Os comunistas poderão - talvez - acabar por desfazer o mal que fizeram a várias instituições desta terra de Alcochete (mais cedo ou mais tarde a Fundação João Gonçalves Júnior seguirá o mesmo caminho da Misericórdia).
O que os comunistas não poderão acabar por desfazer é o mal que fizeram no Moisém.
Esta nódoa anormal impor-se-á, no mínimo por cem anos, a naturais e visitantes como marca abjecta da irresponsabilidade e irracionalidade dos comunistas cuja divisa ignóbil é a seguinte: para o alcance dos fins não se olha a meios.
17 junho 2008
14 junho 2008
O Manifesto das Classes Médias

Em Enrique de Diego, El Manifiesto de las Clases Medias, Rambla, 2007, ficamos a saber que classes médias são aquelas que "vivem à custa do seu próprio trabalho".
O primeiro parágrafo do manifesto, livrinho de 100 páginas, reza assim: «As classes médias, por toda a parte estão espoliadas. Não obstante constituam a força mais dinâmica da Humanidade, nunca foram reconhecidas, sempre foram combatidas por inimigos poderosos que as têm estigmatizado e vilipendiado, acusando-as de reaccionárias e pragmáticas sem realce à forte carga idealista que têm sabido desenvolver. Têm sido perseguidas, torturadas, assassinadas, o próprio extermínio tem sido ensaiado. Agora se vêem espoliadas pelas castas que têm feito do parasitismo fiscal o modo de vida. Está na hora de que as classes médias se organizem e levantem para defender uma civilização que cambaleia, cega e desarmada pelos seus autoproclamados líderes morais» (tradução livre mas honesta de João Marafuga).
13 junho 2008
Igreja e esquerdas

Para mim, o pressuposto de que a Igreja Católica é um dos primeiros baluartes na defesa da liberdade para todos os homens à face do planeta não está sujeito a qualquer negociação e/ou revisão.
Mas todo o cristão, merecedor deste nome, pensa, conclui e age. Se eu ferir, eventualmente, susceptibilidades de católicos piedosos, penitenciar-me-ei publicamente como pública é esta minha tomada de posição.
Nós vemos a olhos vistos que as esquerdas primam pela desestabilização das famílias, fazendo crer a muitas destas que é mais rentável a ruptura do que a estabilidade do lar.
Perguntam-me: mas porquê assim? Porque a instituição família é veículo de valores remotos, obstáculos ao avanço da ideologia marxista, a base de comunismos e socialismos. Por outro lado, a desestruturação de famílias destrói parte considerável do tecido empresarial, enfraquecendo a dinâmica do mercado a favor da carga do Estado sobre a sociedade.
Perante tais aflições, por que razão a Igreja não toma atitudes mais enérgicas a partir da Conferência Episcopal e de todas as dioceses do País?
Não! Não estou a desconfiar da Igreja porque, se o estivesse, tal atitude seria desconfiar de todos, mas embora o medo não seja um sentimento cristão, tal verdade não invalida a ideia de que só os parvos é que não o têm.
Fazer alguma coisa pelo concelho
Em comentário recente, um(a) anónimo(a) incitava a fazer alguma coisa pelo concelho. Não explicou como e era importante tê-lo feito, porque acerca disso existem pontos de vista divergentes.
A quem está no poder, por exemplo, a melhor forma de os cidadãos ajudarem o concelho é fazerem como até aqui: alhearem-se. Se continuarem a pagar, quietos e calados, tudo correrá às mil maravilhas.
A quem, de forma mais ou menos desorganizada e quase sempre incoerente, luta para chegar ao poder, a melhor ajuda será apoiar os seus desejos de chegar lá acima, mesmo que ninguém saiba rigorosamente nada sobre o que pensa fazer, como e onde estão os meios necessários. Isso parece importar-lhes pouco, pois o importante é concretizarem os objectivos de assalto ao poder. Chegados lá saberão como tratar do resto.
