31 maio 2011

Diz Não à Abstenção!

No próximo Domingo, realizam-se Eleições para a Assembleia da Republica, de onde sairá o próximo Governo de Portugal.
Além deste objectivo principal, são também eleições para julgar o trabalho do Governo cessante do Eng.º Sócrates, e neste sentido, teremos também a hipótese de demonstrar o que achamos, sentimos e sofremos com esta "Des"Governação Socialista, e portanto não posso nem sequer supor uma reeleição do Sr. Engº.
O Partido Socialista tem um eleitorado fixo de cerca de 30% dos Eleitores, ou seja, aqueles que votam sempre no PS, nem que ele seja liderado por "um Burro com um chapéu de palha e uma bandeira do PS", além destes temos os subsidio-dependentes, os "computador-o-dependentes", e os amigalhaços dos tachinhos, e aqueles que dependem dos contractos chorudos feitos com certas Empresas que são lideradas por Ex. Ministros das Obras Públicas.
No próximo Domingo, qualquer voto que fica em casa é um voto no PS, pois o deles já está garantido ou até mesmo "comprado".
Dia 5 vai votar, vota em consciência, mas não te abstenhas, pois a abstenção favorece quem te andou a "Gamar" durante mais de 6 anos!
Eu, como muita gente que costuma passar pelo "Praia dos Moinhos" sabe, sou Social Democrata,
conheço pessoalmente o Dr. Pedro Passos Coelho, e acredito sinceramente que a contrario de todos os políticos do nosso espectro politico, está isento de vícios governativos e sem dividas a "Lobbies" e "Compadrios", e tem o verdadeiro projecto de futuro para o nosso País, portanto tem o meu voto, mas o teu quem decide és tu, e NÃO DEIXES QUE DECIDAM POR TI, PORTANTO DIA 5 VAI VOTAR

É PRECISO MUDAR PORTUGAL: PSD

Os portugueses nesta campanha eleitoral interessaram-se de uma forma nunca antes vivida, pelos debates entre os candidatos e nomeadamente o que colocou frente a frente: Pedro Passos Coelho e o actual Primeiro-Ministro.
Portugal, estava num rumo de aproximação à média europeia até meados da década de noventa, desde então o ritmo baixou e degradou-se por completo nos últimos seis anos. Não seria surpresa para ninguém se muita coisa no país funcionasse de forma justa e perfeita.
Se a justiça fosse eficaz e eficiente como se deseja numa sociedade moderna; há políticos que já não tinham palco para actuar: ora é o caso Freeport, ora é o caso dos submarinos, ora é o caso das famosas Pandur, ora é o caso Portucale, ora é o caso Moderna, ora é o caso Beira e muitos outros.
Ao invés há políticos que representam e serão uma força para as futuras gerações de exemplo e de serviço à causa pública, porque muito novos souberam renunciar a certos privilégios e apesar de instalados na vida resolveram abdicar desse status e lutar por mudar o rumo de Portugal.
Nos dias que faltam para colocar o voto, exorto os que tiverem o sentido cívico elevado a lerem o programa eleitoral do PSD. Este representa uma mudança em muitos domínios desde a educação, à economia, passando pela segurança, pela justiça, continuando pela cultura, emprego, defesa nacional e saúde, entre muitas outras áreas da governação.
Se ao fim de trinta anos de democracia constatamos que muitos erros foram cometidos e muitas politicas têm que ser alteradas, esta é a oportunidade para MUDAR. É urgente e necessária uma maioria esmagadora por parte do PSD, porque não pode ficar condicionado apesar poder cooperar com um partido, que em tempos combateu a corrupção, depois de tantos casos referidos, esqueceu esse combate, defendeu os combatentes e deixo-os cair no ridículo, agora defende a agricultura como forma de enganar os portugueses.
Só um PSD forte e coeso, com um discurso novo e moderno, liderado por um futuro e grande Estadista fará Portugal sair do beco em que se encontra e reencontrar a sua rota no Mundo.

