08 março 2011

Uma exposição aparentemente inocente


Na fachada do edifício da Câmara Municipal de Alcochete (CMA) descai uma faixa de propaganda à exposição que dará pelo nome de «Olhar feminino sobre as Mulheres do Sahara Ocidental». Por trás deste evento cultural, como é fino dizer-se, está o Movimento Democrático das Mulheres (MDM), apêndice do PCP.
As pessoas que levantam o rosto e lêem a faixa acham que tudo isto é inocente solidariedade, sem sonharem sequer que o referido «olhar» inclui a criminosa ideologia de género para cima das mulheres do Sahara Ocidental. Estas viveram sempre sob o ferrete de um cruel patriarcado que seria substituído pela pior das escravidões que recai sobre as mulheres e a própria humanidade desde que há memória dos homens na História Universal.

06 março 2011

Zeferino Boal: A Paixão e a Iniciativa

Zeferino Boal é um dos administradores e autores deste blog, o "Praia dos Moinhos". Residente e figura bastante conhecida em Alcochete. Sportinguista assumido, num tempo em que o Sporting Clube de Portugal atravessa um dos períodos mais conturbados da sua gloriosa história, tomou a iniciativa de se candidatar à presidência daquela instituição.
De todos nós, autores e comentadores, aqui no blog, que reflectem sobre Alcochete e suas gentes, merece desde já uma palavra de saudação e estímulo. Pela coragem e audácia que revela. Associadas a uma incomensurável paixão. Paixão pela causa desportiva e por querer colocar no devido lugar uma das grandes referências do desporto no país. Um clube eclético, com património situado no concelho e de reconhecida dimensão internacional. Em suma, uma grande instituição.
Não faço parte do círculo de amigos de Zeferino. Tenho o privilégio de o conhecer pessoalmente embora de forma superficial. Mas a sua ousadia de se disponibilizar para servir o seu clube, para ser uma potencial solução no futuro, num momento em que este, por razões de natureza vária, vem definhando, seja no plano da competitividade desportiva, seja no contexto económico ou seja
ainda na sua base social associativa (menos de 40.000 sócios pagantes), justifica o nosso incondicional apoio.
Vê-se que tem estratégia. O périplo pelos núcleos e as abordagens bem documentadas que desenvolve sobre o futebol profissional do Sporting (a sua grande mola real) demonstram que não está na corrida por mero protagonismo. Sabe aquilo que quer para o clube.
Todavia, não é uma tarefa fácil. Nem mesmo sei se conseguirá levar por diante, até ao fim, a sua candidatura, para a qual tem que reunir um conjunto de requisitos prévios. Bastante exigentes, aliás. Desde logo, arranjar um número assinalável de assinaturas, uma equipa competente e credível, além de um programa exequível e mobilizador.
Sei que é um "outsider", situado fora dos grupos de interesse e "baronatos" malidicentes que enxameiam os "mentideros" e "tertúlias"
do Sporting, onde muito se comenta mas pouco se contribui para a busca de soluções. Erradicá-los, como LFV fez no Benfica, será também uma tarefa complicada mas imperiosa.
Este arrojado empreendimento implica, antes do mais, enorme capacidade de gestão e alguma capacidade financeira (designadamente como avalista junto da banca e demais parceiros), condição, a última, que não sei se Zeferino reúne. De todo o modo, ele e Pedro Baltazar (este com meios financeiros próprios, através da "Nova Expressão", uma outra "entourage" e maior experiência na administração de SAD"s) corporizam uma lufada de ar fresco nas ideias e propósitos. Para um Sporting de futuro. Não são felizmente mais do mesmo. Do que até agora se tem visto à frente do clube.
Pelo facto de residir em Alcochete, se calhar, muitos de nós, seus concidadãos, não o julgarão com envergadura para tal desafio. Muitas vezes temos por hábito menorizar aqueles que nos estão próximos. Vendo neles defeitos e limitações para os projectos e missões a que se propõem. Designadamente quando se constituem difíceis de concretizar e tem ampla repercussão mediática.
Ganhe, perca ou nem sequer vá a votos...valeu, pelo menos, a intenção de ser candidato. Projectou o nome de Alcochete para a ribalta. Aqui, do "Praia dos Moinhos", que laboriosamente tem ajudado a divulgar e manter, fica o nosso apoio a um conterrâneo. O seu sucesso, o sucesso de um alcochetano, será também o nosso sucesso. Todos estamos consigo, sejam sportinguistas, benfiquistas ou do Desportivo. Nesta causa a cor pouco importa.
Força Zeferino...

02 março 2011

- - Diário Taurino - -: Paulo Portas defende Festa de Toiros

- - Diário Taurino - -: Paulo Portas defende Festa de Toiros: " Foto:D.R. Sem tabus, de peito aberto e sem medo de represálias. Paulo Portas defendeu na noite de Sábado, em Portalegre, a Festa de T..."

27 fevereiro 2011

Condomínios Fechados: As Novas Muralhas Contemporâneas

Integrados na Península de Setúbal, Alcochete e Montijo são concelhos marcados por uma determinada continuidade territorial, não se verificando diferenças de monta quanto à organização dos respectivos espaços urbanos e rurais. Os seus sinais identitários são os mesmos. Os limites geográficos de ambos até dividem localidades, caso das freguesias do Samouco e da Atalaia. Em síntese, os dois concelhos, embora se notem actualmente indícios de um desenvolvimento diferenciado, com o Montijo na dianteira, estendem-se ainda harmonicamente ao longo da margem sul do Tejo da área metropolitana da cidade de Lisboa.
Contudo, a partir de meados dos anos noventa, em Alcochete começaram a ser construídos condomínios fechados, em princípio destinados às novas classe médias com algum poder de compra e capacidade de endividamento que, com a construção da Ponte Vasco da Gama, vieram instalar-se no concelho. Passaram a privatizar-se amplos espaços urbanos, restringindo-se a sua utilização apenas aos munícipes neles residentes.Tentação a que a autarquia não resistiu pois  o IMI e as taxas de licenciamento cobradas vieram permitir uma maior arrecadação na receita.

Estes condomínios, cuja estética urbana muitos qualificam de duvidoso bom gosto, para além de não valorizarem o espaço urbano, impedindo que todos dele usufruam, acabaram ainda por separar e criar um fosso entre os "novos" e "antigos" residentes. Entre quem vive dentro e fora deles. "As novas muralhas contemporâneas" terminaram com a saudável convivência entre vizinhos, costume tão usual entre as nossas gentes. Transmitindo a sensação que uns são cidadãos de primeira e outros de segunda, com os primeiros a serem catalogados como a nova elite residencial que, vinda de "fora",  chegou às nossas freguesias.
Atente-se no caso de S. Francisco. Esta freguesia de raiz originariamente rural, com identidade própria bem definida, ficou, face à proliferação dos novos condomínios e outros espaços habitacionais entretanto construídos, com o seu núcleo histórico totalmente descaracterizado. Para além da sua principal rua estar uma autêntica confusão...
Contrariamente, no Montijo nada disto acontece. A construção de condomínios fechados não são permitidos pela autarquia. As novas zonas residenciais de qualidade, como aquelas que foram edificadas  na zona da Atalaia, são espaços abertos onde toda a gente pode circular e aceder sem quaisquer limitações. Com vantagem para a comunidade. Muito embora o RJUE, posto em execução pelo Dec Lei 555/99 de 16Dez, conceda às autarquias a devida autonomia para decidirem quanto aos
novos loteamentos urbanos e licenciamentos das demais edificações. 
Não são, no entanto, as meras questões de legalidade nem de transparência nos procedimentos administrativos relativos aos respectivos licenciamentos  que estão aqui em causa. O que questiono é a diferença de critérios entre Câmaras situadas numa mesma região, onde a continuidade e uniformidade territorial, como já disse, é inegável.
Interrogo-me porque é que numa vasta área como a Península de Setúbal, com instrumentos de planeamento e ordenamento do território comuns aos vários municípios, seja permitido que nuns se construam condomínios e noutros o mesmo não seja autorizado.
Não seria mais adequado existir uma lógica de coerência em tão importante matéria  por parte da administração urbanística local e regional. Tendo a CCDR/LVT uma palavra decisiva neste domínio. Determinando igualdade nos procedimentos e na apreciação dos projectos.
Agora, deixar cada autarquia decidir por si, em matérias tão sensíveis como esta, gera incongruências e incompreensões que, no presente, nenhum sentido fazem. A que convém, por isso, por termo. 

Enfim... de qualquer modo sempre prefiro como se faz no Montijo. Nada de " muralhas contemporâneas"...viva o espaço público!



