A participação foi pouco expressiva mas os resultados da mais recente sondagem aos leitores deste blogue equilibraram-se: 13% reclamaram da não devolução integral da caução da água a que têm direito, 50% não o fizeram e 38% declararam que irão reclamar.
Como há outros assuntos relevantes em que a intervenção popular se justifica, mudei o tema.
Na coluna ao lado está disponível nova pergunta, desta vez relacionada com o plano de ordenamento e gestão da Reserva Natural do Estuário do Tejo.
Porque somente sete pessoas estiveram na plateia durante a sessão de esclarecimento realizada, em Alcochete, há uma semana, pergunta-se: se o Instituto de Conservação da Natureza realizasse, em Alcochete, novo debate fora do horário laboral, qual o dia preferido?
Das quatro hipóteses fornecidas, escolha a da sua preferência.
20 setembro 2007
PS volta a mexer
Há pouco mais de um mês, perguntava aqui se o PS de Alcochete despertara de um sono de dois anos.
Hoje tenho resposta colhida em fonte que considero fidedigna: sim, a concelhia está em reorganização.
Mas a decisão é posterior àquele texto.
Existe uma solução que, mais uma vez, me parece representar uma ruptura com o passado conhecido até Outubro de 2005. Oxalá!
Falhada a alternativa Teresa Diniz – por mim avançada neste texto – por renúncia posterior da própria, de novo noto algum entusiasmo em certas hostes do PS local.
Aguardo sinais de vida da novel oposição.
Hoje tenho resposta colhida em fonte que considero fidedigna: sim, a concelhia está em reorganização.
Mas a decisão é posterior àquele texto.
Existe uma solução que, mais uma vez, me parece representar uma ruptura com o passado conhecido até Outubro de 2005. Oxalá!
Falhada a alternativa Teresa Diniz – por mim avançada neste texto – por renúncia posterior da própria, de novo noto algum entusiasmo em certas hostes do PS local.
Aguardo sinais de vida da novel oposição.
19 setembro 2007
Ordenamento do Tejo em discussão pública (2)
Conforme previra neste texto, a maioria dos alcochetanos faltou ao trabalho na manhã da passada quinta-feira, por causa do debate sobre o novo plano de ordenamento e gestão da Reserva Natural do Estuário do Tejo, realizado no fórum cultural.
A organização do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade teve participação invulgar: sete cidadãos (incluindo dois jornalistas em missão profissional)!
Parabéns!!!
Contudo, disponho de dados para afirmar que, através deste blogue, até ao momento houve 37 consultas ao estudo disponível na Internet.
A organização do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade teve participação invulgar: sete cidadãos (incluindo dois jornalistas em missão profissional)!
Parabéns!!!
Contudo, disponho de dados para afirmar que, através deste blogue, até ao momento houve 37 consultas ao estudo disponível na Internet.
18 setembro 2007
PDM: diagnóstico é conhecido, soluções não
Na sequência de críticas veículadas há dois meses neste blogue, quanto à metodologia seguida pelos autarcas com funções executivas para a revisão do Plano Director Municipal de Alcochete (PDM), muito discretamente e sem notificação alguma está, enfim, disponível informação preliminar parcial, que pode ser lida aqui.
Todavia, essa informação é escassa e insuficiente por não ir além da análise e diagnóstico da situação. Ainda assim, quem a ler atentamente encontrará matéria para reflexão e debate, caso desconhecesse estes e outros dados estatísticos.
Gostaria que especialistas nas diferentes áreas abordadas no diagnóstico contribuíssem para um debate sério e fundamentado, estando disponível para receber e difundir neste blogue quaisquer intervenções úteis ao esclarecimento geral.
Plenamente de acordo com os fundamentos da deliberação de rever o PDM, falta permitir a consulta electrónica generalizada das propostas de solução preconizadas para problemas óbvios indicados.
Que soluções propõe o executivo da câmara para os seguintes problemas que o estudo apresenta? Onde podemos lê-las facilmente?
- Desajustamento do PDM com as perspectivas actuais do município;
- Desequilíbrio entre as áreas destinadas à habitação e a actividades económicas;
- Deficiente regulamentação dos usos não agrícolas em espaços rurais;
- Necessidade de redimensionar os valores definidos para as cedências destinadas a espaços verdes e equipamentos;
- Necessidade de reequacionar os índices urbanísticos definidos para os espaços urbanos e urbanizáveis, que tendencialmente deverão ser reduzidos, bem como eventuais ajustamentos a alguns perímetros urbanos;
- Promover a conformidade com o PROT-AML;
- Promover a articulação do PDM com a evolução dos conceitos de ordenamento reflectidos nos novos regimes jurídicos dos planos e da urbanização/edificação;
- Proceder à articulação do PDM, com os Instrumentos de Gestão Territorial hierarquicamente superiores que abrangem o concelho;
- Proceder à compatibilização do PDM com estudos e outros planos de âmbito estratégico;
- Agilizar a gestão do PDM e proceder à sua articulação com outros Planos Municipais de Ordenamento do Território, em vigor ou em elaboração;
- Ajustar o Plano à realidade do concelho, através da actualização do seu conteúdo e da correcção de situações desadequadas às necessidades e anseios da população;
- Especificar um modelo estratégico de actuaçãoque estabeleça acções distintas para a promoção de um desenvolvimento equilibrado do concelho;
- Proceder à compatibilização da realidade do concelho e das Propostas de Ordenamento com a delimitação da RAN e da REN, da RNET e da ZPE e Sítio da Rede Natura 2000;
- Ajustar os perímetros urbanos em função do crescimento verificado e previsto;
- Definir um modelo de ordenamento que promova a valorização dos espaços naturais, num quadro de sustentabilidade ambiental, e o desenvolvimento rural integrado;
- Promover a diversificação da base económica, fomentando a autonomia funcional do concelho;
- Definir novos critérios de localização e distribuição de actividades turísticas, face à crescente procura deste tipo de infra-estruturas na região;
- Rever os princípios e regras de preservação do património natural e cultural;
- Definir e disponibilizar um quadro normativo e um programa de investimentos públicos municipais e estatais, adequados ao desenvolvimento do concelho;
- Proceder à restruturação da Rede Viária de acordo com o PRN2000 e considerar o traçado das novas infra-estruturas viárias na definição da proposta de ordenamento;
- Promover a requalificação de alguns aglomerados mais desestruturados e de zonas de construção clandestina;
- Estabelecer um ordenamento adequado e equilibrado que seja articulado com os concelhos vizinhos e com a região, evitando descontinuidades territoriais;
- Proceder à adequação do PDM e das suas disposições à legislação que consagra a elaboração de PMOT, em particular de PDM.
P.S. - Não fará mal a ninguém – inclusive aos autarcas de Alcochete – consultar também alguns interessantes documentos constantes desta página.
A conferência a que respeitam realizou-se há quatro anos, mas os temas continuam a ser pertinentes para o caso local.
Todavia, essa informação é escassa e insuficiente por não ir além da análise e diagnóstico da situação. Ainda assim, quem a ler atentamente encontrará matéria para reflexão e debate, caso desconhecesse estes e outros dados estatísticos.
Gostaria que especialistas nas diferentes áreas abordadas no diagnóstico contribuíssem para um debate sério e fundamentado, estando disponível para receber e difundir neste blogue quaisquer intervenções úteis ao esclarecimento geral.
Plenamente de acordo com os fundamentos da deliberação de rever o PDM, falta permitir a consulta electrónica generalizada das propostas de solução preconizadas para problemas óbvios indicados.
Que soluções propõe o executivo da câmara para os seguintes problemas que o estudo apresenta? Onde podemos lê-las facilmente?
- Desajustamento do PDM com as perspectivas actuais do município;
- Desequilíbrio entre as áreas destinadas à habitação e a actividades económicas;
- Deficiente regulamentação dos usos não agrícolas em espaços rurais;
- Necessidade de redimensionar os valores definidos para as cedências destinadas a espaços verdes e equipamentos;
- Necessidade de reequacionar os índices urbanísticos definidos para os espaços urbanos e urbanizáveis, que tendencialmente deverão ser reduzidos, bem como eventuais ajustamentos a alguns perímetros urbanos;
- Promover a conformidade com o PROT-AML;
- Promover a articulação do PDM com a evolução dos conceitos de ordenamento reflectidos nos novos regimes jurídicos dos planos e da urbanização/edificação;
- Proceder à articulação do PDM, com os Instrumentos de Gestão Territorial hierarquicamente superiores que abrangem o concelho;
- Proceder à compatibilização do PDM com estudos e outros planos de âmbito estratégico;
- Agilizar a gestão do PDM e proceder à sua articulação com outros Planos Municipais de Ordenamento do Território, em vigor ou em elaboração;
- Ajustar o Plano à realidade do concelho, através da actualização do seu conteúdo e da correcção de situações desadequadas às necessidades e anseios da população;
- Especificar um modelo estratégico de actuaçãoque estabeleça acções distintas para a promoção de um desenvolvimento equilibrado do concelho;
- Proceder à compatibilização da realidade do concelho e das Propostas de Ordenamento com a delimitação da RAN e da REN, da RNET e da ZPE e Sítio da Rede Natura 2000;
- Ajustar os perímetros urbanos em função do crescimento verificado e previsto;
- Definir um modelo de ordenamento que promova a valorização dos espaços naturais, num quadro de sustentabilidade ambiental, e o desenvolvimento rural integrado;
- Promover a diversificação da base económica, fomentando a autonomia funcional do concelho;
- Definir novos critérios de localização e distribuição de actividades turísticas, face à crescente procura deste tipo de infra-estruturas na região;
- Rever os princípios e regras de preservação do património natural e cultural;
- Definir e disponibilizar um quadro normativo e um programa de investimentos públicos municipais e estatais, adequados ao desenvolvimento do concelho;
- Proceder à restruturação da Rede Viária de acordo com o PRN2000 e considerar o traçado das novas infra-estruturas viárias na definição da proposta de ordenamento;
- Promover a requalificação de alguns aglomerados mais desestruturados e de zonas de construção clandestina;
- Estabelecer um ordenamento adequado e equilibrado que seja articulado com os concelhos vizinhos e com a região, evitando descontinuidades territoriais;
- Proceder à adequação do PDM e das suas disposições à legislação que consagra a elaboração de PMOT, em particular de PDM.
P.S. - Não fará mal a ninguém – inclusive aos autarcas de Alcochete – consultar também alguns interessantes documentos constantes desta página.
A conferência a que respeitam realizou-se há quatro anos, mas os temas continuam a ser pertinentes para o caso local.
17 setembro 2007
É a hora
Eu penso com ideia assaz premente
Que à terra de Alcochete, amado berço,
Bandeira que duvido se mereço,
Falta gente a mandá-la competente.
Firme chão de eleição no meu País
P'ra novo e grande forum da Cultura,
Procura direcção que ganhe altura
Contra broncos corruptos tão servis.
É urgente livrar comunidade
De homens que põem interesse próprio
Acima do desejo da cidade,
Promover Alcochete em Portugal,
Na Europa, no Mundo, todo o sítio
Em hora favorável sem igual.
João Marafuga in Alcoxetânia, 2004
Que à terra de Alcochete, amado berço,
Bandeira que duvido se mereço,
Falta gente a mandá-la competente.
Firme chão de eleição no meu País
P'ra novo e grande forum da Cultura,
Procura direcção que ganhe altura
Contra broncos corruptos tão servis.
É urgente livrar comunidade
De homens que põem interesse próprio
Acima do desejo da cidade,
Promover Alcochete em Portugal,
Na Europa, no Mundo, todo o sítio
Em hora favorável sem igual.
João Marafuga in Alcoxetânia, 2004
Quem governa assim...
O executivo camarário de Alcochete decidiu conhecer empresas locais e, de caminho, promete alertar os gestores para a sua responsabilidade social.
Ninguém estranha que só ao 22.º mês de mandato este executivo se lembre dos empresários?
Se inexistentes outros motivos ponderosos e facilmente imagináveis, o simples facto de a vereação ter decidido que, em 2006, o Município de Alcochete cobraria uma derrama de 10% sobre a colecta de IRC seria boa razão para mais cedo se ter abeirado dos empresários, explicando-lhes as causas e objectivos dessa decisão e – se não for exigir demais – a aplicação dada à receita gerada.
Porque temos o direito de conhecer a justificação para o facto de, no ano passado, o Município de Alcochete ter sido, entre os 308 nacionais, um dos 159 que cobraram a taxa máxima da derrama.
E, relativamente a 2008, conviria que os edis aproveitassem a visita às empresas para esclarecer os respectivos gestores acerca da taxa da derrama a aplicar e do destino a dar a esse dinheiro.
A nova lei das finanças locais limita a derrama a um máximo de 1,5% sobre o lucro tributável sujeito e não isento de imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas mas, se a memória não me atraiçoa, até ao momento desconhece-se ainda qualquer decisão do Município de Alcochete sobre o assunto.
Convém ainda apresentar desculpas pelas consequências negativas das dívidas camarárias a algumas pequenas empresas, matéria que, no início do presente mandato, foi amplamente apontada pela edilidade com funções executivas como pesada e imprevista herança. Alguém se lembra de um comunicado camarário acerca de uma auditoria financeira, da qual nunca mais se conheceram pormenores?
Embora a vereação com funções executivas só se lembre dos empresários quase a meio do mandato, uma iniciativa com menos folclore e mais objectiva mereceria aplauso se realizada no primeiro semestre de 2006. Haveria tempo mais que suficiente para avaliar a situação e agir. Perdida essa oportunidade, hoje esta acção pouco mais representa que ruído. Ou poeira atirada aos olhos de desprevenidos.
