31 outubro 2006

Mensagem sociológica da Festa Brava


Não há a menor dúvida de que a Festa Brava favorece e fortalece as relações sociais, ou seja, as relações de convivência entre membros de uma comunidade.
Mas o sentido e finalidade da categoria festa não são outros.
Assim sendo, a Festa Brava é factor de coesão de uma sociedade, reunião de pessoas fracturadas entre o gozo dos direitos e a tensão dos deveres.
Na própria Corrida de Toiros vejo eu um sociodrama porque aquela, ao fim e ao cabo, é uma representação ordenada para uma acção terapêutica como se de uma catarse colectiva se tratasse em benefício dos espectadores.

Secundária de Alcochete é exemplar

Embora a mencione com atraso, esta notícia não me escapou. Parabéns a quem na Escola Secundária de Alcochete vela pela segurança.
Dá prazer ter uma escola bonita e exemplar em segurança.

30 outubro 2006

Mensagem política da Festa Brava


A Festa Brava, através da sua vertente mais nobre, a corrida de toiros, reflecte a ordem.
Ninguém vai a uma corrida de toiros esperando qualquer alteração neste espectáculo: sai o toiro, depois vem o cavaleiro, a seguir os forcados e sempre assim até à sexta vez, o que traz à memória a ordem da Criação.
Na verdade, Deus é o supremo ordenador de tudo quanto existe. Nesta conformidade, podemos encarar a ordem como um mandamento dado a cada um, ao grupo, à cidade.
A cidade de Deus desce sobre a cidade dos homens e esse ponto de união é a garantia do nosso equilíbrio.
Equilíbrio entre dois mundos é a Corrida de Toiros à Portuguesa. Nesta estão representadas em sã convivência hierárquica a antiga aristocracia e a plebe.
A Corrida à Portuguesa, imagem de ordem (imago ordinis), lembra à Democracia que esta deve opor a benéfica autoridade ao mero horizontalismo estiolante.

Para petizes de palmo e meio (3)

DESCOBERTA

Fui de Braga a Santiago,
De Portugal à Galiza
A cumprir antigo fado
Que inda hoje tanto viça.

Arrimado ao meu bordão,
Saco ao ombro do preciso,
Todo em recordação
Duma era que diviso.

Encontrei um pastor
Atrás do seu rebanho.
Entreguei-me àquela dor,
À memória de antanho.

Avancei no meu caminho
Rumo sempre ao Santuário.
Uma tarde cansadinho
Vi de Cristo o sudário.

Abandonei o cajado
Agarrado à descoberta
Que a procura sem achado
É montanha deserta.

João Marafuga

29 outubro 2006

Para petizes de palmo e meio (2)

JOANINHA

Eu cá sou a vermelhinha,
Senhora de boas-novas
E também uma gracinha...
Nestas pintas vão as provas.

Pintinhas pretas na cor,
Salpicos sobre carmim.
Sou mensageira de amor
Sem nada pedir p'ra mim.

Das árvores sou amiga,
Como piolhos sem conto.
Inda assim há quem siga
Conselhos de velho tonto!

Poiso às vezes sobre gente
Que nem sempre acolhe bem
O meu gesto que é presente
Sem encargo p'ra ninguém!

Fico então muito tristinha
Por tamanha ingratidão,
Mas eu sou uma joaninha
Afeita sempre ao perdão.

João Marafuga

28 outubro 2006

Sou agulha de muita linha ordinária

Se não fosse este simples blog, os comunistas viveriam nesta terra de Alcochete como peixes na água.
O que impede os militantes dos partidos da oposição de uma denúncia a toda a altura do que se passa verdadeiramente na Câmara? São coarctados pelas próprias estruturas locais dos partidos políticos a que pertencem?
Eu também sou militante de um partido político. Alguma vez eu consentiria que este tentasse limitar a minha intervenção cívica? O que sempre comi e como nunca foi ganho à gosma fosse de que partido fosse. Não devo nada a ninguém. Só princípios de ordem civilizacional me impedem de dizer tudo o que penso.
O mais engraçado é que sou eu quem dá o rosto e os que passam todo o tempo nas tocas saem delas a dois ou três meses das eleições para reclamar as primeiras posições nas listas partidárias. Que nome acham que eu estou a pensar para designar esses homens? Ou alguém julga que eu desconheço as obscenidades do nosso léxico? Eu tenho é vergonha, o que eles não têm, embora seja com a minha vergonha que essa gente se safa.
E pronto! Já desabafei. Ou será proibido?