28 maio 2011

2010 – Odisseia em Alcochete

Na última Sessão Ordinária da Assembleia Municipal de Alcochete fomos confrontados, entre outros assuntos, com o Relatório de Gestão e Contas de exercício da Câmara Municipal, referente ao ano de 2010. Confesso que acalentava esperanças e acreditava sobretudo que os resultados constantes nos documentos inerentes a tal matéria nos pudessem conduzir a um exercício mental longo e intenso proveniente do investimento e execução que este executivo autárquico pudesse ter efectuado, nada mais errado….
Senão vejamos:
Face ao ano anterior, os denominados Impostos Indirectos registaram uma diminuição de 37,91%, relativamente ao valor orçamentado registou-se um desvio negativo de 85,30% que se deve fundamentalmente à descida verificada na cobrança do Imposto de Loteamento e Obras, que apresenta um decréscimo de 34,98% relativamente a 2009, no entanto e comparando com o valor orçamentado registou-se um desvio negativo de 89,17%. Este cenário agravou-se ainda mais perante a recessão do mercado imobiliário e consequente crise ao nível do sector da construção civil. Em Dezembro ultimo, aquando da discussão com vista à Aprovação do Orçamento para 2011, os deputados da bancada do Partido Socialista alertaram para este facto, contudo os responsáveis pela gestão camarária ignoraram esse apelo e mantiveram a previsão, para o ano em curso, de um milhão de euros em obras e loteamentos quando em 2010 apenas executaram cerca de 160.000€. O mesmo acontece em relação às receitas, se atentarmos na taxa de execução da receita, que se situa nos 67,66%, comprovamos que a mesma se encontra manifestamente abaixo do orçamentado.
Da vasta documentação a que tivemos acesso, deparo-me com a dificuldade de encontrar um ponto de equilíbrio que me permita aferir de modo objectivo, claro e conciso uma doutrina que identifique uma avaliação de gestão equilibrada e que se traduza na qualidade de vida dos munícipes. No entanto, não posso deixar de referir alguns dados que me parecem de todo pertinentes e do ponto de vista da análise bastante importante. Assim e no capitulo da receita regista-se na edilidade um acréscimo de 5,74%, continuando a merecer especial destaque o IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis), que cresceu 26,15% neste exercício.
No que concerne à despesa, registe-se como positivo, algum esforço na contenção das despesas correntes, contudo, não tenhamos dúvidas e ilusões. É necessário maior empenho, é elementar em nome da consolidação e sustentabilidade das finanças municipais, adquirir uma postura mais rigorosa e pragmática na gestão dos dinheiros públicos redefinindo prioridades em prol dos interesses supremos da população.
Todavia existem outras preocupações e inquietações, que de modo global todos devemos reflectir e estou a referir-me ao endividamento a curto, médio e longo prazo.
A divida a curto prazo, em termos percentuais, aumentou cerca de 14% desde 2007, são cerca de 4 milhões de euros. Mais preocupante é a divida a médio e longo prazo, só o endividamento às Instituições de Crédito já ultrapassa os 4 milhões e 800 mil euros e em 3 anos teve um abismal aumento de 82%. O total da divida a terceiros aumentou em 43% em 3 anos e situa-se praticamente nos 9 milhões de euros. Registe-se também que 27,19% das actividades do município são financiadas por capitais alheios.
Um dos indicadores de maior relevo de uma boa gestão, é a taxa de execução do PPI (Plano Plurianual de Investimentos) e de facto em 2010, o elenco CDU proporciona-nos uns sofríveis 24,31%, o que evidencia que os orçamentos camarários da CDU são instrumentos irrealistas. É obvio que tratando-se de um Plano Plurianual existem eventualmente obras que apenas estarão prontas no ano subsequente, mas se considerarmos que em 2009 a taxa de execução foi de 32% e em 2008 de 27%, começa a ser confrangedor o facto de os investimentos nunca mais estarem concluídos.
No entanto, é pertinente verificar que apesar da drástica subida do valor total da dívida, a mesma não acompanha de modo algum o investimento efectuado. Torna-se cada vez mais frustrante verificar que todos os anos são elaborados orçamentos acima dos 7 milhões de euros, para depois nos confrontarmos com uma parca realidade bem mais diferente.
No que concerne aos indicadores estruturais, aproximamo-nos, sobretudo, da realidade da nossa autarquia. Aqui verificamos que as despesas com o pessoal cresceram mais de 2,6% de 2007 para 2010, representando actualmente 51,76% da despesa total, ao passo que o montante investido se cifra nuns meros 17,68%, o que traduz um decréscimo de 11,16% em relação ao ano precedente.
É especialmente neste capítulo que se verifica a incapacidade da edilidade em realizar obra e as suas respectivas causas.
Infelizmente para o concelho de Alcochete e suas populações, o ano de 2010 foi mais um ano perdido.
Tenho consciência de que todos merecemos mais.
Não basta que Alcochete seja uma terra de encantos e emoções, é preciso que a sua população se sinta encantada, mas parece-me a mim que face ao exposto, vivemos mais emocionalmente os desencantos do que propriamente as emoções.

Fernando Pinto
Deputado Municipal do PS
bancadapsalcochete@gmail.com

26 maio 2011

Debate sobre agricultura


Clique sobre o texto para ver melhor.

24 maio 2011

Convite

Olá a todos os condóminos deste espaço de debate pluripartidário, estou de volta ao fim de muitos meses de ausência, em virtude dos projectos que estavam a decorrer.
Contudo, venho também informar a todos os moradores residentes e visitantes que,
No dia 3 de Junho no salão Nobre da Junta de Freguesia de Alcochete, irei efectuar o lançamento do meu 2º livro de poesia com o título “ SENTIMENTOS & EMOÇÕES”, decorrerá pelas 18.30, desde já convido a todos a estarem presentes.

