No discurso proferido em 25 de Abril de 2007, o Presidente da República afirmou, entre outras coisas, ser "necessário que os agentes políticos se empenhem mais na prestação de contas aos cidadãos, que os portugueses conheçam e compreendam o sentido e os objectivos das medidas que vão sendo adoptadas, que exista clareza e transparência na relação entre o poder político e a comunidade cívica".
Recordava tal discurso em rodapé de texto escrito neste blogue, a 22 de Fevereiro passado, a propósito da denominada "Área de Indústria, Comércio e Serviços do Passil". Área que suscitara, de resto, nos meses precedentes, vários textos meus e de Luís Proença.
Acabo de descobrir que, na sessão de câmara realizada em 30 de Abril passado (ver pág. 7 desta acta), o vereador José Dias Inocêncio fez a seguinte declaração de voto:
“Embora a decisão do alargamento do Parque Industrial do Passil tenha sido uma iniciativa do executivo do Partido Socialista no mandato anterior, não podemos votar favoravelmente esta proposta pelo facto de, segundo julgamos saber, se encontrarem já construídos armazéns e em funcionamento actividades empresariais, cuja localização pensamos poderem estar, em todo ou em parte, instaladas em áreas que agora são objecto de emissão de alvará de loteamento.
Pelos motivos expostos e por nos parecer de duvidosa legalidade todo este processo, não podemos, em consciência, votar favoravelmente a proposta.”
Dois meses decorridos e citando a decisão aprovada, por maioria simples, naquela reunião do executivo municipal, surge na pág. 4 da última edição do jornal local um anúncio camarário dando conta da emissão do alvará de licenciamento.
Qualquer cidadão atento estranhará a tramitação deste processo e, na ausência de justificação posterior conhecida do executivo camarário, parece-me lícito interrogar todos os intervenientes.
Particularmente, à direcção e aos vereadores locais do Partido Socialista pergunto o seguinte:
a) É ou não legal a emissão do alvará de licenciamento respeitante à Área de Indústria, Comércio e Serviços do Passil?
b) Contestaram ou não a emissão desse alvará de licenciamento e com que fundamentos?
Não me parecendo conveniente esperar um ano pelas respostas – porque muitas aparecem em campanha eleitoral, quando já nada há a fazer – oxalá desta vez haja esclarecimento em tempo oportuno.
Volto a recordar ser hoje opinião quase generalizada que a chamada Área de Indústria, Comércio e Serviços do Passil é um monstruoso erro urbanístico, cujas consequências negativas estão à vista e se agravarão com sucessivas expansões, a que acrescem outras recentemente apresentadas, de características habitacionais, nenhuma com justificação ou contestação conhecidas.
No Passil a indústria seria positiva mas é inexpressiva, os serviços enxergam-se apenas à lupa e, na realidade, o que predomina são gigantescos armazéns – servidos por uma rede rodoviária sem condições mínimas adequadas – para os quais converge hoje, em média, um enorme camião por minuto.
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02 julho 2008
11 abril 2008
Estrada da morte
Há três semanas perderam-se mais três vidas na EN118, a estrada da morte que interliga Alcochete e Porto Alto.
Na passada segunda-feira registaram-se mais cinco feridos, conforme pode ser lido aqui.
A inacção geral continua.
O povo é sereno! É só fumaça!
Segundo relatórios da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária disponíveis na Internet, desde 2003 e até ao final do 1.º semestre de 2007, no troço da EN118 integrado no concelho de Benavente registaram-se 18 mortos e 29 feridos graves.
Acrescente-se, no mesmo período, um ferido grave registado no troço dessa estrada pertencente ao concelho de Alcochete.
A estatística não menciona feridos ligeiros.
Segundo a mesma fonte, Alcochete tem dois pontos muitos negros de sinistralidade rodoviária: EN118 e EN4 (esta ligando Passil a Vendas Novas).
Na passada segunda-feira registaram-se mais cinco feridos, conforme pode ser lido aqui.
A inacção geral continua.
O povo é sereno! É só fumaça!
Segundo relatórios da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária disponíveis na Internet, desde 2003 e até ao final do 1.º semestre de 2007, no troço da EN118 integrado no concelho de Benavente registaram-se 18 mortos e 29 feridos graves.
Acrescente-se, no mesmo período, um ferido grave registado no troço dessa estrada pertencente ao concelho de Alcochete.
A estatística não menciona feridos ligeiros.
Segundo a mesma fonte, Alcochete tem dois pontos muitos negros de sinistralidade rodoviária: EN118 e EN4 (esta ligando Passil a Vendas Novas).
