Gostaria de partilhar com a comunidade educativa a desilusão que sinto, quatro meses depois de apresentar um projecto à Escola Secundaria de Alcochete de valorização profissional para aqueles jovens com o prémio final de levar um grupo de jovens aos jogos olímpicos, que como sabem são em Inglaterra. Eu e o meu amigo José Sousa queríamos envolver todos os departamentos da escola. Ainda hoje esperamos a resposta e a proposta de nome para o projecto .
Parabéns pela dinâmica que "certos" professores colocam nos nossos filhos. Mais tarde são os mesmos que depois vêm dizer que as empresas não apoiam as escolas.
No nosso caso estamos muito à-vontade para falar deste tema, pois por opção própria continuaremos a dizer que é o espaço fundamental de aposta para que se possa mudar algo neste Pais.
Felizmente que para superar esta triste desilusão, tivemos umas reuniões de elevada importância com os putos do Skate de Alcochete. Grandes Putos Esses quando forem professores da escola não demoram quatro meses a dar resposta a um projecto.
Vamos todos fazer o parque de skate. Estes putos merecem tudo!! Deixo o desafio.
Mesmo assim quatro meses, comparado com o projecto do Valbom é um prazo de elevado nível!
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18 fevereiro 2009
06 janeiro 2009
Pessoas que estão pior que gritem
A frase que serve de título a este texto não é de minha autoria mas do bispo de Setúbal, D. Gilberto Canavarro dos Reis, tendo sido proferida em entrevista à Rádio Renascença, pouco antes do Natal.
A entrevista teve pouco eco e passou quase despercebida na comunicação social, facto habitual nos dias de hoje quando alguém fala alto e grosso.
O prelado alerta para coisas que exigem mobilização e busca de soluções rápidas e eficientes, porque os problemas existem mesmo: aumento de pobres no distrito, pobreza envergonhada e crianças que apenas tomam a refeição diária fornecida na escola.
Alcochete desconhece isto? Não, infelizmente conhece! Basta falar com meia dúzia de pessoas próximas destes problemas para perceber que o alheamento generalizado é incompreensível.
Parece-me oportuno estranhar a inacção do poder local, que, no mínimo, há muitas semanas deveria ter esboçado alguma reacção de alerta, nomeadamente nos órgãos informativos próprios.
Estes problemas não são de ontem, nem se agravaram somente na semana passada. Sempre existiram e agudizam-se desde há cerca de três meses.
Existem, no âmbito do município, um Gabinete de Acção Social e um grupo de trabalho denominado Conselho Local de Acção Social, os quais presumo transmitirem aos órgãos executivo e deliberativo informação mais que suficiente para agirem em tempo oportuno e em várias frentes.
Consequentemente, creio competir aos autarcas serem expeditos na definição de acções, algumas das quais podem partir da próprias autarquias e constituir exemplos para os cidadãos em geral.
Dar as mãos e contribuir um pouco para a solução pode evitar males maiores que ninguém desejará.
A entrevista teve pouco eco e passou quase despercebida na comunicação social, facto habitual nos dias de hoje quando alguém fala alto e grosso.
O prelado alerta para coisas que exigem mobilização e busca de soluções rápidas e eficientes, porque os problemas existem mesmo: aumento de pobres no distrito, pobreza envergonhada e crianças que apenas tomam a refeição diária fornecida na escola.
Alcochete desconhece isto? Não, infelizmente conhece! Basta falar com meia dúzia de pessoas próximas destes problemas para perceber que o alheamento generalizado é incompreensível.
Parece-me oportuno estranhar a inacção do poder local, que, no mínimo, há muitas semanas deveria ter esboçado alguma reacção de alerta, nomeadamente nos órgãos informativos próprios.
Estes problemas não são de ontem, nem se agravaram somente na semana passada. Sempre existiram e agudizam-se desde há cerca de três meses.
Existem, no âmbito do município, um Gabinete de Acção Social e um grupo de trabalho denominado Conselho Local de Acção Social, os quais presumo transmitirem aos órgãos executivo e deliberativo informação mais que suficiente para agirem em tempo oportuno e em várias frentes.
Consequentemente, creio competir aos autarcas serem expeditos na definição de acções, algumas das quais podem partir da próprias autarquias e constituir exemplos para os cidadãos em geral.
Dar as mãos e contribuir um pouco para a solução pode evitar males maiores que ninguém desejará.
Rótulos:
autarcas,
Câmara Municipal,
crianças,
poder local,
Solidariedade
12 fevereiro 2008
Quando o poder fica mal no retrato (3)
Em 2006 a densidade populacional de Alcochete era de 126,2 habitantes/Km2 – pouco acima de Montijo e ligeiramente abaixo de Palmela – estimando a estatística oficial que a taxa de crescimento efectivo da população, relativamente ao ano anterior, tenha sido de 4,06% (apenas Sesimbra nos ultrapassou).
