19 maio 2009

Municipalismo de outrora (20): chefe da secretaria afastado


À época dos factos relatados no texto
os Paços do Concelho situavam-se
neste edifício do Largo da República.


Na reunião da vereação da câmara de 23 de Agosto de 1939 é denunciada uma inexplicável omissão do ex-chefe da secretaria do município, o qual não cobrara aos comerciantes, quatro anos antes, o adicional de imposto indirecto sobre o vinho, receita que pertencia ao Estado e da qual a autarquia deveria prestar contas.
Nessa sessão camarária é mencionada a recomendação do novo chefe da secretaria, segundo o qual era urgente obter das instâncias competentes o saneamento da situação criada pela suspensão dos processos de execução fiscal movidos contra devedores do imposto do vinho, no segundo semestre de 1935, porque a manutenção do "statu quo" acarretaria responsabilidades para o município.
O presidente informa ter diligenciado, junto da Direcção-Geral da Administração Pública e Civil, para que se reconhecesse a situação criada, por força dos graves inconvenientes que adviriam para os interessados e a própria câmara, se se prosseguisse com os referidos processos.
Segundo o presidente Francisco Leite da Cunha, o director-geral prometera-lhe relevar a responsabilidade da câmara relativamente à inobservância dos prazos estipulados no Código de Execuções Fiscais.
Na sessão de 30 de Setembro de 1939 é o vereador Manuel Marques Sena que dita para a acta que, "tendo em consideração a responsabilidade que à câmara cabe na paralisação dos processos de execução fiscal relativos à questão do imposto de consumo de vinho do 2.º semestre de 1935, proponho que sejam tomadas todas as medidas para resolução rápida deste assunto".
Este imbróglio – que se arrastará durante quase seis anos subsequentes – culminaria no princípio de 1941. Na acta de 1 de Fevereiro consta o relato de uma decisão judicial acerca do auto levantado ao então chefe da secretaria da câmara, que não cobrara o adicional aos impostos indirectos de alguns comerciantes.
A câmara movera um processo a esse ex-funcionário, com a intenção de o obrigar a pagar os impostos em falta, sendo o caso abordado, várias vezes, em reuniões da edilidade. Mas só então o Contencioso das Contribuições e Impostos decide julgar o processo insubsistente, absolvendo o chefe da secretaria de arcar com a responsabiliade pecuniária. No entanto, como se tratava de dinheiro de imposto devido ao Estado, o contencioso fiscal não isenta a câmara de pagar esse adicional.
Em face do acórdão, a edilidade considera que seria "desprestígio para o município impor a 936 contribuintes pagamentos que variavam entre $10 e 2$00", propondo que o ministro do Interior autorizasse a própria câmara a pagar os 903$60 em falta nos cofres do Estado. Tempos depois o ministro do Interior recusaria também a proposta e a câmara ver-se-á forçada a cobrar essa importância aos contribuintes.


(continua)

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17 maio 2009

"O capitalismo anticapitalista"

Leiamos, para bem dos nossos filhos e netos, "O capitalismo anticapitalista" de Olavo de Carvalho em http://www.olavodecarvalho.org/semana/090513dc.html

Lembrete para hoje, amanhã e depois

Quem quiser enfrentar comunistas tem que ter o rabo solto.

16 maio 2009

O rei vai nu


Estruturas partidárias locais são objecto de acusações abjectas; a administração do município sobrepõe-se sem pudor às iniciativas dos particulares...e tudo vai bem...quero dizer...tudo vai mal porque o rei vai nu.
Vivo na esperança de um dia o povo ver que estes comunistas desfilam em camisa e soltar contra eles a gargalhada geral.