28 setembro 2007
PDM , Estratégia , Opções para Alcochete
A elaboração/alteração de um PDM impõe que se apreendam alguns princípios que tenho como nucleares:
- O PDM como base de um modelo de desenvolvimento e de uma estratégia definidos com vista à ocupação equilibrada do território , favorecendo a qualificação desse espaço e do habitante;
- O PDM como base flexível para a promoção de outros Planos e programas de escala mais aprofundada , embora dentro dos limites que ele próprio estabelece , o que depende naturalmente da existência de um conjunto de serviços camarários , criados e desenvolvidos na compreensão de um processo que se quer contínuo , flexível e dinâmico de adaptação ao modelo escolhido e permanentemente MONITORIZADO , permitindo assim uma avaliação e eventual correcção do seu processo de implementação.
- O PDM como instrumento fundamental de gestão municipal numa perspectiva integrada em relação ao Plano de Actividades e Orçamento.
Quanto a este ponto inicial deste meu «post» , e analisando a proposta da Câmara Municipal de Alcochete no que respeita ao PDM , constato desde já que nenhum destes princípios é suficientemente acautelado , para além de ter algums dúvidas que a autarquia disponha de quadros e serviços suficientemente preparados para «atacar» este enorme desafio.
Eis algumas sugestões quanto às linhas base que poderão sustentar o novo PDM:
Estratégia de Desenvolvimento:
Antes porém , é necessário identificar algumas das grandes condicionantes do desenvolvimento do concelho com vista à clarificação das opções a plasmar no PDM de Alcochete , nas quais valerá a pena apostar.
- A construção da ponte Vasco da Gama , a eventual terceira travessia do Tejo , a melhoria das acessibilidades , a proximidade das actuais e futuras infra-estruturas aeroportuárias , reforçam substancialmente a posição do Concelho como área de implantação urbana , bem como a capacidade de atracção de actividades económicas com potencial de criar mais emprego;
- Fruto dessa pressão e por inerência da estrutura da propriedade no Concelho , há um grave risco de se continuar a perder uma lógica de promoção integrada e de desqualificação de espaços de elevado potencial;
Equacionando estas condicionantes , o PDM de Alcochete deverá promover um quadro de mudança nos seguintes pontos:
- Proteger o Concelho da pressão da instalação industrial e logística e das actividades ligadas ao transporte e manipulação de mercadorias;
- Tornar Alcochete competitiva para a captação de funções terciárias , quer do terciário económico e social de nível superior , o qual , no limite poderá assumir-se como um vector de internacionalização da economia do concelho , quer de funções terciárias banais com um mercado de âmbito regional , fruto da localização privilegiada do Concelho e da qualidade dos seus espaços.
Opções Estratégicas de Desenvolvimento:
Neste contexto , e como venho insistindo neste Blogue , a aposta de futuro para Alcochete , está no aprofundamento da terciarização e na competição pelo desenvolvimento do terciário avançado e de serviços de nível médio e superior.
Efectivamente , é esse, na minha perspectiva , o segmento de actividade onde Alcochete pode reunir vantagem relativa ao nível da AML , articulando a selectividade das acessibilidades com a qualidade de vastos espaços e com proximidade a espaços residenciais de qualidade média superior que vão proliferando pelo território , a maior parte dos quais ,ainda não tem mercado.
Assim , e tendo em conta uma visão que deve ser integrada do desenvolvimento do Concelho , há condições para que Alcochete aposte nos seguintes vectores estratégicos:
- atracção do terciário médio e superior , valorizando a disponibilidade de espaço , a acessibilidade a Lisboa , ao Norte e ao Sul , a proximidade com as infra-estururas aeroportuárias.
- afirmação de Alcochete como espaço residencial de qualidade;
- desenvolvimento de serviços especializados às actividades que se vierem a instalar e à população ( reparações , assistência técnica , controlo da qualidade e segurança , limpeza , distribuição)
- desenvolvimento de serviços qualificados nas áreas da saúde , desporto , recreio , lazer e de segmentos específicos de turismo , dos quais o empreendimento da Barroca D´Alva é já um exemplo significativo e indicador do que deve ser o futuro.
Estes vectores devem ser vistos de forma integrada. O 1º decorre da necessidade de valorizar as potencialidades do concelho. Já a qualidade residencial , que já vai existindo , pode ser aproveitada para posteriormente fixar mão-de-obra qualificada e população que vá suportando o desenvolvimento daquelas actividades e seja o mercado local de serviços mais especializados.
OBJECTIVOS DO PDM:
Chegado a este ponto já posso esboçar aqueles que tenho como os OBJECTIVOS fundamentais a consagrar no PDM de Alcochete.
- promover o desenvolvimento do terciário médio e superior , criando espaços , equipamentos e demais factores que favoreçam a sua instalação;
- afirmar Alcochete como espaço de qualidade residencial;
- detectar e resolver os estrangulamentos ambientais e salvaguardar o património histórico e cutural do concelho;
- melhorar as condições de vida das populações mais desfavorecidas do concelho ( o caso do Passil é confrangedor).
LINHAS ESTRATÉGICAS:
Os objectivos acima referidos impõem que a Câmara Municipal assuma uma estratégia que se poderia designar de «Desenvolvimento Selectivo».
