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03 outubro 2009

O ponto da situação

Neste momento, o ponto da situação é o seguinte: conhecemos os programas do BE, do PS e do PSD às bem próximas eleições autárquicas.
Por razões que ninguém sabe, é desconhecido o programa da CDU.
Ora é um direito legítimo de qualquer eleitor exigir que lhe sejam facultados, em tempo útil, todos os programas dos partidos políticos que se candidatam aos órgãos autárquicos da terra onde nasceu e/ou reside.
Será que os comunistas, além de não fazerem nada nos últimos 4 anos, nem sequer fizeram o próprio programa às eleições do dia 11 de Outubro?
Prefiro acreditar que não!
Seja como for, o programa dos comunistas, se chegar, chegará tarde e a más horas.

30 setembro 2009

Programa Eleitoral do Bloco de Esquerda para o Concelho de Alcochete

Aqui está mais um programa eleitoral para consulta, o do Bloco de Esquerda e de Teresa Bonito.
Embora eu pessoalmente em nada me identifique com este partido, deixo aqui o link para que todos possam conhecer as suas propostas para o nosso concelho:
http://setubal.bloco.org/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=69&Itemid=79

20 agosto 2009

Análise sintética às listas de candidatos

Tendo feito uma leitura rápida nos documentos expostos no Tribunal do Montijo e respeitantes aos candidatos autárquicos dos diversos partidos, extraí as seguintes conclusões:
Câmara Muncipal de Alcochete:
1. O CDS-PP apresenta um único morador/recenseado de Alcohcete em 10 candidatos (7+3);
2. A CDU em 14 candidatos apresenta 6 independentes;
3. No PS não foi possivel destrinçar quem são os independentes e um não está recenseado em Alcochete;
4. No PSD em 10 candidatos, 6 são independentes e 2 estão recenseados no Montijo;
5. No BE em 10 candidatos, 1 é recenseado no Montijo e 2 em Fernão Ferro. Não foi possivel distinguir quem são os independentes.


Assembleia Municipal:
1. O BE apresenta 25 candidatos, dos quais quatro são suplentes (pode ter sido lapso de leitura, parece-me que a lista tem de ser rectificada). Dos 25 candidatos, 9 não estão recenseados em Alcochete.
2. No PS em 35 candidatos não foi possivel descortinar quem são os independentes e não foi vislumbrado quem são os não recenseados em Alcochete.
3. A CDU em cerca quarenta candidatos, apresenta 16 independentes.
4. O CDS-PP em 28 candidatos só um mora em Alcochete o mesmo que vai na lista da CMA, aliás há vários cruzamentos de nomes. Também não é possivel distinguir quem são os independentes.
5. No PSD em 28 candidatos, 19 são independentes e 13 não estão recenseados em Alcochete.

Estas informações permitirão fazer as leituras possiveis da credibilidade de algumas condidaturas e do trabalho que deveria ter sido feito ou terá sido conseguido a montante do acto eleitoral. Umas eleições preparam-se com quatro anos de antecedência, é essa a missão dos partidos e a responsabilidade dos dirigentes partidários.

Importa também realçar alguns factos os quais têm interesse de leitura política:
A. Há alguns cruzamentos de nomes nas diversas listas de cada partido, mas o mais relevante é o de Jorge Giro apresentar-se como candidato à CMA e em lugar de destaque de igual modo à AM. Será isto fraqueza da CDU ou o sinal politico por parte do PCP que apoia o acto vergonhoso da agressão?
B. O CDS-PP não se apresenta a votos às Assembleias de Freguesia, voltou aos anos oitenta/noventa!
C. O BE apresenta-se a votos às Assembleias de Freguesia, salvo algum lapso ocorre pela primeira vez.
D. A documentação entregue pelo PS e que corresponde à que foi exposta não é clara e transparente para fazer qualquer tipo de análise desta natureza.
E. No caso do PSD constata-se o elevado número de independentes e não recenseados em Alcochete, não se vislumbrando nas listas um elevado número de tradicionais integrantes destas listas. A única excepção a esta norma, verifica-se na AF do Samouco onde os recenseados/moradores na Freguesia faz o pleno, demonstrativo de algum trabalho politico.

15 julho 2009

A utopia bloquista

Eu nunca falei com Teresa Bonito nem garantiria que a reconhecesse se passasse na rua por esta militante do Bloco de Esquerda.
A nível local detesto falar de quem não conheço, mas desta vez tudo ultrapassa o meu poder de contenção face a parte tão fracturada relativamente a mim.
Em artigo no Jornal de Alcochete (15-07-09), sob o título "Políticas socialistas contra a crise do capitalismo", eu vejo que, afinal, do que se trata é de políticas socialistas contra o capitalismo, motor de real desenvolvimento da Humanidade nos últimos dois séculos.
Na verdade, as «...dez propostas Anti-crise»...» de Teresa Bonito são aquelas mesmas linhas políticas que estão na origem da crise que todos vivemos hoje em dia.
Se não há uma flexibilidade, regulada, por parte das empresas para despedimentos, é evidente que os lucros poderão virar em prejuízos sem emprego para ninguém. Mas não acaba aqui o ataque de Teresa Bonito às empresas que mais não é que uma estratégia de fragilização destas últimas, pois esta senhora, na segunda proposta, visa «impedir o pagamento de dividendos aos accionistas de empresas que receberam subsídios ou benefícios públicos». Eu não estou contra esse pagamento, apenas defendendo a regulamentação clara do mesmo, já que importa salvaguardar a livre empresa a todo o custo.
Quem paga o «direito à reforma aos 40 anos de trabalho sem penalizações», o «aumento das pensões e do salário mínimo [...]» e o «subsídio para todos os desempregados»? A resposta é fácil. Toda essa demagogia cantante para arrebanhar votos seria paga pelos pagadores de impostos, ficando estes cada vez mais e mais pobres.
O imposto, seja sobre o que for, tem que ser justo, não podendo ser encarado e/ou sentido por quem o paga como um roubo, lógica que se articula naturalmente com a «nacionalização do sector energético, GALP e EDP» e se opõe à dinâmica do capitalismo normalizado, alvo de todo o ódio das esquerdas à escala planetária.
O «predomínio do sector público na banca» significa, no fundo, o feroz controlo do Estado sobre a economia de mercado, ou seja, a guilhotina para a nossa liberdade.
Finalmente, concordo com o «encerramento de todos os off-shores». Se não concordasse, entraria em desprezível contradição comigo próprio, mas se vislumbro aqui qualquer coisa, é mesmo nessa contradição que cai Teresa Bonito, pois esta bloquista parece querer o «imposto sobre as grandes fortunas para financiar a segurança social» sem que persistam os off-shores já existentes e até cresçam em número por essas ilhas do mundo fora.
Outro aspecto da minha concordância com Teresa Bonito vai «...para as 35 horas semanais» de trabalho, máximo 40: cinco dias para trabalhar e dois para o lazer.
Se alguma vez o povo português fosse alienado ao ponto de dar os votos a pessoas ideologicamente identificadas com Teresa Bonito, Portugal transformar-se-ia num imenso gulag, tipo Coreia do Norte, onde todos seríamos reduzidos à escravização e animalização mais abjectas.