Eça de Queiroz, o artesão de Os Maias, não canta ninguém nesta obra literária, senão que lastima nostalgicamente a aristocracia e ri-se da parasitagem da sociedade.
Eu poderia servir-me de uma caricatura para dar a ideia ao curioso visitante deste blog do que é Os Maias: "vós, aristocratas, tristemente, falsificastes a vossa posição de senhores no seio da sociedade. Agora, sentai-vos na plateia e ride das habilidades dos novos actores que fizestes subir ao palco".
Mas é aqui já que surge uma pergunta: quem são os novos actores que sobem ao palco na obra queiroziana Os Maias? Os novos actores são os parasitas do capitalismo, quero dizer, os parasitas de todos aqueles homens que se mexem nos mercados a comprar e a vender, afã considerado desprezível por uma mentalidade aristocrática, justamente a de Eça que escreve o texto em foco.
Ora é exactamente com o servo a passar a homem livre que eu não vejo solidária, desde há duzentos anos, a nossa elite.
A aristocracia em Os Maias está representada muito especialmente pela personagem-toldo Afonso da Maia. Vejamos então algumas passagens da caracterização que o narrador faz ao avô de Carlos Eduardo, o protagonista deste romance.
Comecemos por esta: «...fora [Afonso da Maia], na opinião de seu pai [Caetano da Maia], algum tempo, o mais feroz jacobino de Portugal! E todavia, o furor revolucionário do pobre moço consistira em ler Rosseau, Volney, Helvécio e a Enciclopédia; em atirar foguetes de lágrimas à Constituição; e ir, de chapéu à liberal e alta gravata azul, recitando pelas lojas maçónicas odes abomináveis ao Supremo Arquitecto do Universo» (Livros do Brasil, Lisboa, 2006).
Um parêntesis para esclarecer que é sob o ponto de vista literário que as "odes" são "abomináveis".
Mas, pergunto eu: alguém pode recitar odes ao Supremo Arquitecto do Universo e ficar imune à inexorável confusão sobre o homem e o mundo?
Afonso da Maia, ostracizado pelo pai para Santa Olávia nas margens do Douro, sente a privação e, qual filho pródigo, foi ter com o pai a Lisboa, pedindo-lhe «...a bênção e alguns mil cruzados para ir a Inglaterra...» (ibid., p 16).
Logo umas poucas linhas à frente, com Afonso da Maia já na Inglaterra, o narrador apressa-se a dizer: «durante os dias da Abrilada [revolta de D. Miguel/Abril/1824] estava ele nas corridas de Epsom, no alto de uma sege de posta, com um grande nariz postiço, dando hurras medonhos - bem indiferente aos seus irmãos de Maçonaria...» (ibid., p. 17).
A morte inesperada de Caetano da Maia faz regressar Afonso a Lisboa. É então que conhece e casa com «...D. Maria Eduarda Runa, filha do conde de Runa...» (ibid., p. 17).
Ora Maria era a encarnação da confusão. Muito confuso era Afonso da Maia, cuja visão política o narrador no-la dá: «Já admitia [...] o esforço de uma nobreza para manter o seu privilégio histórico; mas então queria uma nobreza inteligente e digna como a aristocracia tory[...], dando em tudo a direcção moral, formando os costumes e inspirando a literatura, vivendo com fausto e falando com gosto, exemplo de ideias altas e espelho de maneiras patrícias...» (ibid., p. 17). Isto é uma ilusão, produto da inversão da realidade. É evidente que a aristocracia tory de uma Inglaterra sob a reforma protestante desde o séc. XVI e que tinha acabado por sair triunfal de uma das poucas e verdadeiras revoluções do mundo, de uma Inglaterra - dizia - que tinha sido o berço do capitalismo, o sistema político-económico que fez mais pela humanidade nos últimos duzentos anos do que todos os outros juntos desde os primórdios da História, é evidente que - dizia eu - a aristocracia tory nunca poderia ser o espelho da aristocracia portuguesa tal como a água não pode ser o espelho do vinho.
Do casamento de Afondo da Maia com a Runa, digo, do casamento da confusão com a confusão (abyssus abyssum invocat), sai o Pedro da Maia, um monstruzinho qual filho do incesto. Este aqui, cruzamento de tantas mesmices, aloja-se no centro da diegese de Os Maias, uma longa história de chulos da sociedade protagonizada pelo dandy Carlos da Maia, filho de Pedro e neto de Afonso.
31 maio 2012
26 maio 2012
Peditório para a Festa de São João.
A Igreja está a fazer um peditório à população para as Festas de São João (24 de Junho).
Todos deveríamos contribuir, mesmo que seja com pouco: um euro para as Festas de São João é um euro para a nossa liberdade.
A prática do peditório está-se a esvair com manifesto prejuízo para a cultura do povo, fortaleza da ordem, segurança e liberdade.
É evidente que se encarregarmos o poder de tudo, o poder acabará com tudo...até ele, poder, se erguer por cima de todos como o único senhor.
Também devemos, cada um conforme possa, contribuir para as Festas do Barrete Verde e das Salinas para que as grandes Festas da nossa terra não se transformem nas festas da Câmara.
Um dia que sejam da Câmara as Festas do Barrete Verde e das Salinas, estas até poderão continuar, mas à alma das mesmas ser-lhe-à dada a morte lenta.
Eu sei o que estou a dizer porque tudo o que leio sobre as esquerdas em várias línguas não me deixa chegar a outra conclusão.
Basta que nos agarremos ao sangue do nosso sangue para que também nos agarremos à cultura de raiz popular como verdadeira tábua de salvação.
Todos deveríamos contribuir, mesmo que seja com pouco: um euro para as Festas de São João é um euro para a nossa liberdade.
A prática do peditório está-se a esvair com manifesto prejuízo para a cultura do povo, fortaleza da ordem, segurança e liberdade.
É evidente que se encarregarmos o poder de tudo, o poder acabará com tudo...até ele, poder, se erguer por cima de todos como o único senhor.
Também devemos, cada um conforme possa, contribuir para as Festas do Barrete Verde e das Salinas para que as grandes Festas da nossa terra não se transformem nas festas da Câmara.
Um dia que sejam da Câmara as Festas do Barrete Verde e das Salinas, estas até poderão continuar, mas à alma das mesmas ser-lhe-à dada a morte lenta.
Eu sei o que estou a dizer porque tudo o que leio sobre as esquerdas em várias línguas não me deixa chegar a outra conclusão.
Basta que nos agarremos ao sangue do nosso sangue para que também nos agarremos à cultura de raiz popular como verdadeira tábua de salvação.
23 maio 2012
VIAGENS NA MINHA TERRA de Almeida Garrett
Acabei de reler Viagens na Minha Terra de Almeida Garrett (1799-1854) e pensei que devia partilhar com os visitantes deste blog a "viagem" que faço às Viagens...
Embora todos saibamos que Garrett lutou pelos liberais de armas na mão, a verdade é que bem se nota no curso do discurso a nostalgia do antigo regime...sobretudo através da personagem Frei Dinis: «segundo os seus princípios, poder de homem sobre homem era usurpação sempre e de qualquer modo que fosse constituído. Todo o poder estava em Deus que o delegava ao pai sobre o filho, daí ao chefe da família sobre a família, daí a um desses sobre todo o Estado, mas para o reger segundo o Evangelho e em toda a austeridade republicana dos primitivos princípios cristãos» (Círculo de Leitores, Lisboa, 1978, p. 69). Ora esta estrutura de pensamento é a velha ordem, sem que, obviamente, aqui, o adjectivo "velha" tenha significado negativo.
Correspondendo aos Costas, Limas, Isaltinos...de hoje, os barões agiotas são execrados em Viagens na Minha Terra até à exaustão. Escreve Garrett: «mal do governo que deixar comer mais aos barões» (ibidem, p. 179). E um pouco mais à frente: «mais dez anos de barões e de regime da matéria, e infalivelmente nos foge deste corpo agonizante de Portugal o derradeiro suspiro do espírito» (ibidem, p. 186).
O que Garrett exalta recorrentemente é o povo: «...porque o povo, o povo está são. Os corruptos somos nós, os que cuidamos saber e ignoramos tudo» (ibidem, p.186).
Ora é aqui que me surge uma dificuldade que expresso pelas seguintes perguntas: o que entende Garrett por povo? O povo vassalo ou aquele que livre trabalha para ganhar com a satisfação das necessidades dos outros? Em toda a obra em foco, eu não vejo o espírito que preside a esta segunda hipótese, tendo eu a certeza de que tal espírito vou encontrá-lo em Cesário Verde. Mas este segundo Camões da nossa Literatura fica para um próximo texto que deixarei aqui se Deus quiser.
Nota: eu estou livre de todo esse discurso académico que face a Almeida Garrett recorre ao Romantismo para desbocar frases feitas. Para mim, antes do Sturm und Drang está o homem.
Embora todos saibamos que Garrett lutou pelos liberais de armas na mão, a verdade é que bem se nota no curso do discurso a nostalgia do antigo regime...sobretudo através da personagem Frei Dinis: «segundo os seus princípios, poder de homem sobre homem era usurpação sempre e de qualquer modo que fosse constituído. Todo o poder estava em Deus que o delegava ao pai sobre o filho, daí ao chefe da família sobre a família, daí a um desses sobre todo o Estado, mas para o reger segundo o Evangelho e em toda a austeridade republicana dos primitivos princípios cristãos» (Círculo de Leitores, Lisboa, 1978, p. 69). Ora esta estrutura de pensamento é a velha ordem, sem que, obviamente, aqui, o adjectivo "velha" tenha significado negativo.
Correspondendo aos Costas, Limas, Isaltinos...de hoje, os barões agiotas são execrados em Viagens na Minha Terra até à exaustão. Escreve Garrett: «mal do governo que deixar comer mais aos barões» (ibidem, p. 179). E um pouco mais à frente: «mais dez anos de barões e de regime da matéria, e infalivelmente nos foge deste corpo agonizante de Portugal o derradeiro suspiro do espírito» (ibidem, p. 186).
