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07 outubro 2009

Apenas informação

Há um pormenor desta campanha eleitoral que pode escapar a muita gente: diariamente, na emissora local Super FM (ex-Rádio Eco), em 104.8MHz, das 10h45 às 11h00 e das 19h15 às 19h30, todos os partidos que apresentaram candidaturas aos órgãos autárquicos de Alcochete têm tempo de antena.
Aqui também pode seguir a emissão via Internet.

21 setembro 2009

A Rádio está no ar!


Por indisponibilidade de tempo, Zeferino Boal pediu-me que colocasse no blogue o seguinte texto de sua autoria:

Dou conhecimento a toda a população de Alcochete que, neste preciso momento (21h09 de 21/9/2009), a Cooperativa Alcoojor virou uma página da sua História. Iniciou-se a emissão da nova rádio: SUPERFM.
Antes de prestar mais alguns esclarecimentos, convém recordar o que consta dos Estatutos da Cooperativa Alcoojor:


“1 – A Cooperativa integra-se no ramo da cultura do sector cooperativo e tem por objecto a promoção, divulgação e desenvolvimento da cultura através de publicações jornalísticas e da produção, realização e emissão de programas radiofónicos, bem como a prestação de serviços de publicidade por esses meios.

"2 – São seus fins e defesa e divulgação da música e cultura portuguesa e a contribuição para o desenvolvimento da informação isenta e objectiva.
"3 - A Cooperativa tem ainda por fim a prossecução de acções de carácter educativo, artístico, científico, desportivo, social e filantrópico a desenvolver no concelho de Alcochete e que visem a valorização da população residente ou oriunda do concelho, potenciando iniciativas que visem a coesão social e a responsabilidade cidadã".

Posto isto, importa esclarecer que este projecto não deverá esgotar-se nos limites geográficos de Alcochete, São Francisco e Samouco mas, por outro lado, centraliza a sua acção no Concelho. Se tudo decorrer dentro dos parâmetros que elaborámos, em breve surgirão novidades.

Uma palavra especial a todos os cooperantes e parceiros que no passado prestaram o seu contributo para garantir a sobrevivência desta instituição.
Estamos certos de que os novos responsáveis saberão dignificar o passado e procurar um futuro mais promissor.
Poderão acompanhar a emissão da SUPERFM sintonizando 104,8 FM e também na Internet em www.superfm.com.

01 setembro 2009

Adeus Eco FM, olá Super FM

Conforme acabo de ler aqui, a rádio local de Alcochete mudará de designação e de rumo em meados deste mês de Setembro.
Espero que seja para melhor e por muitos e bons anos.

13 julho 2009

Novidade radiofónica

Está aqui uma notícia que conhecia há muito mas agora é oficial: em Alcochete, SuperFm sucede a Eco FM Rádio (104,8)

17 outubro 2008

Há furtos e furtos

Chamar-lhe-ei furto disparatado, porque já deu ruído e o ECO será longo. O ruído visível está aqui, aqui e aqui, pelo menos.

02 junho 2008

Não sei se é censura ou incómodo




Não tecerei comentários sobre o facto de ter deixado de escrever no Jornal de Alcochete. Deixo para leitura atenta de todos as cartas trocadas com os responsáveis.

30 maio 2008

Do que me queixo eu?

Num dos comentários ao meu texto imediatamente anterior alguém me pergunta do que me queixo eu.
Vou, então, dar o exemplo de uma queixa minha.
Eu queixo-me de haver um jornal nesta terra de Alcochete que não publica os meus textos só porque dou testemunho público de uma posição crítica contra a Câmara de Alcochete.
Quem quer tornar pública a sua opinião, se não está de alguma forma arregimentado ao poder local, tem que o fazer no jornal da cidade vizinha, havendo um em Alcochete. Foi o que aconteceu a Zeferino Boal que se queixa hoje no Jornal do Montijo da mesma aberração que eu.
Por que carga de água é que os textos sobre as plantas de Miguel Boieiro são mais pertinentes do que os meus sobre política local?
Não acha, sr. Lancelot, que tenho razões de sobra para me queixar?
Ainda por cima, tenho que ter muito cuidadinho na medição das minhas palavras para que, em cima de tudo, não me seja levantado um processo crime.
Há quem ria com isto; eu choro (ai que os defensores da igualdade de género vão berrar: mulher!).

