26 setembro 2007

Jornal de Alcochete - Edição de 26 de Setembro

Eis o texto e a imagem da desgraça. Na página 7 da edição de hoje do Jornal de Alcochete , sob o título «Empresários Satisfeitos com fixação em Alcochete» , vem a prova dos nossos mais legitimos receios. A transformação de Alcochete numa plataforma logistica.
Citando o jornal em questão e de acordo com as palavras de João Romão da DHL , um dos oradores da 1ª Quinzena Empresarial promovida pela CMA , «... a escolha do Passil para instalar a plataforma logistica da empresa foi determinada por uma questão ECONÓMICA , COM VANTAGENS AO NÍVEL DA REDUÇÃO DOS CUSTOS...»
Está tudo dito , com a «benção» do Sr.Presidente da Câmara , que surge na foto ladeado pelos responsáveis dessas empresas , ALCOCHETE PAGA COM A SUA DESQUALIFICAÇÃO A REDUÇÃO DE CUSTOS DESSAS EMPRESAS.
É UMA VERGONHA!!!!
Também Carlos Machado do El Corte Inglês refere: « O Passil só trouxe vantagens para a empresa.» E PARA O CONCELHO SR. PRESIDENTE DA CÂMARA?
O responsável do El Corte Inglês adiantou que o grupo poderá vir a aumentar a sua plataforma logistica. Mais gigantescos caixotes de metal e betão no concelho , mais camiões TIR a circular nas suas vias.
Carlos Carvalho da Linde disse: « Celeridade na aprovação do processo burocrático , preço do metro quadrado muito competitivo e francas possibilidades de expansão na área logistica , excelentes acessos a Norte e a Sul.»
É O REGABOFE TOTAL À CUSTA DO DESENVOLVIMENTO QUALIFICADO E SUSTENTADO DE ALCOCHETE.
Jorge Pombo da Precore afirmou: « Alcochete tem plena atractividade para as operações de logistica.». PUDERA...
Sr. Carvalho , Sr. Machado e Sr.Pombo , se as vantagens dos custos e da localização são tão boas porque é que as vossas empresas não transferem para aqui as suas sedes e os seus centros de escritórios ao invés de transferir para aqui os seus armazéns e camiões? Se é tão bom porque é que não vêm viver para aqui.?Ficavam tão perto do local de trabalho.

Nota Final
:
Hoje estive parado 45 minutos na rotunda de acesso à Auto-estrada nas bombas da Repsol.Entre as 8:30 horas e as 9:15 horas passaram pela rotunda de e para o Passil , 46 camiões TIR!!!!
Quem quiser ter uma noção do que estou a falar passe na rotunda entre as 12:30 horas e as 14:00 horas e assista ao espectáculo dos camiões TIR ali parqueados à hora do almoço.
É a devassa do concelho !!!

Agir já! Salvar Alcochete!

Qualquer candidatura que aspire a dirigir as autarquias de Alcochete depois de 2009 terá, desde já, de estudar, planear e iniciar em bases seguras uma estratégia de desenvolvimento clara, coerente, mobilizadora e de ruptura com o passado.
Esses sinais terão de preceder as eleições, o mais cedo possível, antecedidos de outros respeitantes a direitos que aos cidadãos têm sido negados.
A não ser assim, só metade dos eleitores irão votar. E se isto suceder, como habitualmente os vencedores serão decididos na sombra.
Para mobilizar os eleitores, outra difícil batalha a travar é a da comunicação. Que terá de ser desenvolvida porta-a-porta, por motivos sobejamente conhecidos.
Já não basta mostrar a realidade. Falar verdade também não. Melhor ou pior conhecido, o estado actual das coisas é frustrante. Até um cego topa quanta mentira e trapaça há nos programas eleitorais do poder.
Parece-me hoje perceptível que a "betonização" desenfreada, em troca de dispendiosos 'elefantes brancos', foi terrível ilusão da presente década em Alcochete. O património edificado foi esquecido; infantários, escolas e lares de idosos rebentam pelas costuras; as rodovias estão descuidadas e degradam-se; os mercados, alguns centros de saúde e outras estruturas elementares bradam aos céus.
É preciso mudar de rumo.

25 setembro 2007

Eu sou de direita

O complexo de direita ameaça drasticamente o espírito liberal e conservador em todo o Portugal para gáudio das várias esquerdas.
Que defende a direita política? O cristianismo, os princípios e valores dos nossos pais e avós, o mercado normalizado, a propriedade privada, os direitos individuais, etc. Ora eu pergunto: por que razão ter complexos do que vem pautando a Civilização Ocidental desde há 2000 anos?
O comunismo, para relativamente aos próprios crimes anestesiar milhões de homens e mulheres, geriu o ódio das massas contra o totalitarismo fascista, conotando este com a direita.
Ainda não foi há muito tempo que num espaço público desta terra de Alcochete alguém dizia a plenos pulmões para que eu ouvisse e ficasse intimidado: "ser de direita é ser fascista!".
Mas o fascismo, tal como o comunismo, fortalece o peso do Estado sobre os cidadãos, cria a polícia política, fomenta o culto do chefe, corta os direitos individuais, mata em nome de abstracções, etc. O que é que estas loucuras humanas têm a ver com a direita que quer a democracia para viver em liberdade? Nada!
Eu sou de direita.

Alcochete «Plataforma Logística» , Fatalidade ou Incapacidade?

Durante os 10 anos em que exerci funções como autarca e assessor noutro concelho aprendi que a realidade ultrapassa muitas vezes a nossa imaginação. Mas também aprendi que as convicções dos autarcas , a sua capacidade de prever e programar e de mobilizar vontades e competências pode efectivamente moldar os contornos do futuro.
Neste aspecto em particular , e agora que conheço melhor a realidade do que tem sido a gestão autárquica deste concelho , não me restam dúvidas que os autarcas que têm passado pela Câmara Municipal de Alcochete têm falhado clamorosamente no que respeita à capacidade de programar e de mobilizar vontades e competências.
O contraste com o exemplo de Cantanhede apresentado por Fonseca Bastos é prova disso mesmo.
Mais do que votar numa sigla , aquilo que deverá fundamentar o sentido de voto de cada um dos municípes de Alcochete nas próximas eleições autárquicas é a resposta a uma pergunta muito simples.
Querem continuar a promover a eleição de autarcas que há muito assumiram como sendo uma fatalidade a transformação irreversível do concelho num espaço de trânsito de camiões de mercadorias ?
Ou , pelo contrário , devem confiar o seu voto a quem manifeste vontade de transformar essa aparente fatalidade em vantagem competitiva fruto da localização excepcional do Concelho?
Para quem goste minimamente desta terra a resposta parece-me óbvia.
Deveremos continuar a promover a eleição de autarcas resignados , ou pelo contrário devemos eleger quem visione o concelho de Alcochete como um município dotado de vida própria , dotado de espaços e equipamentos que elevem a qualidade de vida dos seus munícipes?
Será que a escassez de meios financeiros justifica uma política de resignação a essa aparente fatalidade?
Na continuidade do que aqui já avancei , uma das opções estratégicas que configuro como fundamental à qualificação do concelho passa pela respectiva «terciarização».
Essa opção impõe necessariamente que a Câmara Municipal promova , através dos instrumentos jurídico-administrativos ao seu dispor (Planos de Urbanização ,Planos de Pormenor , Protocolos , Contratos-Programa) , em paralelo com o trabalho de redefinição do PDM e em interacção com os organismos da administração central e com os promotores privados , a instalação no concelho daquilo que poderiamos apelidar de um parque do Terciário.
Com a projecção desse espaço estariam reunidas as condições básicas de apoio a iniciativas de promoção privada que contribuissem para motivar a instalação no concelho de empresas de serviços.
Dessa forma , a Câmara Municipal de Alcochete assumia o papel de «motor do desenvolvimento» , não tanto pelo seu investimento directo ( já todos sabemos que os recursos financeiros são muito limitados) , mas antes através dum processo de planeamento urbano capaz de antecipar e enquadrar uma dinâmica de investimento imobiliário que , no plano qualitativo , vá muito além do licenciamento da instalação das referidas plataformas logísticas ( leia-se «caixotes» em metal e betão).
Por outro lado , impõe-se que a Câmara Municipal aposte decisivamente em quadros que lhe permitam preparar convenientemente e com hipótese de sucesso , a respectiva candidatura aos diferentes programas comuntários de apoio em matéria de urbanismo.
A atracção do sector terciário médio-superior tornar-se-ia então um factor catalizador do desenvolvimento qualitativo do concelho.
Só para o leitor ter uma ideia e com base em casos reais que conheço , a instalação de um «parque de serviços» com cerca de 100.000 m2 representa a criação de pelo menos 5000 postos de trabalho , dos quais 75% correspondem a mão-de-obra qualificada. As plataformas logísticas instaladas actualmente no Concelho de Alcochete ( estarão cerca de 136.000 m2 licenciados) representarão pouco mais de 1000 postos de trabalho não qualificado.
O futuro deste concelho depende da eleição de autarcas motivados e competentes que assumam de caras os riscos inerentes ao início de um processo de planeamento estratégico que se traduza num salto qualitativo para o concelho.
Com todo o respeito que me merecem , a verdade é que já todos constatámos que os actuais responsáveis autárquicos , na senda dos anteriores ,há muito que assumiram como fatalidade , que o concelho de Alcochete não pode ser muito mais do que um «espaço de trânsito de camiões TIR».

