24 abril 2010

Uma grande ajuda num pequeno gesto!

Hoje, vou abordar um tema que jamais devemos esquecer. Vou falar dos Soldados da Paz (Bombeiros) e em particular dos Voluntários de Alcochete.
Ainda me recordo do quartel situado na Rua do Mercado, mesmo ao lado da praça como outrora e ainda hoje é vulgarmente conhecido este espaço de comércio de legumes, frutas e peixe.
Já lá vão alguns anitos e eu, tal como tantos outros miúdos, deixava-me fascinar por cada segundo em que admirava o interior deste quartel, os bombeiros, as ambulâncias e os desenhos pintados nas mesmas, elaborados manualmente pelo Senhor José Barrinha. Os carros de fogo e tudo o que o nosso subconsciente consegue absorver, faziam parte da nossa imaginação. Era um sonho que despertava por entre as paredes do velhinho quartel, que guardava tantas e tantas memórias em cada rosto dos muitos homens e mulheres que envergavam a farda azul celeste.
Eu segui esse sonho!
Foram 5 anos de grande solidariedade, amizade e sobretudo de muito empenho e esforço por uma causa tão nobre como é servir a humanidade e Alcochete.
Foram muitos aqueles que com tamanha paciência me ensinaram a crescer, a desenvolver conhecimentos para que posteriormente na prática pudesse honrar a farda dos Bombeiros Voluntários de Alcochete. Atrevo-me a dizer que a vida, ali, ganha outro sentido, outro significado. Crescemos enquanto homens e aprendemos a valorizar cada instante das nossas vidas. Foi a partir daqui que vi e assisti a situações que nunca imaginei existirem, incêndios de grandes proporções, destruições de bens, acidentes de gravidade infindável, lutas de vida e morte, mas também a momentos de grande camaradagem, momentos únicos vividos intensamente por verdadeiros colegas, cujo único propósito, em qualquer hora do dia e noite, é o de salvar mais uma vida.
Nessa altura, surgia um miúdo que desde logo se destacava pela sua dedicação, o seu empenho, a sua força de vontade em aprender…esse miúdo, de nome Paulo Vieira, é, hoje, o Comandante dos Bombeiros Voluntários de Alcochete, corporação a que eu me orgulho de ter pertencido e da qual guardo no meu coração os momentos que ali vivi, na companhia de todos os membros Activos e do Quadro Honorário.
Ainda no outro dia, estava eu junto à casa onde resido, uma noite invernosa…demasiado frio para andar na rua e a chuva era uma constante, quando de repente me apercebi que caminhava na minha direcção, com muitas dificuldades, um senhor idoso, com ar de perdido. Era um utente da Santa Casa da Misericórdia de Alcochete, que procurava o seu regresso, mas por paragens bem distantes das pretendidas. Não estava em condições de o transportar, liguei para os bombeiros, expus a situação e uns instantes depois, ali estavam eles, com uma simpatia que irradiava nos rostos de quem procura o Bem. Ainda me agradeceram, quando na realidade quem tinha de agradecer era eu por mais esta manifestação de solidariedade, de carinho para com o próximo.
Sei das inúmeras dificuldades, sobretudo financeiras, que a Corporação dos Bombeiros da minha terra atravessa, por isso não podia deixar de lançar aqui um repto. A população de Alcochete não pode permitir que os nossos Soldados da Paz não disponham das condições mínimas de actuação, independentemente das responsabilidades governamentais e da própria autarquia.
Já lá vão alguns dias, li na imprensa nacional que os Bombeiros de Alcochete, face a uma determinada avaria na viatura de desencarceramento, devido aos anos que a mesma possui, não conseguem ter no seu parque automóvel mais nenhuma viatura com estas características, o que é naturalmente grave atendendo à posição geográfica em que este nosso concelho está inserido, bem junto da Ponte Vasco da Gama, onde acontecem inúmeros acidentes.
Podemos não conseguir modificar o mundo, mas estou convencido que TODOS JUNTOS podemos melhorá-lo significativamente! Se porventura ainda não é associado dos Bombeiros, não espere para amanhã, torne-se já hoje sócio! Seja ou não associado, aceite este meu desafio, faça um donativo, ou na sede ou para o NIB: 001000002303978000158, um simples euro poderá fazer a diferença.
Uma grande ajuda num pequeno gesto! O seu…o meu…o nosso!

Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS
bancadapsalcochete@gmail.com

23 abril 2010

19 abril 2010

Caros visitantes deste espaço do concelho de Alcochete.

É com muita tristeza e consternação que informo todos os residentes e visitantes que, os forcados do concelho se encontram de luto.
Faleceu no sábado o jovem Ricardo Mota, forcado dos amadores de Alcochete com apenas 21 anos, jovem esse que era natural do Porto Alto, vítima de um acidente de viação.
Como condómino deste espaço endosso as minhas condolências a todos os seus familiares como também ao grupo que pertencia, Forcados Amadores de Alcochete.

15 abril 2010

AQUI HÁ RATO (IV)

Nesta rubrica de “AQUI HÁ RATO”, tenho abordado alguns temas de análise politica que têm surgido em artigos de opinião na Imprensa local, este é mais um caso onde a minha opinião vale o que vale no concelho em que vivo, como munícipe e pessoa atenta que tenho sido sempre por tudo que diga respeito ás nossas gentes.
Na última Assembleia Municipal de Alcochete, onde foram debatidas as várias taxas de utilização referentes aos espaços da competência da autarquia, ou seja o
“ REGULAMENTO DE TAXAS E LICENÇAS MUNICIPAIS”, aliás lei que nº53-E/2006 aprovada em plena Assembleia da Republica a 29 de Dezembro, onde as obriga única e exclusivamente as autarquias a fundamentar os aumentos taxados ao ponto de vista económico-jurídico, de forma que quem paga saiba o que paga, não sendo imposto limites máximos ou mínimos.
Ora em relação á bancada do PS que votou contra o documento proposto, caso que não é virgem, pois este partido tem vindo a adoptar uma estratégia de contradição, senão vejamos:
Não foi este mesmo partido que aprovou e implementou esta lei?
Será que o PS de Alcochete não pertence ao do resto do país?
Ou será que andamos a brincar ás politiquice…?
Meus caros munícipes, é fácil contribuir com nada…
Eu também não concordo com algumas taxas impostas, mas no entanto compreendo o executivo eleito, nos tempos de correm onde este governo contribuiu de que maneira para este agravamento que todos estamos a atravessar, torna-se importante serem reajustadas algumas taxas de utilização.
Se todos os munícipes querem ter acesso aos mesmos com condições dignas, estes serviços devem ser pagos de outra forma, ou seja, utilizador pagador.Deixo aqui dois exemplos para reflexão:Alcochete possui equipamentos desportivos que têm colocado ao serviço de todos os munícipes por uma taxa irrisória de utilização por hora.
Se um munícipe for a um Ginásio particular quanto é que paga?
É incomprensível a vontade politica da bancada do PS, que ao contrário do PSD que nesta matéria manteve alguma coerência com a sua abstenção, na minha opinião bem, neste regulamento de alterações de taxas e licenças municipais.
Por último deixo uma reflexão em “AQUI HÁ RATO”, será que os motoristas dos autocarros são obrigados a trabalhar gratuitamente para as instituições que solicitam esse transporte?
È claro que os senhores da bancada do PS não sabem do que falam ou então andam distraídos…
Bom, isso deve ter as suas razões, pelo passado recente…

Saudações Alcochetanas

11 abril 2010

SOU, PORQUE SOMOS

Ao ouvir hoje o novo presidente do PSD, serei certamente um dos muitos milhares de portugueses que voltam acreditar numa esperança para o pais.
O tempo urge em se ataque a doença que o Estado padece, mas não se pode deixar de aplicar medidas para que no futuro voltemos aos mesmos do erro do passado.
É verdade que todos seremos importantes e a vida de cada um terá valor se soubermos compreender todos aqueles que estão ao nosso lado, mais próximos ou mais distantes, quer fisicamente ou noutra qualquer característica.
Sou dos que há muito se dedica a causas públicas e serviço público e não deixo de acreditar que podemos estar sempre a construir algo de melhor para o futuro, nem sempre isso tem acontecido na última década e meia.
Acredito que seja possível rever a Constituição da República, com rasgos socialistas, reformar as Autarquias e muito mais que fica para ser detalhado num futuro.
Alcochete, está num período de estagnação e deve começar a preparar para fazer a tal mudança e desenvolvimento que tanto carece. Avizinha-se um ciclo diferente para o país, os cidadãos de Alcochete deveriam perceber e contribuir para que acertássemos o passo com o poder central.

08 abril 2010

AS TRISTEZAS SÃO COMO AS PALAVRAS

As palavras são fórmulas de divagação, umas compulsivas outras não!
As palavras servem para informar, nunca o desinformar…
Os sonhos variam entre fracassos, realidades, ou não!
Depende quem as tenha…
As certezas do presente são interrogações do futuro!
Porque as certezas do presente, em continuação se perdem, evaporam…
Assim sendo, o passado também virou incertezas descabidas, onde pequenos espaços coloridos transformaram o futuro menos risonho.
Talvez porque outrora alguém o pintou dessa forma, em consciência, por incompetência ou pura malvadez!
São pinturas, são coisas, são marasmo sem cor que ficaram para outros resolver…
Num vasto concelho, onde a ética de alguns ultrapassa o discernimento e o bom senso.
É que os sonhos, utopias de alguns que, tentam influenciar outros a tomarem outras atitudes, enganando-os, virando-os, dividindo-os, adulterando-os, ou simplesmente
deita-los ao lixo, sem esperança, sem compressão, mas, envolta em mil interrogações.
Talvez porque as cores do poder a isso obrigue, serem fiéis aos seus, independentemente se tiverem que espezinhar ou maltratar outros.
Nesta demanda, no resoluto da vastidão, sopram ventos fortes neste mar calmo, onde alguns saltimbancos se escondem numa nau á deriva, que segue em desgoverno ao sabor das marés, sem brilho nem pingo de amor.
Para outros, que o povo acredita, são tratados como ralé que vivem nos subúrbios da grande capital. Tais, criam condições para ao mesmo tempo esconderem o que de bom existe, que ignorem ou chamem de deserto…
Para muitos as palavras já doentes de tanta ignorância e egocentrismo que vivem da desgraça alheia, depois de tantos que foram certos escritos, que nada dignificam, mas que tornam loucas todas palavras seguidas…
Onde também algumas loucuras se tornam doces apetitosos, delícias para uns, enquanto que, para outros, os seus doces são, competência, dinamismo, seriedade, honra, sensatez, e ética. Fiel aos seus princípios que muitos depositaram para liderar os seus destinos num concelho de elevado desenvolvimento e progresso bem sustentado.
Enquanto que alguns, doentes e moribundos desconheçam as suas próprias patologias…
Para que possamos viver melhor, em felicidade, harmonia, e claro com muito amor.
Até porque para as doenças do passado, o executivo encontrou o antídoto para a sua cura….


