Conforme previra neste texto, a maioria dos alcochetanos faltou ao trabalho na manhã da passada quinta-feira, por causa do debate sobre o novo plano de ordenamento e gestão da Reserva Natural do Estuário do Tejo, realizado no fórum cultural.
A organização do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade teve participação invulgar: sete cidadãos (incluindo dois jornalistas em missão profissional)!
Parabéns!!!
Contudo, disponho de dados para afirmar que, através deste blogue, até ao momento houve 37 consultas ao estudo disponível na Internet.
19 setembro 2007
18 setembro 2007
PDM: diagnóstico é conhecido, soluções não
Na sequência de críticas veículadas há dois meses neste blogue, quanto à metodologia seguida pelos autarcas com funções executivas para a revisão do Plano Director Municipal de Alcochete (PDM), muito discretamente e sem notificação alguma está, enfim, disponível informação preliminar parcial, que pode ser lida aqui.
Todavia, essa informação é escassa e insuficiente por não ir além da análise e diagnóstico da situação. Ainda assim, quem a ler atentamente encontrará matéria para reflexão e debate, caso desconhecesse estes e outros dados estatísticos.
Gostaria que especialistas nas diferentes áreas abordadas no diagnóstico contribuíssem para um debate sério e fundamentado, estando disponível para receber e difundir neste blogue quaisquer intervenções úteis ao esclarecimento geral.
Plenamente de acordo com os fundamentos da deliberação de rever o PDM, falta permitir a consulta electrónica generalizada das propostas de solução preconizadas para problemas óbvios indicados.
Que soluções propõe o executivo da câmara para os seguintes problemas que o estudo apresenta? Onde podemos lê-las facilmente?
- Desajustamento do PDM com as perspectivas actuais do município;
- Desequilíbrio entre as áreas destinadas à habitação e a actividades económicas;
- Deficiente regulamentação dos usos não agrícolas em espaços rurais;
- Necessidade de redimensionar os valores definidos para as cedências destinadas a espaços verdes e equipamentos;
- Necessidade de reequacionar os índices urbanísticos definidos para os espaços urbanos e urbanizáveis, que tendencialmente deverão ser reduzidos, bem como eventuais ajustamentos a alguns perímetros urbanos;
- Promover a conformidade com o PROT-AML;
- Promover a articulação do PDM com a evolução dos conceitos de ordenamento reflectidos nos novos regimes jurídicos dos planos e da urbanização/edificação;
- Proceder à articulação do PDM, com os Instrumentos de Gestão Territorial hierarquicamente superiores que abrangem o concelho;
- Proceder à compatibilização do PDM com estudos e outros planos de âmbito estratégico;
- Agilizar a gestão do PDM e proceder à sua articulação com outros Planos Municipais de Ordenamento do Território, em vigor ou em elaboração;
- Ajustar o Plano à realidade do concelho, através da actualização do seu conteúdo e da correcção de situações desadequadas às necessidades e anseios da população;
- Especificar um modelo estratégico de actuaçãoque estabeleça acções distintas para a promoção de um desenvolvimento equilibrado do concelho;
- Proceder à compatibilização da realidade do concelho e das Propostas de Ordenamento com a delimitação da RAN e da REN, da RNET e da ZPE e Sítio da Rede Natura 2000;
- Ajustar os perímetros urbanos em função do crescimento verificado e previsto;
- Definir um modelo de ordenamento que promova a valorização dos espaços naturais, num quadro de sustentabilidade ambiental, e o desenvolvimento rural integrado;
- Promover a diversificação da base económica, fomentando a autonomia funcional do concelho;
- Definir novos critérios de localização e distribuição de actividades turísticas, face à crescente procura deste tipo de infra-estruturas na região;
- Rever os princípios e regras de preservação do património natural e cultural;
- Definir e disponibilizar um quadro normativo e um programa de investimentos públicos municipais e estatais, adequados ao desenvolvimento do concelho;
- Proceder à restruturação da Rede Viária de acordo com o PRN2000 e considerar o traçado das novas infra-estruturas viárias na definição da proposta de ordenamento;
- Promover a requalificação de alguns aglomerados mais desestruturados e de zonas de construção clandestina;
- Estabelecer um ordenamento adequado e equilibrado que seja articulado com os concelhos vizinhos e com a região, evitando descontinuidades territoriais;
- Proceder à adequação do PDM e das suas disposições à legislação que consagra a elaboração de PMOT, em particular de PDM.
P.S. - Não fará mal a ninguém – inclusive aos autarcas de Alcochete – consultar também alguns interessantes documentos constantes desta página.
A conferência a que respeitam realizou-se há quatro anos, mas os temas continuam a ser pertinentes para o caso local.
Todavia, essa informação é escassa e insuficiente por não ir além da análise e diagnóstico da situação. Ainda assim, quem a ler atentamente encontrará matéria para reflexão e debate, caso desconhecesse estes e outros dados estatísticos.
Gostaria que especialistas nas diferentes áreas abordadas no diagnóstico contribuíssem para um debate sério e fundamentado, estando disponível para receber e difundir neste blogue quaisquer intervenções úteis ao esclarecimento geral.
Plenamente de acordo com os fundamentos da deliberação de rever o PDM, falta permitir a consulta electrónica generalizada das propostas de solução preconizadas para problemas óbvios indicados.
Que soluções propõe o executivo da câmara para os seguintes problemas que o estudo apresenta? Onde podemos lê-las facilmente?
- Desajustamento do PDM com as perspectivas actuais do município;
- Desequilíbrio entre as áreas destinadas à habitação e a actividades económicas;
- Deficiente regulamentação dos usos não agrícolas em espaços rurais;
- Necessidade de redimensionar os valores definidos para as cedências destinadas a espaços verdes e equipamentos;
- Necessidade de reequacionar os índices urbanísticos definidos para os espaços urbanos e urbanizáveis, que tendencialmente deverão ser reduzidos, bem como eventuais ajustamentos a alguns perímetros urbanos;
- Promover a conformidade com o PROT-AML;
- Promover a articulação do PDM com a evolução dos conceitos de ordenamento reflectidos nos novos regimes jurídicos dos planos e da urbanização/edificação;
- Proceder à articulação do PDM, com os Instrumentos de Gestão Territorial hierarquicamente superiores que abrangem o concelho;
- Proceder à compatibilização do PDM com estudos e outros planos de âmbito estratégico;
- Agilizar a gestão do PDM e proceder à sua articulação com outros Planos Municipais de Ordenamento do Território, em vigor ou em elaboração;
- Ajustar o Plano à realidade do concelho, através da actualização do seu conteúdo e da correcção de situações desadequadas às necessidades e anseios da população;
- Especificar um modelo estratégico de actuaçãoque estabeleça acções distintas para a promoção de um desenvolvimento equilibrado do concelho;
- Proceder à compatibilização da realidade do concelho e das Propostas de Ordenamento com a delimitação da RAN e da REN, da RNET e da ZPE e Sítio da Rede Natura 2000;
- Ajustar os perímetros urbanos em função do crescimento verificado e previsto;
- Definir um modelo de ordenamento que promova a valorização dos espaços naturais, num quadro de sustentabilidade ambiental, e o desenvolvimento rural integrado;
- Promover a diversificação da base económica, fomentando a autonomia funcional do concelho;
- Definir novos critérios de localização e distribuição de actividades turísticas, face à crescente procura deste tipo de infra-estruturas na região;
- Rever os princípios e regras de preservação do património natural e cultural;
- Definir e disponibilizar um quadro normativo e um programa de investimentos públicos municipais e estatais, adequados ao desenvolvimento do concelho;
- Proceder à restruturação da Rede Viária de acordo com o PRN2000 e considerar o traçado das novas infra-estruturas viárias na definição da proposta de ordenamento;
- Promover a requalificação de alguns aglomerados mais desestruturados e de zonas de construção clandestina;
- Estabelecer um ordenamento adequado e equilibrado que seja articulado com os concelhos vizinhos e com a região, evitando descontinuidades territoriais;
- Proceder à adequação do PDM e das suas disposições à legislação que consagra a elaboração de PMOT, em particular de PDM.