O que Garrett exalta recorrentemente é o povo: «...porque o povo, o povo está são. Os corruptos somos nós, os que cuidamos saber e ignoramos tudo» (ibidem, p.186).
Ora é aqui que me surge uma dificuldade que expresso pelas seguintes perguntas: o que entende Garrett por povo? O povo vassalo ou aquele que livre trabalha para ganhar com a satisfação das necessidades dos outros? Em toda a obra em foco, eu não vejo o espírito que preside a esta segunda hipótese, tendo eu a certeza de que tal espírito vou encontrá-lo em Cesário Verde. Mas este segundo Camões da nossa Literatura fica para um próximo texto que deixarei aqui se Deus quiser.
Nota: eu estou livre de todo esse discurso académico que face a Almeida Garrett recorre ao Romantismo para desbocar frases feitas. Para mim, antes do Sturm und Drang está o homem.
15 maio 2012
Despedida?
Bom, meus amigos, já lá vão mais de dois meses sobre aquele texto de 10 de Março intitulado "Regresso?".
Vou fazer uma pausa para um balanceamento de tudo o que aqui escrevi.
Depois, se me sentir com saúde e coragem, voltarei a deixar aqui a visão que vou apurando do homem e do mundo.
Até lá, que cada um trate o melhor que puder da própria vida: muita atenção ao que nos pertence e à educação dos nossos filhos; séria denúncia de actividades culturais que nada têm a ver com a alma do povo português; veemente defesa da cultura de raiz popular, nomeadamente a Festa Brava; intransigente respeito pela religião que fez a Europa e Portugal, pela família e pela tradição dos nossos maiores.
E não esqueças: a saída para o povo é o próprio povo.
Vou fazer uma pausa para um balanceamento de tudo o que aqui escrevi.
Depois, se me sentir com saúde e coragem, voltarei a deixar aqui a visão que vou apurando do homem e do mundo.
Até lá, que cada um trate o melhor que puder da própria vida: muita atenção ao que nos pertence e à educação dos nossos filhos; séria denúncia de actividades culturais que nada têm a ver com a alma do povo português; veemente defesa da cultura de raiz popular, nomeadamente a Festa Brava; intransigente respeito pela religião que fez a Europa e Portugal, pela família e pela tradição dos nossos maiores.
E não esqueças: a saída para o povo é o próprio povo.
13 maio 2012
Descartes quis dizer: "Duvido, logo sou"
-Abraão!
Ele respondeu:
-Aqui estou!
E Deus disse:
-Pega no teu filho, no teu único filho, a quem tanto amas, Isaac, e vai à terra de Moriah, onde o oferecerás em holocausto, num dos montes que eu te indicar.
(Génesis, 22, 1-2)
Antes que algumas pessoas, tristemente, carreguem o sobrolho, devo esclarecer que a passagem bíblica que transcrevo é a representação dos costumes, quero dizer, a representação da realidade ao tempo do grande patriarca Abraão.
Para as mesmas pessoas, resta-me ainda responder à pergunta que precipitadamente sei que me estão a fazer: que tem isto a ver com Descartes? Resposta: tudo.
Abraão vê-se perante um problema a resolver de magnitude sem par. Que fazer? Dar perpetuidade ao recebido ou empreender a quebra? Isaac é o seu único filho legítimo. A ordem desde a bruma dos tempos é que deveria imolar o filho primogénito a favor da inquestionabilidade do profundo amor a Deus. Instala-se a dúvida no coração de Abraão. Se se põe do lado do legado, logo vê o filho morto sobre a ara que erguerá quando chegar ao cimo do monte; se se põe do lado de Isaac, arrasa a ordem oriunda dos seus antepassados, fonte de equilíbrio. Que fazer? A realidade que foi a dos seus pais e avós não se ajusta à situação que lhe faz frente.
Abraão não duvida de que ama Deus. E Deus não o sabe? Sim, Deus sabe que Abraão ama Deus no âmago do seu coração. Que necessidade tem Deus deste sacrifício que arrancará a alma a seu filho e a ele também?
E do sagrado costume Abraão passava para Isaac e deste para o sagrado costume. Onde se iria deter? Ao lado do filho, subia lenta e penosamente o monte, o cajado na mão, a água desde o rosto a molhar-lhe o corpo todo.
Chegado ao alto do monte, Abraão colheu pedras, pô-las umas sobre as outras, a lenha em cima, por fim o filho, ergue o punhal, susteve-o um pouco e desfaz a dúvida a favor da carne da sua carne, a favor de Isaac. O recebido já não se adequava à realidade, a verdade ganhou um esplendor maior porque Deus sabe o que vai dentro de cada um de nós e não precisa de sacrifícios humanos para saber que o amamos.
Assim, a dúvida foi resolvida a favor de uma verdadeira revolução, a favor da lídima Fé em Deus.
A dúvida foi o pensamento de Abraão em tempestade que só repousou quando ele optou por uma das alternativas que se lhe apresentavam ao espírito.
Ora o "penso, logo sou" cartesiano significa, no fundo, "duvido, logo sou". Se isto fosse verdade, Abraão para ser teria que duvidar sempre sem que pudesse tomar alguma resolução. Mas a dúvida não é um estado. A dúvida é um não-estar. Enquanto duvido entre Pedro e Paulo, não estou com Pedro nem com Paulo. Então a pergunta é esta: como é que a permanência, isto é, o ser, é uma consequência do não-permanente, isto é, a dúvida?
Descartes não tem razão.
Ele respondeu:
-Aqui estou!
E Deus disse:
-Pega no teu filho, no teu único filho, a quem tanto amas, Isaac, e vai à terra de Moriah, onde o oferecerás em holocausto, num dos montes que eu te indicar.
(Génesis, 22, 1-2)
Antes que algumas pessoas, tristemente, carreguem o sobrolho, devo esclarecer que a passagem bíblica que transcrevo é a representação dos costumes, quero dizer, a representação da realidade ao tempo do grande patriarca Abraão.
Para as mesmas pessoas, resta-me ainda responder à pergunta que precipitadamente sei que me estão a fazer: que tem isto a ver com Descartes? Resposta: tudo.
Abraão vê-se perante um problema a resolver de magnitude sem par. Que fazer? Dar perpetuidade ao recebido ou empreender a quebra? Isaac é o seu único filho legítimo. A ordem desde a bruma dos tempos é que deveria imolar o filho primogénito a favor da inquestionabilidade do profundo amor a Deus. Instala-se a dúvida no coração de Abraão. Se se põe do lado do legado, logo vê o filho morto sobre a ara que erguerá quando chegar ao cimo do monte; se se põe do lado de Isaac, arrasa a ordem oriunda dos seus antepassados, fonte de equilíbrio. Que fazer? A realidade que foi a dos seus pais e avós não se ajusta à situação que lhe faz frente.
Abraão não duvida de que ama Deus. E Deus não o sabe? Sim, Deus sabe que Abraão ama Deus no âmago do seu coração. Que necessidade tem Deus deste sacrifício que arrancará a alma a seu filho e a ele também?
E do sagrado costume Abraão passava para Isaac e deste para o sagrado costume. Onde se iria deter? Ao lado do filho, subia lenta e penosamente o monte, o cajado na mão, a água desde o rosto a molhar-lhe o corpo todo.
Chegado ao alto do monte, Abraão colheu pedras, pô-las umas sobre as outras, a lenha em cima, por fim o filho, ergue o punhal, susteve-o um pouco e desfaz a dúvida a favor da carne da sua carne, a favor de Isaac. O recebido já não se adequava à realidade, a verdade ganhou um esplendor maior porque Deus sabe o que vai dentro de cada um de nós e não precisa de sacrifícios humanos para saber que o amamos.
Assim, a dúvida foi resolvida a favor de uma verdadeira revolução, a favor da lídima Fé em Deus.
A dúvida foi o pensamento de Abraão em tempestade que só repousou quando ele optou por uma das alternativas que se lhe apresentavam ao espírito.
Ora o "penso, logo sou" cartesiano significa, no fundo, "duvido, logo sou". Se isto fosse verdade, Abraão para ser teria que duvidar sempre sem que pudesse tomar alguma resolução. Mas a dúvida não é um estado. A dúvida é um não-estar. Enquanto duvido entre Pedro e Paulo, não estou com Pedro nem com Paulo. Então a pergunta é esta: como é que a permanência, isto é, o ser, é uma consequência do não-permanente, isto é, a dúvida?
Descartes não tem razão.
11 maio 2012
O desmascaramento de Descartes
Meus amigos, o desmascaramento de René Descartes (1596-1650) tem sido feito por muita gente nas últimas décadas, mas pouco vai além de um universo restrito de intelectuais e alguns filósofos. O que convinha muito era que esse desmascaramento fosse levado ao grande público, o que não é fácil por mil razões e mais uma.
É que deixou de haver lugar para a Filosofia. Mesmo a nível desta nossa terra de Alcochete, um idiota últil que presumia ter ascendente sobre a minha pessoa, pedia-me que eu abdicasse de recorrer ao discurso filosófico nos textos que publicava. Fingi não o ouvir bem, mas aqui fica o registo para que ele veja que eu estava atento e não esqueci.
Voltando à vaca fria. Se o grande público começasse a pressentir que vive uma trágica ilusão colectiva e que Descartes, nos começos da era moderna, foi um dos pais incontornáveis dessa ilusão, logo sem esforço maior ruiria o Kantismo, o Positivismo, o Marxismo, etc.
Descartes foi o filósofo da ruptuta do pensamento ocidental com o recebido desde Platão e Aristóteles porque com ele dá-se a entronização da razão humana que pouco depois o Iluminismo elevará à categoria de deusa. Aqui, o real foi transferido da ideia para o fenómeno...e depois para o facto...e depois para o social...e depois para o espectáculo. Hoje, neste nosso mundo, só o espectáculo é real (Ernesto Palma:1996).
