Diz-nos esta notícia que, no ano corrente, nos 18kms do troço da Estrada Nacional 118, entre Alcochete e Porto Alto, já morreram oito pessoas.
Os registos indicam que, em média, há a lamentar uma morte imediata por mês, faltando saber quantos morreram dias ou semanas depois (porque as estatísticas ignoram esses casos) e quantos mais ficaram estropiados para o resto da vida.
Como sempre, a culpa é dos condutores. Ultrapassagens mal calculadas, excesso de velocidade, condução agressiva, etc., etc. Invariavelmente, assobia-se para o lado e inventam-se desculpas para continuar, passivamente, a assistir ao triste cortejo da morte do alto das cadeiras do poder.
O que ninguém reconhece – porque não convém – é existirem, em ambos os sentidos e no período diurno, filas com oito ou mais camiões, cujos condutores não respeitam a distância legal mínima entre eles; que a estrada não tem faixas de segurança e que na maior parte do percurso há árvores e valas em vez de bermas.
Poderão os poderes central e locais lavar as mãos como Pilatos?
Andarão os autarcas de Alcochete e Benavente tão ocupados ou distraídos que nem reparam nas frequentes notícias sobre este troço de estrada? E não sabem nem podem fazer nada mais que enfiar a cabeça na areia?
E os contribuintes/condutores/candidatos à morte continuam, impávidos e serenos, à espera que chegue também o seu dia?
Nota - A primeira parte deste texto foi publicada aqui há cerca de 16 meses. Sucedeu alguma coisa depois? Sim, continua a morrer mais gente.
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12 agosto 2009
09 setembro 2008
Ponte perde tráfego a olhos vistos
Diz-nos esta notícia que a ponte Vasco da Gama está a perder tráfego a uma média diária de 7000 veículos. Considerando que, em 2007, o tráfego médio diário foi de 60.000 viaturas, a actual redução parece-me significativa e as causas prováveis serão a perda de poder de compra e o excessivo valor da portagem (2,25 euros por veículo ligeiro).
Declarações com seis meses e dados de 2007 indicam que, embora a ponte Vasco da Gama continuasse com tráfego dentro das previsões iniciais da Lusoponte, "em relação ao que foi negociado [com o Estado] em 2000 estava 30% abaixo".
Dada a relevância financeira das perdas acumuladas, urge tomar medidas de atracção de tráfego.
A redução significativa do valor da portagem para veículos ligeiros com mais de um ocupante – ideia que, tal como outros, também defendo – por muitas e variadas razões parece-me não só recomendável como até, perante a realidade dos números, absolutamente inevitável.
Sugestões:
Automóveis ligeiros até 2 ocupantes - 2,25€
Automóveis ligeiros com 3 ocupantes - 2€
Automóveis ligeiros com 4 ocupantes - 1,75€
Automóveis ligeiros com 5 ocupantes - 1,25€
Declarações com seis meses e dados de 2007 indicam que, embora a ponte Vasco da Gama continuasse com tráfego dentro das previsões iniciais da Lusoponte, "em relação ao que foi negociado [com o Estado] em 2000 estava 30% abaixo".
Dada a relevância financeira das perdas acumuladas, urge tomar medidas de atracção de tráfego.
A redução significativa do valor da portagem para veículos ligeiros com mais de um ocupante – ideia que, tal como outros, também defendo – por muitas e variadas razões parece-me não só recomendável como até, perante a realidade dos números, absolutamente inevitável.
Sugestões:
Automóveis ligeiros até 2 ocupantes - 2,25€
Automóveis ligeiros com 3 ocupantes - 2€
Automóveis ligeiros com 4 ocupantes - 1,75€
Automóveis ligeiros com 5 ocupantes - 1,25€
Rótulos:
Automóvel,
trânsito,
transporte público
28 julho 2008
Esperanças (2)
Em Alcochete o terreno é geralmente plano (a maior elevação ronda os 60 metros), mas fora dos centros urbanos não há bermas seguras para peões e muito menos para ciclistas.
Tomemos como exemplo quatro vias extensas, com tráfego intenso, que interligam aglomerados populacionais interdependentes e significativos: Estrada Municipal 501 (Alcochete-Samouco), Estrada Municipal 502 (Alcochete-Atalaia/Fonte da Senhora), Estrada Nacional 119 (Alcochete-São Francisco-Montijo) e Caminho Municipal 1003 (da EM502 à EN119, em São Francisco).
Em todas há espaço livre suficiente mas nenhuma tem bermas arranjadas, sendo perigosas e inseguras para ciclistas e pedestres porque desrespeito pelos outros é o desporto favorito de demasiados automobilistas. Basta atentar na quantidade de lixo acumulado nas bermas, lançado borda fora de veículos em movimento, para perceber quanta incivilidade por aí campeia.
Contrasensos de um concelho plano com excelentes condições naturais para marchar, passear e andar de bicicleta, actividades impossíveis sem riscos significativos porque se desprezam limites de velocidade e nenhum autarca reparou atempadamente na carência de obras pouco dispendiosas e imprescindíveis para o bem-estar de residentes.
Espero que isto seja contemplado em alguma lista de prioridades de candidatos com outra cultura e mais respeito pelas pessoas. Mas que as promessas não fiquem no papel, porque disso estamos fartos.
Tomemos como exemplo quatro vias extensas, com tráfego intenso, que interligam aglomerados populacionais interdependentes e significativos: Estrada Municipal 501 (Alcochete-Samouco), Estrada Municipal 502 (Alcochete-Atalaia/Fonte da Senhora), Estrada Nacional 119 (Alcochete-São Francisco-Montijo) e Caminho Municipal 1003 (da EM502 à EN119, em São Francisco).
