Eis o que descobri agora mesmo, ao aceder ao sítio da CDU de Alcochete na Internet.
Reparem na nota exibida no canto superior direito da página.
Creio que nada de importante se perdeu porque, há duas semanas, continuava imutável como desde o dia 10 de Outubro de 2005.
Quanto às outras "lojas" ainda abertas, no estado actual a sua utilidade parece-me nula. Vejam aqui e aqui.
Na imagem inferior da loja socialista há até um pormenor curioso: gente sorridente entre a qual, poucos meses volvidos, há quem não se possa nem ver..
23 junho 2006
22 junho 2006
Explico-me
Sou político sem poder deixar de sê-lo porque sou cidadão, mas o meu discurso nada tem a ver com o dos políticos da nossa praça. Eis por que arrisco a verdade: desde o 25 de Abril que eu nunca vi com bons olhos as políticas de esquerda para a minha terra de Alcochete.
Até há pouco tempo julgava que o problema estava nos homens e não propriamente nos partidos comunista e socialista. Hoje penso exactamente o contrário: a causa das coisas está nas ideologias de esquerda e muito menos nos que as professam real ou aparentemente.
Explico então por que as pessoas sempre me viram a esgrimir contra quem está na Câmara: no passado, a refrega era travada contra homens ignaros cuja ignorância eu ainda distinguia dos partidos políticos que os acoitavam; no presente, esses partidos são, para mim, eles mesmos, a fonte de toda a treva que obscurece Portugal porque cada vez mais fazem depender a sociedade de decisões do Estado. Este, por exemplo, está muito mais na origem da nossa classe média do que a riqueza gerada por uma actividade produtiva. Dirão que me contradigo porque pertenço aos quadros do Estado. Eu responderia que me colocassem numa escola privada sem insinuar que quisesse o fim absoluto do ensino público.
Por tudo isto, aqui e agora, defendo para a minha terra uma coligação do PSD e CDS, isto é, defendo uma solução de direita para os destinos de Alcochete.
Bendito seja o meu estimável inimigo Miguel Boieiro que já nos anos 80 dizia para mim: «Você é de direita!». Nesse tempo eu ainda me alimentava de ilusões de esquerda e tomava as palavras deste ex-presidente da Câmara de Alcochete por insulto.
Até há pouco tempo julgava que o problema estava nos homens e não propriamente nos partidos comunista e socialista. Hoje penso exactamente o contrário: a causa das coisas está nas ideologias de esquerda e muito menos nos que as professam real ou aparentemente.
Explico então por que as pessoas sempre me viram a esgrimir contra quem está na Câmara: no passado, a refrega era travada contra homens ignaros cuja ignorância eu ainda distinguia dos partidos políticos que os acoitavam; no presente, esses partidos são, para mim, eles mesmos, a fonte de toda a treva que obscurece Portugal porque cada vez mais fazem depender a sociedade de decisões do Estado. Este, por exemplo, está muito mais na origem da nossa classe média do que a riqueza gerada por uma actividade produtiva. Dirão que me contradigo porque pertenço aos quadros do Estado. Eu responderia que me colocassem numa escola privada sem insinuar que quisesse o fim absoluto do ensino público.
Por tudo isto, aqui e agora, defendo para a minha terra uma coligação do PSD e CDS, isto é, defendo uma solução de direita para os destinos de Alcochete.
Bendito seja o meu estimável inimigo Miguel Boieiro que já nos anos 80 dizia para mim: «Você é de direita!». Nesse tempo eu ainda me alimentava de ilusões de esquerda e tomava as palavras deste ex-presidente da Câmara de Alcochete por insulto.
Insustentável
Os comunistas desta terra de Alcochete seguem a estratégia mais primária em gestão autárquica que consiste no controlo apertado de toda a informação substancial, embora o tempo vá decorrendo e eles não possam ocultar a obra feita ou por fazer aos olhos do munícipe a quem passam sistematicamente atestados de pura menoridade política.
O desmascaramento desta saloia libido dominandi tem sido feito pelo blog Praia dos Moinhos, sem qualquer palavra de apoio por parte da oposição local, situação que cada vez mais se vai tornando insustentável.
Como diz o grande poeta alcochetano Luís Cebola, D. Quixote «foi certamente irmão de todos nós», mas essa fraternidade com os ideais do herói manchego também tem limites.
Ou em Alcochete se forma um movimento alargado de opinião consistente que denuncie os comunistas ou este blog deixará de ser o que é.
Cada um sabe de si e Deus de todos.
O desmascaramento desta saloia libido dominandi tem sido feito pelo blog Praia dos Moinhos, sem qualquer palavra de apoio por parte da oposição local, situação que cada vez mais se vai tornando insustentável.
Como diz o grande poeta alcochetano Luís Cebola, D. Quixote «foi certamente irmão de todos nós», mas essa fraternidade com os ideais do herói manchego também tem limites.
Ou em Alcochete se forma um movimento alargado de opinião consistente que denuncie os comunistas ou este blog deixará de ser o que é.
Cada um sabe de si e Deus de todos.
Observações sobre urbanismo
Agora que é oficial a implantação de um loteamento no espaço onde funciona, há 52 anos (!), a fábrica de cortiça M. J. Orvalho – situada na confluência da Av.ª 5 de Outubro com o Largo da Feira, em Alcochete, pouco depois e no lado oposto à praça de touros – gostaria de chamar a atenção para algumas questões pertinentes:
1. A substituição de uma fábrica por prédios de apartamentos rende, em um ou dois anos, milhões de euros a um voraz município atolado em dívidas e mau investidor em elefantes multicoloridos, mas tem sérias implicações sociais e económicas, nunca desprezíveis, a curto, médio e longo prazos. Basta lembrar que o bem-estar das famílias tradicionais alcochetanas derivou da expansão industrial havida no concelho entre meados das décadas de 50 e 70 e que, ainda hoje, se centenas de aposentados locais têm pensões um pouco superiores ao mínimo de sobrevivência foi porque trabalharam nessas fábricas;
2. Gostaria que responsáveis autárquicos, antigos e actuais, tivessem a coragem de explicar, pública e claramente, as razões da ida dessa fábrica para outro concelho. O pouco que sei do assunto foi através de alguns e parece-me que os cidadãos deveriam unir-se e exigir explicações para conhecerem melhor quem os governou e governa;
3. Sendo o da fábrica Orvalho, ao que suponho, o primeiro loteamento a aprovar pelos autarcas empossados há sete meses, parece-me imprescindível exigir-lhes que os edifícios a construir doravante disponham de estacionamento (interior ou próprio, tanto faz, mas nunca em espaço de uso público) para um mínimo de dois veículos por fogo, sob pena de continuarmos a ter artérias e passeios pejados de automóveis. Observem atentamente as urbanizações do Flamingo e dos Barris, em Alcochete, e reparem nas consequências de blocos de apartamentos com seis, oito e mais condóminos mas garagens dimensionadas para metade deles, a maior parte das quais para um único veículo embora um significativo número de famílias tenha dois ou mais.
4. Leiam e reflictam ainda acerca do alcance de estudos como o constante desta notícia.
1. A substituição de uma fábrica por prédios de apartamentos rende, em um ou dois anos, milhões de euros a um voraz município atolado em dívidas e mau investidor em elefantes multicoloridos, mas tem sérias implicações sociais e económicas, nunca desprezíveis, a curto, médio e longo prazos. Basta lembrar que o bem-estar das famílias tradicionais alcochetanas derivou da expansão industrial havida no concelho entre meados das décadas de 50 e 70 e que, ainda hoje, se centenas de aposentados locais têm pensões um pouco superiores ao mínimo de sobrevivência foi porque trabalharam nessas fábricas;
2. Gostaria que responsáveis autárquicos, antigos e actuais, tivessem a coragem de explicar, pública e claramente, as razões da ida dessa fábrica para outro concelho. O pouco que sei do assunto foi através de alguns e parece-me que os cidadãos deveriam unir-se e exigir explicações para conhecerem melhor quem os governou e governa;
3. Sendo o da fábrica Orvalho, ao que suponho, o primeiro loteamento a aprovar pelos autarcas empossados há sete meses, parece-me imprescindível exigir-lhes que os edifícios a construir doravante disponham de estacionamento (interior ou próprio, tanto faz, mas nunca em espaço de uso público) para um mínimo de dois veículos por fogo, sob pena de continuarmos a ter artérias e passeios pejados de automóveis. Observem atentamente as urbanizações do Flamingo e dos Barris, em Alcochete, e reparem nas consequências de blocos de apartamentos com seis, oito e mais condóminos mas garagens dimensionadas para metade deles, a maior parte das quais para um único veículo embora um significativo número de famílias tenha dois ou mais.
4. Leiam e reflictam ainda acerca do alcance de estudos como o constante desta notícia.
21 junho 2006
Municípios vivos, municípios mortos
Aqui está uma notícia interessante e curiosa, tanto mais que o município de Estremoz tem população equivalente ao de Alcochete.
Até há municípios vivos e atentos...
Até há municípios vivos e atentos...
Computador não morde
Perante esta notícia, resta-me lembrar aos cidadãos receosos dos computadores que, via Centro de Emprego de Montijo, poderão frequentar cursos de formação que os habilitarão a trabalhar com eles. Aproveitem. Os computadores não mordem...
Avaliação? Qual avaliação?
Esta avaliação é somente para conhecimento interno da burocracia estatal, mas deveria ser pública, notória e de publicação obrigatória. Se não se vislumbra, em parte alguma, o que fizeram os nossos serviços municipais no primeiro semestre de 2006, quem conseguirá definir e fazer cumprir objectivos para o segundo semestre?
E os cidadãos pagantes virão algum dia a conhecer esses objectivos e os desvios verificados? Poderão avaliar e ajuizar?
Presumo que a tesouraria é o único serviço municipal a funcionar bem, pelo menos quanto ao pagamento de ordenados, pois se assim não fosse haveria mosquitos por cordas. Diz-se que a máquina está menos bem oleada quanto ao pagamento a fornecedores, mas cá para mim são "manobras da reacção".
A culpa não é dos funcionários municipais, seguramente, mas de quem está no topo da pirâmide hierárquica e se mostra incapaz de valorizar as respectivas aptidões e capacidades a bem da comunidade.
Se houvesse a preocupação elementar de dignificar os funcionários perante os munícipes, publicar-se-iam regularmente listas dos trabalhos efectuados num determinado período.
E os cidadãos pagantes virão algum dia a conhecer esses objectivos e os desvios verificados? Poderão avaliar e ajuizar?
Presumo que a tesouraria é o único serviço municipal a funcionar bem, pelo menos quanto ao pagamento de ordenados, pois se assim não fosse haveria mosquitos por cordas. Diz-se que a máquina está menos bem oleada quanto ao pagamento a fornecedores, mas cá para mim são "manobras da reacção".
A culpa não é dos funcionários municipais, seguramente, mas de quem está no topo da pirâmide hierárquica e se mostra incapaz de valorizar as respectivas aptidões e capacidades a bem da comunidade.
