13 fevereiro 2010

A minha consulta pública - A praça Pública de Alcochete

Ficam aqui imagens da intenção de proposta para o Largo de São João - Tese de Mestrado em Arquitectura pela Universidade Lusófona.
É apenas uma ilustração de intenção que pode não corresponder a versão final.
Não vou me alongar na caracterização da proposta porque o meu objectivo aqui é apenas testar a imagem ao publico (espero que os indices de popularidade do blog ainda estejam alto, embora eu note alguma quebra de participação)

As únicas duas explicações que vou dar são que, a estátua do Padre Cruz está centrada, o que parece evidente, e o que está a frente da Igreja é um palco para espectáculos, um palco com estrutura hidráulica (permite subir 1 ou 2 metros se necessário, substitui o palco que costumam montar sempre para as festividades). O poço ? O poço... está em standby.

Fica uma planta e um perfil, e posso responder a questões que forem colocadas. Carregar para aumentar.



09 fevereiro 2010

Ainda a Feira d'Alcochete, do Cavalo, do Fado e do Forcado…e a Cercima

A Feira d'Alcochete, do Cavalo, do Fado e do Forcado, realizada nos dias 21 a 24 de Maio de 2009, teve como novidade preconizada pela nova organização do certame, o pagamento de ingressos que, conforme divulgado na imprensa em Maio de 2009, revertia a sua receita a favor da Cercima – Cooperativa para Educação e Reabilitação de Crianças Inadaptadas do Montijo e Alcochete. Isto mesmo comprova-se nas citações proferidas pelo Sr. Vereador da Câmara Municipal de Alcochete, Dr. Paulo Machado, na comunicação social, senão vejamos:

- A entrada no certame implica a aquisição do bilhete solidário no valor de €1,5 ou €2, se for adquirido durante o dia ou à noite, respectivamente que reverterá a favor da CERCIMA para a construção de um lar residencial – Casa dos Duques. (Fonte: Gabinete de Comunicação e Imagem da Câmara Municipal de Alcochete, in sitio da internet do Município)

- Pela primeira vez, terá se pagar a entrada na feira. “Tratam-se de ingressos solidários porque o lucro reverte a favor da construção do Lar residencial Casa dos Duques da Cercima”, explica Paulo Machado. A Cercima é uma Instituição Particular de Solidariedade Social local, do Montijo e Alcochete, e está neste momento a angariar fundos para a construção de um lar para pessoas com deficiência mas autónomos, na freguesia de São Francisco, em Alcochete. “Entendemos que esta seria uma forma das pessoas se associarem directamente a esta causa” sublinha o vereador da cultura. (In Jornal de Alcochete, 06/05/2009)

- A Feira d'Alcochete... do Cavalo, do Fado e do Forcado, realizada entre os passados dias 21 e 24 na Fábrica do Alumínio, foi um sucesso e atingiu as expectativas em termos de visitantes, cerca de 23 mil, apesar da entrada ser paga. (…) O grande número de expositores e os espectáculos de qualidade levaram as pessoas a pagar de bom grado os bilhetes de entrada (apenas de dois euros), cujas verbas revertem a favor da Cercima. (In Jornal de Alcochete, 26/05/2009).

Na Assembleia Municipal de Alcochete realizada no passado dia 21 de Dezembro, a bancada do Partido Socialista, perante tão prolongado silêncio sobre o assunto em questão, abordou o Executivo Municipal sobre qual o montante que tinha sido apurado para a Cercima e se o mesmo já tinha sido entregue. O Vereador Paulo Machado informou a Assembleia, que o montante a entregar à Cercima seria de 1.400,00€ (!!), correspondentes a 10% do total das entradas pagas no recinto da feira e que o mesmo ainda não tinha sido entregue, pois as contas apenas foram finalizadas em Outubro.
Ironicamente, ainda se pasmou com tamanho interesse dos deputados socialistas no assunto em causa, alegando que a organização da respectiva Feira é composta por pessoas de bem.
A Bancada do PS reconhece a idoneidade de todos os intervenientes na organização da respectiva Feira, o que acontece é que provavelmente nem todos os elementos da organização teriam conhecimento ou a consciência das propensas promessas do Senhor Vereador face à criação de ingressos de entrada na Feira e o fim a que os mesmos se destinavam. Entendemos nós que, perante o que foi prometido e o que “ainda” se pretende cumprir, não é mais do que uma nítida falta de respeito, não só por quem pagou o seu ingresso julgando que o mesmo tinha um destino e acabou por ter outro, mas sobretudo uma enormíssima falta de consideração pela Cercima. Também não conseguimos entender como irá a Cercima receber apenas 1.400,00€ quando se registaram 23 mil entradas e atendendo a tudo o que foi dito na imprensa face ao valor dos ingressos.
Nós ainda acreditamos que fazer politica é algo superior a estas atitudes. Agora cada um que retire as suas ilações deste lamentável episódio que em nada abona o verdadeiro sentido da cidadania.

Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS
bancadapsalcochete@gmail.com

08 fevereiro 2010

AQUI Á RATO II


Na passada sexta-feira dia 5 de Fevereiro de 2010, recebi em minha casa como normalmente acontece todas as semanas o Jornal do Montijo, para meu espanto, deparei-me com um artigo de opinião de um deputado da Assembleia Municipal de Alcochete da bancada do partido Socialista.
Assunto que me intrigou pelo seu conteúdo, ainda não terminou as interpolações sobre a referida Organização da Feira do Cavalo, Fado e do Forcado, onde as entradas seriam pagas e as receitas revertiam para a Cercima.
Ora, como é público, este assunto está debatido e mais que debatido pela executivo da Câmara Municipal de Alcochete. O próprio deputado que agora vem uma vez mais a terreno defender que algo está mal.
Como munícipe atento que ando ao que se passa no meu concelho, não podia ficar indiferente a mais esta situação incoerente da parte deste deputado.
O mesmo senhor, como todos os outros está na posse da correcta informação de todo o processo resultante do mesmo evento. Aliás, qualquer município do concelho pode visitar a página da autarquia onde está publicado tudo sobre este assunto, também o mesmo, já fora discutido e esclarecido em Assembleia Municipal, sendo que este deputado ficou comedido no seu lugar.
Por isso a meu espanto que ao fim de algum tempo uma vez mais este assunto venha de novo ao de cima, assim sendo tenho duas leituras a este assunto:
1º - Ou o senhor em questão está esquecido ou desfasado do tempo nesta matéria, ou será que algo mais o move para continuar a bater na mesma tecla?
2º - Será que não existe mais assuntos para que sejam expressas naquele espaço de artigo de opinião?
No entanto, algumas afirmações caluniosas ficam em aberto, quando o mesmo deputado afirma que os restantes elementos da direcção não sabiam do que se estava a passar. Quanto a esta questão tenho uma simples resposta.
O que faz um director duma colectividade?
Dá o nome, para depois aparecer nas festas, comer e beber…
È claro que não se trata deste tipo de directores, onde a sua idoneidade está para além de tudo mais, por este motivo é uma tremenda falta de respeito o referido artigo, onde envolve pessoas e instituições públicas e privadas em nome de algo que não se justifica ou seja, desacreditar quem foi eleito maioritariamente pelo povo deste concelho.
Para terminar, transcrevo os últimos parágrafos do referido artigo.
Retirem vós, as vossas ilações…

