22 dezembro 2010

O sorriso da estrela!

Não se pretende aqui efectuar um balanço de 2010 no entanto todos reconhecemos as adversidades que o Pais atravessa, dificultando naturalmente a vida de inúmeras famílias. Vivemos um período de austeridade, que nos condiciona em todas as facetas da vida mas fundamentalmente no capítulo financeiro.
Apesar da conjuntura socioeconómica, as famílias, uma vez mais, numa autêntica “ginástica” financeira repleta de patriotismo, vão dificilmente contornando os obstáculos e fazendo a sua vida muito condicionada aos problemas já referidos. Deste modo o ano chega praticamente ao fim e com ele surge a mais bela Quadra do Ano.
O Natal é motivo de emoção, de desfrutar desse momento tão belo e nobre como seja o nascimento de Jesus Cristo. Contudo e simultaneamente, é tempo de reflexão, e face aos motivos que iniciaram este meu périplo, quiçá de consternação e sobretudo preocupação.
Numa noite sublime, única, como é a noite de Natal, já pensaram quantas famílias no nosso concelho vão estar sós, abandonadas?
Quantas famílias no nosso concelho não possuem uma habitação digna?
Quantas famílias no nosso concelho não podem usufruir da tradicional ceia de Natal, sendo certo que muitas delas passam inclusivamente fome, até porque não duvidem, existe fome no nosso concelho?
Quantas crianças no nosso concelho gostariam de receber uma prendinha na noite de Natal e para elas esta noite será uma igual a tantas outras já vividas?
Podereis equacionar a minha retórica mas creiam que esta realidade existe, e nalguns casos concretos com uma descrição significativamente pior do que aquela que aqui refiro, no entanto os políticos da nossa Praça continuam preocupados com outros valores…descurando completamente os valores humanos, os princípios básicos da vida, as condições elementares da sobrevivência no Concelho. Diminuem-se as habitações sociais, diminuem-se as preocupações com o encerramento do espaço da Cruz Vermelha Portuguesa em Alcochete, onde através de colaboradores voluntários se desenvolviam várias acções sociais, alegam-se competências, atribuem-se responsabilidades ao dito “poder central”, mas ter atitude, exercer iniciativa, dinamizar projectos, acompanhar ideias de solidariedade sem querer assumir o protagonismo da acção, isso ao que parece não é política. Provavelmente não gera votos, mas esta é a política que eu sei desenvolver, é a política que pratico, pois para mim, as pessoas estarão sempre em primeiro lugar!
E existe tanto, mas tanto por fazer pelas pessoas, basta consultarmos o Instituto Nacional de Estatística, Alcochete é um dos piores municípios da península de Setúbal e da Grande Lisboa em termos de indicadores ambientais. O sistema público de abastecimento de água serve apenas 88% da população, somente 76% dispõe de sistemas de drenagem de águas residuais e da ETAR beneficiam apenas 77% dos residentes. Ainda são cerca de 2.000 pessoas a consumir água de poços em detrimento da água da rede pública.
Estes são alguns bens básicos que associados a outros aqui não referidos deixam-nos numa posição bastante fragilizada comparativamente a outros Concelhos. As pessoas, a população necessita que lhes sejam dadas condições de vida. Não podemos ignorar ou fazer de conta que está tudo bem, não…não está, e se para uns Alcochete é terra de encantos e emoções, creiam que para muitas das nossas famílias esse oásis ainda não foi encontrado.
Reflictam sobre isto, conversem em família, no restaurante, nas associações ou colectividades, nos cafés, na rua, conversem…pelo menos ergam a vossa voz e manifestem a vossa preocupação perante a passividade e a inoperância com que estes problemas tendem a ser resolvidos.
Agora, chegados à noite de Natal, faço votos que na imensidão dessa pintura magistral designada por céu, exista uma estrela que sorria para si.
Nesta noite abençoada, preencho o meu coração de pedidos de uma vida melhor para todos.
Não percam a esperança, acreditem que existe sempre alguém, que de uma forma ou de outra, estará sempre convosco.
Neste Tempo de Paz e Amor, importa repensar valores, de ponderar sobre a vida e tudo o que a cerca.
É tempo de deixar nascer essa criança pura, inocente e cheia de esperança renovada e que mora dentro dos nossos corações.
É tempo de entender que o ser humano vale por aquilo que é e faz, e nunca por aquilo que possui ou pelo cargo que ocupa.