Se houvesse a preocupação elementar de dignificar os funcionários perante os munícipes, publicar-se-iam regularmente listas dos trabalhos efectuados num determinado período.
20 junho 2006
Que andam a fazer os comunistas?
Que andam a fazer os comunistas que nada se sabe do que a fazer andam?
Andam a ajeitar as gamelas para o grande festim antropofágico?
Isso não me surpreenderia nada porque a corrupção vem directamente da estratégia comunista voltada para a demolição das instituições a passo de lesma, mas firme e sem desvios.
Eu denuncio a desinformação comunista; denuncio a omissão intencional de notícias que interessem verdadeiramente aos munícipes; denuncio a propaganda camuflada em miseráveis boletins municipais.
Mas também pergunto: que anda a fazer toda a oposição política nesta terra de Alcochete? Fica à espera de tirar dividendos do trabalho levado a cabo neste blog? Se assim é, isso em português tem um nome que todos sabem que eu sei.
Bom, por agora não vou mais longe.
Andam a ajeitar as gamelas para o grande festim antropofágico?
Isso não me surpreenderia nada porque a corrupção vem directamente da estratégia comunista voltada para a demolição das instituições a passo de lesma, mas firme e sem desvios.
Eu denuncio a desinformação comunista; denuncio a omissão intencional de notícias que interessem verdadeiramente aos munícipes; denuncio a propaganda camuflada em miseráveis boletins municipais.
Mas também pergunto: que anda a fazer toda a oposição política nesta terra de Alcochete? Fica à espera de tirar dividendos do trabalho levado a cabo neste blog? Se assim é, isso em português tem um nome que todos sabem que eu sei.
Bom, por agora não vou mais longe.
Faz que anda, mas não anda

Propositadamente, deixei passar duas semanas antes de abordar o tema da manchete da última edição do jornal da terra (7/6/2006): "Rua do Norte vai ter um passeio".
Presumo que a maioria terá lido o texto e, se entretanto não o esqueceu, recordar-se-á que o executivo municipal de Alcochete determinou e mandou publicar duas coisas:
a) Construa-se um passeio na Rua do Norte e mude-se o piso;
b) Quem estaciona na dita artéria passará a fazê-lo no Largo da Feira e daqui a um ou dois anos haverá lá um parque para tal.
É muito fácil o executivo municipal, que dispõe de garagem, telheiro e de uma artéria inteira (Rua do Mercado) para estacionar os seus popós, decidir que os munícipes deixam os respectivos veículos a 400 metros de casa.
Mais difícil – e até ver impossível, como ficou demonstrado nos primeiros meses de mandato – é o executivo esclarecer directamente os munícipes acerca dos seus projectos e respectiva fundamentação técnica, usando meios práticos e cómodos de informação, nomeadamente os que todos pagamos. Era seu dever fazê-lo, ainda, porque a coligação de que emana o inscreveu no programa eleitoral.
Se o objectivo deste executivo é apenas devolver à população zonas pedonais no núcleo histórico da vila de Alcochete, evidencia o populismo bacoco do costume e demonstra incompreensão pelos cinco principais problemas aí existentes: fuga de residentes, deserção de visitantes, falência do comércio não alimentar, edifícios degradados e inexistência de áreas de estacionamento permanente.
Daí que, ao invés de concorrer ao PRAUD (Programa de Recuperação de Áreas Urbanas Deagradadas) para construir um passeio – através do qual obterá o financiamento ridículo de 25% para essa acção – deveria aproveitar a vertente do mesmo programa que financia em 75% a criação de gabinetes técnicos de reabilitação ou renovação e começar a estudar o problema em profundidade, com a colaboração de técnicos qualificados.
Se bem me recordo, o anterior executivo municipal chegou a pedir a um ministro (ou anunciou que iria fazê-lo?) o financiamento de tal gabinete, que formalmente mandou instalar no rés-do-chão do edifício da biblioteca municipal.
Depois de estudados os problemas e analisadas as propostas técnicas partir-se-ia então para acções concretas no terreno, porque as decisões urgentes e imprescindíveis ultrapassam em muito a simples construção de um passeio.
Aliás, se alguém do executivo municipal gastar cinco minutos a consultar num motor de busca da Internet a informação devolvida pela palavra-chave PRAUD, descobrirá que vários municípios nacionais pegaram no programa da forma mais conveniente e correcta e alguns até já têm planos de recuperação delineados.
19 junho 2006
O seu a seu dono

Não sendo adepto do programa nem do seu animador, ontem à noite, casualmente, passei pelo canal SIC e deparei com um vereador da Câmara Municipal de Alcochete no programa de Herman José.
A razão dessa presença era o VI Festival Internacional de Papagaios de Alcochete, que decorrerá na Praia dos Moinhos, entre 21 e 25 deste mês (principais eventos decorrerão sexta, sábado e domingo).
Sempre achei que uma manifestação com tamanha beleza e ineditismo merecia ampla divulgação nacional, tanto mais que depressa se tornou numa referência internacional para os entusiastas dos papagaios. Basta procurar o tema na Internet para perceber que este festival é a única manifestação regular que, até ao momento, projectou o concelho muito além dos seus limites geográficos.
Por isso nunca compreendi as razões que levavam a autarquia de Alcochete a alhear-se da adequada promoção e divulgação do festival, bem como de outras relevantes manifestações locais, nos meios de informação de expressão nacional.
Oxalá ao sexto ano, finalmente, o festival de papagaios saia da acanhada afluência observada no primeiro lustro e Alcochete consiga ser notícia nos meios de informação nacionais sem ser, como quase sempre sucede, pelos piores motivos.
Bem sei que toda gente tem direito a 15 minutos de fama, mas não compreendo a que título ela foi concedida ontem a um vereador municipal que como cidadão julgo ter andado ausente do evento nos cinco anos anteriores.
A organização do festival é do Gilpapagaios e resulta, principalmente, do entusiasmo e da dedicação de Carlos Soares, limitando-se a câmara a patrocinar.
Era ao discreto Carlos Soares – por sinal presente na plateia – que deveria ter sido dado plano de destaque, porque sabe do assunto e bem o merecia por muitas e variadas razões nunca publicamente reconhecidas.
Outro dia, noutro programa da RTP, o presidente da câmara fez algo semelhante e ainda mais despropositado. Então achei preferível ignorar o assunto, mas desta vez tomo posição na expectativa de que isto não se torne num hábito.
Pessoalmente nada tenho contra os dois autarcas, mas parece-me mais correcto que quem pontifica no município se destaque por obra feita e não se sirva do cargo para fins de promoção pessoal e política.
Promovam bem o festival de papagaios e manifestações de índole local em que a maioria se revê, contribuam para o sucesso dessas iniciativas e elevem o nome do concelho a patamares de divulgação nunca antes alcançados. Depois, sim, colham os frutos desse trabalho.
17 junho 2006
Barris: garagens alagadas por culpa da câmara

A esta hora haverá proprietários de garagens na urbanização dos Barris, em Alcochete, que ainda ignoram uma surpresa desagradável: a sua pode ser uma das inúmeras alagadas ao princípio da tarde desta sexta-feira, após pouco mais de meia hora de chuva intensa.
Algumas chegaram a ter água a 30 ou 40cms de altura, o que me leva a supor haver prejuízos assinaláveis em casos pontuais.
Ninguém me contou. Eu estava na zona, observei tudo e ajudei a evitar males maiores numa das artérias. Pelo menos, a maior parte das garagens situadas nas ruas Manuel Gomes da Mestra e Artur Garrett meteu água.
Culpa de quem? Da Câmara Municipal de Alcochete, obviamente, por dois motivos:
1. Além de aplicar o máximo em imposto sobre imóveis, é pontual e inflexível a cobrar taxa de saneamento (25% do valor do consumo de água) mas não cuida da limpeza regular nem da conservação periódica de caleiras e caixas de águas pluviais. Quem tiver dúvidas vá observá-las de perto;
2. Emite licenças de utilização sem fiscalização adequada das diferentes fases de construção e das ligações às redes públicas, tendo aprovado e aceite tacitamente uma urbanização nova – iniciada há sete anos e há ano e meio apenas sob a alçada definitiva do município – onde se acumulam problemas que a autarquia deveria ter evitado em tempo oportuno, cujos órgãos deliberativo e executivo ainda podem ajudar a minorar e resolver a posteriori, sem necessidade dos proprietários recorrerem ao penoso e dispendioso calvário dos tribunais, pois conhecem urbanizadores e construtores e sabem como lidar com eles em casos extremos.
Após um aguaceiro breve mas muito intenso, nesta sexta-feira foram postas a descoberto novas anomalias inconcebíveis: em espaços acentuadamente desnivelados, como os situados junto às garagens, há algerozes que despejam directamente na via pública, caixas de escoamento de águas pluviais com tubagens de diâmetro ridículo e calhas de drenagem com quase 100 metros de comprimento mas uma única saída (estreita) para a rede pública num dos extremos.
Em momentos críticos como o deste dia, o laxismo e a incúria têm consequências funestas: refluxo de águas pluviais (a água não se escoa pelas saídas mas brota delas), impossibilidade de evitar a subida do nível da água enquanto a chuva persistir e prejuízos para alguns desprevenidos proprietários (a maior parte dos quais estava a trabalhar).
Gostaria ainda de referir mais três detalhes importantes:
a) Numa situação de maré vazia, como a que se verificava no período em que a chuva caiu intensamento, creio que o fenómeno de refluxo das águas pluviais prenuncia anomalias graves na rede geral;
b) Duas horas após cessar a chuva foi visto na urbanização dos Barris um veículo municipal com dois ocupantes. Nas artérias indicadas no início deste texto limitaram-se a observar o estado das áreas desniveladas adjacentes às garagens e foram-se embora. Não limparam caleiras pejadas de terra e detritos e não verificaram o estado das caixas de escoamento. Provavelmente a sua missão era outra. Mas como o tempo continuará instável até segunda-feira, pelo menos, espero não ter de voltar ao assunto dentro de algumas horas;
c) Sendo uma das maiores e mais recentes, a urbanização dos Barris espelha, novamente, a incapacidade do poder local em mandar fiscalizar convenientemente as obras particulares, apesar de serem os municípios as únicas entidades com poderes legais para tal.
Há edifícios com paredes, azulejos e cantarias pejados de fissuras; infiltrações de água através de portas e janelas e deficiente impermeabilização de empenas, varandas e terraços; chaminés de lareiras mal construídas; algerozes que desaguam em varandas e terraços; tubos de ventilação forçada que espalham odores pela habitação e são caixas de ressonância de disputas domésticas; torneiras de admissão de água inacessíveis porque localizadas atrás de máquinas de lavar; e nos dias quentes sente-se odor intenso a gás metano (oriundo das sarjetas porque há prédios com esgotos domésticos mal ligados à rede pública).
A propósito ainda da não fiscalização de obras particulares, jamais me esquecerei que o anterior presidente da câmara disse em tempos que, se algum dia acontecer uma fatalidade, pouco mais há a fazer que enterrar os mortos e prender os responsáveis.
Quem vos avisa...
