09 Julho 2009

Marafuga a Patrícia (3)

A Patrícia queixa-se de que eu «...ref[iro] constantemente o Cristianismo e os seus valores como sendo os valores da Sociedade Ocidental» sic. Ora se a Sociedade Ocidental é a civilização judaico-cristã, como me poderei furtar ao facto denunciado pela Patrícia? Se os valores da Sociedade Ocidental não são os cristãos, quais são então os valores dessa Sociedade? É capaz de me esclarecer? Se o nosso debate não pressupor uma plataforma mínima de cientificidade, não estamos aqui a fazer nada a debater.
Continuando: a ideologia marxista que está na raiz de todas as esquerdas é ateia. Esta minha asserção dispensa demonstração tal como aquela outra de que os valores do cristianismo são os valores da nossa civilização dispensam-na também. Não estou agora a fazer uma tese para uma graduação qualquer senão a partir da ideia de que há ideias assentes universalmente para todos. Mas retomando o curso do discurso: digo com toda a sinceridade que eu não sei como se pode ser cristão e simultaneamente perfilhar uma visão de esquerda do homem e do mundo. O comunismo, cuja "filosofia" é o marxismo, é apenas um materialismo, isto é, apenas uma imanência negadora da Transcendência. O que eu estou a dizer não pode ser negado por quem tenha lido um mínimo de literatura marxista...se for alguém intelectualmente honesto. Na verdade, todas estas coisas que insistentemente tenho afirmado neste blog são do que é mais básico no marxismo.
Estou de acordo: quem «...não aceita[-] e teme[-] a diferença», pior que ignorante, é racista. Ora o racismo tem muitos traços comuns com os totalitarismos, nomeadamente o de raça (nazismo) e o de classe (comunismo). Eis a razão mais que suficiente para fugirmos da não-aceitação da diferença do outro a sete pés.
Deixar os dogmas? Mas como? Dogma, do grego, significa decisão, decreto, sentença. O respeito que eu devo à Patrícia é um dogma porque algo decidido entre nós que não carece de demonstração. Mas sem o respeito que devemos uns aos outros não poderíamos viver. Se não vivêssemos, não faríamos Matemática, ciência esta que jamais poderá demonstrar pelos próprias fórmulas o dogma de que nos devemos respeitar uns aos outros. Se calhar, a Patrícia refere-se a outro tipo de dogmas, por exemplo, ao dogma da Imaculada Conceição, isto é, Concepção. Não vêem muitas Patrícias deste mundo que o dogma da Imaculada Conceição é uma forma radical de a Igreja Católica humanizar e, até, espiritualizar a sexualidade. Somos homens e mulheres e não montes de carne. Ora os filhos do espírito não são filhos do falo, por outro modo de dizer, o falo não faz filhos do espírito, isto é, não faz filhos de Deus. Então, já percebe o dogma da Imaculada Conceição? E se em relação a todos os outros dogmas se passar o que se passava com o da Imaculada Conceição? Não esqueça a Patrícia: perante o desconhecido, a primeira reacção do ignorante é rir.
Claro que «...a diversidade é o que nos caracteriza», mas por mais diversos que a Patrícia e eu sejamos, ambos, de certo, concordamos que dois e dois são quatro, que o céu azul de dia ou estrelado de noite está por cima de nós, que há uma moral comum a todos, etc.
Finalmente, a seguir ao já comentado só me merece comentário a insinuação de que sou uma «...pessoa[-] de geraç[ão] mais antiga[-]...». Não sei nem estou interessado em saber que idade tem a Patrícia, mas garanto-lhe com toda a honestidade de que sou feito que o sexagenário Marafuga é várias décadas mais novo que a Patrícia.

08 Julho 2009

A arma do povo

Respigo deste artigo de opinião de Paulo Morais, ex-autarca do Porto (dica de ASul), uma passagem aplicável nestas paragens:

"Na maioria dos municípios, as câmaras continuarão a esquecer o que deveria ser a sua missão primordial: conservar e manter o espaço público e gerir harmoniosamente o território. Por outro lado, o urbanismo permanecerá refém das negociatas com os empreiteiros do regime e continuarão a acumular-se tachos e empregos para os apaniguados do partido. Com excepções - é certo - irá deteriorar-se a qualidade de vida, degradar-se-á ainda mais a paisagem, enquanto se fortalecem os mais perversos interesses.


"Há que reescrever o enredo desta tragicomédia. Só um sobressalto cívico nos pode tirar deste torpor que nos encaminha para o abismo. O povo dispõe ainda dessa arma poderosa, o voto, que deve usar de forma inteligente e estratégica. Mais do que nunca, o voto de protesto, de apoio aos sinais da mudança, é o único eficaz. As eleições já não são o acto em que o povo escolhe quem comanda os seus destinos. Mas são ainda o momento em que, pelo menos, podemos decidir quem não manda".

A imagem acima foi retirada daqui (excelente biblioteca digital)

Praia dos Moinhos

Água-Tejo à ondinha,
A beijar os meus pés,
Que saudade a minha
Do mar de lés-a-lés.

Longe a ponte da seca,
Vou além sobre a areia,
Desvio da alforreca,
Oiço a voz da sereia.

«Nunca mais cantará
Poeta ameno rio.
Tubarão sondará
Praia de fio a fio!».

Coração fulminado,
Aflito, sem saber
Em momento apertado
À vida que fazer,

Ergui meu rosto ao céu
Contra tal profecia,
A ver se rompo o véu
Que o povo ludibria.

Detesto mistificações

Centenas e centenas de alcochetanos sempre souberam a localização exacta do Poço de São João.
O meu sogro, velho salineiro de oitenta e tantos anos, analfabeto, vivinho da silva, apontaria com o dedo, sem hesitação nenhuma, a qualquer sr. engenheiro da câmara, o sítio por baixo do qual as escavações encontrariam o poço.
Vem isto a propósito do que se pode ler no Jornal de Alcochete (08-07-09) que reza assim: «Com recurso a fotografias antigas do Largo de São João, os trabalhadores da Câmara Municipal já identificaram a localização da estrutura e iniciaram os trabalhos de escavação» (itálico meu).
Até parece que querem dar a entender às pessoas que houve um trabalho meticuloso e árduo de arqueologia, o que se me afigura verdadeiramente ridículo.
Acabemos esta nótula com um registo mais sério, transcrevendo uma quadra do grande João Ferreira Rosa, alcochetano de coração: «Bebi a água do poço/do poço de São João/comi fogaça ao almoço/ e bebi vinho ao serão».