(Nós ainda acreditamos que fazer política é algo superior a estas atitudes.
Agora cada um que retire as suas ilações deste lamentável episódio que em nada abona o verdadeiro sentido da cidadania.)

In: Deputado Municipal independente eleito pelo PS

07 fevereiro 2010

Luta de quem Trabalha pela Dignidade

Nos tempos que vivemos, convicto das grandes dificuldades que globalmente assolam o sistema financeiro. Em Portugal, os funcionários públicos têm vindo a ser o parente pobre do sistema governamental, deste Oásis país para muitos...
O poder politico que desde a alguns anos a esta parte, sejam eles da direita P.S.D ou da direita P.S...
O sistema vocacional serve para transmitir para a opinião pública que, os funcionários públicos são o podre da nação, os malandros, os chulos e mal de todos os males nos gastos da finanças públicas.
Ora, qualquer pessoa menos letrados percebe o que se tem passado, desde a última legislatura liderada pelo actual 1º Ministro José Sócrates, os funcionários públicos deste país têm vindo a ser perseguidos, explorados, espezinhados, mal-tratados, roubados nos seus direitos conquistados no passado. Tudo serve para travar os aumentos (congelar), no final de cada mês...
Onde estes senhores têm governado de forma autoritária e de relevo arrogante.
2010, ano, uma vez mais, estes trabalhadores sentem na pele o sofrimento das grandes investidas que estes senhores uma vez mais afrontam quem de alguma forma tratam da imagem do país por essas autarquias locais.com o congelamento dos salários este governo que diz ser para baixar as despesas públicas, ora isto não passa duma autentica palhaçada política, porque vejamos!
Sem aumentos de salários dos trabalhadores porque será que o governo prepara-se para aumentar e, mais 3,7% nas despesas que cada membro do governo pode gastar cada mês...
Renovar a frota automóvel dos senhor que contribuem para o atulhamento do país...
Festas e mais festas, jantaradas, edifícios públicos onde as rendas tem custos de milhões ao ano sem que estejam a ser habitadas, para além dos contratos megalómanas de aquisição de materiais de guerra, onde como sempre o aparelho de estado é sempre lesado em milhões de Euros, sem que ninguém nada faça...
Então, porque será os funcionários públicos a pagar sempre a factura?
Quem pode ajudar mas minhas perguntas?
Certo não existem respostas deste governo!
A aliança há direita entre o P.S.D, C.D.S e governo, com as chamadas de atenção do próprio Presidente da República que chama até si o rebanho para perfilarem ideias ditatoriais, que diz ser em prol do país... ora, ora, que mais por aí vem?
Ainda falta as verbas para a região da Madeira, onde o Joãozinho quer mais milhões para gastar (esbanjar), nas negociatas etc,etc...
Este ano, a luta não pode parar, os trabalhadores têm que ir para a rua manifestarem-se vivamente contra todas as leis que querem impor ao trabalhadores da Administração pública.
Os meios de comunicação social já tentam alvitrar, através deste ou aquele politico, empresário que, lançam uma nova alternativa em que os trabalhadores... em prol do desenvolvimento de produtividade e competitividade reduzirem os salários de quem tudo têm pago... sempre...
Porque será que estes senhores não baixam as suas mordomias, e reduzem os seus salários?Porque será que todo o poder político não reduz também os seus benefícios mensais?
Porque se gasta tanto dinheiro em ministérios sem que estes sirvam para algo?
Ora, cego é aquele que não quer ver...Se o governo apostar no aumento de salários, colocar os desempregados nas empresas que necessitem de trabalhadores, já que têm que pagar o subsidio de desemprego...
Tudo junto, algumas lacunas seriam viáveis para além de encontrar formas eficazes de acabar com as falências fraudulentas das enumeras empresas que fecham portas...
Caros trabalhadores deste país, façamos uma profunda reflexão, deixamos-nos de politiquice em abono da causa de quem trabalha...
Esta é a minha reflexão... qual será a sua...
Só com luta é que isto vai!
Se vai...

06 fevereiro 2010

Ainda a Feira d'Alcochete, do Cavalo, do Fado e do Forcado…e a Cercima

A Feira d'Alcochete, do Cavalo, do Fado e do Forcado, realizada nos dias 21 a 24 de Maio de 2009, teve como novidade preconizada pela nova organização do certame, o pagamento de ingressos que, conforme divulgado na imprensa em Maio de 2009, revertia a sua receita a favor da Cercima – Cooperativa para Educação e Reabilitação de Crianças Inadaptadas do Montijo e Alcochete. Isto mesmo comprova-se nas citações proferidas pelo Sr. Vereador da Câmara Municipal de Alcochete, Dr. Paulo Machado, na comunicação social, senão vejamos:

- A entrada no certame implica a aquisição do bilhete solidário no valor de €1,5 ou €2, se for adquirido durante o dia ou à noite, respectivamente que reverterá a favor da CERCIMA para a construção de um lar residencial – Casa dos Duques. (Fonte: Gabinete de Comunicação e Imagem da Câmara Municipal de Alcochete, in sitio da internet do Município)

- Pela primeira vez, terá se pagar a entrada na feira. “Tratam-se de ingressos solidários porque o lucro reverte a favor da construção do Lar residencial Casa dos Duques da Cercima”, explica Paulo Machado. A Cercima é uma Instituição Particular de Solidariedade Social local, do Montijo e Alcochete, e está neste momento a angariar fundos para a construção de um lar para pessoas com deficiência mas autónomos, na freguesia de São Francisco, em Alcochete. “Entendemos que esta seria uma forma das pessoas se associarem directamente a esta causa” sublinha o vereador da cultura. (In Jornal de Alcochete, 06/05/2009)

- A Feira d'Alcochete... do Cavalo, do Fado e do Forcado, realizada entre os passados dias 21 e 24 na Fábrica do Alumínio, foi um sucesso e atingiu as expectativas em termos de visitantes, cerca de 23 mil, apesar da entrada ser paga. (…) O grande número de expositores e os espectáculos de qualidade levaram as pessoas a pagar de bom grado os bilhetes de entrada (apenas de dois euros), cujas verbas revertem a favor da Cercima. (In Jornal de Alcochete, 26/05/2009).