Saudações Alcochetanas

07 abril 2010

Mentira usada – Verdade esquecida!

Na edição de 12 de Março do Jornal do Montijo, a Sr.ª. Deputada Municipal Paula Pereira num artigo de opinião, muito ao jeito do Partido que representa, descreveu de forma arguta aquilo a que apelidou de manifestação discordante numa marcha tenebrosa contra os trabalhadores preconizada pelo Partido Socialista com assento na Assembleia Municipal de Alcochete.
Como devem imaginar, algo não está correcto até porque para este grupo do qual me orgulho de pertencer, em primeiro lugar estão as pessoas, sejam elas da classe operária ou não. Por isso, face ao exposto pela Sr.ª. Deputada, convenço-me de que a mesma está restrita nos seus pensamentos, o que me preocupa até pelos anos que dispõe no meio político.
Em primeiro lugar deve a Sr.ª. Deputada estar com mais atenção aos assuntos discutidos na Assembleia, até porque na Moção de Solidariedade com os Trabalhadores da Administração Pública, a bancada do PS votou contra e efectuou declaração de voto, explicando os motivos de tal decisão, ao contrário do que afirma a Sr.ª. Deputada no seu respectivo artigo e igualmente ao contrário do que é afirmado neste blogue num texto de autor. Como é do conhecimento geral, Moção significa Proposta e muitas das vezes, apesar de concordar com a sua essência, podemos não concordar com a forma como a mesma é apresentada e nos casos apresentados em concreto foi exactamente o que se passou.
Em minha opinião, não acho correcto utilizarmos os trabalhadores para fazermos politica, devemos com toda a convicção defender os seus direitos, prezando a qualidade e eficiência do trabalho e sobretudo conscientes de que esta tarefa beneficia os munícipes e a comunidade em que estamos inseridos.
Esta não é certamente a minha forma de encarar a politica e muito menos estar de forma permanente a utilizar exemplos do passado socialista em Alcochete. Não é que me transtorne tais situações, até porque a obra realizada está bem visível aos olhos de todos, o que me preocupa é que por vezes com a mentira usada, fica a verdade esquecida!
Ninguém é perfeito, naturalmente existem erros cometidos, e entendo ser uma virtude reconhecer quando se erra. Agora insistir constantemente em apontar o dedo a um passado, creio que tal apenas acontece para desviar atenções do que é realizado no presente. Eu bem que o poderia fazer, até porque existem tomadas de decisões preconizadas por anteriores executivos CDU que em nada dignificaram esta vila e os seus descendentes, mas limito-me a encarar o presente olhando com preocupação para o futuro.
Diz a Sr.ª. Deputada nesse seu artigo que a Bancada da CDU continuará a estar ao lado de quem trabalha, pois a Bancada do PS de Alcochete nunca deixou de acompanhar os trabalhadores da Administração Pública, creiam no entanto que de forma diferente dos seus opositores políticos. Não nos revemos nos termos políticos utilizados para a defesa seja do que for, somos diferentes, o que não significa que estejamos contra os trabalhadores, até porque todos nós, antes de desempenharmos funções de Deputados também somos todos trabalhadores.
Meus caros amigos, é fácil dividir para reinar, se isto é fazer politica, então seguramente eu devo estar completamente enganado no esforço a que me proponho para munir a minha terra de melhores condições de vivência.

Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS
bancadapsalcochete@gmail.com

01 abril 2010

Contra os Munícipes, taxar, taxar!

A criação de Taxas em qualquer município deve fundamentalmente respeitar o princípio da prossecução do interesse público local e visa a satisfação das necessidades financeiras das autarquias locais e a promoção de finalidades sociais e de qualificação urbanística, territorial e ambiental. Tendo como base de sustentação os presentes alicerces e a fim de evitar situações de carácter indefinido e de transparência duvidosa, surgiu a imperiosa necessidade da criação de critérios uniformes na aplicação das Taxas Municipais. Sendo assim surge a Lei nº.53-E/2006 de 29 de Dezembro aprovada em plena Assembleia da República e que obriga única e exclusivamente as autarquias a fundamentar os aumentos taxados do ponto de vista económico-jurídico, de forma a que quem paga possa de facto saber o que está a pagar, não sendo imputados quaisquer limites máximos ou mínimos. Esta é uma decisão politica atribuída ao executivo camarário que estabelece a proporcionalidade pretendida, por vezes exagerando em determinados aspectos quando podia ser mais racional, atendendo inclusive ao período sócio-económico que atravessamos.
Na discussão do presente assunto, na reunião do executivo de 17 de Março e na última Assembleia Municipal, que decorreu no passado dia 26 de Março, os vereadores e deputados do PS detectaram não só aumentos desmesurados no Regulamento apresentado para discussão e votação, assim como verificaram com surpresa que o Projecto de Regulamento de Taxas e Licenças Municipais que foi submetido a discussão pública, através da sua publicação no Diário da República, 2ª Série, de 21 de Dezembro de 2009 (páginas 51486 e seguintes), não era o mesmo que o executivo camarário submeteu à aprovação da Assembleia Municipal.
Ora, nos termos do disposto no artigo 118.º do Código do Procedimento Administrativo, o órgão competente deve, em regra, submeter a apreciação pública, para recolha de sugestões, o projecto de regulamento, o qual será, para o efeito, publicado na 2.ª série do Diário da República ou no jornal oficial da entidade em causa.
Deste modo, não tendo sido recepcionadas quaisquer propostas resultantes da consulta pública e tendo o executivo camarário alterado o projecto de regulamento de taxas que fez publicar no Diário da República, depois da publicação naquele jornal oficial, deve fazer publicar novamente o projecto de regulamento de taxas em Diário da República ou no jornal oficial da entidade, de modo a que os munícipes tenham conhecimento das alterações efectuadas, algumas das quais na ordem dos 100% e mais.
De acordo com o ponto 3 do mesmo artigo do Código do Procedimento Administrativo, refere-se, que no preâmbulo do regulamento dar-se-á menção de que o respectivo projecto foi objecto de apreciação pública, o que de facto acontece, mas não é verdadeiro porque este projecto apresentado em Assembleia Municipal de 26/03/2010 não esteve em apreciação pública.
Como se isto não bastasse e tendo em consideração que as taxas não devem ultrapassar o benefício que é auferido pelo particular e que não devem ultrapassar também o custo da actividade pública local, o que não se verificou na proposta apresentada, já que encontramos muitos quantitativos de taxas que se revelam manifestamente desproporcionais. Como sucede, por exemplo, com o Abastecimento de Água e Salubridade, com um aumento médio na ordem dos 80%, com o Cemitério, onde por exemplo uma inumação em sepultura temporária sofre um aumento de cerca de 500% e em sepultura perpétua de 450%, nos Equipamentos de Uso Colectivo onde os Pavilhões Desportivos sofrem um aumento médio de cerca de 165% em todas as taxas, com especial destaque para as Escolas e IPSS do concelho que vêem as suas taxas aumentadas em cerca de 160%, passando de 7,30€ para 19,10€, ou o Autocarro Municipal, onde o preço do Km aumenta cerca de 230% e o motorista por hora tem um acréscimo de cerca de 90%, em horário de trabalho, 77% em horas extraordinárias ou 79% em período de descanso semanal. Estes são apenas alguns exemplos, porque podíamos referir outros, que entretanto julgamos extemporâneos por se tratar de aumentos desproporcionais da realidade em que estamos inseridos, por isso votámos contra a alteração do Regulamento de Taxas/Licenças Municipais.

Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS
bancadapsalcochete@gmail.com

27 março 2010

Uma nova esperança para Portugal!

Foi ontem eleito presidente do Partido Social Democrata, o Dr. Pedro Passos Coelho, com ele uma nova esperança nasce no nosso país.
Pedro Passos Coelho é um jovem com grande experiência política, com uma nova visão do que deve ser o estado, e com um verdadeiro projecto de desenvolvimento e saída deste marasmo cinzentista que tem dominado o nosso país nestes últimos 10 anos.
Tenho a mais pura convicção que estarão para breve, grandes mudanças na política nacional, finalmente teremos à frente do maior partido da oposição um homem com coragem, dedicação e conhecimento que poderá restituir ao povo português uma verdadeira esperança no futuro!

22 março 2010

Novo Jornal Local : "Alcaxete"

É com grande satisfação que testemunhei o nascimento de um novo orgão de informação local, o Jornal "Alcaxete".
Era uma grande lacuna existente no nosso concelho, e queria deixar os mais sinceros votos de muito sucesso a este novo projecto, tão necessário em Alcochete.
Espero que seja um jornal, isento, supra partidário e que tenha como finalidade a divulgação do nosso concelho.
Não tenham nunca medo de divulgar não só o que está bem, mas tenham sentido critico e principalmente que ganhem rapidamente o espaço de divulgação de todas as opiniões em Alcochete, sejam elas do regime ou não!
Um bem haja e votos de muita sorte!

19 março 2010

Seis Meses de Governação Comunista de Alcochete!

Após algum tempo de ausência, volto a este blog para fazer um balanço dos primeiros seis meses da governação comunista da CMA.
Para evitar os "slogans", da campanha eleitoral, vou apenas deixar algumas questões para reflexão:
Em que situação se encontram os projectos dos Centros Escolares da Quebrada e S. Francisco?
Onde está a Criação do Balcão Único?
O que falta para implementar o projecto "Vamos à Vila"?
E a Carta do Idoso?
E o Centro de Saude do Samouco? Para quando a sua conclusão?
E as politicas de solos que estimulem a construção de fogos a custos controlados?
Enfim, muitas mais promessas eleitorais da CDU poderiam aqui ser colocadas...
Estou hoje a escrever este balanço, para que as consciencias criticas de Alcochete não adormeçam, pois seis meses já lá vão, e não tarda muito o mandato inteiro, e mais uma vez estaremos por aí a perguntar:
"Mas afinal o que foi que os comunistas fizeram em tantos anos de governação autarquica?".