07 Julho 2009

Campeões Distritais

Sob a égide da Associação de Futebol de Setúbal (AFS), decorreu no passado Sábado, dia 04 de Julho, no Fórum Cultural de Alcochete, a Festa de Encerramento das Actividades desta Associação relativas a 2008/2009.
Nesta cerimónia foram entregues os prémios aos vencedores dos Torneios e Fases Complementares, sendo que as notas de grande destaque recaíram sobre o Sport Clube Samouco que se sagrou Campeão Distrital de Futsal na categoria de Júniores Femininos, o Grupo Desportivo Alcochetense - Campeão Distrital da 1ª.Divisão Séniores em Futebol 11 e a Homenagem simbólica mas profundamente sentida ao Treinador de Futebol - Carlos Cardoso, natural de Setúbal.
Foi com exaltação com que assisti à entrega destes prémios mormente destes dois em particular e que afectam profundamente o nosso Concelho.
Parabéns às duas colectividades, às respectivas equipas técnicas, jogadores e jogadoras, dirigentes e sobretudo aos respectivos associados pelo apoio dispensado.

Jogada eleitoral

Nos últimos três anos, inúmeras vezes sugeri alternativas e reclamei dos critérios de arborização seguidos pelo município, nomeadamente a "palmeirização" do concelho. Leia isto, isto, isto, isto, isto e isto, por exemplo.
Estamos a três meses de decidir se ficam estes autarcas no poder executivo ou vêm outros e só à beira de eleições verifico que alguma coisa mudou, num derradeiro esforço para que tudo fique na mesma.
A prova está aqui. Em muitos anos é a primeira vez que, no sítio do município na Internet, deparo com informação substancial sobre critérios de arborização.
Quando as coisas são bem feitas não se devem regatear aplausos. Lamentável é que este afã tardio só possa ser interpretado como jogada eleitoral.
Espere pelas cenas dos próximos capítulos, porque nunca vi tanto funcionário municipal na rua!
Aproveite a onda e reclame do buraco ou de qualquer coisa errada na artéria onde reside. Entre no jogo do poder porque só terá nova oportunidade em 2013!

06 Julho 2009

Exploração da ignorância

Para mim, um dos grandes crimes dos comunistas assenta na exploração da ignorância.
Por exemplo, os comunistas de Alcochete geminaram a nossa terra com uma localidade da Coreia do Norte. Mas será que foi dito aos alcochetanos que os camaradas da Coreia do Norte já mataram dois milhões (2.000.000) de coreanos para se solidificarem no poder?
Outra pergunta: nas campanhas para todas as legislativas por essas aldeias do Alentejo fora, os comunistas alguma vez explicaram claramente à base do seu eleitorado que, instalados na Assembleia da República, estão dispostos a aprovar e/ou deixar passar projectos a favor do "casamento" entre homossexuais? Claro que não.
A ideia venenosa que se passa para as pessoas é que cada um é livre de fazer a opção sexual que quiser, podendo - dizem - coabitar as novas formas de viver a sexualidade e a instituição família, quando o verdadeiro objectivo é destruir pelos alicerces esta última, uma vez que o comunismo não pode progredir sem aniquilar os valores da principal célula da Civilização Ocidental Judaico-Cristã: propriedade privada, poder sobre a educação dos filhos, direito de herança, etc.

05 Julho 2009

PLANO ESTRATÉGICO DE ALCOCHETE – 2025

Devido ao constrangimento do tráfego na Ponte Vasco da Gama não pude assistir à apresentação documental do que foi denominado no encontro da passada 6 feira, como Carta Magna Estratégica para Alcochete, mas pude assistir à parte final da apresentação e ao pequeno debate que se seguiu.
Retive a ideia que este evento vem no seguimento do cumprimento da acção pré-eleitoral do actual executivo. Recordemos que esta maioria prometeu envolver a população em acções participativas para a elaboração de determinados documentos. O que se viu ao longo do mandato foi a apresentação de documentos e pedirem contributos posteriores.
O que foi apresentado não fugiu à regra. E para dar alguma credibilidade à matéria não há nada como entregar o estudo da matéria em referência a personalidade que há muito está no negócio da consultoria e tem coordenado outros estudos de âmbito nacional e regional.
Se não me falha a memória não me recordo de ter sido aberto qualquer concurso público para que aparecessem outros consultores.
A apresentação pouco ou nada trouxe de novo em relação ao muito que já se tem dito e escrito.
A época parece-nos a menos adequada, por várias motivos: suponhamos que o peso eleitoral no executivo se altera nas próximas eleições autárquicas, quais foram as orientações enunciadas por parte desta actual maioria na CMA?
Porque razão adjudicar um estudo desta natureza em final de mandato, depois de e ao longo do mesmo terem apresentados também Carta Educativas, Carta Desportivas e reiniciados Revisões de PDM?
Tudo isto é demonstrativo da falta de ideias e capacidade estratégica por parte desta maioria.
Não seria mais vantajoso promover debates sobre esta e outras matérias antes de gastar dinheiro, que a todos pertence para elaborar estudos desta natureza?
Como se pode preparar um estudo com esta envolvente sem se ter em conta o que será aprovado pela administração central e em especial num diálogo profundo com os concelhos vizinhos? Esta lógica de os consultores serem contratados individualmente por cada concelho, para que mais tarde junte a manta de retalhos e imponha a sua profecia talvez não seja a metodologia mais adequada para servir o Portugal.
Seria conveniente que as forças politicas tivessem a coragem de assumir o que pensam sobre a matéria