Um abraço

Melo

A sede do CDS-PP/Alcochete


Aparece porque este espaço é para ti

23 maio 2011

CAMPANHA ELEITORAL

Após a análise do primeiro dia de campanha eleitoral uma conclusão pode ser extraída a vitória do PSD vai ser clara, porque representa ruptura e inovação e novos rostos na politica portuguesa.
Se dúvidas houvessem, bastaria estar atento ao facto de que quer o PS, quer o CDS-PP resolveram escolher como alvo o PSD. Será o facto de ambos os lideres precisarem da imunidade parlamentar?

21 maio 2011

Actividades do CDS-PP/Alcochete



No dia 20 de Maio/2011, a partir das 15h30, o eurodeputado pelo CDS-PP Diogo Feio e Nuno Magalhães, deputado com assento na Assembleia da República pelo mesmo Partido, visitaram a Escola Secundária de Alcochete e o Agrupamento Vertical de Escolas de Alcochete.

Na Escola Secundária, os deputados foram recebidos pelo Subdirector, Professor Carlos Romão, que fez o histórico da jovem instituição e respondeu às perguntas dos parlamentares relativas ao corpo docente, às ofertas profissionais, a problemáticas de natureza social, à segurança, etc.

Depois desta troca de impressões, o Professor Carlos Romão guiou Diogo Feio e Nuno Magalhães pelas diversas áreas do estabelecimento de ensino, apresentando vários professores, alunos e funcionários aos deputados.

Por fim, já na sede do Agrupamento Vertical, os anfitriões foram a Professora Augusta Alves e o Professor Avelino Pinto, respectivamente Directora e Subdirector do mesmo Agrupamento, cuja realidade é muito complexa em termos do número excessivo de alunos, de salas de aulas super-lotadas, de disciplina, etc.

Por volta das 17h00, esta missão do CDS-PP à maior zona escolar do Concelho estava cumprida. Feitas as despedidas, Diogo Feio e Nuno Magalhães seguiram para o norte do País e a Comissão Política do CDS-PP/Alcochete reuniu-se no "Cantinho do Estudante" para tomar café, descontrair e opinar sobre todos os factos acabados de ocorrer.

18 maio 2011

" De Çamoquo a Samouco Sua História Suas Gentes"

" De Çamoquo a Samouco Sua História Suas Gentes" é um livro que o escritor José António dos Santos Pinheirinho publicou, há cinco anos atrás, em 2006. É um livro sobre o Samouco. Desde os seus primórdios até aos princípios do séc XXI.
Foi posto no mercado por exclusiva iniciativa do autor, sem quaisquer apoios ou editora que promovesse o seu lançamento.
É, em minha opinião, uma monografia de grande fôlego. Exigiu tempo, dedicação e empenho. Porventura, a mais completa obra que foi publicada sobre a terra até ao momento. A minha terra mas também a terra adoptiva deste autor.
José António dos Santos Pinheirinho é um filho adoptivo do Samouco. Aqui não nasceu mas muito tempo viveu. Desde muito novo. Onde tem familiares e onde lhe morreram familiares.
Estudioso, metódico e persistente, conhece melhor que ninguém a nossa querida vila, até há pouco aldeia. Um lugar com estilo bem marcado e identidade própria. Com identidade própria porquanto o "samouqueiro", pela sua própria natureza, é diferente do "alcochetano". Apesar de habitarem o mesmo concelho. O "samouqueiro" é menos individualista, mais permeável à inclusão de outras culturas e com um maior sentimento de partilha. Com tradições agrícolas mais vincadas e com mais conhecimento daquilo que o estuário do Tejo pode oferecer no domínio da pesca. Contudo, o "alcochetano" terá também as suas qualidades. Outras qualidades.
De qualquer modo, são indeléveis as diferenças entre os dois, as quais vêm dos tempos da restauração do concelho ocorrida em 15Jan1898. Data a partir da qual foi sempre notória uma subalternização do Samouco em relação a Alcochete...lendo o livro ou outra historiografia disponível percebe-se melhor porquê.

Este livro é uma exaltação ao Samouco. Um catálogo de emoções. Um trabalho de apoteose e encanto. Nele se descreve a sua origem, aquilo que são as suas tradições, cultura e modo de vida da população. Aborda a sua evolução histórica. Faz um registo detalhado sobre as suas principais referências caracterizadoras e marcos identitários. Fala da Igreja Matriz, da Capela de Conceição dos Matos, das suas antigas quintas, das Festas Populares, etc. Evoca "samouqueiros" ilustres que ao longo do tempo se foram destacando e cujas biografias apresenta com elevado rigor factual. Enfim, é uma obra que enche a "alma dos samouqueiros", que nos faz gostar da nossa terra e que, em meu entendimento, todo o concelho devia conhecer. Até para melhor perceber o que esta vila é...
Mas José António Pinheirinho vai mais longe. Antecedendo o prefácio, o autor agradece a todos quantos lhe confidenciaram experiências passadas e conhecimentos específicos, contribuindo assim para que o livro se tornasse uma realidade. Por ali passam os nomes de muitos homens e mulheres que são e foram o exemplo "vivo" do que é ser "samouqueiro". Revelador de uma enorme acutilância crítica na observação daquilo que constitui a idiossincrasia da nossa gente.
Da mesma forma que, no posfácio, agarrando no período da sua infância e juventude, pinta com palavras "os quadros" do que era, na altura, a vida dos "putos e jovens", seus conterrâneos, no Samouco. Em homenagem aos amigos e companheiros, com quem teve a felicidade de partilhar aqueles tempos.
É comovente fazer a leitura daquelas seis páginas. Nelas se expressa o significado do que representa a verdadeira amizade, a pura generosidade e a efectiva solidariedade entre quem vive lado a lado.
Neste último capítulo do livro estão integralmente retratadas duas décadas de vida da nossa terra. Desde meados dos anos cinquenta até ao tempo da Revolução de Abril.