18 março 2010

SEM DONO

O mar não tem dono, é de todos nós.
Também o chão que pisamos, serve para todos!
Tal como o ar que respiramos.
É de todos, não sendo de ninguém!
As estradas servem para circular viaturas.
Também os passeios para peões em lazer!
O Vento fere nosso rosto, em dias de temporal.
Vêm e vão, não são de ninguém!Sem dono existem…
A imprudência e incompreensão de alguns.
Julgam ser verdadeiros depositário de tudo…
Sem dono, vive nossa alma, na procura do seu dono!
Sem dono, sobrevive nosso coração, na ânsia de encontrar!
Talvez lá no fundo, mesmo no fundo, encontrar uma réstia de esperança.
Esse amor sem dono como o qualificar?
Sem dono, continua nossa dor, rumando em sofrimento.
Na procura de dono, para nosso amor…

Dezembro 2009

15 março 2010

AQUI HÁ RATO (III)


No passado dia 26 de Fevereiro, a bancada da CDU consciente dos interesses da população que a elegeu, apresentou sob forma de moção, um texto de solidariedade com os trabalhadores da Administração Pública.Trabalhadores estes que foram transformados pela má gestão deste governo de Sócrates como o bode expiatório, sofrendo duros golpes nos seus direitos laborais e na natureza do seu vinculo de nomeação, precarizando cada vez mais as relações laborais destes trabalhadores, destruindo a sua autonomia e independência dos trabalhadores na prestação das funções sociais do Estado.Trabalhadores que se vêm confrontados com a criação de um novo sistema de avaliação de desempenho o tal (SIDAP). Que serve para abrir caminho ao mal-estar, discriminação, permissividade e á dependência dos dirigentes, impedindo os trabalhadores de carreiras justas, dignas, com progressão.A moção versava sobre isso e também da participação massiva na manifestação de 5 de Fevereiro como a greve do dia 4 de Março.Ora é de estranhar que as duas bancadas da oposição PS e PSD, tenham insurgido de tal forma a votaram contra sem qualquer discussão ou declamação de voto. Espanta-me tal atitude destes dirigentes que se dignam pela transparência e de bem-fazer politica, mas, e a imoralidade, e a ética?Este voto contra ultrapassa em larga média a moção da CDU, este voto contra que se traduz, não contra a própria CDU, mas sim, contra os legítimos interesses e anseios dos trabalhadores desta autarquia e de todos os trabalhadores da Administração Pública que se quer eficaz ao serviço das populações.Ora meus caros amigos da blogosfera, o que se passou de seguida foi incompreensível por parte da bancada do PS, talvez por desconhecerem a sua própria lei.Digo a sua própria lei, isto é, foi o governo PS que aprovou a Lei 12-A de 27 de Fevereiro então a denominada (Lei de Vínculos, Carreiras e Renumerações), esta que, dá competências ao órgão executivo camarário para decidir sobre os montantes máximos de cada um dos encargos: recrutamentos, alterações de posições remuneratórios e atribuição de prémios de desempenho.Ora ao contrário de muitas Câmaras PS e PSD, o executivo de Alcochete, optou por, no meu entender muito bem face aos vencimentos de miséria que este governo tem vindo cada vez mais a penalizar como aconteceu este ano, no congelamento dos mesmos.O executivo de maioria CDU optou então de forma justa, contemplar os 122 trabalhadores da autarquia reconhecendo o seu esforço e dedicação, sendo estes os únicos que estavam em condições de serem abrangidos pela opção gestionária.A bancada da CDU decidiu também apresentar uma moção, mas uma vez mais as bancadas do PS e PSD votaram contra, sem argumento algum!Então, não foi o PS que originou esta opção gestionária de pessoal?Ou estes senhores são como o vento, só sopram para onde querem?Se isto é fazer politica! Pois o melhor é dedicarem-se á pesca!Talvez assim os peixes fujam para não vos verem …Ao mesmo tempo os deixarem a pregar sozinhos…Por isso continuo atento, a estas atrocidades no meu concelho, onde alguns partidos fazem, dizem, mas… nada fazem para dignificarem a politica do concelho.O PS está a provar do seu próprio veneno, será que são estes senhores credíveis?Se na oposição são assim! Como seriam no poder?Façam a vossa reflexão… Pois eu já fiz a minha….Pois digo, volto a dizer, que com estes senhores! Muitos ratos vêm aí…

04 março 2010

MEU COZIDO Á PORTUGUESA

Chispe de porco, orelha levar
Enchidos e hortaliça,
Bucho e farinheira,
Este cozido não tem alheira.

Hortaliça á discrição
Cenoura e nabo entrar,
Batata também acompanhar,
Neste cozido feijão colocar.

Carne de porco uma delícia
Neste prato tradicional,
Deste cozido á portuguesa!

Para todos saborear.
Este prato lembrar
Este cozido a todos oferendar!


Março 2010

13 fevereiro 2010

A minha consulta pública - A praça Pública de Alcochete

Ficam aqui imagens da intenção de proposta para o Largo de São João - Tese de Mestrado em Arquitectura pela Universidade Lusófona.
É apenas uma ilustração de intenção que pode não corresponder a versão final.
Não vou me alongar na caracterização da proposta porque o meu objectivo aqui é apenas testar a imagem ao publico (espero que os indices de popularidade do blog ainda estejam alto, embora eu note alguma quebra de participação)

As únicas duas explicações que vou dar são que, a estátua do Padre Cruz está centrada, o que parece evidente, e o que está a frente da Igreja é um palco para espectáculos, um palco com estrutura hidráulica (permite subir 1 ou 2 metros se necessário, substitui o palco que costumam montar sempre para as festividades). O poço ? O poço... está em standby.

Fica uma planta e um perfil, e posso responder a questões que forem colocadas. Carregar para aumentar.



09 fevereiro 2010

Ainda a Feira d'Alcochete, do Cavalo, do Fado e do Forcado…e a Cercima

A Feira d'Alcochete, do Cavalo, do Fado e do Forcado, realizada nos dias 21 a 24 de Maio de 2009, teve como novidade preconizada pela nova organização do certame, o pagamento de ingressos que, conforme divulgado na imprensa em Maio de 2009, revertia a sua receita a favor da Cercima – Cooperativa para Educação e Reabilitação de Crianças Inadaptadas do Montijo e Alcochete. Isto mesmo comprova-se nas citações proferidas pelo Sr. Vereador da Câmara Municipal de Alcochete, Dr. Paulo Machado, na comunicação social, senão vejamos:

- A entrada no certame implica a aquisição do bilhete solidário no valor de €1,5 ou €2, se for adquirido durante o dia ou à noite, respectivamente que reverterá a favor da CERCIMA para a construção de um lar residencial – Casa dos Duques. (Fonte: Gabinete de Comunicação e Imagem da Câmara Municipal de Alcochete, in sitio da internet do Município)

- Pela primeira vez, terá se pagar a entrada na feira. “Tratam-se de ingressos solidários porque o lucro reverte a favor da construção do Lar residencial Casa dos Duques da Cercima”, explica Paulo Machado. A Cercima é uma Instituição Particular de Solidariedade Social local, do Montijo e Alcochete, e está neste momento a angariar fundos para a construção de um lar para pessoas com deficiência mas autónomos, na freguesia de São Francisco, em Alcochete. “Entendemos que esta seria uma forma das pessoas se associarem directamente a esta causa” sublinha o vereador da cultura. (In Jornal de Alcochete, 06/05/2009)

- A Feira d'Alcochete... do Cavalo, do Fado e do Forcado, realizada entre os passados dias 21 e 24 na Fábrica do Alumínio, foi um sucesso e atingiu as expectativas em termos de visitantes, cerca de 23 mil, apesar da entrada ser paga. (…) O grande número de expositores e os espectáculos de qualidade levaram as pessoas a pagar de bom grado os bilhetes de entrada (apenas de dois euros), cujas verbas revertem a favor da Cercima. (In Jornal de Alcochete, 26/05/2009).

Na Assembleia Municipal de Alcochete realizada no passado dia 21 de Dezembro, a bancada do Partido Socialista, perante tão prolongado silêncio sobre o assunto em questão, abordou o Executivo Municipal sobre qual o montante que tinha sido apurado para a Cercima e se o mesmo já tinha sido entregue. O Vereador Paulo Machado informou a Assembleia, que o montante a entregar à Cercima seria de 1.400,00€ (!!), correspondentes a 10% do total das entradas pagas no recinto da feira e que o mesmo ainda não tinha sido entregue, pois as contas apenas foram finalizadas em Outubro.
Ironicamente, ainda se pasmou com tamanho interesse dos deputados socialistas no assunto em causa, alegando que a organização da respectiva Feira é composta por pessoas de bem.
A Bancada do PS reconhece a idoneidade de todos os intervenientes na organização da respectiva Feira, o que acontece é que provavelmente nem todos os elementos da organização teriam conhecimento ou a consciência das propensas promessas do Senhor Vereador face à criação de ingressos de entrada na Feira e o fim a que os mesmos se destinavam. Entendemos nós que, perante o que foi prometido e o que “ainda” se pretende cumprir, não é mais do que uma nítida falta de respeito, não só por quem pagou o seu ingresso julgando que o mesmo tinha um destino e acabou por ter outro, mas sobretudo uma enormíssima falta de consideração pela Cercima. Também não conseguimos entender como irá a Cercima receber apenas 1.400,00€ quando se registaram 23 mil entradas e atendendo a tudo o que foi dito na imprensa face ao valor dos ingressos.
Nós ainda acreditamos que fazer politica é algo superior a estas atitudes. Agora cada um que retire as suas ilações deste lamentável episódio que em nada abona o verdadeiro sentido da cidadania.

Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS
bancadapsalcochete@gmail.com

08 fevereiro 2010

AQUI Á RATO II


Na passada sexta-feira dia 5 de Fevereiro de 2010, recebi em minha casa como normalmente acontece todas as semanas o Jornal do Montijo, para meu espanto, deparei-me com um artigo de opinião de um deputado da Assembleia Municipal de Alcochete da bancada do partido Socialista.
Assunto que me intrigou pelo seu conteúdo, ainda não terminou as interpolações sobre a referida Organização da Feira do Cavalo, Fado e do Forcado, onde as entradas seriam pagas e as receitas revertiam para a Cercima.
Ora, como é público, este assunto está debatido e mais que debatido pela executivo da Câmara Municipal de Alcochete. O próprio deputado que agora vem uma vez mais a terreno defender que algo está mal.
Como munícipe atento que ando ao que se passa no meu concelho, não podia ficar indiferente a mais esta situação incoerente da parte deste deputado.
O mesmo senhor, como todos os outros está na posse da correcta informação de todo o processo resultante do mesmo evento. Aliás, qualquer município do concelho pode visitar a página da autarquia onde está publicado tudo sobre este assunto, também o mesmo, já fora discutido e esclarecido em Assembleia Municipal, sendo que este deputado ficou comedido no seu lugar.
Por isso a meu espanto que ao fim de algum tempo uma vez mais este assunto venha de novo ao de cima, assim sendo tenho duas leituras a este assunto:
1º - Ou o senhor em questão está esquecido ou desfasado do tempo nesta matéria, ou será que algo mais o move para continuar a bater na mesma tecla?
2º - Será que não existe mais assuntos para que sejam expressas naquele espaço de artigo de opinião?
No entanto, algumas afirmações caluniosas ficam em aberto, quando o mesmo deputado afirma que os restantes elementos da direcção não sabiam do que se estava a passar. Quanto a esta questão tenho uma simples resposta.
O que faz um director duma colectividade?
Dá o nome, para depois aparecer nas festas, comer e beber…
È claro que não se trata deste tipo de directores, onde a sua idoneidade está para além de tudo mais, por este motivo é uma tremenda falta de respeito o referido artigo, onde envolve pessoas e instituições públicas e privadas em nome de algo que não se justifica ou seja, desacreditar quem foi eleito maioritariamente pelo povo deste concelho.
Para terminar, transcrevo os últimos parágrafos do referido artigo.
Retirem vós, as vossas ilações…

(Nós ainda acreditamos que fazer política é algo superior a estas atitudes.
Agora cada um que retire as suas ilações deste lamentável episódio que em nada abona o verdadeiro sentido da cidadania.)