Bimbos



Respeitando a capacidade intelectual de cada um, as suas ideias e crenças, acho uma
horroridade "desenterrar" o Poço de São João. E chamo bimbo a quem acordou com essa ideia.
Imaginem "desenterrar" todo o santo elemento desaparecido ao longo dos tempos. Havia de ser bonito.
Mais, o largo de S.João não tem
ponta por onde se pegue , totalmente despido de integridade com a evolvente.
Pior ainda, se olharem para as fotos antigas, realmente o poço até funciona como ponto chave no desenho onde está inserido, mas é totalmente descabido na zona onde o querem "desenterrar". Como é que não entendem a razão de ser das coisas. Parece o topo da televisão ali da Dona Amélia, com o
napron, o buda, a santa, e a foto do casamento.
Aproveito para deixar mais duas ideias: o largo de S. João é o unico espaço publico digno de ter alguma potencialidade para funcionar como tal; em Alcochete não existe critério na concepção do espaço publico, nunca houve, e a continuar assim nunca vai haver. Os Barris são uma aberração, os Flamingos são uma aberração, toda a politica urbana em Alcochete e arredores é uma aberração. O único espaço que felizmente ainda consegue ser digno é o centro histórico, e mesmo assim lá aparece uma aberração.
Aconselho então a ler o livro "A Imagem da Cidade" de Kevin Lynch , se alguém responsável da CMA e em particular do pelouro do Urbanismo e Imagem Urbana ler isto .. leiam o livro. Ou perguntem aos técnicos (Arquitectos e Urbanistas) de que se trata este livro (e esses leram de certeza .. mas provavelmente a decisão foi politica e com muito pouco bom senso.)
E por ultimo, não confundam as coisas: o poço existia para fornecer agua a população e aos animais, pensem um bocadinho se isto tem algum cabimento hoje em dia. Uma coisa é a manutenção de um ícone histórico que de alguma forma ainda existe, outra coisa é o Kitsch
ismo. Bimbos!

Somos tão ingénuos...


Somos tão ingénuos politicamente que chegamos a pensar que os deputados comunistas são os mais bem educados na Assembleia da República. Isto é mesmo não conseguirmos ir além da camada de verniz que lhes serve de máscara.
Como é que o comunista pode ser bem educado se toda a acção política que leva a cabo visa pôr fim à liberdade individual? Ou será possível a coabitação entre liberdade individual e colectivismo?
É extraordinário como algumas das melhores ovelhas do rebanho não conseguem cavar um pouco mais fundo e ver que o comunismo, tal como o nazismo, é um totalitarismo. Os mais de cem milhões (100.000.000) de mortos às mãos dos comunistas no séc. XX foi facto que resultasse da boa educação?
Muitos pensam que os comunistas portugueses, se alguma vez fossem governo, ficariam longe de fazer o mesmo, pensamento que não passa de uma trágica ingenuidade porque não há comunismo sem planeamento centralizado da economia. Ora foi este planeamento que na URSS sob Estaline e na China sob Mao constituiu a causa de matanças genocidas jamais vistas na História da Humanidade.
Os milhões e milhões de vítimas da sanha totalitária dão a ordem inquebrantável de que entre mim e o comunista não haja qualquer compromisso. Consulte (http://www.geocities.com/violacao_direitos_homem/comunismo.html).

04 Julho 2009

Há uma série de textos...

Há uma série de textos com interesse público em http://alcochetanidades.blogspot.com que convinha ler.
Por Alcochete.

Convém estar atento

Recomendo a leitura desta notícia, relacionada com a atribuição de subsídios à Santa Casa da Misericórdia de Alcochete (75.000€) e à CERCIMA (5150€), cujo conteúdo e pormenores a maioria dos alcochetanos certamente desconhecia.
A intenção deliberada de ocultar e varrer graves problemas para debaixo do tapete tem sempre consequências.
Quem sabia que o lar da Misericórdia de Alcochete estava em risco de encerrar por falta de condições?
No entanto, a directora do Centro de Segurança Social de Setúbal, Fátima Lopes, afirmou que "a Santa Casa da Misericórdia de Alcochete estava em vias de encerrar porque necessitava de intervenções rápidas".

Boa ou má, a verdade deve ser revelada com sinceridade.
Por vezes a verdade dói. Mas o que mais me revolta e magoa é a relação promíscua com a verdade e a falta de sinceridade.

A propósito disto veio-me à memória uma das principais notícias de ontem, cujo título era «Portugueses sentem-se traídos pelos políticos».
No conteúdo escrevia-se o seguinte: "os portugueses estão descrentes. Sentem que os eleitos não atendem às suas expectativas. Esta percepção e a de que a Justiça não funciona contribuem para a sua ideia de que a qualidade da democracia é baixa".


P.S. - Com esta é a sexta vez, em três anos, que chamo a atenção para a situação do lar da Misericórdia de Alcochete.
Os textos anteriores estão aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

03 Julho 2009

Mais um condómino

Dou as boas-vindas a Fernando Pinto, que aceitou o meu convite público e se disponibilizou a integrar o grupo de condóminos deste blogue.
É bancário e ex-presidente da Direcção do Aposento do Barrete Verde, cargo que exerceu durante dois mandatos consecutivos.
Como comentarista já intervinha frequentemente no blogue, agora passará a fazê-lo também como autor inscrito.

«Praia dos Moinhos» é um espaço suprapartidário sobre questões pertinentes e relevantes para a comunidade alcochetana. Tal significa que este blogue é e será um espaço discussão que reune pessoas sem filiação partidária ou filiadas em diferentes partidos, embora não se subordine a nenhum em especial.
Volto a recordar que «Praia dos Moinhos» é um espaço de debate sobre Alcochete, aberto à participação de qualquer membro da comunidade, tenha ou não pontos de vista coincidentes com os dos condóminos mais antigos.
Todos os textos têm autor devidamente identificado (em rodapé) e podem ser comentados, embora a exibição de comentários dependa de validação por um dos administradores do blogue. São rejeitados comentários que contenham expressões ofensivas ou considerações de carácter pessoal sobre autores e cidadãos ou entidades estranhos ao blogue.

Erro estético imperdoável




Infelizmente sem máquina fotográfica, passei hoje no Largo de São João e deparei com o biombo em que se anuncia a recolocação do poço (ou uma réplica?) na sala de visitas da vila de Alcochete.

