14 maio 2007

Naturalogista?

Não é com surpresa de qualquer espécie que de há algum tempo para cá vejo o sr. Miguel Boieiro a publicar extensos artigos no Jornal de Alcochete a favor das plantas. Antes desta empresa, as horas vagas do ex-presidente da Câmara de Alcochete eram dedicadas ao Esperanto.
Alguns espíritos menos prevenidos não encontrarão o elo da cadeia que liga o Esperanto e a defesa das plantas à ideologia marxista do actual presidente da Assembleia Municipal.
Qualquer língua natural é a alma de uma nação. O Esperanto é uma língua artificial cuja pretensão internacionalista desalmaria cada povo da visão peculiar do homem e do mundo.
A defesa das plantas, tal como é levada a cabo pelo naturalogista Miguel Boieiro, presta culto ao deus ambiente para a mutação de princípios e valores dos nossos ancestrais.
Hoje, derretidos, lemos os artigos dos Boieiros e quejandos; amanhã teremos os direitos das plantas como já temos os dos animais.
Se agora vemos organizações afectas às esquerdas de todo o mundo mais preocupadas com os ovos das cegonhas do que com uma criança na barriga da mãe, que nos reservará o futuro?

15 comentários:

Fonseca Bastos disse...

Receio que o futuro nos reserve muito mais surpresas racionalmente desagradáveis, sobretudo se a sociedade em geral continuar a fazer de conta que nada do que está para além da porta de casa lhe diz respeito.

Anónimo disse...

Respeitadas as reserva inerentes a qualquer texto público, deixe-se escrever o que cada um quer escrever...
Afinal há tão pouco que escrevem...
E afinal o marxismo é que defende a "educação do povo" em ordem à emancipação do "Homem novo". É aí que o actos criativos e de expressão eram tidos instrumentais.
Repito: deixe-se escrever o que cada um quer escrever...

Unknown disse...

"...Reservas inerentes a qualquer texto público..."? O que é que isto quer dizer? Passou-me pela cabeça a ideia de que quem comenta, se detivesse a vara na mão, instauraria a censura.
"...O marxismo é que defende a educação do povo..."? Qual? A educação que leva à animalização do ser humano?
O Esperanto e a ideia marxista do "homem novo" são utopias. A última custou à humanidade 100.000.000 (cem milhões) de mortos.

Unknown disse...

O sr. Miguel Boieiro, ex-presidente da Câmara de Alcochete e actual presidente da Assembleia Municipal, é também presidente da direcção da Sociedade Portuguesa de Naturalogia. Ponham o nome desta instituição num motor de busca (o google, por exemplo) e, uma vez no site da dita cuja, vejam e busquem tudo o que vos for possível. Ajuizai por vós!
Nunca vi comunista em Alcochete mais coerente do que o sr. Miguel Boieiro. Tudo muito bonito se a coerência comunista não fosse a descoerência do ser!

Anónimo disse...

O Esperanto não é uma lingua artificial é uma lingua planificada apartir das linguas que já existem. A construcção do homem novo exige que alguem esteja disposto a quebrar as barreiras que ainda subsistem em busca de uma sociedade melhor e num patamar de desenvolvimento mais avançado.
Não podemos pensar que só o nosso quintal é que existe, os povos são realidades sociais e culturais vivas e não presas ao anacronismo do Latim que o autor do texto é um entusiasta estudioso dessa lingua oficial do Vaticano, herdeiro do antigo Império Romano convertido ao Cristianismo e para quem tudo o resto é barbaro.
E já agora acabem de vez com os acentos e as sedilhas e as silabas tonicas e outras coisas que só complicam aquilo que deveria ser simples a comunicação entre pessoas, já agora comunicar significa por em comum!

Anónimo disse...

..."SEDILHAS"??? Mas quem será o ilustre que tão bem escreve...!?!

Fonseca Bastos disse...

Escrevam muito, dentro dos limites da decência e da liberdade responsável, sempre que lhes apetecer. Os erros são o que menos me choca. Não ter ideias nem opinião, nem intervir em coisa alguma, é o pior desta democracia da treta e da parra (porque já nem dinheiro há para a tanga).

Anónimo disse...

O Esperanto foi criado pelo Polaco Zamenhof em 1887. A sua intenção foi de criar uma língua para utilizar na comunicação internacional, de fácil aprendizagem e que não fosse propriedade um povo.
O Esperanto rege-se por 16 regras fundamentais de gramática e não tem excepções.
A ortografia do esperanto é talvez umas das mais simples do mundo, onde cada letra corresponde a um som, e cada som é representado por uma letra. Isso facilita a leitura e a escrita, pois, obviamente, pode-se escrever correctamente uma palavra usando a memória auditiva, e pronunciá-la correctamente sem ter que lidar com excepções e irregularidades; o que é muito desejável para uma língua internacional.
Durante o Estado Novo o Esperanto foi proibido, tendo voltado a ser reabilitado em Portugal após 1974.
Com a Vitória dos Aliados na 2ª Grande Guerra, a supremacia americana acabou por induzir à internacionalização da sua língua, retirando qualquer veleidade do Esperanto vir a assumir o papel que o inglês actualmente detém.
Fundador do Atneu do Montijo, o Esperantista, Cosme Benito Resina, decidiu promover e ensinar a língua que tanto gosta. Desta iniciativa, surgiu um pequeno núcleo de alunos esperantistas em Alcochete.
Enalteço todos os que participaram nesse grupo, porque decidiram não ficar inactivos e se dedicaram a algo que lhes deu prazer. Finalmente, numa perspectiva mais pessoal, agradeço a todos desse grupo pela alegria que deram ao meu pai de partilhar os seus conhecimentos.