Há também a maioria silenciosa, cansada e desiludida, que amaldiçoa a situação e barafusta por tudo e por nada, mas prefere ignorar soluções que dependem sobretudo da sua vontade e participação colectiva. Daqui a um ano essa maioria contribuirá para uma abstenção superior a 50% e seguir-se-ão mais quatro anos de sacrifícios e frustrações, sem que se vislumbre luz ao fundo do túnel.
Sobra uma reduzida franja de inquietos, que acreditam haver soluções se aparecer gente capaz de compreender que a situação actual é inaceitável, que se paga demasiado para nada haver em troca, que as autarquias não podem continuar opacas, que os eleitos mais recentes mentiram ou não justificaram a confiança em si depositada, que há demasiadas coisas por esclarecer nos corredores do poder, que os interesses da comunidade não estão a ser defendidos com vigor.
Nesta altura, creio que o melhor contributo que poderá ser dado pelos inquietos será prepararem um programa de acção, em torno do qual seja possível aglutinar desejos de mudança, de seriedade e de transparência.
Revelarei todos os anteprojectos que me sejam enviados e eu próprio irei redigir um breviário, a apresentar dentro de semanas.
Que não seja por carência de ideias que o imobilismo nos atire para a fossa.
A quem está no poder, por exemplo, a melhor forma de os cidadãos ajudarem o concelho é fazerem como até aqui: alhearem-se. Se continuarem a pagar, quietos e calados, tudo correrá às mil maravilhas.
A quem, de forma mais ou menos desorganizada e quase sempre incoerente, luta para chegar ao poder, a melhor ajuda será apoiar os seus desejos de chegar lá acima, mesmo que ninguém saiba rigorosamente nada sobre o que pensa fazer, como e onde estão os meios necessários. Isso parece importar-lhes pouco, pois o importante é concretizarem os objectivos de assalto ao poder. Chegados lá saberão como tratar do resto.
Há também a maioria silenciosa, cansada e desiludida, que amaldiçoa a situação e barafusta por tudo e por nada, mas prefere ignorar soluções que dependem sobretudo da sua vontade e participação colectiva. Daqui a um ano essa maioria contribuirá para uma abstenção superior a 50% e seguir-se-ão mais quatro anos de sacrifícios e frustrações, sem que se vislumbre luz ao fundo do túnel.
Sobra uma reduzida franja de inquietos, que acreditam haver soluções se aparecer gente capaz de compreender que a situação actual é inaceitável, que se paga demasiado para nada haver em troca, que as autarquias não podem continuar opacas, que os eleitos mais recentes mentiram ou não justificaram a confiança em si depositada, que há demasiadas coisas por esclarecer nos corredores do poder, que os interesses da comunidade não estão a ser defendidos com vigor.
Nesta altura, creio que o melhor contributo que poderá ser dado pelos inquietos será prepararem um programa de acção, em torno do qual seja possível aglutinar desejos de mudança, de seriedade e de transparência.
Revelarei todos os anteprojectos que me sejam enviados e eu próprio irei redigir um breviário, a apresentar dentro de semanas.
Que não seja por carência de ideias que o imobilismo nos atire para a fossa.
12 junho 2008
Realidades e fantasias (2)

Há três meses, neste texto, criticara o projecto de reorganização de serviços no Município de Alcochete, chamando a atenção para o facto de o panorama económico ser pouco lisonjeiro e não me parecer recomendável uma estrutura crescentemente pesada, compartimentada e burocratizada.
Recordava então que as empresas e o Estado estão, há anos, a emagrecer estruturas e hierarquias, a reduzir pessoal, a agilizar processos de decisão e a contratar serviços externos para executar tarefas rotineiras.
Escrevia ainda que jamais o desejo de dominação partidária poderia justificar que na organização administrativa se ampliassem estruturas funcionais no topo da hierarquia, tanto mais que a todos os munícipes é exigido o dinheiro necessário para financiar decisões.
Infelizmente, há inúmeras decisões manifestamente erradas.
E esta reorganização parece-me ser uma das piores, até à data.
Contudo, através do Edital n.º 581/2008, entrará amanhã em vigor. Consulte-se a II série do «Diário da República» de hoje, em cuja página 25967 é publicado o Regulamento de Organização dos Serviços Municipais e respectivo organograma.
