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02 novembro 2010

O contributo Alcochetano para o desenvolvimento de Lisboa




O museu da electricidade é um local que nos faz recuar para a primeira metade do séc. XX. A sua arquitectura, a forma como os equipamentos estão apresentados e o seu estado de manutenção, ajudam a transformar este local de história também num local de magia. Recomenda-se...


Quem for visitar o Museu da Electricidade em Belém, irá descobrir entre outras coisas, o contributo que os Alcochetanos tiveram na antiga central termoeléctrica - Central Tejo, que iluminou a cidade de Lisboa durante mais de quatro décadas. A exposição tem um espaço dedicado a isso.
A descarga do carvão desde o interior dos grandes navios estrangeiros fundeados na ponte-cais, em frente ao portão da Central, até à "praça da central", era uma operação que se realizava com relativa frequência. Para abreviar o tempo de descarga, procedia-se simultaneamente, à transfega do carvão dos barcos granuleiros para as "fragatas", que eram posteriormente descarregadas com o auxílio de uma grua. o transporte manual do carvão até à "praça" da Central em cestas à cabeça, vencendo o desnível causado pela pilha com o auxílio de "pontes" formadas de pranchas de madeira, colocadas sobre cavaletes de altura crescente.

Era necessária uma certa habilidade para andar em cima das pranchas com os cestos à cabeça - era preciso ganhar-lhe o jeito. Ao fim de algum tempo de habituação, um trejeito se lhes pegava no andar - chamavam-lhe "pranchar".

Estes operários eram conhecidos como os Alcochetanos, pois a contratação de empresas de Alcochete para a realização deste serviço era habitual.

Fonte:

19 abril 2009

Municipalismo de outrora (17): câmara vende electricidade


No início da década de 40 do século passado
a esmagadora maioria da população da vila de Alcochete
vivia ainda à luz da vela. A electricidade era privilégio de poucos.



Com alguma irregularidade – porque há vida para além do blogue – continuo a reedição de apontamentos de uma investigação breve realizada, há alguns anos, em actas da vereação municipal de Alcochete no período 1938/1945. Época em que o município comercializava, além da água de consumo, também a electricidade.


Na sessão de 2 de Novembro de 1940 é paga à Fundição e Construção Mecânicas a importância de 617$45, respeitante à aquisição de candeeiro e globo para a iluminação pública da vila, decidindo a vereação avisar o prior da freguesia (pároco Crispim Santos) de que deveria passar a pagar metade da energia eléctrica consumida na sua residência.
A partir de Janeiro de 1941 a contagem da luz e água far-se-ia entre 20 e 30 de cada mês e o fiscal e cobrador de impostos municipais deveria obter a liquidação dos respectivos recibos até ao dia 8.
Semanas depois é aprovada pela edilidade uma tabela de consumo de energia eléctrica por avença para casamentos, passando a cobrar-se 2$60 por lâmpada de 15 watts acesa durante 13 horas mensais.
Tratando-se de uma lâmpada de 25 watts o valor seria de 3$90 pelas mesmas 13 horas, de 40W eram 6$50, de 60W cobrar-se-iam 10$40 e o limite superior eram 100W, caso em que se cobravam 13$00.
À época as telefonias começavam a estar na moda e, pela primeira vez, a câmara fixa-lhes uma taxa de 10$00 mensais relativa ao consumo de energia eléctrica. A tabela era aplicável apenas nos meses de Inverno (Outubro a Março), visto que no resto do ano o consumo mínimo cobrado nos casamentos seria de três horas e às telefonias de 7$50.
Na sessão de 19 de Junho de 1941 é deferido o requerimento em que a Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 pede autorização para ligar a sua instalação eléctrica à rede pública. Na sessão de 1 de Agosto de 1941 a vereação anula a redução de 50% a que os funcionários e empregados da câmara tinham direito no consumo de água e luz.
Em meados de Dezembro de 1942 é decidido que as futuras ligações eléctricas à rede pública passariam a pagar 3$50 mensais de aluguer do respectivo contador.
Em Junho de 1944 a câmara paga 2.763$00 à União Eléctrica Portuguesa pela energia eléctrica consumida no concelho no mês anterior.
Na última sessão desse mês decide avisar o ex-presidente do município, Alberto da Cunha e Silva, e a empresa de que era sócio-gerente, a Bacalhau de Portugal, Ld.ª – a primeira seca de bacalhau instalada no concelho – da situação irregular em que se encontrava a respectiva ligação de energia eléctrica, por não ter sido requerida autorização à câmara para ligação à rede pública. A vereação concedia 10 dias para a regularização da situação.
Mas o ex-chefe da edilidade deixara em herança, aos sucessores, outro problema relacionado com electricidade: na sessão de 14 de Julho de 1944, os vereadores tomam conhecimento da carta de determinada empresa fornecedora, na qual lhes é solicitado o pagamento de uma factura respeitante ao fornecimento de extensão eléctrica (baixada).
Na acta lê-se que a extensão se destinava a "servir estabelecimentos que pertencem ao sr. Alberto da Cunha e Silva e outros" e que a câmara não possuía registo de que a mesma se destinasse ao seu próprio serviço. Logo, o município recusava-se a pagar a factura.
Por fim, na sessão de 25 de Agosto de 1944 a vereação toma conhecimento de um ofício da Direcção-Geral dos Serviços Eléctricos, comunicando ter uma vistoria detectado deficiências na rede eléctrica do município, as quais deveriam ser corrigidas no prazo de 120 dias. A câmara delibera comunicar as anomalias ao electricista municipal, incumbindo-o de pôr a rede em ordem.

