16 outubro 2010

Orçamento Estado 2011

A proposta de Orçamento do Estado para 2011 propõe 50 processos de reorganização na Administração Pública, incluindo várias extinções de organismos.
São estas as alterações anunciadas:


1. É extinta, sendo objecto de fusão, a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas, sendo as suas atribuições integradas na Biblioteca Nacional de Portugal.

2. É exteriorizado o Estádio Universitário de Lisboa, I.P., deixando de integrar a Administração Central.

3. É reorganizada a rede de serviços de acção social do Ensino Superior, de forma a optimizar a oferta coordenada e integrada de serviços ao nível regional e nacional.

4. É extinto, sendo objecto de fusão, o Gabinete Coordenador do Sistema de Informação, sendo as suas atribuições integradas no Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação.

5. É extinta, sendo objecto de fusão, a Comissão para a Optimização dos Recursos Educativos, sendo as suas atribuições integradas no Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação.

6. É extinto, sendo objecto de fusão, o Observatório das Políticas Locais da Educação, sendo as suas atribuições integradas no Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação.

7. É extinto, sendo objecto de fusão, o Gabinete de Gestão Financeira do Ministério da Educação, sendo as suas atribuições integradas na Secretaria-Geral do Ministério da Educação.

8. É extinto, sendo objecto de fusão, o Gabinete de Avaliação Educacional, sendo as suas atribuições integradas na Direcção-Geral da Inovação e Desenvolvimento Curricular.

9. Racionalização das redes diplomática e consular.

10. É extinto o Instituto de Informática do Ministério das Finanças e da Administração Pública, sendo as suas atribuições transferidas para a Secretaria-Geral deste Ministério e para a GERAP – Empresa de Gestão Partilhada de Recursos da Administração Pública, E.P.E.

11. Reestruturação do sistema de supervisão financeira, com a redução de três para duas autoridades de supervisão financeira.

12. São objecto de fusão a Direcção-Geral dos Impostos e a Direcção-Geral das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo.

13. São objecto de fusão a Agência Nacional de Compras Públicas, E.P.E., e a Empresa de Gestão Partilhada de Recursos da Administração Pública, E.P.E.

14. É extinto o Hospital Condes Castro de Guimarães.

15. São agrupados, no Grupo Hospitalar do Centro de Lisboa, a Centro Hospital de Lisboa Central, E.P.E., a Hospital Curry Cabral, E.P.E. e a Maternidade Alfredo da Costa.

16. São agrupados, no Centro Hospital e Universitário de Coimbra, a Hospitais da Universidade de Coimbra, E.P.E., a Centro Hospitalar de Coimbra, E.P.E., e o Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra.

17. São agrupados, no Centro Hospitalar de Aveiro, a Hospital Infante D. Pedro, E.P.E., o Hospital Distrital de Águeda e o Hospital do Visconde de Salreu.

18. São agrupados o Hospital de São João e o Hospital de Nª Sra. Conceição.

19. É extinta a estrutura de missão Parcerias Saúde.

20. É extinto, sendo objecto de fusão, o Observatório do Emprego, sendo as suas atribuições integradas no Centro de Relações Laborais.

21. É extinto, sendo objecto de fusão, o Conselho Nacional da Formação Profissional, sendo as suas atribuições integradas no Centro de Relações Laborais.

22. É extinto, sendo objecto de fusão, o Conselho Nacional de Higiene e Segurança no Trabalho, sendo as suas atribuições integradas no Centro de Relações Laborais.

23. É extinta a Comissão de Gestão do Programa de Apoio Integrado a Idosos.

24. É extinta a Caixa de Previdência dos Trabalhadores da EPAL.

25. É extinta a Caixa de Previdência e Abono de Família dos Jornalistas.

26. É extinta a Caixa de Reformas e Aposentações do Banco Nacional Ultramarino.

27. É extinta a estrutura de missão do Programa para a Inclusão e Cidadania (PIEC), sendo as suas atribuições integradas no Instituto de Segurança Social, I.P..

28. É extinto o Gabinete para o Desenvolvimento do Sistema Logístico Nacional.

29. É extinto o Gabinete do Metro Sul do Tejo.

30. É extinta, sendo objecto de fusão, a Teatro Nacional D. Maria II, E.P.E., que passa a integrar a OPART – Organismo de Produção Artística, E.P.E., conservando a respectiva identidade.

31. É extinta, sendo objecto de fusão, a Teatro Nacional de S. João, E.P.E., que passa a integrar a OPART – Organismo de Produção Artística, E.P.E., conservando a respectiva identidade.

32. É extinta, sendo objecto de fusão, a Comissão de Planeamento de Emergência das Comunicações, sendo as suas atribuições integradas na ICP – Autoridade Nacional de Comunicações.

33. É extinta, sendo objecto de fusão, a Comissão de Planeamento de Emergência do Transporte Aéreo, sendo as suas atribuições integradas no Instituto Nacional de Aviação Civil.

34. É extinta, sendo objecto de fusão, a Comissão de Planeamento de Emergência do Transporte Marítimo, sendo as suas atribuições integradas no Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos.

35. É extinta, sendo objecto de fusão, a Comissão de Planeamento de Emergência dos Transportes Terrestres, sendo as suas atribuições integradas no Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres.

36. São objecto de fusão as Direcções Regionais de Economia com as Comissões Coordenadoras e Desenvolvimento Regional.

37. É extinto, sendo objecto de fusão, o Secretariado Técnico da Comissão das Alterações Climáticas, sendo as suas atribuições integradas no Departamento de Prospectiva, Política Climática e Relações Internacionais.

38. É extinto, sendo objecto de fusão, o Gabinete Coordenador do Programa Finisterra, sendo as suas atribuições integradas no Instituto da Água.

39. É extinta, sendo objecto de fusão, a Inspecção-Geral dos Jogos sendo as suas atribuições integradas na Autoridade de Segurança Alimentar e Económica.

40. São reestruturados os serviços desconcentrados da Direcção-Geral de Veterinária, sendo as suas atribuições integradas nas Direcções Regionais de Agricultura e Desenvolvimento Rural.

41. São reestruturados os serviços desconcentrados da Autoridade Florestal Nacional, sendo as suas atribuições integradas nas Direcções Regionais de Agricultura e Desenvolvimento Rural.

42. É extinta a Gestalqueva, S.A.

43. É extinta a Fundação INA.

44. São objecto de fusão a Direcção-Geral dos Serviços Prisionais e a Direcção-Geral da Reinserção Social.

45. É extinto, sendo objecto de fusão, o Gabinete de Resolução Alternativa de Litígios, sendo as suas atribuições integradas na Direcção-Geral de Administração da Justiça.

46. Racionalização da rede nacional de conservatórias.

47. São extintos os Serviços Sociais do Ministério da Justiça, sendo as suas atribuições integradas na Direcção-Geral de Protecção Social aos Funcionários e Agentes da Administração Pública (ADSE) e nos Serviços Sociais da Administração Pública.

48. Extinção da estrutura de missão para o SIRESP – UN-SIRESP.

49. É extinta, sem qualquer tipo de transferência de atribuições, a Estrutura de Missão Lojas do Cidadão.

50. É extinta, sendo objecto de fusão, a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental, sendo as suas atribuições integradas na Estrutura de Missão para os Assuntos do Mar


Podendo este conjunto de medidas importantes vir a ter algum impacto na consolidação orçamental, o que será decidido em relação a todos os funcionários, serão também eles extintos, fundidos ou transferidos? Ou será que ficará tudo na mesma?
E a parafernália de carros de luxo, despropositados, com cartões de crédito e ajudas de custo aldrabadas para contornar a proibição de aumentos de ordenados, telemóveis, despesas de representação, subsídios para rendas de casa, enfim uma panaceia de modalidades de roubo cobertas pela "lei" e defendidas por quem as faz.
Este é o Orçamento mais brutal de sempre, com o maior aumento de impostos quer directos, quer indirectos.
Exemplo disso será a mudança de escalão em sede de I.V.A., de produtos de primeira necessidade, tais como o leite com chocolate que mandamos na lancheira dos nossos filhos, que passa para a 23%!!!!
Voltarei com mais dados sobre este Orçamento…

15 outubro 2010

O PSD e um “Novo Estado Social”

Recebemos do Sr. João Manuel Pinho o seguinte artigo de opinião:

"Ultimamente muito se tem falado, no âmbito do projecto de revisão da Constituição, que o PSD quer acabar com o Estado Social, diminuindo os apoios e as prestações a largas franjas da população que dela dependem.