Mensagem estética da Festa Brava


O toureio a cavalo, a pé, a pega dos forcados, etc., são uma cadeia de momentos artísticos que arrebatam as nossas emoções. É por esta razão que poetas, narradores, pintores, escultores e músicos de todo o Ocidente se têm inspirado na Festa Brava para a consecução de obras imortais, património de toda a Humanidade.
Nesta nossa terra de Alcochete não há nenhum Picasso ou Hemingway, mas seria suprema ingratidão não reconhecer o trabalho de vários dos nossos pintores e poetas que através de belas telas ou poemas fazem jus ao estro daqueles vultos da arte universal.

27 outubro 2006

Verdades a que temos direito


Entrevistas lidas no último número do jornal da terra, atinentes ao primeiro aniversário de uma derrota justificada e de uma vitória imerecida no poder local, confirmam duas coisas:
1. O que se escreveu sobre a matéria neste blogue fica aquém da realidade;
2. Para dizer o mínimo, a câmara é um covil de mistificação.
Assumo as minhas responsabilidades na primeira, lamentando ter sido demasiado brando.
Quanto à segunda, que só surpreenderá os distraídos, as soluções terão de partir da comunidade porque individualmente ninguém conseguirá emendar nada.
Colectivamente deveria reflectir-se sobre se merecemos a mentira e a trapaça ou se as entrevistas representam um murro no estômago de quem se sacrifica para pagar impostos.

Se se justifica haver crianças em escolas inqualificáveis, algumas sem nenhum ou com refeitório contentorizado, enquanto se realizaram obras não prioritárias, como um aberrante e dispendioso fórum cultural, uma biblioteca para o quádruplo da população residente e uma avenida a que decidiram chamar variante para o Estado a co-financiar.
Se é justo continuar a subsidiar um associativismo que, em número significativo de casos, serve somente para pobres de espírito e de capacidade de iniciativa se armarem em importantes, embora haja centenas de pessoas que calcorreiam caminhos enlameados e esburacados, como as residentes em Pinhal do Concelho, Passil, Terroal e não só.
Se devemos continuar a contemporizar com o desperdício de dinheiro em festanças a que a maioria não vai, embora haja centenas de idosos vivendo em isolamento e condições tais que, se conhecidos, chocariam até corações empedernidos.
Dou apenas três exemplos para não maçar, embora tenha coleccionado um grande saco deles.
A vós cabe decidir se preferem continuar com a cabeça enfiada na areia ou se é a hora de varrer o lixo, não para debaixo do tapete mas para o local correcto.

Quando pressinto perfilarem-se no horizonte alguns potenciais candidatos a herdeiros desta choldra, peço-lhes um pouco de dignidade e de coragem: demonstrem, previamente, dispor da vassoura adequada para limpar esta porcaria.
Provem ser bons técnicos de limpeza. Porque disto sei que todos são capazes.



P.S.-O blogue «Escândalos no Montijo» republicou este texto, gentileza que agradeço ao seu animador.

Mensagem épica da Festa Brava


No toiro vemos também um ícone das forças da natureza.
A verticalidade do homem é a razão.
A história da Festa Brava pode ser encarada como representação da história cruzada de Deus e dos homens porque a luta homem-toiro simboliza a colaboração da Humanidade com a obra da Criação.
Nesta conformidade, homem e toiro são dois sujeitos de uma mesma saga.