16 junho 2006
Isto não se faz, sr. presidente

A imagem ao lado reproduz anúncio inserido na pág. 7 da edição de hoje do «Jornal do Montijo».
Então isto faz-se aos velhotes?
Se a moda pega...
15 junho 2006
Liberdade de consciência
Matei. A pergunta que logo me faço é a seguinte: eu permaneço livre ou mais morto que o morto a meus pés? A minha consciência diz-me que permaneço mais morto que o morto a meus pés. Torno a perguntar-me: eu sou livre para não ser livre? Nada disto faz sentido.
Eu preciso do sentido. Que me diz este? Que eu sou livre para me ordenar ao Bem. Aqui está o caminho que é o júbilo da minha própria consciência.
Eu preciso do sentido. Que me diz este? Que eu sou livre para me ordenar ao Bem. Aqui está o caminho que é o júbilo da minha própria consciência.
14 junho 2006
Livre Arbítrio (2)
No meu primeiro textinho sobre o tema livre arbítrio, perguntava o seguinte: na verdade, se não sou livre para escolher, como vou depois aceitar a culpa de uma escolha minha que prejudique o outro? Daqui concluo que a liberdade de escolha não é um fim porque das duas, uma: ou julgo que vivo no mundo sozinho ou estou certo de que vivo em relação com o outro.
Se julgo que vivo no mundo sozinho, cultivo um egoísmo suicida; se estou certo de que vivo em relação com o outro, então imponho-me regras. Ora estas não se conciliam com aquelas minhas escolhas que prejudiquem a liberdade do outro.
Todas as regras que salvaguardem as relações de liberdade entre os homens nunca se poderão opor à minha liberdade de escolha, uma vez que a liberdade do outro é a minha liberdade.
Portanto, a ideia de que sou livre para matar nada tem a ver com o livre arbítrio, mas com o manifesto abuso deste porque eu não posso encarar o mal como escolha alternativa.
Por cima da minha liberdade de escolha está a multiplicidade dos rostos emanados do Rosto supremo que Deus é.
Se julgo que vivo no mundo sozinho, cultivo um egoísmo suicida; se estou certo de que vivo em relação com o outro, então imponho-me regras. Ora estas não se conciliam com aquelas minhas escolhas que prejudiquem a liberdade do outro.
Todas as regras que salvaguardem as relações de liberdade entre os homens nunca se poderão opor à minha liberdade de escolha, uma vez que a liberdade do outro é a minha liberdade.
Portanto, a ideia de que sou livre para matar nada tem a ver com o livre arbítrio, mas com o manifesto abuso deste porque eu não posso encarar o mal como escolha alternativa.
Por cima da minha liberdade de escolha está a multiplicidade dos rostos emanados do Rosto supremo que Deus é.
Ota vs. Rio Frio (2)

Achei curiosa esta notícia e chamo a atenção para ela, pois parece haver a vaga probabilidade de o novo aeroporto acabar por "aterrar" no nosso prato da sopa.
Ler ainda esta e esta notícias complementares, relacionadas com o mesmo tema.
Há sete meses, no dia em que iniciei este blogue, o primeiro texto então escrito referia-se ao assunto aeroporto. Esse texto está aqui. Estava (e estou ainda) convicto de que a maioria dos pareceres técnicos se inclina para Rio Frio e só inextricáveis interesses político-económicos justificariam a Ota.
Mas eis que, entretanto, alguém chega à conclusão de que até o Campo de Tiro de Alcochete é muito melhor que Ota. Lá isso é, o pior é que será necessário criar uma carreira de tiro alternativa para os militares, algures no país e longe da fronteira Leste, porque os pilotos dos F-16 e dos Alpha-Jet, por exemplo, não treinam à pedrada nem com fisgas.
É bom lembrar que o Campo de Tiro se situa a 10kms da vila de Alcochete e as pistas poderiam localizar-se a uns 15kms, no máximo, embora as orientações recomendadas para as mesmas (Norte/Sul) afastem os corredores aéreos de zonas residenciais densas.
13 junho 2006
Livre Arbítrio
Falar do livre arbítrio será difícil para qualquer pessoa, o que não deve justificar a fuga a este problema que o cristianismo coloca desde os primórdios.
Livre arbítrio quer dizer que eu sou inteiramente livre quando faço escolhas. Ora o que eu para já entendo é que as coisas têm que ser assim porque se assim não fossem jamais eu poderia ser responsabilizado pelos meus actos. Na verdade, se não sou livre para escolher, como vou depois aceitar a culpa de uma escolha minha que prejudique o outro?
Não deixa de ser curioso que o materialismo do séc. XVIII exclua o livre arbítrio e Lenine o considere uma fábula estúpida (cf. Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, Editorial Verbo, Lisboa, vol. 12, 1971). E porquê? Porque os marxistas defendem a relação entre determinismo e liberdade. Esta é posta em causa pelo efeito de tão desastrosa perspectiva filosófica. Por exemplo, não conta a vontade do indivíduo que queira recusar o Partido único; conta a vontade geral que é determinada e imposta a todos por aquela estrutura política.
Livre arbítrio quer dizer que eu sou inteiramente livre quando faço escolhas. Ora o que eu para já entendo é que as coisas têm que ser assim porque se assim não fossem jamais eu poderia ser responsabilizado pelos meus actos. Na verdade, se não sou livre para escolher, como vou depois aceitar a culpa de uma escolha minha que prejudique o outro?
Não deixa de ser curioso que o materialismo do séc. XVIII exclua o livre arbítrio e Lenine o considere uma fábula estúpida (cf. Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, Editorial Verbo, Lisboa, vol. 12, 1971). E porquê? Porque os marxistas defendem a relação entre determinismo e liberdade. Esta é posta em causa pelo efeito de tão desastrosa perspectiva filosófica. Por exemplo, não conta a vontade do indivíduo que queira recusar o Partido único; conta a vontade geral que é determinada e imposta a todos por aquela estrutura política.
11 junho 2006
Primeiro cristão, depois político
Eu já disse aos meus benévolos leitores que não estou aqui numa missão envangelizadora. Sinceramente, nunca foi essa a minha ideia de base nem sê-lo-á.
Eu disse que a minha função neste blog é eminentemente política, mas devo acrescentar mais qualquer coisa porque primeiro sou cristão e só depois político.
Quero então dizer que, para mim, a salvação não está na política. Se eu pensasse que a salvação está na política, ao fim e ao cabo seria marxista porque da salvação pela política à salvação pela matéria venha o Diabo e escolha.
Todos temos que nos preocupar pela política, isto é, pela cidade dos homens, mas esta perde sentido se não a unirmos à cidade de Deus, pão da vida.
Em conclusão, a política não é um fim, mas sim um meio para um bem superior que é o respeito por cada pessoa, única e irrepetível.
Eu disse que a minha função neste blog é eminentemente política, mas devo acrescentar mais qualquer coisa porque primeiro sou cristão e só depois político.
Quero então dizer que, para mim, a salvação não está na política. Se eu pensasse que a salvação está na política, ao fim e ao cabo seria marxista porque da salvação pela política à salvação pela matéria venha o Diabo e escolha.
Todos temos que nos preocupar pela política, isto é, pela cidade dos homens, mas esta perde sentido se não a unirmos à cidade de Deus, pão da vida.
Em conclusão, a política não é um fim, mas sim um meio para um bem superior que é o respeito por cada pessoa, única e irrepetível.
Curioso discurso
Não se resignem, tento eu alertar aqui quase todos os dias.
Não se resignem, disse ontem o Presidente da República.
Ainda há alguém por aí?
Não se resignem, disse ontem o Presidente da República.
Ainda há alguém por aí?
10 junho 2006
Muitos querem ignorar...

Muitos querem ignorar que «[...] as desigualdades não são geradas na peculiaridade das economias capitalistas, que as desigualdades não foram abolidas - e sim acentuadas - nas experiências socialistas e que as economias de mercado são o único locus onde, não obstante as desigualdades, verifica-se a redução da pobreza, a igualdade objectiva de oportunidades e o enriquecimento relativo geral em comparação com qualquer outra experiência histórica» (Nivaldo Cordeiro: 2001).
A ilusão do bom comunismo
A triste ilusão de que é possível salvar o comunismo significa que não se admite o falhanço de uma vida inteira.
Tenho 56 anos. Ora eu vivi a maior parte destes anos acalentando ilusões de esquerda. Estas começaram a ser postas em causa quando percebi intelectualmente que a Idade Média não era tão má como no-la pintam nem a Era Moderna tão boa como nos ensinaram na juventude.
Perceber a fundo o Teocentrismo e o Antropocentrismo e ser consequente obriga a ter de optar, respectivamente, pela direita ou pela esquerda.
No Teocentrismo, o homem assume-se criatura à imagem e semelhança de Deus; no Antropocentrismo há a forte tendência para o endeusamento do homem.
Sem agora recuar às raízes mais profundas do Antropocentrismo, afirmo que este só poderia ter desembocado no iluminismo, endeusamento da razão humana; no positivismo, endeusamento da ciência; no marxismo, endeusamento da matéria porque esta, o ser na filosofia do comunismo, recebe o primado.
Assim sendo, como é possível pensar no resgate de um bom comunismo? Há algum ponto de partida bom e universal no comunismo que o salve?
O comunismo deixá-lo-ia de ser se admitisse que o homem é criado à essência de Deus. Só a admissibilidade deste princípio pode travar os efeitos nefandos do materialismo que precipitariam a humanidade na escravidão mais hedionda.
Tenho 56 anos. Ora eu vivi a maior parte destes anos acalentando ilusões de esquerda. Estas começaram a ser postas em causa quando percebi intelectualmente que a Idade Média não era tão má como no-la pintam nem a Era Moderna tão boa como nos ensinaram na juventude.
Perceber a fundo o Teocentrismo e o Antropocentrismo e ser consequente obriga a ter de optar, respectivamente, pela direita ou pela esquerda.
No Teocentrismo, o homem assume-se criatura à imagem e semelhança de Deus; no Antropocentrismo há a forte tendência para o endeusamento do homem.
Sem agora recuar às raízes mais profundas do Antropocentrismo, afirmo que este só poderia ter desembocado no iluminismo, endeusamento da razão humana; no positivismo, endeusamento da ciência; no marxismo, endeusamento da matéria porque esta, o ser na filosofia do comunismo, recebe o primado.
Assim sendo, como é possível pensar no resgate de um bom comunismo? Há algum ponto de partida bom e universal no comunismo que o salve?
O comunismo deixá-lo-ia de ser se admitisse que o homem é criado à essência de Deus. Só a admissibilidade deste princípio pode travar os efeitos nefandos do materialismo que precipitariam a humanidade na escravidão mais hedionda.
09 junho 2006
O céptico

O céptico pergunta-me: por que é que o respeito pelo outro é uma certeza absoluta? Eu respondo-lhe que o respeito pelo outro é uma certeza absoluta porque condição sine qua non para os homens viverem em paz. O céptico olha para mim com o olhar da mal disfarçada superioridade e volta à carga: por que é que os homens precisam de viver em paz? Eu topo o primarismo da pergunta de alguém desinteressado de qualquer ponto de encontro, mas aguento para que o céptico não volte contra mim o meu legítimo direito de lhe voltar as costas. Já não sei o que lhe responder com um mínimo de exigência intelectual, mas para ver até onde ele seria capaz de chegar, adianto: sem paz, o homem cairia na antropofagia final. Atalha o céptico: o que entendes por antropofagia final? Fatigado, ainda respondo: o desprezo total pelo outro.