(continua)

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30 março 2009

Municipalismo de outrora (16): câmara vende e aluga lâmpadas

No princípio da década de 40 do século passado, a Câmara Municipal fornecia as lâmpadas de uso doméstico em regime de venda ou aluguer. No caso do consumidor optar pelo aluguer, os preços eram os seguintes:








Lâmpada de 10 velas com filamento metálico ................ 10$/mês
Lâmpada de 15 velas ................................................. 12$/mês Lâmpada de 25 velas ............................................... 15$/mês Lâmpada de 50 velas ................................................... 20$/mês Lâmpada de 100 velas ............................................... 30$/mês
As primeiras duas lâmpadas estavam incluídas na taxa mensal de serviço, no valor de 50$00.
Na acta da sessão camarária de 22 de Fevereiro de 1939 refere-se que o município tinha necessidade de aumentar o número de consumidores de energia eléctrica, pelo que o vereador Mateus Gonçalves Gomes propõe que as instalações eléctricas, cujo custo não excedesse 300$, seriam pagas a prestações, sendo a primeira de 50$ e as seguintes de 25$00 mensais.
Contudo, as instalações a prestações só seriam concedidas "a pessoas de reconhecida idoneidade ou às que dêem fiador idóneo".

Dois meses depois, o presidente da câmara dita para a acta informação evidenciando o surgimento da primeira associação de municípios com a participação de Alcochete: o presidente da câmara de Montijo escrevera-lhe uma carta, sugerindo a conveniência da formação de uma Federação dos Concelhos da Moita, Montijo e Alcochete, com "o fim de resolver o problema de distribuição de energia eléctrica aos mesmos concelhos". Nessa informação é referido que a câmara considera o problema "como de essencial e vital importância para a vida do concelho", tendo entendido "perscrutar a opinião de técnicos competentes e insuspeitos" que a habilitassem a proceder "de harmonia com os altos interesses do município".
Analisados os pareceres técnicos, a "câmara concorda com a sugestão" e dispõe-se a proceder a "todas as diligências necessárias" no sentido de que a federação "seja um facto a verificar no mais curto espaço de tempo".
A proposta do presidente é aprovada por unanimidade e nele são delegados poderes para representar a câmara nos assuntos da federação.
No entanto, até 1945 são inexistentes quaisquer referências posteriores a essa associação de municípios, que não terá ido avante, porque na sessão realizada dois dias antes do Natal de 1939 é aprovada, por unanimidade, outra proposta do presidente, para que se oficiasse à Sociedade de Electrificação Urbana e Rural no sentido de "nos ser indicado o dia em que devem ser assinados os contratos entre a câmara e a companhia para o fornecimento de energia eléctrica a esta vila".
Mas também essa sociedade nunca terá existido, pelo menos com tal designação. A 12 de Setembro de 1941 – quase dois anos depois – noutra acta menciona-se ter sido substituída pela União Eléctrica Portuguesa (UEP), empresa que, de facto, estaria em actividade até 1975, acabando integrada na Electricidade de Portugal (EDP) por força das nacionalizações.
Na sessão de 25 de Maio de 1941, a vereação confere plenos poderes ao presidente para assinar com a UEP a escritura para fornecimento de luz a Alcochete. O acordo firmado previa a instalação de um posto de transformação na vila, cuja manutenção ficava a cargo do município, sendo o contrato aprovado na sessão de 3 de Julho de 1942.


