13 janeiro 2011

Da categoria feminista de género ao conceito de mobilidade.


Quase não há nenhuma publicação da Câmara que não nos confronte com a palavra género. Esta é uma das palavras do politicamente correcto. Artigo sobre o feminismo que a dispense é para deitar ao caixote do lixo.

Mas saberão os piratas do politicamente correcto o que é a categoria de género, mesmo quando empregam esta palavra? Eu fiz os seminários de um Mestrado em Estudos sobre as Mulheres (Universidade Aberta) e sei que a apreensão do sentido desta categoria não é facil.

Por género entende-se as práticas de educação para o menino e para a menina. Por outras palavras, as múltiplas culturas da Humanidade desde que esta é Humanidade atribuem papéis aos meninos que em várias vertentes se distinguem dos que são atribuídos às meninas.

Ora eu pergunto: se o menino e a menina são diferentes, não será natural que os pais tenham discursos também diferentes para o que é diferente?

Por exemplo, quaisquer pais nunca direccionarão o discurso para a maternidade se falam com rebentos varões.

Mas ao fim e ao cabo, o que é afinal o género? O género mais não é do que a diferença de poder entre homens e mulheres. O que se pretende saber é: quem tem poder sobre quem? Para iludir esta questão, impõe-se a igualdade de género através de uma legislação que faz tábua rasa do que há de mais sagrado no ser humano, nomeadamente a identidade.

E quando se houve falar da luta contra a discriminação de género, saiba-se que, no fundo, se fala da igualdade de género, esta responsável por uma espécie de indiferenciação entre masculino e feminino. A partir daqui, cada um(a), qual célula estaminal com poder de escolha sobre si próprio(a), decide a orientação sexual que quer: heterossexualidade (passando esta a estar démodé), homossexualidade, bissexualidade, transexualidade, etc., etc., etc.

Em conclusão, género é uma categoria que extrai a sua carga conceptual do marxismo e ameaça empurrar-nos para a pior das escravidões alguma vez sofrida por homens e mulheres à face da terra.

Outra palavra do politicamente correcto à qual não teríamos o direito de nos furtarmos é mobilidade.

Quando leio estes textos escritos por gente sem alma na imprensa local, vem-me à cabeça a ideia de que estas esquerdas querem substituir liberdade por mobilidade.

Mas o que é esta mobilidade?

Esta mobilidade é a deslocação física de pessoas e coisas sob condições - dizem - sustentáveis (forçosamente tenho que embarcar nos clichés da tribo para não parecer um extraterrestre).

E então a mobilidade cívica, política, ética, moral, cultural, religiosa, espiritual, etc.?

Onde está a mobilidade cívica de um autarca que ofende gratuitamente um jovem por este pretender dar de beber a uma cadelinha num bebedouro público em vez de aproveitar a ocorrência para o exercício pedagógico do civismo?

Onde está a mobilidade política, ética e moral de uma câmara que quase exige tomar conhecimento prévio dos conteúdos de um jornal sob ameaça implícita de bloquear o envio dos próprios materiais de informação e publicidade para esse órgão de comunicação?

Onde está a mobilidade cultural de uma câmara que politiza os eventos culturais e abafa a cultura de raiz popular? Por que razão a Câmara Municipal de Alcochete não toma posição explícita sobre a Festa Brava, quando esta hoje sofre ataques como nunca os houve em Portugal?

Onde está a mobilidade do respeito devido à religião por parte de uma câmara que não desmunicipaliza a Fundação João Gonçalves Júnior, quando a fundadora, D.ª Mariana Gonçalves, colocou a sua doação sob a égide da Igreja Católica?

Onde está a mobilidade espiritual da câmara se esta é comunista e se o comunismo nega o Transcendente? Ou haverá uma espiritualidade intramundana como a que defende o ambientalismo? Que querem? Reduzir a mobilidade ao passeio da carne? NUNCA!

12 janeiro 2011

Nota de Impresa do PSD de Alcochete






NOTA DE IMPRENSA

Na sequência da Sessão Pública de Câmara realizada no passado dia 9 do corrente mês, na qual foi discutido e aprovado por maioria o Orçamento, o Plano Plurianual de Investimentos e as Grandes Opções do Plano (GOP”s) do Município para o ano de 2011, a Secção Concelhia do Partido Social Democrata / Alcochete vem, por este meio, trazer ao conhecimento público algumas das medidas, que considera pertinentes, para inclusão naqueles documentos e que, ao abrigo do Estatuto de Oposição e a convite do seu Presidente, teve ocasião de apresentar em oportunidade ao executivo autárquico.
Para o efeito, de realçar, desde logo, nas Funções Sociais a área prioritária da Educação. Devido às prementes e crescentes necessidades do concelho no que concerne à questão da Educação, torna-se, aos dias de hoje, consensual e evidente que, em especial no âmbito do 1º ciclo do ensino básico, o parque escolar em Alcochete se encontra em ruptura, não só pela má qualidade e deterioração dos equipamentos existentes como pela insuficiência das instalações, quer para a actividade lectiva quer para as actividades de enriquecimento curricular.
Assim, com vista a dar resposta no curto prazo a este estado de coisas, para além da construção do centro escolar de S. Francisco, assinala-se ser imperioso incluir nas (GOP’s) de 2011 a construção do centro escolar da Quebrada Norte, projecto que constituía prioridade do executivo e que agora se vê uma vez mais adiado para os anos seguintes.
Pelo que, face a esta situação e à inércia do executivo CDU em atacar tão sensível questão com a celeridade que se impõe, o PSD propôs o imediato arranque deste projecto para 2011.
Importa referir ainda que, nesta área, o PSD considera também ser indispensável incluir nas (GOP’s) do próximo ano, a ampliação e remodelação da escola da Restauração cujas instalações carecem de uma intervenção urgente, vindo assim, desta forma, ao encontro daquilo que a comunidade escolar vem exigindo há já algum tempo.
Por outro lado, no domínio das Funções económicas, com vista ao investimento e criação de emprego, o PSD entende que terá de ser adoptada nos próximos anos uma politica substancialmente diversa daquela que vem sendo seguida pelo executivo, introduzindo-se um sentido profundamente inovador e acabando-se com o seu carácter eminentemente despesista.

Nesse sentido, propôs-se o seguinte:



1. Criar um gabinete "Via Verde Empresário", a funcionar junto ao Gabinete de Apoio ao Munícipe, igualmente a criar, ou, em alternativa, na dependência do Sector de Empreendedorismo e Inovação/Divisão das Actividades Económicas e Turismo, para acompanhamento e apoio aos processos de prospecção, instalação e licenciamento de empresas no concelho.
2. A possibilidade de utilização do instrumento fiscal da autarquia como agente potenciador da captação de investimento privado, dirigido a empresas ou actividades estratégicas, aplicando-se nomeadamente as seguintes medidas:
a) Isentar do pagamento da derrama pelo período de três anos de actividade as novas empresas que se instalem;
b) Isentar do pagamento da derrama por um período de dois anos as empresas que, a partir de determinado ano, aumentem em mais 25% os postos de trabalho em permanência;
c) Isentar de taxas municipais as novas empresas que se instalem com mais de 20 postos de trabalho em permanência.

Por último, julga-se conveniente esclarecer toda a opinião pública local que, sendo o Orçamento e as Grandes Opções do Plano da total e inteira responsabilidade do executivo CDU em funções, foi, contudo, preocupação do PSD apresentar as medidas atrás enunciadas, as quais, embora propostas num quadro muito abreviado, visam, mesmo assim, contribuir de alguma forma para a melhoria da qualidade de vida da população de Alcochete e alavancar a economia local, tão carenciada está de um forte impulso dinamizador, capaz de a fazer sair do marasmo em que actualmente se encontra.

Alcochete, 28 de Dezembro de 2010

O Presidente da Comissão Política

Luiz Branco Batista



11 janeiro 2011

O Orçamento do Engano!