Na Assembleia Municipal de Alcochete realizada no passado dia 21 de Dezembro, a bancada do Partido Socialista, perante tão prolongado silêncio sobre o assunto em questão, abordou o Executivo Municipal sobre qual o montante que tinha sido apurado para a Cercima e se o mesmo já tinha sido entregue. O Vereador Paulo Machado informou a Assembleia, que o montante a entregar à Cercima seria de 1.400,00€ (!!), correspondentes a 10% do total das entradas pagas no recinto da feira e que o mesmo ainda não tinha sido entregue, pois as contas apenas foram finalizadas em Outubro.
Ironicamente, ainda se pasmou com tamanho interesse dos deputados socialistas no assunto em causa, alegando que a organização da respectiva Feira é composta por pessoas de bem.
A Bancada do PS reconhece a idoneidade de todos os intervenientes na organização da respectiva Feira, o que acontece é que provavelmente nem todos os elementos da organização teriam conhecimento ou a consciência das propensas promessas do Senhor Vereador face à criação de ingressos de entrada na Feira e o fim a que os mesmos se destinavam. Entendemos nós que, perante o que foi prometido e o que “ainda” se pretende cumprir, não é mais do que uma nítida falta de respeito, não só por quem pagou o seu ingresso julgando que o mesmo tinha um destino e acabou por ter outro, mas sobretudo uma enormíssima falta de consideração pela Cercima. Também não conseguimos entender como irá a Cercima receber apenas 1.400,00€ quando se registaram 23 mil entradas e atendendo a tudo o que foi dito na imprensa face ao valor dos ingressos.
Nós ainda acreditamos que fazer politica é algo superior a estas atitudes. Agora cada um que retire as suas ilações deste lamentável episódio que em nada abona o verdadeiro sentido da cidadania.

Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS

bancadapsalcochete@gmail.com

17 janeiro 2010

Uma pequena Reflexão

Nem sempre o que parece é...
nem basta parecer para ser...
Digamos que, é muito mais fácil desviar as atenções do essencial, que dizer a verdade.
Este reporta o antigo artigo publicado pelo deputado da Assembleia Municipal da bancada do PS, para além de inúmeras inverdades, também foi utilizado um estudo que aquele organismo efectuou no concelho de Setúbal e não em Alcochete (ver texto mais a baixo).
Algumas perguntas ficarão no ar:
Será que tudo vale em prol da desacreditação popular?
Onde se utilizam formas não credíveis para atacar quem gere o concelho!
Os actos são para quem os pratica... ou talvez não...
Há algum tempo também a trás, o mesmo deputado referia que, nos concelhos onde o PS venceu o numero de eleitos eram menores que em Alcochete, por isso não justificava o aumento de mais um eleito a tempo inteiro.
Logo, resta-me dizer que, este mesmo deputado ficou aquém da real verdade...
È de salientar que, este Partido politico não gosta de dividir o poder com ninguém...
Basta para isso estarmos todos atentos à politica praticada pelo poder central...
Como munícipe deste concelho e porque sou uma pessoa atenta ao que se faz, desagrada-me que as forças vivas do mesmo não saibam construir em vez de destruir.
Os bons políticos são aqueles que independentemente da sua cor politica contribuem pela positiva, pela terra ou país...
Deixo aqui a minha reflexão, no início de um novo ano espero que possamos todos juntos contribuir para o melhor desenvolvimento deste cantinho à beira-mar.

A todos cumprimentos Alcochetanos.

16 janeiro 2010

Existe luz…ao fundo do túnel!

Findado que está o ano de 2009 pressuponho que o mesmo não vai deixar saudades a muita gente. A crise económica que abalou o mundo fez-se sentir de forma abrupta em vários pontos do globo, em alguns casos de forma catastrófica, noutros nem por isso. No entanto em países de pequena dimensão, como aliás é o nosso, é natural que as nossas fragilidades demonstrem toda a sua impotência para contornarem com flexibilidade e de forma mais breve toda esta conjuntura com repercussões em mais um ou dois anos de franca recuperação.
Se quisermos analisar este cenário a uma escala bastante reduzida e de forma pormenorizada, atentemos no próprio exemplo do concelho de Alcochete. Um concelho onde o emprego não abunda, a larga maioria dos jovens é obrigado a recorrer à outra margem do Tejo para desenvolverem a sua actividade profissional muitas das vezes com baixas remunerações. Algumas pequenas empresas sedeadas no nosso concelho já possuem sérias dificuldades em assumirem o compromisso junto dos seu empregados no que concerne ao pagamento dos seus salários, outras empresas onde habitualmente os funcionários de forma a serem um pouco mais compensados refugiavam-se nas horas extraordinárias, devidamente justificadas, agora nem essas fazem parte do vocabulário das entidades empregadoras. Tudo isto reflecte-se no nosso comércio local, onde cada vez mais, voltamos ao tempo do “aponte aí, faz favor, pagarei no final do mês”…e depois sabe Deus as dificuldades existentes para se cumprir com o prometido.
De facto, temos de assumir o quão difícil se apresenta toda esta conjuntura sócio-económica, no entanto e até porque sempre fomos um povo aventureiro, destemido, buscando para lá da linha do horizonte outras descobertas, outras mais valias, importa que ao abandonarmos o ano de 2009, possamos retirar várias ilações que nos ajudem a enfrentar o futuro e mormente o ano de 2010 com destreza, confiança e sobretudo com uma renovada esperança e coragem de que é possível conseguirmos gerar mais e melhores condições de vivência permitindo obter uma diversificada qualidade de vida.
A Plataforma Logística do Poceirão e o novo Aeroporto, assim como outros investimentos públicos a serem efectuados na margem sul são muito bem acolhidos, no entanto não nos podemos esquecer do quanto é delicada esta “pérola” onde estamos inseridos, no que concerne a aspectos ambientais de ordenamento do território. Estes investimentos são geradores de emprego e riqueza, abrindo naturalmente as portas do futuro para que possamos todos, sem excepção, ter uma vida mais saudável. O novo Plano Regional do Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROTAML) que deve estar pronto no início de Janeiro pode ser a grande oportunidade para a península de Setúbal. Espero e desejo que no nosso município haja capacidade de implementação dos planos indicativos para os aplicar e integrar nos planos directores municipais. É fundamental que haja articulação entre a revisão do Plano Director Municipal (PDM) e a alteração do PROT. Estou convicto que a serem cumpridos vários pressupostos e a coabitarem neste processo coordenações eficazes e sobretudo interesse público na defesa do concelho e da sua população, então conseguiremos vislumbrar luz…ao fundo do túnel.

Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS

01 janeiro 2010

NOVA DÉCADA

O hábito faz com que todos neste inicio do ano façamos desejos e promessas individuais e colectivas, mensagens partilhadas, mas noutros casos ficam no íntimo de cada um.
Uma vontade partilho, de que cada cidadão do Mundo tenha a argúcia, o conhecimento e a luz que o conduza para uma oportunidade de polir a pedra que está dentro de si.
Se tal acontecer, estou convicto de que teremos menos fome, menos miséria, diminui a corrupção, os governantes mentirosos serão substituídos. Ou seja, caminhamos para uma nova oportunidade de vida e não cairemos no abismo concerteza.

23 dezembro 2009

Santo e Feliz Natal

Desejo a todos os condóminos umas festas felizes.

18 dezembro 2009

Nem todas as estrelas …são brilhantes!

Confesso que a Quadra que atravessamos irradia em mim um sentimento repleto de emoção, de alegria, de jubilo mas simultaneamente de reflexão e de preocupação. Felizmente que me vejo rodeado de família e amigos, felizmente que na minha mesa não falta o essencial das iguarias que o Natal nos proporciona, felizmente que tenho sempre alguém que se lembra de mim e que me surpreende.
No entanto esta propensa realidade construída em muitos lares da nossa sociedade não se verifica de forma global. Quantas famílias do Concelho de Alcochete vivem isoladas, abandonadas sem uma companhia para desfrutarem da alegria desta Quadra Natalícia? Quantas famílias existem no nosso Concelho que não reúnem as condições mínimas de habitação para comemorarem o nascimento de Jesus Cristo? Quantas famílias existem no nosso Concelho que não possuem uma típica mesa gastronómica desta altura do ano? Quantas famílias do nosso Concelho gostariam de satisfazer os seus mais pequenotes com uma simples prendinha e que de facto não conseguem concretizar esse tão humilde sonho?
Podereis equacionar a minha retórica mas creiam que esta realidade ainda existe, e nalguns casos concretos com uma descrição significativamente pior do que aquela que aqui descrevo, no entanto os políticos da nossa Praça continuam é preocupados com outros valores…descurando completamente os valores humanos, os princípios básicos da vida, as condições elementares da sobrevivência.
Se analisarmos o Anuário Estatístico de 2008 da Região de Lisboa que entretanto acaba por ser divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) podemos verificar e comprovar como evoluímos, ou não, de como se corrigiram processos e do que está ou não está a ser bem elaborado. E preparem-se porque no que concerne ao Concelho de Alcochete, existem vários dados que me deixam bastante preocupado. Se a questão do ordenamento do território já é o nosso “calcanhar de Aquiles”, outros valores se erguem mais alto, nomeadamente as questões ambientais, onde de acordo com o INE, em 2006/2007 Alcochete era um dos piores municípios da península de Setúbal e da Grande Lisboa em termos de indicadores ambientais. O sistema público de abastecimento de água serve apenas 88% da população, somente 76% dispõe de sistemas de drenagem de águas residuais e da ETAR beneficiam apenas 77% dos residentes.
O dia 25 de Dezembro, independentemente das condições de vida de cada família consta literalmente no calendário de cada uma delas, contudo no Concelho de Alcochete ainda cerca de 2000 pessoas consomem água de poços, 3900 não têm esgotos domésticos e perto de 3700 dependem de fossas sépticas. Estes são alguns bens básicos para além de outros enumerados pelo Anuário aqui referido que nos deixam numa posição bastante fragilizada comparativamente a outros Concelhos.
O executivo deste Concelho conhece as pessoas, ou pelo menos deveria conhecer, de forma a trabalhar para elas, escutando os seus problemas, as suas preocupações e fundamentalmente a encontrar soluções para melhorar significativamente a vida destas pessoas, destas famílias. Em primeiro lugar deveriam estar as pessoas, eu sou dessa opinião.
Na noite de Natal, saia à rua e olhe para o céu, procure a estrela guia. Na imensidão dessa pintura magistral que é o céu, uma estrela vai brilhar.
Este é o seu Natal, quiçá diferente do meu, mas preencho o meu coração de pedidos de uma vida melhor para todos, sem excepção. Nem todas as estrelas são brilhantes, mas espero que a sua ilumine toda a sua vida.
Feliz Natal!!

