12 julho 2007

Sondagem sobre PDM de Alcochete

Está inserida na coluna à esquerda uma nova sondagem aos leitores deste blogue, relacionada com a informação disponível acerca da revisão do PDM de Alcochete.
Quanto aos resultados da sondagem anterior, cuja pergunta era "prefere o novo aeroporto perto de Alcochete?", os resultados foram os seguintes:
Total de respostas válidas: 37
Sim: 51%

Não: 46%
Indiferente: 3%
Conclui-se que a maioria das respostas é positiva, embora a diferença para a opinião contrária seja reduzida.
As opiniões colhidas na rua também me parecem muito divididas. Pelo menos por agora, o assunto é tudo menos pacífico.

Aeroporto: processo a seguir (9)

Para memória futura, ficam registadas mais duas notícias relacionadas com o estudo comparativo das opções Ota e Alcochete para a construção do futuro aeroporto:

Trabalho do LNEC depende de resposta do Ministério da Defesa
Secretária de Estado recusa hipótese de ponte Montijo-Beato

11 julho 2007

Recado para anónimos

Gostaria de chamar a atenção de alguns comentadores anónimos deste blogue que a ocultação de identidade não lhes confere o direito de insultar ninguém.
Consequentemente, nas últimas semanas, três comentários que empregavam expressões inaceitáveis foram por mim eliminados.
Em face das circunstâncias, a contragosto sou forçado a impor o princípio da validação dos comentários pelos administradores do blogue antes da sua exibição.
Goste-se ou não do conteúdo deste blogue, ou das ideias de quem nele escreve, cada um(a) é livre de decidir se vale a pena ler os textos inseridos.
Alguns textos podem desagradar a espíritos inquietos, mas os seus autores são cidadãos conhecidos no meio local, têm um rosto e assinam com nome próprio.

Aeroporto: processo a seguir (8)

Aqui ficam mais dois novos dados importantes acerca do estudo da construção do futuro aeroporto no campo de tiro:

Força Aérea sem alternativa para campo de tiro
Augusto Mateus na equipa técnica do estudo comparativo Ota-Alcochete

Além de professor no ISEG, convém recordar que o sr. Augusto Mateus reside em Alcochete.

Camelos ou beduínos? (2)

A 28 de Maio escrevi este texto, tal como vários outros desde Dezembro passado, a propósito de casos pontuais de quebra de pressão da água de consumo público em Alcochete.
Perante o ruidoso silêncio dos responsáveis, desde então eu próprio tentei investigar o assunto, contactando algumas pessoas que me tinham feito chegar indicações acerca do problema.
Consultei também o Regulamento do Serviço de Distribuição de Água, cujo art.º 48.º despertou a minha particular atenção: "A Câmara Municipal procede oficiosamente à substituição do contador uma vez em cada período de 5 anos e sempre que tenha conhecimento de qualquer anomalia".
Sendo munícipe e consumidor há muito mais de cinco anos, no meu caso jamais a câmara procedeu à substituição dos contadores instalados no prazo previsto.
Suspeitando que o mau estado dos contadores poderia ser a causa das queixas, pedi a duas pessoas com insuficiente pressão de água que me permitissem acompanhar a progressão da contagem dos respectivos aparelhos, ao longo de alguns dias.
Resultado: os contadores estão inoperacionais, não contam coisa alguma e, presumivelmente, impedem o fornecimento normal de água.
Isto porque, tendo num dos casos sido já pedida a substituição do contador, de imediato cessaram os problemas. O contador estava bloqueado devido à visível acumulação de barro!
A anomalia pode ter origem em obras de reparação na rede ou qualquer outra causa desconhecida que alguém deveria esclarecer, sendo caso disso.