A este ritmo e sem soluções à vista em inúmeras áreas sociais relevantes, Alcochete corre o risco de se transformar em zoo humano dentro de um lustro.
Em 2006 houve 64 matrimónios, 34,8% dos quais católicos. Foi superior o número de casamentos dissolvidos (92), sendo 45 por morte de um dos cônjuges e 47 por divórcio.
Estrangeiros residentes no concelho eram raros, representando 0,64% da população (103 pessoas). Mas as coisas podem estar a mudar: nesse ano, 99 estrangeiros solicitaram estatuto de residentes no município (dos quais 61 homens).
Por grupos etários, os residentes dividiam-se do seguinte modo:
0-14 anos - 2690
15-24 anos - 1731
25-64 anos - 9036
65-74 anos - 2737
75 e mais anos - 1153
Em 2006 registaram-se 237 cidadãos nados-vivos, dos quais 73 fora do casamento. Destes, 52 coabitam com os pais. Houve 136 óbitos e somente 3 de crianças com menos de um ano.
Passando aos indicadores de cultura, o Município de Alcochete gastou 70,5€ por habitante, representando estas despesas 8,4% das registadas no ano. No conjunto dos nove municípios da Península de Setúbal foi a quinta despesa mais elevada.
Dos 1075 milhares de euros aplicados em despesas correntes de cultura e desporto, 165 milhares foram com o património (museus), 102 milhares em bibliotecas, 124 milhares em música, 10 milhares em artes cénicas, 232 milhares em actividades socio-culturais e 322 milhares em jogos e desportos.
As despesas de cultura e desporto parecem-me excessivas, tanto mais que metade foram aplicadas nas duas últimas rubricas.
Como também me parece muito estranho que a afluência de visitantes a museus municipais seja classificada como informação confidencial e, portanto, desconhecida da generalidade dos cidadãos. Justificação desconheço, mas seria bom averiguá-la.
Na saúde pública, em 2005, existiam em Alcochete nove médicos, 15 enfermeiros e 29 funcionários administrativos. Por milhar de habitantes, as médias eram de 1,4 enfermeiros e 1,5 médicos. Entre os nove municípios da Península de Setúbal, Alcochete era o quinto com menor número de profissionais de enfermagem e o quarto pior servido de médicos. Realizaram-se 27.934 consultas e, em média, cada habitante foi ao médico 1,8 vezes nesse ano.
Parece-me curioso salientar, ainda, que residiam então no concelho de Alcochete 23 médicos, sendo 10 não especialistas.
Quanto a mortalidade média por milhar de habitantes, 3,2 pessoas faleceram por doenças do aparelho circulatório, 2,2 por tumores malignos e 1,1 por doença de declaração obrigatória.
(continua)
A este ritmo e sem soluções à vista em inúmeras áreas sociais relevantes, Alcochete corre o risco de se transformar em zoo humano dentro de um lustro.
Em 2006 houve 64 matrimónios, 34,8% dos quais católicos. Foi superior o número de casamentos dissolvidos (92), sendo 45 por morte de um dos cônjuges e 47 por divórcio.
Estrangeiros residentes no concelho eram raros, representando 0,64% da população (103 pessoas). Mas as coisas podem estar a mudar: nesse ano, 99 estrangeiros solicitaram estatuto de residentes no município (dos quais 61 homens).
Por grupos etários, os residentes dividiam-se do seguinte modo:
0-14 anos - 2690
15-24 anos - 1731
25-64 anos - 9036
65-74 anos - 2737
75 e mais anos - 1153
Em 2006 registaram-se 237 cidadãos nados-vivos, dos quais 73 fora do casamento. Destes, 52 coabitam com os pais. Houve 136 óbitos e somente 3 de crianças com menos de um ano.
Passando aos indicadores de cultura, o Município de Alcochete gastou 70,5€ por habitante, representando estas despesas 8,4% das registadas no ano. No conjunto dos nove municípios da Península de Setúbal foi a quinta despesa mais elevada.
Dos 1075 milhares de euros aplicados em despesas correntes de cultura e desporto, 165 milhares foram com o património (museus), 102 milhares em bibliotecas, 124 milhares em música, 10 milhares em artes cénicas, 232 milhares em actividades socio-culturais e 322 milhares em jogos e desportos.
As despesas de cultura e desporto parecem-me excessivas, tanto mais que metade foram aplicadas nas duas últimas rubricas.
Como também me parece muito estranho que a afluência de visitantes a museus municipais seja classificada como informação confidencial e, portanto, desconhecida da generalidade dos cidadãos. Justificação desconheço, mas seria bom averiguá-la.
