Três versões de um facto aqui relatado na primeira pessoa, contendo alguma útil investigação jornalística complementar.
Basta ver com atenção as imagens (particularmente a do diário "I") e ler nas entrelinhas para perceber o resto.
TSF
Correio da Manhã
Diário "I"
E esta é a primeira reacção política formal de que tenho conhecimento.
P. S. - Mais uma versão dos factos relatada pelo «Expresso»
P. S. 2 - Três dias depois, a posição política do PSD/Alcochete
13 agosto 2009
12 agosto 2009
VEJA
Veja http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=145056
Ler também os diversos comentários no jornal «SOL» à notícia, inclusive um de minha autoria.
Ler também os diversos comentários no jornal «SOL» à notícia, inclusive um de minha autoria.
Sangue Politico em Alcochete
Fui durante 12 anos autarca noutro concelho.
Durante esse largo período de tempo travei nos jornais locais e nos órgãos autárquicos em que desempenhei as minhas funções duríssimas batalhas contra adversários políticos comunistas , socialistas e até do CDS.
Nessas batalhas politicas visei e fui visado com palavras duras , por vezes violentas dirigidas ao politico e às politicas , legitimamente proferidas no contexto da luta politica , contexto que exige daqueles que ocupam cargos políticos o poder de encaixe necessário capaz de lhes permitir enfrentar em termos adequados as criticas , repito , por vezes violentes , a que qualquer Politico digno desse nome , tem forçosamente de sujeitar-se.
Apesar da extrema dureza que esse combate politico envolveu em determinadas fases mais exacerbadas da agenda politica , a verdade é que nenhum dos intervenientes que conheci , em qualquer partido , confundiu o ataque politico com um ataque que visasse a sua singularidade como pessoa.
Fruto do respeito por esse principio , é com enorme prazer que ainda hoje reencontro em clima de grande amizade e até de saudosismo por essas lutas do passado , antigos adversários políticos desse concelho ,tendo inclusivamente chegado a ser advogado de alguns deles ( nomeadamente de dois autarcas comunistas ) durante um período que coincidiu precisamente com essas «batalhas» politicas , sem que tal prejudicasse essa relação profissional.
Foi com este espírito que encarei a minha intervenção politica em Alcochete.
Tal opção revelou-se contudo totalmente inadequada ao contexto politico local.
Fruto de um período de quase 30 anos de poder exercido pelo mesmo partido neste concelho , Alcochete não desenvolveu um espírito de cultura democrática de tolerância que permita aos intervenientes políticos agirem no pressuposto que os ataques políticos não vão ser assumidos como ataques pessoais.
Durante esse largo período de tempo travei nos jornais locais e nos órgãos autárquicos em que desempenhei as minhas funções duríssimas batalhas contra adversários políticos comunistas , socialistas e até do CDS.
Nessas batalhas politicas visei e fui visado com palavras duras , por vezes violentas dirigidas ao politico e às politicas , legitimamente proferidas no contexto da luta politica , contexto que exige daqueles que ocupam cargos políticos o poder de encaixe necessário capaz de lhes permitir enfrentar em termos adequados as criticas , repito , por vezes violentes , a que qualquer Politico digno desse nome , tem forçosamente de sujeitar-se.
Apesar da extrema dureza que esse combate politico envolveu em determinadas fases mais exacerbadas da agenda politica , a verdade é que nenhum dos intervenientes que conheci , em qualquer partido , confundiu o ataque politico com um ataque que visasse a sua singularidade como pessoa.
Fruto do respeito por esse principio , é com enorme prazer que ainda hoje reencontro em clima de grande amizade e até de saudosismo por essas lutas do passado , antigos adversários políticos desse concelho ,tendo inclusivamente chegado a ser advogado de alguns deles ( nomeadamente de dois autarcas comunistas ) durante um período que coincidiu precisamente com essas «batalhas» politicas , sem que tal prejudicasse essa relação profissional.
Foi com este espírito que encarei a minha intervenção politica em Alcochete.
Tal opção revelou-se contudo totalmente inadequada ao contexto politico local.
Fruto de um período de quase 30 anos de poder exercido pelo mesmo partido neste concelho , Alcochete não desenvolveu um espírito de cultura democrática de tolerância que permita aos intervenientes políticos agirem no pressuposto que os ataques políticos não vão ser assumidos como ataques pessoais.
O intervalo de quatro anos no exercício desse poder , ao invés de modelar no sentido positivo a cultura democrática alcochetana , parece , pelo contrário , ter acirrado a postura intolerante de quem julga ter direito genético ao poder eterno neste Concelho
Quando comecei a intervir nos Blogues , Praia dos Moinhos e Alcochetanidades , senti desde logo uma reacção desmesurada dos visados políticos , que manifestamente e de forma imprópria num contexto democrático normal , interiorizaram essas criticas como ataques pessoais.