- Selectividade no acolhimento de actividades económicas (estancar o crescimento desenfreado do parque logístico) , favorecendo a instalação do terciário em detrimento das indústriais poluentes e das actividads ligadas ao transporte e manipulção de mercadorias.
- Organização da rede urbana por forma a preservar e reforçar a identidade dos aglomerados e controlar a proliferação de urbanizações sem qualquer lógica de integração , facto que pode condicionar e estrangular a possibilidade do desenvolvimento estratégico do concelho no sentido proposto.
- Criação de equipamentos necessários à melhoria da qualidade de vida da população;
- Valorização do património cultural e paisagístico numa perspectiva de fruição pela população mas também como base para novas actividades económicas.
A concretização desta estratégia implicará um conjunto de intervenções que podem ser organizadas da seguinte forma:
- Promoção da Imagem de Alcochete como um concelho social e economicamente dinâmico e de um espaço onde vale a pena viver e trabalhar;
-Ordenamento do Território , compatibilizando a produção de solo urbanizado que viabilize a estratégia proposta com a preservação da qualidade ambiental , paisagística , espaços verdes , usufruto de equipamentos , serviços e facilidades lúdico-recreativas;
- Gestão Urbanística que facilite a concretização de projectos que se insiram nesta estratégia;
- Estímulo e apoio à mobilização dos agentes privados em torno desta estratégia , seja com o envolvimento da autarquia como parceira , seja pela criação de mecanismos de incentivo.
Fica para já este modesto contributo.
Logo que tenha mais disponibilidade voltarei a esta questão.
Rótulos:
construção,
emprego,
habitação,
Passil,
património,
urbanismo
26 setembro 2007
Jornal de Alcochete - Edição de 26 de Setembro
Eis o texto e a imagem da desgraça. Na página 7 da edição de hoje do Jornal de Alcochete , sob o título «Empresários Satisfeitos com fixação em Alcochete» , vem a prova dos nossos mais legitimos receios. A transformação de Alcochete numa plataforma logistica.
Citando o jornal em questão e de acordo com as palavras de João Romão da DHL , um dos oradores da 1ª Quinzena Empresarial promovida pela CMA , «... a escolha do Passil para instalar a plataforma logistica da empresa foi determinada por uma questão ECONÓMICA , COM VANTAGENS AO NÍVEL DA REDUÇÃO DOS CUSTOS...»
Está tudo dito , com a «benção» do Sr.Presidente da Câmara , que surge na foto ladeado pelos responsáveis dessas empresas , ALCOCHETE PAGA COM A SUA DESQUALIFICAÇÃO A REDUÇÃO DE CUSTOS DESSAS EMPRESAS.
É UMA VERGONHA!!!!
Também Carlos Machado do El Corte Inglês refere: « O Passil só trouxe vantagens para a empresa.» E PARA O CONCELHO SR. PRESIDENTE DA CÂMARA?
O responsável do El Corte Inglês adiantou que o grupo poderá vir a aumentar a sua plataforma logistica. Mais gigantescos caixotes de metal e betão no concelho , mais camiões TIR a circular nas suas vias.
Carlos Carvalho da Linde disse: « Celeridade na aprovação do processo burocrático , preço do metro quadrado muito competitivo e francas possibilidades de expansão na área logistica , excelentes acessos a Norte e a Sul.»
É O REGABOFE TOTAL À CUSTA DO DESENVOLVIMENTO QUALIFICADO E SUSTENTADO DE ALCOCHETE.
Jorge Pombo da Precore afirmou: « Alcochete tem plena atractividade para as operações de logistica.». PUDERA...
Sr. Carvalho , Sr. Machado e Sr.Pombo , se as vantagens dos custos e da localização são tão boas porque é que as vossas empresas não transferem para aqui as suas sedes e os seus centros de escritórios ao invés de transferir para aqui os seus armazéns e camiões? Se é tão bom porque é que não vêm viver para aqui.?Ficavam tão perto do local de trabalho.
Nota Final:
Hoje estive parado 45 minutos na rotunda de acesso à Auto-estrada nas bombas da Repsol.Entre as 8:30 horas e as 9:15 horas passaram pela rotunda de e para o Passil , 46 camiões TIR!!!!
Quem quiser ter uma noção do que estou a falar passe na rotunda entre as 12:30 horas e as 14:00 horas e assista ao espectáculo dos camiões TIR ali parqueados à hora do almoço.
É a devassa do concelho !!!
Rótulos:
betonização,
comunicação social,
empresas,
Passil,
presidente da câmara,
trânsito,
urbanismo
25 setembro 2007
Alcochete «Plataforma Logística» , Fatalidade ou Incapacidade?
Durante os 10 anos em que exerci funções como autarca e assessor noutro concelho aprendi que a realidade ultrapassa muitas vezes a nossa imaginação. Mas também aprendi que as convicções dos autarcas , a sua capacidade de prever e programar e de mobilizar vontades e competências pode efectivamente moldar os contornos do futuro.