Porque sou coleccionador de documentos e depoimentos de memórias locais, deixo aqui lavrado o meu enérgico protesto pelo desrespeito estético e artístico da estátua do Padre Cruz, obra do escultor Luís Valdés Castelo Branco, uma referência da vila e local de recolhimento e oração de inúmeros naturais, residentes e forasteiros.
A estátua foi inaugurada nas comemorações de 15 de Janeiro de 1969 e representa o sacerdote de corpo inteiro, paramentado com casula gótica, face voltada para a Igreja (matriz de Alcochete) a quem sempre serviu em dedicação total.
A figura, de braços abertos, apresenta uma postura de saudação e acolhimento fraternal a quem na época entrava na vila pelo seu principal acesso, a antiga Rua do Rato e actual Avenida 5 de Outubro. O eixo da via coincide com a base do pedestal do monumento, mas esse efeito perdeu-se, na actualidade, dado que a artéria tem sentido único e ascendente.
O bronze assenta sobre um plano ligeiramente inclinado de pedra branca, que liberta a frente da estátua do contacto directo com a população que, no entanto, pode tocar o pedestal e depositar flores, pela parte de trás, numa circulação que não prejudica o monumento.
Quem decidiu agora recolocar o poço no local original ignorava a concepção estética do autor da estátua? Desconhecia que, ao entrepor o poço entre a estátua e a Igreja Matriz, a leitura artística do monumento é adulterada?
Para mim é inconcebível que o Padre Cruz deixe de estar diante da Igreja mas de um poço
(ou uma réplica?)!



Embora aplauda a devolução do poço
(ou uma réplica?) aos alcochetanos da velha guarda e da nova vaga, recolocá-lo no sítio original, quarenta anos depois da estátua, representa mais um atentado à sala de visitas da vila, que outrora teve belos canteiros floridos mas cuja requalificação com empedrado, há alguns anos, a transformou em deserto ardente no Verão e uma ratoeira escorregadia no Inverno com certo tipo de calçado.

Por favor escutem: estão a tempo de evitar um erro!
Coloquem o poço à entrada da Rua do Mercado, no local onde até há semanas existiu o canteiro mais viçoso e perfumado de Alcochete!
O poço é um símbolo e ficará melhor aí. Afixe-se junto dele uma placa explicando onde estava originalmente e por que mudou de local.

Por favor não cometam erro semelhante ao ocorrido com a estátua de D. Manuel I, cujo autor quis o bronze recortado sobre as paredes brancas da Quinta da Praia das Fontes, efeito que, muitos anos volvidos, alguém decidiu subverter ao plantar palmeiras vulgares e arbustos inúteis entre o edifício e a obra escultórica.

02 Julho 2009

Números surpreendentes

Finalmente, consegui encontrar informação actualizada sobre o número de funcionários ao serviço do município de Alcochete no ano corrente: são 419.
Com contrato por tempo indeterminado são 308 e com duração determinada são 111.
Temos um funcionário municipal por cada 40 residentes.
Por estas e por outras, conforme referi aqui os encargos com pessoal representaram 51,13% das despesas totais do nosso município em 2006. Nesse ano, a média nacional foi de 30,71% e a da Península de Setúbal de 43,59%.

Andei em busca de dados comparáveis e descobri uma notícia de 2007, baseada numa tese de doutoramento, segundo a qual a câmara de Lisboa tinha então dez trabalhadores por cada mil habitantes.
A notícia classificava a câmara da capital como "recordista no número de funcionários per capita", acrescentando que "em Madrid e Barcelona, esse ratio é de cerca de metade, no Porto não chega a sete e mesmo municípios onde os índices de satisfação dos habitantes são altos, como Oeiras, não há sequer oito trabalhadores por mil habitantes".

Que dizer então de Alcochete, cujo município tem quase 25 funcionários por cada mil habitantes?
E qual será o índice de satisfação dos habitantes de Alcochete em relação ao seu município?

01 Julho 2009

O poço de São João

O poço de São João,
Água fresca dos avós,
Vem honrar a tradição,
Memória de todos nós.

O poço foi degrau
Deste nosso patamar;
Foi rio de largo vau
Bem custoso de passar.

Andar em frente o caminho
De quem ama a liberdade.
Não esquecer um bocadinho
A herança da verdade.

Recordar sem nostalgia,
Sem querer voltar atrás,
Eis o fogo da alegria
Que esta água ao povo traz.

João Marafuga

Uma boa notícia


Bom, nem tudo é mau!
Os homens da Câmara vão devolver à população o antigo poço de São João.
Só espero que a tradição de todas as coisas seja justamente cumprida.

Na verdade, a evocação respeitosa do esforço dos nossos avós não entra em choque com a distribuição de água ao domicílio.
E ninguém pense que pura e simplesmente me cinjo a uma evidência à Monsieur de La Palice.

Alô! Alô!

A três meses de eleições locais o prof. Augusto Mateus – que se notabilizou como ministro e especialista próximo do PS – presente numa iniciativa do executivo CDU de Alcochete?
Cheira-me a manobra da reacção!
Manobra por manobra, talvez não fosse má ideia António Maduro e o PS convidarem o arq.º Gonçalo Ribeiro Telles, para uma sessão livre e aberta no Jardim do Rossio, projecto originalmente de sua autoria mas que tanta adulteração e degradação paisagística sofreu entretanto.
Há por aí quem goste de brincar às casinhas e invoque «Alcochete 2025». E Alcochete 2006? Alcochete 2007? Alcochete 2008? Alcochete 2009?
Experimentem jogar «Monopólio». É mais divertido.

29 Junho 2009

Os porquês…

Fernando Pinto pede-me a publicação do seguinte texto de sua autoria. Aproveito a oportunidade para – agora publicamente – renovar um convite já antigo: inscreva-se como autor deste blogue!

Acompanho diariamente o que se escreve neste blogue, e faço-o porque os intervenientes do mesmo me merecem consideração e tenho-os como pessoas credíveis, idóneas e respeitadoras desta vila que as viu nascer ou que pelos mais diversos motivos as acolheu.
Não concordo com tudo o que se escreve mas ao abrigo da democracia instalada no nosso País, sempre que julgo oportuno ou tenho maior disponibilidade elaboro algum comentário sobre o tema ou temas em discussão.
Virão dias em que terei naturalmente maior disponibilidade para comentar este ou outro tema, ou inclusive formalizar alguma ideia ou projecto no entanto por ora questiono-me a mim mesmo… Porquê???

Porque é que nunca mais ninguém aqui abordou a questão do valor a atribuir à Cercima na sequência dos ingressos pagos na Feira de Alcochete??