Em todas há espaço livre suficiente mas nenhuma tem bermas arranjadas, sendo perigosas e inseguras para ciclistas e pedestres porque desrespeito pelos outros é o desporto favorito de demasiados automobilistas. Basta atentar na quantidade de lixo acumulado nas bermas, lançado borda fora de veículos em movimento, para perceber quanta incivilidade por aí campeia.
Contrasensos de um concelho plano com excelentes condições naturais para marchar, passear e andar de bicicleta, actividades impossíveis sem riscos significativos porque se desprezam limites de velocidade e nenhum autarca reparou atempadamente na carência de obras pouco dispendiosas e imprescindíveis para o bem-estar de residentes.
Espero que isto seja contemplado em alguma lista de prioridades de candidatos com outra cultura e mais respeito pelas pessoas. Mas que as promessas não fiquem no papel, porque disso estamos fartos.
Rótulos:
Fonte da Senhora,
insegurança,
Samouco,
São Francisco,
trânsito
11 abril 2008
Estrada da morte
Há três semanas perderam-se mais três vidas na EN118, a estrada da morte que interliga Alcochete e Porto Alto.
Na passada segunda-feira registaram-se mais cinco feridos, conforme pode ser lido aqui.
A inacção geral continua.
O povo é sereno! É só fumaça!
Segundo relatórios da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária disponíveis na Internet, desde 2003 e até ao final do 1.º semestre de 2007, no troço da EN118 integrado no concelho de Benavente registaram-se 18 mortos e 29 feridos graves.
Acrescente-se, no mesmo período, um ferido grave registado no troço dessa estrada pertencente ao concelho de Alcochete.
A estatística não menciona feridos ligeiros.
Segundo a mesma fonte, Alcochete tem dois pontos muitos negros de sinistralidade rodoviária: EN118 e EN4 (esta ligando Passil a Vendas Novas).
Na passada segunda-feira registaram-se mais cinco feridos, conforme pode ser lido aqui.
A inacção geral continua.
O povo é sereno! É só fumaça!
Segundo relatórios da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária disponíveis na Internet, desde 2003 e até ao final do 1.º semestre de 2007, no troço da EN118 integrado no concelho de Benavente registaram-se 18 mortos e 29 feridos graves.
Acrescente-se, no mesmo período, um ferido grave registado no troço dessa estrada pertencente ao concelho de Alcochete.
A estatística não menciona feridos ligeiros.
Segundo a mesma fonte, Alcochete tem dois pontos muitos negros de sinistralidade rodoviária: EN118 e EN4 (esta ligando Passil a Vendas Novas).
25 março 2008
Para reflexão
Mais três vidas ceifadas numa estrada vermelha de sangue.
Dantes rezava-se antes de ir para a guerra. Hoje é melhor fazer também testamento antes de se aventurar pela EN118.
Dantes rezava-se antes de ir para a guerra. Hoje é melhor fazer também testamento antes de se aventurar pela EN118.
20 fevereiro 2008
Ponte: mais respeito pelas pessoas, por favor
Mais um grave acidente imobilizou, terça-feira (19 de Fevereiro), durante quase cinco horas, milhares de automobilistas sobre a ponte Vasco da Gama, no sentido Norte-Sul.
A frequência de acidentes e incidentes é tal que se estranha não haver ainda medidas eficazes para impedir a entrada de veículos no tabuleiro quando o trânsito está bloqueado.
Nada justifica que milhares de automobilistas entrem numa ponte com 13kms de extensão, para mais adiante ficarem aprisionados várias horas sobre o tabuleiro.
Sendo impossível evitar a espera a quem já se encontra sobre a ponte no momento do acidente, muitos mais podem ser poupados a semelhante incómodo desde que haja um plano de contingência.
Dizem-me que, nesta terça-feira, houve mosquitos por cordas. Algumas pessoas perderam a paciência e terão forçado uma saída na área de serviço. Se for verdade, o poder popular é sempre a pior das soluções, principalmente quando a democracia não está em perigo.
A ponte não abriu ao tráfego a semana passada, mas em 29 de Março de 1998. Passou o tempo mais que suficiente para a empresa concessionária adoptar – ou alguma entidade pública lhe exigir que adopte – medidas preventivas. Parece-me um direito legítimo de quem tanto paga pela travessia.
É certo que, a considerável distância dos acessos, existem hoje painéis avisadores. Mas só há poucos meses funciona o do lado de Alcochete (no IC13) e, ao longo de nove anos, muitos milhares de automobilistas pagaram uma portagem... para a prisão.
Tendo de manter-se atento à condução, nem sempre o automobilista ou camionista repara nas mensagens dos painéis. E, por vezes, elas nem são suficientemente claras. Sucede a muita gente ler "incidente a X kms" e, uma ou duas horas depois, concluir que a mensagem deveria ser mais clara: "Acidente. Não entre na ponte".
Para reforçar o alerta, há muito que, em ambos os extremos dos acessos e em locais onde ainda seja possível divergir para outro destino sem efectuar uma manobra perigosa, deveriam existir pórticos com semáforos que sinalizassem situações anómalas. Mudariam para vermelho logo que ocorresse um acidente com bloqueio das faixas de rodagem e assim se manteriam até que a fluidez do tráfego recomendasse a normalização.
Já agora, deixo duas interrogações para o caso de ter como leitor(a) algum(a) responsável pelas concessionárias da ponte e das auto-estradas. Um painel permanentemente iluminado, com a tradicional mensagem "Circule pela direita. Seja prudente", é ou não inútil? O hábito faz ou não desse painel peça decorativa para o utente frequente?