24 fevereiro 2011

INFORMAR OU MANIPULAR

No próximo dia 25 do corrente mês ocorre a realização da primeira Assembleia Municipal no ano em curso. Estas reuniões são sempre importantes para a vida do município e, por isso mesmo, aos seus trabalhos deve ser dada pela Câmara Municipal a devida promoção e publicidade.
Nesse sentido, espera-se assim que não volte a acontecer aquilo que sistematicamente, desde algum tempo a esta data, tem vindo a verificar-se. E que tem a ver como as notícias sobre a referida Assembleia são publicadas no "site" da autarquia (ou "portal", como lhe queiram chamar).
Fazendo uma leitura atenta, conclui-se, sem grande esforço, que os responsáveis pela sua gestão apenas se preocupam em divulgar informação quanto às intervenções, teor das propostas e declarações da coligação CDU e do executivo autárquico, visando com este procedimento colocar em evidência os seus discursos e tomadas de posição.
Das diversas intervenções, constantes pedidos de esclarecimento, moções e declarações de voto dos deputados municipais da Oposição, quer do PSD como do PS, pouco ou mesmo nada se menciona naquele espaço informativo. Para o exterior passa erradamente uma imagem de ausência de empenho e desinteresse destes partidos pelas reuniões da Assembleia e matérias nela postas à discussão.
Ora, o modelo de mensagem escolhido parece-me propositado. Dar relevância à maioria hegemónica da CDU, embora feito de forma subliminar, é a finalidade desta estratégia. Em detrimento da Oposição, do direito à publicidade das suas intervenções e actividade no âmbito dos orgãos municipais onde têm assento.
Esta politica de comunicação tem imperativamente de ser revista. Vem acontecendo e não dá mostras de mudança. Até porque, para além de capciosa, não é séria nem competente. Assim o exigem o interesse público e o respeito que os membros eleitos da Oposição devem merecer.
Por outro lado, lança a suspeição sobre a qualidade do desempenho do sector de comunicação da autarquia. Da forma como o "site" processa a informação, o que se observa é que a actividade da Oposição está secundarizada e a importância do seu labor minimizada, transmitindo a sensação de que esta nada faz em prol do município. Facto que não corresponde de modo algum à realidade e induz os munícipes em erro.
O que se reclama é que esta "hábil" forma de comunicar seja modificada. É necessário isenção e imparcialidade na divulgação e relato das actividades da Câmara, em especial nos seus fóruns de natureza politica onde a Oposição tem lugar por direito próprio.
Rigor é o que, de futuro, se pede. Intransigência com a verdade, seja qual for a solução encontrada para resolver o problema.
Recuso-me a acreditar que o sector de comunicação actue apenas como a vulgarmente designada "voz do dono". Afinal, em Alcochete, como de resto em qualquer autarquia, a Democracia deve funcionar, a Oposição democrática fazer ouvir a sua voz...e ser respeitada.
Ao executivo CDU importa entender que a correcta formulação das notícias e a sua difusão em tempo oportuno, através dos meios de que a Câmara dispõe, são indispensáveis ao exercício duma gestão partilhada e concorrem para o imprescindível esclarecimento da população relativamente ao que no concelho se passa. Aspectos que, pela sua importância, devem igualmente constituir preocupação dominante de quem tem a seu cargo, enquanto profissional, a honrosa função de informar. A ética deontológica assim obriga e os munícipes também!
Em conclusão, inverter a forma como se opera no domínio da comunicação na Câmara Municipal constitui o propósito de alguma Oposição, neste caso o PSD, mais atenta a este fenómeno.
Pretende-se, por isso, que, doravante, todos os envolvidos se comprometam em assegurar, com imparcialidade, transparência e independência, novos processos de fazer informação, tratando de modo idêntico, tanto a maioria CDU como os demais partidos da Oposição.
Já que neste momento, como o "site" se apresenta, torna-se pertinente questionar: na Câmara Municipal há informação ou manipulação?...



P.S.- De sublinhar ainda que até a versão integral das Actas das reuniões da Assembleia Municipal, onde a informação é mais abundante no tocante às intervenções da Oposição, são publicadas no "site" muito tardiamente. Neste momento, só recentemente, há dias, foram publicadas as Actas das Assembleias efectuadas em Setembro e Novembro do ano transacto. Com a consequente perda de actualidade dos assuntos então lá debatidos.
Do teor das moções, votos de protesto e outras deliberações eventualmente apresentados e aprovados também nada se conhece. Sabe-se apenas dos títulos e nada mais. Porque não a sua integral colocação em anexo à publicação da respectiva Acta?
Uma vez mais algo não bate certo...

22 fevereiro 2011

INFORMAR E NADA DIZER

Habitualmente, nas Sessões Públicas da CMA, realizadas quinzenalmente, constam no período da Ordem do Dia, no seu nº 1, a situação quanto ao Resumo Diário de Tesouraria e no nº2 a indicação do montante dos Pagamentos autorizados entre reuniões. Efectivamente, no decurso daquelas reuniões, é revelado, pelo Sr Presidente, o saldo das disponibilidades financeiras existente em tesouraria e referida a quantidade de Ordens de Pagamento liquidadas entre reuniões, mencionando-se ainda o montante global com estas dispendido. Tudo é posteriormente transcrito para a respectiva Acta e disponibilizado no "site" da Autarquia (vide Actas CMA).
Há muito que isto é assim. Pelo menos desde o final de 2005, quando o anterior executivo CDU, liderado pelo ainda Presidente, o Dr Luís Franco, iniciou funções. Tenho também assistido a algumas Sessões de Câmara e verifico que a prática corrente é informar mas, simultaneamente, nada dizer. Parece um paradoxo mas, infelizmente, é a realidade. Participando nas reuniões mas parecendo anestesiada, a Vereação, em especial a Oposição socialista, limita-se passivamente a tomar conhecimento sem tecer comentário algum. Apesar de não conseguir extrapolar qualquer tipo de informação útil da informação que é transmitida. Passo a esclarecer.
O Resumo Diário de Tesouraria, como é apresentado, reporta para o saldo em disponibilidades financeiras no dia anterior. Ora, dizer em Sessão de Câmara que, em determinado dia, existem, por exemplo, trezentos mil euros em caixa ou nos bancos, é uma informação irrelevante, destituída de qualquer significado. Isto porque, logo no dia seguinte, pode ocorrer uma transferência corrente proveniente da Administração Central (no âmbito do FEF, FSM) ou cobrança de receita de elevado montante em impostos indirectos (como exemplo, por taxa de loteamento e obras) e os valores em caixa alterarem-se de forma substancial. Em síntese, fornecer à Oposição e ao público presente em Sessão Pública o Resumo Diário de Tesouraria relativo a uma data determinada não é um indicador de gestão que permita analisar o que quer que seja. Em termos de informação, apenas com aquele dado nada se pode apreciar no que concerne à execução orçamental e real situação financeira do momento.
É espantoso que, designadamente, os vereadores socialistas se limitem a tomar mero conhecimento e nada questionarem. É que daquela indicação, da forma como é dada, não se obtém quaisquer elementos que habilitem a uma análise consistente.
Bem mais proveitoso seria apresentar o saldo mensal de tesouraria, discriminando o total de receitas e despesas pelo devido código de classificação económica. Aí sim, poder-se-ia compreender a evolução da tesouraria municipal e perspectivar com mais rigor a movimentação contabilística da Autarquia.
De igual modo a apresentação das Ordens de Pagamento liquidadas entre reuniões nada diz. É dita a quantidade de Ordens e o valor total pago mas não se conhece a data das facturas, nem o ano a que elas se reportam. A informação não é completa, porquanto omissa num dado fundamental: a data da assumpção do compromisso. Pode hoje estar-se a pagar facturas de há dois anos atrás e isso não é referenciado à Oposição e ao público que assiste. E é importante transparência no teor da informação a transmitir. Não opacidade.
Julgo ser o momento para remodelar o modelo de informação que vem sendo apresentada nos pontos nº1 e 2 da Ordem do Dia das Sessões Públicas de Câmara, introduzindo neles alterações por forma a fornecer dados claros, verosímeis e que permitem uma análise mais detalhada. Assim o exige o interesse público que os eleitos tem por imperativo respeitar. A não ser que algo me esteja a escapar e que gostaria de ver esclarecido.
No âmbito da norma contida no art 68, nº1, alínea p, do Dec Lei 169/99 de 18Set, tem a palavra o Dr Luís Franco, actual Presidente da CMA. Autarca a quem compete estabelecer e distribuir a Ordem do dia das reuniões. Afirmando repetidamente ser a partilha de gestão e de informação com os munícipes uma das "pedras de toque" na forma como exerce o seu mandato tem aqui uma boa oportunidade de o demonstrar.
Esperemos então.

P.S.-Podia colocar esta questão em local mais apropriado. Isto é, no período aberto ao público que normalmente as Sessões Públicas comportam. Preferi, no entanto, o "Praia dos Moinhos", um canal de informação informal com larga audiência no Município, na expectativa que a Divisão do Munícipe e Comunicação/CMA, o próprio Presidente ou alguém do seu Gabinete, venha aqui ao blog explicar o que lhes oferecer sobre a matéria em apreço. Afinal, participar e intervir através destas novas formas de comunicação, interagindo com a população, fora dos meios institucionais que a Câmara tem ao dispôr, é sinal de maturidade politica e contribui para que a denominada gestão partilhada seja uma efectiva realidade. Esclarecer quando a dúvida se coloca é importante, Clarividente como é, certamente que o Dr Luís Franco não deixará o assunto sem resposta, dando neste blog (cujos autores residentes, tal como ele, gostam de reflectir sobre Alcochete e suas instituições), a adequada e pertinente explicação.