Exemplo de desenvolvimento sustentável

Aqui e aqui, Luís Proença e eu próprio abordámos a errada estratégia de desenvolvimento que vem sendo seguida em Alcochete. Não são de agora esses erros que, conforme ele bem notou, representam uma visão suburbana de desenvolvimento.
Há outros caminhos a trilhar e devem ser traçados tão depressa quanto possível.
Nem de propósito, nesta segunda-feira, na RTP1, falou-se do caso do município de Cantanhede.
Não é o único que, há muito, decidiu remar contra a maré.
Há dezenas de outros casos, mas este é um bom guia de acção porque assenta no desenvolvimento de ciência e tecnologia em meio tradicionalmente rural.

1. O processo de Cantanhede principiou assim.

2. Os estatutos da associação que deu origem ao projecto estão aqui. Assenta em três eixos fundamentais: município, empresas e universidades.
3. E o estado actual é este.

Perante isto e muito mais que há no país – basta percorrê-lo, atentamente, para o detectar – os alcochetanos que decidam se preferem armazéns e camiões ou desenvolvimento sustentável.

Vamos à feira!

Existindo no concelho de Alcochete floricultores e pequenos agricultores, o executivo municipal é incapaz de pensar numa feira semanal – por exemplo, nas manhãs de domingos e feriados – em pleno centro histórico?
Tanto mais que, nesses dias, embora a maioria da população residente esteja por aí depara com o comércio tradicional de portas fechadas e apenas dispõe dos supermercados para se abastecer?
Nem é necessário sair do país para encontrar inúmeras feiras dessas. E todas têm oferta e procura significativas.

Oitavo condómino neste blogue

Bruno Rosa também passa a integrar o grupo de autores deste blogue.
É nome próprio e a página do seu perfil está aqui. Pensa ocupar-se, especialmente, de Arquitectura, Urbanismo e Ordenamento do Território, as suas áreas académicas.
Seja bem-vindo mais este residente no nosso município!

24 setembro 2007

Aeroporto: processo a seguir (12)

Para memória futura convém ler isto.
Outros artigos arquivados neste blogue sobre hipotético aeroporto estão aqui.

Cerrado da Praia - perigo!




Por solicitação de um grupo de moradores do Cerrado da Praia , desloquei-me ao local para verificar a fundamentação das respectivas queixas no que respeita aos perigos que espreitam os moradores daquela urbanização quando ali circulam a pé.

Sendo uma urbanização habitada maioritariamente por casais jovens com filhos pequenos , esse perigo afigura-se redobrado.

A urbanização está rodeada por um conjunto de acessos rodoviários que a transformaram numa autêntica ilha.

Quem sai a pé da urbanização na direcção da Avenida D.Manuel I ou do Valbom não encontra nenhuma passadeira. As viaturas que ali circulam em velocidade considerável provenientes da estrada municipal que liga Alcochete a São Francisco e Montijo constituem um verdadeiro perigo para os peões que pretendem sair da urbanização. Não há sinalização de advertência nem bandas sonoras.

Na face oeste da urbanização , na direcção do Fórum Cultural existem passadeiras mas estão literalmente apagadas. A situação vai naturalmente agravar-se quando o condomínio que está a ser construido do outro lado da rotunda estiver pronto.

Trata-se de uma realidade que «salta à vista» de todos menos dos responsáveis camarários. Nada a que não estejamos habituados.

Isto também é ALCOCHETE!
















Sempre com a advertência de que o leitor deverá tomar extrema precaução quando circular na zona do Passil de forma a evitar ser esmagado por um dos inúmeros camiões TIR que por ali circulam em altissima velocidade , sugerimos uma visita ao Passil - Alcochete. Reforço Alcochete , porque para muitos dos novos residentes no concelho esta é provavelmente uma realidade desconhecida.

Já conhecia esta realidade «esquecida» dos autarcas que conduzem e têm conduzido os destinos do concelho nas últimas décadas , certamente mais preocupados em promover a proliferação de monstros em betão e metal pelo seu território.

As fotos que partilho neste Blogue poderiam perfeitamente corresponder às imagens de um qualquer bairro degradado de um suburbio de uma cidade africana ou da américa central. Mas não , são imagens de ALCOCHETE!

São a prova evidente que para estes autarcas , o comunismo e socialismo que agitam como bandeira é bom é para os outros. Afinal há alcochetanos de primeira e de segunda.

Com todo o respeito que estes habitantes do Passil me merecem ,esta verdadeira «mancha terceiro mundista» que os diversos executivos autárquicos comunistas têm preferido esquecer constitui um verdadeiro atentado à dignidade dos seus habitantes e a sua erradicação deveria ter constituido uma prioridade para qualquer executivo camarário.

Habitações totalmente degradadas , arruamentos em terra batida pejados de entulho , ferro velho e detritos que convivem paredes meias com os habitantes e uma escola.

Estimados leitores. Quando forem chamados a votar , não decidam sem antes visitar o Passil.

Rumo à Desqualificação do Concelho II


















Eis a visão real do conceito de desenvolvimento estratégico do concelho perfilhado por este e pelos últimos executivos camarários comunistas e socialistas em Alcochete. A ocupação de um território com uma localização privilegiada por gigantescos «caixotes» em betão e metal onde centenas de camiões TIR carregam e descarregam 24 horas por dia. Uma «visão» aterradora de um concelho transformado em plataforma logistica...
AVISO: Se o estimado leitor tiver a curiosidade de ir à zona do Passil visitar «in loco» o resultado da aplicação prática do conceito de «desenvolvimento estratégico» do concelho promovido pelos responsáveis autarquicos de Alcochete nos últimos 20 anos , tenha em atenção as dezenas de camiões TIR que circulam pela EN 118 em alta velocidade , ocupando na maior parte das vezes a totalidade da estreita faixa de rodagem.

Desenvolvimento negligente e talvez fatal

Existe um pólo logístico no Passil, situado no troço da EN118 entre as rotundas do Entroncamento (acesso do IC13 a Alcochete) e do Sporting (EN4 para Vendas Novas, entre outros destinos).
Em meia dúzia de anos ergueram-se gigantescos armazéns, abastecidos, noite e dia, por dezenas (ou centenas?) de camiões longos e de grande tonelagem.
Recomendo que se atente na inadequação desse troço da EN118 ao tráfego gerado pelo empreendimento.
Os armazéns estão a funcionar, os enormes camiões vieram por acréscimo e o tráfego de veículos médios e ligeiros aumentou, enormemente, mas o troço da EN118 continua sem bermas e com duas curvas apertadas e sem visibilidade a distância segura.
Mantém o mesmo traçado do início do século XX, quando os terrenos eram florestais ou agrícolas, os automóveis raros e os camiões idem e com menos peso. Mais: não há ali qualquer sinalização rodoviária a recomendar ou impor limites máximos de velocidade!

