21 maio 2008

Tenham a bondade de ler

Muna-se de um pouco de fôlego e leia.
Siga o meu conselho: não desista a meio.
http://www.olavodecarvalho.org/semana/080520dce.html

20 maio 2008

Maio de 68


Antes que termine este mês, não será descabido recordar esse movimento antiliberal que foi o Maio de 68 em França.
Uma vez que sou professor, vou recordar uma das grandes vertentes dessa dita revolução juvenil, quero dizer, o desejo de mudar a sociedade transformando a educação.
Era preciso acabar com um sistema tradicional de ensino que só podia servir para repetir usos e costumes da sociedade burguesa e capitalista, diziam aqueles milhares de jovens da minha geração.
Punha-se em causa a disciplina nas escolas, os estudantes é que deviam fazer as normas, a assistência às aulas não seria obrigatória, recusavam-se quaisquer castigos, defendia-se a permissividade, não era necessário ensinar, os jovens aprenderiam só aquilo que lhes interessasse, quando quisesserm fariam perguntas aos professores e estes limitar-se-iam a responder.
Desde o Maio de 68, a uniformidade e o igualitarismo, garantidos pelo Estado, têm inspirado as reformas educativas levadas a cabo no Ocidente.
Poucos são os cidadãos que questionam hoje o poder do Estado de decidir o que se há-de estudar, como os professores têm de ensinar e que valores estes devem fomentar na juventude.
Maio de 68 revoltou-se contra o capitalismo, a sociedade de consumo, a democracia burguesa, a guerra do Vietnam, etc., tópicos esquerdistas que têm presidido ao pensamento progressista destes últimos quarenta anos e que têm sido transmitidos aos jovens através da escola.
Todo o universo ideológico de Maio de 68 tem constituído um catecismo que fez paulatinamente da educação um mundo orwelliano prenhe de correcção política a sobrepor o igualitarismo intelectual sobre qualquer outro princípio, renunciando à disciplina e ao exercício da autoridade.

IGREJA


Igreja, pecadora e santa, Igreja de todos, com todos, para a salvação de todos, Igreja, defesa denodada da Cruz, união do Espírito e da carne, da carne do homem e da carne do mundo, Igreja, meu escudo, minha espada, meu fortim, por ti tudo, sem ti nada, Igreja, suporte da Cruz, a de Cristo, a realidade que não terá fim, que não se altera, que se compreende para que o homem se ordene a Ti, Deus-Pai, Criador da criatura que eu sou, a meio do caminho iludido, não me deixaste cair, em mim caí, voltei, a porta reabriu-se, eis-me aqui , no seio da mãe, da Igreja, a guarida, a segurança, o penhor da minha salvação. Amém.

19 maio 2008

Tira teimas


No site da Câmara, através do artigo "Câmara apoia financeiramente colectividades do Concelho", ficamos a saber que a Fábrica da Igreja Paroquial da Freguesia de S. João Baptista de Alcochete foi contemplada com 3000 euros para a organização das Festas em honra do Padroeiro (24 de Junho).
Alguns católicos, menos prevenidos, congratular-se-ão com a bonomia dos autarcas, pensando eventualmente que estes homens nem são tão ruins como os pintam muitos, entre estes quiçá a minha pessoa.
Mas, à laia de tira-teimas, eu proponho que a generosa decisão dos comunistas na atribuição do subsídio à Paróquia seja testada com a exigência de que a administração local abdique de tutelar a Fundação João Gonçalves Júnior, entregando esta instituição ao controlo da Igreja.

Não sorria porque isto é sério

Se alguém quiser exemplos grotescos do excesso de urbanismo em Alcochete, pode começar pela toponímia mais recente.
Faça o favor de ler os dois últimos parágrafos desta pérola municipal.

No dia em que Diana errar a pontaria e acertar no Cupido, este grita por Apolo ou por Neptuno? E se o maiorial Júpiter acordar de mau humor, manda-se a Minerva dar-lhe com um pano encharcado?

Ridículo é o caso das Vilas do Duque. Virou gaiola de gabirus!

- Onde moras?
- Na Rua do Pato-Trombeteiro.
- Aaah! Eu morei na Rua do Maçarico. Mas depois de 12 anos a recibos verdes numa fábrica de calças, ganhei experiência e mudei-me para a Rua do Alfaiate.
- Sabes quem mora na Rua da Águia-Pesqueira?
- Não.
- É aquela Águia-Sapeira que anda enrolada com o Borelho de segunda a sexta e com o Pilrito ao sábado e domingo.