Afirmo-o também por saber de um caso, geralmente desconhecido, envolvendo dezena e meia de cidadãos que, há cerca de ano e meio, pensaram criar a Fundação Alcochete para captar apoio empresarial e individual destinado a acções de carácter cultural, educativo, artístico, científico, desportivo, social e filantrópico, potenciando iniciativas que visassem a coesão social e a responsabilidade cidadã de residentes e naturais do concelho.
O que ou quem impediu a concretização imediata dessa iniciativa altruista? Há alguém que me prometeu vir aqui revelá-lo, em breve, e só por isso não devo agora antecipar-me.
De resto, quem visita este blogue há mais tempo e tem boa memória recordar-se-á que, no Verão passado, várias vezes chamei a atenção que as empresas devem assumir uma postura social consciente, interagindo com as comunidades envolventes e retribuindo-lhes parte do que delas recebem. Eis um bom exemplo do que então anotei.
O filósofo francês Luc Ferry escreveu que os políticos passam 99% do tempo a bater-se pela imagem e só 1% a mudar a realidade.
Creio que quem governa assim engana-se a si próprio. É sempre possível iludir papalvos durante algum tempo. Mas ninguém engana toda a gente durante muito tempo.
Ninguém estranha que só ao 22.º mês de mandato este executivo se lembre dos empresários?
Se inexistentes outros motivos ponderosos e facilmente imagináveis, o simples facto de a vereação ter decidido que, em 2006, o Município de Alcochete cobraria uma derrama de 10% sobre a colecta de IRC seria boa razão para mais cedo se ter abeirado dos empresários, explicando-lhes as causas e objectivos dessa decisão e – se não for exigir demais – a aplicação dada à receita gerada.
Porque temos o direito de conhecer a justificação para o facto de, no ano passado, o Município de Alcochete ter sido, entre os 308 nacionais, um dos 159 que cobraram a taxa máxima da derrama.
E, relativamente a 2008, conviria que os edis aproveitassem a visita às empresas para esclarecer os respectivos gestores acerca da taxa da derrama a aplicar e do destino a dar a esse dinheiro.
A nova lei das finanças locais limita a derrama a um máximo de 1,5% sobre o lucro tributável sujeito e não isento de imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas mas, se a memória não me atraiçoa, até ao momento desconhece-se ainda qualquer decisão do Município de Alcochete sobre o assunto.
Convém ainda apresentar desculpas pelas consequências negativas das dívidas camarárias a algumas pequenas empresas, matéria que, no início do presente mandato, foi amplamente apontada pela edilidade com funções executivas como pesada e imprevista herança. Alguém se lembra de um comunicado camarário acerca de uma auditoria financeira, da qual nunca mais se conheceram pormenores?
Embora a vereação com funções executivas só se lembre dos empresários quase a meio do mandato, uma iniciativa com menos folclore e mais objectiva mereceria aplauso se realizada no primeiro semestre de 2006. Haveria tempo mais que suficiente para avaliar a situação e agir. Perdida essa oportunidade, hoje esta acção pouco mais representa que ruído. Ou poeira atirada aos olhos de desprevenidos.
Afirmo-o também por saber de um caso, geralmente desconhecido, envolvendo dezena e meia de cidadãos que, há cerca de ano e meio, pensaram criar a Fundação Alcochete para captar apoio empresarial e individual destinado a acções de carácter cultural, educativo, artístico, científico, desportivo, social e filantrópico, potenciando iniciativas que visassem a coesão social e a responsabilidade cidadã de residentes e naturais do concelho.
O que ou quem impediu a concretização imediata dessa iniciativa altruista? Há alguém que me prometeu vir aqui revelá-lo, em breve, e só por isso não devo agora antecipar-me.
De resto, quem visita este blogue há mais tempo e tem boa memória recordar-se-á que, no Verão passado, várias vezes chamei a atenção que as empresas devem assumir uma postura social consciente, interagindo com as comunidades envolventes e retribuindo-lhes parte do que delas recebem. Eis um bom exemplo do que então anotei.
O filósofo francês Luc Ferry escreveu que os políticos passam 99% do tempo a bater-se pela imagem e só 1% a mudar a realidade.
Creio que quem governa assim engana-se a si próprio. É sempre possível iludir papalvos durante algum tempo. Mas ninguém engana toda a gente durante muito tempo.
16 setembro 2007
Esquerda , Direita e Participação Cívica
O desinteresse intencional que os governantes têm manifestado em torno de formas de gestão participada dos assuntos de interesse local e nacional ficou uma vez mais patente no facto da única sessão pública de esclarecimento sobre o novo Plano de Ordenamento e Gestão da Reserva Natural do Tejo , agendada para Alcochete , ter tido lugar a um dia da semana pelas 10:00 horas da manhã.
Tal facto foi prontamente denunciado por Fonseca Bastos no seu «post» do passado dia 10 de Setembro.
A questão da participação ou mobilização cívica dos cidadãos na vida política local e nacional tem sido aflorada neste Blogue , e merece a nossa particular atenção na medida em que se trata de um dos principais indicadores do estado da democracia.
A pertinência desta questão assumirá na minha perspectiva uma importância crescente no futuro debate político nacional.
Perante o evidente esforço que os partidos de esquerda têm feito no que respeita à adopção de políticas ditas de direita , são cada vez menores e mais ténues as linhas que distinguem os partidos da direita e da esquerda.
O PS faz «reformas» que outrora não hesitaria em apelidar de «neoliberais» e até o Bloco de Esquerda (todo ele constituido por velhos partidos da extrema esquerda e grupos antidemocráticos) anda muito ordeiro e realista , assumindo inclusivamente o papel de governante da cidade de Lisboa , resignando-se ao prosaísmo do que em tempos apelidaria de «democracia burguesa».
A verdade é que este cenário pode até explicar o desastre dos partidos da direita , a quem já não basta gritar «ó da guarda vem aí a esquerda» para mobilizar a seu favor a preferência dos eleitores.
Então que fazer para demarcar a direita deste esquerdismo neófito nos papeís que reivindica?
Se já não é a democracia , nem o sentido das «reformas» , o caminho passará , na minha opinião , por um reforço na crença nos cidadãos e na sua capacidade de iniciativa e participação.
Uma das formas pela qual os partidos de direita podem evitar o efeito perverso desta evidente colagem da esquerda às suas ideias é assumirem a bandeira da luta pelo reforço dos direitos inerentes à cidadania.
Entre esses direitos estão sem dúvida os denominados direitos sociais urbanos , intimamente ligados à qualidade de vida , e que têm por objectivo a defesa dos cidadãos face aos novos problemas originados pelo desenvolvimento das urbes , e que até agora têm sido esquecidos , como aliás resulta evidente no exemplo que Fonseca Bastos nos trouxe a propósito do Plano de Ordenamento e Gestão da Reserva Natural do Tejo.
Questões como o acesso à Administração , consulta prévia , do direito à sugestão , petição e queixa , audiência pública , iniciativa regulamentar , gestão directa ou conjunta de infraestruturas de equipamentos , privacidade , segurança , e até a da defesa perante a agressividade comercial das empresas de serviços entre outras , podem e devem ser assumidas como traço inovador e distintivo da política dos partidos da direita em sede de poder local.
Só assim se poderá marcar a diferença face a uma esquerda que assumiu definitivamente o papel do «lobo disfarçado de cordeiro».
APEE da Escola D. Manuel I recorre à ASAE
Assinada pelo presidente da Direcção, a Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola EB 2,3 El-Rei D. Manuel I, de Alcochete, remeteu a seguinte carta ao inspector-geral da ASAE:
"Somos uma APEE que tem vindo, há longo tempo, a pugnar pela melhoria da qualidade dos serviços nos estabelecimentos de ensino, nomeadamente no âmbito alimentar.
"Temos procurado intervir junto dos órgãos próprios, sejam eles internos da Escola ou que tenham a tutela daquela.
"É do conhecimento geral que a situação do refeitório da Escola Básica 2/3 El-Rei D. Manuel I carece de uma enorme intervenção.
"Não pretendemos nesta carta enunciar as situações existentes. Apenas e tão só apelamos a V. Ex.ª para que dê orientações no sentido de que uma equipa proceda a uma inspecção e possa extrair as conclusões.
"Julgamos ter esgotado todas as restantes alternativas para resolver a situação e, como tal, resta-nos aguardar pela vossa intervenção".
O presidente da Direcção da APEE do mesmo estabelecimento de ensino forneceu-me ainda a seguinte explicação complementar, resumindo o desenrolar do processo desde o início:
1. Em Março de 2006 tivemos uma reunião com o Director da DREL e uma outra, já na Escola, na presença do Conselho Executivo e de um vereador da câmara de Alcochete. Em ambas e entre vários assuntos, o Director assumiu o compromisso da realização de obras no refeitório, forçando a tecla de que o concurso seria lançado e as obras iniciar-se-iam em Janeiro de 2007;
2. Na primeira reunião elaborámos uma minuta de acta, onde tudo estava referido, e ele concordou;
3. O concurso foi lançado e a obra adjudicada, mas não foi iniciada em 2007 por constatarem não ter havido cabimentação orçamental para este ano. Esta informação obtivemo-la em Abril e, de imediato, escrevemos à Ministra da Educação. De quem nunca obtivemos resposta;
4. No final do ano lectivo anterior decidimos internamente que, sobre o refeitório, avançaríamos para ASAE. Mas entendi esperar até ao inicio deste ano lectivo por dois motivos: aguardar pelo desenvolvimento das eleições do Agrupamento Vertical e verificar o que se perspectivava em relação ao Orçamento de 2008;
5. Cumpridos aqueles prazos e visto que na proposta de Orçamento de Estado para 2008, ao que sei, nada consta, comuniquei ao Conselho Executivo que iríamos enviar a carta à ASAE, salvaguardando sempre a posição deles enquanto funcionários do Ministério da Educação;
6 Quando se aperceberam de que estávamos decididos, ainda tentaram convencer-nos a adiar a decisão porque encontrariam uma alternativa que seria a de pedir ajuda aos pais e de remendar as situações mais problemáticas;
7. Não aceitei parar o processo por dois motivos: o que há a fazer é uma obra fundamental e não se compadece com remendos e, além disso, não tolero que se adjudique uma obra e não se execute por falta de cabimentação;
8. Por fim, acho que a DREL tem conhecimento que, mais dia, menos dia, estas responsabilidade transitam para as autarquias e a Escola fica mais adiada.
"Somos uma APEE que tem vindo, há longo tempo, a pugnar pela melhoria da qualidade dos serviços nos estabelecimentos de ensino, nomeadamente no âmbito alimentar.
"Temos procurado intervir junto dos órgãos próprios, sejam eles internos da Escola ou que tenham a tutela daquela.
"É do conhecimento geral que a situação do refeitório da Escola Básica 2/3 El-Rei D. Manuel I carece de uma enorme intervenção.
"Não pretendemos nesta carta enunciar as situações existentes. Apenas e tão só apelamos a V. Ex.ª para que dê orientações no sentido de que uma equipa proceda a uma inspecção e possa extrair as conclusões.
"Julgamos ter esgotado todas as restantes alternativas para resolver a situação e, como tal, resta-nos aguardar pela vossa intervenção".
O presidente da Direcção da APEE do mesmo estabelecimento de ensino forneceu-me ainda a seguinte explicação complementar, resumindo o desenrolar do processo desde o início:
1. Em Março de 2006 tivemos uma reunião com o Director da DREL e uma outra, já na Escola, na presença do Conselho Executivo e de um vereador da câmara de Alcochete. Em ambas e entre vários assuntos, o Director assumiu o compromisso da realização de obras no refeitório, forçando a tecla de que o concurso seria lançado e as obras iniciar-se-iam em Janeiro de 2007;
2. Na primeira reunião elaborámos uma minuta de acta, onde tudo estava referido, e ele concordou;
3. O concurso foi lançado e a obra adjudicada, mas não foi iniciada em 2007 por constatarem não ter havido cabimentação orçamental para este ano. Esta informação obtivemo-la em Abril e, de imediato, escrevemos à Ministra da Educação. De quem nunca obtivemos resposta;
4. No final do ano lectivo anterior decidimos internamente que, sobre o refeitório, avançaríamos para ASAE. Mas entendi esperar até ao inicio deste ano lectivo por dois motivos: aguardar pelo desenvolvimento das eleições do Agrupamento Vertical e verificar o que se perspectivava em relação ao Orçamento de 2008;
5. Cumpridos aqueles prazos e visto que na proposta de Orçamento de Estado para 2008, ao que sei, nada consta, comuniquei ao Conselho Executivo que iríamos enviar a carta à ASAE, salvaguardando sempre a posição deles enquanto funcionários do Ministério da Educação;
6 Quando se aperceberam de que estávamos decididos, ainda tentaram convencer-nos a adiar a decisão porque encontrariam uma alternativa que seria a de pedir ajuda aos pais e de remendar as situações mais problemáticas;
7. Não aceitei parar o processo por dois motivos: o que há a fazer é uma obra fundamental e não se compadece com remendos e, além disso, não tolero que se adjudique uma obra e não se execute por falta de cabimentação;
8. Por fim, acho que a DREL tem conhecimento que, mais dia, menos dia, estas responsabilidade transitam para as autarquias e a Escola fica mais adiada.