P.S. - Não fará mal a ninguém – inclusive aos autarcas de Alcochete – consultar também alguns interessantes documentos constantes desta página.
A conferência a que respeitam realizou-se há quatro anos, mas os temas continuam a ser pertinentes para o caso local.
17 setembro 2007
É a hora
Eu penso com ideia assaz premente
Que à terra de Alcochete, amado berço,
Bandeira que duvido se mereço,
Falta gente a mandá-la competente.
Firme chão de eleição no meu País
P'ra novo e grande forum da Cultura,
Procura direcção que ganhe altura
Contra broncos corruptos tão servis.
É urgente livrar comunidade
De homens que põem interesse próprio
Acima do desejo da cidade,
Promover Alcochete em Portugal,
Na Europa, no Mundo, todo o sítio
Em hora favorável sem igual.
João Marafuga in Alcoxetânia, 2004
Que à terra de Alcochete, amado berço,
Bandeira que duvido se mereço,
Falta gente a mandá-la competente.
Firme chão de eleição no meu País
P'ra novo e grande forum da Cultura,
Procura direcção que ganhe altura
Contra broncos corruptos tão servis.
É urgente livrar comunidade
De homens que põem interesse próprio
Acima do desejo da cidade,
Promover Alcochete em Portugal,
Na Europa, no Mundo, todo o sítio
Em hora favorável sem igual.
João Marafuga in Alcoxetânia, 2004
Quem governa assim...
O executivo camarário de Alcochete decidiu conhecer empresas locais e, de caminho, promete alertar os gestores para a sua responsabilidade social.
Ninguém estranha que só ao 22.º mês de mandato este executivo se lembre dos empresários?
Se inexistentes outros motivos ponderosos e facilmente imagináveis, o simples facto de a vereação ter decidido que, em 2006, o Município de Alcochete cobraria uma derrama de 10% sobre a colecta de IRC seria boa razão para mais cedo se ter abeirado dos empresários, explicando-lhes as causas e objectivos dessa decisão e – se não for exigir demais – a aplicação dada à receita gerada.
Porque temos o direito de conhecer a justificação para o facto de, no ano passado, o Município de Alcochete ter sido, entre os 308 nacionais, um dos 159 que cobraram a taxa máxima da derrama.
E, relativamente a 2008, conviria que os edis aproveitassem a visita às empresas para esclarecer os respectivos gestores acerca da taxa da derrama a aplicar e do destino a dar a esse dinheiro.
A nova lei das finanças locais limita a derrama a um máximo de 1,5% sobre o lucro tributável sujeito e não isento de imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas mas, se a memória não me atraiçoa, até ao momento desconhece-se ainda qualquer decisão do Município de Alcochete sobre o assunto.
Convém ainda apresentar desculpas pelas consequências negativas das dívidas camarárias a algumas pequenas empresas, matéria que, no início do presente mandato, foi amplamente apontada pela edilidade com funções executivas como pesada e imprevista herança. Alguém se lembra de um comunicado camarário acerca de uma auditoria financeira, da qual nunca mais se conheceram pormenores?
Embora a vereação com funções executivas só se lembre dos empresários quase a meio do mandato, uma iniciativa com menos folclore e mais objectiva mereceria aplauso se realizada no primeiro semestre de 2006. Haveria tempo mais que suficiente para avaliar a situação e agir. Perdida essa oportunidade, hoje esta acção pouco mais representa que ruído. Ou poeira atirada aos olhos de desprevenidos.
Afirmo-o também por saber de um caso, geralmente desconhecido, envolvendo dezena e meia de cidadãos que, há cerca de ano e meio, pensaram criar a Fundação Alcochete para captar apoio empresarial e individual destinado a acções de carácter cultural, educativo, artístico, científico, desportivo, social e filantrópico, potenciando iniciativas que visassem a coesão social e a responsabilidade cidadã de residentes e naturais do concelho.
O que ou quem impediu a concretização imediata dessa iniciativa altruista? Há alguém que me prometeu vir aqui revelá-lo, em breve, e só por isso não devo agora antecipar-me.
De resto, quem visita este blogue há mais tempo e tem boa memória recordar-se-á que, no Verão passado, várias vezes chamei a atenção que as empresas devem assumir uma postura social consciente, interagindo com as comunidades envolventes e retribuindo-lhes parte do que delas recebem. Eis um bom exemplo do que então anotei.
O filósofo francês Luc Ferry escreveu que os políticos passam 99% do tempo a bater-se pela imagem e só 1% a mudar a realidade.
Creio que quem governa assim engana-se a si próprio. É sempre possível iludir papalvos durante algum tempo. Mas ninguém engana toda a gente durante muito tempo.
Ninguém estranha que só ao 22.º mês de mandato este executivo se lembre dos empresários?
Se inexistentes outros motivos ponderosos e facilmente imagináveis, o simples facto de a vereação ter decidido que, em 2006, o Município de Alcochete cobraria uma derrama de 10% sobre a colecta de IRC seria boa razão para mais cedo se ter abeirado dos empresários, explicando-lhes as causas e objectivos dessa decisão e – se não for exigir demais – a aplicação dada à receita gerada.
Porque temos o direito de conhecer a justificação para o facto de, no ano passado, o Município de Alcochete ter sido, entre os 308 nacionais, um dos 159 que cobraram a taxa máxima da derrama.
E, relativamente a 2008, conviria que os edis aproveitassem a visita às empresas para esclarecer os respectivos gestores acerca da taxa da derrama a aplicar e do destino a dar a esse dinheiro.
A nova lei das finanças locais limita a derrama a um máximo de 1,5% sobre o lucro tributável sujeito e não isento de imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas mas, se a memória não me atraiçoa, até ao momento desconhece-se ainda qualquer decisão do Município de Alcochete sobre o assunto.