14 maio 2009

Indignação

Há pouco mais de um ano revelei neste blogue que, segundo dados estatísticos de 2005, cada residente contribuía anualmente com a significativa verba de 776€ (cerca de 155 contos em moeda antiga) para as receitas da autarquia.
São mais de 2€ diários de colecta por cidadão, embora dificilmente se vislumbrem os benefícios reais desse esforço individual e jamais algum eleito se julgasse no dever de apresentar justificações.
Contudo, a crer num comentário publicado em texto inserido mais abaixo, Fernando Pinto revela que a autarquia concedeu um subsídio de 40.000€ à Feira do Cavalo, a realizar durante quatro dias da próxima semana.
Fernando Pinto não é anónimo (trata-se do ex-presidente da Direcção do Aposento do Barrete Verde) e acredito que terá colhido a informação em boa fonte, mas é-me impossível confirmar ou negar tal verba porque, até à presente data, nenhuma informação oficial ou oficiosa de órgãos autárquicos mencionou o montante do subsídio atribuído.
Portanto, até prova em contrário confio na palavra de Fernando Pinto e como cidadão atento e contribuinte com direito à indignação não quero deixar de lavrar o meu enérgico protesto por o executivo camarário ter decidido que, em apenas quatro dias, se queimarão numa manifestação sem relevância económica, social ou cultural os impostos anuais liquidados à autarquia por mais de 50 alcochetanos.
Isto não é cumprir o desígnio constitucional que justifica a existência de autarquias locais. Isto é desperdício inaceitável e tanto mais indecente quanto ocorre numa época de incerteza, em que todos enfrentamos dificuldades!

13 maio 2009

O estado da comunicação social em Alcochete

Porque acho revelante e pedida a devida vénia ao Praia dos Moinhos , dou um saltinho até aqui para sugerir uma consulta a:

http://alcochetanidades.blogspot.com/2009/05/jvc-cuspir-para-o-ar-da-mau-resultado.html

Ali se esclarece quem é o JVC a que alude o Prof.João Marafuga no texto anterior e a que F.Bastos já fez referência no seu comentário a esse texto.

São situações que não podem passar despercebidas a quem se interessa pelo estado de coisas em Alcochete.

"Arruaceiros ou cowboys engatatões"?

O Jornal de Alcochete, na sua edição de 13 de Maio de 2009, num artigo sob o título "Credibilidade" assinado por um tal de JVC, insinua haver «...arruaceiros ou cowboys engatatões...» que se candidatam aos órgãos autárquicos em Alcochete.
Bom, este texto vale 0 (zero).
Não vou aqui armar-me em santinho e negar que nunca fiz uma insinuação ao longo de trinta anos a escrever em órgãos de comunicação tradicionais e electrónicos, mas eu sempre dei o rosto através do meu nome civil, podendo eventuais lesados reclamar de mim explicações públicas ou recorrer aos tribunais.
Quem é JVC?
E quem são os ditos cujos?
A resposta a estas perguntas deve, inclusive, ser exigida, por todos os candidatos, uma vez que, doravante, perante tal suspeição, nenhum escapa na mente dos eleitores.

12 maio 2009

"Alerta, disse, estai que o vento cresce..."

Meus amigos, o País vai estar em campanha eleitoral quase até ao fim do ano.
Eu não sou homem - nem devo sê-lo - para ficar indiferente a tudo que se passa a meu redor.
Nesta conformidade, torno a chamar a atenção de todos para o blog
http://alcochetanidades.blogspot.com/ , uma vez que este órgão electrónico de comunicação apresenta textos que manifestamente podem concorrer para o esclarecimento da opinião pública.
Aguns pontos de vista importantes me afastam de Luís Proença, mas este facto não é peso tão pesado que me leve a ignorar o esforço do meu adversário "por Alcochete" e a faltar à honestidade intelectual comigo e com ele.

10 maio 2009

Educação e cultura


«E sabemos que se a educação pode fomentar e melhorar ou não a cultura, pode com certeza adulterá-la e degradá-la. Pois, não há dúvida de que, em nosso impulso precipitado para educar a todos, estamos baixando nossos padrões; abandonando mais e mais o estudo daqueles assuntos pelos quais é transmitido o essencial de nossa cultura, daquela parte que é transmissível pela educação; destruindo nossos antigos edifícios para preparar o terreno onde os nómadas bárbaros do futuro acamparão com suas caravanas mecanizadas» (T. S. Eliot).

