19 julho 2006

Descubram, replantem e protejam samoucos


José António dos Santos Pinheirinho, na interessante obra citada neste texto, apresenta duas teses sobre a origem da designação da vila de Samouco: uma liga-a à existência de um tal Sá, surdo (mouco), em tempos popular na zona; e outra aponta a origem numa espécie arbórea florestal folhosa, variedade de faia que será possível relíquia da época do Terciário (entre 65 milhões e 1,6 milhões de anos atrás), característica de solos arenosos próximos de pinhais.
Esta última tese prendeu a minha especial atenção e estimulou algumas pesquisas na Internet.
Apurei que a Myrica Faia – popularmente conhecida, em vários pontos de Portugal Continental, nos Açores e na Madeira, como Samouco, Faia-das-Ilhas ou Faia-da-Terra – é já muito rara no Continente, estando em risco de extinção. Existem alguns exemplares na Serra de Sintra, perto de Vila Nova de Milfontes e no Pinhal de Leiria.
É uma espécie especialmente protegida nos Parques Naturais de Sintra/Cascais e do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, constando do Anexo II da Directiva 92/43/CEE como espécie de conservação prioritária e valor florístico. Os locais da sua ocorrência são considerados áreas de valor florístico muito elevado.
O desafio que lanço é este: alguém sabe da existência de Samoucos, Faias-da-Terra ou Faias-das-Ilhas na área da vila de Samouco e arredores? Existirá nos terrenos da Base Aérea do Montijo, considerando que os pinhais de outrora foram preservados até meados do século passado?
Não encontrei qualquer pista sobre isso, mas recomendo pesquisa atenta no terreno e peço que me informem se encontrarem algum exemplar. Pela minha parte farei o mesmo.
Apresento acima uma imagem esclarecedora (click sobre ela para ver ampliação), retirada daqui.
Admito, porém, que tal variedade de faia possa ter desaparecido destas paragens. Mas tratando-se de uma espécie arbórea que, embora ameaçada, existe ainda em vários pontos do país, parece-me que deveria surgir um movimento de cidadania para a sua reposição na vila de Samouco.
Possivelmente com o apoio e cooperação do Instituto de Conservação da Natureza (que tutela os parques naturais acima citados) ou similares das regiões autónomas.
Escolas, autarquias e cidadãos de Samouco bem podiam contribuir para a substituição da tão maltratada árvore nacional do Canadá (plátano), profusamente disseminada nas artérias da vila, por uma faia cujo nome me parece um símbolo local e que, a julgar pela imagem acima, é muito bonita.

P.S.-Prosseguindo nas minhas investigações sobre a Myrica Faia, descobri posteriormente ser abundante nas ilhas do Faial (cujo nome se diz derivar deste arbusto ou árvore) e da Graciosa.
Outra importante pista nesta página, pertencente ao Governo Regional da Madeira.
Há ainda uma árvore do género no Pinhal de Leiria, possivelmente centenária, com mais de 45 metros de altura.

Muito importante: ver também as imagens desta página. Demonstram a variedade de tons dos frutos, descritos noutra fonte como saborosos quando maduros.

18 julho 2006

Acordai: o futuro chegou!

Começo com uma crítica à CCDR-LVT: lamento que, tratando-se da Estratégia Regional de Lisboa 2020 para o período 2007/2013 – isto é, a definição do modelo de desenvolvimento da região na qual o município de Alcochete está integrado – os documentos de base tenham sido divulgados na Internet somente em data indefinida de Junho, essa disponibilidade nunca tenha sido noticiada nos meios de comunicação regionais (culpa de quem?), só a 14 dias do termo do prazo se realize uma sessão de apresentação em Setúbal e surja aí o aviso de que a recepção de propostas terminará no próximo dia 31.

Dito isto, vamos ao principal: aos apelos!
1. Os alcochetanos deverão ler esta notícia e consultar estas páginas da CCDR-LVT, para terem noção do que foi delineado para o desenvolvimento estratégico imediato da região a que pertencemos;
2. Sobretudo os alcochetanos com responsabilidades políticas, autárquicas e empresariais, bem como os demais com formação académica e/ou experiência de vida, ou, até, por simples curiosidade, deverão estudar atentamente a documentação constante deste sítio da CCDR-LVT e pronunciar-se sobre ela junto da origem. Também podem fazê-lo aqui, pois há espaço suficiente para tal;
3. O documento de base da CCDR-LVT deveria ser submetido a debate muito urgente em local público apropriado, pois alguns alcochetanos terão as mesmas dúvidas que me assaltaram ao consultá-lo: o que pensam dele os autarcas que nos governam e os que, eventualmente, virão a governar-nos até 2013? Que medidas serão tomadas de imediato para adaptar o desenvolvimento local ao regional planeado e como aproveitar as potencialidades existentes e os meios disponíveis? Em que medida a estratégia de desenvolvimento da Região de Lisboa e Vale do Tejo, a cuja periferia metropolitana pertencemos, potencia ou vulnerabiliza as condições naturais, sociais e económicas de Alcochete? Que fazer para acertar o passo?