Tal tendência exacerbou-se ainda mais quando a nova Direcção do PSD de Alcochete tomou posse em Outubro de 2008 e assumiu desde logo uma postura de oposição activa e visível ao poder instalado em Alcochete desde há décadas.
Neste últimos dias , fruto de maior visibilidade do PSD durante as Festas do Barrete Verde e das Salinas 2009 , visibilidade que teve o seu culminar com a disponibilização do Touro Mecânico que obviamente ainda chamou mais atenção para a presença laranja durante as festas , situação a que o poder comunista local estava pouco habituado , acentuaram-se as manifestações de incómodo e de nervosismo , bem evidenciadas pelo recrudescer de insultos e comentários neste blogue visando a minha pessoa e não a pessoa do politico da oposição.
Ainda há meia dúzia de dias uma alcochetana me dizia que «eu devia ser maluco e inconsciente» por fazer uma oposição tão declarada em Alcochete.
Sinceramente não a levei muito a sério , mas estou arrependido.
Na actividade politica há sempre aqueles que mais se expõem na intervenção nos jornais e nos blogues.
São os que mais dão a cara pelos respectivos partidos que mais facilmente se tornam alvo do combate politico. É absolutamente normal que assim aconteça.
Esses , mais do que os outros , devem estar preparados para perceber que tudo se passa no contexto da tal luta politica , e que atacam e são atacados como Políticos e não na singularidade das suas pessoas.
Luís Proença e Borges da Silva no caso do PSD , Luís Franco e Jorge Giro no caso da CDU.
Ontem , pelas duas da manhã , quando circulava na Rua Ruy Sousa Vinagre junto à Junta de Freguesia de Alcochete cruzei-me com um autarca comunista e candidato pela CDU nas eleições de Outubro.
Depois de me ter cruzado com ele senti um empurrão pelas costas.
Quando me tentava reequilibrar e voltar para perceber o que é que se estava a passar , o autarca comunista em causa , atingiu-me com um soco na face.
Não reagi , nem procurei desforço.
Desde há muito que aprendi que a diferença básica entre os animais e os homens reside essencialmente na nossa capacidade de gerir os nossos instintos básicos e primitivos.
Um Homem com H grande não é qualificado pela forma como usa os punhos contra adversários desprevenidos , mas sim pela superioridade que revela num contexto de adversidade quando mostra a si mesmo que ceder a instintos animalescos não é a melhor solução.
A verdade é que fui agredido fisicamente por um adversário politico.
Mais do que as lesões físicas resultantes dessa agressão , bem visíveis na foto e no sangue que manchou a camisola de campanha do PSD/Borges da Silva que trazia vestida , o que mais importa e mais interessa é a noção definitiva que adquiri que estou descontextualizado em termos políticos em Alcochete.
Aqui praticamente não há fronteira entre o conceito de adversário politico e de inimigo pessoal , conceito bem útil para quem tem o poder há quase 30 anos.
Mas mais do que estas minhas convicções interessa-me o bem estar daqueles que me são queridos e que verdadeiramente contam na minha vida , os quais têm vivido incomodados com os constantes insultos e avisos de que vou sendo alvo.
A agressão física de que fui vitima ontem tem um nome: VIOLÊNCIA POLITICA e com essa realidade eu não sei viver.
Estou em Portugal , terra em que o 25 de Abril de 1974 deveria ter sido sinónimo de tolerância e de cultura democrática.
Quando comecei a intervir nos Blogues , Praia dos Moinhos e Alcochetanidades , senti desde logo uma reacção desmesurada dos visados políticos , que manifestamente e de forma imprópria num contexto democrático normal , interiorizaram essas criticas como ataques pessoais.
Tal tendência exacerbou-se ainda mais quando a nova Direcção do PSD de Alcochete tomou posse em Outubro de 2008 e assumiu desde logo uma postura de oposição activa e visível ao poder instalado em Alcochete desde há décadas.
Neste últimos dias , fruto de maior visibilidade do PSD durante as Festas do Barrete Verde e das Salinas 2009 , visibilidade que teve o seu culminar com a disponibilização do Touro Mecânico que obviamente ainda chamou mais atenção para a presença laranja durante as festas , situação a que o poder comunista local estava pouco habituado , acentuaram-se as manifestações de incómodo e de nervosismo , bem evidenciadas pelo recrudescer de insultos e comentários neste blogue visando a minha pessoa e não a pessoa do politico da oposição.
Ainda há meia dúzia de dias uma alcochetana me dizia que «eu devia ser maluco e inconsciente» por fazer uma oposição tão declarada em Alcochete.