Neste aspecto em particular , e agora que conheço melhor a realidade do que tem sido a gestão autárquica deste concelho , não me restam dúvidas que os autarcas que têm passado pela Câmara Municipal de Alcochete têm falhado clamorosamente no que respeita à capacidade de programar e de mobilizar vontades e competências.
O contraste com o exemplo de Cantanhede apresentado por Fonseca Bastos é prova disso mesmo.
Mais do que votar numa sigla , aquilo que deverá fundamentar o sentido de voto de cada um dos municípes de Alcochete nas próximas eleições autárquicas é a resposta a uma pergunta muito simples.
Querem continuar a promover a eleição de autarcas que há muito assumiram como sendo uma fatalidade a transformação irreversível do concelho num espaço de trânsito de camiões de mercadorias ?
Ou , pelo contrário , devem confiar o seu voto a quem manifeste vontade de transformar essa aparente fatalidade em vantagem competitiva fruto da localização excepcional do Concelho?
Para quem goste minimamente desta terra a resposta parece-me óbvia.
Deveremos continuar a promover a eleição de autarcas resignados , ou pelo contrário devemos eleger quem visione o concelho de Alcochete como um município dotado de vida própria , dotado de espaços e equipamentos que elevem a qualidade de vida dos seus munícipes?
Será que a escassez de meios financeiros justifica uma política de resignação a essa aparente fatalidade?
Na continuidade do que aqui já avancei , uma das opções estratégicas que configuro como fundamental à qualificação do concelho passa pela respectiva «terciarização».
Essa opção impõe necessariamente que a Câmara Municipal promova , através dos instrumentos jurídico-administrativos ao seu dispor (Planos de Urbanização ,Planos de Pormenor , Protocolos , Contratos-Programa) , em paralelo com o trabalho de redefinição do PDM e em interacção com os organismos da administração central e com os promotores privados , a instalação no concelho daquilo que poderiamos apelidar de um parque do Terciário.
Com a projecção desse espaço estariam reunidas as condições básicas de apoio a iniciativas de promoção privada que contribuissem para motivar a instalação no concelho de empresas de serviços.
Dessa forma , a Câmara Municipal de Alcochete assumia o papel de «motor do desenvolvimento» , não tanto pelo seu investimento directo ( já todos sabemos que os recursos financeiros são muito limitados) , mas antes através dum processo de planeamento urbano capaz de antecipar e enquadrar uma dinâmica de investimento imobiliário que , no plano qualitativo , vá muito além do licenciamento da instalação das referidas plataformas logísticas ( leia-se «caixotes» em metal e betão).
Por outro lado , impõe-se que a Câmara Municipal aposte decisivamente em quadros que lhe permitam preparar convenientemente e com hipótese de sucesso , a respectiva candidatura aos diferentes programas comuntários de apoio em matéria de urbanismo.
A atracção do sector terciário médio-superior tornar-se-ia então um factor catalizador do desenvolvimento qualitativo do concelho.
Só para o leitor ter uma ideia e com base em casos reais que conheço , a instalação de um «parque de serviços» com cerca de 100.000 m2 representa a criação de pelo menos 5000 postos de trabalho , dos quais 75% correspondem a mão-de-obra qualificada. As plataformas logísticas instaladas actualmente no Concelho de Alcochete ( estarão cerca de 136.000 m2 licenciados) representarão pouco mais de 1000 postos de trabalho não qualificado.
O futuro deste concelho depende da eleição de autarcas motivados e competentes que assumam de caras os riscos inerentes ao início de um processo de planeamento estratégico que se traduza num salto qualitativo para o concelho.
Com todo o respeito que me merecem , a verdade é que já todos constatámos que os actuais responsáveis autárquicos , na senda dos anteriores ,há muito que assumiram como fatalidade , que o concelho de Alcochete não pode ser muito mais do que um «espaço de trânsito de camiões TIR».
Rótulos:
autarcas,
betonização,
emprego,
Passil,
poder local,
urbanismo
Exemplo de desenvolvimento sustentável
Aqui e aqui, Luís Proença e eu próprio abordámos a errada estratégia de desenvolvimento que vem sendo seguida em Alcochete. Não são de agora esses erros que, conforme ele bem notou, representam uma visão suburbana de desenvolvimento.
Há outros caminhos a trilhar e devem ser traçados tão depressa quanto possível.
Nem de propósito, nesta segunda-feira, na RTP1, falou-se do caso do município de Cantanhede.
Não é o único que, há muito, decidiu remar contra a maré.
Há dezenas de outros casos, mas este é um bom guia de acção porque assenta no desenvolvimento de ciência e tecnologia em meio tradicionalmente rural.
1. O processo de Cantanhede principiou assim.
2. Os estatutos da associação que deu origem ao projecto estão aqui. Assenta em três eixos fundamentais: município, empresas e universidades.
3. E o estado actual é este.
Perante isto e muito mais que há no país – basta percorrê-lo, atentamente, para o detectar – os alcochetanos que decidam se preferem armazéns e camiões ou desenvolvimento sustentável.
