21 agosto 2009

Não dêem...

Não dêem milho ao melro.

Viseu, 21 de Agosto de 2009

Força Ninan

Como aficcionado e grande admirador da coragem dos Forcados , venho expressar a minha solidariedade ao Forcado Alcochetano João Salvação «Ninan» , vitima de um brutal acidente com uma bandarilha que lhe perfurou uma vista durante uma pega na corrida de toiros da passada 5ª Feira em Alcochete.
Coragem Ninan!

20 agosto 2009

As autárquicas do porrete

Tudo velho em demasia
Nesta terra de Alcochete.
Tristeza e demagogia...
Tudo a toque de porrete.


Viseu, 20 de Agosto de 2009

Análise sintética às listas de candidatos

Tendo feito uma leitura rápida nos documentos expostos no Tribunal do Montijo e respeitantes aos candidatos autárquicos dos diversos partidos, extraí as seguintes conclusões:
Câmara Muncipal de Alcochete:
1. O CDS-PP apresenta um único morador/recenseado de Alcohcete em 10 candidatos (7+3);
2. A CDU em 14 candidatos apresenta 6 independentes;
3. No PS não foi possivel destrinçar quem são os independentes e um não está recenseado em Alcochete;
4. No PSD em 10 candidatos, 6 são independentes e 2 estão recenseados no Montijo;
5. No BE em 10 candidatos, 1 é recenseado no Montijo e 2 em Fernão Ferro. Não foi possivel distinguir quem são os independentes.


Assembleia Municipal:
1. O BE apresenta 25 candidatos, dos quais quatro são suplentes (pode ter sido lapso de leitura, parece-me que a lista tem de ser rectificada). Dos 25 candidatos, 9 não estão recenseados em Alcochete.
2. No PS em 35 candidatos não foi possivel descortinar quem são os independentes e não foi vislumbrado quem são os não recenseados em Alcochete.
3. A CDU em cerca quarenta candidatos, apresenta 16 independentes.
4. O CDS-PP em 28 candidatos só um mora em Alcochete o mesmo que vai na lista da CMA, aliás há vários cruzamentos de nomes. Também não é possivel distinguir quem são os independentes.
5. No PSD em 28 candidatos, 19 são independentes e 13 não estão recenseados em Alcochete.

Estas informações permitirão fazer as leituras possiveis da credibilidade de algumas condidaturas e do trabalho que deveria ter sido feito ou terá sido conseguido a montante do acto eleitoral. Umas eleições preparam-se com quatro anos de antecedência, é essa a missão dos partidos e a responsabilidade dos dirigentes partidários.

Importa também realçar alguns factos os quais têm interesse de leitura política:
A. Há alguns cruzamentos de nomes nas diversas listas de cada partido, mas o mais relevante é o de Jorge Giro apresentar-se como candidato à CMA e em lugar de destaque de igual modo à AM. Será isto fraqueza da CDU ou o sinal politico por parte do PCP que apoia o acto vergonhoso da agressão?
B. O CDS-PP não se apresenta a votos às Assembleias de Freguesia, voltou aos anos oitenta/noventa!
C. O BE apresenta-se a votos às Assembleias de Freguesia, salvo algum lapso ocorre pela primeira vez.
D. A documentação entregue pelo PS e que corresponde à que foi exposta não é clara e transparente para fazer qualquer tipo de análise desta natureza.
E. No caso do PSD constata-se o elevado número de independentes e não recenseados em Alcochete, não se vislumbrando nas listas um elevado número de tradicionais integrantes destas listas. A única excepção a esta norma, verifica-se na AF do Samouco onde os recenseados/moradores na Freguesia faz o pleno, demonstrativo de algum trabalho politico.

19 agosto 2009

Novidade para um condómino

Acabo de descobrir que José Luis Vaz e Gala é cabeça-de-lista do CDS à Câmara Municipal de Alcochete. O candidato à Assembleia Municipal é Miguel Roquete.