Sinceramente não a levei muito a sério , mas estou arrependido.
Na actividade politica há sempre aqueles que mais se expõem na intervenção nos jornais e nos blogues.
São os que mais dão a cara pelos respectivos partidos que mais facilmente se tornam alvo do combate politico. É absolutamente normal que assim aconteça.
Esses , mais do que os outros , devem estar preparados para perceber que tudo se passa no contexto da tal luta politica , e que atacam e são atacados como Políticos e não na singularidade das suas pessoas.
Luís Proença e Borges da Silva no caso do PSD , Luís Franco e Jorge Giro no caso da CDU.
Ontem , pelas duas da manhã , quando circulava na Rua Ruy Sousa Vinagre junto à Junta de Freguesia de Alcochete cruzei-me com um autarca comunista e candidato pela CDU nas eleições de Outubro.
Depois de me ter cruzado com ele senti um empurrão pelas costas.
Quando me tentava reequilibrar e voltar para perceber o que é que se estava a passar , o autarca comunista em causa , atingiu-me com um soco na face.
Não reagi , nem procurei desforço.
Desde há muito que aprendi que a diferença básica entre os animais e os homens reside essencialmente na nossa capacidade de gerir os nossos instintos básicos e primitivos.
Um Homem com H grande não é qualificado pela forma como usa os punhos contra adversários desprevenidos , mas sim pela superioridade que revela num contexto de adversidade quando mostra a si mesmo que ceder a instintos animalescos não é a melhor solução.
A verdade é que fui agredido fisicamente por um adversário politico.
Mais do que as lesões físicas resultantes dessa agressão , bem visíveis na foto e no sangue que manchou a camisola de campanha do PSD/Borges da Silva que trazia vestida , o que mais importa e mais interessa é a noção definitiva que adquiri que estou descontextualizado em termos políticos em Alcochete.
Aqui praticamente não há fronteira entre o conceito de adversário politico e de inimigo pessoal , conceito bem útil para quem tem o poder há quase 30 anos.
Mas mais do que estas minhas convicções interessa-me o bem estar daqueles que me são queridos e que verdadeiramente contam na minha vida , os quais têm vivido incomodados com os constantes insultos e avisos de que vou sendo alvo.
A agressão física de que fui vitima ontem tem um nome: VIOLÊNCIA POLITICA e com essa realidade eu não sei viver.
Estou em Portugal , terra em que o 25 de Abril de 1974 deveria ter sido sinónimo de tolerância e de cultura democrática.
PS: O meu muito obrigado aos bombeiros de Alcochete pela forma pronta e extremamente profissional como me assistiram depois da agressão de que fui alvo.
Estrada da morte (2)
Diz-nos esta notícia que, no ano corrente, nos 18kms do troço da Estrada Nacional 118, entre Alcochete e Porto Alto, já morreram oito pessoas.
Os registos indicam que, em média, há a lamentar uma morte imediata por mês, faltando saber quantos morreram dias ou semanas depois (porque as estatísticas ignoram esses casos) e quantos mais ficaram estropiados para o resto da vida.
Como sempre, a culpa é dos condutores. Ultrapassagens mal calculadas, excesso de velocidade, condução agressiva, etc., etc. Invariavelmente, assobia-se para o lado e inventam-se desculpas para continuar, passivamente, a assistir ao triste cortejo da morte do alto das cadeiras do poder.
O que ninguém reconhece – porque não convém – é existirem, em ambos os sentidos e no período diurno, filas com oito ou mais camiões, cujos condutores não respeitam a distância legal mínima entre eles; que a estrada não tem faixas de segurança e que na maior parte do percurso há árvores e valas em vez de bermas.
Poderão os poderes central e locais lavar as mãos como Pilatos?
Andarão os autarcas de Alcochete e Benavente tão ocupados ou distraídos que nem reparam nas frequentes notícias sobre este troço de estrada? E não sabem nem podem fazer nada mais que enfiar a cabeça na areia?
E os contribuintes/condutores/candidatos à morte continuam, impávidos e serenos, à espera que chegue também o seu dia?
Nota - A primeira parte deste texto foi publicada aqui há cerca de 16 meses. Sucedeu alguma coisa depois? Sim, continua a morrer mais gente.
Os registos indicam que, em média, há a lamentar uma morte imediata por mês, faltando saber quantos morreram dias ou semanas depois (porque as estatísticas ignoram esses casos) e quantos mais ficaram estropiados para o resto da vida.
Como sempre, a culpa é dos condutores. Ultrapassagens mal calculadas, excesso de velocidade, condução agressiva, etc., etc. Invariavelmente, assobia-se para o lado e inventam-se desculpas para continuar, passivamente, a assistir ao triste cortejo da morte do alto das cadeiras do poder.