Deixo um alerta aos restantes munícipes com problemas de pressão de água: vigiem atentamente a evolução da leitura dos vossos contadores. Se notarem que, em condições de utilização normal, passados alguns dias não houve alteração significativa dos valores apresentados, peçam de imediato a sua substituição.
Ninguém se iluda, porque o regulamento de água prevê métodos para determinar consumos não facturados e a conta posteriormente apresentada pode ter um valor surpreendente se a paragem do contador for longa:
"Artigo 56.º
"Em caso de paragem, funcionamento irregular ou de ausência de leitura do contador, o consumo de água é avaliado por estimativa, tendo em consideração:
"a) O consumo médio apurado entre duas leituras consideradas válidas;
"b) O consumo registado em equivalente período do ano anterior, quando não existir a média referida na alínea anterior;
"c) A média do consumo apurado nas leituras subsequentes à instalação do contador, na falta dos elementos mencionados nas alíneas anteriores".
De tudo isto resultam algumas perguntas óbvias, que deixo à consideração de quem de direito: então a câmara compromete-se a proceder à substituição do contador uma vez em cada período de 5 anos e não cumpre essa norma? Na câmara ninguém sabe que o barro introduzido nas canalizações é susceptível de bloquear os contadores? Na câmara não há ninguém disponível para analisar o histórico de consumos dos munícipes, nem repara que, durante vários meses consecutivos, se numa casa habitada não há consumo de água registado tal pode indiciar eventual anomalia no contador?
Já agora, se algum munícipe nunca o fez, levante a tampa do depósito da água ou abra o autoclismo e repare na quantidade de barro acumulado nas paredes e dispositivos que regulam o funcionamento do aparelho. Fiquei pasmado!
Porque a água é um bem público escasso, quero que o município continue a ser a única entidade responsável pela captação, tratamento e distribuição de água ao domicílio. Enquanto puder, farei tudo o que estiver ao meu alcance para que assim seja por muitos e longos anos.
No entanto, considero inaceitável que num serviço essencial à vida humana haja anomalias como as acima descritas e que um departamento municipal não cumpra aquilo que os órgãos autárquicos aprovaram.
A qualidade do serviço é, nos dias de hoje, um valor distintivo das organizações, sejam elas públicas ou privadas.

10 julho 2007

Testamento ou testemunho?

Eu não estou de bem com todos, isto é, não sou um homem que coma à mesa com todos. De facto, acabar-se-á a democracia quando acabar o direito à preferência.
Estão fora da minha preferência todos os que perfilham ideologias contrárias aos direitos individuais e instituições naturais como a família, livre troca, propriedade privada, etc.
Os padrões civilizacionais de raiz cristã que defendo com todas as minhas forças obrigam-me a escutar do outro que não o mate. Este é o contrato inquebrantável para a conservação da vida de quem não concorde comigo. Aqui, abdico do déspota a favor do político.
Sou político mas não politicamente correcto porque o relativismo é o capacho dos meus pés. Há valores pelos quais poderemos ter que dar a vida. Um desses valores é o da liberdade. Mas nem esta pode ser fim senão meio para me tornar naquilo que devo ser, isto é, um homem cada vez melhor comigo e com os outros.
Nas linhas que cosem este discurso nada há de marxismo. Este não renunciou nem pode renunciar à conquista do mundo porque de uma ideologia se trata que não foi forjada para coabitar com a Civilização Judaico-Cristã.
Ninguém se iluda. Jamais o problema será marxismo e Ocidente (cópula), mas marxismo ou Ocidente (disjunção).
Eis por que na presença de marxistas como de idiotas úteis que fazem o jogo daqueles eu instalo, de imediato, o jurídico, única ponte que me une a seres humanos que, sei eu, não respeitam ponte nenhuma.

E se for avante? (7)

Há quatro meses reproduzi neste texto o teor de um requerimento entregue no parlamento pelos deputados Luís Rodrigues e Hugo Velosa (PSD), relacionado com o outlet de Alcochete.
Ainda não foi publicada no «Diário da Assembleia da República» e desconhece-se a resposta dada aos deputados pela Câmara Municipal de Alcochete, mas são já do domínio público as respostas de dois ministérios.

Ver resposta do Ministério do Ambiente
Ver resposta do Ministério da Economia
No caso de deparar com dificuldades para aceder directamente às páginas contendo as respostas dos ministérios, consulte as respostas através desta página.

PDM de Alcochete na berlinda

Conversando ontem, separadamente, com alguns alcochetanos da velha guarda, alheios a interesses político-partidários, unanimemente manifestaram as suas preocupações acerca do modo sigiloso como está a ser conduzida a revisão do Plano Director Municipal (PDM) de Alcochete.
Retive as seguintes críticas principais:
1. Não se conhece uma única linha da avaliação técnica à execução do actual PDM;
2. Desconhece-se a estratégia urbanística do executivo municipal;
3. Não há um único local onde, sem condicionalismos de qualquer espécie, os munícipes possam colher informação substantiva e formar uma opinião. A sessão, recentemente organizada pela câmara, no fórum cultural, estava "deserta";
4. Em tempos recentes continuaram a conceder-se licenças de urbanização a esmo, embora o mercado esteja saturado e haja crescentes sinais de crise. Outro dado relevante é o ritmo lento com que avançam as urbanizações em obra;
5. Até à data, nenhum partido político da oposição, nem ninguém individualmente, se manifestou nos meios de comunicação acerca do modo como está a ser conduzido o processo de revisão do PDM de Alcochete. No entanto, o assunto vem à baila em quase todas as conversas de rua e há muita gente preocupada com o futuro.
A meu ver, as críticas são justas e um sério alerta de que a política de comunicação e informação do executivo municipal é errada. Parece haver receio de divulgar estudos, pareceres e documentos existentes, de informar e esclarecer transparentemente os munícipes, e sem isso não será possível cativá-los nem envolvê-los na gestão autárquica, como me parece ter sido afirmado quando este executivo assumiu funções.