Trouxe este livro à colação, não apenas pela sua indiscutível qualidade literária, mas também pelo carácter genuíno e verdadeiro (saudosista mesmo) do que nele se descreve. Aqui está a história do Samouco e suas gentes. Especialmente a história da última metade do séc XX, a qual o autor também viveu.
Por isso, falar deste livro, constituía para mim um imperativo ético. Pela sua importância, pertinência e actualidade. Para dar conhecer a todo o concelho esta grande obra e para dizer a todos a honra que é ter nascido "samouqueiro".
Por último, torna-se difícil exprimir qualquer sentimento de gratidão ao autor. É inefável o que sinto sobre "De Çamoquo a Samouco Sua História Suas Gentes".
Devem todos lê-lo!...
Como "samouqueiro", trago simplesmente o meu obrigado a José António dos Santos Pinheirinho.


PENSAMENTO

Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o estadista. É assim, que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?”

Quando foi escrito?

1867

Onde?

“O Distrito de Évora”

E por quem?

Eça de Queiroz

13 maio 2011

Acções do CDS-PP/Alcochete no dia 7 de Maio




No dia 7 de Maio, com a presença de Mariana Ribeiro Ferreira, Vice-Presidente do CDS-PP, a Concelhia do CDS-PP/Alcochete esteve no Centro Paroquial de Alcochete a inteirar-se de toda a orgânica de funcionamento do Grupo Sócio-Caritativo.
A sensibilização às inúmeras actividades do Grupo Sócio-Caritativo a favor dos mais necessitados foi levada a cabo por Domingos Sousa, Maria da Graça Santinho e Joaquim Pereira, membros do mesmo Grupo.
Entretanto, alguns dos elementos do CDS-PP local estavam na Câmara Municipal de Alcochete a assistir à Sessão Solene em homenagem a José Samuel Lupi pelo seu octogésimo aniversário e que incluiu a inauguração de um busto a este grande cavaleiro tauromáquico no largo António dos Santos Jorge, tio-avô do homenageado.
Acabámos todos por nos encontrar no Jardim do Coreto onde decorria uma feira de produtos da terra, dando-nos oportunidade de falar com alguns agricultores do Concelho.
Seguiu-se o almoço, e, para finalizar as acções de Sábado passado, já na sede do CDS-PP/Alcochete, ocorreu uma conversa muito produtiva sobre problemáticas autárquicas orientada por Mariana Ribeiro Ferreira.

10 maio 2011

21 abril 2011

Estuário do Tejo: O seu impacto económico no Concelho

-Foi lançado, com grande pompa e circunstância, o Programa de Acção para a Regeneração da Frente Ribeirinha de Alcochete, o qual conta com dezoito projectos específicos, alguns em parceria com entidades públicas e outros com entidades privadas;
-Encontra-se em fase de discussão e participação pública o famigerado Plano Estratégico de Desenvolvimento de Alcochete (PEDA);
-Está prevista nas GOP"s e PPI, em execução, a remodelação do espaço envolvente à praia de Samouco e a requalificação da zona de ancoradouros e do cais palafítico aí existente;
-A Junta de Freguesia do Samouco prepara-se, uma vez mais, antes da abertura da época balnear, para proceder à limpeza e alguns arranjos na praia por forma a torná-la mais agradável aos seus utilizadores.
Perguntar-se-à: o que têm umas coisas a ver com as outras? Aparentemente nada...
Vejamos então.