Esse organograma está reproduzido na imagem acima e, embora ilegível (tal como no original electrónico), dá para entender a dimensão do erro que ninguém soube travar a tempo.
É bom recordar que, tanto em área como em população, o concelho de Alcochete é um dos mais pequenos do país. E, entre os 308 nacionais, o seu município ocupa também dos últimos lugares em termos orçamentais no Continente.
Espero que me demonstrem o acerto desta reorganização e do organograma reproduzido, em face do art.º 235.º da Constituição da República, segundo o qual as autarquias locais "visam a prossecução de interesses próprios das populações respectivas".
P.S. - Paulo Benito enviou-me a imagem que reproduzo, acompanhada do comentário que seguidamente também transcrevo:

"Não conheço o funcionamento da CMA, não conheço os seus indicadores de desempenho nem a sua eficácia ou eficiência organizacional. O que conheço, no âmbito da minha actividade profissional, é que as organizações tendem a ter actividades estruturadas por processos, que muitas vezes não estão alinhadas com a organização hierarquica-funcional tradicional (exemplo do organograma da CMA).
"O que espero, como cidadadão e munícipe, é que a CMA defina metas para o desempenho dos seus serviços. Exemplo: x dias para aprovar um licenciamento, y dias para a ligação da água, z dias para... Voto nas pessoas que me conseguirem dar isto, independentemente do partido que representam".
10 junho 2008
Hostel 2

No fim da noite de ontem, princípio da madrugada de hoje, o meu filho convidou-me para ver com ele um filme de terror (Hostel 2 apresentado por QUENTIN TARANTINO).
Condescendi pela centésima vez, mas logo a partir dos primeiros minutos, para gáudio meu, vi que o meu filho estava equivocado. É que desta feita, o terror estava ao serviço de uma fortíssima intervenção política que vem ao encontro da minha visão actual do homem e do mundo.
As nossas cabeças estão sob um macabro negócio entre megacapitalistas sem escrúpulos e defensores de ideologias assassinas, espada de Dâmocles que a uns decapitará (classes médias) e a outros (hordas de escravos) dominará através do medo.
Só Deus nos poderá salvar.
No fim, o meu filho perguntou-me: "Pai, na vida real há gente desta?" Eu respondi: "Há, sim, filho!".
09 junho 2008
Feira Quinhentista tem de evoluir
Agradeço a Paulo Benito ter-me enviado as imagens acima reproduzidas (clicar sobre cada uma para ver ampliação), que dão uma ideia da Feira Quinhentista e da recriação histórica de uma visita real a Alcochete no séc. XV, iniciativa promovida na passada sexta-feira (6 de Junho) pelo Grupo de História da Escola E.B. 2,3 El-Rei D. Manuel I que, este ano, teve a participação de outros estabelecimentos de ensino integrados no Agrupamento Vertical de Escolas de Alcochete e o apoio de inúmeras entidades públicas e privadas.
Acompanho esta manifestação há uma década e considero ter potencialidades para evoluir significativamente, até se transformar numa referência imprescindível nas manifestações locais de cariz popular.
Para que tal suceda são necessárias organização e mobilização de muito mais pessoas, porque planear pequeno e médio, à dimensão dos meios imediatamente disponíveis, pode prejudicar óptimas ideias.
Esta feira tem-se realizado sempre em dias úteis, por serem aqueles em que as escolas funcionam. Porém, nesses dias a esmagadora maioria da população (activa) está ocupada, a vila quase deserta e não há possibilidade de atrair forasteiros.
Rezam as crónicas, lidas nos últimos dois dias, que esta Feira Quinhentista foi um sucesso porque teve centenas de visitantes.
Ninguém se iluda com audiências ou afluências de dezenas ou centenas em manifestações públicas abertas. Alcochete tem perto de 17.000 residentes e qualquer iniciativa em espaço aberto a que acorra menos de 10% da população nada representa no plano local.