O céptico lançou sobre mim um sorriso luciferino e muito correctamente voltou-se para o colega sentado à esquerda.
Alcochetense: diz-se, diz-se
Disseram-me haver já solução directiva para o Desportivo. A assembleia eleitoral realizar-se-á, terça-feira à noite, na sua sede social.
Ainda bem.
Ainda bem.
Não tenho vontade de rir
Penso que esta notícia não tem piada alguma, porque o Dia das Mentiras é a 1 de Abril.
Chamo a atenção para ela por várias razões, espelhadas da primeira à última linha.
Uma séria: o poder local que nos coube em sorte, há oito meses, não só é o mais opaco de sempre como entrou já na fase delirante.
A mais divertida razão: a artéria descrita na notícia existirá, possivelmente, apenas em Marte.
Somadas todas as razões, estamos tramados.
Chamo a atenção para ela por várias razões, espelhadas da primeira à última linha.
Uma séria: o poder local que nos coube em sorte, há oito meses, não só é o mais opaco de sempre como entrou já na fase delirante.
A mais divertida razão: a artéria descrita na notícia existirá, possivelmente, apenas em Marte.
Somadas todas as razões, estamos tramados.
08 junho 2006
A Encarnação
Digam-me uma coisa: eu tenho que demonstrar que o Sol ilumina a Terra ou que este planeta recebe a luz daquela estrela? Desta pergunta passo para outra: eu tenho que demonstrar que a razão (logos) me habita?
Se a razão me habita, poderei resistir à ideia de que o logos permeia todo o Universo?
Esta é uma forma de chegar à Encarnação, quero dizer, a Cristo, Acto de Deus: partir de baixo para cima como fazemos quando subimos uma escada.
Sem excluir todos os paradigmas racionais que se alicerçam na realidade, que me deverá demover de uma racionalidade pouco acolhida entre os bem-pensantes? Dever-me-á demover o facto de eu não ser cientificamente correcto? Mas eu vivo para a correcção dos responsáveis por este mundo que me cerca?
Se a razão me habita, poderei resistir à ideia de que o logos permeia todo o Universo?
Esta é uma forma de chegar à Encarnação, quero dizer, a Cristo, Acto de Deus: partir de baixo para cima como fazemos quando subimos uma escada.
Sem excluir todos os paradigmas racionais que se alicerçam na realidade, que me deverá demover de uma racionalidade pouco acolhida entre os bem-pensantes? Dever-me-á demover o facto de eu não ser cientificamente correcto? Mas eu vivo para a correcção dos responsáveis por este mundo que me cerca?
Há soluções

Alcochete integra a terceira mais importante zona húmida europeia, maioritariamente abandonada e com as consequentes erosão e degradação, fuga de aves limícolas, exploração dispersa, especulativa e desregrada de recursos, riscos para a saúde pública e nulo benefício de condições naturais que noutras latitudes são úteis e geralmente rentáveis.
Resolvi investigar o tema na Internet e concluí haver generosos apoios de fundos europeus e internacionais para a conservação da natureza, que várias regiões mediterrânicas enfrentaram problemas semelhantes e que é possível dar passos seguros na preservação, recuperação e rentabilidade das nossas pouco úteis zonas húmidas.
Despertou a minha atenção o facto de haver duas fundações locais a explorar salinas (com resultados financeiros desastrosos) e da Misericórdia de Alcochete, que vive com dificuldades, ter boa parte do seu património improdutivo porque constituído por salinas abandonadas em zona de paisagem protegida.
As pistas mais óbvias surgiram na consulta ao site da MedWet, Iniciativa Mediterrânica das Zonas Húmidas.
Quem tiver curiosidade e paciência consulte esta útil fonte de orientação e informação, com pistas de sobra para delinear um projecto de recuperação das nossas tristes e abandonadas zonas húmidas, de que ninguém beneficia e que no estado actual representam um risco para a saúde pública.
Aparentemente nem é necessário muito dinheiro próprio. Alguns projectos postos em prática no âmbito da MedWet são quase autofinanciados.
Quem se der ao trabalho de ler e pensar um pouco nas pistas da iniciativa MedWet, que apresente sugestões.
Outra pista importante está no site da convenção Ramsar.
Por agora sugiro que o ponto de partida seja a oferta de disponibilidade de pessoas que se incumbam de contactar e sensibilizar as entidades certas para desencadear as acções.
Espero que neste debate, além das ideias e sugestões de leigos, apareçam também contributos de técnicos e estudiosos do tema.
Sem a pressão dos cidadãos não iremos a parte alguma...
Ideologias
Sempre que falo em ideologias, falo nas ideologias de esquerda.
De facto, para me ficar pelo caso português, o PSD-PPD e o CDS-PP não defendem nenhuma ideologia que seja uma representação total do homem e do mundo.
Representação total do homem e do mundo pretende ser, por exemplo, o marxismo porque para esta ideologia a questão fundamental da filosofia é a relação entre o pensamento e o ser. Aqui por ser entende-se a matéria cujo primado é defendido pelo marxismo. Para esta dita filosofia do comunismo, os que defendem o primado do pensamento são idealistas.
Caio em mim e penso: defender o primado da matéria ou do pensamento é o mesmo porque tanto aquela como este me aprisionam numa abjecta imanência. Na verdade, a diferença entre matéria e pensamento é a mesma que há entre pedra e picareta. Eis por que, para mim, o cogito cartesiano é a negação de Deus.
Concluindo, o marxismo é uma ideologia, ou seja, o discurso do interesse. Por esta senda, pouco se desviará da opinião.
De facto, para me ficar pelo caso português, o PSD-PPD e o CDS-PP não defendem nenhuma ideologia que seja uma representação total do homem e do mundo.
Representação total do homem e do mundo pretende ser, por exemplo, o marxismo porque para esta ideologia a questão fundamental da filosofia é a relação entre o pensamento e o ser. Aqui por ser entende-se a matéria cujo primado é defendido pelo marxismo. Para esta dita filosofia do comunismo, os que defendem o primado do pensamento são idealistas.
Caio em mim e penso: defender o primado da matéria ou do pensamento é o mesmo porque tanto aquela como este me aprisionam numa abjecta imanência. Na verdade, a diferença entre matéria e pensamento é a mesma que há entre pedra e picareta. Eis por que, para mim, o cogito cartesiano é a negação de Deus.
Concluindo, o marxismo é uma ideologia, ou seja, o discurso do interesse. Por esta senda, pouco se desviará da opinião.
07 junho 2006
Não esqueça
Se não leu nem reflectiu sobre o conteúdo deste texto, faça-o quanto antes e exprima os seus pontos de vista na respectiva caixa de comentários.
No futuro, as suas opiniões poderão ser úteis.
Prometo que, oportunamente, abordarei a circulação e o estacionamento de veículos no centro histórico de Alcochete.
No futuro, as suas opiniões poderão ser úteis.
Prometo que, oportunamente, abordarei a circulação e o estacionamento de veículos no centro histórico de Alcochete.
Estejam alerta
No passado, sempre que as coisas foram feitas pela calada tempos depois viria a descobrir-se haver algumas impensáveis.
Como as decisões e os compromissos tinham ocorrido há muito, depois pouco ou nada se podia fazer.
É sabido que, por causa disso, ainda hoje há vários imbróglios não resolvidos nem esclarecidos nesta nossa terra. A lista é razoável e não vale a pena entrar agora em pormenores. Será suficiente recordar que com essas trapalhadas poucos ganharam alguma coisa, mas colectivamente perdemos muito.
Para evitar a repetição de tais casos, quem tiver conhecimento de compromissos, contratos, protocolos, autorizações e outras decisões críticas de interesse público deve denunciá-los o mais depressa possível.
Usem os meios que entenderem, mas denunciem-nos antes que seja tarde demais.
Como as decisões e os compromissos tinham ocorrido há muito, depois pouco ou nada se podia fazer.
É sabido que, por causa disso, ainda hoje há vários imbróglios não resolvidos nem esclarecidos nesta nossa terra. A lista é razoável e não vale a pena entrar agora em pormenores. Será suficiente recordar que com essas trapalhadas poucos ganharam alguma coisa, mas colectivamente perdemos muito.
Para evitar a repetição de tais casos, quem tiver conhecimento de compromissos, contratos, protocolos, autorizações e outras decisões críticas de interesse público deve denunciá-los o mais depressa possível.
Usem os meios que entenderem, mas denunciem-nos antes que seja tarde demais.
06 junho 2006
O comunismo é uma utopia
O comunismo é uma utopia cujas raízes recebem muito húmus na Utopia de Thomas Morus (1477-1535). Mas na obra deste autor renascentista não se conta com o pecado original, categoria teológica que todos aceitarão se eu a traduzir por criminalidade hereditária.
Nesta conformidade, cai por terra aquele optimismo antropológico com origem em Rousseau (1712-1778) que defende a bondade natural do homem corrompida pela história.
Mas todo o pensamento anti-histórico é gnóstico como gnóstica é a esquerda para a qual a tradição institucional no campo civil, político e religioso deve ser banida a favor de uma nova racionalidade que ninguém sabe dizer qual seja.
Nesta conformidade, cai por terra aquele optimismo antropológico com origem em Rousseau (1712-1778) que defende a bondade natural do homem corrompida pela história.
Mas todo o pensamento anti-histórico é gnóstico como gnóstica é a esquerda para a qual a tradição institucional no campo civil, político e religioso deve ser banida a favor de uma nova racionalidade que ninguém sabe dizer qual seja.
Não se passa nada
Tudo calmo e pacífico em Alcochete. Não se passa nada.
Mas não se fala de outra coisa: da coceira causada por nuvens de moscas minúsculas.
São marroquinas, dizem por aí. Se mouras ou enviadas por D. Sebastião, foi coisa que não consegui esclarecer.
Observei-as à lupa e não são moscas comuns.
Nada de grave. Hoje é o dia 06.06.06, o dia da Besta do Apocalipse.
Mas não se fala de outra coisa: da coceira causada por nuvens de moscas minúsculas.
São marroquinas, dizem por aí. Se mouras ou enviadas por D. Sebastião, foi coisa que não consegui esclarecer.
Observei-as à lupa e não são moscas comuns.
Nada de grave. Hoje é o dia 06.06.06, o dia da Besta do Apocalipse.
05 junho 2006
Tenho muitas dúvidas mas algumas certezas
Há pessoas que vivem sem nenhuma certeza. Então, à força, tudo tem que ser relativo para todos.
Eu tenho muitas dúvidas mas algumas certezas. Sem estar a insinuar que não falho perante o outro, eu sei que o respeito pelo rosto do outro é absoluto. A partir desta certeza que nunca poria sobre uma mesa de negociações, começo paulatinamente a estruturar o mundo à minha volta.