In: Deputado Municipal independente eleito pelo PS

07 fevereiro 2010

Luta de quem Trabalha pela Dignidade

Nos tempos que vivemos, convicto das grandes dificuldades que globalmente assolam o sistema financeiro. Em Portugal, os funcionários públicos têm vindo a ser o parente pobre do sistema governamental, deste Oásis país para muitos...
O poder politico que desde a alguns anos a esta parte, sejam eles da direita P.S.D ou da direita P.S...
O sistema vocacional serve para transmitir para a opinião pública que, os funcionários públicos são o podre da nação, os malandros, os chulos e mal de todos os males nos gastos da finanças públicas.
Ora, qualquer pessoa menos letrados percebe o que se tem passado, desde a última legislatura liderada pelo actual 1º Ministro José Sócrates, os funcionários públicos deste país têm vindo a ser perseguidos, explorados, espezinhados, mal-tratados, roubados nos seus direitos conquistados no passado. Tudo serve para travar os aumentos (congelar), no final de cada mês...
Onde estes senhores têm governado de forma autoritária e de relevo arrogante.
2010, ano, uma vez mais, estes trabalhadores sentem na pele o sofrimento das grandes investidas que estes senhores uma vez mais afrontam quem de alguma forma tratam da imagem do país por essas autarquias locais.com o congelamento dos salários este governo que diz ser para baixar as despesas públicas, ora isto não passa duma autentica palhaçada política, porque vejamos!
Sem aumentos de salários dos trabalhadores porque será que o governo prepara-se para aumentar e, mais 3,7% nas despesas que cada membro do governo pode gastar cada mês...
Renovar a frota automóvel dos senhor que contribuem para o atulhamento do país...
Festas e mais festas, jantaradas, edifícios públicos onde as rendas tem custos de milhões ao ano sem que estejam a ser habitadas, para além dos contratos megalómanas de aquisição de materiais de guerra, onde como sempre o aparelho de estado é sempre lesado em milhões de Euros, sem que ninguém nada faça...
Então, porque será os funcionários públicos a pagar sempre a factura?
Quem pode ajudar mas minhas perguntas?
Certo não existem respostas deste governo!
A aliança há direita entre o P.S.D, C.D.S e governo, com as chamadas de atenção do próprio Presidente da República que chama até si o rebanho para perfilarem ideias ditatoriais, que diz ser em prol do país... ora, ora, que mais por aí vem?
Ainda falta as verbas para a região da Madeira, onde o Joãozinho quer mais milhões para gastar (esbanjar), nas negociatas etc,etc...
Este ano, a luta não pode parar, os trabalhadores têm que ir para a rua manifestarem-se vivamente contra todas as leis que querem impor ao trabalhadores da Administração pública.
Os meios de comunicação social já tentam alvitrar, através deste ou aquele politico, empresário que, lançam uma nova alternativa em que os trabalhadores... em prol do desenvolvimento de produtividade e competitividade reduzirem os salários de quem tudo têm pago... sempre...
Porque será que estes senhores não baixam as suas mordomias, e reduzem os seus salários?Porque será que todo o poder político não reduz também os seus benefícios mensais?
Porque se gasta tanto dinheiro em ministérios sem que estes sirvam para algo?
Ora, cego é aquele que não quer ver...Se o governo apostar no aumento de salários, colocar os desempregados nas empresas que necessitem de trabalhadores, já que têm que pagar o subsidio de desemprego...
Tudo junto, algumas lacunas seriam viáveis para além de encontrar formas eficazes de acabar com as falências fraudulentas das enumeras empresas que fecham portas...
Caros trabalhadores deste país, façamos uma profunda reflexão, deixamos-nos de politiquice em abono da causa de quem trabalha...
Esta é a minha reflexão... qual será a sua...
Só com luta é que isto vai!
Se vai...

06 fevereiro 2010

Ainda a Feira d'Alcochete, do Cavalo, do Fado e do Forcado…e a Cercima

A Feira d'Alcochete, do Cavalo, do Fado e do Forcado, realizada nos dias 21 a 24 de Maio de 2009, teve como novidade preconizada pela nova organização do certame, o pagamento de ingressos que, conforme divulgado na imprensa em Maio de 2009, revertia a sua receita a favor da Cercima – Cooperativa para Educação e Reabilitação de Crianças Inadaptadas do Montijo e Alcochete. Isto mesmo comprova-se nas citações proferidas pelo Sr. Vereador da Câmara Municipal de Alcochete, Dr. Paulo Machado, na comunicação social, senão vejamos:

- A entrada no certame implica a aquisição do bilhete solidário no valor de €1,5 ou €2, se for adquirido durante o dia ou à noite, respectivamente que reverterá a favor da CERCIMA para a construção de um lar residencial – Casa dos Duques. (Fonte: Gabinete de Comunicação e Imagem da Câmara Municipal de Alcochete, in sitio da internet do Município)

- Pela primeira vez, terá se pagar a entrada na feira. “Tratam-se de ingressos solidários porque o lucro reverte a favor da construção do Lar residencial Casa dos Duques da Cercima”, explica Paulo Machado. A Cercima é uma Instituição Particular de Solidariedade Social local, do Montijo e Alcochete, e está neste momento a angariar fundos para a construção de um lar para pessoas com deficiência mas autónomos, na freguesia de São Francisco, em Alcochete. “Entendemos que esta seria uma forma das pessoas se associarem directamente a esta causa” sublinha o vereador da cultura. (In Jornal de Alcochete, 06/05/2009)

- A Feira d'Alcochete... do Cavalo, do Fado e do Forcado, realizada entre os passados dias 21 e 24 na Fábrica do Alumínio, foi um sucesso e atingiu as expectativas em termos de visitantes, cerca de 23 mil, apesar da entrada ser paga. (…) O grande número de expositores e os espectáculos de qualidade levaram as pessoas a pagar de bom grado os bilhetes de entrada (apenas de dois euros), cujas verbas revertem a favor da Cercima. (In Jornal de Alcochete, 26/05/2009).

Na Assembleia Municipal de Alcochete realizada no passado dia 21 de Dezembro, a bancada do Partido Socialista, perante tão prolongado silêncio sobre o assunto em questão, abordou o Executivo Municipal sobre qual o montante que tinha sido apurado para a Cercima e se o mesmo já tinha sido entregue. O Vereador Paulo Machado informou a Assembleia, que o montante a entregar à Cercima seria de 1.400,00€ (!!), correspondentes a 10% do total das entradas pagas no recinto da feira e que o mesmo ainda não tinha sido entregue, pois as contas apenas foram finalizadas em Outubro.
Ironicamente, ainda se pasmou com tamanho interesse dos deputados socialistas no assunto em causa, alegando que a organização da respectiva Feira é composta por pessoas de bem.
A Bancada do PS reconhece a idoneidade de todos os intervenientes na organização da respectiva Feira, o que acontece é que provavelmente nem todos os elementos da organização teriam conhecimento ou a consciência das propensas promessas do Senhor Vereador face à criação de ingressos de entrada na Feira e o fim a que os mesmos se destinavam. Entendemos nós que, perante o que foi prometido e o que “ainda” se pretende cumprir, não é mais do que uma nítida falta de respeito, não só por quem pagou o seu ingresso julgando que o mesmo tinha um destino e acabou por ter outro, mas sobretudo uma enormíssima falta de consideração pela Cercima. Também não conseguimos entender como irá a Cercima receber apenas 1.400,00€ quando se registaram 23 mil entradas e atendendo a tudo o que foi dito na imprensa face ao valor dos ingressos.
Nós ainda acreditamos que fazer politica é algo superior a estas atitudes. Agora cada um que retire as suas ilações deste lamentável episódio que em nada abona o verdadeiro sentido da cidadania.

Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS

bancadapsalcochete@gmail.com

17 janeiro 2010

Uma pequena Reflexão

Nem sempre o que parece é...
nem basta parecer para ser...
Digamos que, é muito mais fácil desviar as atenções do essencial, que dizer a verdade.
Este reporta o antigo artigo publicado pelo deputado da Assembleia Municipal da bancada do PS, para além de inúmeras inverdades, também foi utilizado um estudo que aquele organismo efectuou no concelho de Setúbal e não em Alcochete (ver texto mais a baixo).
Algumas perguntas ficarão no ar:
Será que tudo vale em prol da desacreditação popular?
Onde se utilizam formas não credíveis para atacar quem gere o concelho!
Os actos são para quem os pratica... ou talvez não...
Há algum tempo também a trás, o mesmo deputado referia que, nos concelhos onde o PS venceu o numero de eleitos eram menores que em Alcochete, por isso não justificava o aumento de mais um eleito a tempo inteiro.
Logo, resta-me dizer que, este mesmo deputado ficou aquém da real verdade...
È de salientar que, este Partido politico não gosta de dividir o poder com ninguém...
Basta para isso estarmos todos atentos à politica praticada pelo poder central...
Como munícipe deste concelho e porque sou uma pessoa atenta ao que se faz, desagrada-me que as forças vivas do mesmo não saibam construir em vez de destruir.
Os bons políticos são aqueles que independentemente da sua cor politica contribuem pela positiva, pela terra ou país...
Deixo aqui a minha reflexão, no início de um novo ano espero que possamos todos juntos contribuir para o melhor desenvolvimento deste cantinho à beira-mar.

A todos cumprimentos Alcochetanos.

16 janeiro 2010

Existe luz…ao fundo do túnel!