Bom, uma coisa percebi eu: não se pode atacar minimamente o cartesianismo sem abordar essa outra problemática que dá pelo nome de dúvida. E esta o que é? Eu diria que a dúvida é a vereda oferecida pelo pensamento para a adequação ao real. Ora esta adequação ao real é a verdade.
Será a partir desta plataforma que pegarei na dúvida cartesiana e tentarei mostrar aos meus leitores como a Humanidade foi indecentemente enganada.
Será possível esbater os himalaias de mal acumulado nos últimos três séculos? Se não for, os seres humanos virarão montes de carne por aí a dar à pata sob as botas de tiranos como nunca a História os teve.
É que deixou de haver lugar para a Filosofia. Mesmo a nível desta nossa terra de Alcochete, um idiota últil que presumia ter ascendente sobre a minha pessoa, pedia-me que eu abdicasse de recorrer ao discurso filosófico nos textos que publicava. Fingi não o ouvir bem, mas aqui fica o registo para que ele veja que eu estava atento e não esqueci.
Voltando à vaca fria. Se o grande público começasse a pressentir que vive uma trágica ilusão colectiva e que Descartes, nos começos da era moderna, foi um dos pais incontornáveis dessa ilusão, logo sem esforço maior ruiria o Kantismo, o Positivismo, o Marxismo, etc.
Descartes foi o filósofo da ruptuta do pensamento ocidental com o recebido desde Platão e Aristóteles porque com ele dá-se a entronização da razão humana que pouco depois o Iluminismo elevará à categoria de deusa. Aqui, o real foi transferido da ideia para o fenómeno...e depois para o facto...e depois para o social...e depois para o espectáculo. Hoje, neste nosso mundo, só o espectáculo é real (Ernesto Palma:1996).
Bom, uma coisa percebi eu: não se pode atacar minimamente o cartesianismo sem abordar essa outra problemática que dá pelo nome de dúvida. E esta o que é? Eu diria que a dúvida é a vereda oferecida pelo pensamento para a adequação ao real. Ora esta adequação ao real é a verdade.
Será a partir desta plataforma que pegarei na dúvida cartesiana e tentarei mostrar aos meus leitores como a Humanidade foi indecentemente enganada.
Será possível esbater os himalaias de mal acumulado nos últimos três séculos? Se não for, os seres humanos virarão montes de carne por aí a dar à pata sob as botas de tiranos como nunca a História os teve.
09 maio 2012
O Desconstrucionismo e o Pensamento Crítico
A CÂMARA MUNICIPAL DE ALCOCHETE, no Guia de Eventos, Maio de 2012, fala em "desconstruir a língua". Ora o desconstrucionismo é a explosão das pontes entre a linguagem e a realidade. Os pais devem tudo fazer para impedir os filhos de participarem neste tipo odioso de actividades.
08 maio 2012
"Tu acreditas no que vês ou naquilo que eu te digo?"
Eu estava a ler Descartes numa esplanada aqui do Largo do Poço, quando um amigo passou rente a mim e disse, arrancando-me à leitura:
-Então, a ler o Discurso do Método?
Eu respondi:
-A reler. Descartes é maluco!
Volta o meu amigo:
-Não é nada!
Como o meu interlocutor já não esperasse pela minha resposta, ela aqui fica.
Eu fui aquele que fez a minha casa. Aqui, o que é substancial? Eu ou a casa? Sou eu quem é substancial. A casa é acidental.
Muitas vezes tenho aqui dito, seguindo a lição de Ernesto Palma, que «...o real é o que faz o pensamento». Então este é a representação do real. Ora as perguntas inevitáveis são estas: desde quando a substância ou a essência é o representante e o acidente o representado? E desde quando é que este último pode ser uma consequência do primeiro? Tudo isto não será a inversão do real? E não foi isto que fez Descartes com o seu "cogito, ergo sum" (eu penso, logo eu sou)?
Maquiavel na política e Descartes na filosofia foi tudo o que precisaram os revolucionários dos tempos modernos cuja insânia levou à matança de muitos milhões de pessoas no séc. XX.
Vou referir dois casos muito sintomáticos de inversão da realidade que li num dos meus livros, mas que neste momento não estou com disponibilidade para fundamentar bibliograficamente porque poderia gastar horas na busca.
Quando alguém entre um grupo de camaradas onde estava Lenine disse que a realidade não suportaria o que defendia o chefe da revolução russa, este respondeu: "tanto pior para a realidade".
Creio que na América Latina, um revolucionário dizia para um subordinado que tinha à frente dos olhos o contrário do que lhe dizia o seu chefe: "tu acreditas no que vês ou naquilo que eu te digo?". Estruturalmente, desde o 25 de Abril, esta é a estratégia que têm seguido os comunistas em Alcochete para desacreditarem aos olhos da turba multa todos aqueles que lhes fazem frente.
-Então, a ler o Discurso do Método?
Eu respondi:
-A reler. Descartes é maluco!
Volta o meu amigo:
-Não é nada!
Como o meu interlocutor já não esperasse pela minha resposta, ela aqui fica.
Eu fui aquele que fez a minha casa. Aqui, o que é substancial? Eu ou a casa? Sou eu quem é substancial. A casa é acidental.
Muitas vezes tenho aqui dito, seguindo a lição de Ernesto Palma, que «...o real é o que faz o pensamento». Então este é a representação do real. Ora as perguntas inevitáveis são estas: desde quando a substância ou a essência é o representante e o acidente o representado? E desde quando é que este último pode ser uma consequência do primeiro? Tudo isto não será a inversão do real? E não foi isto que fez Descartes com o seu "cogito, ergo sum" (eu penso, logo eu sou)?
Maquiavel na política e Descartes na filosofia foi tudo o que precisaram os revolucionários dos tempos modernos cuja insânia levou à matança de muitos milhões de pessoas no séc. XX.
Vou referir dois casos muito sintomáticos de inversão da realidade que li num dos meus livros, mas que neste momento não estou com disponibilidade para fundamentar bibliograficamente porque poderia gastar horas na busca.
Quando alguém entre um grupo de camaradas onde estava Lenine disse que a realidade não suportaria o que defendia o chefe da revolução russa, este respondeu: "tanto pior para a realidade".
Creio que na América Latina, um revolucionário dizia para um subordinado que tinha à frente dos olhos o contrário do que lhe dizia o seu chefe: "tu acreditas no que vês ou naquilo que eu te digo?". Estruturalmente, desde o 25 de Abril, esta é a estratégia que têm seguido os comunistas em Alcochete para desacreditarem aos olhos da turba multa todos aqueles que lhes fazem frente.
A Câmara de Alcochete paga tarde e a más horas
Pelo Diário da Região (08-05-2012), recebemos a informação de que a «Direcção Geral das Autarquias Locais divulgou o prazo médio de pagamento dos municípios aos fornecedores» em lista entre Dez./2010 e Dez./2011.
Assim, ficamos a saber que Alcochete de 107 dias em Dez./2010 passou para 240 no mesmo mês do ano seguinte. Isto faz-nos ver que a Câmara da nossa terra, em um ano, ultrapassou o dobro do prazo, ficando, também, praticamente, no dobro da média nacional (122 dias).
No Distrito de Setúbal, só o Barreiro (391 dias) e Sesimbra (281 dias) nos superam.
Se todo este estado de coisas não é o caos, o que é o caos?
Esta é a linda imagem do poder local, a grande conquista da revolução de Abril. Esquecem-se de dizer que essa revolução foi uma revolução socialista que a todos nos mergulha cada vez mais na pobreza...quiçá irreversível.
NOTA: uma vez que este caos é da responsabilidade de comunistas, socialistas e sociais-democratas, não seria justo pedir a toda esta gente que roa os ossos, pois já comeu a carne?
Assim, ficamos a saber que Alcochete de 107 dias em Dez./2010 passou para 240 no mesmo mês do ano seguinte. Isto faz-nos ver que a Câmara da nossa terra, em um ano, ultrapassou o dobro do prazo, ficando, também, praticamente, no dobro da média nacional (122 dias).
No Distrito de Setúbal, só o Barreiro (391 dias) e Sesimbra (281 dias) nos superam.
Se todo este estado de coisas não é o caos, o que é o caos?
Esta é a linda imagem do poder local, a grande conquista da revolução de Abril. Esquecem-se de dizer que essa revolução foi uma revolução socialista que a todos nos mergulha cada vez mais na pobreza...quiçá irreversível.
NOTA: uma vez que este caos é da responsabilidade de comunistas, socialistas e sociais-democratas, não seria justo pedir a toda esta gente que roa os ossos, pois já comeu a carne?
04 maio 2012
"Democratização da cultura"
Eu não sei como é que ainda vou tendo forças para estas coisas. Vou andando até Deus querer.
Nas páginas centrais do IN-alcochete, feito e posto a circular à custa dos dinheiros públicos, tive a paciência de ler uma entrevista completamente imbecil. Ali se fala na "democratização da cultura" como se uma bestialidade destas fosse um grande achado.
Meus amigos, "democratização da cultura", na boca desta câmara, significa igualitarização da cultura, quer dizer, esta é nivelada por baixo. De facto, em caixa destacada da entrevista em foco pode ler-se: «democratização da cultura é torná-la acessível e compreendida por todos» sic. O que as camadas mais baixas da população não percebem...não é cultura. De facto, como fazer todos compreender os sermões do Padre António Vieira? Porque só uma pequena elite de intelectuais os percebe, vamos deitá-los borda fora?
«...O igualitarismo é o grande obstáculo à actividade do espírito...» (Ernesto Palma), logo, o igualitarismo é a negação da cultura, vale dizer, a morte da cultura.