Então penso: sem liberdade, eu não posso reconhecer o rosto do outro. Se o respeito pelo rosto do outro é um bem absoluto, a liberdade também o é, uma vez que a ausência de liberdade é véu opaco que se interpõe entre os rostos.
Sem liberdade todo o homem se transforma num gestor do medo; sem liberdade, no rosto do outro não vejo o meu próprio rosto, senão o objecto da minha desconfiança; sem liberdade, desvivo a vida.
Mas logo a seguir, penso: é o homem que é o dispensador da liberdade? Se afirmo que sou livre, não dou fé de um absoluto transcendente, imagem e semelhança de Alguém a um tempo absolutamente transcendente e imanente ao próprio dinamismo do meu agir? Eis-me chegado a Deus, o Rosto dos rostos.
Portanto, da certeza de que o respeito pelo rosto do outro é absoluto, eu transito para a certeza de que a liberdade é um bem absoluto e ascendo ao Dispensador absoluto de todos os bens que é Deus.
Eu tenho muitas dúvidas mas algumas certezas. Sem estar a insinuar que não falho perante o outro, eu sei que o respeito pelo rosto do outro é absoluto. A partir desta certeza que nunca poria sobre uma mesa de negociações, começo paulatinamente a estruturar o mundo à minha volta.
Então penso: sem liberdade, eu não posso reconhecer o rosto do outro. Se o respeito pelo rosto do outro é um bem absoluto, a liberdade também o é, uma vez que a ausência de liberdade é véu opaco que se interpõe entre os rostos.
Sem liberdade todo o homem se transforma num gestor do medo; sem liberdade, no rosto do outro não vejo o meu próprio rosto, senão o objecto da minha desconfiança; sem liberdade, desvivo a vida.
Mas logo a seguir, penso: é o homem que é o dispensador da liberdade? Se afirmo que sou livre, não dou fé de um absoluto transcendente, imagem e semelhança de Alguém a um tempo absolutamente transcendente e imanente ao próprio dinamismo do meu agir? Eis-me chegado a Deus, o Rosto dos rostos.
Portanto, da certeza de que o respeito pelo rosto do outro é absoluto, eu transito para a certeza de que a liberdade é um bem absoluto e ascendo ao Dispensador absoluto de todos os bens que é Deus.
Pensar e imaginar
Alguns nem sempre coerentes especialistas dizem que a melhoria da situação económica do país depende de consumirmos menos, importarmos menos e exportarmos mais.
Não sou versado na matéria mas parece-me que consumindo preferencialmente produtos nacionais dar-se-ia mais emprego à nossa gente e lucros a um maior número de empresários, diminuindo as importações de bens facilmente substituíveis e criando condições para a futura exportação.
Vem isto a propósito do que observo, frequentemente, em estabelecimentos comerciais e estradas do concelho: flores, batata, cenoura e cebola que vejo à venda em supermercados são quase sempre de proveniência estrangeira, embora depare amiúde com camiões franceses e holandeses que carregam flores, batata, cenoura e cebola em Alcochete.
Diria o capitão Haddock das histórias do Tintim: com cinquenta milhões de macacos! Não há forma de consumirmos cá o que se produz cá, a um preço inferior porque o transporte seria desnecessário?
Penso eu "de que" podem fazer-se várias coisas. Por exemplo: criar uma feira ou mercado regular exclusivamente para bens de consumo localmente produzidos e uma etiqueta «Produzido em Alcochete».
Suponho ainda que alguma criatividade daria também resultados positivos. Temos em Alcochete uma das maiores catedrais de consumo da Europa, pelo menos no seu género, mas não enxergo nada localmente produzido.
Não sou versado na matéria mas parece-me que consumindo preferencialmente produtos nacionais dar-se-ia mais emprego à nossa gente e lucros a um maior número de empresários, diminuindo as importações de bens facilmente substituíveis e criando condições para a futura exportação.
Vem isto a propósito do que observo, frequentemente, em estabelecimentos comerciais e estradas do concelho: flores, batata, cenoura e cebola que vejo à venda em supermercados são quase sempre de proveniência estrangeira, embora depare amiúde com camiões franceses e holandeses que carregam flores, batata, cenoura e cebola em Alcochete.
Diria o capitão Haddock das histórias do Tintim: com cinquenta milhões de macacos! Não há forma de consumirmos cá o que se produz cá, a um preço inferior porque o transporte seria desnecessário?
Penso eu "de que" podem fazer-se várias coisas. Por exemplo: criar uma feira ou mercado regular exclusivamente para bens de consumo localmente produzidos e uma etiqueta «Produzido em Alcochete».
Suponho ainda que alguma criatividade daria também resultados positivos. Temos em Alcochete uma das maiores catedrais de consumo da Europa, pelo menos no seu género, mas não enxergo nada localmente produzido.
03 junho 2006
O Deus Pessoal

A afirmação de que sou pessoa, preservada de qualquer representação, é um absoluto que mora no mais profundo da minha existência pessoal. Por trás desse absoluto está Alguém a um tempo absolutamente transcendente e imanente ao agir da criatura que sou. Esta poderá ser uma janela para que a razão se una à fé no Deus Pessoal da confissão cristã.
A luta pela dignidade da pessoa humana é a luta pela liberdade que lhe é intrínseca contra todas as escravidões.
02 junho 2006
Mudar «Salineiro», sim ou não?

Como muitos sabem – se nunca reparou nisso, vá observá-la de perto – a escultura dedicada ao salineiro, da autoria de Francisco Simões, situa-se no Largo da República, em Alcochete, e tem dimensões manifestamente inadequadas para o local.
Parece-me também estar um pouco "escondida" e, porque se pretendeu, com indiscutível justiça, homenagear uma actividade outrora tradicional no concelho e a determinação dos que lutaram contra duras condições de trabalho, creio merecer maior visibilidade.
Os mais antigos residentes recordar-se-ão, certamente, que a obra, inaugurada a 1 de Dezembro de 1985, suscitou na época acaloradas discussões na vila, precisamente porque a escultura era desproporcionada em relação ao espaço e ao casario envolvente. Além disso, a sua implantação fez desaparecer um terreiro que, durante décadas, fora privilegiado local de convívio e de cavaqueira.
Na mente de algumas pessoas paira – há muito, disseram-me há meia dúzia de anos – a ideia de transferir a obra escultórica para uma das zonas de antigas salinas.
Em duas décadas Alcochete cresceu muito, tanto em dimensão como em rotundas, parecendo-me que, actualmente, o mais difícil será escolher o local ideal para a recolocar.
Porque também escasseiam acolhedores espaços de convívio, nomeadamente no centro histórico, faria todo o sentido remodelar e humanizar o pequeno Largo da República – incompreensivelmente pejado de automóveis – criando um pequeno e acolhedor jardim público.
Se alguém estiver com disposição de pensar no assunto, apresento seguidamente algumas alternativas. Usando a caixa de comentários, convido outras pessoas a pronunciarem-se sobre isto, justificando os seus pontos de vista.
Hipóteses que deixo à consideração geral:
– Recolocar a estátua junto ao fórum cultural, se e quando for possível acabar o espaço envolvente, porque algumas das mais importantes salinas principiavam perto;
– Mudá-la para a rotunda da Avenida da Revolução, junto à Rua D. Maria Teresa de Noronha, substituindo o dispensável OMNI (objecto metálico não identificado) hoje aí existente. A volumetria das actuais edificações e das previstas parece-me corresponder, adequadamente, à dimensão da obra escultórica;
– Transferi-la para a rotunda do Entroncamento, a principal e mais movimentada entrada no concelho. Confesso ser esta a sugestão que menos me agrada. Defendi, há muito, que essa rotunda fosse repensada e arranjada com urgência. Creio hoje que uma boa solução para o espaço central seria a colocação de um grande mastro com uma bandeira do município de dimensões apreciáveis.
Aproveito para sugerir gosto artístico e algum investimento no arranjo das inúmeras rotundas criadas no concelho. São já mais de uma dezena e nenhuma faz sentido no estado actual.
01 junho 2006
A contradição
Por todo o lado oiço dizer que o Partido Socialista executa uma política de direita.
Será mesmo assim?
Peguemos no vexame que está a ser feito a todos os professores deste País.
Como é que o ataque aos professores se coaduna com a defesa da liberdade? E sem liberdade como é possível a cidadania? Ou o exercício desta será favorecido pela ignorância? Sim, porque será à mais rasteira ignorância de todo um povo que levará o pacote legislativo agora congeminado contra os professores. Ora como é que isto tudo se articula com os direitos individuais, condição sine qua non para uma verdadeira sociedade liberal?
Em conclusão, ou a política de direita já não defende os direitos individuais ou este PS da Inernacional Socialista é da mais refinada esquerda.
Será mesmo assim?
Peguemos no vexame que está a ser feito a todos os professores deste País.
Como é que o ataque aos professores se coaduna com a defesa da liberdade? E sem liberdade como é possível a cidadania? Ou o exercício desta será favorecido pela ignorância? Sim, porque será à mais rasteira ignorância de todo um povo que levará o pacote legislativo agora congeminado contra os professores. Ora como é que isto tudo se articula com os direitos individuais, condição sine qua non para uma verdadeira sociedade liberal?
Em conclusão, ou a política de direita já não defende os direitos individuais ou este PS da Inernacional Socialista é da mais refinada esquerda.
Obrigado
Estou grato ao editor de «Escândalos no Montijo», que decidiu republicar a minha carta aberta aos sócios do Alcochetense.
Agradeço também às pessoas que, via e-mail, se solidarizaram com o escrito.
Agradeço também às pessoas que, via e-mail, se solidarizaram com o escrito.
31 maio 2006
A questão de fundo
O ataque à classe pensante deste País nunca foi tão longe depois do 25 de Abril.
Quando chegamos à verdadeira causa das coisas, controlamos melhor as emoções em benefício da análise.
O ensino público em Portugal está de rastos. Perante este facto incontornável, o que confrange são visões fragmentadas de alguns colegas, pois parecem pensar que os problemas da escola se desligam da situação mais geral do País.
A prática deste governo é tanto mais de esquerda quanto encapotada de liberalizante. Passo a explicar-me. Será possível que a docência se desligue da tradição? Quando um professor de Matemática ensina o teorema de Pitágoras não se insere em toda uma tradição científico-cultural? Nesta perspectiva, atacar os professores é atacar uma tradição que no campo da ciência e da cultura remonta a muito mais de dois mil anos. Ora a esquerda não vive pacificada com a tradição porque esta impede o avanço daquela. Perguntar-me-ão: a esquerda não vive pacificada com o teorema de Pitágoras? A tradição transcende infinitamente esse teorema. É a Religião tão arreigada à estrutura mais intrínseca dos homens. É a Filosofia que nunca excluiu Deus até à modernidade. É a influência destas duas áreas humanas no Direito, etc. E quem transmite todos estes saberes às novas gerações? Obviamente os professores. Portanto, a grande trama é lançar uns contra os outros, desautorizá-los perante os alunos, desacreditá-los aos olhos da sociedade.