Foram aprovados na última Assembleia Municipal realizada em 21/12/2010, pela maioria CDU, as Grandes Opções do Plano (PPI e AMR’s) para os anos 2011/2014 e o Orçamento para 2011. O contexto económico e financeiro, as dificuldades e a própria situação política, que se vive actualmente em Portugal e um pouco por toda a Europa e pelo Mundo, cuja tendência de evolução para o presente ano é de agravamento, exige a todos os responsáveis políticos uma gestão de grande contenção de gastos e um esforço de criação de sistemas de apoios aos mais desfavorecidos. Ou seja, uma atitude de elevada consciência social em que a coesão seja a mola impulsionadora de toda a acção dos poderes políticos, em ambiente de elevada escassez de recursos.
Seria, deste modo, de esperar uma contenção no orçamento, assim como, mais apoios sociais. Puro engano! O orçamento aumentou cerca de 370.000€ (1,8%) e nem um cêntimo para Realojamento de Famílias ou Comparticipação a Famílias no âmbito do Programa de Recuperação de Imóveis Degradados e a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens viu a sua verba reduzida em mais de 170%.
Mas já lá vamos. Antes, para que se entenda bem do que vamos falar a seguir, vou recuar cerca de um ano, à Assembleia de apresentação do Orçamento para 2010. Aí, o Sr. Presidente da Câmara definiu as principais linhas políticas para o ano que agora findou. A saber: criação do Gabinete de Apoio ao Munícipe – Balcão Único (não executado); Construção dos Centros Escolares (o de S. Francisco está em construção e o da Quebrada terá os projectos concluídos durante este ano); Ampliação da Escola da Restauração (não executado); Candidatura à regeneração da Frente Ribeirinha de Alcochete (aprovada); Construção de um Reservatório de água no Samouco (não executado); Construção do Complexo Desportivo e de Lazer do Valbom (concluído); Ampliação do canil/gatil (não executado). Ou seja, orçamenta-se e publicita-se muito e faz-se pouco.
Mas voltemos a 2011 e comecemos por olhar para os valores da Receita: como é possível que em tempo de crise e de austeridade e quando o PCP “apregoa aos sete ventos” que o Orçamento de Estado, entretanto aprovado na Assembleia da República, vai levar o país à recessão, este executivo preveja receber mais 20% de Derrama? Quer dizer, o país, por um determinado período de tempo, vai entrar numa fase de contracção do seu ciclo económico, mas as empresas do concelho vão ter mais lucros tributáveis! Isto é coerente? E com a crise da construção que é do conhecimento público, será realístico prever receber 1 milhão de euros em obras e loteamentos? Em 2009, apenas foi executado cerca de 250.000€ e embora não hajam dados de 2010, não me parece que, de facto, tenha melhorado. Da mesma forma, como se pode prever um aumento das receitas de IMT na ordem dos 8%? Será que as transacções de imóveis vão aumentar num período de crise? E mais alguns exemplos, que me parecem claramente empolados: Ocupação de via pública: cerca de + 2800% (8.487€ em 2010 e 250.000€ previstos para 2011!); Publicidade: + 1300% (17.593€ previstos para 2010 e 250.000€ para 2011); Ramais, ligações e colocação de contadores: +20%, se praticamente não existem obras novas, como se justifica este aumento?)
Mas deixemos agora de lado a receita e olhemos para a Despesa. E aqui, caros munícipes, mais uma grande surpresa: as Despesas Correntes do Município aumentaram! Quando ninguém esperava que tal acontecesse, eis que aumentaram 3%! Ou seja, as despesas “fixas” da máquina municipal engordaram, em vez de perder peso e diminuir. As despesas com o pessoal diminuíram, fruto dos cortes salariais impostos pelo orçamento de estado, mas dentro destas, só mesmo as remunerações diminuíram, porque os Abonos variáveis ou eventuais aumentaram 30%, sendo que as despesas com a Segurança Social tiveram um incremento de 11%. Quanto à rubrica de Aquisição de bens e serviços cresceu 22%, com especial destaque para os Combustíveis e lubrificantes – novo aumento, desta feita de 3%, totalizando 276.973€ (em 2 anos esta rubrica aumentou 46%!), Limpeza e higiene que subiu 65%, 100.000€ para Comunicações, mais de 40.000€ para Publicidade (panfletos, outdoors, etc…) e ainda os Juros e Outros Encargos tiveram um aumento de 60%. No meio de tudo isto, os Bombeiros Voluntários de Alcochete recebem os mesmos 35.000€ de apoio ao seu funcionamento…
Debrucemo-nos, finalmente, nas Grandes Opções do Plano, que são compostas pelo Plano Plurianual de Investimentos e as Actividades Mais Relevantes. Ou seja, define o investimento no município para o ano de 2011. Aqui, a grande relevância de investimento vai para a Construção do Centro Escolar de S. Francisco e para o Programa de Regeneração da Frente Ribeirinha de Alcochete, dois projectos de vital importância para o Concelho. No entanto, existem outros investimentos, alguns que até já estavam previstos para 2010 e voltam a figurar nas Grandes Opções do Plano com a projecção da sua realização para o presente ano, como, por exemplo, a Recuperação do Campo de Jogos Exterior da Escola E.B.2,3 El Rei D.Manuel I, a elaboração da carta da REN, entre outros; ou então foram adiados, tal como a criação do Espaço do Empresário e Empreendorismo que estava prevista para o presente ano, mas foi estendida para 2012, como se não fizesse falta estimular o emprego em Alcochete. Contudo, registe-se a incongruência de algumas acções previstas para 2010, que não foram realizadas e que agora surgem em concretização para este ano de 2011 e para outros anos subsequentes, com aumentos francamente consideráveis. Senão, vejamos: Construção do Reservatório Apoiado no Samouco, em 2010 custaria 367.500€. Em 2011 está previsto investimento de 28.798€ e em 2012 de 480.251€, o que totalizará mais de 500.000€, cerca de +38%! Ou, por exemplo, a Construção do Canil/Gatil, que em 2010 tinha estimado um investimento de 75.000€ e em 2011 custará 98.649€, ou seja, cerca de mais 30%.
Em conclusão, mais uma vez, o executivo não conseguiu reduzir a despesa corrente autárquica, descobrindo receitas num oásis em perfeita mutação. Na procriação destas falsas expectativas, empola-se o Orçamento, mesmo convictos de que não vão cumprir com a maior parte dos investimentos orçamentados. No fim, cá estaremos à espera das justificações habituais.

Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS
bancadapsalcochete@gmail.com

Mais depressa que se pensa isto pode acontecer em Portugal.



O deputado federal Jair Bolsonaro mostra o que o Partido dos Trabalhadores (PT) e respectiva militância gayzista oferecem a uma nação maioritariamente cristã: a doutrinação escolar das crianças, incentivando-as às práticas do homossexualismo. Um crime grotesco realizado à escala nacional.
Sabe-se que as crianças ainda não estão maduras sexualmente e que uma formação normal, uma vida psicológica sem traumas e desprovida de influências nefastas torná-las-ão logicamente adultos heterossexuais.
Mas os comunistas e progressistas em geral não querem saber nada disso. Pretendem, quais deuses fossem, redesenhar a moralidade e o comportamento humano de acordo com premissas totalitárias, passando por cima da família e pisando os factos mais elementares da natureza humana.

09 janeiro 2011

Um dia com Cavaco Silva


Encontrei-me, pelas 10h30, dia 08-01-2011, com o sr. Luís Batista, Presidente do PSD/Alcochete, no Largo do Poço. Depois de tomarmos café na Londres, partimos para o Montijo.
No Montijo, frente ao Cinema Teatro Joaquim d'Almeida, juntei-me ao sr. António Carapinha, companheiro mais pontual que eu, cumprimentei o Dr. Manuel Almeida e vi o sr. Bento Ferreira, Presidente do CDS-PP/Montijo. No conjunto, penso que estava ali mais de uma centena de pessoas. A maioria do pessoal seria do PSD/Montijo, mas também se viam sociais-democratas de Alcochete.
Cavaco Silva chegou já depois das 11h00. Na comitiva vinha também o deputado centrista da Assembleia da República e Presidente da Distrital Nuno Magalhães com quem falámos.
Quando a maioria dos apoiantes presentes de Cavaco Silva já tinha cumprimentado o candidato, o António e eu fomo-nos posicionando para ver se também o cumprimentávamos, o que sucedeu, recebendo eu, além do aperto de mão, duas palmadinhas no ombro dadas pelo Presidente da República com aquela familiaridade de quem já me conhecesse. Mas é claro que eu nunca tinha sido visto alguma vez por Cavaco Silva. Quando este era primeiro ministro, a redacção do Jornal "Echo d'Alcochete" recebeu um cartão de congratulações dirigido ao director daquele mensário que era eu. Custa-me, no entanto, presumir que em tão poucos segundos o candidato em campanha estabelecesse alguma relação com factos de um passado já tão distante.
Depois, António e eu seguimos para Setúbal. O tema da conversa foi o sr. Bento Ferreira, pessoa que identifico, mas com a qual nunca tive o prazer de falar na minha vida.
Chegados ao Pavilhão Antoine Velge localizado no Estádio do Vitória de Setúbal, já lá estava muita gente. Não tivemos dificuldade em escolher a nossa mesa. Bem eu queria lançar o meu olhar de observador atento e discreto a todos os pontos daquele amplo espaço se tal privilégio me fosse concedido por tanta força de histórias do meu companheiro António. Mesmo assim, não me passou despercebida a chegada do General Ramalho Eanes. Eu fiz questão em cumprimentar um homem verdadeiramente merecedor deste nome como poucos houve depois do 25 de Abril.
Finalmente, chegou o candidato Cavaco Silva, verdadeiro delírio com toda aquela música por Portugal e bandeiras agitadas no ar.
Seguiram-se os discursos. Primeiro o do mandatário distrital da candidatura, homem inflamado, proferindo aqui, acolá e além frases estruturalmente de esquerda, sem eu saber ao certo se por deficiência política ou se por estratégia, inclinando-me para a segunda hipótese. A seguir, subiu ao palco o candidato Cavaco Silva a Presidente da República cujo discurso foi o de um verdadeiro líder e homem de Estado.
Vem o almoço que paguei: havia bom vinho, tinto e branco, o caldo quentinho estava uma delícia, trouxeram os pratos - arroz de pato e bacalhau com natas - sobremesa e café.
E agora o regresso e a cadeia de histórias do meu companheiro António até casa.
Valeu a pena.

Marxização da cultura em Alcochete

A Gramática é um universo feito de regra.
Ora o ódio à Gramática é o ódio à liberdade. Na verdade, sem regra não há pensamento rigoroso e sem este não há liberdade. Eis por que quanto mais regra mais liberdade.
Quando uma criança fala, é com a lógica aristotélica que fala, pois lógica gramatical e filosófica são uma só.
Destruir a Gramática é destruir os alicerces de uma civilização, exactamente o que visa o marxismo, ideologia pneumopatológica do comunismo porque receia os conceitos filosóficos por sofrer de logofobia.
Quando falamos de regra, do que estamos a falar? Estamos a falar de ordem que, inexoravelmente, vem antes e é condição sine qua non da liberdade.
Mas a ordem não é um produto do real, porque se tal admitíssemos, estávamos a criar os pressupostos para a afirmação de que Deus, a Ordem Suprema, é produto do real. Isto é o que defende o marxismo porque não reconhece a ordem do logos na constituição do ser. Este é destruído para escancarar as portas à revolução encarada como a única realidade: "...novos modos de dizer a realidade a partir de uma nova gramática" sic.
Carregar na imagem para ver melhor.