Que sejamos justos, enfim, para merecermos as bênçãos de todos os céus.

Feliz Natal!


Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS
bancadapsalcochete@gmail.com

20 dezembro 2010

Palavras bonitas que cobrem a degeneração

Vá ao blog http://blog.miguelvaledealmeida.net , leia o artigo "Serviço cívico" e veja como palavras tão bonitas cobrem a degeneração.
Claro que me vão chamar homofóbico, embora eu não consiga perceber que o seja por estar contra o "casamento" homossexual.
Brevemente, nótulas como esta num jornal ou num blog poderão levar os seus autores à barra dos tribunais.
É este o Portugal que agora temos por mão de socialistas, comunistas e bloquistas.

Degeneração Urbana de Alcochete

Na publicação de propaganda camarária "Regeneração Urbana de Alcochete" fala-se de estacionamento a propósito da requalificação do Miradouro Amália Rodrigues; da Rua do Norte e Largo da Misericórdia; da Avenida D. Manuel I; da Rua Chão do Conde e Rua Carlos Manuel Rodrigues Francisco; da Rua João de Deus e Rua do Catalão; do Largo Coronel Ramos da Costa e Largo João da Horta, mas certamente que estes autarcas não pretendem inculcar-nos a ideia de que as requalificações em causa resolverão os problemas do estacionamento automóvel.
Por mais que se requalifique e ainda que haja alguma recuperação de espaço, tais factos não suprirão as dificuldades crescentes de parquear automóveis em Alcochete.
Desde o tempo do Tágides e ao longo de todo este blog, várias pessoas, eu incluído, têm sugerido a criação de alguns parques de estacionamento periféricos à vila, solução que se nos afigura mais económica e salubre que as tenebrosas cavernas modernas, ideia que nunca teve a mínima receptividade por parte da Câmara.
Fecho este meu texto, desejando vivamente que a "Regeneração Urbana de Alcochete" não se vire na degeneração desta nossa querida vila de Alcochete.

Abono de família: CDS-PP, Bloco e PCP tentam travar cortes - Sol

Abono de família: CDS-PP, Bloco e PCP tentam travar cortes - Sol

18 dezembro 2010

Alcochete e mobilidade


Os comunistas reduzem a liberdade à mobilidade, isto é, à deslocação pedestre e rodoviária de pessoas.

Mas se, realmente, se vissem melhorias nesta tão apregoada mobilidade, de mal o menos.

O que vemos é que os carros cada vez ocupam mais os passeios, obrigando o peão a utilizar as faixas de rodagem com perigo de vida; não poucos automobilistas fazem das zonas históricas parques de estacionamento; não há uma rede de ciclovias nem um espaço condigno para a bicicleta; os acessos da vila de Alcochete a São Francisco e à Freeport fazem lembrar as estradas do terceiro mundo, etc.

Depois da constatação de todas estas coisas, só faltava a cereja no cimo do bolo, quero dizer, que o município de Alcochete recebesse a bandeira de ouro da mobilidade como de facto recebeu segundo me disseram pessoas fidedignas.

Mas quem atribui estes prémios faz de conta?

As Eleições de ontem no PS/Alcochete

A Lista A, encabeçada por Francisco José da Fonseca Giro, foi a vencedora das eleições de ontem na Concelhia local do Partido Socialista.
Francisco Giro teve 68 votos contra os 43 conseguidos por Arnaldo Matias Sena Teixeira que encabeçou a lista B.
Na minha qualidade de alcochetano e munícipe, desejo que o partido da rosa se apazigue porque as vicissitudes dos últimos anos só têm prejudicado Alcochete.