O que ninguém reconhece – porque não convém – é existirem, em ambos os sentidos e no período diurno, filas com oito ou mais camiões, cujos condutores não respeitam a distância legal mínima entre eles; que a estrada não tem faixas de segurança e que na maior parte do percurso há árvores e valas em vez de bermas.
Poderão os poderes central e locais lavar as mãos como Pilatos?
Andarão os autarcas de Alcochete e Benavente tão ocupados ou distraídos que nem reparam nas frequentes notícias sobre este troço de estrada? E não sabem nem podem fazer nada mais que enfiar a cabeça na areia?
E os contribuintes/condutores/candidatos à morte continuam, impávidos e serenos, à espera que chegue também o seu dia?
Nota - A primeira parte deste texto foi publicada aqui há cerca de 16 meses. Sucedeu alguma coisa depois? Sim, continua a morrer mais gente.
11 agosto 2009
E compromissos, existem?
Da primeira à última linha, esta notícia relacionada com uma iniciativa da associação de defesa do consumidor DECO nada terá de inédito para o(a) habitual leitor(a) e/ou interessado(a) nas matérias abordadas neste blogue.
Já aqui se falou de tudo (e muito mais...) centrado em Alcochete, concelho cujos instrumentos municipais de comunicação sempre serviram, exclusivamente, para a promoção pessoal de autarcas com funções executivas que não tenham caído em desgraça.
Mas isso é passado e abeiramo-nos agora do momento adequado para reconhecer e apontar erros, corrigir o rumo e iniciar um ciclo de vida mais sério e transparente.
Será que, faltando hoje, rigorosamente, dois meses para as eleições locais, alguém conhece as respostas que os candidatos locais dão a desafios como os da DECO?
Estou em crer que não. Tenho aproveitado as festas para reencontrar e conversar com muita gente boa e, invariavelmente, um tema pontua os diálogos: o estranho mistério dos programas eleitorais e das listas de candidatura que ninguém conhece.
Já aqui se falou de tudo (e muito mais...) centrado em Alcochete, concelho cujos instrumentos municipais de comunicação sempre serviram, exclusivamente, para a promoção pessoal de autarcas com funções executivas que não tenham caído em desgraça.
Mas isso é passado e abeiramo-nos agora do momento adequado para reconhecer e apontar erros, corrigir o rumo e iniciar um ciclo de vida mais sério e transparente.
Será que, faltando hoje, rigorosamente, dois meses para as eleições locais, alguém conhece as respostas que os candidatos locais dão a desafios como os da DECO?
Estou em crer que não. Tenho aproveitado as festas para reencontrar e conversar com muita gente boa e, invariavelmente, um tema pontua os diálogos: o estranho mistério dos programas eleitorais e das listas de candidatura que ninguém conhece.
10 agosto 2009
Na tradição da liberdade (2)
«Aprendemos que a água molha, o sol alumia, o fogo queima, e daí, por duas ou três ilações, facilmente descobrimos que o marxismo ["filosofia" do comunismo], além de ser uma estupidez que só produz marxistas, é a maior impostura da história do sistema planetário» (Gustavo Corção).
Custa a entender
A dois meses de eleições locais e numa autarquia com excesso de pessoal será correcto abrir concursos para mais de 10% dos funcionários do município, boa parte dos quais quadros superiores?
Leia-se na página 31886 deste «Diário da República» o aviso do Município de Alcochete.
Se, em vez da apatia e do desinteresse, fosse outra a atitude dos eleitores/contribuintes, seguramente estas e outras coisas jamais se fariam sem justificações cabais e detalhadas através dos meios de comunicação do município.
Elas seriam oportunas, particularmente, num momento em que já se sabe que, a partir do próximo ano, as autarquias terão de reduzir despesas devido à impossibilidade de obterem fundos que permitam manter os actuais compromissos financeiros.
Leia-se na página 31886 deste «Diário da República» o aviso do Município de Alcochete.
Se, em vez da apatia e do desinteresse, fosse outra a atitude dos eleitores/contribuintes, seguramente estas e outras coisas jamais se fariam sem justificações cabais e detalhadas através dos meios de comunicação do município.
Elas seriam oportunas, particularmente, num momento em que já se sabe que, a partir do próximo ano, as autarquias terão de reduzir despesas devido à impossibilidade de obterem fundos que permitam manter os actuais compromissos financeiros.
09 agosto 2009
Na tradição da liberdade (1)
«Não existe ameaça mais perigosa para a Civilização do que um governo de homens incompetentes, corruptos e infames» (Ludwig von Mises).
07 agosto 2009
Leitura recomendada
Aceita uma sugestão para leitura oportuna a propósito dos tempos que se avizinham?