O centro histórico de Alcochete tem raras condições físicas para, pelo menos, durante um fim-de-semana inteiro, se transformar num imenso mercado à maneira medieval. Inúmeros edifícios e monumentos, além das artérias, são óptimos cenários para recriações históricas bem mais amplas e significativas.
Localmente há agricultores e produtos em quantidade suficiente, não me parecendo difícil planear e executar soluções que permitam às escolas angariar mais fundos para as suas actividades.
Também há inúmeras colectividades que, sem dificuldade, poderão associar-se.
E há comerciantes que se queixam da escassez de clientela, mas que podiam e deviam colaborar activamente gastando bem pouco.
Do Rossio ao Largo da Feira e da Rua do Norte ao Largo Helder Antoño, encerre-se o centro histórico ao tráfego automóvel e deixem-se as artérias livres para mercadores de ocasião e clientela.
Haja alguém que pense esta Feira Quinhentista a uma escala maior e verá que não se arrepende.
08 junho 2008
Caminho de Servidão

Ontem, em Badajoz, comprei este livro cuja contra-capa reza assim: «Publicado em 1944 e traduzido em numerosas línguas, CAMINHO DE SERVIDÃO popularizou o nome de FRIEDRICH A. HAYEK para lá das fronteiras do mundo académico, onde o seu prestígio científico (reconhecido em 1974 com o Prémio Nóbel de Economia) estava já solidamente estabelecido.
A tese central deste livro é que os avanços da planificação económica vão necessariamente unidos à perda das liberdades e progressão do totalitarismo».
Era o que faltava!
Em Alcochete paira no ar a ideia de que os abusos do PREC devem ser reparados.
Mas os alcochetanos sabem quem são os grandes responsáveis por asneiras a dar com pau levadas a cabo imediatamente a seguir ao 25 de Abril.
Sou cristão e é o espírito cristão que aqui se tem que erguer à altura da Cruz: eu próprio, nesta minha terra, participei em desmandos de que me envergonho e arrependo hoje, razão por que a todos os alcochetanos peço desculpa.
Mas falava eu das revolucionarices do segundo lustro dos anos setenta cujos autores são conhecidos.
Se eles se meteram nas alhadas, eles que se livrem delas. Não pretendam, ainda por cima, com esse ansiado livranço, a apanha de dividendos políticos através de coadjuvantes que nunca tiveram coisa nenhuma a ver com o assalto às instituições.
Estou, propositadamente, a utilizar uma linguagem um pouco cripta a fim de ver se contribuo para levar a água a bom moinho. Mas, entretanto, se nada se fizer, poderei chamar os bois pelos nomes que lhes são próprios.
Mas os alcochetanos sabem quem são os grandes responsáveis por asneiras a dar com pau levadas a cabo imediatamente a seguir ao 25 de Abril.
Sou cristão e é o espírito cristão que aqui se tem que erguer à altura da Cruz: eu próprio, nesta minha terra, participei em desmandos de que me envergonho e arrependo hoje, razão por que a todos os alcochetanos peço desculpa.
Mas falava eu das revolucionarices do segundo lustro dos anos setenta cujos autores são conhecidos.
Se eles se meteram nas alhadas, eles que se livrem delas. Não pretendam, ainda por cima, com esse ansiado livranço, a apanha de dividendos políticos através de coadjuvantes que nunca tiveram coisa nenhuma a ver com o assalto às instituições.
Estou, propositadamente, a utilizar uma linguagem um pouco cripta a fim de ver se contribuo para levar a água a bom moinho. Mas, entretanto, se nada se fizer, poderei chamar os bois pelos nomes que lhes são próprios.
06 junho 2008
Outra sondagem
A sondagem anteriormente disponível na coluna da esquerda foi demorada e produziu resultados curiosos.
À pergunta que parcela afectar a espaços de lazer e recreio adjacentes a loteamentos urbanos (em percentagem das áreas de construção e estacionamento), 19% das respostas fixaram-se em 1/4, outros 19% em metade, 20% em área idêntica, 9% no dobro dessa parcela e a opção mais votada (32%) foi a do quádruplo das áreas de construção e de estacionamento.
