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26 setembro 2010

Que “educação” em Alcochete?!

Teve início no passado dia 13 do corrente mês o novo Ano Lectivo em todo o País e, naturalmente, que o concelho de Alcochete não foi excepção à regra. Com pompa e circunstância, o executivo de Alcochete, uma vez mais, efectuou uma recepção calorosa a toda a Comunidade Educativa. Foi, sem margem para dúvidas, um gesto simpático que consistiu em dar as boas vindas aos novos elementos da respectiva comunidade, assim como rever todos os outros que transitam do ano findado para o presente ano. É do domínio comum, que a base de um País reside precisamente na educação dos seus activos. Hoje, mais do que nunca, o sucesso de uma economia e o desenvolvimento sustentado de um País está intimamente ligado à qualificação da sua população e ao enriquecimento dos seus conhecimentos, de forma a proliferarem nas actividades desenvolvidas os respectivos dados adquiridos, competindo assim numa economia, designadamente, mais globalizada.
Só estudando, só aperfeiçoando conhecimentos, técnicas e teorias, desde que superiormente acompanhadas pelas equipas Docentes, poderemos mais tarde retirar dividendos desse contributo, não só no capítulo da cidadania mas, fundamentalmente, na importância que o mesmo desempenha no sucesso das nossas empresas, no bem-estar social e profissional de cada um de nós e, sobretudo, colaborando para um País mais justo, mais credenciado, no fundo para um País melhor.
A vida é feita de oportunidades e estudar é uma oportunidade concedida às nossas crianças, aos nossos jovens, a todos, porque “o saber não ocupa lugar e nunca é tarde para aprendermos”. São estas oportunidades que se pretendem iguais para todos, que transformam as nossas escolas em centros de verdadeira aprendizagem. E para tal, é fundamental que o Estado prossiga o investimento que tem vindo a efectuar nas escolas públicas. Não é de todo possível, por mais esforço que seja efectuado, consolidar um total investimento em todos os concelhos, existe a necessidade de ratear as condições adjacentes a um investimento desta natureza, não só em função da população estudantil mas igualmente face aos estabelecimentos de ensino já existentes.
Quando a nossa autarquia assume a postura de defensores da prioridade “educação”, não basta criticarmos o governo por não investir no nosso concelho as verbas que pretendíamos. Temos de assumir uma postura mais dinâmica, possuir uma visão mais ampla do conceito de educação e desenvolver várias acções/iniciativas para evitarmos o que actualmente acontece no nosso concelho, ou seja, escolas sobrelotadas, nalguns casos com lotação em dobro do que seria expectável, a imperiosa necessidade de se efectuarem desdobramentos de horários, proporcionando um transtorno incalculável para toda a comunidade educativa. A falta de pessoal não docente é uma enorme lacuna nas nossas escolas do concelho. Continua a ser inadmissível que as actividades extracurriculares se desenvolvam em contentores e, em alguns locais do nosso concelho, há algum tempo a esta parte foram instalados pré-fabricados apenas provisoriamente, mas esse provisório já dura alguns anos…
No presente ano lectivo e nomeadamente na escola do Monte Novo, no que concerne ao 1.ºano do 1º.ciclo, crianças com residência a cerca de 50 metros deste estabelecimento de ensino não puderam ser colocadas por falta de espaço. Não existiam condições físicas para aceitar inscrições, informação que tardou em ser difundida junto dos encarregados de educação, e estas crianças, no seu primeiro contacto com a escola, tiveram de ser colocadas praticamente no lado oposto da vila.
O Centro Escolar de São Francisco e da Quebrada Norte em Alcochete tardam no arranque da respectiva construção. Estou preocupado com o futuro da minha terra, anseio por melhores condições e não gostava de ver as nossas crianças envoltas numa verdadeira “sopa de letras”, quando se pretende dotá-las de conhecimentos, para assegurarmos um futuro mais risonho para todos e sobretudo para as gerações vindouras.
Desejo a todos os professores, pessoal não docente, encarregados de educação e sobretudo a todos os alunos, um ano lectivo repleto de empenho, dedicação e coroado de sucesso.
Hoje estudantes, amanhã homens e mulheres da nossa sociedade. O País e o nosso concelho necessitam de vós.


Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS
bancadapsalcochete@gmail.com

09 outubro 2009

Entrevista de Luis Franco ao Jornal do Montijo

Em entrevista ao Jornal do Montijo, Luís Franco, líder da CDU em Alcochete afirmou que investiu dois milhões de euros na educação, há então que desmistificar estas declarações:
Onde foram gastos os dois milhões?