17 dezembro 2010

VERDADE


Caiu-me nas mãos um publicação da Câmara que faz propaganda àquilo que diz ser a Regeneração Urbana de Alcochete. Para mim, esta revista - ou lá o nome que lhe possam dar - não passa de uma amostrazita de engenharia discursiva.
Luís Franco, na nota de abertura, fala de «...mante[r], [...], de forma consciente e planeada, muitos dos aspectos que caracterizam o nosso território e que constituem factores de atracção a quem nos procura...»; fala de «...políticas locais de conservação integrada do património...»; fala de «...uma nova imagem urbana de qualidade, acrescentando valor ao património identitário existente»; fala de «...recuperação do património arquitectónico...», etc.
Eu quero, numa zona histórica da vila de Alcochete, a menos de quarenta metros da Igreja Matriz, alterar e ampliar uma casa cuja fachada mantenho integralmente porque, para lá da lei sobre esta matéria específica, a minha consciência cívica diz-me que devo manter a referida fachada, linda por sinal. Tudo o mais já existe no terreno: acessos, água, esgotos, etc.
Então não é que a Câmara de Alcochete, minha terra e do meu pai e dos meus avós e dos meus bisavós...me está a pedir 3.182, 77 euros pelo levantamento da licença de obras? (Mais de 600 contos em moeda antiga).
Conclui-se, assim, que as palavras de Luís Franco são destituídas de sustentabilidade, palavra que aparece a torto e a direito no referido...não sei que nome concreto dar à tal publicação da Câmara...

16 dezembro 2010

Eleições para a Comissão Política do PS/Alcochete

Na janela em baixo da Concelhia de Alcochete do Partido Socialista, sita no Largo do Poço, podem-se ler estas palavras: «As eleições para Presidente da Comissão Política Concelhia foram marcadas para dia 17 de Dezembro de 2010, no período das 18h. 30m. às 23h. 30m.» sic.
Concorrem a Lista A e a Lista B, encabeçando a primeira Francisco José da Fonseca Giro seguido de Vanda Maria Canhoto Carvalho Rico e a segunda Arnaldo Matias Sena Teixeira seguido de Tiago Miguel Vacas Felgueira.
Segundo o parecer que me foi dado por um antigo socialista local, quem vai decidir a vitória é o grupo de pessoas que apoiaram o João Barata, actual presidente demissionário da Comissão Política do PS/Alcochete.

13 dezembro 2010

Os barões

Os barões

PENSAMENTO LIVRE

"Estamos numa época em que o fim do mundo, já não assusta tanto quanto o fim do mês..."

11 dezembro 2010

O Extermínio dos Ucranianos pelos comunistas

The Soviet Story - Socialismo: por que matar é essencial?

Liu Xiaobo, Prémio Nobel da Paz /2010


Mais uma das inúmeras vítimas do comunismo no dealbar da 2ª década do séc. XXI.
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Desde a revolução russa de 1917 até ao genocídio cambodjano perpetrado por Pol-Pot (1928-1998) decorre, a bem dizer, todo o séc. XX cuja sanha comunista matou para cima de cento e trinta milhões (130.000.000) de pessoas, o equivalente, pelo menos, às populações de Portugal, Espanha, França...
Perante esta realidade que tem o cuidado de evitar exageros, cujas fontes são milhentos sítios na Internet e uma bibliografia quase infinita, eu pergunto: quando um votante crónico do PCP me lê, que pensa ele de si para si? É evidente que vou morrer sem saber, mas o que me ocorre à mente é que esse vontante do PCP não acredita no que vê, mas no que lhe é dito. E pronto: Liu Xiaobo, Prémio Nobel da Paz/2010 é um criminoso de delito comum. E não é verdade que o PCP disse que a atribuição do Nobel da Paz a Liu Xiaobo é "inseparável das pressões económicas e políticas dos EUA à República Popular da China"? (e.expresso, 11 de Out./2010). Que mais há a dizer?
Mas pergunto-me outra vez: quem é este criminoso de delito comum que tem a força de emparceirar com as pressões económicas e políticas à China?
A força de Liu Xiaobo assenta na defesa dos direitos fundamentais, nomeadamente da liberdade de expressão; na defesa da democratização da República Popular da China e em desfavor do sistema de partido único; na defesa da liberdade de associação e independência do poder judicial, etc.
Na verdade, para Liu Xiaobo, intelectual de coragem ímpar que sacrifica a vida pelas próprias convicções, não há justiça porque é um dissidente e "dissidentes são os que insistem em desafiar publicamente o poder do Partido Comunista. Para eles não há justiça" (e.expresso, 8 de Out./2010).