Então leia isto – «Quem amansa os patos bravos?», assinado pelo ex-vereador municipal nortenho Paulo Morais, no JN – e confronte os candidatos locais com esse sério problema territorial, ambiental, moral e político.
Então leia isto – «Quem amansa os patos bravos?», assinado pelo ex-vereador municipal nortenho Paulo Morais, no JN – e confronte os candidatos locais com esse sério problema territorial, ambiental, moral e político.
O "eu sou" como acto de suprema coragem
Eu sou professor, cristão, intelectual e de direita.
Eu sou professor porque falo abertamente do que sei.
Eu sou cristão porque subordino o "eu" a Cristo, Estrutura da Realidade.
Eu sou intelectual porque luto permanentemente pela coesão entre a palavra e a realidade.
Eu sou de direita porque defendo o primado da sociedade sobre o Estado.
Eu sou quem vê na prepotência do Estado o princípio do Mal, o Baal do Antigo Testamento e o 666 do Apocalipse.
Eu sou quem durante a maior parte de sessenta anos vividos não foi ISTO por força da ignorância, mãe de todos os crimes.
Eu sou professor porque falo abertamente do que sei.
Eu sou cristão porque subordino o "eu" a Cristo, Estrutura da Realidade.
Eu sou intelectual porque luto permanentemente pela coesão entre a palavra e a realidade.
Eu sou de direita porque defendo o primado da sociedade sobre o Estado.
Eu sou quem vê na prepotência do Estado o princípio do Mal, o Baal do Antigo Testamento e o 666 do Apocalipse.
Eu sou quem durante a maior parte de sessenta anos vividos não foi ISTO por força da ignorância, mãe de todos os crimes.
06 agosto 2009
Estrutura de tipo xenófobo

Caros amigos, eu já lancei ao rosto do meu ex-aluno Jorge Giro que no plano ideológico não poderia haver qualquer troca entre nós, mas que no plano individual poderíamos fazer um esforço para salvarmos o respeito um pelo outro. É o que tem acontecido não só com o Jorge mas também com o Miguel Saturnino. Embora dois jovens muito diferentes, de ambos conservo boas recordações.
Quando cheguei de um período de repouso no Algarve, fui confrontado com textos e comentários tanto no Praia dos Moinhos como no Alcochetanidades que arrasavam o Jorge de alto a baixo.
Claro que não poderia botar discurso sem ler o que o Jorge tinha escrito. Procurei o jornal por aqui e acolá, pedi a pessoas...mas nada.
Até que hoje fui ao Montijo comprar uns apliques para a minha casa e dei com um exemplar do jornal em cima da secretária da empregada que atendia a minha mulher.
Feito o negócio, atrevi-me a pedir o jornal à menina que mo dispensou com um grande sorriso.
Cheguei a casa, comi qualquer coisa, desci até ao Salineiro para tomar um cafezinho, fumar a minha cigarrilha do dia e, depois, ler atentamente o famigerado artigo do Jorge.
A passagem da discórdia é a seguinte: «Politicamente, a oposição do centro/direita, composta maioritariamente por novos residentes, que recentemente escolheram Alcochete para viver/habitar, porque esta Vila lhes oferecia uma boa qualidade de vida e bem-estar [falta a ideia principal]. Agora, devido a motivações políticas e à obsessão pelo exercício de cargos políticos, estranhamente, Alcochete para estes novos políticos/residentes, deixou de ter a qualidade e o bem-estar que lhes tinha proporcionado até então» sic.
O problema de Jorge Giro é que não faz bem a distinção entre as coisas.
Eu neste blog já tenho atacado Luís Proença várias vezes e nem sempre tenho poupado Borges da Silva, mas nenhum novo residente descobre no meu discurso uma estrutura de tipo xenófobo ou de má vontade face aos forasteiros. Esta necessária capacidade para separar as águas falha ao Jorge Giro que faz apelo inconsciente, mas objectivo, a baixos instintos de não poucos autóctones. Isto mesmo interessa aos milhafres comunistas porque é isto mesmo que está na génese do que leva ao poder todos os partidos políticos de vocação totalitária.
Em conclusão, não era o Jorge Giro ou a Paula Pereira que eu mais gostava de ver nos jornais de Alcochete e/ou Montijo a baterem-se pelos pontos de vista comunistas, mas o sr. Luís Franco que só não o faz por manifesta cobardia.
Quando cheguei de um período de repouso no Algarve, fui confrontado com textos e comentários tanto no Praia dos Moinhos como no Alcochetanidades que arrasavam o Jorge de alto a baixo.
Claro que não poderia botar discurso sem ler o que o Jorge tinha escrito. Procurei o jornal por aqui e acolá, pedi a pessoas...mas nada.