Vamos às obras:

Na Escola do Valbom, a CMA, gastou 31 111 58 euros na execução da base do pavimento desportivo, da rede de drenagem e da pavimentação da área envolvente.
Há ainda a salientar a colocação de toldos em todos os estabelecimentos do Pré-Escolar e 1.º Ciclo, a recuperação do piso do recreio do Jardim-de-Infância de Samouco e as obras de beneficiação na cantina escolar da Escola de São Francisco, num total de aproximadamente 150 000 euros.
Foram prometidas obras de ampliação na escola da Restauração (mais 3 salas no valor de cerca de 100 000 euros)

Eu pergunto, onde foi gasto o resto do dinheiro? Nas refeições para os alunos? No pessoal não docente? Em subsídios às escolas? No carnaval?

Será que estão contabilizados nestes 2 milhões, os gastos com os projectos duas vezes chumbados, dos novos Centros Escolares de Alcochete e de S. Francisco?

Senhor Presidente, eu não duvido que tenha gasto 2 milhões de euros com o pelouro da Educação, não lhe chame é INVESTIMENTO, por favor!

25 setembro 2009

Precisamos de uma nova escola do 2º e 3º ciclos! Quem se compromete?

Agora que estamos em vista de ter mais duas escolas do 1º cíclo, há que pensar urgentemente no facto de que a actual Escola El Rei Dom Manuel I, alem de já estar superlotada com aulas a funcionarem em contentores, daqui a poucos anos será manifestamente insuficiente para a população escolar do concelho.
De entre os actuais candidatos a Presidente de Câmara, quem se compromente a construir uma nova escola?
Ou apenas vamos adicionar mais contentores à já existente?
Dentro de quatro anos será preciso ter cerca de 15 novas turmas do 5º ano, com uma media de 8 a 10 novas turmas por cada ano, não é preciso ser um grande matemático para perceber que será impossível albergar todas estas novas crianças na escola El Rei Dom Manuel I.
O que têm a dizer sobre isto Luis Franco, Jorge Borges da Silva e António Maduro?

21 setembro 2009

Escola do Monte Novo incia as Aulas!

Deixo aqui excertos das declarações do Vereador da Educação Paulo Machado ao Jornal de Alcochete em 10 de Junho de 2009

“A escola do Monte Novo vai abrir no próximo ano lectivo com a dignidade que ela merece”

“Na reunião de Câmara realizada ontem foi aprovado o projecto de adjudicação para a construção da base do recinto desportivo da escola.”

“Quanto ao estabelecimento do Monte Novo fica a promessa de que no início do próximo ano lectivo os alunos irão entrar numa escola sem buracos.”

Se tiverem oportunidade, vejam com os vossos próprios olhos!
E.....
Tirem as vossas conclusões!

19 setembro 2009

Não disse o que fez mas o que fará

No dia 11-09-09, a um mês das eleições autárquicas, Luís Franco «...aproveitou o dia de recepção à comunidade educativa [...] para anunciar, oficialmente, a aprovação de duas candidaturas que viabilizam a construção de dois novos Centros Escolares no concelho de Alcochete. Um em São Francisco, o outro na Quebrada Norte, em Alcochete» (Jornal do Montijo, 18 de Setembro de 2009).
Luís Franco não disse o que fez mas o que fará.
Se nada fez como tudo fará?

08 setembro 2009

Qual a obra emblemática desta Câmara?


Infelizmente, embora José Inocêncio não fosse o político na acepção que Balladur dá a esta expressão, a verdade é que o mandato deste autarca deixou obras emblemáticas, quais sejam o Forum Cultural, a Biblioteca Pública de Alcochete, o Ginásio da Escola El-Rei D. Manuel I, etc.

Qual é a obra emblemática desta Câmara?