Assim, a malfadada entrevista integra o cultural no político à boa maneira dos totalitarismos com devotos seguidores em Portugal, a saber, o socialista Manuel Maria Carrilho que disse em Aventuras da Interpretação, Lisboa, 1995: «A cultura é um fenómeno social total. A esquerda deve integrar o cultural no político. É vital dotar o Estado dos meios administrativos e técnicos que lhe possibilitem uma intervenção profissionalizada nos sectores da cultura. Desde o património à criação...». Hitler não falaria melhor.
Se a Câmara de Alcochete, em vez de uma "política cultural", se imbuísse de uma verdadeira cultura política, perceberia a vital necessidade de deixar a cultura em paz. Mas aqui eu estou a pedir o impossível a uma câmara comunista...e tanto mais nos dias de hoje.
Nas páginas centrais do IN-alcochete, feito e posto a circular à custa dos dinheiros públicos, tive a paciência de ler uma entrevista completamente imbecil. Ali se fala na "democratização da cultura" como se uma bestialidade destas fosse um grande achado.
Meus amigos, "democratização da cultura", na boca desta câmara, significa igualitarização da cultura, quer dizer, esta é nivelada por baixo. De facto, em caixa destacada da entrevista em foco pode ler-se: «democratização da cultura é torná-la acessível e compreendida por todos» sic. O que as camadas mais baixas da população não percebem...não é cultura. De facto, como fazer todos compreender os sermões do Padre António Vieira? Porque só uma pequena elite de intelectuais os percebe, vamos deitá-los borda fora?
«...O igualitarismo é o grande obstáculo à actividade do espírito...» (Ernesto Palma), logo, o igualitarismo é a negação da cultura, vale dizer, a morte da cultura.
Assim, a malfadada entrevista integra o cultural no político à boa maneira dos totalitarismos com devotos seguidores em Portugal, a saber, o socialista Manuel Maria Carrilho que disse em Aventuras da Interpretação, Lisboa, 1995: «A cultura é um fenómeno social total. A esquerda deve integrar o cultural no político. É vital dotar o Estado dos meios administrativos e técnicos que lhe possibilitem uma intervenção profissionalizada nos sectores da cultura. Desde o património à criação...». Hitler não falaria melhor.
Se a Câmara de Alcochete, em vez de uma "política cultural", se imbuísse de uma verdadeira cultura política, perceberia a vital necessidade de deixar a cultura em paz. Mas aqui eu estou a pedir o impossível a uma câmara comunista...e tanto mais nos dias de hoje.
Aeroporto Complementar de Lisboa (3)
A socialista Maria Amélia Antunes denuncia: «...se o PSD já tem a certeza, como parece ter, que a melhor solução é a BA6, então o sr. primeiro-ministro escusava de ter constituído um grupo de missão para proceder ao estudo para decidir qual a melhor solução: se já sabem qual é a melhor solução, para quê gastar dinheiro em estudos? Em linguagem popular, diz-se que isto é pôr o carro à frente dos bois» sic (Diário da Região, 4 de Maio de 2012).
Convenhamos que, pelo menos, em termos de lógica do discurso a autarca tem razão.
Mais à frente, a Presidente da Câmara do Montijo diz sem rodeios o que eu digo nos meus textos anteriores: «Porque o que gostaríamos de ver era os dirigentes do PSD manterem uma postura de coerência pelo novo aeroporto internacional de Lisboa, pelos grandes investimentos para o distrito...» sic (ibidem). Aqui a edil, por um lado, põe à tona o pragmatismo do PSD porque se os sociais-democratas já não mantêm a coerência face ao Aeroporto Internacional de Lisboa, isto significa que, no passado, já defenderam esta infra-estrutura; por outro, Amélia Antunes é de facto uma esquerdista com todas as letras escarrapachadas porque, com maior ou menor consciência disso, defende o Estado socialista cada vez mais pai de todas as criancinhas.
-Mas, ó Marafuga, com a franqueza que te caracteriza, confessa muito clarinho o que te vai na alma sobre esta problemática.
-Em primeiro lugar, o Estado devia retirar-se deste tipo de obras e deixá-las à iniciativa privada; em segundo, independentemente de público ou privado ou a tenebrosa mistura de ambas as coisas, "Portela + 1" na BA6 reforçaria a tentação hegemónica que o Montijo sempre teve face a Alcochete.
Convenhamos que, pelo menos, em termos de lógica do discurso a autarca tem razão.
Mais à frente, a Presidente da Câmara do Montijo diz sem rodeios o que eu digo nos meus textos anteriores: «Porque o que gostaríamos de ver era os dirigentes do PSD manterem uma postura de coerência pelo novo aeroporto internacional de Lisboa, pelos grandes investimentos para o distrito...» sic (ibidem). Aqui a edil, por um lado, põe à tona o pragmatismo do PSD porque se os sociais-democratas já não mantêm a coerência face ao Aeroporto Internacional de Lisboa, isto significa que, no passado, já defenderam esta infra-estrutura; por outro, Amélia Antunes é de facto uma esquerdista com todas as letras escarrapachadas porque, com maior ou menor consciência disso, defende o Estado socialista cada vez mais pai de todas as criancinhas.
-Mas, ó Marafuga, com a franqueza que te caracteriza, confessa muito clarinho o que te vai na alma sobre esta problemática.
-Em primeiro lugar, o Estado devia retirar-se deste tipo de obras e deixá-las à iniciativa privada; em segundo, independentemente de público ou privado ou a tenebrosa mistura de ambas as coisas, "Portela + 1" na BA6 reforçaria a tentação hegemónica que o Montijo sempre teve face a Alcochete.
03 maio 2012
O pecado da social-democracia
Primeiro que tudo, vamos lá dar uma ideia do que é o pecado. Este é o mal moral (Leibniz).
E qual é o pecado da social-democracia?
O pecado da social-democracia é o pragmatismo. Este é «...a concentração de todos os meios e esforços, não no alcance de uma finalidade, mas na resolução dos problemas de cada momento» (Ernesto Palma). Nesta conformidade, para a social-democracia, o que se diz e faz hoje, pode não ser o que se dirá e fará amanhã. É o relativismo que nasce da crença para todas as esquerdas de que o mal é ontológico, isto é, a substância do nosso ser é o mal (Miguel Real). A partir daqui tudo é admissível (aborto, infanticídio, eutanásia, "casamento" entre dois homens ou duas mulheres...o diabo a quatro) desde que controlado pelos iluminados do Estado socialista. Mancomunado com este está a social-democracia porque uma organização política só é de direita quando gravita em torno de um corpus doutrinário que se respeita perenemente sem que isto leve à petrificação dos princípios em termos absolutos.
E qual é o pecado da social-democracia?
O pecado da social-democracia é o pragmatismo. Este é «...a concentração de todos os meios e esforços, não no alcance de uma finalidade, mas na resolução dos problemas de cada momento» (Ernesto Palma). Nesta conformidade, para a social-democracia, o que se diz e faz hoje, pode não ser o que se dirá e fará amanhã. É o relativismo que nasce da crença para todas as esquerdas de que o mal é ontológico, isto é, a substância do nosso ser é o mal (Miguel Real). A partir daqui tudo é admissível (aborto, infanticídio, eutanásia, "casamento" entre dois homens ou duas mulheres...o diabo a quatro) desde que controlado pelos iluminados do Estado socialista. Mancomunado com este está a social-democracia porque uma organização política só é de direita quando gravita em torno de um corpus doutrinário que se respeita perenemente sem que isto leve à petrificação dos princípios em termos absolutos.
Aeroporto Complementar de Lisboa (2)
À semelhança do que aconteceu em Alcochete e Montijo, a Assembleia Municipal da Moita, com os votos de todas as esquerdas, também reprovou o apoio ao Aeroporto Complementar de Lisboa na BA6.
No meio disto tudo, o meu problema é só um: compreender as coisas.
Independentemente da minha visão política, eu compreendo a atitude das esquerdas: face a tudo o que fuja a uma lógica de sobreposição do Estado à sociedade, as esquerdas enquistam-se. Tenho deixado bem claro, ao longo dos meus textos, que isto é o mal que toda a pessoa consciente deve combater porque ameaça a liberdade dos nossos filhos e netos.
Assim colocado o problema, mudemos o curso ao discurso: sendo eu natural de Alcochete, conhecendo eu bem a história do meu concelho nos últimos 120 anos, fazendo eu parte e estando consciente da idiossincrasia dos grupos autóctones, estudando eu a micro-cultura alcochetana há quase 40 anos, como poderia apoiar esta "ideia" dos PSDs na nossa sub-região? Desprovido de realismo político, apoiá-la-ia se estivesse ao serviço de um partido político e de costas para as populações. Mas isto com o Marafuga não é possível. Eis também porque nunca servirei a gente da minha terra como gostaria de fazer, sobretudo na área da cultura. É a minha sina.
No meio disto tudo, o meu problema é só um: compreender as coisas.
Independentemente da minha visão política, eu compreendo a atitude das esquerdas: face a tudo o que fuja a uma lógica de sobreposição do Estado à sociedade, as esquerdas enquistam-se. Tenho deixado bem claro, ao longo dos meus textos, que isto é o mal que toda a pessoa consciente deve combater porque ameaça a liberdade dos nossos filhos e netos.
Assim colocado o problema, mudemos o curso ao discurso: sendo eu natural de Alcochete, conhecendo eu bem a história do meu concelho nos últimos 120 anos, fazendo eu parte e estando consciente da idiossincrasia dos grupos autóctones, estudando eu a micro-cultura alcochetana há quase 40 anos, como poderia apoiar esta "ideia" dos PSDs na nossa sub-região? Desprovido de realismo político, apoiá-la-ia se estivesse ao serviço de um partido político e de costas para as populações. Mas isto com o Marafuga não é possível. Eis também porque nunca servirei a gente da minha terra como gostaria de fazer, sobretudo na área da cultura. É a minha sina.