26 outubro 2006

Para petizes de palmo e meio (1)

PINHEIRINHO

Pinheirinho a dar ao vento
Sozinho no descampado,
Eu percebo o teu lamento,
Esse choro abafado.

Esse choro abafado
Sem remédio que te valha.
Tudo à volta está tragado
Por monstro que a morte espalha.

Por monstro que a morte espalha
Cuja fome nunca sacia.
Monte e vale vira em fornalha,
Some tudo o que o chão cria.

Some tudo o que o chão cria,
Para trás fica o cinzeiro,
Cemitério sem valia,
Durante dias fumeiro.

Durante dias fumeiro
Por onde a vista alcança...
Pinheirinho derradeiro,
De outro mundo és a esperança!

João Marafuga

2.190 contadores de água em Alcochete?

Estive a ler estes relatórios do Instituto da Água e descobri algo estranho relativamente a Alcochete: no ano de 2002 havia somente 2.190 contadores/clientes de água instalados no município.
Isto só pode estar errado:
1. A maioria não toma banho? Não lava loiça? Nem roupa?
2. A maioria confecciona a comida com água da chuva ou engarrafada?
3. A maioria tem poço ou furo?
4. A câmara decidiu, num gesto magnânimo e louvável, que a maioria da população não paga água de consumo?
Como pode uma estatística oficial mencionar um contador por cada 6,8 habitantes, se no concelho, em 2002, residiam quase 14.000 pessoas?
Como se explica tal se no concelho de Alandroal, distrito de Évora, há 4.093 contadores para 6.293 residentes? Se em Sobral de Monte Agraço, distrito de Lisboa, há 4.206 contadores para 9.789 residentes? E se em Arruda dos Vinhos, também no distrito de Lisboa, para 11.210 residentes há 5.419 contadores?
O fenómeno de Alcochete – indigno até do Entroncamento, concelho cujos 20.065 habitantes têm 9.974 contadores – tem de ser explicado.
Cá para mim a coisa ainda faz menos sentido porque, no mesmo ano de 2002, o total de água captada pela câmara foi de 283.605m3 (20,2m3/habitante/ano), dando origem aos mesmos 283.605m3 de "sobrantes" para a ETAR.
Isto é, os poucos que pagaram a água ainda se deram ao luxo de a despejar toda na sanita!
Não, aqui há gato! Alguém meteu água ou a pata na poça! E com estatísticas destas não vamos a parte alguma!
Será possível a câmara divulgar, regularmente, números rigorosos ou também é segredo de estado?

Vou hastear bandeira negra

Desta vez vou mesmo hastear uma bandeira negra à janela. O motivo está aqui.
Se, por vezes, chega a Alcochete o cheiro pestilencial da fábrica Portucel de Setúbal, é natural que às emanações tóxicas da cimenteira suceda o mesmo.

Ainda lutam?


Frequentemente visito este blogue – invulgar repositório de propaganda política do tempo em que as alminhas falavam sem ser entredentes – porque me diverte e me recorda lições de vida que, infelizmente, não passaram de pais para filhos. O que é pena, pois se essa herança fosse transmitida a sociedade não seria hoje abúlica e apática.
Desse blogue copiei a imagem ao lado (espero que TóColante não se zangue...), a qual me suscita certas dúvidas:
1. Os comunistas ainda lutam pela elevação do nível de vida das classes trabalhadoras e do povo em geral?
2. Os comunistas que hoje governam nesta praça conhecem o programa do partido e tomaram ou pensam tomar decisões consentâneas com estes princípios?
3. Estarei tão desmiolado ou pitosga a ponto de não enxergar uma única decisão dessas em 360 dias?

25 outubro 2006

Mensagem axiológioca da Festa Brava


Na relação homem-toiro, descubro um manancial inesgotável de valores: disciplina, ordem, espírito de grupo, coragem, arrojo, destreza, esforço... Estes valores são suporte de qualquer sociedade que se preze.
O ataque à Festa Brava não é por acaso, pois segundo o princípio da razão suficiente em Filosofia, nada acontece gratuitamente.
Atacar a Festa Brava a partir de um plano emocional insere-se numa estratégia mais geral que visa atacar as sociedades ocidentais no valor mais basilar: a matriz judaico-cristã.