Findado que está o ano de 2009 pressuponho que o mesmo não vai deixar saudades a muita gente. A crise económica que abalou o mundo fez-se sentir de forma abrupta em vários pontos do globo, em alguns casos de forma catastrófica, noutros nem por isso. No entanto em países de pequena dimensão, como aliás é o nosso, é natural que as nossas fragilidades demonstrem toda a sua impotência para contornarem com flexibilidade e de forma mais breve toda esta conjuntura com repercussões em mais um ou dois anos de franca recuperação.
Se quisermos analisar este cenário a uma escala bastante reduzida e de forma pormenorizada, atentemos no próprio exemplo do concelho de Alcochete. Um concelho onde o emprego não abunda, a larga maioria dos jovens é obrigado a recorrer à outra margem do Tejo para desenvolverem a sua actividade profissional muitas das vezes com baixas remunerações. Algumas pequenas empresas sedeadas no nosso concelho já possuem sérias dificuldades em assumirem o compromisso junto dos seu empregados no que concerne ao pagamento dos seus salários, outras empresas onde habitualmente os funcionários de forma a serem um pouco mais compensados refugiavam-se nas horas extraordinárias, devidamente justificadas, agora nem essas fazem parte do vocabulário das entidades empregadoras. Tudo isto reflecte-se no nosso comércio local, onde cada vez mais, voltamos ao tempo do “aponte aí, faz favor, pagarei no final do mês”…e depois sabe Deus as dificuldades existentes para se cumprir com o prometido.
De facto, temos de assumir o quão difícil se apresenta toda esta conjuntura sócio-económica, no entanto e até porque sempre fomos um povo aventureiro, destemido, buscando para lá da linha do horizonte outras descobertas, outras mais valias, importa que ao abandonarmos o ano de 2009, possamos retirar várias ilações que nos ajudem a enfrentar o futuro e mormente o ano de 2010 com destreza, confiança e sobretudo com uma renovada esperança e coragem de que é possível conseguirmos gerar mais e melhores condições de vivência permitindo obter uma diversificada qualidade de vida.
A Plataforma Logística do Poceirão e o novo Aeroporto, assim como outros investimentos públicos a serem efectuados na margem sul são muito bem acolhidos, no entanto não nos podemos esquecer do quanto é delicada esta “pérola” onde estamos inseridos, no que concerne a aspectos ambientais de ordenamento do território. Estes investimentos são geradores de emprego e riqueza, abrindo naturalmente as portas do futuro para que possamos todos, sem excepção, ter uma vida mais saudável. O novo Plano Regional do Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROTAML) que deve estar pronto no início de Janeiro pode ser a grande oportunidade para a península de Setúbal. Espero e desejo que no nosso município haja capacidade de implementação dos planos indicativos para os aplicar e integrar nos planos directores municipais. É fundamental que haja articulação entre a revisão do Plano Director Municipal (PDM) e a alteração do PROT. Estou convicto que a serem cumpridos vários pressupostos e a coabitarem neste processo coordenações eficazes e sobretudo interesse público na defesa do concelho e da sua população, então conseguiremos vislumbrar luz…ao fundo do túnel.

Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS

01 janeiro 2010

NOVA DÉCADA

O hábito faz com que todos neste inicio do ano façamos desejos e promessas individuais e colectivas, mensagens partilhadas, mas noutros casos ficam no íntimo de cada um.
Uma vontade partilho, de que cada cidadão do Mundo tenha a argúcia, o conhecimento e a luz que o conduza para uma oportunidade de polir a pedra que está dentro de si.
Se tal acontecer, estou convicto de que teremos menos fome, menos miséria, diminui a corrupção, os governantes mentirosos serão substituídos. Ou seja, caminhamos para uma nova oportunidade de vida e não cairemos no abismo concerteza.

23 dezembro 2009

Santo e Feliz Natal

Desejo a todos os condóminos umas festas felizes.

18 dezembro 2009

Nem todas as estrelas …são brilhantes!

Confesso que a Quadra que atravessamos irradia em mim um sentimento repleto de emoção, de alegria, de jubilo mas simultaneamente de reflexão e de preocupação. Felizmente que me vejo rodeado de família e amigos, felizmente que na minha mesa não falta o essencial das iguarias que o Natal nos proporciona, felizmente que tenho sempre alguém que se lembra de mim e que me surpreende.
No entanto esta propensa realidade construída em muitos lares da nossa sociedade não se verifica de forma global. Quantas famílias do Concelho de Alcochete vivem isoladas, abandonadas sem uma companhia para desfrutarem da alegria desta Quadra Natalícia? Quantas famílias existem no nosso Concelho que não reúnem as condições mínimas de habitação para comemorarem o nascimento de Jesus Cristo? Quantas famílias existem no nosso Concelho que não possuem uma típica mesa gastronómica desta altura do ano? Quantas famílias do nosso Concelho gostariam de satisfazer os seus mais pequenotes com uma simples prendinha e que de facto não conseguem concretizar esse tão humilde sonho?
Podereis equacionar a minha retórica mas creiam que esta realidade ainda existe, e nalguns casos concretos com uma descrição significativamente pior do que aquela que aqui descrevo, no entanto os políticos da nossa Praça continuam é preocupados com outros valores…descurando completamente os valores humanos, os princípios básicos da vida, as condições elementares da sobrevivência.
Se analisarmos o Anuário Estatístico de 2008 da Região de Lisboa que entretanto acaba por ser divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) podemos verificar e comprovar como evoluímos, ou não, de como se corrigiram processos e do que está ou não está a ser bem elaborado. E preparem-se porque no que concerne ao Concelho de Alcochete, existem vários dados que me deixam bastante preocupado. Se a questão do ordenamento do território já é o nosso “calcanhar de Aquiles”, outros valores se erguem mais alto, nomeadamente as questões ambientais, onde de acordo com o INE, em 2006/2007 Alcochete era um dos piores municípios da península de Setúbal e da Grande Lisboa em termos de indicadores ambientais. O sistema público de abastecimento de água serve apenas 88% da população, somente 76% dispõe de sistemas de drenagem de águas residuais e da ETAR beneficiam apenas 77% dos residentes.
O dia 25 de Dezembro, independentemente das condições de vida de cada família consta literalmente no calendário de cada uma delas, contudo no Concelho de Alcochete ainda cerca de 2000 pessoas consomem água de poços, 3900 não têm esgotos domésticos e perto de 3700 dependem de fossas sépticas. Estes são alguns bens básicos para além de outros enumerados pelo Anuário aqui referido que nos deixam numa posição bastante fragilizada comparativamente a outros Concelhos.
O executivo deste Concelho conhece as pessoas, ou pelo menos deveria conhecer, de forma a trabalhar para elas, escutando os seus problemas, as suas preocupações e fundamentalmente a encontrar soluções para melhorar significativamente a vida destas pessoas, destas famílias. Em primeiro lugar deveriam estar as pessoas, eu sou dessa opinião.
Na noite de Natal, saia à rua e olhe para o céu, procure a estrela guia. Na imensidão dessa pintura magistral que é o céu, uma estrela vai brilhar.
Este é o seu Natal, quiçá diferente do meu, mas preencho o meu coração de pedidos de uma vida melhor para todos, sem excepção. Nem todas as estrelas são brilhantes, mas espero que a sua ilumine toda a sua vida.
Feliz Natal!!

08 dezembro 2009

Aqui hà Rato...(I)

Há dias, em pequena cavaqueira com alguns amigos, como acontece frequentemente,
onde falamos de muita coisa, inclusive politica global.
Dado momento, um dos presentes mencionou sobre um facto que,
a maior parte dos consumidores, talvez nunca tenham reparado nessa pequena,
mas grande situação que todos os meses somos confrontados.
É claro que falo da facturação que é enviada mensalmente pela EDP,
à primeira vista, todo parece normal, nada se vislumbra de errado.
Mas sim, existe algo de bastante errado principalmente para quem possui
serviços de televisão por cabo, independentemente das operadoras que se encontram
no mercado.Também até aqui, não parece haver (aqui há rato), mas, vejamos:
Consta nas facturas enviadas todos os meses pela EDP aos consumidores uma taxa (contribuição audiovisual no valor de 1,75€ acrescido de 5% de IVA),
logo quem possua um serviço de televisão por cabo, esta esteja a pagar o mesmo
serviço dos (4) canais nacionais que a EDP (ESTADO) nos cobra, sendo que,
o consumidor, tenha de pagar este serviço duas vezes.
Disse duas vezes!
Não errei, caro leitor tomou nota?
Duas vezes em facturas diferentes!
Caro leitor, vasta multiplicar este custo vezes 12 meses desde o ano que aderiu
há operadora por cabo.
Logo chegá à mesma conclusão final, de quanto o estado nos têm roubado
descaradamente sem que ninguém nada faça.
No entanto, não acho justo como consumidor estar a pagar um serviço duas vezes.
Será que (Aqui há Rato), tem o dever de alertar a todos os consumidores para
o simples facto de que estamos a ser enganados, esta é mais uma estratégia
do actual governo (PS), que, fora na sua anterior legislatura que impôs esta nova taxa de exploração a todos os portugueses.
(Aqui há Rato), recorda a todos os leitores e comuns cidadãos deste país se,
já esqueceram o que acontecia antes da revolução de Abril.
Onde até os simples isqueiros a petróleo, onde os seus utilizadores tinham
de pagar uma licença de uso, que não cumpria estava sujeito a multa,
aquando fosse apanhado no seu uso ou simplesmente denunciado.
Por isso também (Aqui há rato), pretende chamar a atenção para que este assunto
seja denunciado nos termos de consumidor, para que a EDP não tenha tantos
milhões de lucros uma vez mais há custa de uma lei anti-democrata que fere a
liberdade dos seus consumidores, onde o (ESTADO PORTUGUÊS) corrobora
pela mesma diapasão contra os contribuintes.
Este assunto é sem dúvida mais um dos muitos atropelos à dignidade dos cidadãos
que (Aqui há Rato), não deixará cair em saco roto…

06 dezembro 2009

A Todos os Visitantes

Gostaria de informar os leitores deste blog sobre um novo projecto relacionado com as localidades de Portugal.
Trata-se de uma Enciclopédia on-line, escrita em colaboração pelos seus leitores.
O site, que se intitula Memória Portuguesa, usa o conceito Wiki, que permite a qualquer pessoa criar ou editar artigos existentes, melhorando a informação neles contida.
Além disso, é possível introduzir comentários em cada artigo, promovendo assim o debate entre os utilizadores.
http://www.memoriaportuguesa.com/ouhttp://terrasdeportugal.wikidot.com/
Será dada especial relevância às memórias dos cidadãos, para que sejam preservadas tradições antigas, recordações de infância, ofícios, cantares, folclore e outras manifestações culturais.
Para podermos enriquecer os artigos de cada povoação com a informação correcta, nada melhor do que recorrer às autarquias ou a movimentos de cidadãos que se esforçam por promover as suas respectivas regiões.
Estamos a solicitar a utilização de texto dos sites das Câmaras, Juntas de Freguesia e sites e blogs particulares, colocando a devida referência à fonte de origem.
Assim, gostaríamos de contar com o vosso apoio, permitindo-nos usar eventual informação pertinente e sugerir que divulguem esta iniciativa junto dos familiares, amigos e conterrâneos da vossa localidade.
Será que poderiam incluir um link para a enciclopédia no vosso site ou blog?
Ficaremos a aguardar a vossa visita!Cumprimentos,Wikinetwww.memoriaportuguesa.com