Em conclusão: a maioria dos respondentes discorda do regime actual de definição das áreas de lazer e recreio nos loteamentos urbanos e prefere mais espaço verde e melhor bem-estar.
Para o ano, quem quiser ganhar as eleições locais já sabe o que deve prometer (e cumprir!) em matéria de urbanismo.
Está disponível nova sondagem, desta vez respeitante ao outro lado da questão do urbanismo e do bem-estar dos residentes. Em sua opinião, viver melhor no concelho de Alcochete depende dos residentes, dos autarcas, do governo ou de uma revolução?
Escolha a resposta da sua preferência.
À pergunta que parcela afectar a espaços de lazer e recreio adjacentes a loteamentos urbanos (em percentagem das áreas de construção e estacionamento), 19% das respostas fixaram-se em 1/4, outros 19% em metade, 20% em área idêntica, 9% no dobro dessa parcela e a opção mais votada (32%) foi a do quádruplo das áreas de construção e de estacionamento.
Em conclusão: a maioria dos respondentes discorda do regime actual de definição das áreas de lazer e recreio nos loteamentos urbanos e prefere mais espaço verde e melhor bem-estar.
Para o ano, quem quiser ganhar as eleições locais já sabe o que deve prometer (e cumprir!) em matéria de urbanismo.
Está disponível nova sondagem, desta vez respeitante ao outro lado da questão do urbanismo e do bem-estar dos residentes. Em sua opinião, viver melhor no concelho de Alcochete depende dos residentes, dos autarcas, do governo ou de uma revolução?
Escolha a resposta da sua preferência.
O Barroco

O Barroco é uma lição de equilíbrio: união do Renascimento e da Contra-Reforma, do antropocentrismo e do teocentrismo, da mitologia e do catolicismo.
Por outras palavras, o Barroco faz o transporte do significado mais profundo da Cruz para a Literatura, Pintura, Arquitectura, etc., o que me leva à irresistível afirmação hiperbólica de que a arte seiscentista é a estética da Cruz.
Portanto, não surpreende nada que vejamos no Barroco um meio para o reencontro com a nossa própria essência, sentindo a necessidade de quando em quando fazermos stop ao lufa-lufa do quotidiano e entrarmos na grande catedral que o séc. XVII nos legou.
Veja a análise por mim feita a um soneto barroco em http://sol.sapo.pt/blogs/Marafuga/default.aspx
Pagador prevenido vale por dois
Quem tiver cinco minutos disponíveis e quiser saber quanto amealhavam os governos mundiais, em meados de 2006, com os impostos sobre os combustíveis, faça o favor de consultar este documento (dica de Paulo Benito).
E se desejar aprofundar conhecimentos consulte também este útil sítio na Internet.
Os humanos são seres inteligentes e não será necessário acrescentar mais nada para compreender o assunto.
E se desejar aprofundar conhecimentos consulte também este útil sítio na Internet.
Os humanos são seres inteligentes e não será necessário acrescentar mais nada para compreender o assunto.
05 junho 2008
SAP, SAC e saco cheio
Reservo para mais tarde uma intervenção acerca do fecho do Serviço de Atendimento Permanente do Centro de Saúde de Alcochete, quando tiver necessidade de avaliar se o novíssimo Serviço de Atendimento Complementar (SAC) funciona melhor ou pior que o extinto Serviço de Atendimento Permanente (SAP).
Por experiência própria sei que, em tempos, o SAP de Alcochete foi útil e eficaz. Mas ultimamente andava doente e, como tanta coisa nesta terra, funcionava devagar, devagarinho e parado. Há cerca de três meses esperei quatro horas para ser atendido!
Ontem, ao ler a última edição do jornal local, quase chegava à conclusão que na vila de Alcochete existem dois centros de saúde.
Sou assíduo utente de um situado na Rua Capitão Salgueiro Maia, mas o vereador José Inocêncio sê-lo-á de outro, cuja localização exacta desconheço nem consta de qualquer roteiro oficial ou oficioso.