(continua)

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19 março 2009

Municipalismo de outrora (15): energia e iluminação


Não consegui apurar desde quando – sendo a data anterior ao período cujas actas municipais consultei há anos – mas até finais de 1942 o município de Alcochete produzia a energia eléctrica fornecida a consumidores e destinada à iluminação pública, incumbindo-se da instalação das baixadas e dos contadores, da venda e aluguer das lâmpadas e da facturação e cobrança às escassas dezenas de utilizadores então existentes.
A iluminação pública era mista – eléctrica e a petróleo – rondando a meia centena os candeeiros eléctricos [a imagem acima mostra um candeeiro a petróleo no Largo Coronel Ramos da Costa].
Nessa época, a Samouco não chegara ainda a luz eléctrica.

Em finais de Janeiro de 1940, pela assistência aos 25 candeeiros públicos a petróleo de Samouco, mais a limpeza de "ruas com casas sem quintal" e da zona do chafariz, a câmara paga 587$90 a Artur Serafim, encarregado desse serviço durante muitos anos.
O petróleo, as torcidas e os vidros dos candeeiros de iluminação pública, em ambas as freguesias, importavam mensalmente em 460$00.

A central eléctrica era movida a gasóleo e um sorvedouro de dinheiro, embora funcionasse apenas à noite. No período 1938/1945, em todas as sessões camarárias há autorizações de pagamento de despesas relacionadas com o gerador.
Por exemplo, em Março de 1938 a câmara paga 5.354$ à firma H. Vaultier & Cia., pela aquisição de óleo lubrificante e óleo combustível para a central, verba que representava cerca de 1,5% do orçamento anual na época. O transporte dos bidões para Alcochete foi facturado por 75$00.

No início da década de 1940, os vencimentos do pessoal da central eléctrica somavam 1.100$ mensais, mas em 1942 tinham baixado para 1.000$00. A taxa das indústrias eléctricas, devida ao Estado pela exploração da rede na área do município, era paga ao tesoureiro das finanças e ascendia mensalmente a cerca de 240$00. Dois anos antes era de 189$00, pelo que o consumo não terá aumentado significativamente nesse período.
Na sessão camarária de 22 de Fevereiro de 1939 é aprovado o primeiro regulamento de fornecimento de energia eléctrica destinada a iluminação privada, contendo 15 parágrafos. Curiosamente, o articulado não diverge muito das regras hoje vigentes na EDP, o que atesta o rigor do estudo prévio então realizado.
Os interessados passariam a apresentar um requerimento indicando quantas lâmpadas incandescentes pretendiam instalar (de 5 a 200 "velas"), bem como a quantidade de tomadas e tipos de corrente e de contador, podendo a câmara negar a instalação por conveniência própria.
A câmara exigia um termo de responsabilidade quanto ao bom uso da energia, mas declinava o pagamento de qualquer indemnização em caso de suspensão do fornecimento por motivo imprevisto ou de força maior.
Diga-se, em abono da verdade, que as interrupções eram excessivamente frequentes, devido aos repetidos problemas técnicos com a central, de que há inúmeros reflexos nas actas camarárias.
A montagem do contador dependia da conformidade da instalação e do respeito pelas normas de segurança, sendo o consumo facturado em kilowatt/hora.
Em Junho de 1940 a edilidade decide integrar o electricista no quadro de funcionários municipais, com o vencimento de 600$00. As suas funções eram polivalentes: durante 15 dias no mês, da uma da madrugada ao nascer do sol, prestava serviço nocturno na central eléctrica da vila. Nos outros 15 dias trabalhava do pôr do sol à uma da madrugada, tendo como missão reparar a rede eléctrica, colocar lâmpadas, contar a electricidade consumida, reparar contadores e quaisquer outros serviços inerentes ao cargo.
Na central eléctrica seria ainda provido um lugar de condutor de motores, com 500$00 de vencimento. Tinha como missão prestar serviço nocturno na central eléctrica, durante 15 dias. No resto do mês incumbia-se de contagens da água consumida no concelho, reparava e limpava motores, fechava e abria instalações de água e quaisquer outros serviços inerentes ao cargo.

