Havia, de facto. Mas como se limitaram a "betonizar" e a cruzar os braços relativamente a riscos colaterais há muito conhecidos e estudados, o paraíso depressa acabou e as coisas complicaram-se.
Obviamente, se nada for feito qualquer dia teremos a lamentar muito pior.

Tenho dúvidas

Não sei que mais me surpreende na primeira parte desta notícia:
1. A ingenuidade do edil alcochetano?
2. A incapacidade em compreender que a teta do Estado secou?
3. O desconhecimento do papel insubstituível das autarquias na verdadeira promoção da qualidade de vida dos seus munícipes?
4. O convencimento de que todas as pessoas são estúpidas e que o populismo bacoco é a melhor política para continuar a enganar patos bravos?
Já não há paciência para conversa da treta, mormente quando os problemas se acumulam, muitos deles ocasionados por longo e inexplicável imobilismo em matérias que não dependem do dinheiro existente mas do dinamismo da acção e da capacidade de iniciativa.

Quanto à segunda parte da notícia, tenho um único comentário a fazer: pelo respeito devido a quem, durante 19 anos, esteve à frente do município, parece-me de muito mau gosto (para dizer o mínimo) que uma câmara dirigida por autarcas da CDU atribua o mais alto galardão municipal a um correligionário. Nomeadamente porque tal ocorre quando essa força política detém a maioria e o homenageado preside à Assembleia Municipal.
Assim não há reconhecimento verdadeiro nem justiça. É pura distribuição de prebendas a amigos.
Fique claro que não discordo da homenagem mas somente da sua oportunidade.
E de duas uma: ou a existência do galardão é injustificada por a terra ser pequena e escassear quem o mereça ou ninguém esteve para se incomodar a estudar e descobrir quem fosse oportuno homenagear.

20 agosto 2006

Há soluções


Não me passara pela cabeça que esta seria solução de recurso para a autarquia de Alcochete, onde durante as festas andei misturado com a multidão e notei reacções dispersas de desagrado em duas das intervenções públicas do chefe da edilidade.
São sinais políticos significativos após nove meses de mandato e não me admiraria que, em 2007, se repetisse uma pateada que, há um ano, me deu a certeza que o reinado de um certo grupo chegara ao fim.
Mas espero para ver o evoluir do caso de Setúbal, pois em política há coisas que a razão desconhece.
Se a memória não me atraiçoa, em Portugal é pouco vulgar um partido recomendar a militantes que renunciem ao mandato.

11 agosto 2006

O editorial do sr. Presidente

Esta manhã, numa esplanada dos Barris, estava a ler o "Editorial" do sr. Presidente da Câmara de Alcochete, Dr. Luís Franco, patente na edição especial do Boletim Municipal, parecendo-me, até com alguma surpresa minha, que a escrita ia deslizando razoavelmente bem.
Eis senão quando chego ao penúltimo parágrafo ( a bem dizer o último porque este é curtíssimo) e levo com um balde de água fria em cima, uma vez que, diz o Presidente, «...o arrear das bandeiras e o fogo de artifício, que sublinham o final das mesmas [as Festas], inculcarão nos nossos corações um sentimento de profundo e estéril vazio». Ora as coisas não são assim porque se assim fossem as festas não serviriam para nada.
Em termos antropológicos, a festa visa assegurar a coesão das comunidades e revigorar as forças para o novo ano de trabalho. Portanto, as palavras desprevenidas do jovem Dr. Luís Franco procedem de uma manifesta imaturidade cultural.
Para mim, que vivo de analisar textos, o que está subjacente ao pessimismo do edil é o desejo oculto de pôr termo abrupto à alegria das pessoas: vocês divertiram-se, mas pronto, acabou-se, aí está o mundo negro, ide ao inferno das vossas vidas e desamparai-me a loja que nesta mando eu.
Os meus leitores achar-me-ão cruel, mas garanto a todos que tenho mais razão nas minhas palavras do que muitos possam imaginar. Escrevo o que escrevo não levado por humores mas por estudos especializados que me fazem ver o que - com sofrimento meu - escapa à maioria.
O que não parece, muitas vezes é.