Enquanto utilizador da ponte e das auto-estradas preferia que estivessem normalmente apagados. Quando iluminados significaria alguma anormalidade e não deixaria de reparar neles.
P. S. - Descobri isto num blogue, o melhor complemento para exemplificar matéria acima abordada.
A frequência de acidentes e incidentes é tal que se estranha não haver ainda medidas eficazes para impedir a entrada de veículos no tabuleiro quando o trânsito está bloqueado.
Nada justifica que milhares de automobilistas entrem numa ponte com 13kms de extensão, para mais adiante ficarem aprisionados várias horas sobre o tabuleiro.
Sendo impossível evitar a espera a quem já se encontra sobre a ponte no momento do acidente, muitos mais podem ser poupados a semelhante incómodo desde que haja um plano de contingência.
Dizem-me que, nesta terça-feira, houve mosquitos por cordas. Algumas pessoas perderam a paciência e terão forçado uma saída na área de serviço. Se for verdade, o poder popular é sempre a pior das soluções, principalmente quando a democracia não está em perigo.
A ponte não abriu ao tráfego a semana passada, mas em 29 de Março de 1998. Passou o tempo mais que suficiente para a empresa concessionária adoptar – ou alguma entidade pública lhe exigir que adopte – medidas preventivas. Parece-me um direito legítimo de quem tanto paga pela travessia.
É certo que, a considerável distância dos acessos, existem hoje painéis avisadores. Mas só há poucos meses funciona o do lado de Alcochete (no IC13) e, ao longo de nove anos, muitos milhares de automobilistas pagaram uma portagem... para a prisão.
Tendo de manter-se atento à condução, nem sempre o automobilista ou camionista repara nas mensagens dos painéis. E, por vezes, elas nem são suficientemente claras. Sucede a muita gente ler "incidente a X kms" e, uma ou duas horas depois, concluir que a mensagem deveria ser mais clara: "Acidente. Não entre na ponte".
Para reforçar o alerta, há muito que, em ambos os extremos dos acessos e em locais onde ainda seja possível divergir para outro destino sem efectuar uma manobra perigosa, deveriam existir pórticos com semáforos que sinalizassem situações anómalas. Mudariam para vermelho logo que ocorresse um acidente com bloqueio das faixas de rodagem e assim se manteriam até que a fluidez do tráfego recomendasse a normalização.
Já agora, deixo duas interrogações para o caso de ter como leitor(a) algum(a) responsável pelas concessionárias da ponte e das auto-estradas. Um painel permanentemente iluminado, com a tradicional mensagem "Circule pela direita. Seja prudente", é ou não inútil? O hábito faz ou não desse painel peça decorativa para o utente frequente?
Enquanto utilizador da ponte e das auto-estradas preferia que estivessem normalmente apagados. Quando iluminados significaria alguma anormalidade e não deixaria de reparar neles.
P. S. - Descobri isto num blogue, o melhor complemento para exemplificar matéria acima abordada.
06 fevereiro 2008
Uma reacção
Paulo Benito escreve o seguinte:
Partilhamos a mesma preocupação com o crescimento rápido de Alcochete.
O "desenvolvimento" resultante da nova ponte e aeroporto, é entendido como uma forma de desenvolvimento económico, esquecendo-se ou secundarizando outros aspectos fulcrais, tais como o desenvolvimento urbanístico e desenvolvimento social.
Existem alguns aspectos que não são facilmente mensuráveis, mas que efectivamente têm grande impacte na nossa qualidade de vida:
– Viver num local sem estacionamentos;
– O espaço rural em torno de Alcochete que vai desaparecendo gradualmente;
– Poucos espaços verdes dentro de Alcochete;
– Viver numa vila dormitório;
– Ter muitos vizinhos e não conhecer nenhum;
– Não sair de casa, com receio que a mesma seja assaltada;
– Ter receio de deixar os filhos brincar na rua;
– etc.
No meu ponto de vista, poderão ser definidas iniciativas para minorar alguns dos impactes:
– Volumetria máxima definida para construção;
– O licenciamento de construções condicionado pela existência de infra-estruturas:
– Estacionamento (x estacionamento/m2 construído),
– Estradas, acessos (Estudos de tráfego)
– Saneamento,
– Escolas,
– Saúde,
– Jardins (y m2 jardim/habitante),
– etc.);
– Proibição de deitar abaixo casas com mais de y anos em Alcochete, promovendo a recuperação em detrimento da construção, contribuindo assim para a manutenção do património arquitectónico local;
– Julgo que o actual executivo tem mantido um apoio às colectividades, factor de coesão local e de promoção da cultura. No entanto, no meu modesto ponto de vista, não estão definidos critérios objectivos para a atribuição de apoios;
– Sendo a construção civil factor de maior pressão sobre todos os intervenientes locais, faz sentido que o sítio [da câmara na Internet] tenha um espaço de consulta pública, onde sejam visíveis os pedidos de licenciamento e o seu correspondente suporte em termos de plano de ordenamento do território. Contribuindo assim para uma maior transparência;
– Faz sentido que o poder local se estruture numa lógica de processos, não de direcções, tornando mais eficaz todo o seu modelo de funcionamento. Sugere-se que suporte esta organização interna com base na norma ISO 9001:2000.
Partilhamos a mesma preocupação com o crescimento rápido de Alcochete.