(continua)

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POSTA RESTANTE

Sousa Rego enviou a seguinte mensagem:
Cá estou eu outra vez com estas coisas do “centralismo alcochetano”.
É que,no início da década de 1940, como o texto revela claramente, o Samouco ainda” trabalhava a petróleo”.
Enquanto isso, na sede do concelho, imperava já o domínio da “- luz eléctrica-”.
Enfim,a Alcochete chegara , há muito tempo, o requinte da “civilização”.
Parece que para estas paragens sempre houve alguns com mais direitos do que os outros.
Os do Samouco, sempre poderiam dizer para Alcochete como o “Zé Fernandes” na obra de Eça de Queiroz a “Cidade e as Serras”:
-“Não Jacinto,Não…Eu venho de Guiães,das serras;preciso entrar em toda esta civilização,lentamente,com cautela,senão rebento.Logo na mesma tarde a electricidade,e o conferençofone ,e os espaços hipermágicos, e o feminista,e o étereo,e a simbolia devastadora,é excessivo!Volto amanhã”.-
A questão se coloca é precisamente a de saber se ,o Samouco, em relação à sede do concelho,a Alcochete, continua ainda a “trabalhar a petróleo”?
Infelizmente, quer-me parecer que sim e em relação a muitos aspectos da vida colectiva.
Algum dia o Samouco deixará de dizer-“Volto amanhã”-.


A minha resposta:
Não é verdade, na década de 40 pouca electricidade havia na iluminação de Alcochete. Era só para os ricos.
Pense nisto: não será que, ainda hoje, o município de Alcochete funciona a petróleo?

Sousa Rego envia segundo comentário sobre o texto acima:
Ainda a propósito, de no Samouco se ,-“ trabalhar a petróleo”-,diz-nos “Jacinto” do alto da sua “ civilização”,para o “Zé Fernandes,o tal que vinha do Samouco”:
-“Não vale a pena ,Zé Fernandes.Há uma imensa pobreza e secura de invenção!..
-Tu não os sentes ,Zé Fernandes.Vens das serras…
Pois constituem o rijo inconveniente das Cidades,estes sulcos!..É um dito que se surpreende num grupo,que revela um mundo de velhacaria,ou de pedantismo,ou de estupidez,e nos fica colado à alma,como um salpico,lembrando a imensidade da lama a atravessar.Ou então , meu filho,é uma figura intolerável pela pretensão,ou pelo mau gosto,ou pela impertinência ou pela relice,ou pela dureza,e de que se não pode sacudir mais a visão repulsiva…Um pavor, estes sulcos ,Zé Fernandes”-.(CFr. Eça de Queiroz,in a A Cidade e as Serras)
E o “Zé Fernandes”,o tal que vinha do Samouco, começou a tentar perceber alguma coisa.Em especial, o facto de se dizer que Eça de Queiroz,seja na “ A Cidade e as Serras”,como noutros textos , parece estar sempre actual.
Outros dizem que a história se repete!
Enfim,o “centralismo” pode ser tudo isto para o Samouco “ trabalhar a petróleo”-.

26 março 2006

Passil


Quem circunda a rotunda do Sporting Clube de Portugal divisa com facilidade o Passil, uma das zonas mais pobres do Concelho de Alcochete.
Se há qualquer coisa que desconfortabiliza, é entrar no Passil à noite: a escuridão é de breu porque a iluminação é deficientíssima. Este mesmo facto também foi objecto de protesto meu à Câmara. Através do Gabinete de Apoio ao Presidente, recebi esta resposta: «A rede de iluminação pública é gerida pela EDP. No entanto as remodelações são custeadas pela Câmara, assim como o pagamento da energia» sic. Ora eu não perguntei à Câmara quem geria a rede de iluminação pública nem quem custeava as remodelações e pagamento da energia. Ou isto é incompetência ou faz-se pouco do munícipe.
Sou um cristão - sempre o disse - que me sinto confrangido a falar assim, mas as minhas convicções cristãs não entram em choque com o exercício da cidadania. Por força deste exercício, sou obrigado a falar como falo.

23 março 2006

Intendência dos leitores

Leitor devidamente identificado enviou-me o seguinte texto, a propósito de outros por mim escritos nos últimos dias.

Em complemento do seu artigo no Praia dos Moinhos, a Lei n.º 159/99, Art.º 17.º , n.º 1, alíneas a) e b), diz expressamente que é também da competência dos órgãos municipais o planeamento, a gestão e a realização de investimentos nos seguintes domínios: distribuição de energia eléctrica em baixa tensão e iluminação urbana e rural.
Atente-se no "belíssimo" efeito estético de alguns tendidos na distribuição de energia eléctrica em baixa tensão ali para os lados da Lagoa do Láparo, junto ao Intermarché, e nos condutores na fachada dos imóveis no centro da vila.

Mais grave ainda é que existem situações em que as distâncias de segurança de isolamento das pessoas aos condutores, junto de varandas, não são respeitadas e não há esperança de solução à vista. Até um dia...