Aeroporto: processo a seguir (7)

A hipótese de aeroporto no campo de tiro tem dois novos dados interessantes a reter:
1. Declarações do primeiro-ministro, de cujas entrelinhas se depreendem coisas relevantes;
2. Parecer de um especialista em transportes, que defende uma ponte ferroviária no eixo Montijo-Beato.

09 julho 2007

Em memória das vítimas do comunismo

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, presidiu à inauguração de um monumento em Washington dedicado às mais de 100 milhões de vítimas do comunismo (http://elforo.intereconomia.com em 20 de Junho de 2007).

Stalin - mais de 20 milhões.
Mao-Tsé-Tung - mais de 70 milhões.
Pol-Pot - 3 milhões (um terço da população total).

Hoje, para se ter acesso a estes dados, basta entrar em qualquer livrariazinha, pegar nas biografias destes criminosos e ler os números ostensivamente escarrapachados nas contra-capas e badanas dos livros.

A tremenda ingenuidade assenta tragicamente na ideia de que os comunistas de agora são diferentes. Nisto querem eles que acreditemos para entretanto o ninho atrás das nossas orelhas ser feito sem mais percalços.

É a própria trama endógena do sistema marxista que não deixa margem para a mudança do comunismo.

Comunismo mudado, comunismo acabado.

Pombos e pombinhos


Não raro me acontece sair à rua e ouvir queixas de amigos sobre isto e aquilo. Algumas pessoas falam alto para mim como se eu fosse um responsável pelo que as revolta.
Hoje mesmo a queixa andou à volta dos tímidos pombos que nidificam em qualquer lugar, sujam roupa estendida ao sol, varandas, etc.
Os autarcas da cidade do Montijo resolveram com sucesso a praga dos pombos, mas os de Alcochete julgarão que se trata de um problema de somenos importância. Porquê? Sem dúvida porque desprezam a população. Mas se assim é, nós também os podemos desprezar. Foi o que ontem (8-7-2007) fiz na Gasolineira dos Barris quando o Presidente da Câmara me estendeu a mão e eu me recusei a corresponder ao cumprimento. Quis saber sua excelência das razões, respondendo eu que se tratava de uma decisão minha livremente assumida. Dirão que é pouco cristão, mas foi o próprio Cristo que, segundo os Evangelhos, não veio trazer a paz ao mundo mas a guerra. Se pactuarmos com a paz dos mortos, morreremos com eles.

08 julho 2007

Notas para reflexão política

Porque houve um comunicado distribuído nas caixas de correio de residentes, significativo número de alcochetanos saberá que a Associação Desportiva Samouquense (ADS) pode encerrar uma vez mais.
É a segunda vez que, nos últimos anos, uma instituição se dirige directamente aos residentes, não para pedir o seu apoio e empenho – o que seria normal embora, surpreendentemente, seja muito raro – mas para algo menos prosaico: criticar um executivo municipal.
A primeira foi a Misericórdia de Alcochete e a acção teve, como é sabido, um efeito político devastador. Porque não foi nem pelo trabalho nem pela qualidade dos autarcas que a CDU alcançou ampla maioria municipal, em Outubro de 2005, mas por essa acção de "agit-prop". Ainda não se chegou a meio do mandato e a factura começa a ser paga, o que deveria suscitar atempada reflexão nas suas hostes.
Agora o cerne do problema é que a ADS está bloqueada, aparentemente, porque quem lidera a sua Comissão Administrativa não parece ser simpático à maioria localmente eleita há menos de dois anos.
Descreio no encerramento definitivo dessa colectividade porque, desde sempre, os problemas têm sido sobretudo políticos. Logo que o terreno fica livre para avançarem protagonistas afectos às maiorias do momento, a ADS acaba por dar a volta por cima e sobrevive, melhor ou pior, durante mais uns tempos.
Em boa verdade, porém, a crise na ADS é a ponta de um enorme problema que antigos e actuais membros de órgãos municipais conhecem mas sempre se recusaram a enfrentar: as colectividades dependem demasiado dos humores de quem está no município.
Embora a criação de instituições associativas seja, há muitos anos, desnecessária e proporcional ao desinteresse que pela maioria nutrem os residentes, continuam a aparecer novas quase mensalmente. Vulgarmente, delas só há conhecimento porque surgem ligadas a manifestações organizadas ou patrocinadas pelo município, o que pressupõe poder haver na sua génese inexplicáveis conveniências políticas.
A verdade é que dezenas de colectividades existentes no município de Alcochete sobrevivem, sobretudo, da subsídio-dependência municipal. A regra é generalizada, contando-se pelos dedos de uma mão as reuniões camarárias anuais sem atribuição de subsídios a colectividades.
Está por demonstrar a representatividade e o interesse público da esmagadora maioria, raras se esforçam por ter gestão rigorosa e equilibrada com meios próprios e algumas mais parecem feudos privados de quem quer mandar em algo para se evidenciar.
Se houvesse equidistância municipal os subsídios seriam excepção e concedidos apenas mediante a satisfação de determinadas condições, nomeadamente a proporcionalidade de sócios com quotas em dia face à população residente ou desde que garantida participação significativa de praticantes locais ou de residentes em manifestações por elas organizadas.
Enquanto a maioria da população viver alheada de tudo – inclusive de colectividades imprescindíveis, o que me parece particularmente grave – e os dirigentes associativos pouco ou nada fizerem para a cativar, enfrentarão tremendas dificuldades. Agravadas, nomeadamente, sempre que os seus dirigentes desagradam a executivos municipais.
Eu não deveria pagar impostos, taxas e licenças para o município subsidiar instituições sem representatividade, que dispensam o apoio e o empenho da população e cujo interesse público nunca foi demonstrado.
Pago tudo o que me exigem com imenso esforço e sinto-me agredido quando vejo o dinheiro ser malbaratado inutilmente.