O "desenvolvimento" resultante da nova ponte e aeroporto, é entendido como uma forma de desenvolvimento económico, esquecendo-se ou secundarizando outros aspectos fulcrais, tais como o desenvolvimento urbanístico e desenvolvimento social.
Existem alguns aspectos que não são facilmente mensuráveis, mas que efectivamente têm grande impacte na nossa qualidade de vida:
– Viver num local sem estacionamentos;
– O espaço rural em torno de Alcochete que vai desaparecendo gradualmente;
– Poucos espaços verdes dentro de Alcochete;
– Viver numa vila dormitório;
– Ter muitos vizinhos e não conhecer nenhum;
– Não sair de casa, com receio que a mesma seja assaltada;
– Ter receio de deixar os filhos brincar na rua;
– etc.
No meu ponto de vista, poderão ser definidas iniciativas para minorar alguns dos impactes:
– Volumetria máxima definida para construção;
– O licenciamento de construções condicionado pela existência de infra-estruturas:
– Estacionamento (x estacionamento/m2 construído),
– Estradas, acessos (Estudos de tráfego)
– Saneamento,
– Escolas,
– Saúde,
– Jardins (y m2 jardim/habitante),
– etc.);
– Proibição de deitar abaixo casas com mais de y anos em Alcochete, promovendo a recuperação em detrimento da construção, contribuindo assim para a manutenção do património arquitectónico local;
– Julgo que o actual executivo tem mantido um apoio às colectividades, factor de coesão local e de promoção da cultura. No entanto, no meu modesto ponto de vista, não estão definidos critérios objectivos para a atribuição de apoios;
– Sendo a construção civil factor de maior pressão sobre todos os intervenientes locais, faz sentido que o sítio [da câmara na Internet] tenha um espaço de consulta pública, onde sejam visíveis os pedidos de licenciamento e o seu correspondente suporte em termos de plano de ordenamento do território. Contribuindo assim para uma maior transparência;
– Faz sentido que o poder local se estruture numa lógica de processos, não de direcções, tornando mais eficaz todo o seu modelo de funcionamento. Sugere-se que suporte esta organização interna com base na norma ISO 9001:2000.
Rótulos:
blogosfera,
Ensino,
insegurança,
jardins,
saúde,
sítio na Internet,
trânsito,
urbanismo
28 janeiro 2008
Divergências nos Flamingos
Há novos focos de desentendimento entre autarcas e residentes na urbanização dos Flamingos, bairro fronteiro ao quartel dos bombeiros de Alcochete. No passado recente houve batalhas justas, que acarretaram custos políticos a eleitos municipais.
Ao contrário da maioria, ali reside gente que não se verga nem cala. Alguns enviam-me, há anos, cópia da correspondência electrónica trocada com os seus eleitos locais. Tenho boa colecção de exemplos, inclusive alguns politica e humanamente inqualificáveis.
É patente que os importunos conseguiram melhorar e alterar muita coisa. Sem eles, isto seria quase um mar de rosas. Mas os antigos diziam que "o povo unido jamais será vencido" e poucos levam ainda isso a sério.
Novamente há mosquitos por cordas nos Flamingos. São dois os motivos: uma rua dividida por sentidos de trânsito opostos e estacionamentos alterados.
Neste último caso, segundo uns para pior; outros acham que para melhor. No estacionamento não meto prego, nem estopa, porque em Física não há milagres e aquele bairro é um monumental disparate urbanístico com menos de uma década. Os responsáveis andam por aí, descontraídos. Voltarei em breve ao assunto.
Mas tenho opinião quanto aos sentidos de trânsito opostos na Rua Vasco da Gama, supondo que o amigo de infância de D. Manuel I andará às voltas no túmulo. Eu próprio descobri os efeitos da decisão, um dias destes, quando tive de contornar três quarteirões para atinar com o caminho legal rumo ao destino pretendido.
Admito existirem casos idênticos por esse país fora, porque tudo é possível. Mas nunca reparara, em qualquer outra artéria com 200 metros de extensão, na seguinte solução: 100 têm sentido único Nascente/Poente, nos restantes o sentido é oposto.
Esse magnífico remendo da engenharia rodoviária é recente e, por sinal, a artéria era a única que permitia a circulação no miolo do bairro. Agora existem duas sem saída e uma dividida por direcções opostas de tráfego.
Como labirinto, não está mal pensado. Como remendo, é pior a emenda que o soneto.
Valha-nos Deus quando os homens pensam pouco e erram!
Ao contrário da maioria, ali reside gente que não se verga nem cala. Alguns enviam-me, há anos, cópia da correspondência electrónica trocada com os seus eleitos locais. Tenho boa colecção de exemplos, inclusive alguns politica e humanamente inqualificáveis.
É patente que os importunos conseguiram melhorar e alterar muita coisa. Sem eles, isto seria quase um mar de rosas. Mas os antigos diziam que "o povo unido jamais será vencido" e poucos levam ainda isso a sério.
Novamente há mosquitos por cordas nos Flamingos. São dois os motivos: uma rua dividida por sentidos de trânsito opostos e estacionamentos alterados.
Neste último caso, segundo uns para pior; outros acham que para melhor. No estacionamento não meto prego, nem estopa, porque em Física não há milagres e aquele bairro é um monumental disparate urbanístico com menos de uma década. Os responsáveis andam por aí, descontraídos. Voltarei em breve ao assunto.
Mas tenho opinião quanto aos sentidos de trânsito opostos na Rua Vasco da Gama, supondo que o amigo de infância de D. Manuel I andará às voltas no túmulo. Eu próprio descobri os efeitos da decisão, um dias destes, quando tive de contornar três quarteirões para atinar com o caminho legal rumo ao destino pretendido.