Há outros caminhos a trilhar e devem ser traçados tão depressa quanto possível.
Nem de propósito, nesta segunda-feira, na RTP1, falou-se do caso do município de Cantanhede.
Não é o único que, há muito, decidiu remar contra a maré.
Há dezenas de outros casos, mas este é um bom guia de acção porque assenta no desenvolvimento de ciência e tecnologia em meio tradicionalmente rural.
1. O processo de Cantanhede principiou assim.
2. Os estatutos da associação que deu origem ao projecto estão aqui. Assenta em três eixos fundamentais: município, empresas e universidades.
3. E o estado actual é este.
Perante isto e muito mais que há no país – basta percorrê-lo, atentamente, para o detectar – os alcochetanos que decidam se preferem armazéns e camiões ou desenvolvimento sustentável.
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empresas,
Passil,
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24 setembro 2007
Isto também é ALCOCHETE!
Sempre com a advertência de que o leitor deverá tomar extrema precaução quando circular na zona do Passil de forma a evitar ser esmagado por um dos inúmeros camiões TIR que por ali circulam em altissima velocidade , sugerimos uma visita ao Passil - Alcochete. Reforço Alcochete , porque para muitos dos novos residentes no concelho esta é provavelmente uma realidade desconhecida.
Já conhecia esta realidade «esquecida» dos autarcas que conduzem e têm conduzido os destinos do concelho nas últimas décadas , certamente mais preocupados em promover a proliferação de monstros em betão e metal pelo seu território.
As fotos que partilho neste Blogue poderiam perfeitamente corresponder às imagens de um qualquer bairro degradado de um suburbio de uma cidade africana ou da américa central. Mas não , são imagens de ALCOCHETE!
São a prova evidente que para estes autarcas , o comunismo e socialismo que agitam como bandeira é bom é para os outros. Afinal há alcochetanos de primeira e de segunda.
Com todo o respeito que estes habitantes do Passil me merecem ,esta verdadeira «mancha terceiro mundista» que os diversos executivos autárquicos comunistas têm preferido esquecer constitui um verdadeiro atentado à dignidade dos seus habitantes e a sua erradicação deveria ter constituido uma prioridade para qualquer executivo camarário.
Habitações totalmente degradadas , arruamentos em terra batida pejados de entulho , ferro velho e detritos que convivem paredes meias com os habitantes e uma escola.
Estimados leitores. Quando forem chamados a votar , não decidam sem antes visitar o Passil.
Rótulos:
Câmara Municipal,
habitação,
Passil,
poder local
Rumo à Desqualificação do Concelho II
Eis a visão real do conceito de desenvolvimento estratégico do concelho perfilhado por este e pelos últimos executivos camarários comunistas e socialistas em Alcochete. A ocupação de um território com uma localização privilegiada por gigantescos «caixotes» em betão e metal onde centenas de camiões TIR carregam e descarregam 24 horas por dia. Uma «visão» aterradora de um concelho transformado em plataforma logistica...
AVISO: Se o estimado leitor tiver a curiosidade de ir à zona do Passil visitar «in loco» o resultado da aplicação prática do conceito de «desenvolvimento estratégico» do concelho promovido pelos responsáveis autarquicos de Alcochete nos últimos 20 anos , tenha em atenção as dezenas de camiões TIR que circulam pela EN 118 em alta velocidade , ocupando na maior parte das vezes a totalidade da estreita faixa de rodagem.
Rótulos:
betonização,
construção,
Passil,
urbanismo
Desenvolvimento negligente e talvez fatal
Existe um pólo logístico no Passil, situado no troço da EN118 entre as rotundas do Entroncamento (acesso do IC13 a Alcochete) e do Sporting (EN4 para Vendas Novas, entre outros destinos).
Em meia dúzia de anos ergueram-se gigantescos armazéns, abastecidos, noite e dia, por dezenas (ou centenas?) de camiões longos e de grande tonelagem.
Recomendo que se atente na inadequação desse troço da EN118 ao tráfego gerado pelo empreendimento.
Os armazéns estão a funcionar, os enormes camiões vieram por acréscimo e o tráfego de veículos médios e ligeiros aumentou, enormemente, mas o troço da EN118 continua sem bermas e com duas curvas apertadas e sem visibilidade a distância segura.
Mantém o mesmo traçado do início do século XX, quando os terrenos eram florestais ou agrícolas, os automóveis raros e os camiões idem e com menos peso. Mais: não há ali qualquer sinalização rodoviária a recomendar ou impor limites máximos de velocidade!
O resultado prático é perceptível por quem reparar nos inúmeros indícios de acidentes recentes. Culpa dos condutores? Claro, não é o costume?
Como habitualmente, os efeitos nefastos do 'desenvolvimento' coxo e sem infra-estruturas adequadas ficam para alguém resolver no futuro, embora, entretanto, possam vir a morrer ou a ficar estropiados inocentes. Ignoro quantas vítimas já houve naquela estrada desde que o pólo logístico está a funcionar, mas talvez os bombeiros de Alcochete disponham dessa estatística.