02 agosto 2006

Explicaram-se enfim, mas...


Pela primeira vez no actual mandato, registo que o executivo da Câmara Municipal de Alcochete seguiu uma via correcta: esclarecer a decisão de abrir concurso público para o provimento de 61 lugares no quadro de pessoal.
Vá ao sítio da câmara na Internet e leia o texto «Reestruturação dos Serviços».
Assinalo o facto com natural agrado, tanto mais que a reacção ocorreu em prazo muito curto: um dia após ter abordado o assunto neste texto.
Espero, sinceramente, que esta reacção seja o prenúncio da prometida mas até agora não cumprida era de diálogo franco e aberto entre eleitos da maioria e os eleitores. Destaco maioria porque a oposição continua em período de hibernação.
Quanto ao cerne da questão – alargamento do quadro do pessoal – a explicação não me esclareceu cabalmente porque o 4.º e 5.º parágrafos contradizem, aparentemente, declarações do presidente da câmara, estampadas há poucos meses em jornais regionais. Assinalei-o neste blogue, em tempo oportuno, nomeadamente neste e neste textos.
Acresce que os dois primeiros parágrafos deste esclarecimento municipal são demasiado vagos, embora alinhem informação talvez valiosa se, antecipadamente, alguém nos tivesse dito:
1. Como se irá 'caminhar para uma organização dos Serviços Municipais como “Mais Serviço Público”'. Não estarão organizados nessa perspectiva? Precisamos mesmo de "Mais Serviço Público"?;
2. O que se entende por "definir e implementar, até 2008, uma estratégia de modernização administrativa”, “garantir a gestão integrada dos recursos humanos” e “desenvolver e difundir uma política de gestão integrada dos recursos humanos”? Duvido que a maioria dos munícipes conheça sequer uma vírgula sobre o assunto. E eu li, nos últimos cinco anos, pelo menos, uma dúzia de papéis a prometer o mesmo.

21 abril 2006

Liberdade e igualdade


O sr. Presidente da Câmara, Dr. Luís Franco, num desdobrável distribuído à população de todo o Concelho assina uma pequena saudação cujo primeiro parágrafo diz o seguinte: «A Revolução dos Cravos, momento sublime de manifestação e exaltação da vontade do Povo, verdadeiro e único cerne da Democracia, teve subjacente uma filosofia ideológica conducente à consagração e instauração da Liberdade e da Igualdade, valores absolutamente fundamentais e imprescindíveis no processo de construção de uma sociedade mais justa, mais fraterna e mais solidária» sic. Nesta transcrição tive o cuidado de não falhar no emprego das mesmas maiúsculas que o texto apresenta.
As perguntas que faço são as seguintes: de que liberdade fala o sr. Presidente? Falará do exercício da cidadania dentro dos limites da lei e do respeito pelos direitos do outro? Quem está contra a liberdade assim entendida ou a favor da desigualdade? Será que ao Partido Comunista já não resta a defesa de mais nada? Se me cabe alguma razão, resta muito pouco a essa organização política!

11 abril 2006

O velho síndrome da tanga

Luís Pereira enviou-me o seguinte texto, que só hoje posso reproduzir depois de mais de uma semana de ausência.
Há, nestas linhas, muito pano para mangas. Parece-me...