15 setembro 2007
Conselhos úteis
Após mais de um milhar de quilómetros percorridos no país real, tenho três conselhos ou sugestões a apresentar:
1 - Vá para fora cá dentro e repare como a maioria das autarquias cuida bem de jardins, rotundas, canteiros e espaços verdes em geral. Seguidamente, desloque-se aos Paços de Concelho de Alcochete e comprove que os "nossos" autarcas nem se envergonham com o estado lastimável de canteiros situados a 25 metros da porta principal;
2 - Repare que na maioria das vilas e aldeias quase todos os edifícios dos centros históricos estão limpos e apresentáveis. No entanto, raros são os edifícios dos centros históricos de Alcochete e Samouco com conservação e manutenção em cada oito anos, prazo legalmente previsto para o efeito;
3 - Pense em mandar passear bem longe da nossa autarquia quem permitiu que as coisas chegassem a este estado lastimável. Ajude a descobrir quem seja capaz de fazer melhor.
1 - Vá para fora cá dentro e repare como a maioria das autarquias cuida bem de jardins, rotundas, canteiros e espaços verdes em geral. Seguidamente, desloque-se aos Paços de Concelho de Alcochete e comprove que os "nossos" autarcas nem se envergonham com o estado lastimável de canteiros situados a 25 metros da porta principal;
2 - Repare que na maioria das vilas e aldeias quase todos os edifícios dos centros históricos estão limpos e apresentáveis. No entanto, raros são os edifícios dos centros históricos de Alcochete e Samouco com conservação e manutenção em cada oito anos, prazo legalmente previsto para o efeito;
3 - Pense em mandar passear bem longe da nossa autarquia quem permitiu que as coisas chegassem a este estado lastimável. Ajude a descobrir quem seja capaz de fazer melhor.
14 setembro 2007
Bronco (2)
Senhor gestor das trevas é estratega...
Ele vai colocar-se no terreiro,
Vê-se pouco, mas traz tamborileiro
P'ra acompanhar a verborreia cega.
Usa fato, gravata e sisudez,
Verniz que o levará a presidente
De câmara, desejo tão premente,
Pese embora seu ar de estupidez.
A faladura perde consistência
Por de lógica ser tão desprovida...
Mas isso considera minudência
Que conta não pesar para a corrida
Onde um fato garante competência
A bronco de cabeça pervertida.
João Marafuga in Alcoxetânia, 2004
Ele vai colocar-se no terreiro,
Vê-se pouco, mas traz tamborileiro
P'ra acompanhar a verborreia cega.
Usa fato, gravata e sisudez,
Verniz que o levará a presidente
De câmara, desejo tão premente,
Pese embora seu ar de estupidez.
A faladura perde consistência
Por de lógica ser tão desprovida...
Mas isso considera minudência
Que conta não pesar para a corrida
Onde um fato garante competência
A bronco de cabeça pervertida.
João Marafuga in Alcoxetânia, 2004
13 setembro 2007
Bronco (1)
O bronco aposta na mentira chã
Por ser a velharia o seu terreiro.
Do novo nada sabe o vil matreiro,
Prisioneiro de ideia peca e vã.
Entre o bronco e a mentira tudo bem.
Dinheiro sob a mesa à preferência...
Fica sempre tranquila a consciência,
Sabido já que bronco não a tem.
Eu tinha solução p'ra tipo bronco
Que seria arrancar-lhe o chão dos pés
Sem mais juízo de valor e pronto.
Eu fá-lo-ia andar de lés-a-lés
A fugir de cratera, lava e estrondo
Qual carneiro perdido sempre aos més.
João Marafuga in Alcoxetânia, 2004
Por ser a velharia o seu terreiro.
Do novo nada sabe o vil matreiro,
Prisioneiro de ideia peca e vã.
Entre o bronco e a mentira tudo bem.
Dinheiro sob a mesa à preferência...
Fica sempre tranquila a consciência,
Sabido já que bronco não a tem.
Eu tinha solução p'ra tipo bronco
Que seria arrancar-lhe o chão dos pés
Sem mais juízo de valor e pronto.
Eu fá-lo-ia andar de lés-a-lés
A fugir de cratera, lava e estrondo
Qual carneiro perdido sempre aos més.
João Marafuga in Alcoxetânia, 2004
12 setembro 2007
Listas às autárquicas em Alcochete e famílias
Um facto que se topa sem dificuldade, com destaque para as listas comunistas e socialistas locais às eleições autárquicas, circunscreve-se à entrada de famílias inteiras no painel de candidatos ao sufrágio popular.
Esta inclusão, nas listas, de pai, filha, tio, sobrinhos, primos, etc., funciona às mil maravilhas para o arrebanhamento de votos porque Alcochete é um entrelaçado de algumas famílias, cada uma muito numerosa.
Por exemplo, no meu caso pessoal, só o meu pai é de Alcochete, mas mesmo assim acho que tenho, pelo menos, um parente em cada rua da vila. Na estrada onde moro, se não erro, conto seis primos em 2º e 3º grau. Se escolhêssemos uma figura pública local, qual fosse o anterior presidente da Câmara, então teria a dizer que o sr. Inocêncio é primo dos meus primos porque os pais destes são nossos tios.
Em conclusão, a escolha estratégica de uma família e inclusão da mesma numa lista a sufrágio para os órgãos autárquicos em Alcochete toca, por parentesco ou afinidades, nos sentimentos de uma fatia considerável dos eleitores.
Eis por que todas as pessoas legitimamente interessadas na dádiva de um serviço público aos órgãos autárquicos do Concelho de Acochete devem reflectir em todas as chamadas de atenção feitas por mim nestes últimos textos.
Esta inclusão, nas listas, de pai, filha, tio, sobrinhos, primos, etc., funciona às mil maravilhas para o arrebanhamento de votos porque Alcochete é um entrelaçado de algumas famílias, cada uma muito numerosa.
Por exemplo, no meu caso pessoal, só o meu pai é de Alcochete, mas mesmo assim acho que tenho, pelo menos, um parente em cada rua da vila. Na estrada onde moro, se não erro, conto seis primos em 2º e 3º grau. Se escolhêssemos uma figura pública local, qual fosse o anterior presidente da Câmara, então teria a dizer que o sr. Inocêncio é primo dos meus primos porque os pais destes são nossos tios.
Em conclusão, a escolha estratégica de uma família e inclusão da mesma numa lista a sufrágio para os órgãos autárquicos em Alcochete toca, por parentesco ou afinidades, nos sentimentos de uma fatia considerável dos eleitores.
Eis por que todas as pessoas legitimamente interessadas na dádiva de um serviço público aos órgãos autárquicos do Concelho de Acochete devem reflectir em todas as chamadas de atenção feitas por mim nestes últimos textos.
VIL TRISTEZA
Não vales nada, temes a mudança,
Manténs o competente subjugado
Por medo de qualquer inesperado
Acto de alguém que traga outra pujança,
Sacuda tal poleiro carcomido
Tempo há de parasita pestilento,
Deixe à tona o processo fraudulento,
Teu esquema na verdade envelhecido.
Fico farto de tanta safadeza,
Assistindo impotente à derrocada
De Portugal que vive a vil tristeza.
P'lo comedor eu passarei um dia,
Fitá-lo-ei calado sem palavra
E repare que a manha dele eu via.
João Marafuga in Alcoxetânia, 2004
Manténs o competente subjugado
Por medo de qualquer inesperado
Acto de alguém que traga outra pujança,
Sacuda tal poleiro carcomido
Tempo há de parasita pestilento,
Deixe à tona o processo fraudulento,
Teu esquema na verdade envelhecido.
Fico farto de tanta safadeza,
Assistindo impotente à derrocada
De Portugal que vive a vil tristeza.
P'lo comedor eu passarei um dia,
Fitá-lo-ei calado sem palavra
E repare que a manha dele eu via.
João Marafuga in Alcoxetânia, 2004
11 setembro 2007
O GOSMA
Avança o gosma feito lince à espreita,
Matreiro a controlar o movimento,
Não surja tresmalhado impedimento
À trama desta vez quiçá perfeita.
Há-de ser presidente ou segundo homem,
Para si uma ou outra coisa vale.
Ao ignaro por tolo não o tomem,
Ganhar reforma nédia o grande ideal.
Digam que apenas tem a quarta classe
Que contra dizem ser trabalhador
Sem existir à frente quem lhe passe.
O gosma rejubila com fervor
Sem ver contradição que o embarace,
Gerindo a estupidez a seu favor.
João Marafuga in Alcoxetânia, 2004
Matreiro a controlar o movimento,
Não surja tresmalhado impedimento
À trama desta vez quiçá perfeita.
Há-de ser presidente ou segundo homem,
Para si uma ou outra coisa vale.
Ao ignaro por tolo não o tomem,
Ganhar reforma nédia o grande ideal.
Digam que apenas tem a quarta classe
Que contra dizem ser trabalhador
Sem existir à frente quem lhe passe.
O gosma rejubila com fervor
Sem ver contradição que o embarace,
Gerindo a estupidez a seu favor.
João Marafuga in Alcoxetânia, 2004
10 setembro 2007
Ordenamento do Tejo em discussão pública
Chamo a atenção dos interessados para o conteúdo desta notícia.
No último parágrafo é notório o desejo de que poucos participem nas sessões de esclarecimento da proposta do novo plano de ordenamento e gestão da Reserva Natural do Estuário do Tejo.
A única sessão pública prevista para Alcochete realizar-se-á na próxima quinta-feira, pelas 10 horas.
Como é bom de ver, a maioria da população activa faltará nesse dia ao trabalho para ser esclarecida...
Ninguém pressiona estes senhores para demonstrarem maior respeito pelas pessoas?
Acabo de tentar aceder ao sítio na Internet do Instituto de Conservação da Natureza, o que foi impossível por estar bloqueado devido a excesso de tráfego.
Prometo voltar ao assunto quando regressar à base.
No último parágrafo é notório o desejo de que poucos participem nas sessões de esclarecimento da proposta do novo plano de ordenamento e gestão da Reserva Natural do Estuário do Tejo.
A única sessão pública prevista para Alcochete realizar-se-á na próxima quinta-feira, pelas 10 horas.
Como é bom de ver, a maioria da população activa faltará nesse dia ao trabalho para ser esclarecida...
Ninguém pressiona estes senhores para demonstrarem maior respeito pelas pessoas?
Acabo de tentar aceder ao sítio na Internet do Instituto de Conservação da Natureza, o que foi impossível por estar bloqueado devido a excesso de tráfego.
Prometo voltar ao assunto quando regressar à base.
Aberrações de comunistas e socialistas locais
Em tempos idos, quando falava com alguns comunistas sobre o baixo grau académico dos autarcas desta terra de Alcochete, a resposta invariavelmente dada era que esses autarcas eram grandes trabalhadores.
Assim sendo, ficava com a impressão de que, para os comunistas, ser grande trabalhador era condição quantum satis para ser autarca.
Pobres de centenas e centenas de milhares de grandes trabalhadores portugueses com razão de sobra para se sentirem ofendidos por nunca terem participado na gestão autárquica.
O outro aspecto abjecto da mentalidade de comunistas e socialistas locais é o seguinte: determinado munícipe, competente, no exercício de profissão reconhecida publicamente, disponível para um serviço público, é muitas vezes preterido das listas a favor de um desempregado compincha. A justificação é que o primeiro não tem problemas de maior na vida; o segundo não tem o ordenado ao fim do mês. Mas eu pergunto: os interesses das populações podem estar sujeitos a esta lógica miserável?
Depois do que acabo de escrever, será que alguém, sobre o pedestal da falsa superioridade, venha aqui declarar que estas gravíssimas aberrações não tenham comentários?
Assim sendo, ficava com a impressão de que, para os comunistas, ser grande trabalhador era condição quantum satis para ser autarca.
Pobres de centenas e centenas de milhares de grandes trabalhadores portugueses com razão de sobra para se sentirem ofendidos por nunca terem participado na gestão autárquica.
O outro aspecto abjecto da mentalidade de comunistas e socialistas locais é o seguinte: determinado munícipe, competente, no exercício de profissão reconhecida publicamente, disponível para um serviço público, é muitas vezes preterido das listas a favor de um desempregado compincha. A justificação é que o primeiro não tem problemas de maior na vida; o segundo não tem o ordenado ao fim do mês. Mas eu pergunto: os interesses das populações podem estar sujeitos a esta lógica miserável?
Depois do que acabo de escrever, será que alguém, sobre o pedestal da falsa superioridade, venha aqui declarar que estas gravíssimas aberrações não tenham comentários?
08 setembro 2007
Paz na cultura e recreio
Para haver entendimento, paz e cooperação entre colectividades afins e vizinhas, dentro do concelho de Alcochete e com as dos municípios adjacentes, vislumbro algumas hipóteses de solução.
Estas propostas podem e devem ser melhoradas com a participação de autores e leitores deste blogue:
Dentro de Alcochete
1. As colectividades de cultura e recreio subsidiadas pelo município terão de actuar, em espaço público aberto, pelo menos nas festas anuais das três freguesias do concelho. As actuações partirão de um convite formal da organização ou colectividade anfitriã, de que deve ser dado conhecimento ao município, cujos serviços prestarão apoio privilegiado;
2. O Município de Alcochete cooperará, generosamente, em qualquer outra iniciativa conjunta, nacional ou internacional, organizada por colectividades afins de cultura e recreio de mais de uma freguesia local, susceptível de contribuir para a valorização, coesão e engrandecimento das colectividades ou captar ampla participação popular em espaços públicos abertos;
3. O Município de Alcochete subsidiará, generosamente, deslocações e actuações nacionais e internacionais de colectividades locais de cultura e recreio, desde que as mesmas tenham carácter representativo formal do concelho, da região ou do país;
4. Para lá do acima indicado, as colectividades afins de cultura e recreio receberão do município um subsídio anual idêntico;
5. As colectividades de cultura e recreio subsidiadas pelo Município de Alcochete terão de incluir, permanentemente, no braço direito dos respectivos fardamentos ou indumentárias, um brasão bordado do concelho fornecido pelo município;
6. Quando haja corte de relações entre duas colectividades do concelho, o Município de Alcochete suspenderá todos os apoios a ambas até que ocorra reatamento formal em cerimónia pública aberta.