Na saúde pública, em 2005, existiam em Alcochete nove médicos, 15 enfermeiros e 29 funcionários administrativos. Por milhar de habitantes, as médias eram de 1,4 enfermeiros e 1,5 médicos. Entre os nove municípios da Península de Setúbal, Alcochete era o quinto com menor número de profissionais de enfermagem e o quarto pior servido de médicos. Realizaram-se 27.934 consultas e, em média, cada habitante foi ao médico 1,8 vezes nesse ano.
Parece-me curioso salientar, ainda, que residiam então no concelho de Alcochete 23 médicos, sendo 10 não especialistas.
Quanto a mortalidade média por milhar de habitantes, 3,2 pessoas faleceram por doenças do aparelho circulatório, 2,2 por tumores malignos e 1,1 por doença de declaração obrigatória.
(continua)
26 novembro 2007
Um Senado para Alcochete - Mais uma sugestão e um desafio de um ALCOCHETANO-NOVO
Ser ou não ser alcochetano ,e o que é isso de ser alcochetano , não deixa de ser uma questão cuja abordagem pode revelar algum interesse sociológico face à evidente miscigenação entre aqueles cujas raízes familiares ou de nascença se encontram há gerações ligadas a esta terra e a significativa massa de novos residentes que se vão instalando nesta Vila.
Na minha modesta perspectiva, e por muito que isso custe a algumas minorias ( e minoria se calhar ainda é exagero) , sem qualquer desprimor ou menor respeito pelos primeiros , a verdade é que o universo abarcado pelo conceito de «alcochetano» é hoje muito , mas muito mais abrangente.
É que esse universo abrange não só aqueles cujas raízes familiares mais antigas se encontram ligadas a este terra, mas, e cada vez mais, aqueles que escolheram Alcochete para viver e para aqui criarem os seus filhos, filhos esses sim que porventura no futuro , poderão reivindicar para si, com legitimidade acrescida, a condição de alcochetano.
No meu caso em particular, e apesar das minhas raízes profundamente ribatejanas, reconheço que não tinha qualquer vinculo familiar em Alcochete, pelo menos até ao nascimento do meu filho , cujo bilhete de identidade , ostenta , no que concerne à sua naturalidade ,e com muito orgulho meu , ALCOCHETE.
Para além da sua naturalidade, Alcochete é a terra onde o meu filho cresce desde o seu primeiro dia de vida, e é a terra onde vivo desde há sete anos a esta parte e onde tenciono viver muitos mais, porventura até ao final dos meus dias.
Perante isto, e perdoem-me os mais puristas da «raça alcochetana», considero-me um ALCOCHETANO, ou se esses mais puristas quiserem ,um ALCOCHETANO-NOVO .
A minha preocupação com Alcochete, com a forma como a autarquia gere os seus destinos e todos os problemas que lhe são inerentes , também me diz respeito , por tudo o que acima referi e obviamente porque há mais de vinte anos que aprendi a gostar desta terra , que hoje considero a minha terra adoptiva no plano afectivo.
Vem isto a propósito de um episódio ocorrido há cerca de seis anos atrás , e que há dias atrás se repetiu por força da minha participação neste Blogue.
Há cerca de seis anos atrás havia umas senhoras que diariamente despejavam no passeio adjacente ao prédio onde vivo baldes com restos de comida com que alimentavam umas dezenas de gatos vadios cujo número se ia multiplicando de mês para mês. Não o faziam nos passeios adjacentes aos prédios onde vivem.
Para além da visão dos restos de comida espalhados pelo passeio , do cheiro , das moscas e varejeiras , a enorme concentração de gatos vadios constituía um verdadeiro atentado à saúde pública , sobretudo se tivermos em conta que nos prédios existentes nessa rua havia e há um número considerável de crianças que diariamente brincava ou circulava naqueles passeios.
Quando um dia cheguei a casa deparei-me com uma dessas senhoras a despejar mais um balde de restos de comida no passeio junto ao prédio onde vivo.
De forma cordata abordei-a tentando alertá-la para os inconvenientes dessa situação. Da referida senhora obtive apenas uma resposta. «Estou na minha terra e faço o que quiser, VAI MAS É PARA A TUA TERRA.»
Felizmente imperou o bom senso e há muito que essa situação cessou , sendo com agrado que constato que hoje em dia qualquer dessas senhoras me aborda de forma cordial e bem educada.
Há poucos dias atrás e a propósito da minha participação neste Blogue houve alguém ( e quem é o que menos interessa) que me «MANDOU PREOCUPAR COM A MINHA TERRA».
Estou mais certo que essa pessoa se preocupa tanto com a sua terra como eu , e é por isso que seguindo à letra o conselho dessa pessoa , aqui vai mais um contributo para uma reflexão em torno dos problemas da MINHA TERRA – ALCOCHETE.