Convém ainda apresentar desculpas pelas consequências negativas das dívidas camarárias a algumas pequenas empresas, matéria que, no início do presente mandato, foi amplamente apontada pela edilidade com funções executivas como pesada e imprevista herança. Alguém se lembra de um comunicado camarário acerca de uma auditoria financeira, da qual nunca mais se conheceram pormenores?
Embora a vereação com funções executivas só se lembre dos empresários quase a meio do mandato, uma iniciativa com menos folclore e mais objectiva mereceria aplauso se realizada no primeiro semestre de 2006. Haveria tempo mais que suficiente para avaliar a situação e agir. Perdida essa oportunidade, hoje esta acção pouco mais representa que ruído. Ou poeira atirada aos olhos de desprevenidos.
Afirmo-o também por saber de um caso, geralmente desconhecido, envolvendo dezena e meia de cidadãos que, há cerca de ano e meio, pensaram criar a Fundação Alcochete para captar apoio empresarial e individual destinado a acções de carácter cultural, educativo, artístico, científico, desportivo, social e filantrópico, potenciando iniciativas que visassem a coesão social e a responsabilidade cidadã de residentes e naturais do concelho.
O que ou quem impediu a concretização imediata dessa iniciativa altruista? Há alguém que me prometeu vir aqui revelá-lo, em breve, e só por isso não devo agora antecipar-me.
De resto, quem visita este blogue há mais tempo e tem boa memória recordar-se-á que, no Verão passado, várias vezes chamei a atenção que as empresas devem assumir uma postura social consciente, interagindo com as comunidades envolventes e retribuindo-lhes parte do que delas recebem. Eis um bom exemplo do que então anotei.
O filósofo francês Luc Ferry escreveu que os políticos passam 99% do tempo a bater-se pela imagem e só 1% a mudar a realidade.
Creio que quem governa assim engana-se a si próprio. É sempre possível iludir papalvos durante algum tempo. Mas ninguém engana toda a gente durante muito tempo.
16 setembro 2007
Esquerda , Direita e Participação Cívica
O desinteresse intencional que os governantes têm manifestado em torno de formas de gestão participada dos assuntos de interesse local e nacional ficou uma vez mais patente no facto da única sessão pública de esclarecimento sobre o novo Plano de Ordenamento e Gestão da Reserva Natural do Tejo , agendada para Alcochete , ter tido lugar a um dia da semana pelas 10:00 horas da manhã.
Tal facto foi prontamente denunciado por Fonseca Bastos no seu «post» do passado dia 10 de Setembro.
A questão da participação ou mobilização cívica dos cidadãos na vida política local e nacional tem sido aflorada neste Blogue , e merece a nossa particular atenção na medida em que se trata de um dos principais indicadores do estado da democracia.
A pertinência desta questão assumirá na minha perspectiva uma importância crescente no futuro debate político nacional.
Perante o evidente esforço que os partidos de esquerda têm feito no que respeita à adopção de políticas ditas de direita , são cada vez menores e mais ténues as linhas que distinguem os partidos da direita e da esquerda.
O PS faz «reformas» que outrora não hesitaria em apelidar de «neoliberais» e até o Bloco de Esquerda (todo ele constituido por velhos partidos da extrema esquerda e grupos antidemocráticos) anda muito ordeiro e realista , assumindo inclusivamente o papel de governante da cidade de Lisboa , resignando-se ao prosaísmo do que em tempos apelidaria de «democracia burguesa».
A verdade é que este cenário pode até explicar o desastre dos partidos da direita , a quem já não basta gritar «ó da guarda vem aí a esquerda» para mobilizar a seu favor a preferência dos eleitores.
Então que fazer para demarcar a direita deste esquerdismo neófito nos papeís que reivindica?
Se já não é a democracia , nem o sentido das «reformas» , o caminho passará , na minha opinião , por um reforço na crença nos cidadãos e na sua capacidade de iniciativa e participação.
Uma das formas pela qual os partidos de direita podem evitar o efeito perverso desta evidente colagem da esquerda às suas ideias é assumirem a bandeira da luta pelo reforço dos direitos inerentes à cidadania.
Entre esses direitos estão sem dúvida os denominados direitos sociais urbanos , intimamente ligados à qualidade de vida , e que têm por objectivo a defesa dos cidadãos face aos novos problemas originados pelo desenvolvimento das urbes , e que até agora têm sido esquecidos , como aliás resulta evidente no exemplo que Fonseca Bastos nos trouxe a propósito do Plano de Ordenamento e Gestão da Reserva Natural do Tejo.
Questões como o acesso à Administração , consulta prévia , do direito à sugestão , petição e queixa , audiência pública , iniciativa regulamentar , gestão directa ou conjunta de infraestruturas de equipamentos , privacidade , segurança , e até a da defesa perante a agressividade comercial das empresas de serviços entre outras , podem e devem ser assumidas como traço inovador e distintivo da política dos partidos da direita em sede de poder local.
Só assim se poderá marcar a diferença face a uma esquerda que assumiu definitivamente o papel do «lobo disfarçado de cordeiro».
APEE da Escola D. Manuel I recorre à ASAE
Assinada pelo presidente da Direcção, a Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola EB 2,3 El-Rei D. Manuel I, de Alcochete, remeteu a seguinte carta ao inspector-geral da ASAE:
"Somos uma APEE que tem vindo, há longo tempo, a pugnar pela melhoria da qualidade dos serviços nos estabelecimentos de ensino, nomeadamente no âmbito alimentar.
"Temos procurado intervir junto dos órgãos próprios, sejam eles internos da Escola ou que tenham a tutela daquela.
"É do conhecimento geral que a situação do refeitório da Escola Básica 2/3 El-Rei D. Manuel I carece de uma enorme intervenção.
"Não pretendemos nesta carta enunciar as situações existentes. Apenas e tão só apelamos a V. Ex.ª para que dê orientações no sentido de que uma equipa proceda a uma inspecção e possa extrair as conclusões.
"Julgamos ter esgotado todas as restantes alternativas para resolver a situação e, como tal, resta-nos aguardar pela vossa intervenção".