Quando a CCDR-LVT escreve que "no horizonte de 2020, a Região de Lisboa enfrenta o decisivo desafio de passar do ciclo da infra-estrutura física – casas, escritórios, estradas, fábricas – ao ciclo do conhecimento – capital humano,comunicações, investigação e desenvolvimento de novos produtos", temos de fazer alguma coisa porque Alcochete só beneficiou de muitas casas, alguns escritórios e raras estradas novas, continua a ver desaparecer fábricas e dificilmente enfrentará o ciclo do conhecimento.

Acordai antes que seja tarde!

Deve sobretudo ter-se em consideração que na Grande Área Metropolitana de Lisboa o município de Alcochete representa 0,2% e, após uma apreciação abreviada, ficou-me a impressão que a Estratégia Regional de Lisboa 2020 não tem em suficiente consideração as nossas características naturais únicas: quase 80% do território é praticamente intocável porque classificado como Reserva Natural, Reserva Ecológica ou Reserva Agrícola e por haver limitações físicas derivadas da proximidade da Base Aérea do Montijo.
Como não creio que alguém anteveja a possibilidade de demolir habitações, fábricas e empreendimentos comerciais, penso que o nosso ciclo do desenvolvimento no horizonte 2007-2013 deveria ser estudado com particular cautela, de modo a que haja orientações claras sobre o que fazer no futuro e as iniciativas originárias ou incidentes em Alcochete possam merecer cuidadosa análise ambiental.
Dito de uma outra forma: não me importo que Alcochete seja "ilha" estratégica ambiental. O que estranho é a ausência de solidariedade, porque para preservar esta reserva natural o concelho carece de ajudas equivalentes às concedidas às regiões autónomas.
No entanto, nos últimos anos, Alcochete tem ficado na cauda continental quanto a distribuição de fundos públicos, mercê da aplicação de critérios equivalentes aos fixados para municípios da margem Norte com catedrais de betão.



Nota importante-Parece-me que, devido a limitações de capacidade do servidor da CCDR-LVT, algumas das hiperligações fornecidas, embora correctas, poderão falhar momentaneamente. Tente aceder mais tarde.

Partilha de informação

O livrinho que vou levar para férias é de Scruton, Roger, O Ocidente e o Resto, Guerra e Paz, Lisboa, 2006.
Lê-se na badana da capa: «O Ocidente e o Resto é um livro de choque. Pela perspectiva e enquadramento que nos dá do horror do 11 de Setembro de 2001. Mas sobretudo pela forma luminosa como expõe as profundas e violentas diferenças religiosas e filosóficas que opõem as sociedades Ocidentais e Islâmicas. Roger Scruton diz-nos, por exemplo, que, se tudo o que o Ocidente tem para nos oferecer é a liberdade, então é uma civilização a caminho da sua própria destruição. Tal como nos diz que o Islão é uma civilização que se define a si própria não em termos de liberdade, mas de submissão. A estas diferenças, a Globalização conferiu um potencial explosivo e mortífero. O mundo nunca esteve, afinal, tão perigoso».