08 dezembro 2009

Aqui hà Rato...(I)

Há dias, em pequena cavaqueira com alguns amigos, como acontece frequentemente,
onde falamos de muita coisa, inclusive politica global.
Dado momento, um dos presentes mencionou sobre um facto que,
a maior parte dos consumidores, talvez nunca tenham reparado nessa pequena,
mas grande situação que todos os meses somos confrontados.
É claro que falo da facturação que é enviada mensalmente pela EDP,
à primeira vista, todo parece normal, nada se vislumbra de errado.
Mas sim, existe algo de bastante errado principalmente para quem possui
serviços de televisão por cabo, independentemente das operadoras que se encontram
no mercado.Também até aqui, não parece haver (aqui há rato), mas, vejamos:
Consta nas facturas enviadas todos os meses pela EDP aos consumidores uma taxa (contribuição audiovisual no valor de 1,75€ acrescido de 5% de IVA),
logo quem possua um serviço de televisão por cabo, esta esteja a pagar o mesmo
serviço dos (4) canais nacionais que a EDP (ESTADO) nos cobra, sendo que,
o consumidor, tenha de pagar este serviço duas vezes.
Disse duas vezes!
Não errei, caro leitor tomou nota?
Duas vezes em facturas diferentes!
Caro leitor, vasta multiplicar este custo vezes 12 meses desde o ano que aderiu
há operadora por cabo.
Logo chegá à mesma conclusão final, de quanto o estado nos têm roubado
descaradamente sem que ninguém nada faça.
No entanto, não acho justo como consumidor estar a pagar um serviço duas vezes.
Será que (Aqui há Rato), tem o dever de alertar a todos os consumidores para
o simples facto de que estamos a ser enganados, esta é mais uma estratégia
do actual governo (PS), que, fora na sua anterior legislatura que impôs esta nova taxa de exploração a todos os portugueses.
(Aqui há Rato), recorda a todos os leitores e comuns cidadãos deste país se,
já esqueceram o que acontecia antes da revolução de Abril.
Onde até os simples isqueiros a petróleo, onde os seus utilizadores tinham
de pagar uma licença de uso, que não cumpria estava sujeito a multa,
aquando fosse apanhado no seu uso ou simplesmente denunciado.
Por isso também (Aqui há rato), pretende chamar a atenção para que este assunto
seja denunciado nos termos de consumidor, para que a EDP não tenha tantos
milhões de lucros uma vez mais há custa de uma lei anti-democrata que fere a
liberdade dos seus consumidores, onde o (ESTADO PORTUGUÊS) corrobora
pela mesma diapasão contra os contribuintes.
Este assunto é sem dúvida mais um dos muitos atropelos à dignidade dos cidadãos
que (Aqui há Rato), não deixará cair em saco roto…

06 dezembro 2009

A Todos os Visitantes

Gostaria de informar os leitores deste blog sobre um novo projecto relacionado com as localidades de Portugal.
Trata-se de uma Enciclopédia on-line, escrita em colaboração pelos seus leitores.
O site, que se intitula Memória Portuguesa, usa o conceito Wiki, que permite a qualquer pessoa criar ou editar artigos existentes, melhorando a informação neles contida.
Além disso, é possível introduzir comentários em cada artigo, promovendo assim o debate entre os utilizadores.
http://www.memoriaportuguesa.com/ouhttp://terrasdeportugal.wikidot.com/
Será dada especial relevância às memórias dos cidadãos, para que sejam preservadas tradições antigas, recordações de infância, ofícios, cantares, folclore e outras manifestações culturais.
Para podermos enriquecer os artigos de cada povoação com a informação correcta, nada melhor do que recorrer às autarquias ou a movimentos de cidadãos que se esforçam por promover as suas respectivas regiões.
Estamos a solicitar a utilização de texto dos sites das Câmaras, Juntas de Freguesia e sites e blogs particulares, colocando a devida referência à fonte de origem.
Assim, gostaríamos de contar com o vosso apoio, permitindo-nos usar eventual informação pertinente e sugerir que divulguem esta iniciativa junto dos familiares, amigos e conterrâneos da vossa localidade.
Será que poderiam incluir um link para a enciclopédia no vosso site ou blog?
Ficaremos a aguardar a vossa visita!Cumprimentos,Wikinetwww.memoriaportuguesa.com

05 dezembro 2009

Lei Anti-Democracia

A recente lei, que o governo do então 1º Ministro José Sócrates, quando detinha maioria absoluta, fez passar no Parlamento da Assembleia da República votando assim favoravelmente à restrição dos mandatos dos presidentes de Câmara e Juntas de Freguesia.
Sendo que essa mesma restrição fosse de três mandatos consecutivos. Esta lei está longe de consensos tanto por parte dos eleitos do mesmo partido político (PS), como também de todos os outros, sendo que põem em causa a própria democracia local.
Independentemente das ideologias partidárias, os autarcas eleitos deste país afirmam que não é justo esta restrição, até porque, o povo sabe que vai vota naquela pessoa.Ora o que não acontece com os escolhidos para governar, em que é escolhido o partido, mais o 1º Ministro, os outros, ninguém os elegeu...
Outras vozes se levantam no que respeita a outros cargos de cariz político. Os deputados da Assembleia da República, os governos regionais da Madeira e dos Açores.
Existe lacunas na lei lá isso existem, pelo que mencionei, entre muitas outras dúvidas de pleno direito, como cidadão, eu questiono, senão vejamos:
Porque razão só os presidentes de Câmara e Junta de Freguesia?
Porque razão, passam anos e anos seguidos na Assembleia da República os mesmos deputados?Qual o limite de mandato de um 1º Ministro?
Se o povo elege um determinado partido e seu secretário, é porque tem alguma legitimidade para governar independentemente de ter ou não maioria absoluta ou relativa para desempenhar ao qual fora eleito.
Então onde está a restrição de mandatos aos governos regionais?Pois, se calhar a prepotência e arrogância alheadas ao próprio egoismo, leva que nada façam para isto mudar.
Está na hora de todas as bancadas parlamentares levarem este assunto de novo a debate na Assembleia.Será que todos têm interesses comuns que este caso fique assim?
Ou será porque, os governos tenham medo, receios dos autarcas deste país terem mais força que a própria estrutura governamental?
Ou será que estes sejam mais competentes perante tanta incompetência dos vários ministérios governamentais?
Posto isto, julgo entender que, é tempo de algo fazer neste país, pelo menos que todos os políticos estejam perante a lei em igualdade de direitos.
Ou será que não?
Que uns penalizem a vontade popular, que pretendam ver respeitadas as sua vontades nas localidades...
Porquê, estas restrições de mandatos aos autarcas?
Façamos uma pequena reflexão!
Esta é a minha!Qual será a sua?

25 novembro 2009

O outro lado do telhado!