04 setembro 2009

Desmistificação


A candidata pelo Partido Comunista à vereação da Câmara Municipal de Alcochete, Susana Custódio, senhora que não tenho a certeza de conhecer, escreveu na edição de 04-09-09 do Jornal do Montijo um artigo de opinião intitulado "Depois do Pão a Educação" que me permito comentar.
A dado passo do texto, pode ler-se: «Na Carta Educativa podemos conhecer quais as acções e projectos propostos com o objectivo de proporcionar a todos as condições de acesso à educação em espaços e equipamentos dignos...». Logo a seguir fala daquilo que chama "Projectos Estruturantes", enumerando-os exaustivamente. E conclui: «A realização destas intervenções está prevista para um período de tempo que se estende até 2015» (negrito meu). Claro que até à data nada foi feito, pois se o fosse, a militante comunista faria de tal facto uma bandeira.
Mais à frente, a articulista engendra o discurso desta maneira: «A Câmara Municipal de Alcochete desenvolveu já todo um trabalho no sentido de criar as condições necessárias para dotar, nos primeiros anos do próximo mandato, o concelho com novos estabelecimentos de ensino...» (negrito meu), passando ela de imediato a discriminá-los. Por fim, a conclusão triunfal: «Desta forma concretizam-se alguns dos principais objectivos indicados na Carta Educativa...» (negrito meu). Mas eu pergunto: "concretizam-se"? Não estou a perceber esta forma verbal no tempo presente do modo indicativo a expressar assim tanta certeza, quando todas «...as acções e projectos...» se enviam para o futuro.
Eis como, através de uma mistificação discursiva habilmente tramada, o leitor menos prevenido fica com a impressão de que a Câmara fez tudo quando não fez nada.

17 julho 2009

E as Empresas do Concelho?

Gostaria hoje de reflectir sobre a notícia do Jornal de Alcochete que diz respeito à obra no campo desportivo da Escola do Monte Novo.

Finalmente, e após queixas na ASAE, denúncias da Associação de Pais e do candidato do PSD, Jorge Borges da Silva, parece que a Câmara Municipal irá finalmente avançar com obras de requalificação do campo desportivo do estabelecimento de ensino.
Segundo o JA, a adjudicação foi feita à Fabrigimno pela verba de 9055,50 euros, verba esta que será paga pelo Instituto do Desporto de Portugal e pela Federação Portuguesa de Futebol. Contra este tipo de protocolos não estou nem nunca estarei, mas gostaria de deixar duas perguntas pertinentes:

Será que para se fazer obra neste concelho, será sempre necessário haver quem pague as obras? Não tinha a Câmara Municipal os 9000 euros necessários à execução da Obra?

Uma outra questão muito importante prende-se com a adjudicação da obra à Empresa Fabrigimno...
Foi a Câmara que adjudicou directamente ou foram as entidades que pagaram?
Não havia no concelho uma empresa que até já doou à Câmara um outro campo de jogos noutra escola?
Não deveria essa empresa ser consultada sobre este assunto?
Será que foi?
Ou será que nem sequer se tiveram a amabilidade de a consultar?

Todas estas são questões que gostaria ter respostas por parte de alguém da Câmara Municipal, ou será pedir muito?

Já agora aproveito também para fazer uma outra pergunta ao executivo camarário:
A venda dos bilhetes para a Feira de Alcochete só rendeu 350 euros?
É que esse foi o último subsídio atribuído à Cercima pela Câmara Municipal (fonte Jornal de Alcochete).


11 junho 2009

Ai as escolas!

Analisados desenvolvimentos recentes acerca da degradação da escola básica do Monte Novo, no centro da vila de Alcochete – assunto aqui abordado há alguns dias – concluo haver duas soluções provisórias que tardaram demasiado.
Embora o executivo municipal tenha o dever de manter as escolas básicas em condições de conservação e segurança e de solucionar os problemas de degradação que nelas vão surgindo, foram necessários repetidos alertas e muitos meses de espera para alguém se preocupar com o estabelecimento do Monte Novo. E só depois de denunciada a situação em público se decidiram, enfim, a mandar limpar o recinto e a tapar buracos no piso.
Já antes havia um projecto de substituição do piso do recinto desportivo, cuja adjudicação foi apressadamente levada à reunião de câmara do passado dia 9, assunto ainda hoje mal esclarecido e explicado, mormente quanto ao prazo de execução.
Oxalá me engane mas, perante o que é do conhecimento público, temo que poucas ou nenhumas melhorias existam no início do próximo ano lectivo, embora, felizmente, ele coincida com eleições.
Haverá outras ilações a extrair deste caso desagradável.
As prioridades orçamentais do município parecem despropositadas. Gasta demasiado em festas, subsídios e detalhes de efeito imediato mas escassamente na conservação e construção de infra-estruturas essenciais que dele dependem exclusivamente.
Os autarcas com funções executivas afadigam-se na elaboração e apresentação de projectos mas nenhum sabe quem irá financiar a concretização. Dantes havia foguetório quando se inaugurava obra nova, agora embandeira-se em arco com promessas.
Os novos estabelecimentos de ensino pré-escolar e básico merecem reflexão urgente e aprofundada, quer porque a capacidade das actuais infra-estruturas há muito foi excedida como porque em cinco anos houve projectos distintos e nenhum foi avante.
Num país onde nascem cada vez menos crianças e num concelho com densidade populacional concentrada em três grandes núcleos justificar-se-ão meia dúzia de pequenas escolas, pouco funcionais porque boa parte delas construída há mais de meio século?
Sem se endividar ainda mais duvido que, nos próximos três a cinco anos, o município de Alcochete consiga obter financiamento público para projectos como os dos centros escolares da Quebrada e de São Francisco. Em face das limitações orçamentais do Estado, quase só projectos intermunicipais têm sido considerados prioritários.
Talvez mais facilmente se obtenha financiamento público para empreendimentos escolares em Alcochete e Montijo se os respectivos edis se sentarem à mesa e planearem um ou dois centros escolares nos limites comuns a ambos os municípios.
Idêntico princípio de complementaridade é ainda válido para muitas outras carências, como as de espaços verdes, de parques de recreio e lazer para a juventude, de infra-estruturas desportivas, de mercados, de saúde, de vias de comunicação, etc.