Tem amiúde vindo à colação neste blogue a questão de um maior envolvimento e uma maior participação dos alcochetanos (naturais , residentes e novos filhos da terra) na gestão dos assuntos concelhios.
A sugestão que aqui deixo , não sendo original , não deixará de constituir uma oportunidade para as forças politicas do concelho , no poder ou na oposição (falar em oposição é outro exagero que aqui cometo) evidenciarem uma vontade real , honesta e determinada de promoverem uma maior participação dos munícipes na gestão da autarquia.
Esta proposta , que se poderá inserir no quadro mais vasto de um plano estratégico para o desenvolvimento sustentável do concelho , (Plano cuja elaboração e execução , volto uma vez mais a repetir , se me afigura como um passo nuclear para Alcochete ), traduz-se na criação de um «SENADO» como orgão consultivo da Câmara Municipal.
Esse «SENADO» seria pluripartidário , DISTANTE DA NECESSIDADE DO VOTO com as vantagens que daí decorrem.
Seria constituído por figuras locais ( que nasceram ou que vivem em Alcochete) no domínio da arte , do desporto , da economia , da ciência , da educação , da segurança , etc.
Este orgão , cujos custos de funcionamento seriam obviamente reduzidos , reuniria para reflexões de carácter ESTRATÉGICO , assumindo-se como um GERADOR DE IDEIAS que permitam ligar o sonho ou as visões a longo prazo à realidade do curto prazo. Das respectivas reuniões seriam elaboradas actas e conclusões a divulgar no Boletim da Câmara Municipal e num site criado expressamente para o efeito na Internet , aberto ao contributo dos munícipes em geral.
Para tal seria necessário estabelecer critérios de convite , elaboração de um estatuto e regulamento interno , o que não me parece complicado havendo uma vontade real nesse sentido.
Deixo aqui a sugestão e o desafio à prova da vontade dos políticos locais , ideia que repito não é original , mas que uma vez mais é bem demonstrativa que a preocupação que tenho com Alcochete é uma preocupação digna de quem se afirma Alcochetano.
Na minha modesta perspectiva, e por muito que isso custe a algumas minorias ( e minoria se calhar ainda é exagero) , sem qualquer desprimor ou menor respeito pelos primeiros , a verdade é que o universo abarcado pelo conceito de «alcochetano» é hoje muito , mas muito mais abrangente.
É que esse universo abrange não só aqueles cujas raízes familiares mais antigas se encontram ligadas a este terra, mas, e cada vez mais, aqueles que escolheram Alcochete para viver e para aqui criarem os seus filhos, filhos esses sim que porventura no futuro , poderão reivindicar para si, com legitimidade acrescida, a condição de alcochetano.
No meu caso em particular, e apesar das minhas raízes profundamente ribatejanas, reconheço que não tinha qualquer vinculo familiar em Alcochete, pelo menos até ao nascimento do meu filho , cujo bilhete de identidade , ostenta , no que concerne à sua naturalidade ,e com muito orgulho meu , ALCOCHETE.
Para além da sua naturalidade, Alcochete é a terra onde o meu filho cresce desde o seu primeiro dia de vida, e é a terra onde vivo desde há sete anos a esta parte e onde tenciono viver muitos mais, porventura até ao final dos meus dias.
Perante isto, e perdoem-me os mais puristas da «raça alcochetana», considero-me um ALCOCHETANO, ou se esses mais puristas quiserem ,um ALCOCHETANO-NOVO .
A minha preocupação com Alcochete, com a forma como a autarquia gere os seus destinos e todos os problemas que lhe são inerentes , também me diz respeito , por tudo o que acima referi e obviamente porque há mais de vinte anos que aprendi a gostar desta terra , que hoje considero a minha terra adoptiva no plano afectivo.
Vem isto a propósito de um episódio ocorrido há cerca de seis anos atrás , e que há dias atrás se repetiu por força da minha participação neste Blogue.
Há cerca de seis anos atrás havia umas senhoras que diariamente despejavam no passeio adjacente ao prédio onde vivo baldes com restos de comida com que alimentavam umas dezenas de gatos vadios cujo número se ia multiplicando de mês para mês. Não o faziam nos passeios adjacentes aos prédios onde vivem.
Para além da visão dos restos de comida espalhados pelo passeio , do cheiro , das moscas e varejeiras , a enorme concentração de gatos vadios constituía um verdadeiro atentado à saúde pública , sobretudo se tivermos em conta que nos prédios existentes nessa rua havia e há um número considerável de crianças que diariamente brincava ou circulava naqueles passeios.
Quando um dia cheguei a casa deparei-me com uma dessas senhoras a despejar mais um balde de restos de comida no passeio junto ao prédio onde vivo.