Porque é que na página oficial da nossa edilidade se comenta que apesar das dificuldades financeiras, a Câmara Municipal atribuiu a semana passada ao Aposento do Barrete Verde um subsídio no valor de 45 mil euros?? Porquê, quando se gastou uma verba quase idêntica na Feira de Alcochete e nessa altura não se falou em dificuldades financeiras??

Porque é que sinto que cada vez mais os nossos políticos locais actualmente no poder teimam em fazer da população uns autênticos ingénuos, atribuindo ao governo as responsabilidades das enormes lacunas deste mandato??

Porque é que sinto que em prol da nossa terra e das pessoas que aqui vivem se podia ter feito mais e melhor nestes últimos quatro anos??

Porquê???

Fernando Pinto é o autor deste texto.

João Marafuga a Patrícia

A Civilização Ocidental está estritamente ligada ao Cristianismo: aquela não se pensa sem este.
Há mais de cinquenta anos, na catequese, ensinaram-me a respeitar o ambiente e os animais. Nessa altura, o que era posto em foco era a questão moral.
Agora o problema é que o ambiente é aproveitado pelas esquerdas para a transmutação dos valores. Essa transmutação visa pôr fim a todo o legado dos nossos pais e avós.
Desde o séc. XIX, a Humanidade deu um salto maior que do princípio até àquela data. Isso só deveu-se ao capitalismo liberal, o grande alvo de todo o ódio do comunismo.
O capitalismo liberal atém-se ao mercado normalizado, isto é, ao mercado sujeito a normas (regras). Sempre que o capital se sobrepõe às normas do mercado, faz o jogo dos socialismos que pretendem destruir o livre mercado.
Com a destruição do livre mercado, regredimos à velha história de alguns senhores e vastas hordas de escravos. Mutatis mutandis, é ao serviço disto que está o ambientalismo, a nova face do comunismo.
Os direitos dos animais e a defesa das plantas (vegetarianismo) decorre da mesma lógica do ambientalismo. Se não bebermos leite, não comermos carne, não fumarmos, etc., grandes indústrias de lacticínios, matadouros industriais, tabaqueiras, etc., fecham as portas. Os consumidores deixam de ter a importância que têm na dinâmica do mercado e são subjugados. É aqui que pode entrar o aborto e o casamento gay como estratégia para controlar os consumidores nas democracias capitalistas, o que se torna um perigo tanto maior quanto menor é a adesão de minorias étnicas que não vão atrás das nossas leis, caso dos grupos islamizados que, entre outras camadas de imigrantes estabelecidas no Ocidente, podem ser um sério perigo para a nossa Civilização. Eis o sonho globalista tão desejado pelos socialismos e por não poucos megacapitalistas feitos com aqueles.
O feminismo e a igualdade de género aparecem, no fundo, para isto: quem tem poder sobre quem? O homem sobre a mulher ou a mulher sobre o homem? Ora o problema real não assenta no poder de um sobre o outro, mas na união: esta exclui todo o domínio de uma pessoa sobre a outra cuja inevitabilidade é a separação. Voici le divorce, banalização da instituição família, célula da sociedade ocidental.
Se a família for destruída, a Civilização Ocidental Judaico-Cristã será também destruída.
Finalmente, não há "consciência social". O que há é a consciência individual que o marxismo, "filosofia" do comunismo, destrói para reduzir-nos à escravização e animalização.

28 Junho 2009

João Marafuga ao anónimo p*

O comunismo e as esquerdas em geral sabem que a estratégia para a implantação do socialismo (lato sensu) à escala global não se faz sem uma aparência de religião que substitua as religiões tradicionais, nomeadamente o Cristianismo, sublime expressão da realidade e abertura ao Transcendente.
O ambientalismo (o novo comunismo) é um materialismo que no lugar de Deus (o Transcendente) põe o ambiente. Os valores deste novo deus, apenas imanente, são o clima, a agricultura ecológica, os direitos dos animais, a defesa das plantas, etc.
Evidentemente, o que está em causa é a destruição da grande indústria. Por exemplo, um texto completamente ideologicizado do manual de Inglês do meu filho chega a aconselhar os jovens que não bebam leite nem comam carne. No fundo, com a adesão cada vez maior das pessoas a estas tretas, é o capitalismo liberal que se sai cada vez mais frágil. Mas é este mesmo o objectivo de todos os socialismos, independentemente das rivalidades entre as facções.
O feminismo e a dita categoria de género (gender) têm por alvo principal a destruição do valor da família, veículo de valores cristãos ancestrais, fomentadora de patrimónios e raiz do direito de herança. A destruição da família já é preconizada no Manifesto Comunista (1848) de Marx e Engels. Na realidade, por trás do feminismo está o marxismo, "filosofia" do comunismo.
As feministas, em geral, são pelo abortismo, pelo divórcio e unem-se ao movimento gay - projecto de poder no seio das esquerdas à escala planetária - para a consecução de projectos revolucionários que visam a destruição das democracias capitalistas.
Finalmente, A Civilização Ocidental é Judaico-Cristã. Aqui não se trata de concordar ou discordar. Apenas há muita gente que por intoxicação marxista e alienação combate a própria Civilização à qual pertence. Não percebe que não poderia haver vazio. Vulnerabilizada a Civilização Judaico-Cristã, outra se sobreporia a ela com dano para a nossa liberdade.

26 Junho 2009

Caso Freeport

Consulte http://sol.sapo.pt/paginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=139639&dossier=Caso%20Freeport

Não há pachorra!

Eu vejo a Drª Lucília Ferra, grande mulher e política da cidade vizinha, a lutar pelo que quer em pleno Montijo e nos órgãos de comunicação tradicionais e electrónicos, mas não vejo, em Alcochete, Borges da Silva a informar a população dos projectos que tem para o nosso concelho.
Isto assim não pode continuar porque se continuar o filme a correr no écran poderá ser outro.
Então é só o Luís Proença que vem a terreiro todos os dias e luta com denodo e, até, eu próprio por minha conta e risco?
Isto assim não pode ser.
Os eleitores têm que saber o que pensa Borges da Silva. Ele tem que se expor, a todos mostrando as suas capacidades, sem medo que detectemos as suas vulnerabilidades, pois precisamos de conhecer bem o candidato a quem damos o nosso voto.
Se Borges da Silva resolver continuar mudo, eu mudo o curso ao discurso.