No que toca à parte económica, essa vai derrapando tão depressa quanto o múnus do professor é desvalorizado.
A questão de fundo é esta: relativamente ao poder central, qual a posição dos professores?
Quando chegamos à verdadeira causa das coisas, controlamos melhor as emoções em benefício da análise.
O ensino público em Portugal está de rastos. Perante este facto incontornável, o que confrange são visões fragmentadas de alguns colegas, pois parecem pensar que os problemas da escola se desligam da situação mais geral do País.
A prática deste governo é tanto mais de esquerda quanto encapotada de liberalizante. Passo a explicar-me. Será possível que a docência se desligue da tradição? Quando um professor de Matemática ensina o teorema de Pitágoras não se insere em toda uma tradição científico-cultural? Nesta perspectiva, atacar os professores é atacar uma tradição que no campo da ciência e da cultura remonta a muito mais de dois mil anos. Ora a esquerda não vive pacificada com a tradição porque esta impede o avanço daquela. Perguntar-me-ão: a esquerda não vive pacificada com o teorema de Pitágoras? A tradição transcende infinitamente esse teorema. É a Religião tão arreigada à estrutura mais intrínseca dos homens. É a Filosofia que nunca excluiu Deus até à modernidade. É a influência destas duas áreas humanas no Direito, etc. E quem transmite todos estes saberes às novas gerações? Obviamente os professores. Portanto, a grande trama é lançar uns contra os outros, desautorizá-los perante os alunos, desacreditá-los aos olhos da sociedade.
No que toca à parte económica, essa vai derrapando tão depressa quanto o múnus do professor é desvalorizado.
A questão de fundo é esta: relativamente ao poder central, qual a posição dos professores?
Causas em lista de espera
A lista de questões lançadas neste blogue, que esperam solução ou resposta, não cessa de aumentar.
Na medida do possível tenho procurado reconfirmar a evolução das matérias abordadas e, infelizmente, todos os factos relatados permanecem na mesma.
No final de Maio, a relação de matérias é a seguinte:
28/11/2005 - Pedido ao presidente da câmara
2/1/2006 - Recomendação de leitura
9/1/2006 - Estão a atirar-nos água para os olhos
10/1/2006 - Negócio malcheiroso
16/2/2006 - Samouco: salvem a Casa do Mirante
13/1/2006 - Ordem na água
16/2/2006 - Samouco: sugestões para mostrar serviço
14/2/2006 - Sim e não
31/1/2006 - Um passo adiante mas...
21/2/2006 - Negócio malcheiroso (II)
22/2/2006 - Não metam água, por favor
25/2/2006 - Atenção à História local
27/2/2006 - Expliquem-se, por favor
1/3/2006 - Palmeiras engrossam, canteiros rebentam
2/3/2006 - Atenção aos eucaliptos
3/3/2006 - Escândalo em Samouco!
3/3/2006 - D. Mariana Gonçalves perdoar-nos-á?
3/3/2006 - Bucolismo
4/3/2006 - Valha-nos Deus!
6/3/2006 - Novamente o Rossio, para variar...
6/3/2006 - Aviso e recomendação
7/3/2006 - A grua não sabe voar
10/3/2006 - Há regulamento de publicidade? Não parece...
11/3/2006 - Leite por caixa; papel por árvores
13/3/2006 - Para que alguma coisa mude
14/3/2006 - Bagunça na toponímia de Alcochete
17/3/2006 - O site oficial da Câmara
19/3/2006 - Para que alguma coisa mude (4)
20/3/2006 - São Francisco: sugestões para mostrar serviço
21/3/2006 - São Francisco: sugestões para mostrar serviço (2)
22/3/2006 - São Francisco: sugestões para mostrar serviço (3)
22/3/2006 - Dêem à luz, por favor!
22/3/2006 - Aprendam mentes brilhantes!
22/3/2006 - A cola do ex-libris
23/3/2006 - Raios os partam
23/3/2006 - Intendência dos leitores
24/3/2006 - Ideias para reflectir
24/3/2006 - Para inglês ver
25/3/2006 - Sporting merece mais
25/3/2006 - Pinhal do Concelho
25/3/2006 - Um conto, um ponto, e o vigário
26/3/2006 - Passil
27/3/2006 - Torroal
27/3/2006 - O Palácio do Senhor Presidente 3
28/3/2006 - Tenham vergonha!
29/3/2006 - Comovente!
29/3/2006 - Comovente!
30/3/2006 - Olh'á barraca fresquinha!
12/4/2006 - Há alguém acordado?
12/4/2006 - Praia dos Moinhos I
13/4/2006 - Praia dos Moinhos II
13/4/2006 - Praia dos Moinhos III
13/4/2006 - Pasquim de propaganda
14/4/2006 - Estátua ao bombeiro
17/4/2006 - A praça
19/4/2006 - Não aos funcionários descartáveis
20/4/2006 - Bom exemplo de recuperação
21/4/2006 - Não se entende
23/4/2006 - Cobrador de promessas
16/5/2006 - Auditoria? Qual auditoria?
23/5/2006 - Para quando parques infantis legais?
24/5/2006 - Ai Flamingo, Flamingo!
26/5/2006 - Pedido ao presidente da câmara (2)
29/5/2006 - Negócio malcheiroso (2)
Na medida do possível tenho procurado reconfirmar a evolução das matérias abordadas e, infelizmente, todos os factos relatados permanecem na mesma.
No final de Maio, a relação de matérias é a seguinte:
28/11/2005 - Pedido ao presidente da câmara
2/1/2006 - Recomendação de leitura
9/1/2006 - Estão a atirar-nos água para os olhos
10/1/2006 - Negócio malcheiroso
16/2/2006 - Samouco: salvem a Casa do Mirante
13/1/2006 - Ordem na água
16/2/2006 - Samouco: sugestões para mostrar serviço
14/2/2006 - Sim e não
31/1/2006 - Um passo adiante mas...
21/2/2006 - Negócio malcheiroso (II)
22/2/2006 - Não metam água, por favor
25/2/2006 - Atenção à História local
27/2/2006 - Expliquem-se, por favor
1/3/2006 - Palmeiras engrossam, canteiros rebentam
2/3/2006 - Atenção aos eucaliptos
3/3/2006 - Escândalo em Samouco!
3/3/2006 - D. Mariana Gonçalves perdoar-nos-á?
3/3/2006 - Bucolismo
4/3/2006 - Valha-nos Deus!
6/3/2006 - Novamente o Rossio, para variar...
6/3/2006 - Aviso e recomendação
7/3/2006 - A grua não sabe voar
10/3/2006 - Há regulamento de publicidade? Não parece...
11/3/2006 - Leite por caixa; papel por árvores
13/3/2006 - Para que alguma coisa mude
14/3/2006 - Bagunça na toponímia de Alcochete
17/3/2006 - O site oficial da Câmara
19/3/2006 - Para que alguma coisa mude (4)
20/3/2006 - São Francisco: sugestões para mostrar serviço
21/3/2006 - São Francisco: sugestões para mostrar serviço (2)
22/3/2006 - São Francisco: sugestões para mostrar serviço (3)
22/3/2006 - Dêem à luz, por favor!
22/3/2006 - Aprendam mentes brilhantes!
22/3/2006 - A cola do ex-libris
23/3/2006 - Raios os partam
23/3/2006 - Intendência dos leitores
24/3/2006 - Ideias para reflectir
24/3/2006 - Para inglês ver
25/3/2006 - Sporting merece mais
25/3/2006 - Pinhal do Concelho
25/3/2006 - Um conto, um ponto, e o vigário
26/3/2006 - Passil
27/3/2006 - Torroal
27/3/2006 - O Palácio do Senhor Presidente 3
28/3/2006 - Tenham vergonha!
29/3/2006 - Comovente!
29/3/2006 - Comovente!
30/3/2006 - Olh'á barraca fresquinha!
12/4/2006 - Há alguém acordado?
12/4/2006 - Praia dos Moinhos I
13/4/2006 - Praia dos Moinhos II
13/4/2006 - Praia dos Moinhos III
13/4/2006 - Pasquim de propaganda
14/4/2006 - Estátua ao bombeiro
17/4/2006 - A praça
19/4/2006 - Não aos funcionários descartáveis
20/4/2006 - Bom exemplo de recuperação
21/4/2006 - Não se entende
23/4/2006 - Cobrador de promessas
16/5/2006 - Auditoria? Qual auditoria?
23/5/2006 - Para quando parques infantis legais?
24/5/2006 - Ai Flamingo, Flamingo!
26/5/2006 - Pedido ao presidente da câmara (2)
29/5/2006 - Negócio malcheiroso (2)
30 maio 2006
Carta aberta aos sócios do Desportivo

Caros associados:
Sou um simples mas atento adepto do Grupo Desportivo Alcochetense. Não sendo sócio, desta vez, pelo menos, nenhum mentecapto poderá alegar que as minhas intervenções cívicas visam lançar uma candidatatura pessoal aos órgãos dirigentes da colectividade.
E como há meses ninguém parece disponível para liderar uma lista concorrente aos órgãos sociais daquela que é uma das mais antigas e prestigiadas colectividades de Alcochete, livro-me também de que ineptos me acusem de estar a fazer campanha a favor seja de quem for.
Todavia, continuo fiel aos meus princípios de lutar por Alcochete e, como disponho desta tribuna a que alguns fazem o favor de dedicar atenção, uma vez mais sinto ser meu dever alertar para a necessidade de uma mobilização geral, desta vez em torno do Grupo Desportivo Alcochetense.
Lamento o desinteresse demonstrado por quase 1.500 associados do Desportivo que, em cinco meses, ainda não encontraram duas dezenas de filiados disponíveis para integrar os seus corpos sociais.
Estranho que o Alcochetense, detentor de um invejável e potencialmente rentável património desportivo – superior até ao de muitos clubes do segundo escalão do futebol nacional – registe um impasse directivo na época em que a sua equipa sénior ascendeu, mais uma vez, à 3.ª divisão e se classificou a meio da tabela.
Considero deplorável que, semanalmente, quase 200 jovens praticantes honrem o emblema do clube e o nome do concelho sem nenhum reconhecimento da comunidade, tendo conquistado nesta época o 7.º lugar no Campeonato Distrital de Juniores da 1.ª Divisão; o 7.º lugar no Campeonato Distrital de Juvenis da 1.ª Divisão; o 10.º lugar no Campeonato Distrital de Iniciados da 1.ª Divisão e o 3.º lugar no torneio distrital complementar de Infantis, série B.
Podiam ter feito melhor? Pois podiam. Mas é desumano exigir-lhes mais quando jogam perante bancadas vazias e se sentem abandonados por muitos dos que os incitaram a suar a camisola do Desportivo.
É inexplicável que numa colectividade com 69 anos de história, declarada de utilidade pública e dispondo de um estádio graciosamente oferecido pela autarquia, perdure um longo e, aparentemente, insolúvel vazio directivo, apesar de estarmos a cerca de mês e meio do início de nova época desportiva.
Acordai alcochetanos!
Um clube que emana do povo, porque fundado por quatro trabalhadores do rio, não pode morrer assim na praia!