Novas da Moita

Mais abaixo escrevi sobre o exemplo da Moita e por esta notícia verifico que, além de um grupo de cidadãos, também a oposição intervém activamente no debate do processo de revisão do PDM.
A Moita está perto, como todos sabemos.
Estará?
É que se anuncia por aí decorrer processo idêntico em Alcochete mas o silêncio tem sido tristemente ruidoso.

06 julho 2007

Vivam as obras públicas!

Se isto for verdade, é Portugal do séc. XXI no seu melhor!
E andava eu a ler uma obra curiosa versando, entre outras coisas, a navegabilidade e a importância económica do Tejo desde o séc. XVI...

05 julho 2007

Parabéns Samouco

Parece-me da mais elementar justiça felicitar os autarcas da Junta de Freguesia de Samouco pela criação de uma biblioteca com 5.000 livros, acesso à Internet, actividades para as crianças, serviço de fotocópias e possibilidades de leitura da Imprensa diária.
Acredito que, pelo menos, os inúmeros idosos da freguesia agradecem a benesse e passarão a ter bons motivos para matar o tempo na biblioteca.
Prometo visitá-la em breve.
Deveriam existir muitos mais equipamentos do género por todo o concelho, cuja relevância social é superior à de qualquer "elefante branco".
Mas convém não esquecer que a nova biblioteca pública de Alcochete jaz inútil há cerca de um ano e, tanto quanto observei recentemente, não me parece estar em condições de funcionar a breve prazo.

04 julho 2007

A Moita como exemplo

Cada vez mais raramente aparecem movimentos cívicos que pretendem discutir, apresentar propostas e tornar transparentes processos como os relacionados com a revisão dos planos directores municipais.
E a Moita aqui tão perto...

Outros tempos

Há dias mostrei uma imagem do aeroporto de Lisboa na versão original de meados dos anos 40.
Aqui estão outras dos anos 50. Desconheço quem seja o autor.
Foi assim que tudo começou.

03 julho 2007

Rir é o melhor remédio?

Já tinha assinalado aqui esta anedota e ela teve hoje continuidade.
Será pecadilho das agendas jornalísticas?
Padecerão os autarcas de uma crise existencial?
E se os autarcas de Benavente, Montijo, Palmela e Alcochete se sentassem à mesa a conversar, coisa que duvido alguma vez tenha sido feita? Não me consta, pelo menos, que tal tenha sido noticiado.
E se aproveitassem este compasso de espera para um congresso regional, envolvendo os quatro municípios, para se informarem e esclarecerem proprietários e residentes acerca das vantagens e inconvenientes de ter um aeroporto (e não só...) à porta de casa?
De caminho, poderiam até esclarecer muitas coisas nebulosas para os respectivos munícipes.

02 julho 2007

Aeroporto: processo a seguir (6)

Convém ler esta notícia, relacionada com um texto por mim inserido aqui há cerca de duas semanas.
Recordo, uma vez mais, que o estudo encomendado pelo presidente da CIP não avaliava alguns impactes ambientais relevantes (como o ruído) se o aeroporto viesse a localizar-se no campo de tiro.
No entanto, algumas das orientações de pistas sugeridas nesse estudo podem ocasionar ruído elevado se na maior parte das descolagens for sobrevoada a zona urbana da vila de Alcochete.

O estado a que isto chegou

São deploráveis a inacção e o silêncio das delegações partidárias locais.
Daqui a uns tempos – não muito distantes, creio – descobrir-se-ão, tardiamente, as consequências disso.