28 maio 2008

Olha-se...NADA!

Olha-se para o site da Câmara de Alcochete...NADA!
Olha-se para o Jornal de Alcochete...NADA!
Olha-se para a oposição política em Alcochete...NADA!
A revolta invade todo o meu ser nesta luta titânica de David contra Golias.
Nunca a verdade teve tão poucos meios ao seu dispor contra a mentira descarnada como nestes tempos que correm à frente dos nossos olhos perplexos.
Mas a praia espera sempre a onda que vem após onda e a mó do moinho mói até ao último grão.
E assim será enquanto Deus quiser.

19 abril 2008

Jornais conservadores


A visão conservadora do homem e do mundo defende a Civilização Ocidental, isto é, o Cristianismo, a tradição, a liberdade individual, a família, a economia de mercado, a propriedade privada, o direito de herança, etc.
A visão conservadora do homem e do mundo opõe-se ao aborto salvo casos excepcionais, à eutanásia, ao divórcio indiscriminado, ao feminismo avesso à individualidade do ser humano, ao casamento gay ainda que admita uma figura jurídica que resguarde os interesses do companheirismo homossexual, ao transgénero, etc.
A visão conservadora do homem e do mundo defende a mudança.
A ideia de que as políticas conservadoras são avessas a mudanças é inculcada pelas esquerdas nas cabeças das pessoas.
Para o conservador muda-se sempre que a realidade sócio-política o aconselhe, quero dizer, para o conservador a mudança não é um fim mas um meio.
O que acabo de dizer justifica a sugestão de alguns meios de comunicação electrónicos liberais (sentido europeu) e conservadores.

http://www.libertaddigital.com
http://www.lefigaro.fr

16 abril 2008

João Marafuga a Jorge Giro


Jorge

Lá vão os tempos do professor João Marafuga e do aluno bem comportado e respeitador Jorge Giro.
Nessa altura estavas bem longe de imaginar que um dia pudesses ser um deputado municipal apoiado pelos comunistas.
Vais conseguindo transformar a tua escrita num processo cada vez mais submisso ao teu pensamento que muito deve à ideologia e pouco ao rigor de uma análise objectiva às coisas.
Não posso estar aqui a discorrer circunstanciadamente sobre o que é direita e esquerda, duas categorias políticas que para mim fazem todo o sentido, mas sempre te vou dizendo que num governo de esquerda temos a preponderância do Estado sobre a sociedade; num governo de direita já a sociedade vem à frente do Estado.
Ora tudo o que tu denuncias na edição de hoje do Jornal de Alcochete é exactamente o que diz a SEDES e que citas no teu artigo: "O Estado tem uma presença asfixiante sobre toda a sociedade". Então, Jorge, o Governo Sócrates está na área da esquerda, daquela à qual tu pertences.
Como descalçarás esta bota sem faltares ao respeito intelectualmente a ti próprio?
Eu conheço-te, Jorge. Tu não estás a pensar uma coisa e a escrever outra. Este teu antigo professor já passou por esse estádio mental. Felizmente tive a coragem de me evadir dele. Foi doloroso, mas a alegria e liberdade que sinto hoje é do tamanho do céu.

14 abril 2008

Problemas aparentemente absurdos


Sem ser incompreensível, embora o pareça muito, o debate possível sobre esta terra vem a público no Jornal do Montijo e não no Jornal de Alcochete.
Vários intervenientes (Pedro Meireles, Piedade Policarpo, Jorge Giro, etc.) trocam os seus pontos de vista num dos jornais da cidade vizinha, quando existe um órgão de comunicação escrito em papel no nosso Concelho.
Mas por que é que estas coisas acontecem assim?
Estas coisas acontecem assim porque nem todo o texto que critique a Câmara é publicado no Jornal de Alcochete. Eu próprio há meses que envio textos de opinião para este semanário independente, nunhum saindo à luz do dia, manifesta desconsideração por quem teve o nome na respectiva ficha técnica durante mais de um ano.
Até pelo objecto desta minha nótula serão importantes as próximas eleições autárquicas porque a partir daí muitos dos problemas aparentemente absurdos que se abatem sobre a nossa comunidade poderão ser corrigidos. Mas para a mudança desejada, não podemos baixar os braços a partir de agora.