O resultado prático é perceptível por quem reparar nos inúmeros indícios de acidentes recentes. Culpa dos condutores? Claro, não é o costume?
Como habitualmente, os efeitos nefastos do 'desenvolvimento' coxo e sem infra-estruturas adequadas ficam para alguém resolver no futuro, embora, entretanto, possam vir a morrer ou a ficar estropiados inocentes. Ignoro quantas vítimas já houve naquela estrada desde que o pólo logístico está a funcionar, mas talvez os bombeiros de Alcochete disponham dessa estatística.
Aquela é uma potencial estrada da morte! E existem outras conhecidas nas redondezas. Pelo menos de quem não passa a vida fechado num gabinete.
Poderia alinhar aqui uma dúzia de perguntas dirigidas a quem se esqueceu das infra-estruturas adequadas ao tráfego gerado pelo empreendimento, mas isso valeria de quê se essa gente parece estar sempre em parte incerta, se raramente ali passa e corre reduzidos riscos de engrossar a estatística da sinistralidade rodoviária?
Se alguém quiser aprofundar este assunto, consulte a Resolução do Conselho de Ministros n.º 62/2001, de 31 de Maio, cujo art.º 9.º contempla as infra-estruturas rodoviárias previstas na zona do Passil. A rectificação do traçado da EN118 continua no papel... 76 meses depois da sua publicação!

23 setembro 2007

Justiça na D. Manuel


Depois uma ausência profissional prolongada e um certo período de férias, das melhores notícias que tive conhecimento foi a saída definitiva do tenebroso Conselho Executivo da Escola D. Manuel.

Estou bastante à vontade para fazer este tipo de afirmação, pois há praticamente um ano denunciei em carta aberta a politica miserável e mentirosa desse tipo de gente e dessa equipa.
Não pactuei nem pactuo com a mentira e apesar de vivermos num Pais que vive muito de fachada e aparência e ter sentido que muitos dos meus companheiros de projecto tinham ficado incomodados com tanta frontalidade e verdade, continuei em vários organismos a luta em que sempre acreditei e que muitos me diziam ser quase impossível.

Não tenho qualquer problema em afirmar que os serviços para protestar a nível de educação são bastante complicados e estão completamente podres, no entanto nunca devemos desistir, pois isso é o que querem, aqueles que alimentam aqueles doentios serviços.

Uma das coisas que aprendi foi: se estes serviços funcionassem toda aquela pandilha de gente teria que trabalhar, no entanto penso que foi uma experiência muito positiva e acordou certos departamentos, apesar da óbvia cobertura da classe.

Somente me arrependo hoje das vezes que tive este Conselho Executivo na” minha mão”, chorando no meu gabinete lágrimas de crocodilo e forjando suicídios de colegas, por erros grotescos e violentos que nós, Associação de Pais, tentávamos resolver para bem das crianças envolvidas, apesar de algumas autoridades locais da educação fazerem ouvidos de mercador, das quais hoje não tenho qualquer dúvida que faziam a cobertura daquele tipo de gente.

Toda a Comunidade Educativa de Alcochete tem que estar muito feliz, porque termina um ciclo de mentira, corrupção, falta de ética, encobrimento de erros grosseiros de colegas, falta de total postura para estar numa posição daquela responsabilidade.

Por mim estou muito feliz, pelas muitas horas perdidas (ganhas) nesta causa, sinto hoje um grande prazer e nenhum peso na consciência sobretudo aquilo que fizemos, pena é que continuemos a alimentar um povo com vergonha de protestar e muitas vezes alimentar estratégias podres com gente que somente anseia por protagonismo a qualquer preço.

E lastimo ainda, outros que quando se passam para o lado do poder percam e vendam aquilo que de mais importante podemos ter, liberdade e poder de crítica isenta.
Chega agora ao CE dessa escola gente amante da transparência e da verdade a quem desejo as maiores felicidades para bem de toda a juventude de Alcochete, não esquecendo contudo que tem uma missão muito difícil ou seja estar muito atentos aos apoiantes daquele tipo de CE. Muitos(as) são tão ou mais perigosos(as) que alguns que o compunham
E logicamente como vivemos num Pais de brandos costumes calculo que a Presidente da anterior CE fique a dar aulas na mesma escola, sendo claramente um elemento nocivo a qualquer projecto de educação, pena é que a responsabilidade neste Pais morra sempre solteira e que o ministério da educação não tenha coragem ou gente com capacidade para mandar fazer um rigoroso inquérito a essa escola, para que possamos começar a ser um País com alguma verticalidade de princípios.

Esperemos também que a Câmara Municipal tenha uma posição mais límpida e menos ambígua, porque gente desta que acaba de entrar, este Pais tem alguma dificuldade em encontrar e esperemos que não se alimente muito aquela doença nacional “a inveja de quem é BOM”.

Mais tarde ou mais cedo como se prova quem alimenta a mentira tem os dias contados, fazendo lembrar aqueles responsáveis da Câmara Municipal que mentiram descaradamente no projecto da Associação Desportiva Samouquense tendo necessidade de fazer comunicados públicos para reforçar e encobrir as mentiras do próprio Presidente.

Somente se fazem comunicados públicos por tão simples temas quando se tem a consciência muito pesada e se é um político muito pouco hábil como é o caso.

A mentira tem os dias contados como podemos ver pela D. Manuel.

Por um desporto e uma educação, séria e transparente.


Nota: escrevo este simples texto pelo prazer imenso que tive em trabalhar lado a lado com o Prof. Arlindo e saber que hoje é um dos responsáveis da D. Manuel, Homem de grande verticalidade e de princípios fortes e que apesar de sermos muito diferentes, sempre nos soubemos respeitar e nunca o vi vender a alma mesmo em momentos muito delicados da sua vida profissional, pois como professor da escola, era vice-presidente da Associação de Pais.


Por tudo isto já valeram aquelas tardes de grandes debates naqueles Conselhos Pedagógicos às 15 horas (excelentes horas para os Pais deste País????).

Pais não desistam, os vossos filhos precisam da vossa colaboração e do vosso envolvimento.


Carlos Paixão

Mais condóminos neste blogue

Carlos Paixão acedeu ao convite para se juntar ao grupo de autores deste blogue.
É nome próprio verdadeiro e a página do seu perfil está aqui.
Seja bem-vindo mais este residente no nosso município, tanto quanto julgo saber o primeiro deste blogue pertencente à vila de Samouco!

Sempre tive em mente fazer de «Praia dos Moinhos» um blogue colectivo centrado em Alcochete, por entender que ganhamos todos havendo diversidade de ideias e de temas abordados.
O grupo continuará a crescer, pois há outras pessoas convidadas e, aparentemente, disponíveis para intervir em momento que considerem oportuno.
Outros interessados poderão orientar-se sobre os passos a seguir lendo este texto.
Recordo haver três condições que os interessados terão de respeitar, tal como é sabido por todos os autores inscritos:
1 - Cada autor(a) assume, individualmente, a responsabilidade civil e criminal pelo que escreve;
2 - Os textos podem ser assinados com pseudónimo, mas todos os membros do blogue terão conhecimento da verdadeira identidade do(a) autor(a);
3 - Tendo este blogue pendor local, os assuntos abordados devem prender-se, directa ou indirectamente, com matérias respeitantes a Alcochete.