Paulo Benito

Unknown disse...

O Esperanto é uma língua artificial criada em 1887 pelo polaco Dr. Zamenhoff (1857-1917).
A dar fé ao anónimo em cima, Zamenhoff e comunistas têm mais em comum do que eu pensava: os últimos planificaram a economia; o primeiro planificou uma língua que pretendia internacionalizar efectivamente.
Depois o anónimo acusa-me de eu saber Latim, a língua-mãe do Português. Pronto, pertenço às elites. Às mesmas que Zamenhoff também acusa de se apropriarem das línguas naturais para o domínio das massas ignaras. Ai de mim se este nosso anónimo mandasse! Onde é que eu ia parar?
Da culpabilização que me é dirigida por eu saber Latim, o nosso escriba aproveita o facto de esta língua clássica ser a língua universal da Igreja Católica para acusar e culpar esta instituição antiga de 2000 anos.
Por fim, de forma muito coerente com a estrutura de pensamento perfilhada por este referido anónimo, o ortografia portuguesa não deveria ter acentos gráficos, não deveria haver cedilhas, nem sílabas tónicas, etc. Nada disto é inédito. Os políticos do Brasil chegam a fazer projectos de lei no mesmo sentido. Para esta casta de homens, quando não se sabe, a solução não é ir estudar porque isso custa muito. A solução é submeter os outros à nossa ignorância.

Nota: como será materialmente possível banir a sílaba tónica de uma palavra?

Unknown disse...

Peço desculpa pelo engano na data de nascimento do Dr. L. L. Zamenhoff. De facto, este polaco nasceu em 1959 e não em 1957 como em cima disse. Quem escreve de cabeça, muitas vezes tem destes lapsos.

Unknown disse...

Outra vez desculpa: não é 1959, mas sim 1859. Vamos ver se desta vez acertei.

Anónimo disse...

Este blog está a tornar-se um poço de baboseiras: é só vir aqui e tirá-las com um balde!
O sr. JMarafuga, primeiro vem a público recusar-se a colocar aqui mais informação, mas depois lá vem novamente fazê-lo... e de que maneira!
Sem estar a defender o sr. Boieiro, permita-me que lhe diga que é por existir gente como o sr. Marafuga à face da terra que este planeta está a tornar-se inabitável. Viva a guerra, vivam as ditaduras de direita, viva a Cristandade, viva Descartes! Está satisfeito?
E quanto aos direitos das plantas e dos animais e sua relação com o feto na barriga da mãe: não será que, se as pessoas aprendessem a respeitar TODOS os seres vivos sem excepção, não respeitariam também o feto na barriga da mãe? Mas claro que não, responderá, afinal você é superior ao gato ou ao cão que passam na rua: um ser de elevada moral, formação católica, bláabláblá. Ganhe juizo, homem!
Não se esqueça que quanto bater a bota, será tão igual a qualquer outro ser vivo que morreu: ÁTOMOS.

Unknown disse...

Nem denegrir a minha pessoa és capaz de fazer com logicidade!
Pões no mesmo plano a urtiga, a barata e o ser humano?
Mais uma vez insisto: tu não percebes o que se passa no mundo porque perguntas: «não será que, se as pessoas aprendessem a respeitar TODOS os seres vivos sem excepção, não respeitariam também o feto na barriga da mãe?» Estás por fora, meu amigo! Revelas ingenuidade e alienação. Não te dás conta de que os defensores das plantas e dos ovos das cegonhas estão a favor do aborto? Que fizeram de ti, amigo?
Quando morrer não sei o que serei; sei o que sou agora. Não é o "depois" que me importa, mas sim o "antes" porque apenas este posso gerir. Ora isto é Evangelho.

Anónimo disse...

Primeiro, não quero denegri-lo. Se este é um blog aberto, apenas me sirvo do direito à resposta que me assiste.
Depois, eu considero os direitos das plantas e dos animais, e não sou a favor do aborto. Portanto, não generalize! Não veja o mundo como um aglomerado de confissões religiosas e de partidos políticos, em relação aos quais (ambos) nutro o maior desprezo, embora também respeite a sua existência. Ora, no meio disto tudo, quem é intolerante e alienado é o senhor!!! Até tolero que me trate por "tu"!!! Deve viver entre 4 paredes frias e escuras, sofrendo de alguma psicose maníaca contra todo o mundo que o rodeia. Para tal, refugia-se no bafiento Evangelho, cozinhado à custa de um desgraçado (Cristo) que não foi tido nem achado no meio de toda a história que se lhe seguiu.

Unknown disse...

Não é possível dar resposta a tanta contradição e disparate juntos.
Passe bem, amigo!