De forma cordata abordei-a tentando alertá-la para os inconvenientes dessa situação. Da referida senhora obtive apenas uma resposta. «Estou na minha terra e faço o que quiser, VAI MAS É PARA A TUA TERRA.»
Felizmente imperou o bom senso e há muito que essa situação cessou , sendo com agrado que constato que hoje em dia qualquer dessas senhoras me aborda de forma cordial e bem educada.
Há poucos dias atrás e a propósito da minha participação neste Blogue houve alguém ( e quem é o que menos interessa) que me «MANDOU PREOCUPAR COM A MINHA TERRA».
Estou mais certo que essa pessoa se preocupa tanto com a sua terra como eu , e é por isso que seguindo à letra o conselho dessa pessoa , aqui vai mais um contributo para uma reflexão em torno dos problemas da MINHA TERRA – ALCOCHETE.
Tem amiúde vindo à colação neste blogue a questão de um maior envolvimento e uma maior participação dos alcochetanos (naturais , residentes e novos filhos da terra) na gestão dos assuntos concelhios.
A sugestão que aqui deixo , não sendo original , não deixará de constituir uma oportunidade para as forças politicas do concelho , no poder ou na oposição (falar em oposição é outro exagero que aqui cometo) evidenciarem uma vontade real , honesta e determinada de promoverem uma maior participação dos munícipes na gestão da autarquia.
Esta proposta , que se poderá inserir no quadro mais vasto de um plano estratégico para o desenvolvimento sustentável do concelho , (Plano cuja elaboração e execução , volto uma vez mais a repetir , se me afigura como um passo nuclear para Alcochete ), traduz-se na criação de um «SENADO» como orgão consultivo da Câmara Municipal.
Esse «SENADO» seria pluripartidário , DISTANTE DA NECESSIDADE DO VOTO com as vantagens que daí decorrem.
Seria constituído por figuras locais ( que nasceram ou que vivem em Alcochete) no domínio da arte , do desporto , da economia , da ciência , da educação , da segurança , etc.
Este orgão , cujos custos de funcionamento seriam obviamente reduzidos , reuniria para reflexões de carácter ESTRATÉGICO , assumindo-se como um GERADOR DE IDEIAS que permitam ligar o sonho ou as visões a longo prazo à realidade do curto prazo. Das respectivas reuniões seriam elaboradas actas e conclusões a divulgar no Boletim da Câmara Municipal e num site criado expressamente para o efeito na Internet , aberto ao contributo dos munícipes em geral.
Para tal seria necessário estabelecer critérios de convite , elaboração de um estatuto e regulamento interno , o que não me parece complicado havendo uma vontade real nesse sentido.
Deixo aqui a sugestão e o desafio à prova da vontade dos políticos locais , ideia que repito não é original , mas que uma vez mais é bem demonstrativa que a preocupação que tenho com Alcochete é uma preocupação digna de quem se afirma Alcochetano.
20 novembro 2007
Reciclar mais em Alcochete
Tenho para mim que quaisquer campanhas visando a reciclagem de resíduos domésticos alcançarão maior sucesso se os cidadãos em geral se aperceberem dos benefícios directos locais das mesmas.
Para isso é necessário que as entidades directa ou indirectamente envolvidas no processo – com destaque para o município – demonstrem canalizar para projectos específicos as receitas geradas.
Não me parece ser o caso desta campanha, a julgar pelas localidades dos beneficiários.
Descreio que a esmagadora maioria dos alcochetanos continuasse insensível ao fenómeno se lhe demonstrassem que, mercê da sua participação na reciclagem de embalagens, de papel e cartão, de vidro, de monos domésticos e de inertes da construção, o dinheiro daí resultante permitiu melhorar os parques infantis A, B e C, adquirir novas árvores plantadas nos locais X, Y e Z, etc., etc.
Também escrevera sobre isto em Março do ano passado. Não me arrependo e a sugestão mantém-se.
Para isso é necessário que as entidades directa ou indirectamente envolvidas no processo – com destaque para o município – demonstrem canalizar para projectos específicos as receitas geradas.
Não me parece ser o caso desta campanha, a julgar pelas localidades dos beneficiários.
Descreio que a esmagadora maioria dos alcochetanos continuasse insensível ao fenómeno se lhe demonstrassem que, mercê da sua participação na reciclagem de embalagens, de papel e cartão, de vidro, de monos domésticos e de inertes da construção, o dinheiro daí resultante permitiu melhorar os parques infantis A, B e C, adquirir novas árvores plantadas nos locais X, Y e Z, etc., etc.
Também escrevera sobre isto em Março do ano passado. Não me arrependo e a sugestão mantém-se.