01 junho 2009

Critérios de gestão discutíveis

Hoje é o Dia Mundial da Criança e agradeço a quem me forneceu matéria para assinalar a data.


Pouca noção temos da verdadeira realidade local – excepto o que o pombal da
boataria amplifica – e o dia-a-dia continua marcado por festança e foguetório enquanto a democracia vai gangrenando com problemas iludidos ou varridos para debaixo do tapete.
Conforme há dias assinalei aqui, recentemente, para golpadas
de propaganda eleitoral e promoção de vaidades pessoais, queimaram-se em quatro dias os impostos anuais cobrados a mais de meia centena de esforçados alcochetanos.
Mas porque as crianças não votam, a poucas centenas de metros de
distância são tratadas com desdém e descuidam-se pequenas reparações que deveriam merecer atenção ingente e urgente.
Através de
alguém que presumo ligado à Associação de Pais e Encarregados de Educação dos Alunos da Escola do 1.º Ciclo do Ensino Básico (EB1) N.º 1 de Alcochete – vulgo escola do Monte Novo, situada entre as artérias da Repartição de Finanças e da estação dos CTT, no centro da vila – acabo de receber a seguinte colecção de imagens que, com profunda mágoa, deixo à consideração geral.



Isto deveria ser um bebedouro!





Fui à escola do Monte Novo e confirmo que as imagens são actuais e correspondem à realidade. O panorama brada aos céus e dizem-me durar há demasiado tempo.
Restam ainda cinco semanas de aulas no presente ano lectivo e da câmara alguém respondeu aos pais preocupados estarem em preparação obras de remodelação do piso, que decorrerão durante as férias estivais.

Até lá nada há a fazer para remediar estes e outros problemas? Crianças de seis a nove anos de idade podem, diariamente, continuar a correr riscos?
Gastaram-se 45.000€ numa feira eleitoral pimba e não há sequer uma fracção disso para cuidar da integridade, da segurança e da qualidade de vida de nossos filhos e netos?

Desafio-o(a) a si, leitor(a), a interrogar directamente os seus representantes eleitos no executivo da autarquia, já que a mim e aos autores deste blogue, em geral, apenas respondem jagunços embuçados, acima dos quais paira um poder receoso e enclausurado em torre de marfim, sem dignidade nem coragem para fornecer explicações e apresentar desculpas ao povo de que depende.
Desafio-o(a) também, leitor(a), a oferecer os seus préstimos à associação de pais da escola do Monte Novo, a qual deverá solicitar à autarquia autorização para que um grupo de cidadãos se disponha a fazer depressa o que aquela ignorou durante demasiado tempo.
Pouco ou nada percebo de construção civil mas depressa aprenderei a colar ladrilhos e a associação pode também contar comigo para o que for preciso.
A este poder opaco, que resume o essencial da vida do município à festança e à distribuição de um bodo quinzenal suportadas pela gamela dos nossos impostos, deve cobrar-se o mau uso da representação política.
Um município não é uma pia misericórdia de futilidades e o nosso, cuja origem se perde na poeira dos tempos, para valer a pena terá de ser dignificado com actos e gestos administrativos cuja dimensão humana sobreleve a promoção pessoal de alguns figurões.

26 fevereiro 2009

Municipalismo de outrora (12): escolas sobrelotadas



Em 15 de Junho de 1940 a câmara delibera pedir às instâncias competentes a nomeação dos terceiros professores para as escolas primárias masculina e feminina da sede do concelho, "dado que o número de crianças em idade escolar é considerável, podendo mesmo considerar-se excessivo em relação ao de agentes de ensino e, por esse facto, não podem ser admitidas à frequência todas as crianças em idade escolar que se apresentam à matrícula no princípio dos anos lectivos, o que é deprimente e altamente prejudicial para o futuro dessas mesmas crianças". Naturalmente, esta deliberação foi aprovada por unanimidade.