Admito existirem casos idênticos por esse país fora, porque tudo é possível. Mas nunca reparara, em qualquer outra artéria com 200 metros de extensão, na seguinte solução: 100 têm sentido único Nascente/Poente, nos restantes o sentido é oposto.
Esse magnífico remendo da engenharia rodoviária é recente e, por sinal, a artéria era a única que permitia a circulação no miolo do bairro. Agora existem duas sem saída e uma dividida por direcções opostas de tráfego.
Como labirinto, não está mal pensado. Como remendo, é pior a emenda que o soneto.
Valha-nos Deus quando os homens pensam pouco e erram!
26 setembro 2007
Jornal de Alcochete - Edição de 26 de Setembro
Eis o texto e a imagem da desgraça. Na página 7 da edição de hoje do Jornal de Alcochete , sob o título «Empresários Satisfeitos com fixação em Alcochete» , vem a prova dos nossos mais legitimos receios. A transformação de Alcochete numa plataforma logistica.
Citando o jornal em questão e de acordo com as palavras de João Romão da DHL , um dos oradores da 1ª Quinzena Empresarial promovida pela CMA , «... a escolha do Passil para instalar a plataforma logistica da empresa foi determinada por uma questão ECONÓMICA , COM VANTAGENS AO NÍVEL DA REDUÇÃO DOS CUSTOS...»
Está tudo dito , com a «benção» do Sr.Presidente da Câmara , que surge na foto ladeado pelos responsáveis dessas empresas , ALCOCHETE PAGA COM A SUA DESQUALIFICAÇÃO A REDUÇÃO DE CUSTOS DESSAS EMPRESAS.
É UMA VERGONHA!!!!
Também Carlos Machado do El Corte Inglês refere: « O Passil só trouxe vantagens para a empresa.» E PARA O CONCELHO SR. PRESIDENTE DA CÂMARA?
O responsável do El Corte Inglês adiantou que o grupo poderá vir a aumentar a sua plataforma logistica. Mais gigantescos caixotes de metal e betão no concelho , mais camiões TIR a circular nas suas vias.
Carlos Carvalho da Linde disse: « Celeridade na aprovação do processo burocrático , preço do metro quadrado muito competitivo e francas possibilidades de expansão na área logistica , excelentes acessos a Norte e a Sul.»
É O REGABOFE TOTAL À CUSTA DO DESENVOLVIMENTO QUALIFICADO E SUSTENTADO DE ALCOCHETE.
Jorge Pombo da Precore afirmou: « Alcochete tem plena atractividade para as operações de logistica.». PUDERA...
Sr. Carvalho , Sr. Machado e Sr.Pombo , se as vantagens dos custos e da localização são tão boas porque é que as vossas empresas não transferem para aqui as suas sedes e os seus centros de escritórios ao invés de transferir para aqui os seus armazéns e camiões? Se é tão bom porque é que não vêm viver para aqui.?Ficavam tão perto do local de trabalho.
Nota Final:
Hoje estive parado 45 minutos na rotunda de acesso à Auto-estrada nas bombas da Repsol.Entre as 8:30 horas e as 9:15 horas passaram pela rotunda de e para o Passil , 46 camiões TIR!!!!
Quem quiser ter uma noção do que estou a falar passe na rotunda entre as 12:30 horas e as 14:00 horas e assista ao espectáculo dos camiões TIR ali parqueados à hora do almoço.
É a devassa do concelho !!!
Rótulos:
betonização,
comunicação social,
empresas,
Passil,
presidente da câmara,
trânsito,
urbanismo
24 setembro 2007
Cerrado da Praia - perigo!
Por solicitação de um grupo de moradores do Cerrado da Praia , desloquei-me ao local para verificar a fundamentação das respectivas queixas no que respeita aos perigos que espreitam os moradores daquela urbanização quando ali circulam a pé.
Sendo uma urbanização habitada maioritariamente por casais jovens com filhos pequenos , esse perigo afigura-se redobrado.
A urbanização está rodeada por um conjunto de acessos rodoviários que a transformaram numa autêntica ilha.
Quem sai a pé da urbanização na direcção da Avenida D.Manuel I ou do Valbom não encontra nenhuma passadeira. As viaturas que ali circulam em velocidade considerável provenientes da estrada municipal que liga Alcochete a São Francisco e Montijo constituem um verdadeiro perigo para os peões que pretendem sair da urbanização. Não há sinalização de advertência nem bandas sonoras.
Na face oeste da urbanização , na direcção do Fórum Cultural existem passadeiras mas estão literalmente apagadas. A situação vai naturalmente agravar-se quando o condomínio que está a ser construido do outro lado da rotunda estiver pronto.
Trata-se de uma realidade que «salta à vista» de todos menos dos responsáveis camarários. Nada a que não estejamos habituados.
Desenvolvimento negligente e talvez fatal
Existe um pólo logístico no Passil, situado no troço da EN118 entre as rotundas do Entroncamento (acesso do IC13 a Alcochete) e do Sporting (EN4 para Vendas Novas, entre outros destinos).
Em meia dúzia de anos ergueram-se gigantescos armazéns, abastecidos, noite e dia, por dezenas (ou centenas?) de camiões longos e de grande tonelagem.
Recomendo que se atente na inadequação desse troço da EN118 ao tráfego gerado pelo empreendimento.
Os armazéns estão a funcionar, os enormes camiões vieram por acréscimo e o tráfego de veículos médios e ligeiros aumentou, enormemente, mas o troço da EN118 continua sem bermas e com duas curvas apertadas e sem visibilidade a distância segura.