No desenvolvimento do meu artigo de opinião aqui publicado e entretanto designado por “Quando se começa a construir…pelo telhado!” cumpre-me complementar a respectiva informação analisando a questão quiçá…pelo outro lado do telhado. O grupo municipal do PS votou nesta proposta em concreto contra pelos seguintes motivos:

1) Questionamos o Executivo CDU sobre que tipo de negócio iria ser efectuado com a passagem desta parcela de terreno público para domínio privado, se permuta, venda ou outro. O Sr. Presidente da edilidade respondeu que ainda não tinha sido negociado, seria após a aprovação da desafectação…

2) Questionamos se foram verificados os requisitos constantes da Lei 12/2004 de 30 Março, que estabelece o regime de autorização a que estão sujeitas a instalação e a modificação de estabelecimentos de comércio a retalho e de comércio por grosso em livre serviço e a instalação de conjuntos comerciais, nomeadamente se foi feito um estudo de circulação e estacionamento, dado que do lado Este do lote de terreno existe o Centro de Saúde, uma zona já de si congestionada em termo de estacionamento, e do lado Oeste está previsto um arruamento a culminar numa praceta, ainda por executar, onde os locais de estacionamento nos parecem muito escassos para servir os lotes de habitação, novos e existentes e um supermercado de 800m2. O (Dr.) Luís Franco após tentar ultrapassar esta questão contornando-a sem responder, e após a nossa insistência remeteu a questão para o Chefe da Divisão de Urbanismo, que entretanto estava presente na Assembleia, que disse que esse e outros estudos iriam ser feitos após a desafectação para ver da viabilidade da implantação do supermercado…Não foi convincente, denotando imensas preocupações na resposta dada e notou-se literalmente que não estava ciente do que deveria responder…Enfim, primeiro damos o terreno aos privados e depois vamos ver se é viável…

3) Apesar do aumento da área de implantação e consequentemente da área de construção, existe um decréscimo no nº de fogos a construir, de 24 no total dos 3 lotes inicialmente previstos, passamos para 15 na presente proposta. Ou seja, com um aumento da área de construção conseguido com a anexação da zona de domínio público, perde-se em nº de fogos.

4) Apresentamos um estudo da Deco/Proteste que visitou 551 lojas em todo o País. Em Setembro último a revista da defesa dos consumidores analisou mais de 70 mil preços e concluímos que 3 dos supermercados existentes em Alcochete (Lidl não é incluído no estudo) são mais baratos que a Pluricoop. O Intermarche 7%, o Minipreço 6% e o Pingo Doce 2%. O Presidente de Câmara respondeu que os preços são muito voláteis, hoje estão altos, amanhã baixos e que não sabia qual a credibilidade do referido estudo (da DECO!!!). Miguel Boieiro, o Presidente da Assembleia Municipal, declarou-se então um apaixonado do cooperativismo… É assim que vamos apoiar os mais desfavorecidos…as famílias mais carenciadas.

5) Mais, acrescentamos que, ao contrário do que foi defendido pelo executivo, esta não era a única solução, pois acreditamos que com a crise que existe na construção civil, decerto que existiriam empresas dispostas a construir os lotes apenas para habitação e tornar viável a sua venda a custos controlados.Todos estes pontos de vista foram escritos sob a forma de declaração de voto.

E assim se foram mais 250m2 de domínio público!

A Carta

Querido pai Natal, escrevo-te esta minha carta, com muita paz e carinho, neste momento de ternura. Peço-te a ti, este ano, para não esquerceres-te de mim, como sempre tens esquecido!,
Como acontece todos os anos, coloco no mesmo canto da minha velhinha chaminé, o meu melhor sapatinho, na esperança de lá colocares um presende no Natal.
Todos os anos, quando acordo, pela manhã, desloco-me à minha velhinha lareira, na esperança de ser este o ano que tu, meu querido pai Natal tenhas lembrado do meu pedido.
Mas a alegria com que acorde nessas manhãs, dão lugar à desilusão, porque prenda, não as vejo, brinquedos também não, maior ainda é a minha frustração, quando encontro os outros meninos a brincarem, com lindos brinquedos pela rua.
Será pai Natal, que tens medo de sujares o teu fato, ao passar pela minha velhinha chaminé?
Ou será que, tenho comportado assim tão mal durante todos estes anos?
Será que os meus amigos, por serem ricos, tem direito a ter brinquedos lindos, e eu, por ser pobre, não tenho direito a brincar com brinquedos novos e bonitos também, como os meus amigos lá da escola?
Por isso, meu querido pai Natal, escrevo-te esta carta com muito amor, paz e carinho, que aminha chegue junto do teu coração este ano, por favor, na esperança assim ficarei, que seja este o meu Natal, que encontre na minha velhinha chaminé a minha mais apetecida prenda neste Natal.
Assim me despeço ficando na expectativa que, apartir deste dia, todos os Natais para mim sejam sempre mais felizes que nunca.
Deste teu amiguinho, por ser pobre, deseja ser feliz...

Angelo Melo 27-11-06

24 novembro 2009

Sugestão para este Natal


Caros visitantes deste espaço:

Ao pesquisar possíveis prendas para oferecer neste Natal, aos meus mais queridos, deparei com algo interessante que deixaria ambas as partes satisfeitas.
Encontrei um livro (
http://www.wook.pt/), que despertou a minha atenção, pelo seu conteúdo, a história verídica de Elena. Uma criança de 6 anos de idade e da batalha que ela travou contra o cancro.
Nos últimos dias de vida deu a uma toda comunidade um comovente exemplo de como amar e viver. Esta é uma história escrita pelo pai e mãe como uma recordação para a irmã mais nova, este seu diário é um exemplo de humildade e fonte de inspiração da forma como Elena viveu a vida, um dia de cada vez.
Em a "Mensagem de Elena", onde um pai e uma mãe esforçam-se para equilibrar os desejos contraditórios de lutarem implacavelmente contra o cancro de Elena, e aceitarem o fim inevitável traçado da sua filha.
O diário é puro e sincero na sua abordagem e acontecimentos profundamente pessoais e trágicos, além de um apelo a todos os pais no sentido de valorizarem e aproveitarem cada segundo passado com os filhos.
Na venda de cada exemplar, um euro (1€), reverta para a ACREDITAR -Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro. Faça como eu, ajude esta instituição adquirindo também um exemplar neste Natal, ou para oferecer a alguém querido, pelo valor de 13,41€.

Parte deste texto foi extraído da sinopse da apresentação do livro da editora Albatroz

21 novembro 2009

Quando se começa a construir...pelo telhado!