Defronte da minha casa, perto do estaleiro da Câmara, as obras continuam a descoberto... Naquela urbanização não há vedação nem tapumes que isolem a entrada de poeiras na minha casa. Bonito espectáculo de se ver o daqueles montes de saibro, brita e entulhos próximos da bagunça dos materiais de construção no estaleiro da obra. Em casa recebo a visita, sempre alergogénica, das poeiras da obra, tocadinhas pela nortada quando o Verão se aproximar.
O DL n.º 555/99 dispõe sobre este assunto no art.º 23.º, n.º 1, prescrevendo que a fiscalização administrativa se destina a assegurar a conformidade das operações urbanísticas (...) a prevenir os perigos que da sua realização possam resultar para a saúde e a segurança das pessoas.
A título de exemplificação, no Regulamento Municipal das Operações Urbanísticas de Águeda, o art.º 23.º, n.º 1 estatui que:

"- Na execução das obras, qualquer que seja a sua natureza, serão obrigatoriamente tomadas precauções e observadas as disposições necessárias para garantir a segurança dos trabalhadores e do público (...) (e.g. obras dos Barris) e permitir o trânsito normal de peões e veículos em condições de segurança.
"- Sempre que se verifique a ocupação da via ou do espaço público será obrigatória a vedação do estaleiro com tapumes."


Será que nenhum regulamento local trata desta matéria?

Por acaso há um regulamento local sobre isto. E quase decalcado, ipsis verbis, do de Águeda. Cumpri-lo e fazê-lo cumprir, no entanto, é outra coisa.
Obrigado pela ajuda.

22 março 2006

Dêem à luz, por favor!


Se de dia a "sala" de entrada no concelho a partir do IC13 – a rotunda do Entroncamento – evidencia o desinteresse dos autarcas de Alcochete pelo bom acolhimento na sua terra, agora de noite é bem pior.
Todos os acessos estão às escuras. Será avaria, falta de dinheiro ou desleixo?
Lembram-se que imagens daquela rotunda, pejada de gente, durante o Euro2004, deram a volta a Portugal, pelo menos?
Que me recorde, essa porta de entrada na sede do concelho só esteve completamente iluminada no princípio de 2002. Mas por escassos meses. Daí até data recente só havia luz nas entradas e saídas do IC13.
Agora nem isso. Está escuro como breu.
Estará reservado àquela rotunda algo ainda pior?

São Francisco: sugestões para mostrar serviço (3)


Para concluir a lista não exaustiva de intendência respeitante à freguesia de São Francisco, a propósito da reunião da câmara – e depois disto e disto – faltava-me referir o problema da energia eléctrica. Ou melhor, da intermitência dela.
Disseram-me que, frequentemente, ocorrem interrupções no fornecimento de energia em São Francisco.
Ninguém conhece as razões e muitos só se apercebem do facto quando chegam a casa, ao fim da jornada de trabalho, deparando com os relógios eléctricos desregulados.
É anormal que tal ocorra, ainda por cima com a frequência que me asseguram residentes, urgindo resolver o problema de vez.
Parece-me, aliás, que a qualidade do serviço é sofrível até na sede do concelho, onde resido. E isso constata-se há anos.
Sempre tive o computador e periféricos ligados a dispositivos de segurança (estabilizador de tensão e/ou unidade auxiliar de energia) e raro é o dia em que não detecto sinais de variações bruscas de tensão. O fenómeno é também perceptível em lâmpadas incandescentes.
As variações de tensão afectam a maioria dos electrodomésticos não ligados a dispositivos que atenuem os seus efeitos. Por causa disso tenho três estabilizadores de tensão, que me dão alguma segurança mas contribuem para o aumento do consumo de energia.
Os talones, os mexias e os accionistas esfregam as mãos, bem entendido, porque, embora se diga que há concorrência no mercado da energia, nunca ninguém me bateu à porta a oferecê-la em pó ou pilhas. Logo, tenho de aturar o monopolista.
Como, neste quadrilátero de castas, lá em cima estão as corporações e cá em baixo os mansos cidadãos, já nem estranho que haja mecanismos de regulação mas na prática ninguém repare na sua utilidade.
Embora este assunto esteja fora da alçada do município, trata-se de um serviço de interesse público e essencial à vida moderna. As suas pressões poderiam acelerar a resolução dos problemas.
Até que haja solução, sobretudo aos residentes em São Francisco só posso recomendar uma coisa: tenham paciência... franciscana.
E se mais algum "franciscano" quiser acrescentar temas à agenda municipal, está sempre a tempo de o fazer. Este condomínio agradece.