08 maio 2009

Diferença entre um liberal e um socialista


«O liberal é humilde. Reconhece que o mundo e a vida são complicados. A única coisa de que tem certeza é que a incerteza requer a liberdade para que a verdade seja descoberta por um processo de concorrência e debate que não tem fim. O socialista, por sua vez, acha que a vida e o mundo são facilmente compeensíveis; sabe de tudo e quer impor a estreiteza de sua experiência, ou seja, sua ignorância e arrogância, aos seus concidadãos» (Raymond Aron).

06 maio 2009

Municipalismo de outrora (19): câmara fixa impostos indirectos

No período abrangido pela minha consulta a actas municipais do período 1938/1945, a câmara cobrava impostos indirectos aos comerciantes sobre a venda de bens essenciais, do petróleo à carne, passando por hortícolas, cereais, bebidas alcoólicas e peixe.
Os critérios de taxação eram definidos pela própria vereação, caso a caso, baseada em parecer prévio do fiscal camarário.

Em finais de 1938 o presidente da câmara faz aprovar uma proposta para que os retalhistas de víveres de Samouco paguem os seus impostos por avença, directamente na secretaria da câmara, sendo a respectiva taxa idêntica à dos congéneres de Alcochete. A partir de então o cobrador de impostos de Samouco passaria a ter uma remuneração correspondente a metade do valor das receitas geradas. A câmara possuía cobradores de impostos em ambas as freguesias.
Em 1938 o fiscal de Alcochete tinha de vencimento 550$00 e o de Samouco 145$80. Devido à crise económica originada pela guerra – que levaria ao encerramento de inúmeros estabelecimentos comerciais e à consequente suspensão da cobrança de impostos indirectos, como veremos mais adiante – em 1942 o fiscal de Alcochete ganhava somente 500$00.
Da acta da sessão de 20 de Julho de 1940 depreende-se que o papel do fiscal e cobrador de impostos era relevante na colecta de receitas, pois dela consta a seguinte proposta do presidente: "verificando-se que Ana de Jesus Guerra e Rosa Pereira, ambas da vila, estão avençadas por quantia muito inferior à que o Código Administrativo estabelece, tendo a fiscalização informado que aquelas contribuintes vendem por mês, respectivamente, 58 kgs de carnes verdes e fumadas ao preço de 6$00/kg, delibera a câmara elevar a avença mensal da primeira para 9$00 e à segunda para 14$40".
Numa acta de Janeiro de 1939, aparece o que se supõe ser a lista completa dos comerciantes então existentes no concelho, bem como o valor das respectivas avenças.
Nas duas únicas freguesias então existentes – São João Baptista de Alcochete e São Brás de Samouco – pagavam avenças 48 comerciantes de carne e 40 de petróleo. Alguns vendiam ambos os produtos.
Os impostos eram normalmente pagos por avença mensal, mas alguns comerciantes faziam-no também "ao manifesto", dependendo do que solicitavam à câmara através de requerimento.
Em 1938/39 os principais comerciantes requeriam o pagamento "ao manifesto" e o maior dos avençados – Estabelecimentos Silva & Companhia – liquidava 91$20 mensais.

Ainda em Janeiro de 1939, uma das actas reproduz a tabela da "estiva camarária", que se depreende corresponder a uma taxa que os comerciantes pagavam ao município pelo transporte de bens.
As taxas permitem conhecer a cotação relativa de cada produto no mercado comercial:

Azeite 6$00 por litro
Batata $70/kg
Centeio 9$00/alqueire
Cera em rama 120$/arroba
Cortiça 15$00/arroba
Farinha 50$00/tonelada
Fava 1$00/litro
Mel 5$00/kg
Gado suíno 80$00/arroba
Rama de pinho 26$00/talha
Vinho $80/litro
Frangos 5$00/bico
Carne de vaca 6$00/kg
Carne de chibato 5$00/kg
Carne de carneiro 5$00/kg
Carne de porco 6$60/kg
Petróleo 1$60/litro.
Na sessão de 12 de Abril de 1939, o presidente anuncia que 13 comerciantes de petróleo da freguesia de São Brás de Samouco reclamam do valor das avenças e, depois de ouvido o fiscal camarário, decide-se reformular esse imposto de consumo.