08 dezembro 2010

A Câmara, a pretexto de estar com o Presépio, destrói-o


Vede como este Presépio é exactamente o contrário daquele outro que a Câmara de Alcochete pôs no adro da Igreja Matriz. Nesse, o que recebe destaque são os animais em manifesto prejuízo do casal Maria e José e do Menino Jesus que mal se vê.
Assim, em Alcochete, o Presépio é aproveitado para a propaganda da ideologia comunista a favor do ambientalismo e contra o valor família.
A maior parte das pessoas sente que ali há qualquer coisa que não está bem, mas não se revolta contra a Câmara porque a mensagem é subliminar. Até há quem pense: afinal os comunistas não são tão maus nem tão ateus como dizem porque se preocupam com o Presépio. O que têm é mau gosto. Claro que isto é trágica ingenuidade que põe em causa a nossa segurança e liberdade, uma vez que os valores cristãos são secundarizados e, em substituição, privilegiada uma religião biónica, isto é, uma religião assente na natureza que é criatura como o é a vaca e o burro.

Textos longos quebram o interesse pelo blog

Sempre pensei que os textos muito longos quebram o interesse pelo blog.
Façam textos pequenos e insignificantes como este:

Por toda a parte o Estado predador
A parar sem paragem tua vida,
A sugar o melhor do teu labor,
A virar o trabalho em mó partida.

Perante a grã rapina o que fazer
Senão saber que só labuta conta?
Retira desses ombros vil poder
Que o povo todo a cada instante afronta.

À força de mamar o nosso afã,
Ponhamos no lugar o Estado gordo
Antes que a liberdade fique vã,

Pisada por acção totalitária,
Morte negra a grassar aqui e ali
Por bota verde-rubra de homem pária.

Autor do soneto: João Marafuga

05 dezembro 2010

O PEDA -- INSTRUMENTO DE PLANEAMENTO E GESTÂO

Chegou-nos o seguinte artigo de opinião, que passamos a transcrever na integra:

"Nos últimos tempos, o Governo central lançou para a margem sul da área metropolitana da cidade de Lisboa um conjunto de investimentos que, a serem concretizados, vão criar um forte impacto na região.

No caso específico do concelho de Alcochete, a localização do novo aeroporto de Lisboa, a construção da plataforma logística do Poceirão, da nova ponte Barreiro -Chelas, da nova rede de alta velocidade e as novas acessibilidades constituem desafios que o executivo terá imperativamente de levar em linha de conta no sentido de um correcto ordenamento do território e harmónico desenvolvimento do município.

Face a este panorama, a Câmara Municipal entendeu iniciar, em meados do ano transacto, a elaboração de um Plano Estratégico de Desenvolvimento de Alcochete (PEDA), documento operacional direccionado não apenas para a autarquia mas também para outros serviços públicos, agentes económicos, sociais, culturais, demais instituições e cidadãos em geral, cujo horizonte de aplicabilidade se estende até ao longínquo ano de 2025.

Trata-se evidentemente de uma ambiciosa e arrojada visão prospectiva para o futuro do município. Todavia, assente em premissas que actualmente ninguém sabe se alguma vez virão a ser realidade. A conjuntura actual, o acentuar da famigerada crise económica e as dificuldades de financiamento tornam duvidosa e comprometem a efectiva realização de tão vultosos empreendimentos ao longo da década que agora se inicia.

Desta forma, perante as incertezas que se perspectivam, chegados aos dias de hoje, num momento em que o PEDA já deveria estar concluído (o seu termo foi apontado para o final do 1º semestre do corrente ano e nada se conhece quanto à respectiva conclusão), impõe-se legitimamente questionar se este plano é imprescindível para o futuro de Alcochete e deve constituir uma prioridade da autarquia. Muitas interrogações pairam no ar, carecendo de uma resposta oportuna.
A saber:

1 - Contribui efectivamente o PEDA para uma visão estratégica realista, quando pode vir a ficar rapidamente ultrapassado e obsoleto em consequência de contingências várias exteriores à Câmara ou vicissitudes decorrentes de mutações inesperadas na tomada de decisões por parte do governo central?