22 setembro 2007

Rumo à desqualificação do Concelho

Sempre defendi que as autarquias locais podem e devem ser agentes de desenvolvimento e modernização . Tal visão é manifestamente incompatível com a visão clássica mas estreita evidenciada pela Câmara Municipal de Alcochete , que persiste em , e citando Fonseca Bastos, «vender Alcochete como pólo logistico».
O post de Fonseca Bastos intitulado «Desconchavo» é , na minha perspectiva , um dos textos mais relevantes publicados sobre o futuro de Alcochete.
O que está em causa é , nada mais nada menos , do que a própria estratégia (ou ausência dela ) de desenvolvimento para o concelho , ou seja o rumo que se pretende seguir nas próximas décadas.
A opção da Câmara Municipal neste ponto parece ser a da clara afirmação de Alcochete como zona suburbana , periférica , vocacionada a tornar-se um mega entreposto logistico de mercadorias e de circulação de camiões TIR , em detrimento de uma opção qualificada que , como salienta e bem Fonseca Bastos , atraísse para o seu território investimentos , que na minha perspectiva seriam os mais compatíveis com a vocação que a sua inserção geográfica lhe proporciona.
Apesar de não me surpreender , não deixo lamentar que a Câmara Municipal não tenha percebido o potencial da localização de Alcochete na zona sul da Area Metropolitana de Lisboa , seja pela sua dimensão física e qualidade ambiental , seja pela acessibilidade privilegiada em relação a Lisboa-Cidade , aos grandes eixos rodoviários e ferroviários que ligam o Norte ao Sul e às grandes infraestruturas aero-portuárias existentes ou a edificar.
Uma opção minimamente compatível com a ideia de desenvolvimento sustentável , conceito que a Câmara Municipal obviamente desconhece , seria então aquela que , em função do aproveitamento do enorme potencial da localização de Alcochete , oferecesse às empresas , condições ideais para o desenvolvimento das suas actividades no seu território .
Mais , seria aquela que se traduzisse num forte desenvolvimento do sector terciário de qualidade média superior , estimulando , como têm feito outras autarquias , a criação de espaços, equipamentos e demais condições ideais para o desenvolvimento das suas actividades.
Tal opção determinaria a fixação no concelho de mais empresas , criando mais emprego e a fixação, como residentes , de mais quadros médios superiores , determinando assim , por via indirecta , um acréscimo significativo da receita fiscal da autarquia.
Para além disso , contribuiria para a sua afirmação como um espaço de qualidade residencial por força da inevitável necessidade de envolver e articular esse parque terciário com outros espaços cujos usos e funções lhes são complementares.
Refiro-me naturalmente às áreas habitacionais de standard médio-alto que vão proliferando por Alcochete a maior parte dos quais vazios por falta de compradores e que assim encontrariam um mercado alvo , bem como às áreas de serviços , comércio e turismo essenciais a uma resposta adequada às solicitações geradas a partir da terciarização do concelho.
A terciarização do concelho de Alcochete constituiria na minha modesta opinião um elemento fundamental da política de sustentabilidade urbana do concelho e a linha condutora essencial do seu modelo de desenvolvimento. Seria esse o núcleo mais importante do programa estratégico a consagrar ao nível do PDM de Alcochete.
Infelizmente não é essa a opção da Câmara Municipal e eu percebo porquê.
É que definir uma estratégia que vá além de autorizar a construção de uns quantos armazéns onde os camiões TIR carreguem e descarreguem mercadorias é um exercício demasiado complexo ao nível da qualificação para o actual executivo camarário. Seria uma mudança de rumo em relação àquilo que tem sido a politica autárquica deste concelho fora da capacidade de realização destes autarcas.
Conhecendo o perfil politico dos membros do actual executivo camarário e dos seus seguidores é fácil antecipar uma reacção a estas ideias. Serei naturalmente acusado , como aliás já o foi Fonseca Bastos , de elitismo assoberbado.
Se o fizerem , esquecem que o modelo que é proposto é pelo menos o mais coerente com o aproveitamento das sinergias emergentes da paulatina mas progressiva instalação do concelho de instituições e actividades que reconheceram no seu território , as potencialidades que acima descrevi . Refiro-me naturalmente à Academia do Sporting e , para o bem e para o mal , ao complexo comercial do Freeport.
Por fim resta-me uma vez mais apelar aos autarcas de Alcochete que pelo menos façam o esforço de ler a «Carta das Cidades a Áreas Urbanas e Europeias Rumo à Sustentabilidade» aprovada na Conferência Europeia para as Cidades e Áreas Urbanas Sustentáveis realizada em Aalborg no já longínquo ano de 1994. Diz-se na Carta a dado passo: «Nós , cidades e áreas urbanas , confiantes de que temos a força , o conhecimento e o potencial criativo para desenvolver formas sustentáveis de vida e conceber e gerir as nossas cidades rumo à sustentabilidade».
Infelizmente , no caso da Câmara de Alcochete , não há nem força , nem conhecimento e muito menos o potencial criativo para gerir o concelho e quando assim é...

Novo condómino neste blogue

Zeferino Boal acedeu ao convite para se juntar ao grupo de autores deste blogue.
O nome é verdadeiro e a página do seu perfil está aqui.
Seja bem-vindo!

Outros interessados poderão orientar-se sobre os passos a seguir lendo este texto.

21 setembro 2007

Desconchavo

O actual chefe da edilidade insiste em 'vender' Alcochete como pólo logístico, invocando argumentos no mínimo estranhos.
É citado no sítio na Internet do próprio município como tendo justificado a importância de uma plataforma logística no concelho porque “as plataformas logísticas estão em voga” (sic).
Conheço inúmeros argumentos desconcertantes de autarcas, mas deste jaez, sinceramente, são raros!
Esta estratégia de 'desenvolvimento' existe, em Alcochete, há três mandatos sucessivos. Para mim é incompreensível porque, quase sempre, apenas as sedes sociais de empresas geram emprego qualificado e receitas significativas.
Basta conhecer os códigos do IRS e do IRC e a nova lei das finanças locais para perceber que o legislador privilegia os locais de residência e da sede e a massa salarial, em detrimento da área ocupada.
Sabedores disso, inúmeros autarcas optam por estimular a criação de centros e incumbadoras de empresas, disponibilizando espaços gratuitos ou com renda simbólica para que micro e pequenas empresas e novos empreendedores tenham a actividade facilitada e se afirmem no mercado.
Outros, com o apoio de fundos públicos e comunitários, adquirem amplos espaços de terreno para indústria ligeira e médias sedes empresariais, cativando os empreendedores a mudar-se para locais verdes e arejados.
Porém, em Alcochete, um autarca pouco atento e rodeado de gente insensata entende que futuro promissor é sermos empregados de armazém.
Talvez seja essa a ocupação ideal para tal gente depois de 2009, mas não será, seguramente, a adequada ao perfil dos alcochetanos em idade activa.
Gostava que se demonstrassem os reflexos positivos e negativos, no orçamento municipal de Alcochete, desta proliferação de armazéns e de espaços comerciais com milhares de metros quadrados e reduzida mão-de-obra. Tal como quantos novos postos de trabalho beneficiaram residentes.

20 setembro 2007

Uma só lista às autárquicas pela direita alcochetana

Eu estou convencido de que uma só lista às autárquicas pela direita alcochetana destronaria nas próximas eleições locais comunistas e socialistas.
A luta por esta convicção, quero dizer, a luta por uma vitória da direita em Alcochete é uma urgência de todos aqueles que, afinal, já se convenceram da necessidade de retorno aos princípios e valores dos nossos pais e avós.
Esse retorno jamais poderá ser levado a cabo por comunistas e socialistas porque, embora a maioria esmagadora destes jamais tenham lido uma página de Marx, estão imbuídos de marxismo cujo projecto principal é a destruição da civilização judaico-cristã. Isto que digo é tanto mais trágico quanto comunistas e socialistas em geral são agentes inconscientes de uma empresa que visa pôr fim a uma ordem e instaurar outra que nunca têm a coragem de dizer qual seja.
As esquerdas não dormem. Se não acordarmos, o processo revolucionário subreptício surpreender-nos-á sem que, por mais que queiramos, possamos recuar.
Nós, alcochetanos, consciencializados do que está sobre um e outro prato da balança, por amor à liberdade dos nossos filhos e netos, poderíamos inverter a situação política na nossa terra e contribuirmos para que seja estancada a marxização da sociedade portuguesa, quero vincar, para que seja estancado um qualquer caminho em direcção a um qualquer totalitarismo.