Aquela é uma potencial estrada da morte! E existem outras conhecidas nas redondezas. Pelo menos de quem não passa a vida fechado num gabinete.
Poderia alinhar aqui uma dúzia de perguntas dirigidas a quem se esqueceu das infra-estruturas adequadas ao tráfego gerado pelo empreendimento, mas isso valeria de quê se essa gente parece estar sempre em parte incerta, se raramente ali passa e corre reduzidos riscos de engrossar a estatística da sinistralidade rodoviária?
Se alguém quiser aprofundar este assunto, consulte a Resolução do Conselho de Ministros n.º 62/2001, de 31 de Maio, cujo art.º 9.º contempla as infra-estruturas rodoviárias previstas na zona do Passil. A rectificação do traçado da EN118 continua no papel... 76 meses depois da sua publicação!
Em meia dúzia de anos ergueram-se gigantescos armazéns, abastecidos, noite e dia, por dezenas (ou centenas?) de camiões longos e de grande tonelagem.
Recomendo que se atente na inadequação desse troço da EN118 ao tráfego gerado pelo empreendimento.
Os armazéns estão a funcionar, os enormes camiões vieram por acréscimo e o tráfego de veículos médios e ligeiros aumentou, enormemente, mas o troço da EN118 continua sem bermas e com duas curvas apertadas e sem visibilidade a distância segura.
Mantém o mesmo traçado do início do século XX, quando os terrenos eram florestais ou agrícolas, os automóveis raros e os camiões idem e com menos peso. Mais: não há ali qualquer sinalização rodoviária a recomendar ou impor limites máximos de velocidade!
O resultado prático é perceptível por quem reparar nos inúmeros indícios de acidentes recentes. Culpa dos condutores? Claro, não é o costume?
Como habitualmente, os efeitos nefastos do 'desenvolvimento' coxo e sem infra-estruturas adequadas ficam para alguém resolver no futuro, embora, entretanto, possam vir a morrer ou a ficar estropiados inocentes. Ignoro quantas vítimas já houve naquela estrada desde que o pólo logístico está a funcionar, mas talvez os bombeiros de Alcochete disponham dessa estatística.
Aquela é uma potencial estrada da morte! E existem outras conhecidas nas redondezas. Pelo menos de quem não passa a vida fechado num gabinete.
Poderia alinhar aqui uma dúzia de perguntas dirigidas a quem se esqueceu das infra-estruturas adequadas ao tráfego gerado pelo empreendimento, mas isso valeria de quê se essa gente parece estar sempre em parte incerta, se raramente ali passa e corre reduzidos riscos de engrossar a estatística da sinistralidade rodoviária?
Se alguém quiser aprofundar este assunto, consulte a Resolução do Conselho de Ministros n.º 62/2001, de 31 de Maio, cujo art.º 9.º contempla as infra-estruturas rodoviárias previstas na zona do Passil. A rectificação do traçado da EN118 continua no papel... 76 meses depois da sua publicação!
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21 setembro 2007
Desconchavo
O actual chefe da edilidade insiste em 'vender' Alcochete como pólo logístico, invocando argumentos no mínimo estranhos.
É citado no sítio na Internet do próprio município como tendo justificado a importância de uma plataforma logística no concelho porque “as plataformas logísticas estão em voga” (sic).
Conheço inúmeros argumentos desconcertantes de autarcas, mas deste jaez, sinceramente, são raros!
Esta estratégia de 'desenvolvimento' existe, em Alcochete, há três mandatos sucessivos. Para mim é incompreensível porque, quase sempre, apenas as sedes sociais de empresas geram emprego qualificado e receitas significativas.
Basta conhecer os códigos do IRS e do IRC e a nova lei das finanças locais para perceber que o legislador privilegia os locais de residência e da sede e a massa salarial, em detrimento da área ocupada.
Sabedores disso, inúmeros autarcas optam por estimular a criação de centros e incumbadoras de empresas, disponibilizando espaços gratuitos ou com renda simbólica para que micro e pequenas empresas e novos empreendedores tenham a actividade facilitada e se afirmem no mercado.
Outros, com o apoio de fundos públicos e comunitários, adquirem amplos espaços de terreno para indústria ligeira e médias sedes empresariais, cativando os empreendedores a mudar-se para locais verdes e arejados.
Porém, em Alcochete, um autarca pouco atento e rodeado de gente insensata entende que futuro promissor é sermos empregados de armazém.
Talvez seja essa a ocupação ideal para tal gente depois de 2009, mas não será, seguramente, a adequada ao perfil dos alcochetanos em idade activa.
Gostava que se demonstrassem os reflexos positivos e negativos, no orçamento municipal de Alcochete, desta proliferação de armazéns e de espaços comerciais com milhares de metros quadrados e reduzida mão-de-obra. Tal como quantos novos postos de trabalho beneficiaram residentes.