Nazismo e comunismo


«[...] A Grande Guerra de 1914-1918 desencadeou o desenvolvimento de mais duas grandes monstruosidades mortíferas [...] que rapidamente se tornaram máquinas de exterminar. São elas, por um lado, o nazismo, por outro, o comunismo. [...] Para o nazismo, tratava-se de assegurar o domínio de uma raça supostamente superior, de um ponto de vista biológico e cultural, os arianos, sobre todas as outras raças. Para estabelecer definitivamente este domínio, os nazis afirmavam que era preciso exterminar o principal obstáculo e a principal impureza que consistiam na existência dos Judeus. Para o comunismo, pelo contrário, os objectivos eram profundamente generosos: instaurar uma igualdade entre todos, pôr fim à exploração do homem pelo homem e acabar com o domínio e o sofrimento que ela provoca. No entanto, em ambos os casos, o resultado acabou por ser o massacre de milhões e milhões de vítimas inocentes. Do lado dos nazis, as vítimas foram sobretudo os milhões de judeus mortos a tiro nos países da Europa de Leste, nos países bálticos até à Ucrânia, ou nas câmaras de gás dos campos de extermínio construídos pelos nazis na Alemanha e na Polónia. Do lado dos comunistas, as vítimas foram os milhões de russos deportados para os campos do gulag na Sibéria ou executados sumariamente em nome da necessidade de se desembaraçarem fisicamente de supostos exploradores do povo. [...], [N]estes dois regimes assassinos [...] encontramos [...] a pretensão de possuir uma verdade válida para toda a humanidade, capaz de criar a felicidade geral [...]. Estes regimes, a que chamamos totalitarismos porque querem controlar a totalidade da sociedade e da vida dos indivíduos, realçam de maneira assustadora traços já presentes ao longo de toda a história do Ocidente: a vontade de fazer todos felizes segundo um modelo pré-estabelecido e a eliminação física dos adversários» (Roger-Pol Droit).

18 agosto 2009

A ignomínia

Quase perfaz uma semana sobre a ignominiosa agressão de Jorge Giro a Luís Proença.
Quando a dita agressão é, com toda a obviadade, de raiz política, ignominiosamente, tentou-se colocá-la no plano pessoal para, a toda a força, o Partido Comunista sair ilibado.
Evidentemente que os comunistas não conseguem enganar todas sa pessoas. Eu estou entre estas.
O que aconteceu a Luís Proença foi uma exímia demonstração de barbárie que contraria os mais elementares princípios civilizacionais.
Porque não somos perfeitos, podemos admitir a hipótese de que Luís Proença, passando por Jorge Giro, o tivesse de alguma maneira provocado, mas o que, de modo nenhum, pode ser obliterado é a desproporcionalidade do acto levado a cabo pelo candidato comunista à vereação da Câmara Municipal de Alcochete.
Há pancadas menos violentas que a de Jorge Giro sobre Luís Proença que podem matar. Tudo depende do lugar onde elas caem.
Em termos individuais, não pouca é a responsabilidade de Jorge Giro perante a sua consciência relativamente aos factos ocorridos entre si e Luís Proença, mas em termos políticos, o grande responsável por tudo o que ocorreu é Luís Franco, candidato à presidência da Câmara Municipal de Alcochete pelo PCP porque este partido é cúmplice por figuras de segundo plano que lhe são afectas se manifestarem sistematicamente nos meios de comunicação social, resguardando na retaguarda as figuras de proa.
Como é que os resultados poderiam ser outros?

Duas explicações

Porque alguém teve curiosidade em saber pormenores, chamo a sua especial atenção para a coluna situada à esquerda deste texto, na qual, logo abaixo da imagem com o título do blogue, existem dois contadores distintos.
O primeiro, intitulado «Presentes», regista quantas pessoas estão, simultaneamente, a consultar páginas do blogue. Clicando na imagem desse contador acede-se a um gráfico do servidor externo «Radar URL», no qual é possível verificar os tráfegos máximo e médio registados hora a hora, no último mês e no ano precedente (neste caso com dados incompletos porque o contador foi introduzido há menos tempo).
Relativamente a esse gráfico há uma discrepância de horas a esclarecer. Como o servidor de «Radar URL» está instalado na costa Leste dos EUA, as horas mencionadas no gráfico correspondem a menos cinco horas que o fuso horário de Portugal Continental. Não estranhe que o tráfego neste blogue aumente significativamente a partir das 3h da madrugada e baixe a partir das 20h. Na realidade são 8h da manhã e 01h da madrugada, respectivamente, no território continental português.
Relativamente ao segundo contador, intitulado «Audiência», apenas regista a quantidade de acessos à página de rosto do blogue e não às demais (cada texto ou imagem correspondem a páginas individuais únicas, cujas consultas esse contador ignora).
Clicando na imagem deste contador o leitor não tem acesso a qualquer informação pormenorizada, mas ela existe e ajuda-nos a analisar a audiência do blogue.
O tráfego total até hoje captado por «Praia dos Moinhos» foi muitíssimo superior ao indicado nesse contador. Neste momento, por exemplo, o contador indica 84.779 acessos à página de rosto, embora tenham sido consultadas 167.162 páginas em todo o blogue.
A significativa diferença prende-se com o facto de cerca de metade das consultas a este blogue ter origem em motores de busca. Sempre que alguém recorre a um motor de busca para pesquisar algo na Internet, usando uma ou mais palavras-chave, desde que estas tenham sido empregues em textos aqui arquivados os mesmos aparecerão na listagem apresentada.
A título de curiosidade, eis alguns exemplos de pesquisas na Internet que, nos derradeiros minutos, originaram acessos a este blogue (além de "praia dos moinhos", normalmente a combinação de palavras que mais tráfego origina):
Mensagens deslealdade
Superlativo exemplo
Fábricas em Alcochete Crown
Alcochete candidatos socos fotos
Samouco
Postais Alcochete princípio do século
Luís Proença Alcochete
Exemplo de desenvolvimento sustentável
Festas Barrete Verde Jorge Giro
Concelho de empresa (mantive o erro ortográfico constante da pesquisa original)
que ninguém se salva, que ninguém se perde