(continua)

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03 maio 2009

Recusa a pagar

Alcochetanos, recusem pagar a entrada na Feira do Cavalo!
Os comunistas que façam a festa sozinhos!

02 maio 2009

Alerta




Os residentes em Alcochete deviam ler, atentamente e na íntegra, este texto publicado na edição de hoje do DN.
Escrevi muito neste blogue sobre a transparência na política e nas campanhas eleitorais. Parece-me oportuno recomendar o retorno ao último relacionado com essa matéria.
Ainda deve haver gente com memória mas, todavia, esclareço que a imagem acima é da campanha eleitoral autárquica local em 2001.

01 maio 2009

Alcochetanos!

É urgente ler o texto de Luís Proença intitulado "Relatório de Gestão e Contas da CMA 2008 - Evidências de Desgovernação" em http://alcochetanidades.blogspot.com
Por Alcochete.

30 abril 2009

É a crise, estúpido!



Passe a publicidade, puseram hoje isto na minha caixa de correio.
Outro sinal dos tempos difíceis que atravessamos e que, por mera conveniência política, ainda há quem tente, a todo o custo, iludir e esconder.

29 abril 2009

Municipalismo de outrora (18): água de consumo público

Erguido em 1946, o depósito de água dos Barris
é visível do espaço (imagem Google Earth)

No início da década de 40 do século passado a esmagadora maioria da população de Alcochete ainda se abastecia de água em poços e fontanários existentes em diferentes locais da vila, havendo então em Samouco apenas um poço e uma fonte.

São Francisco dispunha de uma única fonte, cuja reparação custou à câmara 22$00 no mês de Julho de 1938, conforme consta de acta camarária.
Entre 1938 e 1942, os poços públicos mais frequentemente citados nas actas são os dos Barris e do Moyzém, devido às constantes reparações das respectivas bombas manuais. Pontualmente é também citado o poço de São João (então existente no largo com o mesmo nome) mas, ao contrário daqueles, não suscitava despesas significativas.
Em 1944 a bomba do poço dos Barris era já movida a vento, um "aeromotor" semelhante aos ainda existentes em várias propriedades do concelho, engenho que – tal como as noras – tende a desaparecer da paisagem por não haver quem se interesse pela recuperação dos poucos ainda de pé.
Em finais dos anos 30, alguns privilegiados da freguesia de Alcochete usufruíam de uma pequena rede de distribuição domiciliária de água, em artérias compreendidas entre o actual Largo da Feira (o da antiga fábrica de cortiça Orvalho), a Rua Comendador Estêvão de Oliveira (artéria pedonal entre os largos de São João e da Misericórdia) e o Largo Coronel Ramos da Costa (o da farmácia Nunes).
O município investirá na expansão dessa rede até ao final da década de 30, pelo menos, quando começa a planear-se a construção de nova infra-estrutura contemplando toda a área urbana da vila, que na época correspondia, sensivelmente, ao que se convencionou chamar "zona histórica".
Em Julho de 1938 é autorizado o pagamento de 2.000$ a António Gomes Coelho, "pela segunda prestação por conta do levantamento e estudo do projecto de fornecimento de água à vila". Seis meses depois são liquidados mais 3.792$00, pela terceira e última prestação do estudo. Em 1938 a taxa anual de ligação de um ramal de água à rede pública era de 50$00. No Outono de 1939 o aluguer do contador tinha o preço mínimo de 9$00, com direito a 3000 litros de consumo mensal.
Inicialmente, os consumidores de energia eléctrica e de água das redes públicas de Alcochete eram escassos. Mas foram aumentando rapidamente. Em Março de 1939 a câmara adquiria, na Repartição de Finanças, 150 selos fiscais de $10 para os recibos mensais apresentados aos consumidores, mas em Novembro seguinte seriam 400 selos e em Setembro de 1940 necessitava de 600 estampilhas fiscais.
O deflagrar da Segunda Grande Guerra teve impacte negativo em ambos os serviços e várias dezenas de consumidores, incluindo comerciantes, prescindiram dos mesmos, como as actas municipais amplamente registam.
Os pedidos de ligação de ramais e baixadas às redes públicas de água e electricidade eram apresentados em requerimento e individualmente aprovados em sessão da câmara. Por eles fica a saber-se que, em Setembro de 1938 – pouco mais de ano e meio após a sua fundação – o Grupo Desportivo Alcochetense pediria a ligação da sua instalação eléctrica no Largo da República à rede camarária.
Cinco meses depois é autorizada ao rival Imparcial "Foot-Ball" Clube de Alcochete a ligação da água da rede pública aos balneários do campo de jogos (situava-se, sensivelmente, no local onde hoje está a Escola EB 2,3 El-Rei D. Manuel I).
Lê-se também nas actas que o primeiro proprietário da Farmácia Gameiro e co-fundador do Aposento do Barrete Verde — António Rodrigues Regatão — residia na Travessa Luís Alves, da vila de Alcochete. Em Setembro de 1940 pede autorização à câmara para levantar a calçada da via pública, junto ao prédio da sua moradia, a fim de ligar a água da rede pública à habitação.
Outra curiosidade: a Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 teve luz eléctrica na sua sede a partir de meados de 1941 e água desde Fevereiro de 1943.
Na sessão de 27 de Março de 1942 são aprovados o programa do concurso e o caderno de encargos relativos à obra de abastecimento de água à vila, mandando-se publicar anúncios fixando o concurso público para o dia 20 de Abril seguinte, com a base de licitação de 510.000$. A verba era elevadíssima para a época, bastando recordar ser equivalente a quase dois anos do orçamento corrente da câmara.
Talvez por causa disso, a primeira rede de abastecimento domiciliário de água ficaria concluída apenas em 1946.
O símbolo mais visível desse empreendimento continua a ser o hoje esquecido e abandonado depósito elevado dos Barris (situado na urbanização com a mesma designação), sobre cuja porta de acesso está gravado o ano da sua inauguração.
Entretanto, na sessão de Setembro de 1943 a câmara tomaria conhecimento de que o Estado decidira reforçar a sua comparticipação nessas obras, em mais 36.871$70. Normalmente as redes de água e saneamento eram lançadas ao mesmo tempo e a primeira referência à rede de esgotos da vila de Alcochete data de Janeiro de 1939, quando se decide elaborar o estudo e o levantamento da respectiva planta.