O presidente da Direcção da APEE do mesmo estabelecimento de ensino forneceu-me ainda a seguinte explicação complementar, resumindo o desenrolar do processo desde o início:
1. Em Março de 2006 tivemos uma reunião com o Director da DREL e uma outra, já na Escola, na presença do Conselho Executivo e de um vereador da câmara de Alcochete. Em ambas e entre vários assuntos, o Director assumiu o compromisso da realização de obras no refeitório, forçando a tecla de que o concurso seria lançado e as obras iniciar-se-iam em Janeiro de 2007;
2. Na primeira reunião elaborámos uma minuta de acta, onde tudo estava referido, e ele concordou;
3. O concurso foi lançado e a obra adjudicada, mas não foi iniciada em 2007 por constatarem não ter havido cabimentação orçamental para este ano. Esta informação obtivemo-la em Abril e, de imediato, escrevemos à Ministra da Educação. De quem nunca obtivemos resposta;
4. No final do ano lectivo anterior decidimos internamente que, sobre o refeitório, avançaríamos para ASAE. Mas entendi esperar até ao inicio deste ano lectivo por dois motivos: aguardar pelo desenvolvimento das eleições do Agrupamento Vertical e verificar o que se perspectivava em relação ao Orçamento de 2008;
5. Cumpridos aqueles prazos e visto que na proposta de Orçamento de Estado para 2008, ao que sei, nada consta, comuniquei ao Conselho Executivo que iríamos enviar a carta à ASAE, salvaguardando sempre a posição deles enquanto funcionários do Ministério da Educação;
6 Quando se aperceberam de que estávamos decididos, ainda tentaram convencer-nos a adiar a decisão porque encontrariam uma alternativa que seria a de pedir ajuda aos pais e de remendar as situações mais problemáticas;
7. Não aceitei parar o processo por dois motivos: o que há a fazer é uma obra fundamental e não se compadece com remendos e, além disso, não tolero que se adjudique uma obra e não se execute por falta de cabimentação;
8. Por fim, acho que a DREL tem conhecimento que, mais dia, menos dia, estas responsabilidade transitam para as autarquias e a Escola fica mais adiada.
"Somos uma APEE que tem vindo, há longo tempo, a pugnar pela melhoria da qualidade dos serviços nos estabelecimentos de ensino, nomeadamente no âmbito alimentar.
"Temos procurado intervir junto dos órgãos próprios, sejam eles internos da Escola ou que tenham a tutela daquela.
"É do conhecimento geral que a situação do refeitório da Escola Básica 2/3 El-Rei D. Manuel I carece de uma enorme intervenção.
"Não pretendemos nesta carta enunciar as situações existentes. Apenas e tão só apelamos a V. Ex.ª para que dê orientações no sentido de que uma equipa proceda a uma inspecção e possa extrair as conclusões.
"Julgamos ter esgotado todas as restantes alternativas para resolver a situação e, como tal, resta-nos aguardar pela vossa intervenção".
O presidente da Direcção da APEE do mesmo estabelecimento de ensino forneceu-me ainda a seguinte explicação complementar, resumindo o desenrolar do processo desde o início:
1. Em Março de 2006 tivemos uma reunião com o Director da DREL e uma outra, já na Escola, na presença do Conselho Executivo e de um vereador da câmara de Alcochete. Em ambas e entre vários assuntos, o Director assumiu o compromisso da realização de obras no refeitório, forçando a tecla de que o concurso seria lançado e as obras iniciar-se-iam em Janeiro de 2007;
2. Na primeira reunião elaborámos uma minuta de acta, onde tudo estava referido, e ele concordou;
3. O concurso foi lançado e a obra adjudicada, mas não foi iniciada em 2007 por constatarem não ter havido cabimentação orçamental para este ano. Esta informação obtivemo-la em Abril e, de imediato, escrevemos à Ministra da Educação. De quem nunca obtivemos resposta;
4. No final do ano lectivo anterior decidimos internamente que, sobre o refeitório, avançaríamos para ASAE. Mas entendi esperar até ao inicio deste ano lectivo por dois motivos: aguardar pelo desenvolvimento das eleições do Agrupamento Vertical e verificar o que se perspectivava em relação ao Orçamento de 2008;
5. Cumpridos aqueles prazos e visto que na proposta de Orçamento de Estado para 2008, ao que sei, nada consta, comuniquei ao Conselho Executivo que iríamos enviar a carta à ASAE, salvaguardando sempre a posição deles enquanto funcionários do Ministério da Educação;
6 Quando se aperceberam de que estávamos decididos, ainda tentaram convencer-nos a adiar a decisão porque encontrariam uma alternativa que seria a de pedir ajuda aos pais e de remendar as situações mais problemáticas;
7. Não aceitei parar o processo por dois motivos: o que há a fazer é uma obra fundamental e não se compadece com remendos e, além disso, não tolero que se adjudique uma obra e não se execute por falta de cabimentação;
8. Por fim, acho que a DREL tem conhecimento que, mais dia, menos dia, estas responsabilidade transitam para as autarquias e a Escola fica mais adiada.
15 setembro 2007
Conselhos úteis
Após mais de um milhar de quilómetros percorridos no país real, tenho três conselhos ou sugestões a apresentar:
1 - Vá para fora cá dentro e repare como a maioria das autarquias cuida bem de jardins, rotundas, canteiros e espaços verdes em geral. Seguidamente, desloque-se aos Paços de Concelho de Alcochete e comprove que os "nossos" autarcas nem se envergonham com o estado lastimável de canteiros situados a 25 metros da porta principal;
2 - Repare que na maioria das vilas e aldeias quase todos os edifícios dos centros históricos estão limpos e apresentáveis. No entanto, raros são os edifícios dos centros históricos de Alcochete e Samouco com conservação e manutenção em cada oito anos, prazo legalmente previsto para o efeito;
3 - Pense em mandar passear bem longe da nossa autarquia quem permitiu que as coisas chegassem a este estado lastimável. Ajude a descobrir quem seja capaz de fazer melhor.
1 - Vá para fora cá dentro e repare como a maioria das autarquias cuida bem de jardins, rotundas, canteiros e espaços verdes em geral. Seguidamente, desloque-se aos Paços de Concelho de Alcochete e comprove que os "nossos" autarcas nem se envergonham com o estado lastimável de canteiros situados a 25 metros da porta principal;
2 - Repare que na maioria das vilas e aldeias quase todos os edifícios dos centros históricos estão limpos e apresentáveis. No entanto, raros são os edifícios dos centros históricos de Alcochete e Samouco com conservação e manutenção em cada oito anos, prazo legalmente previsto para o efeito;
3 - Pense em mandar passear bem longe da nossa autarquia quem permitiu que as coisas chegassem a este estado lastimável. Ajude a descobrir quem seja capaz de fazer melhor.
14 setembro 2007
Bronco (2)
Senhor gestor das trevas é estratega...
Ele vai colocar-se no terreiro,
Vê-se pouco, mas traz tamborileiro
P'ra acompanhar a verborreia cega.
Usa fato, gravata e sisudez,
Verniz que o levará a presidente
De câmara, desejo tão premente,
Pese embora seu ar de estupidez.
A faladura perde consistência
Por de lógica ser tão desprovida...
Mas isso considera minudência
Que conta não pesar para a corrida
Onde um fato garante competência
A bronco de cabeça pervertida.
João Marafuga in Alcoxetânia, 2004
Ele vai colocar-se no terreiro,
Vê-se pouco, mas traz tamborileiro
P'ra acompanhar a verborreia cega.
Usa fato, gravata e sisudez,
Verniz que o levará a presidente
De câmara, desejo tão premente,
Pese embora seu ar de estupidez.