Ajudemos o Desportivo (ou o Alcochetense, como quiserem chamar-lhe) a seguir em frente!
Vamos esquecer interesses mesquinhos e a merda da política. Vamos acabar com esta vertigem da multiplição das colectividades (quase três dezenas num concelho com cerca de 15.000 habitantes), só porque alguns se envaidecem a dirigir qualquer coisa e no montepio municipal não há ninguém com coragem para acabar com a subsídio-dependência generalizada.
Não há disponibilidades financeiras públicas, nem apoios privados, nem praticantes, nem adesão popular, para suportar tamanho disparate.
Basta-nos um único grande clube desportivo em que a maioria dos alcochetanos se reveja, que acolha no seu seio gente e atletas das três freguesias, onde se pratiquem todas modalidades com potenciais interessados.
Um clube cujos dirigentes tenham o concelho de Alcochete na mente e no coração, que deixem aspirações políticas e interesses pessoais em casa.
Entrelacemos as mãos e unamo-nos em torno de uma das instituições de referência da terra, que carece da colaboração de todos. É necessário encontrar dirigentes que congreguem os alcochetanos em torno do Desportivo e compreendam os sentimentos de associados e simpatizantes.
Faltam seis anos para a comemoração das Bodas de Diamante do Alcochetense.
Apareçam mulheres e homens capazes de delinear um programa de recuperação, de consolidação e de valorização do clube nesse lapso de tempo. Ponham a fasquia tão alta quanto possível.
Por exemplo: em 2012 ter 5.000 sócios com as quotas em dia, 1.500 atletas federados, competir em 20 modalidades desportivas, recuperar e ampliar o património edificado, possuir uma escola de vela e uma piscina com as medidas regulamentares para competições oficiais.
Sou um simples adepto do Desportivo e assim desejo continuar. Porém, se puder ser útil em alguma coisa, contem com o meu modesto e desinteressado contributo para que, em 2012, os alcochetanos se orgulhem de um clube desportivo que conseguiu alcançar metas para muitos hoje impensáveis.
Mãos à obra! Já!
Não sou gnóstico
Talvez esteja enganado, mas fiquei com a ideia de que um(a) anónimo(a), através de uma recomendação de leitura, quis insinuar que eu, no fundo, sou gnóstico. Se este tão benévolo quanto (aparentemente) desconhecido leitor tivesse alguma razão, eu seria um poço de contradição.
Já tinha lido o texto que me foi sugerido. Não sei se Olavo de Carvalho, cuja obra conheço em boa parte, é gnóstico. Eu não sou.
Por ler Santo Ireneu, alguns evangelhos apócrifos, René Guénon, etc., sou gnóstico? Quem lê Mein Kampf é nazi? As coisas não são assim!
Em primeiro lugar, não sou gnóstico porque, para mim, a salvação não está no conhecimento, mas em Cristo.
Quando falo de Cristo, falo do Cristo dos Evangelhos e de toda a tradição sancionada pela Igreja Católica. Se o Bispo da minha diocese me ordenasse que me abstivesse de escrever sobre temas da Confissão Cristã, eu obedeceria imediatamente porque, como costumo dizer, a humildade é a verdade.
Particularizando, não sou gnóstico porque me dirijo a todos e não só às elites, abomino o secretismo, sou pelo progresso digno, não tenho pensamento anti-histórico, alio-me ao tempo, defendo a unidade de Deus contra o dualismo, rechaço a ideia da unidade de Deus e do homem, penso que Deus ama o mundo e que a Criação é boa.
O mal, para mim, é um acidente da Criação. Todo o homem pode libertar-se da estrutura de pecado e salvar-se.
Já tinha lido o texto que me foi sugerido. Não sei se Olavo de Carvalho, cuja obra conheço em boa parte, é gnóstico. Eu não sou.
Por ler Santo Ireneu, alguns evangelhos apócrifos, René Guénon, etc., sou gnóstico? Quem lê Mein Kampf é nazi? As coisas não são assim!
Em primeiro lugar, não sou gnóstico porque, para mim, a salvação não está no conhecimento, mas em Cristo.
Quando falo de Cristo, falo do Cristo dos Evangelhos e de toda a tradição sancionada pela Igreja Católica. Se o Bispo da minha diocese me ordenasse que me abstivesse de escrever sobre temas da Confissão Cristã, eu obedeceria imediatamente porque, como costumo dizer, a humildade é a verdade.
Particularizando, não sou gnóstico porque me dirijo a todos e não só às elites, abomino o secretismo, sou pelo progresso digno, não tenho pensamento anti-histórico, alio-me ao tempo, defendo a unidade de Deus contra o dualismo, rechaço a ideia da unidade de Deus e do homem, penso que Deus ama o mundo e que a Criação é boa.
O mal, para mim, é um acidente da Criação. Todo o homem pode libertar-se da estrutura de pecado e salvar-se.
Contra todos os equívocos
A verdade é a base da minha relação com o outro, custe o que custar.
Detesto as águas do equívoco porque não são leais.
Deve convencer-se o meu benévolo leitor de que eu não assumo neste blog qualquer cruzada pela religião até porque sou em primeiro lugar cristão e depois religioso.
Que ninguém se iluda: o meu posicionamento neste blog é antes de tudo político. É aqui que rendo homenagem aos meus respeitáveis inimigos porque neste pormenor eles não se deixam enganar a meu respeito.
Mas vamos ao que interessa. Quando, por exemplo, afirmo que sou um homem livre, é óbvio que quero chegar à pessoa cuja liberdade está infinitamente para lá dos determinismos físicos e sociais. Assim sendo, ordeno a pessoa a Deus que só concebo como absoluta liberdade. O meu objectivo é apresentar o exemplo que se opõe ao materialismo dialéctico de Marx e Engels, convicto de que a defesa da liberdade pessoal é barreira aos totalitarismos de toda a espécie.
Detesto as águas do equívoco porque não são leais.
Deve convencer-se o meu benévolo leitor de que eu não assumo neste blog qualquer cruzada pela religião até porque sou em primeiro lugar cristão e depois religioso.
Que ninguém se iluda: o meu posicionamento neste blog é antes de tudo político. É aqui que rendo homenagem aos meus respeitáveis inimigos porque neste pormenor eles não se deixam enganar a meu respeito.
Mas vamos ao que interessa. Quando, por exemplo, afirmo que sou um homem livre, é óbvio que quero chegar à pessoa cuja liberdade está infinitamente para lá dos determinismos físicos e sociais. Assim sendo, ordeno a pessoa a Deus que só concebo como absoluta liberdade. O meu objectivo é apresentar o exemplo que se opõe ao materialismo dialéctico de Marx e Engels, convicto de que a defesa da liberdade pessoal é barreira aos totalitarismos de toda a espécie.
29 maio 2006
Quem nos avisa...
A ler com atenção este e este textos, que não comento.
O tema é totalmente distinto mas vale a pena ler também este texto, escrito por uma ex-ministra politicamente insuspeita.
O tema é totalmente distinto mas vale a pena ler também este texto, escrito por uma ex-ministra politicamente insuspeita.
Negócio malcheiroso (2)

Esta talvez fosse uma boa notícia se o executivo camarário explicasse algumas coisas importantes aos munícipes de Alcochete...
Por exemplo: qual o agravamento previsto da taxa de saneamento quando a nova ETAR entrar em funcionamento? A tecnologia desta ETAR permite a reutilização de água para rega, lavagem de artérias, autoclismos, etc.? Tem o município prevista a introdução nos edifícios de dois circuitos hidráulicos independentes: um de água potável e outro de água para fins diversos?
Poucos munícipes sabem que, desde a vereação de 1998/2001, a câmara de Alcochete decidiu integrar a rede de esgotos do concelho num sistema multimunicipal de saneamento de águas residuais da península de Setúbal, tendo para o efeito sido constituída, há alguns anos, a sociedade Simarsul (na qual a empresa estatal Águas de Portugal detém 51% do capital e os municípios de Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal o restante).
O município de Alcochete é o mais pequeno dos societários da Simarsul e detém acções no montante de 375.455 euros (pouco mais de 75.000 contos), equivalentes a 1,5% do capital.
Esta solução fora descrita, pelo anterior chefe da edilidade de Alcochete, como "um salto qualitativo no domínio da recolha e do tratamento de águas residuais" e representar "mais um passo em frente no longo caminho do desenvolvimento sustentável", mas a cláusula 5.ª dos contratos de recolha de efluentes determina que os municípios aderentes aplicarão, aos utilizadores do sistema, tarifários de saneamento que deverão cobrir os respectivos encargos com a concessionária.
Serão, pois, os munícipes a pagar a factura – cujo valor se desconhece – do salto qualitativo e do passo em frente, os quais ignoram ainda se beneficiam algo dos elevados lucros desta actividade.
Numas das sessões públicas da edilidade, no mandato anterior, um munícipe perguntou ao presidente da câmara se sabia qual o agravamento previsto para a taxa de saneamento, logo que o sistema multimunicipal estivesse a funcionar (o que deverá ocorrer perto do final do próximo ano).
A resposta então dada foi negativa mas, nas considerações complementares, ficou patente ser inevitável o aumento da taxa actualmente cobrada (1/4 do valor da água consumida).
De quanto será esse aumento, não se sabe. No entanto, no vizinho concelho de Montijo, por exemplo, no início de 2006 foram decididos aumentos sucessivos superiores a 10% ao ano. Mais um exemplo: noutro município, este do Sul do país, cujos efluentes são já tratados num sistema multimunicipal, a taxa de saneamento representa, presentemente, cerca de 45% do valor da água facturada.
Recordo que a taxa de saneamento cobrada pelo município de Alcochete foi agravada, há sete anos, em cerca de 50%, o que na altura causaria algumas reacções negativas.
No mandato da penúltima edilidade, quando principiaram os estudos para a criação do sistema multimunicipal de águas residuais da península de Setúbal, previa-se que a empresa concessionária cobrasse ao município entre 70$00 e 80$00 (0,35€ e 0,40€) por m3 dos efluentes de saneamento geral. Contudo, o valor contratual fixado entre a Simarsul e o município de Alcochete acabaria por ser de 84$/m3 (0,418€).
Nunca foram reveladas informações que permitam conhecer, antecipadamente, o agravamento previsto para a taxa de saneamento em Alcochete, tanto mais que, além do valor a pagar à concessionária, deverá ter-se em conta que o município continuará a responsabilizar-se pela conservação e manutenção da sua rede pública, o que representa despesas acrescidas.