(continua)

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25 abril 2009

Alvorada

Tenho mantido o meu silêncio ao longo deste período e sempre que posso leio e acompanho com elevado cuidado as palavras sensatas que aqui vão sendo poduzidas.
Passaram quatro anos de mandato autárquico.
Algumas preocupações me assolam, não vou dar respostas, mas somente deixar questões que me saibam dar respostas:
- que mudou em Alcochete nestes quatro anos?
- onde está o envolvimento participativo dos cidadãos?
- por onde têm andado as forças polítcas de oposição?
- qual o grau de aplicabilidade da carta educativa aprovada?
- onde estão ideias estratégicas de desenvolvimento do concelho?
- que tem sido feito na coordenação dos apoios sociais às populações mais carenciadas e perfeitamente identificadas no nosso concelho?
- qual o grau de execução de tantos e tantos planos que foram elaborados pelo poder autárquico?
Incomoda-me o silêncio e a falta de dinâmica de quem tem responsabilidades de envolver os cidadãos nas decisões em liberdade do futuro do concelho.

24 abril 2009

Mais recados

Estes recados do ex-presidente Ramalho Eanes são para mim e para si, caro(a) leitor(a).
Temos o que merecemos, diz ele.

Também os bispos portugueses lançam alertas. Mas o que recomendam já aqui foi debatido e exercitado vezes sem conta.

23 abril 2009

"Alcochetanidades"

Ninguém perderá nada, antes poderá ganhar alguma coisa, se consultar http://alcochetanidades.blogspot.com , ler os últimos textos de Luís Proença e ouvir as intervenções deste candidato a autarca pelo PSD no You Tube.