17 julho 2006

De Çamoquo a Samouco


Por vários motivos desejo felicitar José António dos Santos Pinheirinho, autor do do estudo monográfico «De Çamoquo a Samouco, Sua História, Suas Gentes», cuja leitura recomendo vivamente aos samouqueiros em especial e aos alcochetanos em geral.
Há muito tempo que não lia, de uma só vez, obra com mais de 450 páginas, adquirida no salão de festas da Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense, onde está também patente (pelo menos até amanhã, terça-feira, 18 de Julho) uma exposição com quadros originais de Maria de Fátima Regalo Quintela Cardoso, que serviram de ilustração ao livro.
Por isso me apresso a publicar este texto, para que os interessados corram a adquirir o livro, pois em parte alguma deparei com informação sobre a duração da exposição nem dos locais onde, posteriormente, o livro estará disponível para aquisição.
É necessário ser-se corajoso para editar, a expensas próprias, uma obra literária que condensa anos de investigação e estudo e cuja tiragem prenuncia a expectativa de vir a ser procurada por, pelo menos, mais de 1/3 dos samouquenses.
Felicito o autor porque o seu labor é digno de apreço e porque, até hoje, pouco fora coligido sobre o passado de Samouco, embora haja informação referenciada mas dispersa.
É tempo de desvendar aprofundadamente donde se partiu, perceber o que se fez bem e mal até hoje e arrepiar caminho no futuro. Nisso se distingue, também, esta obra de José António dos Santos Pinheirinho, que nem sequer foge à polémica.
Acima de tudo este livro fornece preciosas pistas, nomeadamente acerca do período posterior ao séc. XIII, porque o passado mais remoto continua envolto em mistério e torna-se necessário intensificar a investigação histórica e arqueológica.
Espero, sinceramente, que este seja o ponto de partida para novos trabalhos do autor e de outros apaixonados pela História local.

A propósito: quando é que o Município de Alcochete reedita as obras de José Estevam, bem como os seis inéditos desse autor oferecidos, há quase dois anos e meio, pelo Dr. Francisco Elmano da Cruz Alves?
Não me cansarei de recordar que esses inéditos foram oferecidos ao município (há documento lavrado em acta da câmara) e que o ofertante tem residência permanente conhecida e guarda cópias dos mesmos.
Até conheço os títulos: «Efemérides Alcochetanas», «Os Ratões em Alcochete», «A Corte em Alcochete», «A Misericórdia de Alcochete», «Figuras de Alcochete I» e «Figuras de Alcochete II».
Acho que vai sendo tempo de alguém nos explicar o que impede a publicação.

Um contributo

Zeferino Boal foi o primeiro militante de Alcochete de um partido político (CDS) a enviar um texto aos autores deste blogue. Não teria a menor dúvida em publicá-lo – porque toda a gente tem o direito de assumir posições a favor ou contra a corrente do sistema – mas reparei que figura já num outro blogue.
Daí que, por uma questão de comodidade, me limite a fazer a respectiva hiperligação ao «Escândalos no Montijo» (leia o primeiro texto do dia 17 de Julho). Tanto mais que, logo abaixo, está um texto aqui publicado pelo meu companheiro de blogue.
Isto serve para esclarecer que a porta de «Praia dos Moinhos» continua aberta a todos, independentemente de serem ou não militantes e/ou simpatizantes de diferentes forças políticas.
Nada tenho a ver com nenhuma e como cidadão livre e descomprometido, que insistentemente apela à participação geral, não poderia assumir outra posição.
Apenas peço que se respeitem as habituais regras de civismo.

Redescobrir o rio

Após ler esta notícia contendo ideias objectivas acerca do reaproveitamento do desgraçado Tejo, vieram-me à memória velhos e abandonados ou adiados projectos que envolviam, directa ou indirectamente, o nosso município.
Antes de mais, considero o desafio do presidente da APL ao alcance de meia dúzia de empresários de Alcochete que, por vezes, não sabem o que fazer com o dinheiro e consomem energias e a paciência com ninharias. Juntem-se e trabalhem em cooperação, escolham consultores competentes e estudem potencialidades e vulnerabilidades.
Mandem estudar a viabilidade financeira de, em cooperação com a APL e com recurso a fundos europeus, reutilizar esta espectacular auto-estrada líquida para transporte de contentores e de pessoas, neste caso tanto em deslocações regulares como para fins turísticos.
Recordo, por exemplo, que a Comissão Europeia anunciou, há tempos, um programa específico para apoiar o transporte fluvial. E o Tejo é um dos melhores rios europeus para tal, por ser naturalmente navegável de Vila Franca a Cascais e Trafaria. E poderá sê-lo ainda mais se pensarem nele como abençoada via de comunicação e não como simples cano de esgoto.
Sendo imensos os baixios na faixa líquida do nosso concelho, bem como nos adjacentes, não é tecnicamente difícil nem ambientalmente insustentável aproveitá-los de forma útil.
Mas reparem no mapa desta zona do país e vejam quão fácil seria hoje unir, através de canal navegável, os portos de Lisboa e de Setúbal, projecto que chegou a ser equacionado, na década de 40 do século passado, por razões de segurança nacional, mas que hoje faria ainda mais sentido para desenvolver a pobre Península de Setúbal.
Pensem nisto e ponham mãos à obra. De caminho, expliquem ao país que o governo faz mal em planear o futuro aeroporto para a Ota. Possivelmente ficaria melhor situado em Rio Frio ou no Campo de Tiro de Alcochete, desenvolvendo-se, em paralelo, uma rede ferroviária de média velocidade e outra fluvial, ambas para carga e passageiros.
Convém também conjugar o que acima escrevi com o teor de outra notícia, publicada há dias, num órgão do distrito.