Por último, revelo outra curiosidade: a imagem ilustrativa deste texto foi usada na construção do grafismo do título «Praia dos Moinhos» e representa, de facto, a Praia dos Moinhos, em Alcochete.
Trata-se de reprodução fotográfica de uma pintura original a óleo, da autoria de João Santana, datada de 1969. Há anos tive a rara oportunidade de fotografar o quadro numa residência alcochetana.

17 agosto 2009

Silêncio ensurdecedor

Como cidadão estou profundamente chocado porque, tendo ocorrido há cinco dias a bem conhecida e suficientemente documentada agressão a um cabeça-de-lista de um dos partidos concorrentes às eleições locais em Alcochete, desde então paira um estranho manto de silêncio político sobre o assunto.
Nada me dizem as orientações políticas de qualquer dos contendores. Mal os conheço e nada tenho a ver com os respectivos partidos, nem com qualquer outro. Também pouco me importa saber de quem é a culpa. A justiça existe para resolver esses e outros detalhes.
Enquanto membro desta comunidade somente me interessam os factos: um representante do povo na Assembleia Municipal – agora anunciado como candidato a vereador da Câmara Municipal – abriu o sobrolho a um oponente de outro partido, que teve de ser suturado com seis pontos. Como toda a gente sabe o incidente culminou meses de trocas de mimos políticos, por escrito e em meios de difusão pública.
Poderá ignorar-se ou minimizar-se politicamente o caso? Resume-se o assunto a uma questiúncula pessoal e segue-se em frente, como se tudo isto fosse trivial e aceitável?
Sigo há vários dias, atentamente, as inúmeras fontes informativas partidárias locais, distritais e nacionais, na esperança de que nelas apareça uma qualquer decisão ou reacção susceptível de aquietar espíritos toldados e devolver a confiança aos cidadãos. Contudo, até ao momento em que escrevo (madrugada de segunda-feira) apenas as estruturas local e distrital do PSD se pronunciaram sobre o caso, conforme assinalei aqui.
As restantes cúpulas partidárias locais andam distraídas, estão em férias ou entendem nada ter a comentar, esclarecer ou recomendar sobre matéria política de tamanha gravidade?
Os dirigentes partidários locais preferem ignorar o assunto e contemporizar com a instalação em Alcochete de um clima persecutório, susceptível de gerar receio ou medo generalizados que inviabilizariam a realização de eleições em condições de igualdade, de liberdade e de justiça?
Os dirigentes partidários locais não enxergam que uma campanha com silêncios cúmplices e comprometedores é susceptível de afastar ainda mais eleitores das urnas? Agrada-lhes essa perspectiva de uma abstenção elevadíssima? Querem democracia sem povo?
Há coisas que têm de ser ditas, doa a quem doer e custe o que custar! Mais vale perder eleições com honra e dignidade que tentar vencê-las com evasivas!
A inexistência de condenação ou de repúdio partidário por um acto público reprovável – com visível impacte na TV, Imprensa, Rádio e blogosfera e que acabaria por abafar o noticiário acerca das festas anuais de Alcochete – é tudo menos politicamente correcta.