Até que hoje fui ao Montijo comprar uns apliques para a minha casa e dei com um exemplar do jornal em cima da secretária da empregada que atendia a minha mulher.
Feito o negócio, atrevi-me a pedir o jornal à menina que mo dispensou com um grande sorriso.
Cheguei a casa, comi qualquer coisa, desci até ao Salineiro para tomar um cafezinho, fumar a minha cigarrilha do dia e, depois, ler atentamente o famigerado artigo do Jorge.
A passagem da discórdia é a seguinte: «Politicamente, a oposição do centro/direita, composta maioritariamente por novos residentes, que recentemente escolheram Alcochete para viver/habitar, porque esta Vila lhes oferecia uma boa qualidade de vida e bem-estar [falta a ideia principal]. Agora, devido a motivações políticas e à obsessão pelo exercício de cargos políticos, estranhamente, Alcochete para estes novos políticos/residentes, deixou de ter a qualidade e o bem-estar que lhes tinha proporcionado até então» sic.
O problema de Jorge Giro é que não faz bem a distinção entre as coisas.
Eu neste blog já tenho atacado Luís Proença várias vezes e nem sempre tenho poupado Borges da Silva, mas nenhum novo residente descobre no meu discurso uma estrutura de tipo xenófobo ou de má vontade face aos forasteiros. Esta necessária capacidade para separar as águas falha ao Jorge Giro que faz apelo inconsciente, mas objectivo, a baixos instintos de não poucos autóctones. Isto mesmo interessa aos milhafres comunistas porque é isto mesmo que está na génese do que leva ao poder todos os partidos políticos de vocação totalitária.
Em conclusão, não era o Jorge Giro ou a Paula Pereira que eu mais gostava de ver nos jornais de Alcochete e/ou Montijo a baterem-se pelos pontos de vista comunistas, mas o sr. Luís Franco que só não o faz por manifesta cobardia.
05 agosto 2009
Imperioso apoiar os nossos bombeiros!

Há anos que, neste blogue e noutros fóruns, debalde venho chamando a atenção para a débil situação financeira da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcochete, que todos devemos ajudar por ser imprescindível à comunidade.
Já o escrevi aqui e repito: segundo contas por mim feitas o ano passado, somente em 1/4 dos lares de Alcochete existia um sócio dos bombeiros. No entanto, lógico seria que em todas as habitações existisse pelo menos um.
Esta é mais uma gritante consequência da fragilidade da participação política da população e da sua integração como comunidade reactiva, debilidades potenciadas por ávidos e nefastos caciques aos quais convém iludir a soberania do povo.
Sempre disse e direi que o alheamento e o desinteresse da esmagadora maioria dos cidadãos pelos assuntos e instituições locais é grave, indesculpável e tem sérias consequências individuais e colectivas. Os factos continuam a dar-me razão.
A situação precária dos nossos bombeiros é exemplo significativo de que urge mudar o rumo à comunidade alcochetana.
Somos seres inteligentes e cultos e temos de emendar erros do passado. Unirmo-nos para mudar tudo nesta terra, que a alguns (felizmente poucos) convém continue a ser mero refúgio e dormitório de animais urbanos, desenraizados e desinteressados, mas que tem de ser uma comunidade de cidadãos activos e solidários ao mínimo sinal de alarme.
Quando nem sequer se repara nos bombeiros, corpo profissional e voluntário insubstituível em múltiplas emergências diárias, abeiramo-nos de um enorme e perigoso precipício!
E ninguém diga que não pode ajudar os bombeiros, porque a quota mensal é de apenas UM EURO!
Menos de dois cafés mensais, senhoras e senhores residentes em Alcochete!
Hoje foi colocado na minha caixa do correio o apelo abaixo transcrito, acompanhado de uma proposta para a inscrição como sócio (que já sou).
Em mais de uma década, foi a primeira vez que uma instituição local teve tal iniciativa. Sinal dos tempos? Talvez, porque tal devia fazer-se na cerimónia de acolhimento a novos empresários e moradores, acto a que os autarcas até hoje nunca deram a devida importância e solenidade mas que deveria servir para dar os primeiros sinais nítidos de que a participação activa é bem-vinda.
Apelo da Direcção dos bombeiros de Alcochete
Um incêndio é sempre um desastre. Vidas e bens que se perdem são sinónimo de tristeza, de dor, de sofrimento. Por isso e naturalmente, gostamos daqueles que lutam contra as chamas, os bombeiros. Mas que igualmente desempenham funções relevantes noutros sectores. Sublinhe-se, por exemplo, o transporte de doentes.