Em todos os citados instrumentos de planeamento e gestão da CMA e no plano de acção da JFSamouco, a praia do Samouco é referida como um espaço a intervencionar mas apenas numa perspectiva de lazer e recreação. Embora todos saibam que este local necessita, na sua margem direita, de uma mais vasta remodelação. Nela está instalado um aglomerado de construções em madeira, popularmente designadas por "barracas", cuja dimensão o tornou depreciativamente conhecido pelo "Camboja". Uma das maiores zonas de construção totalmente clandestina existentes no concelho.
Por outro lado, a reserva natural do estuário do Tejo constitui, aos dias de hoje, um enorme manancial de pesca e recolha de bivalves, susceptível de alavancar um sector com amplas potencialidades de crescer no concelho. Para além da excelência do sal que pode ser produzido...
Também o mar, enquanto agente económico, vem sendo sucessivamente invocado como um nicho de actividade a merecer a maior atenção (até o PR o tem, muitas vezes, afirmado).
Todavia, em nenhum daqueles documentos, nem em qualquer fórum de discussão, onde se "pense Alcochete", a importância económica da praia do Samouco tem sido devidamente identificada. Nem avaliada a influência que o rio pode ter no rendimento de largo número de famílias e na oferta de mais emprego.
A frente ribeirinha apenas é falada como zona de oferta turística e lazer; como espaço de visitação e educação ambiental; como área protegida; como zona de manutenção das comunidades de flora, fauna e conservação dos espaços húmidos e da mancha de "salgado" e, por último, como área a carecer de requalificação ao nível do centro histórico da vila de Alcochete.
Quer dizer, para a CMA, a Fundação das Salinas, o ICNB, a Fundação João Gonçalves e a APL o uso do rio passa pela conservação da biodiversidade, pelo incremento do turismo, pela construção de novos equipamentos de lazer e pela recuperação do centro de Alcochete. Um objectivo louvável e ambicioso. Mas um paradigma onde a vertente económica não é ponderada.
Ora, todas as propostas apresentadas pecam por não valorizar as dinâmicas económicas que o rio oferece no segmento das pescas e actividades afins. Revelam uma estratégia míope neste domínio. Não considerar o estuário como um espaço de empreendedorismo e de enormes potencialidades empresariais denota um clamoroso erro de planeamento.
Nem o PEDA, nem o Programa da Frente Ribeirinha integram qualquer tipo de intervenção para a praia do Samouco. As GOP"s e PPI falam nela por falar, sem previsão para fazer o que seja e a Junta com isso não se preocupa, pois nem a questão suscita Lamentavelmente...

Pela praia do Samouco, entram todos os dias no Tejo, de barco ou a pé, pela vazante da maré, centenas de pessoas para se dedicarem à pesca tradicional (corvina, robalos, linguados, enguias, etc,) e à apanha de bivalves. Poucos na legalidade, quase todos clandestinos.
São toneladas de bivalves e centenas de quilos de peixe do rio que diariamente se escoam pela praia do Samouco. Clandestinamente...
E todas as entidades atrás referidas, especialmente a CMA, que deviam estar atentas a este fenómeno, assobiam para o lado...o que se vê é apenas o desencadear de acções de repressão, por parte da polícia marítima, contra os pescadores furtivos, muitos deles desempregados que querem é trabalhar.
Um pequeno porto de abrigo, com instalações adequadas para os agentes da autoridade, destinado ao apoio a pescadores, controlo e regulação desta actividade, teria como consequência a desejada legalização da pesca e venda de todo o peixe e bivalves. O fim da clandestinidade associada à respectiva captação de impostos.
Este projecto contemplaria igualmente, na zona adjacente das salinas, a instalação de uma estação de depuração de bivalves, de uma unidade de aquacultura de peixe do rio e a revitalização das salinas.
Estabelecendo parcerias com operadores privados ligados a estas actividades, o conjunto destas iniciativas assumir-se-ia certamente como uma importante estrutura económica no concelho. Aqui se incluiria também a promoção do sal de Alcochete, apostando-se no desenvolvimento de uma marca. Evidentemente que a exploração de todas as salinas do complexo das salinas do Samouco torna viável a criação de uma marca e de uma empresa ( actualmente só duas salinas laboram, a do "brito" e a do "canto", vendendo todo o sal por grosso. Uma pertence à Fundação das Salinas e a outra à Fundação João Gonçalves).
A Fundação das Salinas, proprietária da quase totalidade da zona das salinas, a CMA , o ICNB e a APL, não devem preocupar-se só com os aspectos da conservação da natureza mas também com a implementação de um modelo sócio-económico de desenvolvimento sustentável para o complexo das salinas e para a frente ribeirinha. Este conjunto de projectos (construção do porto de abrigo, instalação de uma depuradora, construção de uma estação de aquacultura e exploração empresarial do "sal de Alcochete") são iniciativas de assinalável alcance estratégico, ainda a tempo de se inserirem no âmbito do PEDA e do Plano de Regeneração da Frente Ribeirinha. Com francas possibilidades de virem a obter os indispensáveis financiamentos comunitários ao abrigo dos programas específicos do QREN, disponíveis para o efeito. Apenas é preciso formalizar protocolos, operacionalizar decisões, lançar os projectos e apresentar candidaturas, tal como se fez com os demais projectos já em andamento.
A CMA já tem parcerias com a APL, com o ICNB, a Fundação das Salinas e a Fundação João Gonçalves...porque não mais uma(s)?

Paralelamente, porque não formular, à Direcção Regional do Ambiente e à Associação Bandeira Azul da Europa, a candidatura com vista à obtenção de bandeira azul para as praias do Samouco e dos Moinhos? Trabalhando previamente sobre os requisitos tal objectivo não parece difícil de alcançar...