Rótulos:
ambiente,
crianças,
jardins,
parques infantis,
Solidariedade
23 fevereiro 2007
Números interessantes (2)

As imagens acima (click sobre elas para ver ampliação) demonstram a evolução da população residente em Alcochete, por grandes grupos de idades, em 1997 e 2004.
Quadro e gráfico evidenciam que os maiores aumentos populacionais se verificaram nos extremos, havendo hoje muito mais crianças (61,2%) e terceira idade (60,2%). É também significativo o aumento de 55,6% na população entre os 25 e os 64 anos.
Pelo contrário, na faixa etária dos 15 aos 24 anos a variação foi mínima (5%).
Se estes números fossem tidos em conta na definição de estratégias e no planeamento da acção municipal – porque os autarcas, como qualquer cidadão interessado, têm acesso a eles um ano depois no sítio do Instituto Nacional de Estatística – seriam notórias preocupações com o crescimento populacional nos grupos extremos, pelo menos.
Mas não houve acções tendentes a melhorar o bem-estar das crianças. Basta recordar o péssimo estado da maioria dos parques infantis (apenas o de São Francisco respeita as normas legais), a inexistência de um local amplo e aprazível para o lazer em família e a escassez de espaço e de condições nos estabelecimentos de ensino pré-primário e do 1.º ciclo.
Tal como não se vislumbram preocupações com os mais velhos, embora sejam também um grupo etário extremamente vulnerável e carente. Por isso são frequentadores assíduos dos centros de saúde, nem sempre por doença mas porque os médicos são os únicos que ainda lhes dedicam alguma atenção.
A propósito do acima mencionado local amplo e aprazível para o lazer em família, vem-me à memória que, há cerca três anos, tive na mão o plano de pormenor de um parque urbano a erguer, em Alcochete, numa área próxima dos três supermercados.
Viram por aí sinais da construção iminente desse parque?
Também li, há ano e meio, num programa eleitoral qualquer, esta promessa: "construir a 1ª fase do Parque-Jardim Municipal de Alcochete".
Recorda-se se a promessa era de quem ganhou as eleições?
Mexa-se, para bem da sua qualidade de vida!
Rótulos:
crianças,
jardins,
parques infantis,
pessoas,
reformados
24 janeiro 2007
Até as crianças, senhores!

Sempre que vejo cenas como a ilustrada acima – dois miúdos sobre patins, brincando em plena via pública – lembro-me que os autarcas desta terra, supostamente gloriosos pelos elefantes brancos que por aí plantam, nunca foram crianças nem se preocupam o suficiente com a juventude.
Observo inúmeros miúdos no meio da rua – em patins, em trotineta, em "skate" e a brincar com carros telecomandados, como se fosse esse o sítio seguro para o fazer – por não haver espaço adequado a tais actividades lúdicas.
Há muitos terrenos devolutos e já deveria ter sido construído um parque seguro e adequado a essas e outras actividades de lazer dos mais novos, possivelmente no eixo das três freguesias para que o maior número pudesse usufruir desse equipamento.
Lamentavelmente, os autarcas de Alcochete não notaram ainda que, entre 1997 e 2004, por força das licenças de construção que têm emitido às mãos cheias, a população abaixo dos 15 anos cresceu mais de 60%.
A miopia tê-los-á ainda feito ignorar que, no caso da população com mais de 64 anos, no mesmo período o aumento foi muitíssimo superior: mais do dobro!
09 janeiro 2007
Plantai árvores e não prédios

Este programa das Nações Unidas pretende plantar, no ano corrente, pelo menos, mil milhões de árvores em todo o mundo.
Trata-se de uma iniciativa cuja importância me dispenso de enaltecer, pois até as crianças conhecem as vantagens em plantar árvores.
Vamos no 9.º dia de 2007 e ainda não li, em parte alguma, qualquer informação sobre o impacte desta iniciativa em Alcochete.
Vá lá, acordem. E depressa. As árvores plantam-se na época chuvosa.
Pelas minhas contas, para cumprir a sua parte nesta campanha os alcochetanos terão de plantar, no mínimo, 1.855 árvores (aprox. uma árvore por cada 8 habitantes).
Mas onde encontrar espaço disponível para tanta árvore se andam a construir, apressadamente, nos sítios mais imprevisíveis?
03 fevereiro 2006
As crianças, senhores!
Estava a ler esta notícia e lembrei-me de duas coisas relacionadas.
Primeira, no município de Alcochete temos miúdos que, diariamente, passam muitas horas na rua, quase entregues a si próprios, porque os horários de trabalho dos progenitores são incompatíveis com os escolares.
Segunda, na última edição do «Jornal de Alcochete» um grupo de miúdos da Urbanização do Flamingo reivindica um espaço adequado para usar patins, "skate" e bicicleta sem incomodar ninguém.