26 setembro 2007

Jornal de Alcochete - Edição de 26 de Setembro

Eis o texto e a imagem da desgraça. Na página 7 da edição de hoje do Jornal de Alcochete , sob o título «Empresários Satisfeitos com fixação em Alcochete» , vem a prova dos nossos mais legitimos receios. A transformação de Alcochete numa plataforma logistica.
Citando o jornal em questão e de acordo com as palavras de João Romão da DHL , um dos oradores da 1ª Quinzena Empresarial promovida pela CMA , «... a escolha do Passil para instalar a plataforma logistica da empresa foi determinada por uma questão ECONÓMICA , COM VANTAGENS AO NÍVEL DA REDUÇÃO DOS CUSTOS...»
Está tudo dito , com a «benção» do Sr.Presidente da Câmara , que surge na foto ladeado pelos responsáveis dessas empresas , ALCOCHETE PAGA COM A SUA DESQUALIFICAÇÃO A REDUÇÃO DE CUSTOS DESSAS EMPRESAS.
É UMA VERGONHA!!!!
Também Carlos Machado do El Corte Inglês refere: « O Passil só trouxe vantagens para a empresa.» E PARA O CONCELHO SR. PRESIDENTE DA CÂMARA?
O responsável do El Corte Inglês adiantou que o grupo poderá vir a aumentar a sua plataforma logistica. Mais gigantescos caixotes de metal e betão no concelho , mais camiões TIR a circular nas suas vias.
Carlos Carvalho da Linde disse: « Celeridade na aprovação do processo burocrático , preço do metro quadrado muito competitivo e francas possibilidades de expansão na área logistica , excelentes acessos a Norte e a Sul.»
É O REGABOFE TOTAL À CUSTA DO DESENVOLVIMENTO QUALIFICADO E SUSTENTADO DE ALCOCHETE.
Jorge Pombo da Precore afirmou: « Alcochete tem plena atractividade para as operações de logistica.». PUDERA...
Sr. Carvalho , Sr. Machado e Sr.Pombo , se as vantagens dos custos e da localização são tão boas porque é que as vossas empresas não transferem para aqui as suas sedes e os seus centros de escritórios ao invés de transferir para aqui os seus armazéns e camiões? Se é tão bom porque é que não vêm viver para aqui.?Ficavam tão perto do local de trabalho.

Nota Final
:
Hoje estive parado 45 minutos na rotunda de acesso à Auto-estrada nas bombas da Repsol.Entre as 8:30 horas e as 9:15 horas passaram pela rotunda de e para o Passil , 46 camiões TIR!!!!
Quem quiser ter uma noção do que estou a falar passe na rotunda entre as 12:30 horas e as 14:00 horas e assista ao espectáculo dos camiões TIR ali parqueados à hora do almoço.
É a devassa do concelho !!!