O tema que ora trouxe à colação poderia perfeitamente ser canalizado para a CMA através dos canais do Facebook e do Twitter. Contudo, preferi fazer aqui no "Praia dos Moinhos" o seu registo, lembrando que tem de ser a Divisão do Munícipe e Comunicação, através do seu Sector de Comunicação e Imagem, a vir às redes sociais colher as ideias e opiniões que nelas são expressas. Interagindo, discutindo e participando.

Por último, esta de incluir na mesma Divisão, o Sector da Comunicação, Protocolo e Imagem e o Sector de Apoio ao Empresário e Empreendedorismo, não lembra ao diabo...




20 abril 2011

Isto faz sentido?





Hoje, apareceu por toda a parte o INalcochete transformado num verdadeiro jornal (16 páginas) e para aí com uma dezena de fotos do Luís Franco...se as contarmos bem.
Assim se vê que a Câmara passa airosamente por cima da crise que tão dolorosamente vivemos, gastando os parcos recursos que tem, dinheiro dos contribuintes, na propaganda de utopias nefastas à nossa segurança e liberdade.
Isto faz sentido?



(Na foto, o jornal está dobrado ao meio).

17 abril 2011

Comemorar Abril: Um contributo para a mudança

No próximo dia 25 do corrente mês realiza-se na pequena mas bonita Sala de Actos da CMA (Salão Nobre) uma sessão solene comemorativa do Dia da Liberdade.
O Presidente da Comissão Politica Concelhia do PSD/Alcochete, Luiz Batista, irá fazer uma intervenção alusiva ao evento. Segundo sei, será uma intervenção baseada no apelo à reflexão e ao esforço que os novos tempos exigem de todos nós. E vai dizer ainda que comemorar o 25Abril não pode ser apenas festa e lazer. Responsabilidade e trabalho são imprescindíveis. Que o melhor contributo a dar é falar verdade e ajudar a encontrar soluções. Para Portugal...e para Alcochete.
Numa sala que, desde os anos 70 do século passado, se habituou a vestir de "vermelho" e, esporadicamente, de "rosa" porque não a enchermos de uma outra cor. A cor laranja. A cor dos social democratas.
Vamos sair da nossa zona de conforto e mobilizarmo-nos para que o 25Abril2011 seja a génese de uma nova realidade e o começo de uma alternativa consistente. Para já no país, mais tarde no concelho.
Vamos participar na cerimónia com respeito e urbanidade. Mas revestindo a sala de uma onda laranja, dando um inequívoco sinal que o actual modelo de governação CDU está esgotado e se torna imperativo prosseguir por novos caminhos. Com outros protagonistas e os actuais na oposição. Com outras estratégias. Refundando as presentes opções politicas e imprimindo um outro paradigma de gestão, onde a matriz social democrata constitua o "farol" orientador.
Os mais cépticos e aqueles a quem a vontade falece dir-me-ão que é impossível. Compreendo e aceito. Muitos companheiros empreenderam este desafio mas, por uma ou outra razão, não lhe deram continuidade ( aqui chegado, quero deixar uma palavra de solidariedade ao companheiro Luís Proença, que não conheço pessoalmente, o qual foi violentamente afastado do combate democrático que, em tempos, aqui no concelho, encetou pela defesa dos valores e princípios do PSD. Pelo que vejo, pelo que escreveu no blog, foi uma mais valia que perdemos ...). Infelizmente muitos têm vindo a desistir.
Mas a mudança é imperiosa. E se nela acreditamos, temos de ser persistentes na luta. Para que aconteça.