Por outro lado, o Partido Socialista, como na sua prática de governação demonstra, apenas se tem preocupado em distribuir cada vez mais, sem regras nem controlo, asfixiando a população e agentes produtivos com cada vez mais encargos e impostos. Faz a apologia da continuidade do actual Estado Social, colocando em plano secundário a sua sustentabilidade e capacidade de garantir no futuro o apoio a quem dele precisa. Usa o Estado Social como uma bandeira para que as suas elites se vão perpetuando no poder.
Ora, o PSD, com o rigor e transparência que o caracteriza, com a sua politica de verdade, sabe bem que o País tem de arrepiar caminho e apenas com a introdução corajosa das reformas indispensáveis é que se torna possível a manutenção de um Estado Social, capaz de assegurar aos Portugueses uma qualidade de vidas decente e o exercício de uma cidadania com dignidade.
Assim, perante o que se vem assistido, trago a esta coluna uma breve reflexão sobre o Estado Social e as mudanças estratégicas que o PSD propõe para que aquele se constitua como um modelo equilibrado, apto para responder aos mais imperativos de um País mais solidário e socialmente mais justo.
O Estado Social da segunda metade do século XX representou um avanço assinalável sobre o Estado liberal do século XIX, mas a sua evolução demonstra que algumas decisões políticas não têm sido devidamente ponderadas.
O “Estado Providência” tornando-se no chapéu-de-chuva dos cidadãos, apoderou-se contudo da sua liberdade de escolha, condicionando-os e desresponsabilizando-os, enfraquecendo a cultura de rigor e exigência essenciais à vida em comunidade.
Perverteu a concorrência em que se alicerça a liberdade de escolha e o resultado de más decisões e estratégias, foi a criação de um Estado Social burocrático, excessivamente centralizador, frequentemente cativo de interesses corporativos e individuais que sentados à mesa do Orçamento de Estado se vão apropriando dos impostos que todos pagamos.
Atento a esta situação o PSD vem agora afirmar que precisamos de evoluir para um “Novo Estado Social”, um “Estado Garantia” em que a razão de ser passa por garantir a liberdade de escolha, a igualdade de oportunidades e o cumprimento do principio da subsidiariedade social, o qual visa responder supletivamente, de forma eficaz, sempre que as necessidades de pessoas e Instituições assim o imponham.
De forma sempre que o exercício de um determinado direito fundamental exigir a utilização de um mínimo de recursos públicos, o Estado deverá financiar a igualdade de oportunidades a quem não tem esse mínimo.
Queremos um Estado Social operativo, dinâmico e actuante, mas acreditamos que o futuro de Portugal depende do desenvolvimento das capacidades dos portugueses, na mobilização das suas energias, da qualidade da organização da nossa sociedade e instituições. Não da omnipresença do Estado.
Os decisores políticos só poderão responder ás preocupações sociais se existir riqueza para distribuir. E para criar mais riqueza é necessário um Estado que crie oportunidades, estimule a iniciativa, incentive o risco e não um “Estado Providência”, com uma visão paternalista sobre Portugal e os Portugueses. Os cidadãos deverão contribuir para a produção económica e promover o trabalho e o emprego, afastando-se todas as limitações decorrentes de impostos pesados, exigências burocráticas e normas restritivas. E quem não estiver disposto a colaborar neste caminho para a realização do bem-estar comum deve ser impedido de beneficiar da redistribuição da riqueza que a sociedade gera e põe à disposição do Estado.
São estes conceitos que marcam a diferença entre o PSD e os demais partidos e que agora se pretende que sejam aprofundados, plasmando-os depois no projecto de revisão constitucional a levar a cabo.
Durante muitos anos o PS reclamou para si a defesa das “causas sociais”, reivindicando uma sociedade mais ambiciosa e aberta. O resultado foi um aumento do peso do Estado na economia, o descontrolo das contas públicas, o desperdício generalizado e a deteorização dos serviços públicos. Com o PS verifica-se a defesa de interesses e não dos que menos têm. Criou-se um círculo vicioso de destruição de valor com a inevitável perda da qualidade de vida pelos Portugueses. Em suma, constitui-se um quase Estado anti-social, cujas consequências, contrariamente ao que pretendiam, foi um empobrecimento generalizado de muitos estratos sociais e uma permanente insatisfação da população face ao Estado Social que o PS defende e quer manter.
Por outro lado, na política económica, o PS já demonstrou À sociedade o que sabe fazer, assume encargos que não pode pagar, adia reformas indispensáveis para não ter de optar, tem dificuldade em liquidar compromissos. O PS sempre que está no poder aumenta a despesa pública e nunca revelou capacidade para promover as reformas estruturais necessárias à modernização do País. As suas políticas visam a conjuntura, fazendo apenas navegação à vista.
O PSD tem por tradição olhar para a frente!
Faz e apresenta claramente as suas opções: estabilidade económica e não a ilusão de benefícios sem custos; libertação da sociedade civil e pouco intervencionismo do Estado; responsabilidade na defesa de valores e objectivos comuns; intransigência com lóbis e grupos de interesses; incremento da livre iniciativa e, por fim mais qualificação e coesão social com menos dependência. Queremos transmitir aos Portugueses a noção de que somos competentes para executar as nossas propostas e gerir os programas adequados à nossa concretização. O PSD, tal como já demonstrou anteriormente, é capaz de inovar e reformar, mediante políticas apropriadas, vastos sectores da sociedade portuguesa, entre elas as áreas do chamado Estado Social como sejam a saúde, a educação e a segurança social, bastando apenas para isso que os portugueses aprendam as suas ideias e concepções, dando-lhe de seguida uma oportunidade para que o possa vir a provar.
Em conclusão, o País precisa de um Estado Social com futuro, diferente e melhor que o actual, isto é, precisa de um “Novo Estado Social” que o PSD levará em frente para bem dos Portugueses, quando chegar de novo ao poder."




João Manuel Carreiro Pinho
Vogal da Comissão Política Concelhia PSD/Alcochete.

13 outubro 2010

NOTA EDITORIAL - 2

No espaço de pouco sou obrigado e fazer um novo esclarecimento e objectivo sobre determinados formas de abordagem os assuntos e temas neste espaço.
A divergência de ideias é salutar e conveniente para o debate, tendo como fim o denominador comum: a cidadania.
Não permitirei o uso de determinado tipo de linguagem e vernáculo. Mesmo que o responsável esteja plenamente identificado e assuma a responsabilidade dos seus actos.
Se por qualquer eventualidade surjir um comentário que ultrapasse os limites dos bons princípios e da sã convivência, esse texto será retirado (censurado).

11 outubro 2010

O ataque à Festa Brava



Perante o ataque descabelado à Festa Brava, urge quanto antes detectar o inimigo porque sem tal urgência estratégica os amantes da tourada arriscam-se a perder esta guerra.
O inimigo da Festa Brava é toda a esquerda escudada por vários grupelhos que lhe estão arregimentados.
Mas por que razão essas organizações que têm o beneplácito da esquerda atacam a Festa Brava?
Na verdade, sem se perceber as causas do ataque à Festa Brava, esta não pode ser defendida.
A Festa Brava é atacada ferozmente porque exalta o valor do esforço individual, virtude que se opõe à progressão do marxismo, "filosofia" comum ao comunismo e socialismo.
De facto, todos os intelectuais de esquerda destilam ódio contra a Festa Brava. Um desses intelectuais, sobejamente conhecido, foi José Saramago, assumido comunista, em Memorial do Convento.
Entre os políticos, um dos ataques mais recentes veio do deputado socialista Defensor de Moura, pretenso candidato a Presidente da República, que ameaçou levar à Assembleia da República um projecto para abolir as touradas em Portugal.
No meio disto tudo, o que me parece assustador são aquelas vozes que gritam: "não misturem política com toiros". Então não se está mesmo a ver que todo o ataque à Festa Brava é eminentemente político?
Há também pessoas que afirmam gostar da Festa Brava e ao mesmo tempo também afirmam a preferência pela esquerda, quando esta é a verdadeira inimiga da Festa Brava.
Amar a Festa Brava e estar do lado da esquerda é uma contradição abjecta, uma vez que se politicamente não combatermos a política que está por trás do ataque à Festa Brava, esta sofrerá um rombo grande do qual só por milagre se salvará.
Hoje, não é possível defender a Festa Brava sem uma sólida consciência política. Quem não se convencer da justeza deste ponto de vista, faz o jogo do inimigo.
Pensar que os activistas que estão contra a Festa Brava são movidos pelo dó que sentem pelos animais é o cúmulo da ingenuidade.
A Festa Brava é atacada pela mesma razão que é atacado o testemunho público da Fé, caso, por exemplo, das procissões. Na verdade, o que timbra a Festa Brava é o incontornável fundo antropológico também comum à Religião tão odiada pelas esquerdas. Eis por que estas não podem com a Festa Brava.
Mesmo quando quem está a tourear em cima de um cavalo é uma mulher, é à epopeia da virilidade que assistimos. Ora é essa virilidade que pretendem deitar por terra e degenerar os seres humanos, diluindo a individualidade masculina e a feminina numa ambiguidade sexual que sempre caracterizou as sociedades em decadência.
Verifique-se, por fim, que o ataque à Festa Brava, em termos estruturais, está na mesma linha do ataque àqueles que estão contra o abortismo, o feminismo radical, o homossexualismo, etc., porque também aqui são os argumentos com base nas emoções que avançam em detrimento da razão.
Em conclusão, a Festa Brava não se defende nem com má educação nem com paninhos quentes. Sem cairmos na irracionalidade dos detractores da Festa Brava, devemos ser enérgicos porque a defesa da Festa Brava é uma alavanca para a defesa da nossa liberdade.






10 outubro 2010

VENCER SETÚBAL


Recebemos a intervenção enunciada pelo Presidente da Secção Concelhia de Alcochete na I Convenção do Distrito de Setúbal:

"Companheiros e Companheiras,
É difícil ser PSD neste Distrito!
Temos um Distrito maioritariamente governado por comunistas, que com base num velho paradigma de que “os comunistas gerem bem as autarquias”, se tem perpetuado no poder desde o já longínquo 25 de Abril de 1974, contribuindo para o atraso e fraco desenvolvimento da região, como será fácil constatar:
Gestão pouco exigente facilitista, apelativa do laxismo e lenta nas decisões.
Uso de uma linguagem demagógica e constante propaganda, cujo único objectivo é perpetuarem-se no poder.
Incapacidade de implementarem uma politica de acção assente no princípio de excelência, tornando os serviços mais eficazes e capazes de responder prontamente às necessidades e anseios dos munícipes.
Preocupação exclusiva em assegurar o pagamento mensal doa salários e o serviço da divida com as instituições bancárias.
Desinteresse em descentralizar competências para as juntas de freguesia, limitando a concessão de meios financeiros e humanos.
Insuficiência da aplicação de boas práticas governativas e administrativas no modelo de gestão que vêm seguindo.
Desconfiança dos investidores locais, nacionais e da iniciativa privada em geral em canalizar investimentos para um Concelho gerido por autarcas, cujo pensamento ideológico não acredita na livre iniciativa, na criatividade, na inovação e na afirmação da sociedade civil perante o Estado.
Inépcia na adopção de medidas que estimulem a geração de novos empregos no Concelho.
Incapacidade de combater o empobrecimento generalizado de largos sectores da população e da própria autarquia.
Políticas de apoio social que visam manter cada vez mais pobres dependentes da ajuda pública da autarquia, mantendo-os sobre a sua esfera de influência e sem possibilidade de retomarem uma melhor qualidade de vida.
Políticas urbanísticas de ordenamento que estão a transformar o Concelho num local indiferenciado e suburbano; Por outras palavras em mais um dormitório de Lisboa.
Critica sistemática à União Europeia e à sua matriz ideológica, quando são os diferentes programas e fundos comunitários que asseguram os apoios e os meios necessários aos planos de desenvolvimento e consequente aumento da qualidade de vida da população do Concelho.
Pouca intervenção no combate à degradação do parque escolar, desinteresse e atraso na requalificação do que existe e na organização atempada de novas instalações; Alcochete tem o seu parque escolar esgotado e em péssimas condições de conservação.
Inexistência de um plano estratégico para o desenvolvimento turístico do Concelho, actividade esta com elevado potencial, tirando proveito de um vasto património ambiental, histórico e cultural (criação da “Marca Alcochete”, certificação de produtos e promoção do Sal e das salinas).
Por tudo isto é importante que o PSD se afirme como via par a mudança!
O velho paradigma de que os comunista são bons na gestão autárquica, terá de ser alterado para um novo, e podemos sair daqui hoje e dizer:
Os comunistas são maus gestores da coisa pública, delapidam o património e atrasam o desenvolvimento dos concelhos que governam.
Outro ponto sobre o qual quero também deixar um pensamento tem a ver com a frase com que frequentemente somos confrontados e que é esta:
“O PSD é o partido dos ricos”
Pois, de facto o que nós somos é gente de trabalho e de iniciativa.
Somos um Partido plural e interclassista de raiz eminentemente portuguesa, cujos militantes e simpatizantes estão longe de ser “gente rica”.
Muitos estão associados à actividade agrícola, ao comércio a pequenas empresas operando nos sectores da indústria e do terciário, que acreditam no mérito do seu trabalho e nas potencialidades que uma economia de mercado oferece a quem tem iniciativa e criatividade.
Gente de poucas posses dependentes do seu trabalho que tem a convicção de que apenas a livre iniciativa, a inovação e o esforço do seu trabalho podem gerar riqueza para si e para a comunidade em geral.
Torna-se assim imperioso desmistificar o conceito de que no Distrito de Setúbal, o PSD é composto por gente rica, porque para além de não ser verdade, esse é um slogan que a CDU vem usando, de forma capciosa contra o nosso Partido, levando as pessoas a afastarem-se dos nossos valores, princípios e opções não nos concedendo uma oportunidade para podermos transformar e modernizar o Concelho e o Distrito."