Torneio


25 Junho 2009

Quando no Verão de 1974...


Quando no verão de 1974 cheguei a Alcochete vindo da ex-colónia da Guiné e vi tantos senhores do anterior regime metidos no Partido Comunista, eu apenas pensei que eram homens sem vergonha e descarados oportunistas.
Um desses senhores chegou-me a dizer que era espião do Partido Comunista no seio dos fascistas...e eu acreditei.
Malvados!
Hoje eu sei que o conflito entre o fascismo e o comunismo é o tipo de conflito que há sempre entre facções socialistas rivais porque o fascismo era um socialismo de nação e o comunismo é um socialismo de classe.
O que importa é que os alcochetanos não se tornem socialistas e que, todos juntos, não deixemos que o ideal liberal seja expulso das nossas vidas em nome dos nossos avós.

24 Junho 2009

Aos srs. Maduro e Giro

Torna-se para mim difícil ler textos alienantes de homens que se candidatam a autarcas e não tomar posição. Se esta não tomasse, sentir-me-ia a colaborar com todo o tipo de confusões que sai da pena destes homens.
Na edição de hoje (24/Jun./09) do Jornal de Alcochete, António Maduro escreve assim: «Independentemente da área partidária, vê-se um pouco de tudo. Pessoas que tiveram práticas políticas ostensivas, não só ao grande capital como a tudo quanto cheirasse a capital, que se diziam defensores dos direitos humanos, da liberdade de expressão, da liberdade individual, da democracia, hoje, arregimentados a uma opulência saloia, mudam os princípios, mudam as vontades, as ideias, as convicções, o carácter e a sua própria personalidade» sic.
Vamos lá a ver se nos entendemos. António Maduro faz bem defender um amigo comum, Dr. Mário Balseiro Dias, historiador emérito regional e local. O problema está no tipo de argumentação que usa, manifestamente a denotar confusão por parte de quem quer ser presidente de Câmara.
Mas que história é essa de «...práticas políticas ostensivas não só ao grande capital como a tudo quanto cheirasse a capital...»? Quem tem essas práticas? Um homem de esquerda? Um homem de direita? Mas parte do grande capital defende planos estratégicos de natureza totalitária para o mundo e outra parte está com a Civilização Ocidental Judaico-Cristã! Por exemplo, os Rockefeller estão com todas as esquerdas à escala mundial; os Bush são conservadores.
Por outro lado, como é que é possível alguém estar contra o capitalismo em geral e a favor «...dos direitos humanos, da liberdade de expressão, da liberdade individual, da democracia...», todos estes valores liberais?
António Maduro não sabe o que é direita nem o que é esquerda.
Jorge Giro acredita que o comunismo pode ascender a um patamar de «...defesa intransigente dos interesses de todos os portugueses» sic. Mas como, se o comunismo ataca as propriedade privada, o livre mercado, a liberdade individual, o Cristianismo, a família, o direito de herança, a cultura de raiz popular, etc. e defende o ambientalismo, os direitos dos animais, o feminismo, o aborto, o divórcio, o casamento gay, a eutanásia, etc.? Quase tudo o que acabo de enumerar bem poderia ler Jorge Giro no Manifesto Comunista (1848) de Marx e Engels. Se o meu ex-aluno lesse esta obra, o vade mecum do comunismo à escala planetária, nunca aplicaria o termo honestidade ao comunismo pela simples razão de que concluiria não poder haver comunismo honesto.

23 Junho 2009

Uma monografia e uma trapalhada

Acabei de falar com Mário Balseiro Dias, autor da «Monografia do Concelho de Alcochete» – cujo II volume fora por mim noticiado aqui, em primeira mão, há cerca de quatro meses – e, embora a sessão de lançamento dessa obra tenha sido marcada e anunciada, unilateralmente, pelo município, para esta terça-feira, 23 de Junho, o autor garante-me que não comparecerá ao acto nem autoriza a distribuição do livro, tendo instruído a sua advogada para intentar acção judicial contra a autarquia.
Sucintamente, a história é a seguinte: no passado mês de Janeiro, por sua iniciativa a câmara de Alcochete encomenda a obra a Mário Balseiro Dias, mediante ajuste directo e pelo valor de 7500€, fixando-se em 120 dias o prazo de execução (terminando em finais de Maio passado).
Conforme combinado entre as partes o pagamento seria feito em quatro prestações, mas afirma o autor terem sido protelados os prazos previamente fixados, devido a alegados problemas na tesouraria autárquica, o que prejudicaria o trabalho de tradução de documentos fundamentais muito antigos, alguns com quase dez séculos.
A revisão de provas foi outra odisseia, com prazos que Mário Balseiro Dias considera excessivamente apertados e em condições despropositadas para uma obra de rigor histórico, razão pela qual não autoriza o uso do seu nome na versão cujo lançamento foi anunciado pela autarquia sem o seu consentimento.
Para completar esta história kafkiana, falta revelar que para a cerimónia de lançamento os serviços do município impunham ao autor uma intervenção com a "duração de cinco a dez minutos", para a qual redigiria "um texto de teor técnico", do qual o "executivo deveria ter conhecimento prévio".
Estas e outras posturas incoerentes e atitudes irreflectidas e precipitadas justificarão o alheamento geral, a ponto de, num município com quase 17.000 residentes, uma obra histórica ter edição prevista de... 500 exemplares?
A política cultural a que temos direito neste pagode de pobres de espírito nunca poderia dar bons resultados.

21 Junho 2009

O grande equívoco

Há pessoas que, quando se referem a este ou àquele, dizem: "nem parece um homem de esquerda!". Subjacente a esta frase está a ideia equivocada de que o bom, em termos políticos, pertence à esquerda.
Ora urge reconhecer que esse homem é como é precisamente porque é de esquerda e não porque seja de outra coisa qualquer.
O homem de esquerda, com ou sem consciência disso, põe-se ou é posto ao serviço da revolução. Esta inverte a realidade, isto é, inverte a própria lógica através da qual representamos a realidade: o que é passa a não ser, o que não é passa a ser. Para uma empresa deste quilate ser levada a cabo, a esquerda combate a tradição, a cultura de raiz popular, a Fé Cristã, a moral, a lei a pretexto de que é burguesa, etc.
Mas as pessoas que votam à esquerda, no fundo, não estão contra a tradição, a cultura de raiz popular, a Fé Cristã, a moral, a lei, etc., razão por que, quando se referem a este ou àquele, dizem: "nem parece um homem de esquerda!".