Em Alcochete, a gestão CDU e do PS deixa um rasto de preocupação...para o futuro.
Resumidamente, vejamos o caso da prestação de Contas de 2010, recentemente aprovadas em sessão pública de Câmara. O orçamento inicial para 2010 previa uma estimativa de receita e despesa, ambos na ordem dos 20 milhões de euros. Quem estivesse atento, verificava, desde logo, que, no tocante à receita, o mesmo era irrealista. Foi elaborado com base num critério meramente administrativo, estabelecendo os montantes inscritos nas diferentes rubricas em função do ano anterior. Definindo uma percentagem de forma avulsa. Sem ter em conta a realidade do concelho nem a situação macroeconómica do país, da qual dependem as principais receitas do orçamento municipal.
Resultado: A receita efectivamente cobrada foi na ordem dos 14,5 milhões de euros, montante substancialmente inferior ao previsto. Em consequência, muitas das despesas orçamentadas não foram realizadas ou o seu pagamento protelado para os anos seguintes. E o endividamento a aumentar...
Aliás, o mesmo vai acontecer em 2011, onde o executivo orçamentou valores de receita e despesa globais idênticos aos de 2010. Perante o alastrar da recessão, é previsível uma continuada diminuição da receita, seja nos impostos directos e indirectos, seja nas transferências correntes.
Com uma estrutura rígida de encargos com pessoal, tudo indica que, no ano em curso, esta rubrica de despesa se situe em cerca de mais de 60% do total das receitas. O que é uma enormidade. A breve trecho, a CMA funciona apenas para pagar salários. Apenas virada para dentro, em prejuízo da qualidade de vida dos cidadãos...
E que dizer da dívida a curto, médio e longo prazo, já acima dos 60% da receita anual bruta...
E que dizer de uma estrutura em recursos humanos com cerca de 411 trabalhadores, excluindo contratações externas, num município com 16 mil pessoas e 128 km quadrados de dimensão...
O que, não sendo ilegal, é preocupante. Reflecte uma politica despesista e de descontrolo na utilização dos dinheiros públicos.
Tudo isto preocupando agora muito mais porquanto é conhecida a intenção do FMI e BCE em pressionar o novo governo para que proceda rapidamente a uma reorganização administrativa do poder local, das estruturas intermunicipais e distritais existentes. A fim de reduzir custos e encargos. E Alcochete, com este tipo de politicas, suportadas por uma demagogia ilimitada, começa a pôr-se a jeito...infelizmente.
Pelo que a renovação se afigura indispensável. Não ponho em causa as pessoas. De resto, tenho a maior consideração pelo actual Presidente. Porém, constata-se que o paradigma de gestão CDU está exausto, além da oposição socialista ser também francamente ineficiente...


...Retornando às comemorações do 25Abril, eu, por mim, tenciono lá estar. Na sessão solene a realizar na CMA. Relembrando Abril, em reflexão e com um forte desejo de mudança. Para que o progresso e o desenvolvimento em Alcochete sejam uma realidade.
Vamos estar presentes. Vamos dar uma outra cor à nossa Câmara Municipal. A cor laranja.

Aproveito para desejar uma Páscoa feliz a todos. Comungando-a em fraternidade. E dizer que "é mais importante aquilo que nos une do que aquilo que nos separa"...



13 abril 2011

QUESTÃO DO DIA

Sabem quantos países com governo socialista restam agora em toda a União Europeia?


Depois das recentes eleições na Hungria e no Reino Unido só ficaram 3 países:

Grécia, Portugal e Espanha

Como disse Margaret Thatcher

"o socialismo e o comunismo duram até se acabar o dinheiro dos outros".

12 abril 2011

Informação

Venho, através do "Praia dos Moinhos", informar que foi criada no "Facebook" uma página relativa ao PSD Alcochete, onde todos aqueles que se interessam por debater temas associados ao concelho podem participar, nela inscrevendo as suas ideias e propostas. Interagindo com todos os interessados, estaremos certamente em melhores condições para avançar com os nossos propósitos e objectivos. A pluralidade é indispensável à democracia, Sem cortes ou qualquer outro tipo de censura. No integral respeito pela diversidade de opinião e apreciação crítica.
Queremos aprender e ouvir a sensibilidade de todos e de cada um. Na partilha se constrói a renovação e o futuro. Venham, vejam e digam o que entendam por pertinente. Sabemos ouvir e dialogar. Cá os esperamos...

Evidentemente que outras temáticas que não somente as referentes a Alcochete serão abordadas...afinal o país e o mundo também interessam. E muito...

05 abril 2011

PARA REFLECTIR

Tendo receido o texto abaixo transcrito não resisti a partilhar neste espaço, da autoria Francisco Gouveia.