Defesa da Festa Brava


A perspectiva meramente emocional para a avaliação da Festa Brava é falaciosa porque, neste caso, se quisermos ser coerentes até ao fim, teríamos igualmente que denunciar os modernos processos de criação de mamíferos e aves a grande escala para abate e distribuição no mercado (não me julguem ingénuo, esta denúncia vem sendo feita subtilmente por sectores afectos às esquerdas).
Por exemplo, o frango assado que comemos foi criado compulsivamente e apenas direccionado para se alimentar, sem espaço para se mover.
Pecamos quando comemos frango assado? Se porventura alguém me respondesse que sim, então eu diria que, por essa lógica, é pecado arrancar da terra uma couve. Esta tem vida vegetal e perde-a por força desse acto. Mas o problema não está em sacrificar a couve e os animais cuja carne comemos. O problema está em saber se somos dignos dos nossos alimentos, quero dizer, se somos homens e mulheres de levantar os olhos ao céu e aceitar a nossa condição de criaturas na humildade das nossas limitações. Se sim, o nosso acto de comer e beber está justificado e não pecamos, tal como não peca o cavaleiro que farpeia o toiro, sacrificando-o na arena do grande banquete artístico que é o espectáculo taurino.

09 outubro 2010

Pressupostos

Serve este texto para informar os visitantes deste blog sobre os pressupostos subjacentes a tudo aquilo que eu escrever no Praia dos Moinhos desde agora até Deus querer.
Sinto a necessidade de acrescentar que tudo o que, de seguida, vão ler é convicção profunda minha e inamovível, pois eu tenho muitas dúvidas mas algumas certezas.
A minha certeza primária é a de que há Algo acima de mim maior do que eu. É deste princípio que decorre a minha visão do homem e do mundo.
O segredo do Praia dos Moinhos que o tem levado a algum êxito assenta na união de factos e pedagogia política.
Sem que o sr. Fonseca Bastos se poupasse à pedagogia política, este emérito jornalista ocupava-se mais dos factos, enquanto que eu, sem que me poupasse aos factos, ocupava-me mais da pedagogia política. Eis o segredo do equilíbrio do Praia dos Moinhos, ainda que eu esteja consciente, no que a mim me toca, da minha miséria.
Sempre que eu puder botar mão a factos, fá-lo-ei, mas aqui o que mais me anima é a pedagogia política assente na verdade. Esta é a adequação ao real. Este «...é o que faz o pensamento ou a ausência de pensamento» (Ernesto Palma:1996). Ora sem pensamento não há ideias responsáveis pelo avanço do homem e do mundo.
Sou um homem de direita e anti-comunista.
Sou de direita porque defendo os direitos individuais, a família, a propriedade privada, a economia de mercado, em suma, a liberdade.
Sou anti-comunista porque o comunismo está contra os direitos individuais, contra a família, contra a propriedade privada, contra a economia de mercado, em suma, contra a liberdade.
Claro que para ser autor do blog Praia dos Moinhos não se pode usar de má educação, isto é, tem que se ser bem educado. Mas o meu conceito de boa educação não corresponde ao de toda a gente. Quando Cristo aconselhou que, recebendo alguém uma bofetada, dê a outra face, o Divino Mestre estava a dizer que violência só gera violência, mas certamente que Ele não estava a dizer que abdicássemos do direito natural da auto-defesa, direito este que faz parte da própria estrutura intrínseca do Cristianismo.
Finalmente, estou contra a Nova Ordem Mundial cujo rosto mais visível é a ONU, embrião de um projectado Governo à escala planetária; estou contra o feminismo radical; estou contra o abortismo; estou contra o gayzismo; estou contra o ambientalismo, etc. Tudo isto tem a ver com a tentativa de reduzir drasticamente a população mundial, regredir, mutatis mutandis, à era pré-industrial, liquidar o homem-livre e instaurar o sonho de não poucos plutocratas de um império universal de alguns senhores e os servos que bastem.

08 outubro 2010

Obrigado a todos os condóminos pela minha rentrée

Vinha pensando desde as últimas eleições autárquicas que a minha intervenção na política local dera o que tinha a dar, dando eu lugar à voz dos outros. Mas enganei-me.
Um projecto para a construção de uma casa e o ataque gratuito de um autarca a um elemento da minha família fizeram-me mudar radicalmente de opinião.
Essa figura traduzida pela fórmula "o repouso do guerreiro" talvez seja mais retórica que realista. Na verdade, o homem está condenado a lutar porque só lutando se afirma como "homem-homem", esta uma expressão do Padre António Vieira.
Aqui estou eu de regresso, diria, quase forçado, consciente de que defendendo os outros, me defendo a mim, só assim assegurando a minha dignidade e liberdade.
Mas antes de começar a postar textos que o espírito deste blog exige de mim, tenho que esclarecer todos os visitantes de alguns pressupostos que estarão na base de toda a minha intervenção futura.
É isso que farei no próximo post.

05 outubro 2010

Escola El Rei D. Manuel I, Superlotada!

A Escola Básica do 2º e 3º ciclo de Alcochete está a rebentar pelas costuras, uma escola denominada de T-30 (30 turmas), está neste momento a funcionar com 46 turmas, e já teve que enviar alguns 7º anos para a Escola Secundária de Alcochete.
Esta é uma situação cada vez mais insustentável para os Alunos, Pais e Corpo Docente e Não Docente.
Quem é o responsável por esta situação, é a pergunta a que se torna imperioso responder…
Quando começou o ano lectivo, assisti nas televisões a Professora Isabel Alçada (Ministra da Educação) e o Eng.º José Sócrates a afirmar que a abertura do ano lectivo foi um sucesso, e que todas as escolas do país abriram com todas as condições exigíveis para uma escola de excelência.
Será que Alcochete fica em Espanha????
Pois é..., a nossa única escola no concelho do 5º ao 9º ano, tem 16 turmas a mais, um refeitório com capacidade para 80 alunos (cerca de 8 turmas!), falta de pessoal não docente (previsto pelo Decreto Lei 144/2008 do Ministério da educação – que pode consultar aqui), e muitas mais carências.
De uma vez por todas vamos falar claro e com verdade, a responsabilidade desta situação é do Ministério da Educação, tutelado pela Ministra Isabel Alçada, que tem vindo a fazer orelhas moucas a todos os relatórios, pedidos e solicitações que tem sido enviadas pelo Agrupamento de Escolas de Alcochete.
Gostaria no entanto, de lançar o repto ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Alcochete, Dr. Luís Franco, que interceda junto do Ministério da Educação, no sentido de fazer a necessária pressão, quer directamente, quer através dos órgãos de comunicação social, e exija a rápida solução deste grave problema.
Aos outros Partidos Políticos com assento na Assembleia Municipal peço o vosso maior empenhamento na tentativa de resolução desta grave carência que nos afecta directa ou indirectamente, mas sobretudo, em defesa de uma verdadeira “Educação de Excelência”.

As Crianças Merecem!

NOTA EDITORIAL

No dia em que se comemora a implantação da República e que todos os discursos buscam os valores daquela época, apesar das muitas contradições, entretanto vividas, tal como hoje, a concepção ideológica buscava o bem-estar entre os homens, o respeito mútuo e a tolerância nas divergências.

Sendo um dos responsáveis, pela administração (partilhada) deste espaço de informação do concelho de Alcochete, nem sempre tenho tido a disponibilidade para convosco “desabafar” pensamentos, no entanto não deixo de estar atento ao que aqui se escreve.

Sou convictamente um cidadão atento ao espaço geográfico que vivo e com ideias e pensamentos estratégicos para o desenvolvimento de Alcochete. Sempre soube respeitar outros decisores políticos, apesar das críticas e denúncias de gestão danosa.
Tal comportamento, não me inibe de enquanto homem livre e de bons costumes dialogar com qualquer adversário político ou desportivo ou concorrente profissional.

Posto isto, e no estatuto que tenho neste espaço venho apelar a todos que queiram escrever contactem connosco. Aos que se afastaram a porta está sempre aberta, desde que renovem o pedido. Não precisam enviar textos por interpostas pessoas e podem sempre tecer comentários de qualquer teor que não haverá censura, a não ser para algo que infrinja a Lei.

Aos actuais “bloguers-participativos” do “Praia dos Moinhos” apelo que tenham a sensatez em não confundir o que é debate de ideias, do que é acessório e conflito egocêntrico. E quando têm responsabilidades electivas o cuidado sobre as nossas palavras deve ser redobrado.

Se no futuro um qualquer cidadão transmita uma mensagem aos administradores deste espaço como forma de denúncia do comportamento de um qualquer outro residente neste concelho, o que fica prometido é que daremos voz a ambos os intervenientes, o direito ao contraditório é importante e relevante na sociedade que vivemos.

Respeitemos no dia dos “Cem Anos da República” o espirito da tolerância e o debate sério de ideias entre cidadãos evoluídos e cultos. Saibamos respeitar o passado deste espaço de comunicação que teve na sua origem um Homem que deu muito das suas capacidades e competências ao bem-estar e à procura de uma melhor cidadania.

03 outubro 2010

A Saga de um Autarca - Narração de João Marafuga

NOTA: Por impossibilidade de o fazer enquanto autor do texto, solicita-me o Professor João Marafuga a inclusão do texto abaixo colocado:

No passado Sábado, dia 2 de Outubro, em Alcochete, o meu filho, num dos seus passeios habituais de fim-de-semana, à tarde desse mesmo dia, levava consigo a sua cadela de pequeno porte a acompanhá-lo.
Quase no centro da vila, no Largo Coronel Ramos da Costa, onde se situa a Farmácia Nunes e a típica estátua em homenagem ao Forcado e ao Touro, avista uma bica (bebedouro público) onde pensa levar o seu animal de raça canina a matar a sua sede, num gesto que pensava ser inofensivo e não ter consequências. Nisto, sem que nada o fizesse prever, sai um senhor de um veículo acompanhado pela sua mulher e filha. Quando o meu filho se retirava do local, o referido senhor, de uma forma desapropriada, comenta em alta voz para a sua família que o acto de meter uma cadela empoleirada para beber água numa bica pública era reprovável. O meu filho, naturalmente, vira-se para trás, achando aquela maneira de alguém se dirigir a outro, para reprovar um acto, um modo deselegante de o fazer. O meu filho, já virado para o senhor e mantendo o contacto visual, ouve esta palavra em tom afirmativo:
- Paneleiro!
Então pergunta:
- Eu conheço o senhor de algum lado?
O senhor responde:
- Ainda bem que não me conheces!
E volta a repetir:
- Mas eu conheço o senhor de algum lado?
- Não tens educação nenhuma, pá!
Responde o meu filho:
Desculpe! Eu tenho pais em casa que me dão educação, não preciso que o senhor ma dê. E educação não tem o senhor que não me conhece de parte alguma. E se queria fazer-me um alerta por ter estado errado em meter a minha cadela a beber de um bebedouro público, não o faria desse modo que até hoje na minha vida parece-me de todo ser o mais absurdo.
Responde:
- Eh pá, eu vou-me a ti! Eh pá, eu vou-me a ti!
Nisto o senhor dirige-se violentamente ao meu filho e empurra-o com toda a força, ficando o meu filho afastado dele um metro aproximadamente.
O meu filho responde:
- O senhor não deveria ter feito isso, só mostrou não ter formação e não tinha razão alguma para ter feito o que acabou de fazer, visto o meu acto de colocar a minha cadela no bebedouro não merecer essa sua acção para comigo.
O homem, sempre numa atitude ofensiva, continuava com a discussão, mas o meu filho não estava para aí virado. Então disse-lhe que já tinha idade para ter juízo e se quisesse agredir alguém, que agredisse pessoas da idade dele.
O homem continuou a fazer resistência e o meu filho avisou:
- Você não me conhece, não sabe com quem se está a meter. Eu conheço a sua mulher e a sua filha. A sua mulher é funcionária da Fundação de Alcochete e a sua filha vai todos os dias no mesmo autocarro que eu para a Universidade em Lisboa.
A seguir, o meu filho foi-se embora do local, regressando pouco depois para tomar nota da matrícula do veículo pertencente ao agressor. Aqui, António Luís Lucas Rodrigues, ex-vereador comunista da Câmara Municipal de Alcochete em vários mandatos e actual membro da Assembleia Municipal, aproxima-se do meu filho novamente, agarra no seu braço com força e pergunta-lhe o que é que ele fazia perto do seu veículo? O meu filho respondeu:
- Não me volta a tocar! Largue-me! Acabo de tirar a matrícula do seu jeep para apresentar queixa na GNR.
António Luís responde:
- Quem faz queixa de ti sou eu!
E ainda ironizou:
- Já estou a falar ao telefone com o meu advogado.
A partir daqui, cada um que faça o seu julgamento. Eu, o pai, acompanhei o meu filho à GNR de Alcochete para apresentação de queixa, seguindo esta história rocambolesca para Tribunal.

João José da Silva Marafuga

26 setembro 2010

Que “educação” em Alcochete?!

Teve início no passado dia 13 do corrente mês o novo Ano Lectivo em todo o País e, naturalmente, que o concelho de Alcochete não foi excepção à regra. Com pompa e circunstância, o executivo de Alcochete, uma vez mais, efectuou uma recepção calorosa a toda a Comunidade Educativa. Foi, sem margem para dúvidas, um gesto simpático que consistiu em dar as boas vindas aos novos elementos da respectiva comunidade, assim como rever todos os outros que transitam do ano findado para o presente ano. É do domínio comum, que a base de um País reside precisamente na educação dos seus activos. Hoje, mais do que nunca, o sucesso de uma economia e o desenvolvimento sustentado de um País está intimamente ligado à qualificação da sua população e ao enriquecimento dos seus conhecimentos, de forma a proliferarem nas actividades desenvolvidas os respectivos dados adquiridos, competindo assim numa economia, designadamente, mais globalizada.
Só estudando, só aperfeiçoando conhecimentos, técnicas e teorias, desde que superiormente acompanhadas pelas equipas Docentes, poderemos mais tarde retirar dividendos desse contributo, não só no capítulo da cidadania mas, fundamentalmente, na importância que o mesmo desempenha no sucesso das nossas empresas, no bem-estar social e profissional de cada um de nós e, sobretudo, colaborando para um País mais justo, mais credenciado, no fundo para um País melhor.
A vida é feita de oportunidades e estudar é uma oportunidade concedida às nossas crianças, aos nossos jovens, a todos, porque “o saber não ocupa lugar e nunca é tarde para aprendermos”. São estas oportunidades que se pretendem iguais para todos, que transformam as nossas escolas em centros de verdadeira aprendizagem. E para tal, é fundamental que o Estado prossiga o investimento que tem vindo a efectuar nas escolas públicas. Não é de todo possível, por mais esforço que seja efectuado, consolidar um total investimento em todos os concelhos, existe a necessidade de ratear as condições adjacentes a um investimento desta natureza, não só em função da população estudantil mas igualmente face aos estabelecimentos de ensino já existentes.
Quando a nossa autarquia assume a postura de defensores da prioridade “educação”, não basta criticarmos o governo por não investir no nosso concelho as verbas que pretendíamos. Temos de assumir uma postura mais dinâmica, possuir uma visão mais ampla do conceito de educação e desenvolver várias acções/iniciativas para evitarmos o que actualmente acontece no nosso concelho, ou seja, escolas sobrelotadas, nalguns casos com lotação em dobro do que seria expectável, a imperiosa necessidade de se efectuarem desdobramentos de horários, proporcionando um transtorno incalculável para toda a comunidade educativa. A falta de pessoal não docente é uma enorme lacuna nas nossas escolas do concelho. Continua a ser inadmissível que as actividades extracurriculares se desenvolvam em contentores e, em alguns locais do nosso concelho, há algum tempo a esta parte foram instalados pré-fabricados apenas provisoriamente, mas esse provisório já dura alguns anos…
No presente ano lectivo e nomeadamente na escola do Monte Novo, no que concerne ao 1.ºano do 1º.ciclo, crianças com residência a cerca de 50 metros deste estabelecimento de ensino não puderam ser colocadas por falta de espaço. Não existiam condições físicas para aceitar inscrições, informação que tardou em ser difundida junto dos encarregados de educação, e estas crianças, no seu primeiro contacto com a escola, tiveram de ser colocadas praticamente no lado oposto da vila.
O Centro Escolar de São Francisco e da Quebrada Norte em Alcochete tardam no arranque da respectiva construção. Estou preocupado com o futuro da minha terra, anseio por melhores condições e não gostava de ver as nossas crianças envoltas numa verdadeira “sopa de letras”, quando se pretende dotá-las de conhecimentos, para assegurarmos um futuro mais risonho para todos e sobretudo para as gerações vindouras.
Desejo a todos os professores, pessoal não docente, encarregados de educação e sobretudo a todos os alunos, um ano lectivo repleto de empenho, dedicação e coroado de sucesso.
Hoje estudantes, amanhã homens e mulheres da nossa sociedade. O País e o nosso concelho necessitam de vós.


Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS
bancadapsalcochete@gmail.com

13 agosto 2010

Missão Cumprida!

O Aposento do Barrete Verde de Alcochete cumpriu, uma vez mais, a sua missão!
Aquelas que são consideradas as melhores festas do País trouxeram a esta vila ribeirinha milhares de visitantes que embebidos pela nossa tradição aqui saborearam os nossos costumes, a nossa alegria e abraçaram esse tão nobre sentimento que possuímos na forma simples, humilde em como recebemos todos aqueles que nos honram com a sua visita em ampla confraternização e harmonia.
É indescritível apreciar no rosto dos nossos emigrantes essa alegria impar que sentem no regresso à sua terra natal. No ar impera o perfume da saudade, da vontade de querer partilhar as histórias de um ano de trabalho longe dos seus entes queridos, de amigos e familiares, no entanto as Festas do Barrete Verde também servem para aproximar pessoas, juntam famílias, criam amizades e fortalecem outros laços já existentes.
São as Festas da nossa terra!
Houve entusiasmo, dinamismo, alegria e sobretudo muita animação. Foram momentos únicos, momentos de uma singular beleza que mesmo assim não evitam que uma lágrima perdida caísse pelo rosto de qualquer alcochetano quando pelas ruas e vielas da nossa tão bela Alcochete se ouvia “Barrete Verde e jaqueta…”.
Esta é a forma de sentirmos o Aposento do Barrete Verde, esta é a forma de sentirmos as Festas da terra que nos viu nascer ou que nos acolheu.
A opinião generalizada das pessoas é sempre a mesma, as nossas Festas foram simplesmente brilhantes, Alcochete saiu à rua, enalteceu o campino, recordou o salineiro e exaltou o forcado, figuras de uma história longínqua que preservamos com emoção, dedicação e num lugar muito especial do coração de todo o alcochetano.
Mais uma vez todos nós sentimos um imenso orgulho dessa tão nobre agremiação regionalista que entre outros objectivos, tem como principal missão a organização das Festas do Barrete Verde e das Salinas, este é o Aposento – o nosso cartão de visitas.
Estou convicto, que findadas que estão as festas e depois dos nossos corações terem pulsado mais do que é normal, vislumbra-se uma tremenda nostalgia, a saudade invade o nosso sentimento e ansiamos pelo regresso de novo Agosto.
Muitos filhos desta terra partem para destinos fora de Portugal, vão mais felizes, uma vez mais comungaram estas tradições que se renovam ano após ano. E no próximo ano aqui estarão de regresso, e como escreveu o meu querido amigo Constantino Menino e tão deliciosamente cantou a minha querida Maria Leopoldina Guia, “…serás mais um amigo que outro amigo encontrou…”.


Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS
bancadapsalcochete@gmail.com

02 agosto 2010

Mais vale quem quer…do que quem pode!

Apesar de todas as dificuldades que emergem na nossa sociedade, o tempo que se aproxima é de férias. Uns saboreiam paisagisticamente o rio Tejo estendendo o olhar pela cidade das sete colinas, que se ergue para lá de uma ligeira linha de horizonte, outros vislumbram as praias de areia fina que se perdem de vista pela imensidão do oceano e existem ainda outros que sobrevoam os céus do mundo em busca de novas paisagens, novas culturas, novas formas de viver o presente e admirar com optimismo o futuro.
Eu, na minha terra, Alcochete, admiro na população uma ansiedade indescritível para acolher ideias novas, projectos com pessoas e para as pessoas, fortalecimento de relações empresariais com os nossos agentes económicos através de parcerias, de protocolos, de uma união que vise o bem estar social, a segurança das crianças, o conforto dos mais idosos, o melhoramento da qualidade de vida.
Isto é possível!
É possível se manifestarmos o nosso descontentamento pelas elevadas taxas municipais que entraram em vigor e depois de vários alertas produzidos pelos deputados municipais do PS e também pelo descontentamento manifestado pelos munícipes, o executivo camarário resolve dar o dito…por não dito…e baixa algumas taxas. Ainda bem que conseguimos passar a mensagem.
É possível, se definirmos uma estratégia educacional adequada que permita atempadamente resolvermos o problema que aflige uma infinidade de pais, na sequência da colocação dos seus filhos em escolas que não reúnem condições de acolhimento dos alunos ali matriculados e alguns não poderão mesmo ter os seus filhos na escola que escolheram, em primeira preferência, porque essa escola deixou de ter condições para albergar tantos alunos. Isto sucede quando passou mais um ano lectivo e ficámos com a nítida sensação que nada, mas rigorosamente nada, foi feito para minimizar este impacto.
É fundamental existirem mais soluções, para além da única existente, com as características da Fundação João Gonçalves Júnior. Refiro-me concretamente a estabelecimentos com as funções de Creche; Jardim-de-Infância e ATL.
É possível, se as nossas estradas municipais estiverem nas devidas condições de segurança, não se tornando em verdadeiros labirintos rodoviários, onde para além do documento obrigatório que permite a condução de veículos, ou seja, a carta de condução, exista sobretudo nos condutores uma boa dose de aventura para chegarem ao seu destino.
É possível, que os nossos idosos possam ter mais alternativas para transformarem a sua vida em algo com maior conforto, maior dignidade e sobretudo podermos proporcionar maior qualidade de vida a quem à vida ainda tem muito para dar.
É possível, se neste período de férias, pudermos parar um pouco e pensar no que este executivo camarário prometeu durante quase 5 anos...e no que está realizado.
Basta apenas efectuarmos esta reflexão e naturalmente todos retiraremos as devidas conclusões…mais vale quem quer…do que quem pode.
De resto, esteja onde estiver, vá para onde for, aproveite este período de descanso, sobretudo, em família ou junto dos amigos. Viva intensamente momentos únicos nas Festas do Barrete Verde e das Salinas 2010, numa organização de uma das mais típicas agremiações regionalistas do País – o Aposento do Barrete Verde de Alcochete e já agora…tenha boas férias!


Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS
bancadapsalcochete@gmail.com

19 julho 2010

Contas à Vida!

Não quero ser apelidado de especulador financeiro no entanto não posso deixar de manifestar alguma inquietação face às contas da nossa edilidade. E a minha preocupação assume algum protagonismo se tiver em consideração o facto de que o erário público cresce com as despesas inerentes à existência de um vereador a mais num executivo onde não existe poder de investimento por falta de visibilidade empresarial e sobretudo por falta de coesão e determinação, apreciem as Ordens do Dia das Reuniões do Executivo Camarário e retirem as vossas próprias conclusões. Preocupa-me o facto de estarmos na cauda do ranking nacional de pagamento a fornecedores onde subsiste um atraso de cerca de 9 meses. Preocupa-me o facto de o nosso município poder caminhar para uma falência técnica sem que na realidade seja efectuado um esforço adicional para inverter esta eventual tendência. Preocupa-me que a população do nosso concelho esteja a ser colocada para um plano secundário quando na realidade as pessoas deveriam ser a principal preocupação dos que assumem a liderança do Município. Preocupa-me que este executivo ignore os conselhos da oposição no que concerne ao significativo aumento das Taxas Municipais prejudicando naturalmente os munícipes. Preocupa-me a leitura que efectuei ao Anuário de 2008 dos Municípios Portugueses, publicado pela Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas, onde constam dados financeiros relevantes que de facto suscitam imensa preocupação obrigando-nos a uma seria reflexão sobre o caminho que desenharam para este concelho e naturalmente para a sua população.
Se inicialmente este Anuário até começou por ser benevolente para com o nosso município alegando que o mesmo em 2008 tinha independência financeira superior a 50% (rácio que relaciona as receitas próprias com as receitas totais), o mesmo já não se verifica à medida que outros itens vão surgindo neste mesmo Anuário.
Nele poderemos verificar que Alcochete se apresenta na 20.º posição de uma lista de municípios do país com maior peso de receitas provenientes de impostos (Impostos directos, Impostos indirectos e taxas) / (Receitas Correntes+Receitas de Capital+ Reposições). Constata-se que tal situação provém de um passado onde predominou um elevado crescimento imobiliário, com reflexos no aumento do IMI e IMT. No entanto, se a receita proveniente dos impostos diminuísse, o orçamento camarário ficaria ainda mais desequilibrado devido à quebra do valor proveniente das receitas próprias, tal como se perspectiva. Face ao exposto entende-se ser urgente uma consolidação financeira da nossa autarquia, que deverá efectuar-se baixando a despesa, promovendo a economia de consumo, a rentabilização de recursos e uma maior eficácia e eficiência na utilização dos meios.
Tal cenário verifica-se com a consolidação de Alcochete na liderança do Ranking Nacional em matéria de peso das despesas com pessoal face às despesas totais. Os gastos com pessoal representaram 58,4% do total, o dobro da média nacional! E o fenómeno tem-se agravado, pois em 2007 o nosso município era o 3.º à escala nacional nas despesas com pessoal.
No seguimento da leitura efectuada ao Anuário que serve de sustentação a esta análise, podemos afirmar que os dados económicos do nosso município também são pouco lisonjeiros: em 2008 os serviços municipais custaram 12.515.348€, gerando proveitos de 12.853.969€. Os resultados operacionais foram negativos em 281.751€ e o passivo exigível ascendia a 6.330.802€.
As contas do nosso município, enquanto a cobrança de impostos esteve em crescendo, principalmente devido ao substancial aumento populacional na maior parte da década mantiveram-se geralmente equilibradas. Basta recordar que em 2005 havia 15.550 residentes, no ano seguinte eram 16.194, em 2007 subiram para 16.813 e o ano de 2008 terminou com 17.464 residentes. Deste ponto de vista, a política da betonização foi bem sucedida! Mas doravante não haverá condições para a população continuar a crescer ao mesmo ritmo. Basta colocarmos as nossas atenções na quantidade de casas novas e usadas à venda para as quais não há mercado há mais de um ano e considerarmos praticamente inactivos os nossos profissionais da Construção Civil e de todos os outros pertencentes às mais diversas áreas inerentes à actividade da Construção.
Posto isto e apesar desta reflexão ser bastante superficial, importa reconhecer que estamos a atravessar o momento de “deitarmos contas à vida”. Que este executivo não perca o “norte” para bem de Alcochete e da sua população.

Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS
bancadapsalcochete@gmail.com

16 julho 2010

As melhores Festas do País estão a chegar!

Não fora o facto de ser natural desta vila, situada na margem sul do Tejo, onde predominam gritos de gaivotas e cheiro a maresia, não fora o facto de já ter desempenhado as funções de Presidente da Direcção do Aposento do Barrete Verde de Alcochete e muito provavelmente, hoje, estaria aqui a abordar outro tema.
Mas não, o turbilhão do meu coração e a ansiedade que se vive nos dias que antecedem as tão desejadas Festas levam-me a incorrer, desenfreadamente, na escrita de algo que nos apaixona.
Estamos a menos de um mês de viver intensamente as melhores Festas do País – as Festas do Barrete Verde e das Salinas 2010.
Organizadas pelo Aposento do Barrete Verde, agremiação que no presente ano completa 66 anos de existência, estes festejos visam promover os costumes e tradições do nosso povo e da nossa terra, fomentando o gosto pela festa brava e promovendo, sobretudo, esta vila ribeirinha em todo o País e além fronteiras.
Tal como no passado, Alcochete vive, no segundo fim-de-semana de Agosto, a alegria extrovertida de um povo que, à beira do Tejo, desafia sonhos de outrora num misto de valores, que se reflectem no dinamismo, no vigor, entusiasmo e espírito de acolher. Todos os anos, são milhares e milhares de pessoas que se habituaram a viver esta cultura, repartindo connosco a sua amizade, honrando-nos com a sua presença e tornando estas Festas as mais imponentes do Ribatejo.
Aqui a Festa tem outro sabor!
O Aposento do Barrete Verde abre as portas de Alcochete ao mundo, tornando-se na mais bela sala de visitas desta vila. É elementar visitar todo o espólio do Aposento do Barrete Verde, nomeadamente o Museu Eng.º José Lupi, onde poderemos admirar três fantásticas salas, sendo que uma delas é precisamente dedicada a José Lupi e à sua carreira de cavaleiro tauromáquico, outra dedicada ao forcado e uma outra dedicada ao salineiro e marítimo.
O Aposento do Barrete Verde encerra em si uma boa parte da alma alcochetana, em cada recanto do seu edifício respira-se a história deste povo à beira Tejo plantado.
Esta é uma visita obrigatória na passagem por Alcochete.
A responsabilidade de se organizar as melhores Festas do País é deveras acrescida, no entanto estou confiante no trabalho desenvolvido pelos membros directivos do Aposento, estou convicto de que não regateiam esforços para que todos se sintam orgulhosos das suas festas.
Como é do domínio público, estamos a viver um pouco por todo o mundo um período sério de austeridade com todas as dificuldades inerentes à presente conjuntura socioeconómica, mas tenho consciência que é, precisamente, em momentos como este que os homens e mulheres da nossa terra se distinguem dos outros, colaborando, ajudando financeiramente o Aposento, para que as nossas Festas tenham a grandiosidade que este povo merece.
O apoio financeiro de todos tornou-se imprescindível na organização destes festejos, por isso e se a Direcção do Aposento do Barrete Verde me permite a ousadia, atrevo-me a solicitar junto de toda a população que haja globalmente um esforço adicional e que todos contribuam para que estas Festas continuem, como sempre e até aqui, a perdurarem na memória de todos.
Importa lembrar que a história de um povo é feita de pequenos momentos, que, fruto da sua tipicidade, se transformam em grandes acontecimentos e que marcam vincadamente a nossa cultura.
Em Agosto, vivam Alcochete, vivam intensamente todos os pedaços da história, bordados em letras de oiro, nos momentos únicos que as Festas do Barrete Verde e das Salinas nos proporcionam.

Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS
bancadapsalcochete@gmail.com

14 julho 2010

A Psicologia da Mentira: Seja você mesmo um detector de mentiras (políticas)!

Por se tratar de um excelente artigo de opinião de pessoa amiga, Anabela Melão, coloco o texto aqui para análise e desafiando os leitores a estarem atentos aos agentes locais da política. Existindo novos actores será desejável que façamos comparações, porque o monólogo tem sido evidente, e acreditamos num futuro de sonho para Alcochete:

"Quem tiver olhos para ver e ouvidos atentos pode convencer-se de que nenhum mortal é capaz de manter segredo. Se os lábios estiverem silenciosos, a pessoa ficará batendo os dedos na mesa e trairá a si mesma, suando por cada um dos seus poros!" (Sigmund Freud)
Estamos em plena campanha eleitoral e assistimos a uma troca de galhardetes entre os dois partidos que bipolarizam a cena política nacional, como nunca antes se viu. Ora, zaragateiam, ora avançam timidamente para o namoro, ora descaradamente pedem-se em casamento e comportam-se como noivos, ora já parecem um casal e discutem a toda a hora, ora têm atitudes de divorciados em pleno litigio judicial. Quando tudo isto começou, vivia-se um clima de convenção ante-nupcial (aquele documento que os precavidos assinam antes de casar para evitar matarem-se um ao outro em caso de divórcio), alternavam as atitudes de cedo eu e cedes tu, cedemos os dois. Agora já diz o PSD que sem ele o PS não pode continuar a governar, como que a dizer: eu valho mais que tu, quantos ministros nomeias deste lado, quantos directores-gerais e afins saem dos quadros laranjas, senão…não há casório.
Ora, em casamentos como este, em que tudo é feito numa base de calculismo e em que não há lugar para romantismos, o jogo de cintura vai-se refinando, e a insinuação, a sedução, e outras armas idênticas, levam a que um dos nubentes, eventualmente, os dois, pura e simplesmente, mintam. Entram numa fase em que vale tudo até arrancar olhos!
O pobre do eleitor, pouco dado a estes exercícios maquiavélicos, ou reage indiferente, ou entra em pânico, temendo ser injusto com um dos noivos, e cai numa crise de nervos que pode mesmo conduzir à depressão “politica”. Como calculam, o fenómeno não é novo, a mentira política nasce no mesmíssimo momento em que nasce a política, e muitos têm sido os psicólogos a debruçarem-se sobre o tema, na procura de pistas, de sinais, de indícios, dessas inverdades ou menores verdades.
O que vos deixo é o resultado de anos de estudos na área do comportamento humano do Dr. David J. Lieberman, Ph.D. em Psicologia, e autor do livro "Never be lied again".
Conseguiu apurar com precisão os 30 sinais de uma mentira. E, na maior parte dos casos, a linguagem gestual revela a verdade. Numa apresentação perante um grupo de pessoas, 55% do impacto são determinadas pela linguagem corporal - postura, gestos e contacto visual -, 38% pelo tom de voz e apenas 7% pelo conteúdo da apresentação. Ou seja, não é o que dizemos, mas a forma como o dizemos, que faz a diferença.
Observemos.
1.O mentiroso contacta pouco ou nada com os olhos; 2.A sua expressão física é mínima - poucos movimentos dos braços e das mãos. Se os mexe, fá-lo de forma rígida e mecânica. As mãos, os braços e as pernas ficam retraídos contra o corpo e a pessoa reduz-se a um espaço menos; 3.Uma ou ambas as mãos podem ser levadas ao rosto ou á boca, indicando que ela não acredita - ou está insegura - no que diz. É improvável que toque o peito a mão aberta; 4.Para parecer mais tranquila, pode encolher-se ligeiramente; 5.Não há sincronismo entre gestos e palavras; 6.A cabeça move-se de modo mecânico; 7.Mantém a distância perante quem o interroga, e pode mesmo posicionar-se em direcção à saída; 8.Quem mente tem relutância em enfrentar o interpelador e pode virar a cabeça ou posicionar o corpo para o lado oposto; 9.O corpo fica encolhido. É improvável que permaneça direito; 10.Haverá pouco ou nenhum contacto físico, sobretudo visual, perante quem o tenta convencer que está errado; 11.Não aponta o dedo para quem tenta persuadir; 12.Observe para onde os olhos se movem na hora da resposta à sua pergunta. Se olhar para cima e à direita, e for destra, está a mentir. 13.Meça o tempo de demora da resposta. A hesitação evidencia que está a pensar numa desculpa. Verifique se a resposta é coerente ou não. Quem mente não consegue responder automaticamente, de forma directa e imediata, à pergunta. 14.Quem mente ganha uma expressão corporal mais relaxada quando o “incómodo” muda de assunto. 15.Se a pessoa ficar tranquila enquanto é acusado, desconfie. Dificilmente as pessoas ficam tranquilas enquanto são acusadas por algo que são inocentes. “Quem não se sente não é filho de boa gente!”. Quem mente fica quieta, evitando falar de mais detalhes sobre a acusação; 16.Quem mente utilizará as palavras de quem o ouve para afirmar seu ponto de vista; 17.A pessoa que mente continuará acrescentará informações (desconhecidas) até se certificar que o convenceu; 18.Ocasionalmente, pode ficar de costas para a parede, dando a impressão que está pronta para se defender; 19.Em relação à mentira, o mentiroso, geralmente, deixa de mencionar os aspectos negativos e desvia-se descortinando consequências positivas (que mais ninguém consegue ver); 20.Um mentiroso pode estar pronto para responder às perguntas, mas nunca coloca nenhuma questão; 21.Quem mente pode utilizar frases típicas, para ganhar tempo, até pensar na resposta “certa” ou de mudar de assunto: "Para dizer a verdade...", "Para ser franco...", “Poderia repetir a pergunta?", "Este não é o lugar próprio para discutir isso, mas mais tarde terei todo o gosto el lhe responder"; 22.Evita responder, pedindo para repetir a pergunta, ou então responde com outra pergunta; 23.Utiliza o humor e o sarcasmo para aliviar a atenção dos ouvintes e do interlocutor; 24.Quem mente, pode corar, transpirar e respirar com dificuldade; 25.O corpo pode ficar trémulo, sobretudo as mãos e os olhos. Pode esconder para disfarçar o tremor incontrolável. 26.A voz pode falhar e parecerá titubeante, meio perdida e até incoerente; 27.A voz pode mudar de tom: as cordas vocais, como qualquer outro músculo, tendem a ficar enrijecidos quando a pessoa está sob pressão. Sobe de tom; 28.Começa a engolir em seco; 29.Tossir. Devido à ansiedade, o muco forma-se na garganta, e, porque fica mais nervosa, pode tossir para limpar a garganta antes de começar a falar. 30.Já reparou que quando estamos convictos do que dizemos, as mãos e os braços gesticulam, reforçam o nosso ponto de vista e demonstram convicção? Quem mente não consegue fazer isso. Esteja atento.
Afinal, “mais depressa se apanha um mentiroso…."

09 julho 2010

Legislação-Incentivos Financeiros à aquisição de carros eléctricos

Por julgar pertinente venho por este meio proporcionar informação sobre incentivos financeiros à aquisição de carros eléctricos.

Portaria n.º 468/2010
Ministérios das Finanças e da Administração Pública, da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento e das Obras Públicas, Transportes e Comunicações
Estabelece os termos em que são concedidos os incentivos financeiros à aquisição de veículos novos exclusivamente eléctricos previstos no artigo 38.º do Decreto-Lei n.º 39/2010, de 26 de Abril.

Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS
bancadapsalcochete@gmail.com

07 julho 2010

SERVIR ALCOCHETE - PSD

É já na próxima sexta‐feira, dia 9 de Julho, que se realizam eleições para a Mesa da Assembleia e Comissão Política da nossa secção.
No momento de apresentar a minha candidatura a Presidente da Comissão Política Concelhia, quero por este meio deixar aos militantes desta secção do PSD os motivos e objectivos de tal decisão:
‐ Ambição de melhor servir Alcochete, tendo como factor primordial o reforço da identidade Social Democrata no concelho;
‐ Continuar a contribuir pela afirmação e difusão dos princípios e valores que norteiam o Partido;
‐ Trazer os militantes e simpatizantes para o espaço de intervenção politica na Secção e em outros fóruns próprios adequados, mantendo‐os unidos em torno de um projecto politico consistente;
‐ Apresentar uma estratégia e propostas claras, estabelecendo relações de confiança com a comunidade em geral, por forma a pedir que seja dada ao nosso Partido uma oportunidade de vir a gerir os destinos do Concelho;
‐ Continuar, através dos nossos representantes eleitos nos Órgãos Autárquicos, a marcar uma posição critica e interventiva que defenda, caracterize e dignifique os ideais Social Democratas e seja a voz dos anseios dos que através do seu voto confiaram no PSD.
Quero também, nesta hora de mudança, deixar uma palavra de reconhecimento e de louvor, aos Companheiros e Companheiras que agora cessam funções, pelo caminho que percorreram, pelo trabalho que executaram e pela herança que deixaram, em momentos muitas vezes adversos e difíceis.
Espero, em conjunto com a equipa que me acompanha, ser merecedor da vossa confiança.
Espero a participação de todos vós no acto eleitoral do próximo dia 9 de Julho.
Espero ainda o vosso melhor empenho para que todos juntos consigamos atingir uma nova etapa.

Luiz Branco Batista


Mesa da Assembleia de Secção
Presidente: Esmeraldino Pais Domingos
Vice‐presidente: João Manuel Alves Nunes do Vale
Secretária: Maria Filomena Trincão Correia
Suplente: Maria Cândida Costa

Comissão Política
Presidente: Luiz Branco Batista
Vice‐presidentes: Maria da Graça de Medeiros Cabral
José António Alcaide Palminha
Tesoureiro: Nelson da Costa Constantino
Vogais: Sérgio Bruno Nogueira Ribeiro da Silva
António Pedro do Carmo Carneiro Pereira Cipriano
Rute Isabel Teixeira Figueiredo
Sérgio Alexandre Prates da Silva
João Manuel Carneiro Pinho
Suplentes: Sara Raquel Trincão Correia
Cristina Sofia Almeida Fontes Catita


Gabinete de Apoio Temático
Jorge Dias da Costa Borges da Silva – Economista Política Nacional
Manuel Joaquim Monteiro da Costa – Major Reformado, Formador Política Autárquica
Dr.ª Maria Ester Ferreira dos Santos – Médica Saúde
Luís Pedro Proença – Advogado Assuntos Jurídicos
António Pinto da Silva ‐ Gestor Turismo
Ana Carolina Alves Batista – Arquitecta Urbanismo
Carlos Alberto Martins Moreira – Economista Economia e Finanças
José Batista Martins – Bombeiro Protecção Civil
Manuel Marques da Silva – Comerciante Comércio e Serviços
Sara Raquel Trincão Correia – Estudante Universitária Juventude

27 junho 2010

Mário Soares e Durão Barroso: Uma Europa em duas visões

Com a devida autorização da autora Anabela Melão, transcrevo um artigo por ela publicado:

"É obvio que não se comparam, nem enquanto pessoas nem enquanto políticos, Mário Soares e Durão Barroso. Mas se há mil diferenças que os separam, talvez não fosse inoportuno recordar que algumas qualidades têm em comum. Mário Soares não teve de se impor como figura da realeza da política nacional, porque o passado lhe valeu o salto para o primeiro lugar do pódio (talvez ex-aequo com Álvaro Cunhal). Durão Barroso teve estratégia política, de Portugal a Bruxelas, um percurso organizado, pensado, trabalhado. A ambos há que reconhecer uma qualidade cada vez mais rara na politiquice nacional: inteligência política.
Ora, o ocorrido este mês aquando da celebração dos 25 anos da adesão europeia, festa tornada garraiada pela troca de galhardetes entre Soares e Barroso, dá que pensar.
Enquanto Mário Soares afirma que "há falta de liderança na União Europeia e mediocridade. Muita mediocridade e falta de coragem", Durão Barroso argumenta que "há líderes de grande qualidade, de média qualidade e de fraca qualidade. Sempre foi assim e sempre será assim".
Reafirma-se que ambos conhecem bem a realidade nacional e muito bem a europeia. Admite-se que, provavelmente, Mário Soares conhece melhor a concepção, a idealização do sonho europeu, e que, também provavelmente, Durão Barroso tem mais a noção, sente mais o palpitar, da realidade europeia. Isto pode bastar para justificar a divergência. Enquanto um mede a qualidade dos lideres europeus pelos lideres que se sonhavam, outro relativiza-os pelos lideres que temos.
"Não façamos generalizações", dizia Barroso. "No plano nacional, no plano internacional, no plano global, há diferentes lideranças", defendeu, reagindo às declarações de Mário Soares. Mas este homem perante o qual mostra tanta discordância é só o primeiro-ministro que assinou há 25 anos o tratado de adesão. Não é um homem qualquer. É um pai-filho do sonho. E se se preocupa com a actual situação da União, dizendo que a Europa vive uma crise sem precedentes, com a qual não sabe lidar: "Faltou inteligência política a todos os actuais dirigentes europeus.", o caso é grave. Apesar de se perceber Durão Barroso quando diz que este é "o momento mais exigente, precisamente porque estamos mais avançados", mas "não se pode dizer que seja pior ou melhor", "É uma situação de tipo diferente, que exige respostas com grande determinação e vontade política", disse o presidente da Comissão Europeia.
Assumido que entre alguns comentadores e intelectuais parece haver uma atmosfera de glamour do pessimismo quando se fala da Europa, e quanto mais pessimistas mais inteligentes aqueles se julgam, dá-se a devida margem de erro e dúvida.
Sem se referir directamente aos líderes europeus da última década, Mário Soares lamentou que a União Europeia se tenha "deixado atrasar, ao contrário dos Estados Unidos", criticou a gestão "paralisada" e "sem coragem para mudar" da actual liderança em Bruxelas. "Pode ser um retrocesso civilizacional tremendo. É preciso reagir e rapidamente. Os actuais políticos parecem não ter coragem", insistiu, pedido aos cidadãos, sindicatos e entidades sindicais que "pressionem sem perda de tempo"
Acresce que um desafio semelhante foi lançado pelo antigo primeiro-ministro espanhol, Filipe González, para quem a actual crise é "um momento da história que vai definir quem são os vencedores e os perdedores". "Para não perdermos o que conseguimos nestes 25 anos, é preciso fazer algo e fazê-lo já", disse o ex-governante. E um dos caminhos que apontou foi a necessidade de "reformar e resgatar o sistema financeiro". Sobretudo porque, diz, ainda "nada mudou no comportamento dos agentes financeiros desde o início da crise".
A mudança deve, segundo Mário Soares, passar pela descoberta de "um novo modelo" europeu. "Já temos um fundo monetário europeu para gerir e quem o gere é um governo económico. E depois? Vem um governo político? É para aí que estamos a caminhar", apontou. José Sócrates entende que "a Europa encontrou resposta para a crise num quadro europeu", e afirma estar "muito confiante na integração política. Tenho a certeza de que a Europa interpretará esta crise como uma necessidade imperiosa de avançar".
Este fim de semana em Arcos de Valdevez, no âmbito da iniciativa “Concelho de Estado”, homenageou-se Mário Soares. Pela vida. Pelo símbolo. O reconhecimento do seu papel na história do País quase que imerece qualquer controvérsia pela avaliação do painel dos interventores (António Almeida Santos, Artur Santos Silva, Manuel Sobrinho Simões, Miguel Veiga e Gonçalo Ribeiro Telles), pelos depoimentos do antigo líder da União Soviética Mikhail Gorbatchev, por videoconferência, e de Frank Carlucci e Ignacio Ramonet, por mensagem escrita. Adita-se a este acervo de figuras absolutamente credíveis como Eduardo Lourenço, Francisco Assis, Jean Daniel, Raúl Morodo, Manuel Ferreira de Oliveira, Federico Mayor Zaragoza, Adriano Moreira, Lobo Antunes, José Pacheco Pereira, Carvalho da Silva e Soromenho Marques, e fica o ramalhete demasiado bem composto para se suscitar qualquer dúvida com a credibilidade de Mário Soares no espaço nacional e internacional.
Em Arcos de Valdevez, Mário Soares mantém a tónica da sua intervenção na necessidade de "políticas convergentes" entre Portugal e Espanha, considerando que "a Europa está desanimada e sem rumo", correndo o risco de se transformar "numa região pobre e sem influência". "A Europa ou é federalista ou não é Europa. Nós temos que caminhar neste sentido senão vamos ser o extremo ocidental da Ásia, uma região pobre e sem influência", avisou o histórico socialista.
Não se comparam, a qualquer nível, grau ou qualidade, Mário Soares e Durão Barroso, mas não deixa de ser preocupante que o ideólogo e o prático se mostrem tão distantes na sua visão do que é e do que pode ser o espaço europeu.
Valha-nos reconhecer a ambos inteligência política. Diferentes inteligências políticas, sem duvida. E, mais diferentes ainda, sensibilidades e bom senso."

21 junho 2010

Alcochete – vila prodígio da Forcadagem!

João Batista, também chamado de João, o Batizador, foi um pregador judeu e considerado pelos cristãos como o precursor do prometido Messias, Jesus Cristo. Baptizou muitos judeus, incluindo Jesus, no rio Jordão, e introduziu o baptismo de gentios nos rituais de conversão judaicos, que mais tarde foram adoptados pelo cristianismo.
Tendo São João Batista como o seu Santo Padroeiro, a vila de Alcochete assiste no dia consagrado à natividade do Santo, às comemorações de mais um aniversário do Grupo de Forcados Amadores de Alcochete.
Praticamente a efectuarem 39 anos de existência, este Grupo de Forcados, fundado a 24 de Junho de 1971, consagrando nomes como João Mimo, Gregório Bolota, José Barrinha da Cruz, Francisco Sequeira, Aníbal Pinto, Alberto Silva, José Pinto, Estêvão Oliveira, Filipe Sequeira, Manuel Pinto, Augusto Oliveira, António José Pinto, João Rei, João Barata, Manuel Jorge Marques, António Cardoso, aos quais ainda se juntaram António Cruz, António Faria, Francisco Salvação, Paulo Penim, Vítor Marques e Joaquim da Costa Godinho.
Pouco menos de um mês da sua fundação, este Grupo fez a sua apresentação na Praça de Toiros da cidade vizinha – Montijo, enfrentando 6 toiros de Rio Frio. Sob a égide de João Mimo, este Grupo ao longo de 13 anos, conseguiu definir os seus princípios assentes numa postura determinada e conquistando o prestigio necessário para consolidar o seu sucesso nos anos imediatamente seguintes. É precisamente na década comandada por António Manuel Cardoso que este Grupo atinge simultaneamente os melhores e os mais angustiantes momentos da sua carreira. Foi precisamente na tragédia, com a morte de dois jovens e valorosos forcados, que o Grupo ainda mais se uniu, apesar de todas as dificuldades, conseguiu reunir fortes condições para superar as suas adversidades e continuar no trilho do êxito.
Em 1995 é João Pedro Bolota, forcado de enorme referencia no seio do grupo e não só, o eleito para liderar os Amadores de Alcochete. Na senda dos seus antecessores, o João prejudicando fisicamente a sua própria vida, mantém no seio do Grupo o espírito de unidade que permite continuarem com todo o mérito a marcarem presença de forma cada vez mais assídua nas melhores feiras taurinas.
O Grupo de Forcados Amadores de Alcochete, não só continua a honrar a jaqueta que enverga como também consegue elevar o nome da vila de Alcochete em todo o País e Ilhas, mas igualmente em Espanha, França e Estados Unidos da América.
A 01 de Julho de 2007, o João coloca um ponto final na sua já longa carreira de forcado passando o seu testemunho ao Vasco Pinto, que apesar da sua juventude, à muito que deixou de ser uma promessa da forcadagem para naturalmente se assumir como uma certeza com todo o romantismo que a figura de forcado representa na Festa.
Jovem, dinâmico mas simultaneamente humilde, empenhado e com uma visão bem actual, o Vasco orgulhoso do seu Grupo e com Alcochete no coração aposta na continuidade reforçando o Grupo com novas caras mas sempre regendo-se pelos mesmos princípios desse já longínquo ano de 1971.
Alcochete orgulha-se do seu passado e presente e de todos aqueles que um dia optaram por vestir a jaqueta das ramagens e deram a conhecer a outros povos e culturas, esta genuína, ímpar, e tão nobre arte de ser forcado português e de Alcochete.
Não é uma tarefa fácil, perceba-se, mas a amizade e a união entre novos e menos novos fomentada em muitas tardes e noites de glória e quiçá de infortúnio permitem aos Amadores de Alcochete continuarem…a manter a tradição.


Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS
bancadapsalcochete@gmail.com

JOSÉ SARAMAGO

Propositadamente, não escrevi nenhuma consideração enquanto o corpo não foi cremado. Mas, depois de cumpridos os ritos de respeito perante um ser humano não recuso a considerar, que esteve bem o Presidente da República ao enviar apenas um representante às cerimónias.
Porque razão o povo português tinha teria que venerar uma personalidade que sempre quis renegar as origens históricas cristãs do país. Uma personalidade em estado avançado da sua idade foi defendendo que a Espanha anexasse Portugal.
Que respeito deve merecer uma personalidade que cultivava o pensamento puro e duro do marxismo (igualdade de classes) sob o jugo de um centro de poder único, mas depois a sua prática de vida era incoerente com a ideologia.
Respeito a morte de um ser humano, mas não me vergo à sua obra e considero condenável que os alunos do secundário sejam obrigados a estudar um escritor, que altera tudo que se aprende no modo de escrever e ler língua portuguesa.

16 junho 2010

A PREVISÃO FOI FEITA

Sigam esta:

http://www.ionline.pt/conteudo/64729-houve-um-blogue-que-previu-crise-da-zona-euro-ninguem-ligou

04 junho 2010

AQUI HÁ RATO...


Caros visitantes e munícipes:


O Movimento de utentes dos Serviços Públicos de Alcochete (MUSPA), levou a efeito no dia 26 de Maio junto ao Centro de Saúde de Alcochete mais um protesto, em defesa da reabertura do atendimento médico na extensão de Saúde de São Francisco, onde participaram dezenas de cidadãos daquela localidade.
Neste protesto estiveram presentes várias representações, da Câmara Municipal e Junta de Freguesia de Alcochete, para além da dita Organização.
É de todo lamentar que nem um único elemento do executivo daquela Freguesia de São Francisco se fizesse representar…
Eu tenho vindo a denunciar há muito tempo, a forma que este partido tem pelo seu eleitorado, aqueles que no passado recente elegeu para defender os direitos dos munícipes desta localidade.
É triste, é anti-ético, antidemocrático o respeito de denotam pela população que os elegeu, isto não é pura demagogia mas sim, dados concretos de irresponsabilidade que, em democracia não deveriam de coexistir.
As elações dos seus actos políticos ficam para a prosperidade, é lamentável o mesmo executivo que fora eleito pela população, venha agora a demarcar-se da luta por um objectivo comum, só porque foi executado pelo seu próprio aparelho partidário que desgoverna o nosso país.
Não podia deixar de salientar mais este caso, até porque, foi o próprio Presidente eleito que solicitou ao executivo da autarquia do concelho ajuda nesta demanda sobre esta população Rural, o mesmo que dias antes do encerramento tivera a gentil visita de v.exa, do governador do Distrito de Setúbal, para que, antecedesse sobre este caso com a Ministra da Saúde do desgoverno dos seus partidos (PS).
No entanto, entre trocas e baldrocas, algumas más engenhocas, AQUI HÀ RATO, não deixa cair em saco roto estas atitudes que como munícipe atento que sou ao concelho presencio diariamente.
Será que o desnorte deste eleito local é o reflexo do país?
Ou do estado em que vive o Partido Socialista de Alcochete?
São estes senhores que se dizem a alternativa há CDU?
Porque senão vejamos mais algumas considerações:
É público, que a concelhia deste partido se demitiu em bloco um mês após ter sido eleito o novo presidente da concelhia João Barata.
Isto prova a guerra pelo puder que está instituída, onde se cada um pretende alcançar o melhor tacho, mesmo que para isso prejudiquem as populações das diferentes Freguesias, como é o caso mais latente de São Francisco.
Este recente caso está longe de terminar, já outro assunto salta para a berlinda no concelho, com o encerramento do posto móvel dos CTT no Samouco e em São Francisco, em entrevista ao Jornal (ALCAXETE), os dois presidentes comentaram o referido assunto.
Ora, estranho, e AQUI HÀ RATO também que, o mesmo edil de São Francisco aguarde serenamente pelo desenrolar dos acontecimentos…
Será senhor Presidente, que aguardará tal como tem feito em relação à extensão de Saúde dessa localidade?
Não seria melhor fazer ouvir a voz do povo nesta e em tantas outras matérias de utilidade e interesse público?
Mas é claro, no país que vivemos, tudo falta, tudo se tira, tudo se paga, em nome de um bizarro adjectivo…crise…
Mas onde os grandes e chorudos ordenados continuam a serem pagos nas grandes empresas, prémios anuais, viagens de primeira classe e familiares, cartões de crédito ilimitados, automóveis com motoristas e tudo entre outras mordomias dos seus administradores, onde a grande maioria são nomeados directamente sem concursos públicos, violando assim tudo o sistema das leis da Republica Portuguesa.
AQUI HÁ RATO, estará atento a tudo o demais que aconteça, brevemente outras notícias e novos desenvolvimentos.