A faladura perde consistência
Por de lógica ser tão desprovida...
Mas isso considera minudência
Que conta não pesar para a corrida
Onde um fato garante competência
A bronco de cabeça pervertida.
João Marafuga in Alcoxetânia, 2004
13 setembro 2007
Bronco (1)
O bronco aposta na mentira chã
Por ser a velharia o seu terreiro.
Do novo nada sabe o vil matreiro,
Prisioneiro de ideia peca e vã.
Entre o bronco e a mentira tudo bem.
Dinheiro sob a mesa à preferência...
Fica sempre tranquila a consciência,
Sabido já que bronco não a tem.
Eu tinha solução p'ra tipo bronco
Que seria arrancar-lhe o chão dos pés
Sem mais juízo de valor e pronto.
Eu fá-lo-ia andar de lés-a-lés
A fugir de cratera, lava e estrondo
Qual carneiro perdido sempre aos més.
João Marafuga in Alcoxetânia, 2004
Por ser a velharia o seu terreiro.
Do novo nada sabe o vil matreiro,
Prisioneiro de ideia peca e vã.
Entre o bronco e a mentira tudo bem.
Dinheiro sob a mesa à preferência...
Fica sempre tranquila a consciência,
Sabido já que bronco não a tem.
Eu tinha solução p'ra tipo bronco
Que seria arrancar-lhe o chão dos pés
Sem mais juízo de valor e pronto.
Eu fá-lo-ia andar de lés-a-lés
A fugir de cratera, lava e estrondo
Qual carneiro perdido sempre aos més.
João Marafuga in Alcoxetânia, 2004
12 setembro 2007
Listas às autárquicas em Alcochete e famílias
Um facto que se topa sem dificuldade, com destaque para as listas comunistas e socialistas locais às eleições autárquicas, circunscreve-se à entrada de famílias inteiras no painel de candidatos ao sufrágio popular.
Esta inclusão, nas listas, de pai, filha, tio, sobrinhos, primos, etc., funciona às mil maravilhas para o arrebanhamento de votos porque Alcochete é um entrelaçado de algumas famílias, cada uma muito numerosa.
Por exemplo, no meu caso pessoal, só o meu pai é de Alcochete, mas mesmo assim acho que tenho, pelo menos, um parente em cada rua da vila. Na estrada onde moro, se não erro, conto seis primos em 2º e 3º grau. Se escolhêssemos uma figura pública local, qual fosse o anterior presidente da Câmara, então teria a dizer que o sr. Inocêncio é primo dos meus primos porque os pais destes são nossos tios.
Em conclusão, a escolha estratégica de uma família e inclusão da mesma numa lista a sufrágio para os órgãos autárquicos em Alcochete toca, por parentesco ou afinidades, nos sentimentos de uma fatia considerável dos eleitores.
Eis por que todas as pessoas legitimamente interessadas na dádiva de um serviço público aos órgãos autárquicos do Concelho de Acochete devem reflectir em todas as chamadas de atenção feitas por mim nestes últimos textos.
Esta inclusão, nas listas, de pai, filha, tio, sobrinhos, primos, etc., funciona às mil maravilhas para o arrebanhamento de votos porque Alcochete é um entrelaçado de algumas famílias, cada uma muito numerosa.
Por exemplo, no meu caso pessoal, só o meu pai é de Alcochete, mas mesmo assim acho que tenho, pelo menos, um parente em cada rua da vila. Na estrada onde moro, se não erro, conto seis primos em 2º e 3º grau. Se escolhêssemos uma figura pública local, qual fosse o anterior presidente da Câmara, então teria a dizer que o sr. Inocêncio é primo dos meus primos porque os pais destes são nossos tios.
Em conclusão, a escolha estratégica de uma família e inclusão da mesma numa lista a sufrágio para os órgãos autárquicos em Alcochete toca, por parentesco ou afinidades, nos sentimentos de uma fatia considerável dos eleitores.
Eis por que todas as pessoas legitimamente interessadas na dádiva de um serviço público aos órgãos autárquicos do Concelho de Acochete devem reflectir em todas as chamadas de atenção feitas por mim nestes últimos textos.
VIL TRISTEZA
Não vales nada, temes a mudança,
Manténs o competente subjugado
Por medo de qualquer inesperado
Acto de alguém que traga outra pujança,
Sacuda tal poleiro carcomido
Tempo há de parasita pestilento,
Deixe à tona o processo fraudulento,
Teu esquema na verdade envelhecido.
Fico farto de tanta safadeza,
Assistindo impotente à derrocada
De Portugal que vive a vil tristeza.
P'lo comedor eu passarei um dia,
Fitá-lo-ei calado sem palavra
E repare que a manha dele eu via.
João Marafuga in Alcoxetânia, 2004
Manténs o competente subjugado
Por medo de qualquer inesperado
Acto de alguém que traga outra pujança,
Sacuda tal poleiro carcomido
Tempo há de parasita pestilento,
Deixe à tona o processo fraudulento,
Teu esquema na verdade envelhecido.
Fico farto de tanta safadeza,
Assistindo impotente à derrocada
De Portugal que vive a vil tristeza.
P'lo comedor eu passarei um dia,
Fitá-lo-ei calado sem palavra
E repare que a manha dele eu via.
João Marafuga in Alcoxetânia, 2004
11 setembro 2007
O GOSMA
Avança o gosma feito lince à espreita,
Matreiro a controlar o movimento,
Não surja tresmalhado impedimento
À trama desta vez quiçá perfeita.
Há-de ser presidente ou segundo homem,
Para si uma ou outra coisa vale.
Ao ignaro por tolo não o tomem,
Ganhar reforma nédia o grande ideal.
Digam que apenas tem a quarta classe
Que contra dizem ser trabalhador
Sem existir à frente quem lhe passe.
O gosma rejubila com fervor
Sem ver contradição que o embarace,
Gerindo a estupidez a seu favor.
João Marafuga in Alcoxetânia, 2004
Matreiro a controlar o movimento,
Não surja tresmalhado impedimento
À trama desta vez quiçá perfeita.
Há-de ser presidente ou segundo homem,
Para si uma ou outra coisa vale.
Ao ignaro por tolo não o tomem,
Ganhar reforma nédia o grande ideal.
Digam que apenas tem a quarta classe
Que contra dizem ser trabalhador
Sem existir à frente quem lhe passe.
O gosma rejubila com fervor
Sem ver contradição que o embarace,
Gerindo a estupidez a seu favor.
João Marafuga in Alcoxetânia, 2004
10 setembro 2007
Ordenamento do Tejo em discussão pública
Chamo a atenção dos interessados para o conteúdo desta notícia.
No último parágrafo é notório o desejo de que poucos participem nas sessões de esclarecimento da proposta do novo plano de ordenamento e gestão da Reserva Natural do Estuário do Tejo.
A única sessão pública prevista para Alcochete realizar-se-á na próxima quinta-feira, pelas 10 horas.