Por Júpiter ajude a travar isto!
Só encontro uma explicação para tamanho disparate: sintomas de cansaço, de excesso de problemas insolúveis e desrespeito por um bando de deprimidos e de defuntos.

14 maio 2008

Importam-se de esclarecer?

Prefiro não comentar isto, que menciona Alcochete.
Mas tomei boa nota.

Para apontar na agenda de Agosto

Esta nota é para apontar na agenda e o Sapo e o Google citarem: de 8 a 13 de Agosto, em Alcochete, Festas do Barrete Verde e das Salinas.
A organização é do Aposento do Barrete Verde.
Olá! Olé!


P.S. - Alguns dias depois, o presidente da Direcção do Aposento do Barrete Verde acrescenta ao acima publicado o comentário que abaixo transcrevo por justificar destaque:

O Aposento do Barrete Verde de Alcochete, hoje e como sempre está prestes a tornar público o programa que compõe a 67ª Edição das Festas do Barrete Verde e das Salinas. Podemos prometer esforço, dedicação e sobretudo amor a esta terra que nos viu nascer e que nos acompanha nas nossas vidas. Julgamos que em cada canto do mundo onde exista um alcochetano, ficará orgulhoso do programa que iremos apresentar.

Esperem por mais novidades muito em breve!
Um abraço,

Retribuo o abraço a Fernando Pinto, naturalmente, reconhecendo quanta incompreensão é hoje necessário vencer e quão difícil se vai tornando demonstrar dedicação e amor a Alcochete e respeito aos alcochetanos.

Dou comigo a pensar...

Bom Deus, dou comigo a pensar que só neste blog tenho centenas de horas dadas a esta minha terra de Alcochete sem receber um único cêntimo, antes com prejuízo do meu bolso e da minha família.
Por vezes temos que ser desbocados e dizer o que nos vai na alma para nos livrarmos do sufoco: o mês ainda não vai a meio, mas quantos na Câmara, no fim do corrente, não receberão ordenadões sem um décimo da produção por mim feita até agora.
Alguns imbecis, quando isto lêem, dão pulos para os ares, considerando que desnudo a minha face oculta, incrédulos do meu protesto de que me estou nas tintas para o(a) incompetente que ganha bem e mal faz (terão eles e elas consciência de que a rir-me e a escrever empreguei um quiasmo?).
O meu problema é que isto tudo está às avessas, facto que eu já vejo há muitos anos, mas de que só há poucos descobri as causas, o que me dá tranquilidade espiritual para escrever com a lucidez reconhecida por todos.
Alguns dirão que acordei tarde, mas eu penso que os que pensam assim continuam a dormir.

Eliminação da liberdade por processos democráticos?


Um edil merecedor deste nome à frente dos destinos de um concelho não aumenta a despesa, maximizando o volume de emprego na Câmara.
Por outro lado, esse edil abstém-se de dar toda a sorte de benesses às colectividades sem quaisquer obrigações relevantes para a comunidade.
Os autarcas de Alcochete, comunistas e socialistas, nos últimos anos, empregaram larguíssimas dezenas de pessoas e têm subsidiado as colectividades de forma que só uma grande dose de boa vontade evitará a desconfiança do munícipe.
Eu cá pergunto: não estamos perante a eliminação imperceptível da liberdade por processos democráticos à escala municipal?
Eu sei que a sobreposição do Estado à sociedade ameaça a liberdade.
E qual o efeito da sobreposição da administração local às populações?

13 maio 2008

Brado


Amigos, a Civilização Ocidental, isto é, toda a obra física e intelectual de gerações e gerações de antepassados nossos, está a ser posta em causa como nunca o foi ao longo de dois mil anos de História.
O ataque à religião dos nossos pais e avós, à família, à liberdade individual, à propriedade privada, etc., por um lado; a legalização de drogas, a liberalização sexual, a alienação da juventude, etc., por outro, confrontam-nos com o fim de um mundo e começo de outro que abolirá o homem.
Por toda a parte o que se verifica é a cedência do Ocidente sem que se vejam respostas concretas em defesa do legado dos nossos maiores.
Proponho uma ideia que será de todos os homens e mulheres preocupados: o surgir de um movimento em Alcochete que através da inteligência se bata pelos princípios e valores que fizeram o que somos.
Não precisamos de praças públicas para nos reunirmos aos magotes nem de salas de sumptuosos palácios.
Sentados à mesa do café, a subir ou a descer uma rua ao lado de um amigo, na Internet, etc., damos testemunho do imperativo das nossas consciências.
A convicção de que o homem é criado para qualquer coisa de mais alto e que o respeito pelo outro é absoluto será a plataforma que guiará a nossa palavra.