Com os municípios adjacentes
1. Os edis de Alcochete comprometem-se a tentar estabelecer acordos com homónimos de municípios adjacentes, de modo a que colectividades afins de cultura e recreio actuem, em espaços públicos abertos, pelo menos nas festas anuais com maior participação popular nos municípios aderentes. As actuações partirão de um convite formal da organização ou colectividade anfitriã, de que deve ser dado conhecimento aos respectivos municípios, cujos serviços prestarão apoio privilegiado;
2. Os municípios cooperarão, generosamente, em qualquer outra iniciativa conjunta, nacional ou internacional, organizada por colectividades afins de cultura e recreio de mais de um concelho aderente, realizada em espaços públicos abertos e susceptível de captar ampla participação popular;
3. Os municípios subsidiarão, generosamente, deslocações e actuações nacionais e internacionais de colectividades afins de cultura e recreio das respectivas áreas administrativas, desde que participem duas colectividades de mais de um concelho aderente e ela assuma carácter representativo formal da região ou do país;
4. Os municípios aderentes cooperarão, generosamente, em iniciativas susceptíveis de contribuir para a valorização, coesão e engrandecimento de colectividades de mais de um concelho;
5. Quando haja corte de relações entre duas colectividades dos municípios aderentes, estes suspenderão qualquer cooperação com as mesmas até que haja reatamento de relações em cerimónia pública aberta.
Propositadamente, deixei de fora o caso especial de Ayamonte (sul de Espanha, frente a Vila Real de Santo António). Há muitos anos que passo férias na região e considero digna de realce – embora quase ignorada localmente – a participação regular de bandas de Alcochete e de Montijo nas festas em honra da Senhora das Angústias, realizadas no início de Setembro.
No entanto, não me recordo de alguma vez ter sabido de concertos ou actuações, em Alcochete ou Montijo, realizados por bandas ou grupos daquela cidade espanhola.
Nada que me pareça insusceptível de resolução através de acordo trilateral. Caso os presidentes de câmara de Alcochete e de Montijo e o alcaide de Ayamonte não se conheçam, há por aí quem seja capaz de os pôr em contacto. Até eu, se for necessário.
O que considero absurdo é alcochetanos e montijenses, em geral, ignorarem que, há muitos anos, durante uma semana, algumas das suas bandas têm papel destacado em festas populares realizadas em Ayamonte.
Tal como me parece inaceitável que não tenhamos a oportunidade de, com a mesma regularidade, retribuir esse acolhimento a colectividades de cultura e recreio de Ayamonte.
P.S. – Porque não desejo nem devo contribuir para acirrar os ânimos entre colectividades, sejam ou não alcochetanas, doravante não validarei qualquer comentário susceptível de agravar um problema que me parece injustificado e inadmissível.
Pelo contrário, acolherei de bom grado e darei destaque a quaisquer contribuições para a pacificação e entendimento geral, mesmo que anónimas.
Estas propostas podem e devem ser melhoradas com a participação de autores e leitores deste blogue:
Dentro de Alcochete
1. As colectividades de cultura e recreio subsidiadas pelo município terão de actuar, em espaço público aberto, pelo menos nas festas anuais das três freguesias do concelho. As actuações partirão de um convite formal da organização ou colectividade anfitriã, de que deve ser dado conhecimento ao município, cujos serviços prestarão apoio privilegiado;
2. O Município de Alcochete cooperará, generosamente, em qualquer outra iniciativa conjunta, nacional ou internacional, organizada por colectividades afins de cultura e recreio de mais de uma freguesia local, susceptível de contribuir para a valorização, coesão e engrandecimento das colectividades ou captar ampla participação popular em espaços públicos abertos;
3. O Município de Alcochete subsidiará, generosamente, deslocações e actuações nacionais e internacionais de colectividades locais de cultura e recreio, desde que as mesmas tenham carácter representativo formal do concelho, da região ou do país;
4. Para lá do acima indicado, as colectividades afins de cultura e recreio receberão do município um subsídio anual idêntico;
5. As colectividades de cultura e recreio subsidiadas pelo Município de Alcochete terão de incluir, permanentemente, no braço direito dos respectivos fardamentos ou indumentárias, um brasão bordado do concelho fornecido pelo município;
6. Quando haja corte de relações entre duas colectividades do concelho, o Município de Alcochete suspenderá todos os apoios a ambas até que ocorra reatamento formal em cerimónia pública aberta.
Com os municípios adjacentes
1. Os edis de Alcochete comprometem-se a tentar estabelecer acordos com homónimos de municípios adjacentes, de modo a que colectividades afins de cultura e recreio actuem, em espaços públicos abertos, pelo menos nas festas anuais com maior participação popular nos municípios aderentes. As actuações partirão de um convite formal da organização ou colectividade anfitriã, de que deve ser dado conhecimento aos respectivos municípios, cujos serviços prestarão apoio privilegiado;
2. Os municípios cooperarão, generosamente, em qualquer outra iniciativa conjunta, nacional ou internacional, organizada por colectividades afins de cultura e recreio de mais de um concelho aderente, realizada em espaços públicos abertos e susceptível de captar ampla participação popular;
3. Os municípios subsidiarão, generosamente, deslocações e actuações nacionais e internacionais de colectividades afins de cultura e recreio das respectivas áreas administrativas, desde que participem duas colectividades de mais de um concelho aderente e ela assuma carácter representativo formal da região ou do país;
4. Os municípios aderentes cooperarão, generosamente, em iniciativas susceptíveis de contribuir para a valorização, coesão e engrandecimento de colectividades de mais de um concelho;
5. Quando haja corte de relações entre duas colectividades dos municípios aderentes, estes suspenderão qualquer cooperação com as mesmas até que haja reatamento de relações em cerimónia pública aberta.
Propositadamente, deixei de fora o caso especial de Ayamonte (sul de Espanha, frente a Vila Real de Santo António). Há muitos anos que passo férias na região e considero digna de realce – embora quase ignorada localmente – a participação regular de bandas de Alcochete e de Montijo nas festas em honra da Senhora das Angústias, realizadas no início de Setembro.
No entanto, não me recordo de alguma vez ter sabido de concertos ou actuações, em Alcochete ou Montijo, realizados por bandas ou grupos daquela cidade espanhola.
Nada que me pareça insusceptível de resolução através de acordo trilateral. Caso os presidentes de câmara de Alcochete e de Montijo e o alcaide de Ayamonte não se conheçam, há por aí quem seja capaz de os pôr em contacto. Até eu, se for necessário.
O que considero absurdo é alcochetanos e montijenses, em geral, ignorarem que, há muitos anos, durante uma semana, algumas das suas bandas têm papel destacado em festas populares realizadas em Ayamonte.
Tal como me parece inaceitável que não tenhamos a oportunidade de, com a mesma regularidade, retribuir esse acolhimento a colectividades de cultura e recreio de Ayamonte.
P.S. – Porque não desejo nem devo contribuir para acirrar os ânimos entre colectividades, sejam ou não alcochetanas, doravante não validarei qualquer comentário susceptível de agravar um problema que me parece injustificado e inadmissível.
Pelo contrário, acolherei de bom grado e darei destaque a quaisquer contribuições para a pacificação e entendimento geral, mesmo que anónimas.
06 setembro 2007
O munícipe Marafuga e os autarcas
O problema entre mim e os autarcas de Alcochete repousa centralmente no facto de eu nunca considerar digno do poder nenhum homem que passou pela Câmara desde o 25 de Abril.
Inicialmente, ilibava os partidos políticos e pretendia ver a causa de tal facto no aventureirismo desprezível de homens que, não obstante todas as insuficiências, conseguiam obter a confiança do eleitorado para, através de cargos públicos, resolverem problemas da vida privada.
De alguns anitos a esta parte mudei a minha análise sobre estas coisas, apontando o dedo em riste aos partidos pelo aproveitamento de caciques abjectos para ganhos eleitorais.
Em Alcochete, ao longo dos mais de trinta anos de poder local, se se via que este e aquele borra-botas poderiam arrebanhar fatias consideráveis do eleitorado, era exactamente esses que as direcções locais dos partidos comunista e socialista escolhiam para encabeçar a Câmara, a Assembleia Municipal e as Juntas de Freguesia das respectivas listas.
O facto de eu reconhecer que os partidos são pilares importantes do Estado de direito não invalida de os responsabilizar por muitas vezes atropelarem por completo princípios e valores a favor de resultados coxos.
Evidentemente que as populações são as vítimas indefesas de todo este processo odioso sem qualquer racionalidade que denuncio pela milésima vez.
Eis por que eu nunca tive respeito por qualquer homem que passou pela Câmara de Alcochete nas últimas três décadas.
Inicialmente, ilibava os partidos políticos e pretendia ver a causa de tal facto no aventureirismo desprezível de homens que, não obstante todas as insuficiências, conseguiam obter a confiança do eleitorado para, através de cargos públicos, resolverem problemas da vida privada.
De alguns anitos a esta parte mudei a minha análise sobre estas coisas, apontando o dedo em riste aos partidos pelo aproveitamento de caciques abjectos para ganhos eleitorais.
Em Alcochete, ao longo dos mais de trinta anos de poder local, se se via que este e aquele borra-botas poderiam arrebanhar fatias consideráveis do eleitorado, era exactamente esses que as direcções locais dos partidos comunista e socialista escolhiam para encabeçar a Câmara, a Assembleia Municipal e as Juntas de Freguesia das respectivas listas.
O facto de eu reconhecer que os partidos são pilares importantes do Estado de direito não invalida de os responsabilizar por muitas vezes atropelarem por completo princípios e valores a favor de resultados coxos.
Evidentemente que as populações são as vítimas indefesas de todo este processo odioso sem qualquer racionalidade que denuncio pela milésima vez.
Eis por que eu nunca tive respeito por qualquer homem que passou pela Câmara de Alcochete nas últimas três décadas.
05 setembro 2007
Alguém sabe responder?
Alguém sabe dizer-me o ano em que, pela última vez, a banda da Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense deu um concerto em espaço público aberto de Alcochete?
Alguém sabe dizer-me o ano em que, pela última vez, a banda da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 deu um concerto em espaço público aberto de Samouco?
Alguém sabe dizer-me em que ano o Rancho Folclórico Os Camponenses de São Francisco actuou no Passil? E na Fonte da Senhora?
Alguém sabe dizer-me em que ano o Rancho Folclórico de Danças e Cantares do Passil actuou na Fonte da Senhora? E em São Francisco?
Alguém sabe dizer-me o ano em que, pela última vez, a banda da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 deu um concerto em espaço público aberto de Samouco?
Alguém sabe dizer-me em que ano o Rancho Folclórico Os Camponenses de São Francisco actuou no Passil? E na Fonte da Senhora?
Alguém sabe dizer-me em que ano o Rancho Folclórico de Danças e Cantares do Passil actuou na Fonte da Senhora? E em São Francisco?
04 setembro 2007
Incúria e omissão são sintomas de incompetência
A foto retrata a situação precária em que se encontra o muro da Casa do Povo de Alcochete e que se vem agravando há muitos e muitos meses.
Para além das viaturas ali parqueadas, o local em causa é um ponto de passagem obrigatório para os moradores da actual Praceta Constantino Pinto Rodrigues, sendo muito frequente ali estarem crianças a brincar, já para não falar dos muitos jovens e utentes que frequentam actividades diversas na Casa do Povo e que normalmente utilizam os espaços verdes envolventes .
Por ali passam diariamente viaturas e funcionários da Câmara Municipal de Alcochete, para além do pessoal responsável pela limpeza urbana, que quando ali está em serviço também corre o risco de levar com o muro em cima. É impossível não repararem no estado em que está o muro.
Contudo, ninguém parece dar importância ao problema até ao dia em que o muro cair e alguém se magoar seriamente, o que faço votos nunca venha a acontecer. Provavelmente, se tal acontecer, não me surpreenderia ver a Câmara de Alcochete agir como a Câmara do Seixal, que como todos sabem, ainda contesta judicialmente a sua responsabilidade pela morte de uma criança, que há oito anos atrás caiu num tampo de esgoto deixado a descoberto.
Para mim, incúria e omissão são sintomas de desleixo e INCOMPETÊNCIA.
A propósito das cauções da água
A problemática das cauções da água sempre tão bem esclarecida aqui pelo nosso companheiro de blog Fonseca Bastos arranca de mim uma pequena reflexão sobre a transparência do executivo camarário desta terra de Alcochete.
Se olharmos para a revisteca da Câmara e mais desdobráveis que chegam às mãos dos munícipes, confrontamo-nos com a transparência da Câmara ou com propaganda rasteira que outra coisa não é do que vaidade, quero dizer, a necessidade primária que algumas pessoas têm de colocar em máxima evidência a própria imagem?
E a deslocação das reuniões da Câmara por esse Concelho fora veio alterar substancialmente um modo de fazer política que mais pertence a salas de museu retrógrado?
Estas práticas antidemocráticas com reflexos em todos os procedimentos dos autarcas comunistas quais sejam as cauções da água, violam um dos princípios fundamentais do Estado de direito, a visibilidade do poder.
