21 agosto 2007

O Fenómeno

O texto que se segue é da autoria de Luís Pereira e foi colocado na caixa de comentários do meu texto precedente.
Pela importância do tema decidi dar-lhe destaque.
Por não ter outra forma de o fazer, convido publicamente o autor a enviar-me o seu endereço de correio electrónico para inserir aqui os seus próprios textos:


Estou encantado com as declarações públicas do Presidente da Câmara no final da Festa do Barrete Verde.
Na qualidade de Autoridade Competente da Protecção Civil no concelho pode sentir-se da sua parte uma preocupação viva e manifestada com a segurança de pessoas e bens face a uma situação de emergência.
Contudo, apesar das melhores intenções reveladas no calor do discurso sobre um plano “especial” de emergência convém fazer as seguintes observações.
Se existe um Conselho Municipal de Segurança o plano terá sido elaborado à revelia dos titulares que compõem o referido Conselho? Então nomeiam-se as pessoas e depois não é dado seguimento ao funcionamento desse fórum? É assim que se protege a confiança ou é assim que se cria a desconfiança entre as pessoas? É que segundo consta o órgão em causa nunca terá reunido.
Um plano de emergência só é válido se for lavrado por “escritura pública”. Eu explico melhor. Um Plano não é um PowerPoint onde se tecem uns comentários e umas observações desconexas com o intuito de iludir papalvos.
Um Plano também não é uma realidade elaborada durante um discurso festivo que os ansiosos correligionários se prestam a aplaudir cegamente.
Um Plano não é apenas um conjunto de viaturas de bombeiros estacionados em certos pontos da vila ou um fenómeno exibicionista gerado com o fito de impressionar as pessoas.
Um Plano é um documento autêntico composto por um conjunto de peças escritas com a finalidade de servirem um propósito bem definido antes da execução das acções de protecção. Por isso deve ser elaborado, divulgado, disponibilizado, explicado, treinado com competência para que todos o entendam e interiorizem os comportamentos adequados.
Afinal o plano nunca existiu…


1 comentário:

Luis disse...

Algumas recomendações e criticas ao que foi escrito.

O plano de segurança para eventos não tem que ter uma escritura publica mas sim ser elaborado por pessoa com competências técnicas reconhecidas pela ANPC.

As viaturas de Bombeiros em certos pontos onde estavam a não ser as largadas.

De facto o dispositivo não foi muito presente os corredores de emergência de uma forma caricata sinalizada nada visível e umas opções duvidosas quanto a mim.

Aos Bombeiros sim devemos os apoiar mas atenção parece que tudo se paga, ate o que os munícipes pagam, eles vendem como os abastecimentos de agua as piscinas.
Mas claro a presença que tempos se fazia nas festa não se viu talvez por dinheiro.

Mas o que esperar quando a Protecção Civil Municipal de Alcochete esta entregue a um eng Florestal.

E bonito velo a passear a viatura e o resto.

Sr. Presidente responsável sim e mas pela lei de resto o que faz pela segurança.

Vamos tomar por exemplo a Rua Comendador Estêvão de oliveira, que no meu ponto de vista a segurança no combate a um incêndio esta comprometido pela forma anárquica que e autorizada a colocação de esplanadas na via publica. Porque o será?Familiares?

Em nome da segurança em Alcochete