Nova referência ao assunto ocorre na sessão de 19 de Outubro seguinte, quando se insiste na nomeação do terceiro professor para a escola do sexo masculino (Escola Conde de Ferreira, no Rossio de Alcochete), lugar que, entretanto, fora oficialmente criado.
Um mês depois o presidente da câmara ditaria ainda para a acta outra proposta, considerando que, por haver muitos adultos analfabetos, "a câmara resolve pedir a quem de direito que crie curso nocturno na escola masculina, assumindo as responsabilidades consequentes da decisão". A câmara dispunha-se a suportar as despesas inerentes e a proposta é aprovada por unanimidade.
Como não havia sala disponível na Escola Conde de Ferreira, em Janeiro de 1941 a câmara decide arrendar uma sala ao Grupo Desportivo Alcochetense para nela funcionar a terceira turma masculina do ensino primário.
Na sessão camarária de 26 de Setembro de 1941 aprova-se "solicitar superiormente a entrada em funcionamento do terceiro lugar feminino [de professor] das escolas da vila", criado no ano anterior a pedido da câmara, e a 10 de Outubro seguinte é decidido pagar a electricidade para o curso nocturno da escola masculina da vila, cuja sala ficou provisoriamente instalada numa sala do Asilo Barão de Samora Correia, cedida pela Santa Casa da Misericórdia.
Na mesma sessão é decidido que a regente da escola de São Francisco passaria a receber mais 120$00 anuais para a limpeza e expediente das aulas nocturnas. Em Outubro de 1943 a câmara pede ao director escolar de Setúbal que inicie, no ano lectivo seguinte, o curso nocturno no posto escolar de São Francisco, pagando a câmara as despesas de expediente e de iluminação.
Em Julho de 1944 a Santa Casa da Misericórdia informa a câmara que, a partir de Outubro seguinte, não mais poderia continuar a alojar a escola nocturna masculina e três meses depois é decidido que o município assumiria as despesas da electricidade com o funcionamento do curso nocturno.

(continua)

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18 fevereiro 2009

A desilusão e o parque de Skate !

Gostaria de partilhar com a comunidade educativa a desilusão que sinto, quatro meses depois de apresentar um projecto à Escola Secundaria de Alcochete de valorização profissional para aqueles jovens com o prémio final de levar um grupo de jovens aos jogos olímpicos, que como sabem são em Inglaterra. Eu e o meu amigo José Sousa queríamos envolver todos os departamentos da escola. Ainda hoje esperamos a resposta e a proposta de nome para o projecto .
Parabéns pela dinâmica que "certos" professores colocam nos nossos filhos. Mais tarde são os mesmos que depois vêm dizer que as empresas não apoiam as escolas.
No nosso caso estamos muito à-vontade para falar deste tema, pois por opção própria continuaremos a dizer que é o espaço fundamental de aposta para que se possa mudar algo neste Pais.
Felizmente que para superar esta triste desilusão, tivemos umas reuniões de elevada importância com os putos do Skate de Alcochete. Grandes Putos Esses quando forem professores da escola não demoram quatro meses a dar resposta a um projecto.
Vamos todos fazer o parque de skate. Estes putos merecem tudo!! Deixo o desafio.

Mesmo assim quatro meses, comparado com o projecto do Valbom é um prazo de elevado nível!

16 fevereiro 2009

Putos não votam


Os quadros acima (clique sobre eles para ver versão legível) evidenciam que, na presente década, houve escasso empenho em resolver problemas elementares da comunidade alcochetana, sendo notória a carência de estabelecimentos de ensino.
Desde o ano 2000, na educação pré-escolar apenas surgiram dois novos estabelecimentos privados, no 1.º ciclo do ensino básico desapareceu uma escola e nos restantes graus houve apenas a assinalar a construção da Escola Secundária de Alcochete, o que explica o aumento de alunos matriculados desde o ano lectivo de 2005/2006.
Demasiada gente andou distraída porque, entre 2000 e 2007, o total de alunos matriculados cresceu mais 50%, sendo particularmente notório no pré-escolar onde a procura quase duplicou. Mas nesse grau só a oferta privada aumentou significativamente, pelo que o problema será muito sério para as famílias de fracos recursos económicos.
Lamentavelmente, na melhor das hipóteses não haverá soluções antes do ano lectivo de 2012/2013.
Mas podem continuar descansados: os putos não votam e os pais também andam distraídos!