É citado no sítio na Internet do próprio município como tendo justificado a importância de uma plataforma logística no concelho porque “as plataformas logísticas estão em voga” (sic).
Conheço inúmeros argumentos desconcertantes de autarcas, mas deste jaez, sinceramente, são raros!
Esta estratégia de 'desenvolvimento' existe, em Alcochete, há três mandatos sucessivos. Para mim é incompreensível porque, quase sempre, apenas as sedes sociais de empresas geram emprego qualificado e receitas significativas.
Basta conhecer os códigos do IRS e do IRC e a nova lei das finanças locais para perceber que o legislador privilegia os locais de residência e da sede e a massa salarial, em detrimento da área ocupada.
Sabedores disso, inúmeros autarcas optam por estimular a criação de centros e incumbadoras de empresas, disponibilizando espaços gratuitos ou com renda simbólica para que micro e pequenas empresas e novos empreendedores tenham a actividade facilitada e se afirmem no mercado.
Outros, com o apoio de fundos públicos e comunitários, adquirem amplos espaços de terreno para indústria ligeira e médias sedes empresariais, cativando os empreendedores a mudar-se para locais verdes e arejados.
Porém, em Alcochete, um autarca pouco atento e rodeado de gente insensata entende que futuro promissor é sermos empregados de armazém.
Talvez seja essa a ocupação ideal para tal gente depois de 2009, mas não será, seguramente, a adequada ao perfil dos alcochetanos em idade activa.
Gostava que se demonstrassem os reflexos positivos e negativos, no orçamento municipal de Alcochete, desta proliferação de armazéns e de espaços comerciais com milhares de metros quadrados e reduzida mão-de-obra. Tal como quantos novos postos de trabalho beneficiaram residentes.
27 março 2006
Terras do fim do mundo: Passil

O Google Earth é a melhor ajuda para mostrar como se vive no Passil, a 8km do Largo de São João.
Entre o campo de futebol e a rotunda do Sporting é terreno privado, no qual se situam as casas dos antigos e actuais trabalhadores de uma propriedade agrícola em tempos desanexada da Herdade de Rio Frio.
Para baixo dessa zona o espaço está sob administração camarária.
Atente-se no estado de abandono do espaço público, onde não há sinais de asfalto ou passeios. É pó no Verão, pequenas lagoas e lama no Inverno.
Há mais de uma década que isto está para ser arranjado. Esta gente continua à espera, pacientemente. E raros faltam às urnas em dia de eleições!
Esta imagem data do Verão de 2001. As casas cujos telhados se observam a Sul da sede da associação do Rancho do Passil e da escola estão legalizadas e os respectivos proprietários pagam contribuição autárquica (agora é IMI).
De 2001 para cá construíram-se várias novas habitações nessa zona, bem como junto à EN4, que se observa à direita do aglomerado.
É para as péssimas condições de vida desta e doutra gente que eu chamo a atenção dos demais residentes no concelho.
Não é justo que se gaste tanto dinheiro em elefantes brancos e haja centenas de concidadãos que continuam a viver quase como no séc. XIX.
No Passil residem alcochetanos que são também os meus heróis.
26 março 2006
Passil

Quem circunda a rotunda do Sporting Clube de Portugal divisa com facilidade o Passil, uma das zonas mais pobres do Concelho de Alcochete.
Se há qualquer coisa que desconfortabiliza, é entrar no Passil à noite: a escuridão é de breu porque a iluminação é deficientíssima. Este mesmo facto também foi objecto de protesto meu à Câmara. Através do Gabinete de Apoio ao Presidente, recebi esta resposta: «A rede de iluminação pública é gerida pela EDP. No entanto as remodelações são custeadas pela Câmara, assim como o pagamento da energia» sic. Ora eu não perguntei à Câmara quem geria a rede de iluminação pública nem quem custeava as remodelações e pagamento da energia. Ou isto é incompetência ou faz-se pouco do munícipe.
Sou um cristão - sempre o disse - que me sinto confrangido a falar assim, mas as minhas convicções cristãs não entram em choque com o exercício da cidadania. Por força deste exercício, sou obrigado a falar como falo.
Rótulos:
Câmara Municipal,
electricidade,
Passil
24 março 2006
Pontão e Monte Laranjo
Quem passa o Passil a caminho de Pegões, depois da rotunda, tem à direita os caminhos, primeiro para o Pontão, logo a seguir Monte Laranjo.
As populações destas localidades do Concelho de Alcochete vivem mergulhadas em tremendas dificuldades. Estou convencido de que a maior parte das pessoas que residem na vila não fazem a mais pequena ideia das privações suportadas pelos moradores de Pontão e Monte Laranjo. Eu nunca esquecerei o júbilo nos rostos das crianças quando lhes oferecíamos roupas de marca, excedentes dos nossos filhos. São experiências que só no terreno podem ser avaliadas e ficam para sempre.