06 janeiro 2011

Cavaco veta o diploma de simplificação de mudança de sexo - Sol


Cavaco veta o diploma de simplificação de mudança de sexo - Sol

Eis do que se entretêm bloquistas, comunistas, verdes, socialistas e até gente do PSD.

O Grupo de Forcados Feminino de Benavente


Já não me recordo onde, mas posso garantir que em tempos defendi a integração de mulheres em grupos de forcados.

Como de costume, todos se riram de mim...quando eu sei que a primeira reacção do ignorante é rir.

O que me diziam era que os seios impedem as mulheres de pegar toiros, pensando eu cá comigo que o par de bolas que os homens também têm não os inibe de pegar toiros.

Por sugestão de José Alberto Terras, visitei o blog http://aficionadosdamoita06.blogspot.com/, deparando-me com uma cena muito para lá do que eu tinha pensado há anos: o Grupo de Forcados Feminino de Benavente.

Hoje, elas pegam novilhos cujo tamanho já mete respeito; amanhã, certamente, aventurar-se-ão aos toiros, estando nós conscientes de que, sejam pegadores ou pegadoras, é sempre a epopeia da coragem e esforço que se canta.


05 janeiro 2011

Sou...


Se não fosse patriota, entraria em contradição sempre que denuncio o comunismo; não me assumo monárquico, mas não me repugnaria nada uma monarquia constitucional; sou aficionado porque descobri que a Festa Brava é um travão ao avanço do comunismo; sou conservador no sentido de que defendo a mudança como meio e não como fim.

04 janeiro 2011

De Marx e Engels a Alcochete


O Manifesto Comunista (1848) de Karl Marx e Friedrich Engels começa assim: «A história de todas as sociedades até ao momento presente é a história das lutas de classes».

Meus amigos, vamos à verdade, pois só com esta eu me entendo. Tempos já lá vão que me levaram atrás desta cantilena repugnante, tempos esses que correspondem aos mais negros da minha vida.

Aquelas palavras de Marx e Engels expressam talvez a maior idiotice que recaiu sobre a humanidade desde que esta é humanidade.

Imaginemos que Aristóteles ressuscitava e que a primeira coisa que lhe davam a ler era aquele primeiro parágrafo de O Manifesto Comunista. Ao Estagirita dar-lhe-ia logo um colapso e cairia de novo na tumba.

Mas por que perdemos a capacidade de recuar às causas das coisas?

A expansão do Império Romano que teve a ver com as lutas de classes? Nem estas tiveram alguma coisa a ver com a Reconquista Cristã cuja causa foi o alargamento do território e a dilatação da Fé Cristã.

Eis também por que, quando se defende que Alcochete é terra fundada pelos Romanos, postergamos a nossa História para a bruma dos tempos, obliterando o inimigo estrutural, o árabe, contra o qual nos levantámos como nação independente.

03 janeiro 2011

Da Fundação da Nacionalidade a Alcochete

A Fundação da Nacionalidade firmou-se na luta contra o inimigo estrutural que era o árabe, vulgarmente conhecido por mouro, do Latim maurus, escuro.
Tomados aos mouros por D. Afonso Henriques os castelos de Lisboa (1147) e Palmela (1148), Alcochete cai na posse dos cristãos.
Aqui cabe uma pergunta: Alcochete teria sido terra moçárabe, isto é, terra de cristãos submetidos aos árabes? Nada sobre isto nos diz a tradição. O que esta nos diz é que Alcochete foi fundada pelos árabes. Ora, pelos estudos que fiz, sei que não há nenhuma tradição absolutamente gratuita.
Costumava dizer o professor Francisco Leite da Cunha, a plenos pulmões, que a Igreja Matriz de Alcohete se erguia sobre uma antiga mesquita árabe, prática habitual por parte dos grupos da reconquista cristã: os vencedores, para selar a posse das terras, destruíam o templo dos vencidos e sobre a mesma área sagrada erguiam o próprio templo.
Passei o dia deste último Natal em Silves, sendo-me dito por amigos que a Sé desta cidade algarvia foi construída sobre uma mesquita.
Então, por que razão há pessoas em Alcochete, nomeadamente o sr. Miguel Boieiro, a defender que Alcochete é uma terra fundada pelos Romanos? Na minha visão das coisas, o posicionamento dessas pessoas almeja varrer da memória colectiva a luta que nos opôs aos árabes, nos agregou e levantou do chão como nação.
Assim, com uma subtileza que tem o condão de passar por inocente, o assumido comunista Miguel Boieiro dá o contributo para o esbatimento do patriotismo a favor do internacionalismo totalitário.

02 janeiro 2011

Imprensa árabe chama 'massacre' ao ataque na igreja de Alexandria - Sol

Imprensa árabe chama 'massacre' ao ataque na igreja de Alexandria - Sol

Ainda sobre a aliança estratégica das esquerdas e Islamismo

O Islamismo não é contrário à propriedade privada porque defende o mercado livre. Todos sabemos que este não existe sem aquela.
O que o Islamismo quer é submeter o mundo à Sharia, a lei islâmica.
O crente do Islão crê que tem acesso directo ao Absoluto. Esta crença, atenuada no Cristianismo pela fé no Mediador Jesus Cristo, reflecte-se na própria conduta do fiel a Alá, propenso à posição absoluta face a todas as dimensões da vida.
Esta mundividência, dada ao homem pelo Islão, posiciona-se na onda dos totalitarismos tão prezados por não poucos parasitas do capitalismo, caso de megacapitalistas ou, talvez melhor dito, metacapitalistas que vêem nos socialismos, tendo a aquiescência destes, o instrumento ideal para a consecução e execução dos planos mais macabros que hoje pesam sobre as cabeças dos homens e mulheres de todo o mundo.
Evidentemente que para quebrar o capitalismo normal (sujeito a normas), urge desfalcar os consumidores porque são estes que dão vida àquele, razão por que é defendida a redução drástica da população mundial, estando toda a liberalização sexual, por mais incrível que pareça à primeira vista, a favor dessa mesma redução.
Por outro lado, a admissão do mercado livre por parte da lei islâmica vai submeter-se à liberdade da Sharia que não é igual à liberdade do mundo cristão. Assim, poderá haver mercado, mas não aquele, que hoje, entre nós, é uma garantia de direitos individuais.
Se o destino da Humanidade fosse este, voltaríamos, mutatis mutandis, à Idade Média, isto é, ao domínio de alguns senhores sobre os servos que bastassem.
Não vou apresentar a vasta bibliografia, parte da qual possuo, que sustenta todas estas ideias. São autores de todo o mundo, homens do mais alto gabarito intelectual, espalhados pelas universidades dos cinco continentes.
No entanto, não resisto a informar que um dos grandes sábios que mais contribuiu para despertar a minha consciência política foi Eric Voegelin.

31 dezembro 2010

Bom Ano

Despeço-me deste ano despedindo-me na participação neste blog.

É cada vez mais um instrumento político, e não tem nada haver com o que foi no inicio e no qual não me revejo, sendo que englobo aqui também neste "inicio" o antecessor deste blog, o tágides.

Preferia que fosse um espaço para debater outros temas que não apenas as querelas do poder local. Transformo este desabafo em desejo para 2011, que este espaço encontre forma de debater mais outros temas importantes.

Desejo a todos um óptimo 2011.

30 dezembro 2010

A esquerda no mundo é só uma

A esquerda no mundo é só uma. Nós podemos pluralizar e dizer as esquerdas, mas a estrutura mais básica destas é só uma, a marxista.
Em Portugal, os partidos que representam a esquerda com assento na Assembleia da República são o BE, o PCP, o PS e até franjas consideráveis do PSD. Quando estes partidos deixam passar legislação que lese a sociedade, estão a prestar serviço ao ideário de esquerda.
As esquerdas, hoje em dia, mantêm uma aliança estratégica, não expressa, com o islamismo - vertente política do Islão - contra a Civilização Ocidental Judaico Cristã. Mas o que significa afirmar isto? Significa, logicamente, que as esquerdas não estão de mãos limpas face ao terrorismo. Até parece que já estou a ouvir gente a perguntar-me: os nossos autarcazitos andam por aí a deitar bombas? Não! Os nossos autarcazitos não andam por aí a deitar bombas, mas inserem-se na onda cuja crista satura de violência para submeter o mundo a Alá (Allah) ou acabar com o capitalismo normal e regredir à era pré-industrial. Este projecto de lesa-humanidade obriga à redução drástica da população mundial, razão por que as esquerdas de toda a parte apoiam, por exemplo, legislação a favor do aborto e homossexualismo, este e aquele condenados quase absolutamente pela Sharia, a lei islâmica. Mas nada disto interessa ao actual estádio de transformação do homem e do mundo.