11 maio 2008

Truques da China


Militares da China comunista preparam-se para trocar os seus uniformes por vestes de monges tibetanos.
E esta, camaradas?
Se clicarem na imagem, vê-la-ão em tamanho muito maior.

09 maio 2008

Essa patranha da igualdade de género


O género (gender), categoria sociológica, é o comportamento considerado conveniente para os membros de cada sexo.
Por exemplo, uma menina é mais reprimida pela mãe relativamente a todos os cuidados a ter com a postura do corpo do que um irmão com pouca diferença de idade.
Quando eu andava, nos anos cinquenta, na instrução primária, lembro-me que os textinhos do livro de leitura orientavam as meninas para donas de casa, quando muito professoras de crianças dos seis aos dez anos, por contraste com os rapazes que queriam ser aviadores, médicos, lavradores, etc.
Então, a igualdade de género, bandeira das esquerdas, visaria esbater a assimetria económica entre homens e mulheres e combater a exclusão destas do poder e demais centros de decisão. Mas seríamos muito ingénuos se apenas víssemos isto na igualdade de género.
Alguém já ouviu alguma formação partidária de ideologia marxista defender as liberdades individuais?
Meus amigos, a igualdade de género quer fazer tábua rasa do que é individual a favor do colectivo.
Com a minha individualidade tolhida, que poderei trocar com o outro? Eis como, no fundo, nos deparamos com a família e destruição desta.
Homem e mulher são iguais porque são pessoas. Com efeito, não há pessoa mais pessoa que outra. Mas cada ser humano tem a sua própria individualidade porque é único e irrepetível. O que nos compete é que nos complementemos nas individualidades. O homem precisa da mulher e esta daquele para a ressurreição dos corações.

Restrições à construção até 25kms do aeroporto

A notícia está aqui no DN e corresponde, quase rigorosamente, ao que previra há algum tempo neste blogue.
No anel de restrições à construção, por causa do novo aeroporto, está contemplado o concelho de Alcochete.
O território deste município não abrange nem um metro quadrado do actual campo de tiro, mas será o mais afectado (ou privilegiado, depende dos pontos de vista...) pelas restrições ambientais impostas pela nova infra-estrutura.
Nos próximos tempos – meses, anos – lerão e escutarão reclamações e lamentos a autarcas locais.
Outra gente começará, em breve, a lamentar haver a forte probabilidade de possuir terrenos na vizinhança do novo aeroporto.
Agora a decisão final depende apenas de Bruxelas, a menos que... para o ano venha outro governo que meta o processo na gaveta. Não seria a primeira vez.

Se vier o aeroporto os que têm casa perto lamentar-se-ão, também, mas só lá para 2017.
Essa é outra história que, a seu tempo, ocupará os títulos dos jornais.

Regra, mercado e liberdade

Eu passei boa parte da minha juventude numa congregação religiosa, a Pia Sociedade de São Paulo (Apelação).
Lá havia horas para rezar, estudar, trabalhar, comer, brincar, dormir, levantar, etc.
Lá havia também regra (regula), mas nós não entendíamos que esta restringisse a vida da comunidade, antes que era condicio sine qua non para a liberdade.
Permitam-me que mude ex abrupto de assunto, mudança que não será gratuita.
Eu sou um defensor intransigente do mercado livre, mas convicto de que não entro em contradição comigo próprio, defendo também alguma acção reguladora do Estado, o que lhe compete por força da tributação exercida sobre todos os cidadãos.
O consumidor tem o direito de se defender do lucro elevado e pouco legítimo (especulação) sobre os bens e mais sobre os que são essenciais. Nesta empresa precisa da equilibrada intervenção do Estado para disciplinar o mercado, não para o tolher.
Evidentemente que o intervencionismo do Estado, em abono dos sectores mais frágeis da sociedade, se deve reduzir ao que for imprescindível porque é a economia de mercado que garante a propriedade e a liberdade ao indivíduo.