10 fevereiro 2009

Qualidade de Vida!

Este é o primeiro texto que submeto neste magnifico centro de reflexão.
Quando cheguei a Alcochete de malas e trabiques aviados, vinha à procura da tão chamada e aclamada "Qualidade de Vida", e muito facilmente me apercebi que aqui nesta bela vila a podia encontrar... Desde a sua beleza natural à beira-Tejo plantada, às suas tradições, seus costumes e gentes.

Como qualquer novo morador, preocupei-me com a integração da minha famiíia na comunidade, o que a princípio não foi fácil, pois não conhecia uma única pessoa em Alcochete... Mas, como sempre fui uma pessoa comunicativa, lá fui a pouco e pouco, interagindo com a comunidade...
Mas só me senti verdadeiramente integrado, quando em Outubro de 2006, depois de uma acalorada reunião na escola do meu filho (EB1 nº 2 Valbom), decidi em conjunto com meia dúzia de pais fundar uma Associação de Pais, naquela escola.
Foi aí que comecei a ter um papel mais activo, talvez quem sabe interventivo, nesta nossa querida vila.
Deve um cidadão perder tempo com este tipo de coisas? Absolutamente...
Senão vejamos, quando o meu filho entrou para a escola do Valbom, a escola parecia decididamente um "Tarrafal", desde o pó e a lama do recreio, ao frio e calor das salas de aula e refeitório, a total falta de investimento do Estado de da CMA, naquelas instalações era por demais evidente...
Diziam-nos, as professoras, que já tinham pedido ajuda a toda a gente, mas nunca tinham sido ouvidas, e que duvidavam, que nós, um "conjunto de maduros", sem experiência na matéria, jamais conseguiríamos mudar o rumo dos acontecimentos...
Enganaram-se redondamente... Graças a uma equipa extraordinária, cheia de entusiasmo, competente e com muita vontade de mudar as coisas, lá fomos batendo às portas, pedindo ajuda, e o resultado está à vista, já existe alguma qualidade de vida na escola do Valbom, acabou-se com o frio e o calor, e estamos quase a acabar com o pó e a lama do recreio...
Há que fazer dois reconhecimentos a duas pessoas que com a sua ajuda e força de vontade também tornaram e muito possível esta mudança, ao Vereador Paulo Machado, que embora muitas vezes atafulhado em burocracias e directrizes partidárias lá nos foi ajudando... e ao Carlos Paixão e à Mondo que há ano e meio atrás ofereceu os dois mini campos de jogos para a escola...Há ano e meio sublinho, mas a Qualidade de Vida é difícil de adquirir... Há que lutar muito, nunca perder a força de vontade, saltar por cima das adversidades e dar tudo de nós sem qualquer reservas...
Assim e em forma de desafio, despeço-me pedindo a todos que se envolvam na vida do nosso concelho, pois todos somos poucos para atingir a verdadeira "QUALIDADE DE VIDA"
Sérgio Silva

Municipalismo de outrora (11): ensino primário

Antiga Escola Conde de Ferreira (masculina),
construída em 1866,
cujo edifício subsiste no
Largo Barão de
Samora Correia
embora hoje com outra finalidade.


Tal como hoje, há 60 anos as escolas do ensino primário estavam a cargo da câmara e o Estado pagava apenas aos professores, embora a dimensão das responsabilidades e as despesas municipais pouco tivessem a ver com o que sucede na actualidade.