20 Junho 2009

Gulag (campo de trabalho correctivo)


Os gulags eram campos de extermínio na Rússia comunista através de trabalho escravizante.

Há quem diga que a Coreia do Norte, sob um regime comunista-estalinista, tem destes gulags.

A mim, pelo muito que leio, parece-me que toda a Coreia do Norte é um gulag forçado a trabalhar para um Governo que se arma contra o mundo.

Irracional


Todas as pessoas que tenho encontrado na minha vida estão contra as monstruosidades nazis, considerando-as autênticas aberrações.
Mas o que me espanta a mim é que não poucas dessas pessoas estão dispostas a votar no comunismo, quando esta ideologia política nos precipita para uma tirania toda igual àquilo que foi o nazismo (Nacional Socialismo).
Como perceber isto?
Irracional!

19 Junho 2009

O discurso de Ondina Margo desprovido de adultez política

Há quase 27 anos que trabalho numa escola pública. Quem acreditaria que eu, no meu estabelecimento de ensino, nunca tirasse uma fotocópia para fim particular ou utilizasse os telefones para uma chamada pessoal?
Não estou disposto a mentir porque nem o contribuinte nem a minha consciência de criatura imperfeita me perdoariam se mentisse.
Mas será que as irregularidades que referi e de que nunca abusei me inibem de apontar o dedo ao autarca que pediu ao empreiteiro o valor de um apartamento por baixo da mesa para fazer o despacho que permitisse o último de construir até ao terceiro andar quando o PDM, inicialmente, parava no segundo?
Algumas fotocópias para meu uso pessoal ou umas chamadas inadiáveis para a minha família à custa do contribuinte estão sobre o mesmo plano onde está o custo de um apartamento? Claro que não.
O discurso de Ondina Margo é desprovido de adultez política.
O que querem estes socialistas?
FORA!

Convém ler

Convém ler "Lamas da ETAR de Alcochete - É necessário Esclarecer" em http://alcochetanidades.blogspot.com
Por Alcochete.

18 Junho 2009

Ruy de Sousa Vinagre

Ruy de Sousa Vinagre foi presidente da Câmara Municipal de Alcochete nos meados do séc. XX, fase de pouca disponibilidade para o cargo da parte dos notáveis locais segundo testemunho do Eng.º Ferreira do Amaral (Pai) ao autor destas linhas.
Sem ser alcochetano, Ruy de Sousa Vinagre foi o melhor presidente camarário que Alcochete teve na segunda metade do século passado. Diríamos que este administrador, empregado bancário de profissão, revolucionou Alcochete, pois montou as bases para a rede de esgotos, distribuiu água ao domicílio, electrificou, calcetou, ajardinou, etc. Por tudo isto, muito justamente, o seu nome foi dado a uma rua em Alcochete.

A minha luta...


A minha luta opõe-se à governamentalização da nossa sociedade. Ora ao darmos o voto a partidos de esquerda (bloquistas, comunistas e socialistas), estamos a dar o contributo para essa governamentalização, isto é, estamos a liquidar os direitos das pessoas individuais cujo nome mais genérico é liberdade.

16 Junho 2009

Procissão de São João Baptista


O candiato a presidente da Câmara de Alcochete que aos olhos do povo pretenda capitalizar a procissão de São João Baptista a favor dos próprios desígnios políticos seja considerado malvado e vivamente desprezado no tribunal da consciência individual.

Biblioteca Pública de Alcochete
João Marafuga

15 Junho 2009

Meus amigos...

Meus amigos, alguns dos autores deste blog estão ausentes de Alcochete e eu tenho o meu PC a arranjar no técnico, razão por que a produção de textos tem sido pouca.
Brevemente, penso retornar com as minhas reflexões sobre segurança, liberdade, próximas autárquicas, etc.

Café Barrete Verde
João Marafuga

11 Junho 2009

Ai as escolas!

Analisados desenvolvimentos recentes acerca da degradação da escola básica do Monte Novo, no centro da vila de Alcochete – assunto aqui abordado há alguns dias – concluo haver duas soluções provisórias que tardaram demasiado.
Embora o executivo municipal tenha o dever de manter as escolas básicas em condições de conservação e segurança e de solucionar os problemas de degradação que nelas vão surgindo, foram necessários repetidos alertas e muitos meses de espera para alguém se preocupar com o estabelecimento do Monte Novo. E só depois de denunciada a situação em público se decidiram, enfim, a mandar limpar o recinto e a tapar buracos no piso.
Já antes havia um projecto de substituição do piso do recinto desportivo, cuja adjudicação foi apressadamente levada à reunião de câmara do passado dia 9, assunto ainda hoje mal esclarecido e explicado, mormente quanto ao prazo de execução.
Oxalá me engane mas, perante o que é do conhecimento público, temo que poucas ou nenhumas melhorias existam no início do próximo ano lectivo, embora, felizmente, ele coincida com eleições.
Haverá outras ilações a extrair deste caso desagradável.
As prioridades orçamentais do município parecem despropositadas. Gasta demasiado em festas, subsídios e detalhes de efeito imediato mas escassamente na conservação e construção de infra-estruturas essenciais que dele dependem exclusivamente.
Os autarcas com funções executivas afadigam-se na elaboração e apresentação de projectos mas nenhum sabe quem irá financiar a concretização. Dantes havia foguetório quando se inaugurava obra nova, agora embandeira-se em arco com promessas.
Os novos estabelecimentos de ensino pré-escolar e básico merecem reflexão urgente e aprofundada, quer porque a capacidade das actuais infra-estruturas há muito foi excedida como porque em cinco anos houve projectos distintos e nenhum foi avante.
Num país onde nascem cada vez menos crianças e num concelho com densidade populacional concentrada em três grandes núcleos justificar-se-ão meia dúzia de pequenas escolas, pouco funcionais porque boa parte delas construída há mais de meio século?
Sem se endividar ainda mais duvido que, nos próximos três a cinco anos, o município de Alcochete consiga obter financiamento público para projectos como os dos centros escolares da Quebrada e de São Francisco. Em face das limitações orçamentais do Estado, quase só projectos intermunicipais têm sido considerados prioritários.
Talvez mais facilmente se obtenha financiamento público para empreendimentos escolares em Alcochete e Montijo se os respectivos edis se sentarem à mesa e planearem um ou dois centros escolares nos limites comuns a ambos os municípios.
Idêntico princípio de complementaridade é ainda válido para muitas outras carências, como as de espaços verdes, de parques de recreio e lazer para a juventude, de infra-estruturas desportivas, de mercados, de saúde, de vias de comunicação, etc.