16 julho 2006

Há textos que fazem milagres

O filósofo brasileiro Olavo de Carvalho, num curtíssimo texto (pouco mais de duas páginas A4), cujo título é "História de quinze séculos", dá-nos um lição magistral do percurso da nossa civilização até aos dias de hoje. Não deixe de ler em http://www.olavodecarvalho.org/semana/040617jt.htm

15 julho 2006

A transmutação dos valores

Quando ouvimos falar de globalização, não estamos apenas perante um problema político-económico, já que a dita aldeia global interfere com todos os planos da vida humana.
Um desses planos é o religioso.
A globalização, cuja mola impulsionadora mais dinâmica é a esquerda chique americana, vem horizontalizar tudo. A ideia de Deus que a Cruz representa com o traço vertical é totalmente excluída. Mas o globalismo de todos os cantos do mundo não retira Deus do coração dos homens sem preenchê-lo com um substituto.
Esse substituto é o ambiente elevado à categoria de deus. E por que isto é tão fácil assim? Porque ninguém no gozo pleno das faculdades está contra o ambiente.
A partir da divinização do ambiente, isto é, da divinização da criatura, cúmulo de abjecta imanência, transmutam-se todos os valores. Estes agora são a agricultura biológica, a preservação da floresta, os direitos dos animais, etc. Em termos de estrita lógica, como se pode estar contra estes valores e a favor do ambiente? Dentro destas grades vive a maior parte das pessoas.
Ora a defesa do ambiente não se faz por amor ao ambiente mas por ódio ao desenvolvimento.
A agricultura biológica opõe-se a toda a exploração da terra que utilize adubos químicos. Mas se estes fossem preteridos pelos agricultores, em pouquíssimos anos morreriam de fome milhões e milhões de pessoas.
A preservação da floresta e os direitos dos animais são utilizados, por exemplo, para obstaculizar a construção de grandes acessibilidades. Isto não acontece só na América Latina. Leia-se "Ratos impedem avanço do IP8" (Sines-Beja-Espanha) em http://www.setubalnarede.pt :«"Entraves" como "plantas que ninguém sabe o nome e ratos que se dizem únicos" têm "impedido a implementação dos projectos turísticos no Litoral Alentejano" e o "desenvolvimento de melhores acessibilidades", considera o presidente da Caixa de Crédito Agrícola de Santiago do Cacém. Jorge Nunes diz ser a descoberta de um rato "que dizem raro" que "tem impedido a construção do IP8"...».
Poder-me-iam perguntar: mas as coisas são mesmo assim? Respondo: sim, são! Porquê? Porque é à custa do sub-desenvolvimento e grandes catástrofes humanas que se torna possível impor e fazer prevalecer ideologias de esquerda perfilhadas por todos os ambientalistas.

Novamente o Rossio, para variar (2)


Agora que as noites estão quentes e as habitações recentes (mal planeadas) são insuportáveis até para dormir, toda a gente procura abeirar-se do rio.
À noite, centenas de pessoas passeiam, calmamente, ao longo da Avenida D. Manuel I, entre o rio e o jardim dos largos Barão de Samora Correia e Marquês de Soydos (para os mais velhos o Rossio).
Quando não há vento parece-me, contudo, que a área mais fresca se situa no interior do próprio jardim. Embora a maioria o evite à noite.
Porquê? Talvez porque a iluminação é má. Aqueles globos espalham luz acima do seu topo, mal iluminam o caminho e, sendo fechados, obrigam a limitar a potência das lâmpadas neles instaladas.
Tanto pior se alguns estiverem apagados. Há dois dias contei sete fora de serviço.
Provavelmente estarei a pedir demais, mas a iluminação interior do Rossio carece de profunda remodelação.
Há anos que, sem sucesso, insisto no caso daquele círculo central onde está implantado o busto do comendador Carlos Ferreira Prego, praticamente na penumbra. Tal como é péssima a iluminação da estátua de D. Manuel I, além do mais porque não abrange a cabeça.
O Rossio continua a ser, infelizmente, a maior e mais procurada área verde do município, tanto por residentes como por forasteiros.
Faça o obséquio de reparar nisto quem tem o dever de manter os olhos bem abertos e de se antecipar aos problemas.