Demagogia
Dão nas vistas em qualquer lugar
Jogando com as palavras como ninguém
Sabem como hão-de contornar
As mais directas perguntas
Aproveitam todo o espaço
Que lhes oferecem na rádio e nos jornais
E falam com desembaraço
Como se fossem formados em falar demais
Demagogia feita à maneira
É como queijo numa ratoeira
P’ra levar a água ao seu moinho
Têm nas mãos uma lata descomunal
Prometem muito pão e vinho
Quando abre a caça eleitoral
Desde que se vêem no poleiro
São atacados de amnésia total
Desde o último até ao primeiro
Vão-se curar em banquetes, numa social
Demagogia feita à maneira
É como queijo numa ratoeira
Letra e música de Luís Pedro Fonseca
Álbum «Perto de ti», Lena d’Água, 1982
(som original está aqui)
Jogando com as palavras como ninguém
Sabem como hão-de contornar
As mais directas perguntas
Aproveitam todo o espaço
Que lhes oferecem na rádio e nos jornais
E falam com desembaraço
Como se fossem formados em falar demais
Demagogia feita à maneira
É como queijo numa ratoeira
P’ra levar a água ao seu moinho
Têm nas mãos uma lata descomunal
Prometem muito pão e vinho
Quando abre a caça eleitoral
Desde que se vêem no poleiro
São atacados de amnésia total
Desde o último até ao primeiro
Vão-se curar em banquetes, numa social
Demagogia feita à maneira
É como queijo numa ratoeira
Letra e música de Luís Pedro Fonseca
Álbum «Perto de ti», Lena d’Água, 1982
(som original está aqui)
28 maio 2006
Eu sou um homem livre
Que acontece quando digo que sou um homem livre?
A afirmação de que sou um homem livre é irredutível a qualquer representação. Esta irredutibilidade donde vem? De algo profundamente pessoal.
Mas o que é profundamente pessoal começa e acaba em mim? Se respondo que sim, embrenho-me na mais crassa imanência.
Pergunto: quem sou eu? Tão grande que possa negar Algo para lá de mim maior que eu? Esta inversão destrói a minha estrutura mais intrínseca. Sou pequeno. Por isso afirmo o não-demonstrável porque a verdade: há Algo para lá de mim maior que eu. Para esta ideia o nome mais comum é Deus.
Eu sou criado à essência de Deus, absolutamente irredutível a qualquer representação, razão por que ninguém viu Deus com os olhos da cara ou da mente. Estes olhos fazem registos. Ora a absoluta liberdade de Deus torna-O insubmisso a qualquer registo.
Portanto, quando digo que sou um homem livre, instauro-me pessoa, reflexo da Pessoa Suprema e totalmente livre que é Deus.
A afirmação de que sou um homem livre é irredutível a qualquer representação. Esta irredutibilidade donde vem? De algo profundamente pessoal.
Mas o que é profundamente pessoal começa e acaba em mim? Se respondo que sim, embrenho-me na mais crassa imanência.
Pergunto: quem sou eu? Tão grande que possa negar Algo para lá de mim maior que eu? Esta inversão destrói a minha estrutura mais intrínseca. Sou pequeno. Por isso afirmo o não-demonstrável porque a verdade: há Algo para lá de mim maior que eu. Para esta ideia o nome mais comum é Deus.
Eu sou criado à essência de Deus, absolutamente irredutível a qualquer representação, razão por que ninguém viu Deus com os olhos da cara ou da mente. Estes olhos fazem registos. Ora a absoluta liberdade de Deus torna-O insubmisso a qualquer registo.
Portanto, quando digo que sou um homem livre, instauro-me pessoa, reflexo da Pessoa Suprema e totalmente livre que é Deus.
26 maio 2006
Défice de informação

Há tempos, em textos que podem ser lidos aqui, aqui e aqui, neste blogue recordámos a insensatez de investir em obras públicas dispensáveis enquanto a escassos 7kms do Largo de São João há alcochetanos a viver em condições deploráveis e carentes de infra-estruturas elementares (saneamento e artérias pavimentadas, nomeadamente).
São problemas insolúveis há muito, nem todos dependentes de um ou mais proprietários privados, como bem sabem os residentes nesses lugarejos terceiro-mundistas.
Notícia publicada na última edição do jornal «Sem Mais» aflora uma das vertentes do problema – relacionada com o Passil – parecendo-me oportuno recomendar a sua leitura atenta, tanto mais que confirma o essencial do que então se escreveu.
Passil, Terroal e Pinhal do Concelho, entre outros lugarejos alcochetanos, entraram enfim na agenda política. Recomendam-se visitas turísticas a esses locais, porque nenhum residente em Alcochete deve ignorá-los.
Há ainda factos novos: estão planeadas para o Passil um milhar de novas habitações (mais de 3.000 moradores, cerca do quíntuplo dos actualmente existentes) – fora o previsível aumento do loteamento industrial – sem que haja ainda planos gizados para as infra-estruturas de apoio indispensáveis (escola, centro de saúde, etc.).
Uma vez mais estranho que matérias de interesse público generalizado, citando projectos existentes na autarquia, continuem a chegar-nos por via indirecta e não através dos meios informativos do próprio município.
Não há comunismo honesto
Esta câmara d'Alcochete já está no poder há meio ano. Face a tal constatação, levantam-se algumas perguntas: o que é que já foi feito? Acabou-se, ao menos, a 2ª fase da variante urbana? O que impede a entrega desta via ao tráfego? Os munícipes estarão a ser sacrificados a interesses políticos de alguns que só os deuses sabem?
E quanto às múltiplas promessas feitas pelos comunistas à população na campanha eleitoral? Por exemplo, já foi criado o tão badalado Conselho Municipal?
Mas se há uma coisa que fere todo o espírito do programa comunista é o fecho de informação aos munícipes. Veja-se que entre o boletim municipal e o site miserável da câmara a diferença está no suporte das aparentes notícias: no boletim o papel; no site a electrónica.
Em síntese, estamos perante uma mentira total. Isto não surpreende porque já Lenine e Hitler tinham descoberto que a mentira integral é mais fácil de impor que mentiras parciais.
Os meus pacientes leitores poderão achar o meu discurso assaz virulento. Talvez! Sou cristão porque tenho de ser, o que não me obriga a ser cordeiro nas goelas do lobo.
E quanto às múltiplas promessas feitas pelos comunistas à população na campanha eleitoral? Por exemplo, já foi criado o tão badalado Conselho Municipal?
Mas se há uma coisa que fere todo o espírito do programa comunista é o fecho de informação aos munícipes. Veja-se que entre o boletim municipal e o site miserável da câmara a diferença está no suporte das aparentes notícias: no boletim o papel; no site a electrónica.
Em síntese, estamos perante uma mentira total. Isto não surpreende porque já Lenine e Hitler tinham descoberto que a mentira integral é mais fácil de impor que mentiras parciais.
Os meus pacientes leitores poderão achar o meu discurso assaz virulento. Talvez! Sou cristão porque tenho de ser, o que não me obriga a ser cordeiro nas goelas do lobo.
Pedido ao presidente da câmara (2)
Pela primeira vez, há cerca de seis meses, pedi ao presidente da câmara de Alcochete que mandasse publicar informação detalhada acerca do acordo celebrado com a Santa Casa da Misericórdia de Alcochete, que viabilizou o prosseguimento da construção da nova biblioteca pública.
Lamentavelmente, até hoje não o fez.
Acabo de ler no «Jornal do Montijo» e no «Jornal de Notícias» que ambas as entidades combinaram, recentemente, mais uma permuta de terrenos, para viabilizar um possível financiamento público da construção de um novo lar de idosos.
Tudo o que se faça é pouco para ajudar a Santa Casa da Misericórdia de Alcochete – que tem a seu cargo quase duas centenas de idosos e muitos mais necessitados em lista de espera, não dispondo de instalações adequadas para o cumprimento dessa meritória acção social – mas qualquer autarquia tem o dever legal de anunciar e explicar aos munícipes os acordos que negoceia com entidades privadas e públicas.
Por isso insisto no pedido: pode o executivo da câmara fazer o favor de nos explicar, no mínimo, decisões administrativas que envolvem bens de interesse público?
Lamentavelmente, até hoje não o fez.
Acabo de ler no «Jornal do Montijo» e no «Jornal de Notícias» que ambas as entidades combinaram, recentemente, mais uma permuta de terrenos, para viabilizar um possível financiamento público da construção de um novo lar de idosos.
Tudo o que se faça é pouco para ajudar a Santa Casa da Misericórdia de Alcochete – que tem a seu cargo quase duas centenas de idosos e muitos mais necessitados em lista de espera, não dispondo de instalações adequadas para o cumprimento dessa meritória acção social – mas qualquer autarquia tem o dever legal de anunciar e explicar aos munícipes os acordos que negoceia com entidades privadas e públicas.
Por isso insisto no pedido: pode o executivo da câmara fazer o favor de nos explicar, no mínimo, decisões administrativas que envolvem bens de interesse público?
Boas e más notícias
A recente reunião entre os presidentes das câmaras de Alcochete e de Montijo – noticiada pelo jornal «Sem Mais» – merece realce e espero que seja prenúncio de um entendimento longo e profícuo para os respectivos munícipes.
É que no anterior mandato os chefes de ambas as edilidades andaram de candeias às avessas, nem sempre pelas melhores razões, embora pertencessem ao mesmo partido (PS).
Sempre entendi ser indispensável o relacionamento privilegiado dos autarcas de Alcochete com os homólogos dos concelhos adjacentes, por haver inúmeras vantagens na cooperação mútua e no lançamento de projectos complementares, tanto para as autarquias como para as colectividades e instituições de solidariedade social.
Parece-me, de resto, que a geminação de Alcochete com as vilas e cidades vizinhas na margem Sul do Tejo seria interessante inovação à escala nacional, pelo que sugiro o estudo aprofundado dessa possibilidade.
Entretanto, a notícia do «Sem Mais» contém um pormenor que constituirá mais uma surpresa para a esmagadora maioria dos eleitos no mandato anterior, pois nunca vi o assunto referido em documento algum ou invocado por qualquer autarca local: a câmara de Alcochete acumulou, desde 2002, uma dívida de cerca de 5.000 euros (aproximadamente 1.000 contos em moeda antiga) à sua congénere de Montijo, respeitante a transporte escolar dos jovens residentes em Alcochete que estudam em estabelecimentos de ensino do concelho vizinho.
Viva a transparência do poder local!
É que no anterior mandato os chefes de ambas as edilidades andaram de candeias às avessas, nem sempre pelas melhores razões, embora pertencessem ao mesmo partido (PS).
Sempre entendi ser indispensável o relacionamento privilegiado dos autarcas de Alcochete com os homólogos dos concelhos adjacentes, por haver inúmeras vantagens na cooperação mútua e no lançamento de projectos complementares, tanto para as autarquias como para as colectividades e instituições de solidariedade social.
Parece-me, de resto, que a geminação de Alcochete com as vilas e cidades vizinhas na margem Sul do Tejo seria interessante inovação à escala nacional, pelo que sugiro o estudo aprofundado dessa possibilidade.
Entretanto, a notícia do «Sem Mais» contém um pormenor que constituirá mais uma surpresa para a esmagadora maioria dos eleitos no mandato anterior, pois nunca vi o assunto referido em documento algum ou invocado por qualquer autarca local: a câmara de Alcochete acumulou, desde 2002, uma dívida de cerca de 5.000 euros (aproximadamente 1.000 contos em moeda antiga) à sua congénere de Montijo, respeitante a transporte escolar dos jovens residentes em Alcochete que estudam em estabelecimentos de ensino do concelho vizinho.
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