29 dezembro 2010

Movimento Associativo de Pais (MAP) no Concelho de Alcochete

Recebi do Sr. Henrique Infante da Câmara o seguinte texto que passo a reproduzir na integra, aproveitando também para lhe deixar públicamente os meus parabens pelo seu excelente trabalho no movimento assiciativo de pais em Alcochete:
"Num ano em que tanto se falou no nosso Concelho do Movimento Associativo de Pais por via da eleição dos primeiros Órgãos Sociais da FAPEECA (Federação das Associações de Pais e Encarregados de Educação do Concelho de Alcochete) no início de 2010,eis senão quando me deparo em pleno Natal sem que houvesse por parte da nossa digníssima Federação qualquer manifestação/evento que tivesse como objectivo a confraternização entre as várias APEE’s do Concelho, os alunos e seus Enc.Educação, os docentes e não docentes que laboram nas nossas Escolas, enfim, toda a Comunidade Educativa.
Comentarão uns, para quê Festas?!...
Dirão outros, que bom podermos estar juntos a assistir a um bom espectáculo, gratuito ainda para mais (em época de crise sabe sempre bem!) e confraternizarmos um pouco!!!
Pois bem, foi nessa perspectiva que a APEE da Escola Secundária de Alcochete, composta por uma excelente equipa de E.E. e liderada por mim, Henrique Infante da Câmara, neste momento a funcionar como Comissão Administrativa, pois infelizmente (ou talvez não !...) ainda não se apresentaram a eleições 11 Pais corajosos com vontade de dar continuidade a este projecto por nós iniciado quase à três anos, que mais uma vez realizámos o nosso Festival de Natal (já vamos no 3º ! ) onde ,para além de proporcionarmos um são convívio entre toda a Comunidade Educativa que teve o privilégio de se deslocar ao Forúm Cultural de Alcochete no passado dia 14 de Dezembro, temos ainda o enorme prazer de levar a palco alguns grandes artistas completamente desconhecidos da nossa população e de lhes publicitarmos os seus trabalhos, pois é também essa a forma de lhes agradecermos, em virtude de todos eles actuarem generosamente.
E foi mais um êxito este evento por nós organizado, com o auditório do Forúm a registar um número de entradas a rondar as 180 pessoas, apesar da intempérie que se verificou nesse dia.
Algo diferente de outros eventos ,realizados por outras APEE’s ( Federação incluída ) onde 3 ou 4 dezenas de “amigos e seus familiares” se juntam para assar e comer um porquito dentro de uma Escola pública…
Ah, já me esquecia de dizer que infelizmente nenhum elemento dos O. Sociais da Fapeeca teve oportunidade de se deslocar ao referido evento, patrocinado por uma das suas Associadas, nem tão pouco se dignaram agradecer o convite que lhes foi endereçado ou ainda justificar a ausência, mas tais actos também já vão sendo usuais, portanto…
Entretanto ,como tenho vários filhos e com idades diversificadas e estando também a fazer parte dos O.Sociais da APEE-Valbom ,realizámos também este ano, pela 1ª vez ,uma Festa de Natal ,que decorreu no passado dia 10 de Dezembro ,no auditório da Casa do Povo e ... MAIS UM ÊXITO ESTRONDOSO, com sala completamente cheia (+- 170 pessoas ) e todos a adorarem o espectáculo.
QUE ME DESCULPEM OS MEUS “ INIMIGOS DE ESTIMAÇÃO “ MAS ,INFELIZMENTE PARA ELES ,ESTES DOIS EVENTOS FORAM ,EFECTIVAMENTE, DOIS ÊXITOS !
Os meus Parabéns, também, para todos os novos Pais que compõem os O. Sociais da APEE-Valbom !
Ah, também aqui a nossa digníssima Federação não se fez representar…
Talvez ainda andem muito ocupados/as com os projectos das CAF’s e AEC’s, (que tantas falhas têm tido! ) pois foi a única “ocupação “ que tiveram desde que assumiram funções, infelizmente ,também ,a “reboque “ de outros.
Como tantas vezes tenho dito,não basta querer...é preciso saber e ter tempo disponível para um bom desempenho dentro do MAP.
É preciso também que se ponham de lado as “cores políticas” dentro das APEE’s e que se deixe trabalhar quem quer trabalhar em prol duma causa tão nobre quanto esta que nos move.Só assim poderemos tentar proporcionar aos nossos jovens uma EDUCAÇÃO DE EXCELÊNCIA.
A TODOS DESEJO UM ÓPTIMO 2011 !"

Henrique Infante da Câmara
(Comissão Admistrativa da APEE-ESA)

Aliança e ameaça do islamismo-esquerdismo


Daniel Pipes (num motor de busca veja quem é), em http://www.midiaamais.com.br, através do artigo "O novo inimigo da esquerda: Império", referindo-se à obra de Ernest Sternberg Purifying the World: What the New Radical Ideology Stands For, começa por dizer o seguinte: «Nós sabemos o que Marx, Lenin, Stalin e Mao queriam (controle estatal de tudo) e como eles alcançaram essa meta (totalitarismo brutal); mas o que seus sucessores de hoje desejam e como eles esperam consegui-lo?» [...].
Mais à frente dá-nos a noção do que é Império para os novos esquerdistas: «...um suposto monólito global que domina, explora e oprime o mundo» [...]. E prossegue umas linhas abaixo: «O Império alcança isso por meio do liberalismo económico, militarismo, corporações multinacionais, mídia corporativa e tecnologias de vigilância. E porque o capitalismo causa milhões de mortes que um sistema não-capitalista eliminaria, é também culpado de assassinato em massa».
Denunciada a inversão do real levada a cabo pelos novos esquerdistas, o discurso de Daniel Pipes continua: «Os Estados Unidos, obviamente, são o Grande Satã...»[...], promotores do próprio terrorismo de que são alvo. E como que por antítese, «...Israel é o Pequeno Satã, servindo como o aliado sinistro do Império...» [...], sem ser preterida a pergunta se Israel se levanta em mestre do mesmo Império.
Ora é aqui que chego ao parágrafo de Daniel Pipes que me levou a este pequeno esforço: «Para confrontar os recursos superiores do Império, a esquerda precisa se aliar com qualquer outro que se opõe a ele - notadamente os islamistas. Os objectivos dos islamistas contradizem os da esquerda, mas isso não importa desde que os islamistas ajudem a combater o Império eles têm uma posição valiosa na coalizão» sic.
O que Daniel Pipes diz no resto do seu artigo já não interessa sobremaneira para ilustrar a minha afirmação, feita aqui neste blog, de que há uma aliança estratégica entre as esquerdas e o islamismo contra a Civilização Ocidental Juadaico-Cristã. Mas se, mesmo assim, persistirem dúvidas, leia-se do mesmo Daniel Pipes "Aliança Ameaçadora [dos islamistas-esquerdistas]" em http://pt.danielpipes.org/5724/alianca-ameacadora-dos-islamistas-esquerdistas e cada leitor retire as suas próprias conclusões.

Nota: este conceito de "Império" vem dos intelectuais de esquerda Michael Hardt e António Negri por meio de uma obra muito lida e discutida um pouco por todo o mundo, cujo título é mesmo Império da Editora Livros do Brasil.

O Ocidente Islamizado


«[...] A desilusão com o comunismo soviético e chinês produziu o imediato retorno aos motes do iluminismo francês, com a nova divinização da ciência e a mais virulenta campanha anti-religiosa de todos os tempos, subsidiada por verbas milionárias, fortemente amparada pela indústria do show business (O Código da Vinci, O Corpo, e agora O Túmulo de Jesus), abrilhantada por ídolos pop da divulgação científica como Richard Dawkins, Daniel Dennet e Sam Harris e coroada por uma sucessão impressionante de legislações repressivas promovidas directamente pelos organismos internacionais e voltados contra a expressão pública da Fé. Injectada num ambiente previamente preparado pelo politicamente correcto, e coincidindo no tempo com a nova onda de anti-semitismo europeu e com a matança generalizada de cristãos nos países islâmicos e comunistas, a campanha dá um passo enorme no sentido da extinção do legado civilizacional judaico-cristão e na instauração mundial da social-democracia laica, o prémio de consolação dado pela elite globalista à esquerda mundial pelo fracasso do comunismo russo-chinês. Ora, a absoluta incapacidade da social-democracia laica de resistir à invasão cultural islâmica já está mais do que demonstrada na prática. [...]» (A partir daqui, o autor, o filósofo Olavo de Carvalho, em http://www.olavodecarvalho.org refere importante bibliografia que eu resolvo não transcrever).

28 dezembro 2010

Austrian MP Ewald Stadler adresses Turkish Ambassador with Eng Subs




O deputado austríaco Ewald Stadler diz ao embaixador turco em seu País o que todo o cidadão ocidental deveria dizer a quem, em nome do multiculturalismo (defendido pelas esquerdas), faz vista grossa à sanha islamofascista. Esta, através do terrorismo e da estratégia imigratória e demográfica (também defendidas pelas esquerdas), visa impor a Sharia (lei islâmica) nas democracias capitalistas estabelecidas sobre padrões culturais e morais judaico-cristãos.

27 dezembro 2010

Os comunistas só param quando destruírem tudo

Desde o tempo do Tágides e por este blog fora sempre disse que os comunistas só parariam quando destruíssem tudo.
Claro que eu sei que os comunistas nunca param e a ideia de que os comunistas passarão a destruir a própria destruição quando não tiverem mais nada para destruir é paródia que não é assim tão gratuita como parece.
Entre nós, veja-se o que os comunistas fizeram no Moisém. O que lá se vê não é um crime urbanístico que destrói a frente ribeirinha de Alcochete? Então pergunto: como é que agora nos vêm falar da Regeneração da Frente Ribeirinha de Alcochete?
Por favor, não façam pouco das pessoas.
Os comunistas só param quando destruírem tudo. O que lhes está no sangue é a transformação do mundo. Transformar o mundo é revolucionar o mundo, é levar a revolução a tudo o que é cidade, vila, aldeia, lugar no mundo.
Em Alcochete nunhum lugar ficará como dantes. Há que transformá-lo, revolucioná-lo para que alcochetano nenhum se venha a identificar com ele, logo para que alcochetano nenhum o defenda, deixe andar, fique apático, até que todos sejam dominados.
Porra! Deixem em paz o património urbanístico herdado dos nossos avós e tentem minorar as situações infra-humanas vividas em muitos lugares do Concelho. Isto não vos agrada, ó hábeis defensores dos trabalhadores?!