02 maio 2012
Aeroporto Complementar de Lisboa
Tal como em Alcochete, também na cidade vizinha comunistas e socialistas votaram contra a moção do PSD local a favor do Aeroporto Complementar de Lisboa na Base Aérea n.º 6 do Montijo.
Toda a gente percebe a posição das esquerdas. Estas são por grandes obras cujo parceiro-mor seja o Estado. Qualquer espaço onde o Estado seja patrão, aí temos um degrau para o Estado socialista, distribuidor das migalhas da pobreza de todos.
Mas pronto. O PSD/Montijo fez o que naturalmente lhe competia.
No meio disto tudo, eu só não percebo o PSD/Alcochete.
Quem fará luz na minha cabeça dura que...apesar de tudo não é desprovida de alguma inteligência que...apesar de tudo deve ser respeitada?
Toda a gente percebe a posição das esquerdas. Estas são por grandes obras cujo parceiro-mor seja o Estado. Qualquer espaço onde o Estado seja patrão, aí temos um degrau para o Estado socialista, distribuidor das migalhas da pobreza de todos.
Mas pronto. O PSD/Montijo fez o que naturalmente lhe competia.
No meio disto tudo, eu só não percebo o PSD/Alcochete.
Quem fará luz na minha cabeça dura que...apesar de tudo não é desprovida de alguma inteligência que...apesar de tudo deve ser respeitada?
30 abril 2012
Passos obrigado a decidir sobre o fim das touradas - Política - Sol
Passos obrigado a decidir sobre o fim das touradas - Política - Sol
Eu defendo com todas as minhas forças a Festa Brava, mas não estou de acordo que as câmaras apoiem as corridas de toiros com dinheiros públicos, portanto, com dinheiros oriundos dos pagadores de impostos.
Não me digam que com esta posição, conhecida a defesa pública que faço da Festa Brava, borro a pintura toda.
Se borro...paciência! Entrar em contradição com todo o meu pensamento actual sobre o homem e o mundo é que não posso.
Eu defendo com todas as minhas forças a Festa Brava, mas não estou de acordo que as câmaras apoiem as corridas de toiros com dinheiros públicos, portanto, com dinheiros oriundos dos pagadores de impostos.
Não me digam que com esta posição, conhecida a defesa pública que faço da Festa Brava, borro a pintura toda.
Se borro...paciência! Entrar em contradição com todo o meu pensamento actual sobre o homem e o mundo é que não posso.
Estruturas do mal
A Câmara Municipal de Alcochete - como qualquer outra - não existe para fazer o bem porque a política é outra coisa, quero dizer, a política é o exercício de combater o mal.
Mas o mal não se combate, por exemplo, aplicando o máximo previsto por uma lei - ela própria já fruto da maledicidade* do Estado - que regulamenta o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI).
IMIs de várias centenas de euros por casas normalíssimas numa ruela de Alcochete não é deter o mal, mas deixar que este avance porque, paulatinamente, é o valor da propriedade privada que vai morrendo. Isto traz insegurança a um número cada vez maior de pessoas, favorecendo a segurança de um pequeno número de outras, isto é, a classe política. Mas esta que se cuide porque as populações, arrochadas, poderão invocar a liberdade.
Por tudo o que digo, as práticas de muitas câmaras, entre estas a de Alcochete, negam a noção do que é a política dada por Real, Miguel, Nova Teoria do Mal, Publicações D. Quixote, Lisboa, 2012, p. 120: «...a política estatui-se como arte de prevenir ou remediar o mal...» sic.
Nota: foi mesmo "maledicidade" (do Lat. maledicus) que eu quis escrever.
Mas o mal não se combate, por exemplo, aplicando o máximo previsto por uma lei - ela própria já fruto da maledicidade* do Estado - que regulamenta o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI).
IMIs de várias centenas de euros por casas normalíssimas numa ruela de Alcochete não é deter o mal, mas deixar que este avance porque, paulatinamente, é o valor da propriedade privada que vai morrendo. Isto traz insegurança a um número cada vez maior de pessoas, favorecendo a segurança de um pequeno número de outras, isto é, a classe política. Mas esta que se cuide porque as populações, arrochadas, poderão invocar a liberdade.
Por tudo o que digo, as práticas de muitas câmaras, entre estas a de Alcochete, negam a noção do que é a política dada por Real, Miguel, Nova Teoria do Mal, Publicações D. Quixote, Lisboa, 2012, p. 120: «...a política estatui-se como arte de prevenir ou remediar o mal...» sic.
Nota: foi mesmo "maledicidade" (do Lat. maledicus) que eu quis escrever.
28 abril 2012
Discurso do Deputado Municipal Luiz Batista/PSD na Sessão Solene relativa às Comemorações do 38º Aniversário do 25Abril realizada na Câmara de Alcochete
Exmo. Sr. Presidente da Assembleia Municipal de Alcochete
Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal
Exmos. Sr.ª e Srs. Vereadores
Exmos. Srs. Membros da Assembleia Municipal
Exmos Srs. Representantes de Instituições e Associações Locais
Exmas Sras. e Srs. Convidados
Alcochetanas e Alcochetanos
Celebramos hoje, nesta sala de actos, o trigésimo oitavo aniversário do 25 de Abril.
Não posso assim, no início da minha intervenção, deixar passar a oportunidade para expressar uma palavra de gratidão aos Militares de Abril, por tudo o que fizeram e pelo que representam para Portugal e para todos nós.
Naquele tempo, num tempo muito diferente daquele que hoje vivemos, festejamos a Liberdade e a Democracia. Foi a partir desse momento histórico que Portugal iniciou um percurso de notável desenvolvimento socioeconómico e melhoria nas condições de vida das suas populações. Muito por força da nossa integração na União Europeia, cuja solidariedade tem permitido corrigir assimetrias que certamente não estávamos em condições de ultrapassar sozinhos.
Indiscutivelmente, a ajuda europeia ocasionou um inegável salto qualitativo em todos os sectores da vida portuguesa. Porém, o caminho trilhado nem sempre tem sido sinónimo de uma cultura de rigor e intransigência perante as dificuldades que o progresso acarreta.
Nestes últimos anos, designadamente a partir de 1995, a nossa apetência pelo despesismo e impotência para responder com convicção às incertezas do mundo contemporâneo conduziram a um excessivo endividamento e descontrolo das contas públicas. Cujas consequências são bem conhecidas e levaram a que Portugal tivesse, uma vez mais, de pedir assistência financeira aos nossos parceiros internacionais.
Assim, por força de uma inquietante situação das finanças nacionais, Portugal, infelizmente, em 2012, para além de comemorar 38 anos de vida em Democracia, assinala também um ano de intervenção externa.
E, por culpa própria, não tendo alternativa, só nos restou pedir ajuda...
Portugal, desde a tomada de posse do XIX Governo constitucional, vem respeitando tudo aquilo a que outros voluntariamente se comprometeram.
Cumprindo um programa que o Governo de então subscreveu com as instâncias internacionais e que, em oportunidade, apresentou ao País. E é neste caminho que temos de continuar, pois, caso contrário, o empobrecimento será generalizado e a qualidade de vida da maioria dos portugueses fortemente penalizada.
Estamos agora em tempo de corrigir erros e ajustar realidades, para mais tarde, na altura certa, voltar a abrir uma janela de esperança.
Só podemos ser verdadeiramente livres quando formos plenamente independentes.
Não podemos falhar quando todo o mundo tem os olhos postos em nós.
A crise financeira não pode servir de desculpa para não cumprirmos aquilo que assinamos.
Portugal não pode tornar a errar!
Minhas senhoras e meus senhores.
Todos sabemos que há um longo caminho para percorrer. É imperativo nacional, nos tempos que correm, reformar o Estado.
Por motivos de racionalidade e responsabilidade, impõe-se o seu emagrecimento, tanto a nível central como a nível local, por forma a que se possa, com menores recursos, melhorar a prestação do serviço público.
Isto é, fazer mais com menos!
Chegou assim a hora de olharmos com atenção para a indispensável reforma do Poder Local. Os modelos de estrutura e funcionamento das Autarquias estão falidos. Estão actualmente em completa ruptura económica e financeira. São despesistas e pouco produtivos face aos imensos recursos que consomem. O país não consegue suportar o nível de endividamento da maioria das Autarquias, nem a ausência de controlo e disciplina que elas denotam no uso dos dinheiros públicos.
Os mais de trinta e cinco anos de existência do Poder Local levam-nos à conclusão que se revela essencial operar um conjunto de mudanças. Mudanças que sejam capazes de garantir o futuro e de melhor responder às necessidades das populações e das instituições.
Tenciona o Governo, a breve trecho, implementar a Reorganização Administrativa Territorial Autárquica, cujo diploma, recentemente aprovado na Assembleia da República, visa, no fundo, introduzir outra escala e dimensão ao modo de funcionamento das Freguesias.
É objectivo fazer com que as Freguesias ganhem eficiência, maior autonomia e mais responsabilidades. Atribuindo-lhes outras competências e outros meios.
Devo ainda fazer uma chamada de atenção, aos autarcas aqui presentes, para a importância da chamada “Lei dos Compromissos”.
Torna-se claro que este instrumento, já em vigor, tem o propósito de moralizar atitudes e impor limites ao endividamento público que, no caso específico do Poder Local, não tem parado de crescer.
Impossibilitando assim o consecutivo aumento da dívida sem critério e sem cuidado.
Por outro lado, devo também recordar que se vivem dias de austeridade e que, por essa circunstância, estão a ocorrer situações de grave carência social. Consequência de opções políticas erradas e mal conduzidas que, no antecedente, não souberam acautelar o futuro.
Temos é de estar preparados para atacar o fenómeno e minimizar os casos de emergência nos grupos expostos a maior risco.