19 fevereiro 2011

NOTA DE APRESENTAÇÃO

É com imenso prazer que doravante passo a integrar o "naipe" de autores residentes deste tão prestigiado blog. Feito o convite, só me restava aceitar. Por várias razões. Entre outras, saliento o facto de ser um espaço de debate livre, aberto a todas as correntes de pensamento, politico e ideologicamente abrangente. Plural e no respeito pelo contraditório. Com o objectivo, em consonância com a nota editorial aqui expressa em 2010/10/05 por um dos seus administradores, de Servir Alcochete. Projecto que felizmente se tem vindo a cumprir. Ao serviço da difusão e afirmação do nome da Vila, das demais Freguesias e do que nelas acontece.
No essencial, com a minha participação, pretendo tão somente continuar a discutir e a aprofundar Alcochete. É esse o meu compromisso. Poderei eventualmente abordar outras temáticas mas a Vila e suas Freguesias (estas, de resto, ultimamente aqui pouco faladas) irão constituir o "cerne" das minhas intervenções. Falarei sobre a Câmara Municipal e respectivo "modus operandi", sobre a actividade dos partidos existentes, sobre iniciativas politicas levadas a efeito, sobre o empreendedorismo local, etc, enfim, sobre tudo aquilo que entenda ter impacto na vida do nosso Município.
Contudo, aos meus comentários estará sempre subjacente uma visão social democrata. Afinal, a minha visão. Sou militante do PSD, partido cujo legado traduz os sentimentos mais profundos do povo português e representa os sectores mais dinâmicos da nossa sociedade. Em suma, acredito naquilo que são os seus valores e nas especificidades que o caracterizam como um partido de raiz eminentemente portuguesa.
Nesta perspectiva, creio estar a posicionar-me, desde já, para uma lógica de debate e polémica. Aliás, é precisamente isso que tenciono trazer para o blog, enriquecendo a discussão entre pessoas com entendimentos distintos. Tudo num tom cordato, afável e urbano. Valorizando a participação democrática e a diferença de opinião.
Por fim, para os mais curiosos, dizer que vivo e sou do Samouco. Oriundo duma família de agricultores, à qual me orgulho de pertencer. A meio dos cinquenta. Com carreira profissional realizada e família constituída. Só agora com disponibilidade para uma intervenção mais consistente. Democrata por convicção e defensor de uma conduta e cultura de responsabilidade.
Sobre a minha terra, o Samouco, a seu tempo hei-de exprimir-me. Infelizmente, um pouco subalternizada por parte dos decisores politicos que actualmente lideram o Município. Mas também por culpa própria face ao carácter inerte e pouco reivindicativo que que os eleitos para o executivo da Freguesia vêm dando mostras. Por fidelidade partidária e voluntariamente manipulados pelo poder dominante.
Por agora é tudo. A todos saúdo.



Novo Condomino : João Pinho



É com grande prazer que anuncio a inclusão de um novo autor no nosso Blog, é o Sr. João Pinho, habitual comentador do nosso espaço, de quem, já tive o prazer de publicar alguns textos em seu nome, desejo lhe as maiores felicidades e que venha contribuir para o debate neste nosso espaço, considerado por muitos, como o melhor espaço de debate democrático sobre o concelho de Alcochete.

Perigo à vista

Perigo à vista

15 fevereiro 2011

Agradecimento à Junta de Freguesia de Alcochete

Venho agradecer à Junta de Freguesia de Alcochete, a seu Presidente sr. Estêvão Boieiro e a todos os funcionários a disponibilidade demonstrada para as eleições da Concelhia do CDS-PP/Alcochete no dia 20/Nov./2010 e para as internas do mesmo Partido no dia 12/Fev./2011.
Muito obrigado
João José da Silva Marafuga
Presidente da Concelhia do CDS-PP/Alcochete

11 fevereiro 2011

Obediência


No meu entender, quem é consciente e entra numa organização política está obrigado à obediência. Esta, para mim, é um valor alicerçal.
A estrutura política que num acto inteiramente livre abracei fez-me o pedido, isto é, deu-me a ordem para eu acabar com o tipo de escrita que ultimamente tenho levado a cabo no Praia dos Moinhos contra o poder instalado na Câmara Municipal de Alcochete.
Se eu não obedecesse, toda a visão que tenho do homem e do mundo cairia por terra.
Nesta conformidade, vou reduzir drasticamente a minha intervenção neste blog e dar outra perspectiva a algum texto que eventualmente venha a publicar.
Ninguém pense que leu alguma palavra minha escrita por descuido em qualquer dos textos que ficaram para trás. Isto que digo tanto me responsabiliza como me dignifica.
Na refrega dos últimos meses peço desculpa se feri a susceptibilidade de alguém.
Um abraço a todos.
João José da Silva Marafuga

10 fevereiro 2011

Os anónimos deste blog ou a cobardia da esquerda


Desde quando é que num jornal, Diário de Notícias, Público, Expresso, etc., travando-se em qualquer desses órgãos de comunicação social um debate, os intervenientes o fazem no desconhecimento uns dos outros?

Quando em fins de 2003, D. José Policarpo e Eduardo Prado Coelho entraram num debate público no Diário de Notícias, um não sabia quem era o outro?

Já não falo da Televisão, cujos participantes em qualquer debate estão in praesentia. E se acontece a intervenção de telespectadores do Minho ou do Algarve, nenhum destes fala sem estar devidamente identificado.

Por que razão, quando se muda para a Internet, o valor da identificação fica invalidado? Eu não tenho que conhecer pessoalmente todo e qualquer comentador, mas este tem que estar devidamente identificado para o blog.

Colocar o anonimato no mesmo plano do voto que é secreto, não passa de crassa desonestidade intelectual por pretender branquear uma manifesta cobardia.

09 fevereiro 2011

A defesa da Festa Brava...sempre!


Eu sou alcochetano.
Alcochete é uma terra de toiros. É e sempre foi...eminentemente.
Compete-me defender a Festa Brava.
Mas eu em tudo gosto de impor a verdade, ainda que esta nisto e naquilo me chame à pedra.
Nem sempre eu dei a importância à Festa Brava que dou hoje. Olhava para o toiro na arena apenas com emoção e dizia de mim para mim: coitadinho do animal a ser farpeado sem dó nem piedade. Era todo um universo artístico, de dimensão quase infinita, cujas raízes se perdem na bruma do tempo, que um sentimento irracional atirava, com a maior das facilidades, para a margem do meu existir.
Havia, no entanto, qualquer coisa que me embaraçava: como é que tantos escritores, pintores, escultores, etc., através da arte peculiar de cada um, eternizavam para a posteridade passos sublimes da arte de tourear ou pegar toiros? Esses homens estavam enganados ou o enganado era eu?
Quando se dá em mim o despertar para o que realmente, em termos políticos, é direita e esquerda, verifico que é esta e os círculos desta que denigrem e atacam a Festa Brava. Simultaneamente, verifico ainda que discordar de toda a promoção feita em jornais, revistas e televisões a favor de que as pessoas se piquem e furem todas por tatuagens e piercings não é politicamente correcto.
Impõe-se então a pergunta: por quê esta sanha contra a Festa Brava? Porque os valores da Festa Brava em tudo são contrários aos projectos da esquerda manhosa e enganadora das populações.
A Festa Brava é a afirmação do indivíduo, da coragem, do esforço. Todos estes valores as esquerdas querem abafar e eliminar porque travam a progressão dos nefandos socialismos. No fundo, o que estes odeiam é a vida.
Hoje em dia, poderemos estabelecer um paralelismo lógico entre, por um lado, o aborto e a eutanásia e, por outro, a Festa Brava. Aqui estamos perante o ataque à tradição nacional, ali perante o ataque à vida. Ora ninguém pense que a tradição nacional é negócio que se separe desse outro que é a vida.
O meu nacionalismo não é coisa ruim desde que respeite os sagrados direitos de cada povo. Só o Estado-Nação poderá fazer frente aos socialismos internacionalistas que tolhem a vida. Exaltação da vida é a Festa Brava com toda a cor que a matiza, arte e movimento.

08 fevereiro 2011

APELO AO DEBATE POR ALCOCHETE

Desde que assumi responsabilidades para dar continuidade a este excelente instrumento de debate, por alguma indisponibilidade e por uma questão de procurar dar a voz a outros, tenho estado mais recatado na escrita.
Foram poucos os comentários que entendi não validar, noutros tive dúvidas.
Este blogue é virado para o debate democrático de ideias, sejam elas provenientes de que quadrante for. Há quem assim não entenda e considere que os outros (adversários) não são seres humanos para serem respeitados como tal.
O apelo aqui deixo, com o risco de rapidamente ser apelidado de algo mais intelectualmente evoluído é que todos que aqui participam e dão a dinâmica útil e necessária a este espaço, debatam Alcochete e não batam mais em quem politicamente está morto logo no inicio das suas responsabilidades politicas.
Discutamos Alcochete, para que os tempos que ai nascem não sejam tão nefastos para as gerações presentes e futuras.

Há aqui uma coisa excepcional...

Desde que decidi voltar ao blog Praia dos Moinhos depois de se apresentar para mim a evidência de que os comunistas fazem pouco de quem entra com um projecto à Câmara para construção urbanística, verifico que há aqui uma coisa excepcional. Passo a explicar: eu afirmo A, aparecendo depois toda uma série de anónimos que fazem crer ao visitante que eu nego A.
Das duas, uma: ou estes anónimos não têm capacidade para a leitura dos meus textos, ou é estratégia tão caseira como repugnante para confundir o leitor e descredibilizar a minha pessoa, embora eu duvide desta segunda hipótese porque quem escreve português primário não poderá ter malícia refinada. Em qualquer dos casos vejo mais uma razão acrescida à do anonimato para eu não lhes responder.
Resolvo deixar aqui esta nótula a fim de que os leitores dos meus textos, perante o tipo de comentários que denuncio, me dêem o benefício da dúvida e voltem à releitura desta ou daquela ideia minha que este ou aquele anónimo tenta inverter.
Obrigado a todos os visitantes que chegam aqui por bem.

07 fevereiro 2011

A defesa da Festa Brava...pela enésima vez!