Quase empate na caução da água

A participação foi pouco expressiva mas os resultados da mais recente sondagem aos leitores deste blogue equilibraram-se: 13% reclamaram da não devolução integral da caução da água a que têm direito, 50% não o fizeram e 38% declararam que irão reclamar.
Como há outros assuntos relevantes em que a intervenção popular se justifica, mudei o tema.
Na coluna ao lado está disponível nova pergunta, desta vez relacionada com o plano de ordenamento e gestão da Reserva Natural do Estuário do Tejo.
Porque somente sete pessoas estiveram na plateia durante a sessão de esclarecimento realizada, em Alcochete, há uma semana, pergunta-se: se o Instituto de Conservação da Natureza realizasse, em Alcochete, novo debate fora do horário laboral, qual o dia preferido?
Das quatro hipóteses fornecidas, escolha a da sua preferência.

PS volta a mexer

Há pouco mais de um mês, perguntava aqui se o PS de Alcochete despertara de um sono de dois anos.
Hoje tenho resposta colhida em fonte que considero fidedigna: sim, a concelhia está em reorganização.
Mas a decisão é posterior àquele texto.
Existe uma solução que, mais uma vez, me parece representar uma ruptura com o passado conhecido até Outubro de 2005. Oxalá!
Falhada a alternativa Teresa Diniz – por mim avançada neste texto – por renúncia posterior da própria, de novo noto algum entusiasmo em certas hostes do PS local.
Aguardo sinais de vida da novel oposição.

19 setembro 2007

Ordenamento do Tejo em discussão pública (2)

Conforme previra neste texto, a maioria dos alcochetanos faltou ao trabalho na manhã da passada quinta-feira, por causa do debate sobre o novo plano de ordenamento e gestão da Reserva Natural do Estuário do Tejo, realizado no fórum cultural.
A organização do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade teve participação invulgar: sete cidadãos (incluindo dois jornalistas em missão profissional)!
Parabéns!!!
Contudo, disponho de dados para afirmar que, através deste blogue, até ao momento houve 37 consultas ao estudo disponível na Internet.

18 setembro 2007

PDM: diagnóstico é conhecido, soluções não

Na sequência de críticas veículadas há dois meses neste blogue, quanto à metodologia seguida pelos autarcas com funções executivas para a revisão do Plano Director Municipal de Alcochete (PDM), muito discretamente e sem notificação alguma está, enfim, disponível informação preliminar parcial, que pode ser lida aqui.
Todavia, essa informação é escassa e insuficiente por não ir além da análise e diagnóstico da situação. Ainda assim, quem a ler atentamente encontrará matéria para reflexão e debate, caso desconhecesse estes e outros dados estatísticos.
Gostaria que especialistas nas diferentes áreas abordadas no diagnóstico contribuíssem para um debate sério e fundamentado, estando disponível para receber e difundir neste blogue quaisquer intervenções úteis ao esclarecimento geral.
Plenamente de acordo com os fundamentos da deliberação de rever o PDM, falta permitir a consulta electrónica generalizada das propostas de solução preconizadas para problemas óbvios indicados.
Que soluções propõe o executivo da câmara para os seguintes problemas que o estudo apresenta? Onde podemos lê-las facilmente?
- Desajustamento do PDM com as perspectivas actuais do município;
- Desequilíbrio entre as áreas destinadas à habitação e a actividades económicas;
- Deficiente regulamentação dos usos não agrícolas em espaços rurais;
- Necessidade de redimensionar os valores definidos para as cedências destinadas a espaços verdes e equipamentos;
- Necessidade de reequacionar os índices urbanísticos definidos para os espaços urbanos e urbanizáveis, que tendencialmente deverão ser reduzidos, bem como eventuais ajustamentos a alguns perímetros urbanos;
- Promover a conformidade com o PROT-AML;
- Promover a articulação do PDM com a evolução dos conceitos de ordenamento reflectidos nos novos regimes jurídicos dos planos e da urbanização/edificação;
- Proceder à articulação do PDM, com os Instrumentos de Gestão Territorial hierarquicamente superiores que abrangem o concelho;
- Proceder à compatibilização do PDM com estudos e outros planos de âmbito estratégico;
- Agilizar a gestão do PDM e proceder à sua articulação com outros Planos Municipais de Ordenamento do Território, em vigor ou em elaboração;
- Ajustar o Plano à realidade do concelho, através da actualização do seu conteúdo e da correcção de situações desadequadas às necessidades e anseios da população;
- Especificar um modelo estratégico de actuaçãoque estabeleça acções distintas para a promoção de um desenvolvimento equilibrado do concelho;
- Proceder à compatibilização da realidade do concelho e das Propostas de Ordenamento com a delimitação da RAN e da REN, da RNET e da ZPE e Sítio da Rede Natura 2000;
- Ajustar os perímetros urbanos em função do crescimento verificado e previsto;
- Definir um modelo de ordenamento que promova a valorização dos espaços naturais, num quadro de sustentabilidade ambiental, e o desenvolvimento rural integrado;
- Promover a diversificação da base económica, fomentando a autonomia funcional do concelho;
- Definir novos critérios de localização e distribuição de actividades turísticas, face à crescente procura deste tipo de infra-estruturas na região;
- Rever os princípios e regras de preservação do património natural e cultural;
- Definir e disponibilizar um quadro normativo e um programa de investimentos públicos municipais e estatais, adequados ao desenvolvimento do concelho;
- Proceder à restruturação da Rede Viária de acordo com o PRN2000 e considerar o traçado das novas infra-estruturas viárias na definição da proposta de ordenamento;
- Promover a requalificação de alguns aglomerados mais desestruturados e de zonas de construção clandestina;
- Estabelecer um ordenamento adequado e equilibrado que seja articulado com os concelhos vizinhos e com a região, evitando descontinuidades territoriais;
- Proceder à adequação do PDM e das suas disposições à legislação que consagra a elaboração de PMOT, em particular de PDM.


P.S. - Não fará mal a ninguém – inclusive aos autarcas de Alcochete – consultar também alguns interessantes documentos constantes desta página.
A conferência a que respeitam realizou-se há quatro anos, mas os temas continuam a ser pertinentes para o caso local.

17 setembro 2007

É a hora

Eu penso com ideia assaz premente
Que à terra de Alcochete, amado berço,
Bandeira que duvido se mereço,
Falta gente a mandá-la competente.

Firme chão de eleição no meu País
P'ra novo e grande forum da Cultura,
Procura direcção que ganhe altura
Contra broncos corruptos tão servis.

É urgente livrar comunidade
De homens que põem interesse próprio
Acima do desejo da cidade,

Promover Alcochete em Portugal,
Na Europa, no Mundo, todo o sítio
Em hora favorável sem igual.

João Marafuga in Alcoxetânia, 2004

Quem governa assim...

O executivo camarário de Alcochete decidiu conhecer empresas locais e, de caminho, promete alertar os gestores para a sua responsabilidade social.
Ninguém estranha que só ao 22.º mês de mandato este executivo se lembre dos empresários?
Se inexistentes outros motivos ponderosos e facilmente imagináveis, o simples facto de a vereação ter decidido que, em 2006, o Município de Alcochete cobraria uma derrama de 10% sobre a colecta de IRC seria boa razão para mais cedo se ter abeirado dos empresários, explicando-lhes as causas e objectivos dessa decisão e – se não for exigir demais – a aplicação dada à receita gerada.
Porque temos o direito de conhecer a justificação para o facto de, no ano passado, o Município de Alcochete ter sido, entre os 308 nacionais, um dos 159 que cobraram a taxa máxima da derrama.
E, relativamente a 2008, conviria que os edis aproveitassem a visita às empresas para esclarecer os respectivos gestores acerca da taxa da derrama a aplicar e do destino a dar a esse dinheiro.
A nova lei das finanças locais limita a derrama a um máximo de 1,5% sobre o lucro tributável sujeito e não isento de imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas mas, se a memória não me atraiçoa, até ao momento desconhece-se ainda qualquer decisão do Município de Alcochete sobre o assunto.