Para o Governo, a sensibilidade social com os mais desfavorecidos constitui uma inequívoca prioridade. Contudo, o apoio aos mais necessitados deve mobilizar, não só o Governo, mas também toda a sociedade. Deve mobilizar igualmente Autarquias, IPSS, movimento Concordatário e muitas outras instituições presentes no seio das comunidades.
É isso que todos esperamos e queremos.
Entre nós, no nosso Concelho, saliente-se a acção dos movimentos solidários, voluntariamente organizados em torno da Igreja, Misericórdia e IPSS que, com o apoio do Banco Alimentar e da Segurança Social, estão já no terreno, minorando dificuldades e ajudando quem, neste momento, pouco possui. É, pois, com enorme satisfação que afirmo, nesta sala, que a solidariedade dos Alcochetanos não é uma palavra vã.
É, pelo contrário, uma palavra repleta de sentido e de significado.
Importa ainda deixar uma palavra para a questão do desemprego.
Um flagelo que atravessa não apenas o nosso País mas também muitos outros países da Comunidade.
Hoje por hoje, o desemprego é uma preocupação dominante na sociedade portuguesa, ao qual só uma agenda de desenvolvimento económico é capaz de dar adequada resposta. Afinal, aquilo que o Governo se propõe promover, saneadas que estejam as finanças públicas. Infelizmente, à volta do tema, muitos apenas fazem ruído, contribuindo mais para o avolumar do problema do que para a sua solução...
Alavancar a actividade económica afigura-se, no entanto, uma tarefa de assinalável dificuldade face ao quadro de recessão que se vive na União Europeia. Tarefa em que teremos seguramente sucesso se cumprirmos com as metas propostas, lançarmos os programas adequados e levarmos em frente uma política de desenvolvimento assente em três objectivos fundamentais:
Consolidação, Crescimento e Confiança.
Neste contexto, é também tempo de acabar com a megalomania da “grande obra pública” e com a apetência para o lançamento de “obra nova”, muita dela de questionável interesse para as populações.
É tempo de cuidar do nosso património comum e passar a “usar tudo aquilo que já está feito”.
A sociedade civil, os empresários portugueses e a nossa capacidade de atrair investimento terão de estar à altura de responder aos desafios que se colocam para que a retoma seja uma realidade. Só desta forma o país iniciará uma rota de crescimento, saindo do marasmo em que se encontra.
Não há outra forma de fazer as coisas.
Não há outra forma de dar futuro aos trabalhadores portugueses.
Não há outra forma de garantir maior prosperidade e mais coesão social.
Minhas senhoras e meus senhores.
Vivemos tempos difíceis.
Temos de redobrar esforços e, tal como fizeram os militares, transmitir uma mensagem de confiança no futuro. Recuperar os valores e o espírito de Abril.
Perante as dificuldades, Portugal tem de ter o discernimento de aproveitar as janelas de oportunidade que os momentos de crise sempre apresentam. Impõe-se inovar e reformar Portugal.
Só com uma postura íntegra e elevado sentido de missão podemos devolver o ânimo e a expectativa ao nosso povo. Expectativa por um País melhor, por um Concelho melhor e por uma vida melhor para os nossos filhos.
Vou finalizar esta minha intervenção, formulando ainda um voto de esperança. Esperança que no próximo ano ou nos próximos anos, quando aqui de novo se assinalar o aniversário da data que agora lembramos, a luz, que já se vai vendo no nosso horizonte, seja mais visível e traga a todos a possibilidade de um futuro mais radioso.
Portugal tem potencialidades, tem gente empreendedora, trabalhadora e solidária.
Tem tudo para ser uma terra de progresso e prosperidade.
Eu, por mim, acredito e tenho esperança que seremos capazes de conquistar o nosso próprio futuro.
Também em Alcochete bem precisamos de olhar o futuro com esperança.
O 25 DE ABRIL É DE TODOS!
O 25 DE ABRIL É DE PORTUGAL!
Viva o 25 de Abril!
Viva Alcochete!
Viva Portugal!
Luiz Batista
Presidente da CPC do PSD/Alcochete
Exmo. Sr. Presidente da Assembleia Municipal de Alcochete
Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal
Exmos. Sr.ª e Srs. Vereadores
Exmos. Srs. Membros da Assembleia Municipal
Exmos Srs. Representantes de Instituições e Associações Locais
Exmas Sras. e Srs. Convidados
Alcochetanas e Alcochetanos
Celebramos hoje, nesta sala de actos, o trigésimo oitavo aniversário do 25 de Abril.
Não posso assim, no início da minha intervenção, deixar passar a oportunidade para expressar uma palavra de gratidão aos Militares de Abril, por tudo o que fizeram e pelo que representam para Portugal e para todos nós.
Naquele tempo, num tempo muito diferente daquele que hoje vivemos, festejamos a Liberdade e a Democracia. Foi a partir desse momento histórico que Portugal iniciou um percurso de notável desenvolvimento socioeconómico e melhoria nas condições de vida das suas populações. Muito por força da nossa integração na União Europeia, cuja solidariedade tem permitido corrigir assimetrias que certamente não estávamos em condições de ultrapassar sozinhos.
Indiscutivelmente, a ajuda europeia ocasionou um inegável salto qualitativo em todos os sectores da vida portuguesa. Porém, o caminho trilhado nem sempre tem sido sinónimo de uma cultura de rigor e intransigência perante as dificuldades que o progresso acarreta.
Nestes últimos anos, designadamente a partir de 1995, a nossa apetência pelo despesismo e impotência para responder com convicção às incertezas do mundo contemporâneo conduziram a um excessivo endividamento e descontrolo das contas públicas. Cujas consequências são bem conhecidas e levaram a que Portugal tivesse, uma vez mais, de pedir assistência financeira aos nossos parceiros internacionais.
Assim, por força de uma inquietante situação das finanças nacionais, Portugal, infelizmente, em 2012, para além de comemorar 38 anos de vida em Democracia, assinala também um ano de intervenção externa.
E, por culpa própria, não tendo alternativa, só nos restou pedir ajuda...
Portugal, desde a tomada de posse do XIX Governo constitucional, vem respeitando tudo aquilo a que outros voluntariamente se comprometeram.
Cumprindo um programa que o Governo de então subscreveu com as instâncias internacionais e que, em oportunidade, apresentou ao País. E é neste caminho que temos de continuar, pois, caso contrário, o empobrecimento será generalizado e a qualidade de vida da maioria dos portugueses fortemente penalizada.
Estamos agora em tempo de corrigir erros e ajustar realidades, para mais tarde, na altura certa, voltar a abrir uma janela de esperança.
Só podemos ser verdadeiramente livres quando formos plenamente independentes.
Não podemos falhar quando todo o mundo tem os olhos postos em nós.
A crise financeira não pode servir de desculpa para não cumprirmos aquilo que assinamos.
Portugal não pode tornar a errar!
Minhas senhoras e meus senhores.
Todos sabemos que há um longo caminho para percorrer. É imperativo nacional, nos tempos que correm, reformar o Estado.
Por motivos de racionalidade e responsabilidade, impõe-se o seu emagrecimento, tanto a nível central como a nível local, por forma a que se possa, com menores recursos, melhorar a prestação do serviço público.
Isto é, fazer mais com menos!
Chegou assim a hora de olharmos com atenção para a indispensável reforma do Poder Local. Os modelos de estrutura e funcionamento das Autarquias estão falidos. Estão actualmente em completa ruptura económica e financeira. São despesistas e pouco produtivos face aos imensos recursos que consomem. O país não consegue suportar o nível de endividamento da maioria das Autarquias, nem a ausência de controlo e disciplina que elas denotam no uso dos dinheiros públicos.
Os mais de trinta e cinco anos de existência do Poder Local levam-nos à conclusão que se revela essencial operar um conjunto de mudanças. Mudanças que sejam capazes de garantir o futuro e de melhor responder às necessidades das populações e das instituições.
Tenciona o Governo, a breve trecho, implementar a Reorganização Administrativa Territorial Autárquica, cujo diploma, recentemente aprovado na Assembleia da República, visa, no fundo, introduzir outra escala e dimensão ao modo de funcionamento das Freguesias.
É objectivo fazer com que as Freguesias ganhem eficiência, maior autonomia e mais responsabilidades. Atribuindo-lhes outras competências e outros meios.
Devo ainda fazer uma chamada de atenção, aos autarcas aqui presentes, para a importância da chamada “Lei dos Compromissos”.
Torna-se claro que este instrumento, já em vigor, tem o propósito de moralizar atitudes e impor limites ao endividamento público que, no caso específico do Poder Local, não tem parado de crescer.
Impossibilitando assim o consecutivo aumento da dívida sem critério e sem cuidado.
Por outro lado, devo também recordar que se vivem dias de austeridade e que, por essa circunstância, estão a ocorrer situações de grave carência social. Consequência de opções políticas erradas e mal conduzidas que, no antecedente, não souberam acautelar o futuro.
Temos é de estar preparados para atacar o fenómeno e minimizar os casos de emergência nos grupos expostos a maior risco.
Para o Governo, a sensibilidade social com os mais desfavorecidos constitui uma inequívoca prioridade. Contudo, o apoio aos mais necessitados deve mobilizar, não só o Governo, mas também toda a sociedade. Deve mobilizar igualmente Autarquias, IPSS, movimento Concordatário e muitas outras instituições presentes no seio das comunidades.
É isso que todos esperamos e queremos.
Entre nós, no nosso Concelho, saliente-se a acção dos movimentos solidários, voluntariamente organizados em torno da Igreja, Misericórdia e IPSS que, com o apoio do Banco Alimentar e da Segurança Social, estão já no terreno, minorando dificuldades e ajudando quem, neste momento, pouco possui. É, pois, com enorme satisfação que afirmo, nesta sala, que a solidariedade dos Alcochetanos não é uma palavra vã.
É, pelo contrário, uma palavra repleta de sentido e de significado.