A câmara, as garagens e a chuva

Acabo de saber que, por volta das 0h30 de hoje, garagens da urbanização dos Barris estiveram, novamente, à beira de ser inundadas.
Se a chuva copiosa demorasse mais alguns minutos repetir-se-ia o fenómeno de Junho, acerca do qual escrevi aqui.
Dizem-me também que, nos últimos dias, veículos municipais têm sido vistos a circular na área das garagens dessa urbanização. Presume o meu informador que o pessoal camarário andará a verificar o estado dos esgotos pluviais.
Depois do que escrevi no texto acima referenciado, a minha recomendação à câmara só pode ser esta: não arrisquem mais e façam a obra que deve ser feita. E depressa, porque São Pedro não tem blogue e nunca avisa quando decide mandar dilúvio.
Parece-me óbvio que, em áreas isoladas, baixas e extensas como aquelas, para as quais debitam algerozes, varandas, telhados e o mais que pode observar-se quando a chuva cai com intensidade, é escassa uma única saída de água para a rede de drenagem.
Acresce que algumas saídas são demasiado estreitas e o excesso de água pode ocasionar novas inundações.
Não sou técnico da especialidade mas parece-me que, no mínimo, deveria haver duas caixas de escoamento, uma em cada extremo das áreas de garagens.

Preocupa-me

Estava a ler esta e esta notícias sobre o mesmo lamentável acidente e lembrei-me que, ao fim da manhã de hoje, vi dois autocarros dos TST imobilizados: um na ponte Vasco da Gama e outro no IC13.
Será só um dia aziago para a empresa?

Não sendo utente, nada mais posso dizer. Mas ultrapasso alguns autocarrros que me parecem demasiado velhos para velocidades de 110km/hora, como tenho notado na ponte.

24 outubro 2006

E mais esta novidade




Há coisas que devem partilhar-se por serem de interesse geral, porque as imagens, a devoção, a cor, a beleza, a paisagem e o tipicismo não estão sujeitos a barreiras linguísticas. São universalmente compreendidos e por isso a Internet é o meio ideal para mostrar ao mundo que os alcochetanos existem e são gente com tradições e emoções.

Continuo a crer que Alcochete aproveita mal as novas tecnologias de informação e comunicação e, na medida das minhas modestas capacidades, tenho procurado demonstrar ser possível fazer mais. Porque se nos abrimos ao mundo teremos muito a ganhar.
Este filme caseiro é de minha autoria (imagens e animação) e condensa pequena parte dos milhares de fotografias sobre Alcochete que mantenho em arquivo.
A banda sonora é original e foi produzida em computador por um ex-companheiro de trabalho, Manuel Araújo, ao qual agradeço esta colaboração e a disponibilidade manifestada para o futuro.
Veja, reveja e comente. Poderá também pontuar o interesse do filme directamente nesta página do YouTube.
Prometo mais animações, porque o meu arquivo é vasto e os temas diversificados.

Já agora, uma informação para quem não conhece estas festas e talvez nem mesmo Alcochete: as Festas do Barrete Verde e das Salinas realizam-se, anualmente, na segunda semana de Agosto. São organizadas, desde o início da década de 40 do século passado, pelo Aposento do Barrete Verde.
Presto homenagem aos antigos e actuais dirigentes da colectividade pela dedicação e tremendo esforço necessários para manter viva a tradição.


P.S. - Este vídeo sobre as festas do Barrete Verde e das Salinas foi hoje (quarta-feira, 26 de Outubro) o mais visto na secção «Travel & Places» do YouTube.
É este potencial de Alcochete que, espero, muito mais gente saiba aproveitar.