02 setembro 2007

Informação e Participação Cívica

Num dos seus pertinentes comentários ao «post» aqui editado por J.Marafuga em 31.08 sob o título de «As Listas de Independentes às autarquias , FBastos estabelece uma interessante conexão entre Informação e Participação dos cidadãos nos processos de decisão. Citando as suas palavras «Precisamos, muitíssimo, de gente pro-activa na política, disposta a pugnar pelos verdadeiros interesses da comunidade, inquestionavelmente interessada em informar e esclarecer os cidadãos para os envolver nos principais processos de decisão.»
É por entender que é na relação entre Informação e Participação que reside um dos pontos criticos do tão proclamado desinteresse do cidadão comum na vida politica da sua comunidade e do seu país , que não resisti em escolher este tema como pontapé de saída na minha participação como interveniente neste Blogue.
Tido por muitos como a única causa da apatia cívica generalizada da qual os «fenómenos» da abstenção ou das candidaturas independentes se afiguram como consequências mais evidentes , o fraco desempenho dos agentes políticos , dos partidos e seus dirigentes ,e a crescente desconfiança dos cidadãos na sua idoneidade , encobre uma outra causa , que apesar de menos perceptível , não deixa de ser tão ou mais relevante no que concerne ao alheamento dos cidadãos em relação ao seu direito a participarem na vida democrática. E essa causa explica-se numa frase muita curta: É QUE INFORMAR-SE CANSA!
A maior parte das pessoas acredita piamente que podem informar-se confortavelmente instalados no seu sofá a olhar para o Telejornal da TV. Puro Engano!
Os telejornais são estruturados como ficção. Não são verdadeiramente editados para informar mas sim para entreter. Tudo o que se consegue retirar dos telejornais é uma sucessão de acontecimentos apoiados quase sempre em imagems impressivas , violentas e espactaculares. São sucessões rápidas de noticias breves e fragmentadas que acabam por contribuir por um lado para uma sobre-informação , mas por outro para uma desinformação , num efeito duplamente negativo (muitas noticias , mas demasiado pouco tempo dedicado a cada uma delas).
Por outro lado , face à crise da imprensa escrita , esta viu-se obrigada a optar por aquilo que se pode designar como um verdadeiro mimetismo televisivo , adoptando as caracteristicas dos media electrónicos , com as primeiras páginas concebidas como ecrás , artigos reduzidos , personalização excessiva de certos jornalistas , excesso de títulos agressivos , prática do esquecimento e amnésia generalizada em relação a questões que perderam actualidade mediática.
A informação hoje em dia deve ser fácil , rápida e divertida. Este simplismo dos media , imposto pela ditadura do marketing editorial herdado da publicidade e da procura excitada de um número crescente de leitores impede que se encontre na imprensa escrita , análises profundas e mais exigentes do que aquela apresentada pelo Telejornal.
Este contexto prejudica obviamente a actividade de nos informarmos , actividade que para além disso exige esforço e uma mobilização intelectual para a qual a maior parte dos cidadãos não apresenta disponibilidade volitiva, numa era em que o entretenimento e o consumo nos afastam desse tipo de investimento , e é óbvio que a Informação rigorosa não é uma das vertentes do entretenimento moderno.
Nos raros momentos em que os cidadãos se envolvem na vida politica , nas eleições ou nos referendos , são inevitavelmente confrontados com a crescente personalização da politica , em que um partido ou uma proposta são umbilicalmente associados a um rosto ou a um nome.
Nesse cenário , os agentes politicos são chamados aos estúdios onde são postos a falar. Contudo , ao invés do aprofundamento das suas ideias ou propostas , os cidadãos são conduzidos invariavelmente pelos comentadores para uma mero aprofundamento do perfil do candidato em que o veredicto final passa pela consideração do politico como «convincente ou não convincente» , acabando por não haver grandes diferenças entre um programa dito de política e um programa de grande audiência de Sábado à noite.
Informar-se sem esforço é pois uma ilusão que nos remete mais para a publicidade do que propriamente para a mobilização cívica. Informarmo-nos cansa , mas todos deviamos estar cientes que é à custa desse esforço que os cidadãos adquirem o direito a participar de uma forma fundamentada , inteligente e oportuna na vida cívica. Informarmo-nos é pois uma actividade decisiva para a democracia. Infelizmente a maioria de nós tem cada vez menos oportunidades e vontade de aprofundar os problemas que verdadeiramente nos dizem respeito.
Eis outra das causas decisivas da apatia cívica.
Luis Proença

Pobre rádio local (2)

De Luís Proença recebi o comentário que se segue, acerca deste meu texto.
Pela relevância do assunto e porque o autor não é anónimo, entendi dar o devido destaque à sua intervenção.
Ei-la:

Em 2003 e 2004 «assinei» uma rúbrica na Rádio Eco denominada «Opinário», na qual, em 3-4 minutos, comentava questões da actualidade nacional.
A rúbrica era semanal e se bem me recordo ia para o ar duas vezes num determinado dia da semana.
Tudo correu bem até ao dia em que ousei tecer alguns considerandos mais críticos sobre a gestão socialista da Câmara Municipal de Alcochete.
Para meu espanto, ou talvez não, constatei que nessa semana, ao invés daquele tema, repetiram um comentário sobre outro tema que tinha ido para o ar havia já alguns meses.
Nas semanas seguintes, e apesar de me deslocar semanalmente à Rádio Eco para gravar novas rúbricas do «Opinário», a direcção de programas continuou a repetir gravações com alguns meses de antiguidade, situação que interpretei como uma demonstração clara que a minha colaboração já não era bem quista numa rádio que tinha sido dirigida por José Inocêncio até há muito pouco tempo atrás. Naturalmente que acabei por me afastar.
Vem isto a propósito do último parágrafo do «post» de F.Bastos sobre a Rádio Eco.
Não posso contudo deixar de manifestar o meu apreço pelos vários «funcionários» da Rádio Eco que conheci durante a minha passagem pela emissora, verdadeiros amantes da rádio, que de forma quase gratuita dispendiam largas horas da sua vida pessoal e profissional para assegurarem as emissões da Eco FM.
E, já agora, que saudades tenho dos programas desportivos em directo das 2.ªs e das 6.ªs em que colaborava como comentador da Eco FM nessa matéria.