Segundo o tal jornal – que coloca aspas na citação, significando isso que a transcreve – o referido vereador disse ou escreveu o seguinte, a propósito do fecho do SAP local: "...no SAP de Alcochete, onde na maioria das vezes são atendidas uma ou duas pessoas por noite, isso corresponde a um desperdício de um médico”.
Pode o inconfundível ex-presidente do Município de Alcochete esclarecer-me acerca da localização do SAP que atendia "uma ou duas pessoas por noite"?
O da Av.ª dos Barris não era, seguramente, porque há muitos anos encerrava pelas 20h e a última inscrição era aceite até às 19h.
A menos que alguns privilegiados ali tivessem médico e atendimento especial pela calada da noite, há aqui qualquer coisa que não bate certo.
Suspeito que o vereador anda um pouco confundido ou que o problema seja de castas.
Hoje em dia, os portugueses dividem-se em três castas: os que têm ADSE e os que têm e não têm seguro de saúde.
As duas primeiras castas beneficiam de atendimento rápido e permanente, em serviços clínicos catitas da capital.
A terceira espera horas no SNS e a ninguém incomoda o seu triste penar, porque é desperdício ter direito a médico de serviço permanente.
Nem me custa a crer que alguns pensarão ser mais conveniente ao orçamento do Estado subsidiar o cangalheiro, tão depressa quanto possível, porque a casta inferior é, maioritariamente, composta por velhos e estropiados.
Depreendo da declaração atribuída ao vereador que ele pertencerá a uma das castas superiores e, se alguma vez entrou no edifício da Rua Capitão Salgueiro Maia, terá sido para aquilo a que o povo chama "visita de médico".
Por experiência própria sei que, em tempos, o SAP de Alcochete foi útil e eficaz. Mas ultimamente andava doente e, como tanta coisa nesta terra, funcionava devagar, devagarinho e parado. Há cerca de três meses esperei quatro horas para ser atendido!
Ontem, ao ler a última edição do jornal local, quase chegava à conclusão que na vila de Alcochete existem dois centros de saúde.
Sou assíduo utente de um situado na Rua Capitão Salgueiro Maia, mas o vereador José Inocêncio sê-lo-á de outro, cuja localização exacta desconheço nem consta de qualquer roteiro oficial ou oficioso.
Segundo o tal jornal – que coloca aspas na citação, significando isso que a transcreve – o referido vereador disse ou escreveu o seguinte, a propósito do fecho do SAP local: "...no SAP de Alcochete, onde na maioria das vezes são atendidas uma ou duas pessoas por noite, isso corresponde a um desperdício de um médico”.
Pode o inconfundível ex-presidente do Município de Alcochete esclarecer-me acerca da localização do SAP que atendia "uma ou duas pessoas por noite"?
O da Av.ª dos Barris não era, seguramente, porque há muitos anos encerrava pelas 20h e a última inscrição era aceite até às 19h.
A menos que alguns privilegiados ali tivessem médico e atendimento especial pela calada da noite, há aqui qualquer coisa que não bate certo.
Suspeito que o vereador anda um pouco confundido ou que o problema seja de castas.
Hoje em dia, os portugueses dividem-se em três castas: os que têm ADSE e os que têm e não têm seguro de saúde.
As duas primeiras castas beneficiam de atendimento rápido e permanente, em serviços clínicos catitas da capital.
A terceira espera horas no SNS e a ninguém incomoda o seu triste penar, porque é desperdício ter direito a médico de serviço permanente.
Nem me custa a crer que alguns pensarão ser mais conveniente ao orçamento do Estado subsidiar o cangalheiro, tão depressa quanto possível, porque a casta inferior é, maioritariamente, composta por velhos e estropiados.
Depreendo da declaração atribuída ao vereador que ele pertencerá a uma das castas superiores e, se alguma vez entrou no edifício da Rua Capitão Salgueiro Maia, terá sido para aquilo a que o povo chama "visita de médico".
04 junho 2008
Partilhar o carro

Vai para dois anos, recomendei neste texto que os alcochetanos se associassem para gastar e poluir menos com os automóveis de um só ocupante no vaivém diário casa-trabalho.