Na época o ensino era normalmente separado por sexos, pelo que as freguesias de Alcochete e Samouco possuíam uma escola masculina e outra feminina. Todavia, o posto escolar de São Francisco, criado em 1939, representava uma excepção e tinha frequência mista.
Em Alcochete os edifícios escolares foram construídos para esse efeito – a escola masculina era a Conde de Ferreira (datada de 1866), situada no antigo Rossio, único edifício que ainda subsiste – mas em Samouco os edifícios eram alugados e a sua construção teve em vista finalidade diversa.
Na freguesia de São Brás de Samouco, em meados de 1938, a renda semestral da escola masculina era de 300$. Em Março de 1939, Maria Carlota Pinho era a senhoria do edifício da escola feminina da mesma freguesia, por cujo arrendamento a câmara pagava semestralmente 240$00.
O arrendamento do primeiro posto escolar de São Francisco data de Janeiro de 1939, sendo a renda mensal de 60$00 paga ao senhorio José Maria Correia. Era – diz-se na acta camarária em que tal decisão é ratificada – "a única casa em condições", embora fosse necessário adaptá-la. A câmara incumbiu-se das obras, mas descontou o respectivo valor na renda até ao seu integral pagamento.
A intenção era criar um posto misto, englobando alunos dos dois sexos, então caso único no concelho. Logo que o posto começa a funcionar subsiste a necessidade urgente de encontrar habitação para a respectiva regente, para o que a professora fazia insistentes pedidos à câmara. E sem a anuência ver-se-ia "impedida de exercer a sua missão de forma eficiente".
Um ex-aluno da primeira metade da década de 50 recorda que essa regente, então em final de carreira, tinha vincada personalidade e era muito exigente, sendo temida e conhecida como "Sarnica" entre a garotada. Sabe-se hoje que incomodava a própria edilidade da época.
Ainda em 1939 reconhecia o professor primário Francisco Leite da Cunha, então chefe da edilidade, que, "embora nenhum diploma obrigue a câmara e outros corpos administrativos a darem habitação aos agentes do ensino, antes pelo contrário", (...) "muitas vezes os agentes de início encontram dificuldades em se instalarem convenientemente, muito embora à sua conta, e observa-se uma tendência, até expressa em variadíssimas disposições da lei, de tentar obviar a este inconveniente".
Prossegue a declaração do presidente da câmara para a acta: "procurei dar-lhe remédio e parece-me tê-lo encontrado. Existe no lugar de São Francisco uma casa, propriedade de José Soares, onde facilmente e com ligeiros trabalhos de adaptação poderá funcionar o posto escolar e servir ao mesmo tempo de residência da respectiva regente". Assim, o presidente propõe que a câmara arrende a casa por 50$00, pagos semestralmente, vigorando o contrato a partir de 1 de Outubro seguinte e por tempo indeterminado.
Após ter pago a adaptação do primeiro edifício, nove meses depois a câmara decide transferir o posto escolar para outro local, de modo a assegurar também a residência à regente. A proposta seria aprovada por unanimidade.

continua

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05 fevereiro 2009

Contas à Educação

Há, em Alcochete, estatísticas preocupantes que pouco parecem importar à maioria.
Os indicadores de Educação respeitantes ao ano lectivo de 2006/2007 justificam análise, reflexão, explicações e, naturalmente, a busca de soluções práticas que contribuam para a progressão da nossa juventude.
A intuição sugere-me que bons prémios escolares e bolsas de estudo poderiam entusiasmar a malta. Mas alguém pensou um pouco nisso? Autarquias? Empresários? Cidadãos?
A taxa de retenção e desistência no 2.º ciclo do ensino básico foi de 11,3%, subindo para 16,6% no 3.º ciclo. Isto é, em cada 100 alunos que frequentaram o 2.º ciclo reprovaram ou desistiram 11 e no 3.º ciclo quase 17.
Parece-me interessante enquadrar estes números no conjunto dos nove concelhos da Península de Setúbal, pelo menos, sendo de salientar que, quanto ao ensino básico, em todos os ciclos Alcochete está um pouco melhor que a média na região. Há casos muito piores. Mas com o mal dos outros...
No mesmo ano lectivo, a taxa de transição/conclusão no ensino secundário foi de 68,2%, pelo que cerca de 1/3 dos nossos alunos reprovaram ou desistiram. Um aproveitamento excepcional verificou-se nos cursos tecnológicos (90,8%), enquanto nos gerais e científico-humanísticos o aproveitamento foi de apenas 63,7%.
Devido a este baixo aproveitamento nos científico-humanísticos, comparativamente à média regional as coisas estavam piores no ensino secundário em Alcochete que na média da Península de Setúbal, sendo depois da Moita o pior indicador da região (à excepção do aproveitamento nos cursos tecnológicos, no qual Alcochete ocupou a primeira posição destacada).
Outra informação relevante respeita ao número médio de alunos por computador em estabelecimentos de ensino de Alcochete, que no mesmo ano lectivo de 2006/2007 era de 23,8 no 1.º ciclo do básico e de 14,1 nos 2.º e 3.º ciclos. No ensino secundário baixa para 8,4 alunos por computador.
Relativamente ao número médio de alunos por computador com Internet, em Alcochete era de 32,5 no 1.º ciclo, de 15,2 no 2.º e de 15,5 no 3.º ciclo do ensino básico. Não existem dados para o ensino secundário local.
Voltando à análise comparativa com a região, Alcochete tinha menos computadores que a média da Península de Setúbal e no ensino secundário coincidia com a média.
E quanto a computadores com acesso à Internet estávamos um pouco pior, excepto no 2.º ciclo do ensino básico.