Convém ainda apresentar desculpas pelas consequências negativas das dívidas camarárias a algumas pequenas empresas, matéria que, no início do presente mandato, foi amplamente apontada pela edilidade com funções executivas como pesada e imprevista herança. Alguém se lembra de um comunicado camarário acerca de uma auditoria financeira, da qual nunca mais se conheceram pormenores?
Embora a vereação com funções executivas só se lembre dos empresários quase a meio do mandato, uma iniciativa com menos folclore e mais objectiva mereceria aplauso se realizada no primeiro semestre de 2006. Haveria tempo mais que suficiente para avaliar a situação e agir. Perdida essa oportunidade, hoje esta acção pouco mais representa que ruído. Ou poeira atirada aos olhos de desprevenidos.
Afirmo-o também por saber de um caso, geralmente desconhecido, envolvendo dezena e meia de cidadãos que, há cerca de ano e meio, pensaram criar a Fundação Alcochete para captar apoio empresarial e individual destinado a acções de carácter cultural, educativo, artístico, científico, desportivo, social e filantrópico, potenciando iniciativas que visassem a coesão social e a responsabilidade cidadã de residentes e naturais do concelho.
O que ou quem impediu a concretização imediata dessa iniciativa altruista? Há alguém que me prometeu vir aqui revelá-lo, em breve, e só por isso não devo agora antecipar-me.
De resto, quem visita este blogue há mais tempo e tem boa memória recordar-se-á que, no Verão passado, várias vezes chamei a atenção que as empresas devem assumir uma postura social consciente, interagindo com as comunidades envolventes e retribuindo-lhes parte do que delas recebem. Eis um bom exemplo do que então anotei.
O filósofo francês Luc Ferry escreveu que os políticos passam 99% do tempo a bater-se pela imagem e só 1% a mudar a realidade.
Creio que quem governa assim engana-se a si próprio. É sempre possível iludir papalvos durante algum tempo. Mas ninguém engana toda a gente durante muito tempo.

16 setembro 2007

Esquerda , Direita e Participação Cívica

O desinteresse intencional que os governantes têm manifestado em torno de formas de gestão participada dos assuntos de interesse local e nacional ficou uma vez mais patente no facto da única sessão pública de esclarecimento sobre o novo Plano de Ordenamento e Gestão da Reserva Natural do Tejo , agendada para Alcochete , ter tido lugar a um dia da semana pelas 10:00 horas da manhã.
Tal facto foi prontamente denunciado por Fonseca Bastos no seu «post» do passado dia 10 de Setembro.
A questão da participação ou mobilização cívica dos cidadãos na vida política local e nacional tem sido aflorada neste Blogue , e merece a nossa particular atenção na medida em que se trata de um dos principais indicadores do estado da democracia.
A pertinência desta questão assumirá na minha perspectiva uma importância crescente no futuro debate político nacional.
Perante o evidente esforço que os partidos de esquerda têm feito no que respeita à adopção de políticas ditas de direita , são cada vez menores e mais ténues as linhas que distinguem os partidos da direita e da esquerda.
O PS faz «reformas» que outrora não hesitaria em apelidar de «neoliberais» e até o Bloco de Esquerda (todo ele constituido por velhos partidos da extrema esquerda e grupos antidemocráticos) anda muito ordeiro e realista , assumindo inclusivamente o papel de governante da cidade de Lisboa , resignando-se ao prosaísmo do que em tempos apelidaria de «democracia burguesa».
A verdade é que este cenário pode até explicar o desastre dos partidos da direita , a quem já não basta gritar «ó da guarda vem aí a esquerda» para mobilizar a seu favor a preferência dos eleitores.
Então que fazer para demarcar a direita deste esquerdismo neófito nos papeís que reivindica?
Se já não é a democracia , nem o sentido das «reformas» , o caminho passará , na minha opinião , por um reforço na crença nos cidadãos e na sua capacidade de iniciativa e participação.
Uma das formas pela qual os partidos de direita podem evitar o efeito perverso desta evidente colagem da esquerda às suas ideias é assumirem a bandeira da luta pelo reforço dos direitos inerentes à cidadania.
Entre esses direitos estão sem dúvida os denominados direitos sociais urbanos , intimamente ligados à qualidade de vida , e que têm por objectivo a defesa dos cidadãos face aos novos problemas originados pelo desenvolvimento das urbes , e que até agora têm sido esquecidos , como aliás resulta evidente no exemplo que Fonseca Bastos nos trouxe a propósito do Plano de Ordenamento e Gestão da Reserva Natural do Tejo.
Questões como o acesso à Administração , consulta prévia , do direito à sugestão , petição e queixa , audiência pública , iniciativa regulamentar , gestão directa ou conjunta de infraestruturas de equipamentos , privacidade , segurança , e até a da defesa perante a agressividade comercial das empresas de serviços entre outras , podem e devem ser assumidas como traço inovador e distintivo da política dos partidos da direita em sede de poder local.
Só assim se poderá marcar a diferença face a uma esquerda que assumiu definitivamente o papel do «lobo disfarçado de cordeiro».

APEE da Escola D. Manuel I recorre à ASAE

Assinada pelo presidente da Direcção, a Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola EB 2,3 El-Rei D. Manuel I, de Alcochete, remeteu a seguinte carta ao inspector-geral da ASAE:

"Somos uma APEE que tem vindo, há longo tempo, a pugnar pela melhoria da qualidade dos serviços nos estabelecimentos de ensino, nomeadamente no âmbito alimentar.
"Temos procurado intervir junto dos órgãos próprios, sejam eles internos da Escola ou que tenham a tutela daquela.
"É do conhecimento geral que a situação do refeitório da Escola Básica 2/3 El-Rei D. Manuel I carece de uma enorme intervenção.
"Não pretendemos nesta carta enunciar as situações existentes. Apenas e tão só apelamos a V. Ex.ª para que dê orientações no sentido de que uma equipa proceda a uma inspecção e possa extrair as conclusões.
"Julgamos ter esgotado todas as restantes alternativas para resolver a situação e, como tal, resta-nos aguardar pela vossa intervenção".

O presidente da Direcção da APEE do mesmo estabelecimento de ensino forneceu-me ainda a seguinte explicação complementar, resumindo o desenrolar do processo desde o início:

1. Em Março de 2006 tivemos uma reunião com o Director da DREL e uma outra, já na Escola, na presença do Conselho Executivo e de um vereador da câmara de Alcochete. Em ambas e entre vários assuntos, o Director assumiu o compromisso da realização de obras no refeitório, forçando a tecla de que o concurso seria lançado e as obras iniciar-se-iam em Janeiro de 2007;
2. Na primeira reunião elaborámos uma minuta de acta, onde tudo estava referido, e ele concordou;
3. O concurso foi lançado e a obra adjudicada, mas não foi iniciada em 2007 por constatarem não ter havido cabimentação orçamental para este ano. Esta informação obtivemo-la em Abril e, de imediato, escrevemos à Ministra da Educação. De quem nunca obtivemos resposta;
4. No final do ano lectivo anterior decidimos internamente que, sobre o refeitório, avançaríamos para ASAE. Mas entendi esperar até ao inicio deste ano lectivo por dois motivos: aguardar pelo desenvolvimento das eleições do Agrupamento Vertical e verificar o que se perspectivava em relação ao Orçamento de 2008;
5. Cumpridos aqueles prazos e visto que na proposta de Orçamento de Estado para 2008, ao que sei, nada consta, comuniquei ao Conselho Executivo que iríamos enviar a carta à ASAE, salvaguardando sempre a posição deles enquanto funcionários do Ministério da Educação;
6 Quando se aperceberam de que estávamos decididos, ainda tentaram convencer-nos a adiar a decisão porque encontrariam uma alternativa que seria a de pedir ajuda aos pais e de remendar as situações mais problemáticas;
7. Não aceitei parar o processo por dois motivos: o que há a fazer é uma obra fundamental e não se compadece com remendos e, além disso, não tolero que se adjudique uma obra e não se execute por falta de cabimentação;
8. Por fim, acho que a DREL tem conhecimento que, mais dia, menos dia, estas responsabilidade transitam para as autarquias e a Escola fica mais adiada.