26 dezembro 2010

Da megalomania do Governo PS à da Câmara de Alcochete

Os tiques dos socialismos podem mudar de amplitude, mas estruturalmente são sempre os mesmos.
Não há dinheiro para Justiça, Educação, Saúde, etc., mas há projectos megalómanos por parte deste Governo socialista, caso, por exemplo, do Comboio de Alta Velocidade.
À escala do nosso Concelho, os autarcas comunistas reduziram a megalomania do Train à Grande Vitesse (TGV) à Regeneração Urbana de Alcochete (RUA).
Na rua estamos todos nós, sem dinheiro para mandar cantar um cego que aqueça a nossa alma!
Não seria muito mais do agrado das populações que os comunistas pusessem o novo Centro de Saúde do Samouco a funcionar condignamente e renunciassem a esta propaganda rasteira e sem freio para alienação de muitas consciências?

23 dezembro 2010

NATAL

À minha familia;
Aos meus Irmãos e Irmãs;
A meus Manos;
A meus Amigos e Amigas;
Aos meus adversários e competidores;
Aos meus colaboradores, cooperantes, colaboradores e clientes;
Aos meus companheiros e camaradas (militares);

Nesta quadra todos renovamos a esperança numa Nova Ordem, numa nova luz que nos ilumine. Crentes ou não, acreditamos num ano melhor para o Mundo em geral e em particular para os países pelos quais tenho enorme dedicação.
Continuo acreditar numa Humanidade com seres mais perfeitos e com os conhecimentos que respeitem o outro que está ao lado.

Sem excepção, a todos desejo um Feliz e Santo Natal e um Ano Novo muito próspero



Os melhores cumprimentos


Zeferino Boal

Bom Natal e Ano Novo


Para todos os autores deste blog e visitantes um bom Natal e Ano Novo.

A unir-nos está o facto de sermos todos filhos do mesmo Pai, verdade verdadinha a ser relembrada a todos os esquecidos.

O Natal é o Menino Jesus que é Deus para nos salvar o ser.

22 dezembro 2010

João Marafuga a João Pinho


Não tenho receio nenhum que discorde de mim. Deve fazê-lo. Sempre desconfiei das pessoas que sistematicamente concordam comigo.
Aos meus alunos eu pedia-lhes que discordassem de mim. E não poucos o faziam com cabeça, tronco e membros.
O que me preocupa é o facto de as pessoas não reconhecerem rostos quando parecia ser um dever que os reconhecessem.
Há um desfasamento na nossa comunicação que era pressuposto não haver. Para quê estar aqui com falsas modéstias?
Sei auto-avaliar-me, razão por que sei possuir um grau de consciencialização política acima do de João Pinho. Desculpe, mas eu repito, não sou de falsas modéstias.
O que me custa aguentar é o seguinte: como é que o João Pinho não dá provas de saber avaliar com justeza o João Marafuga? É que eu partia do princípio de que o meu amigo seria capaz de se habilitar a essa avaliação.
Quando eu olho para um rosto asseado, eu logo penso que esse rosto também é capaz de ver algum asseio no meu, o que pode suscitar aproximação: pares cum paribus facilime congregantur. Ora isto connosco não se está a verificar.
Mas por que motivo o meu amigo fala no medo? Que raio vem a ser isso?
"Tom acentuadamente intimidatório"? Qual a razão? Por falar sem papas na língua como se vê neste próprio texto? Quando deixar de falar sem papas na língua deixarei de ser o Marafuga. Eu sou o Marafuga!
O João Pinho nunca falou uma única vez comigo na vida e já me aconselha? E acha que por eu falar assim não sou humilde? Eu sei que a humildade é a verdade e que a humilhação é a mentira.
Com toda a responsabilidade que recai sobre o homem, o cristão, o professor que sou, digo ao João Pinho que ideologicamente o meu amigo é uma confusão. Por exemplo, vê virtualidades no marxismo, quando este é a "filosofia" do comunismo que matou milhões e milhões de pessoas.
"Todos em conjunto" com socialistas e comunistas? Nunca, nem mesmo no Natal.
Finalmente, fico grato por me desejar a generosidade do Menino Jesus que é Deus para nos salvar o ser.

Bruxelas: Comunismo e nazismo não são a mesma coisa - Sol

Bruxelas: Comunismo e nazismo não são a mesma coisa - Sol

O sorriso da estrela!

Não se pretende aqui efectuar um balanço de 2010 no entanto todos reconhecemos as adversidades que o Pais atravessa, dificultando naturalmente a vida de inúmeras famílias. Vivemos um período de austeridade, que nos condiciona em todas as facetas da vida mas fundamentalmente no capítulo financeiro.
Apesar da conjuntura socioeconómica, as famílias, uma vez mais, numa autêntica “ginástica” financeira repleta de patriotismo, vão dificilmente contornando os obstáculos e fazendo a sua vida muito condicionada aos problemas já referidos. Deste modo o ano chega praticamente ao fim e com ele surge a mais bela Quadra do Ano.
O Natal é motivo de emoção, de desfrutar desse momento tão belo e nobre como seja o nascimento de Jesus Cristo. Contudo e simultaneamente, é tempo de reflexão, e face aos motivos que iniciaram este meu périplo, quiçá de consternação e sobretudo preocupação.
Numa noite sublime, única, como é a noite de Natal, já pensaram quantas famílias no nosso concelho vão estar sós, abandonadas?
Quantas famílias no nosso concelho não possuem uma habitação digna?
Quantas famílias no nosso concelho não podem usufruir da tradicional ceia de Natal, sendo certo que muitas delas passam inclusivamente fome, até porque não duvidem, existe fome no nosso concelho?
Quantas crianças no nosso concelho gostariam de receber uma prendinha na noite de Natal e para elas esta noite será uma igual a tantas outras já vividas?
Podereis equacionar a minha retórica mas creiam que esta realidade existe, e nalguns casos concretos com uma descrição significativamente pior do que aquela que aqui refiro, no entanto os políticos da nossa Praça continuam preocupados com outros valores…descurando completamente os valores humanos, os princípios básicos da vida, as condições elementares da sobrevivência no Concelho. Diminuem-se as habitações sociais, diminuem-se as preocupações com o encerramento do espaço da Cruz Vermelha Portuguesa em Alcochete, onde através de colaboradores voluntários se desenvolviam várias acções sociais, alegam-se competências, atribuem-se responsabilidades ao dito “poder central”, mas ter atitude, exercer iniciativa, dinamizar projectos, acompanhar ideias de solidariedade sem querer assumir o protagonismo da acção, isso ao que parece não é política. Provavelmente não gera votos, mas esta é a política que eu sei desenvolver, é a política que pratico, pois para mim, as pessoas estarão sempre em primeiro lugar!
E existe tanto, mas tanto por fazer pelas pessoas, basta consultarmos o Instituto Nacional de Estatística, Alcochete é um dos piores municípios da península de Setúbal e da Grande Lisboa em termos de indicadores ambientais. O sistema público de abastecimento de água serve apenas 88% da população, somente 76% dispõe de sistemas de drenagem de águas residuais e da ETAR beneficiam apenas 77% dos residentes. Ainda são cerca de 2.000 pessoas a consumir água de poços em detrimento da água da rede pública.
Estes são alguns bens básicos que associados a outros aqui não referidos deixam-nos numa posição bastante fragilizada comparativamente a outros Concelhos. As pessoas, a população necessita que lhes sejam dadas condições de vida. Não podemos ignorar ou fazer de conta que está tudo bem, não…não está, e se para uns Alcochete é terra de encantos e emoções, creiam que para muitas das nossas famílias esse oásis ainda não foi encontrado.
Reflictam sobre isto, conversem em família, no restaurante, nas associações ou colectividades, nos cafés, na rua, conversem…pelo menos ergam a vossa voz e manifestem a vossa preocupação perante a passividade e a inoperância com que estes problemas tendem a ser resolvidos.
Agora, chegados à noite de Natal, faço votos que na imensidão dessa pintura magistral designada por céu, exista uma estrela que sorria para si.
Nesta noite abençoada, preencho o meu coração de pedidos de uma vida melhor para todos.
Não percam a esperança, acreditem que existe sempre alguém, que de uma forma ou de outra, estará sempre convosco.
Neste Tempo de Paz e Amor, importa repensar valores, de ponderar sobre a vida e tudo o que a cerca.
É tempo de deixar nascer essa criança pura, inocente e cheia de esperança renovada e que mora dentro dos nossos corações.
É tempo de entender que o ser humano vale por aquilo que é e faz, e nunca por aquilo que possui ou pelo cargo que ocupa.

Que sejamos justos, enfim, para merecermos as bênçãos de todos os céus.

Feliz Natal!


Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS
bancadapsalcochete@gmail.com

20 dezembro 2010

Palavras bonitas que cobrem a degeneração

Vá ao blog http://blog.miguelvaledealmeida.net , leia o artigo "Serviço cívico" e veja como palavras tão bonitas cobrem a degeneração.
Claro que me vão chamar homofóbico, embora eu não consiga perceber que o seja por estar contra o "casamento" homossexual.
Brevemente, nótulas como esta num jornal ou num blog poderão levar os seus autores à barra dos tribunais.
É este o Portugal que agora temos por mão de socialistas, comunistas e bloquistas.