Creio que a sociedade local deveria despertar, encontrar-se e reflectir acerca destes e doutros problemas da juventude porque, em meu entender, as soluções dependem mais da coesão da comunidade que das incipientes instituições existentes.
Em dois séculos a população de Alcochete multiplicou-se por sete e, desde 1998 (ano da inauguração da ponte Vasco da Gama), já cresceu quase 50%. Há meia dúzia de anos era ainda um concelho pacato, mas começam a revelar-se problemas típicos da explosão populacional e do crescimento mal planeado, há muito conhecidos e estudados.
Por conveniência financeira do município e dos construtores civis amontoaram-se famílias em centenas de caixotes de betão. Mas ninguém pensou nem planeou soluções para os inevitáveis reflexos a médio e longo prazo.
Visivelmente, as infra-estruturas básicas rebentam pelas costuras e o tráfego automóvel tende a congestionar-se. Até o cemitério é um bom exemplo do deixa andar.
E há outros fenómenos invisíveis, não menos preocupantes, que poucos conhecem. Para encurtar o raciocínio basta recordar o aumento significativo da distância casa-trabalho e o facto dos pais terem menos tempo para os filhos.
Crianças e jovens passam longas horas entregues a si próprios, sem nada de interessante para matar o tempo.
Os de fracas posses andam por aí, um pouco ao Deus dará, jogando a bola, partindo vidraças e candeeiros e fazendo o que lhes apetece. Com tanto tempo livre, por vezes apetece-lhes até serem delinquentes. Então manda-se a polícia tratar do assunto. Sic transit gloria mundi.
Os remediados entregam-se à televisão e ao computador, ou ao "skate", aos patins e à bicicleta, embora ninguém tenha pensado nos espaços seguros e adequados para a prática desses desportos juvenis.
Ali para as bandas da Urbanização do Flamingo, um dia destes apanhei valente susto. Entro na rua Vasco da Gama e aparecem-me pela frente dois putos de "skate". Tinha meia dúzia de metros para travar o carro. Se eu fosse um desses "fângios" que por aí abundam, iriam dormir ao hospital e eu estava metido num sarilho.
Isto não vos faz despertar nem pensar? Não teremos, sociedade e autarcas, capacidade suficiente para enfrentar estes e outros problemas? Não há pessoas disponíveis para ajudar?
Aos putos dos Flamingos deixo uma sugestão: antes que seja tarde, pressionem os papás, a câmara e a petrolífera do posto de combustíveis dos Barris a devolverem-vos aquele espaço para brincar.
Vocês também pagam impostos e têm direito à indignação. Façam muito barulho, se necessário.
Primeira, no município de Alcochete temos miúdos que, diariamente, passam muitas horas na rua, quase entregues a si próprios, porque os horários de trabalho dos progenitores são incompatíveis com os escolares.
Segunda, na última edição do «Jornal de Alcochete» um grupo de miúdos da Urbanização do Flamingo reivindica um espaço adequado para usar patins, "skate" e bicicleta sem incomodar ninguém.
Creio que a sociedade local deveria despertar, encontrar-se e reflectir acerca destes e doutros problemas da juventude porque, em meu entender, as soluções dependem mais da coesão da comunidade que das incipientes instituições existentes.
Em dois séculos a população de Alcochete multiplicou-se por sete e, desde 1998 (ano da inauguração da ponte Vasco da Gama), já cresceu quase 50%. Há meia dúzia de anos era ainda um concelho pacato, mas começam a revelar-se problemas típicos da explosão populacional e do crescimento mal planeado, há muito conhecidos e estudados.
Por conveniência financeira do município e dos construtores civis amontoaram-se famílias em centenas de caixotes de betão. Mas ninguém pensou nem planeou soluções para os inevitáveis reflexos a médio e longo prazo.
Visivelmente, as infra-estruturas básicas rebentam pelas costuras e o tráfego automóvel tende a congestionar-se. Até o cemitério é um bom exemplo do deixa andar.
E há outros fenómenos invisíveis, não menos preocupantes, que poucos conhecem. Para encurtar o raciocínio basta recordar o aumento significativo da distância casa-trabalho e o facto dos pais terem menos tempo para os filhos.
Crianças e jovens passam longas horas entregues a si próprios, sem nada de interessante para matar o tempo.
Os de fracas posses andam por aí, um pouco ao Deus dará, jogando a bola, partindo vidraças e candeeiros e fazendo o que lhes apetece. Com tanto tempo livre, por vezes apetece-lhes até serem delinquentes. Então manda-se a polícia tratar do assunto. Sic transit gloria mundi.
Os remediados entregam-se à televisão e ao computador, ou ao "skate", aos patins e à bicicleta, embora ninguém tenha pensado nos espaços seguros e adequados para a prática desses desportos juvenis.