Se olharmos para a revisteca da Câmara e mais desdobráveis que chegam às mãos dos munícipes, confrontamo-nos com a transparência da Câmara ou com propaganda rasteira que outra coisa não é do que vaidade, quero dizer, a necessidade primária que algumas pessoas têm de colocar em máxima evidência a própria imagem?
E a deslocação das reuniões da Câmara por esse Concelho fora veio alterar substancialmente um modo de fazer política que mais pertence a salas de museu retrógrado?
Estas práticas antidemocráticas com reflexos em todos os procedimentos dos autarcas comunistas quais sejam as cauções da água, violam um dos princípios fundamentais do Estado de direito, a visibilidade do poder.
Falta de Visão , esquecimento ou algo mais...
A primeira situação ilustrada neste «post» já foi abordada neste Blogue. O que ressalta à evidência é a deficiente planificação das obras realizadas na zona da Avenida 5 de Outubro/Largo Almirante Gago Coutinho. Chamo a particular atenção do leitor para o cruzamento da Rua Constantino Pinto Rodrigues/Rua Chão do Conde (quem passa à frente da Clinica D.Manuel) com a Av. 5 de Outubro.
Como faço esse percurso diariamente tenho assistido já a situações de desastre iminente. A perigosidade desse cruzamento resulta antes de mais da falta de visibilidade provocada pela escolha do local de colocação da paragem das camionetas e da forma como foi planificado o estacionamento das viaturas, facto bem visível na foto.
A foto foi tirada dentro do automóvel no momento em que me preparava para entrar na Av. 05 de Outubro. A colocação daquela paragem e as viaturas ali estacionadas impedem que os condutores que entram na Av. 05 de Outubro consigam verificar se vêm outras viaturas a subir aquela avenida.
A única forma de o conseguir é ir arriscando, avançando lentamente até ao ponto em que se consiga vislumbrar alguma coisa. Como a maior parte das vezes as viaturas que vêm a subir a avenida vêm já em plena aceleração e com alguma velocidade, as situações de desastre iminente têm acontecido com frequência. A situação em causa agrava-se substancialmente quando há viaturas parqueadas em cima do passeio junto à paragem das camionetas, o que, infelizmente acontece algumas vezes. A única solução passaria pela deslocação da paragem para o lado oposto ou mais acima na avenida. A colocação de bandas sonoras naquela zona afigurar-se-ia igualmente benéfica para evitar os verdadeiros excessos que se cometem nessa recta.
Este é na minha opinião um caso de evidente falta de rigor e de visão na execução de uma obra por parte da Câmara Municipal. No dia em que ali acontecer um acidente com gravidade, a culpa certamente que morrerá solteira...
03 setembro 2007
O futuro campo sintético do Alcochetense
Em Fevereiro de 2006 , antevendo a minha saída do GDA , entreguei ao clube ( na altura a viver uma fase de indefinição no que respeita à eleição de uma nova direcção) um documento intitulado «DA QUALIDADE NA FORMAÇÃO À QUANTIDADE NA COMPETIÇÃO».
Fi-lo , porque entendi dever deixar ao clube um legado de uma experiência de 4 anos ao serviço do GDA , legado que ultrapassou o plano dos resultados desportivos, e aque assumiu assim a forma de um testemunho sobre a experiência vivida e, naturalmente, em função dessa experiência, uma proposta séria de reflexão sobre o futuro do clube.
O principal objectivo desse documento foi e citando a respectiva página 4 «... unir todos aqueles que nos últimos anos têm directa ou indirectamente intervido na vida do clube, bem como os respectivos sócios e simpatizantes em torno de um Projecto que permita, no plano do médio e longo prazo, através da valorização da FORMAÇÃO chegar à ALTA COMPETIÇÃO , QUE PERMITA , ATRAVÉS DA FORMAÇÃO , TRANSFORMAR O PERFIL DO CLUBE , DE UM CLUBE RECRUTADOR PARA UM CLUBE AUTOSUFICIENTE E FORNECEDOR , ISTO É , ATRAVÉS DE UM TRAJECTO SUSTENTADO QUE PERMITA COM O REFORÇO DA QUALIDADE NA FORMAÇÃO CHEGAR À QUANTIDADE NA COMPETIÇÃO SÉNIOR.»
Nesse trabalho preconizei uma maior qualificação material e humana do futebol juvenil do GDA , factor que permitirá a médio prazo colocar o clube no patamar da ALTA COMPETIÇÃO ao nível do futebol juvenil e por consequência, ao nível do futebol sénior.
Ou seja, e dito por outras palavras, quanto mais equipas e jogadores tivermos a disputar os patamares mais competitivos e exigentes do futebol juvenil, maior quantidade e qualidade de jogadores formados no clube poderão servi-lo quer no plano dos respectivos activos ou mais valias financeiras (leia-se cedência dos direitos desportivos a outros clubes com as respectivas contrapartidas financeiras - veja-se o caso de Nani que permitiu recentemente ao Real Massamá encaixar mais de um milhão de euros por compensações devidas pela sua transferência do Sporting para o Manchester United), quer no plano desportivo do futebol sénior.
Por outro lado, o trajecto proposto da qualidade na formação à quantidade na competição sénior, permitiria reforçar a mística do clube por força da maior ligação afectiva que esses jogadores inevitavelmente terão com o emblema do GDA por comparação a jogadores sistematicamente recrutados de fora do clube.
Nesse documento defendi portanto o reforço do investimento no futebol juvenil, com as enormes vantagens que tal proporcionará a médio/longo prazo ao clube . Deixei contudo claro que tal NÃO SIGNIFICA o fim do futebol sénior.
Poderá significar, ainda que transitoriamente, um ajustamento do investimento no futebol sénior por força de alguma repartição de receitas com o futebol juvenil, sem que tal signifique necessariamente um abaixamento do nível competitivo das equipas seniores, até porque o passado recente do clube ( na época passada contra todas as expectativas esteve quase a subir de divisão) encarregou-se de provar que o valor da equipa sénior não se mede em termos de orçamento, e que o volume de investimento não é sinónimo de sucesso garantido.
Trata-se de um risco que toda a comunidade de dirigentes, sócios e simpatizantes do clube deverá assumir, sempre na perspectiva de que o capital humano na forja dos escalões de formação poderá a médio prazo significar uma mais valia financeira e competitiva para o futebol sénior do clube.
Para tal , e como referi a páginas 25 e 26 desse documento , seria necessário «...que qualquer Direcção que ouse enveredar pela via sugerida, ou por outra similar, se deva legitimar previamente com a aprovação dessa opção estratégica em Assembleia Geral após um debate público sobre a mesma e depois de garantir a todos a possibilidade de conhecerem a analisarem o Projecto antes de o ratificarem através do voto.»
Quanto à implementação desse Projecto escrevi a páginas 29 e seguintes:
«Preferimos antes centrar a atenção em dois vectores nucleares ao sucesso de qualquer Projecto para o futebol Juvenil digno desse nome:
1º - A instalação de um campo sintético.
2º - Melhoria e reforço dos meios de transporte do Clube.
1º - O FACTOR PISO SINTÉTICO
A aquisição e instalação de um campo sintético deverá figurar entre os investimentos de máxima prioridade para o clube no curto/médio prazo.
A instalação de um piso dessa natureza, marcado para ali permitir a realização de jogos oficiais de futebol de onze e de sete aporta as seguintes mais valias para o clube e respectivo futebol juvenil:
- Desde logo aumento exponencial da capacidade de captação e recrutamento de jogadores ao nível de todos os escalões, mas sobretudo ao nível dos escalões de pré-escolas e escolas.
Efectivamente, está demonstrado, que a instalação de um piso sintético funciona só por si como um chamariz para muitos jovens e respectivos encarregados de educação, muitos dos quais acabam por evitar inscrever os seus filhos em clubes que não oferecem condições de trabalho adequadas. Será certamente significativo o número de pais que opta por não inscrever os seus filhos quando deparam com um pelado mal iluminado, cheio de lama e sem grandes condições para se desenvolver um trabalho com qualidade.
A instalação de um sintético poderá ser decisivo na criação de fontes de receitas autónomas para o futebol juvenil, na medida em que o piso sintético permitirá acolher um maior número de jogadores ao nível das etapas mais jovens da formação, permitindo criar condições para legitimar a cobrança de uma mensalidade fixa por cada miúdo que se inscrever no clube.
À semelhança do que acontece em clubes cuja realidade conhecemos como é o caso do Oeiras, Real Massamá, Benavente e mais recentemente o Cova da Piedade e a partir da próxima época o Moitense , logo que a instalação daquele piso no campo do Juncal esteja pronto, para além de uma jóia de entrada, cada miúdo paga uma mensalidade fixa pela frequência das escolas de futebol do clube. A cada jogador é distribuído um “kit” com um equipamento completo de jogo e treino que fica à guarda e responsabilidade dos respectivos encarregados de educação até ao final da época.
No caso do Real Massamá, o clube definiu protocolos com ATL e Escolas Particulares da zona, as quais, durante o dia, utilizam o campo do clube para actividades desportivas dos seus alunos e utentes contra o pagamento de uma mensalidade ao clube. No caso do Real Massamá, cerca de 1000 crianças frequentam semanalmente o campo do clube, numa iniciativa que para além de ser financeiramente compensadora, permite potenciar exponencialmente o esforço de captação e identificação de valores para o clube.
Outros casos há, como no Sintrense, em que se estabelecem protocolos com jogadores e treinadores de primeiro plano do futebol nacional para utilizarem o clube como Escola de Futebol. Tal facto permite atrair inúmeros jovens para as Escolas de Futebol do clube, o qual, para além das receitas adicionais, terá sempre direito de preferência na escolha dos melhores valores para progredirem no clube, ou direito a uma percentagem na compensação financeira em caso de saída para outros clubes.
Tal esforço de captação e recrutamento de valores tem também repercussão directa ao nível dos outros escalões numa perspectiva de captação, a qual poderá ser promovida no âmbito da actividade do Departamento de Captação cuja criação sustentámos.
Aconteceu-me diversas vezes não conseguir trazer para o GDA jogadores para a equipa de juniores porque preferiam trabalhar em clubes que oferecessem melhores condições de trabalho.
1º - A instalação de um campo sintético.
2º - Melhoria e reforço dos meios de transporte do Clube.
1º - O FACTOR PISO SINTÉTICO
A aquisição e instalação de um campo sintético deverá figurar entre os investimentos de máxima prioridade para o clube no curto/médio prazo.
A instalação de um piso dessa natureza, marcado para ali permitir a realização de jogos oficiais de futebol de onze e de sete aporta as seguintes mais valias para o clube e respectivo futebol juvenil:
- Desde logo aumento exponencial da capacidade de captação e recrutamento de jogadores ao nível de todos os escalões, mas sobretudo ao nível dos escalões de pré-escolas e escolas.
Efectivamente, está demonstrado, que a instalação de um piso sintético funciona só por si como um chamariz para muitos jovens e respectivos encarregados de educação, muitos dos quais acabam por evitar inscrever os seus filhos em clubes que não oferecem condições de trabalho adequadas. Será certamente significativo o número de pais que opta por não inscrever os seus filhos quando deparam com um pelado mal iluminado, cheio de lama e sem grandes condições para se desenvolver um trabalho com qualidade.
A instalação de um sintético poderá ser decisivo na criação de fontes de receitas autónomas para o futebol juvenil, na medida em que o piso sintético permitirá acolher um maior número de jogadores ao nível das etapas mais jovens da formação, permitindo criar condições para legitimar a cobrança de uma mensalidade fixa por cada miúdo que se inscrever no clube.
À semelhança do que acontece em clubes cuja realidade conhecemos como é o caso do Oeiras, Real Massamá, Benavente e mais recentemente o Cova da Piedade e a partir da próxima época o Moitense , logo que a instalação daquele piso no campo do Juncal esteja pronto, para além de uma jóia de entrada, cada miúdo paga uma mensalidade fixa pela frequência das escolas de futebol do clube. A cada jogador é distribuído um “kit” com um equipamento completo de jogo e treino que fica à guarda e responsabilidade dos respectivos encarregados de educação até ao final da época.
No caso do Real Massamá, o clube definiu protocolos com ATL e Escolas Particulares da zona, as quais, durante o dia, utilizam o campo do clube para actividades desportivas dos seus alunos e utentes contra o pagamento de uma mensalidade ao clube. No caso do Real Massamá, cerca de 1000 crianças frequentam semanalmente o campo do clube, numa iniciativa que para além de ser financeiramente compensadora, permite potenciar exponencialmente o esforço de captação e identificação de valores para o clube.
Outros casos há, como no Sintrense, em que se estabelecem protocolos com jogadores e treinadores de primeiro plano do futebol nacional para utilizarem o clube como Escola de Futebol. Tal facto permite atrair inúmeros jovens para as Escolas de Futebol do clube, o qual, para além das receitas adicionais, terá sempre direito de preferência na escolha dos melhores valores para progredirem no clube, ou direito a uma percentagem na compensação financeira em caso de saída para outros clubes.
Tal esforço de captação e recrutamento de valores tem também repercussão directa ao nível dos outros escalões numa perspectiva de captação, a qual poderá ser promovida no âmbito da actividade do Departamento de Captação cuja criação sustentámos.
Aconteceu-me diversas vezes não conseguir trazer para o GDA jogadores para a equipa de juniores porque preferiam trabalhar em clubes que oferecessem melhores condições de trabalho.