Degeneração Urbana de Alcochete

Na publicação de propaganda camarária "Regeneração Urbana de Alcochete" fala-se de estacionamento a propósito da requalificação do Miradouro Amália Rodrigues; da Rua do Norte e Largo da Misericórdia; da Avenida D. Manuel I; da Rua Chão do Conde e Rua Carlos Manuel Rodrigues Francisco; da Rua João de Deus e Rua do Catalão; do Largo Coronel Ramos da Costa e Largo João da Horta, mas certamente que estes autarcas não pretendem inculcar-nos a ideia de que as requalificações em causa resolverão os problemas do estacionamento automóvel.
Por mais que se requalifique e ainda que haja alguma recuperação de espaço, tais factos não suprirão as dificuldades crescentes de parquear automóveis em Alcochete.
Desde o tempo do Tágides e ao longo de todo este blog, várias pessoas, eu incluído, têm sugerido a criação de alguns parques de estacionamento periféricos à vila, solução que se nos afigura mais económica e salubre que as tenebrosas cavernas modernas, ideia que nunca teve a mínima receptividade por parte da Câmara.
Fecho este meu texto, desejando vivamente que a "Regeneração Urbana de Alcochete" não se vire na degeneração desta nossa querida vila de Alcochete.

Abono de família: CDS-PP, Bloco e PCP tentam travar cortes - Sol

Abono de família: CDS-PP, Bloco e PCP tentam travar cortes - Sol

18 dezembro 2010

Alcochete e mobilidade


Os comunistas reduzem a liberdade à mobilidade, isto é, à deslocação pedestre e rodoviária de pessoas.

Mas se, realmente, se vissem melhorias nesta tão apregoada mobilidade, de mal o menos.

O que vemos é que os carros cada vez ocupam mais os passeios, obrigando o peão a utilizar as faixas de rodagem com perigo de vida; não poucos automobilistas fazem das zonas históricas parques de estacionamento; não há uma rede de ciclovias nem um espaço condigno para a bicicleta; os acessos da vila de Alcochete a São Francisco e à Freeport fazem lembrar as estradas do terceiro mundo, etc.

Depois da constatação de todas estas coisas, só faltava a cereja no cimo do bolo, quero dizer, que o município de Alcochete recebesse a bandeira de ouro da mobilidade como de facto recebeu segundo me disseram pessoas fidedignas.

Mas quem atribui estes prémios faz de conta?

As Eleições de ontem no PS/Alcochete

A Lista A, encabeçada por Francisco José da Fonseca Giro, foi a vencedora das eleições de ontem na Concelhia local do Partido Socialista.
Francisco Giro teve 68 votos contra os 43 conseguidos por Arnaldo Matias Sena Teixeira que encabeçou a lista B.
Na minha qualidade de alcochetano e munícipe, desejo que o partido da rosa se apazigue porque as vicissitudes dos últimos anos só têm prejudicado Alcochete.

17 dezembro 2010

VERDADE


Caiu-me nas mãos um publicação da Câmara que faz propaganda àquilo que diz ser a Regeneração Urbana de Alcochete. Para mim, esta revista - ou lá o nome que lhe possam dar - não passa de uma amostrazita de engenharia discursiva.
Luís Franco, na nota de abertura, fala de «...mante[r], [...], de forma consciente e planeada, muitos dos aspectos que caracterizam o nosso território e que constituem factores de atracção a quem nos procura...»; fala de «...políticas locais de conservação integrada do património...»; fala de «...uma nova imagem urbana de qualidade, acrescentando valor ao património identitário existente»; fala de «...recuperação do património arquitectónico...», etc.
Eu quero, numa zona histórica da vila de Alcochete, a menos de quarenta metros da Igreja Matriz, alterar e ampliar uma casa cuja fachada mantenho integralmente porque, para lá da lei sobre esta matéria específica, a minha consciência cívica diz-me que devo manter a referida fachada, linda por sinal. Tudo o mais já existe no terreno: acessos, água, esgotos, etc.
Então não é que a Câmara de Alcochete, minha terra e do meu pai e dos meus avós e dos meus bisavós...me está a pedir 3.182, 77 euros pelo levantamento da licença de obras? (Mais de 600 contos em moeda antiga).
Conclui-se, assim, que as palavras de Luís Franco são destituídas de sustentabilidade, palavra que aparece a torto e a direito no referido...não sei que nome concreto dar à tal publicação da Câmara...

16 dezembro 2010

Eleições para a Comissão Política do PS/Alcochete

Na janela em baixo da Concelhia de Alcochete do Partido Socialista, sita no Largo do Poço, podem-se ler estas palavras: «As eleições para Presidente da Comissão Política Concelhia foram marcadas para dia 17 de Dezembro de 2010, no período das 18h. 30m. às 23h. 30m.» sic.
Concorrem a Lista A e a Lista B, encabeçando a primeira Francisco José da Fonseca Giro seguido de Vanda Maria Canhoto Carvalho Rico e a segunda Arnaldo Matias Sena Teixeira seguido de Tiago Miguel Vacas Felgueira.
Segundo o parecer que me foi dado por um antigo socialista local, quem vai decidir a vitória é o grupo de pessoas que apoiaram o João Barata, actual presidente demissionário da Comissão Política do PS/Alcochete.

13 dezembro 2010

Os barões

Os barões

PENSAMENTO LIVRE

"Estamos numa época em que o fim do mundo, já não assusta tanto quanto o fim do mês..."

11 dezembro 2010

O Extermínio dos Ucranianos pelos comunistas

The Soviet Story - Socialismo: por que matar é essencial?

Liu Xiaobo, Prémio Nobel da Paz /2010


Mais uma das inúmeras vítimas do comunismo no dealbar da 2ª década do séc. XXI.
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Desde a revolução russa de 1917 até ao genocídio cambodjano perpetrado por Pol-Pot (1928-1998) decorre, a bem dizer, todo o séc. XX cuja sanha comunista matou para cima de cento e trinta milhões (130.000.000) de pessoas, o equivalente, pelo menos, às populações de Portugal, Espanha, França...
Perante esta realidade que tem o cuidado de evitar exageros, cujas fontes são milhentos sítios na Internet e uma bibliografia quase infinita, eu pergunto: quando um votante crónico do PCP me lê, que pensa ele de si para si? É evidente que vou morrer sem saber, mas o que me ocorre à mente é que esse vontante do PCP não acredita no que vê, mas no que lhe é dito. E pronto: Liu Xiaobo, Prémio Nobel da Paz/2010 é um criminoso de delito comum. E não é verdade que o PCP disse que a atribuição do Nobel da Paz a Liu Xiaobo é "inseparável das pressões económicas e políticas dos EUA à República Popular da China"? (e.expresso, 11 de Out./2010). Que mais há a dizer?
Mas pergunto-me outra vez: quem é este criminoso de delito comum que tem a força de emparceirar com as pressões económicas e políticas à China?
A força de Liu Xiaobo assenta na defesa dos direitos fundamentais, nomeadamente da liberdade de expressão; na defesa da democratização da República Popular da China e em desfavor do sistema de partido único; na defesa da liberdade de associação e independência do poder judicial, etc.
Na verdade, para Liu Xiaobo, intelectual de coragem ímpar que sacrifica a vida pelas próprias convicções, não há justiça porque é um dissidente e "dissidentes são os que insistem em desafiar publicamente o poder do Partido Comunista. Para eles não há justiça" (e.expresso, 8 de Out./2010).

08 dezembro 2010

A Câmara, a pretexto de estar com o Presépio, destrói-o


Vede como este Presépio é exactamente o contrário daquele outro que a Câmara de Alcochete pôs no adro da Igreja Matriz. Nesse, o que recebe destaque são os animais em manifesto prejuízo do casal Maria e José e do Menino Jesus que mal se vê.
Assim, em Alcochete, o Presépio é aproveitado para a propaganda da ideologia comunista a favor do ambientalismo e contra o valor família.
A maior parte das pessoas sente que ali há qualquer coisa que não está bem, mas não se revolta contra a Câmara porque a mensagem é subliminar. Até há quem pense: afinal os comunistas não são tão maus nem tão ateus como dizem porque se preocupam com o Presépio. O que têm é mau gosto. Claro que isto é trágica ingenuidade que põe em causa a nossa segurança e liberdade, uma vez que os valores cristãos são secundarizados e, em substituição, privilegiada uma religião biónica, isto é, uma religião assente na natureza que é criatura como o é a vaca e o burro.

Textos longos quebram o interesse pelo blog

Sempre pensei que os textos muito longos quebram o interesse pelo blog.
Façam textos pequenos e insignificantes como este:

Por toda a parte o Estado predador
A parar sem paragem tua vida,
A sugar o melhor do teu labor,
A virar o trabalho em mó partida.

Perante a grã rapina o que fazer
Senão saber que só labuta conta?
Retira desses ombros vil poder
Que o povo todo a cada instante afronta.

À força de mamar o nosso afã,
Ponhamos no lugar o Estado gordo
Antes que a liberdade fique vã,

Pisada por acção totalitária,
Morte negra a grassar aqui e ali
Por bota verde-rubra de homem pária.

Autor do soneto: João Marafuga

05 dezembro 2010

O PEDA -- INSTRUMENTO DE PLANEAMENTO E GESTÂO

Chegou-nos o seguinte artigo de opinião, que passamos a transcrever na integra:

"Nos últimos tempos, o Governo central lançou para a margem sul da área metropolitana da cidade de Lisboa um conjunto de investimentos que, a serem concretizados, vão criar um forte impacto na região.

No caso específico do concelho de Alcochete, a localização do novo aeroporto de Lisboa, a construção da plataforma logística do Poceirão, da nova ponte Barreiro -Chelas, da nova rede de alta velocidade e as novas acessibilidades constituem desafios que o executivo terá imperativamente de levar em linha de conta no sentido de um correcto ordenamento do território e harmónico desenvolvimento do município.

Face a este panorama, a Câmara Municipal entendeu iniciar, em meados do ano transacto, a elaboração de um Plano Estratégico de Desenvolvimento de Alcochete (PEDA), documento operacional direccionado não apenas para a autarquia mas também para outros serviços públicos, agentes económicos, sociais, culturais, demais instituições e cidadãos em geral, cujo horizonte de aplicabilidade se estende até ao longínquo ano de 2025.