Daí que eles mereçam a nossa admiração, mas também o nosso apoio. Não podemos abdicar de sermos nós próprios. Neles devemos rever-nos, pela forma da sua actuação, mas também pela nobreza do que são e fazem. No exemplo que nos dão.
A situação financeira da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcochete é bastante má e tem tendência a piorar gravemente. Nos dois últimos anos tivemos prejuízos. Estes aumentaram em 11%de 2007 para 2008.
Eles devem-se fundamentalmente ao aumento dos preços dos combustíveis, à manutenção das viaturas, com altos índices de quilometragem e com idades avançadas. A exigirem modernização imprescindível.
Mas também não se podem ignorar que as tabelas do Estado, no que toca à remuneração da prestação de serviços de saúde não estão actualizadas. Ele não pode demitir-se das suas responsabilidades, e a prestação desses serviços tem de ser reconhecida a todos os níveis e, principalmente, no financeiro.
Os cidadãos têm igualmente de desempenhar o papel que a sociedade deles espera – e exige – neste particular. Não podem ignorar os seus bombeiros, só se lembrando deles quando as adversidades lhes batem às portas. Eles cumprem os seus deveres. Nós temos de cumprir os nossos para com eles.
A Direcção da Associação têm vindo a reduzir as despesas tanto quanto possível; veja-se, por exemplo, que as que dizem respeito ao pessoal têm vindo a ser limitadas. Melhor dizendo – não têm tido crescimento. Porém, o Corpo de Bombeiros tem vindo a dar efectiva resposta, com toda a galhardia e honra, à missão que lhe está confiada.
A continuar esta situação, os Bombeiros de Alcochete terão que reduzir, drasticamente, os serviços de socorro e outros que prestam até hoje à população do concelho. E esta muito carece deles, como é sabido. E não se trata de uma ameaça: é a realidade nua e crua.
Os apoios oficiais e outros, que os nossos Bombeiros têm vindo a ter são manifestamente insuficientes. As autoridades estão mais do que informadas disso, mas parece que não.
E o interesse dos concidadãos, num concelho que não é rico como o nosso, anda bastante longe das necessidades da corporação.
Há que tomar iniciativas necessárias e prementes para que os alertas não caiam em saco roto.
Assim, a Direcção da Associação, o Comando e elementos do Corpo de Bombeiros irão no próximo dia 05 de Agosto, percorrer o concelho de Alcochete, solicitando e pedindo à população a sua inscrição como associado e a contribuição de um donativo que permita continuar a prestar serviços de socorro à população.
Mas, recorda-se, a intervenção dos poderes públicos é também imperiosa. E indispensável.
P. S. - Deixo ainda um apelo a todos os condóminos deste blogue, maioritariamente dos mais atentos e participativos cidadãos locais. Alguém tem uma boa ideia para dinamizar, imediatamente, uma gigantesca onda de solidariedade comunitária a favor dos bombeiros?
De pouco valeria uma acção isolada, pois daqui a alguns meses tudo voltaria ao início.
Praias do concelho sem assistência!
As praias fluviais do nosso concelho continuam a não ter qualquer tipo de vigilância ou assistência, quer por parte do ISN, quer por parte do Bombeiros, o que é um verdadeiro risco para a saúde pública.
Não quero com esta afirmação dizer que não devemos utilizar as nossas praias, quero isso sim, chamar a atenção de todos para que no caso de uma indisposição, ferimento ou afogamento, não haver em qualquer uma das nossas praias um técnico de saúde para socorrer quem precisa.
Gostaria ainda de deixar algumas questões pertinentes:
Para quando a classificação de praia fluvial? E a realização de testes à qualidade da água? E a requalificação da zona de apoios de praia? E o tratamento e limpeza da areia?
Entendam-se as várias entidades ligadas às nossas praias e trabalhem para a segurança e o bem comum!
04 agosto 2009
Da ficção à realidade
Por razões de espaço não cabe aqui uma análise exaustiva ao interessante e útil estudo «Pessoas pobres, lugares pobres, saúde pobre. Territórios amplificadores do risco na Área Metropolitana de Lisboa», (original em formato PDF), publicado a partir da página 29 do último número da Revista de Estudos Demográficos - Nº 45 - 1.º Semestre de 2009, do Instituto Nacional de Estatística.
Contudo, recomendo aos interessados na matéria que sigam a hiperligação acima fornecida para o documento original e procurem, nomeadamente, importantes dados respeitantes a Alcochete, nos quais é notória, por exemplo, a ausência de participação cívica da população.
Confirmando um texto meu publicado há dias neste blogue, o estudo indica que, em toda a área do município de Alcochete, é elevada a fragilidade da participação política da população e a sua inserção na comunidade.