Muito antes, noutras latitudes, houve campanhas públicas intensas sobre o tema e os resultados continuam a ser positivos.
Basta reparar aqui existirem nada menos de 5.310.000 páginas referenciadas sobre o tema.
Estará aqui, finalmente, o princípio de uma solução desconhecida da maioria em Portugal?
Mais do que o boicote às gasolineiras A, B ou C – matéria que, há semanas, continua a inundar a minha caixa de correio electrónico – creio que a partilha do automóvel poderá ser uma reacção conveniente dos cidadãos à crise.
Há outras reacções possíveis, como ir de bicicleta ou de burro para o trabalho.
Não, não estou a brincar. Quem pensaria há uns anos que, meio século volvido, os simpáticos jumentos voltariam a ser úteis e económicos como meio de transporte para curtas distâncias?
São considerados em vias de extinção mas, pelo rumo que as coisas levam, em breve poderão deixar de o ser.
Inevitavelmente, voltarão a ser necessários ferreiros, albardeiros e palheiros.
P.S. - Por falar em burros: horas depois veio-me à memória este texto lido, há tempos, no blogue laranjinha de Alcochete. Estará Rute Figueiredo enganada porque, em Portugal, pelo caminho que as coisas levam, talvez acabem mais depressa os automóveis que os burros?
Viagem desejo partida
Viagem desejo partida
Muitos vão e ficam
Ficam e não partem para a partida
Sem partir não há partida senão ida
Parte em mil partes para a partida
Em mil partes parte o partido
O partido morrido
Parte o partido para a partida
Segue a via da viagem vivida
Vida vivida
Viagem desejo partida.
Muitos vão e ficam
Ficam e não partem para a partida
Sem partir não há partida senão ida
Parte em mil partes para a partida
Em mil partes parte o partido
O partido morrido
Parte o partido para a partida
Segue a via da viagem vivida
Vida vivida
Viagem desejo partida.
02 junho 2008
Não sei se é censura ou incómodo
01 junho 2008
Enfim, amigos?

Assumo que, ao publicar esta imagem, prego uma partida a ambos os protagonistas.
O da esquerda é o pai da "criança": Carlos Paixão, autor da ideia de Alcochete a Correr.
Quanto ao da direita – que dispensa apresentações – tenho a firme certeza que, há duas semanas, não lhe passaria pela cabeça vestir esta camisola.
Houve 1.529 razões para mudar de ideias.
Alcochete a pé tem mais encanto
Qualidade da água do rio
Parada gay reprimida na Rússia

Segundo se lê no Expresso electrónico de hoje, «polícia russa rompeu parada homossexual em pleno centro da capital de Moscovo à semelhança de anos anteriores».
Portanto, é proibido na Rússia dos Putins o que as esquerdas apoiam em todas as democracias ocidentais.
Eis a prova de que o movimento gay é um projecto de poder ao serviço de objectivos que, se fossem conseguidos, poriam pederastas e lésbicas, quiça em primeiro lugar, sob o peso da bota.
Se os gays fossem menos alegres e mais politizados, não contribuiriam para a derrocada dos valores civilizacionais e implantação no mundo de um qualquer totalitarismo, ainda que, eventualmente, um tanto ou quanto colorido.
Sabemos que o nazismo reprimiu ferozmente os homossexuais e que Fidel Castro sempre nutriu pelos mesmos um grande desprezo.
Portanto, é proibido na Rússia dos Putins o que as esquerdas apoiam em todas as democracias ocidentais.
Eis a prova de que o movimento gay é um projecto de poder ao serviço de objectivos que, se fossem conseguidos, poriam pederastas e lésbicas, quiça em primeiro lugar, sob o peso da bota.
Se os gays fossem menos alegres e mais politizados, não contribuiriam para a derrocada dos valores civilizacionais e implantação no mundo de um qualquer totalitarismo, ainda que, eventualmente, um tanto ou quanto colorido.
Sabemos que o nazismo reprimiu ferozmente os homossexuais e que Fidel Castro sempre nutriu pelos mesmos um grande desprezo.
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