Importa ainda deixar uma palavra para a questão do desemprego.
Um flagelo que atravessa não apenas o nosso País mas também muitos outros países da Comunidade.
Hoje por hoje, o desemprego é uma preocupação dominante na sociedade portuguesa, ao qual só uma agenda de desenvolvimento económico é capaz de dar adequada resposta. Afinal, aquilo que o Governo se propõe promover, saneadas que estejam as finanças públicas. Infelizmente, à volta do tema, muitos apenas fazem ruído, contribuindo mais para o avolumar do problema do que para a sua solução...
Alavancar a actividade económica afigura-se, no entanto, uma tarefa de assinalável dificuldade face ao quadro de recessão que se vive na União Europeia. Tarefa em que teremos seguramente sucesso se cumprirmos com as metas propostas, lançarmos os programas adequados e levarmos em frente uma política de desenvolvimento assente em três objectivos fundamentais:
Consolidação, Crescimento e Confiança.
Neste contexto, é também tempo de acabar com a megalomania da “grande obra pública” e com a apetência para o lançamento de “obra nova”, muita dela de questionável interesse para as populações.
É tempo de cuidar do nosso património comum e passar a “usar tudo aquilo que já está feito”.
A sociedade civil, os empresários portugueses e a nossa capacidade de atrair investimento terão de estar à altura de responder aos desafios que se colocam para que a retoma seja uma realidade. Só desta forma o país iniciará uma rota de crescimento, saindo do marasmo em que se encontra.
Não há outra forma de fazer as coisas.
Não há outra forma de dar futuro aos trabalhadores portugueses.
Não há outra forma de garantir maior prosperidade e mais coesão social.
Minhas senhoras e meus senhores.
Vivemos tempos difíceis.
Temos de redobrar esforços e, tal como fizeram os militares, transmitir uma mensagem de confiança no futuro. Recuperar os valores e o espírito de Abril.
Perante as dificuldades, Portugal tem de ter o discernimento de aproveitar as janelas de oportunidade que os momentos de crise sempre apresentam. Impõe-se inovar e reformar Portugal.
Só com uma postura íntegra e elevado sentido de missão podemos devolver o ânimo e a expectativa ao nosso povo. Expectativa por um País melhor, por um Concelho melhor e por uma vida melhor para os nossos filhos.
Vou finalizar esta minha intervenção, formulando ainda um voto de esperança. Esperança que no próximo ano ou nos próximos anos, quando aqui de novo se assinalar o aniversário da data que agora lembramos, a luz, que já se vai vendo no nosso horizonte, seja mais visível e traga a todos a possibilidade de um futuro mais radioso.
Portugal tem potencialidades, tem gente empreendedora, trabalhadora e solidária.
Tem tudo para ser uma terra de progresso e prosperidade.
Eu, por mim, acredito e tenho esperança que seremos capazes de conquistar o nosso próprio futuro.
Também em Alcochete bem precisamos de olhar o futuro com esperança.
O 25 DE ABRIL É DE TODOS!
O 25 DE ABRIL É DE PORTUGAL!
Viva o 25 de Abril!
Viva Alcochete!
Viva Portugal!
Luiz Batista
Presidente da CPC do PSD/Alcochete
O Marafuga que diga o que pensa
Tanto em relação ao Documento Verde de Reforma da Administração Local como agora em relação ao Aeroporto Complementar de Lisboa, o PSD/Alcochete revela que está a milhas de saber o que foi a História de Alcochete no dealbar do séc. XX e o que é a idiossincrasia, micro-cultura e realidade alcochetanas.
Assina
João José da Silva Marafuga
Assina
João José da Silva Marafuga
MOÇÃO APRESENTADA PELO DEPUTADO MUNICIPAL DO PSD LUIZ BATISTA NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE ALCOCHETE EM 27ABRIL2012
MOÇÃO RELATIVA À DEFESA DA INSTALAÇÃO DO AEROPORTO COMPLEMENTAR À PORTELA, PROJECTO POPULARMENTE CONHECIDO POR "PORTELA + 1", NA BASE AÉREA Nº 6 NO MONTIJO
"VAMOS USAR O QUE JÁ ESTA FEITO!"
"No Desafio do Desenvolvimento do País, o Distrito de Setúbal afirma “Presente!”
O Turismo é um dos principais sectores da economia portuguesa, pela sua importância ao nível do crescimento e do emprego, tendo o seu peso na economia vindo a crescer nos últimos anos. Portugal é um dos 20 principais destinos turísticos mundiais, mas tem vindo a perder quota para outros mercados.
Portugal ambiciona crescer turisticamente a uma taxa anual de 5%, prevendo-se que em 2015 venham a Portugal cerca de 20 milhões de turistas com o consumo de cerca 15 mil Milhões de Euro de receitas.
O Alentejo terá a maior taxa de crescimento anual de 11%, com fundamental importância no Litoral Alentejano.
Na região de Lisboa, o Turismo tem crescido a um ritmo elevado, com uma taxa anual de 6,3 %, acima de destinos concorrenciais como Londres, Paris e Madrid, mas inferior ao de cidades de referência como Praga e Barcelona, condicionado por limitações na acessibilidade aérea – recorde-se que a este propósito que Barcelona tem mais ligações aéreas que Lisboa.
Tendo em atenção os respetivos PLANOS REGIONAIS de ORDENAMENTO do TERRITÓRIO, o reforço das Acessibilidades Aéreas é considerado um dos pilares fundamentais para um desenvolvimento turístico sustentado, a regiões emissoras com maior potencial turístico em cada mercado emissor e, terá grande impacto no crescimento dos fluxos turísticos a curto prazo.
A prioridade deverá ser dada à redução de lacunas ao nível das ligações diretas, permitidas pelo sistema ponto-a-ponto das companhias aéreas low cost, entre os principais aeroportos do país e os mercados emissores, que se pretende que contribuam para a redução da sazonalidade, sendo pedra fundamental, e integrante, para um dos sectores mais importantes da Economia Portuguesa, para a Economia do Distrito de Setúbal e em particular dos Concelhos de Alcochete e Montijo.
Por outro lado, as tendências mundiais apontam no sentido da diminuição nos custos de transporte e no aumento da despesa com a estadia, razão motivadora de um investimento inadiável num aeroporto complementar para Lisboa. Neste contexto, o número de ligações aéreas efetuadas por companhias low cost assume especial relevância.
O desempenho turístico de Portugal tem sido condicionado por lacunas nas acessibilidades aéreas;
As companhias aéreas de transporte low cost apresentam menores custos de operação, conseguindo por isso rentabilizar as rotas mais facilmente, principalmente em voos inferiores a 3 horas.
No âmbito do chamado Ciclo do Turista, no que se refere às Acessibilidades, verifica-se a tendência para a redução dos custos com transportes, sendo importante para um destino europeu, captar rotas e bases principalmente de companhias low cost.
Prevê-se que o crescimento do turismo seja dinamizado pelos diversos produtos turísticos, de que se destacam: City Break (Lisboa e Península de Setúbal) e cross-selling de Lisboa com o Alentejo, aproveitando o contraste do divertimento/desporto com a calma da natureza (Lisboa com Península de Setúbal e Litoral Alentejano). O crescimento deve ser alavancado pelos produtos turísticos: Touring, Sol e Mar, Golfe e Ecoturismo (Península de Setúbal e Litoral Alentejano).
Prevê-se que por volta de 2020, o número de movimentos por hora ultrapasse a capacidade aeroportuária da Portela. Como o horizonte temporal para a implementação de uma infraestrutura aeroportuária é longo, urge atempadamente tomar decisões que permitam a sustentabilidade das acessibilidades aéreas na região de Lisboa.
O PLANO ESTRATÉGICO de TRANSPORTES apontava já no sentido de se estudar uma alternativa complementar ao aeroporto da Portela, referindo as possibilidades de ser na BA6 Montijo ou no Campo de Tiro de Alcochete, ou ainda o aproveitamento modular do CTA - Campo de Tiro de Alcochete, prevenindo a possibilidade futura de se poder avançar para uma cidade Aeroportuária e Logística integrada.
No final de 2011, o Governo tomou a decisão de nomear um grupo de trabalho para estudar as formas de maximização da capacidade atual do aeroporto da Portela e, ao mesmo tempo, estudar a possibilidade de reconverter, para complementar o aeroporto da Portela, uma das bases aéreas militares da região de Lisboa, nomeadamente: BA6 Montijo; BA1 Sintra; Depósito Geral de Material da Força Aérea de Alverca, admitindo ainda as eventuais hipóteses da BA5 de Monte Real e, do aeroporto de Beja. Foi dado a este grupo de trabalho o prazo de 90 dias para apresentar o referido estudo.
Uma análise global ao aeroporto do Montijo permite afirmar que a sua situação atual é a que reúne melhores condições para acolher esta infraestrutura, não só porque possui um conjunto de características intrínsecas que se constituem como pontos fortes muito importantes para um aeroporto deste tipo, mas também atendendo à sua localização na medida em que as acessibilidades e meios de transporte a cidades vizinhas estão bem consolidados.
A base aérea do Montijo possui o Aeroporto Complementar que permite a maior expansão, e com o menor custo, fator fundamental para a viabilidade económica, na prática de baixas taxas aeroportuárias “exigidas” pelos operadores low Cost.
Face ao exposto, a Assembleia Municipal de Alcochete, reunida em sessão Ordinária em 27 de Abril de 2012, decide manifestar o seu apoio à escolha da BA6 no Montijo para a instalação do Aeroporto Complementar de Lisboa.
Mais decide dar conhecimento à Sr.ª Presidente da Assembleia da República, Grupos Parlamentares representados na Assembleia da República, Sr. Primeiro-Ministro e divulgar esta moção junto da comunicação social."
Esta Moção foi rejeitada com os votos dos deputados municipais das bancadas da CDU e PS...