Noutro âmbito não menos relevante, relativamente a ocorrências e gravidade do risco para a saúde na Área Metropolitana de Lisboa o concelho de Alcochete situa-se em penúltimo lugar, registando 70% de casos com risco e 30% com risco elevado ou máximo (33,3% das freguesias têm risco elevado, correspondendo aos núcleos habitacionais periféricos).
Não, caro(a) leitor(a), seja de esquerda, do centro ou da direita ninguém pode ficar indiferente ou alhear-se de inúmeros problemas que urge resolver mas até agora foram convenientemente escondidos debaixo do tapete ou ocultados pela fumaça da propaganda.
Contudo, recomendo aos interessados na matéria que sigam a hiperligação acima fornecida para o documento original e procurem, nomeadamente, importantes dados respeitantes a Alcochete, nos quais é notória, por exemplo, a ausência de participação cívica da população.
Confirmando um texto meu publicado há dias neste blogue, o estudo indica que, em toda a área do município de Alcochete, é elevada a fragilidade da participação política da população e a sua inserção na comunidade.
Noutro âmbito não menos relevante, relativamente a ocorrências e gravidade do risco para a saúde na Área Metropolitana de Lisboa o concelho de Alcochete situa-se em penúltimo lugar, registando 70% de casos com risco e 30% com risco elevado ou máximo (33,3% das freguesias têm risco elevado, correspondendo aos núcleos habitacionais periféricos).
Não, caro(a) leitor(a), seja de esquerda, do centro ou da direita ninguém pode ficar indiferente ou alhear-se de inúmeros problemas que urge resolver mas até agora foram convenientemente escondidos debaixo do tapete ou ocultados pela fumaça da propaganda.
Que o Senhor ao mundo valha
Quem me dera ser Jesus,
Fazer do mar o caminho,
Perseguindo o que seduz
Meu desejo direitinho.
Ir em frente sem olhar
Para trás nem uma vez.
Mar e céu o grande altar
De oração e adultez.
Põe-se o Sol brasil de sangue...
Ardo à boca da fornalha.
Novo hino canto exangue
Que o Senhor ao mundo valha.
Fazer do mar o caminho,
Perseguindo o que seduz
Meu desejo direitinho.
Ir em frente sem olhar
Para trás nem uma vez.
Mar e céu o grande altar
De oração e adultez.
Põe-se o Sol brasil de sangue...
Ardo à boca da fornalha.
Novo hino canto exangue
Que o Senhor ao mundo valha.
02 agosto 2009
Programa das Festas do Barrete Verde de 2009
Informo as muitas dezenas de internautas que, nas últimas semanas, têm sido encaminhados pelos motores de busca para este blogue porque procuram o programa das Festas do Barrete Verde e das Salinas de 2009, que podem consultar os seguintes endereços para obter essa informação:
Blogue de Zeferino Boal
Sítio de um estabelecimento comercial de Alcochete
Hoje o sítio na Internet do Aposento do Barrete Verde continuava inactivo.
Blogue de Zeferino Boal
Sítio de um estabelecimento comercial de Alcochete
Hoje o sítio na Internet do Aposento do Barrete Verde continuava inactivo.
Repensar centros históricos
Embora haja, internacionalmente, muitos e bons estudos e exemplos de que, sem parques de estacionamento livres e gratuitos nas imediações, impedir simplesmente o tráfego automóvel e transformar artérias em espaços pedonais concorre para a desertificação humana e a morte lenta do comércio local, esta posição da Confederação do Comércio e Serviços parece-me oportuna a poucos meses das eleições autárquicas.
Talvez alguns candidatos reflictam um pouco sobre o assunto e decidam enfrentar o problema, alterando prioridades de investimento.
Os centros históricos de Alcochete e Samouco, por exemplo, construídos num tempo em que os veículos maiores e mais rápidos eram carroças, carecem de soluções inteligentes e urgentes antes que morram os últimos residentes e encerrem os poucos estabelecimentos comerciais sobreviventes.
Se alguém se der ao trabalho de consultar o Google Earth, ou outro similar, verificará que em ambos os centros históricos até existem amplos terrenos privados susceptíveis de aquisição e de transformação em parques de estacionamento.
Talvez alguns candidatos reflictam um pouco sobre o assunto e decidam enfrentar o problema, alterando prioridades de investimento.
Os centros históricos de Alcochete e Samouco, por exemplo, construídos num tempo em que os veículos maiores e mais rápidos eram carroças, carecem de soluções inteligentes e urgentes antes que morram os últimos residentes e encerrem os poucos estabelecimentos comerciais sobreviventes.
Se alguém se der ao trabalho de consultar o Google Earth, ou outro similar, verificará que em ambos os centros históricos até existem amplos terrenos privados susceptíveis de aquisição e de transformação em parques de estacionamento.
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