O revolucionário


«Simultaneamente optimista, orgulhoso e voluntarista, para o revolucionário o futuro deverá ser radicalmente diferente do passado; ele acredita que tudo está ao seu alcance, que deve mudar a sociedade e portanto a natureza do homem. Se a sociedade lhe resistir, terá de recorrer à força, sem qualquer escrúpulo. Para todos os revolucionários o que conta, para tornar o mundo melhor, é a sua vontade e unicamente a sua vontade» (Balladur).

16 agosto 2009

A VERGONHA DESTE GOVERNO SOCIALISTA NÃO TEM LIMITES

Cito na integra uma noticia da Lusa do passado dia 12 de Agosto. Aproveitando para alertar que estejamos atentos aos acontecimentos que vão ocorrendo ainda durante este mês e depois digam que não há indicios de corrupção.

Incêndios: Governo desiste de concurso público e opta por "ajuste directo" para 95 veículos de socorro

Lisboa, 12 Ago (Lusa) - A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) decidiu a "exclusão de todas as propostas apresentadas" ao concurso público para fornecimento de 95 viaturas de socorro, pelo que o Governo vai fazer adjudicação directa, segundo o Ministério da Administração Interna.

Em causa estão 13 milhões de euros, mais IVA, aprovados em reunião de Conselho de Ministros na última semana de Julho, para aquisição de veículos florestais e urbanos de combate a incêndios e outras viaturas de socorro e assistência.

O gabinete do secretário de Estado da Protecção Civil, em resposta escrita à agência Lusa, justifica o "ajuste directo" das viaturas para os bombeiros devido a "um dos lotes ter ficado deserto", ou seja, nenhum concorrente ter respondido - trata-se do lote sete, "veículos tanques tácticos urbanos e rurais" -, e por, no caso dos "restantes sete lotes, todas as propostas apresentadas pelos respectivos concorrentes terem sido excluídas" pelo júri do concurso.

A ANPC excluiu todas as propostas ao concurso público 916/2009, distribuído por oito lotes de viaturas, por "falta de certificados", por "violação do preço base", por "falta de documentos relativos a termos e condições", além de outros documentos exigidos no caderno de encargos, conforme os relatórios finais do júri, que a agência Lusa consultou.

O ajuste directo "correrá os seus termos, de acordo com o estipulado para este tipo de procedimento pré-contratual no Código dos Contratos Públicos", explicou fonte do gabinete do secretário de Estado à Lusa.

Assim, o processo vai decorrer com o "envio de convites a todos os potenciais interessados", para apresentarem "propostas acompanhadas do respectivo caderno de encargos", com um "período de esclarecimentos, avaliação de propostas, negociação, relatórios preliminar e final e adjudicação", segundo o Ministério da Administração Interna.

No entanto, algumas empresas protestaram contra a decisão da ANPC durante o decorrer do concurso, nomeadamente no caso do lote seis, para fornecimento de "um veículo de socorro e assistência especial e 17 veículos de socorro e assistência tácticos", a que concorreram Iveco, Luís Figueiredo, Mercedes Benz Portugal e Jacinto Marques de Oliveira.

A autoridade adjudicou este lote à Mercedes no início de Junho, conforme consta no relatório preliminar do júri, que não inscreveu o valor da contratação bem como a descrição dos bens adquiridos.

A agência Lusa contactou as empresas que concorreram a este fornecimento, mas a maioria remeteu "declarações para depois" da conclusão do processo de aquisição das viaturas a concurso.

A agência Lusa solicitou ainda informações sobre os critérios de atribuição das viaturas, as entidades a que o Governo pretende distribuir os veículos e os prazos de entrega dos mesmos, mas a Secretaria de Estado da Protecção Civil não adiantou mais pormenores sobre o processo.

O concurso público contemplou oito lotes de viaturas: o lote um respeitava a um "veículo elevatório" com uma escada de 37 metros; os lotes dois, três e quatro correspondiam ao fornecimento de 45 veículos florestais de combate a incêndios; o lote cinco destinava-se à aquisição de 10 veículos ligeiros de combate a incêndios; o lote seis era para um veículo de socorro e assistência especial e mais 17 veículos de socorro e assistência tácticos.

No lote sete a ANPC solicitava proposta para quatro veículos tanques tácticos rurais e dois tanques tácticos urbanos e no lote oito do concurso era pedido aos concorrentes que apresentassem proposta para 14 veículos urbanos de combate a incêndios.

Dormem descansados

... porque temos pensado maduramente neste problema, não temos?

O cacique...