05 dezembro 2009

Lei Anti-Democracia

A recente lei, que o governo do então 1º Ministro José Sócrates, quando detinha maioria absoluta, fez passar no Parlamento da Assembleia da República votando assim favoravelmente à restrição dos mandatos dos presidentes de Câmara e Juntas de Freguesia.
Sendo que essa mesma restrição fosse de três mandatos consecutivos. Esta lei está longe de consensos tanto por parte dos eleitos do mesmo partido político (PS), como também de todos os outros, sendo que põem em causa a própria democracia local.
Independentemente das ideologias partidárias, os autarcas eleitos deste país afirmam que não é justo esta restrição, até porque, o povo sabe que vai vota naquela pessoa.Ora o que não acontece com os escolhidos para governar, em que é escolhido o partido, mais o 1º Ministro, os outros, ninguém os elegeu...
Outras vozes se levantam no que respeita a outros cargos de cariz político. Os deputados da Assembleia da República, os governos regionais da Madeira e dos Açores.
Existe lacunas na lei lá isso existem, pelo que mencionei, entre muitas outras dúvidas de pleno direito, como cidadão, eu questiono, senão vejamos:
Porque razão só os presidentes de Câmara e Junta de Freguesia?
Porque razão, passam anos e anos seguidos na Assembleia da República os mesmos deputados?Qual o limite de mandato de um 1º Ministro?
Se o povo elege um determinado partido e seu secretário, é porque tem alguma legitimidade para governar independentemente de ter ou não maioria absoluta ou relativa para desempenhar ao qual fora eleito.
Então onde está a restrição de mandatos aos governos regionais?Pois, se calhar a prepotência e arrogância alheadas ao próprio egoismo, leva que nada façam para isto mudar.
Está na hora de todas as bancadas parlamentares levarem este assunto de novo a debate na Assembleia.Será que todos têm interesses comuns que este caso fique assim?
Ou será porque, os governos tenham medo, receios dos autarcas deste país terem mais força que a própria estrutura governamental?
Ou será que estes sejam mais competentes perante tanta incompetência dos vários ministérios governamentais?
Posto isto, julgo entender que, é tempo de algo fazer neste país, pelo menos que todos os políticos estejam perante a lei em igualdade de direitos.
Ou será que não?
Que uns penalizem a vontade popular, que pretendam ver respeitadas as sua vontades nas localidades...
Porquê, estas restrições de mandatos aos autarcas?
Façamos uma pequena reflexão!
Esta é a minha!Qual será a sua?

25 novembro 2009

O outro lado do telhado!

No desenvolvimento do meu artigo de opinião aqui publicado e entretanto designado por “Quando se começa a construir…pelo telhado!” cumpre-me complementar a respectiva informação analisando a questão quiçá…pelo outro lado do telhado. O grupo municipal do PS votou nesta proposta em concreto contra pelos seguintes motivos:

1) Questionamos o Executivo CDU sobre que tipo de negócio iria ser efectuado com a passagem desta parcela de terreno público para domínio privado, se permuta, venda ou outro. O Sr. Presidente da edilidade respondeu que ainda não tinha sido negociado, seria após a aprovação da desafectação…

2) Questionamos se foram verificados os requisitos constantes da Lei 12/2004 de 30 Março, que estabelece o regime de autorização a que estão sujeitas a instalação e a modificação de estabelecimentos de comércio a retalho e de comércio por grosso em livre serviço e a instalação de conjuntos comerciais, nomeadamente se foi feito um estudo de circulação e estacionamento, dado que do lado Este do lote de terreno existe o Centro de Saúde, uma zona já de si congestionada em termo de estacionamento, e do lado Oeste está previsto um arruamento a culminar numa praceta, ainda por executar, onde os locais de estacionamento nos parecem muito escassos para servir os lotes de habitação, novos e existentes e um supermercado de 800m2. O (Dr.) Luís Franco após tentar ultrapassar esta questão contornando-a sem responder, e após a nossa insistência remeteu a questão para o Chefe da Divisão de Urbanismo, que entretanto estava presente na Assembleia, que disse que esse e outros estudos iriam ser feitos após a desafectação para ver da viabilidade da implantação do supermercado…Não foi convincente, denotando imensas preocupações na resposta dada e notou-se literalmente que não estava ciente do que deveria responder…Enfim, primeiro damos o terreno aos privados e depois vamos ver se é viável…

3) Apesar do aumento da área de implantação e consequentemente da área de construção, existe um decréscimo no nº de fogos a construir, de 24 no total dos 3 lotes inicialmente previstos, passamos para 15 na presente proposta. Ou seja, com um aumento da área de construção conseguido com a anexação da zona de domínio público, perde-se em nº de fogos.

4) Apresentamos um estudo da Deco/Proteste que visitou 551 lojas em todo o País. Em Setembro último a revista da defesa dos consumidores analisou mais de 70 mil preços e concluímos que 3 dos supermercados existentes em Alcochete (Lidl não é incluído no estudo) são mais baratos que a Pluricoop. O Intermarche 7%, o Minipreço 6% e o Pingo Doce 2%. O Presidente de Câmara respondeu que os preços são muito voláteis, hoje estão altos, amanhã baixos e que não sabia qual a credibilidade do referido estudo (da DECO!!!). Miguel Boieiro, o Presidente da Assembleia Municipal, declarou-se então um apaixonado do cooperativismo… É assim que vamos apoiar os mais desfavorecidos…as famílias mais carenciadas.

5) Mais, acrescentamos que, ao contrário do que foi defendido pelo executivo, esta não era a única solução, pois acreditamos que com a crise que existe na construção civil, decerto que existiriam empresas dispostas a construir os lotes apenas para habitação e tornar viável a sua venda a custos controlados.Todos estes pontos de vista foram escritos sob a forma de declaração de voto.

E assim se foram mais 250m2 de domínio público!

A Carta

Querido pai Natal, escrevo-te esta minha carta, com muita paz e carinho, neste momento de ternura. Peço-te a ti, este ano, para não esquerceres-te de mim, como sempre tens esquecido!,
Como acontece todos os anos, coloco no mesmo canto da minha velhinha chaminé, o meu melhor sapatinho, na esperança de lá colocares um presende no Natal.
Todos os anos, quando acordo, pela manhã, desloco-me à minha velhinha lareira, na esperança de ser este o ano que tu, meu querido pai Natal tenhas lembrado do meu pedido.
Mas a alegria com que acorde nessas manhãs, dão lugar à desilusão, porque prenda, não as vejo, brinquedos também não, maior ainda é a minha frustração, quando encontro os outros meninos a brincarem, com lindos brinquedos pela rua.
Será pai Natal, que tens medo de sujares o teu fato, ao passar pela minha velhinha chaminé?
Ou será que, tenho comportado assim tão mal durante todos estes anos?
Será que os meus amigos, por serem ricos, tem direito a ter brinquedos lindos, e eu, por ser pobre, não tenho direito a brincar com brinquedos novos e bonitos também, como os meus amigos lá da escola?
Por isso, meu querido pai Natal, escrevo-te esta carta com muito amor, paz e carinho, que aminha chegue junto do teu coração este ano, por favor, na esperança assim ficarei, que seja este o meu Natal, que encontre na minha velhinha chaminé a minha mais apetecida prenda neste Natal.
Assim me despeço ficando na expectativa que, apartir deste dia, todos os Natais para mim sejam sempre mais felizes que nunca.
Deste teu amiguinho, por ser pobre, deseja ser feliz...

Angelo Melo 27-11-06

24 novembro 2009

Sugestão para este Natal


Caros visitantes deste espaço:

Ao pesquisar possíveis prendas para oferecer neste Natal, aos meus mais queridos, deparei com algo interessante que deixaria ambas as partes satisfeitas.
Encontrei um livro (
http://www.wook.pt/), que despertou a minha atenção, pelo seu conteúdo, a história verídica de Elena. Uma criança de 6 anos de idade e da batalha que ela travou contra o cancro.
Nos últimos dias de vida deu a uma toda comunidade um comovente exemplo de como amar e viver. Esta é uma história escrita pelo pai e mãe como uma recordação para a irmã mais nova, este seu diário é um exemplo de humildade e fonte de inspiração da forma como Elena viveu a vida, um dia de cada vez.
Em a "Mensagem de Elena", onde um pai e uma mãe esforçam-se para equilibrar os desejos contraditórios de lutarem implacavelmente contra o cancro de Elena, e aceitarem o fim inevitável traçado da sua filha.
O diário é puro e sincero na sua abordagem e acontecimentos profundamente pessoais e trágicos, além de um apelo a todos os pais no sentido de valorizarem e aproveitarem cada segundo passado com os filhos.
Na venda de cada exemplar, um euro (1€), reverta para a ACREDITAR -Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro. Faça como eu, ajude esta instituição adquirindo também um exemplar neste Natal, ou para oferecer a alguém querido, pelo valor de 13,41€.

Parte deste texto foi extraído da sinopse da apresentação do livro da editora Albatroz

21 novembro 2009

Quando se começa a construir...pelo telhado!

Decorreu no passado dia 13 de Novembro de 2009 uma Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal de Alcochete no Salão Nobre do edifício desta edilidade. Nesta sessão foram eleitos por votação os deputados que no desenrolar destes próximos 4 anos vão representar o órgão deliberativo do Município junto de várias entidades, no entanto o epicentro desta reunião estava sedeado na desafectação de uma parcela de terreno do domínio publico municipal para domínio privado.
Pretende desta forma o actual executivo CDU proceder à alteração da constituição de 3 lotes de terreno no núcleo E – Valbom, em frente ao Centro de Saúde de Alcochete. A junção destes 3 lotes e a anexação de uma parcela de terreno (cerca de 250 m2) vai, de acordo com a Câmara Municipal, permitir a edificação de um supermercado designado por Pluricoop.
Depois de ouvida atentamente a apresentação da “ideia” elaborada pelo Sr. Presidente (Dr.) Luís Franco e considerando a escassez de argumentos, nomeadamente a inexistência da forma de concretização do negócio (permuta, venda ou outro), a falta de um projecto que justifique as pretensões, a ausência de um estudo de circulação e estacionamento que identifique de forma clara os locais de apoio à unidade comercial e a toda a zona de habitação existente e a construir, não menosprezando o facto de existir a escassos metros o Centro de Saúde que requer cuidados fundamentais, a bancada do Partido Socialista foi unânime em votar contra. Não o fizemos por uma questão partidária mas fundamentalmente tendo em conta que, com a actual regulamentação não é permitido manter a dimensão dos lotes prevista no projecto inicial. A desafectação do domínio público da parcela de terreno contígua aos referidos lotes, apenas faria sentido se com isso fosse possível aumentar, ou pelo menos manter, o número de fogos previsto inicialmente. De facto tal situação não acontece, dos 24 fogos previstos, no total dos três (3) lotes e com a configuração proposta apenas passam a existir 15 fogos. Assim sendo, escasseiam as possibilidades e condições para que haja um maior número de habitações destinadas aos agregados familiares carenciados, de modo a que estas famílias, tenham alojamentos em condições condignas. Naturalmente que nos serviços municipais existe um registo do número destas famílias, estamos convictos que a quantidade de inscrições para habitação a custos controlados, não é assim tão pouca quanto isso, como tal julgamos ser impróprio abdicar de todos os fogos possíveis para a concretização da respectiva construção.
Quanto à implantação de uma unidade comercial (Supermercado Pluricoop) nesta zona, importa considerar um estudo que a DECO Proteste realizou com o objectivo de ajudar a reduzir a factura das compras no seio das famílias. A revista da defesa dos consumidores em Setembro último analisou em cerca de 551 lojas de todo o País mais de 70 mil preços. No seguimento deste relatório, que a nós se apresenta com toda a fiabilidade, conclui-se que 3 dos supermercados existentes em Alcochete (Lidl não é incluído no estudo) são mais baratos que a Pluricoop. O Intermarché 7%, o Minipreço 6% e o Pingo Doce 2%. A base de suporte que a edilidade alega, sustentando que esta superfície comercial tinha um público alvo mais carenciado, deixa de fazer qualquer sentido se atentarmos aos números atrás apresentados. Face ao exposto, a dita unidade comercial não pode ser um meio para justificar um fim, logo não se pode argumentar que sem a existência do supermercado Pluricoop não haverá habitações de custos controlados sem esgotarmos todas e quaisquer outras possibilidades.
Nesta conjuntura não nos esquecemos do comércio tradicional que com imensas dificuldades vai sobrevivendo nesta zona habitacional, sendo certo que com esta decisão da CDU será completamente prejudicado. Esperamos que as justificações e argumentos da Câmara satisfaçam o comércio local existente naquela área, onde existem prontos a comer, charcutaria, mercearia, mini-mercado, snack-bar e outros estabelecimentos similares.
Esta alteração vai ser brevemente submetida a discussão pública.