- Melhoria significativa das condições de trabalho. Para além do facto de ser inviável passar diariamente o pelado, o qual, durante a semana se encontra completamente irregular dificultando o desenvolvimento e o aperfeiçoamento do trabalho técnico individual de cada jogador e a execução de exercícios de conteúdo táctico, é do conhecimento geral que durante os períodos de chuva que coincidem com grande parte da época desportiva, o pelado se transforma num verdadeiro pântano prejudicando ou mesmo impedindo de todo a realização dos treinos, para além de, directa ou indirectamente, por em causa a integridade física dos jogadores.
- Melhoria da qualidade dos treinos. Como foi acima referido, todo o trabalho de âmbito técnico-táctico, no plano individual e colectivo beneficia naturalmente da qualidade do piso em que se desenvolve o treino e a competição, conseguindo-se assim maior eficácia no desenvolvimento e qualificação dos jogadores.
Um aspecto que entendo relevante e que entendo necessário ao máximo aproveitamento do relvado sintético em termos da sua influência directa no aumento exponencial da sua capacidade de mobilização e captação de jogadores tem naturalmente a ver com a sua LOCALIZAÇÃO.
Se atentarmos no caso do excepcional complexo desportivo de SAMORA CORREIA entendemos a razão desta preocupação.
Quando recentemente me desloquei a Samora Correia para ali disputar um jogo particular, os dirigentes daquele clube manifestaram-me algum desalento pelo facto do complexo desportivo ter sido instalado numa zona distante do centro urbano de Samora Correia, facto que explica a razão de muitos dos jovens da localidade e arredores optarem por se inscrever na A.R.E.P.A. – Porto Alto, clube igualmente proprietário de um sintético, cuja localização acaba por ser mais vantajosa para os próprios naturais de Samora Correia.
Como há muitos pais que não podem ou não têm condições de transportar os filhos até ao complexo desportivo de Samora Correia, que ainda dista 4-5 Km do centro daquela localidade, o clube local não conseguiu potenciar a sua capacidade de captação com a melhoria dos seus equipamentos desportivos.
No caso do GDA, é óbvio que a fraca qualidade dos equipamentos desportivos colocados à disposição dos atletas dos escalões jovens tem sido relativizada pela excepcional localização do campo pelado.
No caso do GDA, é óbvio que a fraca qualidade dos equipamentos desportivos colocados à disposição dos atletas dos escalões jovens tem sido relativizada pela excepcional localização do campo pelado.
Efectivamente o facto do campo se situar praticamente no centro da vila permite a muitos jovens deslocar-se a pé com facilidade até ao local do treino. Imaginemos então um cenário em que, para além das más condições de trabalho disponibilizadas ao futebol juvenil do clube, a respectiva localização impedia muitos dos miúdos de ali se deslocarem sem ser de carro ou transportes públicos. Nessa hipótese provavelmente que o clube nem teria jogadores suficientes para inscrever nos diversos escalões.
Ou seja, é FUNDAMENTAL que a Direcção tenha a noção que a LOCALIZAÇÃO privilegiada do velho “Foni” é, apesar das fracas condições que o mesmo oferece, um dos únicos e principais factores que ainda assim leva a que muitos jovens aceitem treinar nas condições em que treinam. Imaginemos então o que seria um sintético naquele local.
É pois imperioso que se evite a tentação da alienar aquele espaço para construir um campo de futebol num local ermo ou de acesso difícil sem recurso a automóvel e cuja localização não permita aos jovens residentes em Alcochete deslocar-se sem ser com a ajuda dos pais ou familiares. Como muitos estão ainda nos empregos ou a sair dos empregos à hora em que começam os treinos das camadas mais jovens, muitos não teriam a oportunidade de se sequer comparecer nos treinos.».
Ou seja, é FUNDAMENTAL que a Direcção tenha a noção que a LOCALIZAÇÃO privilegiada do velho “Foni” é, apesar das fracas condições que o mesmo oferece, um dos únicos e principais factores que ainda assim leva a que muitos jovens aceitem treinar nas condições em que treinam. Imaginemos então o que seria um sintético naquele local.
É pois imperioso que se evite a tentação da alienar aquele espaço para construir um campo de futebol num local ermo ou de acesso difícil sem recurso a automóvel e cuja localização não permita aos jovens residentes em Alcochete deslocar-se sem ser com a ajuda dos pais ou familiares. Como muitos estão ainda nos empregos ou a sair dos empregos à hora em que começam os treinos das camadas mais jovens, muitos não teriam a oportunidade de se sequer comparecer nos treinos.».
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Quem se der ao trabalho de ler este «post» , compreendará certamente a enorme alegria que eu sinto quando diáriamente passo junto ao velho «Foni» e constato a concretização de uma obra que reputo de nuclear ao futuro do clube. O sonho do sintético do Alcochetense é quase uma realidade.
O mérito é naturalmente inteirinho da actual direcção. Goste-se mais ou menos do perfil pessoal de alguns dos seus protagonistas , a verdade é que até à data e face ao que todos vemos , justifica plenamente o voto de confiança que eu e tantos outros os sócios lhes deram nas sucessivas Assembleia Gerais realizadas desde Maio 2006.
O dia da inauguração dos novos equipamentos desportivos do GDA marcará na minha opinião a página mais alta da história do clube desde a construção do estádio , sendo indubitavelmente um facto , que pela sua importância , se sobrepõe a todos os sucessos desportivos do nosso clube.
Esta Direcção ficará necessariamente na história do clube.
Viva o GDA
Luis Proença - sócio nº 854 do GDA
02 setembro 2007
Mais um autor neste blogue
Luís Proença aceitou o convite para se juntar ao grupo de autores deste blogue.
O nome é verdadeiro e na página do seu perfil escreveu o seguinte: "Jurista por formação, advogado por paixão, pensador por devoção, treinador por distracção".
Não preciso de acrescentar mais nada, excepto o seu nome na coluna da esquerda.
Seja bem-vindo!
Outros interessados poderão orientar-se acerca dos passos a seguir lendo este texto.
O nome é verdadeiro e na página do seu perfil escreveu o seguinte: "Jurista por formação, advogado por paixão, pensador por devoção, treinador por distracção".
Não preciso de acrescentar mais nada, excepto o seu nome na coluna da esquerda.
Seja bem-vindo!
Outros interessados poderão orientar-se acerca dos passos a seguir lendo este texto.
Informação e Participação Cívica
Num dos seus pertinentes comentários ao «post» aqui editado por J.Marafuga em 31.08 sob o título de «As Listas de Independentes às autarquias , FBastos estabelece uma interessante conexão entre Informação e Participação dos cidadãos nos processos de decisão. Citando as suas palavras «Precisamos, muitíssimo, de gente pro-activa na política, disposta a pugnar pelos verdadeiros interesses da comunidade, inquestionavelmente interessada em informar e esclarecer os cidadãos para os envolver nos principais processos de decisão.»
É por entender que é na relação entre Informação e Participação que reside um dos pontos criticos do tão proclamado desinteresse do cidadão comum na vida politica da sua comunidade e do seu país , que não resisti em escolher este tema como pontapé de saída na minha participação como interveniente neste Blogue.
Tido por muitos como a única causa da apatia cívica generalizada da qual os «fenómenos» da abstenção ou das candidaturas independentes se afiguram como consequências mais evidentes , o fraco desempenho dos agentes políticos , dos partidos e seus dirigentes ,e a crescente desconfiança dos cidadãos na sua idoneidade , encobre uma outra causa , que apesar de menos perceptível , não deixa de ser tão ou mais relevante no que concerne ao alheamento dos cidadãos em relação ao seu direito a participarem na vida democrática. E essa causa explica-se numa frase muita curta: É QUE INFORMAR-SE CANSA!
A maior parte das pessoas acredita piamente que podem informar-se confortavelmente instalados no seu sofá a olhar para o Telejornal da TV. Puro Engano!
Os telejornais são estruturados como ficção. Não são verdadeiramente editados para informar mas sim para entreter. Tudo o que se consegue retirar dos telejornais é uma sucessão de acontecimentos apoiados quase sempre em imagems impressivas , violentas e espactaculares. São sucessões rápidas de noticias breves e fragmentadas que acabam por contribuir por um lado para uma sobre-informação , mas por outro para uma desinformação , num efeito duplamente negativo (muitas noticias , mas demasiado pouco tempo dedicado a cada uma delas).
Por outro lado , face à crise da imprensa escrita , esta viu-se obrigada a optar por aquilo que se pode designar como um verdadeiro mimetismo televisivo , adoptando as caracteristicas dos media electrónicos , com as primeiras páginas concebidas como ecrás , artigos reduzidos , personalização excessiva de certos jornalistas , excesso de títulos agressivos , prática do esquecimento e amnésia generalizada em relação a questões que perderam actualidade mediática.
A informação hoje em dia deve ser fácil , rápida e divertida. Este simplismo dos media , imposto pela ditadura do marketing editorial herdado da publicidade e da procura excitada de um número crescente de leitores impede que se encontre na imprensa escrita , análises profundas e mais exigentes do que aquela apresentada pelo Telejornal.
Este contexto prejudica obviamente a actividade de nos informarmos , actividade que para além disso exige esforço e uma mobilização intelectual para a qual a maior parte dos cidadãos não apresenta disponibilidade volitiva, numa era em que o entretenimento e o consumo nos afastam desse tipo de investimento , e é óbvio que a Informação rigorosa não é uma das vertentes do entretenimento moderno.
Nos raros momentos em que os cidadãos se envolvem na vida politica , nas eleições ou nos referendos , são inevitavelmente confrontados com a crescente personalização da politica , em que um partido ou uma proposta são umbilicalmente associados a um rosto ou a um nome.
Nesse cenário , os agentes politicos são chamados aos estúdios onde são postos a falar. Contudo , ao invés do aprofundamento das suas ideias ou propostas , os cidadãos são conduzidos invariavelmente pelos comentadores para uma mero aprofundamento do perfil do candidato em que o veredicto final passa pela consideração do politico como «convincente ou não convincente» , acabando por não haver grandes diferenças entre um programa dito de política e um programa de grande audiência de Sábado à noite.
Informar-se sem esforço é pois uma ilusão que nos remete mais para a publicidade do que propriamente para a mobilização cívica. Informarmo-nos cansa , mas todos deviamos estar cientes que é à custa desse esforço que os cidadãos adquirem o direito a participar de uma forma fundamentada , inteligente e oportuna na vida cívica. Informarmo-nos é pois uma actividade decisiva para a democracia. Infelizmente a maioria de nós tem cada vez menos oportunidades e vontade de aprofundar os problemas que verdadeiramente nos dizem respeito.
Eis outra das causas decisivas da apatia cívica.
Luis Proença
Pobre rádio local (2)
De Luís Proença recebi o comentário que se segue, acerca deste meu texto.
Pela relevância do assunto e porque o autor não é anónimo, entendi dar o devido destaque à sua intervenção.
Ei-la:
Em 2003 e 2004 «assinei» uma rúbrica na Rádio Eco denominada «Opinário», na qual, em 3-4 minutos, comentava questões da actualidade nacional.
A rúbrica era semanal e se bem me recordo ia para o ar duas vezes num determinado dia da semana.
Tudo correu bem até ao dia em que ousei tecer alguns considerandos mais críticos sobre a gestão socialista da Câmara Municipal de Alcochete.
Para meu espanto, ou talvez não, constatei que nessa semana, ao invés daquele tema, repetiram um comentário sobre outro tema que tinha ido para o ar havia já alguns meses.
Nas semanas seguintes, e apesar de me deslocar semanalmente à Rádio Eco para gravar novas rúbricas do «Opinário», a direcção de programas continuou a repetir gravações com alguns meses de antiguidade, situação que interpretei como uma demonstração clara que a minha colaboração já não era bem quista numa rádio que tinha sido dirigida por José Inocêncio até há muito pouco tempo atrás. Naturalmente que acabei por me afastar.
Vem isto a propósito do último parágrafo do «post» de F.Bastos sobre a Rádio Eco.
Não posso contudo deixar de manifestar o meu apreço pelos vários «funcionários» da Rádio Eco que conheci durante a minha passagem pela emissora, verdadeiros amantes da rádio, que de forma quase gratuita dispendiam largas horas da sua vida pessoal e profissional para assegurarem as emissões da Eco FM.
E, já agora, que saudades tenho dos programas desportivos em directo das 2.ªs e das 6.ªs em que colaborava como comentador da Eco FM nessa matéria.
P.S. – Este texto mereceu referência nos sítios radioinforma.no.sapo e A Rádio em Portugal. Grato.
Pela relevância do assunto e porque o autor não é anónimo, entendi dar o devido destaque à sua intervenção.
Ei-la:
Em 2003 e 2004 «assinei» uma rúbrica na Rádio Eco denominada «Opinário», na qual, em 3-4 minutos, comentava questões da actualidade nacional.
A rúbrica era semanal e se bem me recordo ia para o ar duas vezes num determinado dia da semana.
Tudo correu bem até ao dia em que ousei tecer alguns considerandos mais críticos sobre a gestão socialista da Câmara Municipal de Alcochete.
Para meu espanto, ou talvez não, constatei que nessa semana, ao invés daquele tema, repetiram um comentário sobre outro tema que tinha ido para o ar havia já alguns meses.
Nas semanas seguintes, e apesar de me deslocar semanalmente à Rádio Eco para gravar novas rúbricas do «Opinário», a direcção de programas continuou a repetir gravações com alguns meses de antiguidade, situação que interpretei como uma demonstração clara que a minha colaboração já não era bem quista numa rádio que tinha sido dirigida por José Inocêncio até há muito pouco tempo atrás. Naturalmente que acabei por me afastar.