Como é bom de ver, a maioria da população activa faltará nesse dia ao trabalho para ser esclarecida...
Ninguém pressiona estes senhores para demonstrarem maior respeito pelas pessoas?
Acabo de tentar aceder ao sítio na Internet do Instituto de Conservação da Natureza, o que foi impossível por estar bloqueado devido a excesso de tráfego.
Prometo voltar ao assunto quando regressar à base.
No último parágrafo é notório o desejo de que poucos participem nas sessões de esclarecimento da proposta do novo plano de ordenamento e gestão da Reserva Natural do Estuário do Tejo.
A única sessão pública prevista para Alcochete realizar-se-á na próxima quinta-feira, pelas 10 horas.
Como é bom de ver, a maioria da população activa faltará nesse dia ao trabalho para ser esclarecida...
Ninguém pressiona estes senhores para demonstrarem maior respeito pelas pessoas?
Acabo de tentar aceder ao sítio na Internet do Instituto de Conservação da Natureza, o que foi impossível por estar bloqueado devido a excesso de tráfego.
Prometo voltar ao assunto quando regressar à base.
Aberrações de comunistas e socialistas locais
Em tempos idos, quando falava com alguns comunistas sobre o baixo grau académico dos autarcas desta terra de Alcochete, a resposta invariavelmente dada era que esses autarcas eram grandes trabalhadores.
Assim sendo, ficava com a impressão de que, para os comunistas, ser grande trabalhador era condição quantum satis para ser autarca.
Pobres de centenas e centenas de milhares de grandes trabalhadores portugueses com razão de sobra para se sentirem ofendidos por nunca terem participado na gestão autárquica.
O outro aspecto abjecto da mentalidade de comunistas e socialistas locais é o seguinte: determinado munícipe, competente, no exercício de profissão reconhecida publicamente, disponível para um serviço público, é muitas vezes preterido das listas a favor de um desempregado compincha. A justificação é que o primeiro não tem problemas de maior na vida; o segundo não tem o ordenado ao fim do mês. Mas eu pergunto: os interesses das populações podem estar sujeitos a esta lógica miserável?
Depois do que acabo de escrever, será que alguém, sobre o pedestal da falsa superioridade, venha aqui declarar que estas gravíssimas aberrações não tenham comentários?
Assim sendo, ficava com a impressão de que, para os comunistas, ser grande trabalhador era condição quantum satis para ser autarca.
Pobres de centenas e centenas de milhares de grandes trabalhadores portugueses com razão de sobra para se sentirem ofendidos por nunca terem participado na gestão autárquica.
O outro aspecto abjecto da mentalidade de comunistas e socialistas locais é o seguinte: determinado munícipe, competente, no exercício de profissão reconhecida publicamente, disponível para um serviço público, é muitas vezes preterido das listas a favor de um desempregado compincha. A justificação é que o primeiro não tem problemas de maior na vida; o segundo não tem o ordenado ao fim do mês. Mas eu pergunto: os interesses das populações podem estar sujeitos a esta lógica miserável?
Depois do que acabo de escrever, será que alguém, sobre o pedestal da falsa superioridade, venha aqui declarar que estas gravíssimas aberrações não tenham comentários?
08 setembro 2007
Paz na cultura e recreio
Para haver entendimento, paz e cooperação entre colectividades afins e vizinhas, dentro do concelho de Alcochete e com as dos municípios adjacentes, vislumbro algumas hipóteses de solução.
Estas propostas podem e devem ser melhoradas com a participação de autores e leitores deste blogue:
Dentro de Alcochete
1. As colectividades de cultura e recreio subsidiadas pelo município terão de actuar, em espaço público aberto, pelo menos nas festas anuais das três freguesias do concelho. As actuações partirão de um convite formal da organização ou colectividade anfitriã, de que deve ser dado conhecimento ao município, cujos serviços prestarão apoio privilegiado;
2. O Município de Alcochete cooperará, generosamente, em qualquer outra iniciativa conjunta, nacional ou internacional, organizada por colectividades afins de cultura e recreio de mais de uma freguesia local, susceptível de contribuir para a valorização, coesão e engrandecimento das colectividades ou captar ampla participação popular em espaços públicos abertos;
3. O Município de Alcochete subsidiará, generosamente, deslocações e actuações nacionais e internacionais de colectividades locais de cultura e recreio, desde que as mesmas tenham carácter representativo formal do concelho, da região ou do país;
4. Para lá do acima indicado, as colectividades afins de cultura e recreio receberão do município um subsídio anual idêntico;
5. As colectividades de cultura e recreio subsidiadas pelo Município de Alcochete terão de incluir, permanentemente, no braço direito dos respectivos fardamentos ou indumentárias, um brasão bordado do concelho fornecido pelo município;
6. Quando haja corte de relações entre duas colectividades do concelho, o Município de Alcochete suspenderá todos os apoios a ambas até que ocorra reatamento formal em cerimónia pública aberta.
Com os municípios adjacentes
1. Os edis de Alcochete comprometem-se a tentar estabelecer acordos com homónimos de municípios adjacentes, de modo a que colectividades afins de cultura e recreio actuem, em espaços públicos abertos, pelo menos nas festas anuais com maior participação popular nos municípios aderentes. As actuações partirão de um convite formal da organização ou colectividade anfitriã, de que deve ser dado conhecimento aos respectivos municípios, cujos serviços prestarão apoio privilegiado;
2. Os municípios cooperarão, generosamente, em qualquer outra iniciativa conjunta, nacional ou internacional, organizada por colectividades afins de cultura e recreio de mais de um concelho aderente, realizada em espaços públicos abertos e susceptível de captar ampla participação popular;
3. Os municípios subsidiarão, generosamente, deslocações e actuações nacionais e internacionais de colectividades afins de cultura e recreio das respectivas áreas administrativas, desde que participem duas colectividades de mais de um concelho aderente e ela assuma carácter representativo formal da região ou do país;
4. Os municípios aderentes cooperarão, generosamente, em iniciativas susceptíveis de contribuir para a valorização, coesão e engrandecimento de colectividades de mais de um concelho;
5. Quando haja corte de relações entre duas colectividades dos municípios aderentes, estes suspenderão qualquer cooperação com as mesmas até que haja reatamento de relações em cerimónia pública aberta.
Propositadamente, deixei de fora o caso especial de Ayamonte (sul de Espanha, frente a Vila Real de Santo António). Há muitos anos que passo férias na região e considero digna de realce – embora quase ignorada localmente – a participação regular de bandas de Alcochete e de Montijo nas festas em honra da Senhora das Angústias, realizadas no início de Setembro.
No entanto, não me recordo de alguma vez ter sabido de concertos ou actuações, em Alcochete ou Montijo, realizados por bandas ou grupos daquela cidade espanhola.
Nada que me pareça insusceptível de resolução através de acordo trilateral. Caso os presidentes de câmara de Alcochete e de Montijo e o alcaide de Ayamonte não se conheçam, há por aí quem seja capaz de os pôr em contacto. Até eu, se for necessário.