A Droga e A Juventude

Caros condóminos foi-me solicitado pelo senhor Pedro Giro, o texto que transcrevo na íntegra, porque revela muita das preocupações dos pais deste concelho.

Sr. Ângelo Melo sugiro que como comentador possa divulgar publicamente o seguinte assunto:
Acho que era de usufruir do Blog "Praia dos Moinhos", pela sua popularidade no concelho para nós adultos e alguns de nós, pais de adolescentes como é o meu caso, rebater-nos sobre um flagelo que cada vez mais se aviva entre os nossos jovens, a "Toxicodependência).
Ontem junto à escola na zona dos barris, no túnel de acesso a umas garagens, deparei-me com um grupo de adolescentes com cerca de 12/13 anos de idade a fumarem "HAXIXE" no local, o que me deixou bastante preocupado e me levou a reflectir sobre o assunto.

Será que a educação de dedicamos aos nossos filhos são suficientes para evitarem que os mesmos caíam na tentação, sabendo que os mesmos hoje têm em adquirir esses estupefacientes?

Hoje os jovens têm quase mais comodidade em conseguir drogas que em comprar cigarros, Será que as autoridades do concelho não poderão dispensar uma maior fiscalização principalmente, nas zonas envolventes às escolas?

Normalmente os pais quando se aprecebem que os filhos optaram por essas condutas menos correctas, já estes normalmente estão numa situação de dependência, eu sou a favor e é uma opinião pessoal, que se deveriam periodicadamente e aleatoriamente em todas as escolas em que frequentem alunos entre os 12/18 anos, fazere rastreios à urina, como se faz no desporto, com o intuito de detectar substâncias proibidas.
assim deste modo os jovens talvez receassem mais o consumo e em caso de rastreio positivo só os pais os encarregados de educação seriam directamente informados sobre a situação do seu educado. A inserção de cãmaras de filmar nas zonas mais discretas era também na minha opinião uma forma de evitar essa e outras situações.

Hoje devido à internet e a um Portugal cada vez mais "AMARICANIZADO", acho que nós adultos deveríamos reforçar a nossa atenção sobre este conteúdo, acho que andamos todos muito preocupados com a gripe A e muito distraídos, assim sendo, tendo deste modo despertar as autoridades do concelho, assim como todo o pessoal da acção educativa e pais sobre este drama que cada vez mais se arreiga entre a nossa população mais jovem.

18 novembro 2009

A praça oculta de Alcochete

Existe dissimulada em Alcochete uma praça com nome de largo. Podemos apontar o Largo de São João como o único de dois grandes espaços publico em Alcochete do núcleo Histórico (ou outro, é o actual jardim do Rossio), ambos com a mesma origem, ambos bem assimilados pela população. Mas a importância que o Largo de São João tem no contexto urbano de Alcochete não está correctamente contextualizada.
A importância da praça no desenho urbano torna-se relevante no contraste que existe entre o espaço publico e o espaço privado. Ao privado associa-se as actividades da casa, do intimo e do trabalho e o domínio da acção está no domínio da esfera publica. O privado está na base da necessidade, enquanto o publico está na liberdade.
Mas qual a diferença entre um largo e uma praça? Na definição das duas palavras quase nada mas morfologicamente apresentam algumas diferenças. Ambas são o resultado do espaço vazio em contraponto ao espaço edificado. No entanto, um largo não tem a complexidade de relações que uma praça possui, sendo quase sempre o resultando do espaço que sobra da intercepção de duas ou mais ruas sem a necessidade de uma atenção especial ou uma regularização ao nível da forma. A diferença na definição de largo ou praça é que devido a sua importância, são o resultado de transformações posteriores ou o resultado de uma acção de de regularização dos espaços. Dai, normalmente, apresentem uma configuração diferente, quer ao nível da escala, quer ao nível do enquadramento urbano.
Morfologicamente, a praça é o resultado do vazio delimitado pelo privado, que cunha a memória colectiva e actividade pública das populações. É na praça que se troca os produtos, é na praça que se aplica o poder (a praça medieval possuía, por norma, o pelourinho para administrar o poder de uma forma populista como o objectivo de dar o exemplo as populações), onde se organizava as festas, onde se dá as palestras, onde se marcam os encontros. De resto, desde a antiguidade até aos nossos tempos muito pouco se alterou em relação a função social da praça publica. Embora em Alcochete o centro político de origem foi no actual Largo de Republica, muito facilmente transitou para o Largo de São João. A razão desta migração é simples. Segundo os textos, havia em Alcochete dois rossios. Segundo o tombo do concelho, de 1548, “A vila tinha dois rossios, um que partia das casas que foram do infante D. Fernando até as fontainhas, onde lavavam as mulheres, e outro da igreja de S. João ate a cabeça da vila”. Um rossio no período medieval era um espaço amplo que se encontrava normalmente nas entradas ou saídas dos centros urbanos. O objectivo era proporcionar um espaço livre considerável para a realização e eventos de massa - tal como mercados e feiras - ou até, o despejo de lixos ou outras actividades menos nobres, que necessitavam de ser realizadas fora dos aglomerados. Neste caso em particular, o rossio onde “lavavam as mulheres”, é o que nos tempos de hoje continuamos a chamar rossio, na Av. D. Manuel I. O outro era então o actual Largo de São João, com a Igreja á cabeça. O que acontecia neste rossio podemos verificar segundo s textos de Garcia de Resende e Gabriel Pereira:
"(...) Estando El-Rei em Alcochete, indo um dia de casa a pé com a Rainha, e damas e senho-res e muitos fidalgos a ver correr touros no terreiro junto da igreja, acertou que metendo um touro na cancelia fugio do corro e veio por a rua principal por onde El-Rei ia, e diante io touro vinha muita gente fugindo com grande gritaria.(...)
A administração do poder local na zona e Alcochete e Aldeia Galega (Montijo), antes da atribuição do foral em 1515 por D. Manuel I, era feito na freguesia de Nossa Senhora da Sebonha, hoje a zona onde se localiza São Francisco, através do convento então existente. Devido ao elevado crescimento populacional nas duas localidades, o Rei atribuiu um foral desdobrando administração das ambas para dois novos concelhos em dois novos centros administrativos. No caso de Alcochete, a administração foi deslocada para a freguesia do mesmo nome com sede na Igreja de S. João Baptista, a Igreja matriz de Alcochete. Esta operação vai dar uma nova centralidade ao largo de São João. Obviamente, acaba por acontecer mais tarde, a deslocação dos paços do concelho para a mesma zona, no séc. XVIII, tendo então ocupado a antiga casa-solar da antiga família dos Pereiras.
No ponto de vista histórico, compreende-se então a importância deste antigo rossio em particular, onde os nobres vinham ver correr os touros, que passou a servir a sede religiosa do concelho, a sede do poder local com a deslocação dos paços do concelho e onde ficava outras referencias da memória da população, como o poço da vila - que antes da canalização das aguas servia a população da vila - ou até, de uma forma aparentemente indiferente mas que tem a sua importância, o primeiro candeeiro a gás, quando a iluminação no resto da vila se fazia a petróleo. Verificamos que ainda hoje, é no largo de São João que acontece os principais eventos na vila e onde se centra a actividade económica dentro do centro histórico. Ainda hoje, continua a ser a sede do poder político, a sede do poder religioso e a sede da memória colectiva daquilo que representa e representou Alcochete para a sua população.
Com este contexto, o largo de São João tem condições para que se altere morfologicamente para ser a praça de Alcochete. Atendendo ao desenho urbano, o Largo de S. João tem forma trapezoidal com cerca de 75 metros de comprimento e em largura, 35 metros no ponto mais largo e 25 metros no ponto mais estreito, ladeado por edificado com variação de pisos entre 1 a 3 pisos com construções que variam entre o séc. XIV e a actualidade, o que significa que carrega consigo potencialidade, quer no ponto de vista da sua configuração, localização e dimensão para se efectuar uma proposta concreta que alterem com o objectivo de preservar e manter o carácter e a função que sustentou ao logo dos tempos.

11 novembro 2009

Sem Rumo... Ou Destino

A estrada da vida, serve para seguir, as curvas, para serem conturnadas, as estrelas no céu servem para enfeites em longas noites de Natal.
A luz do luar, para iluminar nosso caminho, nas noites frias de Inverno.
Enquanto que ás vezes, também, os destinos se cruzam e nos marcam toda uma vida...
Somos um, entre milhões de seres terráqueos a perpectuar ou não o seu próprio destino...
Porque "a vida é um bem essencial que deve ser preservada o mais possível, porque, sem vida, nada existe... apenas morte..."
Na escolha dos lugares, destinos entrelaçados de amor, paz, harmonia, também esperança, que na vida, que a todos o destino acompanha, não seja, um prenúncio de morte...

09 novembro 2009

Apontamento Poético

No lugar dos palácios desertos e em ruínas
Á beira do mar,
Leiamos, sorrindo, os segredos das sinas
De quem sabe amar.