Decorreu no passado dia 13 de Novembro de 2009 uma Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal de Alcochete no Salão Nobre do edifício desta edilidade. Nesta sessão foram eleitos por votação os deputados que no desenrolar destes próximos 4 anos vão representar o órgão deliberativo do Município junto de várias entidades, no entanto o epicentro desta reunião estava sedeado na desafectação de uma parcela de terreno do domínio publico municipal para domínio privado.
Pretende desta forma o actual executivo CDU proceder à alteração da constituição de 3 lotes de terreno no núcleo E – Valbom, em frente ao Centro de Saúde de Alcochete. A junção destes 3 lotes e a anexação de uma parcela de terreno (cerca de 250 m2) vai, de acordo com a Câmara Municipal, permitir a edificação de um supermercado designado por Pluricoop.
Depois de ouvida atentamente a apresentação da “ideia” elaborada pelo Sr. Presidente (Dr.) Luís Franco e considerando a escassez de argumentos, nomeadamente a inexistência da forma de concretização do negócio (permuta, venda ou outro), a falta de um projecto que justifique as pretensões, a ausência de um estudo de circulação e estacionamento que identifique de forma clara os locais de apoio à unidade comercial e a toda a zona de habitação existente e a construir, não menosprezando o facto de existir a escassos metros o Centro de Saúde que requer cuidados fundamentais, a bancada do Partido Socialista foi unânime em votar contra. Não o fizemos por uma questão partidária mas fundamentalmente tendo em conta que, com a actual regulamentação não é permitido manter a dimensão dos lotes prevista no projecto inicial. A desafectação do domínio público da parcela de terreno contígua aos referidos lotes, apenas faria sentido se com isso fosse possível aumentar, ou pelo menos manter, o número de fogos previsto inicialmente. De facto tal situação não acontece, dos 24 fogos previstos, no total dos três (3) lotes e com a configuração proposta apenas passam a existir 15 fogos. Assim sendo, escasseiam as possibilidades e condições para que haja um maior número de habitações destinadas aos agregados familiares carenciados, de modo a que estas famílias, tenham alojamentos em condições condignas. Naturalmente que nos serviços municipais existe um registo do número destas famílias, estamos convictos que a quantidade de inscrições para habitação a custos controlados, não é assim tão pouca quanto isso, como tal julgamos ser impróprio abdicar de todos os fogos possíveis para a concretização da respectiva construção.
Quanto à implantação de uma unidade comercial (Supermercado Pluricoop) nesta zona, importa considerar um estudo que a DECO Proteste realizou com o objectivo de ajudar a reduzir a factura das compras no seio das famílias. A revista da defesa dos consumidores em Setembro último analisou em cerca de 551 lojas de todo o País mais de 70 mil preços. No seguimento deste relatório, que a nós se apresenta com toda a fiabilidade, conclui-se que 3 dos supermercados existentes em Alcochete (Lidl não é incluído no estudo) são mais baratos que a Pluricoop. O Intermarché 7%, o Minipreço 6% e o Pingo Doce 2%. A base de suporte que a edilidade alega, sustentando que esta superfície comercial tinha um público alvo mais carenciado, deixa de fazer qualquer sentido se atentarmos aos números atrás apresentados. Face ao exposto, a dita unidade comercial não pode ser um meio para justificar um fim, logo não se pode argumentar que sem a existência do supermercado Pluricoop não haverá habitações de custos controlados sem esgotarmos todas e quaisquer outras possibilidades.
Nesta conjuntura não nos esquecemos do comércio tradicional que com imensas dificuldades vai sobrevivendo nesta zona habitacional, sendo certo que com esta decisão da CDU será completamente prejudicado. Esperamos que as justificações e argumentos da Câmara satisfaçam o comércio local existente naquela área, onde existem prontos a comer, charcutaria, mercearia, mini-mercado, snack-bar e outros estabelecimentos similares.
Esta alteração vai ser brevemente submetida a discussão pública.

A Droga e A Juventude

Caros condóminos foi-me solicitado pelo senhor Pedro Giro, o texto que transcrevo na íntegra, porque revela muita das preocupações dos pais deste concelho.

Sr. Ângelo Melo sugiro que como comentador possa divulgar publicamente o seguinte assunto:
Acho que era de usufruir do Blog "Praia dos Moinhos", pela sua popularidade no concelho para nós adultos e alguns de nós, pais de adolescentes como é o meu caso, rebater-nos sobre um flagelo que cada vez mais se aviva entre os nossos jovens, a "Toxicodependência).
Ontem junto à escola na zona dos barris, no túnel de acesso a umas garagens, deparei-me com um grupo de adolescentes com cerca de 12/13 anos de idade a fumarem "HAXIXE" no local, o que me deixou bastante preocupado e me levou a reflectir sobre o assunto.

Será que a educação de dedicamos aos nossos filhos são suficientes para evitarem que os mesmos caíam na tentação, sabendo que os mesmos hoje têm em adquirir esses estupefacientes?

Hoje os jovens têm quase mais comodidade em conseguir drogas que em comprar cigarros, Será que as autoridades do concelho não poderão dispensar uma maior fiscalização principalmente, nas zonas envolventes às escolas?

Normalmente os pais quando se aprecebem que os filhos optaram por essas condutas menos correctas, já estes normalmente estão numa situação de dependência, eu sou a favor e é uma opinião pessoal, que se deveriam periodicadamente e aleatoriamente em todas as escolas em que frequentem alunos entre os 12/18 anos, fazere rastreios à urina, como se faz no desporto, com o intuito de detectar substâncias proibidas.
assim deste modo os jovens talvez receassem mais o consumo e em caso de rastreio positivo só os pais os encarregados de educação seriam directamente informados sobre a situação do seu educado. A inserção de cãmaras de filmar nas zonas mais discretas era também na minha opinião uma forma de evitar essa e outras situações.

Hoje devido à internet e a um Portugal cada vez mais "AMARICANIZADO", acho que nós adultos deveríamos reforçar a nossa atenção sobre este conteúdo, acho que andamos todos muito preocupados com a gripe A e muito distraídos, assim sendo, tendo deste modo despertar as autoridades do concelho, assim como todo o pessoal da acção educativa e pais sobre este drama que cada vez mais se arreiga entre a nossa população mais jovem.