O que considero absurdo é alcochetanos e montijenses, em geral, ignorarem que, há muitos anos, durante uma semana, algumas das suas bandas têm papel destacado em festas populares realizadas em Ayamonte.
Tal como me parece inaceitável que não tenhamos a oportunidade de, com a mesma regularidade, retribuir esse acolhimento a colectividades de cultura e recreio de Ayamonte.
P.S. – Porque não desejo nem devo contribuir para acirrar os ânimos entre colectividades, sejam ou não alcochetanas, doravante não validarei qualquer comentário susceptível de agravar um problema que me parece injustificado e inadmissível.
Pelo contrário, acolherei de bom grado e darei destaque a quaisquer contribuições para a pacificação e entendimento geral, mesmo que anónimas.
Estas propostas podem e devem ser melhoradas com a participação de autores e leitores deste blogue:
Dentro de Alcochete
1. As colectividades de cultura e recreio subsidiadas pelo município terão de actuar, em espaço público aberto, pelo menos nas festas anuais das três freguesias do concelho. As actuações partirão de um convite formal da organização ou colectividade anfitriã, de que deve ser dado conhecimento ao município, cujos serviços prestarão apoio privilegiado;
2. O Município de Alcochete cooperará, generosamente, em qualquer outra iniciativa conjunta, nacional ou internacional, organizada por colectividades afins de cultura e recreio de mais de uma freguesia local, susceptível de contribuir para a valorização, coesão e engrandecimento das colectividades ou captar ampla participação popular em espaços públicos abertos;
3. O Município de Alcochete subsidiará, generosamente, deslocações e actuações nacionais e internacionais de colectividades locais de cultura e recreio, desde que as mesmas tenham carácter representativo formal do concelho, da região ou do país;
4. Para lá do acima indicado, as colectividades afins de cultura e recreio receberão do município um subsídio anual idêntico;
5. As colectividades de cultura e recreio subsidiadas pelo Município de Alcochete terão de incluir, permanentemente, no braço direito dos respectivos fardamentos ou indumentárias, um brasão bordado do concelho fornecido pelo município;
6. Quando haja corte de relações entre duas colectividades do concelho, o Município de Alcochete suspenderá todos os apoios a ambas até que ocorra reatamento formal em cerimónia pública aberta.
Com os municípios adjacentes
1. Os edis de Alcochete comprometem-se a tentar estabelecer acordos com homónimos de municípios adjacentes, de modo a que colectividades afins de cultura e recreio actuem, em espaços públicos abertos, pelo menos nas festas anuais com maior participação popular nos municípios aderentes. As actuações partirão de um convite formal da organização ou colectividade anfitriã, de que deve ser dado conhecimento aos respectivos municípios, cujos serviços prestarão apoio privilegiado;
2. Os municípios cooperarão, generosamente, em qualquer outra iniciativa conjunta, nacional ou internacional, organizada por colectividades afins de cultura e recreio de mais de um concelho aderente, realizada em espaços públicos abertos e susceptível de captar ampla participação popular;
3. Os municípios subsidiarão, generosamente, deslocações e actuações nacionais e internacionais de colectividades afins de cultura e recreio das respectivas áreas administrativas, desde que participem duas colectividades de mais de um concelho aderente e ela assuma carácter representativo formal da região ou do país;
4. Os municípios aderentes cooperarão, generosamente, em iniciativas susceptíveis de contribuir para a valorização, coesão e engrandecimento de colectividades de mais de um concelho;
5. Quando haja corte de relações entre duas colectividades dos municípios aderentes, estes suspenderão qualquer cooperação com as mesmas até que haja reatamento de relações em cerimónia pública aberta.
Propositadamente, deixei de fora o caso especial de Ayamonte (sul de Espanha, frente a Vila Real de Santo António). Há muitos anos que passo férias na região e considero digna de realce – embora quase ignorada localmente – a participação regular de bandas de Alcochete e de Montijo nas festas em honra da Senhora das Angústias, realizadas no início de Setembro.
No entanto, não me recordo de alguma vez ter sabido de concertos ou actuações, em Alcochete ou Montijo, realizados por bandas ou grupos daquela cidade espanhola.
Nada que me pareça insusceptível de resolução através de acordo trilateral. Caso os presidentes de câmara de Alcochete e de Montijo e o alcaide de Ayamonte não se conheçam, há por aí quem seja capaz de os pôr em contacto. Até eu, se for necessário.
O que considero absurdo é alcochetanos e montijenses, em geral, ignorarem que, há muitos anos, durante uma semana, algumas das suas bandas têm papel destacado em festas populares realizadas em Ayamonte.
Tal como me parece inaceitável que não tenhamos a oportunidade de, com a mesma regularidade, retribuir esse acolhimento a colectividades de cultura e recreio de Ayamonte.
P.S. – Porque não desejo nem devo contribuir para acirrar os ânimos entre colectividades, sejam ou não alcochetanas, doravante não validarei qualquer comentário susceptível de agravar um problema que me parece injustificado e inadmissível.
Pelo contrário, acolherei de bom grado e darei destaque a quaisquer contribuições para a pacificação e entendimento geral, mesmo que anónimas.
06 setembro 2007
O munícipe Marafuga e os autarcas
O problema entre mim e os autarcas de Alcochete repousa centralmente no facto de eu nunca considerar digno do poder nenhum homem que passou pela Câmara desde o 25 de Abril.
Inicialmente, ilibava os partidos políticos e pretendia ver a causa de tal facto no aventureirismo desprezível de homens que, não obstante todas as insuficiências, conseguiam obter a confiança do eleitorado para, através de cargos públicos, resolverem problemas da vida privada.
De alguns anitos a esta parte mudei a minha análise sobre estas coisas, apontando o dedo em riste aos partidos pelo aproveitamento de caciques abjectos para ganhos eleitorais.
Em Alcochete, ao longo dos mais de trinta anos de poder local, se se via que este e aquele borra-botas poderiam arrebanhar fatias consideráveis do eleitorado, era exactamente esses que as direcções locais dos partidos comunista e socialista escolhiam para encabeçar a Câmara, a Assembleia Municipal e as Juntas de Freguesia das respectivas listas.
O facto de eu reconhecer que os partidos são pilares importantes do Estado de direito não invalida de os responsabilizar por muitas vezes atropelarem por completo princípios e valores a favor de resultados coxos.
Evidentemente que as populações são as vítimas indefesas de todo este processo odioso sem qualquer racionalidade que denuncio pela milésima vez.
Eis por que eu nunca tive respeito por qualquer homem que passou pela Câmara de Alcochete nas últimas três décadas.
Inicialmente, ilibava os partidos políticos e pretendia ver a causa de tal facto no aventureirismo desprezível de homens que, não obstante todas as insuficiências, conseguiam obter a confiança do eleitorado para, através de cargos públicos, resolverem problemas da vida privada.