E vão dois...

Após o encerramento do sítio da CDU de Alcochete na Internet, que assinalara neste texto precedente, parece-me que o do PSD local seguiu o mesmo caminho. Hoje não consegui aceder a ele.
No caso do PSD a surpresa é ainda maior porque outra iniciativa paralela – o Blogue Laranja – está suspensa desde 12 de Março.
Sendo a Internet o meio de contacto mais simples, mais barato e mais disseminado na sociedade, não posso deixar de manifestar estranheza.
As alternativas democráticas demoram anos a construir e consolidar e não será a dois ou três meses das eleições que se monta uma campanha consistente e se transmite a confiança necessária.
Qualquer campanha eleitoral começa no dia seguinte à anterior, porque é necessário um longo e persistente trabalho de informação e de esclarecimento ancorado numa equipa pequena mas eficiente.
Perante as contradições, a inacção e a ausência de explicações da actual maioria, oposição que aspire a ser alternativa credível deveria, pelo menos, ter já designado um executivo sombra e contribuir para o esclarecimento dos eleitores.

14 julho 2006

Corro o risco de ser maçador!

Corro o risco de ser maçador, mas a leitura do texto "Pompeu de Toledo e o álibi do comunismo" em http://www.midiasemmascara.com.br/print.php?id=5038 é a homenagem mínima de cada um de nós a 100 milhões de mortos às mãos dos comunistas em todo o mundo.

Alcochetense

Ainda a propósito deste e deste textos acerca do Grupo Desportivo Alcochetense, recomendo a leitura da entrevista com o novo presidente da Direcção, publicada na edição de hoje do «Jornal do Montijo» (sem acesso via Internet).
No plano dos princípios a estratégia parece-me acertada. Veremos o que sucede no meio e no fim do processo. Porque, para a maioria, os resultados têm contado sempre mais que o resto.
Espero, entretanto, por informação mais detalhada emitida pela própria colectividade.

Escola Secundária

Recomendo a leitura desta notícia relacionada com a Escola Secundária de Alcochete.

P.S. - Cometi um erro na hiperligação inicial à notícia, de que me penitencio. Está feita a correcção.

Alcochete outra vez na berlinda

Esta é a única página de «O Independente» de hoje acessível via Internet. O resto está na edição em papel.
Se bem se recorda, a 9 de Fevereiro de 2005 o Departamento de Investigação Criminal de Setúbal da Polícia Judiciária apreendeu documentação e material informático em vários locais, alguns situados na vila de Alcochete, nomeadamente nos Paços do Concelho, tendo em vista a verificação dos procedimentos de autorização e de licenciamento do complexo Freeport.
No dia 18 do mesmo mês, «O Independente» noticiava que “as diligências efectuadas [pela polícia] permitiram apurar a existência de fortes indícios de que a alteração da Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo (ZPE), pelo então ministro do Ambiente [José Sócrates], teve como contrapartida o financiamento de campanhas eleitorais.”

P.S. - Já li «O Independente». O caso relaciona-se com o chamado "2.º processo Freeport". Do primeiro (e principal, a que aludi acima) não há novidades.
Entretanto, no «Correio da Manhã» encontrei também esta notícia, relacionada com o mesmo assunto.
Há ainda referências neste e neste textos do «Diário Digital», neste do «Portugal Diário», no «Público», na «Sic Online» e no «TVNet».
Alcochete, mais uma vez, nas bocas do mundo. E sempre pelas piores razões. Até quando?

P.S. 2 - Há dados recentes, que suponho desconhecidos da maioria, acerca da sociedade detentora do empreendimento comercial de Alcochete.
Sean Collidge, fundador, presidente e director executivo da empresa britânica, começara por resignar aos cargos administrativos em 31 de Março passado.
Mas a 9 de Junho seguinte, no sítio da empresa na Internet, surge outra informação e esta invulgar no mundo empresarial.
Rodeado de inúmeros consultores, Sean Collidge acompanhou de perto os processos de planificação, de licenciamento, de construção e de abertura do complexo comercial de Alcochete, tendo sido quem, in extremis, conseguiu viabilizar a realização da cerimónia inaugural ocorrida em Setembro de 2004.
Leia nesta página os comunicados da empresa (em inglês) datados de 3 de Abril e 9 de Junho de 2006.