08 maio 2008

Algumas certezas

Para além de montanhas de dúvidas, eu tenho algumas certezas absolutas, quais sejam a ideia de Deus, do respeito devido a mim próprio e ao outro, etc.
Quando falo de Deus, é do Pai de Jesus Cristo que falo; quando falo do respeito devido a mim, é da minha dignidade que falo; quando falo do respeito devido ao outro, é dos direitos do outro que falo.
Disse e repito que o respeito devido ao outro é absoluto, mas esta asserção indiscutível para mim não me obriga a tomar café à mesma mesa com políticos corruptos e quaisquer outros trapaceiros da sociedade, uma vez que eu faço questão em reivindicar o meu direito à preferência.
Por ouras palavras, quero dizer que não posso estar de bem com todos porque a dimensão moral é tábua rasa para alguns.
Esta posição não invalida a minha absoluta convicção na defesa de direitos iguais para amigos e adversários.

07 maio 2008

A chance para a direita em Alcochete


É sabido que esta Câmara não fez nada que realmente se possa ver desde que está no poder há dois anos e meio.
O PS local está dividido e desacreditado. Muitos socialistas, entre votar comunista e numa lista bem organizada de direita, preferirão esta segunda hipótese.
Se a direita alcochetana tiver a coragem de escolher um homem sério em torno do qual se agreguem as vontades, terá fortes possibilidades de conseguir um bom resultado nas próximas eleições autárquicas.
Sim, um homem sério, capaz de ouvir as pessoas e uni-las em torno de grandes causas para que o Concelho de Alcochete suba ao patamar desejado pelas suas populações.
Para tanto, esse homem não poderá ser mais do mesmo porque isso vomitamos nós das bocas para fora todos os dias.
Ele largará o gabinete, descerá as escadas dos Paços do Concelho, sairá para a rua e auscultará o sentir de cada munícipe para que, depois, de volta à cadeira do poder, o despacho seja a execução das aspirações do povo.
Ao fim de cada mês este homem sério recebe do erário público o que a lei estipula e recusa determinantemente servir-se do cargo para proventos particulares porque o que o move é o espírito de estrito serviço à comunidade.
Eis o perfil do próximo presidente de Câmara que queremos para Alcochete porque assim, sim.

05 maio 2008

Alcochete a correr


Chamo a atenção para o sítio na Internet Alcochete a Correr, respeitante a uma prova de atletismo a realizar no dia 1 de Junho próximo.
Parece-me saudável que empresários com preocupações sociais e ambientais tenham boas ideias, dêem as mãos e, com apoio de entidades várias e autarquias locais, ajudem Alcochete a atrair atenções.
Infelizmente, porém, na significativa lista de organizadores e patrocinadores (nada menos de 25) descubro poucas empresas de Alcochete. Por onde andam? Não foram contactadas? Não se interessam por estas coisas?

Espero que, pelo menos, muito pessoal dessas empresas compareça na linha de partida e, envergando camisolas identificativas, demonstre que nem todas as 1.300 empresas do concelho se alhearam da iniciativa.
Também aguardo a oportunidade de observar a vitalidade do movimento associativo no concelho. Tanto quanto suponho esta é, em muitos anos, a primeira oportunidade de se evidenciar colectivamente.
Alcochete a Correr parece-me uma boa acção da sociedade civil. Cito da apresentação do sítio: "...empresas com preocupações sociais e ambientais, directa ou indirectamente ligadas ao fenómeno desportivo, pensaram desenvolver em Alcochete uma prova popular de atletismo. Pensaram e… puseram mãos à obra!"
Fizeram bem e alinharei na iniciativa com todo o prazer.

Corra a inscrever-se até ao dia 25, leve a família toda e amigos também. Os miúdos até nem pagam e os mais velhos também não.
Caminhar em Alcochete com sapatilhas, calções, t-shirt e máquina fotográfica não acontece todos os dias. Que diabo, são só 5kms!
Não escrevo "correr" porque a prova alternativa de 10kms é só para homens e mulheres de barba rija! Quem fizer de lebre até vai à China...
Pensei dar uma pequena ajuda à festa e convidar o pessoal da prova de 5kms a enviar-me fotografias para publicação neste blogue.
Gostava de organizar uma espécie de concurso de fotografia e oferecer algumas coisas em troca. Convoco para o júri, publicamente, todos os condóminos deste blogue, cujos nomes constam da coluna à esquerda.
Mas atenção: ainda não tenho prémios!
Há por aí alguém, ou alguma empresa, disponível para brindar os fotógrafos amadores mais perspicazes com uns chouriços, automóveis, garrafões de tinto, viagens, um porco, máquinas fotográficas, sacos de batatas ou um andar?


P.S. – Até pensei mandar reproduzir essas imagens em papel e organizar uma exposição algures. Mas achei que seria pedir demais, porque custa dinheiro e implica meter umas cunhas para arranjar espaço adequado ao evento.
Cunhas a quem? Aos do costume, obviamente!