Corrijam-se as palavras «a Câmara Municipal de Alcochete [CMA] não tem de tomar posição sobre a Festa Brava...» para estas: a CMA não pode tomar posição oficial sobre a Festa Brava porque o PCP também ainda não a tomou. Ou alguém pensa que os executivos camarários comunistas antepõem o que as populações querem ao que o Partido quer? Não sejamos ingénuos, por amor de Deus.
Se «à Câmara Municipal compete respeitar o passado e a memória do Concelho...», então desmunicipalize a Fundação João Gonçalves Júnior para que vejamos que a CMA executa as competências que lhe são inerentes.
Se «à Câmara Municipal compete [...] manter vivo o seu repositório identitário mais marcante e ajudar a traduzir nos vários eventos anuais realizados tudo aquilo que marca indelevelmente a idiossincrasia do alcochetano», porque faz propaganda ideológica, sobretudo na área da cultura, ao marxismo, "filosofia" patológica, à tenebrosa teoria de género que visa transformar o ser humano, ao ambientalismo que é o novo comunismo? Sim, por que faz isto...tudo feito com o dinheiro dos pagadores de impostos?
«A Câmara [...] subordina-se à Lei, não marca posição...»? O Parlamento já aprovou alguma lei na linha da igualdade de género? Não! Então por que a CMA, através da Cultura, vai predispondo subliminarmente as mentes para a recepção sem ondas dessa lei totalitária que corremos o risco de levar em cima de nós, a todos tiranizando?
A Câmara «não deve constituir factor de divisão entre os munícipes», o que é verdade, mas se todos os alcochetanos são defensores do ambiente, poucos sê-lo-ão do ambientalismo, ideologia tão comunista quanto macabra que quer transformar o homem até à completa escravização e animalização. Então por que a CMA, através da Cultura, impinge o ambientalismo, manifestamente dividindo os munícipes?
A Câmara não deve dizer que «...as corridas à portuguesa dev[a]m ser banidas, [porque] isso é coisa que extravasa o seu âmbito de acção. Isso é matéria para a sociedade civil debater e aprofundar...». Então por que a CMA não deixa a ideologia de género e o ambientalismo, males de génese marxista, ao cuidado da sociedade civil?
Finalmente, não quero saber de comunistas que «...gost[e]m bastante de tudo o que envolva toiros...». Uns fá-lo-ão por jogada eleitoralista, outros por insanável contradição, uma vez que ninguém pode, ao mesmo tempo, amar a Festa Brava e estar de bem com os inimigos desta.
Eis a minha resposta a João Pinho a quem peço pública e encarecidamente que me deixe em paz.

06 fevereiro 2011

Urge saber qual a posição da Câmara de Alcochete relativamente à Festa Brava


Não é necessária a demonstração de que Alcochete é uma terra de fortíssimas tradições taurinas desde há séculos.
Nesta conformidade, não seria despicienda, antes incontornável, a ideia de que a Câmara Municipal de Alcochete (CMA) tomasse posição clara e pública relativamente ao ataque hoje em dia perpetrado contra a Festa Brava jamais visto em Portugal.
Afinal, a CMA está a favor ou contra o fim da Festa Brava, genuína manifestação da cultura de raiz popular?
Nós precisamos de saber para sabermos com o que contamos.
Ninguém pense que o apoio da CMA às Festas do Barrete Verde e das Salinas é facto suficiente para a conclusão de que está a favor da Festa Brava, pois fá-lo por razões meramente político-eleitoralistas.
Para que a CMA prove a todos os alcochetanos que o Marafuga mente, então venha a terreiro e proclame aos quatro ventos, através de um comunicado e dos meios de comunicação social, que não é assim, que está sem reservas a favor da tourada em Portugal.
E se a CMA não o fizer, a que conclusão querem que eu chegue?

03 fevereiro 2011

La UE frena condenar la persecución religiosa: la España de Zapatero, uno de los 5 países que se oponen

La UE frena condenar la persecución religiosa: la España de Zapatero, uno de los 5 países que se oponen

A Espanha de Zapatero e o Portugal de Sócrates!...

O Guia desguia!

Abro este meu texto, definindo o que quero dizer quando emprego o termo pluralizado socialismos. Por estes, eu entendo comunismo e socialismo.
Desta feita, vou tentar sensibilizar as pessoas para as estratégias subliminares que são utilizadas para a lenta mas firme transmutação dos códigos culturais de sempre e socialização do nosso País. A fim de conseguir minimamente este objectivo, meu objecto de análise é o "Guia de Eventos"/Fevereiro 2011.
Dando de barato a história do Yoga, pág. 14 à direita, do canhenho em foco, o que primeiro chama a minha atenção é o encontro intergeracional que se realizará na Biblioteca de Alcochete no dia dos namorados, pág. 15.
O mais perigoso deste chamado evento é que as pessoas vêem a imagem e lêem a pequena informação como se vissem e lessem o que de mais inocente há no mundo. Ora as coisas não são bem assim. Tudo isto é ideologismo, quero dizer, tudo isto é o discurso da falsidade.
Na verdade, desde as Culturas Clássicas e ao longo do decurso da Civilização Ocidental sempre se teve por muito salutar que os mais novos escutassem os mais velhos e aprendessem com a experiência destes. Mas vive na mais completa ingenuidade quem eventualmente pense que esta iniciativa da Câmara comunista para o dia 14 de Fevereiro recupera o melhor espírito do mundo antigo ou o limpo ensinamento cristão.
Este encontro intergeracional publicitado pelo "Guia de Eventos" do mês em curso é uma ante-câmara que vai preparando mentalmente as pessoas para o programa ideológico dos socialismos e é defendido pelos intelectuais de esquerda na generalidade, urge saber, que a troca de experiências entre gerações poderá ascender ao sexo intergeracional. Este mesmo foi o tema de Amor de D. Perlimplim com Belisa em seu Jardim, peça de teatro do dramaturgo espanhol e socialista Frederico Garcia Lorca representada no Fórum Cultural de Alcochete há menos de dois anos.
Na pág. 16 do canhenho de propaganda camarária, dita cultural, volta-se ao dia dos namorados. Quando o texto que lá se pode ler deveria celebrar o amor, verificamos que esta palavra não aparece nem sequer uma vez e deparamo-nos com o medo, a negação do amor. O que se foca é «...uma alta incidência de violência física entre os jovens, bem como uma elevada agressividade física e verbal entre namorados adolescentes». Que se pretenderá inculcar na cabeça dos jovens? Que o namoro é um perigo? Que o casamento natural não vale a pena? Que o melhor é o concubinato? E é isto "educação para a sexualidade"? Isto para mim é educação para a destruição de uma sociedade. Não tenho dúvidas.
O canhenho, na pág. 23, acaba com as recomendações de leitura que a Biblioteca de Alcochete sugere para este mês. Todas estão sob a égide da ideologia ambientalista, o novo comunismo. Veja-se os títulos: A Árvore Generosa; Um Lugar Mágico ou como Salvar a Natureza; O Verde, Preto no Branco. Esta lógica é logo anunciada pela capa toda verde do "Guia de Eventos": duas mãos encostadas de palmas para cima, um pouco de terra negra e uma plantinha ao centro, sugerindo todo este conjunto um vaso...
Com a capa articulam-se os conteúdos da pág. 14 à esquerda, cujo título é: "Plantar Alcochete". Por baixo da foto lê-se: "Em prol de um Concelho mais verde, junte-se à Câmara Municipal e venha Plantar Alcochete».
Deixem-se da mentira e, se querem verdadeiramente plantar Alcochete, deixem trabalhar quem quer trabalhar, não nos roubem e desapareçam.

01 fevereiro 2011

Falam estes comunistas de mobilidade...

Eu tenho medo, muito medo, dos comunistas e de entrar na Câmara Municipal de Alcochete. Todo aquele espaço compartimentado e penumbroso mais me parece um edifício de exéquias à morte. Morte não é só morrer, ser metido num caixão e ir para baixo de terra. Morte é também a descapitalização que esta Câmara faz às pessoas das classes médias porque estas são invejadas pelo comunismo, sanha ideológica esta que não pode ver ninguém a trabalhar e a fazer pela vida e a singrar e a ser livre.
Falam estes comunistas de mobilidade sem que sejam capazes de ir além da física. Estavam eles preocupados com a minha mobilidade na casa de banho da casa que vou construir! Mas que gente é esta? O que é que eles querem? Não terão medo de fazer pouco do outro? Ou pensarão que o comunismo já nos reduziu nesta terra de Alcochete ao completo amorfismo? Não vêem que eu já tenho 60 anos de idade? Que já fiz tudo na vida que tinha a fazer? Que já criei o meu filho?
E a mobilidade social? Faz-se a disparar taxas às pessoas até ao estrangulamento para as fazer parar e, inclusive, regredir na vida?
Eu tenho medo, muito medo, dos comunistas e de entrar na Câmara Municipal de Alcochete. Todo aquele espaço compartimentado e penumbroso mais me parece um edifício de exéquias à morte. Morte não é só morrer, ser metido num caixão e ir para baixo de terra. Morte é também a descapitalização que esta Câmara faz às pessoas...

28 janeiro 2011

Praia dos Moinhos: Pinhal do Concelho

Praia dos Moinhos: Pinhal do Concelho

A edição de hoje (28-01-2011) do Jornal do Montijo fala de um protesto popular contra as estradas do Pinhal do Concelho.
Vejam o que eu escrevi neste blog sobre o mesmo tema a 25-03-2006, era Luís Franco Presidente da Câmara Municipal de Alcochete havia pouco tempo.
Estamos perante o completo desprezo desta câmara comunista devotado aos munícipes.