Trata-se evidentemente de uma ambiciosa e arrojada visão prospectiva para o futuro do município. Todavia, assente em premissas que actualmente ninguém sabe se alguma vez virão a ser realidade. A conjuntura actual, o acentuar da famigerada crise económica e as dificuldades de financiamento tornam duvidosa e comprometem a efectiva realização de tão vultosos empreendimentos ao longo da década que agora se inicia.

Desta forma, perante as incertezas que se perspectivam, chegados aos dias de hoje, num momento em que o PEDA já deveria estar concluído (o seu termo foi apontado para o final do 1º semestre do corrente ano e nada se conhece quanto à respectiva conclusão), impõe-se legitimamente questionar se este plano é imprescindível para o futuro de Alcochete e deve constituir uma prioridade da autarquia. Muitas interrogações pairam no ar, carecendo de uma resposta oportuna.
A saber:

1 - Contribui efectivamente o PEDA para uma visão estratégica realista, quando pode vir a ficar rapidamente ultrapassado e obsoleto em consequência de contingências várias exteriores à Câmara ou vicissitudes decorrentes de mutações inesperadas na tomada de decisões por parte do governo central?

2 - Quando a contenção e austeridade devem ser ponderadas, não será o PEDA, encomendado a uma empresa de consultadoria privada, mais um custo para os depauperados cofres municipais?

3 - Não terá a autarquia recursos humanos com qualificações e conhecimentos suficientes para concretizar um projecto desta natureza?

Vejamos então.

A Câmara de Alcochete possui um conjunto de instrumentos de planeamento em vários domínios da sua intervenção e competência que todos eles associados, enquadrados de forma integrada e devidamente coordenados, podem dar origem a um plano global, dinâmico, estratégico para o seu desenvolvimento, em permanente actualização e contínua reformulação porquanto a todo o tempo os desafios assumem contornos diferenciados e perspectivas diversas.
Contrariamente à ideia do PEDA actual que, depois de elaborado e entregue, será um documento estático, não preparado para responder às mudanças supervenientes nem à imprevisibilidade dos acontecimentos.

Com efeito, a autarquia dispõe já do PDM, futuramente um PDM de 2ª geração, possui elaboradas cartas de REN, de avaliação ambiental, participou na alteração do PROT, tem prontas as cartas educativa e desportiva, mantém preparada uma rede social de intervenção, estando ainda em execução as grandes opções do plano, os planos plurianuais de investimento e restantes documentos previsionais, em suma, existem uma plêiade de instrumentos de planeamento que, a par dos programas anuais do PIDDAC, permitem indubitavelmente definir um paradigma de desenvolvimento que valorize as potencialidades turísticas, económicas, sociais e ambientais susceptíveis de tornar o concelho atractivo e afirmá-lo no contexto da região.

Porque não o PEDA resultar de uma síntese de todos estes documentos?

Por outro lado, é sabido que existem igualmente ao serviço da Câmara um sem número de técnicos qualificados e com formação específica, aptos para participarem em equipas multidisciplinares de projecto e em condições de elaborarem instrumentos de gestão e planeamento necessários à definição de um rumo
Poderiam ser organizados em equipas e utilizados em funções de planeamento. Estas equipas constituídas por quadros de reconhecido mérito a funcionar no âmbito do Gabinete de Qualidade, Inovação e Desenvolvimento, cuja missão é fazer aquilo que qualquer gabinete de consultadoria privado faz, isto é, garantir o desenvolvimento de estudos tendentes à identificação e actualização dos indicadores de gestão, colaborando também na execução e coordenação do planeamento estratégico, teriam a responsabilidade de proceder ao diagnóstico das situações em análise e "Pensar Alcochete", preparando os planos que eventualmente se revelem indispensáveis, entre eles, o célebre PEDA.

De sublinhar ainda que a tarefa de "Pensar Alcochete", apelando à criatividade e inovação do trabalho subordinado, será sempre um factor de motivação acrescido para os técnicos envolvidos, dado o mérito, prestígio e realização profissional que o desempenho destas actividades trazem aos próprios. Além de que a adopção desta medida vai de encontro à propalada politica do executivo em valorizar os recursos humanos e aproveitar as potencialidades endógenas da capacidade de trabalho instalada na Câmara.

Com a iniciativa de "Pensar Alcochete" entregue a equipas de projecto ou de gestão operacional a funcionar sob a tutela autárquica, qualquer plano estratégico, incluindo o PEDA, pode seguir em frente, manter-se em permanente construção, sendo reformulado sempre que as circunstâncias assim o exijam. Sem os encargos que a sua entrega a consultores privados implica.

Por isso, para quê entidades externas a fazerem aquilo que os trabalhadores da autarquia serão certamente capazes de executar?

Felizmente que a Câmara Municipal já dispõe de documentos de planeamento e de recursos humanos qualificados com capacidade para conduzirem quaisquer processos com esta envergadura e complexidade. A ideia, pomposa, de lançar o PEDA, outorgando-o a privados, mais não parece que uma acção de marketing político destinada a dar ainda maior visibilidade ao discurso oficial..."
João Manuel Pinho
Membro Comissão Politica Concelhia PSD/ Alcochete




O canto dos sereios


É do conhecimento público que o PS local se encontra esfrangalhado. Na génese deste facto está o último presidente socialista da Câmara que assumiu, qual messias, a encarnação de um projecto político para Alcochete.
O resultado mais dorido tivemo-lo nas últimas autárquicas que foi retumbante a favor dos comunistas. Estes, desde aí, fazem pouco de quem querem impunemente.
Quem entra num partido, entre humilde e a passo curto. De outro modo, mais nada faz do que dar continuidade à política podre deste País.
Foi por não querer nada dentro do CDS-PP/Alcochete que fui escolhido para presidente da Concelhia desta estrutura política. Sempre vi, em consciência, que eu não poderia ser o último a chegar ao Partido e imediatamente me pôr em bicos dos pés. Isso mete nojo a todo o homem e mulher capaz de sentir nojo.
Sim, eu estou a mandar recados. A quem? A todos os democratas de Alcochete que se queiram unir em torno de um projecto vencedor para as próximas eleições autárquicas.
Eis por que devemos extrair a conveniente lição do que há mais de cinco anos sucede ao PS local. Alcochete precisa de uma direita que tome plena consciência de si própria e arrede complexos injustificados. Sem pressas mas firme, o CDS-PP/Alcochete palmilha agora a seu caminho; quanto ao PSD local, é meu desejo que resista ao canto dos sereios.

04 dezembro 2010

HERNÂNI LOPES

Foi ontem o funeral do Prof. Dr. Hernâni Lopes.
Nos últimos anos mantive com ele alguns contactos em especial em eventos liderados pelo próprio, nomeadamente em questões ligadas ao Mundo Lusófono. Integro um grupo de cidadãos que periodicamente nos reunimos para reflectir sobre questões e preocupações contemporâneas com ênfase na Lusofonia, estruturamo-nos em torno do: “Círculo de Reflexão Lusófona”.
A associação assim denominada saberá dar continuidade aos objectivos traçados desde a sua fundação e respeitar a vontade do seu grande mentor, estou certo disso. Mas, todos sentiremos um enorme vazio nos encontros por faltar a palavra sábia, clara, transparente, honesta do nosso amigo Hernâni Lopes.
É do domínio público a sua enorme luta contra a doença que o atormentava há alguns anos, mas quem com ele lidava nestes diversos encontros e conversas nunca sentiu o combate que tinha interior (muito provavelmente). Foi um Homen que nunca renegou as suas raízes de Português e do Juramento de Bandeira que fez no cumprimento do serviço militar, tinha um amor eterno aos valores da Pátria, mas esses sentimentos nunca o impediram de ter um excelente relacionamento com os principais líderes africanos e ser respeitado pelos mesmos.
Idêntico relacionamento tinha ao nível diplomático com líderes europeus pelo seu passado como Embaixador e Ministro das Finanças. Nesta última missão não esqueço dois pensamentos que tinha sobre a situação de crise em Portugal e na Europa: nunca pensou que o País voltasse a viver uma situação de catástrofe financeira e ter que recorrer ao Fundo Monetário Internacional depois de estarmos de pleno direito na antiga CEE agora União Europeia; outro pensamento, considerava que estamos a ser afectados pela crise de talentos e transparência, caiu-se na mediania do cidadão, são raros os casos daqueles que se impõem pelo conhecimento, pela transparência, pela clareza, pela assumpção dos riscos e acima de tudo não colocarem os talentos ao serviço dos outros como missionários no Mundo.
Não podia deixar de fazer esta simples homenagem a um Homen que tanto gosto, tive, em escutá-lo e aprender e que recentemente me desafiou para desenvolver um trabalho (está a ser executado) sobre o papel das Forças Armadas no passado, presente e futuro do Mundo Lusófono.
Obrigado Prof. Dr. Hernâni Lopes! Até sempre!

26 novembro 2010

João Ferreira Rosa


João Ferreira Rosa é uma grande alma de português e um alcochetano para os alcochetanos.
"Alcochete é companhia
que faz esquecer e cantar
a triteza d'agonia
deste Reino d'aquém-mar".
(Quadra de João Ferreira Rosa, Fados, 1986)

22 novembro 2010

A eleição da Concelhia do CDS-PP/Alcochete

No Sábado passado, dia 20 de Novembro de 2010, teve lugar no salão nobre da Junta de Freguesia de Alcochete a eleição da Concelhia do CDS-PP local.