Qualquer que ele seja, o destino daqueles
Que o amor levou
Para a sombra, ou na luz se fez a sombra deles,
Qualquer fosse o voo.

Por certo eles foram mais reais e felizes.

Fernando Pessoa,
" Poesias de Ávaro de Campos"
In (No teu deserto) Miguel S. Tavares

06 novembro 2009

ESCLARECIMENTO

Na medida do tempo que me tem sido permitido procuro estar atento à forte participação que tem existido neste espaço. Congratulo-me com o facto de conseguirmos manter a chama acesa do debate de ideias e fazer o contraditório com grande acutilância.
Seria interessante e muito útil, porque vivemos numa sociedade livre e democrática que todos quanto escrevem comentários neste espaço não recorressem ao anonimato e que se deixem de usar pseudónimos, permitindo sua cabal identificação.
Estou certo que ninguém deseja que se voltem a repetir as cenas tristes que deixaram marca em Agosto.

05 novembro 2009

Limpeza da Publicidade de Campanha Eleitoral

Decorrido quase um mês depois das últimas eleições que se realizaram no país, as campanhas já terminaram há muito, e ainda continuam visíveis os painéis publicitários de campanha, dos vários candidatos aos órgãos autárquicos do concelho.
Em alguns casos torna-se notório, outras expostas referentes ás legislativas. a minha preocupação é, como a de muitos munícipes do concelho, que se interrogam do tempo que os referidos partídos levam a retirar as ditas.
Será que os mesmos não têm responsabilidade nas mesmas?
Então de quem é a responsabilidade, de retirar as ditas dos locais onde se encontram colocadas?

Será que a autárquia tem poder para remove-las dos locais, depois aplicar coimas pelo tempo a mais de ocupação de via pública?
Em todo o país vemos o mesmo procedimento, quando é para a colocação, as empresas, fazem o trabalho em tempo recorde, o pior é a remoção das ditas dos locais designados, logo após o término das eleições.

Quando se trata de remoção, parecem as pilhas Duracel (duram, duram, duram...)
Será que os partídos estão à espera dos próximos quatro anos?
Ora meus senhores, não acham que está na hora de devolver os espaços e paisagens à visibilidade dos munícipes de Alcochete?
Para que todos possamos desfrutar da beleza do nosso lindo concelho!
As campanhas já lá vão...
Para quando a limpeza?

03 novembro 2009

Andebol no Concelho de Alcochete

O andebol apareceu no concelho de Alcochete pouco tempo depois de 1974, chegou pela mão dum grupo de jovens milítares da Armada (segundo alguns relatos).
O andebol foi introduzido em Alcochete, precisamente no Futebol Clube Vulcanense, actualmente (Vulcanense Futebol Clube), onde inicialmente começou por participar nos campeonatos do Inatel do Distrito de Setúbal.
Durante muitos anos, esta modalidade no clube, teve os seus altos e baixos, como tudo na vida.
Para além do Vulcanense, outros clubes no concelho também possuiram a modalidade, devido há intermitente causa do Vulcanense. São Francisco, Imparcial Alcochete, NAA e GAJA, estes contribuiram à sua maneira para o eriquecimento e desenvolvimento do andebol em Alcochete.

Também alguns grandes eventos desportivos foram crescendo no concelho nesta modalidade, ajudando assim, que se fosse criando uma outra mentalidade desportiva, educativa e cultural, para além da turística. O Grupo Académico da Juventude de Alcochete, pioneiro neste tipo de eventos Internacionais, trazendo ao concelho dezenas de equipas vindas de todos os continentes. O Torneio Costa Azul, que se realizava na semana da Páscoa, era o ponto mais alto dos torneios realizados no mundo, estando classificado como um dos melhores em termos desportivos, culturais e turísticos.
Depois, também nasceu o Torneio D. Manuel I/ Predial Coimbra organização do Vulcanense em 1998, que se realizava na primeira semana de Junho. O GAJA, criou também o Alcochete/Cup no mês seguinte, é de salientar que actualmente o torneio Costa Azul, sobrevive no tempo mas, em moldes diferentes dos iniciais.
Sem dúvida que estes dois clubes contribuiram para a continuidade do andebol no concelho, que dura até aos dias de hoje. Muito contribuiu a direcção liderada por Carlos Policarpo que, em 1996, convidou um árbitro que pertencia na altura, aos quadros nacionais da (Federação Andebol de Portugal), para fazer parte dessa mesma equipa, com o objectivo de iniciar a secção de andebol, então extinta no clube há mais de sete anos.

A vertente feminina foi o arranque, devido á lacuna e falta de actividade desportiva feminina, enquanto que GAJA, mantinha os escalões masculinos. Uma divergência entre a autarquia e o Académico de Alcochete, proporcionou ao Vulcanense acumular os dois (femininos e masculinos).
Alcochete durante décadas forneceu vários atletas ás várias selecções, regionais e nacionais, sendo de destacar algumas Internacionais no sector feminino pelo (GAJA) e outras pelo Vulcanense. Para além dos vários torneios que participaram e venceram, também alguns titulos regionais e apuramentos para provas nacionais, onde clube, concelho e distrito sairam sempre prestigiados e dignificados.
Durante estes anos da implantação da modalidade de andebol no concelho, alguns árbitros nasceram e se destacaram nesta área desportiva, chegando alguns a pertencer aos quadros da Federação Andebol de Portugal, com grande relevo.

Actualmente a modalidade de andebol no Vulcanense, no concelho, não tem encontrado intermitência desde 1996 até há data de hoje, desde essa altura em que foram criadas estruturas de futuro, prova disso é a continuação de ex-atletas, que têm vindo dando continuidade ao projecto andebol com sucesso desportivo e écletico.
Os padrões iniciais continuam como um dia disse seu mentor:
"É na base da formação que está o sucesso desportivo, e o futuro da modalidade" - Melo 1997

01 novembro 2009

Inquerito ao compromisso eleitoral da CDU!

Na pequena consulta que realizámos nos últimos dias no "Praia dos Moinhos" a qual versava sobre a capacidade da CDU concretizar os seus compromissos eleitorais assumidos na ultima campanha eleitoral Autárquica, cerca de 56% dos inquiridos acha que serão concretizados menos de 50% do assumido pela CDU. Cerca de 12%, por sua vez, acham que serão concretizados mais de 50%, 17% acham mesmo que não serão sequer concretizados nenhuns, e apenas 14% dos inquiridos acreditam na totalidade do compromisso eleitoral da CDU.
Durante os próximos quatro anos pretendemos levar a cabo vários inquéritos sobre os temas importantes do nosso concelho, acredito que serão um bom barómetro do que se vai passando em Alcochete.
A acreditar nos resultados obtidos, o Sr. Presidente da Câmara, tem muito que palmilhar durante o este mandato, pois mal de todos nós, se a CDU não concretizar pelo menos 50% das suas promessas eleitorais, algumas delas já com quatro anos de atraso.
O tempo o dirá...

31 outubro 2009

Novo Romance Controverso de Saramago (Caim)

Ao fim de vinte anos, sensivelmente volvidos, após o lancamento do livro do"Evangelho Segundo de Jesus Cristo", eis que o prémio nobel da literatura lanca um novo e polémico romance onde é invocado uma vez mais a Bíblia, com a sua nova publicação de o (Caim).
Durante as últimas semanas, muitas foram as trocas de galhardetes, entre o autor e representantes da aIgreja, que repudiou pelo facto, mais graves foi, algumas opiniões (comentários menos racionais) de alguns políticos portugueses, em que aconselhavam ao autor a renunciar a sua própria nacionalidade...

" A história dos homens é a história dos seus desentendimentos com Deus, nem ele nos entende a nós, nem nós o entendemos a ele".

Pólemicas à parte, é de congratular o autor pelo sucesso do livro, que em apenas dez dias vendeu para cima de 80.000 exemplares em Portugal. Também já se encontra à venda em Espanha e Brasil, brevemente será lançado em Itália.
Aconcelho a leitura deste romance (Caim), a todos os e não crentes, para retirar as devidas ilações sobre o romance, deixo uma frase do livro:

"Pela fé, Abel ofereceu a Deus um sacrifício melhor do que Caim. por causa da sua fé, Deus considerou-o seu amigo e aceitou com agrado as suas ofertas. E é pela fé que Abel, embora tenha morrido, ainda fala.".
(Hebreus, 11,4)

Depois da tempestade…eis que chega a…abundância!

No passado dia 23 do mês de Outubro, os órgãos autárquicos do Município de Alcochete tomaram posse no edifício dos Paços do Concelho desta vila numa cerimónia oficial para instalação do executivo da edilidade, assim como, da Assembleia Municipal para os próximos 4 anos.
Lamenta-se no entanto, que esta noticia quando relatada pelo sítio oficial do Município, não contemple uma alusão sequer aos discursos proferidos tanto pelo PS como pelo PSD. Estou convicto que, num estado democrático como aquele em que estamos inseridos, seria oportuno e sobretudo elegante constar pelo menos a síntese dos respectivos discursos. Valha-nos as fotografias.
Executivo empossado, chegou a hora da distribuição dos pelouros pela vereação e o dia escolhido para o efeito foi o passado dia 28. Esta acção decorreu na primeira reunião de Câmara e pasme-se, quando durante 4 anos este executivo CDU sustenta a sua falta de capacidade de investimento, a sua inércia e a sua inoperacionalidade, nos problemas financeiros da autarquia, decide apresentar uma proposta para colocar a tempo inteiro exactamente os 4 vereadores eleitos! Não me parece de facto uma atitude correcta atendendo à conjuntura socio-económica que atravessamos no Pais e no Mundo e sobretudo, tendo em consideração que a situação financeira da Câmara não é a melhor, a afixação de mais um vereador a tempo inteiro é lesiva para os cofres da autarquia, dado o aumento substancial dos encargos decorrentes da nova situação remuneratória. Considero também, que o volume de trabalho desta Câmara Municipal não justifica a permanência de quatro vereadores a tempo inteiro. No entanto, quero realçar que não pretendo com esta opinião, fazer qualquer juízo de valor sobre a competência do vereador em causa.
Também por estas razões os vereadores do PS votaram contra a proposta do Presidente da Câmara.
Provavelmente, muitos de vós não tendes noção dos valores a que me refiro, por isso aconselho a visitarem este link e retirem as vossas próprias conclusões:

http://www.dgaa.pt/pdf/Vencimentos_dos_eleitos_Municipios_2009.pdf


A vila de Alcochete está abrangida pela coluna cujo número de eleitores é mais de 10 mil e menos de 40 mil.

Pretende-se desta forma responsável e construtiva, estar atento aos inúmeros problemas que acercam a nossa vila. O objectivo é apenas um, com determinação e entusiasmo, desenvolver um trabalho que seja benéfico para Alcochete continuando a contribuir para o desenvolvimento desta nossa terra e da qualidade de vida de todos os que aqui residem. E neste capítulo…podem contar comigo!