O cacique não é político, senão um homem abjecto.

15 agosto 2009

História do bairro hoje denominado 25 de Abril



Como nasceu, há mais de três décadas, o bairro de casas económicas de Alcochete.

A história do actualmente denominado Bairro 25 de Abril – situado entre a Escola do Ensino Básico de Valbom e o Hotel Alfoz, no sítio denominado «Pão Saloio», em Alcochete – principia por volta de 1964, logo que empossada a vereação da Câmara Municipal de Alcochete presidida por João Pereira Coutinho Leite da Cunha e tendo como vice-presidente o dr. Francisco Elmano Alves.
Foi então decidido que a iniciativa prioritária a pôr em acção por esse executivo municipal seria o crescimento urbanístico da vila.
O trabalho principiou pela elaboração do Plano Director Municipal, a cargo do eng.º Barata da Rocha, e a concretização dos estudos de pormenor dos núcleos com perspectiva de desenvolvimento imediato.

Paralelamente, a câmara lançou mão da compra de novas áreas rurais urbanizáveis, de modo a controlar no futuro os preços dos terrenos, não os deixando inflacionar pela especulação em detrimento da população.
Uns anos antes tinham-se recolhido, através de inquérito realizado junto da população, dados acerca das necessidades sentidas pelos residentes, trabalho executado por assistentes sociais e agregado ao denominado Plano de Desenvolvimento Comunitário de Alcochete.
Tais dados indicavam que uma das necessidades mais vivamente sentidas era a disponibilidade de habitação moderna e de renda acessível, dirigida sobretudo à faixa dos novos casais.
Foi nesse sentido que o vice-presidente Elmano Alves iniciou os contactos com o dr. Manuel Esquível Aboim Inglês, então delegado do Instituto Nacional do Trabalho e Previdência de Setúbal, a fim de encaminhar o processo administrativo para a construção de um bairro com capitais da Federação das Caixas de Previdência. O processo foi aberto e seguiu-se o inquérito prévio exigido por lei.
O dr. Elmano Alves continuaria a acompanhar as diligências processuais embora, entretanto, deixasse de exercer funções na Câmara Municipal, ingressando no governo de Marcelo Caetano como subsecretário de Estado.
Por um conjunto de circunstâncias favoráveis a Alcochete, o dr. Baltazar Rebelo de Sousa – pai do conhecido professor universitário e comentarista Marcelo Rebelo de Sousa – antigo subsecretário de Estado da Educação Nacional e Governador Geral de Angola, ascenderia ao cargo de ministro das Corporações, Previdência Social e da Saúde e Assistência.
E o mesmo dr. Elmano Alves exerce a sua influência junto do novo ministro – de quem fora secretário e era amigo de longa data e compadre – no sentido de abreviar a aprovação do bairro.

Pelo meio houve um pequeno mas simpático gesto, que poderá ter pesado no processo de de
cisão: ao criar-se a cantina escolar de Samouco entenderam os responsáveis locais da época atribuir-lhe como patrono o dr. Baltazar Rebelo de Sousa, que sempre subsidiara – inclusive do próprio bolso – a manutenção dessa cantina.
Na manhã de 31 de Maio de 1970 – dia da visita do Chefe do Estado para as comemorações do V Centenário do Nascimento d'EI-Rei D. Manuel I – seria prestada singela homenagem ao ilustre amigo de Alcochete, com o descerramento do seu medalhão em bronze e de uma lápida alusiva na cantina de Samouco.
Antes, na sede da Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense, realizar-se-ia uma sessão solene de boas-vindas, conforme destaca «O Século» na edição de 1 de Junho de 1970.
O dia foi de festa rija em Alcochete e o dr. Baltazar Rebelo de Sousa aproveita a cerimónia oficial para revelar que acabara de despachar a aprovação do Bairro da Federação das Caixas de Previdência, surpreendendo o Chefe do Estado e entidades presentes com a apresentação da maqueta dos 124 fogos a construir em terrenos antes adquiridos pela câmara, no sítio denominado Pão Saloio, cedidos à Federação das Caixas de Previdência. Imediatamente deu-se início à execução da obra.
A imagem antiga que ilustra este texto (a outra é do bairro na actualidade) reproduz o momento em que, junto à tribuna de honra, o então ministro das Corporações, Previdência Social e da Saúde e Assistência, dr. Baltazar Rebelo de Sousa, apresenta a maqueta daquele que antes da Revolução dos Cravos seria conhecido como Bairro da Caixa e que posteriormente passaria a denominar-se Bairro 25 de Abril.
De notar que, à esquerda da imagem acima, aparece também o então presidente da Câmara Municipal, João Pereira Coutinho Leite da Cunha.