Vem isto a propósito do último parágrafo do «post» de F.Bastos sobre a Rádio Eco.
Não posso contudo deixar de manifestar o meu apreço pelos vários «funcionários» da Rádio Eco que conheci durante a minha passagem pela emissora, verdadeiros amantes da rádio, que de forma quase gratuita dispendiam largas horas da sua vida pessoal e profissional para assegurarem as emissões da Eco FM.
E, já agora, que saudades tenho dos programas desportivos em directo das 2.ªs e das 6.ªs em que colaborava como comentador da Eco FM nessa matéria.
P.S. – Este texto mereceu referência nos sítios radioinforma.no.sapo e A Rádio em Portugal. Grato.
31 agosto 2007
As listas de independentes às autarquias
É sabido que sempre me insurgi contra as listas de independentes às autarquias. Mas será que sobre esta matéria alguma vez tivesse dado uma justificação convincente? Proponho-me a fazê-lo desta feita.
Se eu sou um defensor da democracia representativa e se sou coerente com essa defesa, jamais poderei embarcar na historieta dos independentes.
Sempre que reflicto sobre os independentes, vem-me à cabeça a experiência antiga da democracia directa. Se esta não serve para o Estado por ser gérmen de desordem, como é certo que sirva para as autarquias?
Os independentes, cuja ambição de poder não tem limites, vêm alterar a ordem das grandes facções políticas da sociedade, quero dizer, os partidos. Não obstante tudo, é com estes que eu conto a fim de que os portugueses reencontrem o rumo ao lado dos povos mais prósperos do mundo.
Se eu sou um defensor da democracia representativa e se sou coerente com essa defesa, jamais poderei embarcar na historieta dos independentes.
Sempre que reflicto sobre os independentes, vem-me à cabeça a experiência antiga da democracia directa. Se esta não serve para o Estado por ser gérmen de desordem, como é certo que sirva para as autarquias?
Os independentes, cuja ambição de poder não tem limites, vêm alterar a ordem das grandes facções políticas da sociedade, quero dizer, os partidos. Não obstante tudo, é com estes que eu conto a fim de que os portugueses reencontrem o rumo ao lado dos povos mais prósperos do mundo.
Cauções da água: câmara assume dívida
O executivo da Câmara Municipal de Alcochete assumiu, perante o Provedor de Justiça, o compromisso de, brevemente, reembolsar os munícipes do montante respeitante à actualização da caução da água.
Conforme referi em textos anteriores – este foi o último – o serviço municipal de águas procedeu, recentemente, à devolução das cauções, tal como determinado por leis de 1999 e do ano corrente. Todavia, os valores devolvidos respeitaram apenas aos da caução, não incluindo a actualização baseada no índice de preços no consumidor, no continente, sem habitação, publicado pelo Instituto Nacional de Estatística.
Uma vez que nem o serviço de águas, nem a câmara, forneceram qualquer esclarecimento sobre o assunto, pelos motivos anteriormente explicados recorri de imediato ao Provedor de Justiça.
Através dos serviços da provedoria fui agora informado de algo que nos deveria ter sido, previamente, comunicado pelos edis de Alcochete com competência para o efeito: "todos os utentes envolvidos serão brevemente reembolsados do montante respeitante à actualização do valor da caução (...), conforme estabelecido no art.º 4.º do Despacho n.º 4185/2000, de 22 de Fevereiro (2.ª Série), do Instituto Regulador de Águas e Resíduos (IRAR)".
Deixa-me inquieto a forma pouco transparente e deselegante como o executivo autárquico manobrou este processo. Para dizer o mínimo, parece-me que isto é tratar os munícipes com sobranceria.
Este estilo de governação é indesculpável e agrava a desconfiança no poder local.
Conforme referi em textos anteriores – este foi o último – o serviço municipal de águas procedeu, recentemente, à devolução das cauções, tal como determinado por leis de 1999 e do ano corrente. Todavia, os valores devolvidos respeitaram apenas aos da caução, não incluindo a actualização baseada no índice de preços no consumidor, no continente, sem habitação, publicado pelo Instituto Nacional de Estatística.
Uma vez que nem o serviço de águas, nem a câmara, forneceram qualquer esclarecimento sobre o assunto, pelos motivos anteriormente explicados recorri de imediato ao Provedor de Justiça.
Através dos serviços da provedoria fui agora informado de algo que nos deveria ter sido, previamente, comunicado pelos edis de Alcochete com competência para o efeito: "todos os utentes envolvidos serão brevemente reembolsados do montante respeitante à actualização do valor da caução (...), conforme estabelecido no art.º 4.º do Despacho n.º 4185/2000, de 22 de Fevereiro (2.ª Série), do Instituto Regulador de Águas e Resíduos (IRAR)".
Deixa-me inquieto a forma pouco transparente e deselegante como o executivo autárquico manobrou este processo. Para dizer o mínimo, parece-me que isto é tratar os munícipes com sobranceria.
Este estilo de governação é indesculpável e agrava a desconfiança no poder local.
29 agosto 2007
Parar para reflectir (2)
Há três dias escrevi neste texto que, com o beneplácito do Estado, os autarcas mataram a galinha dos ovos de ouro e terão de parar para pensar como angariar mais receitas sem penalizar todos os munícipes.
Uma notícia de hoje revela-nos que, desde há dois anos, na câmara da Chamusca surgiram alternativas.
Há outras bem conhecidas e é uma questão de puxar pelo bestunto.
Na Chamusca a autarquia também é de maioria CDU, em 2006 a população residente rondava os 11.313 habitantes e a área do município é cerca de cinco vezes superior à de Alcochete.
Uma notícia de hoje revela-nos que, desde há dois anos, na câmara da Chamusca surgiram alternativas.
Há outras bem conhecidas e é uma questão de puxar pelo bestunto.
Na Chamusca a autarquia também é de maioria CDU, em 2006 a população residente rondava os 11.313 habitantes e a área do município é cerca de cinco vezes superior à de Alcochete.
Rótulos:
autarcas,
Câmara Municipal,
construção,
habitação,
poder local
28 agosto 2007
Novo autor neste blogue
Luís Pereira aceitou o convite expresso neste texto e junta-se aos condóminos de «Praia dos Moínhos», passando a editar directamente os seus próprios artigos.
Seja bem-vindo!
Tenho promessas de novos potenciais condóminos para breve.
Outros interessados poderão orientar-se sobre os passos a seguir lendo este texto.
Seja bem-vindo!
Tenho promessas de novos potenciais condóminos para breve.
Outros interessados poderão orientar-se sobre os passos a seguir lendo este texto.
"Não me mates!"
O homem é rei quando increpa o outro com a ordem "não me mates!".
O cumpridor é súbdito, mas logo rei quando ordena, isto é, quando os papéis se invertem.
O mandamento "não matarás" instaura alternadamente cada mandante e cada mandatário em rei e súbdito.
Conclui-se então que o direito à vida torna todos os homens iguais porque no face-a-face cada um é rei e súbdito conforme fale ou ouça.
Assim, o princípio "não matar" é origem da verdadeira igualdade, catapulta para a liberdade.
Só em liberdade o homem se reencontra com Deus, vale dizer, só em liberdade o homem se reencontra consigo.
O cumpridor é súbdito, mas logo rei quando ordena, isto é, quando os papéis se invertem.
O mandamento "não matarás" instaura alternadamente cada mandante e cada mandatário em rei e súbdito.
Conclui-se então que o direito à vida torna todos os homens iguais porque no face-a-face cada um é rei e súbdito conforme fale ou ouça.
Assim, o princípio "não matar" é origem da verdadeira igualdade, catapulta para a liberdade.
Só em liberdade o homem se reencontra com Deus, vale dizer, só em liberdade o homem se reencontra consigo.
Pobre rádio local

Penso ter passado despercebido que o executivo municipal de Alcochete decidiu, em sessão de câmara de 13 de Junho passado, pôr fim ao protocolo celebrado no mandato anterior com a cooperativa Alcoojor, detentora do alvará da emissora local «Eco FM», para a realização de um programa sobre a actividade municipal.
Numa vereação de sete elementos (quatro da CDU e três do PS), a decisão foi aprovada somente pelos da maioria e fundamenta-se num parecer jurídico que – estranhamente, ou talvez não – os munícipes não podem consultar na Internet, embora faça, expressamente, parte da acta.
Sobre o assunto, a versão electrónica da acta da sessão de câmara contém somente o seguinte:
"Pelo Senhor Presidente foi apresentada uma proposta, elaborada de acordo com o parecer n.º 314/07, da Divisão Jurídica e de Fiscalização, que aqui se dá por integralmente reproduzido e que desta faz parte integrante como Doc. 3.
"Submetida à discussão e votação, a Câmara deliberou aprovar a presente proposta, por maioria, com 3 votos contra do PS e 4 votos a favor da CDU.
"O Senhor Vereador José Dias Inocêncio fez a seguinte declaração de voto, em nome do PS: «Votamos contra a proposta de denúncia do protocolo, entre a Câmara Municipal de Alcochete e a “Alcoojor”, devido ao seguinte:
"As razões não se prendem com razões objectivas, mas subjectivas, pelo facto de a pretensa quebra de audiências e alteração do estatuto editorial, não terem sido devidamente comprovadas.»
"Pelo Senhor Presidente foi prestada a seguinte informação: «A denúncia do protocolo entre a Câmara Municipal de Alcochete e a Cooperativa de Comunicação Alcoojor, fundamenta-se em factos que correspondem ao conceito da programação em vigor, existindo a percepção de um decréscimo significativo de audiência, o que constitui um prejuízo para a estratégia de comunicação da autarquia, a que acresce ainda o facto de esse instrumento jurídico (protocolo em apreço) consubstanciar uma aquisição de serviços cuja legalidade se afigura duvidosa por não terem sido cumpridos os requisitos e pressupostos concursórios que permitem a adjudicação, pela Câmara Municipal, desses mesmos serviços e que urge corrigir.»
A denúncia do protocolo com a emissora local entender-se-á como um ajuste de contas entre as actuais maioria e oposição se, por exemplo, se souber que, durante sete anos, o penúltimo chefe da edilidade (CDU) nunca se deslocou às suas instalações e que, nesse período, o último (PS) investiu nela quantia significativa.
Mais um facto lamentável, de que me apercebi há semanas, foi deparar com o automóvel da estação parado, com teias de aranha, no Largo João da Horta, em Alcochete. Hoje já lá não está.
Todos os estudos teóricos e práticos que conheço – e muitos são acessíveis via Internet – coincidem na conclusão de que as emissoras locais têm papel insubstituível nas comunidades em que se inserem, nomeadamente nos campos da informação e da divulgação, se com elas tiverem íntima ligação.
Nada tenho a ver (nem nunca tive) com a emissora local e não mantenho qualquer relação com dirigentes, colaboradores ou empregados, mas por muitas razões sou sensível aos seus delicados problemas.
À luz destes e outros pressupostos, entendo que a acima transcrita informação do chefe da edilidade é insensata e imprudente.
Deveria assumir uma posição política exemplarmente construtiva mas, com argumentos inconsistentes, limitou-se a lançar um balde de cal sobre o cadáver.
Parece-me mau serviço prestado à comunidade.
Aproveito o ensejo para chamar a atenção do(a) leitor(a) deste blogue que o controlo dos meios de informação tem sido, localmente, um dos pilares políticos do poder. Esteja atento(a) e verá como tenho razão.
P.S. – Este texto mereceu referência nos sítios radioinforma.no.sapo e A Rádio em Portugal. Grato.
26 agosto 2007
Atenção a esta equipa
Contra o que é hábito nas obras em Alcochete – que andam devagar, devagarinho e paradas – as do futuro relvado sintético do Alcochetense vão de vento em popa.
Ponham os olhos naquela equipa! Parece-me que se virá a falar dela...
Para ajudar, os seniores entraram no campeonato com o pé direito e despacharam o ribatejano Fazendense com dois golos sem resposta.
Ponham os olhos naquela equipa! Parece-me que se virá a falar dela...
Para ajudar, os seniores entraram no campeonato com o pé direito e despacharam o ribatejano Fazendense com dois golos sem resposta.
Parar para reflectir
Notícias como esta e esta parecem-me sinais claros de ter chegado ao fim a possibilidade de financiar a actividade das autarquias privilegiando as receitas do imobiliário urbano, solução simplista, generalizada e com efeitos nefastos no meio ambiente e na qualidade de vida posta em prática nos últimos 30 anos.
O financiamento das autarquias não pode continuar a basear-se na penalização crescente dos contribuintes porque, além do agravamento das taxas de juro, para a situação actual contribuíram também a especulação desenfreada com terrenos, a legislação urbanística permissiva, as licenças de construção e habitação e as taxas irrealistas do IMT e do IMI que adquirentes e proprietários urbanos têm de suportar.
Com o beneplácito do Estado, os autarcas mataram a galinha dos ovos de ouro. Agora têm de parar para pensar. E quanto mais depressa melhor, antes que seja tarde demais.
Estou convicto que nas eleições locais de 2009 este será um assunto em destaque e bom será que os futuros candidatos comecem a reflectir sobre o problema, cuja solução não é fácil.
O financiamento das autarquias não pode continuar a basear-se na penalização crescente dos contribuintes porque, além do agravamento das taxas de juro, para a situação actual contribuíram também a especulação desenfreada com terrenos, a legislação urbanística permissiva, as licenças de construção e habitação e as taxas irrealistas do IMT e do IMI que adquirentes e proprietários urbanos têm de suportar.