Não dispomos das estatísticas, mas o dinamismo económico está decerto a decair no concelho de Alcochete.
O PIB nacional cresceu e.g. 0,5% em relação ao ano anterior e o do concelho quanto decresceu? Tudo se passa como se o edil aparecesse a dizer publicamente que a Câmara está de tanga. Será que o poder existe e actua? Falam-nos então da pesada herança: mas dessa conversa já existe fartura que baste.
Estamos habituados a expectativas mais elevadas. Sentimos que caímos em depressão económica e psicológica, em esquizofrenia geral.
No mandato anterior construíram-se obras faraónicas. E agora que fazemos?
Vai dizer: Ah! A câmara está endividada. Devolvemos, não entendemos porque não aproveitam o tempo para planear e publicitar as vossas medidas futuras.
Permitam que responda: não há futuro!
A tanga só por si não é despicienda.
Se não pode usar boxer, experimente umas cuecas.
Se desgosta das cuecas, enfie um slip.Se não, dispa o slip, envergue um fio dental.
Se rejeita qualquer das opções anteriores, diga assim: olhe, amigo, daqui para cima martelo e daqui para baixo foi-ce.
O velho comportamento do síndrome da tanga não trará nada de bom para Alcochete. Tem apenas um objectivo: fazer com que os alcochetanos esqueçam as promessas eleitorais da CDU.
Não é necessário ser uma ave agoirenta para prever que vem aí mais desemprego, sendo certo que este sempre afectou os alcochetanos. E também alguma instabilidade social. Será que vem aí uma procissão de encerramentos de empresas?
A impressão que começa a instalar-se é a de que a digníssima edilidade está a ajudar a criar um clima depressivo.
Eis-nos perante uma pequena e frágil economia local, onde também não se cria atracção pelo investimento externo e em que as famílias estão a reduzir o seu consumo para além do aceitável, onde a vontade e a confiança dos agentes económicos vai definhando.
O povo pede mais investimento para criar emprego, mais produtividade para termos produtos de melhor qualidade, mais competitividade com inovação para sermos um concelho com um futuro mais risonho que os restantes.
Uma série de contratos a termo de um conjunto vasto de funcionários camarários não foram renovados. As famílias destas pessoas estão já atravessar dificuldades desumanas.
Convém alertar os responsáveis que o imobilismo e a insensibilidade social, esta política de estagnação, miséria e marasmo, e a incapacidade para planear, criar uma agenda e adoptar medidas, poderá trazer mais desempregados para as ruas da amargura.

01 março 2006

Perinhas e borboletas


Tenho um quintal no meio da vila. No meio da vila tenho um quintal. No meio do quintal tenho uma pereira que dá umas perinhas que são uma gracinha. Não uso químicos. As larvas tomam conta da maior parte das perinhas. Pouco me importo. As que escapam ao bicho não são más, embora pequenas. É que eu tenho outro ganho. Todas as primaveras andam de volta da minha pereira umas borboletas multicolores que nunca vi em qualquer outra parte. Um amigo meu, já há muito tempo, ensinou-me a capturá-las sem as espantar, a prepará-las e exportá-las para o norte da Europa e Estados Unidos. As encomendas têm crescido de ano para ano, o que me fez pensar, já lá vão uns meses, que eu poderia dar uma dimensão industrial ao meu negócio. Sempre pressenti que entre a singular colónia de borboletas e a pereira haveria qualquer insondável relação. E se eu, sob conselho de um agrónomo, a partir da única pereira no meio do quintal, fizesse crescer mais umas vinte ou trinta daquelas arvorezinhas? Talvez pudesse fazer crescer a colónia de borboletas e exportá-las em quantidades industriais, talvez desse trabalho a meia dúzia de colaboradores, comprasse depois um terreno maior em local adequado, transplantasse as árvores para lá...Além disso, poderia promover as minhas perinhas a peras ecológicas, arranjar um certificado verde, pô-las bichadas e tocadas no mercado, todas se venderiam, não têm químicos, são belas a valer, toca a comê-las.
Num dia destes recebi uma carta da Câmara. O sr. Presidente queria falar comigo. Achei natural o pedido do edil. Chegado o dia e hora, lá subi os Paços do Concelho. Pediram-me que aguardasse. Esperei quase uma hora, o que muito estranhei. Mas pronto, um presidente de câmara é sempre um homem muito ocupado, há sempre imprevistos. A dada altura, a menina disse-me que eu podia entrar. O sr. Presidente estava sozinho. Quando entrei não levantou logo os olhos para mim. Enfim, lá disse que me sentasse. Sentei-me numa cadeira à frente dele. Entre nós a secretária cheia de papéis. Quase só o via do pescoço para cima. O sr. Presidente quis saber se o negócio das borboletas ia bem. Respondi que sim. As frases dele eram intermitentes. Mantinha um ar sério, meio intimidativo. Pareceu-me que desenhava enquanto atirava para cima de mim as palavras cuidadosamente escolhidas. De um momento para o outro disse-me que o meu quintal tinha interesse para a comunidade. Seria um quintal ecológico para edificação dos jovens. A Câmara queria chegar a um acordo comigo. Eu que pensasse e dissesse qualquer coisa. Respondi que o meu quintal não estava à venda. O sr. Presidente retorquiu logo que poderia expropriá-lo, o que seria bem pior para mim. Levantei-me sem perder a dignidade, disse-lhe boa tarde, desci a escadaria devagar, vencido, consciente de que a inveja ecológica tinha posto um termo aos meus sonhos de pequeno empresário.
Tinha um quintal no meio da vila. No meio da vila tinha um quintal. No meio do quintal tinha uma pereira...