Ali para as bandas da Urbanização do Flamingo, um dia destes apanhei valente susto. Entro na rua Vasco da Gama e aparecem-me pela frente dois putos de "skate". Tinha meia dúzia de metros para travar o carro. Se eu fosse um desses "fângios" que por aí abundam, iriam dormir ao hospital e eu estava metido num sarilho.
Isto não vos faz despertar nem pensar? Não teremos, sociedade e autarcas, capacidade suficiente para enfrentar estes e outros problemas? Não há pessoas disponíveis para ajudar?
Aos putos dos Flamingos deixo uma sugestão: antes que seja tarde, pressionem os papás, a câmara e a petrolífera do posto de combustíveis dos Barris a devolverem-vos aquele espaço para brincar.
Vocês também pagam impostos e têm direito à indignação. Façam muito barulho, se necessário.
19 janeiro 2006
Sociedade à beira do precipício
Como qualquer cidadão não indiferente aos problemas da sociedade, acompanho com atenção o noticiário acerca de crianças e jovens em risco.
Desde o caso extremo da aldeia de Figueira (Portimão), aos mais recentes de Porto, Gaia e Viseu, creio ter lido quase tudo o que a Imprensa publicou.
Sobre o caso de Viseu existe já um relatório preliminar oficial, no qual instituições do Estado lavam daí as mãos e apontam o dedo à respectiva Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco.
Achei a atitude estranha e precipitada mas não me surpreendo porque, dia sim, dia não, os representantes do Estado fazem de conta caber às estruturas por eles criadas a responsabilidade exclusiva da execução das suas directrizes. Ninguém cuida de avaliar, rigorosamente, se o erro está na lei ou nos executores. E é sempre mais fácil fazer como Pilatos: atribuir as culpas aos elos fracos da cadeia.
Acabei de ler, no «Jornal de Notícias», a confirmação das minhas suspeitas de que o cerne do problema reside na metodologia de constituição e funcionamento das comissões de protecção de crianças e jovens em risco.
Que tem isto a ver com Alcochete? Mais do que a maioria possa supor, por haver inúmeros motivos de preocupação. Acerca da constituição e do funcionamento da comissão municipal, cujos serviços de atendimento estão instalados no edifício da Casa do Povo de Alcochete, ouvi há meses o suficiente a alguém que dela fazia parte.
Fiquei surpreendido e, perante o que acabo de ler no «Jornal de Notícias», pergunto se será necessário acontecer alguma desgraça para que os alcochetanos passem da indiferença à acção.
Suponho que este "blog" é lido por quem mo relatou e convido-o a dar público testemunho do que sabe.
Não, caro leitor, não deite o problema para trás das costas. Ele não é da responsabilidade da entidade administrativa Município de Alcochete, nem dos seus eleitos. A sociedade compõe-se de avós, pais e filhos e todos têm alguma coisa a ver com problemas que fingem ignorar.
Desde o caso extremo da aldeia de Figueira (Portimão), aos mais recentes de Porto, Gaia e Viseu, creio ter lido quase tudo o que a Imprensa publicou.
Sobre o caso de Viseu existe já um relatório preliminar oficial, no qual instituições do Estado lavam daí as mãos e apontam o dedo à respectiva Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco.
Achei a atitude estranha e precipitada mas não me surpreendo porque, dia sim, dia não, os representantes do Estado fazem de conta caber às estruturas por eles criadas a responsabilidade exclusiva da execução das suas directrizes. Ninguém cuida de avaliar, rigorosamente, se o erro está na lei ou nos executores. E é sempre mais fácil fazer como Pilatos: atribuir as culpas aos elos fracos da cadeia.
Acabei de ler, no «Jornal de Notícias», a confirmação das minhas suspeitas de que o cerne do problema reside na metodologia de constituição e funcionamento das comissões de protecção de crianças e jovens em risco.
Que tem isto a ver com Alcochete? Mais do que a maioria possa supor, por haver inúmeros motivos de preocupação. Acerca da constituição e do funcionamento da comissão municipal, cujos serviços de atendimento estão instalados no edifício da Casa do Povo de Alcochete, ouvi há meses o suficiente a alguém que dela fazia parte.
Fiquei surpreendido e, perante o que acabo de ler no «Jornal de Notícias», pergunto se será necessário acontecer alguma desgraça para que os alcochetanos passem da indiferença à acção.
Suponho que este "blog" é lido por quem mo relatou e convido-o a dar público testemunho do que sabe.
Não, caro leitor, não deite o problema para trás das costas. Ele não é da responsabilidade da entidade administrativa Município de Alcochete, nem dos seus eleitos. A sociedade compõe-se de avós, pais e filhos e todos têm alguma coisa a ver com problemas que fingem ignorar.
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