Nota final
Não se extraiam conclusões precipitadas, por favor.
Em qualquer caso de polícia há bons, maus e vilões. E neste não foi ainda provado quem nada fez e quem fez o quê.
Disseram-me, em tempos, que este processo iria até ao fim. Faço votos que isso venha a confirmar-se no futuro.
Para honra e glória de vítimas, da polícia e dos magistrados, oxalá venha a fazer-se justiça antes de prescrever o processo.

13 julho 2006

Alcochete 35


A Igreja Matriz de Alcochete (primeira metade do séc. XX) fecha o primeiro round de fotos vetustos neste blog.
As fotos não são só importantes pelo traje, pelos rostos saudosos que já fizeram a última viagem, pela diferente configuração de lugares, etc., mas também pelo testemunho de um universo cuja ordem hoje se tenta destruir a toda a força.

Alcochete 34


A Barroca d'Alva (primeira metade do séc. XX).

Alcochete 33


Crianças no miradouro do Moisém (anos cinquenta).

Para onde vai o dinheiro?

Perante os dados constantes deste estudo, o cidadão tem o direito de exigir à sua autarquia que lhe explique como gastou os 645 euros cobrados, em média, há dois anos, a cada munícipe.
A mesma interrogação deve abranger as cobranças de anos posteriores e as próximas, porque o valor é excessivo, continua a subir em flecha e quadruplicou em apenas três anos (após a introdução do Imposto Municipal sbre Imóveis e do Imposto Municipal sobre Transacção de Imóveis).
Há pouco mais de dois anos tive acesso ao orçamento municipal de Alcochete para 2004 e recordo-me que a previsão de cobrança excedia os 400 euros por residente.
Embora os orçamentos nunca sejam concretizados em mais de 65%, na melhor das hipóteses, e ao cidadão comum seja impossível aceder ao balanço e contas de cada exercício da sua autarquia, ainda assim o valor real será demasiado elevado para os resultados práticos visíveis.
Convém recordar, por exemplo, que o município de Alcochete cobra as taxas máximas previstas em IMT e IMI, algo que vereadores da CDU contestaram (e bem) enquanto foram oposição e cuja coerência espero comprovar na fixação das taxas para 2007, que deverá ocorrer em breve.
Porque não se pode ter uma postura na oposição e outra, bem diferente, no poder. Nem escrever coisas no programa eleitoral que, depois, não se reflectem na prática diária.
A menos que, conforme continuo a observar, há anos, os fins últimos da ascensão ao poder sejam usufruir de melhor qualidade de vida. Ai a coerência, a coerência!

Mais uma sugestão de leitura

Não resisto a sugerir-vos a leitura do texto "A Gestapo terceirizada" em http://www.olavodecarvalho.org/semana/060713jb.html
Alguns pensam que os factos denunciados pelo filósofo Olavo de Carvalho só acontecem lá para a América Latina e não reparam que tal estrutura de pensamento permite às esquerdas em geral e aos comunistas em particular a construção do ninho atrás das nossas orelhas.
Ninguém julgue que os comunistas portugueses são mais bonzinhos que os brasileiros. Todos eles, onde quer que se encontrem, colhem a mesma orientação à escala planetária. Nem o marxismo, filosofia do comunismo, se compadece com outros procedimentos.
Finalmente, a ideia de que o comunismo no mundo está derrotado cava a nossa própria sepultura.


Selo do carro

Esta notícia demonstra como se aumentam impostos sem justificação nem lógica ambiental e sem que se saiba o destino dessas receitas.
Há uma década, 5 anos após o registo da matrícula a maioria dos veículos em circulação pagava metade do imposto municipal (o chamado selo do carro).
Actualmente, esse imposto mantém-se na taxa máxima até uma década após o registo da matrícula. E nada garante que fique por aí, pois tem vindo a subir ano a ano.
Quando a maioria dos veículos em circulação (de 1.000 a 1.750c.c., movidos a gasolina) comercialmente se considera já em fim de vida e tem como destino o abate, continua a pagar 49,26€ (9.875$ em moeda antiga) de IMV.
O estranho nisto é que os veículos movidos a gasóleo – teoricamente os que mais poluem – pagam menor imposto.
O Imposto Municipal sobre Veículos (IMV) reverte para as autarquias e nunca ninguém explicou a aplicação dada a essas receitas.