26 fevereiro 2006

Rusticidade

O Presidente da Câmara Municipal de Alcochete, Dr. Luís Franco, entre muitas coisas, declarou ao Jornal "Sem Mais" que «temos características muito próprias, uma rusticidade que queremos manter» (negrito nosso). Destas palavras se arranca o próprio título da notícia: "Queremos manter a rusticidade de Alcochete".
Quantas pessoas nesta terra de Alcochete estão conscientes de que a rusticidade é uma prática simbólica do movimento ecologista ao lado da autenticidade natural, das culturas vernáculas, da nostalgia passadista, etc.?
Andamos de mal a pior. Será que cinquenta anos depois da fraude futurista estamos a regressar ao bucolismo? Não é que eu esteja contra um rebanho de carneiros em pleno Largo do Poço como o documentam várias fotografias em meu poder, mas rusticidade que não se cruze com o digno progresso das populações é crime de lesa-humanidade.

25 fevereiro 2006

Recomendação de leitura (11)

Entrevista do presidente da câmara ao jornal «Sem Mais».
Intervenção da Junta de Freguesia de Alcochete na orla ribeirinha da vila.
Projectos do Centro Social de São Braz de Samouco.

23 janeiro 2006

Arruma? Desarruma?

De três, duas: ou Luís Franco presume que basta algum ruído para mostrar que governa a câmara; ou está a tentar reescrever os manuais de marketing político; ou ao autor desta notícia nunca explicaram a fórmula mágica da comunicação jornalística: "qqocq".
Trocada em miúdos a fórmula traduz-se da seguinte forma: que, quem, onde, como e quando.

Franco "arruma" Alcochete?
Discute-se o quê em matéria de planeamento e ordenamento do território?
Uma boa oportunidade de "colocar um conjunto de questões sobre o ordenamento territorial"? Quais?

Não, não creio que este seja o rumo político correcto. Por este andar é "vira o disco e toca o mesmo"! Cuidado: não passaram sequer 100 dias!

Transcrevo, enfim, a segunda de inúmeras citações constantes do programa eleitoral da CDU à Câmara Municipal, atribuída a Hannah Arendt:
"Nada no nosso tempo é mais duvidoso, penso eu, do que a nossa atitude perante o mundo. (…) Pois o mundo não é humano só por ser feito de seres humanos, e não se torna humano só por nele se fazer ouvir a voz humana, mas sim, e só, quando se torna objecto de diálogo. Por muito que as coisas do mundo nos afectem, por muito profundamente que nos abalem e nos estimulem, só se tornam humanas para nós quando podemos discuti-las com o nosso semelhante."