Tertúlia de S. João


Fui à vila ao princípio da tarde. Fui até ao Largo do Poço. Calor abrasador. Dei meia volta e desci pela Rua Direita. A meio caminho, António Manso pega-me para visitar a Tertúlia de S. João. Entrei. O peso de Alcochete. Portugal inteiro.

Falámos de Alcochete, da Monarquia, da morte do Rei, da morte do Pai, da República... e até falámos do nada que é coisa nenhuma.

Fiz um esforço para reter as lágrimas. Ainda há quem viva em Portugal. Um dia evadir-nos-emos todos de todo este letargo.

Viva Portugal

Viva Alcochete

Viva a Tertúlia de S. João

Não há...

Não há comunismo honesto.

14 agosto 2009

Alerta

Para conhecimento do público, julgamento prévio e memória futura, aqui transcrevo um e-mail que acabo de receber de alguém que assina por Rogério Pereira (Rogério Miguel Pereira Dimas): «Sr. Marafuga tenha coragem de apresentar todos os comentários que recebe no seu Blog, seja verdadeiro, você sabe que aqui em Alcochete quem não se sente não é filho de boa gente, e quem reage a provocações não tem que ser condenado, muito mais tratar-se de um filho da terra. Acho que deveria repensar a sua maneira de estar perante os habitantes da terra, pois Alcochete não é uma terra de cobardes, e na imprensa viu-se quem deu a cara falando relativamente ao meu amigo Jorge. Eu não sou vermelho nem laranja, sou de Alcochete e orgulho-me no sangue que os meus antepassados me deixou nas veias, e você será que se orgulha?? Um abraço e tenha controlo no que fala. Os melhores cumprimentos. Rogério m. p. Dimas» sic.

Ponto Final

Por razões de reserva de privacidade removi as minhas fotos aqui publicadas evidenciando os sinais da agressão fisica perpetrada por Jorge Giro.
As fotos da minha agressão correram o país e gerou-se um enorme movimento de solidariedade em torno de mim, manifestação que se traduziu em centenas e centenas de mensagens que recebi por diversas formas , mormente através das redes sociais em que intervenho.
Pela primeira vez identifico pelo nome o meu agressor na medida em que na vasta cobertura que a imprensa nacional (escrita e televisiva) promoveu desta lamentável ocorrência , aquele assumiu pessoal e claramente a autoria pela agressão de que fui vitima.
Mantenho de forma inabalável que não tive qualquer responsabilidade no acto insano praticado por JG.
As motivações para a agressão foram clarificadas por JG à imprensa , perante a qual tentou mistificar uma justificação para a sua atitude.
As motivações e os factos serão agora apreciadas em sede própria,pelo que não faz mais sentido «chafurdar» no sangue num espaço que aprendi a apreciar e a respeitar.
A minha participação neste Blogue cessa portanto aqui , agradecendo uma vez mais a Fonseca Bastos a honra que me concedeu em poder ser um dos respectivos condóminos.
Até sempre e muito Obrigado.

13 agosto 2009

Praia dos Moinhos: Retirem as Vossas conclusões por favor.

Aqui fica o link para a noticia publicada na TVI:
http://www.tvi24.iol.pt/politica/alcochete-violencia-luis-proenca-eleicoes-jorge-giro-tvi24/1081911-4072.html

Retirem as Vossas conclusões por favor.


Eis o link para o texto publicado no Alcochetanidades no qual Jorge Giro descurtina «insultos» ao seu filho com que tenta justificar a agressão...

Leiam e retirem as Vossa conclusões.


Já agora tiveram oportunidade de ver os «sinais de agressão» no rosto do Jorge Giro na entrevista que deu à TVI e que passou no Telejornal de hoje e os sinais da agressão cobarde que sofri ...
Acrescento que segundo me foi dito no Hospital do Montijo o corte de cerca de 6 cm na vertical do sobrolho que sofri não poderia ter sido provocado por um simples soco. Teve de envolver o uso de um objecto contundente...
PS: Caso tivesse agredido Jorge Giro no rosto como aquele de forma ardilosa anda a divulgar , podem ter a certeza que aquele não apresentaria o rosto imaculado que exibiu para a TV. Vergonhoso...