23 outubro 2006

Pagam os do costume

Após ler esta notícia, na qual se analisam alterações à tributação do património a partir de 2007, noutra comunidade que não esta deveriam os senhores da câmara preparar-se para novas e justificadas críticas dos munícipes.
Porque sendo aplicado às urbanizações habitacionais de Alcochete construídas depois de 1998 o coeficiente máximo de valorização (1,45) e estando previstos novos coeficientes em habitações com estacionamento coberto e não fechado, com arrecadações e arrumos, e aspectos como a localização e operacionalidade relativas, e sendo já os proprietários abrangidos os maiores contribuintes reais ou potenciais de IMI e doravante compelidos a pagar ainda mais ao município, teriam todo o direito de se indignar e aumentar o tom das críticas, exigindo tratamento equivalente na manutenção, conservação e utilização dos espaços públicos envolventes.
Por exemplo: faz todo o sentido os residentes na urbanização do Flamingo reclamarem ainda mais do estado de abandono em que se encontram, há anos, alguns espaços verdes. Tal como os da urbanização dos Barris, à porta dos quais colocaram uma variante e uma bomba de combustíveis que não contam como factores de redução do coeficiente de valorização, embora tenham de arrostar com o ruído, a poluição, o cheiro a gasolina e outros riscos associados o mau planeamento urbanístico.
Seria natural a reacção se, em vez de dormitório crescente de desenraizados e adormecidos pela propaganda, Alcochete fosse uma comunidade desperta, atenta e ciosa dos seus direitos. Até porque neste município sempre se aplicaram as taxas máximas de IMI e, chegado ao poder, o partido que tanto criticara essa política mandou a coerência às malvas e copiou-a sem hesitar.
Bem me parecia estéril a discussão das últimas semanas, entre o governo e o sindicato dos presidentes de câmara, a propósito da nova lei das finanças locais, por reconhecer que, na prática, a estratégia tem sido sempre a de reduzir as transferências do Estado para os municípios mas, paralelamente, aumentar-lhes as receitas com novos sacrifícios exigidos aos contribuintes.
No orçamento do Estado para 2007 estão previstas alterações suficientes para crer que essa política não mudou, pois os munícipes voltarão a desembolsar mais.
Podem os autarcas continuar a construir elefantes multicoloridos, a realizar obras inúteis e a gastar em banalidades, porque o financiamento virá sempre de quem, deliberadamente, não quer ter voz activa nem organizar-se para dizer basta!

Safas-te ou salvas-te?

Há uma pergunta que eu tenho que me fazer urgentemente: como quero morrer?
Eu quero morrer na fidelidade às esquerdas de raiz marxista ou na fidelidade à Civilização Ocidental de raiz cristã?
Na resposta que eu der a estas perguntas, escolho a escravidão ou a liberdade para a minha descendência.
Então sobre mim pesa uma tremenda responsabilidade, uma vez que os meus filhos ainda não atingiram a suficiente maturidade para escolhas livres.

22 outubro 2006

Mensagem antropológica da Festa Brava


Os nossos antepassados arcaicos, quando capturavam o herói de um grupo rival, ofereciam-no em sacrifício à divindade e comiam-lhe a carne porque pensavam que as virtualidades do destemido prisioneiro passavam para os elementos da tribo, ficando assim tolhido todo o arrojo dos inimigos.
A raiz mais profunda da civilização ocidental é judaica.
Abraão, coagido pela tradição ancestral a sacrificar o único filho legítimo ao Senhor para Lhe dar a extrema prova de submissão, resolve virar o bico ao prego, concluindo que se Deus é Deus, prescinde de qualquer prova exterior para saber que o homem se Lhe submete na profundeza do coração. Nesta conformidade, o menino Isaac é substituído por um animal em sacrifício ao Senhor.
O protagonista da Festa Brava é o toiro que entra na arena para ser imolado. Esta imolação, de alguma maneira funciona como catarse para os espectadores. Estes, ao menos enquanto dura o espectáculo, vendo o herói padecer, sentem aliviadas as próprias tensões da vida de todos os dias.