Lançamento de romance inspirado em factos locais

No próximo dia 20 será apresentado, na Biblioteca Municipal de Alcochete, o romance «Flor de Sal», da autoria de Arlindo Mota, inspirado em factos ocorridos localmente, nos anos 30 do século passado, quando o então presidente da câmara acusou o chefe da secretaria municipal de “infracções de carácter político”.
Em 1939, Francisco Leite da Cunha, presidente da Câmara Municipal de Alcochete, acusava Pinto Ferreira, então chefe de secretaria, de comportamentos graves, o que lhe valeu o levantamento, por parte do Governador Civil, de um processo disciplinar “por infracção de carácter político”.
É com base nessa preciosa fonte histórica que o autor desenvolve o romance “Flor de Sal”, onde tece uma construção ficcional que vai muito para além do episódio quase anónimo das desavenças de um chefe de secretaria com os poderosos da vila e membros influentes da União Nacional.
Que o leitor tenha a paciência e a perspicácia para entender que, sob o pano de fundo político, o que mais interessa ao autor é conseguir transmitir a força das relações sociais num período circunscrito da nossa história não muito distante, centrado num amor proibido que cresce por entre as areias do pecado e da intriga política.

Holodomor


Foi através de uma senhora ucraniana que trabalhou na minha casa que tomei conhecimento do Holodomor, genocídio deliberado levado a cabo contra o povo e a cultura ucranianos por Estaline. Este comunista assassino ordenou que em 1932-1933 só se semeasse milho nos vastos e férteis campos da Ucrania. Mais de 7 milhões de ucranianos foram exterminados pela fome, tantos como quase a população actual de Portugal.

10 Junho 2009

Formatação do cidadão


A política para o ambiente, o clima, os direitos dos animais que são antecâmara para os direitos das plantas, o ataque à festa de toiros, a horta ecológica, o poupar água, o parar de fumar, a selecção gratuita do lixo, a recolha de óleo alimentar usado, etc., etc., etc., tudo isto visa a formatação do cidadão para a construção da sociedade socialista (lato sensu).
Os intelectuais de todas as esquerdas combatem encarniçadamente o Cristianismo, mas eles sabem que não se pode justificar um plano concreto através de uma convicção racional senão pela aceitação de uma fé.
Falo da fé ambiental, vértice de um cone de revolução que almeja a transmutação de todos os valores que fizeram a civilização ocidental judaico-cristã.
Se alguém quiser entrar comigo em debate pautado pela honestidade intelectual sobre esta matéria, estou ao dispor.

09 Junho 2009

O cio do poder para o estupro de todos

Há uma estratégia nova a circular de boca em boca cá no burgo para poupar politicamente Luís Franco: este autarca até nem é mau, embora esteja mal acompanhado. Depois diz-se: as hipóteses de António Maduro são escassas e Borges da Silva é um ilustre desconhecido. Por fim remata-se: mal por mal...que continue Luís Franco.
O que muitas pessoas não sabem é que para os comunistas pouco importa que o candidato da foice e martelo seja fulano, sicrano ou beltrano desde que arrebanhe votos e não seja obstáculo à luta por uma sociedade socialista. Mas esta é possível sem o Estado autoritário? Claro que não!
Quando falo assim para as pessoas, verifico que, embora timidamente, lança-se a ideia de que é preferível a segurança à liberdade. Mas há segurança verdadeira que venha por mão de comunistas? Não, meus amigos, não há!
Por mão de comunistas o que vem é o cio do poder para o estupro de todos.

08 Junho 2009

O Cartão do Cidadão = Cartão da Confusão!






Ontem, dia 7 de junho de 2009, foi com enorme satisfação e dever cívico que integrei a composição da Assembleia de Voto nº7 da Freguesia de Alcochete situada na Escola Primária do Valbom.



Como todos sabemos, Alcochete, é um concelho com bastantes novos moradores, que ao pedirem a emissão do novo Cartão do Cidadão ficaram automaticamente recenseados no nosso concelho.




Cabia, no meu entender, à Autarquia fazer uma verdadeira campanha de sensibilização, sobre como iria funcionar o novo cartão e como saber o seu número de eleitor.



Além dos novos moradores, há ainda os casos dos alcochetanos que mudaram de residência dentro do concelho, e pediram o novo Cartão do Cidadão, havendo por esse motivo alteração de local de voto.



Desde cedo, começámos a verificar que muitos eleitores, se apresentavam apenas com o Cartão do Cidadão para votar, o que para a votação se torna impossível, uma vez que nos cadernos eleitorais apenas consta o número de eleitor, e esse número não consta no novo Cartão do cidadão.



As soluções apresentadas pelo manual das eleições passavam por: a consulta de um site na internet, o envio de um sms ou a deslocação à Junta de Freguesia.



Ora, numas eleições marcadas pela abstenção, em que a grande maioria dos portugueses nem se estiveram para deslocar às urnas, os que se apresentam ainda têm que passar por todas estas confusões, o resultado seria que muitos deles desistiriam de se preocupar e elevar ainda mais os índices de abstenção.



Por sorte, 2 dos membros da minha assembleia de voto, levaram os seus computadores pessoais com ligação à Internet, e com todo o espírito cívico, disponibilizaram-nos ao serviço da comunidade, e montámos ali mesmo na assembleia de voto um serviço de informações que ajudou a fornecer o número de eleitor a mais de 100 pessoas durante o dia.



Pergunto-me a mim mesmo, será que todas essas pessoas teriam ido ou á Junta de Freguesia, ou gastado dinheiro a mandar um sms, ou teriam ido a casa consultar a internet e depois teriam voltado para votar?



Eu acho que pelo menos metade não teria voltado.