15 setembro 2007

Conselhos úteis

Após mais de um milhar de quilómetros percorridos no país real, tenho três conselhos ou sugestões a apresentar:
1 - Vá para fora cá dentro e repare como a maioria das autarquias cuida bem de jardins, rotundas, canteiros e espaços verdes em geral. Seguidamente, desloque-se aos Paços de Concelho de Alcochete e comprove que os "nossos" autarcas nem se envergonham com o estado lastimável de canteiros situados a 25 metros da porta principal;
2 - Repare que na maioria das vilas e aldeias quase todos os edifícios dos centros históricos estão limpos e apresentáveis. No entanto, raros são os edifícios dos centros históricos de Alcochete e Samouco com conservação e manutenção em cada oito anos, prazo legalmente previsto para o efeito;
3 - Pense em mandar passear bem longe da nossa autarquia quem permitiu que as coisas chegassem a este estado lastimável. Ajude a descobrir quem seja capaz de fazer melhor.

14 setembro 2007

Bronco (2)

Senhor gestor das trevas é estratega...
Ele vai colocar-se no terreiro,
Vê-se pouco, mas traz tamborileiro
P'ra acompanhar a verborreia cega.

Usa fato, gravata e sisudez,
Verniz que o levará a presidente
De câmara, desejo tão premente,
Pese embora seu ar de estupidez.


A faladura perde consistência
Por de lógica ser tão desprovida...
Mas isso considera minudência

Que conta não pesar para a corrida
Onde um fato garante competência
A bronco de cabeça pervertida.

João Marafuga in Alcoxetânia, 2004

13 setembro 2007

Bronco (1)

O bronco aposta na mentira chã
Por ser a velharia o seu terreiro.
Do novo nada sabe o vil matreiro,
Prisioneiro de ideia peca e vã.

Entre o bronco e a mentira tudo bem.
Dinheiro sob a mesa à preferência...
Fica sempre tranquila a consciência,
Sabido já que bronco não a tem.

Eu tinha solução p'ra tipo bronco
Que seria arrancar-lhe o chão dos pés
Sem mais juízo de valor e pronto.

Eu fá-lo-ia andar de lés-a-lés
A fugir de cratera, lava e estrondo
Qual carneiro perdido sempre aos més.

João Marafuga in Alcoxetânia, 2004

12 setembro 2007

Listas às autárquicas em Alcochete e famílias

Um facto que se topa sem dificuldade, com destaque para as listas comunistas e socialistas locais às eleições autárquicas, circunscreve-se à entrada de famílias inteiras no painel de candidatos ao sufrágio popular.
Esta inclusão, nas listas, de pai, filha, tio, sobrinhos, primos, etc., funciona às mil maravilhas para o arrebanhamento de votos porque Alcochete é um entrelaçado de algumas famílias, cada uma muito numerosa.
Por exemplo, no meu caso pessoal, só o meu pai é de Alcochete, mas mesmo assim acho que tenho, pelo menos, um parente em cada rua da vila. Na estrada onde moro, se não erro, conto seis primos em 2º e 3º grau. Se escolhêssemos uma figura pública local, qual fosse o anterior presidente da Câmara, então teria a dizer que o sr. Inocêncio é primo dos meus primos porque os pais destes são nossos tios.
Em conclusão, a escolha estratégica de uma família e inclusão da mesma numa lista a sufrágio para os órgãos autárquicos em Alcochete toca, por parentesco ou afinidades, nos sentimentos de uma fatia considerável dos eleitores.
Eis por que todas as pessoas legitimamente interessadas na dádiva de um serviço público aos órgãos autárquicos do Concelho de Acochete devem reflectir em todas as chamadas de atenção feitas por mim nestes últimos textos.

VIL TRISTEZA

Não vales nada, temes a mudança,
Manténs o competente subjugado
Por medo de qualquer inesperado
Acto de alguém que traga outra pujança,

Sacuda tal poleiro carcomido
Tempo há de parasita pestilento,
Deixe à tona o processo fraudulento,
Teu esquema na verdade envelhecido.

Fico farto de tanta safadeza,
Assistindo impotente à derrocada
De Portugal que vive a vil tristeza.

P'lo comedor eu passarei um dia,
Fitá-lo-ei calado sem palavra
E repare que a manha dele eu via.

João Marafuga in Alcoxetânia, 2004

11 setembro 2007

O GOSMA

Avança o gosma feito lince à espreita,
Matreiro a controlar o movimento,
Não surja tresmalhado impedimento
À trama desta vez quiçá perfeita.

Há-de ser presidente ou segundo homem,
Para si uma ou outra coisa vale.
Ao ignaro por tolo não o tomem,
Ganhar reforma nédia o grande ideal.

Digam que apenas tem a quarta classe
Que contra dizem ser trabalhador
Sem existir à frente quem lhe passe.

O gosma rejubila com fervor
Sem ver contradição que o embarace,
Gerindo a estupidez a seu favor.

João Marafuga in Alcoxetânia, 2004

10 setembro 2007

Ordenamento do Tejo em discussão pública

Chamo a atenção dos interessados para o conteúdo desta notícia.
No último parágrafo é notório o desejo de que poucos participem nas sessões de esclarecimento da proposta do novo plano de ordenamento e gestão da Reserva Natural do Estuário do Tejo.
A única sessão pública prevista para Alcochete realizar-se-á na próxima quinta-feira, pelas 10 horas.
Como é bom de ver, a maioria da população activa faltará nesse dia ao trabalho para ser esclarecida...
Ninguém pressiona estes senhores para demonstrarem maior respeito pelas pessoas?
Acabo de tentar aceder ao sítio na Internet do Instituto de Conservação da Natureza, o que foi impossível por estar bloqueado devido a excesso de tráfego.
Prometo voltar ao assunto quando regressar à base.

Aberrações de comunistas e socialistas locais

Em tempos idos, quando falava com alguns comunistas sobre o baixo grau académico dos autarcas desta terra de Alcochete, a resposta invariavelmente dada era que esses autarcas eram grandes trabalhadores.
Assim sendo, ficava com a impressão de que, para os comunistas, ser grande trabalhador era condição quantum satis para ser autarca.
Pobres de centenas e centenas de milhares de grandes trabalhadores portugueses com razão de sobra para se sentirem ofendidos por nunca terem participado na gestão autárquica.
O outro aspecto abjecto da mentalidade de comunistas e socialistas locais é o seguinte: determinado munícipe, competente, no exercício de profissão reconhecida publicamente, disponível para um serviço público, é muitas vezes preterido das listas a favor de um desempregado compincha. A justificação é que o primeiro não tem problemas de maior na vida; o segundo não tem o ordenado ao fim do mês. Mas eu pergunto: os interesses das populações podem estar sujeitos a esta lógica miserável?
Depois do que acabo de escrever, será que alguém, sobre o pedestal da falsa superioridade, venha aqui declarar que estas gravíssimas aberrações não tenham comentários?

08 setembro 2007

Paz na cultura e recreio

Para haver entendimento, paz e cooperação entre colectividades afins e vizinhas, dentro do concelho de Alcochete e com as dos municípios adjacentes, vislumbro algumas hipóteses de solução.
Estas propostas podem e devem ser melhoradas com a participação de autores e leitores deste blogue:

Dentro de Alcochete
1. As colectividades de cultura e recreio subsidiadas pelo município terão de actuar, em espaço público aberto, pelo menos nas festas anuais das três freguesias do concelho. As actuações partirão de um convite formal da organização ou colectividade anfitriã, de que deve ser dado conhecimento ao município, cujos serviços prestarão apoio privilegiado;
2. O Município de Alcochete cooperará, generosamente, em qualquer outra iniciativa conjunta, nacional ou internacional, organizada por colectividades afins de cultura e recreio de mais de uma freguesia local, susceptível de contribuir para a valorização, coesão e engrandecimento das colectividades ou captar ampla participação popular em espaços públicos abertos;
3. O Município de Alcochete subsidiará, generosamente, deslocações e actuações nacionais e internacionais de colectividades locais de cultura e recreio, desde que as mesmas tenham carácter representativo formal do concelho, da região ou do país;
4. Para lá do acima indicado, as colectividades afins de cultura e recreio receberão do município um subsídio anual idêntico;
5. As colectividades de cultura e recreio subsidiadas pelo Município de Alcochete terão de incluir, permanentemente, no braço direito dos respectivos fardamentos ou indumentárias, um brasão bordado do concelho fornecido pelo município;
6. Quando haja corte de relações entre duas colectividades do concelho, o Município de Alcochete suspenderá todos os apoios a ambas até que ocorra reatamento formal em cerimónia pública aberta.