De alguns anitos a esta parte mudei a minha análise sobre estas coisas, apontando o dedo em riste aos partidos pelo aproveitamento de caciques abjectos para ganhos eleitorais.
Em Alcochete, ao longo dos mais de trinta anos de poder local, se se via que este e aquele borra-botas poderiam arrebanhar fatias consideráveis do eleitorado, era exactamente esses que as direcções locais dos partidos comunista e socialista escolhiam para encabeçar a Câmara, a Assembleia Municipal e as Juntas de Freguesia das respectivas listas.
O facto de eu reconhecer que os partidos são pilares importantes do Estado de direito não invalida de os responsabilizar por muitas vezes atropelarem por completo princípios e valores a favor de resultados coxos.
Evidentemente que as populações são as vítimas indefesas de todo este processo odioso sem qualquer racionalidade que denuncio pela milésima vez.
Eis por que eu nunca tive respeito por qualquer homem que passou pela Câmara de Alcochete nas últimas três décadas.
05 setembro 2007
Alguém sabe responder?
Alguém sabe dizer-me o ano em que, pela última vez, a banda da Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense deu um concerto em espaço público aberto de Alcochete?
Alguém sabe dizer-me o ano em que, pela última vez, a banda da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 deu um concerto em espaço público aberto de Samouco?
Alguém sabe dizer-me em que ano o Rancho Folclórico Os Camponenses de São Francisco actuou no Passil? E na Fonte da Senhora?
Alguém sabe dizer-me em que ano o Rancho Folclórico de Danças e Cantares do Passil actuou na Fonte da Senhora? E em São Francisco?
Alguém sabe dizer-me o ano em que, pela última vez, a banda da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 deu um concerto em espaço público aberto de Samouco?
Alguém sabe dizer-me em que ano o Rancho Folclórico Os Camponenses de São Francisco actuou no Passil? E na Fonte da Senhora?
Alguém sabe dizer-me em que ano o Rancho Folclórico de Danças e Cantares do Passil actuou na Fonte da Senhora? E em São Francisco?
04 setembro 2007
Incúria e omissão são sintomas de incompetência
A foto retrata a situação precária em que se encontra o muro da Casa do Povo de Alcochete e que se vem agravando há muitos e muitos meses.
Para além das viaturas ali parqueadas, o local em causa é um ponto de passagem obrigatório para os moradores da actual Praceta Constantino Pinto Rodrigues, sendo muito frequente ali estarem crianças a brincar, já para não falar dos muitos jovens e utentes que frequentam actividades diversas na Casa do Povo e que normalmente utilizam os espaços verdes envolventes .
Por ali passam diariamente viaturas e funcionários da Câmara Municipal de Alcochete, para além do pessoal responsável pela limpeza urbana, que quando ali está em serviço também corre o risco de levar com o muro em cima. É impossível não repararem no estado em que está o muro.
Contudo, ninguém parece dar importância ao problema até ao dia em que o muro cair e alguém se magoar seriamente, o que faço votos nunca venha a acontecer. Provavelmente, se tal acontecer, não me surpreenderia ver a Câmara de Alcochete agir como a Câmara do Seixal, que como todos sabem, ainda contesta judicialmente a sua responsabilidade pela morte de uma criança, que há oito anos atrás caiu num tampo de esgoto deixado a descoberto.
Para mim, incúria e omissão são sintomas de desleixo e INCOMPETÊNCIA.
A propósito das cauções da água
A problemática das cauções da água sempre tão bem esclarecida aqui pelo nosso companheiro de blog Fonseca Bastos arranca de mim uma pequena reflexão sobre a transparência do executivo camarário desta terra de Alcochete.
Se olharmos para a revisteca da Câmara e mais desdobráveis que chegam às mãos dos munícipes, confrontamo-nos com a transparência da Câmara ou com propaganda rasteira que outra coisa não é do que vaidade, quero dizer, a necessidade primária que algumas pessoas têm de colocar em máxima evidência a própria imagem?
E a deslocação das reuniões da Câmara por esse Concelho fora veio alterar substancialmente um modo de fazer política que mais pertence a salas de museu retrógrado?
Estas práticas antidemocráticas com reflexos em todos os procedimentos dos autarcas comunistas quais sejam as cauções da água, violam um dos princípios fundamentais do Estado de direito, a visibilidade do poder.
Se olharmos para a revisteca da Câmara e mais desdobráveis que chegam às mãos dos munícipes, confrontamo-nos com a transparência da Câmara ou com propaganda rasteira que outra coisa não é do que vaidade, quero dizer, a necessidade primária que algumas pessoas têm de colocar em máxima evidência a própria imagem?
E a deslocação das reuniões da Câmara por esse Concelho fora veio alterar substancialmente um modo de fazer política que mais pertence a salas de museu retrógrado?
Estas práticas antidemocráticas com reflexos em todos os procedimentos dos autarcas comunistas quais sejam as cauções da água, violam um dos princípios fundamentais do Estado de direito, a visibilidade do poder.
Falta de Visão , esquecimento ou algo mais...
A primeira situação ilustrada neste «post» já foi abordada neste Blogue. O que ressalta à evidência é a deficiente planificação das obras realizadas na zona da Avenida 5 de Outubro/Largo Almirante Gago Coutinho. Chamo a particular atenção do leitor para o cruzamento da Rua Constantino Pinto Rodrigues/Rua Chão do Conde (quem passa à frente da Clinica D.Manuel) com a Av. 5 de Outubro.
Como faço esse percurso diariamente tenho assistido já a situações de desastre iminente. A perigosidade desse cruzamento resulta antes de mais da falta de visibilidade provocada pela escolha do local de colocação da paragem das camionetas e da forma como foi planificado o estacionamento das viaturas, facto bem visível na foto.
A foto foi tirada dentro do automóvel no momento em que me preparava para entrar na Av. 05 de Outubro. A colocação daquela paragem e as viaturas ali estacionadas impedem que os condutores que entram na Av. 05 de Outubro consigam verificar se vêm outras viaturas a subir aquela avenida.
A única forma de o conseguir é ir arriscando, avançando lentamente até ao ponto em que se consiga vislumbrar alguma coisa. Como a maior parte das vezes as viaturas que vêm a subir a avenida vêm já em plena aceleração e com alguma velocidade, as situações de desastre iminente têm acontecido com frequência. A situação em causa agrava-se substancialmente quando há viaturas parqueadas em cima do passeio junto à paragem das camionetas, o que, infelizmente acontece algumas vezes. A única solução passaria pela deslocação da paragem para o lado oposto ou mais acima na avenida. A colocação de bandas sonoras naquela zona afigurar-se-ia igualmente benéfica para evitar os verdadeiros excessos que se cometem nessa recta.
Este é na minha opinião um caso de evidente falta de rigor e de visão na execução de uma obra por parte da Câmara Municipal. No dia em que ali acontecer um acidente com gravidade, a culpa certamente que morrerá solteira...
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