Mantém o mesmo traçado do início do século XX, quando os terrenos eram florestais ou agrícolas, os automóveis raros e os camiões idem e com menos peso. Mais: não há ali qualquer sinalização rodoviária a recomendar ou impor limites máximos de velocidade!
O resultado prático é perceptível por quem reparar nos inúmeros indícios de acidentes recentes. Culpa dos condutores? Claro, não é o costume?
Como habitualmente, os efeitos nefastos do 'desenvolvimento' coxo e sem infra-estruturas adequadas ficam para alguém resolver no futuro, embora, entretanto, possam vir a morrer ou a ficar estropiados inocentes. Ignoro quantas vítimas já houve naquela estrada desde que o pólo logístico está a funcionar, mas talvez os bombeiros de Alcochete disponham dessa estatística.
Aquela é uma potencial estrada da morte! E existem outras conhecidas nas redondezas. Pelo menos de quem não passa a vida fechado num gabinete.
Poderia alinhar aqui uma dúzia de perguntas dirigidas a quem se esqueceu das infra-estruturas adequadas ao tráfego gerado pelo empreendimento, mas isso valeria de quê se essa gente parece estar sempre em parte incerta, se raramente ali passa e corre reduzidos riscos de engrossar a estatística da sinistralidade rodoviária?
Se alguém quiser aprofundar este assunto, consulte a Resolução do Conselho de Ministros n.º 62/2001, de 31 de Maio, cujo art.º 9.º contempla as infra-estruturas rodoviárias previstas na zona do Passil. A rectificação do traçado da EN118 continua no papel... 76 meses depois da sua publicação!
Em meia dúzia de anos ergueram-se gigantescos armazéns, abastecidos, noite e dia, por dezenas (ou centenas?) de camiões longos e de grande tonelagem.
Recomendo que se atente na inadequação desse troço da EN118 ao tráfego gerado pelo empreendimento.
Os armazéns estão a funcionar, os enormes camiões vieram por acréscimo e o tráfego de veículos médios e ligeiros aumentou, enormemente, mas o troço da EN118 continua sem bermas e com duas curvas apertadas e sem visibilidade a distância segura.
Mantém o mesmo traçado do início do século XX, quando os terrenos eram florestais ou agrícolas, os automóveis raros e os camiões idem e com menos peso. Mais: não há ali qualquer sinalização rodoviária a recomendar ou impor limites máximos de velocidade!
O resultado prático é perceptível por quem reparar nos inúmeros indícios de acidentes recentes. Culpa dos condutores? Claro, não é o costume?
Como habitualmente, os efeitos nefastos do 'desenvolvimento' coxo e sem infra-estruturas adequadas ficam para alguém resolver no futuro, embora, entretanto, possam vir a morrer ou a ficar estropiados inocentes. Ignoro quantas vítimas já houve naquela estrada desde que o pólo logístico está a funcionar, mas talvez os bombeiros de Alcochete disponham dessa estatística.
Aquela é uma potencial estrada da morte! E existem outras conhecidas nas redondezas. Pelo menos de quem não passa a vida fechado num gabinete.
Poderia alinhar aqui uma dúzia de perguntas dirigidas a quem se esqueceu das infra-estruturas adequadas ao tráfego gerado pelo empreendimento, mas isso valeria de quê se essa gente parece estar sempre em parte incerta, se raramente ali passa e corre reduzidos riscos de engrossar a estatística da sinistralidade rodoviária?
Se alguém quiser aprofundar este assunto, consulte a Resolução do Conselho de Ministros n.º 62/2001, de 31 de Maio, cujo art.º 9.º contempla as infra-estruturas rodoviárias previstas na zona do Passil. A rectificação do traçado da EN118 continua no papel... 76 meses depois da sua publicação!
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trânsito,
urbanismo
04 maio 2007
A crise, os americanos e a gasolina
Há muito noto que, aos sábados, domingos e feriados, em Alcochete, os bairros da classe média estão pejados de automóveis. Alguns exemplos poderão ser observados na sede do concelho, nomeadamente nas urbanizações dos Flamingos e dos Barris.
Não é difícil adivinhar o que força a esmagadora maioria a ficar em casa.
Tal como noto, em direcção ao Sul, que o tráfego rodoviário de ligeiros voltou a ser mais intenso na antiga estrada nacional (IC1), sendo agora claramente superior ao da A2. Isto apesar do troço do IC1, entre a Marateca e Grândola, estar em péssimo estado de conservação, em ambos os sentidos.
Como pode a maioria atrever-se a sair de casa se uma simples ida e volta ao Algarve, pela A2, num automóvel movido a gasolina, custa perto de 100 euros?
Mas neste mundo, em que tudo parece andar às avessas, os americanos estão preocupados: nos últimos dias pagam 3,99 dólares por um galão de gasolina super.
São 0,74 cêntimos de euro por litro, metade do preço visível em qualquer posto de abastecimento de Portugal!
Por falar em postos de combustíveis nacionais, alguém saber explicar-me o motivo do súbito aumento de preços da gasolina nas grande superfícies da vizinha cidade de Montijo?
É que, há pouco mais de uma semana, em postos das mesmas empresas na cidade de Portimão, os preços eram 12 cêntimos inferiores...
Não é difícil adivinhar o que força a esmagadora maioria a ficar em casa.
Tal como noto, em direcção ao Sul, que o tráfego rodoviário de ligeiros voltou a ser mais intenso na antiga estrada nacional (IC1), sendo agora claramente superior ao da A2. Isto apesar do troço do IC1, entre a Marateca e Grândola, estar em péssimo estado de conservação, em ambos os sentidos.