Com os municípios adjacentes
1. Os edis de Alcochete comprometem-se a tentar estabelecer acordos com homónimos de municípios adjacentes, de modo a que colectividades afins de cultura e recreio actuem, em espaços públicos abertos, pelo menos nas festas anuais com maior participação popular nos municípios aderentes. As actuações partirão de um convite formal da organização ou colectividade anfitriã, de que deve ser dado conhecimento aos respectivos municípios, cujos serviços prestarão apoio privilegiado;
2. Os municípios cooperarão, generosamente, em qualquer outra iniciativa conjunta, nacional ou internacional, organizada por colectividades afins de cultura e recreio de mais de um concelho aderente, realizada em espaços públicos abertos e susceptível de captar ampla participação popular;
3. Os municípios subsidiarão, generosamente, deslocações e actuações nacionais e internacionais de colectividades afins de cultura e recreio das respectivas áreas administrativas, desde que participem duas colectividades de mais de um concelho aderente e ela assuma carácter representativo formal da região ou do país;
4. Os municípios aderentes cooperarão, generosamente, em iniciativas susceptíveis de contribuir para a valorização, coesão e engrandecimento de colectividades de mais de um concelho;
5. Quando haja corte de relações entre duas colectividades dos municípios aderentes, estes suspenderão qualquer cooperação com as mesmas até que haja reatamento de relações em cerimónia pública aberta.

Propositadamente, deixei de fora o caso especial de Ayamonte (sul de Espanha, frente a Vila Real de Santo António). Há muitos anos que passo férias na região e considero digna de realce – embora quase ignorada localmente – a participação regular de bandas de Alcochete e de Montijo nas festas em honra da Senhora das Angústias, realizadas no início de Setembro.
No entanto, não me recordo de alguma vez ter sabido de concertos ou actuações, em Alcochete ou Montijo, realizados por bandas ou grupos daquela cidade espanhola.
Nada que me pareça insusceptível de resolução através de acordo trilateral. Caso os presidentes de câmara de Alcochete e de Montijo e o alcaide de Ayamonte não se conheçam, há por aí quem seja capaz de os pôr em contacto. Até eu, se for necessário.
O que considero absurdo é alcochetanos e montijenses, em geral, ignorarem que, há muitos anos, durante uma semana, algumas das suas bandas têm papel destacado em festas populares realizadas em Ayamonte.
Tal como me parece inaceitável que não tenhamos a oportunidade de, com a mesma regularidade, retribuir esse acolhimento a colectividades de cultura e recreio de Ayamonte.

P.S. – Porque não desejo nem devo contribuir para acirrar os ânimos entre colectividades, sejam ou não alcochetanas, doravante não validarei qualquer comentário susceptível de agravar um problema que me parece injustificado e inadmissível.
Pelo contrário, acolherei de bom grado e darei destaque a quaisquer contribuições para a pacificação e entendimento geral, mesmo que anónimas.

06 setembro 2007

O munícipe Marafuga e os autarcas

O problema entre mim e os autarcas de Alcochete repousa centralmente no facto de eu nunca considerar digno do poder nenhum homem que passou pela Câmara desde o 25 de Abril.
Inicialmente, ilibava os partidos políticos e pretendia ver a causa de tal facto no aventureirismo desprezível de homens que, não obstante todas as insuficiências, conseguiam obter a confiança do eleitorado para, através de cargos públicos, resolverem problemas da vida privada.
De alguns anitos a esta parte mudei a minha análise sobre estas coisas, apontando o dedo em riste aos partidos pelo aproveitamento de caciques abjectos para ganhos eleitorais.
Em Alcochete, ao longo dos mais de trinta anos de poder local, se se via que este e aquele borra-botas poderiam arrebanhar fatias consideráveis do eleitorado, era exactamente esses que as direcções locais dos partidos comunista e socialista escolhiam para encabeçar a Câmara, a Assembleia Municipal e as Juntas de Freguesia das respectivas listas.
O facto de eu reconhecer que os partidos são pilares importantes do Estado de direito não invalida de os responsabilizar por muitas vezes atropelarem por completo princípios e valores a favor de resultados coxos.
Evidentemente que as populações são as vítimas indefesas de todo este processo odioso sem qualquer racionalidade que denuncio pela milésima vez.
Eis por que eu nunca tive respeito por qualquer homem que passou pela Câmara de Alcochete nas últimas três décadas.

05 setembro 2007

Alguém sabe responder?

Alguém sabe dizer-me o ano em que, pela última vez, a banda da Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense deu um concerto em espaço público aberto de Alcochete?
Alguém sabe dizer-me o ano em que, pela última vez, a banda da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 deu um concerto em espaço público aberto de Samouco?
Alguém sabe dizer-me em que ano o Rancho Folclórico Os Camponenses de São Francisco actuou no Passil? E na Fonte da Senhora?
Alguém sabe dizer-me em que ano o Rancho Folclórico de Danças e Cantares do Passil actuou na Fonte da Senhora? E em São Francisco?

04 setembro 2007

Incúria e omissão são sintomas de incompetência


A foto retrata a situação precária em que se encontra o muro da Casa do Povo de Alcochete e que se vem agravando há muitos e muitos meses.

Para além das viaturas ali parqueadas, o local em causa é um ponto de passagem obrigatório para os moradores da actual Praceta Constantino Pinto Rodrigues, sendo muito frequente ali estarem crianças a brincar, já para não falar dos muitos jovens e utentes que frequentam actividades diversas na Casa do Povo e que normalmente utilizam os espaços verdes envolventes .


Por ali passam diariamente viaturas e funcionários da Câmara Municipal de Alcochete, para além do pessoal responsável pela limpeza urbana, que quando ali está em serviço também corre o risco de levar com o muro em cima. É impossível não repararem no estado em que está o muro.

Contudo, ninguém parece dar importância ao problema até ao dia em que o muro cair e alguém se magoar seriamente, o que faço votos nunca venha a acontecer. Provavelmente, se tal acontecer, não me surpreenderia ver a Câmara de Alcochete agir como a Câmara do Seixal, que como todos sabem, ainda contesta judicialmente a sua responsabilidade pela morte de uma criança, que há oito anos atrás caiu num tampo de esgoto deixado a descoberto.

Para mim, incúria e omissão são sintomas de desleixo e INCOMPETÊNCIA.

A propósito das cauções da água

A problemática das cauções da água sempre tão bem esclarecida aqui pelo nosso companheiro de blog Fonseca Bastos arranca de mim uma pequena reflexão sobre a transparência do executivo camarário desta terra de Alcochete.
Se olharmos para a revisteca da Câmara e mais desdobráveis que chegam às mãos dos munícipes, confrontamo-nos com a transparência da Câmara ou com propaganda rasteira que outra coisa não é do que vaidade, quero dizer, a necessidade primária que algumas pessoas têm de colocar em máxima evidência a própria imagem?
E a deslocação das reuniões da Câmara por esse Concelho fora veio alterar substancialmente um modo de fazer política que mais pertence a salas de museu retrógrado?
Estas práticas antidemocráticas com reflexos em todos os procedimentos dos autarcas comunistas quais sejam as cauções da água, violam um dos princípios fundamentais do Estado de direito, a visibilidade do poder.