P.S. – Este texto mereceu referência nos sítios radioinforma.no.sapo e A Rádio em Portugal. Grato.

28 agosto 2007

Pobre rádio local


Penso ter passado despercebido que o executivo municipal de Alcochete decidiu, em sessão de câmara de 13 de Junho passado, pôr fim ao protocolo celebrado no mandato anterior com a cooperativa Alcoojor, detentora do alvará da emissora local «Eco FM», para a realização de um programa sobre a actividade municipal.
Numa vereação de sete elementos (quatro da CDU e três do PS), a decisão foi aprovada somente pelos da maioria e fundamenta-se num parecer jurídico que – estranhamente, ou talvez não – os munícipes não podem consultar na Internet, embora faça, expressamente, parte da acta.

Sobre o assunto, a versão electrónica da acta da sessão de câmara contém somente o seguinte:

"Pelo Senhor Presidente foi apresentada uma proposta, elaborada de acordo com o parecer n.º 314/07, da Divisão Jurídica e de Fiscalização, que aqui se dá por integralmente reproduzido e que desta faz parte integrante como Doc. 3.
"Submetida à discussão e votação, a Câmara deliberou aprovar a presente proposta, por maioria, com 3 votos contra do PS e 4 votos a favor da CDU.
"O Senhor Vereador José Dias Inocêncio fez a seguinte declaração de voto, em nome do PS: «Votamos contra a proposta de denúncia do protocolo, entre a Câmara Municipal de Alcochete e a “Alcoojor”, devido ao seguinte:
"As razões não se prendem com razões objectivas, mas subjectivas, pelo facto de a pretensa quebra de audiências e alteração do estatuto editorial, não terem sido devidamente comprovadas.»
"Pelo Senhor Presidente foi prestada a seguinte informação: «A denúncia do protocolo entre a Câmara Municipal de Alcochete e a Cooperativa de Comunicação Alcoojor, fundamenta-se em factos que correspondem ao conceito da programação em vigor, existindo a percepção de um decréscimo significativo de audiência, o que constitui um prejuízo para a estratégia de comunicação da autarquia, a que acresce ainda o facto de esse instrumento jurídico (protocolo em apreço) consubstanciar uma aquisição de serviços cuja legalidade se afigura duvidosa por não terem sido cumpridos os requisitos e pressupostos concursórios que permitem a adjudicação, pela Câmara Municipal, desses mesmos serviços e que urge corrigir.»

A denúncia do protocolo com a emissora local entender-se-á como um ajuste de contas entre as actuais maioria e oposição se, por exemplo, se souber que, durante sete anos, o penúltimo chefe da edilidade (CDU) nunca se deslocou às suas instalações e que, nesse período, o último (PS) investiu nela quantia significativa.

Mais um facto lamentável, de que me apercebi há semanas, foi deparar com o automóvel da estação parado, com teias de aranha, no Largo João da Horta, em Alcochete. Hoje já lá não está.

Todos os estudos teóricos e práticos que conheço – e muitos são acessíveis via Internet – coincidem na conclusão de que as emissoras locais têm papel insubstituível nas comunidades em que se inserem, nomeadamente nos campos da informação e da divulgação, se com elas tiverem íntima ligação.
Nada tenho a ver (nem nunca tive) com a emissora local e não mantenho qualquer relação com dirigentes, colaboradores ou empregados, mas por muitas razões sou sensível aos seus delicados problemas.
À luz destes e outros pressupostos, entendo que a acima transcrita informação do chefe da edilidade é insensata e imprudente.
Deveria assumir uma posição política exemplarmente construtiva mas, com argumentos inconsistentes, limitou-se a lançar um balde de cal sobre o cadáver.
Parece-me mau serviço prestado à comunidade.

Aproveito o ensejo para chamar a atenção do(a) leitor(a) deste blogue que o controlo dos meios de informação tem sido, localmente, um dos pilares políticos do poder. Esteja atento(a) e verá como tenho razão.

P.S. – Este texto mereceu referência nos sítios radioinforma.no.sapo e A Rádio em Portugal. Grato.