Saudações Alcochetanas

02 junho 2010

Crise – essa foragida da lei!

O assunto não é novo e infelizmente ainda vai perdurar no tempo. De nada nos serve saber que os tempos difíceis estão para ficar, em toda a Europa sopram ventos inabaláveis de mudança que nos criam dificuldades acrescidas em todos os níveis mas sobretudo no capítulo sócio-económico.
Existe um projecto europeu do qual fazemos parte integrante e que não podemos nem devemos abandonar. É necessário defendermos a Europa e a moeda única, que é também a nossa moeda.
Só é possível esgrimir argumentos perante a difícil conjuntura financeira que nos assola, com elevado sentido de responsabilidade e fundamentalmente com a estabilidade politica que permita a defesa dos supremos interesses do País e da sua população.
Estamos a ser sufocados por um défice que exige um esforço adicional de todos nós, indispensável numa atitude global de várias medidas europeias que visam acalmar os mercados financeiros. As medidas a tomar são impopulares, difíceis de assumir e bastante exigentes, mas importa que todos tenham consciência de que são medidas deveras necessárias para que o nosso País continue a ser credível, para que a confiança na economia seja cada vez maior, para que o índice das nossas exportações subam significativamente.
Um dos nossos problemas reside na fraca competitividade do nosso País, apesar de todo o esforço no sentido de inverter esta tendência, no entanto o crescimento é demasiadamente lento.
Estou convicto que o crescimento da nossa economia e o aumento do emprego são prioridades a estabelecer rapidamente. Devemos encarar esta fase com a vontade de ter um País diferente, melhor, com mais oportunidades. Para isso deve coexistir em todas as mentalidades, determinação, mas simultaneamente rigor.
Apenas e só assim, poderemos baixar o défice. O nosso plano de austeridade não é de todo o ideal, no entanto e no interesse nacional espero e desejo que o sector privado da nossa economia reaja de forma francamente positiva ao mesmo. Era elementar que o Estado e sobretudo a nossa classe politica soubessem dosear o exemplo a partir das mais altas estâncias de forma a cumprirmos rigorosamente um plano de reabilitação sócio-económico para o País. Assim, estou em crer que a médio prazo, podemos consolidar a nossa posição perante a Europa. Para tal, os intervenientes directos na nossa economia, incluindo naturalmente o Estado devem estar imbuídos deste espírito de esforço, de abnegação, para em conjunto construirmos uma base de sustentação mais forte, mais competitiva, mais moderna, com maior qualificação e que permita a todos beneficiarem de mais oportunidades.
Independentemente de tudo o que possamos fazer, creiam que os desafios e os problemas irão sempre surgir.
Como diz Robert Bogaard, um dos grandes nomes do empreendedorismo, “Os desafios e os problemas mantêm-se. O que muda é a natureza e a dimensão dos mesmos. Quanto maior o nosso negócio, maior a dimensão dos desafios e dos problemas, mas geralmente também maior é a nossa capacidade de lidar com os mesmos.”
Temos que nos superar, é preciso acreditar num futuro mais radiante, a confiança é inimiga da crise – essa foragida da lei!


Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS
bancadapsalcochete@gmail.com

20 maio 2010

Alcochete – símbolo maior do Forcado!

Numa das mais belas Tertúlias Tauromáquicas do País, existe uma sala consagrada ao Forcado onde está patente, aos olhos de todos, um conjunto de fotografias que ilustram as memorias de um passado repleto de história e de um presente condizente com esta tão nobre arte que é a de “pegar toiros”.
Este é o Aposento do Barrete Verde de Alcochete! A casa do Grupo de Forcados Amadores do Aposento do Barrete Verde, que no próximo dia 22 completa 45 anos de existência, após ter sido fundado no longínquo ano de 1965.
O grande mentor deste projecto foi Francisco Penetra Rodrigues, que contou com Artur Garrett para a orientação técnica do grupo, que teve como 1º.Cabo – José Luís Carapinha Rei, a quem competiu capitanear os seguintes homens: Aníbal Pinto; José Pinto; Manuel Pinto; João Mimo; Luciano Pinto; Augusto Henrique; Luís Cebola; José Gomes; Eduardo Vantacich; António Tavares; José Pires; Gregório Bolota; Joaquim Labreca e Francisco Giro.
O grupo fez a sua apresentação na Praça de Toiros de Alcochete a 09/08/1965, precisamente num Festival de Homenagem ao Aposento do Barrete Verde, em que fizeram parte do cartel os Cavaleiros Pedro Louceiro; J.Barahona Núncio e José Samuel Lupi, que actuaram generosamente. O grupo de forcados do Aposento do Barrete Verde dividiu praça com o grupo de forcados da Tertúlia Tauromáquica do Montijo. Abrilhantou o espectáculo a Banda da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898, de Alcochete.
Em 1967, o Sr. António Luís Penetra é nomeado cabo do grupo de forcados e consegue, corrida após corrida, época após época, afirmar no panorama taurino o nome do grupo de Alcochete, como sendo uma referência entre os grupos de forcados existentes naquela altura, tendo alcançado os mais variados êxitos. Aliás, decorria o ano de 1968 quando o grupo de forcados do Aposento do Barrete Verde alcançou o mais alto prémio, que se podia atribuir a um grupo de forcados, o Prémio da Imprensa. Este troféu encontra-se em exposição no relicário do forcado, na sede do Aposento.
No ano de 1981, o grupo passa a ser dirigido pelo Sr. Luís António Cebola, que aposta numa renovação formando um grupo de forcados juvenis, que viria a ser determinante nos sucessos subsequentes do grupo e que, rapidamente, consolidou a sua performance ao mais alto nível. É curioso que alguns desses jovens, ainda hoje, se encontram ligados intimamente ao grupo, dignificando naturalmente o Aposento.
Sob o comando de Luís António Cebola, o grupo faz algumas digressões ao estrangeiro nomeadamente a França e a Espanha e em 1991 participa, pela primeira vez na sua história, na corrida da TV. Este ano, considerado para muitos como um ano de ouro, contou ainda com a distinção elaborada pela crítica, que se referiu ao grupo como um dos melhores grupos de forcados da época. Em 1993, na Praça de Toiros de Setúbal, Luís António Cebola despede-se das arenas, passando o seu testemunho a Joaquim José Penetra. Este, enquanto cabo do grupo, continua na senda dos êxitos, conseguindo brilhantes actuações nas corridas em que o grupo actua, ganhando inclusive alguns prémios de melhores pegas nas mais importantes Praças do Pais e participando, também, em algumas corridas em Espanha.
Em 1995, é Luís Miguel Cebola quem assume o comando do grupo, cargo que viria a exercer durante 10 anos. A ele se deve a afirmação do grupo, ano após ano, alcançando vários sucessos e troféus de melhores pegas em importantes feiras taurinas, como é o caso das Sanjoaninas nos Açores, entre outras, e que podem ser apreciados no museu taurino do Aposento.
É em 2002 que o grupo de forcados do Aposento atinge o seu auge, sendo considerado pela Crítica como o Melhor Grupo de Forcados, tendo recebido, também, o troféu de um importante Jornal Taurino. Dois anos depois, João Miguel Salvação, hoje o actual cabo do grupo, foi galardoado pela Crítica com a distinção de Forcado do Ano.
Ao longo destes 45 anos, foram escritas em letras de oiro muitas páginas de histórias, umas mais felizes, outras menos, mas tenho a plena convicção de que em todas essas páginas se juntaram homens de várias gerações, que de tudo fizeram para honrar a casa que os viu nascer e crescer enquanto forcados. Por uma simples flor e o calor de um aplauso, estes homens dignificaram a nossa cultura, a nossa identidade e a jaqueta que vestiram, não fora o facto de serem de Alcochete – símbolo maior do Forcado.

Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS
bancadapsalcochete@gmail.com

05 maio 2010

Alcochete orgulha-se de ti Rafael Guerreiro!

O Rafael Guerreiro é de Alcochete, é um jovem igual a tantos outros com a particularidade de possuir Trissomia 21.

http://sic.sapo.pt/online/video/programas/vida-nova/2010/4/rafael-guerreiro-um-jovem-com-trissomia-2129-04-2010-14642.htm

Fernando Pinto

03 maio 2010

A Banda da minha terra volta a triunfar!

A Banda da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 de Alcochete voltou este fim-de-semana a triunfar num Concurso de Bandas, desta vez organizado pelo Ateneu Artistico Vilafranquense de Vila Franca de Xira.
A Banda liderada pelo dignissimo Maestro António Menino ficou classificada em 1º.Lugar na 1ª.Categoria, sendo que o 2º.Lugar foi atribuido à Banda de Música da cidade de Espinho.
Na categoria de Tauromaquia, a Banda de Alcochete foi considerada de 1ª.Categoria sendo que a Banda de Música dos Bombeiros Voluntários de Arrifana e a Sociedade Filármonica União Samorense foram consideradas de 2ª e 3ª.Categoria, respectivamente.

Congratulo-me pelo feito alcançado pela Banda da minha terra e endereço as minhas felicitações aos Músicos, ao ilustre e digno Maestro e naturalmente ao Corpo Directivo desta prestigiada Colectividade de Alcochete.

Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS
bancadapsalcochete@gmail.com

01 maio 2010

CONVITE À POPULAÇÃO DO CONCELHO DE ALCOCHETE

SESSÃO PÚBLICA

No próximo dia 7 de maio, pelas 21horas, na junta de Freguesia de São Francisco, terá lugar uma sessão pública para debater a situação dos serviços de saúde do concelho de Alcochete.

Durante esta sessão será discutida e analisada a grave situação em que se encontra a população da Freguesia de São Francisco na sequência da decisão do encerramento da extensão de saúde daquela localidade.

A sua participação nesta acção é fundamental para a defesa de Serviços Públicos ao serviço das populações.

FAÇAMOS OUVIR A NOSSA VOZ!

NÃO FALTE!