2 - Quando a contenção e austeridade devem ser ponderadas, não será o PEDA, encomendado a uma empresa de consultadoria privada, mais um custo para os depauperados cofres municipais?

3 - Não terá a autarquia recursos humanos com qualificações e conhecimentos suficientes para concretizar um projecto desta natureza?

Vejamos então.

A Câmara de Alcochete possui um conjunto de instrumentos de planeamento em vários domínios da sua intervenção e competência que todos eles associados, enquadrados de forma integrada e devidamente coordenados, podem dar origem a um plano global, dinâmico, estratégico para o seu desenvolvimento, em permanente actualização e contínua reformulação porquanto a todo o tempo os desafios assumem contornos diferenciados e perspectivas diversas.
Contrariamente à ideia do PEDA actual que, depois de elaborado e entregue, será um documento estático, não preparado para responder às mudanças supervenientes nem à imprevisibilidade dos acontecimentos.

Com efeito, a autarquia dispõe já do PDM, futuramente um PDM de 2ª geração, possui elaboradas cartas de REN, de avaliação ambiental, participou na alteração do PROT, tem prontas as cartas educativa e desportiva, mantém preparada uma rede social de intervenção, estando ainda em execução as grandes opções do plano, os planos plurianuais de investimento e restantes documentos previsionais, em suma, existem uma plêiade de instrumentos de planeamento que, a par dos programas anuais do PIDDAC, permitem indubitavelmente definir um paradigma de desenvolvimento que valorize as potencialidades turísticas, económicas, sociais e ambientais susceptíveis de tornar o concelho atractivo e afirmá-lo no contexto da região.

Porque não o PEDA resultar de uma síntese de todos estes documentos?

Por outro lado, é sabido que existem igualmente ao serviço da Câmara um sem número de técnicos qualificados e com formação específica, aptos para participarem em equipas multidisciplinares de projecto e em condições de elaborarem instrumentos de gestão e planeamento necessários à definição de um rumo
Poderiam ser organizados em equipas e utilizados em funções de planeamento. Estas equipas constituídas por quadros de reconhecido mérito a funcionar no âmbito do Gabinete de Qualidade, Inovação e Desenvolvimento, cuja missão é fazer aquilo que qualquer gabinete de consultadoria privado faz, isto é, garantir o desenvolvimento de estudos tendentes à identificação e actualização dos indicadores de gestão, colaborando também na execução e coordenação do planeamento estratégico, teriam a responsabilidade de proceder ao diagnóstico das situações em análise e "Pensar Alcochete", preparando os planos que eventualmente se revelem indispensáveis, entre eles, o célebre PEDA.

De sublinhar ainda que a tarefa de "Pensar Alcochete", apelando à criatividade e inovação do trabalho subordinado, será sempre um factor de motivação acrescido para os técnicos envolvidos, dado o mérito, prestígio e realização profissional que o desempenho destas actividades trazem aos próprios. Além de que a adopção desta medida vai de encontro à propalada politica do executivo em valorizar os recursos humanos e aproveitar as potencialidades endógenas da capacidade de trabalho instalada na Câmara.

Com a iniciativa de "Pensar Alcochete" entregue a equipas de projecto ou de gestão operacional a funcionar sob a tutela autárquica, qualquer plano estratégico, incluindo o PEDA, pode seguir em frente, manter-se em permanente construção, sendo reformulado sempre que as circunstâncias assim o exijam. Sem os encargos que a sua entrega a consultores privados implica.

Por isso, para quê entidades externas a fazerem aquilo que os trabalhadores da autarquia serão certamente capazes de executar?