01 dezembro 2008

Associações de Pais

Todos sabemos a dificuldade que é encontrar gente que esteja disposta a colaborar nas Associações de Pais das Escolas de Alcochete e não só. A experiência que tive foi bastante gratificante e muito importante para a vida dos meus filhos.Tento nunca faltar às reuniões sempre que a agenda me permite.Fiz amigos e aprendi bastante mesmo para a minha vida profissional e percebi que muito está por fazer nesta área tão importante para a vida dos nossos filhos.Somente nunca entendi uma coisa, porque será que os dois partidos mais influentes de Alcochete não deixam as Associações de Pais em Paz ,porque as suas limitações e obrigações de pensamento limitam por completo a vida destas Associações e possivelmente afastam gente.
Estes organismos querem-se livres e libertos de condicionalismos políticos para que possam defender os seus verdadeiros interesses ou então que os profissionais da politica tentem disfarçar mais ,quando actuam nestas associações.Será que é pedir muito ?

15 setembro 2008

Pequena publicidade, grandes problemas

A afixação de publicidade no concelho está regulamentada, a fiscalização e punição poderão ser eficientes – embora essa informação esteja ausente do rol habitual, vá lá saber-se porquê! – mas a remoção não é, seguramente, feita com a prontidão que certas circunstâncias justificariam.
Alguma dessa publicidade parece-me perniciosa e deveria ser especialmente combatida, penalizada e removida rapidamente de locais públicos.
Nas imediações da Escola Secundária de Alcochete, uma empresa suficientemente identificada autorizou alguém a afixar inúmeros papéis a oferecer empregos(?) destinados a jovens.
Será desnecessário discorrer aqui sobre o regime laboral e as perspectivas de futuro de postos de trabalho em empresas de comida rápida, porque melhor ou pior quase toda a gente ouviu falar disso.
Essa publicidade parece estar em voga, perto de escolas. Não é a primeira vez que com ela deparo em Alcochete.
Além da afixação me parecer ilegítima – salvo se foi paga licença à câmara, mas se esta anuiu o escândalo seria óbvio – fazê-la perto de um estabelecimento de ensino representa um acto socialmente reprovável, a menos que o abandono escolar tenha deixado de ser problema preocupante. Do que duvido por conhecer estatísticas e declarações oficiais recentes sobre a matéria.
Estas e outras causas desencadeiam o abandono escolar, foco de inúmeros problemas sociais presentes e futuros.
Escrevo isto pouco depois da mesma Escola Secundária de Alcochete ter promovido, no fórum cultural, a cerimónia de entrega das menções de Quadros de Mérito, Valor e Excelência; dos diplomas aos alunos que terminaram o Ensino Secundário e do prémio monetário ao melhor finalista dos cursos gerais e dos cursos tecnológicos desse estabelecimento de ensino.
E aproveito para lançar um veemente apelo a cidadãos e empresários de Alcochete para que contribuam activamente com o Agrupamento Vertical de Escolas de Alcochete e a Escola Secundária de Alcochete, de modo a que possam ser distinguidos muitíssimos mais alunos com outras qualidades excepcionais e não menos relevantes, como assiduidade, solidariedade, camaradagem, estudo de questões locais, etc.
Espero que alguém lance aqui mais ideias e as iniciativas partam dos próprios estabelecimentos, através dos respectivos sítios na Internet.

10 julho 2008

Luta contra o insucesso escolar

Coitadinhas das criancinhas! O mal que os adultos lhes fazem!
Clicar sobre imagem para ver melhor.

09 julho 2008

Sociedade civil e poder político


Veja-se como está em Portugal a Saúde, a Justiça, o Ensino...

No caso do Ensino, o que melhor conheço, assistimos, paulatinamente, à instrumentalização da educação para a consecução de objectivos políticos.

Na verdade, cada vez mais a educação pública vai difundindo o credo socialista e ambientalista, ficando para trás o legado civilizacional.

Como dar solução a isto?

A catástrofe final só poderá ser resolvida pela luta da sociedade civil contra os intentos do poder político. Para tal, os tribunais seriam encarados como as instâncias mais qualificadas para s solução de conflitos, vale dizer, a partidarização da escola, a ideologização dos manuais, a apologia de contra-valores, a indisciplina, a violência contra professores, etc.

Ainda estamos a tempo. Se nada for feito, entreter-nos-emos, sem dar por isso, a forjar as próprias cadeias que nos imobilizarão num futuro que poderá não estar muito distante.