27 janeiro 2011

Um mosaico da saga com a CMA sobre o meu processo para construção de uma casa

No dia 13-12-2010 recebi uma carta da Câmara Municipal de Alcochete (CMA), dizendo o conteúdo da mesma que o meu projecto fora aprovado e que eu poderia requerer a emissão do respectivo alvará de construção cuja taxa de licenciamento era de 3.182,77 euros (sensivelmente 640 contos em moeda antiga).
Considerando eu que a taxa exigida pela licença de construção era excessiva, apresentei no dia 22-12-2010 uma reclamação ao Exmo Sr. Presidente da CMA, dizendo-me várias pessoas que este tipo de pedidos, na maior parte dos casos, costuma ser atendido. De facto, a casa que vou construir é na zona histórica da vila, a menos de 40 metros da Igreja Matriz, com todas as infra-estruturas existentes no terreno, conservando eu a mesmíssima fachada que lá está há, pelo menos, 100 anos.
No dia 24-01-2011, mais de um mês depois da minha reclamação, é expedida para mim pela CMA uma carta com dois conteúdos distintos.
Reza o primeiro assim: «Na sequência da reclamação registada nos nossos serviços sob a referência de 10/12/23 - 15237 apresentada por V. Exa a qual mereceu a nossa melhor atenção, informo que após análise da mesma se conclui, nos termos da informação técnica que junto se anexa, pela manutenção do valor de [...] 3.182, 77 [euros], respeitante à taxa devida pela licença de execução da operação urbanística supra referenciada» sic.
Segue-se assinatura bem identificada.
«...[...]Os termos da informação técnica que junto [foi] anexa...», isto é, o segundo conteúdo reza assim: «Decorrente da reclamação anexa [referência à minha reclamação], o que provocou a revisão dos cálculos, confirmam-se os valores indicados; as taxas foram calculadas nos termos da regulamentação em vigor e de acordo com orientação superior; por falta de enquadramento, as isenções e reduções referentes às taxas urbanísticas previstas no n.º 10 do Regulamento e Tabela de Taxas não são aplicáveis» sic.
Assinatura ilegível de um técnico.
A pergunta que faço é a seguinte: isto merece o nome de uma informação técnica?
O montante 3.182,77 euros resulta do somatório de várias parcelas, cada uma destas relacionada com os ditames da regulamentação em vigor. Por que não me é feito o descritivo sub lege, como penso merecer na minha qualidade de cidadão e munícipe, das taxas aplicáveis ao meu pedido de licença de construção?
Os amigos que têm acompanhado desde o início todo este meu caso com a CMA aconselharam a desembaraçar-me desta instituição que manifestamente despreza o munícipe e a seguir em frente com a minha vida. Foi o que achei por bem fazer, embora eu me veja perseguido pela CMA. Por que razão? Por ser cristão-católico assumido e tomar a defesa da Igreja? Por ser anti-comunista declarado e público? Por ser Presidente da Comissão Política do CDS-PP/Alcochete?
Talvez, mais brevemente do que muitos pensam, tudo isto ficará muito claro para todos.

22 janeiro 2011

A Farda do Forcado


Dedico este texto ao grande forcado alcochetano António José Pinto.
Será que a partir da farda do forcado - jaqueta, barrete, cinta, etc. - eu posso catapultar-me para a defesa da Festa Brava? É que nós temos que continuar neste afã de nos questionarmos por que razão esta é tão insanamente atacada nestes tempos.
Mas antes de entrar propriamente no meu texto de natureza ensaística, eu devo apressar-me a declarar, assegurando a inteligibilidade do mesmo, que vejo na revolução o mal e na contra-revolução o bem.
Nesta conformidade, posso avançar já com a ideia de que há uma incompatibilidade doutrinária entre a revolução e qualquer farda.
A farda, pela sua simples presença, afirma implicitamente algumas verdades, embora genéricas, de índole contra-revolucionária.
De facto, o forcado dá-nos a lição de que existem valores que importam mais que a própria vida e pelos quais se deve morrer. Ora isto é contrário à mentalidade socialista (lato sensu), toda feita de horror ao risco e à dor, de idolatrização da segurança e de supremo apego à vida terrena.
Por outro lado, a forcadagem é defensora de uma moral por estar totalmente fundada sobre ideias de honra, de força posta ao serviço do bem e dirigida contra o mal.
O que acabo de dizer é mais uma achega para vermos as razões que levam a revolução a atacar tão desordenadamente a Festa Brava, inserindo-se esta no universo contra-revolucionário por travar a progressão dos socialismos.

20 janeiro 2011

Outra vez a defesa da Festa Brava


A Festa Brava insere-se num universo conservador, a Deus graças.

Ex abrupto, a pergunta que se coloca é esta: como é que é possível alguém reclamar-se de afición pelos toiros e ao mesmo tempo esteja dominado pelo espírito revolucionário? Estas pessoas, ao fim e ao cabo, são mais perigosas que os inimigos declarados da Festa Brava, porque, objectivamente, combatem esta dentro das suas próprias tronqueiras.

Ora as astúcias dos inimigos da Festa Brava teriam, sem dúvida, menos sucesso se não lhes estendessem a mão um grande número dos que se dizem aficionados. Estes - como disse em cima - são mais perigosos que os inimigos declarados, não só porque os secundam nas diatribes insanas, como também, sob uma aparência de integridade, incitam imprudentes e enganam pessoas honestas que se insurgiriam coerentemente contra o erro que é o ataque à Festa Brava.

Eis por que estes pseudo-aficionados dividem os espíritos, rompem a unidade e debilitam as forças que seria necessário reunir contra o inimigo.

18 janeiro 2011

Lição de Vida!

Caros condóminos e leitores atentos,

Permitam-me que reparta com todos vós este VERDADEIRO exemplo de vida.

Pensem nisto!

Fernando Pinto
Deputado Municipal Partido Socialista

bancadapsalcochete@gmail.com

A marxização do ensino em Portugal


Sustentava entre colegas que o principal cancro do Ensino em Portugal circunscreve-se à elevação do aluno a centro do Sistema Educativo, estabelecendo eu um paralelismo entre esta trágica mudança do pós 25 de Abril e a divinização do homem desde o humanismo antropocêntrico.
Logo me foi dito de rompão que os grandes humanistas eram cristãos.
É verdade. Na afirmação de que os humanistas do séc. XVI eram cristãos não há novidade, mas há a distinção de que Dante (1265-1321) abre A Divina Comédia com a noção de pecado ("Nel mezzo del cammin di nostra vita/mi ritrovai per una selva oscura,/ché la diritta via era smarrita.") e Camões (1525?-1580), logo no primeiro verso de Os Lusíadas ("As armas e os barões assinalados") coloca o homem (barões), qual titã, no centro do decassílabo a receber o acento predominante.
Cristão e católico era Tomás Morus (1478-1535) que não deixou de dar com A Utopia uma mãozinha à ideologia utópica de Karl Marx (1818-1883), uma vez que um e outro, representantes dos Ícaros e Prometeus de todos os espaços e tempos, não contaram com o pecado original (criminalidade hereditária) para a arquitectura das ilhas de sonho que apresentaram à Humanidade.
Ora o que vemos é que o ensino em Portugal caminha paulatina mas firmemente para a marxização dos conteúdos: prioridade do praticismo sobre o conhecimento, da acção sobre a moral, do quantitativo sobre o qualitativo...tudo resultando na destruição do ser.
Em conclusão, o humanismo antropocêntrico de quinhentos não queria subjectivamente este homem apenas horizontal do séc XXI, mas objectivamente contribuiu, e muito, para o mundo que hoje nos cerca e faz sofrer.

16 janeiro 2011

Estes homens são homens?


De que princípios e valores os meus detractores - quer nas ruas de Alcochete quer aqui neste blog - estão revestidos?
Quem na rua deu visibilidade ao ataque ao meu filho, vai ter que se justificar em Tribunal. Mas como é que eu me posso defender dos anónimos cobardes neste blog?
Dizem-me que a Polícia Judiciária poderá resolver estes casos de ofensas anónimas na Internet. Será que me obrigarão a enveredar por esse caminho?
Uma vez que encontram dificuldades no ataque à minha pessoa, decidem cevar-se no meu filho. Estes homens são homens?
O meu filho responde pelas opções e posições do pai no seio da sociedade?
Não julguem que com este fait divers me desviam um milímetro dos reais problemas de Alcochete: marxização dos eventos culturais, transmutação subliminar dos valores dos nossos pais e avós, aumento dos funcionários da Câmara, novo Centro de Saúde do Samouco que não funciona, promessas ao povo alcochetano que são mero espectáculo, desprezo pela resolução dos problemas do munícipe, marasmo em Alcochete neste séc. XXI, etc.
Não me desviarão nem um milímetro.

14 janeiro 2011

Sou anti-comunista e reaccionário

Comentando um comentário de anónimo que envolve a minha pessoa, devo aqui deixar claro o seguinte: se alguém sabe, de verdade, que eu ao longo da minha vida fiz e/ou disse qualquer coisa que me torna indigno como homem e professor dos filhos dos outros, saia do anonimato e escarrapache tudo neste blog, referindo o quando, o onde e a quem fiz e/ou disse qualquer coisa que me torna indigno como homem e professor dos filhos dos outros.
Eu não estou a insinuar que não tenho pecados, porque, se estivesse a insinuar que não tenho pecados, toda a minha estrutura mental ruiria por terra. Eu tenho pecados e de todos eles me arrependo, mas há pecados e pecados.
Quanto às acusações de que sou anti-comunista e reaccionário, é evidente que sou anti-comunista tal como sou anti-fascista, uma vez que comunismo e fascismo têm de comum o partido único, a polícia política, o culto do chefe, a censura, o corte das liberdades individuais, o peso pesado do Estado sobre a sociedade, etc., e sou reaccionário no sentido de que reajo ao comunismo, isto é, faço o exercício da reacção contra o comunismo, o que considero um dever impreterível do homem-homem.