Como pode a maioria atrever-se a sair de casa se uma simples ida e volta ao Algarve, pela A2, num automóvel movido a gasolina, custa perto de 100 euros?
Mas neste mundo, em que tudo parece andar às avessas, os americanos estão preocupados: nos últimos dias pagam 3,99 dólares por um galão de gasolina super.
São 0,74 cêntimos de euro por litro, metade do preço visível em qualquer posto de abastecimento de Portugal!
Por falar em postos de combustíveis nacionais, alguém saber explicar-me o motivo do súbito aumento de preços da gasolina nas grande superfícies da vizinha cidade de Montijo?
É que, há pouco mais de uma semana, em postos das mesmas empresas na cidade de Portimão, os preços eram 12 cêntimos inferiores...
09 fevereiro 2007
Areia + tráfego = risco acrescido

Embora a situação tenha melhorado um pouco, graças à chuva da penúltima noite, continua visível a inadmissível e perigosa acumulação de areia em inúmeras artérias de Alcochete, consequência da constante circulação de camiões com entulho das obras, da falta de cuidado de construtores e empreiteiros, da incapacidade do município em impor o cumprimento das suas posturas e da exiguidade de equipamento de varredura mecânica.
As imagens acima, captadas há dois dias, demonstram o estado da rotunda situada junto ao supermercado em construção e o troço da variante daí até à rotunda dos Barris.
Mas, se se reparar bem, não faltam no concelho inúmeros casos idênticos. Alguns há meses.
Trata-se de um problema recorrente e, pelos riscos inerentes, nomeadamente em locais de atravessamento de peões ou de tráfego intenso, já era tempo de a câmara ou os seus fiscais pôrem ordem nesse perigoso estado de coisas. A GNR também pode multar os prevaricadores, embora tenha mais que fazer pelos motivos conhecidos.
Na regulamentação de obras particulares no Município de Alcochete, não encontrei qualquer referência expressa ao assunto, mas ela existe na Postura sobre Ocupação da Via Pública:
"Art.º 1.º Em todas as povoações do concelho de Alcochete é expressamente proibido:
1. Sujar e degradar a via pública".
Mas a coima prevista varia entre €24,94 e €498,80, valores muitíssimo inferiores ao custo que construtores e empreiteiros terão de suportar se lhes for imposta a lavagem do rodado dos camiões e a manutenção das artérias limpas.
Mais um estranho caso em que o crime compensa. Daí ser ao executivo da autarquia que devem pedir-se explicações.
Proporcionalmente, essa postura é bem mais severa para os comerciantes, aos quais se aplica directamente o artigo 14.º:
"Os comerciantes são obrigados a proceder diariamente à limpeza dos espaços públicos ocupados pelas respectivas esplanadas e à arrumação de todo o equipamento".
Neste caso a coima varia entre €24,94 e €249,40, pesando bem mais no bolso de qualquer pequeno comerciante local.
Pergunto: se os comerciantes têm de proceder à limpeza diária dos espaços públicos sob sua responsabilidade, os construtores e empreiteiros beneficiam de tratamento privilegiado porquê?
Rótulos:
Câmara Municipal,
construção,
pessoas,
trânsito
08 setembro 2006
São Francisco reclama
Eis um bom exemplo de obras de São Francisco em relação às quais se faz de conta que andam, mas não andam há demasiado tempo.
Com a agravante de que os pisos das vias alternativas são provisórios e têm-se vindo a degradar, conforme assinalei aqui há muito tempo.
Aliás, é bom notar que o previsto neste blogue no passado mês de Abril (possibilidade de inundações) sucederia dois meses depois e nada nem ninguém pode garantir que não venha a repetir-se o fenómeno quando a chuva regressar.
Tudo porque mais um Verão passou sem que fosse aproveitado o bom tempo para pôr as coisas na devida ordem.
A segurança de pessoas e bens e a circulação de peões e de veículos não podem ser prejudicadas por força da edificação de novas urbanizações e dos respectivos acessos.
As vias de comunicação deveriam ter sido regularizadas antes da emissão de licenças de construção, sejam as obras da responsabilidade da autarquia, dos operadores de serviços públicos ou dos urbanizadores. No entanto, quando há já novos edifícios a caminho de serem ocupados ninguém sabe ao certo quando estará normalizada a circulação no centro da freguesia de São Francisco.
Como também ninguém sabe se o pré-escolar, a escola básica e o centro de saúde terão capacidade para satisfazer as novas demandas.
Com a agravante de que os pisos das vias alternativas são provisórios e têm-se vindo a degradar, conforme assinalei aqui há muito tempo.
Aliás, é bom notar que o previsto neste blogue no passado mês de Abril (possibilidade de inundações) sucederia dois meses depois e nada nem ninguém pode garantir que não venha a repetir-se o fenómeno quando a chuva regressar.
Tudo porque mais um Verão passou sem que fosse aproveitado o bom tempo para pôr as coisas na devida ordem.
A segurança de pessoas e bens e a circulação de peões e de veículos não podem ser prejudicadas por força da edificação de novas urbanizações e dos respectivos acessos.
As vias de comunicação deveriam ter sido regularizadas antes da emissão de licenças de construção, sejam as obras da responsabilidade da autarquia, dos operadores de serviços públicos ou dos urbanizadores. No entanto, quando há já novos edifícios a caminho de serem ocupados ninguém sabe ao certo quando estará normalizada a circulação no centro da freguesia de São Francisco.
Como também ninguém sabe se o pré-escolar, a escola básica e o centro de saúde terão capacidade para satisfazer as novas demandas.
