12 junho 2011

"Um Presidente, Uma Maioria, Um Governo e ...Uma Autarquia"

No "day after", após a retumbante vitória do PSD e depois de alguns festejos, ainda que contidos, o que se deve pedir agora é realismo e responsabilidade...num futuro próximo temos de pedir coragem e determinação face às dificuldades que se perspectivam. Preparar Portugal para superar os obstáculos que tem de enfrentar e afirmar o seu nome no concerto dos países da Europa são para já os objectivos prioritários. Honrando ainda, é claro, os compromissos assumidos.
O PSD não vende ilusões, muitos danos são já praticamente irreversíveis. A destruição de valor que a governação do eng Sócrates protagonizou e a ausência de confiança dos portugueses e nos portugueses demoram a ser recuperados. Há, em primeiro lugar, que inverter o caminho da degenerescência e, posteriormente, fazer avançar o "elevador social"...se cada um, por si, fizer o seu percurso de vida e prosperar, o país certamente também há-de prosperar. A iniciativa e o empreendedorismo dos cidadãos e das empresas são a "chave" do desenvolvimento. Não vale a pena bramir quixotescamente contra tudo e contra todos, nada fazendo...e esperar em vão que outros façam aquilo que a nós compete fazer pela nossa vida.
Em Alcochete, os democratas devem saudar a vitória do PSD. É um indicador de referência para o futuro. Depois da vitória do Professor Cavaco Silva nas presidenciais, esta vitória nas legislativas de 2011 abre uma janela de oportunidade. E de esperança. De esperança em que se consiga alterar o rumo de empobrecimento, de letargia e torpor em que o concelho se encontra. Na sequência destas eleições, é legítimo pensar que, em Alcochete, o PSD pode, a breve trecho, ganhar todas as eleições em que participe, dando corpo à ideia de "Um Presidente, Uma Maioria, Um Governo e...Uma Autarquia" de inspiração social democrata!
Este propósito não só é possível como desejável. Acabar com a hegemonia da denominada "tradição de esquerda" na Câmara Municipal é um desígnio absolutamente indispensável. Mais de trinta anos interpolados de liderança comunista, com um mandato PS pelo meio, afastaram o concelho de uma lógica de modernidade. Com o PS viveram-se tempos de uma governação acéfala, havendo somente a preocupação eleitoral de fazer "obra" a todo o custo sem cuidar do resto...com o PCP, travestido de CDU, é o desnorte, a governação sem orientação estratégica definida. Com um manancial de planos elaborados apenas para mera propaganda. Para além de uma politica despesista que está a exaurir a capacidade financeira do município.
E os motivos que no séc XIX, em 26Set1895, conduziram à extinção do concelho de Alcochete, passo a citar"...má administração da coisa pública, dissipação dos recursos, uma dívida enorme à Fazenda e ao Hospital de S. José em Lisboa, o desprezo pelos interesses gerais do município...", voltam a estar, infelizmente, na ordem do dia. Senão vejamos:

1- A CMA vive hoje apenas virada para si própria. As remunerações certas a autarcas e colaboradores e as aquisições em bens e serviços consomem cerca de 80% das suas receitas correntes. Isto é, gasta quase todo o orçamento disponível com a sua orgânica e funcionamento e pouco em proveito dos munícipes. Promove uma politica de emprego público pouco rigorosa e uma organização social do trabalho pouco cuidada. Onde o desperdício é generalizado. Com os recursos postos à disposição das suas divisões operacionais (do ambiente, espaços verdes e obras municipais, por exemplo), onde se trabalha apenas cinco horas e meia diárias em período normal, era possível fazer melhor e muito mais.
Carreiam para os quadros da Câmara, todos os anos, cada vez mais funcionários, pondo em causa os que efectivamente trabalham e são necessários; não valorizam o mérito e a excelência na aplicação do SIADAP; prosseguem uma politica de cumplicidade e promiscuidade com o STAL e respectivos delegados, na qual as obrigações e os deveres são nitidamente secundarizados perante as exigências sindicais...em suma, prolifera uma cultura de excesso nos gastos e deficiente aplicação dos recursos públicos.
2-Com esta galopante delapidação de meios, criou-se uma dívida a terceiros de curto, médio e longo prazo, cujo montante ascende a quase nove milhões de euros e representa à volta de 70% da receita anual bruta, facto deveras preocupante que põe em causa a viabilidade financeira do município.
3-Em questões de marca, identidade, vertente cultural e referências publicitárias, a CMA persiste em continuar a manter uma imagem associada aos velhos estereótipos ideológicos comunistas e em promover apenas conteúdos culturais vincadamente marcados pela "chancela vermelha". Não olhando para os novos movimentos e para a nova oferta cultural que emerge da sociedade e que já pouco tem a ver com os modelos que a velha esquerda conservadora teima em continuar a oferecer. Dando para o exterior uma triste ideia, contrária aquilo que Alcochete efectivamente é.
No entanto, a constante propaganda e o uso de uma linguagem altamente demagógica continuam a iludir incautos, apresentando planos e projectos, para os quais nem programas nem apoios contratualizados existem. Enfim, uma triste concepção de fazer politica que, a prosseguir, irá conduzir inexoravelmente a autarquia para o abismo, às cegas...
4-E que dizer dos graves erros de planeamento e ordenamento do território que o executivo municipal vem cometendo. O concelho anda a "duas velocidades". Dum lado, privilegia-se a vila de Alcochete, dotando-a de todos os equipamentos e executando, quando o dinheiro sobra, obras de requalificação, nomeadamente no seu centro histórico, sempre que tal se torna necessário. Da mesma forma que na freguesia do Samouco, da mesma cor, cujos autarcas estão partidariamente fidelizados e voluntariamente manipulados, a "coisa" ainda se vai fazendo. Do outro lado, porém, está a freguesia de S. Francisco, onde o investimento privado no domínio da construção civil tem fomentado um forte crescimento mas onde os equipamentos públicos escasseiam ou nem sequer existem. Completamente votada ao ostracismo por parte da CMA esta freguesia. Não tem mercado, não tem cemitério, não tem velório, não tem centro de saúde condigno, não tem pavilhão polidesportivo, não tem campo de futebol, não tem local de culto católico em condições, carece de apoios à terceira idade, tem falta de centro de infância e escola básica capaz, etc, etc, etc. Digamos que é uma freguesia de segunda divisão apesar do seu contributo para as receitas municipais ter aumentado substancialmente por força das novas construções e novos residentes. Quando se pretende harmonia e equilíbrio na execução das politicas viradas para o urbanismo, S. Francisco é vítima de um esquecimento penalizador. Sem nada que o justifique...

Assim, visto o que antecede, embora exposto de modo muito sintético, pode-se concluir, com grande margem de razoabilidade, depois destes anos todos, nos quais "a foice e o martelo" comandaram os destinos da autarquia, que Alcochete já não tem muita margem para continuar neste rumo. É imperiosa uma mudança de paradigma de gestão. Para salvaguardar o essencial que é, no fundo, a independência e a existência do município. Para inverter esta lógica desastrosa de incúria e inépcia. Da qual, se calhar, as pessoas não são as principais culpadas. Elas podem até mudar mas as politicas e respectivos formatos ideológicos permanecem exactamente os mesmos. Prevalece a obediência ao partido, a musa inspiradora...
Surge agora o PSD como alternativa. A alternativa para Alcochete. Um PSD local pujante e revigorado que, sob a liderança de Luiz Branco Batista, soube renovar-se em 2010. Hoje, radicalmente diferente daquilo que tem sido o seu passado no concelho mas respeitador da nossa memória colectiva e das lutas e combates que os nossos companheiros travaram, com ou sem sucesso, em prol dum ideário comum.
O PSD tem a perfeita noção do que, daqui para a frente, é necessário fazer. Até porque, como já se percebeu, identificou e sabe o que não pode continuar a ser feito. À volta do PSD local e da sua comissão politica existe actualmente gente com credibilidade, competência, seriedade e assinalável experiência para cumprir uma tão exigente missão. A de colocar Alcochete numa órbita de progresso, expurgada dos anátemas do passado. Nomes...perguntarão alguns, os mais apressados, ciosos de saber e previamente conhecer. A seu tempo as coisas vão, com segurança e sabedoria, compondo-se e definindo...o caminho faz-se caminhando.
Por último, quero aqui reiterar que o PSD tem o ambicioso sonho de conseguir a vitória em todas as eleições que doravante em Alcochete se realizem, fazendo eleger "Um Presidente, Uma Maioria, Um Governo e... Uma Autarquia".
Terminar com o mito comunista que domina o município...é esse o nosso desafio. Contamos com todos para que este desígnio seja uma realidade.
A natureza fez de Alcochete uma terra de encantos...mas o concelho tem potencialidades para ser mais ainda. Tem tudo para ser uma terra maravilhosa. Vamos, juntos, realizar o sonho, vamos em frente!...





2 comentários:

Sérgio Silva disse...

eu proprio não diria melhor, nas próximas eleições autarquicas o venceder será o PSD!

Impudências disse...

50% do subsídio de Natal já vai. O IVA a subir, os transportes upa, upa. A electricidade um escândalo. E não vale a pena acrescer mais ao reportório. Ainda bem que temos o PSD e o CDS. Vamos todos ser muito felizes.