13 janeiro 2011

Da categoria feminista de género ao conceito de mobilidade.


Quase não há nenhuma publicação da Câmara que não nos confronte com a palavra género. Esta é uma das palavras do politicamente correcto. Artigo sobre o feminismo que a dispense é para deitar ao caixote do lixo.

Mas saberão os piratas do politicamente correcto o que é a categoria de género, mesmo quando empregam esta palavra? Eu fiz os seminários de um Mestrado em Estudos sobre as Mulheres (Universidade Aberta) e sei que a apreensão do sentido desta categoria não é facil.

Por género entende-se as práticas de educação para o menino e para a menina. Por outras palavras, as múltiplas culturas da Humanidade desde que esta é Humanidade atribuem papéis aos meninos que em várias vertentes se distinguem dos que são atribuídos às meninas.

Ora eu pergunto: se o menino e a menina são diferentes, não será natural que os pais tenham discursos também diferentes para o que é diferente?

Por exemplo, quaisquer pais nunca direccionarão o discurso para a maternidade se falam com rebentos varões.

Mas ao fim e ao cabo, o que é afinal o género? O género mais não é do que a diferença de poder entre homens e mulheres. O que se pretende saber é: quem tem poder sobre quem? Para iludir esta questão, impõe-se a igualdade de género através de uma legislação que faz tábua rasa do que há de mais sagrado no ser humano, nomeadamente a identidade.

E quando se houve falar da luta contra a discriminação de género, saiba-se que, no fundo, se fala da igualdade de género, esta responsável por uma espécie de indiferenciação entre masculino e feminino. A partir daqui, cada um(a), qual célula estaminal com poder de escolha sobre si próprio(a), decide a orientação sexual que quer: heterossexualidade (passando esta a estar démodé), homossexualidade, bissexualidade, transexualidade, etc., etc., etc.

Em conclusão, género é uma categoria que extrai a sua carga conceptual do marxismo e ameaça empurrar-nos para a pior das escravidões alguma vez sofrida por homens e mulheres à face da terra.

Outra palavra do politicamente correcto à qual não teríamos o direito de nos furtarmos é mobilidade.

Quando leio estes textos escritos por gente sem alma na imprensa local, vem-me à cabeça a ideia de que estas esquerdas querem substituir liberdade por mobilidade.

Mas o que é esta mobilidade?

Esta mobilidade é a deslocação física de pessoas e coisas sob condições - dizem - sustentáveis (forçosamente tenho que embarcar nos clichés da tribo para não parecer um extraterrestre).

E então a mobilidade cívica, política, ética, moral, cultural, religiosa, espiritual, etc.?

Onde está a mobilidade cívica de um autarca que ofende gratuitamente um jovem por este pretender dar de beber a uma cadelinha num bebedouro público em vez de aproveitar a ocorrência para o exercício pedagógico do civismo?

Onde está a mobilidade política, ética e moral de uma câmara que quase exige tomar conhecimento prévio dos conteúdos de um jornal sob ameaça implícita de bloquear o envio dos próprios materiais de informação e publicidade para esse órgão de comunicação?

Onde está a mobilidade cultural de uma câmara que politiza os eventos culturais e abafa a cultura de raiz popular? Por que razão a Câmara Municipal de Alcochete não toma posição explícita sobre a Festa Brava, quando esta hoje sofre ataques como nunca os houve em Portugal?

Onde está a mobilidade do respeito devido à religião por parte de uma câmara que não desmunicipaliza a Fundação João Gonçalves Júnior, quando a fundadora, D.ª Mariana Gonçalves, colocou a sua doação sob a égide da Igreja Católica?

Onde está a mobilidade espiritual da câmara se esta é comunista e se o comunismo nega o Transcendente? Ou haverá uma espiritualidade intramundana como a que defende o ambientalismo? Que querem? Reduzir a mobilidade ao passeio da carne? NUNCA!

12 janeiro 2011

Nota de Impresa do PSD de Alcochete






NOTA DE IMPRENSA

Na sequência da Sessão Pública de Câmara realizada no passado dia 9 do corrente mês, na qual foi discutido e aprovado por maioria o Orçamento, o Plano Plurianual de Investimentos e as Grandes Opções do Plano (GOP”s) do Município para o ano de 2011, a Secção Concelhia do Partido Social Democrata / Alcochete vem, por este meio, trazer ao conhecimento público algumas das medidas, que considera pertinentes, para inclusão naqueles documentos e que, ao abrigo do Estatuto de Oposição e a convite do seu Presidente, teve ocasião de apresentar em oportunidade ao executivo autárquico.
Para o efeito, de realçar, desde logo, nas Funções Sociais a área prioritária da Educação. Devido às prementes e crescentes necessidades do concelho no que concerne à questão da Educação, torna-se, aos dias de hoje, consensual e evidente que, em especial no âmbito do 1º ciclo do ensino básico, o parque escolar em Alcochete se encontra em ruptura, não só pela má qualidade e deterioração dos equipamentos existentes como pela insuficiência das instalações, quer para a actividade lectiva quer para as actividades de enriquecimento curricular.
Assim, com vista a dar resposta no curto prazo a este estado de coisas, para além da construção do centro escolar de S. Francisco, assinala-se ser imperioso incluir nas (GOP’s) de 2011 a construção do centro escolar da Quebrada Norte, projecto que constituía prioridade do executivo e que agora se vê uma vez mais adiado para os anos seguintes.
Pelo que, face a esta situação e à inércia do executivo CDU em atacar tão sensível questão com a celeridade que se impõe, o PSD propôs o imediato arranque deste projecto para 2011.
Importa referir ainda que, nesta área, o PSD considera também ser indispensável incluir nas (GOP’s) do próximo ano, a ampliação e remodelação da escola da Restauração cujas instalações carecem de uma intervenção urgente, vindo assim, desta forma, ao encontro daquilo que a comunidade escolar vem exigindo há já algum tempo.
Por outro lado, no domínio das Funções económicas, com vista ao investimento e criação de emprego, o PSD entende que terá de ser adoptada nos próximos anos uma politica substancialmente diversa daquela que vem sendo seguida pelo executivo, introduzindo-se um sentido profundamente inovador e acabando-se com o seu carácter eminentemente despesista.

Nesse sentido, propôs-se o seguinte:



1. Criar um gabinete "Via Verde Empresário", a funcionar junto ao Gabinete de Apoio ao Munícipe, igualmente a criar, ou, em alternativa, na dependência do Sector de Empreendedorismo e Inovação/Divisão das Actividades Económicas e Turismo, para acompanhamento e apoio aos processos de prospecção, instalação e licenciamento de empresas no concelho.
2. A possibilidade de utilização do instrumento fiscal da autarquia como agente potenciador da captação de investimento privado, dirigido a empresas ou actividades estratégicas, aplicando-se nomeadamente as seguintes medidas:
a) Isentar do pagamento da derrama pelo período de três anos de actividade as novas empresas que se instalem;
b) Isentar do pagamento da derrama por um período de dois anos as empresas que, a partir de determinado ano, aumentem em mais 25% os postos de trabalho em permanência;
c) Isentar de taxas municipais as novas empresas que se instalem com mais de 20 postos de trabalho em permanência.

Por último, julga-se conveniente esclarecer toda a opinião pública local que, sendo o Orçamento e as Grandes Opções do Plano da total e inteira responsabilidade do executivo CDU em funções, foi, contudo, preocupação do PSD apresentar as medidas atrás enunciadas, as quais, embora propostas num quadro muito abreviado, visam, mesmo assim, contribuir de alguma forma para a melhoria da qualidade de vida da população de Alcochete e alavancar a economia local, tão carenciada está de um forte impulso dinamizador, capaz de a fazer sair do marasmo em que actualmente se encontra.

Alcochete, 28 de Dezembro de 2010

O Presidente da Comissão Política

Luiz Branco Batista



11 janeiro 2011

O Orçamento do Engano!