Rótulos:
Ensino,
saneamento,
São Francisco,
trânsito,
urbanismo
21 abril 2006
Não se entende

Luís Pereira enviou-me esta imagem e o seguinte texto:
"Em São Francisco (Quinta do Duque), no meio da Estrada Nacional 119, emerge este cabo de alimentação eléctrica.
"Há quem pergunte se este se destina à ligação de um semáforo ou de um poste de iluminação.
"Alguns residentes receiam a possibilidadede de o declive acentuado da via, e a aparente drenagem deficiente das águas pluviais, poder, no futuro, provocar inundações no local".
Fui observar o caso e reparei haver mais de um cabo em idênticas condições. Creio que, se chover intensamente, residentes e comerciantes têm motivos para recear o pior. Tanto pelos motivos indicados como porque uma das duas únicas grelhas de águas pluviais está parcialmente tapada com brita da inacabada obra.
Além disso, não entendo duas coisas acerca desta obra de Santa Engrácia:
1. O que impede o retorno da circulação rodoviária à EN 119, tanto mais que o piso do desvio continua a degradar-se mas ninguém parece reparar nisso, excepto os automobilistas e os bombeiros (leia-se este texto, no qual me referia também ao caso);
2. O que impede a colocação de asfalto no buraco há muito existente no sentido São Francisco-Montijo, no ponto onde o trânsito é desviado da EN119 para o interior da urbanização.
Já agora, sublinho a recente e disparatada febre de plantação a esmo de rotundas no concelho de Alcochete. Já se percebeu, há muito, que nada resolvem em termos de limitação de velocidade, embora originem inúteis congestionamentos e conflitos de trânsito.
Em cerca de 200 metros da EN119, no centro de São Francisco, há nada menos de três rotundas. Todas demasiado estreitas para os autocarros articulados manobrarem sem dificuldade nem destruírem os lancis dos passeios.
Melhor seria que, ao planear as novas urbanizações de São Francisco (nomeadamente as do Convento e da Quinta do Duque), alguém tivesse pensado no desvio definitivo do tráfego da EN119 para uma via exterior de circulação rápida.
Em vez disso, têm-se plantado rotundas e prédios de habitação em todo o espaço livre, sem ter em conta que a EN119 é o principal eixo de comunicação rodoviária entre Alcochete e Montijo.
Aqui, sim, justificava-se ter sido construída, previamente, uma variante.
12 abril 2006
Atenção ao centro de saúde (2)
Escrevi ontem sobre o péssimo estado dos acessos ao SAP do Centro de Saúde de Alcochete.
Voltei lá hoje e, coincidência ou não, os acessos estavam repavimentados.
Houve outra coincidência nas últimas horas: recebi, enfim, a nova revista municipal. Sobre ela prometo escrever amanhã.
Aviso, antecipadamente, que não serei meigo.
Voltei lá hoje e, coincidência ou não, os acessos estavam repavimentados.
Houve outra coincidência nas últimas horas: recebi, enfim, a nova revista municipal. Sobre ela prometo escrever amanhã.
Aviso, antecipadamente, que não serei meigo.
11 abril 2006
Atenção ao centro de saúde!
Há, pelo menos, três dias que o acesso ao SAP do Centro de Saúde de Alcochete se faz em condições impróprias e inaceitáveis para doentes transportados em veículos, sobretudo ambulâncias.
Devido às obras da variante, o asfalto do piso foi removido e, nas entradas e saídas do SAP, não há condições mínimas para a circulação de veículos de emergência, cujos ocupantes, normalmente, têm a saúde abalada.
Aceito que as obras têm de ser feitas, mas não admito que ninguém tenha reparado que aqueles acessos são um caso especial e que deveria ser dada prioridade absoluta aos mesmos, devido às péssimas condições actuais para a circulação de ambulâncias. Mais: considero inaceitável que isto se prolongue há vários dias.
Desta vez tocou-me a mim experimentar a desagradável sensação de viajar numa ambulância que, entre o SAP de Alcochete e o hospital de Montijo, foi sujeita a toda a espécie de saltos e solavancos, devido às irregularidades do piso entre os dois serviços de saúde.
Os casos notoriamente mais graves ocorrem junto ao SAP do centro de saúde e na via de circulação provisória no interior da nova urbanização de São Francisco.
É preciso haver cautela com as vias de circulação de ambulâncias, cujo mau estado é susceptível de prejudicar quem se vê forçado a usá-las.
Devido às obras da variante, o asfalto do piso foi removido e, nas entradas e saídas do SAP, não há condições mínimas para a circulação de veículos de emergência, cujos ocupantes, normalmente, têm a saúde abalada.
Aceito que as obras têm de ser feitas, mas não admito que ninguém tenha reparado que aqueles acessos são um caso especial e que deveria ser dada prioridade absoluta aos mesmos, devido às péssimas condições actuais para a circulação de ambulâncias. Mais: considero inaceitável que isto se prolongue há vários dias.
Desta vez tocou-me a mim experimentar a desagradável sensação de viajar numa ambulância que, entre o SAP de Alcochete e o hospital de Montijo, foi sujeita a toda a espécie de saltos e solavancos, devido às irregularidades do piso entre os dois serviços de saúde.
Os casos notoriamente mais graves ocorrem junto ao SAP do centro de saúde e na via de circulação provisória no interior da nova urbanização de São Francisco.
É preciso haver cautela com as vias de circulação de ambulâncias, cujo mau estado é susceptível de prejudicar quem se vê forçado a usá-las.
29 março 2006
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