Felizmente que a Câmara Municipal já dispõe de documentos de planeamento e de recursos humanos qualificados com capacidade para conduzirem quaisquer processos com esta envergadura e complexidade. A ideia, pomposa, de lançar o PEDA, outorgando-o a privados, mais não parece que uma acção de marketing político destinada a dar ainda maior visibilidade ao discurso oficial..."
João Manuel Pinho
Membro Comissão Politica Concelhia PSD/ Alcochete




O canto dos sereios


É do conhecimento público que o PS local se encontra esfrangalhado. Na génese deste facto está o último presidente socialista da Câmara que assumiu, qual messias, a encarnação de um projecto político para Alcochete.
O resultado mais dorido tivemo-lo nas últimas autárquicas que foi retumbante a favor dos comunistas. Estes, desde aí, fazem pouco de quem querem impunemente.
Quem entra num partido, entre humilde e a passo curto. De outro modo, mais nada faz do que dar continuidade à política podre deste País.
Foi por não querer nada dentro do CDS-PP/Alcochete que fui escolhido para presidente da Concelhia desta estrutura política. Sempre vi, em consciência, que eu não poderia ser o último a chegar ao Partido e imediatamente me pôr em bicos dos pés. Isso mete nojo a todo o homem e mulher capaz de sentir nojo.
Sim, eu estou a mandar recados. A quem? A todos os democratas de Alcochete que se queiram unir em torno de um projecto vencedor para as próximas eleições autárquicas.
Eis por que devemos extrair a conveniente lição do que há mais de cinco anos sucede ao PS local. Alcochete precisa de uma direita que tome plena consciência de si própria e arrede complexos injustificados. Sem pressas mas firme, o CDS-PP/Alcochete palmilha agora a seu caminho; quanto ao PSD local, é meu desejo que resista ao canto dos sereios.

04 dezembro 2010

HERNÂNI LOPES

Foi ontem o funeral do Prof. Dr. Hernâni Lopes.
Nos últimos anos mantive com ele alguns contactos em especial em eventos liderados pelo próprio, nomeadamente em questões ligadas ao Mundo Lusófono. Integro um grupo de cidadãos que periodicamente nos reunimos para reflectir sobre questões e preocupações contemporâneas com ênfase na Lusofonia, estruturamo-nos em torno do: “Círculo de Reflexão Lusófona”.
A associação assim denominada saberá dar continuidade aos objectivos traçados desde a sua fundação e respeitar a vontade do seu grande mentor, estou certo disso. Mas, todos sentiremos um enorme vazio nos encontros por faltar a palavra sábia, clara, transparente, honesta do nosso amigo Hernâni Lopes.
É do domínio público a sua enorme luta contra a doença que o atormentava há alguns anos, mas quem com ele lidava nestes diversos encontros e conversas nunca sentiu o combate que tinha interior (muito provavelmente). Foi um Homen que nunca renegou as suas raízes de Português e do Juramento de Bandeira que fez no cumprimento do serviço militar, tinha um amor eterno aos valores da Pátria, mas esses sentimentos nunca o impediram de ter um excelente relacionamento com os principais líderes africanos e ser respeitado pelos mesmos.
Idêntico relacionamento tinha ao nível diplomático com líderes europeus pelo seu passado como Embaixador e Ministro das Finanças. Nesta última missão não esqueço dois pensamentos que tinha sobre a situação de crise em Portugal e na Europa: nunca pensou que o País voltasse a viver uma situação de catástrofe financeira e ter que recorrer ao Fundo Monetário Internacional depois de estarmos de pleno direito na antiga CEE agora União Europeia; outro pensamento, considerava que estamos a ser afectados pela crise de talentos e transparência, caiu-se na mediania do cidadão, são raros os casos daqueles que se impõem pelo conhecimento, pela transparência, pela clareza, pela assumpção dos riscos e acima de tudo não colocarem os talentos ao serviço dos outros como missionários no Mundo.
Não podia deixar de fazer esta simples homenagem a um Homen que tanto gosto, tive, em escutá-lo e aprender e que recentemente me desafiou para desenvolver um trabalho (está a ser executado) sobre o papel das Forças Armadas no passado, presente e futuro do Mundo Lusófono.
Obrigado Prof. Dr. Hernâni Lopes! Até sempre!