Com o beneplácito do Estado, os autarcas mataram a galinha dos ovos de ouro. Agora têm de parar para pensar. E quanto mais depressa melhor, antes que seja tarde demais.
Estou convicto que nas eleições locais de 2009 este será um assunto em destaque e bom será que os futuros candidatos comecem a reflectir sobre o problema, cuja solução não é fácil.
Rótulos:
autarcas,
betonização,
Câmara Municipal,
construção,
habitação,
impostos,
urbanismo
25 agosto 2007
23 agosto 2007
A tragédia da civilização ocidental moderna
[...] «Para Hegel, o Bem realiza-se nas leis e nas instituções» (Farago, France, As Grandes Correntes do Pesamento Politico, Porto Editora, Porto, 2007, pág. 99).
Eis-nos perante a mera imanência a distar um pulinho da mera destruição das leis e instituições, razão por que, um pouco mais tarde, Marx preconizará a sociedade sem classes e o fim (termo) do Estado.
Mas eu pergunto: o homem foi feito para as leis e instituições ou estas é que foram feitas para aquele?
Se as leis e as instituições é que foram feitas para o homem, aquelas são meio para este e não podem ser tomadas como fim (finalidade).
O fim é Algo maior para lá das imprescindíveis leis e instituições porque o homem, criatura imperfeita sujeita à criminalidade hereditária (pecado original), tem fome e sede da Palavra de Deus.
Eu não estou a reduzir a política à moral (monismo rígido) porque distingo uma coisa da outra, mas a restaurar a Transcendência no centro de debate para responder à tragédia da civilização ocidental moderna.
Eis-nos perante a mera imanência a distar um pulinho da mera destruição das leis e instituições, razão por que, um pouco mais tarde, Marx preconizará a sociedade sem classes e o fim (termo) do Estado.
Mas eu pergunto: o homem foi feito para as leis e instituições ou estas é que foram feitas para aquele?
Se as leis e as instituições é que foram feitas para o homem, aquelas são meio para este e não podem ser tomadas como fim (finalidade).
O fim é Algo maior para lá das imprescindíveis leis e instituições porque o homem, criatura imperfeita sujeita à criminalidade hereditária (pecado original), tem fome e sede da Palavra de Deus.
Eu não estou a reduzir a política à moral (monismo rígido) porque distingo uma coisa da outra, mas a restaurar a Transcendência no centro de debate para responder à tragédia da civilização ocidental moderna.
22 agosto 2007
Resultados de sondagem sobre PDM
Parece-me indiscutível que a maioria dos participantes na última sondagem inserida neste blogue se considera insuficientemente informada acerca da revisão do PDM de Alcochete.
À pergunta «Considera haver informação suficiente sobre a revisão do PDM de Alcochete», 76% responderam Não e 22% Sim. Somente um participante considerou o assunto irrelevante.
Na coluna da esquerda já está disponível nova sondagem, desta vez relacionada com a restituição das cauções da água (assunto abordado neste texto, inserido mais abaixo).
À pergunta «Considera haver informação suficiente sobre a revisão do PDM de Alcochete», 76% responderam Não e 22% Sim. Somente um participante considerou o assunto irrelevante.
Na coluna da esquerda já está disponível nova sondagem, desta vez relacionada com a restituição das cauções da água (assunto abordado neste texto, inserido mais abaixo).
21 agosto 2007
Da lei natural à lei positiva
Os totalitarismos do séc. XX (nazismo e comunismo) mataram entre 150 a 200 milhões de pessoas no mundo.
Este fato atroz da História Universal tem feito debruçar a minha refexão sobre o direito à vida.
Desta feita, levado por uma frase anónima alhures neste blog, qual seja fia-te na lei e não corras, decalque consabido, venho dizer que, na verdade, a lei nada poderá fazer por mim se eu nada fizer por ela.
Na perspectiva contratualista, que posso eu fazer pela lei senão cumprir o contrato que estabeleci com o outro e esperar que este o cumpra também?
Era só isto que pretenderia dizer o anónimo? Não estará subentendida na referida frase o desejo acalentado da transformação social que poderia ocorrer se a lei se tornasse numa forma vazia de conteúdo? Mas como se o meu ponto de partida é o direito à vida que é lei natural?
E se a lei natural não pode ser suprimida, que força impediria o boom da lei positiva verificado por toda a parte?
Mesmo os partidos que gerem a desordem não querem esta como fim, mas como meio necessário para mudar a ordem vigente e criar uma nova ordem.
Até essa nova ordem não poderia impor-se sem regra, ainda que fosse a de uns poucos sobre a totalidade dos homens.
Este fato atroz da História Universal tem feito debruçar a minha refexão sobre o direito à vida.
Desta feita, levado por uma frase anónima alhures neste blog, qual seja fia-te na lei e não corras, decalque consabido, venho dizer que, na verdade, a lei nada poderá fazer por mim se eu nada fizer por ela.
Na perspectiva contratualista, que posso eu fazer pela lei senão cumprir o contrato que estabeleci com o outro e esperar que este o cumpra também?
Era só isto que pretenderia dizer o anónimo? Não estará subentendida na referida frase o desejo acalentado da transformação social que poderia ocorrer se a lei se tornasse numa forma vazia de conteúdo? Mas como se o meu ponto de partida é o direito à vida que é lei natural?
E se a lei natural não pode ser suprimida, que força impediria o boom da lei positiva verificado por toda a parte?
Mesmo os partidos que gerem a desordem não querem esta como fim, mas como meio necessário para mudar a ordem vigente e criar uma nova ordem.
Até essa nova ordem não poderia impor-se sem regra, ainda que fosse a de uns poucos sobre a totalidade dos homens.
O Fenómeno
O texto que se segue é da autoria de Luís Pereira e foi colocado na caixa de comentários do meu texto precedente.
Pela importância do tema decidi dar-lhe destaque.
Por não ter outra forma de o fazer, convido publicamente o autor a enviar-me o seu endereço de correio electrónico para inserir aqui os seus próprios textos:
Estou encantado com as declarações públicas do Presidente da Câmara no final da Festa do Barrete Verde.
Na qualidade de Autoridade Competente da Protecção Civil no concelho pode sentir-se da sua parte uma preocupação viva e manifestada com a segurança de pessoas e bens face a uma situação de emergência.
Contudo, apesar das melhores intenções reveladas no calor do discurso sobre um plano “especial” de emergência convém fazer as seguintes observações.
Se existe um Conselho Municipal de Segurança o plano terá sido elaborado à revelia dos titulares que compõem o referido Conselho? Então nomeiam-se as pessoas e depois não é dado seguimento ao funcionamento desse fórum? É assim que se protege a confiança ou é assim que se cria a desconfiança entre as pessoas? É que segundo consta o órgão em causa nunca terá reunido.
Um plano de emergência só é válido se for lavrado por “escritura pública”. Eu explico melhor. Um Plano não é um PowerPoint onde se tecem uns comentários e umas observações desconexas com o intuito de iludir papalvos.
Um Plano também não é uma realidade elaborada durante um discurso festivo que os ansiosos correligionários se prestam a aplaudir cegamente.
Um Plano não é apenas um conjunto de viaturas de bombeiros estacionados em certos pontos da vila ou um fenómeno exibicionista gerado com o fito de impressionar as pessoas.
Um Plano é um documento autêntico composto por um conjunto de peças escritas com a finalidade de servirem um propósito bem definido antes da execução das acções de protecção. Por isso deve ser elaborado, divulgado, disponibilizado, explicado, treinado com competência para que todos o entendam e interiorizem os comportamentos adequados.
Afinal o plano nunca existiu…
Pela importância do tema decidi dar-lhe destaque.
Por não ter outra forma de o fazer, convido publicamente o autor a enviar-me o seu endereço de correio electrónico para inserir aqui os seus próprios textos:
Estou encantado com as declarações públicas do Presidente da Câmara no final da Festa do Barrete Verde.
Na qualidade de Autoridade Competente da Protecção Civil no concelho pode sentir-se da sua parte uma preocupação viva e manifestada com a segurança de pessoas e bens face a uma situação de emergência.
Contudo, apesar das melhores intenções reveladas no calor do discurso sobre um plano “especial” de emergência convém fazer as seguintes observações.
Se existe um Conselho Municipal de Segurança o plano terá sido elaborado à revelia dos titulares que compõem o referido Conselho? Então nomeiam-se as pessoas e depois não é dado seguimento ao funcionamento desse fórum? É assim que se protege a confiança ou é assim que se cria a desconfiança entre as pessoas? É que segundo consta o órgão em causa nunca terá reunido.
Um plano de emergência só é válido se for lavrado por “escritura pública”. Eu explico melhor. Um Plano não é um PowerPoint onde se tecem uns comentários e umas observações desconexas com o intuito de iludir papalvos.
Um Plano também não é uma realidade elaborada durante um discurso festivo que os ansiosos correligionários se prestam a aplaudir cegamente.
Um Plano não é apenas um conjunto de viaturas de bombeiros estacionados em certos pontos da vila ou um fenómeno exibicionista gerado com o fito de impressionar as pessoas.
Um Plano é um documento autêntico composto por um conjunto de peças escritas com a finalidade de servirem um propósito bem definido antes da execução das acções de protecção. Por isso deve ser elaborado, divulgado, disponibilizado, explicado, treinado com competência para que todos o entendam e interiorizem os comportamentos adequados.
Afinal o plano nunca existiu…
20 agosto 2007
Texto n.º 1000!
Este é o milésimo texto inserido neste blogue.
Aproveito para convidar outros autores a juntarem-se a nós, porque «Praia dos Moinhos» pretende ser um espaço aberto ao maior número possível de alcochetanos, mesmo os que, eventualmente, possam discordar das opiniões de quem aqui escreve há mais tempo.
Os interessados devem manifestar essa intenção na caixa de comentários deste texto, indicando nome, número de telefone e/ou endereço de correio electrónico. Todos os comentários são previamente validados e, consequentemente, tal intenção e a informação associada não serão tornadas públicas.
Há três condições que os interessados terão de respeitar:
1 - Cada autor(a) assume, individualmente, a responsabilidade civil e criminal pelo que escreve;
2 - Os textos podem ser assinados com pseudónimo, mas todos os membros do blogue terão conhecimento da verdadeira identidade do(a) autor(a);
3 - Tendo este blogue pendor local, os assuntos abordados devem prender-se, directa ou indirectamente, com matérias respeitantes a Alcochete.
Seria particularmente útil aos alcochetanos que os cidadãos especializados em diversos domínios do conhecimento humano dessem aqui testemunho de soluções úteis para problemas comuns.
Conforme tem sido amplamente demonstrado, inclusive neste blogue, a intervenção cívica através da escrita é preciosa e útil. E será tanto mais positiva quando for amplo o leque de autores, de ideias e de opiniões.
Aproveito para convidar outros autores a juntarem-se a nós, porque «Praia dos Moinhos» pretende ser um espaço aberto ao maior número possível de alcochetanos, mesmo os que, eventualmente, possam discordar das opiniões de quem aqui escreve há mais tempo.
Os interessados devem manifestar essa intenção na caixa de comentários deste texto, indicando nome, número de telefone e/ou endereço de correio electrónico. Todos os comentários são previamente validados e, consequentemente, tal intenção e a informação associada não serão tornadas públicas.
Há três condições que os interessados terão de respeitar:
1 - Cada autor(a) assume, individualmente, a responsabilidade civil e criminal pelo que escreve;
2 - Os textos podem ser assinados com pseudónimo, mas todos os membros do blogue terão conhecimento da verdadeira identidade do(a) autor(a);
3 - Tendo este blogue pendor local, os assuntos abordados devem prender-se, directa ou indirectamente, com matérias respeitantes a Alcochete.
Seria particularmente útil aos alcochetanos que os cidadãos especializados em diversos domínios do conhecimento humano dessem aqui testemunho de soluções úteis para problemas comuns.
Conforme tem sido amplamente demonstrado, inclusive neste blogue, a intervenção cívica através da escrita é preciosa e útil. E será tanto mais positiva quando for amplo o leque de autores, de ideias e de opiniões.
19 agosto 2007
Falemos de lenha
Dizem-me que, em Alcochete, se pedem valores exorbitantes pela lenha para lareiras.
Fiz uma avaliação em dois fornecedores do concelho e ambos cobram 150€ por tonelada de azinho (30 contos na moeda antiga).
Não sei se está acima ou abaixo da média do mercado, porque nada percebo do negócio.
O que o meu correspondente gostava de saber é se alguém conhece, nas redondezas, quem pratique preços inferiores para o mesmo tipo de lenha.
Já agora, aproveito o ensejo para chamar a atenção dos possuidores de lareiras domésticas para a necessidade de, periodicamente, mandarem limpar as respectivas chaminés.
A acumulação de detritos resultantes da combustão pode ocasionar um incêndio na chaminé, o que não seria caso inédito em Alcochete.
Fiz uma avaliação em dois fornecedores do concelho e ambos cobram 150€ por tonelada de azinho (30 contos na moeda antiga).
Não sei se está acima ou abaixo da média do mercado, porque nada percebo do negócio.
O que o meu correspondente gostava de saber é se alguém conhece, nas redondezas, quem pratique preços inferiores para o mesmo tipo de lenha.
Já agora, aproveito o ensejo para chamar a atenção dos possuidores de lareiras domésticas para a necessidade de, periodicamente, mandarem limpar as respectivas chaminés.
A acumulação de detritos resultantes da combustão pode ocasionar um incêndio na chaminé, o que não seria caso inédito em Alcochete.
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