Foram aprovados na última Assembleia Municipal realizada em 21/12/2010, pela maioria CDU, as Grandes Opções do Plano (PPI e AMR’s) para os anos 2011/2014 e o Orçamento para 2011. O contexto económico e financeiro, as dificuldades e a própria situação política, que se vive actualmente em Portugal e um pouco por toda a Europa e pelo Mundo, cuja tendência de evolução para o presente ano é de agravamento, exige a todos os responsáveis políticos uma gestão de grande contenção de gastos e um esforço de criação de sistemas de apoios aos mais desfavorecidos. Ou seja, uma atitude de elevada consciência social em que a coesão seja a mola impulsionadora de toda a acção dos poderes políticos, em ambiente de elevada escassez de recursos.
Seria, deste modo, de esperar uma contenção no orçamento, assim como, mais apoios sociais. Puro engano! O orçamento aumentou cerca de 370.000€ (1,8%) e nem um cêntimo para Realojamento de Famílias ou Comparticipação a Famílias no âmbito do Programa de Recuperação de Imóveis Degradados e a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens viu a sua verba reduzida em mais de 170%.
Mas já lá vamos. Antes, para que se entenda bem do que vamos falar a seguir, vou recuar cerca de um ano, à Assembleia de apresentação do Orçamento para 2010. Aí, o Sr. Presidente da Câmara definiu as principais linhas políticas para o ano que agora findou. A saber: criação do Gabinete de Apoio ao Munícipe – Balcão Único (não executado); Construção dos Centros Escolares (o de S. Francisco está em construção e o da Quebrada terá os projectos concluídos durante este ano); Ampliação da Escola da Restauração (não executado); Candidatura à regeneração da Frente Ribeirinha de Alcochete (aprovada); Construção de um Reservatório de água no Samouco (não executado); Construção do Complexo Desportivo e de Lazer do Valbom (concluído); Ampliação do canil/gatil (não executado). Ou seja, orçamenta-se e publicita-se muito e faz-se pouco.
Mas voltemos a 2011 e comecemos por olhar para os valores da Receita: como é possível que em tempo de crise e de austeridade e quando o PCP “apregoa aos sete ventos” que o Orçamento de Estado, entretanto aprovado na Assembleia da República, vai levar o país à recessão, este executivo preveja receber mais 20% de Derrama? Quer dizer, o país, por um determinado período de tempo, vai entrar numa fase de contracção do seu ciclo económico, mas as empresas do concelho vão ter mais lucros tributáveis! Isto é coerente? E com a crise da construção que é do conhecimento público, será realístico prever receber 1 milhão de euros em obras e loteamentos? Em 2009, apenas foi executado cerca de 250.000€ e embora não hajam dados de 2010, não me parece que, de facto, tenha melhorado. Da mesma forma, como se pode prever um aumento das receitas de IMT na ordem dos 8%? Será que as transacções de imóveis vão aumentar num período de crise? E mais alguns exemplos, que me parecem claramente empolados: Ocupação de via pública: cerca de + 2800% (8.487€ em 2010 e 250.000€ previstos para 2011!); Publicidade: + 1300% (17.593€ previstos para 2010 e 250.000€ para 2011); Ramais, ligações e colocação de contadores: +20%, se praticamente não existem obras novas, como se justifica este aumento?)
Mas deixemos agora de lado a receita e olhemos para a Despesa. E aqui, caros munícipes, mais uma grande surpresa: as Despesas Correntes do Município aumentaram! Quando ninguém esperava que tal acontecesse, eis que aumentaram 3%! Ou seja, as despesas “fixas” da máquina municipal engordaram, em vez de perder peso e diminuir. As despesas com o pessoal diminuíram, fruto dos cortes salariais impostos pelo orçamento de estado, mas dentro destas, só mesmo as remunerações diminuíram, porque os Abonos variáveis ou eventuais aumentaram 30%, sendo que as despesas com a Segurança Social tiveram um incremento de 11%. Quanto à rubrica de Aquisição de bens e serviços cresceu 22%, com especial destaque para os Combustíveis e lubrificantes – novo aumento, desta feita de 3%, totalizando 276.973€ (em 2 anos esta rubrica aumentou 46%!), Limpeza e higiene que subiu 65%, 100.000€ para Comunicações, mais de 40.000€ para Publicidade (panfletos, outdoors, etc…) e ainda os Juros e Outros Encargos tiveram um aumento de 60%. No meio de tudo isto, os Bombeiros Voluntários de Alcochete recebem os mesmos 35.000€ de apoio ao seu funcionamento…
Debrucemo-nos, finalmente, nas Grandes Opções do Plano, que são compostas pelo Plano Plurianual de Investimentos e as Actividades Mais Relevantes. Ou seja, define o investimento no município para o ano de 2011. Aqui, a grande relevância de investimento vai para a Construção do Centro Escolar de S. Francisco e para o Programa de Regeneração da Frente Ribeirinha de Alcochete, dois projectos de vital importância para o Concelho. No entanto, existem outros investimentos, alguns que até já estavam previstos para 2010 e voltam a figurar nas Grandes Opções do Plano com a projecção da sua realização para o presente ano, como, por exemplo, a Recuperação do Campo de Jogos Exterior da Escola E.B.2,3 El Rei D.Manuel I, a elaboração da carta da REN, entre outros; ou então foram adiados, tal como a criação do Espaço do Empresário e Empreendorismo que estava prevista para o presente ano, mas foi estendida para 2012, como se não fizesse falta estimular o emprego em Alcochete. Contudo, registe-se a incongruência de algumas acções previstas para 2010, que não foram realizadas e que agora surgem em concretização para este ano de 2011 e para outros anos subsequentes, com aumentos francamente consideráveis. Senão, vejamos: Construção do Reservatório Apoiado no Samouco, em 2010 custaria 367.500€. Em 2011 está previsto investimento de 28.798€ e em 2012 de 480.251€, o que totalizará mais de 500.000€, cerca de +38%! Ou, por exemplo, a Construção do Canil/Gatil, que em 2010 tinha estimado um investimento de 75.000€ e em 2011 custará 98.649€, ou seja, cerca de mais 30%.
Em conclusão, mais uma vez, o executivo não conseguiu reduzir a despesa corrente autárquica, descobrindo receitas num oásis em perfeita mutação. Na procriação destas falsas expectativas, empola-se o Orçamento, mesmo convictos de que não vão cumprir com a maior parte dos investimentos orçamentados. No fim, cá estaremos à espera das justificações habituais.

Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS
bancadapsalcochete@gmail.com

Mais depressa que se pensa isto pode acontecer em Portugal.



O deputado federal Jair Bolsonaro mostra o que o Partido dos Trabalhadores (PT) e respectiva militância gayzista oferecem a uma nação maioritariamente cristã: a doutrinação escolar das crianças, incentivando-as às práticas do homossexualismo. Um crime grotesco realizado à escala nacional.
Sabe-se que as crianças ainda não estão maduras sexualmente e que uma formação normal, uma vida psicológica sem traumas e desprovida de influências nefastas torná-las-ão logicamente adultos heterossexuais.
Mas os comunistas e progressistas em geral não querem saber nada disso. Pretendem, quais deuses fossem, redesenhar a moralidade e o comportamento humano de acordo com premissas totalitárias, passando por cima da família e pisando os factos mais elementares da natureza humana.

09 janeiro 2011

Um dia com Cavaco Silva


Encontrei-me, pelas 10h30, dia 08-01-2011, com o sr. Luís Batista, Presidente do PSD/Alcochete, no Largo do Poço. Depois de tomarmos café na Londres, partimos para o Montijo.
No Montijo, frente ao Cinema Teatro Joaquim d'Almeida, juntei-me ao sr. António Carapinha, companheiro mais pontual que eu, cumprimentei o Dr. Manuel Almeida e vi o sr. Bento Ferreira, Presidente do CDS-PP/Montijo. No conjunto, penso que estava ali mais de uma centena de pessoas. A maioria do pessoal seria do PSD/Montijo, mas também se viam sociais-democratas de Alcochete.
Cavaco Silva chegou já depois das 11h00. Na comitiva vinha também o deputado centrista da Assembleia da República e Presidente da Distrital Nuno Magalhães com quem falámos.
Quando a maioria dos apoiantes presentes de Cavaco Silva já tinha cumprimentado o candidato, o António e eu fomo-nos posicionando para ver se também o cumprimentávamos, o que sucedeu, recebendo eu, além do aperto de mão, duas palmadinhas no ombro dadas pelo Presidente da República com aquela familiaridade de quem já me conhecesse. Mas é claro que eu nunca tinha sido visto alguma vez por Cavaco Silva. Quando este era primeiro ministro, a redacção do Jornal "Echo d'Alcochete" recebeu um cartão de congratulações dirigido ao director daquele mensário que era eu. Custa-me, no entanto, presumir que em tão poucos segundos o candidato em campanha estabelecesse alguma relação com factos de um passado já tão distante.
Depois, António e eu seguimos para Setúbal. O tema da conversa foi o sr. Bento Ferreira, pessoa que identifico, mas com a qual nunca tive o prazer de falar na minha vida.
Chegados ao Pavilhão Antoine Velge localizado no Estádio do Vitória de Setúbal, já lá estava muita gente. Não tivemos dificuldade em escolher a nossa mesa. Bem eu queria lançar o meu olhar de observador atento e discreto a todos os pontos daquele amplo espaço se tal privilégio me fosse concedido por tanta força de histórias do meu companheiro António. Mesmo assim, não me passou despercebida a chegada do General Ramalho Eanes. Eu fiz questão em cumprimentar um homem verdadeiramente merecedor deste nome como poucos houve depois do 25 de Abril.
Finalmente, chegou o candidato Cavaco Silva, verdadeiro delírio com toda aquela música por Portugal e bandeiras agitadas no ar.
Seguiram-se os discursos. Primeiro o do mandatário distrital da candidatura, homem inflamado, proferindo aqui, acolá e além frases estruturalmente de esquerda, sem eu saber ao certo se por deficiência política ou se por estratégia, inclinando-me para a segunda hipótese. A seguir, subiu ao palco o candidato Cavaco Silva a Presidente da República cujo discurso foi o de um verdadeiro líder e homem de Estado.
Vem o almoço que paguei: havia bom vinho, tinto e branco, o caldo quentinho estava uma delícia, trouxeram os pratos - arroz de pato e bacalhau com natas - sobremesa e café.
E agora o regresso e a cadeia de histórias do meu companheiro António até casa.
Valeu a pena.