Sócrates foi dizer à Sra. Merkle - a chanceler do Euro - que já tínhamos tapado os buracos das fraudes e que, se fosse preciso, nos punha a pão e água para pagar os juros ao valor que ela quisesse.
Não é impunemente que não se fala da Islândia (o primeiro país a ir à bancarrota com a crise financeira) e na forma como este pequeno país perdido no meio do mar, deu a volta à crise.
Ao poder económico mundial, e especialmente o Europeu, tão proteccionista do sector bancário, não interessa dar notícias de quem lhes bateu o pé e não alinhou nas imposições usurárias que o FMI lhe impôs para a ajudar.
Em 2007 a Islândia entrou na bancarrota por causa do seu endividamento excessivo e pela falência do seu maior Banco que, como todos os outros, se afogou num oceano de crédito mal parado. Exactamente os mesmo motivos que tombaram com a Grécia, a Irlanda e Portugal.
A Islândia é uma ilha isolada com cerca de 320 mil habitantes, e que durante muitos anos viveu acima das suas possibilidades graças a estas "macaquices" bancárias, e que a guindaram falaciosamente ao 13º no ranking dos países com melhor nível de vida (numa altura em que Portugal detinha o 40º lugar).
País novo, ainda não integrado na UE, independente desde 1944, foi desde então governado pelo Partido Progressista (PP), que se perpetuou no Poder até levar o país à miséria.
Aflito pelas consequências da corrupção com que durante muitos anos conviveu, o PP tratou de correr ao FMI em busca de ajuda. Claro que a usura deste organismo não teve comiseração, e a tal "ajuda" ir-se-ia traduzir em empréstimos a juros elevadíssimos (começariam nos 5,5% e daí para cima), que, feitas as contas por alto, se traduziam num empenhamento das famílias islandesas por 30 anos, durante os quais teriam de pagar uma média de 350 Euros / mês ao FMI. Parte desta ajuda seria para "tapar" o buraco do principal Banco islandês.
Perante tal situação, o país mexeu-se, apareceram movimentos cívicos despojados dos velhos políticos corruptos, com uma ideia base muito simples: os custos das falências bancárias não poderiam ser pagos pelos cidadãos, mas sim pelos accionistas dos Bancos e seus credores. E todos aqueles que assumiram investimentos financeiros de risco, deviam agora aguentar com os seus próprios prejuízos.
O descontentamento foi tal que o Governo foi obrigado a efectuar um referendo, tendo os islandeses, com uma maioria de 93%, recusado a assumir os custos da má gestão bancária e a pactuar com as imposições avaras do FMI.
Num instante, os movimentos cívicos forçaram a queda do Governo e a realização de novas eleições.
Foi assim que em 25 de Abril (esta data tem mística dupla) de 2009, a Islândia foi a eleições e recusou votar em partidos que albergassem a velha, caduca e corrupta classe política que os tinha levado àquele estado de penúria. Um partido renovado (Aliança Social Democrata) ganhou as eleições, e conjuntamente com o Movimento Verde de Esquerda, formaram uma coligação que lhes garantiu 34 dos 63 deputados da Assembleia). O partido do poder (PP) perdeu em toda a linha.
Daqui saiu um Governo totalmente renovado, com um programa muito objectivo: aprovar uma nova Constituição, acabar com a economia especulativa em favor de outra produtiva e exportadora, e tratar de ingressar na UE e no Euro logo que o país estivesse em condições de o fazer, pois numa fase daquelas, ter moeda própria (coroa finlandesa) e ter o poder de a desvalorizar para implementar as exportações, era fundamental.
Foi assim que se iniciaram as reformas de fundo no país, com o inevitável aumento de impostos, amparado por uma reforma fiscal severa. Os cortes na despesa foram inevitáveis, mas houve o cuidado de não "estragar" os serviços públicos tendo-se o cuidado de separar o que o era de facto, de outro tipo de serviços que haviam sido criados ao longo dos anos apenas para serem amamentados pelo Estado.
As negociações com o FMI foram duras, mas os islandeses não cederam, e conseguiram os tais empréstimos que necessitavam a um juro máximo de 3,3% a pagar nos tais 30 anos. O FMI não tugiu nem mugiu. Sabia que teria de ser assim, ou então a Islândia seguiria sozinha e, atendendo às suas características, poderia transformar-se num exemplo mundial de como sair da crise sem estender a mão à Banca internacional. Um exemplo perigoso demais.
Graças a esta política de não pactuar com os interesses descabidos do neo-liberalismo instalado na Banca, e de não pactuar com o formato do actual capitalismo (estado de selvajaria pura) a Islândia conseguiu, aliada a uma política interna onde os islandeses faziam sacrifícios, mas sabiam porque os faziam e onde ia parar o dinheiro dos seus sacrifícios, sair da recessão já no 3º Trimestre de 2010.
O Governo islandês (comandado por uma senhora de 66 anos) prossegue a sua caminhada, tendo conseguido sair da bancarrota e preparando-se para dias melhores. Os cidadãos estão com o Governo porque este não lhes mentiu, cumpriu com o que o referendo dos 93% lhe tinha ordenado, e os islandeses hoje sabem que não estão a sustentar os corruptos banqueiros do seu país nem a cobrir as fraudes com que durante anos acumularam fortunas monstruosas. Sabem também que deram uma lição à máfia bancária europeia e mundial, pagando-lhes o juro justo pelo que pediram, e não alinhando em especulações. Sabem ainda que o Governo está a trabalhar para eles, cidadãos, e aquilo que é sector público necessário à manutenção de uma assistência e segurança social básica, não foi tocado.
Os islandeses sabem para onde vai cada cêntimo dos seus impostos.
Não tardarão meia dúzia de anos, que a Islândia retome o seu lugar nos países mais desenvolvidos do mundo.
O actual Governo Islandês, não faz jogadas nas costas dos seus cidadãos. Está a cumprir, de A a Z, com as promessas que fez.
Se isto servir para esclarecer uma única pessoa que seja deste pobre país aqui plantado no fundo da Europa, que por cá anda sem eira nem beira ao sabor dos acordos milionários que os seus governantes acertam com o capital internacional, e onde os seus cidadãos passam fome para que as contas dos corruptos se encham até abarrotar, já posso dar por bem empregue o tempo que levei a escrever este artigo.
Nota :Estamos neste estado lamentável por causa da corrupção interna - pública e privada com incidência no sector bancário - e pelos juros usurários que a Banca Europeia nos cobra.