Este acto contou com a presença do ilustre deputado centrista na Assembleia da República Nuno de Magalhães que, de manhã, numa palestra para uma quinzena de pessoas, referiu-se ao papel que deve ser desempenhado por uma concelhia do CDS-PP, nomeadamente no que respeita a acções de proximidade com as populações.


De tarde, a urna ficou à disposição dos votantes que, diga-se em abono da verdade, não concorreram tanto quanto se estava à espera. Ainda assim, cerca de um terço dos militantes com direito a voto expressaram apoio à única lista que apareceu, elegendo João Marafuga presidente da Comissão Política Concelhia, Adélia Vieira presidente da Mesa da Assembleia Geral e António Carapinha delegado à Assembleia Distrital.


A tarefa que de imediato se coloca aos novos dirigentes do CDS-PP de Alcochete é conseguir encontrar um espaço minimamente digno para sede do Partido a fim de a Comissão política recém-eleita se poder reunir regularmente a assentar as acções a desenvolver nos meses mais próximos: angariação de novos militantes, auscultação das populações das três freguesias e de todos os lugares do Concelho, triagem dos anseios mais prementes (crianças, jovens, idosos por um lado; escolas, emprego, saúde por outro).


Mas outras problemáticas preocuparão certamente o novo dinamismo do CDS-PP local, quais sejam a segurança das pessoas, o universo rural do Concelho e respectivas potencialidades e o ambiente sem que este seja idolatrado, mas encarado como meio imprescindível para uma boa qualidade de vida.


Face a toda esta gama de temas, o sucesso deste novo CDS-PP/Alcochete dependerá do calibre das respostas a dar, o que obriga, em termos políticos, à adopção de um novo modelo de criatividade a favor da democratização do nosso Concelho em particular e do País em geral.

18 novembro 2010

O Sobe e Desce das Taxas!

Em tempo oportuno e em plena sede de discussão, entenda-se em Assembleia Municipal, cuja competência é acompanhar e fiscalizar a actividade da autarquia e dos seus respectivos serviços entre outras actividades, tivemos oportunidade de discutir a Alteração ao Regulamento de Taxas e Licenças Municipais. A criação de Taxas em qualquer município deve fundamentalmente respeitar o princípio da prossecução do interesse público local e visa a satisfação das necessidades financeiras das autarquias locais e a promoção de finalidades sociais e de qualificação urbanística, territorial e ambiental. Tendo como base de sustentação os presentes alicerces e a fim de evitar situações de carácter indefinido e de transparência duvidosa, surgiu a imperiosa necessidade da criação de critérios uniformes na aplicação das Taxas Municipais. Sendo assim surge a Lei nº.53-E/2006 de 29 de Dezembro aprovada em plena Assembleia da República e que obriga única e exclusivamente as autarquias a fundamentar os valores das taxas do ponto de vista económico-jurídico, para que, quem paga possa de facto saber o que está a pagar, não sendo imputados quaisquer limites máximos ou mínimos. Esta é uma decisão política atribuída ao executivo camarário que estabelece a proporcionalidade pretendida.
Ao contrário do que se possa fazer crer, os eleitos pelo Partido Socialista, quer vereadores quer deputados municipais, tiveram oportunidade de comprovar com dados concretos e objectivos que as Taxas apresentadas continham aumentos desmesurados e muito aquém das capacidades financeiras da grande maioria das famílias do Concelho de Alcochete.
Relembro, por exemplo, o Abastecimento de Água e Salubridade, com um aumento médio na ordem dos 80%, o Cemitério, onde por exemplo, uma inumação em sepultura temporária sofria um aumento de cerca de 500% e em sepultura perpétua de 450%, nos Equipamentos de Uso Colectivo onde os Pavilhões Desportivos sofriam um aumento médio de cerca de 165% em todas as taxas e agora algumas foram reduzidas, mas continuam com especial destaque as Escolas e IPSS do concelho que viram as suas taxas aumentadas em cerca de 160%, passando de 7,30€ para 19,10€, ou o Autocarro Municipal, onde o preço do Km aumentou cerca de 230% e o motorista, por hora, teve um acréscimo de cerca de 90%, em horário de trabalho, 77% em horas extraordinárias ou 79% em período de descanso semanal, sendo que, neste caso, não houve qualquer alteração.
É óbvio que a nossa opinião na altura foi simplesmente ignorada, contudo, o tempo viria a comprovar as nossas expectativas e tudo isto porque tivemos o discernimento de “olhar para a floresta e não somente para a árvore”.
Depois de várias contestações de inúmeros munícipes, o executivo decide então apelidar de período experimental o tempo que vigoraram os aumentos referenciados e resolve apresentar uma nova proposta para redução de algumas taxas, curiosamente, relacionadas com alguns dos aumentos que tivemos então oportunidade de discutir na preservação de mais e melhores condições para a população que representamos.
Com a nossa participação, estamos convictos de que exercemos na plenitude o nosso dever de cidadania e não temos dúvidas que desta ou de outra forma estamos paulatinamente a contribuir para um futuro que se espera e deseja risonho, vivido sobretudo com transparência, rigor e acima de tudo com determinação.
Estamos, como sempre, disponíveis para discutir assuntos de interesse supremo para o concelho, sobretudo com quem saiba interpretar o verdadeiro sentido da democracia em que todos os participantes possuam liberdade de expressão, aqui ou em outro local qualquer.
Ouvir uma outra opinião, por vezes contrária à nossa ideologia política ou à nossa forma de pensar, é um acto de inteligência intelectual e emocional que está ao alcance daqueles que querem e sabem ouvir e não apenas dos pseudo-predestinados para aquilo que julgam ser a política.


Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS
bancadapsalcochete@gmail.com

“Educação MAL AMADA”


Recebemos da Sra. Prof.ª Maria da Graça Medeiros Cabral, Vice-Presidente da CPS do PSD Alcochete o seguinte Artigo de Opinião, que passamos a transcrever na integra:

"Falar de Educação/Ensino nos tempos que correm é uma tarefa arriscada e difícil. É arriscada porque não sabemos o que se passa na cabeça dos nossos governantes na operacionalização dos seus ideais na concretização dos seus objectivos mais simples. Difícil porque o que hoje é certo amanhã está ultrapassado face ao lançamento de uma série de medidas normativas desarticuladas e por vezes desanexadas do nosso sistema educativo que se quer eficaz, atractivo e orientado por um ideal condutor.

A Educação em Portugal tem sido fruto de sucessivas paixões de sucessivos governos e tem acabado quase sempre na sarjeta, incrivelmente abandonada, sobejamente criticada, mal falada e até mesmo por muitos desprezada.

A Nossa Educação tem sido muito Mal Amada, no entanto vai resistindo através dos milhares de docentes que no seu dia a dia enfrentam inúmeros desafios, vezes sem conta solucionados, face ao profissionalismo de uma classe, também ela muitas vezes mal tratada e incompreendida, por uma sociedade centrada na árvore sem reparar na floresta, que não desiste de continuar a acreditar que é possível mudar o estado das coisas que é possível esperar que um dia os apaixonados pela educação consigam ver para além da paixão e se centrem, mais no amor simples e terno por uma educação que se quer mais eficaz mais centrada nos saberes, mais focada na dignidade e na consciência da pessoa humana, mais dedicada na formação de uma sociedade futura mais justa.

A Educação Mal Amada vai sobrevivendo também com os contributos sempre preciosos dos pais e encarregados de educação que apesar de estarem também eles sobrecarregados vão dando o seu melhor para ajudar na árdua tarefa de educar.

A Mal Amada continua a lutar por se manter à tona de água apesar de acusada de nada fazer, de em pouco contribuir, para uma sociedade mais adequada às reais necessidades de um país que de quando em vez, e de vez em quando, ou quase sempre, se encontra à beira de um abismo, e permite-se correr ao encontro dele, quando assim não acontece

A Mal Amada agoniza em salas pouco confortáveis e muitas vezes inadequadas às reais necessidades do sistema educativo, onde se possam acolher alunos mais exigentes, mais críticos, mais inconformados porque também eles estão mais informados na educação global a que hoje se assiste.

A Mal Amada insiste em suportar a falta de recursos humanos desde os quadros administrativos passando pelos quadros dos ex-auxiliares da acção educativa e colmatando no quadro do pessoal docente para não falar nas tão faladas equipas multidisciplinares. Cada vez mais, temos menos recursos nas nossas escolas e cada vez mais, mais deles, o nosso sistema educativo necessita.

A Mal Amada apesar de tudo acode aos gritos da sociedade e sempre com esforço, sem meios e sem recursos vai dando uma mão aqui e ali para que as estatísticas melhorem para que possamos aparecer, a nível Europeu, num filme mais colorido mas cada vez mais, mais mudo.

A Mal Amada de vez em quando é enganada com “Magalhães” e “KITães” para num esforço de acrescentar mais despesa aos já e sempre magros recursos a ela destinados, tentar esconder e iludir as reais carências do nosso sistema educativo.

A Mal Amada foi presenteada com áreas curriculares não disciplinares, incute-se a importância delas na escola e nos horários dos alunos e quando já estão razoavelmente implantadas retiram-se e sabe-se lá o que vai vir em sua substituição.



À Mal Amada tem sido muitas vezes atribuída, os fracassos, os desaires, os insucessos, o abandono, a sinistralidade rodoviária etc.… etc.….Virão tempos em que se irão pedir contas a ela, pela duvidosa qualidade dos gestores deste país.

Mas é preciso continuar a procurar o equilíbrio entre todos aqueles que se preocupam com a Educação. Temos que continuar a acreditar que, no papel que desempenhamos no dia a dia sejamos capazes de dar um contributo efectivo em prol da educação, em prol das nossas crianças e em prol do nosso país."


Prof.ª Maria da Graça Medeiros Cabral
Vice-Presidente da CPS do PSD Alcochete