Marxização da cultura em Alcochete

A Gramática é um universo feito de regra.
Ora o ódio à Gramática é o ódio à liberdade. Na verdade, sem regra não há pensamento rigoroso e sem este não há liberdade. Eis por que quanto mais regra mais liberdade.
Quando uma criança fala, é com a lógica aristotélica que fala, pois lógica gramatical e filosófica são uma só.
Destruir a Gramática é destruir os alicerces de uma civilização, exactamente o que visa o marxismo, ideologia pneumopatológica do comunismo porque receia os conceitos filosóficos por sofrer de logofobia.
Quando falamos de regra, do que estamos a falar? Estamos a falar de ordem que, inexoravelmente, vem antes e é condição sine qua non da liberdade.
Mas a ordem não é um produto do real, porque se tal admitíssemos, estávamos a criar os pressupostos para a afirmação de que Deus, a Ordem Suprema, é produto do real. Isto é o que defende o marxismo porque não reconhece a ordem do logos na constituição do ser. Este é destruído para escancarar as portas à revolução encarada como a única realidade: "...novos modos de dizer a realidade a partir de uma nova gramática" sic.
Carregar na imagem para ver melhor.

06 janeiro 2011

Cavaco veta o diploma de simplificação de mudança de sexo - Sol


Cavaco veta o diploma de simplificação de mudança de sexo - Sol

Eis do que se entretêm bloquistas, comunistas, verdes, socialistas e até gente do PSD.

O Grupo de Forcados Feminino de Benavente


Já não me recordo onde, mas posso garantir que em tempos defendi a integração de mulheres em grupos de forcados.

Como de costume, todos se riram de mim...quando eu sei que a primeira reacção do ignorante é rir.

O que me diziam era que os seios impedem as mulheres de pegar toiros, pensando eu cá comigo que o par de bolas que os homens também têm não os inibe de pegar toiros.

Por sugestão de José Alberto Terras, visitei o blog http://aficionadosdamoita06.blogspot.com/, deparando-me com uma cena muito para lá do que eu tinha pensado há anos: o Grupo de Forcados Feminino de Benavente.

Hoje, elas pegam novilhos cujo tamanho já mete respeito; amanhã, certamente, aventurar-se-ão aos toiros, estando nós conscientes de que, sejam pegadores ou pegadoras, é sempre a epopeia da coragem e esforço que se canta.


05 janeiro 2011

Sou...


Se não fosse patriota, entraria em contradição sempre que denuncio o comunismo; não me assumo monárquico, mas não me repugnaria nada uma monarquia constitucional; sou aficionado porque descobri que a Festa Brava é um travão ao avanço do comunismo; sou conservador no sentido de que defendo a mudança como meio e não como fim.

04 janeiro 2011

De Marx e Engels a Alcochete


O Manifesto Comunista (1848) de Karl Marx e Friedrich Engels começa assim: «A história de todas as sociedades até ao momento presente é a história das lutas de classes».

Meus amigos, vamos à verdade, pois só com esta eu me entendo. Tempos já lá vão que me levaram atrás desta cantilena repugnante, tempos esses que correspondem aos mais negros da minha vida.

Aquelas palavras de Marx e Engels expressam talvez a maior idiotice que recaiu sobre a humanidade desde que esta é humanidade.

Imaginemos que Aristóteles ressuscitava e que a primeira coisa que lhe davam a ler era aquele primeiro parágrafo de O Manifesto Comunista. Ao Estagirita dar-lhe-ia logo um colapso e cairia de novo na tumba.

Mas por que perdemos a capacidade de recuar às causas das coisas?

A expansão do Império Romano que teve a ver com as lutas de classes? Nem estas tiveram alguma coisa a ver com a Reconquista Cristã cuja causa foi o alargamento do território e a dilatação da Fé Cristã.

Eis também por que, quando se defende que Alcochete é terra fundada pelos Romanos, postergamos a nossa História para a bruma dos tempos, obliterando o inimigo estrutural, o árabe, contra o qual nos levantámos como nação independente.

03 janeiro 2011

Da Fundação da Nacionalidade a Alcochete

A Fundação da Nacionalidade firmou-se na luta contra o inimigo estrutural que era o árabe, vulgarmente conhecido por mouro, do Latim maurus, escuro.
Tomados aos mouros por D. Afonso Henriques os castelos de Lisboa (1147) e Palmela (1148), Alcochete cai na posse dos cristãos.
Aqui cabe uma pergunta: Alcochete teria sido terra moçárabe, isto é, terra de cristãos submetidos aos árabes? Nada sobre isto nos diz a tradição. O que esta nos diz é que Alcochete foi fundada pelos árabes. Ora, pelos estudos que fiz, sei que não há nenhuma tradição absolutamente gratuita.
Costumava dizer o professor Francisco Leite da Cunha, a plenos pulmões, que a Igreja Matriz de Alcohete se erguia sobre uma antiga mesquita árabe, prática habitual por parte dos grupos da reconquista cristã: os vencedores, para selar a posse das terras, destruíam o templo dos vencidos e sobre a mesma área sagrada erguiam o próprio templo.
Passei o dia deste último Natal em Silves, sendo-me dito por amigos que a Sé desta cidade algarvia foi construída sobre uma mesquita.
Então, por que razão há pessoas em Alcochete, nomeadamente o sr. Miguel Boieiro, a defender que Alcochete é uma terra fundada pelos Romanos? Na minha visão das coisas, o posicionamento dessas pessoas almeja varrer da memória colectiva a luta que nos opôs aos árabes, nos agregou e levantou do chão como nação.
Assim, com uma subtileza que tem o condão de passar por inocente, o assumido comunista Miguel Boieiro dá o contributo para o esbatimento do patriotismo a favor do internacionalismo totalitário.

02 janeiro 2011

Imprensa árabe chama 'massacre' ao ataque na igreja de Alexandria - Sol

Imprensa árabe chama 'massacre' ao ataque na igreja de Alexandria - Sol

Ainda sobre a aliança estratégica das esquerdas e Islamismo

O Islamismo não é contrário à propriedade privada porque defende o mercado livre. Todos sabemos que este não existe sem aquela.
O que o Islamismo quer é submeter o mundo à Sharia, a lei islâmica.
O crente do Islão crê que tem acesso directo ao Absoluto. Esta crença, atenuada no Cristianismo pela fé no Mediador Jesus Cristo, reflecte-se na própria conduta do fiel a Alá, propenso à posição absoluta face a todas as dimensões da vida.
Esta mundividência, dada ao homem pelo Islão, posiciona-se na onda dos totalitarismos tão prezados por não poucos parasitas do capitalismo, caso de megacapitalistas ou, talvez melhor dito, metacapitalistas que vêem nos socialismos, tendo a aquiescência destes, o instrumento ideal para a consecução e execução dos planos mais macabros que hoje pesam sobre as cabeças dos homens e mulheres de todo o mundo.
Evidentemente que para quebrar o capitalismo normal (sujeito a normas), urge desfalcar os consumidores porque são estes que dão vida àquele, razão por que é defendida a redução drástica da população mundial, estando toda a liberalização sexual, por mais incrível que pareça à primeira vista, a favor dessa mesma redução.
Por outro lado, a admissão do mercado livre por parte da lei islâmica vai submeter-se à liberdade da Sharia que não é igual à liberdade do mundo cristão. Assim, poderá haver mercado, mas não aquele, que hoje, entre nós, é uma garantia de direitos individuais.
Se o destino da Humanidade fosse este, voltaríamos, mutatis mutandis, à Idade Média, isto é, ao domínio de alguns senhores sobre os servos que bastassem.
Não vou apresentar a vasta bibliografia, parte da qual possuo, que sustenta todas estas ideias. São autores de todo o mundo, homens do mais alto gabarito intelectual, espalhados pelas universidades dos cinco continentes.
No entanto, não resisto a informar que um dos grandes sábios que mais contribuiu para despertar a minha consciência política foi Eric Voegelin.

31 dezembro 2010

Bom Ano

Despeço-me deste ano despedindo-me na participação neste blog.

É cada vez mais um instrumento político, e não tem nada haver com o que foi no inicio e no qual não me revejo, sendo que englobo aqui também neste "inicio" o antecessor deste blog, o tágides.

Preferia que fosse um espaço para debater outros temas que não apenas as querelas do poder local. Transformo este desabafo em desejo para 2011, que este espaço encontre forma de debater mais outros temas importantes.

Desejo a todos um óptimo 2011.

30 dezembro 2010

A esquerda no mundo é só uma

A esquerda no mundo é só uma. Nós podemos pluralizar e dizer as esquerdas, mas a estrutura mais básica destas é só uma, a marxista.
Em Portugal, os partidos que representam a esquerda com assento na Assembleia da República são o BE, o PCP, o PS e até franjas consideráveis do PSD. Quando estes partidos deixam passar legislação que lese a sociedade, estão a prestar serviço ao ideário de esquerda.
As esquerdas, hoje em dia, mantêm uma aliança estratégica, não expressa, com o islamismo - vertente política do Islão - contra a Civilização Ocidental Judaico Cristã. Mas o que significa afirmar isto? Significa, logicamente, que as esquerdas não estão de mãos limpas face ao terrorismo. Até parece que já estou a ouvir gente a perguntar-me: os nossos autarcazitos andam por aí a deitar bombas? Não! Os nossos autarcazitos não andam por aí a deitar bombas, mas inserem-se na onda cuja crista satura de violência para submeter o mundo a Alá (Allah) ou acabar com o capitalismo normal e regredir à era pré-industrial. Este projecto de lesa-humanidade obriga à redução drástica da população mundial, razão por que as esquerdas de toda a parte apoiam, por exemplo, legislação a favor do aborto e homossexualismo, este e aquele condenados quase absolutamente pela Sharia, a lei islâmica. Mas nada disto interessa ao actual estádio de transformação do homem e do mundo.