Mas o que mais me confrange é o facto de os acessos àquelas localidades serem centenas de metros de terra batida. De Verão é a poeira; de Inverno são os buracos e a lama.
Escrevi então à Câmara, defendendo que os caminhos, com a congregação de esforços das partes interessados, talvez pudessem ser asfaltados.
A resposta, sem começar pelo nome do destinatário que sou eu, reza assim relativamente à matéria em foco: «Tanto o Pontão como o Monte Laranjo encontram-se em propriedade privada, pelo que, o asfaltamento das respectivas acessibilidades não é competência desta Câmara. No entanto, sempre que estes caminhos necessitam de reparação, a autarquia efectuará a sua reparação» sic. Nesta resposta que me foi dada, eu descortinei alguma contradição, porque se a Câmara efectua a reparação dos caminhos sempre que urge, tem para tal a autorização do(s) proprietário(s). Assim sendo, este(s) não se disponibilizaria(m) à negociação de um bem maior, isto é, ao asfaltamento? O teor desta pergunta leva-me a dirigir uma segunda missiva à Câmara, opinando que o facto de os caminhos para o Pontão e Monte Laranjo pertencerem a propriedade privada não ergueria muro intransponível ao fim almejado. Torno a transcrever a resposta que, como a anterior, começa sem se dirigir ao destinatário, pormenor revelador do desprezo que o(a) escriba sente pelo munícipe: «[...] Relativamente ao Monte Laranjo, está em causa uma propriedade agrícola devidamente vedada. Neste caso o proprietário não tem permitido intervenções de fundo, conseguindo-se, apenas, intervenções pontuais de melhoria dos acessos. No caso do Pontão, os custos de pavimentação das estradas são bastante onerosos, para além de não ser espaço público» sic. Agora, nesta redacção, Monte Laranjo e Pontão apresentam-se em planos distintos: no que toca ao primeiro aglomerado populacional, não há acréscimo de informação por parte do Gabinete de Apoio ao Presidente, mas o segundo surge envolto em contradição. É que parece estar implícita a ideia de que a pavimentação para o Pontão não se faz tanto por o caminho ser propriedade privada, mas mais por ser onerosa. E pronto, ninguém julgue que eu tornei a bater no ceguinho.
As populações destas localidades do Concelho de Alcochete vivem mergulhadas em tremendas dificuldades. Estou convencido de que a maior parte das pessoas que residem na vila não fazem a mais pequena ideia das privações suportadas pelos moradores de Pontão e Monte Laranjo. Eu nunca esquecerei o júbilo nos rostos das crianças quando lhes oferecíamos roupas de marca, excedentes dos nossos filhos. São experiências que só no terreno podem ser avaliadas e ficam para sempre.
Mas o que mais me confrange é o facto de os acessos àquelas localidades serem centenas de metros de terra batida. De Verão é a poeira; de Inverno são os buracos e a lama.
Escrevi então à Câmara, defendendo que os caminhos, com a congregação de esforços das partes interessados, talvez pudessem ser asfaltados.
A resposta, sem começar pelo nome do destinatário que sou eu, reza assim relativamente à matéria em foco: «Tanto o Pontão como o Monte Laranjo encontram-se em propriedade privada, pelo que, o asfaltamento das respectivas acessibilidades não é competência desta Câmara. No entanto, sempre que estes caminhos necessitam de reparação, a autarquia efectuará a sua reparação» sic. Nesta resposta que me foi dada, eu descortinei alguma contradição, porque se a Câmara efectua a reparação dos caminhos sempre que urge, tem para tal a autorização do(s) proprietário(s). Assim sendo, este(s) não se disponibilizaria(m) à negociação de um bem maior, isto é, ao asfaltamento? O teor desta pergunta leva-me a dirigir uma segunda missiva à Câmara, opinando que o facto de os caminhos para o Pontão e Monte Laranjo pertencerem a propriedade privada não ergueria muro intransponível ao fim almejado. Torno a transcrever a resposta que, como a anterior, começa sem se dirigir ao destinatário, pormenor revelador do desprezo que o(a) escriba sente pelo munícipe: «[...] Relativamente ao Monte Laranjo, está em causa uma propriedade agrícola devidamente vedada. Neste caso o proprietário não tem permitido intervenções de fundo, conseguindo-se, apenas, intervenções pontuais de melhoria dos acessos. No caso do Pontão, os custos de pavimentação das estradas são bastante onerosos, para além de não ser espaço público» sic. Agora, nesta redacção, Monte Laranjo e Pontão apresentam-se em planos distintos: no que toca ao primeiro aglomerado populacional, não há acréscimo de informação por parte do Gabinete de Apoio ao Presidente, mas o segundo surge envolto em contradição. É que parece estar implícita a ideia de que a pavimentação para o Pontão não se faz tanto por o caminho ser propriedade privada, mas mais por ser onerosa. E pronto, ninguém julgue que eu tornei a bater no ceguinho.
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Monte Laranjo,
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