Com esta tomada de posição se vê a estratégica de desenvolvimento que ambos os Partidos perspectivam para o Concelho de Alcochete!...Infelizmente é assim...
Cada vez mais se torna evidente que Alcochete tem de dar uma oportunidade ao PSD... para que, a partir daí, se inicie um outro ciclo com novas políticas, cujo horizonte de crescimento e desenvolvimento assegure um efectivo futuro ao Concelho e respectivas Freguesias!...
MOÇÃO RELATIVA À DEFESA DA INSTALAÇÃO DO AEROPORTO COMPLEMENTAR À PORTELA, PROJECTO POPULARMENTE CONHECIDO POR "PORTELA + 1", NA BASE AÉREA Nº 6 NO MONTIJO
"VAMOS USAR O QUE JÁ ESTA FEITO!"
"No Desafio do Desenvolvimento do País, o Distrito de Setúbal afirma “Presente!”
O Turismo é um dos principais sectores da economia portuguesa, pela sua importância ao nível do crescimento e do emprego, tendo o seu peso na economia vindo a crescer nos últimos anos. Portugal é um dos 20 principais destinos turísticos mundiais, mas tem vindo a perder quota para outros mercados.
Portugal ambiciona crescer turisticamente a uma taxa anual de 5%, prevendo-se que em 2015 venham a Portugal cerca de 20 milhões de turistas com o consumo de cerca 15 mil Milhões de Euro de receitas.
O Alentejo terá a maior taxa de crescimento anual de 11%, com fundamental importância no Litoral Alentejano.
Na região de Lisboa, o Turismo tem crescido a um ritmo elevado, com uma taxa anual de 6,3 %, acima de destinos concorrenciais como Londres, Paris e Madrid, mas inferior ao de cidades de referência como Praga e Barcelona, condicionado por limitações na acessibilidade aérea – recorde-se que a este propósito que Barcelona tem mais ligações aéreas que Lisboa.
Tendo em atenção os respetivos PLANOS REGIONAIS de ORDENAMENTO do TERRITÓRIO, o reforço das Acessibilidades Aéreas é considerado um dos pilares fundamentais para um desenvolvimento turístico sustentado, a regiões emissoras com maior potencial turístico em cada mercado emissor e, terá grande impacto no crescimento dos fluxos turísticos a curto prazo.
A prioridade deverá ser dada à redução de lacunas ao nível das ligações diretas, permitidas pelo sistema ponto-a-ponto das companhias aéreas low cost, entre os principais aeroportos do país e os mercados emissores, que se pretende que contribuam para a redução da sazonalidade, sendo pedra fundamental, e integrante, para um dos sectores mais importantes da Economia Portuguesa, para a Economia do Distrito de Setúbal e em particular dos Concelhos de Alcochete e Montijo.
Por outro lado, as tendências mundiais apontam no sentido da diminuição nos custos de transporte e no aumento da despesa com a estadia, razão motivadora de um investimento inadiável num aeroporto complementar para Lisboa. Neste contexto, o número de ligações aéreas efetuadas por companhias low cost assume especial relevância.
O desempenho turístico de Portugal tem sido condicionado por lacunas nas acessibilidades aéreas;
As companhias aéreas de transporte low cost apresentam menores custos de operação, conseguindo por isso rentabilizar as rotas mais facilmente, principalmente em voos inferiores a 3 horas.
No âmbito do chamado Ciclo do Turista, no que se refere às Acessibilidades, verifica-se a tendência para a redução dos custos com transportes, sendo importante para um destino europeu, captar rotas e bases principalmente de companhias low cost.
Prevê-se que o crescimento do turismo seja dinamizado pelos diversos produtos turísticos, de que se destacam: City Break (Lisboa e Península de Setúbal) e cross-selling de Lisboa com o Alentejo, aproveitando o contraste do divertimento/desporto com a calma da natureza (Lisboa com Península de Setúbal e Litoral Alentejano). O crescimento deve ser alavancado pelos produtos turísticos: Touring, Sol e Mar, Golfe e Ecoturismo (Península de Setúbal e Litoral Alentejano).
Prevê-se que por volta de 2020, o número de movimentos por hora ultrapasse a capacidade aeroportuária da Portela. Como o horizonte temporal para a implementação de uma infraestrutura aeroportuária é longo, urge atempadamente tomar decisões que permitam a sustentabilidade das acessibilidades aéreas na região de Lisboa.
O PLANO ESTRATÉGICO de TRANSPORTES apontava já no sentido de se estudar uma alternativa complementar ao aeroporto da Portela, referindo as possibilidades de ser na BA6 Montijo ou no Campo de Tiro de Alcochete, ou ainda o aproveitamento modular do CTA - Campo de Tiro de Alcochete, prevenindo a possibilidade futura de se poder avançar para uma cidade Aeroportuária e Logística integrada.
No final de 2011, o Governo tomou a decisão de nomear um grupo de trabalho para estudar as formas de maximização da capacidade atual do aeroporto da Portela e, ao mesmo tempo, estudar a possibilidade de reconverter, para complementar o aeroporto da Portela, uma das bases aéreas militares da região de Lisboa, nomeadamente: BA6 Montijo; BA1 Sintra; Depósito Geral de Material da Força Aérea de Alverca, admitindo ainda as eventuais hipóteses da BA5 de Monte Real e, do aeroporto de Beja. Foi dado a este grupo de trabalho o prazo de 90 dias para apresentar o referido estudo.
Uma análise global ao aeroporto do Montijo permite afirmar que a sua situação atual é a que reúne melhores condições para acolher esta infraestrutura, não só porque possui um conjunto de características intrínsecas que se constituem como pontos fortes muito importantes para um aeroporto deste tipo, mas também atendendo à sua localização na medida em que as acessibilidades e meios de transporte a cidades vizinhas estão bem consolidados.
A base aérea do Montijo possui o Aeroporto Complementar que permite a maior expansão, e com o menor custo, fator fundamental para a viabilidade económica, na prática de baixas taxas aeroportuárias “exigidas” pelos operadores low Cost.
Face ao exposto, a Assembleia Municipal de Alcochete, reunida em sessão Ordinária em 27 de Abril de 2012, decide manifestar o seu apoio à escolha da BA6 no Montijo para a instalação do Aeroporto Complementar de Lisboa.
Mais decide dar conhecimento à Sr.ª Presidente da Assembleia da República, Grupos Parlamentares representados na Assembleia da República, Sr. Primeiro-Ministro e divulgar esta moção junto da comunicação social."
Esta Moção foi rejeitada com os votos dos deputados municipais das bancadas da CDU e PS...
Com esta tomada de posição se vê a estratégica de desenvolvimento que ambos os Partidos perspectivam para o Concelho de Alcochete!...Infelizmente é assim...
Cada vez mais se torna evidente que Alcochete tem de dar uma oportunidade ao PSD... para que, a partir daí, se inicie um outro ciclo com novas políticas, cujo horizonte de crescimento e desenvolvimento assegure um efectivo futuro ao Concelho e respectivas Freguesias!...
Tenho medo dos socialismos
Tenho medo de todos os socialismos porque estes, ao longo dos últimos 100 anos, mataram mais de duzentos milhões (200.000.000) de pessoas.
Aqui, quando falo em socialismos, estou a falar em todos os totalitarismos, isto é, no comunismo e nos fascismos, sobretudo o nazismo.
Tenho medo de todos os socialismos porque estes estão contra a Civilização Ocidental Judaico-Cristã que a todo o custo querem destruir, destruindo o cristianismo, a tradição, a família, os direitos individuais, a propriedade privada, a economia de mercado, a cultura de raiz popular, a moral, a lei.
Tenho medo de todos os socialismos porque estes estão a favor do ambientalismo, do feminismo, do abortismo, da tenebrosa ideologia de género, do homossexualismo, da liberalização das drogas e o diabo a sete.
Tenho medo dos socialismos porque estes trabalham para o fim da liberdade, sobrepondo cada vez mais o peso do Estado à sociedade.
E não me venhas dizer que este meu medo está ligado a qualquer problema edipiano mal resolvido. Se achas que sim, então deixa ir a tua propriedade para as garras dos teus algozes só para que estes não digam que não resolveste o complexo de Édipo.
A Psicanálise é mais uma ideologia na mão dos socialismos.
Nota: vamos pôr isto a claro. Nos meus textos, emprego muito a expressão "ter medo disto e daquilo". O que é que eu, no fundo, quero dizer? Ou melhor: o que é que eu, no fundo, quero fazer? Eu quero reduzir aquilo de que digo ter medo a nada.
Aqui, quando falo em socialismos, estou a falar em todos os totalitarismos, isto é, no comunismo e nos fascismos, sobretudo o nazismo.
Tenho medo de todos os socialismos porque estes estão contra a Civilização Ocidental Judaico-Cristã que a todo o custo querem destruir, destruindo o cristianismo, a tradição, a família, os direitos individuais, a propriedade privada, a economia de mercado, a cultura de raiz popular, a moral, a lei.
Tenho medo de todos os socialismos porque estes estão a favor do ambientalismo, do feminismo, do abortismo, da tenebrosa ideologia de género, do homossexualismo, da liberalização das drogas e o diabo a sete.
Tenho medo dos socialismos porque estes trabalham para o fim da liberdade, sobrepondo cada vez mais o peso do Estado à sociedade.
E não me venhas dizer que este meu medo está ligado a qualquer problema edipiano mal resolvido. Se achas que sim, então deixa ir a tua propriedade para as garras dos teus algozes só para que estes não digam que não resolveste o complexo de Édipo.
A Psicanálise é mais uma ideologia na mão dos socialismos.
Nota: vamos pôr isto a claro. Nos meus textos, emprego muito a expressão "ter medo disto e daquilo". O que é que eu, no fundo, quero dizer? Ou melhor: o que é que eu, no fundo, quero fazer? Eu quero reduzir aquilo de que digo ter medo a nada.
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