18 novembro 2009

A praça oculta de Alcochete

Existe dissimulada em Alcochete uma praça com nome de largo. Podemos apontar o Largo de São João como o único de dois grandes espaços publico em Alcochete do núcleo Histórico (ou outro, é o actual jardim do Rossio), ambos com a mesma origem, ambos bem assimilados pela população. Mas a importância que o Largo de São João tem no contexto urbano de Alcochete não está correctamente contextualizada.
A importância da praça no desenho urbano torna-se relevante no contraste que existe entre o espaço publico e o espaço privado. Ao privado associa-se as actividades da casa, do intimo e do trabalho e o domínio da acção está no domínio da esfera publica. O privado está na base da necessidade, enquanto o publico está na liberdade.
Mas qual a diferença entre um largo e uma praça? Na definição das duas palavras quase nada mas morfologicamente apresentam algumas diferenças. Ambas são o resultado do espaço vazio em contraponto ao espaço edificado. No entanto, um largo não tem a complexidade de relações que uma praça possui, sendo quase sempre o resultando do espaço que sobra da intercepção de duas ou mais ruas sem a necessidade de uma atenção especial ou uma regularização ao nível da forma. A diferença na definição de largo ou praça é que devido a sua importância, são o resultado de transformações posteriores ou o resultado de uma acção de de regularização dos espaços. Dai, normalmente, apresentem uma configuração diferente, quer ao nível da escala, quer ao nível do enquadramento urbano.
Morfologicamente, a praça é o resultado do vazio delimitado pelo privado, que cunha a memória colectiva e actividade pública das populações. É na praça que se troca os produtos, é na praça que se aplica o poder (a praça medieval possuía, por norma, o pelourinho para administrar o poder de uma forma populista como o objectivo de dar o exemplo as populações), onde se organizava as festas, onde se dá as palestras, onde se marcam os encontros. De resto, desde a antiguidade até aos nossos tempos muito pouco se alterou em relação a função social da praça publica. Embora em Alcochete o centro político de origem foi no actual Largo de Republica, muito facilmente transitou para o Largo de São João. A razão desta migração é simples. Segundo os textos, havia em Alcochete dois rossios. Segundo o tombo do concelho, de 1548, “A vila tinha dois rossios, um que partia das casas que foram do infante D. Fernando até as fontainhas, onde lavavam as mulheres, e outro da igreja de S. João ate a cabeça da vila”. Um rossio no período medieval era um espaço amplo que se encontrava normalmente nas entradas ou saídas dos centros urbanos. O objectivo era proporcionar um espaço livre considerável para a realização e eventos de massa - tal como mercados e feiras - ou até, o despejo de lixos ou outras actividades menos nobres, que necessitavam de ser realizadas fora dos aglomerados. Neste caso em particular, o rossio onde “lavavam as mulheres”, é o que nos tempos de hoje continuamos a chamar rossio, na Av. D. Manuel I. O outro era então o actual Largo de São João, com a Igreja á cabeça. O que acontecia neste rossio podemos verificar segundo s textos de Garcia de Resende e Gabriel Pereira:
"(...) Estando El-Rei em Alcochete, indo um dia de casa a pé com a Rainha, e damas e senho-res e muitos fidalgos a ver correr touros no terreiro junto da igreja, acertou que metendo um touro na cancelia fugio do corro e veio por a rua principal por onde El-Rei ia, e diante io touro vinha muita gente fugindo com grande gritaria.(...)”
A administração do poder local na zona e Alcochete e Aldeia Galega (Montijo), antes da atribuição do foral em 1515 por D. Manuel I, era feito na freguesia de Nossa Senhora da Sebonha, hoje a zona onde se localiza São Francisco, através do convento então existente. Devido ao elevado crescimento populacional nas duas localidades, o Rei atribuiu um foral desdobrando administração das ambas para dois novos concelhos em dois novos centros administrativos. No caso de Alcochete, a administração foi deslocada para a freguesia do mesmo nome com sede na Igreja de S. João Baptista, a Igreja matriz de Alcochete. Esta operação vai dar uma nova centralidade ao largo de São João. Obviamente, acaba por acontecer mais tarde, a deslocação dos paços do concelho para a mesma zona, no séc. XVIII, tendo então ocupado a antiga casa-solar da antiga família dos Pereiras.
No ponto de vista histórico, compreende-se então a importância deste antigo rossio em particular, onde os nobres vinham ver correr os touros, que passou a servir a sede religiosa do concelho, a sede do poder local com a deslocação dos paços do concelho e onde ficava outras referencias da memória da população, como o poço da vila - que antes da canalização das aguas servia a população da vila - ou até, de uma forma aparentemente indiferente mas que tem a sua importância, o primeiro candeeiro a gás, quando a iluminação no resto da vila se fazia a petróleo. Verificamos que ainda hoje, é no largo de São João que acontece os principais eventos na vila e onde se centra a actividade económica dentro do centro histórico. Ainda hoje, continua a ser a sede do poder político, a sede do poder religioso e a sede da memória colectiva daquilo que representa e representou Alcochete para a sua população.
Com este contexto, o largo de São João tem condições para que se altere morfologicamente para ser a praça de Alcochete. Atendendo ao desenho urbano, o Largo de S. João tem forma trapezoidal com cerca de 75 metros de comprimento e em largura, 35 metros no ponto mais largo e 25 metros no ponto mais estreito, ladeado por edificado com variação de pisos entre 1 a 3 pisos com construções que variam entre o séc. XIV e a actualidade, o que significa que carrega consigo potencialidade, quer no ponto de vista da sua configuração, localização e dimensão para se efectuar uma proposta concreta que alterem com o objectivo de preservar e manter o carácter e a função que sustentou ao logo dos tempos.

11 novembro 2009

Sem Rumo... Ou Destino

A estrada da vida, serve para seguir, as curvas, para serem conturnadas, as estrelas no céu servem para enfeites em longas noites de Natal.
A luz do luar, para iluminar nosso caminho, nas noites frias de Inverno.
Enquanto que ás vezes, também, os destinos se cruzam e nos marcam toda uma vida...
Somos um, entre milhões de seres terráqueos a perpectuar ou não o seu próprio destino...
Porque "a vida é um bem essencial que deve ser preservada o mais possível, porque, sem vida, nada existe... apenas morte..."
Na escolha dos lugares, destinos entrelaçados de amor, paz, harmonia, também esperança, que na vida, que a todos o destino acompanha, não seja, um prenúncio de morte...