Não acredito em bruxas mas cá vai a dica: será que, milagrosamente, há por aí alguém com qualquer coisa mais no bolso que cotão e/ou disponível para meter umas cunhas no sítio do costume?

04 maio 2008

A ementa das esquerdas


Ontem, Sábado, 3 de Maio de 2008, ao mesmo tempo que em Lisboa meio milhar de pessoas se manifestou numa marcha do Largo do Rato ao Camões pela legalização da marijuana com o apoio do Bloco de Esquerda, no Fórum Cultural de Alcochete realizou-se uma conferência sobre transexualidade promovida pela autarquia.
Pessoas que me lêem perguntar-se-ão, eventualmente, o que uma coisa tem a ver com a outra, começando desde aqui o ganho de todos aqueles que nos querem enganar.
Meus amigos, vocês não estão a ver que a droga, o feminismo, o aborto, o gayzismo, a mudança de sexo, etc., viraram bandeiras das esquerdas?
Tudo o que sirva para pôr em causa os alicerces civilizacionais antigos de dois mil anos, nomeadamente a família, é aproveitado pelas esquerdas a favor da nova ordem mundial a cobrir toda a face da terra.
Não poucas pessoas boas pensam que outros, como eu, nos opomos às mudanças por força de um conservadorismo empedernido, defendendo que os sinais da nova era convivem com os princípios e valores dos nossos antepassados.
Esta forma de encarar as coisas é trágica, pois o marxismo, "filosofia" comum a todas as esquerdas, não poderá triunfar se os pilares que sustentam a Civilização Ocidental judaico-cristã se mantiverem de pé.
Resta-me dizer o seguinte: enquanto que não estranho o elo que une aqueles manifestantes pela legalização de drogas ditas leves ao Bloco de Esquerda, pois a base desta formação partidária é, genericamente, tecido urbano da classe média, descreio da sintonia entre transexualidade e as bases do Partido Comunista, forjadas entre operários de oficinas e fábricas e, sobretudo, populações pobres da Margem Sul, Península de Setúbal e Alentejo.

03 maio 2008

É mentira!


Na sessão solene das comemorações do 25 de Abril levada a cabo pela Assembleia Municipal de Alcochete, Luís Franco disse que «...esta é a oportunidade de celebrarmos, de forma viva, digna e grandiosa, um dos mais altos valores que Abril nos deu: a liberdade» (Jornal do Montijo, 2 de Maio de 2008).
As perguntas que faço são as seguintes: quando o Presidente da Câmara, chegado ao poder por mão dos comunistas, fala de liberdade, de qual é que ele rigorosamente está a falar? Será na dos Gulags de ontem e de hoje?
Discorro assim porque a moção Por um Tibete livre foi chumbada com os votos contra do PCP na Assembleia Municipal no passado dia 23 de Abril de 2008.
Então como é, sr. Presidente?
É mentira!

02 maio 2008

Metonímia e alienação


Quando o alienado afirma que ser de direita é ser fascista está a recorrer, sem que tenha a mínima consciência das próprias palavras, a um processo metonímico.
Metonímia (gr. meta, mudança; ónyma, nome), para ser simultaneamente simples e rigoroso, é uma figura de retórica que emprega um nome por outro. Por exemplo, na frase "dá-me um porto", o nome da bebida está pelo do lugar de origem.
A origem do fascismo a partir de 1919 em Itália (exaltação e sacralização da Nação considerada o valor supremo na ordem política) deve procurar-se na urgência do combate ao comunismo.
As ideias fascistas definem-se pela rejeição do liberalismo tradiconal, pela condenação das instituições e das práticas da democracia parlamentar assente nos vários partidos, pela abolição das liberdades individuais, etc. Assim, o fascismo aparece como recusa sistemática à ordem política, económica e social que tinha sido progressivamente instaurada ao longo do séc. XIX na maior parte das sociedades ocidentais.
Vê-se então que o fascismo atacava o comunismo com armas iguais às deste, pois as doutrinas do primeiro e as práticas do segundo tinham de comum a vontade de instaurar um Estado forte cuja autoridade prevalecesse sobre os direitos e liberdades das pessoas.
Aqui chegado, pergunto: o que é que isto tudo tem a ver com a direita política? Obviamente que nada.
Logo, na asserção 'ser de direita é ser fascista' há uma manifesta mudança de nome que visa abolir a realidade cujo estatuto passa para a própria figura de estilo, impor a confusão, instalar o medo, dominar pela alienação.